25/06/2020
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Especialistas embasam posições da APEOESP contra precipitação na volta às aulas presenciais Como informamos no Boletim APEOESP Informa Urgente nº 74, na próxima semana deverá ocorrer reunião entre o Secretário Estadual da Educação e a Diretoria da APEOESP. Entre os assuntos a serem tratados, um dos principais será sobre a anunciada intenção do Governo do Estado de retomar as aulas presenciais na rede pública e privada de ensino no dia 8 de setembro. Reafirmamos que este anúncio é prematuro e precipitado, sem base científica, e poderá causar um recrudescimento do contágio por coronavírus no estado de São Paulo, que já é o epicentro da epidemia no Brasil.
APEOESP ouve especialistas A APEOESP tem tomado o cuidado de ouvir especialistas, como epidemiologistas, sanitaristas e arquitetos para embasar seu posicionamento, tendo constituído no âmbito da Diretoria uma Comissão para tratar dessa questão. Os especialistas ouvidos pela APEOESP nesta Comissão e também em debates que a entidade vem realizando afirmam, como também temos afirmado, que a suspensão das aulas presenciais nas escolas brasileiras contribuiu decisivamente para que não tivéssemos um quadro ainda mais grave na pandemia. As escolas, portanto, devem ser as últimas a retornar às atividades presenciais e, ainda assim, somente quando houver a drástica redução da pandemia e a garantia de segurança sanitária para professores, estudantes, funcionários e suas famílias. APEOESP aprofundará estudos e realizará consultas a entidades de saúde pública e organizações representativas da epidemiologia, pediatria e de arquitetura. Acreditamos que a Secretaria Estadual da Educação deve proceder da mesma forma, para evitar a tomada de decisões que poderão trazer graves consequências. Frente a qualquer situação que não leve em conta a crise sanitária e coloque em risco a vida de professores, estudantes e a sociedade como um todo, a APEOESP debaterá a greve com a categoria. Hoje não existem quaisquer condições para esse retorno e não há perspectivas de melhora nos
próximos meses. Além da gravidade e extensão da pandemia, nossas escolas não estão preparadas nem aparelhadas para isto. A precariedade é generalizada.
Subsedes devem realizar levantamento sobre as condições das salas de aula A questão arquitetônica das escolas é fundamental na prevenção e combate ao contágio e assim é considerada no mundo todo para a retomada das atividades presenciais. Ocorre que as condições estruturais das escolas da rede estadual de ensino são gravemente deficientes. A prevenção ao contágio do coronavírus exige ambientes ventilados e a luminosidade é essencial ao processo ensino-aprendizagem. Entretanto, grande parte das salas de aula em nossas escolas não apresentam condições mínimas de uso, sobretudo quando se trata de retomada de atividades presenciais no contexto de uma grave pandemia como a que vivemos. Desta forma, reafirmamos que, conforme solicitado no Boletim APEOESP Informa Urgente nº 74 e memorando enviado aos Diretores/as e Coordenadores/as, as subsedes devem fazer levantamento minucioso das salas de aula sem condições de funcionamento, apontando em que escolas, bairro e cidades se localizam, e encaminhem essa relação à Presidência da entidade, pelo e-mail presiden@apeoesp.org.br. Esperamos essas respostas com urgência, preferencialmente já nesta sexta-feira, 25/6.
Em defesa da vida A APEOESP pretende repassar todos esses estudos e embasamentos ao Secretário da Educação, buscando também apresentar seus posicionamentos sobre um protocolo para uma volta às aulas presenciais segura para toda a comunidade escolar e a sociedade, no momento adequado . No contexto atual, sem perspectivas de um rápido controle da pandemia, reafirmamos que deve ser mantida a utilização das tecnologias de informação e comunicação até dezembro, tal qual está ocorrendo nas universidades. Para tanto deve ser construído um protocolo resultado de amplo debate entre a SEDUC, APEOESP e demais entidades. Ressaltamos, novamente que, em que pesem todas as nossas divergências com o Governo Bolsonaro, o próprio MEC definiu pelo prolongamento do uso dessas tecnologias até dezembro. (Portaria MEC nº 544, de 16 de julho de 2020)
No dia 7 de julho, vamos realizar carreatas, buzinaços e faixaços Lembramos que 7 de julho será o dia estadual destinado a colocar a educação no centro do debate de pandemia, para garantir aos alunos possibilidade segura de volta às aulas O dia 7 de julho deverá ser organizado por todas as subsedes, inclusive as da capital, que deverão realizar a carreata na região central da cidade de São Paulo. Todas as subsedes devem organizar essas atividades em suas regiões, informando à Sede Central os horários, locais e as atividades que serão realizadas, pelo e-mail presiden@apeoesp.org.br, com cópia para: secgeral@apeoesp.org.br.
ASSINE E DIVULGUE A NOTA PÚBLICA PARA QUE SÓ OCORRA A VOLTA ÀS AULAS PRESENCIAIS COM REDUÇÃO DRÁSTICA DA PANDEMIA E GARANTIA DE SEGURANÇA SANITÁRIA PARA A COMUNIDADE ESCOLAR Acesse e assine neste link:
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