24/06/2020
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SE GOVERNO INSISTIR EM VOLTA ÀS AULAS PRESENCIAIS EM PLENA PANDEMIA, APEOESP DEBATERÁ A GREVE COM A CATEGORIA Entidade realizará dia estadual de mobilização e não aceitará retorno que possa colocar em risco a vida de professores, estudantes, funcionários e famílias Por meio da Liderança do governo na Alesp, na qualidade de deputada estadual, a presidenta da APEOESP obteve contato emergencial com o secretário da Educação na manhã de quarta-feira, 24/6. O secretário se comprometeu a agendar reunião com a APEOESP. No contato de terça-feira foram tratados dos seguintes temas:
I
Retorno às aulas presenciais
Secretário informou que só haverá retorno às aulas presenciais quando a área da saúde der o aval e que o protocolo de retorno será debatido com a APEOESP, outras entidades da Educação e com a sociedade. Entretanto, na quarta-feira, 24/6, governador Doria anunciou que pretende promover a volta às aulas presenciais em setembro. Lembramos que a APEOESP tomou a iniciativa de divulgar Nota Pública se manifestando contra a volta às aulas presenciais enquanto não houver
redução drástica da pandemia e garantia de segurança sanitária para a comunidade escolar, assinada por 42 entidades. Uma versão digital desta nota encontra-se disponível para assinatura no portal da APEOESP e já contava com 18.300 assinaturas no momento de elaboração deste Boletim. Para assinar, acesse: http://www.apeoespcadastro.org.br/APW30/w_enquetes/ enquete.php?id=641.
Sindicato debaterá a greve na base da categoria Qualquer situação que não leve em conta a crise sanitária e coloque em risco a vida de professores, alunos e a sociedade como um todo, a APEOESP debaterá a greve com a categoria. Hoje não existem as menores condições para esse retorno e não há perspectivas de melhora nos próximos meses. Além da gravidade e extensão da pandemia, nossas escolas não estão preparadas nem aparelhadas para isto. A precariedade é generalizada. Há necessidade de que se observe distância mínima entre os alunos nas salas de aula, e para além disso, é necessário que seja levado em conta o projeto arquitetônico das escolas, a higienização e a alternância entre as classes, de modo que exista redução no número de pessoas que se concentrarão ao mesmo tempo nas unidades escolares. Salas de aulas montadas de forma improvisadas, sem circulação adequada de ar, não poderão funcionar. Diretoria da APEOESP deliberou que todas as subsedes façam levantamento minucioso das salas de aula sem condições de funcionamento, apontando em que escolas, bairro e cidades se localizam essas escolas, e encaminhem essa relação à Presidência da entidade, pelo e-mail presiden@apeoesp.org.br. Caso o governo insista na volta às aulas presenciais em plena pandemia, colocando em risco a vida de professores, estudantes, funcionários e famílias, a APEOESP debaterá a greve com a base da categoria.
07 de julho: Dia estadual de carreatas, buzinaços e "faixaços" A Diretoria da APEOESP também deliberou que o 7 de julho será dia estadual destinado a colocar a Educação no centro do debate da pandemia, para garantir aos alunos possibilidade segura de volta às aulas Todas as subedes deverão organizar atividades no dia 07 de julho. Na Capital, será realizada uma carreata por todas as subsedes na região central da cidade. Todas as atividades nas regiões deverão ser informadas detalhadamente à Sede Central pelo e-mail presiden@apeoesp.org.br, com cópia para: secgeral@ apeoesp.org.br.
Pela proteção à vida de quem pertence ao grupo de risco Em relação à volta às atividades presenciais, é importante salientar que a
APEOESP não aceita que professores sejam submetidos à avaliação médica para determinar se pertencem a grupos de risco. O governo deve acatar a autodeclaração para efeitos de manter essas pessoas afastadas de qualquer foco de contaminação. Como subsídio para que essa questão seja debatida com a SEDUC, as subsedes devem realizar levantamento junto aos professores em suas regiões para determinar quantos pertencem aos grupos de risco. Formulário eletrônico será disponibilizado no portal da APEOESP e o link será divulgado. Os próprios professores poderão realizar o preenchimento.
Tecnologias da informação e comunicação devem ser utilizadas pelo menos até dezembro, mediante protocolo Para garantir que não ocorra retorno prematuro, é preciso ser mantida a utilização das tecnologias de informação e comunicação até dezembro, tal qual está ocorrendo nas universidades. Para tanto deve ser construído um protocolo resultado de amplo debate entre a SEDUC, APEOESP e demais entidades. É importante ressaltar que, em que pesem todas as nossas divergências com o governo Bolsonaro, o próprio MEC def iniu pelo prolongamento do uso dessas tecnologias até dezembro. (Portaria MEC nº 544, de 16 de julho de 2020)
Governo deve assegurar emprego, renda e demais condições para o isolamento social horizontal O Estado, em todos os níveis, deve garantir, através de políticas de sustentabilidade, o emprego e a renda dos trabalhadores. A APEOESP rejeita qualquer tentativa de redução salarial, de descontos ou de redução de jornada de trabalho com redução salarial. Neste sentido, somos solidários e apoiamos as manifestações dos entregadores de apps e dos metroviários que ocorrem no dia 1/7. A APEOESP também cobrará da SEDUC a contratação de mais professores para aulas de reforço aos estudantes, em função da precariedade do uso das tecnologias de informação e comunicação que vem sendo oferecidas.
É preciso lutar por todas as vidas A APEOESP seguirá denunciando as decorrências sociais da falta de apoio dos governos à população durante a pandemia em todos os momentos em que essa falta de apoio se fizer presente, trabalhando cards e outros materiais que tratam da defesa da vida e dos direitos da população negra, das mulheres, dos indígenas, das crianças e idosos e demais segmentos vulneráveis. Também prosseguiremos denunciando a letalidade policial, que atinge sobretudo a juventude negra.
II
Financiamento para os professores para a compra de computadores
Presidenta da APEOESP apresentou ao secretário da Educação a reivindicação de que a SEDUC estabeleça um plano de financiamento aos professores para que possam adquirir computadores, face à nova situação advinda da necessidade de utilizar as tecnologias de comunicação e informação, criada pela pandemia do coronavírus. Em resposta, o secretário informou que estão sendo estudadas em conjunto com o Banco Mundial formas de financiamento para essa finalidade e que a ideia é que os professores poderão escolher os equipamentos que desejam adquirir, a partir do mais básico. O financiamento será feito com juros bastante reduzidos. Para tanto será elaborado um projeto de lei a ser aprovado de forma emergencial pela Alesp.
III
Auxílio emergencial para eventuais e categoria O sem aulas
Mais uma vez, a presidenta da APEOESP lembrou ao secretário que está pendente uma solução para a situação dos professores eventuais e da categoria O que estão sem pagamento. O secretário e o líder do Governo justificaram que há questões jurídicas que criam dificuldades junto ao Tribunal de Contas, e que, por essa razão, a questão ainda não está solucionada, mas ambos disseram considerar justa a reivindicação. O secretário afirma que está trabalhando junto à Procuradoria Geral do Estado para viabilizar um projeto de lei que permita um auxílio emergencial ou outra solução para esses professores. O assunto também está sendo debatido em âmbito interno do Governo.
IV
Educação de Jovens e Adultos
No contato, após solicitação de esclarecimentos da presidenta da APEOESP, o secretário da Educação informou que estão ocorrendo aulas de EJA no Centro de Mídias, ministradas pelos professores da modalidade, que antes eram em vídeo e está em forma online. Desta forma, conforme reivindica a APEOESP, haverá aulas normais de EJA no segundo semestre. Não há previsão de fechamento de turmas e os mecanismos de busca ativa serão acionados. Secretaria de Comunicação