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Revista Desfoco

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Dezembro de 2017 - Teresina - Piauí Ano I Nº 1

E a segurança na Ufpi? Assalto Formal Conheça o assaltante mais educado do mundo

Amor

Uma analise sobre esse tróço chamado amor.

Carta de alforria O que leva um estudante de jornalismo a optar por fazer uma revista humorsitica em seu trabalho de conclusão de curso?

Homem vai parar em União procurando por retorno e volta de ônibus


EDITORIAL

Carta de alforria Essa revista que você acabou de abrir e pretende ler os textos e visualizar as imagens (ou não). Na verdade, não é apenas uma revista, mas sim uma carta de alforria. Sabe por quê? Porque ela vai me proporcionar uma liberdade que não sei o que é há quase quatro anos. Liberdade de poder ir dormir sem me preocupar em fazer trabalhos, ler textos, ler textos, ler textos, ler textos e depois de ler todos esses textos continuar me perguntando o que estava escrito nesses textos. Sim, exatamente, eu já li tantos textos nesses anos que não sabia nem o que estava lendo, tanto que fiquei me perguntando o que seria de mim quando chegasse ao TCC e tivesse que ler mais ainda. Foi aí que veio a luz no fim do túnel. Eu pensei comigo mesmo: Não tenho capacidade alguma de fazer pesquisa, sim, eu já tentei e não deu muito certo, sou preguiçoso, sim, admito e não me identifico nenhum pouco com leitura acadêmica. Os autores fazem questão de dizer com palavras difíceis algo que pode ser dito de forma muito mais simples. Pra quê isso, hein? Então caros leitores, só me veio uma única saída: Fazer um trabalho prático. Porém, mesmo assim, ainda iria dar bastante trabalho. Então pensei, pensei, refleti, e quando o cheiro de borracha queimada começou a subir de tanto pensar veio a saída definitiva. VOU FAZER UMA REVISTA DE HUMOR!!!!! Mas por que uma revista de humor? Oras! Porque sou preguiçoso e sempre procuro ir pelo caminho mais fácil, não é óbvio? Primeiro humor já é algo que faço desde 2011, não, não sou humorista, é que eu escrevo textos e crio charges. E por que não seguir esse caminho? Além do mais, também tenho habilidades com programas de editoração (InDesign, eu te amo). Ou seja, fazer uma revista de humor seria o trabalho de conclusão mais fácil para mim, e fiz, mandei brasa. Criei textos, uns legais, outros nem tanto. Produzi charges, cartuns caricaturas e meti tudo dentro desta revista que os (as) senhores (as) vão perder tempo lendo. Assim depois de quatro meses ela está pronta. Confesso que eu poderia ter feito em bem menos tempo, mas se eu tenho um prazo de quatro meses, por que vou fazer em dois? Coitado dos outros dois meses, iriam ficar se sentindo inúteis. Mas enfim, produzi, fui elogiado por amigos, até pela orientadora (CHUPAAAA) e agora cabe a você ler e tirar suas conclusões. Eu, modéstia a parte, GOSTEI PRA CARALHO. Um projeto que fiz com vontade e sem me sentir obrigado a fazer. Não foi por obrigação, como muitos fazem, foi por prazer.


SUMÁRIO O corno feliz 04 “A lingua é a maior arma do vizinho”

08

data que toda a Natal Afamília mais teme

O dízimo

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O Bêbado eo Diabo

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EXPEDIENTE

Textos: André Luis

Ilustrações: André Luis

Fotos: André Luis

Reprodução

Revisão: Letícia Sousa

Orientação:

Profª Drª. Ana Regina

Diagramação: André Luis

Projeto gráfico: André Luis

Editor: André Luis

A falta de retornos em Teresina

28 36

Uma carta para a banca 27 examinadora 39

Políticos de Teresina temem mesmo é a delação da Beth Cuscuz, “Odebrechté fichinha”

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“Mas o racismo é coisa inventada pela mídia esquerdista”

Edição Nº 1 - Dezembro de 2017


O corno feliz

Minha história é bem complicada. Meu nome? Isso não interessa, mas em algum momento vocês vão saber. O que importa mesmo é como sou conhecido aqui no meu prédio: “O CORNO FELIZ”, mas qual o motivo desse apelido? Para que tal adjetivo pejorativo? Qual o motivo de tamanha difamação contra minha pessoa? Isso é o que eu vou lhes contar agora. Vou começar falando sobre o que me fez herdar esse “carinhoso” apelido: Meu casamento. “Casamento”. Uma palavra tão bonita, mas que pode provocar em qualquer pessoa, tanto do sexo masculino quanto do feminino, infinitas reações e todos os tipos de sentimentos. Em relação aos homens, alguns sentem uma intensa agonia ao ouvir esse nome, ao ponto de preferirem falar sobre novelas mexicanas a terem que comentar com alguém sobre tal aliança, porém, quando chega a sua vez se empolgam mais do que mulher crente que só pode fazer sexo depois do casamento e não vê a hora de casar e usar a mangueira do seu parceiro para apagar um fogo que queima desde os 14 anos de idade. Outros o tratam com indiferença durante toda a vida. No dia do próprio casamento, isso quando chegam a casar, durante o casamento, se passar do segundo mês, assim vai ser sempre, indiferente a tudo que envolve essa palavrinha. Já na mulher, causa um sentimento de alegria, uma euforia comparada a de uma torcida de time de futebol comemorando o brasileirão após anos sem ganhar um título. É aquilo que todas elas sonham desde os 12 anos de idade. Elas não podem ouvir esta palavra que começa logo um assunto interminável que pode se estender mais que uma pregação dos testemunhas de Jeová num domingo pela manhã. Ilude-se com a esperança de que o namorado que está com ela há apenas três meses vai pedi-la em casamento só porque ele a convidou para um jantar e disse algo diferente. - Quero que está noite seja especial e inesquecível. Só basta ele desligar o telefone para que ela começa a ligar para as amigas. - Amiga, eu acho que ele vai me pedir em casamento. - Mulher, que boa notícia!!! Mas você não acha que está muito cedo?

Capítulo 1

A origem do apelido

“Inveja”, pensa ela, afinal, a amiga que disse isso é aquela que não tem sequer um namorado que a possa pedir em casamento. No entanto, no final era só um jantar como outro qualquer. Dessa vez, ao contrário da reação anterior, ela não liga para as amigas anunciando o não pedido e dizendo que ao invés disto, eles tiveram uma briga e quase terminaram. Ela só vai comentar sobre essa noite se alguma delas perguntar, e como ela sabe que é a primeira coisa que elas vão fazer quando a virem, trata logo de passar alguns dias sem sair de casa e sem atender ligações. Sem mais delongas, vamos ao que interessa. Eu estava começando a falar sobre o meu casamento, o motivo pelo qual eu ganhei o codinome “corno feliz”. Apesar do apelido e dos vários chifres na testa, meu casamento é sim um casamento perfeito. Sou corno, isso eu não nego, mas e daí? Minha mulher é linda, umas das mais lindas do prédio, seria um egoísmo querer ela só para mim, não é só porque além de mim o primeiro, o segundo e todos os andares acima também desfrutam das maravilhosas curvas de minha esposa que eu vou sair por aí me jogando da janela do oitavo andar. Porém, existe um segredo que ninguém aqui no prédio sabe. Todos acham que eu penso ser o único a quebrar as molas de um colchão com aquela maravilha da natureza. Tudo bem que eu tenho consciência dos chifres que brotam na minha cabeça, porém, permitir que eles saibam que me conformo em ser corno? Isso nunca. Sempre quando tocamos nesse assunto, em alguma mesa de bar ou no elevador, eu sou o primeiro a criticar: - Mulher que se presta a esse papel e não respeita ao próprio marido? Vai respeitar quem? Se um dia eu pegar a minha com algum “Ricardão”, eu mato os dois. E basta só eu ficar sabendo para vocês verem o estrago que eu faço. E assim eu vivo, eles pensando que estou sendo enganado, enquanto, na verdade, eu que enago todos eles. Casado com a mulher mais bonita do prédio e desfrutando do fogo que brota interminavelmente de dentro daquele corpo feito de mel; onde todas as abelhas querem pousar e colocar seus esporões. Meu privilégio é que eu não preciso me preocupar se vai chegar alguém para interromper nossos orgasmos.

04


HUMOR GRÁFICO

Todo político que se preza tem...

...um cabo eleitoral de estimação

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CONTOS

Concorrência

Noite de quarta-feira, a lua se esconde e a iluminação urbana deixa o ambiente mais obscuro do que o normal, Marcos então se prepara para começar seu trabalho de cada dia. Ele observa o movimento, percebe que não passa ninguém, e espera pacientemente até chegar a hora de sua primeira abordagem. No instante em que Marcos se acomoda em um canto, Lucas sai de sua casa, guarda seu instrumento de trabalho e segue seu caminho. A procura de quem possa lhe ajudar em seu trabalho, ele segue pela mesma rua escura e sem o brilho da lua. Marcos observa Lucas, que também não deixa de percebê-lo. Lucas pensa “este será o primeiro do dia”. Marcos fala consigo mesmo “encontrei um”. Marcos segue em direção a Lucas, que ao perceber diminui os seus passos, “será mais fácil do que eu pensei”, imagina Lucas. Marcos percebe que Lucas está mais lento e pensa “ótimo! Assim ele vai facilitar meu trabalho”. Logo os dois estão caminhando lado a lado, “boa noite!”, Lucas o saúda, “boa noite!”, responde Marcos. - Você tem horas? - Pergunta Lucas - Onze e meia. Marcos então resolveu agir, Lucas percebe que esta é a hora. Marcos leva a mão na cintura, e num movimento rápido saca sua arma “ Bora, vagabundo é um assalto” grita Marcos. Mas o que

ele não tinha percebido é que Lucas também fez mesmo movimento, e também se viu com uma arma apontada para ele. “Sou eu que estou te assaltando rapa, passa tudo aí”, responde Lucas. Lucas e marcos se veem em um impasse e começam diálogo para saber quem vai assaltar quem: - Espera, espera, eu cheguei primeiro, então eu que tenho que lhe assaltar. - Assegura Marcos - Como assim você chegou primeiro? Eu já tinha lhe visto há muito tempo, só estava esperando o momento certo. E fui eu quem lhe abordei, então o direito é todo meu. - Lucas retruca. - Não espera aí. Eu sempre assaltei aqui, meu avô assaltou aqui, que ensinou meu pai a assaltar aqui, e que me ensinou a assaltar aqui. O direito é todo meu, passa tudo aí vamos. -Vamos com calma. Não é assim que a gente trabalha. Quer dizer que só porque você e seus antepassados assaltam aqui eu não posso assaltar também? Que monopólio é este? E tem outra, eu não vou sair daqui sem te assaltar não, e nem vou deixar você me assaltar. Imagina eu chegar em casa e dizer pra meu filho que fui assaltar um cara e ele me assaltou primeiro? Nunca mais ele vai me respeitar. Enquanto Lucas e Marcos discutem, Rafael, ao perceber os dois, aproxima-se. “ Boa noite, senhores!” Rafael os cumprimentam. Marcos e Lucas param de discutir, olham um para o outro, como se estivem tido a mesma ideia, ambos pegam em suas armas, quando vão saca-las Rafael anuncia: -Bora! Bando de vagabundos, isso aqui é um assalto, passa tudo vamo, vamo.

Assalto Formal

Boa noite, senhoras e senhoras! Eu me chamo José Carlos, mas podem me chamar de “Zézim”. Bom, em primeiro lugar, eu queria pedir um momento da atenção dos senhores aqui presentes para anunciar qual é o meu objetivo aqui. Todos prestando atenção? (pausa para resposta) Excelente! Meu objetivo aqui é muito simples: Apoderar-me de tudo que pertence a vocês que estão aqui presentes. Espero que tenham a gentileza de entregar-me os seus bens de valores, sem tentar nenhum tipo de reação suspeita, heroica ou ofensiva. Caso contrário, serei obrigado a disparar um tiro da minha ponto 40, ocasionando assim o óbito do quem for atingido. Obrigado! Estou apenas fazendo meu trabalho. Tenham todos uma boa noite! Ah! Já ia me esquecendo, por favor, só liguem para a polícia dentro de meia hora.

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CONTOS

Não é minha Rafael entrou no banheiro com a intenção de fazer aquilo que, respeitosamente, chamam de número dois, mas eu, narrador desta história, chamo mesmo é de cagar. Quando Rafael abriu a tampa do vaso, avistou uma merda boiando tranquilamente no fundo da privada. - Puts, cara! A porra do Jorge não deu descarga nesta merda. Resmungou Rafael, puto da vida. - Mermão, ele que vai ter vim aqui dar descarga nisto.- Jorge, porra, chega aí cara. - Gritou ele. Jorge estava no computador distraído em algum dos sites impróprios para menores de 18, assim como ele, quando escutou Rafael chamá-lo. - Porra, véi! Que diabo ele quer agora? - pensou. - Que é, pô? Tô ocupado aqui. - Respondeu também gritando. - Chega aqui, viado. Vem limpar esta merda aqui que tu fez! - Diabo é que tu tá falando, macho? Que merda que eu fiz? - Jorge se levanta e vai até lá. - Que é porra? - Olha aí. - Diz Rafael Apontando para merda, - O que é que tem? É um tolete de merda. Nunca viu não? -Claro que já porra. Quero saber é porque tu não deu descarga véi? - Porque não fui eu? - Como não? Rafael olha para ele surpreso e desconfiado. - Claro que foi. Só tem eu e você nesta casa e eu tenho certeza que não fui eu. Jorge se aproxima do vaso e começa a examinar a merda. Olha para Rafael e diz com segurança. - Esta merda nem minha não é. Eu conheço a minha merda. Rafael olha com surpresa, e com uma cara de nojo. - Porra! Como assim você conhece sua merda? -Claro! A merda é uma impressão digital da pessoa, cada um tem a sua e sei muito bem que essa aí não é minha. A cara de surpresa e nojo de Rafael fica mais evidente. Ele também começa a demonstrar-se assustado. - Que porra você tá falando mermão? Tu fumou o que, véi? - Mermão, minha merda não é assim. Primeiro, ela é bem mais escura e um pouco mais fina que esta daí. Depois, a minha não boia, ela vai sempre pro fundo da privada e fica um pouco enrolada. Rafael começa a prestar mais atenção no que Jorge está falando,

e também passa a concordar com ele. -Outra coisa, a minha merda não é tão grande assim, ela tem as pontas bem mais arredondadas e não fica aquela pontinha fina de lápis apontado. - Cara, como tu sabe tanto assim sobre a sua merda? - Pergunta Rafael - Porra! Cara, convivo com ela desde quando eu nasci, tenho que saber. Rafael para por alguns segundos e coloca a mão na cabeça. - Então de quem é esta porra? Minha eu tenho certeza que não é. - Eu sei que não é sua. - Afirma Jorge com segurança - Como? Mermão tu conhece até a minha merda? - Claro! A tua é... - Para porra não precisa falar. - Interrompe Rafael. – Mas então de quem é esta porra? -Acho que sei de quem é. - Diz Jorge. – RALFEEEEE!!!!! Ralfe levanta a cabeça, as orelhas pontudas e começa a abanar seu rabo como se nada estivesse acontecendo.

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“A lingua é a maior arma do vizinho”

HUMOR GRÁFICO

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CONTOS

Claudemir da Cunha Medeiros

Prezado Sr. matador de aluguel. Desculpe-me, acho que profissional da morte seria mais adequado. Mas envio este e-mail ao Sr Este é meu último recurso, preciso do seu trabalho. Mas antes tenho que contar uma história. Bom, pra começar minha vida está uma droga. Primeiro, por causa de um colega de trabalho cujo nome eu faço questão de dizer: Claudemir da Cunha Medeiros. Que cometeu um erro gravíssimo na empresa há alguns dias e jogou a culpa toda pra cima de mim. Eu fui demitido do meu emprego, mas como sou um profissional renomado, e sempre recebi propostas de outras empresas, eu não entrei em desespero. Porém, foi aí que o pesadelo começou. Um dia antes do acontecido, recebi de uma empresa uma proposta que mudaria minha vida e eu fiquei de dar a resposta no dia seguinte, então quando fui demitido procurei a empresa para aceitar a proposta, mas eles me disseram que não iriam precisar mais de meus serviços, pois, tinham encontrado alguém para o cargo. Fiquei inconformado, achei uma falta de respeito, perguntei quem tinha ocupado o cargo, mas eles não quiseram me informar. Não descansei, procurei saber quem seria o desgraçado que ferrou com minha vida, entrei no site da empresa e tive uma surpresa que quase me fez cair para trás. Estava a informação no site. Desta forma: “Claudemir da Cunha Medeiros é o mais novo gerente de finanças internacionais”. Aquilo caiu como uma bomba na minha vida. Como alguém pode ferrar com a vida de uma pessoa duas vezes em um dia? Devido aos acontecidos cheguei mais cedo em casa, fui para o aconchego da minha mulher, mas foi aí que minha vida terminou de acabar. Ao chegar percebo que tem alguém na casa, achei estranho, pois moramos só eu e minha esposa, quando entrei no quarto minha mulher estava pelada na cama e um cara correu pela janela completamente nu. Tentei alcançar o desgraçado, mas não consegui. A desgraçada da minha mulher não sabia nem o que fazer, perguntei quem era o condenado, mas ela não quis me dizer, então percebi que as roupas do infeliz estavam lá no quarto, esta foi minha salvação, eu saberia quem seria o segundo maldito que ferrou com minha vida. Mas uma vez tive uma surpresa. Quando olhei a identidade do desgraçado adivinha qual era o nome? Claudemir da Cunha Medeiros. Mais uma vez este infeliz conseguiu me ferrar. Tomei uma decisão, não conseguia mais suportar tantas decepções. Resolvi tirar minha própria vida, eu estava decidido. Mas como tudo está dando errado na minha vida, nem isto eu não consegui fazer. Comprei uma arma carregada e quando eu estava voltando para casa fui parado por uma blitz, pediram para verificar meu carro e acabaram encontrando a arma, fui preso por porte ilegal de arma. Paguei a fiança, peguei meu carro e segui sem rumo, completamente desnorteado, pensei em provocar um acidente, mas lembrei que isto poderia matar pessoas inocentes, então percebi que eu estava chegando perto de uma ponte, quando entrei na ponte joguei o carro em direção ao rio, o carro caiu, porém, bem na hora, estava passando um corpo de bombeiros, não deu tempo nem de engolir um litro de água e fui resgatado. Fui para a casa, quando cheguei lembrei-me do gás, eu iria morrer intoxicado, mas quando liguei o gás percebi que o gás tinha acabado, olhei para o interruptor de energia e fui fazer mais uma tentativa que foi mais uma vez frustrada, pois, quando terminei de abrir o interruptor e fui colocar o dedo a merda da energia acabou. Depois de tantas tentativas, só me restou essa alternativa: contratar-lhe para me matar. Espero que faça o serviço direito estou esperando sua resposta.

Obrigado pela sua preferência! Quero lhe dizer que aceito o seu trabalho e que dentro de dois ou três dias, eu estarei realizando o que me pede, pois, tenho alguns trabalhos antes para realizar. Não se preocupe, pois, farei trabalho direitinho Ass: Claudemir da cunha Medeiros, o matador

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Amor

O amor. Aquela doença incurável que tem sintomas piores do que qualquer gripe H1N1, aquela praga pior do que as 7 que Moisés jogou no Egito. Aquela sensação ridícula de ficar pensando em alguém o tempo todo, e tudo que se faz é para chamar a atenção da pessoa amada. O pior é quando a pessoa amada, é amada por outro, e este outro é amado por ela. Daí vem logo a vontade de jogar este outro da primeira ponte que encontrarmos, tomar nosso amor e vivermos felizes para sempre. Sim, aquele dos contos de fadas. Porém, vem a realidade, e ao jogá-lo da ponte você será preso e seu amor logo irar para os braços de outro, mas você se conforma com a ideia de que ela irá ser feliz. Mentira, você nunca irá se conformar, tudo que irá se passar na sua cabeça é um plano, bem arquitetado, para tomar o seu amor, (claro, primeiro, você irá precisar fugir da cadeia) sequestra-la e a levar para um lugar distante e por fim ser feliz. Até o dia que a polícia descobrir o cativeiro e te levar de volta a Bangu I, II, III, ou sei lá quanto. Daí, você viverá sempre com aquele vazio dentro peito, e também do estômago porque a comida de lá deve ser horrível. No entanto, isso não vem ao caso. Talvez o vazio no peito seja preenchido por fumaça de cigarro adquirido ilegalmente de um cara grandão e tatuado que manda no pedaço. Mas deixemos o pessimismo de lado e olhemos o lado bom de amar.... Esquece o lado bom. Nem tudo é ruim, o amor tem suas histórias, nos traz lindos acontecimentos desde a existência da humanidade. Talvez o primeiro amor entre um homem e uma mulher tenha sido o amor instantâneo de Adão e Eva. Imagine Adão vendo Eva sendo moldada através de sua tão va-

CRÔNICA

liosa costela. Imagine ele contemplando aquela maravilha nascendo, porém, tendo que conter a dor de uma costela arrancada, sem saber o que estaria sentindo, sem saber que aquilo ali era amor, o primeiro dos amores. E também a primeira das dores. Nosso ancestral deve ter imaginado mil cantadas quando viu Eva completamente nua na sua frente. Cantadas como “nossa com você aqui eu me sinto em um paraíso” ou “você é a mulher mais linda da face da terra”. Sem se recordar que ela era a única. E como todo amor, o primeiro dos amores também teve seus maus momentos. Sempre há de ter alguém, no caso aqui algo, para arquitetar contra a felicidade de dois pombinhos apaixonados. É interessante que essa história vai contra as leis da cadeia alimentar, onde um réptil seria presa de uma ave. Aqui a ave vira presa do réptil. Estamos falando de nossa amiga serpente, que não se contentou com a felicidade dos primeiros pombinhos da história da humanidade e maquinou um plano infalível para destruir a felicidade dos dois. A serpente comeu os pombos. Como já sabemos a serpente iludiu Eva com falsas promessas, e ao convencê-la a comer do fruto proibido os pombinhos foram banidos do Paraíso. Tá, eu sei é sempre a mesma historinha de mulher iludida blablabla. Mas é fato. Porém, voltemos. E assim foi o primeiro dos casos amorosos. E aquele felizes para sempre? Bem, depende do que é ser feliz,né? Já que Adão foi obrigado a trabalhar, arrumou um emprego em uma lanchonete que vendia bananas para gorilas e ganhava um salário mínimo, eles tiveram dois filhos e como toda família humilde um dos filhos seguiu maus caminhos e acabou matando o irmão. E desde então somos condenados a amar e sofrermos por amor.

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HUMOR GRÁFICO

Todo mundo sempre vai querer aquilo que é seu

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Natal

Ah, o natal! O que dizer desse dia em que toda a família se reúne? O genro esquece que a sogra é uma megera, a mãe diz que perdoa sua filha por ter se casado com este traste que nunca conseguiu nada na vida. Um dia lindo de alegrias com sorrisos ensaiados durante todo o ano. Afinal, tudo bem os dois mil reais que aquele folgado do meu cunhado me deve desde o natal de 2002. Vamos esquecer que a tia Antonieta vai estar aqui em casa apontando descaradamente os defeitos de todo mundo da família. Vai ser uma noite linda. Vamos rir forçadamente das piadas sem graça do tio Nestor e esquecer que ele vive às custas do cunhado porque não tem coragem de arrumar um emprego. E pra quê ficar lembrando todo mundo que a prima Soraia recebe o vizinho no seu quarto pelo menos duas vezes por semana enquanto seu marido se mata de trabalhar para sustentar ela e os filhos? Também não precisamos ficar dizendo em cochichos que um dos filhos está envolvido com drogas e que o outro tem lá suas dúvidas sobre a sexualidade. Vamos celebrar alegremente essa data com toda a família reunida, na verdade, quase toda, já que tio Nelson está preso por ter roubado o colar de brilhante da vovó. Mas isso é outra coisa que ninguém precisa lembrar, ao menos não na sala. Deixa isso pra cozinha, varanda ou no quarto do Juquinha que está entediado com a festa porque não pode estar na frente do seu computador alternando entre a Netflix e Xvideos. A parte mais linda da noite é a hora da troca de presentes, quando fica evidente que o Raimundo odeia a família pobre da sua mulher e reclama que todo ano seu sogro dá aquele suéter que ele compra na promoção da C&A parcelado em 8x no cartão. Depois o Ernesto abre o presente que recebeu e acha lindo, mas

CRÔNICA

A data que toda a família mais teme

na verdade ele odiou e tudo que quer fazer na verdade é jogar na cara da Marinete como ela é mão de vaca. Pois, com a condição financeira que possui poderia pelo menos dar um presente de vergonha. Depois vem a sobrinha Vitória com seus 16 anos achando seu presente lindo e maravilhoso, causando inveja nos primos que ganharam meias, cuecas ou camisa xadrez. Por fim, é hora de comer, a mesa está farta, as noras todas ainda estão com raiva de seus maridos que ficaram de papo no quintal, tomando cerveja, enquanto elas passavam o dia na cozinha preparando a ceia. E não pode faltar o agregado de uma das famílias, que não é parente de ninguém, ser o primeiro a avançar na comida enquanto a tia Marta cochicha com a tia Lurdes e se perguntam se a Vera errou o ponto da lasanha novamente ou se a Zuneide nunca vai aprender a fazer um salpicão que preste. Depois do jantar vem a bebida, essa é parte mais crítica. Os bêbados vão soltando suas línguas, os maridos começam xavecar as cunhadas e os netos estão no quarto brincando de papai e mamãe. Começam as discussões. A família do Nelsinho vai embora as crianças acordam chorando, os mais velhos começam a reclamar do barulho. Enquanto isso, a Rosa mais uma vez está nua na piscina dizendo que deveria ter se casado com o Marcos e não com o broxa do Rafael. Amanhece. Todos começam a ir embora dizendo que a festa estava ótima e cobrando aquela visita que foi prometida e nunca cumprida, para a felicidade de quem convidou é claro. Os que não se falavam irão continuar sem se falar e os que brigaram estarão fazendo churrasco juntos no próximo final de semana. Todos vão embora e a bagunça sobra para a dona da casa, já que, o marido está estatelado no sofá e as crianças estão dormindo.

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CRÔNICA

Os piores tipos de pessoas dentro do ônibus Eu, como pobre e lascado que sou, estudante e estagiário de jornalismo (serei pobre o resto da vida), dependo de transporte público, vulgo, busão todos os dias. Chego a pegar até 5 em um único dia. Para piorar, moro tão longe que tenho que acordar 3h da manhã para não chegar atrasado no estágio. Sério, é tão longe que tenho até passaporte. Mas, enfim, o que quero dizer é que já não basta passar um bom tempo em uma parada de ônibus, (se for final de semana então? Depender de terminal é tá fodido), correndo risco de ser assaltado 6h da manhã, ou ficar no sol do meio-dia por causa das novas paradas do Firmino. Você ainda tem que lidar com pessoas sem noção dentro de ônibus. É sério. O ônibus é o lugar onde mais se encontra gente sem noção por metro quadrado, metro não, porque os ônibus daqui são tão pequenos que nem metro quadrado deve ter. Ou seja, pessoas que: Não respeitam os outros, não sabem o seu lugar e se fazem de doidas. Quais são os tipos de pessoas dentro de um ônibus?

O filho da puta que acha que está sozinho no ônibus

Um tipo de pessoa que tira qualquer um do sério, é o cara que não tem noção de que tem ele e mais 200 mil pessoas nessa bosta de lata de sardinha verde. Ele não tem a capacidade de respeitar o espaço do outro. Primeiro, já entra com um paraquedas nas costas (mochila pra quem não entende analogia). Parece que o desgraçado vai passar um mês na universidade, escola, faculdade ou qualquer cabaré que ele esteja indo. Pois, o diabo da mochila é enorme e está lotada de coisas. Até aí tudo bem, porém, o infeliz não tem a consciência de botar a mochilinha de lado ou no chão. Ou seja, o troço ocupa o ônibus todo, bloqueia a passagem dos outros e incomoda quem está perto. E na hora de descer, a mochila tá lá nas costas, e o “fidumaégua” carrega todo mundo junto com ele.

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CRÔNICA O lesado que não quer sair do lugar Este daqui é um filho da puta que dá tanto ódio bicho. É aquele que estaciona em um local dentro do ônibus e só sai dali quando chega na sua parada, e pior, só quando chega mesmo. Ele não tem noção de que o ônibus está lotado e que tem que ir para perto da porta muito antes da sua parada, será que ele acha que está andando de Uber? Daí quando chega na sua parada, ou pede pro cobrador pedir pro motorista abrir a porta do “mei”, coisa que ele claramente não vai abrir, pois, não transou com a mulher e está de mau humor, ou sai igual um mamute arrastando todo mundo para conseguir descer há tempo. E nessa de ficar lá plantado, já praticamente dando frutos no local, ele acaba atrapalhando as pessoas que querem descer, pois, o “dirgramado”, não se toca que a pessoa está querendo passar e ficar lá feito estátua. Quem quer passar que se esprema todo, pois, ele não vai se mexer.

O que não passa na catraca Rapaz, esse aí merece apanhar tanto bicho. A pessoa simplesmente chega na catraca e fica lá estacionada porque acha que não dá pra passar, sendo que tem um espaço de um elefante do outro lado. Desgraça, tu quer ser cobrador? manda o currículo para a Emtracol, porra. Aí quem quer passar ou tem que esperar a porra criar coragem ou pedir pra ele passar, que claramente vai dizer: “meu fí, só se eu entrar dentro daquele povo, tá vendo que não dá”. Daí você pede pra ele sair do “mei”, já doido pra larga um murro na venta dele, passa, vai lá pro fundo e encontra aquele que fica estacionado bem no meio da porta.

perto e pegar a cadeira. O pior é que esse tipo de pessoa não entende a regra do cheguei primeiro eu tenho mais direito. (regra acabada de ser criada por mim) Se você está perto de alguém que vai descer e quando chega a hora de ela descer, aquela pessoa pode estar onde for, ela vai jogar a bolsa de longe para guardar o lugar, vai vir correndo para sentar primeiro do que você e não tá nem aí. Só quer saber de sentar, parece que tá é morrendo a desgraça.

O que senta ao seu lado E por fim, o tipo de pessoa que eu mais odeio. Aquela que senta ao seu lado. Sim, sou antissocial, odeio gente do meu lado. Mas a questão aqui é uma coisa que eu não compreendo. Pode ter só você na merda do ônibus, milhões de cadeiras vazias. Cara, cadeira alta vazia! E a pessoa vem sentar do seu lado? Mano, para que velho?. E geralmente só quem senta é o gordo, o espaçoso e o chato. O chato é aquele que quer conversar com você a viagem toda e não adianta fingir que está dormindo ou ler um livro igual você faz com as velhinhas lá na frente. Ele vai te acordar, ele vai te perguntar se o livro é bom… Ele só quer atazanar sua vida. Ele veio ao mundo pra isso. Está escrito no caderno da vida dele.

Urubu de cadeira Aqui temos aquela pessoa que já entra no ônibus procurando cadeira, se tiver cadeira na frente ela senta, finge que tá lendo um livro pra não ver o velho entrando ou arruma logo um sono. Se não tiver, ela passa a catraca olhando pra todo mundo e procurando alguém que provavelmente vai descer logo para ele ficar

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ESQUETE

Viagra

- Meu véi! Ô, meu véi! - O que é muié? Diabo é que está muié quer? - Véi, tem aqui um remédio novo que o doutor passou, anda tomar. - Égua! Estes diabo deste remédios, num sei pra que isso. -Ande homi. Num reclame muito não. - Me dá este troço aí... - Pegue! (lendo) - Vi - a - gra. Que diabo de remédio é este muié, que eu nunca vi? - Homi é pros ossos, tome logo vai. - Tô tomando. (pensamento) – “É hoje que eu tiro o atraso com este véi.” - Muié! Tem alguma coisa errada aqui... Diabo é isto, véia? Socoorro, véia. Socorro, tem bicho vivo dentro da minha calça. Mata, mata, mata. (sai correndo)

Curado

- Então, eu tenho uma notícia muito boa para lhe dar. - Sério, Doutor? Quer dizer que eu estou curado do meu problema? - Sim, de acordo com o meu diagnóstico, após 10 sessões, eu percebi que o senhor já não é mais tão viciado em falar em grupos de WhastApp. - Nossa!! Que ótima notícia. Quer dizer que agora eu já posso me considerar uma pessoa normal que não precisa de WhatsApp para fazer tudo? - Isso. - Agora eu vou conseguir sair de casa? - Exato! - Maravilha! Espere um pouco aí, doutor.... Pronto voltei. - Porque demorou tanto? - Ah! Eu estava comentando aqui nos grupos que estou curado do meu vício. Aliás, doutor... Nessas dez sessões, hoje é a primeira vez que a foto do seu perfil está diferente, eu gostei bastante desta.

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HUMOR GRÁFICO

O brasileiro confunde a úrna eleitoral com a privada de sua casa 16


Repartição

ESQUETE

pública

- Oi, bom dia! Não tem fila hoje. Está funcionando? -Bom dia, senhor! Sim, claro, normalmente. Em que posso ser útil? -Como? -Como posso lhe ajudar amigo? -Não eu entendi, é que geralmente vocês nunca falam assim… Bom, estou precisando regularizar umas pendências da minha empresa. -Claro, sente-se, por favor, o senhor aceita um café, uma água? Um Uísque? Uísque é ótimos para estas horas. -Hã? Café? Uísque? O que está acontecendo aqui? - Mas qual é mesmo o problema da empresa do senhor? É FGTS, Certificado de Falência? Estamos aqui para lhe ajudar. -“Estamos aqui para lhe ajudar”.... Acho que vim ao lugar errado. É aqui mesmo o fórum trabalhista? -Sim, claro. - Meu Deus! Eu estou tendo um pesadelo, só pode. Bom, eu preciso tirar um certificado de Falência. - Claro, sem problemas, o senhor trouxe os documentos? -Sim, eu trouxe. - Deixe-me ver.… Olha está faltando o seu CNPJ. - Merda! Agora lascou. Eu não posso mais vir aqui. -Não, sem problemas, a gente dar um jeito. - O quê? - Nós damos um jeito. - Meu Deus! Que merda está acontecendo aqui?

- Pronto. Resolvido, aí está o seu certificado. - Já? -Sim. - Vocês estão de sacanagem comigo, né? Isto aqui é uma piada, só pode. - Não estou entendo o que o senhor está querendo dizer. - Olha aqui, você pensa que eu sou moleque? Eu não estou aqui brincado não, viu? Chama seu superior, eu exijo falar com ele. -Claro tudo bem... - Senhor, em que posso ajudá-lo? - Como assim “em que posso ajudá-lo”? Primeiro, eu chego aqui e não tem nenhuma fila, depois este rapaz aí me atende com toda a educação do mundo, pede para eu sentar, me oferece água, café e até Uísque. Em seguida, ele diz que resolve mesmo faltando um documento e pra terminar ele me despacha em menos de cinco minutos! - Senhor, ele apenas está fazendo o trabalho dele. - Pois que faça direito, eu sou um cidadão brasileiro. Tenho direito de chegar a uma repartição pública e pegar uma fila enorme, encontrar um funcionário mal educado e enfrentar todas as burocracias possíveis. Não mereço que meu problema seja resolvido em menos de duas horas. - Senhor, pedimos desculpas pelo transtorno, vou lhe dar um cheque de vinte mil reais como uma indenização por danos morais. - O quê?

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ESQUETE

O dízimo

- Graça e paz, pastor. - Graça e paz, irmão. - Pastor eu vim devolver o meu dízimo. - Muito bem, meu filho! Deus se alegra com sua atitude. Mas quanto você vai devolver irmão? - Pastor este mês eu só vou devolver dez por cento. - Claro, irmão! Nosso senhor Jesus Cristo agradece sua doação e fica muito feliz. Mas se o irmão doar vinte por cento a felicidade de nosso Senhor será bem maior. - Você acha pastor? - Com certeza irmão. - Está bem pastor vou doar os vinte por cento, afinal dez por cento a mais não vai fazer diferença. Eu tiro os doces das compras deste mês. - Isso,meu filho, até por que doce é supérfluo, e supérfluo significa gula e lembre-se gula é um pecado. Deus acaba de se alegrar porque você abdicou de mais dez por cento de sua renda para contribuir com suas obras. Mas irmão você quer que além de Deus todos os anjos do céu se alegrem também? - Sim,claro, pastor. O que posso fazer para que esta glória aconteça? - Irmão, é muito fácil, basta você doar trinta por cento que todos

os anjos se alegraram. - Mas pastor trinta por cento? Assim vou ter que cortar as bebidas. - Irmão essas bebidas só fazem mal a sua saúde e Deus prefere almas saudáveis. - Está bem. Vou doar os trinta por cento porque sei que o meu lugar está guardado lá no céu. - Irmão, você tem uma alma de ouro, sua alma já está à caminho da salvação. Mas para que o céu todo se alegre e Deus mande buscar seus melhores anjos tocadores de harpa para fazer uma grande festa em homenagem a sua bondosa alma você poderia doar cinquenta por cento. - Cinquenta? - Sim. Irmão, cinquenta... - Cinquenta não dá pastor é muito pesado para mim. - Irmão, Deus nunca negou nada a você, ele sacrificou seu filho para te salvar, irmão. Agora você nega devolver todo este sacrifício a ele, irmão? Você quer que Deus fique muito decepcionado com você, irmão? - Não. Nunca. Está bem vou doar os cinquentas. - Muito obrigado, irmão! Deus agradece. Mas, irmão, se você doar os cem por cento sua alma se salvará com certeza, irmão.

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HUMOR GRÁFICO

A identificação biométrica trouxe novidades para a Política 19


ESQUETE

O picasso

- Querido! -Diga, meu bem. - Tenho que te falar uma coisa. - Fale, meu amor. - Eu não aguento mais. - O quê? - O seu Picasso. - Mas como não aguenta mais? - Ele está me incomodando muito. Não estou mais suportando... - Mas meu bem você sempre adorou... Lembro-me da primeira vez que você viu, você adorou. - Mas o tempo foi passando, meus gostos foram mudando e eu peguei um desprezo por ele. - Você não quer tentar mudar a posição?

- Não. Não vai resolver. - Então o que você sugere? - Tira. - Tirar? - É meu bem, isto não vai mudar nada em sua vida. - Mas assim de repente? Ele me dá tanto prazer. E meu pai o adora, este meu Picasso é um orgulho para ele. O que ele irá pensar quando descobrir? - Você explica para ele que eu não estava mais aguentando. - Não dá. Eu não posso. - Ou tira você ou tiro eu... Você é quem escolhe! - Está bem eu vou tirar. - Por isso que eu te amo. - Mas o que vamos fazer com ele? - Conheço um colecionador que é louco por Picasso. - Decidido. Vamos vender para ele. Mas será que ele não teria nenhum Da Vinci, Michelangelo, ou até um pintor brasileiro?

Entrevista para cargo público - Bom dia! - Bom dia! Tudo bem? - Tudo. - Ok! O senhor é o Walisson, né? - Sim, senhora. - Bom! Sr. Walisson, o senhor atingiu a média de pontos no concurso público da prefeitura, foi qualificado, mas para que o senhor seja realmente contratado, você deve fazer uma entrevista, tudo bem? - Tudo, claro. Sem problemas. - Bom! Vou fazer umas perguntas básicas. Podemos começar? - Sim, claro. - Sr. Walisson, o Sr. é um funcionário pontual? - Não. - O Sr. costuma faltar no seu trabalho ou sair antes do expediente? - Com frequência. - O Sr. é simpático? - Não. - O Sr. é educado?

- Não. - Hum.. ok! Sr. Walisson, o senhor tem paciência? - Também não. - Certo. Se caso o Sr. estivesse atendendo alguém, e encerrasse seu horário de expediente, o que o Sr. faria? - Bom, eu pegaria minhas coisas e iria embora. - Mas o que o senhor diria para a pessoa? - Ah, eu mandava vir outro dia, porque meu horário de expediente acabou e explicaria que não ganho hora extra. - Ótimo! Uma última pergunta: o que você faria se aparecesse alguém pra resolver algo e o Sr. não estivesse com vontade de resolver? - Fácil, eu diria que não resolvo este tipo de coisa e passaria para outra pessoa, e ainda faria ela espera no mínimo umas duas horas. - Bom! Sr. Walisson, analisando as suas respostas, o que tenho a dizer que o Sr. está apto a ser um ótimo funcionário público. A partir da próxima semana o Sr. já poderá começar conosco. Parabéns! O Sr. está contratado.

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O Bêbado eo Diabo

Siverino copo de pinga Assim era conhecido na caatinga. Numa segunda de madrugada, Pode se dizer que a terça já dava entrada, Depois de seus familiares já não ter notícias E há quatro dias irem a delegacia de polícia Eis que, depois de quatro litros de cachaça, Isto só nas duas últimas horas de bagunça Abraçado em um litro de mangueira Com os planos de deixar aquela bebedeira, Pelo menos nas próximas doze horas de sono, Da estrada que iria para casa sentiu-se dono E assim só ele e seu litro de mangueira Que sempre o-acompanhará em qualquer brincadeira Viu-se na escuridão daquela estrada Porém, sem temer a absolutamente nada Coragem que de fato aumentava A cada beijo que na boca de sua companheira ele dava Beijos incentivados por cada barulho no matagal Que aos seus ouvidos espertos nada parecia normal E quando por detrás das nuvens a lua já se escondia E da estrada que ali estava toda a claridade varria Viu-se então um vulto a lhe rodear E depois um vento e uma voz a lhe falar: - Severino, Severino, não quero nada de ti Peço apenas que me entregue o aguardente - Quem és tu cabra sem vergonha? Aparece pra ver se aqui mesmo cê num apanha, Pois se quer minha cachaça de mim a de tomar E de tudo, Pinga é só o que me faz brigar. - Severino, comigo tu não te atinas nem de brincadeira, Pois a muito neste mundo eu rodo, e muito já fiz besteira - Pois, que venha cabra. Medo num tenho nem do diabo Quanto mais de sujeito que se esconde e num mostra o rabo -Medo do diabo cê num tem? Pois todo a de se cagar No dia em que com o tal tu se deparar Dai-me a cachaça e vou embora sem rastro deixar - Já te disse que minha cachaça não ei de lhe dar Vá você comprar a sua, logo ali tem um bar Então surge um vento tão forte quanto um furacão

UM CORDEL

E diante de Severino aparece aquele a quem se chama de cão E nem mesmo diante de monstruosa criatura Que tanta feiura é capaz de assustar até mesmo uma mucura Nem mesmo diante do que está ali parado Severino não se ver nenhum pouco amedrontado - Valei me minha Nossa Senhora, e eu que pensava que feia era minha muié Quem diabo és tu criatura de Deus? E porque tanto minha pinga você quer? - Sou eu mesmo, o próprio, aquele que Deus expulsou do céu Deixe de conversa mole e me entregue logo isto, que pra mim é como mel - Diabo dos infernos, vem lá das trevas ‘pra’ vir roubar minha mangueira E se Deus do céu te expulsou, por outro motivo ‘num’ há de ser, ó o ‘tamain’ da feiura Minha cachaça se num vai roubar. Te mete a besta pra ‘ocê’ ver Pois chifre cê tem dois, e se ‘num’ tomar cuidado nenhum a de ter - Que pensa comigo fazer Severino? Sou o diabo e você um simples mortal Como pretende de mim se livrar? Tenho poderes e sou imortal - Você está certo, com você nada posso fazer, pegue o aguardente Quero apenas que você tome todinha na minha frenti Ao diabo Severino entrega a cachaça e ele começa a beber Já no primeiro gole o tinhoso sente seu corpo ferver - O que fizeste desgraçado? Porque meu corpo queima? Sinto como se me jogassem água benta - Enquanto ficava aí, falando que tinha poder Ao poder divino eu recorri e minha pinga pedi pra Deus benzer Minha vó já me dizia: “nem mesmo o diabo tão temido Nem mesmo ele é maior que o poder divino” Foi-se então o coisa ruim, e com ele a escuridão da noite E ali mesmo, encostado em uma árvore que assistiu tudo de camarote Dormiu Sivirino por doze horas sem mexer nem um dedo E ao acordar, lembrou-se do acontecido, mas imaginou tudo ter sonhado

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HUMOR GRÁFICO

Existem empregos que literalmente são uma bosta

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O corno feliz Vocês ficam se perguntando: como assim? Como o fato de a mulher de um cara trair ele com metade do bairro pode diverti-lo? Como eu vos disse, chorar é que não vou, me divirto com cada cara de surpresa de minha mulher quando chego mais cedo em casa. Com a sua agonia para esconder o outro e não deixar rastro para que eu não perceba que esteve ou tem alguém dentro da minha casa. E por mais que ela tente esconder o plantador de chifres, eu sempre sei que o Marcos do 31 está em baixo da cama, ou quando o Roberto do 34 está dentro do armário, também sei quando o Jorge, nosso porteiro passou por ali para dar um recado e acabou ficando algum tempinho a mais, pois, ele não queria sair de dentro de sua calça. Mas não pensem vocês que foi sempre assim, fui vencido pelo cansaço e me lembro como se fosse hoje da primeira vez que eu a peguei com um animal do sexo masculino na cama que não fosse o Russi, nosso gato de estimação. Foi numa segunda, meu dia no trabalho estava péssimo não estava mais aguentando de dores de cabeça, talvez fossem os primeiros galhos de chifres querendo brotar, pedi para ir para casa e depois de muito “bla bla bla” a permissão foi concedida. Fui para casa achando que quando eu chegasse, lá estaria minha mulher para cuidar de mim. Tentei ligar antes para que ela preparasse tudo e me desse o conforto que um marido doente merece, mas neste dia os ramais do prédio estavam em manutenção, e como na época celular era feito título de mundial para o time do Corinthians (raridade), fiquei sem poder comunicar a ela que o cara que, naquele momento, estava por cima dela deveria vestir suas roupas e sair dali o mais rápido possível. Ao chegar ao condomínio fui pedir que Jorge, o nosso querido porteiro que eu inclusive citei a pouco, comunicasse minha querida e fiel esposa de que eu estaria subindo. Porém, algo conspirava a favor do ato de adultério daquela que para mim seria a mulher mais fiel dentre todas que existem no mundo. O porteiro não estava na recepção do prédio, e o jeito foi chegar de surpresa e atrapalhar o estudo deles sobre o “Kama Sutra”. Talvez já estivessem na página 40. Desisti de avisar e entrei no elevador que me levaria ao encontro de uma das cenas mais deprimentes de minha vida. Nunca imaginei que ao entrar naquele elevador, caminhar pelo corredor do décimo andar e abrir a porta do apartamento de número 25, que seria o meu ninho de amor, eu iria encontrar minha fêmea acasalando com outro macho. Quando entrei escutei logo um gemido que eu só costumava escutar durante as noites em que eu e minha esposa íamos dormir um pouco mais tarde e ficávamos brincando de papai e mamãe, porém, não passou pela minha cabeça que a minha mamãe estaria brincando com outro papai. Resolvi então ir ao encontro do som, que vinha direto do nosso quarto. Abri a porta devagar, a princípio eu pensei que minha mulher estaria

Capítulo 2

O primeuiro flagra sendo atacada por um gorila ou lobisomem, pois, eu nunca tinha visto tantos pelos em toda em minha vida. Foi quando percebi que aquilo ali era uma pessoa em cima de minha esposa, fazendo com ela o que teoricamente eu deveria ser o único a fazer. Olhei para ver quem seria o animal por debaixo de tanto pelo. Foi nesse momento que percebi que se tratava do nosso querido amigo, aquele que deveria estar lá na portaria exercendo sua função de porteiro, onde seu dever seria unicamente fazer com que pessoas entrassem ou saíssem, e não o de entrar a fundo em uma pessoa que não seria sua mulher, namorada, ou sei lá mais que nome dão pras companheiras hoje em dia. Primeiramente eu pensei em matar os dois naquele instante, imaginei como eu faria e o que eu iria fazer com os corpos. Premeditei um crime tão perfeito que nem mesmo os caras do CSi iriam conseguir desvendar. Porém, me vem logo a ideia de como seria viver sem alguém pra satisfazer todos os meus desejos mais íntimos, loucos e surreais, coisas que não seriam adequadas para se relatar aqui. Pensei também na hipótese de um prédio sem seu porteiro e como iríamos fazer para entrar e sair do prédio, claro que isto seria facilmente resolvido com a contratação de um novo porteiro, talvez esta hipótese do porteiro fosse simplesmente uma desculpa que eu inventei para encobrir a minha falta de coragem ao ter que tirar a vida de uma pessoa. Saí dali desnorteado, caminhei pelas ruas de meu bairro sem saber aonde iria parar e todos os casais que eu avistava na rua, eu enxergava logo a imagem daquele “animal” em cima de minha esposa. Parei em um bar, bebi, bebi, bebi e depois bebi mais um pouco, quando já estava completamente bêbado, continuei bebendo. Fechei meus olhos e quando os abri eu já estava em casa, na minha cama, por um instante me senti aliviado, pois, imaginei ter tudo sido um pesadelo, porém, o alívio durou pouco, já que, minha mulher apareceu logo me fazendo indagações que me fizeram cair na real e ter certeza que tudo foi real. Depois desse dia, passei a conviver com o fato de que aquela mulher não pertence apenas a mim. Aos poucos eu fui me acostumando, fui aprendendo a disfarçar a raiva que eu sentia quando percebia que minha esposa estava sendo emprestada a outro. Meses depois minha vida já tinha voltado ao normal, eu já não me importava mais com a ideia de ser corno, não me incomodava mais saber que outro reinava no meu lugar enquanto eu trabalhava para sustentar a casa e realizar os desejos de minha querida esposa. Já me habituava em reparar como meus vizinhos mudavam de assunto rapidamente ao me ver chegando, me acostumava em ver o jeito que os moradores do prédio olhavam para nós dois quando passávamos felizes, sorrindo e esbanjando alegria. Sou capaz até de imaginar o que estão pensando. “Olha lá o corno... Como é cínica esta mulher”.

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A Ufpi é um lugar muito seguro... PARA OS PRÓPRIOS SEGURANÇAS


NOTÍCIAS

Estudos apontam que o teresinense passa 70% de sua vida em paradas de ônibus

Um estudo, realizado sei lá por quem, descobriu que os moradores da cidade de Teresina passam 70% de sua vida em paradas de ônibus a espera de um transporte público. Segundo a pesquisa, esse fenômeno ocorre devido a demora dos ônibus, pois, uma pessoa passa em média uma ou duas horas esperando seu transporte. Se for jardim Europa, Socopo ou Santa Maria a espera aumenta para mais de três horas.

O auxiliar de servente, Edson Sousa, que normalmente espera de 40 minutos a uma hora e meia passar um ônibus que lhe sirva, relata que fica tanto tempo num ponto de ônibus que conheceu sua mulher e teve sete filhos em uma parada da zona Sudeste. “Eu passo muito tempo a espera de um ônibus no terminal do Dirceu, tanto que foi lá que conheci minha mulher e tivemos nossos sete filhos”, relata o auxiliar.

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NOTÍCIAS

Criança de 3 anos que nunca tinha visto chuva em Teresina se desespera

Na manhã de hoje, 9 de dezembro, um raro fenômeno natural, tradicionalmente conhecido como chuva, aconteceu em Teresina. Muitos não viam isso acontecer há muito tempo, porém, o caso do pequeno Lucas de 3 anos era ainda mais especial. Ele que nunca tinha visto chuva, entrou em desespero. Segundo a mãe da criança, Dona Gonçala, ele pensava que fosse o fim do mundo. “É porque eu contei pra ele a história da arca de Noé. Quando ouviu o barulho, ele começou a chorar e gritava dizendo que todo mundo ia morrer”, afirma. Depois de ter se acalmado, o menino perguntou para a mãe onde desliga a chuva, porque, segundo ela, ele estaria incomodado, pois nunca tinha visto isso na vida. “Ele queria desligar, disse que se a da torneira dá pra desligar, a do céu também podia”, relata dona Gonçala. Além do pequeno Lucas, outras crianças também tiveram reações estranhas devido a chuva desta manhã. A Lara, 4 anos, perguntou pra sua mãe se o céu estaria vazando, Marcio, 2 , disse que o Rio do céu encheu demais, já o pequeno Pedro, alertou sua família que estava chovendo, porém, seus pais não acreditaram e disseram que seria tudo fruto da imaginação do garoto.

Políticos de Teresina temem mesmo é a delação da Beth Cuscuz, “Odebrechté fichinha”

Recentemente saiu a tão temida lista da Odebrecht, políticos piauienses foram citados na lista que contém também todos os brasileiros que já nasceram ou morreram desde 1500, ano que esse país foi invadido pelos portugueses. Entre os piauienses citados, o destaque é para o prefeito de Teresina, Firmino Filho. No entanto, o que os políticos andam comentando nos bastidores

da política é que existe uma lista muita mais perigosa do que a da empreiteira que manda e desmanda no Brasil. É a lista da Beth Cuscuz. Segundo um vereador que não quis se identificar, e que está na lista da Odebrecht, se a cafetina resolver fazer uma delação premiada todos estão fodidos. “Odebrecht é fichinha perto dessa lista, imagina se ela resolve divulgar todos que já passaram por lá? Não vai ter um político ou empresário do Piauí que escape. Vai acabar com nossas famílias”, afirma o parlamentar municipal. Já o Prefeito Firmino Filho, afirma que não tem nada a temer, em nenhuma das duas listas, e que está preocupado mesmo é em construir creches e reforçar as avenidas em frente as paradas de ônibus. “Não tenho o que temer, tenho minha consciência limpa, e meu único medo mesmo é que chegue logo 2020 e eu tenha que sair da prefeitura, isso eu não sei se vou suportar”, desabafa. A cafetina Beth Cuscuz foi procurada pela equipe do da revista mas depois de passarem horas lá dentro nossos repórteres saíram dizendo que não poderiam comentar sobre o assunto porque seus nomes tinha acabado de entrar na lista.

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HUMOR GRÁFICO

“Mas o racismo é coisa inventada pela mídia esquerdista” 28


NOTÍCIAS

Em Teresina cadeirante se cura e sai correndo ao ver duas pessoas em uma moto O comerciário Rafael Sousa, 25 anos, que perdeu o movimento das pernas após sofrer um assalto e ser baleado, foi incrivelmente curado depois de passar por uma situação de pânico. Ele estava sozinho, em sua cadeira de rodas, percorrendo uma rua deserta do bairro Dirceu, quando avistou uma moto com duas pessoas. Com medo, ele se levantou da cadeira de rodas e saiu correndo, pois sabia que iria ser assaltado de novo. “Na hora eu nem percebi, tudo que eu queria era sair de lá o mais rápido possível, então me levantei corri, corri tanto que fui parar no Renascença, onde acabei sendo assaltado por outros dois caras de moto. Depois de toda a adrenalina é que me dei conta de que eu estava andando novamente, eu ainda não sei como isso aconteceu”,

diz Rafael. Nossa equipe conversou com familiares, amigos e até o médico do jovem, todos confirmaram que ele realmente estava paralítico e que não sabem como isso aconteceu. O médico de Rafael, dr. Francisco Carlos, comenta que ficou impressionado. “Eu mesmo fiz os exames dele, ele estava com uma fratura na coluna e não voltaria andar nunca mais. A única explicação para isso com certeza é psicológica. Dizem que o medo nos faz fazer coisas impossíveis”, conclui o médico. O caso está sendo estudado por vários psicólogos e ortopedistas. A comunidade médica está cogitando a ideia de usar este método para curar outras pessoas.

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NOTÍCIAS

Homem compra celular na Praça da Bandeira e descobre que já era dele O coveiro Marcos Sousa, 30 anos, teve seu celular roubado, durante o último feriado. Por estar sem condições de comprar um novo, resolveu ir à Praça da Bandeira adquirir um aparelho de celular usado na mão de um dos vendedores do mercado paralelo que acontece na praça do centro de Teresina. Porém, para sua surpresa, ele aca-

o dinheiro e somente aumentar o desconto: “Ele disse que não ia devolver, mas como o celular já era meu, ele resolveu me vender por R$ 50 a menos. Bem legal da parte dele”, diz. O vendedor alega que não tem culpa de ter comprado um celular roubado: “Como é que eu vou saber que o celular que eu compro

bou comprando o próprio celular. “Na hora eu nem percebi porque estava com muita pressa e não me dei nem conta que o modelo era o mesmo do meu que foi roubado, mas depois quando comecei a analisar e vi que o celular é o mesmo que me roubaram há uns dias atrás. Não se deram nem ao trabalho de apagar minhas coisas”, comenta. Marcos relata que voltou ao local para dizer que o celular era dele e pegar o dinheiro de volta, no entanto, o vendedor não quis devolver

dos caras aqui é roubado? Eles chegam oferecendo barato e eu compro, não estou nem aí para saber de onde vem. Se eu for devolver todo celular para alguém que chega aqui dizendo que é dele, eu não ganho um centavo e só tomo prejuízo”, alega o ambulante. Enquanto esta matéria estava sendo produzida, o fotógrafo afirma ter identificado entre os celulares à venda o aparelho de sua mãe, roubado há algumas semanas. Já o repórter, se deu conta apenas na redação que seu celular desapareceu do seu bolso.

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HUMOR GRĂ FICO

Eu sou apenas um rapaz, latino americano 31


Homem ganha bronzeado listrado ao ficar em nova parada de ônibus em THE O servente de pedreiro, Francisco de Sousa, 35 anos, ganhou um bronzeado peculiar após ficar quase duas horas esperando um ônibus numa dessa novas gaiolas, digo, paradas de ônibus que a Prefeitura espalhou pela capital do Piauí. Seu rosto ficou todo listrado, pois, o formato da parada faz com que entre apenas algumas frestas de sol e não protege porra nenhuma. “Olha o estado do meu rosto e dos braços! Estou sendo motivo de chacota por onde eu chego, já que, essas paradas de ônibus colocadas pela Prefeitura protege uma parte sim e outra não do sol e aca-

ba deixando o cidadão de duas cores. Mas já entrei com uma ação contra o prefeito por danos morais, eles vão ter que me indenizar”, desabafa. Em nota, a Prefeitura de Teresina diz que o novo formato previne contra assaltos pois ela se parece muito com uma cela de prisão e os assaltantes quando chegam perto se lembram que podem ser presos e acabam desistindo. Com relação ao caso de bronzeamento, ela afirma não ter culpa do sol de Teresina ser quente e aconselha as pessoas a não pegarem ônibus no horário de meio dia.

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NOTÍCIAS

Rodoviária de Teresina é eleita à construção mais feia do mundo

Uma enquete, realizada por quem não tem o que fazer, elegeu o prédio do Terminal Rodoviário Lucídio Portela localizado em Teresina como sendo a construção mais feia do mundo. A pesquisa foi realizada em diversos países e a rodoviária ficou com 97% dos votos. Na disputa pelo título de prédio mais feio do mundo estavam mais dois prédios da capital piauiense, sendo eles o Tribunal da Justiça do Estado do Piauí (TJ/PI), que ficou em segundo lugar, e também a Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), essa obteve a terceira posição. Ou seja, isso significa que a capital do Piauí tem os prédios mais feios do mundo.

“A Rodoviária de Teresina é realmente um prédio muito feio, o título foi merecido. A gente percebe isso quando se nota que poucas fotos lá são postadas em redes sociais”, diz o Arquiteto Marcos Aurélio. Ele ainda explica que não consegue entender como o arquiteto que desenhou o prédio fez os cálculos. “Aquilo ali é coisa de louco, não sei como ele fez aquilo, talvez o cara estivesse muito drogado”, diz. Outra obra brasileira que também estava na lista, é o Palácio dos Ministérios em Brasília, que ficou com 8º posição. O que justifica dizer que a arquitetura brasileira é considerada relativamente feia.


A falta de retorn

Firmino pretende se candidatar a governador por que não tem mais retorno pra fechar em Teresina 2018 é ano de eleição para governador e muitos nomes já surgiram para corrida eleitoral em nosso estado. Especula-se que até mesmo o prefeito de Teresina, Firmino Filho, pode sair candidato nestas eleições. Algumas informações apontam que ele tem um único objetivo a cumprir como governador do Piauí. Segundo comentários nos bastidores, ele pretende ser governador somente para poder fechar todos os retornos do Piauí. Ao que tudo indica, ele, que recentemente foi diagnosticado com a síndrome do Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) de fechar retornos, está sofrendo de abstinência, pois, em Teresina já não tem mais nenhum

retorno para ser fechado. Em um áudio de Whatsapp, obtido legalmente pela nossa equipe, o prefeito comenta que precisa fechar um retorno imediatamente. “Olha eu já não estou mais suportando. Vocês têm certeza de que não existe mais nenhum retorno para fechar? Outro dia eu estive em Picos e vi tantos retornos abertos. Eu preciso fechar aquilo. Me deu tanta agonia. Talvez eu me candidate para governador em 2018 só para fechar esses retornos”, comenta ele no áudio. Procurado, o prefeito negou que isso seja verdade e diz que não tem nada contra retornos. “Só fecho por necessidades”, afirmou.

Prefeito Firmino Filho é diagnosticado com vício em fechar retorno O Prefeito de Teresina, Firmino Filho, foi internado recentemente após fazer um exame de rotina. Ele já recebeu alta, no entanto, acabou sendo diagnosticado com um problema, considerado por alguns médicos, como muito raro. A sindrome de fechar retornos. Segundo o médio Lucas Bacelar, esse transtorno é bem raro e acontece geralmente em prefeitos de cidades de gran-

de e médio porte. “Isso ocorre porque o prefeito sente a necessidade de mostrar que está sempre trabalhando e como não tem dinheiro pra realizar grandes obras ele acaba fechando retornos. Isso acaba se tornando uma obsessão, a única cura é o afastamento da prefeitura, o que para o nosso prefeito está fora de questão, pois, estar na prefeitura é outro grande vício dele”, afirma.

Em nota, o Prefeito Firmino Filho discorda do diagnóstico médio e afirma que fechar retornos é algo necessário para a segurança no trânsito. “O médico me diagnosticou com isso, mas não vejo problemas. Não fecho retornos por algum tipo de vício, mas porque é algo extremamente necessário para nossa cidade”, diz a nota.

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nos em Teresina Homem vai parar em União procurando por retorno e volta de ônibus O arquiteto Francisco Lima, 32, passou por um momento complicado. Ele conta que saiu da Ponte JK e pegou a avenida João XXVIII na intenção de voltar para a avenida Frei Serafim, porém, acabou indo parar no município de União, pois, não encontrou nenhum retorno. “Eu passei quase três horas dirigindo e não encontrei nenhum retorno. Quando vi que estava em União acabei desistindo e voltei para casa de ônibus. Agora não sei nem como vou trazer meu carro de volta”, desabafa. Ele ainda afirma que não foi único a passar por isso, “tinha uma fila de carro atrás de mim, uns ficaram em Altos, outros comigo em União, tem alguns que acho que foram bater em Parnaíba”, comenta o arquiteto. Teresina é uma cidade que a cada dia tem menos retorno, inclusive, enquanto você está lendo esta matéria dois retornos já foram fechados. O prefeito Firmino Filho já foi diagnosticado com Síndrome de Fechar Retorno.

Motorista é dado como desaparecido, mas só estava procurando um retorno em Teresina

A família do motorista José de Arimateia, 45, registrou na delegacia o seu desaparecimento. Segundo os familiares, José teria saído de casa em uma segunda e ainda não havia retornado. Porém, tudo não passou de um mal entendido, pois, José apareceu dois dias depois. Ele explicou que nada havia acontecido e que estava apenas procurando um retorno. “Cara eu dirigi por horas, não tem mais retorno nessa cidade. Fui em José de Freitas para conseguir fazer um retor-

no e voltar para casa”, desabafa José. Ele ainda afirma que foi obrigado a trocar os pneus do carro. “Rodei tanto que ficou careca”, lamenta o condutor. Outros motorista já reclamaram que precisam rodar metade da cidade para encontrar um retorno. Em nota, a Prefeitura de Teresina afirma que está fechando os retornos para evitar que os motoristas façam conversões perigosas.


HUMOR GRÁFICO

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Carta ao leito (banca examidanra) Parabéns se você conseguiu chegar até aqui, e agradeça, já que este é o último texto desta revista cheia de besteiras. Bom, se você está aqui, é por que alguma coisa você viu da revista, nem que seja só este texto que você está lendo agora. E se for, ou volte e leia os outros textos, ou feche a revista e a jogue no primeiro lixeiro que você ver. Só não leve para casa com a intensão de usar como papel higiênico. Mas enfim, o ponto que eu quero chegar é o seguinte: Eu admiro muito você por ter chegado até aqui, por ter folheado estas 38 paginas anteriores, te acho guerreiro e um tremendo desocupado. Eu mesmo não teria essa paciência. Mas você chegou, passou por estes obstáculos, e depois disso pode ter certeza que supera qualquer coisa na sua vida. Bom eu não sei se você gostou do que encontrou aqui, mas a certeza é que nunca vai encontrar nenhuma outra coisa parecida com o que viu e leu nessas páginas, muito bem diagramadas por sinal. A verdade é que este projeto não passa de uma salada de coisas malucas que saem da cabeça desta pessoa que vos fala Um projeto um tanto ousado e sem pé nem cabeça que com o tempo foi criando pé e cabeça, só não posso dizer se nasceram no lugar certo. Mas nasceram e isso é o que importa. Agora, como já falei na primeira página, mais uma vez eu digo a você, tire suas conclusões, fique à vontade para mandar o Samu na casa do louco que idealizou essa revista e tranca-lo em um manicômio. Ou se quiser também fique à vontade para investir nesse projeto e torna-lo algo solido nessa Teresina “réa” quente que não tem nada de interessante. Mentira, claro que tem. Tem um monte. Mas enfim, isso tudo foi para dizer que finalmente acabou, cheguei ao fim deste projeto, que vai me dar uma liberdade inigualável, mas que foi feito com muita dedicação. E mais uma fez eu te dou os parabéns por ter chegado até aqui, e se gostou, ajuda a fazer outras edições. Na verdade, ajuda primeiro a fazer esta, que não vai ser comercializada pois se trata só de um trabalho de conclusão de curso, mas que pode virar algo maior. Só depende de alguém apoiar e acreditar, por que eu mesmo até acredito, mas fí... escolhi ser jornalista, não terei grana para investir em uma revista. Assim deixo aqui meu agradecimento a todos que leram, provavelmente só a banca examinadora. E já que citei eles, espero pela aprovação tá.


Tchau querida


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