O lançamento deve acontecer em 2018. Rumores indicam que o X7 terá a mesma base do sedã Série 7 e contará com sete lugares, distribuídos em três fileiras de assentos. Quanto ao motor, nada de downsizing: terá opções de seis, oito e 12 cilindros, a gasolina e a diesel, bem como uma opção híbrida. Os preços devem começar na faixa de US$ 87 mil (cerca de R$ 274 mil na conversão direta).
Segundo Ian Robertson, diretor de vendas e marketing da BMW, o novo X7 não será uma versão de entre-eixos estendido do X5 e sim um modelo “bem diferente”, com “identidade própria”, que vai trazer mais luxo a bordo que o X5.
Uma dica sobre o que esperar do X7 e da sua carroceria alta e com estilo “caixote”, que você vê aqui na projeção da Automedia, é que ele não vai compartilhar componentes apenas com o sedã Série 7, como também com o Cullinan, primeiro SUV da Rolls-Royce – marca britânica que pertence à BMW.
Quais as diferenças entre um carro com câmbio automático, CVT e automatizado? AUTOMÁTICO: O funcionamento do câmbio automático é mais complexo do que o de um manual. Um conjunto de engrenagens planetárias em uma única peça trabalha junto com o conversor de torque. O conversor acopla o motor à caixa de transmissão (funciona como a embreagem). Como ele desliza mais lentamente do que o acoplamento de uma embreagem, o tempo nas passagens é maior e o consumo também. As caixas automáticas com mais de seis relações estão aí justamente para diminuir a sede e as emissões e aproximar o desempenho dos câmbios manuais. Em ação, o automático costuma ser mais lento que as caixas de dupla embreagem.
AUTOMATIZADOS: No câmbio automatizado, a embreagem não apenas continua lá no seu lugar como dá sinais da sua permanência. O sistema eletrônico aciona a embreagem e, após analisar parâmetros de sensores de velocidade e rotação, faz trocas automaticamente graças aos atuadores hidráulicos. Esse processo não é tão rápido, por isso alguns trancos são inevitáveis caso a aceleração seja mantida durante as trocas. Além disso, hábitos como segurar o carro no acelerador em subidas como se faz em um automático podem superaquecer a embreagem e travar o câmbio. Porém, os automatizados têm vantagens sobre os automáticos: o preço (chegam a custar a metade) e a capacidade de manter o nível de desempenho e consumo dos manuais tradicionais.
AUTOMÁTICO DE DUPLA EMBREAGEM: Já nas caixas de dupla em-breagem, como o nome deixa claro, são duas embreagens. Elas atuam no lugar do conversor de torque de um automático. Um disco de embreagem maior aciona todas as marchas pares e a marcha à ré, enquanto outro menor é responsável pelas ímpares. Em linhas gerais, enquanto uma marcha está engatada, a próxima já está pré-acionada. Assim, a troca acontece quase que de imediato. Embora a impressão ao dirigir seja mais parecida com o de um automático convencional, a caixa de dupla embreagem é bem mais rápida.
CVT: A sigla, que significa Continuously Variable Transmission (Transmissão Continuamente Variável) deixa claro que se trata de um bicho completamente diferente. A caixa de variação contínua busca constantemente a relação ideal para cada momento. Ou seja, não há marchas pré-definidas. Por não possuir marchas, o motorista não percebe mudanças. Ou seja, a transmissão sempre está na faixa de aproveitamento máximo do motor, de acordo com a pressão feita no pedal do acelerador. Embora costume utilizar conversor de torque para fazer a ligação da transmissão e do motor, as respostas dos CVTs não são tão rápidas quando no automático. Outro problema é a falta de emoção.
Embora os carros automáticos façam o trabalho sozinho, às vezes você precisa reter uma marcha, seja pela necessidade de freio-motor ou para abordar uma curva menos solto. Um exemplo prático são as longas descidas em estradas íngremes, onde segurar o carro apenas no pedal de freio pode superaquecer a peça. Neste caso, acionar a marcha 1 ou 2 “segura” o carro com a ajuda do freio-motor, e reduz a velocidade da decida sem desgastar os freios. O recurso é pouco explorado por muitos proprietários de carros automáticos.
O CVT pode ser considerado o câmbio mais econômico no mercado? Depende. O conjunto mecânico do veículo influencia muito. Carros com câmbio CVT tendem a ser mais econômicos, mas há um gasto considerável de energia em seu funcionamento, pois dentro dele os autuadores variam os diâmetros das polias. O atrito delas com o sistema de correia também consome potência. Alguns fabricantes até passaram a usar mais os câmbios de dupla embreagem, os novos queridinhos dos ecologistas. Por outro lado, ao permitir que o motor trabalhe em condições ideais, a transmissão continuamente variável sempre ajuda a consumir menos combustível que um automático convencional ou manual. Não por acaso, o CVT é a escolha da maioria dos modelos híbridos.
Qual é a principal vantagem do CVT em relação aos outros câmbios automáticos? A principal vantagem dessa transmissão é economizar combustível. No geral, as caixas CVT mais modernas são até 10% mais econômicas que as manuais. O segredo está na variação infinita das relações neste tipo de câmbio, o que otimiza o desempenho do motor independentemente da velocidade exigida pelo acelerador. Através de um sistema de polias de diâmetro variáveis, o câmbio CVT permite que o motor trabalhe sempre em um ponto de funcionamento ideal, reduzindo o consumo de combustível.
Existe alguma limitação na aplicação do CVT? Quando combinadas com motores de alto desempenho, grande parte dessas caixas têm dificuldade de transmitir valores de torque superiores a 35 kgfm, pois a força gera um alto atrito entre a correia e as polias. Em outras palavras, na maioria das vezes, esse tipo de câmbio não é parrudo o bastante para aguentar a força exigida. Do ponto de vista do condutor, alguns motoristas podem achar entediante dirigir carros com câmbio CVT, já que rotação do motor fica estabilizada e não há a sensação da passagem de marchas ou da oscilação do motor. Por isso mesmo, alguns modelos (como o novo Toyota Corolla e o Renault Fluence) simulam um número pré-determinado de marchas. Ainda que seja um recurso virtual, a sensação de trocas cria um elo mais carnal entre motorista e automóvel. Por quê carros com câmbio automático não “morrem”? Os carros automáticos morrem, sim, mas com menos frequência. Isso acontece quando há um descompasso entre a faixa de rotação do motor e a marcha adequada àquela velocidade. Esses dois sistemas conversam através da embreagem, que é regida pelo pé do motorista nos carros com câmbio manual, portanto estão sujeitos à falha humana. Como as caixas automáticas dispensam essa peça (e a atuação do condutor), a conversa entre motor e câmbio é feita através do conversor de torque e de sensores eletrônicos. Os engates das marchas são feitos em total sincronia com a faixa de rotação do motor, evitando qualquer erro que leve o motor a parar de funcionar.
Ao parar num farol, devo colocar a alavanca do câmbio automático em qual posição? Nesse caso, o melhor é sempre deixar a alavanca no D (Drive), pois o câmbio automático tem um sistema de lubrificação interna que depende da pressão do óleo. Enquanto a alavanca está engatada no D, a condição da pressão está adequada e o sistema de lubrificação, ativo. Quando você seleciona o N (Neutro) essa pressão cai e a lubrificação diminui, e isso, sim, pode acarretar um desgaste desnecessário do conjunto. A variação constante no nível de lubrificação dos componentes está entre os fatores que podem abreviar a vida útil da transmissão automática. A maioria das caixas possui o chamado neutral control, que joga automaticamente o câmbio em neutro nessas situações, contendo o ímpeto do automático de ir para a frente e, com isso, economizando combustível.
Qual é o mais caro de se reparar? Dar férias para o pé esquerdo não precisa ser mais caro. A maioria dos câmbios vai durar a vida inteira do veículo, exigindo apenas manutenção e trocas eventuais de peças e de óleo. Claro que a manutenção será mais cara do que em um manual. O reparo de um câmbio automático simples (de quatro marchas, por exemplo) não costuma sair por menos de R$ 4 mil. Além disso, o proprietário tem que ficar atentos ao prazo de troca do óleo, que costuma ser acompanhada do filtro. Como o arrefecimento depende do radiador, olho nele também.
No geral, todos os outros câmbios são mais caros de se reparar. Os automatizados até têm a vantagem dos custos menores. O platô e disco saem por algo em torno de R$ 350 para um Dualogic. O senão está no atuador de embreagem, cujo preço chega a R$ 1.130, mais do que o dobro do que em um manual. O CVT tem kits que podem ser mais baratos, mas um problema no corpo de válvulas pode custar mais de R$ 5 mil na troca da peça. Por um valor semelhante sai o kit de embreagens do DSG da Volkswagen. Oficinas especializadas costumam oferecer consertos por valores abaixo das trocas completas, o negócio é ficar atento às revisões e trocas de óleo.
Não é novidade que os pneus são extremamente importantes para o bom funcionamento dos veículos. Por isso, é preciso estar atento a pequenos hábitos que ajudam a mantê-los em bom estado e prolongam sua vida útil. A pressão dos pneus, por exemplo, deve estar sempre em dia para que não haja gasto excessivo de combustível. Simples mudanças podem prolongar a vida útil dos pneus.
1. Estética Não faça receitas caseiras para lustrar os pneus. Jamais utilize produtos que sejam derivados do petróleo para isso. A dica para “embelezá-los” é procurar produtos específicos para este fim, nada que agrida a propriedade da borracha. 2. Pneus originais Mantenha a originalidade de fábrica, o pneu tem medidas e limites de cargas específicos que devem ser preservados.
3. Manutenção do veículo Sim, a manutenção geral do seu veículo é importante para também prolongar a vida útil dos pneus. Por exemplo, quando o sistema de suspensão está fora do parâmetro ideal, o pneu tem um desgaste excessivo. Vale ficar atento a detalhes como trepidações e tendências do volante puxar para o lado, que podem significar desbalanceamento ou desalinhamento. 4. Condução O modo como você dirige seu carro está diretamente relacionado à “saúde” dos pneus. Acelerações e frenagens muito bruscas desgastam mais. Conduza seu veículo de forma leve.
5. Cuidado com buracos Evite transitar em pavimentos muito esburacados, caso não seja possível, transite em velocidade reduzida para não danificar a estrutura do pneu. Cuidado também com as valetas e para não subir em guias. 6. Pressão Consulte o manual do seu veículo para saber qual a calibragem ideal dos pneus. É extremamente importante manter a pressão em dia porque o desgaste de toda extensão da banda de rodagem deve ser uniforme. Se ela estiver irregular, pode haver o desgaste somente do centro ou das bordas. E lembre-se: a pressão deve ser feita com os pneus frios, nunca após tê-los esquentado, como em uma rodovia.
Frequentemente sou abordado por pessoas que me perguntam qual carro deveriam comprar. Quase sempre minhas respostas deixam a pessoa mais confusa do que esclarecida. Afinal, todos querem um carro que seja potente, econômico, espaçoso e barato. Impossível. Não existe.
Isso acontece porque o carro é um dos mais poderosos ícones do desejo. Segundo o filósofo Jean Baudrillard, que escreveu O Sistema dos Objetos, o automóvel é o “objeto sublime” porque consegue, como nenhum outro, transportar para ele a essência de uma casa. Sem contar sua capacidade de mexer com o imaginário das pessoas, por conta da velocidade que proporciona e da liberdade que representa. Esses elementos fazem com que as pessoas comprem carros de forma emocional e não de maneira racional.
Comprar um carro novo ou usadodemanda um grande investimento e, por isso, é preciso ter uma estratégia bem definida antes de escolher o modelo. Você deve levar em conta vários fatores além do preço, como usos específicos, consumo, design, acessórios, potência e espaço interno. Objetivos pessoais são também decisivos para a escolha. Uma mãe de família precisará de espaço interno, enquanto, para uma universitária, o consumo é fator importante.
Chevrolet Onix LS Ano: 2016 Motor: 1.0 Consumo: estrada (15,6 km/l), cidade (9,7 km/l) Equipamentos: airbags frontais, direção hidráulica, freios ABS, ar-condicionado e iluminação LED Preço médio: R$ 34.900 (pesquisa no site WEBMOTORS) Ponto forte: o espaço interno é um dos maiores da categoria e o veículo já vem bem equipado de fábrica Indicado para: mulheres que já tiveram o primeiro carro simples e, agora, buscam algo mais incrementado
Fox BlueMotion Ano: 2016/2017 Motor: 1.0 Consumo: estrada (16,1 km/l), cidade (10,1 km/l) Equipamentos: freios ABS, dois airbags, ar condicionado, para-choques na cor do veículo e direção elétrica Preço médio: R$ 47.900,00 (pesquisa no site WEBMOTORS) Ponto forte: o consumo, tanto na estrada quanto na cidade, é um dos maiores atrativos do carro, um dos preferidos das mulheres. Tanto que o botão do ar condicionado foi alterado para não danificar as unhas, além de já vir com vários porta-objetos Indicado para: quem vai comprar o primeiro carro, precisa de acessórios e não quer gastar muito com manutenção
Fiat 500 Ano: 2015 Motor: 1.4 16V Consumo: estrada (12,8 km/l), cidade (11 km/l) Equipamentos: direção elétrica, rodas de liga leve e ar-condicionado Preço médio: R$ 67.400,00 (pesquisa no site WEBMOTORS) Ponto forte: o design retrô e o acabamento interno dão charme ao carro, além dos vários opcionais, como teto solar Indicado para: com status cult, o carro é o queridinho das mulheres atentas a outros detalhes, que não apenas espaço e desempenho
Honda Fit Ano: 2017 ZERO KM Motor: 1.5 16V Consumo: estrada (14,14 km/l), cidade (12,27 km/l) Equipamentos: airbags frontais, freios ABS e direção elétrica Media de Preço: R$ 62.880,00 (pesquisa no site WEBMOTORS) Ponto forte: tem um dos melhores índices de consumo de combustível na cidade. Com os bancos rebatidos, pode levar até 1 045 litros no bagageiro Indicado para: ideal para mães de família e profissionais que usam o carro para diversas funções e precisam adaptá-lo constantemente
Ford EcoSport Ano: 2017 Motor: 1.6 Consumo: estrada (12,1 km/l), cidade (10,2 km/l) Equipamentos: airbags frontais, direção elétrica, rodas de liga leve e ar-condicionado Preço: R$ 65.590,00 (pesquisa no site WEBMOTORS) Ponto forte: os utilitários esportivos são os preferidos pelas mulheres por serem altos. O EcoSport cumpre esse papel sem necessariamente ser um monstrão na cidade. Tem bom consumo de combustível Indicado para: mulheres em busca de boa visibilidade, mais segurança no trânsito e espaço interno
Fiat Uno Ano: 2016/2017Motor: 1.0 Consumo: estrada (15 km/l), cidade (11,8 km/l) Equipamentos: ar-condicionado e direção hidráulica Preço médio: R$ 36.890,00 (site WEBMOTORS) Ponto forte: além do preço, um dos mais baratos da categoria, o tamanho é bom para andar nas grandes cidades, onde faltam vagas de estacionamento. O design e as cores também atraem Indicado para: quem vai adquirir seu primeiro carro e ainda não tem muita experiência na direção
Não é difícil encontrar Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) falsas por aí. Para combater o problema, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) vem implementando mudanças no documento desde o ano passado. A última delas foi apresentada em Maio, pelo Ministério das Cidades juntamente com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e o Serpro, empresa de TI do Governo Federal: um QR Code que dá acesso rápido às informações do condutor e segurança contra fraudes.
De acordo com o ministério, todos os dados do condutor contidos no código podem ser verificados e validados por meio de uma plataforma móvel integrada ao Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach). O QR-Code virá impresso no verso inferior da habilitação e pode ser lido por meio do aplicativo Lince (disponível para Android e iOS). Na prática, com o código bidimensional, qualquer cidadão vai poder validar as informações do motorista usando apenas um smartphone. Segundo o Serpro, em breve, os dados sobre o veículo e as infrações cometidas pelo condutor também serão disponibilizados. Quem renovou a CNH neste ano já notou que o documento está diferente. Entre as novidades estão o mapa e a sigla do Estado de emissão no canto superior direito, elementos gráficos que podem ser conferidos com luz ultravioleta, mapa do Brasil no lado esquerdo impresso com tinta especial, fundo mais amarelado e tarja de cor preta na parte superior. O documento já havia sofrido alterações na virada de 2016 para 2017, incorporando novas marcas d’água e selos holográficos. A nova versão com QR-Code será distribuída para as novas habilitações e para as renovadas – as autoridades acreditam que em até 5 anos todos os documentos terão sido substituídos. Apesar de estar disponível somente agora, o QR Code também faz parte desse conjunto de mudanças. O recurso só ficou por último porque foi adicionado após a liberação da resolução que determinou as alterações na CNH, de acordo com o Ministério das Cidades.
A expectativa é a de que o QR Code ajude a reduzir os casos de clonagem e adulteração de CNHs, tanto daquelas que são roubadas ou perdidas quanto das que são submetidas a alterações por iniciativa do próprio condutor — para inclusão de uma categoria, por exemplo. Assim, policiais, agentes de trânsito e afins podem verificar rapidamente se o documento é verdadeiro. Em uma fase posterior, o sistema também permitirá às autoridades consultar dados do veículo e eventuais infrações de trânsito cometidas pelo motorista, tudo de maneira ágil.
A conferência de dados via QR Code não está restrita às autoridades. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), praticamente qualquer cidadão pode validar as CNHs. Dessa forma, uma loja conseguirá usar o sistema para conferir as informações de um cliente, por exemplo, o que faz bastante sentido: a CNH é frequentemente usada como documento de identificação, como você sabe.
O Denatran explica que não é necessário ter pressa para trocar o documento. Para quem já possui CNH, o processo ocorrerá na renovação. Como o prazo de validade do documento é de até cinco anos, todas as CNHs já terão o QR Code até 2022, nas estimativas do órgão.
Neste ponto, vale ressaltar que a CNH não será incluída no Documento de Identificação Nacional (DIN), cartão com chip que, se aprovado pelo governo, irá reunir várias informações do cidadão, como RG, CPF, título de eleitor e dados biométricos. Os motoristas terão que continuar portando a CNH, consequentemente. O Denatran afirma, porém, que o novo formato não implicará em elevação de custos para a emissão do documento, pelo menos não por parte do órgão: a taxa de emissão é definida por cada Estado, assim, se houver cobrança adicional, a responsabilidade será dos departamentos de trânsito regionais.
O popular “Mal do Movimento” pode ser tratado e, inclusive, evitado É comum as pessoas sofrerem de náuseas, tonturas e até vômitos em viagens de carro, navio, barco ou avião. O que poucos sabem é que essas complicações têm nome e tratamento específico e são causadas por solavancos, acelerações, desacelerações e movimentações rítmicas ou bruscas que acontecem durante a viagem. Por que as pessoas enjoam? O órgão responsável pelo movimento é uma extensão no nosso sistema auditivo e possui uma estrutura chamada vestíbulo, popularmente conhecida como labirinto. Esse órgão tem três canais em formato de semicírculo, todos preenchidos com um líquido viscoso denominado endolinfa. O interior desses canais é revestido por células com diversos cílios ligadas a terminações nervosas, que estão em contato com nosso sistema nervoso central. Os movimentos que nossa cabeça sofre durante as viagens provocam o
deslocamento desse líquido, desviando os cílios e gerando impulsos elétricos que chegam até o sistema nervoso central. Nosso sistema nervoso, por sua vez, responde a esses impulsos com a sensação de náusea, podendo a pessoa sofrer enjoos e vômitos. Os especialistas chamam isso de “vestibulopatia” temporária, cinetose ou Mal do movimento. Esse estímulo pode até gerar uma inflamação no órgão do equilíbrio, intensificando os sintomas e causando uma espécie de labirintite. Amenize os sintomas Feito o diagnóstico médico de cinetose, o paciente deve tomar certos cuidados quando for fazer viagens de carro, navio, barco ou avião. Como há fatores psicológicos envolvidos, manter uma atitude positiva pode fazer diferença, com recomendações simples: - Não ingerir muito líquido ou alimentos antes de viajar; - Fazer paradas se possível, no caso dos automóveis; - Reclinar o banco quando possível; - Não ingerir álcool, pois ele agrava os sintomas; - Evitar leitura durante as viagens; - Não olhar pela janela e para os objetos em movimento;
- Fazer exercícios posturais e de relaxamento; - Repousar e dormir para ajudar a controlar os sintomas. - Use um travesseiro ou um suporte para evitar que a cabeça balance. - Use o ar-condicionado para manter a circulação de ar fresco. - A pessoa escolhe lugares no veículo onde a amplitude do movimento seja menor, como o banco do meio do carro ou as partes centrais - no avião ou navio - ao invés das pontas. - Dirija de modo suave e, sempre que possível, evite freadas e acelerações bruscas e passar sobre buracos — seus passageiros agradecem! - Distraia quem estiver passando mal – até cantar em família pode ajudar. A reabilitação do equilíbrio também pode ser feita por meio dos chamados exercícios vestibulares. São exercícios repetitivos com os olhos, cabeça e corpo com o objetivo de criar um conflito sensorial, provocando o reajuste da função do equilíbrio. Para mais informações sobre esses exercícios consulte o seu médico.
Medicações recomendadas Se você já sabe que vai enjoar durante a viagem, uma boa pedida é usar algum tipo de medicamento que iniba os sintomas da cinetose antes mesmo de eles acontecerem. As medicações mais utilizadas são a metoclorpropramida, flunarizina, dimenidrinato e os inibidores centrais do vômito, como a ondansetrona. É importante ressaltar, porém, que todo medicamento deve ser indicado por um médico de confiança. A ação desses medicamentos é simples. Elas podem inibem receptores dos núcleos centrais e controlam os sintomas de forma muito eficaz.
Maçã
No entanto, esses medicamentos diminuem a atividade encefálica, reduzindo os reflexos motores, diminuindo a percepção periférica de estímulos e causando sonolência. Por isso, não devem ser utilizados por quem vai dirigir ou pilotar em hipótese alguma. Passei mal! E agora? Se não teve jeito e você passou mal mesmo, os especialistas recomendam o uso de medicamentos antivertiginosos, sempre com supervisão médica. Além disso, é importante a hidratação e reposição de sais minerais perdidos com os vômitos. O chá de gengibre, também pode ser tomado após a manifestação dos sintomas. Alguns alimentos, no entanto, evitam ou aliviam as crises e contar com eles pode ser a diferença entre uma viagem insuportável ou um trajeto como outro qualquer. Veja quais são as sugestões dos especialistas:
Alimentos ricos em fibras, como a maçã, ajudam a limpar o organismo de substâncias químicas que favorecem a náusea. Além disso, ela é um alimento que não é totalmente aproveitado pelo organismo, o que facilita sua digestão. A melhor maneira de consumir a fruta é in natura. Biscoito água e sal O amido, presente no biscoito água e sal, ajuda a absorver ácidos estomacais e acabar com a sensação de enjoo. Ele também está presente em pães e torradas, mas, neste caso, prefira as versões integrais, que ainda contêm fibras.
Água Dar pequenos goles de água ao longo do dia ajuda a manter o corpo hidratado, o que evita dores de cabeça que costumam acompanhar o enjoo. Mas evitar a ingestão excessiva, especialmente durante refeições. Beber demais enquanto se come atrapalha a digestão, o que pode causar náuseas.
Oleaginosas Por serem alimentos de origem vegetal, oleaginosas também apresentam alto teor de fibras, que auxiliam no combate ao enjoo. Oleaginosas, como as nozes, ainda são boa fonte de proteínas, cujo consumo é fundamental para evitar náuseas. Mas controle o consumo, pois elas são extremamente calóricas. Cinco unidades de nozes, três unidades de castanhas e uma unidade de avelã são as quantidades recomendadas por dia. Gengibre Durante séculos, a raiz de gengibre tem sido usada como remédio popular para diversos problemas, entre eles, disfunções estomacais. E é cientificamente comprovada a atividade dessa planta contra náuseas e doenças relacionadas ao movimento. Ele pode ser consumido de diversas formas, como sucos, chás, cristalizados, sprays orais e biscoitos. Qualquer um deles vai ajudar a acalmar seu estômago, mas preste atenção se são feitos de gengibre de verdade, ou se o aroma/sabor é artificial. Pergunte ao seu médico se é seguro comer gengibre para você. Mas limite o consumo, pois o exagero pode resultar em um efeito contrário ao desejado, e é possível que ele interfira em alguma outra medicação que esteja tomando. O chá deve ser consumido três vezes ao dia de viagem, de dois a quatro gramas da planta em forma de raiz fresca para cada 150 ml de água. Acupuntura
também possui evidência científica de atuar na doença do movimento. Uma aplicação de agulhas pode ser feita antes da viagem. Tenha um suprimento de balas e chicletes de menta sempre à mão. A menta, assim como o gengibre, é um remédio natural contra a náusea. Chicletes de menta e balinhas também ajudam a produzir mais saliva, o que neutraliza os ácidos gástricos. Esses sabores podem ser distrações muito bem-vindas para ajudá-lo a não pensar nos sintomas. Chupe uma balinha de menta ou masque um chiclete para ajudar a acalmar o estômago e focar em outras coisas Isotônicos Isotônicos ou bebidas esportivas não são indicados apenas para atletas. Repor nutrientes como potássio e sódio também podem ajudar quem sofre de enjoos. Recomenda-se apenas que a ingestão seja feita gradativamente. Grandes quantidades de líquido distendem o estômago, que é um músculo, o que estimula náuseas. Banana Quem sofre de enjoos ainda pode apresentar deficiência de potássio. Ela é rara, mas pode acontecer e, neste caso, a banana é um alimento recomendado para a reposição desse nutriente. A deficiência de potássio pode causar fadiga, fraqueza, cãibras e paralisia intestinal e essa baixa movimentação pode gerar desconforto abdominal. O enjoo no carro é um problema complexo. É uma reação natural a um estímulo antinatural e não tem cura, mas é possível aliviar os sintomas.