INOVAÇÃO QUE VEM DA FLORESTA
Ana Duzanowski. Com revisão e Edição de Luciene Kaxinawá e Daniel Nardin. Conteúdo produzido em parceria com o Sebrae. Com fotos de Jordan Cruz
Local: Terra 7 de Setembro-Cacoal (RO)
Locomoção: carro
Bangalocas: 6 camas - 1 banheiro (também há a opção de acampamento)
Alimentação: sim
Internet: sim
“O turismo surgiu da nossa própria necessidade de gerar renda para as famílias do povo Paiter Suruí”, explica Almir Suruí, liderança do território e idealizador do projeto
Em Rondônia, povo Paiter Suruí mescla preservação ambiental e empreendedorismo de ponta
O Complexo Yabnaby é uma iniciativa de turismo de base comunitária desenvolvida pelo povo Paiter Suruí dentro da Terra Indígena Sete de Setembro Criado com o objetivo de gerar renda para as famílias e fortalecer a cultura tradicional, o projeto faz parte do Plano de Gestão Territorial e Ambiental do território e vem se consolidando como uma experiência de turismo responsável, aliando preservação ambiental e valorização cultural
TURISMO DE EXPERIÊNCIA COM RESPEITO À ANCESTRALIDADE E NATUREZA
SegundoAlmir, o Yabnaby foi pensado como parte de uma estratégia maior de desenvolvimento territorial, que não apenas movimenta a economia local, mas ajuda a preservar a cultura e estruturar, de forma sustentável, outras iniciativas dentro da terra indígena, comvalorizaçãodaidentidadedopovo
O visitante que chega ao complexo não tem apenas uma vivência cultural: conhece de perto os sistemas agroflorestais do povo Paiter, como a produção de café, cacau, castanha e banana É uma experiência que desperta, através do cotidiano compartilhado, uma consciência ambiental mais profunda O turismo, nesse contexto, funciona como uma porta de entrada para o território e também para uma nova forma de pensar a relação entre floresta, humanidade, economiaefuturo.
Para garantir que a experiência no Yabnaby fosse pensada com responsabilidade e qualidade, o povo Paiter buscou capacitação Com apoio do Sebrae e outras instituições parceiras, foram realizados treinamentos voltados à hospitalidade, à recepção de visitantes,àalimentaçãoeàconduçãodastrilhas.
Para Almir Suruí, liderança do povo Paiter e idealizador do Complexo Yabnaby, o turismo vai muito alémdavisitação:
Hoje, uma equipe formada por membros da comunidade Paiter, entre guias, responsáveis pela cozinha, hospedagem e recepção, cuida diariamente da operação do Yabnaby. Em 2024, o Yabnaby recebeu em média 20 visitantes por mês, somando cerca de 240 turistas ao longo do ano. Embora esse número ainda esteja em fase de consolidação, ele reflete um início promissor, alinhado ao investimento de R$ 522 mil recebido por meio do Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio), para elaboração de um plano estratégico de negócios. Os indígenas que atuam no turismo passaram por capacitação no Sebrae de Cacoal. A instituição prestou apoio na roteirização de experiências, hospitalidade, atendimento, entre outras áreas envolvidas na atividade de receber o turista


Essas são as bangalocas, a junção de bangalô com maloca (nome da moradia tradicional de alguns Povos Indígenas do Brasil) No Yabnaby cada maloca comporta até 6 pessoas, e dispõem de ar-condicionado e um banheiro com chuveiro elétrico As bangalocas são uma das opções de estadia no espaço Por uma diária menor, você consegue acampar no Yabynaby, com acesso a todas as atividades do local.
É importante reforçar que o Território onde acontece o turismo, é sagrado e rodeado pela pura Floresta Amazônica então, se você for uma pessoa mais sensível aos carapanãs (pernilongo/mosquito), é importante estar preparado com roupas longas e/ou repelente.
Ah, e você é, na maior parte do ano, presenteado com um sol digno de Rondônia, então protetor solar para aproveitar todas as experiências!
O PACOTE DE HOSPEDAGEM INCLUI:
Alimentação tradicional local (mas também há opção de comidas típicas);
Tour pela agrofloresta e plantações de café, banana, cacau e a extração de óleos e outros produtos que são vendidos às indústrias de cosméticos; Banho de rio; Contação de histórias; Passeios de barco; Trilhas na floresta;
Dança