CENTRO SÓCIO-CULTURAL CALLITHRIX
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UNIVERSIDADE PAULISTA Ana Paula Gomes dos Santos
CENTRO SÓCIO-CULTURAL CALLITHRIX
Trabalho de conclusão de curso para obtenção do título de graduação em Arquitetura e Urbanismo apresentado à Universidade Paulista – UNIP. Orientador: Prof. Arnaldo Machado
SÃO PAULO 2020 2
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UNIVERSIDADE PAULISTA Ana Paula Gomes dos Santos
CENTRO SÓCIO-CULTURAL CALLITHRIX
Trabalho de conclusão de curso para obtenção do título de graduação em Arquitetura e Urbanismo apresentado à Universidade Paulista – UNIP. Orientador: Prof. Arnaldo Machado
Aprovado em: BANCA EXAMINADORA _______________________/__/___ Prof. Arnaldo Machado Universidade Paulista _______________________/__/___ Prof. Convidado Universidade Paulista – UNIP _______________________/__/___ Prof. Convidado Universidade Paulista UNIP
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“A arquitetura não faz milagre social, mas deve ser agente da promoção cultural, do convívio, da liberdade e deve contribuir para a qualidade de vida urbana.” – Abrahão Sanovies
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AGRADECIMENTOS Agradeço imensamente à Deus, por me dar sabedoria e coragem para passar por todas as dificuldades e realizar esse sonho. Agradeço à minha família, que sempre buscaram me apoiar e incentivar nesse percurso, em especial a minha mãe Izabel, pela paciência, por me incentivar a correr atrás dos meus sonhos e sempre me lembrar que “tudo acontece na hora certa”. Agradeço à todos os meus professores que durante esses cinco anos ensinaram com dedicação e me fizeram amar cada vez mais a arquitetura e o urbanismo. Agradeço à todos que de alguma forma me ajudaram a chegar até aqui. ‘ “Há quem passe pelo bosque e só veja a lenha para a fogueira.” - Leon Tolstoi 8
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RESUMO O presente trabalho trata da proposta de projeto para um centro Sócio-Cultural na região do extremo Sul de São Paulo, onde há precariedade em equipamentos públicos e a maior parte da população é composta por pessoas de baixa renda, que precisam se locomover até o centro da cidade em busca de espaços de lazer. Através desse projeto, é possível contribuir com a melhoria da qualidade de vida e bem estar para os moradores da região e amenizar a segragação dos espaços propondo a integração social entre a comunidade. Palavras Chave: Cultura. . Vulnerabilidade social.
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A B S T R AC T The present work deals with the project proposal for a Socio-Cultural center in the extreme south of São Paulo, where public facilities are precarious and most of the population is made up of low-income people, who need to get to the center the city in search of leisure spaces. Through this project, it is possible to contribute to the improvement of the quality of life and well-being for the residents of the region and to ease the segregation of spaces by proposing social integration among the community. Keywords: Culture. Cultural Center. Social vulnerability.
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SUMÁRIO
1.
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2.
Tema Conceito de Cultura Centros Culturais Contexto histórico Evolução no Brasil
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Proposta Projetual
Área de Intevenção
Considerações Iniciais Introdução Objetivos Metodologia
5.
3.
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Local 28 Parelheiros 30 Evolução Urbana 32 Diagnótico Urbano 34 Zoneamento 40 Terreno 42 Corte Urbano 43 Zoneamento 44 Levantamento Fotográfico 45
4.
Projetos Análogos Centro Cultural da BSGI 46 Espaço Cultural Porto Seguro 48 Centro Sócio-Cultural de Ágora 50
Partido Arquitetônico 54 Fluxograma 55 Quadro de Áreas 56 Diagrama 57 Plantas 58 Cortes 64 Detalhes Construtivos 67 Maquete Eletrônica 68
6.
Referências Bibliográficas
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1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS 14
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1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS 1.1 INTRODUÇÃO Os espaços públicos apresentam um papel predominante nas cidades desde a antiguidade. Na antiguidade grega, por exemplo, havia a ágora, que era um local público localizado entre edifícios importantes na cidade, possuía um grande espaço destinado a reunir pessoas para diversas atividades coletivas, entre elas debater política e praticar a religião, até sendo considerado um lugar essencial para exercitar a cidadania dos moradores da Grécia (BENEVOLO, 1993). Com o passar do tempo e com a evolução e desenvolvimento das cidades, esses espaços para reuniões e usos públicos foram mudando e se adaptando de acordo com as necessidades das metrópoles e novas gerações. Atualmente, esses espaços ainda são de extrema importância para a formação da sociedade pois são neles que se manifestam interações humanas, fortalecem conexões e criam laços de diferentes níveis comunitários na cidade, além de trazer benefícios tanto físico quanto mental na vida das pessoas. Entre esses espaços públicos, há os centros culturais que são locais importantes para a interação e convívio das pessoas e o desenvolvimento cultural e social. O acesso ao lazer e à cultura é privilégio para poucos e com o crescimento populacional, observa-se a necessidade de equipamentos públicos que atenda toda a essa demanda, de maneira igualitária para todas as regiões da cidade. Em São Paulo, é notável que ocorre uma falta considerável na estrutura de equipamentos públicos de lazer e cultura. De acordo com o Mapa da Desigualdade, realizado pela Rede Nossa São Paulo (2019), mostra que a taxa média de equipamentos públicos de cultura, tais como centros culturais, teatros e museus, é de 4 para cada cem mil habitantes, sobretudo, os locais mais afetados por essa escassez são os bairros periféricos da cidade, que apesar da grande densidade populacional, não recebem tanta atenção nem investimento quanto as zonas centrais.
1.3 METODOLOGIA
Objetivos Gerais
O desenvolvimento do trabalho é resultado de pesquisa bibliográfica em livros, dissertações, artigos publicados e sites relacionados, com coleta de dados quantitativos relevantes sobre o tema, sobre densidade populacional e o déficit de equipamentos públicos no Distrito de Parelheiros. Primeiramente, foi feito o diagnóstico urbano sobre a área escolhida e o seu entorno para que assim, com os resultados obtidos fosse possível entender as características da região, pontuar as problemáticas e potencialidades, bem como o público alvo do projeto, as suas necessidades e em como a implantação de uma novo edifício vai se relacionar com a região. Em seguida, foram feitas estudos aprofundados em projetos análogos, como propósito para entender o programa de necessidades e funcionamento dos Espaços Culturais. A partir do amadurecimento das ideias embasadas nas pesquisas contidas nesse trabalho, foi possível dar início ao processo de concepção projetual.
O objetivo deste trabalho é a implantação de um Centro Sócio-Cultural como equipamento público com um programa que atenda os usos e necessidades culturais da contemporaneidade e da população do distrito de Parelheiros, de forma a criar laços entre comunidades principalmente com a participação social.
Objetivos Específicos
Imagem 1 - Interação entre pessoas onte: Freepik
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1.2 OBJETIVOS
[a] Compreender para buscar suprir a carência de infraestrutura cultural da região; [b] Proporcionar a comunidade o acesso gratuito em atividades culturais ligadas ao lazer, cultura, arte e ensino em um único espaço; [c] Despertar na comunidade – em todas as faixas etárias - o interesse de participação em atividades sociais; [d] Garantir o fortalecimento da comunidade com a participação social e vínculo familiar em um espaço de lazer; [e] Promover atividades educacionais complementares à escola, com aulas criativas como artes, leitura, escrita e cidadania – atendendo a faixa etária do crianças de 7 à 15 anos; [f] Promover oficinas de capacitação ou atividades como desenho, dança, música, teatro, artesanato, costura, computação, entre outros; [g] Garantir que a comunidade pratique o seu direito de cidadania pela sociabilização, participando de atividades em grupo, debates e expressões artísticas; [h] Dar ao público que acessa pela fachada principal, uma percepção inicial de que o edifício está “se abrindo para recebe-los”; [i] Promover espaços para exposições de forma que incentive e divulgue os artistas locais e trabalhos desenvolvidos em oficinas; [j] Adequar praças ao ar livre para feiras, eventos, horta comunitária e hall de manifestações culturais para incentivar o engajamento coletivo sobre temas da atualidade; [k] Planejar um teatro que permita um uso múltiplo para: Teatro, Cinema e Auditório para reuniões de comunidade.
Imagem 2 - Engrenagens, com edição da Autora Fonte: Freepik
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2. TEMA 18
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2. TEMA 2.1 CONCEITO DE CULTURA O conceito de cultura, de modo simplificado, está ligado às práticas, costumes e vivencias, maneiras de pensar e agir de determinado grupo ou sociedade. Genericamente, a cultura é um complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos adquiridos pelo homem não somente em família, como também por fazer parte de uma sociedade. (CUCHE, 2002, p.35)
Segundo Santos (1996), ao discorrer sobre cultura tem-se em mente a riqueza e a variedade de formas de existência, sendo um produto da história coletiva. A cultura gera um conjunto de manifestações sociais, artísticas, comportamentais e linguística. A sua conceitualização aponta para atividades diversas do ser humano, não se restringindo somente às tradicionais literatura e pintura (forma estética) mas se expandindo a uma completude de significações ou linguagens, onde se inclui tanto a cultura popular de carnaval e folclore, como também a publicidade, o comportamento, o consumo e o estar junto (Coelho, 1997). Seguindo a mesma linha de pensamento, para Vieira Pinto (1985, p. 123) a cultura é o processo pelo qual o ser humano acumula as experiências que vai sendo capaz de realizar, discerne entre elas, fixa as de efeito favorável e como resultado da ação exercida converte em ideias as imagens e lembranças a princípio coladas a realidades sensíveis, e depois generalizadas deste contato inventivo com o mundo atual. O importante está em compreender que a cultura é uma manifestação histórica do processo de hominização. Apesar de diferentes conceitos e opiniões, pode-se entender a cultura como uma dimensão do processo social e a utilizá-la como instrumento para compreender as sociedades contemporâneas. É fato que a cultura, em todos os seus aspectos, intensifica a identidade social para integrar comunidades e famílias, possibilitando o bem-estar mental e social. Assim, o ser humano produz sua existência e respectivamente a cultura material e simbólica, transmitindo os conhecimentos e conquistas humanas às próximas gerações. Sendo assim, essencial o acesso à cultura para a sociedade:
Constituição Federal - Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes de cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais. (...) bem como a produção, promoção e difusão de bens culturais e a democratização do acesso aos bens de cultura.
Imagem 3 - Ações culturais, com edição da Autora Fonte: Freepik
2.1 CENTROS CULTURAIS Um centro cultural é uma instituição que “deve permitir a concretização das ações básicas: informar, discutir e criar - integradas.” (MILANESI, 1997, p.197). No entanto, definir com clareza o que é um centro cultural não é uma tarefa fácil, como aponta Neves (2013). Não existe um modelo pronto para centro cultural, mas sim uma ideologia que permita diferenciá-lo de qualquer outro edifício, de modo que quem entrar nesse espaço possa viver e compartilhar experiências significativas. Essa tipologia de construção deve estabelecer laços entre a comunidade e os acontecimentos locais atuando como um equipamento social no qual proporciona cultura para os diversos grupos sociais com o objetivo de promover a interação entre eles (NEVES, 2013). É possível que muitas vezes o Centro Cultural tenha sua definição associada a seu uso, onde as atividades das quais ele se propõe a desenvolver acabam sendo flexibilizadas de acordo com a necessidade de uma comunidade, sabendo disso, é importante pensar em Centros Culturais como espaços que possam haver a variação de usos, de modo a atender a maior diversidade de grupos possíveis, acolhendo múltiplas expressões a ponto de oferecer uma circulação dinâmica da cultura, como afirma Cardoso e Nogueira (1994):
Imagem 4 - Diversidade. Fonte: Freepik
“O entendimento da cultura como processo se fazendo no cotidiano da existência dos homens juntamente com a percepção da explosão informacional da contemporaneidade, impulsionaram a criação de inúmeros centros de cultura por todo o mundo. Originando-se em coleções bibliográficas, tais centros buscam responder às exigências da sociedade atual: as bibliotecas modernas ultrapassam seus objetivos e acervos tradicionais ligados à leitura da palavra impressa e se projetam em direção às formas mais diversas de interpretação e representação do mundo”
Para isso, é preciso estudar o perfil e as necessidades do usuário, para entender e fazer com que o espaço o beneficie com o convívio no ambiente. Como equipamento público, o Centro Cultural deve garantir o fortalecimento das expressões e manifestações, tradições e identidades culturais, tornam-se o território privilegiado da ação cultural e da ação informacional na Sociedade da informação e do Conhecimento. Imagem 5 - Manifestações Culturais. Fonte: Freepik
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2. TEMA 2.3 CONTEXTO HISTÓRICO A prática de reunir pessoas para sociabilização, veio da Grécia Antiga, durante seu processo de urbanização. Atenas foi a primeira cidade a se preocupar com o desenvolvimento cultural e social, e para isso houve a necessidade de se criar um espaço público para tais ações e interação entre os cidadãos. Assim foi constituída a Ágora, uma grande “praça” localizada no centro da pólis e rodeada por edifícios públicos, onde os cidadãos se reuniam com frequência para debater questões multidisciplinares inerentes à sociedade como política, religião e prática de comércio (Benévolo, 1993), tornando-se o espaço público mais valorizado da cidade grega. Ao longo da história, o modo de pensar em relação aos espaços públicos muda, as cidades foram vivenciando transformações e adaptações no seu desenho urbano, para novos contextos e usos em que foram surgindo. A busca pelo lazer e qualidade de vida fez com que se pensasse mais em espaços que possam cumprir essas necessidades das novas gerações. Na França, por exemplo, os centros culturais surgem como uma opção de lazer criada para atender aos operários franceses e democratizar o acesso à cultura. A valorização do lazer por parte das indústrias e empresas francesas gerou novas relações de trabalho e a preocupação de se criar áreas de convivência, quadras esportivas e centros sociais.
2.3 EVOLUÇÃO NO BRASIL Ao mesmo tempo em que os centros culturais surgiam como um modelo capaz de substituir as bibliotecas, estas se modernizaram, adquirindo novos espaços físicos e desenvolvendo novas ações. As duas instituições, hoje, são bastante semelhantes em forma e função. É o que observa Botelho (2003): A maioria das bibliotecas têm ações que ultrapassam suas obrigações tradicionais. (...) Percebe-se um esforço de se responder a demandas mais amplas do que simplesmente colocar livros à disposição de consulentes, funcionando, em alguns casos, como pequenos centros culturais”. Por isso, desde o início dos anos 90, o caminho que se afigura é o do espaço polivalente, que integra o acesso ao conhecimento às ações de discussão, criação de novos conhecimentos e difusão de novas informações. De um lado, as bibliotecas funcionam como centros de cultura e de outro, os centros culturais apóiam-se em sua origem para desenvolver ações de cunho informacional, antes restritas às bibliotecas.
A inserção de centros culturais no Brasil é recente, não havia interesse no assunto até que os países do primeiro mundo começassem construir estes espaços. De acordo com Neves (2013), o tema veio a ser explorado após a construção do Centro Nacional de Arte e Cultura: Georges Pompidou, na França em 1977, que serviu de exemplo para diversos países. Os primeiros centros Culturais foram inaugurados na cidade de São Paulo, na década de 80, são estes o Centro Cultural do Jabaquara (1977) e do Centro Cultural São Paulo (1982), ambos financiados pelo Estado, e desde então o interesse nesse tipo de espaço vem crescendo e ganhando investimento através de benefícios fiscais concedidos pelas leis de incentivo à cultura, com perfis e públicos diferenciados que aos poucos, cada casa traça um perfil e estabelece um tipo de relação com a cidade e uma política de ação. Com base nos dados do site Governo do Brasil, atualmente, há cerca de 2.500 centros culturais no Brasil, entre museus, teatros e bibliotecas, que mantém acervos e exposições. Trazendo aos cidadãos, o contato com diversas manifestações culturais e artísticas. Segundo dados obtidos pelo Ministério da Cultura, no Brasil, desde 1988 os investimentos em cultura movimentaram cerca de 1% no PIB Brasileiro, o que correspondiam cerca de 6.5 bilhões de reais.
Como aponta Silva (1995), ainda na antiguidade o reflexo destas ideias chegou até as bibliotecas e os centros dramáticos, transformando-os em casas de cultura onde seria possível a ampliação de usos.
Porém, nota-se que, o andamento da economia local, reflete diretamente no investimento federal ao setor cultural, dados divulgados pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2019 mostra que, a participação do setor nos gastos do governo federal em relação ao orçamento total, caiu de 0,08% em 2011 para 0,07% em 2018, já os governos estaduais reduziram de 0,42% em 2011 para 0,28% em 2018. Os investimentos em cultura caem vêm caindo devido à crise fiscal, rotatividade de quadros e descontinuidade de políticas no governo federal. Resultando na perda de importância da cultura.
Teixeira Coelho (1986), descreve o momento histórico que deu origem aos centros culturais, como “ação cultural”. Segundo o autor, no século XIX surgiram os primeiros centros de cultura ingleses, chamados de centros de arte. Estes espaços já praticavam a ação sócio-cultural sendo privilegiados pelas políticas culturais dos países socialistas europeus no século XX. Os centros culturais são, portanto, uma evolução das tradicionais bibliotecas. Este movimento culminou na criação do “Centre National d’Arte et de Culture GeorgesPompidou”, que influenciou a criação de espaços semelhantes em muitos outros países.
Imagens 7 e 8 - Primeiros Centros Culturais do Brasil - Centro Cultural Jabaquara e Vergueiro . Fonte: Freepik 22
Imagem 6 - Manifestações Culturais. Fonte: Freepik
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3. ÁREA DE INTERVENÇAO 24
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3. ÁREA DE INTERVENÇÃO 3.1 LOCAL O terreno escolhido para a implantação do projeto do centro sócio-cultural, está situado no distrito de Parelheiros, extremo sul da cidade de São Paulo/SP. Na Estrada Ecoturística de Parelheiros, bairro Recanto Campo Belo. A necessidade de implantar um equipamento social em Parelheiros, surgiu pela notoriedade no fato de que o crescimento populacional na região vem aumentando de forma significativa nos últimos anos e a região é extremamente carente de espaços públicos para lazer a cultura e distante da zona central da cidade, onde, atualmente é o local com a maior concentração de atividades de lazer em São Paulo, segundo a Rede Nossa São Paulo. O fator de acessibilidade do lote foi determinante para a escolha do terreno, uma vez que a via de acesso ao terreno é a principal que cruza o distrito de Parelheiros e liga o extremo sul até a zonas centrais da cidade, passando por vários bairros e recebendo o maior fluxo de transportes e pedestres. No terreno em questão, está atualmente sendo utilizado como depósito de materiais, entretanto, após estudo da região, nota-se a necessidade e a viabilidade desse terreno para a implantação de um equipamento social.
Imagem
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Imagem 9 - Ampliação do terreno na Cidade de são Paulo. Fonte:Geosampa, com edição da aluna.
10 -Vista aérea do entorno do desenho. Fonte:Geosampa 27
3. ÁREA DE INTERVENÇÃO Problemáticas 3.2 PARELHEIROS O distrito de Parelheiros, está localizado a 50 km do centro da cidade de São Paulo, no extremo sul da capital. Segundo dados do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o distrito possui uma área de 353,5 km², representando quase 24% dos 1.523,278 km² da cidade de São Paulo, sendo o segundo maior distrito do município em extensão territorial. Ainda que seja o menos povoado quando comparado aos demais, e o motivo é porque possui a maior parte dessa área coberta por reservas ambientais de Mata Atlântica, sua ocupação urbana é de 2,5% e dispersa de 7,7%, segundo dados do SEADE - Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados de 2001.
Em contrapartida, apesar das restrições impostas pelas leis de proteção ambiental, a região mostra uma urbanização intensa e desordenada, crescendo mais a cada ano (SEADE, 2011), de forma irregular, e com baixa renda.
Imagem 11 -Vista aérea de Parelheiros. Fonte: AqueceSP Imagem 14 - Tabela de crescimento populacional da região de projeto. Fonte: Prefeitura de SP.
A população de baixa renda que busca por moradia e não tem condições de residir em zonas centrais da cidade, acabam recorrendo às moradias irregulares de maneira precária. Por vezes essas ações acabam causando sérios impactos ambientais sobre a região, como é o caso das habitações em áreas de mananciais, próximas das represas, e da recente urbanização da Cratera de Colônia. De acordo com o SEADE (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados), Parelheiros é um dos locais com o maior indice de vulnerabilidade social, chegando a atingir mais de 30% dos moradores.
O nome Parelheiros surgiu de “parelhos”, que era a antiga corrida de cavalos realizada entre alemães e brasileiros. Parelheiros já foi conhecida como Santa Cruz, pela existência de uma grande cruz de madeira na praça central da região, construída por Amaro Fontes, participante da guerra do Paraguai e fez a promessa que se conseguisse voltar, construiria uma capela por gratidão. Parelheiros é classificada como uma macrozona de Proteção Ambiental, sendo a área mais preservada do município e considerada Patrimônio Ambiental, por grande parte de sua área possuir mata atlântica, áreas de proteção aos mananciais e grande abundância de recursos naturais. A região abriga duas aldeias indígenas, a Pyau (Krucutu) e a Tenondé Porá (Morro da Saudade), ambas do subgrupo guarani, e três bacias hidrográficas: a Capivari, a Guarapiranga e a Billings. Demonstrando em todo seu território fortes aspectos do campo, como a criação de animais, agricultura, alguns pesqueiros e nascentes de água, muitas chácaras e sítios particulares, além de extensas áreas verdes compondo a paisagem. A formação de sua paisagem possui características próprias, ao contrário dos demais distritos da cidade de São Paulo, Parelheiros não possui edifícios de alto gabarito, apenas casas, contendo lotes irregulares integrantes de baixa renda.
Imagem 12 - Igreja de Parelheiros. Fonte: Prefeitura de São Paulo.
No distrito está localizado parte de uma das obras viárias mais importantes e modernas feitas no Estado de São Paulo: o rodoanel.
Em outra pesquisa, divulgada pelo estadão, em 2016, mostrou que Parelheiros ocupa o 2º lugar no ranking de pior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da cidade de São Paulo. Com 0,747 o distrito aparece na 95ª posição entre os 96 distritos paulistanos. Além da questão de que a região é extremamente carente em serviços de infraestrutura, com recursos insuficientes, o que acaba justificando o fato do local se encontrar em situação de vulnerabilidade social onde a população ali presente tem acesso à poucos equipamentos sociais e urbanos, entre recursos outros que as permita ter uma melhoria na qualidade de vida. A falta de investimento por parte dos órgãos governamentais, afeta a vida dos moradores diariamente, pois maior parte da população reside em edificações irregulares, em logradouros que ainda estão sem asfaltamento adequado, em alguns dos bairros mais afastados da via principal sofrem com a dificuldade de transporte coletivo, não há investimento em espaços culturais, áreas de lazer ou conectividade para a população, não oferece oportunidade de trabalho e formação profissional.
Apesar das restrições impostas pelas leis de proteção ambiental, a região mostra uma urbanização intensa e desordenada, crescendo mais a cada ano (SEADE, 2011), de forma irregular, e com baixa renda. 28
Diagnosticar os problemas de um bairro e tentar resolvê-los antes que tome proporções alarmantes é uma dos principais fatores que torna uma vizinhança bem sucedida. (Jacobs, 2001.)
Imagem 13 - Ruas de parelheiros sem asfalto. Fonte: Prefeitura de São Paulo.
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3. ÁREA DE INTERVENÇÃO 3.3 EVOLUÇÃO URBANA
Imagem 14 - Igreja de Parelheiros. Fonte: Wikipedia
Imagem 15 - Padaria alemã 1829 Fonte: Wikipedia
Imagem 16 - Construção da capela Fonte: Prefeitura de SP
Imagem 17 - Agricultura local. Fonte: Google
Imagem 18 - Vista aérea Fonte: Aquece SP
Inauguração do Solo Sagrado de Guarapiranga, o maior templo da Igreja Messiânica de origem nipônica fora do Japão.
1995
1827 Início da colonização no distrito de Parelheiros, após a determinação do Governo Imperial de D. Pedro I, trazendo uma grupo de 200 imigrantes para que ali se estabelecesse uma Vila, visando a formação de colônias agrícolas. Os nativos antecessores à essa colonização acabaram sendo forçados a abandonarem suas aldeias assim que estradas eram abertas. Foi aberta a estrada de Parelheiros, atual Estrada Ecoturistica de Parelheiros e Avenida Senador Teotonio Vilela, que ligava às vilas de Embu-Guaçu e São José, de onde se podia partir para Rio Bonito e Santo Amaro, evitando, assim, a passagem pela Colônia, onde havia a mais antiga estrada da Conceição. 30
1829
1898
1940
1976
O distrito começou a ser efetivamente ocupada 94 famílias alemãs (entre soldados, agricultores e artesãos). Esses primeiros imigrantes extraíam e forneciam madeira bruta para serrarias instaladas em Santo Amaro. Lá, essas toras eram transformadas em móveis e apetrechos para a construção civil.
Construção da capela Santa Cruz na praça central de Parelheiros, por Amaro Fontes, que participou na guerra do Paraguai e prometeu que se conseguisse voltar, construiria uma capela por gratidão. Hoje é conhecida como Igreja de Santa Cruz, se tornou um marco referencial com grande valor afetivo para a comunidade local e atualmente é tombada como patrimônio histórico.
Chegada de imigrantes japoneses, principalmente nos bairros de Jaceguava e Casa Grande, que vieram para explorar a agricultura com o cultivo de hortaliças e plantas ornamentais, e também ajudaram no desenvolvimento da região transformando os distritos de Parelheiros e Marsilac na maior área agrícola de São Paulo
Publicação da lei estadual de Proteção aos Mananciais que acabou auxiliando com o crescimento urbano, ora pelos alugueis baixos, pelas famílias indo em busca de acomodações, ora pela possibilidade de loteamentos clandestinos. E ao redor da região foram crescendo pequenos bairros.
Fundação do cemitério da colônia que foi construído para os imigrantes alemães, é considerado o primeiro cemitério protestante do Brasil e o mais antigo de São Paulo.
Imagem 18 - Solo Sagrado Fonte: Polo de Ecoturismo
Parte da área da Cratera da Colônia (depressão de formato circular medindo 3,6 km de diâmetro, resultado da queda de um corpo celeste no local há cerca de 36 milhões de anos), que é usada para atividade agrícola tradicional foi tombada pelo CONDEPHAAT (Resolução SC 60 de 20.08.2003)
2003
Imagem 18 - Cratera da colonia Fonte: Wikipedia
Foi criado o Parque Natural Municipal Cratera de Colônia, com a finalidade de preservar a excepcionalidade geológica e ambiental desta área, que tem sido objeto de recentes estudos científicos
Recebe o título de Patrimônio Geológico do Estado de São Paulo pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente
Foi criado o Polo de Ecoturismo, para estimular o crescimento do distrito de Parelheiros e Marsilac, e assim aguçar a identidade cultural e preservação ambiental.
2004
2011
2014
Imagem 18 - Parque Natural Fonte: Polo de Ecoturismo
Imagem 19 - Vista aérea Fonte: Prefeitura de SP
Imagem 20 - Ponto de informação turistica. Fonte: Polo de Ecoturismo
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3. ÁREA DE INTERVENÇÃO 3.4 DIAGNÓTICO URBANO
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ZONEAMENTO
USO PREDOMINANTE DO SOLO
O terreno escolhido é definido como uma ZEIS-1, de acordo com o Plano Diretor Estratégico do Município de São Paulo. As ZEIS são zonas com intuito de estimular a produção de Habitação de Interesse Social, e a ZEIS 1 são áreas ocupadas pela população de baixa renda, inclui favelas e loteamentos irregulares e alguns conjuntos habitacionais que não estão regulares ainda. O entorno imediato é dividido entre, Zona Mista, ZEPAM e ZEIS 1.
O uso predominante no entorno imediato é residencial, com alguns pequenos comércios e serviços locais como, cabelereiro, bares, oficinas mecânicas e bazares espalhados pelo bairro Há um grande número de sobrados residenciais Uma parte desse entorno são grandes terrenos de chácaras particulares
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3. ÁREA DE INTERVENÇÃO 3.4 DIAGNÓTICO URBANO GABARITO DE ALTURA Todas as edificações da região têm um gabarito de altura baixo, sendo estes a maior parte sobrados de habitação unifamiliar bem adensadas. O único edifício que ultrapassa os 4 pavimentos é de propriedade de cooperativa de transportes ao lado do terreno escolhido. Apesar de grande parte das edificações serem da mesma altura, a topografia marcante da região acaba evidenciando mais alguns pontos do que outros.
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HIERARQUIA VIÁRIA E EQUIPAMENTOS A via que passa pela testada principal do terreno é a Estrada Ecoturística de Parelheiros, uma via arterial e principal da região, que interliga o distrito Cidade Dutra até o centro de Parelheiros e o distrito Marsilac, passando por diversos bairros da Zona Sul neste percurso. Por esse motivo, ela é bem movimentada por veículos de pequeno e grande porte, além do transporte público. Essa via passa embaixo do rodoanel Mário Covas. No entorno, há duas escolas primárias que atendem a região, sendo as crianças que frequentam as escolas, um bom público alvo para o Centro Sócio-Cultural.
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3. ÁREA DE INTERVENÇÃO 3.4 DIAGNÓTICO URBANO
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CHEIOS E VAZIOS
MEIO FÍSICO
Os vazios no mapa, representam áreas verdes sem edificação protegidas pela lei e chácaras com grande gleba de propriedade privada. Em contrapartida, nos pontos edificados, mesmo sendo de gabarito baixo nota-se grande adensamento, a maior parte das residências estão grudadas umas nas outras e não possuem recuos laterais necessários para circulação de ar e iluminação.
A região de Parelheiros é marcada pela topografia íngreme, cheia de curvas bem evidenciadas. Passando pela Via principal da região é possível notar que em alguns pontos as edificações ficam mais salientes, e em outros não. As manchas azuis, são pontos com pequenos lagos nas áreas preservadas. Em alguns pontos na via principal da região, onde mostra a manchas vermelha, não possui escoamento de água adequado e quando ocorre chuvas fortes na cidade, resulta em diversos pontos de alagamento que sobe a via e afeta o transito local.
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3.7 CORTES
3.7 TERRENO TERRENO Localização: Estrada Ecoturística de Parelheiros, s/n (próx. 3390) - Bairro Recanto Campo Belo. A
Área: 7.761m²
B Área do Terreno 7761,00m²
CORTE
AA
CORTE
BB
A
B
O terreno escolhido possui uma metragem total de 7.761 m² e possui duas curvas de nível passando dentro dele. Em seu entorno, grande parte das edificações são de baixo gabarito, o que não interfere na insolação do terreno. E possui grande massa arbórea já existente e característica da região de Parelheiros. O acesso principal se dará pela Estrada Ecoturistica de Parelheiros, a via possui uma curba que chama atenção e a intenção é inserir uma volumetria de forma que quem passe pela Avenida tenha uma experiencia visual única. Na fachada posterior ao terreno (Rua Projetada) possui um córrego passando e para o projeto, será adotado o distanciamento de 15 metros conforme diretrizes das leis de proteção ambiental.
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3.6 LEVANTAMENTO FOTOGRÁFICO
3.5 ZONEAMENTO ÁREA DO TERRENO
ÁREAS TOTAIS
De acordo com o planoTÉRREO diretor estratégico da cidade dem² São Paulo, o terreno escolhido está 1170 classificado como uma ZEIS-1 (Zona Especial de Interesse Social) são áreas destinadas à ocupação pela população de baixa1°renda. PAVIMENTO 1170 m² 2° PAVIMENTO Porém, foi verificado que de acordo com o Quadro2275 4 dem²Usos permitidos por zona anexo à lei Nº 16.402 de 22 de Março de 2016, há uma brecha que permite o uso do terreno com 3° PAVIMENTO 1339 m² edificações que estiverem enquadradas nas subcategorias não residenciais nR1, nR6 e nR7. A tipologia de projeto destacada trabalho COBERTURAnesse 162 m² como nR6 e nR7 por haver cunho ÁREAS TOTAIS se destaca principal de Cultura e Educação.
O principal por estar
TOTAL EDIFICADO TÉRREO motivo para o uso localizado entre uma 1° PAVIMENTO
6116 m² m² do 1170 terreno em específico se dá grande área periférica adensada. 1170 m²
ÍNDICES URBANÍSTICOS C.A BÁSICO T.O MÁXIMO
PROJETO
1,0
7761 m²
0,79
6116 m²
0,70
5432m²
0,29
2275 m²
NA
18,80 m
ÁREA DO TERRENO ÍNDICES URBANÍSTICOS C.A BÁSICO
2275 m²
T.O MÁXIMO
3° PAVIMENTO
1339 m²
GABARITO
TOTAL EDIFICADO
LEGISLAÇÃO
GABARITO
2° PAVIMENTO
COBERTURA
7761m²
7761m² LEGISLAÇÃO
PROJETO
1,0
7761 m²
0,79
6116 m²
0,70
5432m²
0,29
2275 m²
NA
P 18,80 m
Imagem 23 - Fachada Terreno. Fonte: Google Street View
Imagem 24 - Fachada Terreno. Fonte: Google Street View
Imagem 25 - Fachada Terreno. Fonte: Google Street View
Imagem 26 - Fachada Terreno. Fonte: Google Street View
162 m² 6116 m²
P
Imagem 21 - Anexo 4 da lei Nº 16.402 de 22 de Março de 2016 . Fonte; Prefeitura de SP 40
Imagem 22 - Tabela de subcategorias de uso. Fonte; Prefeitura de SP 41
4. PROJETOS ANÁLOGOS 42
43
4.1 CENTRO CULTURAL DA BSGI
FLUXOGRAMA
O Centro Cultural, foi projetado para uso da BSGI, (Associação Brasil Soka Gakkai Internacional) que é uma entidade budista presente em diversos lugares do mundo, e o escritório HARDT foi convidado para realizar o projeto do novo centro cultural em Curitiba Análise Projetual A HARDT Planejamento propôs um edifício com formato monolítico, com grandes aberturas em vidro. Sua volumetria consiste em um único bloco, pela vista externa do edifício observa-se a projeção de linhas retas, assim como uma caixa. Porém, o arquiteto se preocupou em adicionar elementos à fachada que quebre a sensação de rigidez na forma, como por exemplo a projeção de dois volumes para fora da fachada principal como estratégia para aumentar a área útil do pavimento superior e uma cobertura que abraça o auditório e paredes anguladas neste, trazendo movimento à forma. No interior do edifício há grande permeabilidade visual e a circulação do pavimento térreo integra-se com o entorno, possibilitando chegar nas duas extremidades do terreno atravessando o hall do edifício. A partir do hall, há acesso para todos os ambientes internos. Também foi pensado em soluções para melhoria da qualidade ambiental, como controle de ruídos, aberturas zenitais, janelas com controle térmico
TÉRREO
FICHA TÉCNICA Local: Bairro Alto, Curitiba/PR Projeto: HARDT Planejamento Ano de início do projeto: 2011 Ano da conclusão da obra: 2015 Área do terreno 6.270 m² Área construída 2.140 m² N° Pavimentos: Térreo+1.
SUPERIOR
Análise Funcional O seu programa arquitetônico é compacto e simples, com pouca área de circulação, mas sem perder a permeabilidade visual por conta dos grandes vidros e pé direito duplo na região da passarela do 1° pavimento. O pavimento térreo tem os ambiente bem articulados, há dois auditórios, sendo um deles para reuniões maiores com capacidade para 414 pessoas, e outro menor e sem desnível para 183 pessoas, banheiros, área administrativa e sala VIP. No 1º pavimento há uma passarela em mezanino, com vista para o térreo, 4 salas de aula e 1 sala multiuso, geralmente essas salas são utilizadas para orações e aula. A estratégia de implantação do edifício permite eventual ampliação por meio de edifício anexo ou instalações provisórias na parte de trás do terreno, onde atualmente encontra-se um estacionamento de veículos.
AMBIENTE Hall e Foyer Portaria Administração Sala Vip Banheiros Auditório 1 (183 pessoas) Auditório 2 (414 pessoas) Balção Auditório Administração Sala de Aula 1 Sala de Aula 2 Sala de Aula 3 Sala de Aula 4 Sala Multiuso Depósito Banheiros
ÁREA 126 m² 11 m² 32 m² 23 m² 45 m² 170 m² 558 m² 110 m² 63 m² 26 m² 40 m² 32 m² 32 m² 60 m² 7 m² 45 m²
Análise Urbana O acesso de pedestres ocorre na fachada principal, onde há uma rua alinhada com a edificação. Os acessos de veículos ocorrem nas extremidades do estacionamento. A sua área externa é composta por 5 pequenas praças alocadas ao redor do edifício, proporcionando amplas visuais. Com formato circular, cada praça representa um elemento importante à cultura budista e da Soka Gakkai.
44
Imagem 27 - Centro Cultural BGSI. Fonte: Archdaily
Imagem 28 - Centro Cultural BGSI. Fonte: Archdaily
Imagem 29 - Centro Cultural BGSI. Fonte: Archdaily
45
4.2 ESPAÇÃO CULTURAL PORTO SEGURO
Análise Funcional O programa para esse Espaço Cultural é complexo, com diversas atividades em constante uso, como: FabLab, Ateliês de Artes, Oficinas, Impressão 3d, Exposições com ateliê, salas de aulas, administração e muitos ambientes destinados à exposições em quase todos os andares e muita área para circulação. Essa diversidade dos espaços internos foi pensado de modo que traga grande flexibilidade de uso, e possibilitando diversos arranjos de curadoria e escalas de exposições. A integração entre os espaços permite ao visitante um contato contemplativo com o meio externo, que é a rampa projetada para fora do edifício. E também a possibilidade de sair da exposição interna para a externa, sem perder o ritmo. Na área externa, possui uma praça pública que articula o Espaço Cultural com os outros equipamentos (restaurante e loja) do local. Análise Urbana O bairro em que o projeto foi implantado possui casarões abandonados e é palco de um intenso problema social da cidade, a Cracolândia.
46
Imagem 30 - Centro Cultural Porto Seguro. Fonte: Archdaily
TÉRREO SUPERIOR
Análise Projetual O edifício possui formato assimétrico disposto em um único bloco com a volumetria partida em duas partes com algumas de suas arestas bem anguladas, que se adaptam a distribuição interior e traz uma boa acústica por conta do paralelimso. As fachadas se destacam pela diferença material entre elas, enquanto de um lado é uma empena cega de concreto aparente, o outro é mais trabalhado com caixilhos e brises de madeira. Em uma das faces, o volume de uma caixa de circulação se sobressai sobre o edifício. Seu volume proporciona sensações diferentes ao usuário tanto de fora para dentro, quanto de dentro para fora. Para o sistema construtivo, foi adotado o uso do concreto armado, por sua capacidade de maleabilidade que pode atender a plasticidade das formas do projeto. Possui aberturas em pontos não alinhados, aleatórios e com diferentes inclinações, fazem com que o jogo de luz e sombra preencham os espaços com toda a arte natural. Nos espaços que são necessários, iluminação e ventilação tais como: administração, curadoria, salas de aula e sanitários, foi proposto a vedação da fachada com vidro e protegido por uma segunda pele de elemento vazado de concreto com madeira.
TÉRREO INF.
FLUXOGRAMA
A arquitetura proposta vem de encontro com uma série de medidas que visam a revitalização urbana da região do Campos Elíseos, conhecida pelos problemas sociais como o consumo de drogas e em contraponto a essa dura realidade, o novo equipamento cultural veio com o intuito de transformar a região e melhorar o cenário urbano local. Concebido para ser local de desenvolvimento e apresentação das mais variadas expressões artísticas contemporâneas, o espaço tem como objetivo abrigar: exposições, atelies, cursos, workshops, simpósios, feiras, festas e festivais.
SUBSOLO
FICHA TÉCNICA Local: Campos Elíseos, São Paulo - SP, Brasil Projeto: Yuri Vital, São Paulo Arquitetura e Miguel Muralha Ano do projeto: 2013 Ano da Conclusão: 2016 Área do Terreno: 1.379 m² Área Construída: 3.800 m² N° Pavimentos: 2 Subsolos, Térreo + 2 pavimentos.
AMBIENTE Hall de Entrada Coquetel Exposição interna Exposição externa Ateliê Sala de Aula Banheiros Praça Loja Exposição Mezanino Sala de Aula 1 Sala de Aula 2 Banheiros Curadoria Administração Banheiros Estacionamento Banheiro Área técnica Exposição interna Reserva Técnica Copa DML Depósito Sala de Segurança Banheiros
ÁREA 18 m² 70 m² 80 m² 50 m² 22 m² 13 m² 20 m² 230 m² 13 m² 112 m² 13 m² 32 m² 20 m² 13 m² 32 m² 20 m² 523 m² 9 m² 41 m² 302 m² 38 m² 15 m² 136 m² 3 m² 13 m² 28 m²
47
4.3 CENTRO SÓCIO-CULTURAL ÁGORA
Análise Funcional O edifício composto por um subsolo (1.618,09 m2), um semi-subsolo (3.009,17 m2), um térreo (2.833,72 m2) e um primeiro andar (1.224, 29 m2). E uma praça pública ao ar livre com aproximadamente 1.000m². O programa é bem complexo e múltiplo, abrangendo desde cultura e encontros até serviços sociais. Com os espaços totalmente acessíveis e aberto para o encontro de pessoas e suas expressões (assim como as Ágoras da Grécia antiga). A organização do programa é bem fluída, com a maior parte dos ambientes pouco compartimentados e com funções interligadas que fluem de acordo com a possibilidade de uso, além da interação com a paisagem. Dentro do programa há muita diversidade nas atividades, com espaços para: Auditório com capacidade para 549 pessoas, refeitório, biblioteca, biblioteca de brinquedos, escritórios, sala de leitura, informática, consultoria, oficinas, salas sociais (para reunião do bairro), exposições, espaço aberto para encontros, entre outros. Análise Urbana O Centro Ágora é considerado um centro cívico e organizador urbano onde está implantado, e representa um passo a frente na preocupação com a paisagem natural e agrícola que rodea A Coruña. A integração da cidade e o seu entorno ao projeto, relembra a história e tradição da região, ligada ao ambiente natural e rural acaba promovendo a ideia de uma cidade baseada na sustentabilidade e equilíbrio.
48
Imagem 31 - Centro Socio Cultural Ágora. Fonte: Archdaily
TÉRREO SUPERIOR
Análise Projetual O edifício possui uma volumetria densa, são 3 volumes dispostos um em cada pavimento de acordo com a topografia, e que não são alinhadas, apoiadas em pilotis. Em planta, seu formato lembra a letra ‘E’. São 3 níveis que se adaptam com a topografia natural do terreno. Possuindo uma cobertura em telhado verde que se modela com a paisagem rural repleta de vegetação no entorno. O que preserva a memória do ambiente natural e rural. Para quebrar a densidade volumétrica e equilibrar a relação do edifício com a paisagem rural no seu entorno, as vedações em vidro dão a sensação de transparência nas fachadas, além de proporcionar uma boa iluminação natural no interior dos ambientes, principalmente as salas e escritórios. Os sistemas construtivos escolhidos são reflexo da flexibilidade que o programa exigia, é usado o mesmo sistema que se utilizam em containers e caixas: uma estrutura metálica perimetral que permite largos espaços livres, com plataformas pré-fabricadas e reforçadas com decks de concreto e vigas, vigas de madeira laminada e painéis sanduiche de madeira sem uma estrutura intermediária. E com isso permite grandes vãos.
TÉRREO INF.
FLUXOGRAMA
O Centro Sócio-Cultural Ágora, é resultado de um concurso de ideias realizado pela Prefeitura de Coruña em 2006, diante da necessidade da criação de espaço de lazer e serviço para a comunidade. O projeto vencedor, foi apresentado com o lema “"A Montanha Mágica", pela equipe de arquitetos Luis Rojo de Castro, Begoña Fernández-Shaw Zulueta e Liliana Obal Díaz, com o projeto de um edifício que aprimora os valores ambientais e paisagísticos da área.
SUBSOLO
FICHA TÉCNICA Local: San Pedro de Visma, A Coruña, Espanha Projeto: Rojo Fernandez-Shaw e Liliana Obal Ano Projeto: 2006 Ano Construção: 2011 Área do terreno: 9.663 m² Área Construída: 10.258,40 m² N° Pavimentos: 3
AMBIENTE Hall Administração Sala de Informática Sala de Aula Sala Multiuso Auditório (549 pessoas) Banheiros
ÁREA 130 m² 75 m² 75 m² 150 m² 70 m² 455 m² 17 m²
DML Hall Administração Sala multiuso Auditório Pequeno Banheiro Biblioteca Sala de Estudos 1 e 2 Sala de Estudos 3 Balcão Auditório Banheiros Biblioteca Banheiros Foyer Administração
2,80 m² 335 m² 137 m² 238 m² 125 m² 30 m² 643 m² 25 m² 36 m² 186 m² 20,40 m² 68 m² 126 m²
49
5. PROPOSTA 50
51
5.2 FLUXOGRAMA
5.1 PARTIDO ARQUITETONICO O Partido do projeto, começou desde a escolha do terreno disponível na região, que possui em sua testada principal uma curva única e característica, em um avenida bem movimentada. Foi pensado que ao passar por ela, seja possível aproveitar a paisagem, e quando inserido um edifício, tem a possibilidade de ser visualizada três das fachadas do edificio. Com isso, a volumetria do edificio veio a partir da ideia de proporcionar ao usuario a sensação de pátio aberto, de forma que qualquer pessoa que entre se sinta acolhido. E o que mais se encaixou com os traços do terreno foi a criação de dois volumes em tamanhos diferentes, como se o bloco 2 saísse de dentro do bloco 1. Pensando na quebra volumétrica de um dos blocos, foi criada uma angulação que acompanha a inclinação da plateia do teatro e abaixo dessa inclinação será um vão livre. Para evitar o impacto com o entorno que se situa o edifício, foi pensado em materialidades que não destoe da grande massa arbórea existente, assim, foram utilizados caixilhos em vidro para o bloco 1 que permite uma maior permeabilidade visual de quem está dentro observar a paisagem de fora e quem esteja fora não sinta que a sua visão sobre a paisagem seja barrada por um grande volume.
- Fruição – térreo o mais livre possível; - Pátio interno;
Formato do Terreno
- Acessos pelas duas extremidades do terreno;
FOYER SANITÁRIOS LANCHONETE
- Dar ao usuário que chega pela fachada principal, a impressão de que o edifício está “se abrindo para recebe-los”; - Circulação vertical por rampas e escadas;
TEATRO
Projeção de dois blocos SANITÁRIOS
- Criação de blocos volumétricos separados para: Núcleo de Aprendizado, Biblioteca com oficinas e Teatro. Mas que se interliguem entre si.
PÁTIO COBERTO
EXPOSIÇÕES / EVENTOS Extrusão do bloco 1
No bloco 1 acontecem as atividades de: Exposições, Administração, Núcleo de Aprendizado e Biblioteca. E no Bloco 2 é dedicado ao Teatro e Foyer, sendo esse mantido com a materialidade bruta do concreto da estrutura.
Extrusão do bloco 2 a partir do bloco 1
52
ENTRADA PRINCIPAL EST ECOTURÍSTICA DE PARELHEIROS
PREMISSAS
Criação da angulação que cria o vão livre
ÁREA ADMINISTRATIVA - Administração Geral - Administração Pedagógica - Diretoria - Sala de Reunião - Sala de Professores - Consultório Psicologia - Vestiário - Copa - Arquivo
EDUCACIONAL - Salas de Aula - Salas Multiuso - Almoxarifado
OFICINAS - Oficina de Dança - Oficina de Teatro - Oficinas de Arte - Almoxarifado
REFEITÓRIO - Cozinha - Despensa - Área de Almoço
APOIO TEATRO - Doca - Depósito - Sala de Apoio - Camarins
SERVIÇOS - Sala de Segurança - Sala de Manutenção - Depósito de Lixo - Depósito Materiais de Limpeza
BIBLIOTECA - Guarda-volumes - Área de Estudos - Acervo - Sala de Vídeo
53
5.4 DIAGRAMA
5.3 QUADRO DE ÁREAS
SETORES
Circulação Vertical
TERREO CIRCULAÇÃO BASTIDORES DEPÓSITO TEATRO DOCA CAMARINS SALA DE APOIO PÁTIO COBERTO QUIOSQUE CAFÉ EXPOSIÇÕES / EVENTOS TEMPORÁRIOS SANITÁRIOS 1° PAVIMENTO DEPÓSITO GERAL ARQUIVO DML SALA DE SEGURANÇA MANUTENÇÃO VESTIÁRIO FUNCIONÁRIOS COPA SALA DE REUNIÃO DIRETORIA GERAL ADM GERAL RECEPÇÃO ADMNISTRATIVA ADM PEDGÓGICA CONSULTÓRIO PSIOLOGIA SALA DE PROFESSORES SALA MULTIUSO OFICINA DE TEATRO OFICINA DE DANÇA ALMOXARIFADO SANITÁRIOS 54
30 83 20 60 45 305 24 272 46
25 21 9 23 25 32 14 17 17 17 17 17 17 23 65 83 96 18 46
m² m² m² m² m² m² m² m² m²
m² m² m² m² m² m² m² m² m² m² m² m² m² m² m² m² m² m² m²
2° PAVIMENTO SALA DE AULA I SALA DE INFORMÁTICA SALA DOS PROFESSORES ATELIÊ I SALA MULTIUSO ALMOXARIFADO SANITÁRIOS REFEITÓRIO COZINHA DESPENSA DML DL FOYER LANCHONETE SALA TÉCNICA PLATEIA PALCO 3° PAVIMENTO BIBLIOTECA SALA MULTIUSO DEPÓSITO SALA DE VÍDEO DL DML SANITÁRIO
45 65 35 48 48 18 46 118 52 30 7 7 250 20 15 463 167
m² m² m² m² m² m² m² m² m² m² m² m² m² m² m² m² m²
Exposição Convívio Sanitários Público Cobertura
Bastidores e Apoio Teatro Teatro Foyer Teatro Setor Administrativo
3° Pavimento
Serviços Salas de Aula / Oficinas Refeitório Biblioteca
2° Pavimento
Cobertura Casa de Máquinas
873 65 51 124 7 7 46
m² m² m² m² m² m² m²
ÁREAS TOTAIS
1° Pavimento
TÉRREO
1170 m²
1° PAVIMENTO
1170 m²
2° PAVIMENTO
2275 m²
3° PAVIMENTO
1339 m²
COBERTURA
COBERTURA CASA DE MÁQUINAS
162 m²
Pav. Térreo
TOTAL EDIFICADO
162 m² 6116 m² 55
3
2
3
4 7.75
7.75
7
8
7.75
7.75
747,88
7.75
7.75
1 - TEATRO 2 - PALCO 3 - CIRCULAÇÃO BASTIDORES 4 - DEPÓSITO TEATRO 5 - DOCA 6 - CAMARINS 7 - SALA DE APOIO 8 - SAÍDA DE EMERGÊNCIA 9 - RECEPÇÃO 10 - PÁTIO COBERTO 11 - QUIOSQUE CAFÉ 12 - EXPOSIÇÕES / EVENTOS TEMPORÁRIOS 13 - SANITÁRIOS 14 - PRAÇA LIVRE 15 - HORTA COMUNITÁRIA 16 - PÁTIO COBERTO / FEIRAS
C
C TI IS
HESSEL
A
NRIQUE
10
R TU
RUA HE
9
O EC
5.5 PLANTAS
6
A AD TR ES
B
7.75
1 21.2
1
5
DE O
R EI
LH RE PA S
ACESSO TEATRO
T AL AB
TU O EC DE
PA
748,00
IN AR AZ
A IC ST RI
L RE
RU
A AD TR ES
748,00
14
I
LH RE PA
14
S
RO EI
A
AD
TR
ES
UR
OT
EC
A
IC
T IS
OS
IR
HE
DE
S
3
ACESSO TEATRO
760,42
747,00 747,65 747,62
itoril
h pe m
= 1,20
14
752,00
751,00
4
2
14
16
750,00
2 747,00
759,42
4
ACESSO CENTRO CULTURAL
ACESSO CENTRO CULTURAL
S
747,20
A
763,42
S
1 749,00
VEGETAÇÃO EXISTENTE
A
2 PROJ. PERGOLADO
VEGETAÇÃO EXISTENTE 1
748,30
11
S
CARGA E DESCARGA
8.50
h peitoril = 1,50m
766,22
PAREDE COBOGÓ
10 747,20
9
3
747,42
6
B
i= 8,33%
5.40
S
A
15
i= 8,33%
4
C 8.50
13
A
8
8
747,20
S
S
7
12 747,42
5
D
13 WC PNE
6
CARGA E DESCARGA
752,00
1
751,00
IMPLANTAÇÃO - TÉRREO B
RUA
5
10
15
5
10
15
LAMBRIL - h=2,50m
A
EID
0 1
0 1
ALM
PLANTA DE SITUAÇÃO
C
RUA PROJETADA
56
0
8,0
74
57
4
5 7.75
7
7.75
8
7.75
9
7.75
7.75
1 - TEATRO 2 - PALCO 3 - CIRCULAÇÃO BASTIDORES 4 - DEPÓSITO GERAL 5 - ARQUIVO 6 -DML 7 - SALA DE SEGURANÇA 8 - MANUTENÇÃO 9 - VESTIÁRIO FUNCIONÁRIOS 10 - COPA 11 - SALA DE REUNIÃO 12 - DIRETORIA GERAL 13 - ADM GERAL 14 - RECEPÇÃO ADMNISTRATIVA 15 - ADM PEDGÓGICA 16 - CONSULTÓRIO PSIOLOGIA 17 - SALA DE PROFESSORES 18 - SALA MULTIUSO 19 - OFICINA DE TEATRO 20 - OFICINA DE DANÇA 21 - ALMOXARIFADO 22 - SANITÁRIOS 23 - SAÍDA DE EMERGENCIA
7.75
1
21.2
C
1
3
10
5
7.75
7.75
6 7.75
7 7.75
8 7.75
9
10
7.75
7.75
1 21.2
1
TIRANTES DE SUSTENTAÇÃO DA LAJE
752,00
OIA RAB CLA
S
1 - SALA DE AULA I 2 - SALA DE INFORMÁTICA 3 - SALA DOS PROFESSORES 4 - ATELIÊ I 5 - SALA MULTIUSO 6 - ALMOXARIFADO 7 - SANITÁRIOS 8 - REFEITÓRIO 9 - COZINHA 10 - DESPENSA 11 - DML 12 - DL 13 - SAÍDA DE EMERGENCIA 14 - FOYER 15 - LANCHONETE 16 - SALA TÉCNICA 17 - PLATEIA
J. PRO
ACESSO TEATRO
4
B
B
7.75
6
C
3
3
2
3
2
S
7 14
7
16 752,00
15 17
2
2 S
4
4
749,24
S
749,24
1
S
S
ACESSO CENTRO CULTURAL S
S
BRISES VERTICAIS
747,20
S
S
LETREIRO FACHADA
747,20
BRISES HORIZONTAIS
A 17
2
748,30
16 12
13
14
15
18
11
3
1
S
748,30
S
8.50
11
8.50
A
1
1
B i= 8,33%
751,42
6
SHAFT TUBULAÇÃO CAPTAÇÃO AGUAS PLUVIAIS
9 7
A
23
A
20
7 WC PNE
7 13
21
A
i= 8,33%
11
23
19
i= 8,33%
S
C
9
8
12
9
10
5.40
751,42 WC PNE
C 8.50
10
5
22
S
A
i= 8,33%
8.50
5.40
4
2
755,42
755,42
B
1
8
13 3
4
4 5
6
D
D CARGA E DESCARGA
1
1
2º PAVIMENTO
1º PAVIMENTO 10
749,24
0 1
15
10
15
B
B
58
5
C
5
C
0 1
59
3
2
3
4
5 7.75
7
7.75
7.75
8 7.75
9
3
10
7.75
7.75
B
B
7.75
6
1.21
C
C
2
1
COBERTURA EM POLICARBONATO i= 2%
CONDUTOR ÁGUAS PLUVIAIS - COBERTURA TEATRO
1 - RECEPÇÃO E GUARDA-VOLUMES 2 - RECEBIMENTO E RECUPERAÇÃO DE LIVROS 3 - ACERVO 4 - ÁREA DE ESTUDOS 5 - SALA MULTIUSO 6 - DEPÓSITO 7 - SALA DE VÍDEO 8 - DL 9 - DML 10 - SANITÁRIO 11 - SAÍDA DE EMERGENCIA 12 - TERRAÇO
LAJE IZADA BIL MEA R E IMP i= 2% 760,42
759,42
h pe itoril = 1,2 0m
2
2
1 - CASA DE MÁQUINAS 2 - SAÍDA DE EMERGENCIA
4
4
759,42
CALHA DE BORDA CONDUTOR ÁGUAS PLUVIAIS COBERTURA PRÉDIO PRINCIPAL
CONDUTOR ÁGUAS PLUVIAIS - COBERTURA TEATRO
12
COBERTURA EM POLICARBONATO i= 2%
SHAFT
A 8.50
763,42
3
4
5
4
PROJ. CLARABOIA
9
C
1
10 WC PNE
10
A
A
7 11
8.50
11
3
1
764,42
2
CAIXAS D'ÁGUA
A
759,42
8
2
LAJE IMPERMEABILIZADA i= 2%
h peitoril = 1,50m
5.40
759,42
6
A
S
B
S
D
1
1
5
10
0 1
15
5
10
15
B
B
60
C
0 1
C
COBERTURA
3º PAVIMENTO
61
5.6 CORTES
1
2
3
7.75
7.75
4 7.75
5 7.75
6 7.75
7 7.75
8
1
7.75
2 8.17
3 5.19
4 9.06
766,22
766,22
763,42
Det 1 763,42
759,42
ESTRADA ECOTURISTICA DE PARELHEIROS
759,42
Det 2
LIMITE TERRENO
755,42
755,42
752,00 751,42
747,20
ESTRADA ECOTURISTICA DE PARELHEIROS 747,42
752,00 751,42
P.N.T
747,42
P.N.T
CISTERNA DE ÁGUAS PLUVIAIS
CORTE BB
CORTE AA 0 1
62
5
0 1
10
5
10
15
15
63
REGULARIZAÇÃO C/ CAIMENTO IMPERMEABILIZAÇÃO MANTA ASFÁLTICA 1
2 8.50
3 5.40
PROTEÇÃO MECANICA PRIMÁRIA PISO ACABADO
4 8.50
CAPTAÇÃO DE AGUAS PLUVIAIS
764,42 763,42
P.N.T
751,42
747,42
ESTRADA ECOTURISTICA DE PARELHEIROS
752,00
ALVENARIA REBOCO EXTERNO
IMPERMEABILIZAÇÃO MANTA ASFÁLTICA
ESTRUTURA DE FIXAÇÃO DE BRISE ESTRUTURA DE SUPORTE DE BRISE SELAGEM DE ESTANQUEIDADE E ESTABILIDADE PERFIL DE ALUMÍNIO
RODAPÉ
759,42
755,42
RUFO COM PINGADEIRA
CONTRAPISO
766,22
LIMITE TERRENO
747,00
5.7 DETALHES CONSTRUTIVOS
LAJE NERVURADA
LÂMINA DE BRISE HORIZONTAL
VIGA DE CONCRETO TUBULAÇÃO PARA CAPTAÇÃO DE AGUAS PLUVIAIS
VIDRO EXTERNO CAMADA DE AR DESIDRATADO VIDRO INTERNO PERFIL DE ALUMÍNIO VIDRO EXTERNO
CORTE CC 0 1
64
5
10
15
ESQUADRIA MAXI-AR
65
5.8 MAQUETE ELETRÔNICA
66
67
68
69
TÉRREO - ÁREA DE CONVÍVIO E QUIOSQUE 70
TÉRREO - ÁREA DE CONVÍVIO E RECEPÇÃO 71
72
73
74
75
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História
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