Saúde Antes da hora
Caderno E
DIVULGAÇÃO/STCK
e bem-estar
MANAUS, DOMINGO, 29 DE ABRIL DE 2012
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Noivas: os detalhes finais
Saúde e bem-estar 4 e 5
A partir dos 48 anos é normal esperar a menopausa. Mas, o que acontece quando ela chega cedo demais?
CAMILA HENRIQUES Equipe EM TEMPO
A
fase, caracterizada por alterações internas e externas, atinge mulheres que já estão chegando na casa dos 50 anos, mas o que muitos não sabem é que as meninas recém-chegadas na idade adulta, também podem sofrer com esses efeitos. A fisioterapeuta Paula Thaize Jobim, 23 anos, tem a chamada “menopausa precoce” desde os 16. “A minha menstruação foi parando. Durante um ano, menstruei umas cinco vezes, com um intervalo grande de um ciclo para outro. A princípio, foi o único sintoma. Sabia que não estava gestante, mas fiz cinco exames para confirmar”, lembra. Os sintomas da menopausa, como os calores, irritabilidade, ansiedade e insônia, chegaram depois, e Paula continuou fazendo exames, já que o diagnóstico não estava claro. “Toda as vezes que fazia o exame de sangue, a taxa de hormônio era compatível com da menopausa. Também fiz ultrassom”, acrescenta. Caso raro, a menopausa precoce atingiu a fisioterapeuta pelo menos 30 anos antes do previsto. É o que afirma a ginecologista e obstetra RafaellaSeffair. “Uma paciente jovem, que fica um ano sem menstruar e tem os sintomas na menopausa, deve fazer todos os exames para confirmar o diagnóstico. Além disso, deve haver uma investigação de problemas como tireoide, o estado dos hormônios, falência ovariana, se há histórico de câncer na família etc.”, explica. Tratamento Tanto em seu tempo natural quanto precocemente, o tratamento mais indicado
para a menopausa é a reposição de hormônios. Paula costuma fazer isso de seis em seis meses. “O hormônio estava sendo liberado normalmente, mas os ovários não recebiam. Comecei a tomar remédio para conseguir ovular”, revela. Apesar de conviver com a fase como se não houvesse problema, a jovem lamenta por ter problemas para engravidar. Porém, com tratamento e acompanhamento médico, esse impedimento pode ser revertido. “No começo, quando eu era mais nova, achava que ia passar, com o tempo. Quando comecei a ler a respeito, me preocupei bastante. A mulher passa por várias fa-
ALTERAÇÕES
O ser humano, naturalmente “movido” por hormônios, sofre alterações na pele e problemas como queda de cabelo em situação normal. Com a mulher, que passa pela menopausa, não é diferente ses naturais, e pulei direto para a menopausa. Eu não era preparada, e é claro que isso me afetou psicologicamente”, continua Paula, que assume ter momentos de depressão e euforia. O acompanhamento psicológico, inclusive, é fundamental. Muitos especialistas até recomendam essa terapia complementar. “Imagina como fica a cabeça de uma menina de 16 anos, sentindo o que a avó sente?E a mulher com quase 50 anos passando por problemas que vão afetála pelo resto da vida?”, indaga a ginecologista.
Muita atenção aos sintomas Segundo a ginecologista, essa fase, quando precoce, deve ser observada com mais cuidado. “Normalmente a menopausa começa aos 37 anos e tudo muda. Existem de dez a 12 sintomas, que vão aumentando com o tempo. Muitas mulheres acham que vão enfartar, é um transtorno”, conta. O climatério não é de-
tectado por exames, mas é observado por meio dos sintomas. Há uma pontuação da intensidade de dores de cabeça, nos ouvidos, nas juntas, além de calores, secura vaginal e perda da libido. “Psicologicamente, a mulher é cíclica, e quando chega nessa fase é como se fosse uma TPM permanente.”, define a ginecologista. DIVULGAÇÃO
Paula Thaize Jobim entrou na menopausa aos 16 anos