MANAUS, DOMINGO, 31 DE AGOSTO DE 2014
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Os imóveis e as eleições Os comitês centrais e as bases eleitorais revelam negócios em várias zonas da cidade
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uando chega o ano eleitoral é comum que candidatos e partidos comecem a procurar imóveis para estabelecer os seus centros administrativos e para estocar o material de divulgação da campanha política. Essa procura começa, geralmente, três meses antes das votações e movimenta o mercado imobiliário da região, criando boas oportunidades para os profissionais da área. Corretora há 8 anos, Márcia Cohen conseguiu fechar três negócios com partidos e candidatos políticos nessa época do ano. “É uma ótima chance para nós corretores, pois a abrangência do ne-
gócio cobre toda a cidade”, afirma a profissional. Márcia explica que as zonas da cidade procuradas pelos clientes mudam em relação ao objetivo destinado ao imóvel. “Os comitês centrais, que é onde ficam os candidatos e sua equipe de assessoria e também onde eles se reúnem com outros políticos, são procurados nas áreas nobres, como os bairros Vieralves, Aleixo, Adrianópolis e outros. Já as bases eleitorais, que ficam na responsabilidade de divulgar o material de campanha, ficam em bairros descentralizados e mais populosos”, esclarece a corretora que buscou imóveis para os dois tipos de negócio.
Como os alugueis são por temporada, tendo prazo até o dia das votações, o preço é mais caro. “Para um comitê central, geralmente eles buscam casas de alto padrão de até dois pisos e pelos três meses o preço pode chegar de R$ 15 a R$20 mil. Para uma base eleitoral, as casas ficam em bairros não tão nobres e o preço fica na média de R$ 4 a R$ 5 mil”, revela Márcia. Presidente do Sindicato de Corretores de Imóveis do Amazonas (SindimoveisAm), Almir Taveira afirma que diversos negócios foram fechados pelos corretores da região. “Com o cadastro de hospedagem alternativa que fizemos para
Para um comitê central, geralmente eles buscam casas de alto padrão de até dois pisos e pelos três meses, o preço varia de R$ 15 a R$ 20 mil Márcia Cohen, corretora de imóveis
a Copa do Mundo, tínhamos cerca de 500 a 600 móveis que podíamos contatar para conseguir um negócio. Dependendo da área e da demanda, ligávamos para o corretor mais próximo que
pudesse resolver”, relata. Taveira aponta que, dos negócios concluídos, a maioria se concentrou em bases eleitorais, com imóveis pesquisados nas zonas Norte e Leste de Manaus. “O imóvel procurado tinha no mínimo até 300 metros quadrados, com dois pisos, localizado em ruas largas devido ao movimento de carros que chegam nas bases eleitorais. A faixa de preço para os três meses ficava por R$ 8 mil”, ressalta o presidente do Sindimoveis-Am. “É uma ótima oportunidade e mostra o quanto mercado é volátil para os profissionais”, conclui. O presidente do Conselho Regional dos Corretores
do Amazonas e Roraima (Creci-AM/RR), Paschoal Rodrigues, constata que, apesar de que os grandes partidos políticos tenham suas sedes definitivas, o mercado ainda consegue produzir grandes chances para os profissionais. “As aquisições nesse período são normais e espantam qualquer comentário de crise no mercado imobiliário. Assim como aconteceu na Copa do Mundo, quando houve um trabalho fantástico na área imobiliária, há mercados que ficam disponíveis e é preciso profissionais que saibam aproveitar o momento. Sem dúvidas, o corretor sabe como”, comenta o presidente.
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Previsões para energia eólica Segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), esta é a perspectiva com que o governo federal está trabalhando O presidente da EPE deu as declarações ao participar da abertura do 5º Brazil Windpower, promovido anualmente pela Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEóli-
FUTURO
O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, afirmou que a participação da energia eólica na matriz energética deve atingir 11% nos próximos 10 anos ca), pelo Conselho Global de Energia Eólica (Gwec) e pelo Grupo CanalEnergia. O encontro reúne representantes das principais empresas da
cadeia produtiva da indústria de energia eólica. Tolmasquim também informou que o leilão de energia de reserva de 2014, que vai ocorrer no dia 31 de outubro, tem registrado um grande interesse e atingiu mais de mil inscritos. Ele destacou que embora ainda não tenha terminado o processo de habilitação técnica, deve haver um número razoável de usinas habilitadas. “Como os preços-teto são bastante atrativos nos três produtos, tanto no hídrico, como no térmico e eólico/solar, acredito que vai ter muito interessado em participar. As perspectivas são muito boas”, informou destacando que o leilão vai ser competitivo com diferentes tipos de tecnologia e de com-
bustível. Ainda na abertura, a presidenta da ABEEólica, Elbia Melo, disse que o setor está muito otimista neste momento. “Ano passado nós já estávamos muito felizes porque havíamos participado de um leilão de reserva e tínhamos boas sinalizações de contratação. Terminamos o ano de 2013 com resultado surpreendente, muito acima da melhor expectativa” disse. Segundo a presidente, a perspectiva de contratação para o ano que vem é boa porque o setor está em um processo de desenvolvimento. Por Agência Brasil
REGIÃO
Luz no Nordeste sobe mais de 20% A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) definiu na última semana uma série de reajustes anuais na conta de luz de consumidores do Nordeste, todos acima de 20%. Em Alagoas, a Companhia Energética de Alagoas (Ceal) foi autorizada a dar um reajuste médio de 29,75%. A distribuidora atende um milhão de unidades consumidoras, em 102 municípios do Estado. A diretoria da agência aprovou um reajuste médio de 22,25% para os consumidores residenciais da Com-
AUMENTO
A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o reajuste de 22,25% para os consumidores residenciais da Companhia Energética do Maranhão, que atende 2,1 milhões de imóveis panhia Energética do Maranhão (Cemar), que atende 2,1 milhões de unidades consumidores, em 217 cidades
do Estado. No Piauí, o reajuste médio autorizado foi de 25,7%. A Companhia Energética do Piauí (Cepisa) atende 1,1 milhão de unidades consumidoras em 224 cidades. Os consumidores da Paraíba, atendidos pela distribuidora Energisa, sentirão um aumento médio de 20,83% na conta de luz. A empresa atende 1,3 milhão de unidades consumidoras, em 216 municípios da Paraíba. Todos esses novos valores passarão a valer a partir da próxima quinta-feira, 28 de agosto. REPRODUÇÃO
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participação da energia eólica na matriz energética brasileira deve atingir 11% nos próximos 10 anos. Segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, esta é a perspectiva com que o governo federal está trabalhando. Ele acrescentou que, atualmente, este é o tipo de energia que mais vai crescer no período depois da hídrica e que a produção no Brasil já ultrapassou a da energia nuclear. Em agosto, a fonte eólica atingiu a capacidade instalada de cinco gigawatts (GW), o suficiente para abastecer, na média, cerca de 4 milhões de residências ou 12 milhões de pessoas, o que corresponde a uma cidade do tamanho de São Paulo.
Toda a região Nordeste terá o valor de suas contas de energia reajustadas, segundo a Aneel
EXPEDIENTE EDIÇÃO Bruno Mazieri
FOTOS Diego Janatã
DIAGRAMAÇÃO Mario Henrique Silva
REPORTAGEM Bruno Mazieri Sérgio Victor
REVISÃO Dernando Monteiro João Alves
TRATAMENTO DE FOTOS Klinger Santiago
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FOTOS: DIVULGAÇÃO
Residencial com unidades à venda Empreendimento Atmosphere tem foco no público A e traz metragens exclusivas para o mercado, além de área de lazer com atrativos diferenciados
Suítes com metragens diferenciadas e mais espaçosas chamam atenção dos moradores
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pós um mês do lançamento do empreendimento Atmosphere, localizado na avenida Mário Ypiranga, bairro Adrianópolis, cerca de 25% das unidades já foram vendidas, de acordo com gerente comercial da Engeco, Rodrigo Soares. “Tivemos uma boa arrancada nas vendas e, quanto às previsões, estamos com o pé no chão. Acreditamos que em 2 anos venderemos o estoque”, afirma. O Atmosphere, lançado pela Construtora Engeco e pelo Grupo Braga, é constituído de duas torres com 17 andares e coberturas duplex exclusivas. A primeira torre disponibiliza apenas dois apartamentos por andar, com um total de 36 unidades. Nela, todos os apartamentos são de 286 metros quadrados, com quatro suítes e quatro vagas na garagem. O objetivo, segundo a construtora Engeco, é garantir a exclusividade dos moradores. Há ainda a cobertura duplex com 500 metros quadrados distribuídos em quatro suítes, incluindo uma Master e cinco vagas na garagem, sendo uma delas garage box. Especificações únicas em Manaus. Já na segunda torre, são quatro apartamentos por an-
dar, cada um com 215 metros quadrados, quatro suítes e três vagas na garagem. A cobertura, também duplex, possuí 389 metros quadrados. O lazer é um dos itens que mais se destaca no empreendimento, que conta com três piscinas, três salões de festas, uma quadra oficial de squash, espaço gourmet interno, salões de jogos juvenil e adulto, sauna, garage band, academia, entre outros. O projeto é da arquiteta Fernanda Marques. Próximos ao condomínio se encontram o Manauara Shopping, hospitais, restaurantes e colégios, o que torna o residencial Atmosphere ainda mais exclusivo. Segundo a assessoria da Engeco, o Valor Geral de Vendas (VGV) se aproxima do valor de R$ 200 milhões. Para Soares, investir no público A é uma tendência na região, porém, não desmedida. “Em Manaus, tínhamos o Barão da Vila e o Terezina, mas esses empreendimentos não tinham a metragem do Atmosphere. Fizemos estudos para detectar esse mercado e investimos calculadamente. Muitas construtoras oferecem até 170 metros quadrados nos seus empreendimentos, mas acima de 200 metros quadrados são poucas”.
Sucesso deve-se aos valores Parte do sucesso de vendas do empreendimento também está relacionado com os gastos de comercialização e os preços disponibilizados pela construtora. “Muitas empresas tem gastos com a construção de ‘estandes gigantescos’ e com a decoração dos apartamentos. Tentamos reduzir o máximo esses gastos sem perder a qualidade do produto e conseguimos. Enquanto outros cobram R$ 8 mil por metros quadrados, conseguimos cobrar R$ 6,5 mil. Os clientes perceberam isso e por isso
tivemos esse bom arranque”, esclarece o gerente. Soares afirma que a honestidade e a transparência com o cliente são requisitos obrigatórios para o sucesso de um empreendimento, fatores que também cooperaram para o retorno positivo do Atmosphere. “Não podemos mais cobrar os preços absurdos que vemos pela cidade. O cliente quer oportunidade e não abuso de preço. Com a internet ele tem um acesso de informação maior e suas decisões estão mais complexas. O cliente não é bobo”.
Receber os amigos em pequenas reuniões foram alguns dos detalhes pensados pela construtora, que tem projeto assinado pela arquiteta Fernanda Marques
A cobertura conta com uma vista privilegiada de Manaus e uma série de regalias que fazem toda a diferença no empreendimento
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Condomínios logísticos em fase de crescimento O
Brasil ainda passa por um momento econômico não favorável. Mesmo com este cenário, o mercado de condomínios logísticos nacional fechou o segundo trimestre do ano com absorção de 270 mil metros quadrados, o que representa um aumento de cerca de 8% em relação ao trimestre anterior. Os dados são da consultoria Colliers International Brasil. De acordo com o estudo, São Paulo foi a região que mais teve absorção, com 218 mil metros quadrados. O Paraná aparece na sequência, com 48 mil metros quadrados, e o Rio de Janeiro ocupa a terceira colocação com 38 mil metros quadrados. A região de Minas Gerais foi a que apresentou a maior absorção negativa, cerca de 40 mil metros quadrados. Os preços médios pedidos de locação ficaram estáveis em grande parte do Brasil, fechando o período em R$ 18,50 o metro quadrado/ mês. Amazonas e Rio de Janeiro são os Estados com os preços pedidos mais elevados, R$ 23 metros quadrados/mês. São Paulo aparece em seguida com R$ 21,50 metros quadrados/mês. O Ceará é o estado com preço médio pedido mais baixo, R$ 14,70 metros
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Apesar da desaceleração da economia, Brasil teve absorção de 270 mil metros quadrados, segundo estudo da Collier quadrados/mês. A taxa de disponibilidade do país se manteve quase no mesmo patamar, passando de 17,10% no primeiro trimestre do ano para 17,92%. A disponibilidade deve aumentar nos próximos trimestres, já que o mercado nacional deve receber mais de 1 milhão de metros quadrados.
ESPAÇO
De acordo com o estudo realizado pela consultora Colliers International Brasil, São Paulo foi a região que mais teve absorção dos condomínios logísticos, totalizando o número de 218 mil metros quadrados Empresa A Colliers atua no Brasil desde 1997. Nos últimos anos, seguiu com um consistente crescimento, reposicionou sua marca e hoje se destaca entre as empresas líderes em consultoria de soluções imobiliárias do país. Com escritórios em São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Recife e Fortaleza, a empresa continua em constante expansão.
Os preços médios pedidos da locação ficaram estáveis em grande parte do país, fechando o período em R$ 18,50, o metro quadrado
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NACIONAL
Carlos Célio carlos@investimento.net.br
Mercado imobiliário em ebulição
Nos últimos 12 meses, até julho o empréstimo imobiliário do SBPE alcançou R$ 113,2 bilhões
Crédito imobiliário atingiu R$ 10,4 bi Embora os jogos da Copa do Mundo tenham provocado redução do número de dias de trabalho, em julho, o volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis somou R$ 10,4 bilhões, mostrando crescimento de 4,3% em relação a julho de 2013. Na comparação com junho de 2014, observou-se crescimento de 14,1%. Nos primeiros sete meses do ano, foram financiados R$ 63,6 bilhões para aquisição e construção de imóveis, resultado 6,7% superior ao de igual período do ano passado. E nos últimos 12 meses, até julho, o volume de empréstimos imobiliários, com
NÚMEROS
Nos primeiros sete meses de 2014, foram financiados R$ 63,6 bilhões para aquisição e construção de imóveis, resultado 6,7% superior ao de igual período do ano passado recursos das cadernetas de poupança do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), alcançou R$ 113,2 bilhões, superando em 14,5% o apurado nos 12 meses precedentes.
Financiamentos Foram financiadas, em julho, aquisições e construções de 50,2 mil imóveis, aumento de 16,6% em relação a junho e de 4,9% comparativamente a julho de 2013. Entre janeiro e julho de 2014, foram financiados 307 mil imóveis, volume 4,9% superior ao registrado em igual período de 2013. E nos últimos 12 meses, compreendidos entre agosto de 2013 e julho de 2014, foram financiados 544 mil imóveis, número que superou em 9,5% as 496,9 mil unidades contratadas nos 12 meses anteriores.
O mercado imobiliário no mês de agosto teve de tudo. Todos os operadores do setor se movimentaram em busca de alcançar seus objetivos. O governo federal fez alterações no crédito imobiliário, que vem desacelerando ao longo do ano e recuou 19% em junho, segundo o Banco Central. Diante desse cenário, o governo parece ter coordenado, junto com o BC, uma série de medidas para melhorar os números do setor. Tanto que, a autoridade monetária voltou a alterar as regras dos depósitos compulsórios dos bancos, que são uma espécie de contribuição obrigatória que as instituições fazem junto ao BC como forma de proteção ao sistema financeiro. A partir de agora, elas poderão usar, em empréstimos, 60% do montante antes reservado exclusivamente para esse depósito. As incorporadoras, principalmente aquelas com capital aberto deram descontos, facilitaram pagamentos e distribuíram todos os tipos de brindes possíveis para tentar desovar o alto numero de apartamento em estoque. As imobiliárias não perderam a onda, reuniram-se e comentam que estão tentando um acordo explícito entre concorrentes para, principalmente, fixação dos honorários dos corretores, divisão de estandes e de mercados de atuação, para eliminar a concorrência, obtendo maiores lucros, em prejuízo do bem-estar do consumidor e principalmente do corretor, algo parecido como um cartel, prática essa qualificada como crime, e tanto o Sindicato como o Creci devem ficar atentos
para coibir essa tentativa. Por outro lado, o Sindicato dos Corretores estão se reestruturando, reformando sua sede e provendo treinamentos e palestras gratuitas para reciclar e qualificar melhor o profissional. O Creci trouxe um profissional qualificado de Goiânia para treinar seus colaboradores, procurando dar mais produtividade e qualidade no seu trabalho. Na base da pirâmide, os clientes fizeram um protesto em frente ao estande de vendas de uma construtora, insatisfeitos com a demora na entrega da obra e principalmente indignados com as perdas financeiras, uma vez que a incorporadora está atualmente dando até 27% de desconto para desovar o estoque, ou seja, quem comprou na época do lançamento esperando ter algum ganho, ficou no prejuízo. Infelizmente alguns corretores e algumas imobiliárias sem noção ficaram revoltados quando o protesto dos clientes foi divulgado nas redes sociais pelos corretores conscientes e éticos. Esconder as sujeiras do mercado de baixo do tapete é concordar com a incompetência das construtoras em não cumprir o combinado. O artigo 5º do Código de Ética prevê que o corretor de imóveis responde civilmente pelos atos que se revelem danosos aos clientes em virtude de infrações éticas. O corretor presta serviços de grande relevância econômica e social, envolvem sonhos como o da aquisição da casa própria e o da constituição de renda para a aposentadoria. Colega corretor, nossa união significa dias melhores. Pense nisso! Seu futuro agradece.
Carlos Célio é corretor de imóveis e perito avaliador
O mercado imobiliário no mês de agosto teve de tudo. Todos os operadores do setor se movimentam em busca de alcançar seus objetivos. O governo federal fez alterações no crédito imobiliário que vem desacelerando ao longo do ano”
Mercado aquece para o segundo semestre
A dica é aproveitar os feirões das construtoras, buscar os melhores preços e adquirir o imóvel que for mais vantajoso
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pesar de Manaus ter sido uma das cidadessede da Copa do Mundo de 2014 e vários setores da economia tenham se beneficiado, o mercado imobiliário da região não conseguiu muito movimento no primeiro semestre desse ano, segundo consultores da área. Porém, para o segundo semestre já é possível observar lançamentos das construtoras e feirões com grandes oportunidades para os clientes que desejam comprar um imóvel. A consultora imobiliária Ja-
queline Andrade conta que o mercado estava muito parado e que apenas recentemente a procura voltou a aumentar pelos apartamentos. “A busca por apartamentos de padrão alto também é uma realidade, mas os negócios fecham mais com os apartamentos médios, de até R$ 700 mil”, aponta a profissional. Jaqueline aconselha que, para o cliente que deseja investir no mercado imobiliário atual, a melhor escolha é aproveitar os feirões das construtoras que nesse se-
gundo semestre chegam a descontos bastante vantajosos. “Os descontos que estão sendo praticados atualmente em Manaus estão maiores e o cliente precisa aproveitar”, ressalta a consultora. Um dos motivos da estagnação do mercado na região foi, na opinião do consultor imobiliário Tiago Borges, o aumento na taxa de juros Selic, deixando o financiamento mais caro. “O financiamento, hoje em dia, é muito mais complicado para o cliente. Antes, pela Caixa Econômica Federal,
a taxa de juros chegava a 6.2%, hoje chega a 8.4%”, explica. Mas Borges também acredita que o segundo semestre será melhor para o mercado em Manaus. “O primeiro semestre só não foi pior por causa do feirão realizado pela ‘Caixa’ em março, proporcionando várias oportunidades para as construtoras. Agora já temos lançamentos e a prorrogação da Zona Franca de Manaus já agilizou as buscas das empresas por galpões. Aos poucos o mercado vai se aquecendo”, opina o profissional.
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MUDANÇA Após cinco meses de piora, o cenário da construção no Brasil começa a melhorar, segundo pesquisa
Confiança na construção melhora Após cinco meses de piora consecutiva, o Índice de Confiança da Construção, medido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas, registrou melhora em agosto. A taxa ficou em -8,4% neste mês, ante -12,4% de julho. No trimestre que termina em agosto, o índice recuou 9,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em julho deste ano, na comparação com julho de 2013, a taxa de variação ficou em -10,3%. O índice que avalia a situação atual passou de -9,2%, em julho, para -4,3% em agosto. O acumulado do trimestre, no mês de julho, era -5,8% e passou a -5,5% no trimestre que termina em agosto. O ín-
DETALHES
O grau de otimismo na construção civil com a demanda nos próximos três meses variou de -15,6% no trimestre que se encerrou em julho para -14,4% nos últimos três meses dice de expectativas variou de -15,1%, em julho, para -11,7% em agosto. No trimestre, variou de -14%, em julho, para -13,5% em agosto. Dos onze segmentos pesquisados, oito apresentaram melhora trimestral. Os principais destaques foram os
segmentos de obras de telecomunicações, cuja taxa variou de -5,1%, em julho, para 6% em agosto; as obras de acabamento, que passaram de -9,3% para -7,3% e as obras de arte especiais, cuja taxa variou de -13% para -11,5%. O grau de otimismo com a demanda nos próximos três meses variou de -15,6% no trimestre que se encerrou em julho para -14,4% nos últimos três meses. A proporção de empresas que esperam aumento da demanda no trimestre que termina em agosto alcançou 22,8%, contra 33% há um ano. A parcela das que projetam piora ficou em 15,7% neste mês, contra 7,9% em agosto de 2013. Por Agência Brasil
Lançamentos de alto padrão como o recente Atmosphere, da construtora Engeco e do Grupo Braga, e o Lumina, que ainda será lançado pela Capital Rossi, são tendências no mercado, segundo Borges. O consultor aponta que os empreendimentos venderão, porém, não alcançarão os números que conseguiriam há três anos. “O cliente está buscando mais vantagens no preço devido às dificuldades de financiamento”, esclarece Borges. Ele também aposta nos feirões como oportunidades
para o cliente, mas, aconselha que o comprador não busque apenas a localização do imóvel e, sim, que faça um planejamento baseado em seu perfil econômico. “Cada detalhe é crucial hoje em dia. Um exemplo é a taxa de atualização dos valores de um imóvel quando comprado na planta. Até a entrega, esses valores podem se atualizar em até 21% do valor total da compra. Se a pessoa não se planeja, ela não consegue financiar e acaba transferindo o imóvel”, argumenta Borges.
DIEGO JANATÃ
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Seinfra capacita fiscais ção de todos os contratos e convênios sob sua responsabilidade e que o órgão tem participado ativamente de todos os cursos e palestras disponibilizados pelo TCE-AM e pela Escola de Contas Públicas do TCE-AM. O diretor da Escola de Contas Públicas do TCE-AM, Harleson Arueira, elogiou a iniciativa da Seinfra e a pre-
RESPOSTAS
Para a secretária Waldívia Ferreira Alencar, a ideia é promover a capacitação e reciclagem continuada de todos os servidores para melhorar cada vez mais a qualidade das respostas dadas às demandas Os encontros com os servidores foram realizados no auditório da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra)
sença maciça do corpo técnico da secretaria responsável pela fiscalização (setores de Engenharia, Financeiro e Jurídico) nesta série de eventos promovidos pela instituição. Ele informou que, ao fim deste ano, está programado um workshop que abordará todas as questões envolvendo os assuntos em discussão, como elaboração de projetos básicos e executivos, licitação, contratos, convênios e fiscalização de obra, entre outros.
Willy Sanatti foi o responsável por ministrar o curso realizado na última semana pela Seinfra
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Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) está promovendo, em parceria com a Escola de Contas do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), o curso “Fiscalização de Obras Públicas e Elaboração de Projetos Básicos de Obras 2014”, destinado aos técnicos do Departamento de Fiscalização da Seinfra. O curso iniciou na quarta-feira (27) e seguiu até sexta-feira (29). O evento foi ministrado pelo engenheiro, advogado e instrutor da Escola de Contas Públicas do TCE-AM, Willy Sanatti, no auditório da secretaria. Para a titular da Seinfra, Waldívia Ferreira Alencar, idealizadora da série de cursos, palestras e workshops que estão sendo realizados ao longo deste ano no órgão, a ideia é promover a capacitação e reciclagem continuada de todos os servidores para melhorar cada vez mais a qualidade e a velocidade das respostas dada às demandas que chegam à secretaria, principalmente no que se refere ao acompanhamento e fiscalização de obras e procedimentos licitatórios. Waldívia Alencar frisou que a Seinfra foi uma das primeiras secretarias a criar um órgão de controle interno para acompanhar a evolu-
FOTOS: DIVULGAÇÃO
O curso foi realizado na última semana e contou com a presença do engenheiro, advogado e instrutor da Escola de Contas Públicas do TCE-AM, Willy Sanatti. Os encontros aconteceram no auditório da própria secretaria
Caem valores dos contratos de locação Os valores dos contratos de locação residencial firmados em julho na cidade de São Paulo caíram 0,22% na comparação com junho. Quando se leva em conta os últimos 12 meses, os aluguéis de casas, sobrados e apartamentos registraram elevação de 6,66%, percentual próximo ao da variação do IGP-M nesse mesmo período, de 5,3%. A diminuição nos valores de
locação dos imóveis foi maior nas unidades de três quartos, que tiveram retrações médias nos aluguéis de 0,5% em julho deste ano ante o mês anterior. Os imóveis de um e dois dormitórios tiveram quedas de 0,2% e de 0,1%, respectivamente, segundo pesquisa feita pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). Segundo a pesquisa, em julho, 46,5% dos locatários
utilizaram como garantia um fiador, enquanto 33,5% fizeram depósito antecipado de até três meses de aluguel e 20% fecharam seguro-fiança. As casas e sobrados foram alugados em um período médio de 15 a 35 dias. Os apartamentos registraram um ritmo maior, variando entre 21 e 44 dias. Por Agência Brasil
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Tramontina Eletrik no mercado internacional
Empresa intensifica estrutura de exportação para ampliar as vendas, especialmente em países em desenvolvimento
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Tramontina Eletrik, fabricante de materiais elétricos, vem, ano a ano, intensificando sua presença em diversos países do mundo. Atualmente, cerca de 4% do faturamento originam-se das exportações, tendo como principais itens comercializados as linhas de interruptores, que são adaptadas às características e padrões de cada mercado. As vendas externas da empresa iniciaram-se em 1979 e foram destinadas à companhia de energia estatal do Uruguai, conhecida como UTE. Desde então, a carteira de clientes da Tramontina Eletrik cresceu consideravelmente e, hoje, fornece para revendedores de quase todos os países da América Latina (Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá, República Dominicana e México), além de Estados Unidos, Portugal e Japão. Os produtos são revendidos em home centers, lojas de materiais elétricos, de ferragens para construção e distribuidores. A companhia comercializa tanto itens da divisão predial – sob a marca Tramontina – e da divisão
Eletropeças, com produtos para linhas de transmissão – sob a denominação Forjasul. Estrutura Para tratar as vendas externas de forma diferenciada, o Grupo Tramontina, do qual a Tramontina Eletrik faz parte, fixou escritórios internacionais em nove países, incluindo Estados Unidos, México, Alemanha e China, que dão às fábricas o suporte comercial para realização dos procedimentos de exportação. Em países em que não há escritórios, um representante comercial atua nas negociações e transações. Em poucos casos a comercialização é realizada diretamente com o importador ou distribuidor. Com o objetivo de aumentar sua participação no mercado externo, a empresa está ampliando sua estrutura e equipe interna para atingir os objetivos de crescimento planejados. A principal estratégia é a incorporação de complementos de linhas fundamentais em alguns países. Em 2015, novos itens chegarão ao mercado, tendo como alvo revendedores e consumidores da Bolívia, Equador, Colômbia, Paraguai e Peru. Na avaliação do diretor da Tramontina Eletrik, Roberto
Aimi, o mercado internacional está em aquecimento, com potencial de crescimento em países em desenvolvimento de regiões como América do Sul, África e Oriente Médio. “As possibilidades de negócios neste segmento são importantes e a Tramontina Eletrik estima crescer consideravelmente nos próximos cinco anos. A meta da empresa para 2015 é que as exportações correspondam a 6% do total faturado”, declara. Perfil Fundada em 1976, na cidade de Carlos Barbosa (RS), a Tramontina Eletrik é uma empresa do Grupo Tramontina que oferece o melhor em design, segurança e soluções técnicas para produtos destinados a instalações elétricas. Anteriormente denominada Forjasul Eletrik, desde 10 de janeiro de 2014 passou a se chamar Tramontina Eletrik. Seu moderno parque fabril está instalado numa área construída de 24 mil metros quadrados, conta com 14
células de injeção de alumínio e 18 de injeção de plástico, e possui capacidade instalada para processar 4.800 toneladas/ano de alumínio e outras 3 mil toneladas/ano de plástico, estando apta a fabricar mais de sete mil itens dentro dos mais altos padrões de qualidade e precisão, sempre com matériasprimas certificadas. Utiliza a expertise e estrutura do Grupo Tramontina para garantir que seus produtos cheguem a todo o
Brasil através de seus cinco Centros de Distribuição, localizados nas cidades de Carlos Barbosa, São Paulo, Salvador, Belém e Goiânia, e de cinco escritórios regionais de vendas, em Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife.
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Em 2013, investiu na compra de quatro novas células de injeção de plástico e, para este ano, a empresa prevê a conclusão de um novo pavilhão industrial de 12 mil m², o que permitirá ampliar a produção em 40%.
Atualmente, cerca de 4% das vendas da marca têm origem do seu sistema de exportação
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Índice do aluguel atinge menor variação do ano
MERCADO
Emprego na construção civil permanece estável
tado um movimento de recuperação de preços das commodities --produtos primários com cotação internacional--, entre os quais, a soja em grão (de -5% para -1,65%), o café em grão (de -3,22% para 9,42%) e o milho em grão (de -10,31% para -4,49%). O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) saiu de uma alta de 0,15%, em julho, para uma
DADOS
O Índice de Preços ao Consumidor saiu de uma alta de 0.15%, em julho, para uma variação de 0,02%, em agosto. O destaque foi o grupo habitação sob a influência da tarifa de água e esgoto variação de 0,02%, em agosto. O destaque foi o grupo habitação (de 0,48% para 0,29%) sob a influência, principalmente, da tarifa de água e esgoto residencial (de -0,66% para -0,91%). Quanto ao Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) houve variação de 0,19% ante 0,80%. Os materiais, equipamentos e serviços apresentaram variação de 0,15. Por Agência Brasil
A média nacional do nível de emprego na construção civil manteve-se estável no mês de julho, com alta de 0,08% na comparação com junho e queda de 0,13 % em relação ao mesmo mês do ano anterior, informou na última semana o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusConSP). Ao final de julho, o número de trabalhadores do setor somava 3,515 milhões de pessoas. Entre janeiro e julho, o índice apresentou alta de 0,79%, com a criação de 27,3 mil vagas. “A estabilidade em que se encontra o nível do emprego na construção mostra que a atividade do setor praticamente
parou de crescer, embora ainda se mantenha bastante elevada, com 3,5 milhões de trabalhadores com carteira assinada”, disse José Romeu Ferraz Neto, presidente do SindusCon-SP. No estado de São Paulo, o indicador também registrou estabilidade, com alta de 0,03% em julho, comparado a junho, e recuo de 0,59% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No final de julho, a construção civil somava 867,5 mil trabalhadores com carteira assinada nas obras paulistas - 24,6% do contingente nacional. Entre janeiro e julho, houve alta de 0,56%, com 4,8 mil contratações. Por Agência Brasil REPRODUÇÃO
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Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) variou -0,27%, em agosto. O recuo foi menos intenso do que o verificado em julho (-0,61), mas significou uma queda em comparação ao mesmo mês de 2013 (0,15%) e contribuiu para que, no acumulado de 12 meses, a taxa ficasse em 4,89%, a menor desde janeiro. O índice anual serve de base de cálculo para a correção do aluguel nos contratos. A apuração feita pelo Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Fundação Getulio Vargas) mostra que, de janeiro a agosto deste ano, o IGP-M atingiu alta de 1,56% e refere-se às oscilações de preços registradas no período ente os dias 21 de julho e 20 deste mês. O resultado do IGP-M de agosto reflete tanto a redução na velocidade de alta dos preços no mercado varejista e do custo da construção quanto a queda ainda vigente na média na área atacadista. Dos três componentes da taxa, o único em baixa na média foi o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA). Entre os itens de impacto no decréscimo estão os seguintes produtos agrícolas: mandioca (de 0,19% para -9,54%), as aves (de 1,41% para -1,27%) e os bovinos (de 0,59% para 0,02%). No entanto, foi consta-
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A apuração foi feita pelo Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Fundação Getulio Vargas) no período de janeiro a agosto e divulgado esta semana
Em São Paulo o indicador também permanece estável O índice serve de cálculo para a correção do aluguel