Skip to main content

Imóveis & Decor - 31 de janeiro de 2016

Page 1

DIVULGAÇÃO

1

MANAUS, DOMINGO, 31 DE JANEIRO DE 2016

3090-1017

UMIDADE

Livre-se de mofo e traças nos armários Página 3

Móveis planejados trazem praticidade ao ambiente FOTOS: IONE MORENO

Produzidos com diversos materiais resistentes, os móveis modulados podem dar um toque personalizado a sua casa

BRUNA SOUZA

C

om uma característica versátil, os móveis planejados alcançam cada vez mais, a preferência entre os manauaras. Produzidos em MDF e MDP, painéis de fibra de madeira e compensados, esse tipo de móvel recebe laminações decorativas em diferentes acabamentos, o que atrai bastante os consumidores. Além de ser atemporal, os móveis planejados otimizam espaços e personalizam o ambiente. Quem opta por móveis modulados pode escolher seus formatos, o número de compartimentos, a disposição interna das prateleiras, o modelo das portas e até os puxadores, o que os torna adaptáveis a qualquer tamanho de ambiente. O diretor da empresa Comoditá que atua no seguimento de móveis planejados há 3 anos em Manaus, Juscelino Portela, disse que a grande procura se deve ao conforto e a vantagem de ser ter algo personalizado de forma atemporal. “Os móveis planejados são feitos com desenho de linhas retas e isso faz com que o móvel não envelheça com o tempo. Utiliza-se sempre várias cores com lançamentos anuais e diversos tipos de acabamento”, disse. Outra vantagem, explica Portela, se deve a grande oferta de imóveis e apartamentos a serem mobiliados no estado, em função do bom imobiliário no Brasil nos úl-

timos 5 anos”, acrescentou. Os projetos podem sair mais caros que comprar móveis convencionais, uma vez que os planejados costumam ser feitos por lojas especializadas que oferecem projetistas, desenhos técnicos e acompanhamento da montagem. Porém, mesmo com o preço elevado, muitas pessoas preferem gastar um pouco mais e garantir um produto que seja duradouro. A jornalista Yndira Assayag diz ter ficado bastante satisfeita depois que optou por usar móveis planejados em casa. “Há 5 anos escolhi mudar os móveis da minha casa. Mobiliei dois quartos e um escritório gastando R$ 18 mil. Os modulados oferecem mais vantagens, pois a gente pode adaptá-los ao nosso ambiente. São feitos de MDF, que é um material leve, e podemos escolher a cor e o acabamento”, ponderou. Para a jornalista, é mais caro que comprar móveis comuns, “porém é melhor porque é possível personalizar todos os detalhes”. Processo detalhado O processo de fabricação não é demorado, como explica o diretor da Comoditá, Juscelino Portela. “Primeiro o cliente solicita o orçamento. Em seguida, disponibilizamos um profissional para medir a área onde será colocado o móvel escolhido. Feita as medições, repassamos as informações a um projetista. O projetista entra em contato com o cliente para verificar

suas necessidades”, explicou. Com o projeto pronto, a segunda fase de fabricação é a produção dos móveis. “Todos são produzidos no Polo Industrial de Manaus. Além do projeto, é passado um plano para as máquinas que fazem os cortes e perfuração das chapas das peças para montagem. Por fim, é feita a embalagem das peças para entrega. Disponibilizamos uma equipe que faz a montagem do móvel na casa ou no escritório do cliente”, acrescentou. O empresário destaca, ainda, que a interação entre os profissionais que executam o trabalho é um fator importante para um bom resultado. “Os projetistas e arquitetos devem trabalhar em parceria, com o propósito de tornar o sonho do cliente uma realidade. Os arquitetos também ajudam o cliente na escolha do melhor móvel. Sempre indicamos que o cliente escolha um arquiteto de sua confiança para ajudar nessa missão”, observou. Personalizado André Kiyoshi, gerente de vendas da Comoditá, diz que, em questão de orçamento, os valores sempre surpreendem. “Isso vai depender da escolha de cada cliente. Realmente é muito relativo a questão de preços. Acontece, por exemplo, de se mobiliar um apartamento inteiro com R$ 20 mil e, em outros casos, o orçamento pode alcançar até R$ 100 mil. Geralmente esses valores são optados por clientes de classe média alta”, revelou o gerente.

Quarto de casal recebe armários com divisórias desenvolvidas para atender as necessidades dos clientes

Gerente afirma que valores podem variar de acordo com diversos fatores, como acabamento e tamanho


2

MANAUS, DOMINGO, 31 DE JANEIRO DE 2016

Popular, capacitação em drywall chega a Manaus O

aumento do uso do drywall no Brasil tem exigido uma mão de obra cada vez mais qualificada. Diante disso, a Knauf do Brasil – multinacional alemã e referência mundial em sistemas de construção a seco –, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), está com inscrições abertas para o curso de capacitação profissional em Sistemas de construção a seco (drywall) em Manaus. O objetivo do curso é formar instaladores de drywall. Além de conhecimentos teóricos, as aulas vão proporcionar o desenvolvimento de habilidades práticas para a correta execução de parede e teto com sistemas Knauf drywall. Com carga horária de 60 horas, o curso tem início no dia 3 de fevereiro e vai até 4 de março. As aulas acontecem

DIVULGAÇÃO

Em parceria com Senai, empresa abre inscrições para profissionais que desejam se especializar em construção a seco de segunda a sexta-feira, das 18h30 às 21h30, no Senai Ciet, que fica na avenida Rodrigo Otávio, 510, Distrito Industrial, em Manaus. As vagas são limitadas.

SERVIÇO CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL EM SISTEMAS DE DRYWALL Data: de 3 de fevereiro até 4 de março de 2016 Horário: de segunda a sexta-feira, das 18h30 às 21h30 Local: Senai CIET Endereço: avenida Rodrigo Otávio, 510, Distrito Industrial, Manaus - AM Informações: (92) 36145900 ou 3614-5901 Curso oferecido por empresa alemã quer formar profissionais especializados em instalação de drywall, com conhecimento teórico e prático

EXPEDIENTE EDIÇÃO Mellanie Hasimoto mellzis@gmail.com

REPORTAGEM Bruna Souza

FOTOS Arquivo EM TEMPO

REVISÃO Dernando Monteiro e João Alves

DIAGRAMAÇÃO Adyel Vieira

TRATAMENTO DE FOTOS Kleuton Silva


3

MANAUS, DOMINGO, 31 DE JANEIRO DE 2016

Como eliminar umidade e mofo de sua residência

Q

uem mora em nossa região pode sofrer com os problemas causados pela umidade. Por conta disso, nunca é demais saber de truques fáceis para combater este mal. A roupas guardadas durante as estações mais frias podem acumular umidade. Para evitar isso, uma solução é colocar paus de giz nos cantos do armário ou gaveta, pois o giz absorve a umidade, ou pendurá-los. Isso é o que ensina a personal organizer Cláudia Novaes, que tem várias dicas sobre como evitar a umidade. “Para que as suas bijuterias não escureçam (ou oxidem) coloque um pedaço de giz dentro da caixinha porta-jóias onde elas são guardadas. Bolas de cânfora também evitam umidade nos armários e gavetas”, diz. A especialista diz, também, que dá para colocar um pouco de cal virgem em um vidro que tenha uma boa base e colocar numa região segura do armário, para evitar acidentes. “Destampe o pote ou cubra a boca com um pano amarrado, dentro do armário. A cal é

hidrófila e absorverá toda a umidade, mas é necessário trocá-la a cada dois ou três meses”, informa. Sem mofo Utilizados para reter e retirar a umidade de ambientes fechados, a sílica gel e o cloreto de cálcio evitam mofo e fungos que favorecem o aparecimento de traças, mau cheiro e danos em documentos que necessitam de uma vida útil maior. “A sílica gel vem em sachê, e uma de suas vantagens é ser reutilizável quando submetida ao forno entre 100ºC e 200ºC por aproximadamente 30 minutos. Quando perder a sua cor (no caso da sílica colorida) significa que ela necessita ser aquecida para recuperar seu poder de absorção de umidade”, explica. Já o cloreto de cálcio deve ser colocado num pote e acomodado no local que necessita de combate contra o mofo, e é importante cuidar para que o pote não vire, pois haverá formação de água dentro da embalagem. “Aliás, é da mesma forma

que funcionam os produtos desumidificadores e antimofo para armários vendidos nos mercados. Eles puxam a umidade para seu interior – e por isso devem ser trocados periodicamente”, esclarece Cláudia. Sílica e cloreto de cálcio podem ser utilizados em empresas (arquivo morto, sala de arquivos em geral e equipamentos eletrônicos) ou em casa (em armários, guarda -roupas, calçados, caixas com documentos, etc). Já os produtos à base de sal higroscópico absorvem a umidade do ar com containers para acumular a água. “E para eliminar o cheiro do mofo, pendure uma meia fina velha com serragem de cedro, que você pode encontrar em bazares e marcenarias. Além de evitar o cheiro é ótimo para espantar as traças”. Parasitas Ainda segundo Cláudia Novaes, o maleiro e o guarda-roupa deve ser esvaziado pelo menos duas vezes por ano para evitar a presença de insetos como as traças. “Limpe as paredes laterais e as

portas internas com um pano úmido. Deixe o móvel vazio e aberto por algumas horas, abra as janelas do cômodo. E certifique-se de que o interior está bem seco e recoloque a roupa no lugar”, diz. Para garantir a limpeza do móvel, retire todas as roupas do armário e deixe-as arejando num lugar bastante ventilado por algumas horas. Peças de lã, linho e seda necessitam ser lavadas com certa frequência. Depois guarde as roupas pouco usadas em sacos plásticos bem vedados. “E para quem não gosta do odor desagradável da na alina, pode optar por colocar nos armários folhas de louro (que devem ser trocadas a cada 30 dias). Coloque também nas gavetas e prateleiras uma boa quantidade de pimenta-do-reino em grão”, indica. Mantenha as roupas limpas, secas e bem arejadas. Coloque-as ao sol regularmente. Se necessário, coloque nos armários sachês de tecido de algodão recheados com raspas de cedro e lavanda seca ou então partes iguais de menta e alecrim.

DIVULGAÇÃO

Aprenda a dar fim aos vários causadores de umidade, mofo e parasitas dentro de armários e closets de sua casa

A sílica gel tem mais vantagens porque pode ser reutilizada


4

MANAUS, DOMINGO, 31 DE JANEIRO DE 2016

Ministro Patrus Ananias disse que governo quer assentar, em condições dignas, 130 mil famílias

Força-tarefa do MDA para agilizar reforma agrária O

Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) criou na última quinta-feira (28) uma força-tarefa para identificar áreas que podem ser desapropriadas e mapear famílias acampadas para tentar agilizar a reforma agrária. Em todo o país, há cerca de 130 mil famílias acampadas à espera de assentamento, segundo o governo. A ampliação da reforma agrária é uma das principais cobranças dos movimentos sociais do campo ao governo da presidente Dilma Rousseff. Em 2014, segundo dados mais recentes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o governo assentou 32 mil famílias. Desde 2011, início do governo Dilma, foram 107 mil famílias assentadas, resultado muito inferior ao de governos anteriores. Nos primeiros quatro anos de mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assentou 232 mil famílias, por exemplo. Levantamento Com a força-tarefa, um gru-

po de especialistas fará o mapeamento dos acampamentos no país. A ideia, segundo o ministro Patrus Ananias, é fazer um levantamento completo das condições dessas famílias: onde estão (em qual estado, município, distrito); qual a faixa etária e nível de escolaridade; qual o perfil dessas famílias (se têm aptidão para a atividade agrícola, por exemplo); se já estão no Cadastro Único, entre outras. O grupo também fará um levantamento de terras passíveis de desapropriação para reforma agrária, e vai avaliar pontos como a produtividade e fertilidade do solo, a existência de recursos hídricos na região, além de infraestrutura e acesso a mercados nas proximidades. O levantamento será feito em parceria com o Incra, com outros ministérios (como o da Agricultura e o do Desenvolvimento Social e Combate à Fome), além da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e governos estaduais e municipais. O grupo de trabalho será composto por diretores das

quatro secretarias do MDA, dois representantes do Incra e um do gabinete do ministro. O levantamento será feito sob a supervisão de Patrus Ananias, da secretária-executiva do MDA, Maria Fernanda Ramos Coelho, e da presidente do Incra, Maria Lúcia de Oliveira Falcón. Ananias disse que, após o mapeamento, será possível dar início a um processo mais intenso de assentamento das famílias. Segundo o ministro, um dos desafios para a evolução da reforma agrária no Brasil é o tamanho e as diversas realidades do país. “Queremos levar as políticas públicas de saúde e educação, por exemplo. Em alguns locais é mais fácil. Mas, no Nordeste e na Amazônia, tem acampamentos que são mais dispersos. É preciso ter acesso a cidades, acesso a mercados, estradas, pontes, infraestrutura no local ou próximo.” Um assentamento ideal, segundo Patrus, seria aquele em que as pessoas pudessem ter uma vida comunitária, com acesso à escola, assistência médica, terras produtivas,

FFOTOS: DIVULGAÇÃO

Após o mapeamento, ministro diz que será possível dar início a um processo mais intenso de assentamento de famílias

Patrus Ananias diz que grupo fará um levantamento de terras passíveis de desapropriação em todo o Brasil

água e espaços para a prática de esportes e lazer, fundamentais para que os jovens queiram permanecer no campo. “E que fosse montada uma boa e sólida cooperativa, porque é muito difícil o agricultor sobreviver sozinho numa sociedade competitiva como a nossa. A união faz a força e agrega valor. Além disso, que a comunidade estivesse próxima de uma cidadezinha maior, com uns 50 mil habitantes, onde os agricultores pudessem vender

seus produtos”, acrescentou. Outro desafio é a desapropriação de terras, um processo caro e demorado. “O preço das terras varia muito, de acordo com a localidade e a qualidade da terra. Quanto mais perto das cidades, mais cara e mais valorizada é a terra”, disse. Agricultura familiar Patrus destacou a necessidade de desenvolvimento da agricultura familiar para geração renda e independência dos

assentados da reforma agrária e citou a compra de produtos de pequenos produtores como uma das iniciativas para estimular essa atividade. “A presidenta Dilma assinou um decreto determinando que todos os órgãos federais que consomem alimentos comprem pelo menos 30% da agricultura familiar. Nós queremos ampliar essa parceria com os governos estaduais, municipais, com a sociedade civil, ONG’s, hospitais e universidades”.


5

MANAUS, DOMINGO, 31 DE JANEIRO DE 2016

Arquitetando

contato@arquitetandomanaus.com.br www.arquitetandomanaus.com.br

XA

Paulo Ricardo Sachs

Em foco: a arquiteta e urbanista Natássia Cruz

Sobre arquitetura, decoração e design de interiores penso que a classe poderia ser mais unida, mais participativa em relação a muitas decisões que envolvem questões sociais, socioeconômicas e políticas”

Banheiro do casal: asséptico, luz

Living de uma residência: elegância nos traços etnia presente, bom gosto

Um dormitório infantojuvenil: equilíbrio

Residencia unifamiliar: boas doses do contemporâneo

Cozinha de um apartamento: brancos e transparências

FOTOS: DIVULGAÇÃO

P

or que você escolheu arquitetura? Escolhi a profissão desde muito cedo, pois meu pai é engenheiro civil sempre gostou muito de arquitetura, me incentivava mostrando revistas, livros, enfatizando a arquitetura nas viagens que fazíamos em família. Sempre gostei de desenhar. Você tem mais ênfase atualmente no interior ou exterior? Essa ideia de fecharmos o projeto completo é o nosso principal foco. Os projetos comerciais também são muito solicitados tanto para lojas de rua quanto para lojas em centros comerciais, como shopping center. Como anda o mercado de Manaus para os especificadores? O mercado de Manaus é um mercado próspero onde, hoje, nós profissionais podemos contar com o apoio de muitos fornecedores, o que facilita o desenrolar do projeto e o seu tempo de execução da obra. Qual a tua formação e tempo de atuação? Sou graduada em arquitetura e urbanismo pelo CEULM/ULBRA. Atuo no mercado desde a minha formação profissional, formei em 2003. Desde então atuo na área. Qual a feira internacional mais importante para pesquisa de tendencias? Milão, sem dúvidas, nos direciona em relação ao universo de tendências acerca do design. Novos conceitos, novas formas, parâmetros de escala e cromatismo são o foco de abordagem desse tipo de evento. O que você diz sobre as tendências atuais de arquitetura de interiores, qual a grande tendência de 2016? Penso que deixamos de considerar o modismo. A arquitetura está menos condicionada a um estilo propriamente dito. A contemporaneidade da arquitetura é notória nas tendências anuais e 2016 não está diferente dos outros anos. Temos algo relacionado ao cromatismo que direciona o uso com mais intensidade. O que você julga uma tendência atemporal? O estilo de vida das pessoas se reflete na arquitetura a ser concebida, ainda mais quando pensamos que a arquitetura deve ser sempre vista como algo personalizado, dedicado às neces-

A elegante loja para kids: arrojada e marcante

Um home: novo conceito luminotécnico presente

Um estar: linhas limpas de ousadas

A arquiteta Natássia Cruz

Um living: o aconchego

Atuante no mercado nacional e internacional de mobiliário e alta decoração

sidades do uso, das intenções de quem a habita. O “lifestyle” de cada um é uma tendência atemporal o que geralmente está relacionado a tendências contemporâneas. Outra questão é a sustentabilidade. O mundo necessita buscar formas racionais de se evitar desperdícios e fazer com que essas soluções sejam adaptadas de forma prática e com baixo custo nas edificações. O arquiteto é fundamental nesse processo. Quem são as tuas referências e inspirações? A arquiteta Zaha Hadid, o espanhol Santiago Calatrava, Paulo Mendes Da Rocha, por sua relevante trajetória em relação ao urbanismo. Falando em estilos e vanguarda, onde você Natássia Cruz se posiciona? Inspirações clássicas, urbanas despojadas, sustentabilidade, naturalismo dispostos em mesmo espaço, sugerindo novos conceitos, tendências com foco no ser em seu habitat. A cada projeto procuro por um novo estímulo e acima de tudo uma oportunidade de inovar. Mas é bem evidente o contemporâneo em minhas criações. Luxo? É poder acordar e agradecer todos os dias a Deus. Um arquiteto(a)? Adoro o trabalho do espanhol Santiago Calatrava. Uma obra? Museu Guggenheim, na Espanha, do Arquiteto Frank Gehry. Um artista? Meu pai. Que para mim é o mais completo de todos que já conheci. Um mobiliário? A brasileira Poltrona Mole, do arquiteto Sérgio Rodrigues. Um país? Japão. Não conheço, mas admiro a estrutura organizacional. Natássia por Natássia? Sou uma pessoa que gosto de viver o que a vida me oferece, vivo com intensidade . Pois ela é curta demais. Adoro pessoas criativas, sonhadoras e ambientes descontraídos e procuro sempre conviver com isso. Sou intensa e amo imensamente meus filhos e meu marido. Quem me conhece sabe o quanto prezo pela minha família. Não tenho senha para acesso, sou fácil de decifrar, vou de 8 a 80 em um curto espaço de tempo, mas confesso que a maturidade me ajudou a controlar os ânimos. Fone Natássia : (95) 98114-6706.


6

FOTOS: DIVULGAÇÃO

MANAUS, DOMINGO, 31 DE JANEIRO DE 2016

Decorando o quarto do bebê Nesse projeto, a cama já está inclusa, o que mostra o conceito atemporal e acompanha o crescimento da criança

N

ão há momento mais gostoso que pensar na decoração do quarto infantil. A arquiteta e decoradora Érica Salguero tem dicas para os pais que estão em dúvida de como decorar e, quais são os pontos de segurança que devem ser colocados em prática. “Tenha sempre as medidas do quarto. Assim você evita a compra desnecessária de peças maiores que o ambiente comporta e não corre o risco de limitar o espaço de

Sem acúmulo de poeira, prático para quando a criança crescer e com sofisticação, o quarto do bebê deve ser especial

circulação. No projeto ao lado os mobiliários têm quinas ‘vivas’. Isso ajuda a evitar acidentes”, explica. O ambiente precisa ser agradável e prático. Por isso, a disposição e as peças precisam ser funcionais. Em alguns projetos, além do berço, o ambiente já tem uma cama para a fase adulta. “A TV foi instalada na parede para otimizar o espaço. A prateleira acima do berço ajuda no décor e a organizar os brinquedos ao mesmo tempo”, diz Salguero.

Persianas e cortinas podem ser usadas na decoração, porém o mais indicado são as persianas fabricadas com materiais que facilitem a limpeza e não acumulem pó. “É importante dosar as cores que serão usadas. Tons claros são os mais indicados para quartos de bebês. Para as crianças maiores podem-se usar tons mais fortes. No chão, além do tapete confortável, o piso de madeira confere sofisticação, calor e neutralidade, sendo mais fácil de limpar”, indica.

Arejado e com cores mais neutras, os quartos também devem levar em conta a segurança do bebê


7

MANAUS, DOMINGO, 31 DE JANEIRO DE 2016

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Mais relax Com proposta irreverente, agora os banheiros recebem elementos e ambientação comuns a outros cômodos

P

oltronas, estantes, cortinas e mesinhas são agora peças essenciais para ambientação de banheiros de luxo. A grande tendência no décor e no estilo de vida é aproveitar este local, antes usado apenas para rápidas passagens, como um espaço relaxante e cheio de aconchego. Por isso, elementos que eram aplicados apenas a salas de estar e dormitórios agora se fazem presentes nos banheiros. Mesmo nos pequenos espaços, arquitetos encontram

soluções que conferem elegância e sofisticação a estes ambientes. Os metais sanitários, fazem as vezes compondo a decoração com formas orgânicas ou linhas discretas. Em um banheiro de metragem pequena, a arquiteta Camila Klein inovou integrando uma estante de vidro ao box do chuveiro. Para enfatizar a inspiração natural do local, Camila aplicou a torneira Oni Presence, da Docol. Já o banheiro em tonalidades terrosas, criado pela renomada Mari Ani Oglou-

Mesinhas também podem fazer parte do décor dos banheiros de luxo

yan, ganhou a graça de cestos, mesa lateral, livros, flores e velas, que compõe o espaço de forma harmoniosa. O design dos metais sanitários, também da Docol, com suas linhas finas e elegantes, tornam o espaço convidativo e acolhedor. No espaço criado pela Bloco Arquitetos, a cortina cobrindo toda a parede traz o conforto necessário ao ambiente minimalista. Os metais da Docol, com design contemporâneo, garantem o toque especial ao local.

Metais sofisticados compõem um ambiente elegante e até mesmo mais orgânico para os lavabos

O verde é integrado a todos os ambientes, inclusive à casa de banho

Os papeis de parede dão um toque descontraído para o ambiente


8

MANAUS, DOMINGO, 31 DE JANEIRO DE 2016

Alta nas taxas do crédito imobiliário ao longo do ano Instabilidade macroeconômica e os constantes resgates das poupanças complicam a situação do crédito imobiliário

S

ÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os saques da poupança, fonte de recursos para o financiamento imobiliário, e a alta no mercado de juros futuros devem elevar as taxas cobradas nos empréstimos para a aquisição de imóveis. A avaliação é de Gilberto Duarte de Abreu Filho, presidente da Abecip (Associação das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança). “A curva de juros está pressionada e isso pode configurar alta nas taxas do crédito imobiliário ao longo do ano”, disse Abreu, que também é diretor da área no banco Santander. Segundo ele, o alto grau de incertezas econômicas e políticas podem estar adiando as mudanças. “Mas acho muito difícil que as taxas caiam ao consumidor em 2016.” Além da instabilidade macroeconômica, que resulta em previsão de taxas de juros mais altas no futuro, os constantes regastes da poupança, que somaram R$ 50 bilhões em 2015, complicam a situação do crédito imobiliário. Pela primeira vez, o saldo de

recursos na poupança, de R$ 509 bilhões em 2015, atingiu 65% do crédito que utiliza a caderneta como funding. Esse percentual é o máximo que os bancos podem destinar ao crédito imobiliário. Diante da expectativa de que os resgates da poupança continuem, ainda que em menor ritmo, o setor deverá buscar outras fontes de financiamento, como o mercado de capitais. O problema é que as taxas desse tipo de operação são mais caras. Nova queda A Abecip estima uma queda de 20,6% na concessão de crédito para compra e construção de imóveis neste ano, para R$ 60 bilhões, após forte retração de 33% em 2015. Além das dificuldades para ofertar crédito, a demanda vai continuar retraída, influenciada pela alta inflação, desemprego, queda na renda e baixo nível de confiança. Quanto às exigências para a liberação do crédito, a Abecip não acredita que os bancos vão ficar ainda mais exigentes para liberar o crédito. Para a associação, o ajuste mais significativo já ocorreu.

DIVULGAÇÃO

TATIANA FREITAS

No ano passado, o número total de imóveis financiados caiu 6%, para 945 mil unidades. Mas o resultado é altamente influenciado pelo desempenho da habitação popular. Impulsionado pelo programa Minha Casa, Minha

Vida, o número de imóveis financiados com recursos do FGTS subiu 30%. Já os imóveis financiados com recursos da poupança caíram 37%. Nessa modalidade, o empréstimo para a compra de usados sofreu mais que

os destinados aos novos. Enquanto o crédito para a compra de usados caiu pela metade, o financiamento de imóveis novos recuou 10%. “No caso dos imóveis novos, a decisão de compra é antiga. Para comprar um usado, o

consumidor está postergando a decisão”, diz Abreu. A crise também elevou a taxa de inadimplência no setor. Os contratos com mais de três prestações em atraso atingiram 1,9% do total em 2015, ante 1,4% no ano anterior.


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Imóveis & Decor - 31 de janeiro de 2016 by Amazonas Em Tempo - Issuu