MANAUS, DOMINGO, 28 DE SETEMBRO DE 2014
(92) 3090-1017
Mirante do Gavião ganha destaque em Anavilhanas Turistas podem se acomodar em chalés sustentáveis e aproveitar a integração com a natureza da região amazônica
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pousada Mirante do Gavião, em Novo Airão, no interior do Amazonas, é uma nova opção para quem gosta de estadas próximas à selva e ao rio. Localizado próximo ao Arquipélago de Anavilhanas, o empreendimento tem um projeto arquitetônico sustentável e prevê o uso de ferramentas, materiais e tecnologias construtivas que minimizam o impacto ambiental. Criado pela Atellier O’Reilly Architecture and Partners, o Mirante do Gavião foi lançado em agosto deste ano. Segundo a arquiteta espanhola Patricia O’Reilly, uma das responsáveis pela criação do projeto, a ideia surgiu quando o proprietário da empresa de ecoturismo Expedição Katerre encomendou uma pousada que tivesse a cara do lugar. “O objetivo era criar uma interligação entre as navegações do Rio Negro e as chegadas e saídas das expedições em terra. Os clientes que não estejam engajados nas expedições de navegação terão a opção de dormir em terra, e ainda assim ter a oportunidade de descobrir a floresta amazônica”, diz Patrícia. O design da pousada foi baseado na cultura ribeirinha da região, que há anos constrói barcos em madeira por meio de uma tradição tecnológica passada de pai para filho. Portanto, pensando em aproveitar a mão de obra local, a pousada foi desenhada como um barco invertido, permitindo que a técnica conhecida seja aplicada nesta obra.
Aproveitando a geografia da região, os chalés foram levantados em pilotis deixando prevalecer uma ventilação inferior que permite reduzir a umidade baixando a temperatura interna. A proposta envolve tipologias com palafitas muito altas e relacionadas entre si por sistemas de circulação elevados (decks). Desta forma, a arquitetura repousa sobre o terreno, mas claramente não tem impacto sobre ele. Estudos Segundo Patrícia, diversos estudos climáticos, de ventilação e insolação foram feitos para atingir o melhor desenho bioclimático para o Mirante do Gavião, buscando conforto térmico, ventilação cruzada, efeito chaminé para retirada de ar quente do interior dos chalés e área social, além de iluminação natural e acessibilidade. “Estratégias ativas como captação e utilização de águas pluviais, energia solar elétrica e para aquecimento de água e horta orgânica também foram aplicadas no projeto”, explica. O programa do hotel inclui: unidades habitacionais, áreas operacionais, áreas de serviços, áreas de recreação, entre outros usos, projetados para interagir com a paisagem natural, que é reconhecida como protagonista do empreendimento. A ideia, segundo o Atellier O’Reilly, é elevar o nível dos chalés e deixar que a natureza siga crescendo sem barreiras, de uma forma selvagem e natural sem impermeabilizar o solo.
O Mirante do Gavião dispõe de sete acomodações e as divide em três categorias: casa da árvore (com mirante privativo para grupos familiares), standard e luxo, todas cercadas por castanheiras, tucumãzeiros e outras árvores nativas do bioma amazônico. A casa na árvore tem duas acomodações, podendo abrigar até seis pessoas. No espaço está incluído quatro camas regulares queen size e duas camas extras, além de cofre, minibar, ar condicionado e varanda com vista para o Rio Negro. A standard tem até três acomodações na pousada e tem capacidade para três pessoas, dispondo de duas camas regulares e uma extra. Já as acomodações de luxo podem abrigar até quatro pessoas e dispõem de duas unidades na pousada. O diferencial fica por conta do ofurô, do enxoval especial e da ampla varanda. Os preços da diária por pessoa podem chegar até R$ 1.320, em uma acomodação de luxo, por exemplo. É possível também fechar pacotes de até cinco dias quatro noites em qualquer uma das acomodações, incluindo hospedagem, passeios e refeições. A pousada fica localizada na rua São Domingos, bairro Nossa Senhora Auxiliadora, no município de Novo Airão. O local tem acesso pela rodovia AM-352 e para mais informações sobre os preços e reservas do Mirante do Gavião, é possível ligar para os números (92) 3365-1644 ou 4465-1732.
Empresa existe desde 2006 O escritório Atelier O’Reilly Architecture & Partners Sustainable Strategies, foi fundado como escritório de arquitetura sustentável no ano de 2006, em Barcelona. Desde 2011, está no Brasil, quando foi realizado o lançamento do empreendimento Residencial Vila da Mata, em São Paulo, que envolve o desenvolvimento de residências sustentáveis que, atualmente, somam mais de 20 apenas no residencial. O Vila da Mata chegou a ficar no TOP 3 Greenbest em 2011, prêmio que incentiva as iniciativas sustentáveis. Segundo o Atelier O’Reilly, escritório vem sendo contratado para desenhar projetos modelos que serão construídos em empreendimentos como Fazenda Dona Carolina, Jardim da Cidade da Cia. City, além do projeto da Casa 88° que será construída a partir de novembro na Fazenda Boa Vista, da JHSF.
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Franquia imobiliária é tema de e-book feito por Leardi I
nformação é primordial na hora de tomar decisões. É por este motivo que a Paulo Roberto Leardi, imobiliária com mais de 95 anos de tradição no mercado, investiu na elaboração de um e-book que apresenta as vantagens de se investir em uma franquia imobiliária. O objetivo é disseminar conhecimento sobre o setor e reunir dados capazes de sintetizar os benefícios de quem atua nessa área da economia. Para os que desejam ingressar nesse mercado promissor e que não para de crescer, o que não falta são excelentes argumentos. Em 2013, o setor faturou R$ 90 bilhões, um avanço de 13%. O crédito imobiliário, fundamental para ajudar as pessoas a comprar suas casas, avançou para R$ 109 bilhões no ano, uma alta de 32%. E o futuro continua prometendo. Só em financiamento imobiliário, o total de crédito deve crescer 15% em 2014, chegando a R$ 126 bilhões. Neste cenário para lá de aquecido e cheio de informações, a Paulo Roberto Leardi decidiu criar um conteúdo único, esclarecendo dúvidas frequentes, como por exemplo, os mitos da bolha imobiliária. “Esse é um medo comum entre os que querem investir neste negócio, po-
rém, diferentemente dos outros países, o Brasil ainda possui um déficit habitacional, sem contar que as instituições financeiras são bastante criteriosas para oferecer o crédito. Portanto, a bolha imobiliária não irá estourar por aqui”, afirma Germano Leardi Neto, diretor de relações institucionais da empresa. De acordo com o material, que contém 22 páginas, o primeiro passo para entrar no mercado de imóveis é entender que o avanço do setor não é motivado apenas por especulação, mas pela demanda latente para a construção de casas e apartamentos. O e-book ainda ressalta questões como os altos índices de lucratividade. Por se tratar de um bem de alto valor comercial, logo na primeira venda já é possível que o franqueado recupere o investimento. Outro fator argumentado no conteúdo é o tempo de amadurecimento de uma venda e o relacionamento com o cliente, que costumam ser fatores decisivos na hora de fechar um negócio. O e-book está disponível para download no site da Paulo Roberto Leardi: www. leardi.com.br/blogleardi/index.php/franquia-imobiliaria-ja-pensou-nisso/
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Empresa investe na produção de conteúdo para disseminar conhecimento sobre o assunto e atrair novos franqueados
A empresa responsável pelo conteúdo sobre franquias imobiliárias possui mais de 95 anos no mercado e é referência no assunto
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Venda de material cresce 7,1% A indústria vendeu 7,1% a mais em agosto do que em julho, um resultado semelhante ao registrado em julho sobre junho. No entanto, essa alta nas vendas não foi suficiente para que o setor mantivesse a previsão de crescer 2%, em 2014, quando comparado ao desempenho do ano passado. A projeção foi revisada para 0,5%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). Essa mudança levou em consi-
deração o mau desempenho do primeiro semestre. De janeiro a agosto, as vendas recuaram 6,7% e, quando comparado ao mesmo período do ano passado, houve queda de 12,4%, a sexta redução seguida nos comparativos anuais. Apesar disso, os empresários acreditam na recuperação do setor. Para tanto, eles necessitam de um aumento na demanda tanto de clientes que farão pequenas obras ou reparos quanto
aos grandes empreendimentos dos segmentos imobiliários ou de infraestrutura. “Para os próximos meses as expectativas apontam para uma recuperação dos resultados, associada a boas perspectivas no segmento imobiliário, à manutenção da renda e do emprego, além da oferta de crédito no mercado”, informa a nota técnica da Abramat. Segundo a associação, o nível de emprego no setor cresceu 3,1% na comparação com agosto do ano passado, mas recuou 0,4% sobre julho último. Por Agência Brasil
Apesar de ter tido uma alta, os números não foram suficientes para que o setor mantivesse a previsão esperada
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EXPEDIENTE EDIÇÃO Bruno Mazieri
FOTOS Arquivo EM TEMPO
REPORTAGEM Bruno Mazieri Sérgio Victor
REVISÃO Dernand o Monteiro
DIAGRAMAÇÃO Kleuton Silva, Marcelo Robert e Pablo Filard TRATAMENTO DE FOTOS Kleuton Silva
Congresso Mundial de Arquitetura será no Rio Paris (França) e Melbourne (Austrália) estiveram na competição que deve reunir na Cidade Maravilhosa cerca de 15 mil arquitetos
O Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/BR) apoiou a candidatura apresentada pelo IAB
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proposta do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) para o Rio de Janeiro sediar o 22º Congresso Mundial da União Internacional dos Arquitetos (UIA) venceu. O anúncio foi feito na última semana durante a Assembleia Geral da UIA, que se realizou em Durban, na África do Sul, com a presença de profissionais de 124 países. A Rio 2020 bateu as candidaturas de Paris (França) e Melbourne (Austrália). O evento, o maior congresso mundial da categoria, terá como tema “Todos os mundos. Um só mundo. Arquitetura 21”. São esperados cerca de 15 mil arquitetos de todo o mundo no evento, para discutir o futuro das cidades. Essa é a segunda vez que o congresso se realizará na América Latina. A primeiro foi há 42 anos, no México, em 1978. Foram apresentadas as três cidades candidatas à sede do congresso de 2020. No primeiro turno da votação, o Rio de Janeiro obteve 85 votos. Melbourne e Paris tiveram 73 e 44, respectivamente. No segundo turno, o Rio ganhou 107 votos e Melbourne, 95. Ao todo, 202
delegados da UIA participaram da escolha da cidade que vai sediar o evento. O Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/BR) apoiou a candidatura apresentada pelo IAB e se compromete a contribuir para a implementação dessa que é uma grande vitória da união dos arquitetos brasileiros, representados também pelas entidades nacionais do setor: Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA), a Associação Brasileira dos Arquitetos Paisagistas (Abap), a Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (AsBEA) e Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (Abea), além do próprio Instituto de Arquitetos do Brasil. O Cial (Conselho Internacional dos Arquitetos de Lingua Portuguesa) e a Federação Pan-Americana de Arquitetos fizeram parte do grupo desde o início. Sérgio Magalhães, presidente do IAB, e Haroldo Pinheiro, presidente do CAU/ BR, estavam à frente dos delegados brasileiros. Representando o IAB, o arquiteto Roberto Simon (conselheiro federal do CAU/BR por Santa Catarina) foi eleito para o Conselho da UIA, tendo como
suplente a arquiteta Nadia Somekh (conselheira do IABSP e do CAU/SP). A eleição ocorreu no sábado, dia 9. Ao todo, o Conselho da UIA tem 20 membros. Também foi eleito o novo presidente da UIA, o arquiteto Esa Mohamed, representante da Malásia.
APOIO
A campanha pela Rio 2020 contou com apoios importantes, como a do ex-prefeito de Curitiba e governador do Paraná e ex-presidente da UIA, Jaime Lerner e do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão A campanha pela Rio 2020 contou com apoios importantes, como a do ex-prefeito de Curitiba e governador do Paraná e ex-presidente da UIA, Jaime Lerner; do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão; do prefeito do Rio, Eduardo Paes; do Rio Conventions & Visitors Bureau e da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur). Para o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, a vitória da candidatura do Rio foi
uma conquista “importantíssima”: “É uma escolha que retrata o atual momento de transformação por que passa a cidade. Uma transformação que, à luz do resgate de um rico passado histórico, projeta um futuro de desenvolvimento. O Rio tem características únicas: é uma metrópole que, emoldurada por uma natureza exuberante e uma arquitetura diversificada, tem grandes desafios sociais a enfrentar. Ou seja: é uma cidade síntese para o arquiteto do século 21”. “Estamos felicíssimos com a receptividade da candidatura do Brasil e a aprovação dos colegas do mundo todo. A realização do congresso de 2020 será uma oportunidade para estreitar as relações internacionais com as Américas, África e com os países de língua portuguesa, que foram os nossos principais apoiadores. Esse trabalho, certamente, representará o reforço da estrutura da UIA e a melhora das condições de vida nas cidades”, afirmou o presidente do IAB, Sérgio Magalhães. Na avaliação do presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), Haroldo Pinheiro, a realização do congresso da UIA de 2020
no Rio é uma oportunidade que precisa ser aproveitada para discutir os novos rumos da arquitetura no país e no mundo. “Serão 6 anos para que nós possamos trabalhar e explodir, em 2020, no Congresso do Rio de Janeiro, com nossas ideias e nossos pensamentos”, afirmou Haroldo Pinheiro. Segundo o presidente do Conselho Internacional dos Arquitetos de Língua Portuguesa (Cialp), João Belo Rodeia, de Portugal, os arquitetos do mundo todo têm muito a aprender com a arquitetura do Brasil e do Rio de Janeiro em 2020. “Estou muito satisfeito por o Congresso Mundial da UIA de 2020 ser no Rio de Janeiro. É uma vitória merecida, e todos os membros do Cialp ficam felizes com o resultado. Acredito que a realização do congresso no Rio será importante para a própria UIA, porque poderá centrar todos os países da América Latina. Para o Cialp, será um momento importante para a sua afirmação internacional. Creio também que será um momento central para a arquitetura e para os arquitetos, porque acredito que o Brasil é o microcosmo do mundo.”
Cidade de muitos contrastes A proposta ganhou por ser consistente. O tema “Todos os mundos. Um só mundo. Arquitetura 21” está centrado nos desafios das cidades contemporâneas, particularmente as dos países em desenvolvimento, que vem conquistando maior espaço. Nesse contexto de deslocamento dos eixos de influência, a capital carioca se destaca como um dos mais importantes centros urbanos do hemisfério Sul. Sua relevância é reforçada com a vocação turística consolidada e experiência de hospedar grandes eventos internacionais. Metrópole que se urbanizou rapidamente no século 20 e hoje possui 12 milhões de habitantes, o Rio é um mosaico complexo e cheio de contrastes tanto urbanos, como naturais.
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CNI diz que construção teve queda em agosto Nos próximos seis meses, as perspectivas são negativas, apresentando expectativas de queda em todos os indicadores
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evantamento divulgado na última semana pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) confirma a tendência de queda do nível de atividade no setor de construção civil. No mês de agosto, segundo a Sondagem Indústria da Construção, a utilização da capacidade de operação do setor recuou para 67% – 2 pontos percentuais a menos na comparação tanto com julho deste ano quanto com agosto de 2013. Além disso, o nível de atividade na indústria da construção recuou para 43 pontos, ante os 44,9 pontos registrados em julho e aos 47 pontos registrados em agosto de 2013. Já o indicador de número de empregados no setor ficou em 43,5 pontos em agosto. Em julho passado, o índice estava em 44,2 pontos e em agosto de 2013, em 46,3 pontos. Os valores apresentados pela sondagem variam de 0 a 100 pontos. Quando abaixo de 50 pontos, os indicadores expressam projeções negativas do empresariado. Essas quedas ocorrem após o setor ter vivido um boom entre 2010 e 2012, devido aos estímulos feitos pelo governo federal por
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meio de programas como o Minha Casa, Minha Vida e o de Aceleração do Crescimento. De acordo com a CNI, os dois indicadores – nível de atividade e número de empregados – tornam mais intenso o “quadro de retração” do setor. A situação acabou resultando na queda de 2 pontos do nível de utilização da capacidade de operação, que
MEDIDAS
O indicador de expectativa de novos empreendimentos e serviços ficou em 48,5 pontos, o de nível de atividade caiu para 48,4 pontos e o número de empregados recuou para 47,7 pontos ficou em 67%. Para os próximos seis meses, as perspectivas também são negativas, apresentando expectativas de queda em todos os indicadores, segundo a CNI. O indicador de expectativa de novos empreendimentos e serviços ficou em 48,5 pontos, o de nível de atividade caiu para 48,4 pontos e o de número de
empregados recuou para 47,7 pontos. “Todos os indicadores ficaram abaixo de 50 pontos”, ressaltou o economista da CNI Marcelo Azevedo. “O setor viveu um momento fabuloso durante muito tempo. No entanto aumentou muito os custos das empresas, principalmente com a mão de obra”, destacou ele. Segundo o economista, o baixo desemprego no país está entre os fatores que acabam aumentando esse custo para o setor. “Isso não seria problema se houvesse também aumento de produtividade. Outro grande problema é a alta rotatividade, natural no setor, e a baixa qualidade da educação básica do trabalhador. O esforço e o custo para treiná-lo ficam maiores, tanto para a empresa quanto para o trabalhador, que precisa se esforçar ainda mais (para conseguir melhorar sua qualificação)”. Porém, como a indústria já está reduzindo seus quadros, esse problema de falta de trabalhador qualificado vai diminuir, “perdendo, então, importância para outros problemas, como a falta de demanda decorrente da incerteza no mercado”. Por Agência Brasil
Um dos problemas de mercado é com relação a baixa qualidade da educação básica trabalhador
Carlos Célio carlos@investimento.net.br
Miami é a cara do brasileiro Em Miami o clima é agradável o ano inteiro. O ambiente é mais hospitaleiro. As compras, os restaurantes, as festas, as praias. Tudo favorece uma maior adaptação do brasileiro em Miami do que em qualquer outra cidade dos Estados Unidos da América (EUA). Milhares de brasileiros já compraram sua casa ou apartamento para morar, passar as férias ou ainda, para aproveitar os preços consideravelmente baixos das propriedades em Miami. O momento para comprar nos EUA é agora, com a recuperação da economia americana, em menos de cinco anos, os preços dos imóveis voltam a patamares de 2008. A procura de brasileiros por imóveis no exterior continua alta, diante dos preços do mercado imobiliário de grandes cidades, como Rio e São Paulo. Segundo relatório recente do Banco Central houve um aumento de 17% em 2013, o maior dos últimos anos. A combinação do dólar enfraquecido com o baixo preço dos imóveis logo após a crise de 2008 atraiu muitos compradores. Ainda segundo dados do Banco Central, os imóveis no exterior somaram US$ 5,4 bilhões, sua maior parte localizada nos EUA, 31%, e França, 12,6%. E não apenas residenciais, os imóveis comerciais também são atraentes investimentos, principalmente no Estado da Flórida, que tem o Brasil como principal parceiro comercial, somando R$ 20 bilhões anuais. Números recentes, divulgados pela Associação Nacional de Corretores de Imóveis americana, apontam um volume total de vendas para estrangeiros de US$ 68 bilhões (2013). Deste total, os imóveis comerciais soma-
ram US$ 24 bilhões. O estado americano da Flórida é o mais procurado, com 26% de todas as vendas internacionais de propriedades nos EUA, seguido da Califórnia, com 17%. No estado, o condado de Miami-Dade, cuja capital é Miami é disparado o destino mais cobiçado. O condado possui uma população de 6,2 milhões de pessoas, sendo que 51,2% dos residentes são de nacionalidade estrangeira e, 72,3% falam outras línguas, além do inglês. Os principais compradores de propriedades em Miami de 2012-2013 são: Venezuela (14%), Argentina e Brasil (11%) e Colômbia e Canadá (8%). O Lazer e rentabilidade fazem de Miami e Orlando os mais procurados por brasileiros. A Elite International Realty Miami tem realizado eventos exclusivos para investidores brasileiros e Manaus já entrou no circuito. O Miami Prime Real State, o top imobiliário de Miami já foi realizado por três vezes aqui em Manaus em parceria com a C & Castro Imóveis. É uma oportunidade única e personalizada de se familiarizar com os mais novos e luxuosos imóveis de alto padrão das cidades de Miami e Orlando, além de investimentos comerciais, e reunir-se com advogados especializados nas áreas imobiliária, de tributação e de sucessões, bancos internacionais e representantes das mais prestigiadas incorporadoras de imóveis de luxo de Miami e Orlando. Investir em imóveis no EUA é mais fácil do que se imagina, inclusive com consultoria especializada de corretores brasileiros. Pense nisso! O seu futuro agradece.
Carlos Célio é corretor de imóveis e perito avaliador
A procura de brasileiros por imóveis no exterior continua alta, diante dos preços do mercado imobiliário de grandes cidades, como Rio e São Paulo. Segundo o Banco Central, houve um aumento de 17% em 2013, o maior dos últimos anos”
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Mais de 85% das casas do país têm água encanada A
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) referente a 2013, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que, em relação ao item serviços básicos, houve um aumento de 2,1% no número de domicílios particulares permanentes. O total de domicílios alcançou, em 2013, cerca de 65,1 milhões. O número aponta para continuidade de alta em comparação ao ano anterior. Por regiões, o maior crescimento percentual foi registrado no Norte (3,2 %) e Centro-Oeste (2,9 %), enquanto o Sudeste teve a menor expansão (1,5%). O IBGE destacou, porém, que em termos absolutos, as regiões Sudeste e Nordeste apresentaram maior aumento, com 431,3 mil unidades e 381,6 mil, respectivamente. Do universo de domicílios ocupados em 2013, 74,5%, eram próprios, e 17,9% eram alugados. Cresceu 2% em 2013 o número de residências com abastecimento de água. Com isso, 1,1 milhão de unidades passaram a ser atendidas pela rede. Cerca de 85,3% das habitações existentes no país, equivalente a 55,6 milhões, tinham água
encanada no ano passado. O maior aumento foi observado na Região Sul, de 87,1% para 88,5%. Já a Região CentroOeste teve a maior redução, de 86% para 84,6%. A pesquisa revela que o total de domicílios com coleta de esgoto e fossa séptica chegou a 41,9 milhões no ano passado, aumentando de 63,3%
AUMENTO
O número aponta para a continuidade de alta em comparação ao ano anterior. O maior crescimento foi no Norte e no Centro-Oeste marcando 3,2% e 2,9%, respectivamente para 64,3%. A maior cobertura permaneceu com o Sudeste (88,7%), enquanto a menor (19,3%) foi registrada no Norte. Todas as regiões apresentaram avanços, salientou o IBGE. Os mais significativos ocorreram no Sul (8,4 %), no Norte (8,3 %) e no Centro-Oeste (7,1 %). Na coleta de lixo, as casas atendidas subiram 3,2 % em 2013, em comparação ao ano
REPRODUÇÃO
O maior crescimento foi registrado no Norte (3,2%) e no Centro-Oeste (2,95), enquanto o Sudeste teve a menor expansão anterior, passando de 56,6 milhões para 58,4 milhões. Foram beneficiados 89,8% de habitações. Em 2012, o índice era 88,8%. A maior expansão foi observada no Nordeste (5,1 %). De acordo com o IBGE, o Sudeste manteve a liderança na oferta do serviço, com 96,3% de casas atendidas. O Norte e o Nordeste, em contrapartida, se mantiveram com as menores proporções de domicílios atendidos (78,8% e 78,5%, respectivamente). Comparando o acesso a serviços básicos em 2013 em relação a 2001, o IBGE constatou que o crescimento da proporção de unidades atendidas foi 5,3 pontos percentuais, no caso de abastecimento de água; 10,9 pontos percentuais, para rede de esgoto sanitário e fossa séptica; 7,7 pontos percentuais, para coleta de lixo. Sobre energia elétrica, a pesquisa apurou crescimento de 2,1 pontos percentuais, com o total de 99,6% de domicílios atendidos. Excetuando o Norte (97,7%), as demais regiões registraram percentual acima de 99%. Sul e Sudeste superaram a média nacional, alcançando 99,9% cada. Por Agência Brasil
As regiões Norte e Nordeste registraram os maiores números do crescimento sobre água encanada
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Indústria de móveis está ‘de olho’ nos americanos
Para entrar na concorrência, a Apex-Brasil decidiu incrementar o projeto “Orchestra Brasil” em parceria com o Sindmóveis
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om receita global, no ano passado, de R$ 43 bilhões, respondendo por 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial nacional e pela geração de cerca de 400 mil empregos no país, o setor moveleiro do Brasil quer expandir sua participação nos Estados Unidos. O mercado norte-americano é considerado o maior do mundo, no qual a indústria de móveis brasileira perdeu terreno para os concorrentes asiáticos. O setor envolve 20 mil marcenarias brasileiras de pequeno e grande porte. Para entrar no mercado norte-americano, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) decidiu incrementar o projeto “Orchestra Brasil”, que desenvolve em parceria com o Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves (Sindmóveis) desde 2003. O objetivo é promover a inserção
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competitiva dessas empresas no mercado internacional de forma sustentável. Conforme disse o gerente do projeto na Apex-Brasil, Emanuel Figueira Júnior, no ano passado o projeto passou a agregar designers que prestam serviços à indústria de móveis. O resultado foi a realização, este ano, de concurso para a criação de uma coleção de móveis por desenhistas brasileiros, para ser apresentada ao mercado americano. As inscrições já foram encerradas. Vinte e cinco designers se inscreveram, informou a consultora Ana Cristina Schneider, responsável pela condução do projeto no Sindmóveis. Na primeira semana de dezembro, eles receberão a visita de dois especialistas do mercado dos Estados Unidos, contratados pelo projeto, que vão mapear as tendências e preferências dos consumidores daquele país e as oportunidades locais.
Foi realizado um concurso no país para escolher produtos criados pelos brasileiros que estarão em uma feira em Nova York
Semana do Design em NY “A ideia é lançar a coleção em maio de 2015, paralelamente à Semana do Design, em Nova York”, disse Ana Cristina. Nova York foi escolhida para o lançamento do projeto por ser um polo irradiador para o leste americano. Ela acentuou que o design vai acrescentar valor à indústria moveleira brasileira, em especial às empresas que têm o mercado americano como prioridade. De acordo com a ApexBrasil, o mercado americano é estratégico para a indústria de móveis do Brasil. Os Estados Unidos responderam, em 2013, por US$ 47,3 milhões do total de US$ 148,2 milhões exportados por cerca de 200 empresas apoiadas pelos projetos setoriais da agência, voltados para a cadeia produtiva do mobiliário. Somente no primeiro semestre de 2014, o mercado norte-americano foi destino para US$ 24,5 milhões exportados, dos US$ 66 milhões vendidos pelas empresas dos projetos setoriais. “Existe muito mercado ainda a conquistar”, disse Figueira Júnior. Em função da concorrência asiática, o setor moveleiro do Brasil reduziu sua participação no comércio exterior desde o ano 2000, apesar do aumento da capacidade produtiva
no período. “Nós passamos a vender muito mais no mercado doméstico”, disse o gerente da Apex-Brasil. Em 2013, as exportações de produtos de mobiliário alcançaram em torno de US$ 500 milhões. Em um segundo momento, a meta é ter presença física nos Estados Unidos, o que poderá ocorrer por meio do conceito de uma loja dentro de outra, um espaço em Nova York ou por
DADOS
De acordo com a ApexBrasil, o mercado americano é estratégico para a indústria de móveis do Brasil. Os Estados Unidos responderam, em 2013, por US$ 47,3 milhões de um total de US$ 148,2 milhões meio de parceria com alguma marca já estabelecida nos Estados Unidos. Ana Cristina acrescentou que os protótipos dos móveis que serão criados pelos designers buscarão parceiros no Brasil para serem desenvolvidos. O projeto pretende também estimular a inovação, por meio de tecnologia e materiais alternativos, acrescentou o gerente da Apex-Brasil. Por Agência Brasil
O projeto pretende estimular a inovação dos produtos
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Aluguel por temporada tem crescido em Orlando S
eguro, confortável e mais barato do que se hospedar em um hotel, alugar casa já é a opção mais procurada para quem pretende viajar para Orlando, ou para os arredores da Flórida. A partir de US$ 18 por pessoa, em uma casa para até dez pessoas, a Temporada em Orlando é pioneira e líder brasileira nesse tipo de hospedagem. Somente no primeiro semestre de 2014, a empresa registrou aumento de 50% no número de locação das casas. “A crescente demanda está diretamente ligada ao custobenefício, ao organizar uma viagem em grupo. O valor da diária, por pessoa, é mais barato do que em hotel e oferece mais opções de lazer e conforto”, aponta Wendel Ferrari, CEO da Temporada em Orlando. Hoje a empresa possui 70 casas em seu portfólio e todas elas ficam de 70% a 90% do ano locadas. “Nos outros meses, os proprietários, 95% deles brasileiros, restringem para que eles próprios possam usufruir de suas residências”, salienta Ferrari. Além do clima agradável, com temperaturas amenas ao longo de todo ano, inclusive no inverno, a Flórida atrai não só pela ma-
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Somente no primeiro semestre de 2014, empresa registrou aumento de 50% no número de locação das casas gia dos parques temáticos de Orlando, mas também por inúmeras outras atividades: praia, cidades pitorescas, eventos esportivos, shows, entre outros. Números Em 2013, mais de dois milhões de turistas visitaram Orlando, segundo o Escritório de Turismo dos Estados Unidos. Com tantas viagens, cada vez mais os brasileiros descobrem as vantagens e benefícios de alugar casa. “Somente no primeiro semestre deste ano, 320 famílias ficaram hospedadas nas nossas casas, com uma média de sete pessoas por família, foram cerca de 2240 turistas hospedados nas residências, número 50% superior que no ano anterior”, detalha Ferrari. O executivo complementa que, além do preço baixo, ficar em uma residência mantém todos mais próximos, com mais liberdade para fazer os passeios, aproveitar as áreas de lazer, organizarem as atividades do dia, compartilharem as compras nas malas etc. “É o tipo de hospedagem ideal para grupos de amigos e parentes. Outra vantagem é a infraestrutura dos condomínios e a proximidade dos parques.
Casas para famílias podem ser alugadas a US$ 18 a diária, por pessoaa e tem conquistado cada vez mais os turistas brasileiros
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