3090-1017
Mantenha o imóvel em bom estado Página 3
FOTOS: DIVULGAÇÃO
MANAUS, DOMINGO, 27 DE SETEMBRO DE 2015
DIVULGAÇÃO
1
MANUTENÇÃO
Erros comuns cometidos por quem toma
crédito imobiliário Fique atento a todos os gastos que envolvem a compra de um imóvel antes de assinar o contrato e fechar o negócio POR FRED SANTANA
P
lanejar evita que a compra da casa própria vire um problema de difícil solução, e é preciso buscar informações sobre todas as despesas envolvidas na aquisição. Aí entram até mesmo gastos com a mudança para o imóvel, reformas e impostos. Especialista da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH) aponta os principais cuidados a serem tomados a fim de se precaver acerca de surpresas desagradáveis nesse importante momento da vida. Segundo o diretor executivo do escritório de representação da ABMH em Rondônia, José Carlos Lino Costa, a primeira preocupação de quem vai financiar a compra de um imóvel é o valor da prestação. “A dúvida é tão comum, que a Caixa Econômica Federal – principal operadora do Sistema Financeiro da Habitação no país – disponibiliza em seu site um simulador para que o candidato possa ter uma ideia de quanto vai pagar pela parcela do financiamento imobiliário, levando em conta o prazo do financiamento, o montante financiado, o valor do imóvel, sua renda e idade”, aponta. A primeira impressão é a de que ter acesso ao financiamento imobiliário e realizar o sonho da casa própria é relativamente simples. No entanto, obter o crédito é apenas uma das etapas e custos relativos à compra da casa própria, como alerta Costa. “O simulador da Caixa e os milhares de corretores de imóveis espalhados pelo Brasil são grandes defensores desta tese. Realmente, tomar um financiamento imobiliário não é um desafio inalcançável – pelo contrário, o crédito habitacional é acessível a grande parte da população. Desde que o interessado possa comprovar renda mensal e tenha o valor mínimo da entrada, é possível financiar um imóvel em praticamente qualquer cidade brasileira.”
Planejamento No entanto, além do valor a ser pago de entrada, o futuro mutuário deve ter em mente que terá vários outros gastos com a compra. Em primeiro lugar, se o imóvel a ser adquirido está na planta, ou em construção, é preciso ficar atento ao reajuste do saldo a ser pago no momento da entrega das chaves, o chamado saldo a financiar ou parcela das chaves. “Esse reajuste, em geral, é feito com base no Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) e varia mensalmente. Dessa forma, se o imóvel for entregue dois anos após a compra, o saldo a financiar (ou parcela das chaves) será reajustado pelo INCC acumulado nesse período, desde a assinatura do contrato com a incorporador/ construtora, até a assinatura do contrato de financiamento imobiliário (com o banco)”, completa o diretor da ABMH. O comprador também é responsável pelo pagamento do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), despesas com a aprovação e elaboração do contrato de financiamento imobiliário, certidões negativas e registro do contrato no cartório de registro de imóveis, como acrescenta Delfino. “O que totaliza um valor que corresponde de 4 a 5% do preço do imóvel. Esses são os custos com a part e burocrática”, explica. Mas não é só! Fora a entrada, o reajuste do INCC
(para imóveis em construção) e a parte da documentação, o candidato à casa própria terá gastos com mudança, móveis, iluminação, reforma ou acabamento do imóvel, dependendo do caso. “Além disso, débitos com IPTU, condomínio, consumo de água, gás e energia elétrica acompanham o imóvel após a venda. Então, é importante ter certeza de que a unidade não possui débitos”, finaliza José Carlos Costa.
Antes de fechar a compra Imóveis prontos - Faça uma vistoria minuciosa no imóvel e nas áreas comuns do condomínio, se possível, acompanhado de um profissional habilitado, averiguando o estado de conservação, a metragem, e o material de acabamento utilizados.
- Exija que conste no contrato todos os bens móveis que fazem parte da compra e venda, tais como, armários embutidos, iluminação etc. - Solicite certidões negativas de débitos de IPTU, condomínio, consumo de energia elétrica, água e gás. Imóveis em construção - Peça uma cópia do registro da incorporação imobiliária e da convenção condominial. - Solicite uma cópia do memorial descritivo da obra, com o detalhamento do material de acabamento que será utilizado. - Guarde todo o material publicitário, contratos e demais documentos relacionados ao empreendimento.
Busque informações antes de assinar o contrato e evite dor de cabeça
2
MANAUS, DOMINGO, 27 DE SETEMBRO DE 2015
Caixa eleva juros do financiamento imobiliário A taxa efetiva total cobrada de não clientes da Caixa para compra de imóveis pelo SFH passa para 9,90% ao ano da cidade. Já para o Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), em que os imóveis têm valores acima desta faixa, a taxa balcão sobe de 11% para 11,50%, também em 1º de outubro, para imóveis residenciais. Nos casos de correntistas e servidores, as faixas passarão de 10,20% a 10,70% para 10,50% a 11,20% anuais.
No caso de imóveis comerciais enquadrados no SFI, o aumento será maior, com a taxa balcão subindo de 12% para 14% ao ano. Mais cedo neste ano, o banco federal havia elevado duas vezes o preço cobrado dos empréstimos pelo SFH, além de reduzir, de 90% para 80%, a cota máxima de financiamento do imóvel no Sistema de Amortização Constante (SAC) e 50% pela tabela Price. Já em agosto, o acesso de detentores de financiamento na Caixa com recursos da poupança foi negado para novo financiamento dessa linha.
Consórcio de imóveis aquecido De janeiro a julho deste ano, foram vendidas 135,9 mil novas cotas do consórcio de imóveis, o que significa avanço de 50,3% sobre os negócios nessa modalidade em igual período do ano passado. Incluindo todos os bens vendidos por meio de consórcios, a procura aumentou 5,4%. Além do aquecimento de consórcios na área de imóveis, houve alta de 17% nas adesões referentes a veículos leves (automóveis, caminhonetes e utilitários) com um total de 551,5 mil cotas comercializadas. Já no segmento de veículos pesados (caminhões, ônibus, tratores, implementos agrícolas e rodoviários), as vendas subiram 11% com a entrada de 25,5 mil novos participantes. Os dados são da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac). Segundo a entidade, em todo o sistema de consórcios, as adesões nos sete primeiros meses do ano somaram 1,36 milhão con-
sorciados, elevando o total de participantes, em julho, para 7,15 milhões, número 4,4% superior ao mesmo mês em 2014. Foram registradas 830,4 mil cotas contempladas, correspondente a alta de 7,5%. Houve um volume de crédito comercializado de R$ 23,8 bilhões, 12,3% acima do mesmo período do ano passado. O avanço observado no setor, em meio à crise econômica do país, decorre do planejamento que passou a ser adotado pelo consumidor. Segundo o presidente da Abac, Paulo Roberto Rossi, o consumidor passou a planejar o acesso a bens, deixando de lado as compras por impulso. “Mesmo em meio a um momento econômico difícil, o consumidor tem redobrado sua atenção nos comprometimentos financeiros de médio e longo prazos: muitos optaram por autofinanciamento, custos mais baixos e planejamento financeiro”, disse Paulo Rossi.
FOTOS: DIVULGAÇÃO
A
Caixa Econômica Federal vai promover nova rodada de aumento das taxas de juros no financiamento imobiliário com recursos da caderneta de poupança, informou o banco estatal essa semana, ressaltando que os juros para o programa Minha Casa Minha Vida serão mantidos. A partir de 1º de outubro, a taxa efetiva total cobrada de não clientes da Caixa para compra de imóveis pelo Sistema Financeiro Habitacional (SFH) passa de 9,45% para 9,90%. Para correntistas da Caixa e servidores públicos, as novas taxas sobem de uma faixa de 8,80% a 9,30% para 9,30% a 9,80% ao ano. O SFH engloba imóveis avaliados na faixa que vai até R$ 650 mil a R$ 750 mil, dependendo
Paulo Rossi, da Abac, diz que consumidor está mais atento
3
MANAUS, DOMINGO, 27 DE SETEMBRO DE 2015
A importância de manter seu imóvel em bom estado
FOTOS: DIVULGAÇÃO
Quais os principais cuidados a serem tomados e que documentos são necessários antes colocar o imóvel para aluguel
POR FRED SANTANA
I
móveis são vistos como investimentos seguros por especialistas em mercado imobiliário. Mas para que eles possam ser utilizados para venda ou locação, é fundamental mantê-lo em boas condições. “Primeiro é preciso verificar se quem está alugando é realmente o proprietário, e pra isso é sempre bom pedir a certidão narrativa e ou outro documento tipo escritura, contrato de compra e venda com firma reconhecida”, aconselha Márcia Cohen, corretora e membro do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Amazonas (Sindimoveis). Vale lembrar que se o imóvel for em um condomínio é preciso pedir a Certidão Negativa de Débitos (CND) da taxa condominial e também a CND do IPTU, água e luz. Assim é possível garantir que não existem débitos em atraso. Esses mesmos cuidados também servem para os imóveis comerciais. Após esses primeiros procedimentos e formalizado um contrato de locação é feita a vistoria do imóvel e emitido um laudo com a descrição de cada ambiente juntamente com um laudo fotográfico, esse documento é assinados por todos e cada
um fica com uma cópia anexa ao contrato e tudo com reconhecimento em cartório. É muito importante que no ato da entrega ou até mesmo antes o imóvel esteja em boas condições assim será mais fácil alugar e também para garantir que o mesmo seja entregue nas mesmas condições. Além disso ajuda a justificar o valor que está sendo pedido. “Um imóvel que não apresenta essa condição acaba por sair do valor e também fica mais difícil locar. Ninguém gosta de entrar num lugar sujo e/ou com algum problema”, explica a corretora. Condições básicas As condições básicas para as locações são as mesmas para os imóveis residenciais e comerciais. No entanto, o contrato de locação de um imóvel para fins comerciais tem
peculiaridades que o diferencia do contrato de locação de imóvel residencial. “Um cuidado essencial que o locador precisa ter no momento de investir em um imóvel locado é fechar um acordo verbal o contrato de locação no registro do imóvel, contrato esse que precisa estar resguardado por uma cláusula de vigência” aconselha Márcia.. Uma das precauções é certificar a regularidade do imóvel junto à Prefeitura, certificando-se que o mesmo possui o chamado “Habitese”. O Habite-se é um documento imprescindível e é ele que atesta que o imóvel foi construído seguindose as exigências
da legislação local estabelecidas pelo órgão municipal. Somente com a existência do “Habite-se” é que o locatário poderá obter o alvará que possibilitará ao mesmo realizar obras ou pôr em funcionamento do estabelecimento comercial. A locação comercial é regulamentada pela Lei do Inquilinato, Lei nº 8245/91, podendo ser optado entre as partes a celebração de contrato por prazo determinado ou indeterminado, assim como nas locações residenciais.
O Habite-se Simplificado Em Manaus, foi aprovada durante o processo de revisão do Plano Diretor Urbano e Ambiental de Manaus o chamado “Habite-se Simplificado”. A proposta consta no artigo 35 da Lei Complementar 002, de 16 de janeiro de 2014 e até hoje não foi regulamentada. Os ajustes necessários à efetivação da medida já foram definidos pelo corpo técnico do Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb) em consonância com o Conselho Regional de Engenharia do Amazonas (Crea/AM). Com a regulamentação, as construções residenciais unifamiliares e comerciais tipo 1 consolidadas, anteriores a novembro de 2012, com documento de propriedade regularizado, apresentação de projeto de arquitetura simplificado (planta baixa, cortes, fachadas, cobertura e implantação) e com laudo técnico de responsabilidade técni-
ca por profissional habilitado assegurando as condições de segurança, solidez, higiene e habitabilidade do imóvel, receberão o habite-se total, em processo simplificado e agilizado não superior a 90 dias. Custo-benefício Na prática, a nova emenda não só traz benefício quanto ao tempo para se tirar o documento, mas também em relação ao custo-benefício. Atualmente, para se tirar o Habite-se, o tempo varia de seis a oito meses. Porque é necessário um projeto arquitetônico completo do imóvel, um projeto de esgotamento sanitário, um termo de responsabilidade, e tudo isso gera um custo oneroso. Com a lei do ‘Habite-se Simplificado’ será apenas necessário o documento da propriedade, um projeto de arquitetura ou de engenharia simplificado, a planta do terreno ou imóvel e um laudo de engenharia, o que não torna o documento inferior, apenas mais simples.
Verifique as condições físicas e de documentos do imóvel
4
MANAUS, DOMINGO, 27 DE SETEMBRO DE 2015
FOTOS: DIVULGAÇÃO
Botando ordem
na casa! Essa é a hora ideal para arrumar o guarda-roupa e se preparar para uma das temporadas mais quentes do ano
M
anaus não tem as estações bem definidas, mas isso não significa que não é possível seguir o os rituais de arrumação que o resto do país faz quando a temporada muda. A primavera deu seus ares esta semana, e é comum, em outras regiões do Brasil e do mundo, fazer a “limpeza da primavera”, que é quando as pessoas organizam os seus armários, guardam as peças de frio e voltam a usar roupas mais frescas. No entanto, as dicas da personal organizer Juliana Faria servem para qualquer estação e, claro, também para quem vive em uma região quente como a nossa e cujas temperaturas só tendem a aumentar. “O começo de uma nova estação é a melhor época para organizar os armários, pois podemos analisar tudo o que não foi usado durante os meses passados, no caso o inverno, e pensar no que podemos descartar. Fazendo essa seleção, abriremos espaço para as peças de verão, evitando o acúmulo de roupas que não se-
rão utilizadas na temporada”, explica a profissional da YRU Organizer. Juliana diz que quem tem peças mais pesadas, como as usadas no frio, devem ser lavadas após o uso. “Guardar peças usadas pode ocasionar bolor, mau cheiro e acentuar manchas que ficarão difíceis de serem eliminadas. Depois de limpas e secas, guarde-as em sacos de embalagem a
DESCARTE Evite acumular objetos que não utiliza há tempos. Separe o que for de valor sentimental ou que queira manter, e descarte o que não usa mais. Dessa forma, haverá espaço para que os objetos ‘respirem’ vácuo ou sacos plásticos com desumidificadores, sempre bem vedados com fita crepe”, ensina a personal organizer, acrescentando, ainda, que adotar este processo fará com que as peças estejam limpas para o próximo uso, sem a necessidade de lavá -las novamente.
Separar objetos com caixas identificadas é uma solução
Só mantenha o que precisa Outra dica de Juliana é separar tudo o que serve e o que não serve. “Se caso houver peças que queira guardar mesmo que não caibam em você, tire-as do armário e guarde-as em sacos/malas, assim quando elas voltarem a servir, coloque-as de volta sem a necessidade de lavar. As demais, descarte”, aponta. Aliás, observe as roupas e se pergunte “qual foi a última vez que usei?”. Se faz mais de um ano, descarte-a. Para quem tem um apego sentimental, a solução é separar as roupas que não são usadas, mas que te trazem lembranças, em uma pequena mala/saco. “Mas selecione apenas aquilo que realmente tenha um grande significado. Deixe no armário somente aquilo que você realmente usa. Não se apegue na possibilidade de precisar da peça numa ocasião futura”. Além de descartar o que não precisa mais, é importante deixar espaço para as roupas respirarem, e guardar
tudo sempre no mesmo local aquilo que foi usado, a fim de encontrar as peças mais facilmente. “E compre somente aquilo que você realmente precisa e faça sempre a substituição. Por exemplo: comprou um tênis descarte o antigo”, recomenda Juliana. Na hora de organizar Para facilitar a organização dos objetos, Juliana Farias indica pendurar em cabides tudo aquilo que é muito volumoso ou que amassa com facilidade: vestidos, camisas, calças de tecido, casacos. E atente-se ao que não pode ser pendurado: peças de lã, linha, tricot e malhas muito pesadas. “Guarde em gavetas tudo aquilo que amassa menos: roupa íntima, meias, roupas de ginástica, pijamas, camisetas. O ideal é abolir as pilhas nas gavetas, pois dessa maneira não conseguimos enxergar as peças que estão embaixo e com isto formamos a bagunça na hora de procurar o item
desejado. Portanto, guarde as peças em escadinha ou rolinhos”, diz. Ao organizar os calçados, separe os sapatos por categoria: chinelos, sandálias de festa, tênis, rasteirinha, e por ordem do que é mais usado. Já as bijuterias por categorias e em um organizador de forma que cada peça tenha um local para morar, a fim de não enrolarem umas nas outras. “Os produtos organizadores nos ajudam a manter as categorias criadas, como por exemplo: caixas, cestos, porta-joias, suportes, prateleiras, separadores, etc. Quanto menor a peça, maior a certeza de que precisaremos de algo para guardá-la, pois precisam morar em um espaço confinado para que não se percam entre as demais”, explica Juliana. Além disso, existem armários que possuem dimensões que não favorecem a organização e os produtos organizadores podem ajudar a minimizar esses problemas.
Organize seu armário por tema ou cores e facilite o encontro de objetos quando estiver com pressa
5
MANAUS, DOMINGO, 27 DE SETEMBRO DE 2015
Arquitetando pauloricardo@pauloricardosachs.com
Darcleine Manarte e Patrícia Soares: OC Pereira.
D
arcleine Manarte, arquiteta, atuando a 11 anos no mercado, convive desde criança com o tema pois seu pai era construtor naval. Patrícia Soares também é arquiteta com especialização em Design de Interiores. Ambas foram responsáveis pelo projeto de interiores da OC Pereira, grande empresa manauara no segmento de distribuição de produtos nutricionais e hospitalares. As duas arquitetas possuem pensamentos sinérgicos sobre a arquitetura e seus desdobramentos. Pensam que contratar um arquiteto é o melhor investimento, para planejar e levar em conta a necessidade do cliente, além de ser um profissional legalizado. Quando sondadas sobre o mercado e seus diferentes nichos, Darcleine é mais incisiva na separação e trabalhos das classes. Arquitetos tem uma formação de 5 anos, Designer de Interiores habilidade em atuar em projetos internos. Decoradores fazem escolhas de acessórios, móveis e cores sem alterar a obra. Patrícia é uma profissional bastante observadora e determinada. Ela comenta que para o bom desenvolvimento de um grande projeto como da OC Pereira, foi fundamental a aceitação e liberdade dada pelos clientes Orledilson e Mariana Colácio, para utilizar materiais nobres e com alta
tecnologia contribuindo para uma ambientação funcional e cosmopolita. Foi utilizado o Corian, que agora é processado em Manaus pela S.C.A, que possui propriedades de moldagem e proteção anti bacteriana. O Slimstone traduz leveza e resistência, o Grafismi tecnologia exclusiva também da S.C.A permite gravação em laser de desenhos e texturas diretamente em peças do mobiliario. Darcleine comenta que os clientes apoiaram integralmente as escolhas dos parceiros. Quanto as suas referências as duas arquitetas possuem lastros que diferem, Patricia busca suas inspirações em Oscar Niemeyer e Zaha Hadid, enquanto Darcleine busca o convívio diário com parceiros, clientes , pesquisas e viagens a grandes centros urbanos. Falando em projetos ícones internacionais Darcleine menciona o Rockefeller Center de Nova York, que mesmo sendo antigo (1930) continua sendo uma grande referência nos dias de hoje. Já Patrícia menciona o Sidney Opera House , o Terminal TWA e o Emirate Towers em Dubai. Em Manaus Darcleine menciona como ícônico a UFAM, um projeto de Severiano Mario Porto, e comenta que algumas obras deste arquiteto devem ser restauradas. #ficaadica. Patrícia considera o Teatro Amazonas como ícone de Manaus.
Lounge de espera: cores neutras
Corredores: aquecidos com quadros e plantas
Detalhe do balcão: equilíbrio
Auditório: linhas limpas
Sala de espera: equilíbrio nos materiais propostos
Atuante no mercado nacional de móveis e alta decoração
FOTOS: DARCLEINE MANARTE
A Arquiteta Darcleine Manarte
Para projetos, obras e restauros contrate sempre um profissional habilitado. Exija um registro RRT(registro de res-ponsabilidade técnica).
Paulo Ricardo Sachs
Ambiente luminoso: bom gosto
Detalhes do escritório: Grafismi nas portas da S.C.A.
Recanto dos aparadores
6
MANAUS, DOMINGO, 27 DE SETEMBRO DE 2015
Design protagonizado pela sustentabilidade Empresa utiliza 90% dos componentes que entram na composição dos seus produtos de fabricantes nacionais
A
Futon Company - pioneira no segmento e referência nacional no mercado brasileiro de sofás e futons contemporâneos - também está engajada na produção de peças sustentáveis e recicladas. A marca tem consciência da importância da preservação do meio ambiente, e por isso, realiza processos que respeitam a natureza. Uma das formas de reduzir a emissão de carbono e ter produtos cem por cento “made in Brazil”, é usar 90% dos componentes que entram na composição dos seus produtos, de fabricantes de todo o País. Tecidos como a ecolona e o biotêxtil são produzidos a partir de fibras recicladas e sem tingimento: 70% da composição do tecido é de algodão reciclado – oriundo da indústria têxtil - e 30% de garrafa pet. Após passarem pela triagem são tritu- rados e enviados para nova coloração do fio.
FOTOS: DIVULGAÇÃO
O algodão usado nos recheios dos produtos são 100% produzidos com fibras naturais
O algodão usado no recheio de futons, zabutons, zafus e de algumas poltronas e pufes são 100% produzidos em fibra natural e reciclada. Além disso, a procedência do algodão é certificada. As mantas de algodão são processadas a partir dos resíduosque as indústrias farmacêuticas ou têxteis descartam por serem fibras mais curtas. A Futon Company recupera e recicla o que seria descartado para produzir mantas. O desperdício é zero, já que as sobras de algodão são guardadas e utilizadas na fabricação de novas mantas. As esteiras de junco que revestem os tatames, assim como a palha de arroz do miolo das peças é 100% sustentável e reciclável. Depois da colheita do arroz, os juncos são reservados os maiores são separados e vão direto para o tear. Já os menoressão guardados para compor o enchimento do tatame. A madeira de eucalipto maciço, também tem procedência 100% sustentável e certificada. A madeira é extraída de florestas renováveis a partir de eucaliptos plantados no Brasil. A cada árvore utilizada na produção de mobiliários, outra é plantada.
FLORES
Com a chegada da primavera a vontade de estar com o jardim florido e os vasos alegres dentro de casa aumenta. Mas não limite-se a trazer uma das mais lindas estações apenas nas flores. Use todas as cores da temporada em objetos de décor como almofadas, tapetes, espelhos entre outros. Abra as portas e
deixe-se iluminar diariamente. A arquiteta e paisagista Lucia Manzano tem ótimas ideias para te inspirar. Jardins suspensos ainda são uma ótima saída para quem tem pouco espaço ou até mesmo para quem quer levar essa ideia para o interior da casa. “Na área externa, use painéis ou vasinhos de fibra
de coco que tem baixo custo e facilitam o crescimento e o enraizamento das plantas. Outras vantagens são a durabilidade e a permeabilidade, além de ser um excelente fungicida e mantém as plantas saudáveis”, explica a profissional. E que tal um jardim de plantas preservadas em uma das paredes do living ou da
sala de jantar? As cores selecionadas para a primavera 2015 foram inspiradas nos elementos da natureza. Com ares de modernidade, as nuances vão das mais frias e suaves aos tons quentes e sutis, seguindo um estilo minimalista. “Aposte no tangerina, marsala, cinza claro, verdes e azuis claros”, in-
dica Lucia. Almofadas são uma ótima alternativa para alegrar o ambiente, sem gastar muito. Se o ambiente for bem espaçoso, aposte em tapetes supercoloridos.
FOTOS: DIVULGAÇÃO
Primavera em todos os cantos
7
MANAUS, DOMINGO, 27 DE SETEMBRO DE 2015
Para fazer uma cozinha com ilha bonita e funcional
Elegantes, as cozinhas com ilha são ideais para quem adora cozinhar e, ao mesmo tempo, estar próximo dos queridos FOTOS: DIVULGAÇÃO
N
este tipo de cozinha, à exemplo de uma ilha, o móvel fica isolado dos demais, geralmente no meio do ambiente. Além disso, a largura da cozinha permite a livre circulação em todos os lados da bancada central. O ProCompra, plataforma de cotação e intermediação de móveis planejados, levantou algumas dicas para esse tipo de cozinha. Confira:
1. Funcionalidade
É possível agregar várias funções que auxiliem na preparação dos alimentos. A arquiteta Adriana Ferreira, da Santa Irreverência Arquitetura e Construção, explica que as ilhas podem ser utilizadas como bancada de refeição, para cooktop, pia, apoio de utensílios de cozinha ou um misto destes usos. Para complementar o espaço, você pode incluir armários e até uma mesa para refeições.
2. Reforma Na hora de fazer sua cozinha com ilha, além de um bom profissional para executar o projeto, talvez uma reforma seja necessária. De acordo com Adriana, as tubulações elétrica, hidráulica e de gás, por exemplo, devem passar pelo piso, embutidas ou não em alvenaria. 3. Dimensões Segundo Lana Rocha, do escritório Lana Rocha Interiores, é necessário ter espaço suficiente de circulação entre a ilha e as bancadas fixadas às paredes. Para a designer de interiores, a distância ideal é de um metro entre a ilha e o restante dos móveis ao redor. Quanto aos móveis, é preciso observar se há distância suficiente para abrir e fechar portas e pegar objetos com facilidade. “Devemos respeitar a distância mínima de 1 m entre as bancadas e não ultrapassar a distância de 1,50 m, pois, nesse caso, a distância fica muito longa entre a cuba e o cooktop, por exemplo, deixando o trabalho doméstico mais cansativo”, orienta a profissional. A bancada da cozinha segue uma altura padrão, de 90 cm. Já a largura e profundidade, variam de acordo com as possibilidades e funções da cozinha em questão, explica Lana.
Para uma ilha funcional é preciso observar alguns itens como as dimensões do ambiente
4. Eletrodomésticos
Já quanto ao local de cada um dos eletrodomésticos, Lana afirma que a melhor disposição para eles é sempre triangular, conforme exemplo abaixo, o que garante mais praticidade e agilidade na cozinha. É recomendado também separar o cooktop e/ou fogão da geladeira através da pia ou bancada seca, permitindo uma área de apoio para ambos. “Sempre coloque o equipamento que gera calor distante daquele que refrigera, pois isso gera economia de energia também”, garante Adriana.
5. Revestimento
O mercado brasileiro possui uma grande variedade de materiais de revestimento para a bancada da ilha. É recomendável que se utilize materiais mais resistentes e de fácil manutenção. Profissionais recomendam o uso do granito, mármore, aço inox e pedras sintéticas como “Corian” e o “Selestone”.
6. Coifa
Uma das marcas registradas dos projeto de cozinhas em ilha é o uso da coifa acima do fogão ou cooktop. Mas, de acordo com a arquiteta Adriana Ferreira, ela não é um item obrigatório. “O uso da coifa depende do tipo de alimento que se prepara na casa, da ventilação natural da cozinha ou ainda se ela é aberta para a sala”, explica. Entretanto, se você não abre mão do equipamento, saiba que, além de maior potência de sucção quando comparadas aos depuradores, por exemplo, as coifas são ótimas para eliminar cheiros e evitar que a gordura se espelhe pela cozinha, visto que levam os odores para o ambiente externo através de um duto, indica a designer Lana Rocha.
8
MANAUS, DOMINGO, 20 DE SETEMBRO DE 2015