Skip to main content

Salão imobiliário - 21 de dezembro de 2014

Page 1

MANAUS, DOMINGO, 21 DE DEZEMBRO DE 2014

(92) 3090-1017

Iranduba irá receber novo investimento imobiliário FOTOS: DIVULGAÇÃO

Dois empreendimentos da mesma empresa prometem movimentar a Região Metropolitana de Manaus a partir de 2015

T

rês anos após a inauguração da ponte Rio Negro, que liga Manaus a Iranduba, cidade até então com aspecto interiorano, agora ganha ares de região em franco desenvolvimento. Quem visita o município a 22 quilômetros da capital, percebe o intenso fluxo de caminhões e tratores. Um dos motivos de tamanho crescimento econômico é o Complexo Turístico Novo Tempo, localizado a um quilômetro da sede de Iranduba. Orçado em R$ 234 milhões, o complexo vai abrigar um hotel com 15 andares e 120 quartos, com restaurante panorâmico na cobertura, marina, heliponto, haras, lago artificial para pesca esportiva no modelo pesque e pague, restaurante regional, loja de hortaliças cultivadas organicamente - com possibilidade de colher o produto ao invés de pegar na prateleira -, entre outros atrativos. As informações são da gerente-administrativa da Novo Tempo Empreendimentos (empresa proprietária do complexo), Thais Nascimento. “O complexo está previsto para ser construído a partir de fevereiro de 2016, data em que inicia a construção da segunda etapa do condomínio residencial Novo Tempo, que fica ao lado do complexo turístico, e é outro empreendimento nosso”, detalhou. O Complexo Turístico Novo Tempo tem acesso exclusivo ao lago de Iranduba, um dos maiores da região, e é margeado pelo rio Solimões, pouco antes dele chegar ao rio Negro e formar o magnífico Encontro das Águas. Os 45 mil habitantes da cidade estão eufóricos com a novidade, como disse o vice-presidente do Conselho Regional de Correto-

res de Imóveis do Amazonas (Creci-AM), Paulo Celestino. “As pessoas estão animadas com esse grandioso empreendimento. Na verdade, com os dois: o condomínio Novo Tempo e o complexo turístico. Como uma obra é de habitação e a outra é de turismo, geram empregos durante a construção para quem mora na cidade e, com certeza, abrirá muitas vagas de trabalho permanentes depois da obra”. Segundo Thais, o condomínio está orçado em R$ 36 milhões. As obras vão durar 3 anos, a contar de fevereiro de 2015, e vão empregar mais de 400 pessoas. “A

Residencial dividido em três etapas

Área de lazer conta com amplo espaço para eventos diurnos

DADOS

O condomínio está orçado em R$ 36 milhões e as obras irão durar 3 anos, a partir de fevereiro de 2015, gerando emprego de mais de 400 pessoas em diversos setores da construção maioria dos trabalhadores é de Iranduba, mas também empregamos profissionais de Manaus. Nossa previsão é empregar 150 pessoas em cada uma das três etapas de construção, o que daria 450 vagas de emprego no total”, adiantou. A gerente-administrativa da empresa informou que o e-mail vagas.novotempo@gmail. com está disponível para interessados em trabalhar na construção do condomínio residencial ou do complexo turístico. “As vagas são para todas as fases da obra: da administração à construção em si. Ainda estamos com muitas vagas abertas”.

Playground é um dos atrativos para os novos moradores

O residencial será dividido em três etapas com a primeira à venda

O lançamento oficial do condomínio ocorreu na quarta-feira, 17, no Classic Hall. O evento contou com a presença do diretor-executivo da Novo Tempo Empreendimentos, Adalberto Araújo. A construção do condomínio é dividida em três etapas, sendo que a primeira está com 169 lotes de 375 metros quadrados, à venda por R$ 115 mil e conta com financiamento próprio. A área total do condomínio é de 455,5 mil metros quadrados. Há 238 mil metros quadrados de área habitacional; 6 mil metros quadrados de área de lazer, incluindo salão de festas para 400 pessoas; 62,2 mil metros quadrados de área verde, sendo 40,3 mil metros quadrados de Área de Preservação Permanente (APP); área comercial (na parte externa frontal do residencial) de 33 mil metros quadrados com 21 lojas e acesso privativo

ao lago de Iranduba. A área de lazer possui, ainda, piscinas adulto e infantil com bar de apoio, churrasqueiras, ambiente de leitura ao ar livre, redário, playground, ciclovia, bicicletário, campo de futebol com grama sintética, quadra poliesportiva, salão de jogos e academia. Diretor O diretor-executivo da Novo Tempo Empreendimentos, Adalberto Araújo, vive e trabalha em Iranduba e há mais de duas décadas é proprietário da área onde serão construídos o condomínio residencial e o complexo turístico. Antes de investir no mercado imobiliário e turístico, ele é empresário do setor primário. “Fornecemos pouco mais de uma tonelada de hortaliças por semana para feiras e mercados de Iranduba e, principalmente, de Manaus”.


2

MANAUS, DOMINGO, 21 DE DEZEMBRO DE 2014

Leilão de fazenda em MT termina sem comprador nadora Kátia Abreu (PMDB-TO) para o ministério invadiram a sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília. O valor da fazenda Realeza do Guaporé 1 e 2 (R$ 395 milhões) corresponde a pouco mais que o dobro do que está no caixa da massa falida para pagar credores lesados e passivos

VOCAÇÃO

A fazenda estava avaliada em R$ 395 milhões e foi dividida em nove blocos. O objetivo é subdividir a área de acordo com a sua vocação para produção de grãos, exploração de pecuária, dentre outros trabalhistas e fiscais. “São R$ 190 milhões com a venda de propriedades e com a renda de arrendamentos. Esse montante é suficiente para quitar os créditos trabalhistas e os tributários”, diz Sauer. Os 155 ex-funcionários que se inscreveram na falência devem começar a receber nesta semana os seus direitos. Por Agência Brasil

A fazenda Realeza do Guaporé, situada em Comodoro (MT), tem o tamanho próximo à área urbana da cidade de São Paulo

NACIONAL

Energia solar pode ganhar incentivos REPRODUÇÃO

T

erminou sem sucesso o leilão da maior e mais valiosa propriedade da massa falida da Boi Gordo, a fazenda Realeza do Guaporé 1 e 2, situada em Comodoro (MT), cujo tamanho é próximo à área urbana da cidade de São Paulo. Segundo o advogado Gustavo Sauer, síndico da massa falida, o leilão deve ser retomado somente no primeiro trimestre de 2015. A fazenda estava avaliada em R$ 395 milhões e foi dividida em nove blocos por uma empresa especializada em serviços de geotecnologia e inteligência em agronegócios. O objetivo foi subdividir a área, de 134 mil hectares, de acordo com a sua vocação: produção de grãos, exploração de pecuária e área de mata para a compensação de reserva ambiental. De acordo com o síndico, a situação de deterioração da economia, as incertezas políticas quanto ao rumo do Ministério da Agricultura e o fato de parte das áreas estarem ocupadas irregularmente podem ter dificultado a venda. Ele também mencionou que o leilão ocorreu no mesmo dia em que manifestantes ligados a movimentos dos sem-terra e contrários à indicação da se-

REPRODUÇÃO

A propriedade estava avaliada em R$ 395 milhões e foi dividida em nove blocos por empresa especializada em geotecnologia

A Empresa de Pesquisa Energética prevê a construção de 31 empreendimentos de energia solar

Equipamentos e componentes para geração de energia solar ficarão isentos do imposto sobre importação. Projeto de Lei (PL) 317/2013, do Senado Federal, foi aprovado no mês passado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) assegurando o incentivo. Na justificativa da proposta, o autor, senador Ataídes Oliveira (Pros-TO), destacou que as usinas hidrelétricas vêm perdendo espaço na ma-

triz elétrica brasileira, acrescentando que a geração termoelétrica passou a ser um recurso mais acionado que o desejável. Segundo ele, o resultado é o aumento da emissão de gases de efeito estufa na atmosfera. Conforme Oliveira, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) prevê a construção de mais 31 empreendimentos de energia solar, com o Leilão de Energia de Reserva 2014, realizado no dia 31

de outubro. O leilão atraiu investimentos de R$ 7,1 bilhões, que também serão utilizados em empreendimentos de energia eólica. Os de energia solar terão capacidade instalada total de 889,6 megawatts (MW) e os de energia eólica de 769,1 MW. Rio Grande do Norte e São Paulo foram destaque na oferta de projetos de energia solar. Por Agência Brasil

EXPEDIENTE EDIÇÃO Bruno Mazieri

FOTOS Arquivo EM TEMPO

DIAGRAMAÇÃO Adyel Vieira

REPORTAGEM Bruno Mazieri Sérgio Victor

REVISÃO Dernando Monteiro Gracycleide Drumond João Alves

TRATAMENTO DE FOTOS Adriano Lima


3

MANAUS, DOMINGO, 21 DE DEZEMBRO DE 2014

Minha Casa, Minha Vida cumpriu 98,8% da meta

O programa do governo federal beneficiou sete milhões de pessoas

O

programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV) já cumpriu 98,8% da meta de contratação de unidades habitacionais com 3,7 milhões de moradias contratadas e 1,87 milhões de unidades entregues no país. O resultado é do 11º Balanço da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), anunciados na última semana pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP). O programa concluiu empreendimentos no valor de R$

449,7 bilhões, beneficiando cerca de sete milhões de pessoas. “Alcançaremos 100% da meta agora em dezembro, com a contração de 3,75 milhões de casas”, afirmou a ministra do Planejamento, Miriam Belchior. Segundo dados do balanço, o programa entregou na Região Nordeste 483 mil unidades habitacionais. No Sul do país, foram 429,6 mil. A Região Sudeste recebeu 637,6 mil moradias, o Centro-Oeste 221,9 mil imóveis e o Norte 85,5 mil.

No eixo urbanização de assentamentos precários, o PAC 2 contratou 415 empreendimentos com investimento de R$ 12,7 bilhões para beneficiar 575 mil famílias, em 337 municípios. Nesse período (2011-2014), 487 obras foram concluídas e 1.381 estão em andamento. No eixo saneamento foram concluídos 1.600 empreendimentos, incluindo esgotamento sanitário e saneamento integrado, além de 86 empreendimentos de drenagem, 27 de contenção de encostas e 46

de pavimentação. Nessa área, 76% dos empreendimentos foram contratados com investimento de R$ 26,1 bilhões. Desse total, 1.518 obras foram concluídas e 3.667 estão em andamento. Na área de mobilidade urbana, 17 obras foram concluídas em outubro e 14 estão em fase final de obras, totalizando 31 obras no setor. Para pavimentação e qualificação de vias foram destinados R$ 11,4 bilhões em investimentos para obras em 1.413 municípios, dos quais R$ 7,5 bilhões

já estão contratados e 39% já em execução. O 11º Balanço do PAC 2 mostrou que a segunda etapa do programa superou a primeira em 72%. De acordo com o balanço, a execução do PAC 2 é de 96,5% do previsto para o período de 2011-2014, com execução de R$ 1,066 trilhão até 31 de dezembro de 2014. A ministra Miriam Belchior explicou que o objetivo do balanço é dar transparência à sociedade brasileira sobre o resultado das obras a serem realizadas e o resultado que o

governo federal pretende alcançar. “Este é um balanço de final de ciclo e o PAC mantem os investimentos que protegem o Brasil de uma crise internacional”, afirmou. O balanço divulgou dados dos seis eixos de atuação do PAC: transporte, energia, Cidade Melhor, Comunidade Cidadã, Minha Casa, Minha Vida e Água e Luz para Todos. O Ministério das Cidades possui investimentos em saneamento, mobilidade urbana e contenção de encostas, incluídos no eixo Cidade Melhor.

REPRODUÇÃO

PESQUISA

Livro avalia satisfação com programa A parceria entre o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Secretaria Nacional de Habitação (SNH) do Ministério das Cidades (MCidades) resultou no livro “Pesquisa de Satisfação dos Beneficiários do programa Minha Casa, Minha Vida. A publicação busca contribuir para a disseminação de conhecimentos que contribuam para o desenvolvimento do programa. A pesquisa para o livro foi a campo coletar as informações, via questionário, em 7.252 moradias do programa nas cinco regiões do país. O levantamento traz dados sobre o perfil das famílias atendidas

e suas casas (indicadores de coabitação e adensamento domiciliar, situação de risco em residências anteriores), a importância que atribuem a diversos fatores (inundação, alagamento, deslizamento de encostas, lixões ou esgoto a céu aberto), sua satisfação com a moradia, seu aumento de bem-estar e sua intenção de permanecer no imóvel. O monitoramento do programa habitacional é o principal objetivo do livro, que mostra avaliações detalhadas dos entrevistados sobre o imóvel (tamanho, temperatura, iluminação, umidade, distribuição dos cômodos), sua localização (meios disponíveis, tempo e

despesa no transporte até locais de trabalho ou estudo, proximidade a áreas de lazer, serviços sociais e de saúde, segurança, relações com vizinhos) e as despesas envolvidas (aluguel ou prestação, água, luz, condomínio). O lançamento ocorreu em Brasília, com a presença do ministro de Estado, chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Marcelo Neri, do ministro das Cidades, Gilberto Magalhães Occhi, e do presidente do Ipea, Sergei Soares, além da secretária nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães.

O economista e presidente do Ipea, Marcelo Neri, esteve presente no lançamento do livro

ARQUIVO EM TEMPO

O resultado do 11º Balanço da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi divulgado na última semana


4

MANAUS, DOMINGO, 21 DE DEZEMBRO DE 2014

Plataforma conta com 350 imobiliárias em todo o país O

“Imóvel Turbo” (www. imovelturbo.com. br) foi lançado pela empresa Linklar com uma proposta inovadora para o setor de moradia: juntar, em um só ambiente, todas as informações e instâncias de negociação entre corretores, imobiliárias e construtoras. O resultado são vendas fechadas dez vezes mais rápido do que no modelo tradicional. A plataforma funciona de maneira simples. Depois de se cadastrar no site informando o Creci, os corretores têm acesso a um vasto banco de dados com os empreendimentos das construtoras conveniadas. Eles podem procurar imóveis usando diversos filtros – como tipo, tamanho e região –, fazer propostas de acordo com os interesses dos clientes e até receber via “Imóvel Turbo” o contrato para consolidar a venda. Na hora de fazer uma oferta, o corretor tem liberdade para determinar valores de entradas, parcelas e montante financiado. A proposta pode ser aceita de imediato, se estiver dentro dos parâmetros pré-estabelecidos pela construtora, ou ficar submetida à aprovação. Com quase 10 anos de experiência no ramo imobiliário,

Filipe Ruga Ardenghi, CEO da Linklar, conhece na prática como o processo de negociação entre corretor e construtora pode demorar. “Ter o imóvel próprio é um sonho para muitas pessoas, por isso é importante que a compra se consolide rapidamente. Quando ela se arrasta, a magia começa a ir embora”, afirma Ardenghi. Além de agilizar as vendas, a plataforma consolida informações diversas sobre os empreendimentos. Corretores também podem ter acesso a dados como a comissão por unidade vendida. O “Imóvel Turbo” conta ainda com atualizações de preço e disponibilidade em tempo real. Outra vantagem da plataforma é a transparência e a segurança oferecidas para os agentes envolvidos. O sistema registra toda a atividade que acontece no ambiente virtual, de forma que as imobiliárias podem acompanhar as negociações dos seus corretores e as construtoras conseguem monitorar várias propostas de compras para um mesmo imóvel. O site trabalha com imóveis novos ou remanescentes de estoque. A plataforma é grátis para imobiliárias e corretores.

REPRODUÇÃO

Criado pela Linklar, o site “Imóvel Turbo” trabalha com imóveis novos ou remanescentes de estoque e de maneira gratuita

Uma das vantagens do site é a transparência e segurança oferecidas para os agentes envolvidos, ou seja, corretor e comprador

Carlos Célio carlos@investimento.net.br

Corretor, um profissional liberal Por que liberal? Porque a natureza do trabalho de corretor de imóveis exige certos requisitos tais como perfil de empreendedor, partidário da liberdade, opinião livre, saber identificar as tendências do mercado imobiliário e que tenha experiência em marketing para angariar clientes e fazer divulgação dos produtos, objetos de intermediação imobiliária com muito planejamento. Segundo a Confederação Nacional de Profissionais Liberais (CNPL) já há mais de 530 sindicatos criados para as categorias de profissional liberal no Brasil. A associação os define como: “profissionais e trabalhadores, que podem exercer com liberdade e autonomia a sua profissão, decorrente de formação técnica ou superior específica, legalmente reconhecida”. Nesse grupo incluem-se médicos, advogados, corretores de imóveis, arquitetos, entre outros. Além dos requisitos abordados, o corretor de imóveis precisa também ser comunicativo para expressar-se bem, juntos aos mais variados clientes, ter iniciativa para aproximar as partes com técnica e precisão e, principalmente, ser um perito em intermediação imobiliária. A remuneração do corretor de imóveis é devida, imediatamente quando ocorrer o resultado útil, ou seja, o fechamento do negócio, seja na venda e compra ou locação de imóveis, mesmo que houver arrependimento das partes (artigo 725 do código civil). Por estes aspectos, o corretor de imóveis como profissional liberal é um empreendedor de negócios imobiliários, onde

seus honorários dependem da finalização de sua intervenção. Verdade é que ser o seu próprio chefe parece um sonho. Ser dono dos seus horários, enfim, gerar receita associada à liberdade não é pra qualquer profissional. O corretor deve saber que não existe na sua profissão salário fixo, faltas abonadas por motivo de doença, férias remuneradas, décimo terceiro salário e fundo de garantia por tempo de serviços. Ao contrário da maioria do mercado, tradicionalmente em dezembro, os negócios imobiliários têm forte queda, em virtude dos clientes estarem comprando outros produtos, viajando de férias, pagando contas etc. Isso tudo, aliado à falta de planejamento financeiro dos corretores, faz com que alguns colegas passem por situações delicadas, sem poder fazer a tradicional compra natalina e ter uma ceia para celebrar o nascimento de Jesus. O corretor de imóveis precisa ser um “profissional liberal” na acepção da palavra, pois o mercado eliminará naturalmente os amadores. O Natal representa o nascimento de Jesus, Ele nos trouxe a luz, a esperança e nos ensinou a meritocracia. Em toda sua trajetória na terra, Ele serviu com excelência, seus atos eram cercado de muito amor. Queridos leitores, em especial os corretores, que neste Natal possamos refletir sobre o real objetivo de nossas vidas e que esse sentimento de humildade e fraternidade possa invadir o nosso ser e que todos os irmãos corretores possam ter um Feliz Natal.

Carlos Célio é corretor de imóveis e perito avaliador

Ao contrário da maioria do mercado, tradicionalmente em dezembro, os negócios imobiliários têm forte queda, em virtude dos clientes estarem comprando outros produtos”


5

MANAUS, DOMINGO, 21 DE DEZEMBRO DE 2014

Arquitetando paulo@adoromanaus.com.br

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Clássicos: cadeiras, poltronas e sofá – Parte 1

S

empre converso com os profissionais de área sobre temas para esta coluna. A pedido de Marli Franco e Carmosa Abreu, apresento-lhes os clássicos. Eles podem nos remeter a pensar naqueles móveis de nossos pais ou avós. Nada disso. Os clássicos, para os profissionais da área, são os ícones do design, principalmente todos influenciados pela escola Bauhaus.

Poltrona Egg, um must no conforto

A mais vendida: poltrona Barcelona

Ícone: Chaise Loungue Le Corbusier, conhecida como LC4

É também a peça que não pode faltar em um bom projeto. A poltrona Egg foi desenhada por Arne Jacobsen especialmente para um Hotel em Copenhagen. A elegante cadeira Barcelona, revestida em couro, foi criada para uma exposição em Barcelona pelo alemão Ludwing Mies Van der Roche, tornando-se uma das peças mais vendidas até hoje. O finlandês Ero Saarinen criou em 1940 a cadeira Tulipa, que não possui pernas laterais, cabendo desta forma mais cadeiras na mesa. Fabricada em fibra de vidro, tornou-se mais popular ao aparecer nos cenários de “Startrek”. O francês Pierre Paulin criou a poltrona Tulipa e a pequena Tulipa fabricada em aço carbono e alumínio. Também finlandês, Eereo Aarnio lançou em 1975 a acústica Ball Chair e a Bubble Chair. Por sua vez, a escola Bauhaus criou peças singulares como a cadeira Wassily, em 1925, projetada pelo arquiteto Marcel Breuer. Le Corbusier projetou em 1928 a LC4, famosa chaise loungue, produzida desde 1964 em escala industrial. O sofá de Florence Knoll, americano influenciado por todos os descritos anteriormente, mantém o sofá homônimo até os dias de hoje, como uma peça contemporânea. Harry Bertoia criou a cadeira Bertoia em 1950, que se tornou um best-seller, hoje já copiada e licenciada que você encontra em redes de varejo a uma pechincha.

Paulo Ricardo Sachs Atuante no mercado nacional de móveis e altadecoração

Tulipa de Pierre Paulin

Saarinen como é chamado: Tulipa

Buble Chair: detalhe da corrente

Ball Chair: acústica

Cadeira Wassily, conhecida como cadeira presidente


6

MANAUS, DOMINGO, 21 DE DEZEMBRO DE 2014

Lâmpada incandescente com os dias contados O Brasil optou por eliminar a fabricação do produto de forma gradual, assim como aconteceu na Europa

O

fim das lâmpadas incandescentes não é uma opção isolada brasileira. “Trata-se de uma escolha mundial para reduzir o consumo de energia elétrica, a geração de calor e emissão do CO2 que ocasiona o efeito estufa, e o excesso de descarte que contamina o meio ambiente”, explica Gilberto Grosso, CEO da Avant, empresa brasileira que há 16 anos é uma das líderes na oferta de soluções em iluminação. O Brasil optou por eliminar a fabricação e comercialização das lâmpadas incandescentes de forma gradual, assim como aconteceu com os países europeus. “Na Europa a ação de eliminação quase que total da incandescente levou três anos e encerrou-se em 2012, e em outros países a escolha foi banir essa lâmpada de uma única vez, começando por Cuba em 2005. Os Estados Unidos proibiram a fabricação no começo de 2014, precedido pela Argentina em 2011 e Austrália em 2010, entre outros”, afirma Grosso. Em um lar brasileiro a iluminação representa ao redor de 15% de todo o gasto com

energia, segundo estudo de 2007 da Eletrobrás. Todavia, esse percentual deve estar mais baixo nos dias de hoje com a diminuição do uso das incandescentes e o crescimento das vendas das econômicas compactas fluorescentes e LED que duram, respectivamente, 6 e 25 vezes mais e consomem muito menos energia elétrica. Estima-se que o mercado de incandescentes em 2013 tenha sido próximo a 250 milhões de unidades. Com o fim da fabricação dessa tecnologia de lâmpada em 2016 e fim da comercialização geral em 2017, a migração irá para as compactas fluorescentes, conhecidas como econômicas, e para os modelos de LED. “Não há fontes concretas sobre o tamanho do mercado brasileiro de lâmpadas, apenas estudos de associações ou fabricantes que estimam as vendas anuais. Assim, acredita-se que as lâmpadas compactas representam hoje 200 milhões, seguidas pelas fluorescentes tubulares com 85 milhões, 20 milhões de halógenas e quatro milhões de LEDs”, finaliza Grosso.


7

MANAUS, DOMINGO, 21 DE DEZEMBRO DE 2014

Conta de luz pode sofrer reajuste no próximo ano A operação serve para que os consumidores cubram, por meio do pagamento das tarifas, o déficit deste ano do setor elétrico REPRODUÇÃO

O

diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, afirmou na última semana que a agência estuda aplicar um reajuste extraordinário sobre as contas de luz no início de 2015. A operação serve para que os consumidores cubram, por meio do pagamento das tarifas, o deficit deste ano no fundo do setor elétrico - chamado de CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), estimado em R$ 3 bilhões. O valor está relacionado com as despesas das distribuidoras com a compra de energia neste ano e que serão pagas em janeiro e fevereiro. A lógica é que a CDE cubra esse valor e que os consumidores, depois, reponham para o fundo. “É nesta ordem de grandeza, R$ 3 bilhões. Pode ser que o Tesouro repasse algum recurso também. Por isso não da para afirmar [exatamente] qual o deficit que fecharemos esse ano”, disse. Análise De acordo com Rufino, esse aumento adicional no preço da energia terá de ser analisado caso a caso. Ou seja, distribuidora por distribuidora. Portanto, não trata-se de uma decisão única com efeito para todos os consumidores. O motivo do estudo individualizado por empresa, segundo ele, está diferente da capacidade de cada uma delas absorver esses custos. Em outras palavras, se a empresa tiver uma situação de caixa boa o suficiente para fazer frente ao pagamento para a CDE e recolher o valor correspondente de seus consumidores apenas mais adiante, no momento do reajuste tarifário, a situação estará resolvida sem reajuste extraordinário. Entretanto, se a empresa não tiver condição de fazer esse adiantamento em nome de seus clientes, o reajuste extraordinário deve ser determinado pela agência no início do ano. Isso permitirá que o montante seja recolhido e depositado no fundo do setor elétrico. Além disso, a Aneel também levará em consideração a data prevista para o reajuste de cada empresa. Como esses processos são feitos anualmente, segundo calendário pré-definido, as distribuidoras que tiverem seus reajustes marcados para

O déficit no fundo do setor elétrico acumula R$ 3 milhões, justamente por isso deve haver esse aumento na tarifa de energia

o início do ano podem ser poupadas do reajuste extraordinário. A despesa adicional, nesses casos, será considerada junto dos demais indicadores analisados pela agência. Há ainda outros ingredientes importantes que serão levados em conta, como o impacto do recente reajuste de Itaipu para cada uma das distribuidoras. As empresas que contratam essa usina terão de pagar uma tarifa 46,14% mais alta a partir de janeiro, aumento autorizado também pela Aneel há uma semana. O percentual, segundo cálculos do setor, podem representar um gasto adicional de quase R$ 4 bilhões com a compra dessa energia pelas empresas. Distribuidoras Romeu Rufino reafirmou que a solução para as distribuidoras está sendo desenhada levando em conta o novo sistema de Bandeiras Tarifárias, que aumenta mês a mês o preço da energia para o consumidor, conforme o custo real do mercado. A solução vinha sendo criticada entre as empresas, já que o recurso extra foi idealizado para pagar o uso maior de térmicas e não as contas do passado. “A bem da verdade, a bandeira não foi idealizada para isso. Mas conceitualmente ela reflete o maior custo da geração e dinheiro não tem carimbo. Você tem um conjunto de entradas e de saídas. O importante é fazer uma gestão dos recursos financeiros da maneira mais adequada”, explicou Romeu Rufino. Para rebater a outra crítica das empresas, de que o valor recolhido pelas Bandeiras Tarifárias entrará para elas apenas após a data da liquidação financeira, primeira semana de janeiro, quando elas quitam seus compromissos com as geradoras, Rufino disse apenas que não irá administrar “também” o caixa dessas empresas. “Tem um desafio para se administrar quando você olha a lógica do fluxo de caixa”, completou. Segundo ele, a Aneel se reunirá com empresas de distribuição amanhã para discutir o impasse financeiro. A reunião com o Tesouro Nacional, porém, ainda não foi agendada. Por Agência Brasil


8

MANAUS, DOMINGO, 21 DE DEZEMBRO DE 2014


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Salão imobiliário - 21 de dezembro de 2014 by Amazonas Em Tempo - Issuu