MANAUS, DOMINGO, 20 DE SETEMBRO DE 2015
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POLÊMICO
O kitsch é divertido e marcante Página 6
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A hora para negociar é
agora! POR MELLANIE HASIMOTO
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negociação é, realmente, a palavra de ordem no mercado imobiliário atual. As vendedoras estão abertas para esse tipo de venda, ou as dificuldades do mercado fazem com que elas continuem ‘rígidas’ na hora de vender? Leonardo Alexandre: Hoje, a maioria das construtoras e incorporadoras da cidade estão mais flexíveis na hora de negociar. Essa flexibilidade envolve não só desconto, mas também facilidade no pagamento. O objetivo sempre será facilitar a aquisição por parte do comprador. No entanto, cada empresa conhece a sua margem de negociação, cabe ao cliente procurar o melhor negócio. Até onde vai a margem de desconto hoje, para que o corretor não fique no prejuízo? A margem de desconto cresceu para facilitar as negociações? L.A.: Considerando todas as campanhas vigentes na cidade, temos de descontos de até 27% em diferentes tipos de imóveis e localizações. As construtoras estão trabalhando com margens de descontos maiores com o intuito de atrair os compradores. Essas margens são definidas em campanhas promocionais. O consórcio é uma boa
alternativa para quem quer investir em um imóvel? L.A.: O consórcio geralmente é uma alternativa para quem pretende investir ao longo prazo e com taxas baixas, o que se torna um atrativo. A principal desvantagem é que o valor da carta de consórcio não atualiza, não acompanhando as valorizações dos imóveis. Pagar à vista é a melhor saída? Por quê? L.A.: Com a alta dos juros dos bancos, o endurecimento nas análises para liberação no crédito e os descontos atrativos, comprar à vista tornouse uma excelente opção no mercado atual. Há outras “manobras” que você indica para os clientes economizarem ainda mais? L.A.: Procurar um corretor que transmita confiança e segurança na negociação e conhecer a empresa da qual está adquirindo o imóvel. Essas atitudes evitarão que o “barato saia caro”. Quais linhas de crédito você indica para investir em um imóvel? L.A.: O comprador pode sempre começar pelo banco com o qual já possui relação, pois, provavelmente, seu gerente poderá lhe conceder tarifas melhores que as do mercado. Outra opção é através do banco com a qual a vendedora possui convênio, esses também
terá condições diferenciadas. Quais as consequências das mudanças na política de crédito imobiliário da Caixa Econômica Federal? L.A.: As mudanças na política de crédito da CEF afetaram, principalmente, imóveis usados. Nesses, a cota de liberação de financiamento caiu para 50% sobre o valor de avaliação do bem. Podemos considerar também o ligeiro aumento nas taxas e análises mais rigorosas, que dificultaram o acesso ao crédito.
Leonardo Alexandre diz que pagar à vista é a melhor opção atualmente FOTOS: DIVULGAÇÃO
Como era de se esperar, o ritmo de alta dos preços nos imóveis vem desacelerando em todo o país. Portanto, quem quer comprar um imóvel pode aproveitar a oportunidade para pechinchar. Mas, negociar pode ficar complicado. Sabendo disso, o responsável comercial pela Novacasa Imóveis, Leonardo Alexandre, dá dicas de como obter os melhores descontos.
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Como trocar lâmpadas sem correr nenhum risco de acidentes em casa Com dicas simples, evite tomar choques elétricos e sofrer acidentes mais graves por conta de uma tarefa corriqueira
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uantos choques você já tomou na vida? É difícil encontrar alguém que nunca tenha passado por essa situação. Praticamente tudo o que usamos precisa de energia elétrica para funcionar, por isso os acidentes com a eletricidade são comuns. Ela é um inimigo íntimo que habita a casa de todos, e por fazer parte do dia-a-dia merece atenção. De acordo com uma pesquisa realizada em 2006 pela Abracopel (Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade), de 250 participantes, 86% afirmaram já ter levado choque. As principais causas dos choques são: eletrodomésticos (23%), chuveiro elétrico (22%) e a troca de lâmpadas e tomadas (20%). Agora aquela lâmpada queimou e precisa ser trocada! Para ajudar milhares de pessoas que não fazem ideia de como fazer isso Paulo Tadeu, analista de produtos da Lustres Yamamura, dá seis dicas para fazer a troca de lâmpadas sem nenhum perigo.
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Faça a troca durante o dia, com a luz do sol.
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Vá até o quadro de luz e desligue o disjuntor principal – todos ou somente aquele que controla a eletricidade no ambiente onde se encontra a lâmpada queimada (uma maneira de comprovar isso é deixar alguma lâmpada acesa naquele cômodo que deverá estar apagado quando você voltar da caixa dos disjuntores).
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Use um pano para proteger as mãos. Se a lâmpada ainda estiver quente espere esfriar completamente. Cubra a lâmpada com o pano, segure no bocal e comece a desenroscar, suavemente. Retire a lâmpada e a coloque em um lugar seguro (não se esqueça de fazer o descarte correto do produto).
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Pegue uma lâmpada nova e a rosqueie no bocal suavemente (se necessário sempre segurando o bocal com uma mão e rosqueando a lâmpada com a outra). Ajuste com delicadeza.
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Vá até o quadro de luz e religue os disjuntores.
Acione o interruptor e a luz vai acender novamente.
O simples ato de trocar lâmpadas é um dos principais motivos que levam as pessoas a tomar choques
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Dicas infalíveis para vencer como corretor imobiliário FOTOS: DIVULGAÇÃO
Guilherme Machado, um dos maiores nomes do mercado, dá dicas para os profissionais aumentarem seus resultados
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e os tempos parecem difíceis aos corretores imobiliários, que sempre sofrem com uma economia repleta de obstáculos e complexidades, é preciso mudar o comportamento, inspirar-se nos grandes e seguir adiante com dedicação e foco. É isso que ensina Guilherme Machado, empresário e palestrante do ramo imobiliário que tem mais de 18 anos de experiência na área. Guilherme que atuou como profissional do segmento durante 15 anos e percorre o Brasil com mais de 20 palestras mensais com temas como Técnicas Avançadas em Vendas, motivação e os novos rumos da carreira ensina sete segredos infalíveis para que os corretores consigam aumentar as vendas. Não confundir amizade com profissionalismo “A prática nos mostra que num primeiro momento o cliente não quer comprar exatamente com um amigo, mas com um profissional apto a dar uma solução assertiva para a demanda imobiliária que ele apresenta”, ensina o empresário, que destaca a importância de escutar ativamente o cliente, para identificar quais são as reais necessidades dele. “Quando o corretor consegue se mostrar um profissional comprometido, por meio de atitudes e não apenas com palavras, o cliente passa a confiar nele e tende a ficar mais à vontade, menos armado na negociação”. Portanto, é importante que o corretor não tenha uma relação muito íntima com o cliente. “Quando não é bem gerenciada, o cliente passa a postergar a sua decisão de compra, tendo a amizade entre ambos como desculpa”.
Manter as responsabilidades bem definidas Um imóvel limpo e bem cuidado é muito mais fácil de ser vendido. Mas de quem é a responsabilidade desta manutenção: da imobiliária ou do cliente vendedor? Guilherme Machado explica que não há uma regra, mas isso deve ser devidamente definido. “O combinado não sai caro. É importante mostrar os benefícios que o proprietário do imóvel terá com este cuidado”. Quando as regras não são rígidas, o segredo é estabelecer a responsabilidade com clareza. Ter um propósito Ser corretor imobiliário pode ser cansativo e estressante, mas é importante manter sempre o entusiasmo para conquistar o cliente. Para que isso continue mesmo diante de dificuldades, o especialista destaca a importância de manter um propósito de vida. “Isso vai muito além do desejo de ganhar dinheiro, pois quem credita sua felicidade apenas ao dinheiro corre um sério risco de se frustrar”, destaca. Segundo o empresário, o propósito de vida faz com que o profissional se sinta motivado, independente do cenário no qual trabalha. Não criar expectativas Se um imóvel tem restrições de horário para visita, ou se há qualquer outro impedimento para desenvolver o trabalho, é importante que o corretor explique e seja honesto com o cliente. “Se há uma restrição, seja ela de qualquer natureza, ela precisa ser alinhada com o cliente desde o início do relacionamento”, destaca Guilherme, que valoriza a verdade sempre. “Não omita informação e não
crie expectativas que não podem ser atendidas”, ensina. Atender públicos diferentes de formas diferentes Outro fator importante é compreender quem é o público dos imóveis que são vendidos, e quais as preferências e o perfil do cliente. O profissional reforça que tanto a comunicação verbal quanto a não verbal são importantes. “As pessoas, inconscientemente, tendem a se relacionar melhor com quem se parece com elas”, destaca. É por isso que o vendedor precisa compreender seu cliente da melhor forma possível. Ter prioridades Um dos principais ensinamentos de Guilherme Machado é sobre o foco do trabalho. Muitos corretores acabam diversificando tanto as atividades que não mantêm objetivos claros, e acabam perdendo tempo. “A melhor forma de definir o foco é tendo um planejamento que permita ao corretor saber exatamente aonde ele quer chegar”, explana, que destaca a importância de definir o que é mais importante, e sugere que o corretor faça uma lista de prioridades para realizar em cada dia. “Este é um tipo de comportamento que dá ao profissional mais tranquilidade e consciência para recusar os convites que os afastam daquilo que não é prioritário”, continua o palestrante, que dá um exemplo bastan-
te comum. “Um corretor que trabalha com lançamento, se não tiver foco e nem prioridade, pode facilmente aceitar o convite de outro colega para conhecer um imóvel pronto que não tenha nada a ver com o objetivo dele”. Não ter medo da crise Guilherme Machado, que ensina o corretor a ser “quebra regras”, explica que nenhuma crise financeira deve abalar o processo de vendas. “A crise é um trampolim que irá nos impulsionar para oportunidades e conquistas jamais percebidas e vividas até então”, ensina. Segundo ele,
é importante utilizar momentos difíceis para descobrir novas formas de atuar, transformando o mercado caótico em mercado inovador. “Nestes momentos o profissional é obrigado a pensar em alternativas e soluções que possam não apenas tirá-lo do sufoco, como também reerguê-lo e fortalecê-lo”. O especialista resume que para inovar é necessário sair do piloto automático, contestando verdades a fim de aprimorar o trabalho. “Eu criei um ebook que ensina o corretor a utilizar o Periscope como ferramenta de trabalho, mas ainda existem outras formas de usar as redes sociais para vender”, esclarece.
Na hora de quebrar as regras, Guilherme reitera que apenas uma regra se mantém: a da ética, pois o corretor jamais pode colocar em xeque a sua credibilidade
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Brasileiros partem para compra de segundo imóvel nos
EUA Até agora, são mais de 30% que partiram para as compras, revela pesquisa da Associação de Corretores
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s brasileiros estão entre os três maiores compradores estrangeiros de imóveis nos Estados Unidos, segundo a Associação Nacional de Corretores (NAR). Em busca de segurança, melhor qualidade de vida e investimento seguro, investidores de vários níveis econômicos decidiram aplicar parte de suas economias no país com a moeda mais forte do mundo. No começo muitos procuravam apenas uma casa para passar férias com a família. Porém, viram o investimento dobrar de valor em menos de 3 anos. “Acabou virando um negócio da China”, brinca Fernando Bergallo, gerente de câmbio
simplificado da TOV Corretora. Sem crise Entre os anos de 2012 e 2013 a instituição intermediou a remessa para a compra de 530 imóveis. Porém o dado mais surpreendente aconteceu entre os anos de 2014 até primeiro semestre de 2015. Cerca de 30% dos que haviam adquirido em anos anteriores, ou seja, 159 investidores compraram uma segunda casa ou apartamento. “Foi um comportamento de mercado que não esperávamos. A princípio não teria sentido comprar mais uma unidade. Mas os brasileiros ficam encantados com a qualidade de vida do país”, ressalta.
O gerente de câmbio simplificado, que já coordenou o envio de remessas de mais de 1200 imóveis, explica que existem diversos motivos para este comportamento. “Muitos viram que foi um ótimo investimento, com rentabilidade entre 100% e 150% e enxergam uma nova compra como se saísse de graça. Outros estão se mudando com a família inteira para o país. Entre os que usam para veraneio, muitos compraram outra casa para seus filhos virem com as famílias. Pode ter crise para o brasileiro que investe no Brasil, mas não tem para o brasileiro que investe nos Estados Unidos”, finaliza.
FOTOS: DIVULGAÇÃO
CAMPANHA
Construtora oferece descontos A PDG promove, até o dia 30 de setembro, a campanha Setembro à Vista, que oferece descontos na compra de imóveis na planta ou prontos para morar localizados em 115 empreendimentos. Os empreendimentos estão espalhados por cidades como São Paulo (SP), Santo André (SP), Santos (SP), Taboão da Serra (SP), Americana (SP), Campinas (SP), Atibaia (SP), Jundiaí (SP), Piracicaba (SP), Ribeirão Preto (SP), São José dos Campos (SP), Sorocaba (SP), Salvador (BA), Manaus (AM), Belém (PA), Petrolina (PE), Curitiba (PR), Niterói (RJ) e Rio de Janeiro (RJ). Entre as ofertas da campanha da PDG, estão imóveis residenciais com um a qua-
tro quartos, que medem de 37 metros quadrados a 308 metros quadrados. O evento também inclui salas comerciais com 19 metros quadrados a 293 metros quadrados, além de lotes que medem de 200 metros quadrados a 360 metros quadrados. Em Manaus, o Residencial Unique Morada do Sol tem opções de três ou quatro dormitórios, entre 171 e 202 m², em duas torres com localização privilegiada, saída para várias áreas de Manaus e pronto para morar. O preço, financiado, é a partir de R$ 1.247.565, mas à vista, sai por R$ 1.114.491. Entre os atrativos está o sistema de fachada ventilada, quadra de tênis oficial, três vagas na
garagem, área de recreação, piscina e playground. Outra opção da campanha é o Coral Gables Morada do Sol, com três dormitórios, em apartamentos entre 117 e 134 m², em duas torres que incluem car wash, garage band, que sai de R$ 710.872 se for financiado, para R$ 635.046 à vista. Há, ainda, o Paradise Residencial River, cujas quatro torres estão localizadas no bairro Dom Pedro, com preço financiado a partir de R$ 351.337, e à vista a partir de R$ 313.861. O View, na Ponta Negra, sai de a partir de R$ 246.812, se financiado, para R$ 224.662 à vista. Mais informações pelo site da empresa (www.pdg.com.br).
O Residencial Unique, na Morada do Sol, tem desconto de mais de R$ 130 mil em pagamento à vista
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Arquitetando pauloricardo@pauloricardosachs.com
Glamour na decoração: um estilo sempre necessário
Quadros e um sofá confortável: indispensável
Glamour é tudo aquilo que gera magnetismo, encanta, seduz. É uma beleza sofisticada, elegante. É luxo”
vida um SPA , dentro ou fora da residencia. Em Manaus, temos os melhores na Riolax. Mas que tal uma sofisticada iluminação com os famososo cristais Swarovski, em São Paulo já encontramos, dentro de um conceito minimalista e de puro design. Indo mais adiante adentro do conceito de morar e estar, surgem os elementos principais: estofados e poltronas. Destaque para a poltrona luxuosa da Amazônia inspirado em um trono: história. Neste quesito o design brasileiro continua dando show, mostrando-se presente a cada feira feira internacional como é o caso da Saccarro que nos representou no último salão internacional de Milão, em um estande com uma linha de produtos de tirar o fôlego. Hoje a coluna pinçou algumas peças importantes e deixou espaço para as imagens falarem por si só. Luxo e Glamour, nunca faz mal. É um supéfluo necessário.
Jardim suspenso com cozinha Gourmet: Dinamismo
Atuante no mercado nacional de móveis e alta decoração
FOTOS: ACERVO PAULO RICARDO SACHS
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etalhes e glamour em projetos são importantes; alguns podem passar batidos, outros são marcantes e atemporais. O importante é ter estilo, conciliado ao luxo e bom gosto. Quadros, obras bem alinhadas e objetos nunca podem faltar. Luminárias livros, espelhos, objetos, são itens que são geralmente o objeto de desejo. Objetos como os famosos ovos Fabergé, dão um detalhe de luxo absoluto. Sofás podemos ir da Decameron Design no Brasil ou simplesmente optar por uma design internacional , como um Versace. Ou então dar um toque no seu living com a premiada luminária Cloud Lamp de Richard Clarkson, que o nome homônimo da luminária já traduz tudo. Ou então um jardim suspenso em meio a uma cozinha gourmet, simplesmente um luxo. Mas ainda pensando no estilo de
Paulo Ricardo Sachs
Cloud Lamp de Richard Clarkson: must
Spas da Riolax: luxo e prazer dentro e fora de casa
Poltrona Pagônia: Habitat da Saccaro
Caveiras: em tapetes e em paredes, indicação de tradição de luxo
Poltrona me too da Magis: luxo e glamous só de olhar
Design internacional: Sérgio Rodrigues, poltrona mole!
Sofá Capellini: design Italiano, glamour inaternacional Swarosvski: presente agora em luminárias
Um Fabergé: sinônimo de atemporal
Trono: poltrona com leitura contemporânea da Amazônia
Sofá Design Italiano: Varaschin
Parachilna: Design de Stephen Burke: irreverente e singular
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h c s t i k O é
t l u c O estilo é o oposto do clássico, trazendo ainda mais personalidade ao ambiente. Mas é preciso medir a dose POR LINDIVAN VILAÇA
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princípio é criar um visual inusitado e harmonioso a partir de elementos que aparentemente não combinam entre si. Quando empregado com sabedoria, remete à atitude, à vanguarda e à nostalgia. O kitsch é um estilo de decoração que está mais presente no dia a dia do que as pessoas
imaginam, mas que nem sempre é reconhecido pelo nome. Muito questionado na arquitetura e decoração, o kitsch nasceu a partir do fenômeno conhecido como sociedade de massa, na qual a produção artística e cultural era destinada a abranger uma parte maior da população. O kitsch é chique, cult e polêmico, é o contrário do clássico. Trata-se do resgate de peças muito utilizadas, como o pinguim de geladeira ou réplica de quadros famosos. Porém, nem sempre o kitsch é uma cópia “estranchada” ou sem originalidade de algo que já existe. Kitsch deriva de um termo alemão, que significa reutilização de objetos, referindo-se a uma estética voltada para o lúdico.
No Brasil é muito confundido com brega ou cafona, porém o kitsch baseia-se no exagero de objetos, nos contrastes e na “desaquação”. As cores predominantes neste tipo de decoração são lilás, violeta, vermelho e rosa. Pode ser melodramático, exagerado, berrante e brega, ou sentimental e folclórico. Decoração com essa estética costuma ser alegre e original, misturando texturas e cores, compondo com objetos exóticos. Os elementos mais comuns são: papel de parede com motivos geométricos, tecidos aveludados ou lustrosos, almofadas coloridas e objetos em forma de animais e frutas. Já os materiais são
bem variados, vão desde plásticos a peles sintéticas, passando pelo papel, vidro e cristal. Odiado por muitos, o estilo é admirado por quem busca uma ambientação personalizada e alternativa, com a “cara do dono”. O estilo, porém, requer cuidados por quem pretende aproveitá-lo. Afinal, a linha que distingue o “cool” e o descolado do que é cafona e brega é delicado. Segundo a decoradora Camilla Diniz, a decoração kitsch tem bastante personalidade e não agrada a todos os públicos, mas de fato é um estilo divertido e marcante que tem muitos adeptos. Apesar de singular, ele é bem eclético quando consideramos o ambiente em que vai ser inserido. O kitsch pode começar desde as paredes, utilizando cores fortes na pintura, até mesmo cores diferentes ou papéis de parede com estampa divertida, passando pelos móveis, geralmente com características de outras décadas, porém com roupagens novas,
até chegar aos objetos de decoração, cortinas e luminárias. “Tudo com muita cor e motivos inusitados, como por exemplo, estampas de frutas e folhagens na sala de estar. Para os que admiram o estilo, mas tem medo de errar ou de ficar over, o kitsch também pode ser inserido em pequenas doses em ambientes mais neutros através, quadros no estilo pop art, almofadas estampadas, sem esquecer que tudo deve ter um toque de cor, que é a característica mais marcante”, ressalta. De modo geral, o kitsch agrada quem curte a miscelânea de informações e gosta de colecionar objetos. Na decoração, o kitsch pode ser aproveitado pelos ‘garimpeiros’ de objetos carregados de histórias e lembranças, afirma Camilla. Ela conta que, sempre que possível, introduz algum elemento kitsch em seus projetos para adicionar um toque retrô e dotar de ‘alma’ os espaços.
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Muito colorido, o kitsch pode ser usado para compor um ambiente, mas sempre prestando atenção para não exagerar
Sem descartar a cafonice Além da liberdade para ousar, outra característica marcante do kitsch é a utilização de peças baratas, produzidas com materiais menos nobres (plástico, por exemplo), móveis de segunda mão, além de muitas cópias e reproduções. Pinguins de geladeira (colocados não necessariamente sobre tais eletrodomésticos), anões de jardim, flores artificiais e suvenires de viagens são ícones do estilo. Da mesma forma são os vasos e jarros em formato de frutas, esculturas de animais, anjos e santos e os brinquedos velhos. Como compor As peças são adquiridas em feiras de antiguidades, mercados de pulgas e brechós. Também podem ser herdados de família
ou trazidos de viagens. “O kitsch, quando bem dosado, torna-se ‘cult’ e descolado. A dica é não exagerar (muito) e misturar tudo com bom senso”, ensina a profissional. Uma regra que costuma funcionar é manter pisos e paredes em tons neutros e deixar que o estilo sobressaia em objetos decorativos e móveis de menores dimensões, como aparadores e mesinhas laterais cheias de “rococós”, ou seja, pelo excesso (e o abuso) de elementos decorativos. Diversão Os elementos do kitsch ao mesmo tempo em que conflitam na decoração, também criam um clima divertido e de descontração . “Podemos citar os pinguins de geladeira, jarras em formatos de frutas, cofrinho. Atualmente encontrados em lojas de decoração em várias versões. Porém, existem produtos que até bem pouco tempo não eram
apreciados e atualmente são praticamente objetos de galerias de arte, como telefones antigos, objetos de porcelanas extravagantes, abajures e geladeiras antigas“, diz Camilla. Muitas vezes, objetos e móveis que temos em casa ficam esquecidos em algum canto. Eles podem não ter uma forma ou cor, mas com uma releitura, como uma pintura colorida, o conceito muda. Para utilizar os móveis com cores vibrantes sem deixar o ambiente carregado, Camilla aconselha não colorir a casa toda. “Procure deixar sempre alguns tons neutros para mesclar o ambiente e não carregá-lo”, diz a decoradora. No geral, o kitsch não é um estilo caro. Os itens, tanto de decorações como móveis, podem ser garimpados de brechós e feiras de antiguidades e repaginados com tinta, spray e tecidos. Quanto mais original e único, melhor.
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