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Imóveis & Decor - 19 de julho de 2015

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MANAUS, DOMINGO, 19 DE JULHO DE 2015

(92) 3090-1017

Mercado sem fronteiras FOTOS: DIVULGAÇÃO

Conheça o Airbnb, um mercado imobiliário mundial online, onde é possível anunciar, descobrir e reservar acomodações únicas ao redor do mundo ao alcance de apenas um clique. Amazonenses já apostam e dão dicas sobre a tendência

Os fundadores do Airbnb, plataforma que ajuda a encontrar imóveis em mais de 190 países

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uitas vezes precisamos viajar apenas um curto espaço de tempo (um fim de semana ou poucos dias), seja para lazer ou para um evento profissional. E na hora de buscar acomodações, encontramos muitas dificuldades. Ou o preço é alto ou as condições do imóvel não são ideais. Por outro lado, quem possui um imóvel e tem interesse em disponibilizá-lo para aluguel também tem problemas, principalmente quanto à confiabilidade dos locatários. Foi pensando nisso que em agosto de 2008 foi criado o Airbnb. O Airbnb é uma mercado imobiliário mundial online, fundado por três empresários norte-americanos, Nathan Blecharczyk, Brian Chesky e Joe Gebbia, com sede em São Francisco, nos EUA. Nele, as pessoas podem anunciar, descobrir e reservar acomodações únicas ao redor do mundo, seja de um computador, de um celular ou de um tablet. A ideia é diversificar ao máximo as opções. Se você precisa de um apartamento por uma noite, um castelo por uma semana ou um condomínio por um mês, o Airbnb conecta as pessoas à experiências de viagem únicas, preços variados, em mais de 34 mil cidades e 190 países. Amazonas na lista No Amazonas, há 295 opções de hospedagem para quem vem ao Estado, com opções na capital e no inte-

rior. “Conheci o site através de colegas que eram donos de hostels e que me falaram sobre o site. Então me cadastrei e comecei a fazer uso da plataforma como cliente. Quando vi que era uma maneira de ter uma renda extra e sem as burocracias do sistema de aluguel convencional, reformamos o apartamento e anunciamos no site. O modelo de negócio é bem atrativo pela facilidade”, relata o empresário amazonense André Barroso, um anunciante local do Airbnb.

ONLINE

O site airbnb.com.br oferece dispositivos para verificar a identidade dos usuários por meio das redes sociais, além de escanear seus documentos de identidade oficiais ou confirmando informações pessoais. E nem sempre os locatários conheceram o modelo no seu país de origem. “Conheci o site através de uma amiga de Portugal que mora na Inglaterra. Ela veio a Manaus, conheceu o flutuante e me indicou o site para alugar a casa. Decidi incluir o flutuante no site pela infinidade de membros e pela facilidade em divulgar o imóvel em todo o mundo para todos os perfis de viajantes. Na primeira semana de divulgação recebi duas solicitações

e uma foi concretizada. Estou muito satisfeito e constantemente atualizo as fotos e informações”, comemora Lúcio Bezerra, empresário e músico profissional. Ótima opção no exterior O Airbnb se mostrou uma excelente alternativa, especialmente em grandes cidades no exterior. “Minha primeira experiência foi em Nova York. De hotel iria pagar uns US$ 600, usando o Airbnb gastei US$ 200, mas o principal não é o custo, e sim ter contato com um local e pegar super dicas da cidade, conhecer o povo local e conviver. Já usei o Airbnb para viajar por todo mundo, países como EUA, Venezuela, Espanha, Portugal, País Basco, França, Inglaterra, Holanda, Hong Kong, Austrália, Brasil e Suécia”, explica Maurício Silva Jr., host profissional e travel hacker. Negócio que dá retorno O modelo de negócio proposto pode dar a impressão de instabilidade, já que as altas de temporada variam de um país para outro. Mas não é o caso, de acordo com seus usuários. “Existem momentos em que ficamos sem alugar por 3, 4 meses, porém sempre aparecem pessoas interessadas e que acabam por compensar os meses sem inquilinos”, relata André Barroso. “Na Copa do Mundo recebi 33 hóspedes de todo mundo, foi uma excelente oportunidade”, explica Maurício Silva Jr.

Hóspedes pagam na reserva, e anfitriões recebem o pagamento 24 horas após o check-in


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Móveis antigos aliados a um ambiente moderno A

pós a reforma ou mudança para uma casa nova, na maioria das vezes busca-se uma decoração diferente, mais sofisticada e com móveis novos. No entanto, também pode existir a vontade de querer manter aquela estante, mesa ou poltrona da antiga decoração, seja por apego emocional ou simplesmente porque aquele móvel será útil na sala. Sendo assim, as profissionais da Eſtm Arquitetura, dão algumas dicas para quem quer manter móveis e objetos da decoração anterior em um ambiente novo. Para elas, o uso de peças antigas, muitas vezes objetos de família e de valor simbólico, como quadros, santuários, vasos de flores, pode ser feito na decoração de qualquer ambiente. “São esses detalhes que transformam o imóvel em um lar, trazendo aconchego e memórias afetivas para a casa, evitando que ela fique com uma atmosfera de vitrine”, comenta a arquiteta Erika Fukunishi. É importante salientar que quando o cliente faz questão de manter o móvel antigo, isso já é discutido durante a reunião de briefing. Quando os

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Peças antigas e objetos de família com valor simbólico podem ser usados na decoração de qualquer ambiente objetos apresentam bom estado de uso, as arquitetas até sugerem a permanência dos mesmos no novo projeto. No entanto, se os materiais são de boa qualidade e os móveis encontram-se em condições de restauro, indica-se a reforma, em portas e janelas, sendo elas de ferro ou madeira.

CONCEITO

Os detalhes que transformam o imóvel em um lar personalizado é trazer aconchego e memórias afetivas para a casa, evitando que ela fique com uma atmosfera de vitrine as vezes impersoal A inteferência de móveis antigos em espaços é uma boa alternativa na hora de compor um ambiente com personalidade

As arquitetas afirmam que o ideal é contratar um profissional para averiguar o estado de conservação da peça. Em seguida, verificar junto ao arquiteto ou designer, as características das peças e quais as possibilidades de adequação. Desta forma, harmoniza-se os móveis e objetos antigos com o ambiente a ser projetado, garantindo uma boa composição moderna e atual.

Especialistas em restauro e customização Em 2013, as arquitetas Erika Fukunishi e Thalita Miyawaki se uniram e fundaram a Eſtm Arquitetura, escritório especializado em projetos de urbanismo, interiores e arquitetônicos. Jovens e

cheias de ideais, as duas buscam atenção aos detalhes e desejos dos clientes para oferecer projetos funcionais, personalizados e agradáveis visualmente. Erika Fukunishi está formada desde 2010

pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná no curso de Arquitetura e Urbanismo e é especialista em Construções Sustentáveis pela Universidade Tecnológica do Paraná. Thalita Miyawaki,

também formada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná no curso de Arquitetura e Urbanismo, desde 2007, é especialista em Gestão Técnica do Meio Urbano.


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Não esqueça os gastos extras na compra do imóvel FOTOS: DIVULGAÇÃO

Evite o susto e entenda que os custos podem variar conforme estado e preço do imóvel, mas sempre deverão ser pagos

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compra de um imóvel nunca se resume somente ao preço efetivamente pago pelo imóvel, já que existem gastos que podem surgir inesperadamente, prejudicando o orçamento do comprador. E tem aqueles que simplesmente são ignorados e prejudicam da mesma maneira. “O consumidor precisa ter muito cuidado ao fechar um negócio, pois toda compra desse tipo tem gastos extras como taxas, impostos e custos com mudança e reforma da propriedade. Um bom planejamento financeiro antes de realizar o sonho da casa própria vai evitar aborrecimentos futuros”, alerta Marco Aurélio Luz, presidente da Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências (AMSPA). Pensando nisso, confira quais despesas você deve ficar atento para não ficar com o orçamento no vermelho: 1. ITBI Chamado Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis é cobrado pela prefeitura quando a propriedade, da casa ou apartamento é transferida. O valor, entretanto, varia conforme o município em que o imóvel está

localizado. Em São Paulo, por exemplo, a taxa é de 3%. É possível incluir o gasto no valor do empréstimo com o agente financeiro, caso o novo proprietário não consiga arcar com o valor à vista – a Caixa Econômica Federal oferece a opção, mas com limite de até 4% do crédito tomado. 2. Escritura O documento é o que torna a cessão de bens de imóveis válida na justiça, contendo informações sobre a propriedade da casa e as partes envolvidas no negócio. Apenas as pessoas que pagarem o imóvel à vista são obrigadas a pagar a escritura, pois, no caso de imóvel financiado, o contrato com o banco passa a valer como escritura temporária. 3. Registro do imóvel Quando tiver a escritura em mãos, é preciso registrálas no Cartório de Registro de Imóveis – isso garante a comprovação de quem é o dono da propriedade por lei. O valor do registro varia de acordo com cada estado e o preço do imóvel. Normalmente, é cobrado cerca de 1% do valor da casa ou apartamento. Quem adquirir a primeira moradia através do SFH (Sistema

Financeiro de Habitação) pode pagar apenas 50% do registro e incluir o custo nas parcelas do financiamento. 4. Seguros Toda a compra feita através do SFH deve incluir o pagamento de dois seguros: o primeiro para MIP (Morte e Invalidez Permanente) e outro para DFI (Danos Físicos do Imóvel); eles são pagos simultaneamente às parcelas do financiamento e, juntos, podem custar entre 3% e 5% da prestação do imóvel. Como o valor varia entre as instituições bancárias, é possível economizar caso o comprador faça uma comparação.

a parcela que o corretor de imóveis recebe, que varia de 6% a 8%. Embora os recolhimentos sejam ilegais, apenas com ele o contrato de compra é fechado – mas, após desembolsar a quantia, o comprador deve procurar auxílio jurídico para entrar com ação pedindo a restituição dos valores com as correções e em dobro. 7. Mudança O preço varia de cada transportadora e conforme a distância entre os imóveis e a quantidade de objetos a serem levados. Sites como mudanca. com e guiademudancas.com. br fazem o orçamento e comparam os valores.

5. Taxa de avaliação do imóvel É uma tarifa cobrada pelo banco que realiza o financiamento antes de conceder o crédito, para fazer a vistoria da propriedade. O valor é variável entre as instituições bancárias, mas, em média, o preço a ser pago é de R$ 2.500.

8. Reforma da propriedade ou compra de imóveis Seja o imóvel novo ou usado, algum reparo sempre será necessário – isso sem contar os móveis a serem comprados. Procure fazer uma pesquisa com os melhores preços de imóveis, mão de obra e quantidade de materiais necessários para conseguir economizar.

6. Sati e corretagem As taxas Sati cobram 0,88% sobre o preço do imóvel para o serviço de assistência técnica e jurídica. Já a corretagem é

9. Outros gastos O pagamento das certidões emitidas pelo cartório e os custos do despachante devem ser inclusos nos gastos.

Colocar tudo na ponta do lápis evita dor de cabeça no futuro


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Carlos Célio carlos@investimento.net.br

A hora do show Dando prosseguimento as fases do processo de venda de imóveis que venho abordando nos últimos artigos, hoje, vamos comentar, sobre a hora do show. O momento mágico, onde o corretor de imóveis passar ser um ator, demonstrando todo o seu conhecimento do imóvel através de uma apresentação encantadora, transmitindo informações de modo a antecipar expectativas do cliente. Uma das habilidades que o corretor de imóveis deve dominar nessa fase, é a arte de persuadir. Para sua demonstração ter sucesso, será fundamental que o roteiro da apresentação esteja na ponta da língua, você até pode se utilizar de algum recurso tecnológico para lhe dar um pequeno suporte, mais é essencial que você saiba quase tudo sobre o produto e em detalhes. Ao iniciar sua exposição, comente os pontos que mais chamaram a atenção do cliente. Em seguida, usando as mesmas palavras expressas pelo cliente na fase da entrevista, o corretor começa a destacar os principais aspectos. Use o maior número possivel de reforços visuais, como: mapa de localização, planta, folder, entre outros. Esse cuidado de ilustrar os argumentos de venda com recursos visuais facilita ao cliente fixar as informações apresentadas e ajuda o corretor, pois reforça os argumentos

Carlos Célio é corretor de imóveis e perito avaliador

e gera credibilidade. Algumas informações são de maior importância para os homens, enquanto que outras são de mais relevância para as mulheres. É sempre bom lembrar que, ao se ressaltarem os atributos do imóvel, devemse, também, ser destacados os benefícios que estas características proporcionam. Ex: “O edifício terá um salão de festas (características), que é um espaço exclusivo dos moradores, destinados a reunir parentes

e amigos, em ocasiões especiais” (beneficio). O cliente como já disse antes, não compra o imóvel, mas o que o imóvel proporciona para ele. Então fique atento aos sinais de interesse, desaprovação, confusão, dúvida, tédio ou desconforto do cliente. Eventualmente, o corretor poderá fazer alguns comentários do tipo: “Conforme salientei, veja a amplitude desta sala, a varanda goumert é integrada com a cozinha, sua esposa

poderá receber suas amigas confortavelmente, enquanto você reúne os amigos num churrasco sem atrapalhar a conversa delas e muito menos sujar o tapete da sala.” Assim, ele estará, mais uma vez, reafirmando tópicos de interesse do cliente que já foram mencionados anteriormente. Este cuidado reforça a credibilidade. Poderá, também, repetir argumentos já apresentados com palavras: imagine, conforme lhe antecipei, veja,

sinta, descubra, novo, melhor, possuir entre outras. Persuadir é o processo de influenciar o modo de pensar (atitudes) o comportamento (ações). Para persuadir, o corretor de imóveis precisa causar uma boa primeira impressão, desenvolver uma atitude positiva (autoconfiança - entusiasmo), compreender inteiramente as necessidades e os objetivos do cliente, escutar e promover um diálogo bilateral. Pense nisso! O seu futuro agradece.

É sempre bom lembrar que, ao se ressaltarem os atributos do imóvel, devem-se, também, ser destacados os benefícios que estas características proporcionam.


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ARQUITETANDO

FOTOS: ROBERTO MOITA/ ARQUIVO PESSOAL paulo@adoromanaus.com.br

Em foco: o arquiteto e urbanista Roberto Moita no Implurb Toda essa relação antropológica e cultural é que serve de fundo e deverá nos mover na direção da criação do que será uma arquitetura contemporânea, urbana, amazônica, ao mesmo tempo planetária, porque o mundo do século 21 nos colocou numa rede única e de conexões globais, de múltiplas possibilidades de trocas culturais. Como foi sua decisão de dar um tempo na sua carreira na iniciativa privada e se engajar na administração pública, na Prefeitura de Manaus? Manaus é uma cidade que me acolheu de forma generosa em 1988, quando recém-formado, vim para cá iniciar a minha carreira. O espaço profissional que essa cidade me proporcionou, fez com que eu me sentisse devedor em dar uma contribuição; o melhor espaço para isso era o engajamento em missões públicas. Então veio o convite do prefeito Artur Neto, em novembro de 2012, para assumir a presidência do Instituto de Planejamento Urbano, que se encaixou de forma coerente com meu espírito de entender que o arquiteto e urbanista tem missões a cumprir na área pública, como o ordenamento urbano, o desenvolvimento de potencialidades, sua vocação de cidade florestal, industrial, engajada em fluxos internacionais de economia, cultura e arte. Quais seriam então as principais missões à frente do Instituto de Planejamento Urbano? Mapeamos as deficiências de Manaus e chegamos de imediato nas questões dos espaços públicos, de oferta de lazer gratuito, mobilidade urbana e transporte, centro histórico, que se encontrava ocupado de forma descontrolada e irregular, por cerca de 2 mil vendedores ambulantes; que faziam com que não se enxergasse futuro alvissareiro nesta região. Diante desse cenário, o que o IMPLURB propôs como enfrentamento dessas questões tão desafiadoras? O Implurb sozinho não tem a missão nem a capacidade de enfrentamento dessas questões. Todas elas são multidisciplinares, envolvendo esforço, integração de ações de planejamento, além de investimentos de grande porte como é o caso do transporte, da mobilidade e do centro histórico. Ao Implurb cabe o papel de funcionar como central de inteligência urbanística, visando articular as ações de diversas secretarias, e ao mesmo tempo propor projetos e

planos que possam agregar estas grandes questões. Em relação ao Centro histórico mencionado como um dos grandes desafios da cidade, o que é que foi e o que está sendo proposto? Primeiramente enfrentar o ordenamento e a desocupação das calçadas. Para isso montamos um grupo de trabalho, com outras seis secretarias. Estabelecemos um plano de ação para desocupação ordeira, democrática, dialogada e definitiva, dos ambulantes das calçadas. A idéia foi construir galerias populares, centros de comércios em que os vendedores se instalassem de forma definitiva, oferecendo um futuro como microempreendedores. Isso envolveu a formalização deles, treinamento para visão empresarial, e esforços de investimento do Município para a construção dessas galerias, que resultou na definição de três destinos para esses microempreendedores: a Galeria do Espírito Santo, Galeria dos Remédios que terá uma segunda etapa com saída para a rua dos Barés, e o Shopping do T4, maior infraestrutura e fica na Zona Leste. Em paralelo, retomamos o engajamento da Prefeitura de Manaus no Programa PAC Cidades Históricas, em parceria com o Governo Federal, o Iphan e o Ministério da Cultura (MinC). Nesse programa incluímos um pleito para 10 projetos, entre eles três de recuperação de edifícios , e todos os outros de recuperação de espaços, praças e logradouros públicos , que é uma de nossas prioridades: a requalificação das áreas públicas do Centro histórico. Quais seriam os mais importantes projetos do PAC Cidades Históricas? Mais importantes são aqueles que criam área contínua recuperada entre o conjunto arquitetônico do Paço Municipal e Praça Dom Pedro ao conjunto arquitetônico do Mercado Adolpho Lisboa. A intenção é que tenhamos um espaço público com características históricas recuperadas, pavimentação das calçadas, paralelepípedos, o reapareci-

Proposta para Matriz: história e urbanismo

Matriz: Decada de 30

Roberto Moita um arquiteto referência: junto a arte que coleciona

Paulo Ricardo Sachs atuante no mercado nacional de móveis e alta decoração

O Implurb sozinho não tem a missão nem a capacidade de enfrentamento dessas questões. Todas elas são multidisciplinares, envolvendo esforço, integração de ações de planejamento, além de investimentos de grande porte.

Matriz em outro ângulo: Decada de 30

mento dos trilhos d o bonde, recuperação das praças contíguas a esse espaço, especialmente a Praça da Matriz, Praça Tenreiro Aranha e Praça Adalberto Valle. Isso proporcionará um ambiente histórico contínuo, onde prédios públicos e particulares estarão recuperados, com as características do espaço urbano histórico. E essas obras todas, qual o estágio em que elas se encontram e quando poderemos sentir essas mudanças no Centro histórico? Essas obras estão em fase de licitação ou homologação. Neste verão começam as obras na Eduardo Ribeiro, na Matriz e nas praças Adalberto Valle e Tenreiro Aranha. Obras que vão começar a mostrar a transformação pela qual passa o Centro histórico e o seu soerguimento como área de berço da cidade, com a nossa história escrita em pedra, cal, tijolo e verde, porque o centro é; desde quando nasceu a região mais arborizada de Manaus, o que nos emociona em particular. Sabemos que a nossa geração tem uma dívida com a história dessa cidade. E o prefeito Artur Neto, de forma muito lúcida, sempre nos chama à reflexão de que se não fosse enfrentada a questão do centro e sua recuperação, de nada adiantaria fazer outros esforços na cidade como um todo. Em contraste ao seu job no IMPLURB, você é um arquiteto com uma série de projetos realizados, inclusive com repercussão internacional, pergunto: quais são suas referências, o que anima o teu trabalho de arquiteto e

urbanista que você hoje desenvolve na Prefeitura? A minha formação é baseada no estudo e na compreensão histórica do desenvolvimento da Arquitetura Brasileira, entendida como a arte e a técnica de projetar e construir o habitat de nosso país. O Brasil tem uma origem muito forte na arquitetura portuguesa e colonial, com lições de simplicidade, coerência, racionalidade, entre os séculos 16 e 19. Depois tem um grande legado da modernidade, do século 20, particularmente a partir da sua implementação nos anos 1930 e 1940. Existe toda uma produção lastreada nos grandes mestres Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, Vilanova Artigas, Lina Bo Bardi, irmãos Roberto, Rino Levy, Affonso Eduardo Reidy etc. e outros de uma geração intermediária, como Paulo Mendes da Rocha, Severiano Mário Porto, João Filgueiras Lima etc, que são as grandes referências de quem reconhece essa produção modernista. O que importa como desenho dos lugares, sejam públicos ou privados é o olhar atento sobre essa realidade, sobre seus lastros de cultura, de artel de história, de ocupação, de território, de enfrentamento, de vivência e convivência com a natureza ora hostil, da floresta tropical, ao mesmo tempo acolhedora, essa mesma floresta. É a compreensão do clima e das suas relações. É a compreensão da alma desse povo amazonense, manauara, amazônico e brasileiro, que é um povo da informalidade, que tem uma grande alegria de viver, e que apesar de todas as dificuldades tem um otimismo permanente, que nos espelhamos.

Na proposta da E.Ribeiro: arborização preservada

Proposta Matriz: urbanismo, preservação da história e paisagismo

Visão noturna do projeto: integração e história preservada

Eduardo Ribeiro na década de 30: bondes, história a ser preservada

Eduardo Ribeiro: outra tomada de ângulo

Proposta Eduardo Ribeiro: linhas limpas e contemporâneas


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Organize a bagunça FOTOS: DIVULGAÇÃO

Na correria da vida moderna, cada dia mais as pessoas que buscam profissional que dê soluções funcionais para arrumar suas vidas, seja no lar ou na rotina como profissional. Confira dicas para deixar seu home office impecável!

STENIO URBANO

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ara muitas pessoas, dar um fim a bagunça e organizar a sua própria vida parecem tarefas quase que impossíveis. A correria do dia a dia, as pressões do trabalho, as preocupações com a família... Há milhares de motivos para adiar a arrumação da casa! E é aí que entra a figura de um profissional que vem trazendo alívio para quem corre contra o tempo: o personal organizer. Com suas técnicas de otimização de espaços, essas pessoas são uma verdadeira mão na roda para quem quer soluções práticas para a organização da casa. Em grande parte, as pessoas que buscam este tipo de profissional estão à procura de soluções funcionais para arrumar sua vida, seja em casa ou profissional. “Os clientes são empresários, profissionais liberais, donasde-casa, homens e mulheres que valorizam o bem-estar pessoal e o lar, a carreira e a praticidade no dia-a-dia”, explica a personal organizer Lizyane Lima. Atuando na área desde 2005, a profissional sabe bem como é praticamente se perder no meio do caos de uma

casa, ainda mais com duas crianças. No entanto, com paciência e praticidade, a tarefa de tentar orientar as pessoas de modo a fazer com que elas consigam organizar as suas próprias vidas é gratificante. “A organização é essencial nos dias de hoje. Diferente da arrumação, a organização é baseada em técnicas que auxiliam na otimização do espaço, no conforto, praticidade, produtividade e qualidade de

PRATICIDADE

O trabalho do personal organizer consiste em encontrar soluções de armazenamento de objetos utilizando técnicas, lógica e produtos organizadores de forma que facilite a visualização de cada um deles. vida”, afirma. De acordo com Lizy, o profissional que se dedica a organizar a vida alheia é treinado ajudar ou assessorar pessoas na organização doméstica, pessoal e profissional. Ele está habilitado a organizar toda a casa e adequar tudo aos gostos e ao estilo de vida de seus clientes.

Necessidade básica Além das técnicas, um personal organizer pode apresentar, também, produtos organizadores, soluções para cada ambiente da casa e escritório, que são definidos de acordo com o perfil de cada um. “Hoje, no mercado, há diversos produtos disponíveis para organizar a sua casa, sua vida pessoal e profissional”, afirma Lizyane. Conforme sua experiência, Lizy diz que a perda de tempo é uma das maiores consequências de uma vida desorganizada. “Tem gente que vive perdendo as chaves dentro da própria casa, o que causa atraso, mau humor. Há quem perca documentos, causando o atraso no pagamento de contas. A desorganização de qualquer tipo rouba um bem precioso do ser humano, que é o tempo”, observa. Quem opta por trabalhar em casa, diz Lizy, pode seguir alguns passos a fim de não perder o foco e conseguir manter o home office organizado. “A vida pessoal precisa se adaptar às atividades profissionais, e isso nem sempre é fácil. A família e a maior dificuldade para quem trabalha em casa. Sem falar que com toda a tensão do lar/trabalho pode causar problemas de saúde e de relacionamento”, garante.

Não se perca em meio ao caos! Seu home office pode ficar embaixo de uma escada, no quarto ou na garagem, mas é importante que você delimite o espaço. Este é o seu local de trabalho e deve parecer como tal. Limpe, organize e mantenha seu escritório em ordem. Organize todos os elementos antes de começar a rotina de trabalho

para evitar distrações. Aviso Crie um cartaz com essa palavra e cole no computador ou na porta do cômodo que usa como escritório. É uma forma de avisar ao resto da família que está trabalhando quando estiver nesse espaço.

Organize a semana Às segundas, tente fazer uma lista de tarefas que precisa realizar na semana. Reserve um tempo e um dia específicos para cumpri-las. Dessa forma, você conseguirá entregar suas tarefas nos prazos estabelecidos, ou calcular se precisará de horas extras para fazê-las.

Lizyane Lima explica a diferença entre arrumar um ambiente organizá-lo de forma prática


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Um dilema: ainda vale a pena ter piscina em casa? FOTOS: DIVULGAÇÃO

Mercado de piscinas ainda está em alta em Manaus, mas é importante procurar a orientação de um profissional

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verão amazônico não perdoa com suas temperaturas que chegam próximas aos 40ºC. Por conta disso, nada melhor do que se refrescar em uma piscina, certo? E, apesar da crise que assola o país, e mesmo com os diversos balneários espalhados pelo estado, a conveniência de ter uma piscina em casa ainda atrai muita gente. Por conta disso, o mercado de vendas e construção de piscinas continua aquecido, com o aumento nas vendas que superam as expectativas dos empresários da área. De acordo com Sadi Adelar, proprietário da franquia iGui Amazônia, o aumento nas vendas nesse período de calor intenso supera os 24%. “É nessa época que oferecemos promoções e créditos especiais para a compra de piscinas. Há a possibilidade de parcelar em até 24 vezes, com valores diferenciados”, afirma. Adelar diz, ainda, que a maioria das pessoas que busca a aquisição de piscinas nesse período, investe em um local para lazer, como sítios e balneários. “Existe uma demanda pontual para cada residência na cidade. Porém, com as facilidades de pagamento e acesso cada vez mais práti-

co, o consumidor também se vê motivado a colocar uma piscina em seu sítio. Desta forma, o local de lazer fica igualmente valorizado, como a residência, tornando-o um investimento”, completa. Por conta disso, o empresário afirma que ainda vale a pena ter uma piscina em casa, caso seja o desejo do cliente. “É válido investir em uma piscina, porque vivemos em um mundo cheio de compro-

CASO A CASO

Antes de desenvolver um projeto, o ideal é analisar o perfil da família ou das pessoas que vão utilizá-la, bem como para que finalidade, por isso é sempre bom consultar um profissional capacitado. missos, desafiador. Qualidade de vida e convívio familiar são bons motivos para fazer esse investimento”, pontua Sadi Adelar, informando, ainda, que sua gama de cliente vai desde pais buscando diversão para crianças, passando por atletas, idosos, e até mesmo piscinas especiais para casas e apartamentos de alto luxo.

Decisão Decidido se vale ou não uma piscina em casa, é a vez de escolher os materiais. O mercado apresenta diversos modelos e tamanhos, e cada projeto pode ser adequado ao bolso e ao gosto do cliente. De acordo com o arquiteto e urbanista Jean Faria, o material em que a piscina será construída depende de alguns fatores importantes, como espaço, durabilidade, gastos, entre outros. “Hoje qualquer pessoa pode ter uma piscina em casa, mas o que se deve entender é como cuidar do espaço, seguindo a orientação de um profissional qualificado, para fazer a construção e manutenção correta dos reservatórios”, afirma o profissional. Faria ressalta, ainda, que a escolha do terreno influencia – e muito! – na hora de pensar em investir em uma piscina. “O tipo de terreno influencia. Terrenos difíceis requerem piscinas de materiais como concreto armado, por conta do suporte que a estrutura rígida oferece e, mesmo quando esvaziada, não sofrerá deformações. Dessa forma, esse tipo é indicado para terrenos arenosos, como praias, alagadiços, ou em lajes”, explica. A piscina de alvenaria, acrescenta o arquiteto, precisa de

um terreno mais estável, pois se esvaziada pode não suportar o peso e rachar. Por isso, nada de colocá-la em terrenos alagados ou próximos a lençol freático. As de vinil seguem o mesmo parâmetro que as de alvenaria na questão da contenção da terra. “As de fibra também precisam de um solo estável, mas antes da sua instalação o terreno pode receber uma camada de cimento ou concreto para nivelação e estabilidade da terra, antes da colocação da areia e no final da própria piscina”, observa. Cuidados Tirando a piscina de fibra e a de vinil, que já possuem um produto impermeabilizante na sua estrutura, todos os outros tipos de piscinas devem ser impermeabilizados. Esse processo é muito importante, pois garante a durabilidade do material e evita o aparecimento de fissuras no revestimento, fungos, desgaste pela umidade e envelhecimento do concreto. “A impermeabilização é feita antes do acabamento final com a colocação do azulejo, das pastilhas, da manta de PVC entre outros. Mas nada impede que, na reforma, o material seja impermeabilizado”, conclui Jean Faria.

Qualidade do material da piscina é um dos fatores decisivos

A escolha da piscina ideal Piscinas de concreto Apesar da durabilidade, atualmente não é mais tão procurada. Os cuidados vão desde a higiene até o uso de materiais que podem propiciar o acúmulo de sujeira, fungos e bactérias e que dificultam a limpeza. Piscinas de fibras Mais populares, têm sido buscadas pela facilidade na manutenção. Cuidados na manutenção são simples

por se tratar de superfície lisa, e são fáceis de limpar, além de não propiciarem tanto acúmulo de sujeira, fungos ou bactérias. Piscinas de vinil Podem ser feita em qualquer tamanho e formato e também para qualquer finalidade (residencial ou comercial), basta verificar qual o tipo de vinil mais adequado para cada piscina.

EXPEDIENTE EDIÇÃO Mellanie Hasimoto Guto Oliveira

REPORTAGEM Fred Santana

Stenio Urbano

FOTOS Arquivo EM TEMPO

REVISÃO Dernando Monteiro

DIAGRAMAÇÃO Adyel Vieira

TRATAMENTO DE FOTOS Klinger Santiago


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Imóveis à venda lideram a busca dos brasileiros na internet A análise é feita a partir do banco de dados da plataforma Imovelweb, que recebe mais de 5 milhões de visitas mensalmente em seu site

Quando o assunto é locação, os apartamentos correspondem a 54% das buscas, de acordo com portal especializado no ramo

U

m levantamento realizado no mês de junho pelo Imovelweb, um dos principais portais do mercado imobiliário do País, aponta que os brasileiros têm buscado mais por imóveis à venda do que para locação, com 56% versus 44%, considerando a média nacional. Atualmente, o portal oferece mais de 1 milhão de ofertas de imóveis no Brasil. A liderança na busca por imóveis à venda, quando se faz um recorte por região, fica com o sul e o norte, representando 64% das pesquisas. O sudeste e o nordeste vêm em seguida, com 54%. Por último, está o centrooeste com 52%. Em relação ao tipo de imóvel para compra, os brasileiros buscam mais por apartamentos (61%) do que por casas (27%). Terrenos, prédios comerciais e outros tipos de empreendimentos somam os 12% restantes. Quando o assunto é locação, os apartamentos correspondem a 54% das buscas, enquanto as unidades comerciais somam 32%. A busca por ‘casas’ representa 14% das pesquisas em nível nacional.

FGTS

Injeção de R$ 5 bi em crédito imobiliário A decisão do conselho curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de ampliar de R$ 800 milhões para R$ 5 bilhões os recursos destinados ao financiamento habitacional dentro do programa pró-cotista, com redução do teto do valor do imóvel financiado de R$ 750 mil para R$ 400 mil, foi bem recebida pelas entidades que representam construtoras e empresas do setor imobiliário porque atenua a escassez de recursos para financiamentos. A linha de crédito prócotista é voltada a trabalhadores que tenham conta no FGTS há, no mínimo, três anos e oferece condições facilitadas: não prevê limite de renda e juros de 7,66% a 8,5% ao ano, mais Taxa Referencial (TR). Apesar das facilidades, essa linha representava muito pouco no total do crédito imobiliário. No ano passado, os financiamentos imobiliários com recursos da poupança somaram quase R$ 113 bilhões e os da linha pró-cotista, R$ 800 milhões.


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