1
MANAUS, DOMINGO, 13 DE SETEMBRO DE 2015
3090-1017
Apesar do grande investimento em tecnologia para a área de segurança em condomínios, algumas medidas simples e práticas são fundamentais POR FRED SANTANA
U
ma das maiores preocupações do cidadão hoje é segurança, principalmente no seu círculo familiar. Não é por acaso que cada vez mais se investe alto em segurança para moradias. Quem convive em condomínios possui uma preocupação extra: manter a sensação de segurança convivendo com desconhecidos. Apesar de todo aparato tecnológico já inventado para aumentar a segurança deste tipo de ambiente, especialistas afirmam que duas coisas simples são essenciais: guaritas e sistemas de comunicação. Claro, com um toque de modernidade. Hoje já estão disponíveis sistemas com acesso ao celular ou tablet que permitem ao morador acompanhar à distância as câmeras de segurança do condomínio, além da biometria e fechaduras magnéticas. Para o coordenador de condomínios da Apsa (www.apsa. com.br), João Ferraz, as guaritas são indispensáveis para condomínios muito grandes, com áreas abertas e próximas a áreas de risco. “Um espaço construído estrategicamente, observando localização, iluminação, ventilação e outros promove maiores condições para o desempenho da função, pois além de estar com visão privilegiada, o segurança fica também protegido das variações climáticas e possíveis ameaças”. No aspecto proteção dos funcionários, a estação deve ficar localizada em área que o permita observar o ambiente sem ser observado. Vidro blindado, vidro espelhado, portas abrindo somente de dentro para fora, CFTV, alarme de pânico e outros recursos são aliados importantes para aumento da eficiência. “Cada condomínio possui uma necessidade específica quando falamos em segurança. O importante é fazer uma
análise de riscos, contemplando, inclusive, tempo de fuga, rota, proximidades de cabines da PM e etc. Este estudo é que determinará o que se precisa ter de tecnologia para uma segurança eficaz e eficiente”. Ferraz lembra, ainda, que porteiros não podem acumular a função de seguranças. “Sua atenção é voltada ao atendimento aos moradores e é importante treiná-lo para auxílio na observação de qualquer ato suspeito. O porteiro é peça fundamental no auxílio de segurança. No entanto, sua atividade está relacionada a outros fins. É cada vez maior o aparato de tecnologias para proteção, e quantos mais recursos usados, melhor. Mas o fator primordial que faz a diferença ainda é a consciência de moradores e porteiros também”, diz. Sem constrangimento É cena comum do dia a dia, moradores que na hora de entrar ou sair, deixam pessoas estranhas passarem também por se sentirem constrangidos de dizer que não as conhecem e que não pode deixá-las passar. Mas esta é atitude correta do morador. Jamais deixar desconhecidos ter acesso ao espaço interno do condomínio. “Há prédios que ficam sem porteiro, ou os porteiros saem para manobrar carros ou fazerem alguma outra coisa. Se calhar do bandido entrar na hora que o porteiro saiu da recepção, já era. Eles podem subir”, afirma. Há muitos treinamentos para porteiro quando o assunto é segurança. É de vital importância que eles entendem sua função e jamais deixem a portaria sem outra pessoa em seu lugar. “Mas este tipo de ensinamento deve ser feito constantemente. Basta passar algum tempo que as pessoas relaxam. Conscientização deve ser feita com frequência e, sobretudo, aos novos empregados e moradores do condomínio”.
Dicas para quem vai viajar 1 - Verifique bem a tranca de todas as portas e janelas. 2 - Avise ao síndico e vizinhos que estará de viagem. Deixe contatos de celular, casa ou hotel onde pode ser encontrado. 3 - Peça a alguém para limpar a fachada e retirar jornais e correspondências, pois o acúmulo deles sinaliza que a casa está vazia. 4 - Desligue a campainha e o telefone, pois assim evitará que todos que passam por lá percebam que não há
pessoas em casa. 5 - Instale uma luz de vigia, que acende quando está escuro. 6 - Cuide de outros itens para que sua casa não tenha que ser aberta. Feche bem a saída de gás de fogões e aquecedores, olhe todas as torneiras e chuveiros e feche registros. 7 - Desligue também aparelhos eletrônicos como televisores, ventiladores e outros que possam ficar fora da tomada.
Para os especialistas, as guaritas, se bem projetadas, podem auxiliar muito o trabalho da equipe de segurança do condomínio
FOTOS: DIVULGAÇÃO
Como deixar seu condomínio mais seguro
2
FOTOS: DIVULGAÇÃO
MANAUS, DOMINGO, 13 DE SETEMBRO DE 2015
A maioria dos chuveiros elétricos possui uma vazão a partir de 3,1 l/min, enquanto os outros têm vazão a partir de 8,4 l/min
Economia de água no banho Estudo demonstra que o chuveiro elétrico, uma invenção brasileira, apresenta melhor custo/benefício entre as opções do mercado. Ou seja, o aparelho consome menos porque a vazão da água é menor no processo de aquecimento
E
m tempo de crise hídrica, a indústria brasileira de chuveiros elétricos revisitou o estudo do Centro Internacional de Referência em Reuso de Água (Cirra), da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), que demonstra que o chuveiro elétrico apresenta consumo de água menor que os demais sistemas de banho com aquecimento. Isso pode ser constatado nas etiquetas que todos os chuveiros trazem, com aval do Inmetro e do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel). Desde 1984, a indústria de chuveiros elétricos participa de forma voluntária do Programa Brasileiro de Etiquetagem, que orienta o consumidor no ato da compra, deixando claro os consumos de água e energia elétrica de cada produto. Nestas etiquetas há a informação que a maioria dos chuveiros elétricos possui uma vazão a partir de 3,1 l/min. Assim, qualquer modelo de chuveiro elétrico será uma excelente escolha para a economia e preservação da água, esse recurso cada vez mais escasso e valioso. O chuveiro elétrico consome menos, basicamente, porque a vazão da água é menor
no processo de aquecimento, além dele possuir um aquecimento instantâneo, no qual não é necessária a mistura de água fria junto à água aquecida para um banho confortável. Somado a isso, não há perda de água fria contida na tubulação, o que é um problema grave que ocorre nos outros sistemas de aquecimento, quando o usuário tem que esperar a água quente vir do sistema até a ducha. Em relação ao consumo de energia, a informação também está disponível na etiqueta Procel, que destaca a capacidade do chuveiro elevar a temperatura da água na potência mínima e máxima do aparelho, e o respectivo consumo médio mensal de energia elétrica. Para cada situação É importante que fique claro para o consumidor, também, que há chuveiros específicos para cada necessidade. Esta avaliação depende do clima da região onde se mora. Um banho confortável possui uma temperatura média de 40°C, por isso a potência do chuveiro ideal varia conforme a necessidade de aumentar a temperatura da água. Por exemplo,
quem reside no Norte do país, que possui o clima mais quente o ano todo, deverá optar por um chuveiro com potência menor para esquentar a água da tubulação residencial, assim gastará menos energia. São indicadas, portanto, as classes de potência de A a C do Inmetro, contidas na etiqueta do chuveiro. Entretanto, quem mora no Sul e Sudeste do país, com temperaturas mais frias, vai precisar de um chuveiro com potência maior para elevar a temperatura até os ideias 40°C . Ou seja, o segredo para comprar um chuveiro elétrico é comparar a classe de potência e quanto cada modelo pode aquecer a água, o quanto cada um consome de energia e decidir qual deles atende melhor às suas necessidades. Além disso, os chuveiros que possuem controle eletrônico de temperatura, que não precisam ser desligados para deixar a água mais quente ou fria, também representam uma ótima opção para economia. Os aparelhos oferecem a escolha da potência que o consumidor preferir, além de segurança, conforto e uma maior precisão para graduar o aquecimento da água.
3
MANAUS, DOMINGO, 13 DE SETEMBRO DE 2015
garimpam mercado imobiliário brasileiro Com a alta do dólar, fundos buscam cada vez mais oportunidades de investimento no Brasil
O
descompasso no setor imobiliário brasileiro tem chamado a atenção de fundos locais e estrangeiros, que estão atrás de oportunidades semelhantes às que encontraram na crise do subprime nos Estados Unidos, em 2008, e na que atingiu a Europa nos anos de 2012 e 2013. A venda de uma carteira de até R$ 100 milhões de unidades da Viver Incorporadora para a Polo Capital, gestora brasileira, estaria entre os negócios mais recentes. Com a alta do dólar, fundos estrangeiros não param de garimpar oportunidades, que vão desde imóveis residenciais até unidades comerciais. A canadense Brookfield Properties investiu mais de R$ 2 bilhões, no mês passado, em quatro imóveis em São Paulo e no Rio de Janeiro da BR Properties, e continua com apetite. A americana Blackstone também está atrás de novas oportunidades, mesmo depois de adquirir dez ativos imobiliários da BR Properties e de suas subsidiárias, por R$ 1 bilhão. A lista de interessados inclui ainda grandes fundos de pensão, como o Canada Pension Plan (CPP) e o PSP Investments, que já investiram em galpões industriais em 2014. “O contexto macroeconômico e da indústria de construção gera oportunidades para fundos estrangeiros que olham o país”, disse Nicolas Malagamba Otegui, diretor da PwC Brasil, especialista em setor financeiro. De acordo com ele, dois modelos estão sendo estudados: aquisição de unidades em estoque com desconto para venda posterior ou financiamento, tendo o estoque como garantia da operação. Momento certo Para o sócio da firma de auditoria e consultoria Grant Thornton, Daniel Maranhão, o interesse dos investidores, principalmente de estrangeiros, pode ser positivo para as companhias nacionais do setor imobiliário. “Há empresas que podem obter capital com a chegada de investimentos estrangeiros, ou por meio de uma oferta de compra por uma pequena fatia da companhia ou com entrada em projetos específicos. Do ponto de vista do investidor estrangeiro, esse pode ser o momento, com o dólar alto e os preços baixos no Brasil, de entrar no mercado”, disse Maranhão. Segundo uma fonte de mercado, o preço dos ativos tem sido uma questão delicada, já que os fundos estrangeiros chegaram a comprar imóveis nos EUA com 70%. “O cenário aqui é totalmente diferente. Os descontos no Brasil devem chegar a, no máximo, 35% sobre preços reais de negociação”, afirmou. No acordo da Brookfield com a BR Properties, por exemplo, as unidades teriam sido adquiridas com um desconto médio de 20%, segundo outra fonte.
A gestora de recursos Exxpon tem buscado descontos de 50% em suas operações com unidades prontas em grandes quantidades. No entanto, a firma costuma oferecer um prêmio às construtoras e incorporadoras caso o preço de revenda atinja um determinado patamar das projeções iniciais. “É uma maneira de aproximar as expectativas”, afirmou o sócio Jonathan Franklin. Outra estratégia da companhia é o financiamento de construtoras para a compra de terrenos, em troca de imóveis ou participação no empreendimento. A Exxpon investe capital da Lamb Partners, a gestora de investimentos da família do bilionário norteamericano Neil Bluhm. Nos últimos meses, a firma realizou operações, no Brasil, de R$ 120 milhões em ativos imobiliários, principalmente residenciais. Mas já está em negociação para compra de galpões e edifícios comerciais. “Gradualmente, o mercado tem caminhado para vendas maiores”, disse Evaldo Lima, que é um dos sócios. Entre as grandes incorporadoras que já foram sondadas está a Gafisa.
COMENTÁRIOS A Viver informou que, neste momento, a companhia não se manifestará sobre o interesse de investidores por seus ativos. A Polo Capital também preferiu não comentar a respeito do tema “Alguns fundos estrangeiros e locais nos procuraram com mandatos relacionados à compra de estoque e/ou participação em projetos”, disse a empresa em nota. No entanto, até o momento, nenhuma negociação evoluiu. Segundo a incorporadora, o interesse é também de pessoas físicas e não apenas de fundos. Na mira No mercado, duas empresas são consideradas mais suscetíveis a propostas de investidores: Rossi e PDG Realty. Ambas contam com assessores financeiros que podem conciliar um a possível resistência das empresas e a pressão por descontos dos investidores. “Estudamos todas as operações, mas até o momento, nenhuma se mostrou interessante”, disse a Rossi. Por meio de sua assessoria de imprensa, a empresa afirmou ainda que continua focada também na desmobilização e venda de ativos, que no ano já acumulam recebimentos de R$ 75 milhões, e é uma das alavancas no processo de redução do endividamento, além do repasse de clientes para os bancos.
DIVULGAÇÃO
Fundos estrangeiros
4
MANAUS, DOMINGO, 13 DE SETEMBRO DE 2015
Retração imobiliária por conta de rebaixamento O
rebaixamento no rating soberano do Brasil pela agência de classificação de riscos Standard & Poor’s é mais um fator de retração no mercado imobiliário e de construção civil, afirmou o presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes. O executivo disse que a perda do grau de investimento aumenta as incertezas nos empresários e eleva os custos de captação de recursos, podendo inibir os investimentos. “Já estava difícil e, agora, as empresas terão cautela dobrada. Para os compradores, é semelhantemente negativo. Todo mundo lê como uma má notícia”, afirmou o executivo. Para novos projetos, como lançamentos imobiliários, o rebaixamento é mais um fator para a retração, o que inclui também as dificuldades macroeconômicas. O executivo não acredita, entretanto, em um grande impacto no programa Minha Casa, Minha Vida, por ser uma área prioritária como educação e saúde. “Tem outras áreas que podem ser cortadas. É preciso que a retirada do grau de investimento aumente as discussões sobre o tamanho do Estado e a ineficiência da elevação de impostos”, afirmou.
Minha Casa, Minha Vida O governo federal anunciou na última quinta-feira (10) mudanças no programa, entre as quais uma nova faixa de renda para famílias aderirem ao programa, o aumento das taxas de juros e a ampliação dos valores dos imóveis que podem ser financiados. A proposta foi apresentada pela presidenta Dilma Rousseff a representantes de movimentos sociais ligados à moradia e empresários da construção civil, em reuniões no Palácio do Planalto. O valor limite da renda da primeira faixa do programa, que não tem juros e conta com maior subsídio, aumentou de R$ 1,6 mil para R$ 1,8 mil por família. Conforme previsto, o governo criou um grupo de renda intermediário, chamado de Faixa 1,5, que vai atender a famílias com renda de até R$ 2.350 mensais, que terão subsídio até R$ 45 mil. Melhorias na infraestrutura das casas também foram anunciadas pelo governo, por meio de nota do Ministério das Cidades. As unidades habitacionais terão acréscimo de 2 m² em suas plantas (passando para 41,6 m² para casas e 47,5 m² para apartamentos), paredes com maior espessura e lajes.
DIVULGAÇÃO
Para o Secovi, a perda do grau de investimento eleva os custos de captação de recursos, podendo inibir investidores
Para o presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes, a perda do grau de investimento aumenta as incertezas nos empresários
5
MANAUS, DOMINGO, 13 DE SETEMBRO DE 2015
Arquitetando pauloricardo@pauloricardosachs.com
Leila Barakat: 30 anos de arquitetura, design e consolidação
H
técnico, a inovação, pesquisa constante, gerando desta forma maior valor para os clientes. Expertise e um grande relacionamento com Manaus contemplam estes 30 anos de profissão. Destacam-se a implantação de apartamento modelo e áreas comuns decoradas no mercado imobiliário, tornando-se referência em projetos alto padrão. Leila transita pelo tempo sem necessariamente pertencer ao passado, futuro ou presente. Elegante, austera, primorosa, sofisticada, inovadora. Seus clientes sabem bem disso. Adjetivos que podem descrever parcialmente a
Acredito que a classe B começa a voltar seus olhos para um novo conceito de mercado de luxo, pela qualidade do mobiliário exclusividade no design, aliado ao conforto”
trajetória profissional de Leila Barakat, que juntamente com seu amável parceiro e sócio João Pedro Figueiredo, mostra em cada projeto que executa.Indecifrável neste case é se A arquienxergo uma grande teta Leila mulher na retaguarBarakat da de um grande homem ou se vejo um grande homem na retaguarda de uma grande mulher. Alegre, carismática, cheia de energia positiva, criativa por demais e por tanto arrebatadora com seus clientes. Por sua vez, Leila Barakat, mulher e profissional de gosto aguçado pelo design, arte e arquitetura também de interiores: tem foco do cliente e não foco no cliente. Cria projetos que inspiram, emocionam e revelam necessidades muitas vezes ocultas em seus
Atuante no mercado nacional de móveis e alta decoração
clientes. Leila possui marca, identidade própria em seus projetos. Excessos não são permitidos em seus projetos, ela os define como elemento de mau gosto. Planejamento? É o ponto de partida para um projeto, seja ele low fare, seja ele de luxo. Leila possui um grande dom, que é acima de tudo amar a arte, seja em um Lalique, seja em uma Tarcila do Amaral, seja um Jandr Reis. Portanto, tornam-se fáceis suas escolhas. Enxerga de forma tridimensional, conseguindo visualizar o ambiente pronto. Consiência sustevável e expertise tornam esta profissional ímpar e à frente de nosso tempo, uma mestre com conteúdo para compartilhar, uma carreira brilhante, com muitos trabalhos reconhecidos, mãe, companheira, uma grande gourmet, afável, uma profissional que tem o reconhecimento de nossa Manaus. Vida longa e próspera a Leila e Figueiredo. FOTOS: ANA CLAUDIA JATAHY E PAULO RICARDO SACHS
á exatos 30 anos, os arquitetos Leila Barakat e João Pedro Figueiredo chegaram à cidade de Manaus, convidados por uma grande empresa nacional, com o objetivo de desenvolver projetos. Não imaginavam que Manaus seria a cidade da acolhida. E então, em 1990, no início da operação do primeiro shopping, a arquitetura de interiores era um nicho de mercado desconhecido, o qual Leila se identificava. Os cursos de arquitetura eram inexistentes. Então, escritório de arquitetura cresceu. Hoje, conta com uma equipe de vinte profissionais qualificados e multidisciplinares como arquitetos, designers, técnicos e estagiários, para atender o mercado de arquitetura comercial, interiores e obras. O trabalho de Barakat e Figueiredo - Arquitetos Associados tem como foco a elegância, o atemporal, domínio
Paulo Ricardo Sachs
Residência no Jardim das Américas: riqueza no paisagismo e nas linhas arquitetônicas
Lobby do Onyx: parceria com a Cristal Engenharia
Lavabo: elegância presente também
Luminiotécnico competente: presente em todos trabalhos
Residência no Ephigênio Sales: atemporal e chic
Sala de reunião de advogados: linhas sinuosas e limpas
Na formatura: 30 anos de arquitetura e urbanismo
A arte: sempre valorizada com elegância nos projetos de Leila
Sala de uma médica: os detalhes fazem a diferença
Arte, luz, ambiência em só espaço
6
DIVULGAÇÃO
MANAUS, DOMINGO, 13 DE SETEMBRO DE 2015
Cresce número de imóveis retomados por bancos Um dos motivos para a retomada é a utilização da alienação fiduciária em contratos de financiamento ligados ao SFH
A
falta de pagamento de prestações do financiamento pode levar os bancos a retomarem imóveis. De acordo com dados da Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo (Arisp), somente na cidade de São Paulo, 517 deles foram retomados ano passado, o que significa o maior número desde 2004. A previsão é de que este ano não deve ser diferente, já que, de janeiro a julho de 2015, 334 unidades foram retomadas na capital paulista, o que equivale a 64% do total registrado em todo o ano passado. Este cenário não é muito diferente no restante do país, conforme a Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH). De acordo com o diretorexecutivo do escritório de representação da ABMH no Rio de Janeiro, Sérgio Rodrigo Campos Monteiro, um dos motivos para a retomada dos imóveis é a utilização da alienação fiduciária em contratos de financiamento
ligados ao Sistema Financeiro da Habitação (SFH). “Atualmente, a maioria dos contratos de financiamento são feitos com base na Lei 9.514/97, que trata da alienação fiduciária de bens imóveis. Embora tenha sido criada em novembro de 1997, sua utilização ganhou força em meados da década passada, e este é um dos primeiros reflexos dessa forma de garantia: a grande facilidade da execução da dívida e retomada do imóvel pelo banco em caso de inadimplência”, explica. Segundo a lei, passados 30 dias do início da inadimplência, o banco pode iniciar a execução extrajudicial do contrato. “Nessa hipótese, é obrigatória a notificação pessoal do devedor (via cartório) para pagar o débito no prazo de 15 dias. Passado esse prazo, o registro de propriedade do imóvel é transferido para o nome do banco, que, em seguida - já como novo proprietário - tem que levar o imóvel a dois leilões públicos. E se não existirem arrematantes,
o imóvel fica definitivamente com o banco, em pagamento da dívida (prestações vencidas e saldo devedor)”, esclarece Sérgio Monteiro. Ele explica que, como se trata de uma execução extrajudicial, ou seja, sem passar pelo crivo do Poder Judici-
NA LEI Segundo a lei, passados 30 dias do início da inadimplência, o banco pode iniciar a execução extrajudicial do contrato, e é obrigatória a notificação do devedor para pagar o débito no prazo de 15 dias ário, é possível requerer a anulação do procedimento na Justiça ou uma indenização pela diferença entre o valor real do imóvel e o valor da dívida. “Mas não é uma tarefa fácil e cada caso deve ser analisado isoladamente. A dica é não deixar que che-
gue nesse ponto. Se houver dificuldade no pagamento de alguma parcela, o ideal é procurar o banco ou entidade de defesa da classe e negociar, ou - numa saída mais drástica - vender o imóvel, quitar o financiamento e assim não perder tudo que investiu”. Alternativa Para os contratos do programa Minha Casa, Minha Vida, ainda existe a alternativa do Fundo Garantidor, que cobre o pagamento das prestações por até 36 meses dependendo da faixa de renda. Mas existem desvantagens, conforme Sérgio Monteiro. “O mutuário tem que comprovar o desemprego ou a perda da renda no momento da assinatura. Além disso, o Fundo não paga a prestação: ela é incorporada ao saldo devedor e cobrada ao final do financiamento. Ou seja: se o prazo inicial era de 240 meses e o beneficiado utilizou o fundo por 12 meses, o novo prazo será de 252, e assim por diante. É bom lembrar
que sobre essas prestações incidirão os mesmos juros e correção monetária do restante do financiamento”, diz. O diretor da ABMH ressalta que o importante é não ficar de braços cruzados diante dos contratos que não possuem a cobertura do Fundo Garantidor. “Uma alternativa é pedir a utilização do FGTS para pagamento das prestações em atraso. Embora esta saída não seja aceita diretamente nas agências bancárias, basta que o trabalhador faça o requerimento na via judicial para conseguir o benefício e, assim, evitar a perda do imóvel”, completa Monteiro. Além de perder o imóvel, o consumidor pode arcar com outro prejuízo: a perda dos valores pagos. De acordo com Sérgio Monteiro, a lógica adotada pelos agentes financeiros é a seguinte: “O banco não vende imóveis, no financiamento habitacional, o mutuário toma um empréstimo financeiro (como outro qualquer) para aquisição de um imóvel, o qual é dado em
garantia da dívida. Assim, no caso de inadimplemento das prestações, o banco credor executa o débito, levando o imóvel dado em garantia a leilão. No leilão, se não houver nenhum interessado (arrematante) ou se o maior lance for menor que a dívida, não haverá nenhum valor a ser repassado ao mutuário”. Segundo a lei 9.514, após 30 dias do vencimento de uma ou mais parcelas, o banco pode iniciar o procedimento de execução. Entretanto, a maioria dos contratos prevê que a execução só pode começar em caso de atraso de três ou mais prestações. “Nesse caso, vale a regra mais benéfica ao consumidor. O banco não tem praticamente nenhum risco de ficar no prejuízo. Quando o imóvel vai a leilão, o valor da arrematação é utilizado para quitação integral da dívida (prestações vencidas e vincendas) e se não houver arrematante, ele fica com o bem e pode, em seguida, vendê-lo como outro imóvel qualquer”.
DIVULGAÇÃO
NOVIDADE
Prolongador regulável para escadas O Prolongador Maxx é inovador por ser 100% regulável. Trata-se da primeira solução em guarda-corpo e escadas do mercado a ter esta tecnologia, o que possibilita que imperfeições ou desníveis das paredes sejam contornados ou então que o vidro seja ajustado no ângulo ideal para acompanhar o formato do ambiente e respeitar fielmente o projeto. Na hora de construir ou reformar, o visual proporcionado pelo Prolongador Maxx deixa o ambiente mais sofisticado e diferenciado, ao propor um design leve e mo-
derno pelo uso dos vidros. O prolongador da Ideia Glass se destaca ainda por sua segurança, pois suporta até 200 quilos, sendo que a resistência depende do local de fixação. Por isto, na hora de aplicá-lo, é recomendável que eles sejam anexados a paredes de concreto maciço. Outros tipos de paredes podem recebê-lo, desde que sejam utilizadas buchas corretas para cada tipo de parede. O próprio kit do produto oferece estas buchas. Permitindo a regulagem da distância entre a parede e o vidro e causando
um visual leve e sofisticado, estes prolongadores podem atingir uma distância de 8 mm a 25 mm. Sua proteção emborrachada não danifica as novas paredes e escadas que acabaram de ser reformadas e garante que os vidros fiquem intactos. A Ideia Glass está presente no mercado de kits e ferragens para boxes e oferece kits que valorizam todos os ambientes por sua beleza e elegância. Suas soluções em produtos têm forte apelo decorativo, modernizando espaços diversos que requerem beleza e sofisticação.
Esse é o primeiro prolongador 100% regulável do mercado que se ajusta a diferentes projetos
7 FOTOS: DIVULGAÇÃO
MANAUS, DOMINGO, 13 DE SETEMBRO DE 2015
Projeto de iluminação bem pensado dá destaque aos espaços, assim como pode, também, ser o protagonista do ambiente
POR MELLANIE HASIMOTO
H
á pouco tempo, as pessoas não davam importância para a iluminação. Escolher a luminária ou a lâmpada era o suficiente. No entanto, hoje a iluminação é considerada um dos elementos mais importantes de qualquer ambiente. O mercado brasileiro dispõe de tecnologias avançadas em luminárias, lâmpadas, equipamentos e sistemas, o que permite proporcionar percepções de iluminação mais eficientes e funcionais. De acordo com Paulo Tadeu, analista de produtos da Lustres Yamamura, para um bom projeto de iluminação é indispensável a análise das fontes de luz naturais e artificiais. “A luz natural é protagonizada durante o dia, enquanto à noite essa função passa para fontes de luzes artificiais. A iluminação dessas duas fases distintas deve ser pensada para que a iluminação esteja sempre de acordo com as necessidades do espaço a ser iluminado”, explica o profissional. Se usada de forma racional, a iluminação apresenta uma série de benefícios. Dessa maneira, uma boa iluminação faz com que aumente o rendimento do trabalho, por exemplo, gerando diminuição dos erros e acidentes, contribuindo para um maior conforto, bem-estar e segurança dos indivíduos que dela dependem na realização das tarefas do dia a dia. A iluminação artificial é destinada para diferentes espaços, sejam eles residenciais ou comerciais. “Podemos citar dois tipos de iluminação: a ‘geral’, que pode ser direta (luminárias com fontes de luz visíveis) e indireta (luminárias que usam o teto ou as paredes como refletores); e ‘dirigida’,
de efeito de luz (luz própria para a criação de momentos especiais, como eventos ou festas), para tarefas (ideal para leitura) e de destaque (iluminação que destaca pontos específicos da arquitetura e decoração)”, explica Tadeu. Ocasiões É preciso ficar atento à disposição das luzes no espaço para que haja a correta distribuição da luminosidade. Parece simples, mas pode surgir dúvidas quanto a qual elemento escolher. Lustres, embutidos ou pendentes? Qual é a diferença entre eles? A arquiteta Eliane Mesquita dá dicas de quando e como usar cada um deles e explica as características das mais utilizadas. “Entende-se por iluminação técnica as peças que cuidarão de iluminar efetivamente os ambientes, ou seja, o projeto luminotécnico desenvolvido pelo profissional especificará corretamente cada tipo de luminária e cada tipo de lâmpada adequada ao uso de cada ambiente. Elas podem ser tanto embutidas no forro de gesso quanto sobrepostas à laje. E a iluminação poderá ser tanto difusa quanto direta”, pontua a profissional. Por outro lado, diz Eliane, pendentes, lustres, arandelas, abajures e luminárias de mesa fazem parte da iluminação decorativa. “Quando desejamos conferir um detalhe especial a uma mesa de jantar podemos utilizar desde lustres de cristais mais tradicionais de marcas como Baccarat até pendentes mais modernos assinados por renomados designers nacionais e internacionais à disposição no mercado”, completa a arquiteta, ressaltando, também, que as luminárias decorativas podem exercer o papel de protagonista no décor.
Uma lâmpada para cada necessidade As lâmpadas também possuem diferentes tipos de tonalidade, que são determinadas pela temperatura de cor que as constituem, proporcionando conforto visual para o usuário, gerando ótimos efei-
tos, tanto para os espaços internos como externos.
banheiros, ambientes hospitalares e outros.
- Lâmpadas com aparência de cor azulada: passam a sensação de ambiente frio, dinâmico e limpo. Indicado para locais como cozinha,
- Lâmpadas com aparência de cor branca: iluminam o ambiente de forma natural, sem interferir ou modificar as cores originais.
- Lâmpadas com aparência de cor amarelada: passam a sensação de ambiente quente, aconchegante e calmo. Indicado para locais como sala de estar, quartos, hall e outros.
Na arquitetura de interiores, há a iluminação técnica e a iluminação decorativa, por isso é preciso fazer um projeto adequado
EXPEDIENTE EDIÇÃO Mellanie Hasimoto Guto Oliveira
REPORTAGEM Fred Santana Mellanie Hasimoto
FOTOS Arquivo EM TEMPO
REVISÃO João Alves
DIAGRAMAÇÃO Adyel Vieira
TRATAMENTO DE FOTOS Klinger Santiago
8
MANAUS, DOMINGO, 13 DE SETEMBRO DE 2015