MANAUS, DOMINGO, 12 DE ABRIL DE 2015
(92) 3090-1017
Vendas na web A tecnologia tem ajuda na venda e compra de imóveis em Manaus. Corretoras estão se especializando na técnica
C
ada vez pessoas usam sites e aplicativos (app’s) no celular para comparar ou alugar imóveis. Comodidade e rapidez são apontadas pelos internautas como ponto positivo na hora de comprar e alugar um imóvel. Só no link “imóveis”, do site nacional OLX, por exemplo, há 6.356 imóveis entre casas e apartamentos que estão com anúncio de venda ou locação. Para venda, os preços variam de R$ 170 mil para uma casa no bairro Alvorada 2, Zona Oeste, até um apartamento de R$ 850 mil em um condomínio na Ponta Negra, também na Zona Oeste. No aluguel, os preços variam de R$ 600 mensais para uma casa na Cidade Nova 1, Zona Norte, até um galpão no Distrito Industrial, Zona Sul, por R$ 8 mil por mês. Quem procura um imóvel para vender ou alugar aponta que com os app’s ou sites é possível fazer uma visita on-line, o que permite uma avaliação prévia. O aluno de doutorado em entomologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Patrik Barcelos (26), é natural de Vila Velha (ES) e mora em Manaus há 3 anos. Para ele, a busca por um apartamento foi mais fácil usando o site.
“Achei mais fácil no sentido de ter uma noção de locais que eu poderia procurar algo. Locais que no primeiro momento, eu não procuraria. Também há a facilidade de comunicação com as pessoas que oferecem os imóveis”, disse. Facilidade para quem procura um imóvel, mas também para quem tem presa em alugar. Segundo a relações públicas
BUSCA
Aplicativos e sites de Manaus estão oferecendo o serviço de venda e aluguel de casas e apartamentos, como forma de facilitar a vida do interessado como visita ao ambiente de forma virtual Thalita Vale (33), o retorno foi rápido após publicar o anúncio de aluguel do seu imóvel na internet. “Baixei o aplicativo e anunciei. Em seguida, comecei a receber ligações e consegui locar a casa em três dias. Foi impressionante”, ressalta. Para a contadora Lindomar Oliveira (54), as negociações via internet permitem o contato direto entre o dono do
imóvel com o comprador ou futuro inquilino, mas lembra que é preciso ter orientação jurídica. “O retorno é muito rápido. Você faz tudo de graça, coloca fotos e dados. Isso elimina a figura do corretor, mas nesse caso, eu fiz o contrato com ajuda do meu advogado que me orientou”, afirma. Negócios De “olho” nesse público a empresa C&Castro Imóveis possui um aplicativo local para formar uma rede de corretores e clientes no intuito de consolidar as vendas em Manaus. De acordo com o corretor Jorge Ayub, o app da empresa (c&castroimóvies) já possui mais de dois mil downloads no Play Store – loja virtual para android - e uma oferta de 900 imóveis que também estão disponíveis no site (www. cecastroimoveis.com.br). Ainda segundo ele, o aplicativo e o site são ferramentas que servem para atrair clientes, cada vez mais exigentes. Uma nova ferramenta já está sendo usada para que o cliente tenha uma visão geral do imóvel. “O cliente escolhe um ou mais imóveis tanto pelo site ou app e, em seguida, ele marca a visita. Isso facilita a procura e até a comunicação entre clientes e corretores que ficam on-line”.
A procura está cada vez maior por apps e sites que facilitem a vida do locador, dando informações mais completas
Acesso a links e vídeos on-line Ayub afirma que, também a partir do aplicativo ou site, o cliente pode acessar links com os vídeos dos imóveis e em alguns casos, já é possível ver vídeos com imagens feitos por drones. “A partir do app terá um link para o Youtube e assim, o cliente poderá ver o vídeo com uma visão diferenciada. Nós temos imagens feitas pelo drone de dentro do
apartamento, saindo pela varanda e mostrando o edifício em uma visão panorâmica. Antes, na mídia tradicional, o cliente sequer tinha acesso a uma foto da fachada casa, por exemplo”, explica. Empresa A C & Castro Imóveis é uma empresa de comercialização e consultoria de imóveis
em Manaus e oferece aos clientes lançamentos imobiliários residenciais e comerciais em Manaus e Miami (EUA). A empresa atua ainda para facilitar financiamento bancário para seus clientes e conta com uma consultoria jurídica que identifica todo histórico do imóvel e documentação necessária para a consolidação do negócio.
FOTOS: REPRODUÇÃO
Empresas especializadas usam a internet para interagir com clientes e apostam nos apps e sites para consolidar negócios
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Manaus Sossego do interior próximo a
U
m empreendimento que atente clientes que querem o sossego do interior, mas que não abrem mão de uma infraestrutura compatível com as grandes cidades. É com esse conceito que o grupo Constrói, responsável pelo residencial Monções de Açutuba, já conseguiu vender 505 de 575 lotes desde o lançamento em fevereiro deste ano. Os lotes são de 500 metros quadrados, próximos a praia de Açutuba, em Iranduba, interior do Estado. Ele está localizado no quilômetro dois da estrada Vicinal da Serra Baixa. O acesso principal é por meio da Rodovia Carlos Braga, também conhecida como AM-452. A previsão é
grar o projeto arquitetônico com a natureza do local. “Nós sempre obedecemos as leis ambientais, tudo é certificado pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) e pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Na preservação da floresta o residencial tem cerca de 20 mil metros quadrados de área verde. Na frente dos lotes também tem área verde e na pista principal o projeto prevê um canteiro central de cinco metros para que haja arborização”, afirma. Empresa Com 30 anos de credibilidade no mercado nacional, possui empreendimentos em diversas partes do país. Todos são projetados e planejados para gerar conforto e bem estar. Possuem área de preservação ambiental. São totalmente legalizados e o financiamento pode ser direto com a incorporadora ou com o banco de sua preferência. Os interessados podem conseguir mais informações por meio dos telefones (92) 3367-2865 ou 98208-3851, e também pelo site oficial do empreendimento (www. constroiimobiliaria. com.br/portalconstroi/moncoesAcutuba)
Localização:
Vicinal da Serra Baixa, KM-02 – Iranduba AM
MONÇÕES DE AÇUTUBA
O Monções de Açutuba, do grupo Constrói, une tranquilidade do interior com infraestrutura de cidade grande
entregar os primeiros lotes em 2016 e toda obra em 2018. De acordo com o autor do projeto e corretor, Carlos Gomes, os clientes receberão os lotes com pavimentação asfáltica, sistema de águas pluviais, esgoto, água e energia elétrica. De acordo com ele, a ideia do projeto se deu pela necessidade crescente de clientes que querem fugir dos grandes centros urbanos. “Então seja para morar ou para passar o fim de semana, o Monções de Açutuba está a menos de 40 quilômetros da capital. Com isso, proporcionamos ao nosso cliente a possibilidade de ter sua chácara a poucos minutos de Manaus”, explica. Os lotes do residencial Monções de Açutuba custam R$ 53 mil à vista, mas há a possibilidade de parcelamento com entrada de R$ 3.180 e mais 180 parcelas de 276.78 com início de pagamento de 90 dias. A entrada também pode ser parcelada em três vezes sem juros. “Queremos possibilitar aos clientes da Constrói um acesso melhor a praia. É um loteamento aberto para facilitar o acesso aos preços, mas que possivelmente no futuro pode ser loteamento fechado. Dos 575 lotes só temos 70 disponíveis, todos documentados”, disse Gomes. Ainda segundo ele, há uma perspectiva de valorização dos lotes. “Para se ter uma ideia, o residencial Amazonas 1 que fica antes da ponte (Rio Negro), também do grupo Constrói, custava R$ 20 mil, cada lote, e hoje esse valor é quatro vezes maior. Essa é a expectativa para o residencial Monções de Açutuba”. Gomes afirma que o empreendimento também trabalha com o conceito de inte-
Acesso oficial Principal: Rodovia Carlos Braga AM 452 Quantidade de lotes: 575 unidades.
Área do terreno:
386.321,00m² Área Verde e de Proteção: 19.617,53m²
Área Institucional:
39.523,75m² Avenida principal Castanheira: 20,0m
Canteiro central: 5,0m Passeio: 2,5m de cada lado Pista de rolamento: 2 x 5,0m
Ruas: 10,5m Pista de Rolamento: 6,0m Passeio:
2,0m de cada lado
EXPEDIENTE EDIÇÃO Bruno Mazieri
FOTOS Arquivo EM TEMPO
DIAGRAMAÇÃO Adyel Vieira
REPORTAGEM Bruno Mazieri Daniel Jordano
REVISÃO Dernando Monteiro
TRATAMENTO DE FOTOS Adriano Lima
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Compra de imóveis novos
cai em SP A Região Metropolitana de São Paulo também registrou queda na compra
A
compra de imóveis novos na cidade de São Paulo caiu em fevereiro, mantendo a tendência de queda registrada em janeiro, segundo pesquisa do Sindicato do Mercado Imobiliário (Secovi-SP). Em fevereiro foram vendidas 732 unidades residenciais, uma redução de 25,4% em relação ao mesmo mês no ano anterior. Na comparação com janeiro deste ano, a queda foi de 0,7%. As vendas se concentraram principalmente em imóveis de dois dormitórios (330 unidades, 45% do total). Foram movimentados R$ 408 milhões em fevereiro de 2015, segundo a pesquisa, valor 21% menor que o de fevereiro de 2014. “O menor número de dias do mês de fevereiro, o Carnaval e as expectativas negativas com relação à macroeconomia derrubaram os níveis de confiança dos consumidores e dos empresários. O reflexo é perceptível no fraco desempenho das vendas e dos lançamentos”, diz Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP. Região A região metropolitana de São Paulo também registrou queda na compra de imóveis novos. Na Grande SP foram comercializadas 486 unidades em fevereiro, uma retração de 46,3% em relação a fevereiro de 2014 (905 unidades). Assim
SINAPI
Índice fica em 0,23% em março O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pela Caixa Econômica Federal, ficou em 0,23% em março deste ano, taxa superior ao índice de 0,18% do mês anterior. Segundo dados divulgados, o Sinapi acumula taxas de 0,62% no ano e 5,26% em 12 meses. O custo nacional da construção civil ficou em R$ 916,85 por metro quadrado. A mão de obra teve a maior alta mensal de 0,28%, passando a custar R$ 418,79 o metro quadrado. Materiais de construção tiveram uma inflação de 0,19%, chegando a um custo por metro quadrado de R$ 500,16. Entre os estados, 19 deles registraram alta do custo da construção, com destaque para o Maranhão (2,42%) e para o Rio Grande do Sul (1,54%). Não houve variação de preços no Cearáe, mas houve queda de preços em sete estados, entre eles, Pernambuco (-0,35%). Por Agência Brasil
como na capital, as vendas nas cidades da região metropolitana se concentraram em imóveis de dois dormitórios (229 unidades, 47% do total). Por Agência Brasil
Foram movimentados R$ 408 milhões em fevereiro de 2015, segundo a pesquisa. Valor 21% menor que no mesmo mês de 2014
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Contratos de aluguel
crescem em São Paulo Em janeiro do ano passado, o crescimento no número de locações foi de 28,5%
O número de constratos passou para 29,7% neste ano, diz pesquisa
O
número de contratos de locação residencial assinados no Estado de São Paulo subiu 29,7% em janeiro deste ano, na comparação com dezembro, segundo dados do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP). Ao todo, foram pesquisadas 1.183 imobiliárias em 37 cidades paulistas. “Janeiro é o mês em que, tradicionalmente, muitas famílias se mudam por causa da troca de escola dos filhos ou de emprego e há também a chegada às cidades com grandes universidades e faculdades dos jovens
aprovados nos vestibulares, o que cria uma demanda extra”, diz José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP. Em janeiro do ano passado, o crescimento no número de locações foi de 28,5% sobre dezembro de 2013, e de 16,4% em janeiro de 2013 em relação a dezembro do ano anterior. A locação residencial subiu nas quatro regiões pesquisadas: 45,3% na capital, 25,4% no litoral, 24,6% no interior e 9,06% na Grande SP. Valores A comparação dos valores médios dos alugueis em janeiro desse ano ante o mesmo período de 2014 aponta para um redução
bairros periféricos e 9,88% nas áreas centrais. de preços no Estado. Em bairros de áreas nobres, a queda foi de 4,6%, passando de R$ 2.263 em janeiro de 2014 para R$ 2.159 em 2015. No caso dos imóveis situados em bairros da área central das cidades, a queda no aluguel médio foi de 3,9%, com o valor caindo de R$ 1.178 para R$ 1.132. Nos bairros de periferia, a retração do aluguel foi menor, de 2% – o valor passou de R$ 884,9 para R$ 867,5. Perfil O aluguel de casas e aparta-
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PARIS
mentos com valores de até R$ 1.000 foi o mais firmado em janeiro no Estado, representando 56,2% das novas locações contratadas. As casas somaram 53,9% do total, e os apartamentos, 46,1%. As mesmas imobiliárias que alugaram esses imóveis receberam de volta outras 1.527 unidades, o equivalente a 71,8% do total de novas locações no mês. Os locadores concederam aos novos inquilinos descontos sobre os aluguéis inicialmente pedidos de, em média, 7,9% nos imóveis de áreas nobres, 8,1% nos de
Inadimplência A inadimplência nas imobiliárias pesquisadas pelo Creci-SP aumentou 3,9% em janeiro. Ela estava presente em 2,82% dos contratos em vigor em dezembro e chegou a 2,93% no mês seguinte. A maioria dos proprietários (60,6%) , preferiu o fiador como meio de se garantir em caso de inadimplência. A segunda modalidade de fiança mais adotada foi o depósito de três meses do aluguel, presente em 18,8% dos contratos, seguida pelo seguro de fiança (13,5%). Outros 6,6% optaram pela caução de imóveis e 0,6% não exigiriam nenhuma forma de garantia para a locação.
Carlos Célio carlos@investimento.net.br
Domicílios crescem em ritmo acelerado
O hotel é localizado em um imóvel de 1875, sendo refeito e decorado por Philippe Maidenberg
Hotel Boutique atrai brasileiros Os hotéis boutiques vêm fazendo muito sucesso por seus dois principais diferenciais que todo o mundo deseja: a exclusividade e o atendimento personalizado. Esse conceito de hotel nada mais é que um estabelecimento intimista e especializado em oferecer experiências únicas para hóspedes que buscam a tranquilidade de uma pousada, o conforto de um resort e um tratamento diferenciado em todos os detalhes da hospedagem. Normalmente possuem um número reduzido de quartos, porém oferecem uma infraestrutura completa de lazer e serviços, todos repletos de muita personalização e muito luxo. O Hotel Boutique Le Six, inaugurado em 2008 e localizado no bairro de Rive Gauche, margem esquerda do Rio Sena,
perto dos magníficos Jardins de Luxemburgo, entre o bairro dos Artistas de Montparnasse e Saint German des Prés, atende aos quesitos citados, além de muitos outros. Ganhador dos prêmios Tripadvisor Premio Travellers’ Choice e Tripadvisor Certificado de Excelência por quatro anos consecutivos e por esse mesmo período, o hotel está entre o Top 10 de Paris, de um total de 1794 hotéis na cidade. Instalado em um imóvel haussmaniano de 1875, inteiramente refeito pelo arquiteto-decorador Philippe Maidenbeg, que aliou a arte contemporânea ao espírito e estilo parisiense, o hotel encontra-se em uma rua calma e residencial, ideal para quem busca tranquilidade, longe do alto trânsito de turistas do
centro de Paris. Cercado de bons restaurantes e cafés, o hotel também está ao lado de três linhas do metrô, possibilitando fácil acesso aos principais pontos turísticos. São apenas 10 minutos até a famosa Torre Eiffel, 15 minutos do Arco do Triunfo e do Museu do Louvre. Com apenas 41 quartos, os hóspedes podem escolher entre quatro estilos: Clássico, Superior, Luxo e Suíte. Todos com pisos e móveis de madeira, revestimento espanhol no banheiro, amenidades da L’Occitane, TV tela plana, ar condicionado, frigobar, secador de cabelo, roupões, chinelos e cofre. A diferença fica no tamanho, decoração e vista. Entretanto, todos com o mesmo nível de charme, luxo e sofisticação.
Um estudo realizado pelo IBGE mostra a síntese de indicadores sociais da população brasileira trás informações valiosas para o mercado imobiliário. De acordo com o estudo, em 2013, o número de domicílios particulares permanentes captado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD, do IBGE, foi de 65,3 milhões sendo que destes 55,9 milhões estavam localizados em áreas urbanas. Isto significa que o percentual de domicílios urbanos chegou a 85,6%, mantendo o padrão de urbanização dos últimos anos. Os indicadores de adensamento, isto é, o número médio de pessoas por domicílio e por dormitório, registraram variação regional moderada. No Brasil, o número médio de moradores por domicílio foi de 3,1, com destaque para a Região Norte onde havia 3,6 pessoas por domicílio, influenciado por Amazonas com 3,9 pessoas por domicílios e pelo Amapá com 3,8 pessoas por domicílio, enquanto no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro foi registrada a menor razão entre habitantes e domicílios, 2,8. Os dados derrubam teses de alguns “achistas” que se dizem especialistas em inteligência imobiliária. Alguns afirmavam que havia uma demanda reprimida, induzindo as incorporadoras a lançar empreendimentos, que em curto prazo foram abortados ou estão sendo comercializados a preço de custo. Tanto é que o estudo revelou que o número total de domicílios vem se expandindo em ritmo superior ao crescimento da população. Enquanto a população brasileira cresceu 9,8% entre 2004 e 2013,
o número total de domicílio particulares no Brasil cresceu 25,1% no mesmo período. Esse processo impacta a expansão da oferta de habitações com acesso a serviços básicos e é influenciado por fatores diversos, que vão desde as mudanças demográficas da população (queda das taxas de fecundidade, envelhecimento populacional, mudanças nos arranjos familiares) até os fatores econômicos (aumento do rendimento médio da população, crescimento econômico, dinâmica do mercado imobiliário e do setor de construção civil, expansão do crédito e programas de habitação popular). Outra informação contida no estudo, é sobre a vulnerabilidade, de cada quatro moradias alugadas nos centros urbanos do Brasil, uma consome mais de 30% do orçamento dos inquilinos, segundo dados do IBGE coletados em 2013. Quando os moradores têm renda per capita inferior a meio salário mínimo, a proporção é ainda mais perversa: metade destina ao menos 30% da sua renda para o aluguel. Um valor de aluguel que corresponda a uma parcela elevada do rendimento domiciliar pode indicar uma situação de vulnerabilidade, na medida em que os gastos com moradia estarão comprimindo a renda disponível para satisfazer outras necessidades da unidade domiciliar. Talvez agora, as incorporadoras façam estudos sérios e competentes, para analisar as necessidades de habitação da população, caso não queiram perder o extraordinário lucro obtido nos últimos anos.
Carlos Célio é corretor de imóveis e perito avaliador
Os indicadores de adensamento registraram variação regional moderada. No Brasil o número médio de moradores por domicílio é de 3,1, sendo na Região Norte de 3,6 pessoas”
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ARQUITETANDO
paulo@adoromanaus.com.br
Paulo Ricardo Sachs atuante no mercado nacional de móveis e altadecoração
Refletivo azul habitat com proteção solar
Loja dos Espelhos: referência em vidros
Uma das inúmeras aplicações com segurança: arquitetura
Instalações fabris onde é feito o processamento para temperar o vidro
A Loja dos Espelhos (LDE) é uma empresa tradicional em Manaus com 35 anos de atuação, atendendo os consumidores no mercado. Inovou ao trazer para o Amazonas a fabricação do Blindex, marca líder em vidros temperados com 60 anos de tradição no mercado. O complexo fabril, localizado na Compensa, possui certificações e normas de fabricação, que gera segurança a quem especifica em seus projetos e a quem compra, proporcionando um prazo curto de entrega e assistência técnica local. A Blindex busca constantemente novas tecnologias que agreguem mais segurança a seus clientes, como por exemplo, o lançamento da película de segurança adicional, no caso de grande impacto o Blindex não desprende o vidro do local em que
está afixado. Entre os outros lançamentos está o Enduro Shield, tratamento que evita manchas ou acumulo de detritos; beneficiamento ideal para vitrines de lojas, box, e fechamentos em prédios comerciais e residenciais. A Blindex conta hoje com 80 revendas especializadasno Amazonas, possuindo uma central para este atendimento. A LDE também trabalha com o beneficiamento dos vidros e espelhos Cebrace, que se destacam pela alta performance em reflexão, sem distorções, livres de cobre e chumbo, motivo o qual apresenta dez vezes mais resistência a manchas e oxidação. A Cebrace lançou a pouco tempo a Habitat, linha de vidros inteligentes com benefícios de proteção solar aliados a um aspecto reflexivo, além de diminuir o nível de ruído, quando laminado.
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NACIONAL
A obra foi escrita por Guilherme Benevides e Wang Chi Hsin, ambos especializados no segmento
Livro aborda investimento de imóveis Segundo pesquisa divulgada pelo Secovi/SP (Sindicato de Habitação), em 2014, o mercado imobiliário fechou em vendas de 21,6 mil unidades. Apesar da retração no volume de lançamentos comerciais, o balanço acena com o retorno do empreendedor para o mercado residencial, onde o segmento de um dormitório teve destaque. Mas investir em imóvel no Brasil pode ser uma boa saída para fugir das oscilações da bolsa? Sobre a questão a Editora Évora traz o livro “Investir em Imóveis – entenda os segredos práticos desse mercado” de Gilberto Benevides e Wang Chi Hsin. Especializados no segmento, os autores contam com detalhes o que se deve levar em conta quando se busca um imóvel para comprar para mo-
rar ou para investimento – “O mercado imobiliário brasileiro vive hoje uma rota de crescimento sustentável, que tem tudo para perdurar durante décadas. Nos últimos anos, o país registra aumentos de financiamentos imobiliários”. Esse quadro está assim por conta da alta demanda, do poder aquisitivo do brasileiro que cresceu, pela facilidade de se conseguir um financiamento e o mais importante: o brasileiro acalenta desde sempre o sonho da casa própria, ter seu próprio teto. Mas investir em imóvel requer cuidados que muitas vezes um leigo pode deixar escapar. Benevides e Wang dão dicas preciosas para o leitor que quer comprar um imóvel para uso ou para investimento e abordam temas como qual o
melhor tipo de imóvel, como encontrar e como se relacionar com os corretores, como deve ser feita a escolha do imóvel, o que se deve levar em conta na hora de comprar ou vender, quais os cuidados legais que se deve ter. Além disso, os autores prepararam um guia passo a passo que será uma grande ferramenta para o pequeno investidor ou para você que está pensando em adquirir seu primeiro imóvel. Taxa de ocupação, face norte, unidades compactas, regiões valorizadas, a volta dos flats, incorporação, fundos imobiliários, potencial de valorização e região, tempo médio de construção, todos esses assuntos são trazidos e comentados para tornar mais fácil a sua decisão de investir em imóveis.
A tradicional Loja dos Espelhos
Fábrica Compensa
O Kit Blindex, que acompanha o produto, é composto também pelo selo, garantindo tranquilidade e assistência técnica permanente” Linha Habitat, refletivos inibindo a visão de fora
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DIV
ULG
AÇÃ
O
O valor recolhido poderá ser usado para quitar dívidas adquiras no Programa de Arrendamento Residencial
FGTS pode ser usado para pagar dívidas
O
s valores do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) poderão ser usados para quitar ou amortizar dívidas por quem tem contrato no Programa de Arrendamento Residencial (PAR). Até agora, a Caixa Econômica Federal (CEF) não permitia a utilização desses recursos. O PAR é destinado à população de baixa renda, sob a forma de arrendamento residencial com opção de compra. Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com essa finalidade foi homologado entre a Caixa e a Defensoria Pública da União (DPU) e tem validade em todo o território nacional. Segundo a DPU, o TAC resulta de ação civil pública movida pelo órgão em São Paulo. “O processo, em trâmite desde janeiro de 2014, está
agora solucionado pelo acordo, que faz com que a Caixa possa transformar qualquer contrato de arrendamento em financiamento com garantia fiduciária, possibilitando a inclusão do FGTS”, informou por meio de nota a DPU. Taxas O comunicado informa também que a Caixa fará a incorporação ao saldo do contrato das taxas de arrendamento que ainda não foram pagas, além da renegociação das demais dívidas que podem existir, como do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), de condomínio, entre outras. Poderão ser incorporados quaisquer contratos, independente da faixa de atraso, desde que o credor não seja o Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) .
A autora da ação civil pública e do termo foi a defensora federal Fabiana Galera Severo que, segundo a DPU,acredita que a importância da decisão reside no fato de que “todos os arrendatários do PAR poderão se beneficiar com essa possibilidade de novação contratual e, além de poderem contar com o saldo do FGTS para aquisição da casa própria, não estarão mais sujeitos ao risco de reintegração de posse concedida liminarmente logo nos primeiros meses de atraso”. A prática era regular em conciliações em São Paulo e a transformação dos contratos do PAR em financiamentos com garantia fiduciária, permitindo a utilização do FGTS para amortização da dívida, vinha ocorrendo
nos processos individuais de reintegração de posse que eram remetidos à Central de Conciliação da Justiça Federal em São Paulo, mas ainda era uma prática localizada e não abrangia necessariamente todos os processos judiciais, informou a defensora Fabiana Severo. O acordo foi assinado,
segundo o DPU, por Flavio Henrique da Silva e Paula, gerente nacional de Infraestrutura e Patrimônio de Terceiros da Caixa Econômica Federal, e por Fabiana Galera Severo, titular do 2º Oficio de Direitos Humanos, Tutela Coletiva e Migrações da DPU em São Paulo. Por Agência Brasil
CUB REPRODUÇÃO
Isso somente se o interessado tiver contrato no Programa de Arrendamento Residencial (PAR), como informou a Caixa Econômica Federal (CEF)
O CUB de São Paulo registrou alta de 0,06% em março na comparação com fevereiro
Custo da construção tem alta de 0,06% O Custo Unitário Básico da construção civil do estado de São Paulo, calculado sobre as obras não incluídas na desoneração da folha de pagamentos, registrou alta de 0,06% em março na comparação com fevereiro. O índice é calculado pelo Sindicato da Construção de São Paulo (SindusCon-SP) e pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e reflete a variação dos custos das construtoras para a utilização nos reajustes dos contratos de obras. No primeiro trimestre, a alta ficou em 0,48%. Em março, os custos administrativos (salários dos engenheiros) e com mão de obra ficaram estáveis na comparação com o mês
anterior. Os custos com materiais de construção aumentaram 0,15%. A média ponderada entre os três itens resultou na variação de 0,06% do CUB representativo da construção paulista, que em fevereiro ficou em R$ 1.175,25 por metro quadrado. Em 12 meses, o CUB paulista das obras não incluídas na desoneração da folha de pagamentos registrou alta de 6,50%, com aumento de 8,46% nos custos com a mão de obra, de 3,24% nos materiais e 11,78% nos custos administrativos. Nas obras incluídas na desoneração da folha de pagamentos, o CUB também subiu 0,06% em março,
totalizando R$ 1.093,70 por metro quadrado. Os custos com mão de obra e os administrativos apresentaram estabilidade, enquanto os custos com materiais de construção subiram 0,15%. No trimestre, o indicador teve alta de 0,52%. Em 12 meses, o custo subiu 6,40%. Na mesma base de comparação, os custos com mão de obra subiram 8,53%, os de materiais, 3,24%, e os administrativos, 11,78%. Em março, nenhum dos 27 insumos da construção pesquisados pelo SindusCon-SP teve elevação superior à do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), que aumentou 0,98%. Por Agência Brasil
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Baixada Fluminense recebe Minha Casa, Minha Vida F
amílias que moravam às margens do rio Sarapuí, na Baixada Fluminense, receberam na última semana as chaves das novas residências construídas pelo programa “Minha Casa, Minha Vida”. Ao todo, 500 apartamentos foram entregues pela presidenta Dilma Rousseff. O condomínio fica no bairro Nossa Senhora do Carmo, em Duque de Caxias. Na construção, o governo investiu R$ 31,4 milhões. Entre os moradores que receberam os imóveis, estão pessoas que deixaram áreas de risco e vítimas de enchentes. Rosemere Carneiro Queiroz, de 36 anos, vai morar, com as duas filhas, em um apartamento no quarto andar de um dos blocos. Após o discurso da presidenta, ela olhava um encarte de móveis pensando no que poderá comprar para a sua casa. “Eu dormia com as minhas filhas no chão da sala. Já não comprava móveis porque perdi muitas coisas nas enchentes”, disse a moradora de Caxias, cuja antiga casa ficava na comunidade Dique, entre um valão e o Rio Sarapuí. “Era uma área
AGÊNCIA BRASIL
Ao todo, foram entregues 500 apartamentos no bairro Nossa Senhora do Carmo, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro de risco. Estávamos cercados pelos rios e sempre tinha enchente”. Desde a inscrição no programa, Rosemere esperou um ano para receber a chave de seu apartamento. Moradias Além dos 500 imóveis, o município de Duque de Caxias vai receber mais 6,5 mil residências do “Minha Casa, Minha Vida”, totalizando mais de 10 mil moradias com as 3,8 mil que foram entregues desde o início do programa. Cinco trabalhadores demitidos da empresa Alumini na construção Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj) conseguiram acompanhar o evento. Eles usavam camisas com inscrições sobre a situação pela qual estão passando. “Viemos aqui para que a presidenta veja a nossa situação. O acordo que foi feito não foi bom para nós”, disse Alexandre Lopes, um dos participantes do protesto. Segundo ele, só daqui a cinco meses, a empresa pagará a primeira das seis parcelas da rescisão de contrato decidida em acordo. Por Agência Brasil
O município de Duque de Caxias (RJ) ainda vai receber mais 6,5 mil residências do programa Minha Casa, Minha Vida
ARQUIVO EM TEMPO
CRISE
No acumulado deste ano, o setor apresentou queda de 8,8% em relação ao ano passado
Vendas de materiais caem 5,4% As vendas de materiais de construção sofreram queda de 5,4% em março, na comparação com o mesmo mês em 2014, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). Em relação a fevereiro deste ano, houve alta de 3,2%. No acumulado no primeiro trimestre deste ano, o setor apresentou queda de 8,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O acumulado dos últimos 12 meses registra queda de 7,7%. “As vendas neste primei-
SETOR
A expectativa de crescimento para 2015 é de 1%, apoiada na manutenção dos atuais incentivos do governo, como a desoneração da folha de pagamentos e do Minha Casa, Minha Vida ro trimestre continuam baixas refletindo, principalmente, a forte queda na atividade das construtoras, tanto no segmento imobiliário quanto nas
obras de infraestrutura. O segmento do varejo continua positivo, mas não o suficiente para neutralizar a perda de vendas em outros segmentos”, avalia o presidente da Abramat, Walter Cover. A expectativa de crescimento do setor para 2015 é 1%, apoiada na manutenção dos atuais incentivos do governo, como a desoneração da folha de pagamentos, a expansão dos investimentos em concessões e a terceira fase do programa “Minha Casa, Minha Vida”. Por Agência Brasil
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