Skip to main content

Salão imobiliário - 9 de novembro de 2014

Page 1

MANAUS, DOMINGO, 9 DE NOVEMBRO DE 2014

(92) 3090-1017

Fiança

cai em desuso em Manaus Segundo o Sindimóveis-AM, o ônus da opção acaba afastando os locadores e locatários

A

presentar um fiador é uma das garantias que podem ser oferecidas em um contrato de aluguel, assim como o segurofiança e a caução financeira. No entanto, a medida vem caindo em desuso na capital. Segundo o Sindicato dos Corretores de Imóveis do Amazonas (Sindimóveis-AM), a cada cinco contratos assinados, apenas dois usam o fiador como garantia e a caução (o depósito de até três aluguéis) ainda permanece como o método mais usado. Segundo Daniel Aragão, corretor e assessor da presidência do Sindimóvei-AM, o ônus causado pelas consequências de se ter um fiador fez com que o proprietário prefira a caução como a forma mais segura. “Quando as ocorrências começavam a surgir, o nome do fiador era somente uma ilustração. No final, o prejudicado era o proprietário. Hoje em dia, ninguém quer assinar por outra pessoa”, explica. Aragão comenta que o seguro-fiança seria a opção mais adequada, porém, ainda não se constitui uma cultura nos contratos em Manaus, além de poucas empresas existentes que prestam o serviço. “O sindicato está em contato com empresas que facilitem esse acordo porque é o mais seguro. O seguro-fiança cobre todas as despesas do imóvel e as partes podem ficar tranquilas”, diz.

Apesar dos contras, quem decidir optar por ser fiador tem que estar atento as consequências previstas em lei. O locatário também necessita apresentar um fiador que atenda aos requisitos que estão na nova lei do inquilinato, como possuir um imóvel quitado na mesma cidade do inquilino e comprovar renda mensal compatível com as despesas do aluguel. “O fiador responde judicialmente pelo imóvel, uma vez que é corresponsável do contrato. Ele vai pagar pela dívida do inquilino e seus bens podem ser usados para isso. É por essas medidas que as pessoas não querem mais emprestar seus nomes”, aponta a corretora Márcia Cohen. Por mais que a caução seja a opção mais usada, Márcia esclarece que o seguro-fiança, no qual o inquilino contrata uma companhia de seguros ou um banco, ainda é o mais recomendado para contratos de aluguel. “As pessoas não estão acostumadas com essa opção devido ao custo adicional, que vem junto com o aluguel. A caução, depositada em caderneta de poupança, não é indicada para cobrir aluguel atrasado e, sim, para os reparos que o imóvel venha precisar. Já o seguro-fiança serve para todas as despesas”, ressalta a corretora. O fiador pode lançar mão de alguns recursos quando o inquilino fica inadimplente. Um deles é o benefício de ordem, que garante ao fiador

o direito de exigir que o credor acione primeiramente o devedor principal. Desta forma, os bens do devedor são executados antes dos seus. No entanto, segundo a lei, o fiador não poderá se aproveitar deste benefício se, no contrato de fiança, estiver expressamente renunciado ao benefício ao ter se declarado como pagador principal ou devedor solidário, ou se o inquilino que está devendo for insolvente ou falido. Uma vez assumida a obrigação, o fiador não poderá alegar impenhorabilidade do imóvel, mesmo que se trate do seu único bem, ou seja, o bem de família. Caso o fiador original também declare falência ou insolvência financeira, o locatário pode exigir a troca de fiador para que continue legítimo no contrato. Para o corretor Joaquim Caetano, a relação de confiança entre o locatário e o fiador é a melhor forma de evitar problemas jurídicos. É preciso que haja uma garantia das duas partes. “Não tem outro jeito,

o fiador vai responder pelas ações do inquilino. Então, ele tem que ter completa confiança de que esse inquilino terá condições e bens para arcar com o aluguel”, enfatiza. O profissional também não recomenda o uso do fiador, tanto para o inquilino como para o locatário. Segundo Caetano, os imóveis estão cada vez mais caros e o locador tem receio de deixar a propriedade com alguém que possa não pagar. “Por isso, acredito que o seguro-fiança vai passar a ser uma tendência daqui a alguns anos. Apesar de ser uma opção mais cara, o prejuízo é ressarcido diretamente pela seguradora ou banco, que depois cobra o inquilino. O locador não tem prejuízo”, conclui. Leia mais na página 6

O sindicato está em contato com empresas que facilitem esse acordo, porque é o mais seguro. O segurofiança cobre todas as despesas do imóvel e as partes podem ficar tranquilas”


2

MANAUS, DOMINGO, 9 DE NOVEMBRO DE 2014

SP atinge a alta de vendas O

movimento de compra de apartamentos na região metropolitana de São Paulo (RMSP) atingiu o melhor desempenho do ano, em setembro último, com alta média de 70,9% no volume de negócios. Na cidade de São Paulo, a alta foi 55,1%. A procura por imóveis

cresceu mais nos 38 municípios vizinhos à capital paulista. Excluindo a capital da soma, o mercado quase dobrou com expansão de 99,1%. As informações são da Pesquisa Secovi-SP do Mercado Imobiliário feita desde 1982 pelo Sindicato da Habitação (Secovi). Apesar do resultado na comparação com o mês anterior, quando comparados os dados com setembro do ano passado, houve queda. Os dados apontam que em São Paulo foram comercializados 2.787 imóveis, 5,6% a menos do que no mesmo mês de 2013.

Na RMSP o total somou 4.798 unidades com recuo de 2% sobre setembro de 2013. Na análise dos dados dos municípios do entorno, o resultado comparativo sobre o mesmo mês do ano passado, indica alta de 3,4%. O ritmo de crescimento dos lançamentos da região metropolitana ficou aquém da procura com aumento de 75,5% e 5.908 unidades. Em relação a setembro de 2013, houve queda de 5,7%. De janeiro a setembro, ocorreram 18.367 lançamentos – 15,4% inferior a igual período do ano passado, informou o Secovi, com base em levantamento feito pela Em-

presa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). O vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP, Emilio Kallas, informou que as empresas do setor estão mais cautelosas diante do novo Plano Diretor Estratégico de São Paulo. “Com os parâmetros de construção mais restritivos estabelecidos pelo novo Plano Diretor Estratégico, é normal a cautela com novos lançamentos. Isso porque, os empreendedores estão lançando projetos que foram aprovados com parâmetros do plano anterior, preocupados com a reposição

de seus projetos futuros sem que até agora saibam, exatamente, qual será a nova matriz de custos”, disse o executivo. Em sua análise técnica, o Secovi destacou que ”a pior fase do mercado imobiliário - que foi influenciado pela atipicidade do ano e pela Copa do Mundo - provavelmente já tenha passado”. Por meio de nota, o presidente do sindicato, Claudio Bernardes, disse que “ainda é cedo para se analisar os efeitos da eleição presidencial no mercado imobiliário futuro”. O setor projeta encerrar o ano com um total de 24 mil unidades comercializadas. Por Agência Brasil

REPRODUÇÃO

As informações são da Pesquisa Secovi-SP do Mercado Imobiliário feita desde 1982 pelo Sindicato da Habitação (Secovi)

O setor projeta encerrar o ano com um total de 24 mil unidades vendidas

NACIONAL

Cresce consumo de energia no país O consumo de energia elétrica segue crescendo a níveis mais altos que a expansão da economia do país. Nos 12 meses compreendidos entre outubro de 2013 e setembro de 2014, houve aumento de 2,9% no consumo, com destaque para o setor de comércio, com 7,3%. A indústria, ao contrário, apresentou queda, o consumo diminuiu 1,7%. Em termos gerais, no período, o país consumiu 458.459 gigawatts-hora (Gwh), em

2013, e 471.751 GWh em 2014, um aumento de 13.292 GWh. Os números foram divulgados hoje (30), na Resenha Mensal de Energia Elétrica, publicada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Nos 12 meses até setembro, o maior crescimento percentual coube para a Região Norte, com 8,7%, seguida pelo Centro-Oeste (5,5%), Sul (5,4%) e Nordeste (1,9%). A Região Sudeste, que concentra 52% do con-

sumo energético nacional, cresceu 1,3% no período. No Sudeste, o segmento industrial registrou uma queda expressiva no consumo energético, de 3,4%, em 12 meses. Na comparação do mês de setembro deste ano com outubro do ano passado, o declínio no Sudeste é ainda maior, 9%. Os dados completos podem ser acessados na página da EPE na internet (www.epe.gov.br). Por Agência Brasil REPRODUÇÃO

REPRODUÇÃO

NÚMERO

O resultado em setembro dá um fôlego ao setor imobiliário que, em 2014, está desacelerado

Financiamento bate recorde O volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis com recursos da poupança foi o maior para um mês de setembro nos últimos 20 anos, informou na última semana a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Em unidades, foram financiados 50.110 imóveis, crescimento de 13,8% em relação a agosto. Comparativamente a setembro de 2013, que até então registrava o maior

número de unidades financiadas para esse mês (44.218 imóveis), houve alta de 13,3%. Em valores, os empréstimos somaram R$ 10,3 bilhões no mês, alta de 12% tanto em relação a agosto como em comparação a setembro do ano passado. Desaceleração O bom resultado em setembro dá um fôlego ao setor imobiliário, que em 2014 passa por uma desaceleração. Nos primeiros nove meses do ano foram

destinados R$ 83,1 bilhões à aquisição e construção de imóveis, volume 4,7% superior ao de igual período do ano passado. Como comparação, o crédito imobiliário em 2013 subiu 32% em relação a 2012, para R$ 109,2 bilhões. Calendário marcado por Copa do Mundo, eleições e um baixo desempenho econômico explicam, segundo especialistas do setor, a desaceleração no acumulado do ano. Por Folhapress

De outubro de 2013 a outubro deste ano, houve um aumento de 2,9% no consumo no país

EXPEDIENTE EDIÇÃO Bruno Mazieri

FOTOS Arquivo EM TEMPO

DIAGRAMAÇÃO Adyel Vieira

REPORTAGEM Bruno Mazieri Sérgio Victor

REVISÃO Dernando Monteiro Gracicleide Drumond e João Alves

TRATAMENTO DE FOTOS Adriano Lima


3

MANAUS, DOMINGO, 9 DE NOVEMBRO DE 2014

Parceria é garantia de

sucesso

P

ara muita gente, contratar um arquiteto ou decorador é a opção ideal para evitar participar diretamente da elaboração e execução de um projeto. Os profissionais do ramo consideram um erro, já que a sintonia entre cliente e arquiteto (ou decorador) é um dos principais fatores para o sucesso na realização de qualquer projeto, afinal são meses de trabalho juntos e em que o bom gosto e preferências pessoais precisam ser alinhados a todo o momento. “Logo no início do projeto, o cliente precisa se identificar com o perfil do profissional que escolheu para realizar sua obra ou decoração. Juntos, eles devem ajustar o gosto pessoal, memória afetiva e valor disponível para

Memória afetiva, valor disponível e gosto pessoal são alguns dos elementos essenciais para que a residência fique do jeito do cliente

a execução do projeto. Só assim o resultado final vai atender às expectativas de quem vai usufruir daquele espaço e do profissional que assina a obra ou decoração”, afirmou a arquiteta e decoradora Mylena Bonfim. De acordo com a profissional, proprietária do ateliê Mylena Bonfim Arquitetura e Interiores, durante o primeiro contato com o cliente é realizado um briefing em que é traçado todo o seu perfil e suas reais necessidades. “Nesse momento, eu mostro referências de projetos já realizados e procuro saber as expectativas de quem está me contratando. Caso não haja uma sintonia entre as

duas partes, a possibilidade de o projeto não satisfazer o cliente e o profissional é muito grande”, ponderou. Ela disse ainda que, por mais que tenha um perfil próprio em seus trabalhos, sempre atende ao estilo dos clientes. “A gente sempre consegue imprimir uma identidade do profissional, mas sem deixar de lado as preferências pessoais de quem o contratou”, afirmou.

A enfermeira Maria de Santos Souza, 32, já teve duas experiências com decoradores, e hoje em dia sabe que participar diretamente na execução do projeto é muito importante para conseguir um bom resultado final. “Na primeira vez, eu ainda morava com a minha mãe, que contratou uma profissional que tomou conta de todo o projeto praticamente sozinha. Passamos nossas necessidades, mas tivemos uma surpresa desagradável ao final do projeto, pois percebemos que em poucos detalhes o nosso gosto pessoal havia sido levado em considera-

ção”, lamentou. Quando mudou para o próprio apartamento, a enfermeira fez questão de acompanhar pessoalmente a execução de toda a obra, mesmo sob a orientação de um profissional. “Ter um profissional ao lado não é um luxo, mas uma necessidade que pode até diminuir o preço da reforma e decoração, pois ele conhece os melhores fornecedores, materiais mais modernos e em conta, além das mais modernas tecnologias para os mais diversos tipos de ambiente. Com um profissional assim, conseguimos montar

uma equipe e o sucesso da obra será gratificante para as duas partes”, explicou. Mylena afirma ainda que, mesmo deixando o gosto do cliente sempre em primeiro lugar, busca orientá-lo a respeito de suas ideias sobre beleza, praticidade e sofisticação. Engana - se quem acha que sofisticação é sinônimo de beleza, ou que o custo de uma obra ou decoração de sucesso é sempre pelo caminho mais caro. Busco passar às pessoas que me contratam que sofisticação é ter exatamente aquilo que lhe faz bem. “A simplicidade é muito mais difícil de conseguir do que o exagero”, finalizou.


4

MANAUS, DOMINGO, 9 DE NOVEMBRO DE 2014

Reajuste em índice faz com que aluguel tenha aumento O

Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) apresentou pequena alta em outubro sobre setembro, com variação de 0,28% ante 0,20% e elevação no acumulado de 12 meses de 2,96%. Esta última taxa é a que serve de base para a renovação da maioria dos contratos de aluguel. Desde janeiro, o índice já subiu 2,05%. O IGP-M é uma das versões do Índice Geral de Preços (IGP). É medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e registra a inflação de preços desde matériasprimas agrícolas e industriais até bens e serviços finais. Os três componentes do IGP-M apresentaram avanços, com destaque para o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) com aumento médio de 0,23% ante 0,13%. Essa variação relativa aos preços no setor atacadista reflete em grande parte a elevação no subgrupo alimentos in natura (de -6,39% para 0,12%). Também teve influência a cotação de algumas commodities (produtos primários com cotação no mercado internacional) como, por exemplo, o café em grão (de 3,36% para 7%); o minério de ferro (de -5,46%

REPRODUÇÃO

O IGP-M apresentou uma pequena alta no último mês, servindo de base para alterar o valor dos contratos no país para -4,97%) e aves ( de 2,36%) para 3,97%). No mesmo período, ocorreram decréscimos em relação aos bovinos (de 3,82% para 2,03%), suínos (de 10,75% para 4,22%) e mandioca (de 10,52% para 4,22%). O IGP-M teve ainda o efeito do aumento de preços no varejo com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) passando de

ESTUDO

O IGP-M é uma das versões do Índice Geral de Preços (IGP). É medido pela Fundação Getúlio Vargas e registra a inflação de preços desde matérias-primas agrícolas até bens e serviços finais 0,42% para 0,46%. O terceiro componente da taxa - o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) atingiu 0,20%, ante 0,16%. Essa alta corresponde a materiais, equipamentos e serviços (de 0,34% para 0,43%). No período, não houve alteração nos valores cobrados pela mão de obra. Por Agência Brasil

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) atingiu 0,20% ante 0,16%, correspondendo a equipamentos e serviços

Carlos Célio carlos@investimento.net.br

‘Vacas magras’ em 2015 Grande parte dos empresários e economistas tem chegado a uma conclusão comum: 2015 não será um bom ano para a economia brasileira. Os motivos são muitos e todos estão ligados aos equívocos cometidos pelo governo federal, resultados da “nova matriz econômica” — como ficou conhecida a política econômica adotada pela presidente Dilma Rousseff (PT). Devido a isso, o próximo governo precisará fazer fortes reajustes para que o Brasil não sofra com uma grande crise. A indústria também deve recuar ainda mais, em virtude da indústria de transformação (que transforma matéria-prima em produto final) e da construção civil, que sofre, entre outros motivos, com a desaceleração do crédito imobiliário. O índice de confiança da indústria da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que recuou em maio 5,1% em relação ao mês anterior reforça esse cenário. Depois de o Comitê Política Monetária (Copom) surpreender e elevar a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 11,25%, na quarta-feira passada, os analistas de mercado veem um aperto monetário maior em 2015, de acordo com as projeções expressas no boletim Focus, do Banco Central. Penso que os analistas do mercado erraram feio quando afirmaram que havia uma bolha imobiliária no mercado brasileiro e que o estouro era breve. A bolha que vai estourar em 2015 é a inflação. A necessidade do realinhamento dos preços dos produtos administrados pelo governo vai ser o estopim. Inflação e taxa de juros alta inviabilizam qualquer financiamento imobiliário.

A revista “Exame” de outubro publicou uma matéria informando que a maioria dos executivos do mercado imobiliário espera que o preço dos imóveis caia ou, na melhor das hipóteses, fique estável nos próximos 3 anos. A conclusão faz parte de uma pesquisa da consultoria EY feita com 200 profissionais do setor e investidores. Para eles, a situação é mais crítica no segmento de imóveis comerciais, que inclui escritórios, galpões, hotéis e shoppings: 16% afirmam que o preço deverá diminuir até 25%, e 51% preveem uma redução de até 10%. A previsão considera um crescimento da economia brasileira entre 1% e 2% ao ano até 2017. Se o ritmo for mais fraco, o impacto no valor dos imóveis poderá ser maior. Os entrevistados afirmam ainda que há excesso de oferta de casas, apartamentos e escritórios no país, e que isso foi causado, principalmente, pelo otimismo exacerbado das incorporadoras, que construíram demais nos últimos anos. A pesquisa mostra também que os investimentos estrangeiros nesse mercado já diminuíram, de 5 bilhões de dólares ao ano para 3 bilhões, de 2012 a 2014. A esperada desaceleração da economia nos próximos anos é o que mais preocupa. Pela décima primeira vez consecutiva, o preço médio dos imóveis apresentou desaceleração no acumulado de 12 meses, segundo o mais recente Índice FipeZap, que acompanha o comportamento do mercado imobiliário de 20 cidades brasileiras. O cenário para 2015 é de “vacas magras”. Pense nisso! O seu futuro agradece.

Carlos Célio é corretor de imóveis e perito avaliador

A indústria também deve recuar ainda mais, em virtude da indústria de transformação e da construção civil, que sofre, entre outros motivos, com a desaceleração do crédito imobiliário”


5

MANAUS, DOMINGO, 9 DE NOVEMBRO DE 2014

Arquitetando carlos@investimento.net.br

Design nacional e o que você precisa saber simples peças de mobiliário para status de obra de arte. Inovadores e inconformistas eles não se apegam somente ao mobiliário. Carlos Motta, arquiteto nascido na Vila Madalena, em São Paulo, define seu trabalho como a procura do óbvio em suas peças do simples e do longevo. Extremamente ligado à ecologia, yoga e surf, Motta transpõe em suas peças o DNA de responsabilidade social e ambiental. Já Mário Seguso é um apaixonado por vidros, de uma das famílias vidreiras mais tradicionais de Murano, Itália, aportou em São Paulo em 1954. Possui feitos como taças com o rosto do ex-presidente Jânio Quadros encravada. Marcus Ferreira enxerga o mobiliário, principalmente os estofados, com olhos de alta costura. Seu trabalho tem características de tendências sempre dialogando com conceitual: é cinema, alta

costura, estilo e detalhes. Para iluminar, Fernando Prado, diretor de criação da Lumini, possui amplo conhecimento para itens sintéticos e factíveis; suas luminárias são simples, multiuso e internacionalmente premiadas. Sim, o Brasil tem muito! Poltrona Chifruda, edição limitada criada em 1959 por Sérgio Rodrigues

Paulo Ricardo Sachs Atuante no mercado nacional de móveis e altadecoração

A árvore de Seguso e Sommerso Bottle

Ao executar seu projeto de decoração, não abra mão de uma boa peça de design. Tem muita gente bacana e diferente no Brasil, inclusive premiadas” A premiada Bossa permite variação de Luz

Poltrona Moeda, de Zanini de Zanin, uma referência ao contemporâneo

A peça contemporânea que não pode faltar: a premiada poltrona Giramundo, giratória, inox e revestida com capas de fios de tricô

FOTOS: PAULO RICARDO SACHS

A

o executar seu projeto de decoração, não abra mão de uma boa peça de design. Mas o Brasil tem design ou somente futebol e Carnaval? Tem muita gente bacana e diferente, premiada no mercado nacional e internacional. Zanini de Zanine, marca poderosa de design do surfer carioca, apresenta novos materiais em móveis de aço corten (usado em construção civil e confecção de esculturas) e madeira, com 16 anos de mercado. Ousado, sem limites de criação. Sérgio Rodrigues, que morreu neste ano, é conhecido internacionalmente por descontrair a maneira de sentar. A poltrona Chifruda reflete sua irreverência. Por sua vez, os irmãos Campana, Fernando e Humberto, um arquiteto e o outro advogado, são designers aclamados e conseguiram, de maneira brilhante, elevar


6

MANAUS, DOMINGO, 9 DE NOVEMBRO DE 2014

Ferramentas on-line podem ajudar a economizar água A

economia de água deve ser praticada por todos os brasileiros, em tempos imprevisíveis de mudanças climáticas. E para ajudar as famílias a economizarem, diversos aplicativos e ferramentas on-line estão disponíveis para fazer a contagem e controlar o que é gasto de água em casa. Preocupados com a escassez de recursos hídricos, um grupo de alunos do Rio de Janeiro desenvolveu um aplicativo para combater o desperdício. O iWater.capile.net, que calcula o gasto de água em atividades do dia a dia como, por exemplo, abrir uma torneira, um banho demorado ou uma lavagem de carro com mangueira, e carrega o histórico de consumo do usuário. A Organização das Nações Unidas (ONU) prevê que a população precisará de 40% a mais de água em 2030 e, ainda assim, os brasileiros estão muito distantes do tema água, que só chama a atenção quando há uma crise instalada. O estudante Victor Capilé, de 16 anos, que desenvolveu o iWater, explica que, além da contagem, a ferramenta traz informações e curiosidades sobre os recursos hídricos no

mundo. “Acredito que a falta de água ainda pode desencadear guerras se não fizermos alguma coisa. Então decidimos levar o projeto adiante, porque as pessoas precisam ter essa conscientização”, disse Victor. O aplicativo gratuito, criado como trabalho para a feira de ciências da Escola Garriga de Menezes em 2013, já está disponível na internet no iwater.capile.net. Os alunos agora querem aprimorá-lo e também estão arrecadando fundos para disponibilizar a versão para smartphones nas lojas de downloads. Além do iWater, outros aplicativos e ferramentas estão disponíveis para a população. O aplicativo Nossa Água, desenvolvido pelo Instituto Akatu e a Federação Brasileira de Bancos, orienta as pessoas em relação ao consumo consciente da água, além de oferecer calculadora de banho, dicas para um consumo eficiente e game sobre vazamentos. O instituto também possui uma plataforma que testa o consumo consciente das pessoas. Encontramos também encontrou para downloads os aplicativos Hydro, Da Sua Conta, Sai Desse Banho e o Fake Shower. Por Agência Brasil

REPRODUÇÃO

A ONU prevê que a população precisará de 40% a mais de água em 2030 e, ainda assim, brasileiros estão distantes do tema

O iWater foi desenvolvido pelo estudante Victor Capilé de 16 anos


7

MANAUS, DOMINGO, 9 DE NOVEMBRO DE 2014

Construtoras voltam a lançar empreendimentos Os lançamentos residenciais na planta somaram 4.018 unidades em setembro, crescimento de 35,6% em relação a 2013 Os lançamentos residenciais na planta somaram 4.018 unidades em setembro, crescimento de 35,6% em relação ao mesmo mês de 2013. Na comparação com agosto, a alta foi de 90%, segundo dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). “O mercado passou por meses muito atípicos, mas chega uma certa hora em que o incorporador não pode mais segurar todos os produtos que ele tem”,

diz Celso Petrucci, economistachefe do Sindicato do Mercado Imobiliário (Secovi-SP). Estoque O crescimento do número de novos projetos se refletiu na elevação do estoque (oferta) de imóveis novos, que são aqueles não vendidos em um período de até três anos após o lançamento. A oferta atingiu 22.339 unidades - 40% a mais do que no mesmo mês de

2013 e quase recorde desde o início da série, que começou em 2004, segundo o SecoviSP. Somente em novembro de 2004, com 22.442 unidades, o estoque superou o patamar de setembro de 2014. Com os lançamentos em setembro, as construtoras buscam testar a recepção do comprador aos novos empreendimentos em um cenário de baixa nas vendas. Se os produtos não atingirem um bom

nível de vendas, as empresas devem reduzir o número de imóveis lançados, como forma de ajustar demanda e oferta. “Estamos bastante alerta para o movimento dos próximos seis meses”, afirma Petrucci. Para Fátima Rodrigues, diretora da imobiliária Coelho da Fonseca, o mercado ganha impulso com o fim das eleições, que, como a Copa, também tinham tirado a atenção do comprador. Na semana passada, a

primeira após o fim das eleições, o movimento nas imobiliárias já cresceu, segundo ela. Preços De janeiro a setembro, o preço do metro quadrado subiu 4,78% (ante 4,61% da inflação do IPCA), para R$ 9.102, segundo Petrucci. Em 12 meses, a alta é de 10,73%. A perspectiva de profissionais do mercado é que os preços se estabilizem. Por Agência Brasil

REPRODUÇÃO

A

s construtoras retomaram os lançamentos de imóveis na cidade de São Paulo neste fim de 2014, ano marcado pela queda nas vendas e dos novos projetos. Como o setor foi atingido pelas incertezas econômicas, pelas discussões do Novo Plano Diretor e pela Copa, que esfriaram o mercado, as construtoras esperaram o fim do ano para colocar um maior volume de projetos na rua.

De janeiro a setembro, o preço do metro quadrado subiu 4,78%


8

MANAUS, DOMINGO, 9 DE NOVEMBRO DE 2014


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Salão imobiliário - 9 de novembro de 2014 by Amazonas Em Tempo - Issuu