Skip to main content

Imóveis & decor - 5 de julho de 2015

Page 1

(92) 3090-1017 FOTOS: DIVULGAÇÃO

MANAUS, DOMINGO, 5 DE JULHO DE 2015

Cuidados com a A umidade afeta diretamente a construção civil. Mas não é apenas a proveniente da floresta Amazônica que precisa ser alvo de cuidados

A

cidade de Manaus está encravada no coração da Amazônia. Região tropical que tem como uma das características climáticas mais importantes a umidade, algo que reflete diretamente na construção civil. Mas não é apenas a umidade proveniente da floresta que precisa ser alvo de cuidados. “Paredes são afetadas diferentemente de lajes, por exemplo. Cada parte de uma construção pode ser afetada pela umidade e apresentar formas bem distintas. Além disso, saber a origem da umidade também é de suma importância, para determinar a quantidade, frequência e até pressão exercida sobre a estrutura. Por exemplo, a umidade vinda do solo (a partir de lençóis freáticos que umedecem a terra) é diferente da umidade vinda da chuva ou de um rio” explica o arquiteto e empresário Leandro dos Santos, responsável pelo portal Guia da Obra (www. guiadaobra.net).

e outras doenças respiratórias, como falta de ar e opressão (no caso de asma), coceira e obstrução nasal (no caso de rinite alérgica), podem aparecer caso se permaneça por muito tempo em lugares fechados com excesso de umidade. Além da saúde, as consequências para a obra são inúmeras, afirma o arquiteto. “Geralmente variam conforme cada tipo de construção e de solo onde se encontra. A umidade, inicialmente, pode apenas gerar incômodos visuais com manchas e bolhas na pintura, de saúde pela presença de mofo e bolor, mas também pode afetar a estrutura da construção caso a umidade chegue até a ferragem no interior de estruturas fundamentais para a sustentação da construção, como colunas, vigas, lajes, etc. Neste caso, a umidade causará a oxidação da ferragem reduzindo sua resistência e separando-a do concreto, que geralmente apresentará manchas e/ou fissuras em casos mais avançados”.

Saúde “Parece óbvia a resposta: a presença de água. Porém, deve-se analisar a origem da água que causa a umidade na construção, que pode ser proveniente de fatores externos, como nascentes, solos brejosos ou com lençol freático próximo, passagem de águas pluviais (chuvas) e fluviais (rios e córregos), além de fatores internos, como vazamento em encanamentos de água, esgoto e de drenagens” orienta. Por conta disso, conviver com a umidade também pode trazer prejuízos para a saúde. Sintomas como congestão nasal, coriza, espirros, irritação na garganta, tosse, chiado no peito

Como recuperar Para recuperar uma área afetada pela umidade não existe mágica, alerta Santos. “Dependendo do grau de comprometimento da construção, geralmente causado pela excessiva exposição à umidade e principalmente por prolongados períodos de tempo, não há o que se fazer a não ser considerar até mesmo a demolição da área afetada e reconstrução, mas esses seriam os casos mais graves”, explica o profissional. O fato é, completa Santos, que se deve atacar a fonte do problema, ou seja, a água. Neste caso, cada caso tem uma solução diferente.

Paredes e lajes são afetadas de formas diferentes pela umidade, e a saída é garantir a impermeabilidade no início da obra

Soluções e dicas para impermeabilização “Numa laje com infiltração, deve-se remover a camada superior de acabamento, seja uma massa fina ou piso e refazê-la com material impermeabilizante. Caso a laje fique exposta à chuva, aumentar o percentual de queda para facilitar o escoamento é recomendado”, indica. Já numa construção em terreno brejoso ou com lençol freático próximo, deve-se avaliar a topografia e considerar a construção de um

dreno ao redor da construção para escoamento da água e/ou o rebaixamento do lençol freático. “E, na dúvida quanto a vazamentos, verifique se quando sem alguma utilização o hidrômetro continua ‘virando’. Se a resposta for sim, há vazamento que poderá comprometer a construção na região do vazamento ou ainda, ‘minar’ o solo tornando-o demasiadamente úmido e menos estável”, alerta. Na dúvida, o melhor é pre-

venir. “Em primeiro lugar sempre contratar um profissional da área, de preferência um engenheiro civil com registro no CREA do seu Estado. Novamente, elimina-se (ou previne-se) do problema afastando-se da água. Se a origem da água é a chuva, considere melhorar ou reparar o telhado, ou na sua ausência, aumentar o percentual de queda de lajes, dentro do aceitável” ensina o arquiteto. “Para terrenos brejosos ou

demasiadamente úmidos, realizar a devida impermeabilização da construção, desde os alicerces e em locais de contato com a, não esquecendo de utilizar impermeabilizante na massa, pintar e construir drenos para escoamento da umidade, evitando que ‘suba’ pelas paredes, afinal, todo material seco, como blocos e tijolos, tendem a ‘sugar’ a umidade, como uma folha de papel ao entrar em contato com a água” conclui.


2

FOTOS: DIVULGAÇÃO

MANAUS, DOMINGO, 5 DE JULHO DE 2015

De vilão a super herói Em tempos de super informação, só vai sobreviver no mercado imobiliário o agente de vendas que souber salvar o consumidor das armadilhas

O

novo agente de vendas tem uma missão a cumprir: compreender de fato as necessidades do cliente e propor a compra do imóvel ideal. Quem garante é Rogério Santos, 27 anos de mercado imobiliário e à frente do primeiro outlet de imóveis do mundo. Ele ainda enfatiza: esse mesmo agente será avaliado pelo seu cliente conforme a qualidade do atendimento e da venda que propuser. Assim como já acontece nos Estados Unidos, os melhores corretores são superstars, disputados pelas melhores empresas. Ao contrário dos profissionais aventureiros que entraram no mercado há 4 ou 5 anos, com a onda evolutiva da demanda entrando em extinção, o corretor moderno não tem que entender de assuntos que envolvam apenas o produto, mas precisam conhecer as inseguranças das incorporadoras, a qualidade dos acabamentos, as mudanças de zoneamento da cidade e a possível valorização do imóvel e da região. Não é à toa que vemos hoje uma profusão de blogs e redes sociais de corretores com bastante conteúdo – é preciso mostrar ao mercado que se entende realmente do assunto, para

não ficar para trás. Para ele, essa fase de crise é uma grande oportunidade de readequação e de aprendizado para o crescimento, que deve acontecer na sequência. “Vamos passar por uma reinvenção do mercado, em que a informação será ponto crucial para o sucesso na carreira”, avalia. Segundo o profissional, ainda estamos vendo mais autonomia do consumidor final com relação as suas decisões de compra, estabelecimento de valores e de qualificação dos produtos imobiliários, além da forma com a qual é feita a intermediação. “É preciso trabalhar como parceiro do consumidor, passar confiança e conhecimento. Assim, é possível fidelizar”, garante.

Para se destacar, o novo agente de vendas precisa estar em constante evolução

Dicas para o novo momento Informação – o mundo globalizado e online pede que o novo profissional tenha conhecimentos sobre vários assuntos. Negócios, indicativos, mercado financeiro, tendências do mercado imobiliário e, claro, cultura geral. “Ninguém quer colocar algo tão importante como a compra de um bem imóvel nas mãos de quem não mostra firmeza e conhecimento”, explica Rogério. Empreendedorismo – o corretor é um profissional liberal e, portanto, tem que pensar como uma empresa,

definindo metas, buscando crescimento profissional, ampliando a atuação, conhecendo sobre seu negócio. “É preciso que o corretor tenha iniciativa própria, saiba o que quer vender, entenda do seu produto e tenha uma visão empreendedora, só assim conseguirá se destacar”, garante o especialista. Ver a corretagem como carreira – há algum tempo, acabava trabalhando com imóveis quem não tinha uma carreira, ser corretor era a segunda opção. Mas

isso mudou: “é preciso que o corretor tenha vontade de fazer carreira, ampliar portfolio e se especializar”. O mercado de imóveis pode remunerar melhor do que muitas profissões, mas o trabalho é árduo e a formação e inteligência de mercado são fundamentais. Atualização – é preciso manter-se no topo, acompanhando o mercado e a tecnologia, através de aplicativos, redes sociais, além de estar atualizado das tendências de produto e consumo.

A diferença entre corretor de imóveis e consultor imobiliário Corretor de imóveis é aquele que domina as técnicas e as etapas de uma transação imobiliária. É, também, quem acompanha o mercado, prospecta imóveis e possíveis compradores, conhece o imóvel e auxilia para que ocorra o encontro entre os dois interessados de maneira a satisfazer ambos. O corretor guia as visitas aos imóveis, faz avaliações e registros mas também cuida da burocracia que poucos entendem. É esse profissional que apronta as escrituras, as certidões e os contratos. O consultor imobiliário, em teoria, é quem pesquisa, analisa e se torna capaz de produzir estimativas acerca do mercado de imóveis. É a profissão capaz de dizer se determinado momen-

to é favorável ou não para vender sua casa ou comprar um apartamento. Sua visão é muito mais focada no universo imobiliário do que no interior desse negócio. Por ter e desenvolver habilidades estratégicas e lógicas é quem presta consultoria aos corretores, às imobiliárias, às construtoras e demais interessados. Profissionais Ná prática o cenário é um pouco diferente. Alguns profissionais acham o termo “consultor imobiliário” um pouco mais requintado e acabam utilizando para falar de suas atuações enquanto corretores. Há também aqueles que prefiram diferenciar da seguinte maneira: corretor é quem tem CRECI (Conselho Regional dos

Corretores de Imóveis), consultor é quem ainda está percorrendo este caminho e que um dia ganhará o outro título. Nesse quesito, é importante notar que a confusão indicar uma tendência a quem já está por dentro dos procedimentos de compra, venda e aluguel de imóveis. Ser corretor, hoje, não se trata apenas de concretizar tais transações. Mais do que isso, é preciso entender exatamente quem é o comprador e quais as suas necessidades, bem como quem é o vendedor e o que ele pode oferecer. Para aceitar ambas as denominações e se qualificar no mercado de trabalho é preciso abrir os olhos para o conhecimento e buscá-lo sempre. Assim você venderá mais em menos tempo.


3

MANAUS, DOMINGO, 5 DE JULHO DE 2015

FOTOS: REPRODUÇÃO

Construtora dribla a crise do país e entrega imóveis

Incorporadora faz campanha e oferece diversas vantagens para adquirir um imóvel com facilidades

O

calendário de entregas de condomínios da Capital Rossi no ano de 2015 se destaca no cenário imobiliário de Manaus. No primeiro semestre, a incorporadora realizou a entrega de oito empreendimentos em diversos bairros da cidade. Em março, a empresa entregou aos manauaras o Mais Passeio do Mindu. Já em abril foram mais três

condomínios, o Life da Villa, o Terraço Vieiralves e o Fórum Business Center. E não parou por aí. Em maio passou a ser realidade o Authentic Recife e o Vivendas do Rio Negro, e fechando o semestre, no mês de junho foram entregues o Life Parque Dez e o Ideal Flores da Cidade. Para a Gerente de Marketing da Capital Rossi, Taísa Pi, cada entrega de um condomínio representa o fim de um ciclo que inicia com a idealização do projeto até a finalização dos imóveis e a consequente satisfação dos clientes. “Este é um ano de muita alegria vis-

to que estamos realizando milhares de sonhos. Trabalhamos intensamente, com integridade, conhecimento e entusiasmo, junto com nossos parceiros e fornecedores para entrega desses sonhos. Isso é motivo de orgulho e comemoração”, ressalta a gerente. Destaques A Capital Rossi ousou e com arquitetura de Welton Oliva, paisagismo de Takeda Arquitetos e decoração de Mariana Távora, entregou este ano o primeiro condomínio de alto padrão na cidade, o Terraço Vieiralves. Com apenas uma torre e 12 andares, o empreendimento saiu na frente com todo o requinte, qualidade e sofisticação. Para Rodrigo Oliveira, o Terraço é um condomínio privilegiado.

“Ele está situado no coração do bairro. O local permite que o morador tenha diversas opções de saída para outras áreas da cidade, sem falar de tudo o que há nas proximidades como centros comerciais, supermercados e entre outras coisas”, ressaltou. O condomínio possui apartamentos com 4 quatros, sendo 2 suítes, e até três vagas de garagem. São 48 unidades de 145m² e uma área de lazer completa com piscinas adulto e infantil, quadra de Street Ball, salão de jogos, academia, espaço Gourmet, bar, home theater, lounge e muitas outras opções. Outro grande destaque deste ano foi o primeiro projeto comercial entregue pela Capital Rossi. O Fórum Business Center, no Adrianópolis, possui 244 unidades em 17 andares, com salas que vão de 29 a 170 m², atendendo aos diversos formatos de empresas e diferentes necessidades. Em termos de funcionalida-

de e praticidade, o Fórum Business Center também se destaca, já que está próximo ao Fórum Henock Reis, Sefaz, Ministério Público Federal e Tribunal Regional Eleitoral. O primeiro projeto comercial da Capital Rossi na cidade já pode ser o endereço de muitos manauaras que prezam pelo conforto, praticidade e segurança no ambiente de trabalho. Ele dispõe de câmeras de circuito fechado de TV, possibilitando a visualização de todo o edifício e sistema de controle de acesso com catracas eletrônicas. Possui ainda dois elevadores que levam dos subsolos ao andar térreo e outros cinco elevadores que levam do térreo aos andares superiores. Nas áreas comuns do prédio há internet com tecnologia Wi Fi, além de espaço para lojas localizadas no térreo. Para facilitar a compra Segue pelo mês de julho, a campanha “Compra Fácil Capital Rossi” que oferece diversas vantagens para adquirir um imóvel. A iniciativa proporciona ao cliente, opções de compra de apartamentos na planta, e m

fase de construção ou ainda, prontos para morar em diversos bairros de Manaus. A campanha se estende ainda às salas comerciais e apartamentos localizados em bairros como Ponta Negra, Adrianópolis, Vieiralves, Aleixo, Parque Dez, Compensa, Flores, Torquato, Tarumã, Campos Sales e Centro. Entre as vantagens apresentadas nas rodas de negociações, a incorporadora oferece entrada zero, mensais fixas, ato parcelado e adimplência premiada. Com zero de entrada, o cliente pode reservar esse valor para o pagamento das parcelas. Além disso, as mensais fixas são sem correção do INCC (índice nacional de custo da construção) até a entrega das chaves. Outra vantagem de comprar um imóvel durante a campanha é obter o ato parcelado. Caso não seja possível financiar 100% do valor do imóvel, a Capital Rossi facilita o pagamento do ato. E por fim, quem fechar uma compra durante a campanha e pagar as mensalidades em dia, ganha um bônus. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (92) 3212-3212 ou no site da Capital Rossi (www.capitalrossi.com.br).

Entrega no prazo e facilidades na compra atraem clientes


4

MANAUS, DOMINGO, 5 DE JULHO DE 2015

A leveza do branco

na decoração

O branco é a cor universal, que pode ser combinada com todas as outras tonalidades. Na decoração é responsável por transmitir leveza e calma MIMO

Designer: Studio La Lamp Livre, leve e solto, o design do abajur Mimo traz ângulos suaves que enchem de alto astral qualquer ambiente. Sua luz difusa funciona bem tanto nos cantos da sala quanto em cabeceiras de cama. E, entre diferentes tons de listras, você pode escolher qual será a peça que vai dar mais cor a sua casa: branco, grafite, amarelo cítrico, tangerina ou dourado?

BOL

Designer: Studio La Lampe Pendente para iluminação direta (Balão Opalina 60W) com cúpula pintada por processo eletrostático na cor branca. Sustentada por cabo de aço central, possui cabo de alimentação transparente, ambos com 2m de comprimento. Fixação ao forro por meio de canopla.

LUM

Designer: Hugo Sigaud A LUM é mais que uma luminária convencional, ela é também uma escultura vertical pensada para valorizar o espaço. Criada pelo designer Hugo Sigaud em 2014, a peça explora a mistura entre dois materiais em uma integração única e delicada. O alumínio com acabamento branco brilhante e a madeira dão forma à cúpula que nasceu do estudo de diversas circunferências combinadas.

TATU

Designer: Rodrigo Khuri Duas opções de tamanho, estética apurada e uma agradável luz direta. Criado pelo designer Rodrigo Kurhi, o TATU pode ser encontrado nos tamanhos grande e pequeno para se adequar da melhor forma às dimensões do ambiente. Se apagado o TATU contribui com suas linhas retas para a beleza da decoração, quando aceso ele emite uma luz suave e prazerosa. Também vale ressaltar que as peças são feitas uma a uma, em um método de produção que inclui alguns processos artesanais.

Carlos Célio carlos@investimento.net.br

O ciclo de venda dos imóveis O perfil profissional do corretor de imóveis está evoluindo para uma posição singular combinando criatividade, planejamento, conhecimento do produto, serviço de orientação e consultoria de vendas. É bom lembrar que “venda” é ciência, arte e técnica: ciência porque é o somatório de conhecimentos da ciência social e de treinamento que o corretor de imóveis acumulou. É arte pelos atributos pessoais do corretor, aliando sua capacidade de síntese e comunicação. É técnica, pois inclui o fluxo do trabalho e execução das tarefas com a ajuda da tecnologia disponível. Corretor de imóveis não vende, pois não é o proprietário, ele intermedia uma negociação imobiliária, encontrando o imóvel certo para o cliente ou vice-versa. Porem, o mesmo se utiliza de técnicas de vendas para persuadir as compradores e vendedores. É um mito a idéia de que só o cliente tem poder. O corretor, também, tem poder. Nas diferentes fases do processo de venda de imóveis, o corretor dispõe de poderes que o ajudam a concretizar as suas intermediações com sucesso. O corretor de imóveis de alto desempenho procura persuadir os seus clientes, empregando outras dimensões de poder. E para que esse poder possa ter sucesso é fundamental conhecer com propriedade o ciclo de venda dos imóveis. Basicamente, o ciclo é composto de seis fases: abordagem, entrevista, demonstração, objeção, fechamento e a pós-venda. Irei comentar detalhadamente cada uma dessas fases nos próximos artigos.

O início do ciclo, começa com a abordagem: nela, o corretor de imóveis tem como objetivo a construção das bases para o estabelecimento de confiança e credibilidade antes de tentar persuadir o cliente a comprar. Todos sabemos que a primeira impressão é a que fica, e se o profissional cometer alguma falha logo no primeiro encontro, muito provavelmente a intermediação não acontecerá. Nos primeiros 60 segundos, o cliente analisa jeito, olhar, sorriso, aparência geral e roupa. Antes de o cliente decidir comprar o imóvel, ele terá, necessariamente , de “comprar o corretor de imóveis”. Nessa fase não dar pra fazer gracinha, comece o mais profissional possivel, controle a ansiedade, utilize expressões corretas e evite o uso de gírias. Antes de se apresentar, cuidar para que a aparência pessoal esteja adequada (roupas, cabelo, barba, unhas e maquiagem etc.). Comportar-se sempre com respeito e manter o bom humor. Depois de checados esses pequenos detalhes, faça uma saudação clássica, como bom dia, apresente-se olhando nos olhos do cliente, quase sempre o aperto de mão é admissível, afirme que o cliente é bem vindo, caso esteja em um estande, pergunte se o mesmo conhece o empreendimento e a partir daí tente iniciar através de uma conversa informal, tentando quebrar o gelo para depois avançar à próxima fase, a entrevista. A diferença entre sucesso e fracasso está no detalhe, aquela informação a mais, em algo a mais que cative o cliente. Pense nisso! O seu futuro agradece.

Carlos Célio é corretor de imóveis e perito avaliador

Corretor de imóveis não vende, pois não é o proprietário, ele intermedia uma negociação imobiliária, encontrando o imóvel certo para o cliente ou vice-versa


5

MANAUS, DOMINGO, 5 DE JULHO DE 2015

ARQUITETANDO

FOTOS: DIVULGAÇÃO paulo@adoromanaus.com.br

Santiago do Chile: clima cosmopolita Arquitetando esteve em Santiago do Chile. Clima seco, gélida, uma média de 12 graus constantes à tarde; moderna, conservadora, ambígua. Combinação que resulta em uma metrópole totalmente cosmopolita. Emoldurada pela Cordilheira dos Andes e fundada em 1541 pelo espanhol Pedro de Valdívia, Santiago é uma cidade planejada para pessoas habitarem, com acessibilidade incontestável, conforto, rede de transportes efetiva, arranha céus, arquitetura clássica e colonial facetada pelo contemporâneo. Parques, ruas, praças. Espaço. Percebe-se em especial na arquitetura contemporânea o cuidado com a limpeza dos vidros e fachadas, que levam muito aço na construção, vidros espessos, que também servem de preparo essencial para resistir a possíveis terremotos. Impressiona as linhas arrojadas de prédios como as torres siamesas projetadas pelos arquitetos Alejandro Aravena, Charles Murray, Alfonso Montero e Ricardo Torrejón para a Universidade Católica de Santiago do Chile. O prédio transmite rusticidade e pós-modernidade devido a combinação de cores de vidro metal e madeira. Outra construção de tirar o folego é a Torre Gran Costanera, desenhada por Cesar Pelli, os arquitetos chilenos Alemparte Barreda y Associados. Não para por aí, as construções residenciais apresentam grande impacto quando o conceito é contemporâneo e sustentável. Impressiona o conceito de uma cidade erguida com o propósito de ser eficiente para o ser humano,

Paulo Ricardo Sachs atuante no mercado nacional de móveis e alta decoração

Funicular : acesso ao Morro San Cristoban

Torre Gran Costanera: 62 andares e 300 metros de harmonia

evidentemente notória, devido aos sistemas de transporte urbano, um metrô impecável, avenidas e calçadas largas. Museus, espaços culturais, feiras, mercados em abundância sempre com um toque de arte. A todo instante cor, a todo segundo uma surpresa arquitetônica, que só uma grande metrópole pode mostrar. O maior contraste – que é ímpar –, é perceber prédios antigos como Palácio de La Moneda que é a sede oficial da presidência da república, localizada no coração central da cidade. Já no bairro Providência, centro boêmio onde ficam localizados os melhores restaurantes como Astrid Y Gaston, está encravada a Igreja de linhas coloniais Divina Providência. A acessibilidade é fantástica para deficientes, sem pedras portuguesas nas calçadas largas e com rampas

a cada quarteirão, piso tátil, ônibus com rampas e espaço reservado a cadeirantes, sem falar nos banheiros públicos adaptados, com custo em nossa moeda de R$ 1,00 no câmbio atual. Perfeito! Mas ainda tem muito mais. O passeio ao Cerro, ou seja, ao Morro San Cristóban é uma atração à parte. Além de possuir um sistema de trem funicular, um bonde puxado por cabos para transportar as pessoas ao alto do cerro, é efetivo, barato e uma prova que morros, pedras no caminho só fazem o melhor por nós. Criam-se soluções contra estas barreiras impressionantes. Os jardins, a vista, a arquitetura dos bancos, o paisagismo deste local é um ícone dentro do conceito do que podemos considerar um grande projeto. E ainda poder agradecer a Virgen de La Inmaculada Concepción por arquitetar nesta magnífica cidade.

No TED de 2014, o arquiteto chileno Alejandro Aravena citou o seguinte: “Nunca resolveremos os problemas, a menos que usemos a capacidade das próprias pessoas em construir”, enfatizando a importância da participação da comunidade em seus projetos.

Catedral Divina Providencia

Gastronomia: um dos pontos altos de Santiago

Torres Siamesas: meio ambiente e tecnologia

Palacio de La Moneda: o clássico colonial

Cidadania projetada: Bancos em todos lugares, ruas

Salamanca City Hall

Patio Bela Vista: Lounges e restaurantes

Metamorphosis: Concepção dos arq José Ulloa Davet, Delphine Ding

Morro San Cristoban: Jardins, bancos, igrejas

Arte: Valorizada e presente em todos locais


6

MANAUS, DOMINGO, 5 DE JULHO DE 2015

Receita e Incra implantarão CNIR para a gestão fundiária S

ão Paulo, SP - A Receita Federal e o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) vão implantar o cadastro nacional com informações sobre os imóveis rurais. Segundo a Receita, a iniciativa visa melhorar a gestão fundiária e tributária do território brasileiro. Um acordo de cooperação técnica foi assinado no início da semana em Brasília pela presidente do Incra, Maria Lúcia de Oliveira Falcón, e pelo secretário da Receita Federal, Jorge Rachid. O resultado dessa cooperação será o CNIR (Cadastro Nacional de Imóveis Rurais), que integrará os bancos de dados dos dois órgãos com o objetivo de melhorar o conhecimento da estrutura fundiária e proporcionar maior segurança jurídica aos negócios imobiliários realizados no país. A unificação do cadastro vai gerar nova base de dados com informações fidedignas, integradas e permanentemente atualizadas, permitindo identificar com segurança e consistência a realidade da malha de imóveis rurais do país. O CNIR será gerenciado pela Receita e pelo Incra e será compartilhado por outras instituições públicas federais e es-

taduais usuárias e produtoras de informações sobre o meio rural brasileiro responsáveis pela gestão da malha fundiária brasileira. O sistema será ferramenta importante para o planejamento e para a execução de políticas públicas relacionadas com as questões fundiária, fiscal e ambiental. Benefícios Para o Diretor de Ordenamento da Estrutura Fundiária do Incra, Richard Martins Torsiano, o cadastro nacional será ferramenta estratégica de governança fundiária, que contribuirá para o desenvolvimento de políticas específicas para o meio rural. “Os órgãos governamentais possuem cadastros temáticos que não estão integrados e obrigam os produtores rurais a declararem mais de uma vez as mesmas informações. O CNIR vai unificar os cadastros e autenticar as informações declaradas, conferindo maior consistência, uniformidade e integridade aos dados”. Para a Receita, o CNIR melhorará os instrumentos de gestão sobre tributos internos e controles aduaneiros. Constitui uma das frentes de atuação do programa de modernização dos cadastros de pessoas físicas,

jurídicas, previdenciárias e de imóveis. Com o cadastro, segundo a Receita, haverá expressiva redução das obrigações acessórias a serem prestadas por todos os titulares de imóveis rurais, com evidentes benefícios a toda a rede do agronegócio e da agricultura familiar do Brasil. Por outro lado, reduzirá a necessidade de o contribuinte buscar atendimento presencial nas unidades da Receita, pois implanta uma série de funcionalidades de soluções automatizadas. O primeiro produto do acordo de cooperação técnica a ser implantado será o portal Cadastro Rural, canal de consulta e atualização de informações relacionadas aos imóveis rurais. O portal, desenvolvido pelo Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), será lançado nos próximos dias e possibilitará aos produtores rurais e agricultores familiares o acesso a informações e a serviços de diferentes órgãos. O portal será o principal canal para a declaração, à Receita e ao Incra, de informações sobre os imóveis rurais. Os dados declarados serão vinculados para a implantação do cadastro nacional em 2016 com a adoção de identificação única para as propriedades.

DIVULGAÇÃO

O cadastro será gerenciado pela Receita e pelo Incra e será compartilhado por outras instituições públicas federais e estaduais

Unificação do cadastro vai gerar base de dados com informações integradas e atualizadas


7

MANAUS, DOMINGO, 5 DE JULHO DE 2015

e saudáveis dentro de casa Pequenos cuidados contribuem para o bom desenvolvimento e manutenção de plantas dentro de ambientes mais fechados como varandas de apartamentos

Água, luz e ventilação são alguns dos cuidados essenciais

C

om a baixa umidade relativa do ar, aumento da poluição e calor intenso, cultivar plantas dentro de casa pode ser uma alternativa para deixar o ambiente mais agradável, além de contribuir para a decoração da casa. Com apenas alguns cuidados com luminosidade, arejamento e temperatura é possível trazer o verde para dentro de casa. A Properati, portal de aluguel e venda de imóveis na internet, separou algumas dicas básicas para manter plantas bonitas e saudáveis em ambientes fechados.

DIVULGAÇÃO

1. Regue com ponderação – É preciso pesquisar quantas vezes determinadas plantas precisam ser regadas durante a semana. Algumas espécies são

Custo da construção é influenciado por reajustes salariais

mais resistentes e basta receber água uma vez por semana, como a tagetes, a cinerária e a flor-de-lis. Outras, no entanto, precisam ser regadas todos os dias como a renda portuguesa. Plantas cultivadas em vasos de plástico dependem de menor volume de água do que aquelas que crescem em vasos de barro, onde a água evapora mais rapidamente. Uma dica interessante é usar um pratinho embaixo do vaso para controlar o escoamento da água. 2. Dê preferência às plantas de sombras – Para quem deseja ter plantas

dentro de casa ou apartamento as melhores opções são aquelas chamadas meia-sombra e sombra, pois sobrevivem de iluminação indireta, como os raios solares que entram pelas frestas das janelas. Alguns exemplos: violentas, orquídeas, lírio, samambaia, antúrio e lírio-da-paz. 3. Deixe o vento circular no ambiente – Há plantas que necessitam de ar fresco, por isso, posicione o vaso próximo a janelas e deixe uma fresta aberta para o ar circular e arejar suas folhas.

nho do vaso que vai comportá-la, assim ela não terá o crescimento comprometido. 5. Use adubo orgânico - O adubo ajuda a planta a crescer forte e saudável, o que garante vida longa. Um dos métodos mais eficientes e tradicionais é a chamada compostagem, que nada mais é do que utilizar restos de alimentos em adubo natural, como cascas de frutas, coadores de café e saquinhos de chá.

4. Cuidado com o tamanho do vaso - Cada espécie de planta cresce numa determinada proporção. Veja o ambiente que pretende colocá-la e pesquise o tama-

JUNHO

Confiança na construção estável O INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção do Mercado) apresentou forte elevação em junho, ao atingir 1,87%, informou o Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV (Fundação GetulioVargas).Emmaio,oINCCM subiu 0,45%. As informações são da Agência Brasil. Oresultadorefleteasvariações de preços coletados entre os dias 21 de maio e 20 de junho. A taxa foi influenciada por reajustes salariais no Rio de Janeiro e em São Paulo. A mão de obra, em junho, teve alta de 3,16%. Das sete capitais abrangidas pela pesquisa, duas apresen-

taram índices superiores aos de maio: Rio de Janeiro, que variou de 1,73% para 2,87%, e São Paulo, de 0,23% para 3,43%. Nas demais capitais, as elevações foram inferiores às registradas em maio: Salvador, que variou de 0,38% para 0,24%; Brasília, de 0,49% para 0,29%; Belo Horizonte, de 0,32% para 0,15%; Recife, de 0,33% para 0,28%; e Porto Alegre, de 0,38% para 0,31%. Índice de confiança Depois de uma forte queda em maio, o Índice de Confiança da Construção manteve-se estável

em junho, com variação de 0,1%. O índice chegou a 73,5 pontos, ficandoabaixodamédiadosúltimos 60 meses, que é de 118,3 pontos. No mês anterior, houve recuo de 4,7%, com 73,4 pontos. O cálculo também é da sondagem apurada pelo Ibre/FGV, com base em entrevistas com representantes de 667 empresas do setor, no período de 1º a 24 de junho. A estabilidade reflete a melhora de um dos componentes do indicador da construção, o Índice de Expectativas, que subiu 3%, após uma queda de 4% em maio. Segundo a FGV, os empre-

REVISÃO Dernando Monteiro

DIAGRAMAÇÃO Adyel Vieira

sários mostraram-se mais otimistas com a possibilidade de uma situação econômica melhor daqui a seis meses. Já em relação ao Índice da Situação Atual, houve recuo de 4,2%, na sétima redução seguida. Em nota, a coordenadora de Projetos da Construção do Ibre/FGV, Ana Maria Castelo, informou que as condições financeiras das empresas pioraram. “Mesmo as expectativas, que registraram melhora neste mês, ainda estão bastante deprimidas, com predominância de projeções de queda da atividade da construção”, diz.

EXPEDIENTE EDIÇÃO Mellanie Hasimoto Guto Oliveira

REPORTAGEM Fred Santana

FOTOS Arquivo EM TEMPO

TRATAMENTO DE FOTOS Adriano Lima

REPRODUÇÃO

Plantas bonitas


8

MANAUS, DOMINGO, 5 DE JULHO DE 2015


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Imóveis & decor - 5 de julho de 2015 by Amazonas Em Tempo - Issuu