MANAUS, DOMINGO, 27 DE DEZEMBRO DE 2015
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Após acumular mais uma decepção ao ser eliminado ainda na primeira fase da Série D com três rodadas de antecedência, Nacional aposta em Heriberto da Cunha para alcançar o tão sonhado acesso à Terceira Divisão em 2016. Pódio E5
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THIAGO FERNANDO
Índigenas sonham com Olimpíadas Pódio C3
DIEGO JANATÃ
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RIO 2016
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Pódio
MANAUS, DOMINGO, 27 DE DEZEMBRO DE 2015
FOTOS: MARCIO MELO
Ricardo MARROCOS
‘A OLIMPÍADA deixará um novo LEGADO’ Mais um ano chega ao seu fim e balanços são feitos para definir o que precisa ser melhorado para o período seguinte, e na Secretaria Estadual da Juventude, Esporte e Lazer (Sejel) não é diferente. Em meio a reuniões e planejamento, o secretário executivo da pasta conversou com o PÓDIO e revelou novidades para 2016. O gestor aproveitou para fazer uma análise sobre o esporte amazonense em 2015. Durante a conversa, Marrocos explicou como funcionará a fusão entre a Sejel e Fundação Vila Olímpica (FVO), e ressaltou a importância de, apesar do momento conturbado que o país vive, tanto política como economicamente, realizar um bom trabalho para o sucesso do Estado na realização dos Jogos Olímpicos. THIAGO FERNANDO
Percebemos que temos algumas modalidades olímpicas como tênis de mesa, judô em algumas categorias, luta olímpica e agora o tiro com arco, surgem porque requer um biótipo de atleta que condiz com a nossa realidade”
PÓDIO – Como você avalia 2015? Ricardo Marrocos – Um ano difícil no cenário econômico, mas conseguimos, mesmo com alguns cortes, executar e atender uma demanda das secretarias do interior e da capital do Estado. Executamos algumas obras importantes, como a reforma de todo o parque aquático da Vila Olímpica, que tem recurso federal. Claro que 2015 não foi um ano ideal para que pudéssemos realizar o que planejamos, inclusive alguns projetos e programas que foram executados de maneira reduzida. Esperamos que no ano que vem, apesar do cenário ser muito ruim, principalmente no primeiro semestre, consigamos implantar muitas coisas na área do esporte. PÓDIO – A Copa do Mundo deixou um legado para o Amazonas? RM – Hoje, acredito que com a estrutura que o Estado tem para o esporte, conseguimos atender a demanda das federações e dos nossos atletas. Nisso, incluo o hotel da Vila Olímpica, todo o espaço físico que temos lá. Isso é fruto do investimento feito pelo Estado para a Copa do Mundo. Apesar de toda dificuldade, temos uma estrutura, não ideal, mas conseguimos atender a todos os esportes.
PÓDIO – A Vila Olímpica passará por nova reforma em 2016? RM – O governador (José Melo) me chamou para uma reunião há um mês atrás e pediu para fazer um projeto completo de reforma, além do que já estamos realizando. Começamos em julho a reformar o parque aquático. Todas as piscinas e áreas de saltos. Fora isso, vamos reformar o ginásio de lutas e implantar o CTARA (Centro de Treinamento e Alto Rendimento da Amazônia), que é um projeto que tem a maior parte dos recursos bancados pelo governo federal. É um projeto de R$ 7 milhões. R$ 6 foram pagos pelo governo federal e o restante pelo Estado. A Seinfra (Secretaria de Estado de Infraestrutura), hoje, está dentro da Vila fazendo esse levantamento técnico para que fosse feito o projeto e orçamento para reformar e modernizar o hotel da Vila, e também a construção do centro de treinamento de tiro com arco. Fora isso, ainda temos para inaugurar no final de janeiro, o centro de treinamento da ginástica. Ele já está quase pronto. Só falta puxar a energia elétrica de alta tensão, que hoje só chega até a piscina. Essa obra é uma parceria do Estado com a Confederação Brasileira de Ginastica (CBG). PÓDIO – Podemos esperar a volta de alguns projetos esportivos no próximo ano? RM – Sim. Todo esse recurso destinado aos projetos já está locado no orçamento da secretária. O CTARA, com sua estrutura de 2014, todo o seu quadro de profissionais com psicólogos, médicos, dentistas, nutricionista e mais os técnicos especialistas, o “Bom de Bola”, que agora vai se chamar “Bola de Ouro”, e o “Galera Nota 10”. Eles vêm dentro do programa “Todos pela Vida”, do governo do Estado. Fora esses, temos o “Vida ativa”, que já está em funcionamento em todos os centros de convivência. Esses recursos já estão garantidos e serão mantidos. Inclusive, já me reuni com a Aades (Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico e Social), que vai realizar o processo seletivo simplificado e, possivelmente, na primeira semana de janeiro vai publicar o edital para o CTARA, “Vida Ativa”, parte do corpo técnico, e para os centros de convivência. Esperamos que, publicando esse processo seletivo, no máximo na primeira quinzena de fevereiro consigamos definir
os selecionados e começar o período de qualificação. Espero que em março esses projetos comecem.
e tomando conta do esporte do Estado. Isso vai otimizar o serviço prestado e estimular os atletas.
PÓDIO – Como vai funcionar a fusão entre Sejel e a Fundação Vila Olímpica (FVO)? RM – Foi publicado, em outubro, a lei que autorizou a extinção da FVO. De lá para cá, tivemos alguns prazos que a Sejel teve que cumprir em razão da lei. A Sejel vai assumir todas as atribuições da FVO e os patrimônios. Por causa disso, a secretária está sendo toda reformulada no seu quadro de funcionários. Entendemos que isso veio no pacote da segunda reforma administrativa do Estado e tem como objetivo economizar por causa dos cargos comissionados. Acredito que vamos otimizar o atendimento ao esporte. Por conta disso, montamos uma comissão de transição, formada por quatro pessoas da Sejel e duas da FVO, que vem se reunindo semanalmente para se inteirar dos problemas da FVO. Todo o orçamento da fundação vem para a Sejel.
PÓDIO – Como funcionará o Fundo de Atendimento aos Atletas, criado recentemente? RM – Dentro da secretária, o governador pediu para que fosse criado um fundo. A FVO arrecadava com os alugueis da estrutura física do Estado. Agora, esse dinheiro vai para o fundo. Fora isso, vamos buscar recursos com a famosa PPP (Parcerias Público-Privadas), por isso que torcemos muito para que o próximo ano seja melhor que esse, para que esse fundo arrecade. Esse montante vai servir para manter essa estrutura física e possivelmente, dependendo dos valores que forem arrecadados por esse fundo, vamos criar o bolsa atleta estadual, que hoje não existe. A proposta da Sejel é criar esse bolsa atleta dentro dos critérios que já são adotados no bolsa atleta federal e municipal. Vamos apenas adequar para a realidade do nosso Estado. Vamos criar esse fundo com o objetivo de apoiar e patrocinar os nossos atletas. Ainda queremos melhorar o atendimento as nossas federações. Acredito que o fundo de apoio será a salvação do esporte nesse momento tão difícil que estamos passando. Ele foi criado agora. Encaminhamos o projeto para a Casa Civil, que encaminhou ao governador, que mandou para a Assembleia, onde foi aprovado.
PÓDIO – Acontecerão demissões por causa dessa fusão? RM – Dentro dessa nova estrutura, a Fundação Vila Olímpica tem 69 empregados, mais os cargos comissionados. Entendemos que, com essa fusão, os cargos comissionados serão extintos e todos os outros funcionários efetivos serão realocados na nova estrutura da secretaria de esporte. Hoje, estamos nesse período de transição e esperando o decreto do governador que oficializa a extinção da FVO. Toda a fusão vai gerar economia. Não tenho valores certos, mas sabemos que a economia será substancial, e não vejo só nesse sentido de economia. Vejo que a fusão vai ajudar a juventude, o esporte e o lazer. Vamos ter um órgão apoiando, patrocinando
PÓDIO – Dizem que é na crise que surgem as melhores ideias. Acredita que com esse fundo seja possível planejar um 2016 melhor que o último ano? RM – Essa é a nossa grande esperança. Tomará que as coisas melhorem e que consigamos retomar, com a criação do fundo, o que foi planejado em 2015 e 2016.
Fora isso, é um ano olímpico. Esperamos que, com o centro de treinamento de ginástica, passem por aqui delegações como a do Japão e Canadá. Essa foi uma conversa que tive com a presidente da CBG. Para isso, precisamos inaugurar e equipar. Essa é uma informação extraoficial, houve uma conversa no mês passado para que essas delegações façam a adaptação ao clima brasileiro em Manaus. PÓDIO – O tiro com arco é a nossa chance de ter representantes nos Jogos Olímpicos em 2016. Pessoalmente, como você avalia o esporte amazonense? RM – Antes do tiro com arco, temos a luta olímpica. Percebemos que temos algumas modalidades olímpicas como tênis de mesa, judô, em algumas categorias, luta olímpica e agora o tiro com arco, surgem porque requer um biótipo de atleta que condiz com a nossa realidade. O tiro com arco é nítido que vem para os indígenas. Foi um ano em que conseguimos superar algumas dificuldades no esporte. Temos a esperança que a Sejel, agora reformulada, e com o governador dando um fôlego novo com esse fundo, possamos fazer tudo o que aprovamos e aproveitar toda a estrutura. Vai ser um grande desafio, mas com muita competência, criatividade e coragem, vamos superar como superamos em 2015. Chegamos ao final do ano sabendo que o governo priorizou a saúde, educação e segurança, o que não deixa de ser o certo. Vamos fazer o nosso melhor. Acreditamos que esse novo ano vai ser bom para o esporte amazonense. Teremos seis jogos olímpicos no esporte. A mídia vai divulgar mais os esportes e isso ajuda. A Copa do Mundo deixou um legado muito grande. Em fevereiro do ano passado, não tínhamos um estádio, agora temos quatro. A Olimpíada deixará um novo legado.
Esperança
FOTOS: THIAGO FERNANDO
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OLÍMPICA Índigenas do tiro com arco são a esperança do Amazonas em ter representantes nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016 THIAGO FERNANDO
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m 2016, o Brasil, pela primeira vez, receberá uma edição do maior evento esportivo do mundo, os Jogos Olímpicos. Apesar de ter como sede a cidade do Rio de Janeiro (RJ), a competição está mobilizando todas as cidades brasileiras devido à importância e proximidade. No Amazonas não poderia ser importante. Maior Estado em dimensão territorial do país e abençoado pelas belezas naturais, ele já está se preparando para receber seis partidas do campeonato de futebol da competição. Além disso, o Amazonas ainda pode receber delegações de ginástica e luta olímpica para o período de aclimatação. Apesar de ser sede do futebol, o Estado pode ficar sem representante na competição. Antes certeza em algumas categorias como judô e luta olímpica, o Amazonas, hoje, só segue lutando por vagas em um esporte pouco conhecido e valorizado nacionalmente: o tiro com arco.
Modalidade milenar, antes utilizada em combates de guerras, o tiro com arco tem como seu grande nome no Estado o professor Aníbal Forte. Graças a um sério trabalho de peneira realizado nas comunidades indígenas do Amazonas, ele conseguiu revelar jovens atletas que hoje lutam para levar a bandeira baré ao topo do mundo. Os frutos desse trabalho que começou há dois ano já são vistos. Os jovens arqueiros in-
SELETIVA Destaques no 41º Campeonato Brasileiro de Tiro com Arco, realizado em Goiânia (GO), Nelson Silva e Graziela Paulino disputarão seletiva olímpica que será realizada no dia 21 de fevereiro dígenas, Nelson Silva (Inha) e Graziela Paulino Santos (Yaci), conquistaram a medalha de ouro na prova em dupla do 41º Campeonato Brasileiro Outdoor de Tiro com Arco, realizado em Goiânia (GO) no final deste ano. Na ocasião, os jovens venceram a principal dupla brasileira e garantiram vaga na seletiva olímpica, que acontecerá no próximo dia 21. Aos 20 anos, Graziela Santos, se mostra confiante com a possibilidade de disputar os Jogos Olímpicos. Descoberta em
uma seletiva que aconteceu na Comunidade Três Unidos, ela revela que seu principal objetivo era vim para Manaus apenas estudar, porém, o esporte mudou sua vida e seu destino. “Fui chamada junto com meus irmãos. Vieram 12 atletas, mas agora só tem seis. Nem pensava em vim para o esporte. Vinha para Manaus para estudar, mas tudo mudou. O esporte mudou meu jeito de viver, deu disciplina e responsabilidade, tanto com o esporte quanto com as pessoas. Me sinto nervosa, está chegando a seletiva para as Olimpíadas, estou treinando para chegar e fazer meu melhor. Esse último resultado dá uma confiança extra”, disse a jovem. Outro indígena que vem se destacando é Gustavo Santos. Aos 19 anos, o jovem registrou na mesma competição, a melhor marca de sua carreira e garantiu vaga na seletiva. Agora, seu objetivo é treinar para ficar entre os 10 primeiros e manter vivo o sonho de representar o Amazonas no maior evento esportivo do mundo. “Começamos o ano mais ou menos, fomos melhorando com o passar do tempo. Finalizamos com uma pontuação a nível nacional. Agora é ficar entre os dez na seletiva e depois entre os dois. Não teremos férias. Única folga será no ano novo. Do dia 2 até a viagem será para se preparar. Com os resultados e evolução, começa a aumentar a confiança de ir para a seletiva e conseguir um bom resultado”, ressaltou Santos.
A partir de 2016, atletas do tiro com arco terão um centro de treinamento que será construído na Vila
Modalidade ganhará CT em 2016 Os resultados dos arqueiros foram tão impressionantes, que o governador do Amazonas, José Melo, anunciou que em 2016, a modalidade ganhará seu primeiro centro de treinamento oficial. O complexo fará parte do projeto Centro de Treinamento e Alto Rendimento da Amazônia (CTARA). O secretário executivo da Secretaria Estadual de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel), Ricardo Marrocos, anunciou que o projeto já foi aprovado pela equipe da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) e tudo deve sair do papel no começo de 2016. “O Centro de treinamento
de tiro com arco já está próximo. Foi um pedido do governador José Melo. Toda equipe da Seinfra compareceu a Vila Olímpica no mês de novembro e fez o levantamento e finalização do projeto para que tenhamos uma ideia de quanto vai custar isso. O governador vai analisar e até o meio do ano pretendemos fechar o projeto com nível internacional”, explicou o secretário executivo. Marrocos lembrou que o tiro com arco é um esporte enraizado na cultura indígena. Por este motivo, anunciou que no começo de 2016, uma nova seletiva acontecerá para que mais 24 atletas
sejam descobertos no interior do Amazonas. “O garoto da capital nasce com um celular ou laptop nas mãos, o indígena nasce atirando. É um talento natural que vamos captar. Já pedi que fosse feito uma seletiva agora no começo do ano, até no máximo em fevereiro, para descobrir novos talentos. Hoje, temos seis atletas em Manaus, porém, queremos mais 24 para que eles venham a capital, estudem e morem aqui, tudo custeado pela Sejel. Aqui, eles terão toda a estrutura para evoluir no esporte e despontar como já despontaram os seis”, finalizou.
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Barezão do ano que vem será no segundo semestre Cartolas avaliam realização do campeonato a partir de agosto como positiva, já que terão tempo para se planejarem de 2016 sob responsabilidade do Comitê Organizador dos jogos em Manaus. O presidente da FAF, Dissica Valério Tomaz, explicou que um dos principais motivos para decretar a mudança foi o grave problema financeiro que as equipes do Amazonas enfrentam. “Temos que entender e compreender que o problema é financeiro. Alguns que têm certo poder de fogo investiram bastante nesse ano e os que não têm muito, investiram o que puderam. Houve um comprometimento de receita até de empresas que estão envolvidas. O governo é importante, mas não pode pagar todas as despesas dos clubes. Depois que foi solucionado o problema dos campos no primeiro
semestre, tivemos esse problema financeiro. Temos que respeitar. É difícil eu ter que impor uma competição sabendo que os clubes estarão fragilizados”, explicou. “Eu já tinha em meu pensamento a ideia de termos um campeonato no segundo semestre, justifico esta minha posição em virtude do período chuvoso do primeiro semestre, complicado pelas péssimas condições de alguns de nossos gramados, principalmente do interior. Junte-se a isto tudo a dificuldade de apoio financeiro por parte do poder público, do qual ainda somos tão dependente, infelizmente”, lamentou Francisco Neto, presidente do Penarol. “O campeonato no segundo semestre não garante
esse apoio, mas dá aos clubes um pouco mais de folga para tentar captar recursos por outras vias. Nós, do Penarol, estamos apostando na adesão do itacoatiarense ao nosso projeto do sócio torcedor, além de outras tantas promoções que serão incrementadas em janeiro próximo. Concluindo, vamos ter um campeonato que servirá de laboratório para mudanças e adequações ao nosso futebol tão desacreditado. Eu torço para que seja positivo”, explicou Neto. “O campeonato no segundo semestre foi uma grande mudança e em princípio toda mudança desse tipo causa rejeição, e é o que vem acontecendo. Eu acho que essa alteração é necessário pelo momento que vivenciamos.
Mas podemos fazer disso algo positivo, temos tempo para trabalhar e planejar o futebol. Temos que fazer um bom Estadual em 2016. É preciso ter paciência e esperar pra ver o que vai mudar para concluir se foi positivo ou não. Eu acredito que será”, avalia Patrícia Serudo, presidente do Manaus FC. Já Mário Ivan, novo diretor de futebol do São Raimundo, acredita em uma disputa positiva, pois terá todo o primeiro semestre de preparação. “Vamos disputar em pleno verão, isso sem dúvida nos ajuda muito. Até mesmo na logística para jogos no interior. Teremos mais tempo de correr atrás de patrocinadores. Não vejo nenhuma complicação por conta desse adiamento”, afirmou.
Formato O Amazonense de 2016 vai contar com a participação de 15 equipes, cinco a mais do que este ano, segundo o presidente da Associação dos Clubes Profissionais do Estado do Amazonas (ACPEA), Cláudio Nobre. A decisão de ter 15 equipes no Estadual foi tomada em reunião com 12 representantes de clubes. Votaram a favor São Raimundo, Tarumã, Operário, Nacional, CDC Manicoré, Rio Negro e Sul América. Fast, Manaus FC, Nacional Borbense, Iranduba e Penarol se manifestaram contra. Holanda, Princesa e Cliper não participaram da reunião. O dirigente disse que a mudança também vale para os estaduais das categorias de base (infantil, juvenil e juniores).
Um dos principais palcos do Barezão em 2015, o estádio da Colina só voltará a receber partidas do Estadual em agosto
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ontrariando a maioria dos torneios estaduais pelo Brasil, o Campeonato Amazonense de 2016 será disputado no segundo semestre. O início da competição está previsto para agosto, logo após os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, que terão partidas de futebol disputadas na Arena da Amazônia Vivaldo Lima. A mudança foi decidida por 13 dos 15 clubes que participarão do certame em reunião realizada em novembro na Federação Amazonense de Futebol (FAF). A alteração aconteceu porque além da Arena, a Colina e o Carlos Zamith, outros estádios utilizados nos jogos do Campeonato Amazonense, vão passar boa parte do primeiro semestre
Nacional tem a chance de fazer tudo diferente
Campeão estadual em 2015 com sobras, o Nacional deu vexame na Série D e em 2016 terá nova chance de buscar o acesso
FOTOS: DIEGO JANATÃ
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Depois de um 2015 decepcionante, Nacional se reorganiza para buscar o tão sonhado acesso à Série C em 2016 FRED SANTANA
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o final de 2014, o Nacional Futebol Clube apresentou um audacioso projeto que pretendia levar o time, em dez anos, à primeira divisão do futebol brasileiro. O plano incluía a conquista do Campeonato Amazonense de 2015 e o acesso à terceira divisão no final do ano, além de boas campanhas na Copa Verde (cuja conquista também era um objetivo) e Copa do Brasil. No entanto, prestes a entrar em 2016, o torcedor do Leão viu apenas a taça do bicampeonato estadual como um dos objetivos cumpridos no primeiro ano da prometida caminhada rumo à Série A em 2024. Pensando em não repetir os erros, a reportagem de EM TEMPO conversou com o novo treinador da equipe, Heriberto da Cunha, ex-Vila Nova-GO. O mineiro que teve passagens como auxiliar técnico por São Paulo, Corinthians e Atlético-MG, além de ter treinado efetivamente outras equipes de renome como Sport e Portuguesa, deu a receita, em tom de recado à diretoria. “A primeira coisa é manter o equilíbrio e promover a manutenção do elenco. Aqui no
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Nacional, qualquer resultado muda tudo: muda jogadores, muda comissão técnica. Isso não é bom. Esperamos que o trabalho tenha continuidade, que não se repitam os erros anteriores e que possamos dar continuidade ao trabalho para alcançarmos os objetivos. Para
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isso, precisamos ter crédito para o nosso trabalho”, afirma. Planejamento Com o Campeonato Amazonense começando apenas no segundo semestre, a preparação das equipes que disputam torneios nos primeiros seis me-
ses do ano segue uma incógnita. Cunha, no entanto, já tem um plano traçado para evitar a falta de ritmo de jogo. “O planejamento segue como planejado. Em janeiro teremos uma intensificação dos treinamentos para o início das competições. Em fevereiro faremos alguns amistosos. Não podemos forçar agora porque o calendário ainda está longe”, disse. Segundo o treinador, serão necessários ao menos seis amistosos para encontrar o padrão ideal da equipe. A estreia do time em competições oficiais será no próximo dia 9 de março, contra o Santos-AP, pela Copa Verde 2016. Retrospectiva Na Copa Verde, uma goleada para o Paysandu e um empate na Colina acabaram com as chances de título. Após a ida, em Belém, Sinomar Naves foi demitido, sendo o primeiro treinador a cair da equipe em 2015. Na Copa do Brasil, um gol impedido de Kieza, do Bahia, eliminou o time da competição, após empate entre os dois times na Colina em 0 a 0. Na volta, o placar de 2 a 2 dava a vaga ao Leão da Vila, quando o lance irregular aconteceu.
Título local e vexame na Série D Aderbal Lana assumiu o time após o revés na Copa Verde e sob seu comando a equipe fez uma campanha espetacular no Barezão 2015, terminando com o melhor ataque, a melhor defesa e apenas duas derrotas em toda a competição. Com essa campanha, a expectativa para o acesso foi a melhor possível. Mas, a campanha na Série D foi um vexame. Após
um início morno, com um empate em 1 a 1 contra o Náutico-RR e uma vitória pouco convincente contra o Vilhena-RO por 2 a 0, vieram derrotas para o Remo (1 a 0) e Rio Branco (2 a 1). Após a derrota para os paraenses em Manaus, Aderbal Lana foi demitido. O treinador das categorias de base, o português Paulo Morgado, assumiu com a missão de classificar o time. Em vão: nova derrota na es-
treia, em Paragominas, para o Remo, por 3 a 1. Com a classificação por um fio, veio o jogo de vida ou morte contra o Rio Branco, na Arena da Amazônia Vivaldo Lima. Jogando uma das suas piores partidas nos últimos anos, o time foi facilmente derrotado por 2 a 0. Resultado: antes cotada para o acesso, a equipe foi eliminada com três rodadas de antecipação.
Na apresentação do elenco para o ano de 2016, a torcida protestou e pediu mais profissionalismo
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Na rota do cinturão Capixaba radicado no Amazonas, Ronaldo Jacaré sonha em disputar o cinturão dos médios do UFC em 2016 ANDRÉ TOBIAS
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astava uma vitória sobre o cubano Yoel Romero para que o capixaba radicado no Amazonas Ronado Jacaré tivesse programada sua luta pelo cinturão dos médios no ano que vem. Contudo, por decisão dividida dos árbitros, ele teve que adiar o sonho de conquistar o título do UFC pelo menos por mais um combate. Sem baixar a guarda, o atleta projeta um 2016 vitorioso e com a chance de desafiar o agora campeão da categoria, Luke Rockhold. “Eu acredito que no ano que vem vou ter minha oportunidade (de lutar pelo título). Acredito que ainda tenho de fazer mais uma luta e vencer bem para ter minha chance. O resultado não foi o que eu esperava, foi uma luta parelha, contestada. Eu ando na rua e as pessoas dizem que fui roubado. Mas acho que faz parte, eu tive a chance de finalizar e ser mais contundente. Consegui me recuperar no terceiro round, mas não o suficiente para provar que eu merecia a vitória”, avalia Jacaré. Mesmo com a derrota, o amazonense vê uma disputa por título próxima e, dependendo do seu desempenho no próximo combate, que ainda não tem
adversário, nem data e local para acontecer, 2016 pode colocá-lo na rota do cinturão. “É uma coisa que não está muito distante. A última derrota que tive foi de forma contestada. Nós estamos num esporte em que todo mundo treina muito, tanto o Rockhold, Weidman e Romero são adversários fortíssimos. Infelizmente, as vezes, os juízes não vêm os que todos enxergam, são coisas que acontecem no esporte. Da próxima vez, espero ser mais contundente e provar que mereci a vitória”, diz o lutador. Novo campeão Se quiser ficar com o cinturão dos médios, Jacaré terá de superar seu próximo adversário - que ainda não foi definido. Depois disso, ele poderá encarar o novo campeão da categoria, Luke Rockhold, um velho conhecido seu que também. “Já lutei com o Rockhold e ele me ganhou como o Romero, de maneira muito contestada. Sempre soube que ele era um cara duro, ele é capaz de fazer o que fez com o Weidman com qualquer um da categoria. Quando lutamos, saímos bastante machucados. Sempre soube que ele era um adversário duríssimo. Agora as pessoas tem uma noção de quem é o Rockhold”, elogiou o amazonense.
Ronaldo Jacaré acredita que precisa vencer de forma contundente mais uma luta para disputar o cinturão dos médios ainda em 2016
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Clubes chineses assombram futebol brasileiro Jadson e Luis Fabiano foram alguns dos atletas seduzidos pelas altas cifras
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ão Paulo (SP) - Em meados de novembro de 2015, o Corinthians recebeu uma sondagem do clube chinês Tianjin Quanjian, que prometia fazer uma proposta de 4 milhões de euros (R$ 17 milhões) pelo meia Jadson, um dos melhores do Brasileiro de 2015 –1 milhão de euros (R$ 4,3 milhões) a menos do que a multa rescisória prevista em contrato. O presidente Roberto de Andrade foi enfático na época. "Não, obrigado, vamos ficar com o jogador para 2016", respondeu o cartola. Um mês depois, os chineses voltaram a atacar e levaram o meia. Primeiro fecharam acordo salarial com o jogador, algo em torno de R$ 1,5 milhão por mês (quatro vezes mais do que Jadson ganhava no Parque São Jorge). Depois avisaram ao Corinthians que depositariam valor integral da multa. "Não tivemos o que fazer", disse Andrade a aliados. O futebol brasileiro já conviveu com a concorrência dos altos salários das potências da Europa, dos clubes do Oriente Médio e, mais recentemente, de equipes ricas do leste europeu. Mas os chineses vão além de inflacionar salários, com propostas que muitas vezes superam o que os
Jadson foi apontado com um dos melhores jogadores do último Brasileirão
China quer se tornar potência estrangeiro tirar o meia da Vila Belmiro é de 50 milhões de euros (R$ 215 milhões). Destaque na última temporada, ele recebe pouco acima do teto salarial do Santos, cerca de R$ 200 mil, segundo Roma Jr. Como então evitar que o jogador não se empolgue com uma oferta de mais de R$ 1 milhão mensal? “Ele quer a seleção brasileira, jogar Copa”, diz o dirigente. Se esse for o projeto de Lucas Lima, de
fato, é mais interessante que ele fique no Brasil. Diego Tardelli, que foi jogar no começo de 2015 no Shandong Luneng, um dos grandes, esteve na Copa América. Foi mal. A avaliação da comissão técnica da seleção, segundo apurou a Folha, é que o nível baixo do campeonato local afetou o desempenho na seleção. A rica China, por enquanto, leva atleta de seleção, para depois tirá-lo do time nacional. Lucas Lima é o mais novo alvo do futebol chinês
DIVULGAÇÃO/SANTOS FC
O sonho por lá é que a China se torne uma potência do futebol mundial a ponto de estar apta a receber uma Copa do Mundo, e para isso eles querem os melhores, não apenas “ex-atletas em atividade”, como acontece no Oriente Médio e nos Estados Unidos. “O Lucas Limas eles não vão levar, apesar dessa concorrência que criaram. Ele fica”, jura o presidente santista, Modesto Roma Jr. A multa para um clube
atletas ganhariam na Europa. Se for preciso, pagam o valor estipulado em contrato para a rescisão do acordo entre clube e jogador. Quando equipes de futebol estipulam multas rescisórias para o mercado estrangeiro, podem colocar o valor que bem entendem e, normalmente, chutam alto para impedir que clubes ricos depositem e tirem o atleta unilateralmente. No caso de Jadson, o Corinthians estipulou o que achou suficiente para um atleta de mais de 30 anos, que já teve experiência no leste europeu e, provavelmente, não despertasse mais interesse dos gigantes do Velho Continente. Novo rico O que mais chama a atenção no caso do Tianjin Quanjian é que o time está na segunda divisão da China. O clube já contratou o técnico Vanderlei Luxemburgo com salário de mais de R$ 3 milhões por mês, e acaba de assinar também com o atacante Luis Fabiano, ex-São Paulo, com vencimentos de mais de R$ 1 milhão por mês. O Tianjian repete a receita de outras equipes da China: investimento privado – todos os times são geridos por empresas –, mas com mãozinha do governo, que dá incentivos fiscais às empresas que investem no futebol.
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