TÉCNICO
Edgardo Bauza chega ao São Paulo
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MANAUS, QUINTA FEIRA, 24 DE DEZEMBRO DE 2015
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Paulistas dominam futebol brasileiro no ano de 2015
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Depois de amargar crises e rebaixamentos nas últimas temporadas, a boa gestão dos clubes resultou em conquistas nacionais
Com o apoio do seu torcedor, que lotou o Itaquerão em todos os jogos do Brasileirão, o Corinthians garantiu o hexacampeonato nacional após campanha irretocável do time comandado pelo técnico Tite
monstrou superação ao conseguir reverter o placar dentro de casa, enfrentando uma disputa de pênaltis para quem tem nervos de aço. Para fechar com chave de ouro, o alviverde garantiu o título com a cobrança do goleiro Fernando Prass. A volta por cima Diante de tantas alegrias, os problemas do passado podem parecer distante, mas o histórico recente dos clubes foi marcado por grandes dificuldades. Há menos de uma década, em 2007, o alvinegro paulista amargou o rebaixamento para série B do Campeonato Brasileiro, resultado de uma campanha ruim e de divergências políticas na diretoria do clube. Da mesma forma, em 2012, o Palmeiras voltou a sofrer com a queda para a segunda divisão. Confiante após conquistar a Copa do Brasil naquele ano, o clube realizou uma campanha desastrosa no Brasileirão, somou mais um rebaixamento a história centenária do clube e frustrou milhões de torcedores. Porém o que para muitos clubes pode significar uma queda livre, para Corinthians e Palmeiras foi uma grande oportunidade. A queda foi decisiva para ambos os clubes, que adotaram uma nova postura, se reestruturaram e tomaram medidas que tornaram possível não apenas o retorno à série A, mas figurar entre os principais
clubes do Brasil novamente. A campanha “Eu nunca vou te abandonar porque eu te amo” foi uma das estratégias mais bem sucedidas do marketing esportivo, levando o Corinthians a aumentar suas vendas já no dia seguinte ao rebaixamento. Mudanças na diretoria e o forte comprometimento da torcida fez com que o clube finalizasse o ano seguinte com a melhor campanha da série B. Já o rival, Palmeiras, conseguiu aumentar as vendas através do lançamento de uma nova camisa, versão “branca”, utilizada nos jogos da Segundona. A medida ajudou a arrecadação do clube, que penava com a falta de verba para contratação de jogadores. A forte estratégia levou o clube a ter a camisa mais valiosa em termos de patrocínios privados do país atualmente. Outro ponto forte foi a aposta dos clubes nas novas arenas. A parceria com investidores foi fundamental tanto para o Palmeiras quanto para o Corinthians, que conseguiu apoio público e privado para fazer de Itaquera a casa do seu torcedor. O resultado é que os dois clubes se tornaram quase imbatíveis dentro de casa, e além do aumento da competitividade, os novos estádios levaram ambos a outra conquista: Corinthians teve o maior público, e Palmeiras a maior renda nesta temporada.
O apoio incondicional do torcedor A expressão “13° jogador” nunca fez tanto sentido para esses clubes. O apelo a paixão do torcedor através dos programas de sócio torcedor e produtos exclusivos fez com os clubes equilibrassem a renda, se estabilizassem e voltassem a figurar na série A, conquistando títulos importantes logo nos anos seguintes. Com as maiores torcidas do país, esses clubes tem contado cada vez mais com
a participação dos torcedores através de programas de sociedade e aquisição de produtos oficiais para aumentar o faturamento mesmo num ano de crise. A boa atuação de 2015 é resultado da gestão adotada pelas suas diretorias e a participação das torcidas. Os programas “Fiel Torcedor” e “Avanti Palmeiras” fizeram com que esses clubes, juntos, somassem mais de 130 mil novos sócios nes-
sa temporada. Corinthians e Palmeiras, respectivamente, ocupam o primeiro e segundo lugar no ranking de novos associados. Muito mais do que meros aficionados, os números apontam que a participação do torcedor foi essencial na campanha vitoriosa desses clubes, a renda levantada pelo marketing esportivo possibilitou investimentos fundamentais para renovação dessas equipes. LEANDRO MARTINS/FRAME
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ão Paulo (SP) - O ano de 2015 foi de grandes emoções para os amantes do bom futebol, sobretudo para corintianos e palmeirenses, que fecharam a temporada com motivos de sobra para comemorar. É fácil encontrar os torcedores desses times desfilando orgulhosamente as camisas do seu clube de coração pelas ruas do país. Os títulos vieram para coroar as vitoriosas campanhas de Corinthians e Palmeiras na temporada e confirmar uma estratégia de marketing bem direcionada. A conquista do hexacampeonato do Timão foi marcada pela eficiência do clube ao longo da temporada. Com um bom nível de aproveitamento foi possível abrir larga vantagem sobre o segundo colocado Atlético Mineiro, e conquistar o título do Brasileirão com três rodadas de antecedência. Para completar a felicidade da Fiel torcida, o time ainda fechou o ano com goleada histórica sobre o rival São Paulo e recorde de pontos na competição. Já a Copa do Brasil de 2015 vai ficar na lembrança de todo palmeirense. A final histórica contra o rival Santos teve gosto de revanche. Após perder a decisão do Paulista no começo do ano para o clube do litoral, o Verdão enfrentou novamente o Peixe, e mesmo perdendo o primeiro jogo na baixada, de-
Após lutar para seguir na Série A em 2014, Palmeiras conquistou a Copa do Brasil em 2015
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Bauza chega ao São Paulo e pede ‘papo’ com Lugano e que precisa falar com ele cara a cara antes de tomar qualquer decisão. “Para mim é muito importante falar com as pessoas e olhar nos olhos. Sabemos o que (Lugano) representa, mas tenho que sentar com ele e falar, antes de tomar qualquer determinação”, explicou. Currículo Bauza foi zagueiro durante as décadas de 70 e 80, teve passagens pela seleção argentina. Tornou-se técnico na década de 90, nas categorias de base do Rosario Central-ARG, time com o qual tem forte identificação e onde iniciou e encerrou a carreira como jogador. Em 1998 assumiu o time principal e, desde então, passou por times da Argentina (Rosario Central, Vélez, Colón de Santa Fé e San Lorenzo), do Peru (Sporting Cristal), do Equador (LDU de Quito) e, brevemente pelo Al-Nassr, dos Emirados Árabes Unidos. Foi campeão da Libertadores duas vezes. A primeira foi em 2008, pela LDU, conquistando o primeiro título de uma equipe equatoriana na competição, e a segunda em 2014, pelo San Lorenzo, que também nunca havia levantado a taça.
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Patrocínio
Técnico argentino chega ao São Paulo com o objetivo de recolocar o time na briga por títulos. Ele sonha em receber, ao menos, três reforços
REFORÇO
REVELAÇÃO
São Paulo (SP) - A Sociedade Esportiva Palmeiras está perto de anunciar mais um reforço para a próxima temporada. Um acordo pelo atacante Erik, que disputou a última edição do Campeonato Brasileiro pelo Goiás, pode ser confirmado pelo clube paulista em breve. Segundo a Rádio 730, de Goiás, o Palmeiras vai adquirir 60% dos direitos federativos de Erik por 3 milhões de euros (aproximadamente R$ 13 milhões). Os dois clubes fecharam o negócio, de acordo com a emissora, após a reeleição do presidente Sérgio Rassi, alcançada na noite de terça-feira (22). O Goiás, penúltimo colocado, acabou rebaixado no Campeonato Brasileiro, mas Erik se destacou ao terminar como artilheiro do time com 10 gols anotados. Com o jogador de 21 anos de idade como titular, o time venceu os dois jogos contra o Pal-
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Palmeiras perto de anunciar Erik
Erik já afirmou que não tem interesse em jogar a Série B pelo Goiás
meiras no torneio nacional, ambos por 1 a 0. Apontado como promessa, Erik já havia deixado claro que a possibilidade de permanecer no Goiás para a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro não o seduz. Assim, deve ser anunciado em breve pelo Palmeiras, classificado para a Copa Libertadores 2016.
Até o momento, o atual campeão da Copa do Brasil já confirmou quatro reforços para a próxima temporada. O goleiro Vagner, os zagueiros Roger Carvalho e Edu Dracena e o meia Régis foram anunciados. À lista, pode ser incorporado o nome de Erik. O meia Moisés, do Rijeka-CRO, também está na mira do Palmeiras.
Flu quer fechar com Richarlison São Paulo (SP) - Já acertado com Felipe Amorim, o Fluminense corre atrás agora de seu companheiro de ataque no América-MG: o jovem Richarlison, de apenas 18 anos, considerado uma das revelações da Série B de 2015. O clube carioca já fez uma proposta oficial pelo jogador e agora tenta baixar a pedida dos mineiros, considerada alta. O atleta possui uma multa rescisória de R$ 20,5 milhões, e o Coelho detém 65% de seus direitos econômicos. A ideia do América-MG é vender 40%, o que significa cerca de R$ R$ 4 milhões. A oferta dos cariocas foi abaixo disso, mas, os mineiros até o momento mostram-se irredutíveis em reduzir os valores. Os outros 35% pertencem a dois clubes do Espírito Santo.
Por parte do Fluminense, a negociação está sendo conduzida pelo presidente Peter Siemsen, um fã do futebol do jovem, que tem como características a habilidade e a velocidade pelos lados do campo. Além do time das Laranjeiras, o América-MG conversa com um clube gaúcho e um paulista. O Corinthians chegou também a fazer uma consulta pelo
atleta, mas as negociações não evoluíram. Richarlison teve uma ascensão rápida. Ele chegou ao Coelho há um ano do Espírito Santo e logo tornou-se campeão estadual e destaque no sub-17. Em seguida, foi efetivado ao sub-20 e ficou apenas poucos meses, passando na sequência para a equipe profissional, onde foi fundamental para a conquista DIVULGAÇÃO/AMÉRICA MG
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ão Paulo (SP) - O novo técnico do São Paulo, o argentino Edgardo Bauza, 57, conhecido como “El Patón”, falou, ontem (23), pela primeira vez oficialmente como treinador do clube. Ele foi apresentado em uma entrevista coletiva ao lado do presidente do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, e do diretor-executivo de futebol Gustavo Oliveira. O novo treinador disse já ter visto alguns vídeos do time e que tem um diagnóstico primário. Entretanto, afirmou que não conversou sobre nomes com a diretoria. “Não falamos de nomes específicos, mas de áreas que a equipe precisa fortalecer. Aguardamos para nos próximos dias fazermos um diagnóstico certeiro. Quando tivermos os nomes vocês vão saber”, avisou. “Precisamos seguir falando com os diretores para ver quais são as melhores opções para não nos equivocarmos. Acredito que não poderemos trazer muitos, então os dois ou três que traremos tem que ser acertados”, completou. Sobre Diego Lugano, ídolo da torcida, Bauza afirmou que é jogador de outro clube
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Novo técnico do Tricolor é apresentado oficialmente pelo clube e afirma desejo de ter papo cara a cara com zagueiro uruguaio
Richarlison se destacou na Série B após boa campanha do Coelho
DESPEDIDA
Robin Soderling anuncia aposentadoria do tênis São Paulo (SP) - O sueco Robin Soderling anunciou ontem sua aposentadoria após quatro anos sem disputar um torneio de tênis. Aos 31 anos, o ex-número quatro do mundo se despede das quadras onde pisou pela última vez em julho de 2011, em torneio realizado em seu próprio país. Soderling ficou afastado durante bom tempo devido a problemas de saúde, entre eles uma mononucleose. Em comunicado divulgado pela imprensa sueca, o tenista lamentou a despedida. “Quando penso nisso,
eu deveria ter escutado meu corpo. O tênis é um esporte que exige um exaustivo treinamento se você quiser conservar seu lugar entre os melhores do mundo”, disse o sueco, que tem como principal conquista o Masters 1000 de Paris. Robin Soderling chegou duas vezes à final de Roland Garros, em 2009 e 2010, ficando com o vice-campeonato nas duas oportunidades. O tenista também se destacou por ter se tornado o primeiro a derrotar Rafael Nadal no tradicional Grand Slam francês.
Leal ao Brasil O ponteiro cubano do Cruzeiro Leal conseguiu naturalidade brasileira nesta semana e já sonha em defender a Seleção Brasileira de Vôlei
MOTOGP
‘A vitória é bastante traiçoeira’, diz Lorenzo São Paulo (SP) - O tricampeonato deixou Jorge Lorenzo em alerta para um possível relaxamento. O piloto espanhol declarou em entrevista à revista Vogue que pretende continuar na mesma toada da temporada passada e não deixar que o título mundial conquistado na MotoGP lhe traga a ilusão de não precisar se esforçar tanto, já que está no topo. “A vitória é bastante traiçoeira. É o que busca durante toda a vida, ser o melhor, ganhar, mas quando isso chega é a hora que você menos aprende. É quando você mais relaxa, inclusive, treina menos. Às vezes é possível que após uma vitória aconteça uma derrota, você crê que que é o melhor e não treina
tanto. É preciso saber administrar muito bem as conquistas”, disse. Lorenzo admitiu que aprendeu com o passado e esse tipo de situação não irá se repetir. O piloto da Yamaha também ressaltou os campeões que continuam se mantendo no topo mesmo após atingir todas as conquistas da carreira. “Eles não se conformam, nunca estão satisfeitos e eu também sou um pouco assim. Algumas vezes ocorreu de eu pensar que após um bom Mundial poderia relaxar mais, só que isso não vai acontecer novamente. Posso perder por outros motivos, mas não por conta de um relaxamento. Com isso eu já aprendi”, comentou o atual campeão da MotoGP.
Apesar de ter conseguido a naturalização brasileira, o ponteiro cubano Leal tem poucas chances de disputar os Jogos Olímpicos do Rio
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ão Paulo (SP) - Um dos principais jogadores em atividade nas ligas nacionais, o cubano Leal, 27, recebeu a nacionalidade brasileira. A concessão foi publicada no Diário Oficial da União, em portaria da Secretaria Nacional de Justiça. Isso abre a possibilidade de Leal, que joga pelo Cruzeiro desde 2012, defender a seleção brasileira. O ponta é o destaque do time mineiro, que detém o bicampeonato nacional e conquistou o título mundial de clubes em 2013 e 2015. Leal jogou pela seleção cubana e chegou a ser vice-campeão mundial com seu país - perdeu justamente a final do Mundial da Itália, em 2010, para o Brasil. A brecha de atuar pelo país que adotou é bem vista pelo atacante. "Não sou eu que decido, não é comigo. O que eu
posso dizer é que se eu for chamado para defender o Brasil eu teria o maior orgulho", disse. O técnico da seleção masculina nacional, Bernardinho, já manifestou neste ano interesse em contar com o jogador. "Estou muito feliz por ter conseguido a naturalização brasileira. Me acostumei a esse país e considero Belo Horizonte minha casa", complementou o jogador, de dois
metros e 104 quilos, nascido em Havana. O processo de naturalização dele começou no início do ano, quando ele solicitou residência permanente. Agora, ele poderá dar entrada no pedido de documentação brasileira. Impedimento A possibilidade de Leal atuar pelo Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio-2016, porém, é remota.
A FIVB (Federação Internacional de Vôlei) determina que atletas só podem atuar por uma nova seleção dois anos depois de concluído o processo de naturalização. A entidade também tem de homologar a troca de nações. Restaria ao país tentar uma anuência ou solicitar uma alteração de regra à federação internacional, o que é pouco provável de acontecer.
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