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Pódio - 22 de novembro de 2015

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INÉDITO

Torneio de gravity racer acontece hoje

Pódio

3090-1075

esportes@emtempo.com.br RUDY TRINDADE/FRAMEPHOTO

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JANAILTON FALCÃO

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Déjà vu? Neste domingo, diante do Joinville, só a vitória interessa para o Vasco. Porém, o estádio do rival traz más recordações para o time carioca: foi lá, em 2013, que a equipe acabou sendo rebaixada à Série B. O filme pode se repetir hoje, caso o Cruz-Maltino perca ou empate e Avaí e Figueira vençam seus jogos. Pódio E7


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Túnel do tempo podio@emtempo.com.br Willian D’Ângelo

Jairzinho e sua passagem por Manaus

Colunista do Pódio

DIVULGAÇÃO

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Além de Jairzinho, outros jogadores que participaram do grupo que foi ao Mundial de 1970 no México desfilaram pelo futebol amazonense na década seguinte. A maioria deles teve passagem curta e atuou poucas vezes pelos clubes locais”

Seleção de 1970 reuniu grandes jogadores, entre eles, Pelé

anos depois, ele estava novamente no Fogão, desta vez para trabalhar no time de juniores. Jairzinho ainda comandou o Londrina-PR, Al Wiahda-ARA, Bonsucesso-RJ e Mesquita-RJ. Mas foi no São Cristóvão-RJ que ele fez uma grande descoberta: Ronaldo, o Fenômeno. Além de Jairzinho, outros jogadores que participaram do grupo

que foi ao Mundial de 1970 no México desfilaram pelo futebol amazonense na década seguinte. A maioria deles tem passagem curta e atuou poucas vezes pelos clubes locais. Clodoaldo, Rivelino, Marco Antônio, Edu e Dadá Maravilha, que veio para Manaus já com 38 anos, contratado pelo Leão da Vila Municipal em 1984, foram alguns desses atletas.

EMANUEL MENDES SIQUEIRA

air Ventura Filho, carioca, nascido em 25 de dezembro de 1944, veio para Manaus aos 35 anos de idade para jogar pelo Fast Clube. O atacante, que teve dez participações com a camisa do tricolor e disputou as Copas do Mundo de 1966, 1970 e 1974, também teve três atuações pelo Nacional Futebol Clube em partidas válidas pelo Copão de 1979. Jairzinho iniciou sua carreira no Botafogo-RJ, em 1965, e no ano seguinte já estava sendo convocado para a Copa da Inglaterra ao lado de Mané Garrincha. Na Copa do México, em 1970, o atacante jogou em um time que tinha craques como Pelé, Rivelino, Gérson e Tostão. Ele marcou sete gols em seis jogos, sem passar nenhuma partida em branco, um feito nunca alcançado por outro campeão mundial. O astro do Botafogo saiu da competição consagrado como o “Furacão da Copa”. Em 1976, após passagem pelo Olympique de Marselha, Jairzinho participou da conquista da Taça Libertadores da América jogando pelo Cruzeiro. O “Furacão” defendeu ainda as equipes da Portuguesa-VEN, Noroeste-SP, Fast Club-AM, o Jorge Wilsterman-BOL e o Nueve de Octubre-EQU. O Furacão iniciou a carreira como treinador em 1982. A estreia fora das quatro linhas foi no Nueve de Octubre-EQU. Dois

Sammy Dias e Diogo Dias provaram que é possível organizar um bom evento de lutas em Manaus

Neste mesmo ano, Dadá se tornou campeão estadual e terminou a competição como artilheiro, ao anotar 14 gols. Em 1985, ao disputar o Brasileirão com a camisa do time leonino, ele marcou 8 tentos. Jairzinho jogou pelo Nacional no Campeonato Brasileiro de 1979, mas participou de apenas de três jogos e sequer marcou

gols. Em 8 de junho daquele ano, em amistoso contra o Rio Negro, o artilheiro da Copa do Mundo de 1970 fez dois gols com a camisa do Rolo Compressor. Em partida contra o Sul América, pelo Campeonato Amazonense, aconteceu a estreia de Jairzinho em jogos oficiais. O Fast Clube venceu por 1 a 0, gol do Furacão, aos 44 minutos do primeiro tempo.

REI DA SELVA

O maior evento de MMA local Para fechar o ano em alto estilo, no próximo dia 5 acontece, no ginásio da faculdade Estácio, localizada na avenida Constantino Nery, Chapada, Zona Centro-Sul de Manaus, a 6ª edição do Rei da Selva Combat. O maior evento de MMA do Amazonas trará, novamente, para os fãs de lutas do Estado, duelos que prometem “tremer a selva”. A luta principal será a disputa do cinturão do peso pena (até 66 quilos) entre Joaquim “Índio” Polônia, representante

da equipe Cristiano Mascarenhas MMA/Tefé, e Wagner “Peão” Noronha, atleta da Associação Monteiro. Ambos os lutadores já venceram lutas na organização. Na última edição do evento, Polônia superou Felipe Rêgo, enquanto Peão venceu Jackson Oliveira na quarta edição. Outros lutadores como Diego Davella (Chiquinho Top Team), Rafael Dias (SD System/Checkmat) e Herbert Matagal (DGT/Coari/Izaias Cunha) também estão no card super

estrelado. O Rei da Selva Combat 6 também será marcado pelo retorno de lendas do MMA amazonense, como Alessandro “Xuxete” Guimarães (Carlson Gracie), que enfrentará Carlos Luciano (Mutação). Ingressos A expectativa é que o evento reúna um público entre 2.000 e 2.500 amantes do MMA. Os ingressos custam R$ 30 (arquibancada) e R$ 50 (cadeiras). Informações e reservas: (92) 98157-9845.


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Gravity Racer movimenta avenida das Torres hoje LUIS HENRIQUE OLIVEIRA

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ais de 200 alunos dos cursos de engenharia mecânica, engenharia de controle e automação, engenharia elétrica e engenharia de produção do Centro Universitário do Norte (Uninorte) irão participar do 1º Campeonato Gravity Racer do Amazonas, neste domingo, às 8h, na rua Visconde de Porto Seguro, próximo à avenida das Torres, Zona Norte de Manaus. A ideia do campeonato é promover a construção de pequenos carros apenas com o uso proveniente da energia gravitacional sem a utilização de motor. Cada equipe, composta por dez alunos, será responsável pela construção de um carrinho. Ao todo, vinte carrinhos serão construídos e a competição segue as normas da Confederação Francesa de Gravity Racer e da Associação Escocesa. De acordo com o coordenador do curso de engenharia mecânica, Daniel Dias Filho, a proposta é oferecer um aprendizado mais dinâmico, por meio da construção dos protótipos em um ambiente descontraído. “A Gravity Racer é uma competição que acontece em São

Paulo, além da França e da Escócia. É uma atividade relacionada à engenharia mecânica, onde os alunos constroem carros sem o uso de motor, apenas com força de atrito e rolamento. As pessoas pensam que o Amazonas não tem condições para receber um evento desse porte e que poucas pessoas acham interessante, mas não. Muita gente está envolvida. A ideia principal é promover o ensino, brincando”, explica Filho. A entrega do protótipo foi feita na última quinta-feira (19), foram analisados por engenheiros e serão reavaliados no dia da competição pela comissão julgadora. Entre os itens analisados estão os processos de desenho e projeto, solda e corte, além do uso correto das forças de atrito e arrasto de cada carro construído. Últimos ajustes Está previsto uma hora de ajuste dos carrinhos no ambiente e no dia da competição. Conforme o aluno Mizaac Lobo, 28, da equipe “Sniper”, os assuntos teóricos estudados em sala de aula, agora, serão colocados em prática. “Cálculos de aerodinâmica, a resistência de materiais, saber qual o melhor material, tudo

isso você aprende em sala de aula e leva para a construção. Cada carro terá no máximo 2 metros de altura e poderá pesar até 120 quilos, contando com o condutor. É uma competição muito interessante”, avalia. O piloto de um dos carros, que também é aluno do 4º período de engenharia mecânica, Lucas Lima, 20, informou que ao todo, o grupo investiu aproximadamente R$ 6 mil no protótipo. “O regulamento fala que todos os equipamentos devem ser reutilizados, entretanto, investimos mais de R$ 5 mil pelo carro”, diz. O coordenador do curso explica ainda que o campeonato será dividido em duas etapas, a primeira, em que a velocidade irá definir os cinco primeiros colocados, e a segunda, onde a técnica de rapidez irá prevalecer. “A segunda etapa é que definirá o vencedor. Nesta etapa, a técnica de direção é que será avaliada, porque eles terão que desviar de cones colocados na pista, como pilotos profissionais”, esclarece. Os pilotos menores de 18 anos deverão entregar à comissão organizadora uma autorização de seus pais ou responsáveis, na qual conste que estão de acordo e cientes do regulamento.

Preparação para o mercado Para o aluno do 4º período de engenharia mecânica Lorenzo Leiria, 19, que é integrante da equipe “Tucandeira”, o processo é fundamental para a interação dos participantes frente às expectativas do mercado de trabalho. “Isso vai fazer com que a gente fique mais preparado para o mercado. Esse campeonato é uma oportunidade para a gente se tornar competitivo e saiba traba-

lhar melhor em equipe, pois todos da equipe se ajudaram. Fizemos a montagem estrutural, a parte das rodas, cada um ficou responsável por alguma coisa”, explica. As equipes utilizaram materiais como madeira, placas de aço, alumínio, borracha, fibra de vidro, soldas, espuma, entre outros. Cinco juízes estarão posicionados no momento da largada e outros cinco serão responsáveis pela medição

do tempo. Cada carro pesa em média 40 quilos e pode chegar a uma velocidade de até 70 quilômetros por hora. O campeonato visa à utilização de metodologias ativas, fortalecendo as competências adquiridas na sala de aula, com aplicação de atividades lúdicas, tipicamente de engenharia, que incentive a produção de soluções para locomoção com máxima eficiência energética.

Para competidores, campeonato é oportunidade de colocar em prática tudo que foi ensinado nas aulas

Tradição mantida com tecnologia Geralmente construído de madeira com rolamentos de aço, o “carrinho de rolimã” é parecido com o protótipo que foi construído para a disputa de corridas ladeira abaixo, como o caso dos “Gravity Racer”. Assim como no campeonato, a construção deste carrinho geralmente é artesanal, feita com ferramentas simples, como martelo e serrote. O professor e mestre em

engenharia mecânica Gino Andrade, que também integra o corpo docente do centro universitário, explica sobre a semelhança entre os dois. “O carro do campeonato utiliza a mesma energia do rolimã para poder sair do lugar, a energia potencial gravitacional. Nesse caso, trabalhamos a resistência do ar, além da questão do tipo de roda usado, que utilizamos para o atrito. Esse

projeto serve para que num futuro, em outros campeonatos, outros alunos construam um parecido e possam usar motor, tudo isso para inserir o aluno no mercado de trabalho”, revela Andrade. O carrinho de rolimã pode conter três ou quatro rolamentos e pode ser construído de um corpo de madeira com um eixo móvel na frente, utilizado para controlar o carrinho enquanto este desce pela rua.

FOTOS: JANAILTON FALCÃO

Instituição de ensino da capital organiza torneio de carros construídos por alunos de diversos cursos da instituição

Velocidade e técnicas de direção serão itens avaliados pelos juízes no Campeonato Gravity Racer do Amazonas


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Gestão cat FRED SANTANA

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ia 4 de dezembro de 1999. Figueirense e São Raimundo se enfrentavam no antigo estádio Vivaldo Lima. O time amazonense venceu por 2x0, reverteu a vantagem dos catarinenses - que no jogo de ida venceram por 3 a 1), avançou para a fase final da Terceira Divisão e mais tarde conseguiu o acesso para a Série B. Dezesseis anos depois, a

distância entre as realidades dos dois Estados em termos esportivos, que naquele ano já era grande, hoje é um verdadeiro abismo. Enquanto o futebol amazonense agoniza, os catarinenses surpreendem o país com clubes estruturados e bem administrados. A reportagem de EM TEMPO procurou dirigentes dos dois Estados para tentar descobrir o segredo desse sucesso. Se em 1999, Santa Catarina figurava com três representantes na Série B e o Amazonas nenhum, hoje os sulistas possuem quatro times só na elite

nacional, um a mais do que os cariocas. Já disputaram finais e semifinais de Copa do Brasil e a classificação para competições como a Copa Sul-Americana já é frequente. Apenas para exemplificar: há alguns dias, a Chapecoense bateu ninguém menos que o campeão da Taça Libertadores deste ano, o argentino River Plate, por 2 a 1.

um modelo a observado futebol ba

Enquanto o futebol amazonense agoniz sofre para sair da Série D, o de Santa Ca o Brasil com organização e bons resultad

Futebol local tenta se reerguer Os nortistas, por sua vez, entraram em uma decadência sem fim. Hoje, o Amazonas está amargando a quarta divisão nacional, e há três anos não consegue sequer passar da primeira fase da competição. A única vez que o futebol amazonense conseguiu algum feito expressivo neste espaço de tempo foi o acesso do América em 2010 para a terceira divisão nacional, justo contra o catarinense Joinville. Mas a vaga foi cassada pela justiça desportiva em virtude da escalação de um jogador de forma irregular. Atualmente, aquele confronto de cinco anos atrás representa simbolicamente a situação do futebol dos dois Estados: enquanto o América praticamente não tem mais atividades, o Joinville luta para se manter na primeira divisão. Nem mesmo a realização da Copa do Mundo em 2014,

a construção da Arena da Amazônia Vivaldo Lima e a reforma de outros estádios em Manaus trouxe o público de volta as praças esportivas. “ A dificuldade maior é a falta de credibilidade junto a sociedade em geral dos gestores do futebol. Se um não consegue êxito, sobra para todos os outros clubes do futebol amazonense pagar. E isso reflete em várias outras coisas: falta de patrocínio, pouco público, etc.”, analisa a ex-presidente do Penarol e atualmente mandatária máxima do Manaus FC, Patrícia Serudo. Crescimento Afinal, por que tanta diferença? Santa Catarina não estava entre os maiores centros do futebol do país nas décadas passadas. Essa arrancada começou justamente após a Copa João Havelange, realizada em 2000. “Futebol não é uma

ciência exata para afirmarmos uma fórmula. Em Santa Catarina há uma conjuntura de fatores. Temos cinco clubes tradicionais e muitos outros identificados com cidades polo do Estado. Na capital, Figueirense e Avaí, em Criciúma o Criciúma, o Joinville no norte e a Chapecoense, em Chapecó. Não são grandes metrópoles, mas são cidades desenvolvidas, e o futebol é um lazer da cultura do catarinense. A Federação desenvolve treze competições em todas as categorias para fomentar a prática do esporte. Assim vamos dia a dia buscando melhores resultados”, explica o presidente da Federação Catarinense de Futebol (FCF), Delfim Pádua Peixoto Filho.


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tarinense:

a ser pelo baré

Mais do que formar atletas Outro assunto relevante destacado pelos dirigentes catarinenses é a responsabilidade social dos clubes na formação de atletas. O esporte de caráter social além de formar cidadãos, tem revelado muitos atletas de talento para o mercado esportivo, seja no vôlei, no atletismo, no basquete, no futebol e outras modalidades esportivas. Infelizmente, em todos os clubes pesquisados no Amazonas, nenhum possui projetos dessa natureza. “O esporte vem sendo um integrador social por excelência, amenizador de con-

niza no ostracismo e Catarina impressiona ados dentro de campo

flitos sociais, aquecedor da economia local e provedor direto e indireto de empregos. A educação é base do equilíbrio social e da cidadania. A formação dos cidadãos começa na infância e precisa ser bem orientada para que se desenvolvam na adolescência e juventude, se solidificando, assim, na fase adulta”, explica Gomes. “O futebol pode oferecer grande contribuição para a sociedade amazonense, que deve estar presente de forma efetiva e integrada, com ações positivas”, sugere o diretor executivo e de planejamento do Avaí.

Longo caminho a ser percorrido

União dos clubes é importante Uma palavra que é sempre repetida em se tratando de sucesso no mundo do futebol é “planejamento”. Mas passar da teoria para a prática parece ser o maior problema dos times do Amazonas. “O futebol precisa de público, de torcida, de consumo. Os clubes precisam se fortalecer pensando nisso”, explica Delfim. E a melhor forma para conseguir isso, tomando como exemplo Santa Catarina, é a união das agremiações.

Parceria “O nosso futebol passou por um processo de ajustamentos na sua estrutura. A principal delas foi a criação da Associação de Clubes de Futebol Profissional de Santa Catarina, que congrega todos os clubes da 1ª, 2ª e 3ª divisões, ajustando as competições em conjunto com a Federação Catarinense de Futebol, o que possibilitou a busca de recursos, parcerias e patro-

cínios para as competições e com um calendário que ainda precisa ser melhor ajustado, na minha opinião, com uma competição com calendário cheio (o ano todo) para aquelas equipes que não disputam as competições nacionais. Essas que disputam competições nacionais poderiam participar com uma equipe sub-23”, aponta Enio Gomes, diretor executivo e de planejamento do Avaí.

Paciência e calendário cheio Formar atletas e lançá -los no time principal parece uma alternativa mais acessível se comparado a contratação de reforços de peso. Mas apostar nessa política é uma tarefa que exige paciência. “A busca por

soluções rápidas atrapalha a maioria dos clubes. Formar um time para uma próxima competição importando atletas é um atalho para se conquistar um título, mas para conquistar algo mais é preciso formar uma equipe dentro de casa, gerando identificação com o clube e com o torcedor, importando apenas as peças que o time precisa. Mesmo que ele não vença de imediato”, pondera Patrícia. “A formação de atletas é

levada a sério com a obrigação da participação em todas as categorias de competições organizadas pela FCF anualmente: infantil, juvenil e juniores, oferecendo aos primeiros colocados a participação em competições nacionais, tais como a Copa São Paulo, Copa Rio Grande, Copa Minas, Copa do Brasil sub-17 e sub-20”, ilustra Gomes. A ideia, segundo o dirigente, é implantar um centro de excelência na formação de atletas, que seja autossustentável financeiramente, sem custos aos atletas.

“Temos muito trabalho pela frente, resgatar nossa credibilidade, nos comunicarmos e debatermos mais o futebol e isso já estamos fazendo graças a ACPEA (Associação dos Clubes Profissionais do Estado do Amazonas). Falta somente abrir esse debate com a sociedade e a Associação promover essa discussão. Olhar e investir na base chega a ser um discurso manjado, mas os clubes tem que dar atenção urgentemente para a captação e formação de jogadores. Se conseguirmos transmitir algum sinal de que estamos caminhando na direção certa, a imprensa vem conosco, o púbico vai ao estádio, os patrocinadores e resultados vêm”, aposta a presidente do Manaus FC. A gestão profissional é um dos fatores mais importantes, de acordo com os catarinenses. “A partir desse profissionalismo surge toda a organização das ações necessárias ao desenvolvimento do futebol, sem o imediatismo, tanto na gestão dos clubes, calendários e a formação de atletas”, sugere Enio Gomes.

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Racismono futebol Especialista esclarece legislação sobre injúrias raciais e aborda recentes casos de racismo no esporte mais popular do Brasil LEANDRO MARTINS/FRAME

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Aranha foi alvo de insultos racistas no ano passado, quando vestia a camisa do Santos

ão Paulo (SP) - O dia 9 de janeiro de 2003 tentou garantir um pouco de equidade à comunidade negra do Brasil com a lei 10.639, que instituiu o Dia da Consciência Negra no calendário escolar nacional. Mais de uma década depois, porém, o país tem muito o que aprender e desconstruir. Como em toda análise política, teórica ou sociológica feita em solo brasileiro, o futebol não pode ser excluído do debate da ilusória democracia racial. “O futebol é uma representação da sociedade, então ele também sustenta o mito da democracia racial. O torcedor vê os jogadores negros que se deram bem na carreira e cai na ilusão de que racismo não

existe mais, de que eles têm as mesmas chances de chegarem lá”, explica Manuel Alves Filho, jornalista e membro do Grupo de Estudos e Pesquisas de Futebol da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). “Sendo que isso não é verdade. Não só para os jogadores, mas para os dirigentes, juízes, treinadores. O caminho para alcançar algum sucesso profissional sempre vai ser mais longo para eles, assim como a luta para se manter”, afirma. O caso mais recente a virar notícia envolveu o meia Michel Bastos. Autor do terceiro gol da vitória do São Paulo sobre o Sport, no último dia 31 de outubro, o jogador usou os dedos em um gesto de silêncio para responder às vaias que incomodavam a equipe nos compromissos anteriores, dentro e fora do Morumbi. Vinte e quatro horas depois, o atleta foi alvo de ofensas racistas em suas redes sociais. “Tenho que ficar quieto ainda?”, questionou o são-paulino em novo post no Instagram, desta vez em tom de denúncia. Não deveria. Como já ficou provado em agressões anteriores, pouco adianta

o silêncio ante um ato criminoso – destacado pelo artigo 140 do Código Penal Brasileiro, parágrafo 3: “se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora

CASOS O racismo continua tão vivo no futebol quanto nos demais segmentos da sociedade. Recentemente, o meio-campista Michel Bastos, do São Paulo, foi alvo de injúrias da própria torcida tricolor

de deficiência, a reclusão é de um a três anos e multa”. “As redes sociais servem como plataforma para os dois lados, tanto para a denúncia, que precisa ser feito da forma mais rápida possível, quanto para o agressor, que encontra um meio direto de atingir a vítima com base em um possível anonimato que antes não existia. Então ela serve às duas convicções, e

depende muito do que a gente faz dela. Mas é evidente que a exposição também permite uma contramarcha, permite que as outras pessoas se movimentem para denunciar e entender a gravidade desse ato”, pondera Manuel Alves Filho. “Apesar dos discursos e da própria legislação, a nossa cidadania capenga ainda é muito baseada na segregação, como diz uma colega historiadora aqui do núcleo de pesquisa. É algo que sempre fizemos com os povos negros, indígenas, orientais, pessoas de outras orientações sexuais”, lembra o jornalista. Para tanto, o comunicador propõe uma roda de conversa com todos os envolvidos. Inclusive a imprensa esportiva. “Além de tomar essas atitudes que já tomamos, também deveríamos propor uma discussão geral sobre o assunto. Conversar com jogadores, dirigentes, juízes, treinadores, torcedores, empresários. Todos deveriam ser inseridos nesse debate até chegarmos a um modelo de sociedade que de fato seja válido. A gente aborda bastante como a imprensa fomenta a violência”, aponta.

O papel da mídia na punição O melhor exemplo de como o alarde pode ser eficiente é datado de 28 de agosto de 2014. Na ocasião, o Santos derrotou o Grêmio por 2 a 0 em Porto Alegre (RS). A festa só não foi completa em função das ofensas racistas disparadas para o goleiro Aranha, hoje no Palmeiras. Tão logo percebeu o cenário hostil, o jogador comunicou a arbitragem de Wilton Pereira Sampaio, que não paralisou o duelo. Apesar de gritada por milhares, a injúria proferida por uma torcedora gaúcha se tornou destaque ao ser registrada pelas câmeras de televisão na Arena do Grêmio, cuja leitura labial permitiu a interpretação da palavra “macaco”. “É evidente que a legislação está aí para punir e dar exemplo, mas não dá para ser porrada e cassetete o tempo todo. Até porque não se trata de um comporta-

mento exclusivo dos estádios de futebol. A torcedora do Grêmio que ofendeu o Aranha pode até justificar que foi coisa do calor do momento, mas ela não chamou ele de outra coisa. Não usou o termo ‘mão de alface’. Ela escolheu uma ofensa de cunho racista porque já tem

EDUCAÇÃO De acordo com o especialista Manuel Alves Filho, não basta apenas uma legislação severa para extirpar o racismo no Brasil. Para ele, é preciso criar mecanismos para educar o povo esses pensamentos no dia a dia. Na hora do jogo, ela simplesmente externou uma ideia preconceituosa que já estava na cabeça dela, como na de tantos outros. A diferença é que ela teve o azar de ser flagrada por externar uma ofensa que, possivel-

mente, já usava no dia a dia em conversas com amigos”, externa o comunicador. O Brasil libertou seus escravos há 127 anos, mas a dívida histórica para com a comunidade negra ainda está longe de ser quitada. “Temos muito a melhorar. O combate ao racismo é uma questão de conscientização, educação e conhecimento”, disse o ex-volante Tinga, que quando jogava também sofreu com racismo. Aliada ao estudo sociológico do futebol, a opinião do jogador que sofreu na pele chama a atenção para a importância urgente da educação no combate ao preconceito e à invisibilidade racial. “Não dá para pensar só em punição, temos que pensar em educação de maneira não-formal. Aprender a conviver com a diversidade e se entender como nação miscigenada, não importa quantos dias da Consciência Negra sejam necessários para que os negros tenham voz”, finaliza Manuel Alves Filho.


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Ironia do destino?

Para manter viva a esperança de seguir na Série A, Vasco precisa vencer o Joinville neste domingo no mesmo palco onde foi rebaixado em 2013

Jorginho aposta na permanência do Vasco na elite do futebol brasileiro

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io de Janeiro (RJ) - Um filme passará na cabeça do torcedor vascaíno quando a bola rolar para Vasco e Joinville, neste domingo (22), às 15h, na Arena Joinville (SC), em jogo que pode decretar a queda do clube para a Série B. O local é exatamente o mesmo de quando o time carioca foi rebaixado em 2013, ao ser goleado pelo Atlético-PR por 5 a 1. Para que o Vasco retorne à Segunda Divisão pela terceira vez em sua história, basta que empate ou seja derrotado e que Avaí e Figueirense vençam Fluminense e Chapecoense, respectivamente. A hipótese de ser rebaixado no mesmo palco da queda de 2013, porém, não passa pela cabeça do técnico Jorginho, que mantém a esperança de permanência na Série A. “Não penso nisso. Não vai ter rebaixamento. Não vai ter isso. Vamos lá, vencer o Joinville, depois vamos para cima do Santos e depois vamos enfrentar o Coritiba. Se eu

lamentar e chorar o resultado, meu amigo, eu estou perdido. Não penso nisso”, diz. Sempre com um discurso motivacional, o treinador espera por um jogo difícil diante do Joinville, mas tenta manter o otimismo mesmo

COMBINAÇÃO Em caso de derrota ou empate para o Joinville, e vitória de Avaí e Figueirense, o Vasco estará matematicamente rebaixado para a Série B. Em compesação, um triunfo mantém o time carioca vivo com a situação cada vez mais delicada na tabela do Campeonato Brasileiro. “Acreditar sempre. Será um jogo difícil, o campo lá, pelo que soube pelo meu telefone, vai estar pesado. Está chovendo direto lá. É jogo de coração. Vamos descansar

ao máximo os jogadores que vão para o jogo. O objetivo é fazer um grande jogo lá e acreditarmos. Não mudou nada, continuamos acreditando e vamos conseguir esse feito fantástico”, garante o comandante cruz-maltino. Além da queda para a Série B, o rebaixamento na Arena Joinville em 2013 foi marcado por cenas de barbárie, quando centenas de torcedores de Vasco e Atlético-PR se envolveram em uma grande pancadaria que deixou dezenas de feridos e detidos, fato que chegou a interromper a partida e quase cancelá-la. Preocupação Com um cenário complicado mesmo dependendo das próprias forças, os cruz-maltinos ainda se preocupam com fatores extracampo. O principal deles é a arbitragem. O presidente Eurico Miranda já havia dito anteriormente que os árbitros favoreciam os times de Santa Catarina por influência

de Delfim Peixoto, presidente da Federação Catarinense de Futebol e presença forte nos corredores da CBF. Por ironia do destino o Vasco pode cair justamente por conta de catarinenses. Embora ninguém queira gravar entrevistas temendo represália ou punições, dentro do clube o temor é que a arbitragem dê uma ajuda para livrar Avaí e Figueirense. Outra preocupação é com uma possível falta de vontade do Fluminense, que vai enfrentar o Avaí no domingo (22) e o Figueirense na última rodada. Eurico Miranda tornou a rivalidade com o Tricolor muito alta por conta de disputas políticas e até mesmo por causa da posição das torcidas na arquibancada do Maracanã. O meia Vinícius, do clube das Laranjeiras, chegou a dizer que ficaria feliz com a queda do rival. Ele, porém, está afastado do elenco por conta de um litígio envolvendo a negociação para renovação de seu contrato.

O fato de o Fluminense ter vendido o mando de campo do jogo contra o Avaí, que será no Espírito Santo, já irritou alguns vascaínos. Além disso, existe a possibilidade de o Tricolor preservar os titulares na rodada final, diante do Figueirense, em Santa Catarina. Disposto a dar uma sacudida no time, o treinador deve promover mudanças e o

ataque é o setor a ser mexido. Rafael Silva e o colombiano Duvir Riascos, titulares contra o Corinthians, correm sério risco de serem barrados. Assim, Jorge Henrique, Leandrão e Eder Luis estão pleiteando um posto entre os titulares. O zagueiro Rodrigo, que foi expulso contra o Timão, cede o seu lugar a Rafael Vaz, que vai formar dupla com Luan.

JOGOS DA RODADA Hora

Jogo

15h 15h 15h 15h 15h 16h 17h30 17h30 17h30

Joinville x Vasco Corinthians x São Paulo Internacional x Grêmio Figueirense x Chapecoense Atlético-MG x Goiás Flamengo x Ponte Preta Fluminense x Avaí Coritiba x Santos Sport x Atlético-PR

Local Arena Joinville Arena Corinthians Beira-Rio Orlando Scarpelli Independência Mané Garrincha Kleber Andrade Couto Pereira Ilha do Retiro


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