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Pódio - 22 de abril de 2016

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MANAUS, SEXTA FEIRA, 22 DE ABRIL DE 2016

esportes@emtempo.com.br

Muricy vê Fla pronto para o Vasco

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Chama dos Jogos Rio-2016 é acesa em

Olímpia No local onde os Jogos Olímpicos nasceram, na Grécia, o símbolo começou sua caminhada de mais de 20 mil quilômetros rumo ao Brasil, onde chega em agosto

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límpia (Grécia) - A chama dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro-2016 foi acesa ontem (21) em uma cerimônia na antiga cidade de Olímpia, na Grécia. A cerimônia lembrou o drama dos refugiados que transitam pelo país e a crise política no Brasil. Agora a tocha dos Jogos do Rio percorrerá milhares de quilômetros antes de chegar em solo brasileiro. “Estes Jogos Olímpicos serão uma mensagem de esperança nestes tempos difíceis e a chama levará esta mensagem a todos os cantos do Brasil e ao mundo inteiro”, afirmou Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI). União das épocas Atrizes com figurino similar ao da Grécia antiga invocaram no templo de Hera (de 2,6 mil anos) o Deus Apolo, antiga divindade do sol. A grande sacerdotisa, interpretada por Katerina Lehou, famosa atriz grega, captou os raios solares por meio de um espelho, que os desviou para dar vida à chama. Depois, em uma lenta coreografia, a grande sacerdotisa acendeu a tocha dos Jogos do Rio-2016, que teve como pri-

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meiro atleta do revezamento o ginasta grego Le heris Petrounias, campeão mundial das argolas, que no Rio será o grande rival do brasileiro Arthur Zanetti. Em seguida, o ex-craque do vôlei Giovane Gávio, bicampeão olímpico em Barcelona-1992 e Atenas-2004, recebeu a tocha tornando-se o primeiro de muitos revezadores brasileiros. O ritual à moda antiga, que pretende estabelecer um vínculo de união entre as épocas, foi realizado pela primeira vez nos Jogos Olímpicos de Berlim-1936 e remete à simbologia olímpica da chama, que permanecia acesa durante toda

a competição na antiguidade. A viagem da tocha deve durar quatro meses, rumo ao Maracanã, onde a pira olímpica será acesa, no dia 5 de agosto, depois de atravessar o Atlântico e percorrer mais de 20 mil quilômetros, por mais de 300 cidades brasileiras. Antes disso, passará por alguns lugares emblemáticos da Grécia até chegar a Atenas, onde será entregue ao comitê organizador Rio-2016, no 27 de abril, no estádio que recebeu em 1896 os primeiro Jogos da era moderna. Uma das etapas antes de chegar ao estádio será o centro de refugiados de Eleonas, no subúrbio da capital, onde um refugiado tomará conta do revezamento. O escolhido para a tarefa é um sírio que perdeu uma perna na guerra que devasta seu país, e sua imagem deve recordar ao mundo o drama dos refugiados, a crise migratória mais importante desde a Segunda Guerra Mundial. Tempos difíceis Os Jogos Rio-2016 acontecerão em meio a uma situação de crise política no Brasil, que impediu a presença em Olímpia da presidente Dilma

Rouseff, envolvida em um processo de impeachment. “Os Jogos acontecerão num mundo sacudido por crises”, admitiu Bach, que fez questão de “homenagear o povo brasileiro”, “que, em algumas semanas, acolherá o mundo com entusiasmo e o deixará maravilhado com sua alegria e sua paixão pelo esporte”. “Será um grande momento para o Brasil e serão os Jogos do Brasil. Apesar das dificuldades que o país atravessa, vai levar uma mensagem de esperança em todos os cantos do seu território e no mundo inteiro”, completou. Na ausência da presidente Dilma Rousseff, o Brasil foi representado pelo novo ministro dos esportes, Ricardo Leyser, que assumiu como interino no mês passado, e por Carlos Arthur Nuzman, presidente do comitê Organizador Rio-2016. “A chama traz a mensagem de que o nosso caro Brasil pode e vai ser unido, um país que merece buscar um futuro melhor”, afirmou Nuzman, reconhecendo que o país “navegou pelas águas mais difíceis que o movimento olímpico já conheceu” para preparar os Jogos.

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Muricy vê Fla pronto para encarar o Vasco na arena Após altos e baixos na temporada, técnico acredita que o Rubro-Negro se encontrou dentro de campo

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io de Janeiro (RJ) Depois de assegurar a classificação para a próxima fase da Copa do Brasil, o Flamengo volta suas atenções para o confronto diante do Vasco, no próximo domingo (24), em Manaus, em jogo que vai apontar um dos finalistas do Campeonato Carioca. O técnico Muricy Ramalho antecipou algumas mudanças no time e vê Flamengo pronto para enfrentar o Cruz-Maltino. Para o técnico rubro-negro, o Flamengo agora está muito bem preparado para enfrentar uma equipe do nível do Vasco e citou dois jogadores que tem se destacado nos últimos jogos: o meia Mancuello e o atacante Marcelo Cirino, atual artilheiro da equipe. O fato de o Vasco apresentar um retrospecto favorável nos últimos jogos entre os dois clubes não assusta Muricy. Ele disse que a comissão técnica, comandada por Jorginho e Zinho, está fazendo um trabalho excelente que se reflete nos resultados obtidos pela equipe de São Januário. Elogio ao rival “Eles têm entrosamento maior que o nosso, porque mexeram pouco do ano passado para agora. O Flamengo está se encontrando e já temos algumas formas definidas de jogar. Acho que será um grande jogo”, apontou Muricy. O treinador vai modificar o

esquema com três atacantes que usou contra o Confiança. O atacante Fernandinho, que fez sua estreia e foi elogiado pelo treinador, sairá da equipe. O ex-jogador do Grêmio não está inscrito para a disputa do Campeonato Carioca. Como Emerson Sheik segue vetado pelo departamento médico, o técnico repetirá a formação de meio-campo que venceu o Bangu com Cuellar, Willian Arão, Mancuello e Alan Patrick. Muricy ainda lamentou a

BOA FASE Após quase deixar o Flamengo no início do ano, o atacante Marcelo Cirino vive seu melhor momento na equipe. Ele fez seis gols nos últimos cinco jogos do Rubro-Negro e ganhou a posição de titular de Sheik ausência do zagueiro Juan, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, que recebeu no jogo diante do Bangu. O veterano defensor será substituído por César Martins que está sendo preparado desde o início da semana para entrar no clássico contra o Vasco. O jogador teve alguns problemas com a torcida durante o estadual, mas o técnico acredita que ele tem todas as condições de mostrar um bom futebol no confronto com o time de São Januário.

Comandante rubro-negro está satisfeito com a boa fase do time, principalmente após ele adotar o esquema com quatro meias e dois atacantes

ANTES DO CLÁSSICO

Meia Nenê quer time agressivo Rio de Janeiro (RJ) - Na expectativa para o duelo entre Vasco e Flamengo no próximo domingo (24), pela semifinal do Campeonato Carioca, Nenê ressaltou em entrevista coletiva ontem (21) a necessidade do Gigante da Colina de apresentar uma postura agressiva no confronto. Para o camisa 10, a vantagem do empate não pode atrapalhar e causar um acomodamento dentro de campo. “Não temos que ficar pensando só na vantagem, pois se entrarmos para empatar, há risco de acabar perdendo.

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Nosso time apresentará a mesma dinâmica e entrará em campo com pensamento na vitória. Agora, se no final a vitória não vier e ocorrer um empate, estarei feliz também, pois conseguiremos a classificação dessa forma”, disse Nenê. O atleta também relembrou a má atuação de seu time no último confrontou e ressaltou a importância de sua equipe entrar com ímpeto para encarar os rivais: “Vimos o que não fomos bem e acho que faltou a intensidade do jogo de São Januário, do primeiro

minuto ao último. Contra o Flamengo, tem que jogar com muita garra e determinação”. Sem conseguir escapar da polêmica, o jogador ainda comentou a situação envolvendo o zagueiro Rodrigo e o atacante Paolo Guerrero, que se envolveram em briga no último clássico. “Acho difícil achar um cara tão chato como o Rodrigo, mas ele não é desleal. É um jogador que não deixa espaço para o atacante. É complicado. Não pode passar do limite e prejudicar a ele mesmo ou o time”, explicou.

ARTHUR CASTRO

CLÁSSICO DOS MILHÕES

Cuca valoriza boa fase do Verdão São Paulo (SP) - O técnico Cuca está otimista para o confronto com o Santos domingo (24), na Vila Belmiro, pela semifinal do Campeonato Paulista. Nos dias que antecedem o duelo, a série de seis partidas sem derrotas do Palmeiras serve para fazer os palestrinos acreditam na classificação à decisão do torneio estadual. Cuca iniciou sua trajetória com derrotas consecutivas para Nacional, Audax, Red Bull e Água Santa. Ele finalmente desencantou diante do Rio Claro e ainda venceu

Corinthians, Mogi Mirim, River Plate-URU e São Bernardo, além de empatar com o Rosario Central. “Demos uma melhorada como conjunto. Foi um começo ruim, com todas aquelas derrotas, mas tiramos proveito daquilo e aprendemos. Hoje, temos cinco vitórias e um empate. Fizemos 15 gols e tomamos quatro. Isso nos dá condição de ter otimismo para o futuro”. Cuca sucedeu Marcelo Oliveira no comando do time e encontrou o elenco formado

pelo treinador anterior. Há seis partidas sem perder, ele atribui a evolução aos atletas e ainda enxerga espaço para uma melhora maior nas próximas partidas. “Estamos trabalhando todos os dias para buscar o melhor dos jogadores, mas o grande mérito é deles. Acho que ainda não jogamos o que podemos jogar, podemos evoluir um pouco mais. O momento hoje nem é tanto de jogar um grande futebol, mas sim de fazer uma grande partida domingo”, declarou.

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São Paulo empata com The Strongest e se classifica L

a Paz (Bolívia) - Foi o argentino Jonathan Calleri, como sempre, quem salvou o São Paulo na noite de ontem (21), em La Paz, na Bolívia. Depois de sofrer na fase de grupos da Copa Libertadores, o Tricolor paulista conseguiu empatar por 1 a 1 contra o The Strongest nos 3.660 metros de altitude da capital boliviana e se classificou às oitavas de final. O jogo começou com a surpresa do técnico Edgardo Bauza, que decidiu tirar Paulo Henrique Ganso – que faz boa temporada em 2016 – do time titular para escalar o volante Wesley. O São Paulo viu o Strongest abrir o placar após falha do goleiro Denis e empatou graças ao sétimo gol de Calleri na Libertadores, artilheiro da competição - nos minutos finais, Denis foi expulso quando Bauza já tinha feito as três substituições, e o zagueiro Maicon teve de virar goleiro. Com o resultado, o São Paulo enfrentará o Toluca, do México, nas oitavas de final. Como se classificou em segundo lugar, o São Paulo jogará o primeiro jogo no Brasil e decidirá no México

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a vaga nas quartas. O jogo A proposta de Edgardo Bauza sem Ganso foi clara: fechar os espaços do Strongest e segurar o empate jogando na altitude. Funcionou parcialmente: o São Paulo de fato conseguiu impedir

PRESSÃO Nos acréscimos da partida, o goleiro Denis atrasou a jogada e foi expulso deixando o Tricolor com o zagueiro Maicon como arqueiro. Em duas jogadas ele saiu bem e conseguiu salvar a equipe paulista que os bolivianos chegassem perto do gol de Denis, mas apresentou falhas. Em cobrança de falta de longe do Strongest, Denis saiu mal do gol e viu Cristaldo completar de cabeça, livre no segundo pau, para abrir o placar para fazer 1 a 0. Mesmo com o resultado desfavorável, Bauza manteve Ganso no banco e viu o empate sair com Calleri.

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Jogando na altitiude de La Paz, Tricolor consegue segurar time boliviano e vai encarar o Toluca-MEX nas oitavas da Libertadores Kelvin cobrou escanteio e o argentino marcou de cabeça o seu sétimo gol na competição continental. Segundo tempo O São Paulo voltou do intervalo sem Ganso, e Bauza manteve a proposta de jogo de se fechar para segurar o empate jogando fora de casa. Depois do intervalo, porém, o São Paulo teve ainda mais problemas para criar jogadas. No início, uma falha defensiva fez Matías Alonso sair na cara do gol e perder a chance mais clara do jogo - seria o segundo gol do The Strongest. Paulo Henrique Ganso foi a campo antes da metade do segundo tempo no lugar de Michel Bastos, que estava exausto. Durante a segunda etapa, assim como no primeiro tempo, o destaque são-paulino foi para Hudson, sempre bem posicionado e decisivo no bloqueio aos bolivianos. Nos últimos 20 minutos o Strongest passou a pressionar muito e chegou perto do gol em cabeceio de Neumann. Nos acréscimos, o zagueiro Maicon teve de virar goleiro depois da expulsão de Denis.

Volante Wesley, que substituiu Ganso, o melhor jogador do São Paulo na partida na altitude de La Paz

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