RAIMUNDO VALENTIM
RAIMUNDO VALENTIM
esportes@emtempo.com.br ALANMORICI/FRAME
MANAUS, DOMINGO, 21 DE JUNHO DE 2015
Pilotando como gente grande
Malizia fala da saudade do Vivaldão
Pódio E4
Pódio E3
Sem Neymar, fora da Copa América por suspensão imposta pela Conmebol, meia Philippe Coutinho foi o escolhido por Dunga para substituir o principal jogador da equipe no duelo contra Venezuela, em Assunção. Pódio E5
O eleito
E2
MANAUS, DOMINGO, 21 DE JUNHO DE 2015
Cláudio NOBRE
O principal PROBLEMA É A falta de recursos FOTOS: RICARDO OLIVEIRA FOTOS: EDUARDO NICOLAU/AE
ANDRÉ TOBIAS Equipe EM TEMPO
C
riada com o propósito de representar as equipes de maneira homogênea, a Associação dos Clubes Profissionais do Estado do Amazonas (ACPEA) vê o primeiro Campeonato Amazonense “pensado” por ela chegar ao fim. Ao PÓDIO, Cláudio Nobre, presidente da entidade, faz uma avaliação do trabalho feito neste primeiro tempo, enumera as dificuldades de um certame de maior duração e trata com cautela o Barezão de 2016.
Neste primeiro ano o principal ponto talvez seja a união dos clubes, dos dirigentes. Estamos nos encontrando bastante, em contato permanente. Ou seja, é um bebê que surgiu, em meio a um monte de problemas para ser resolvido, que não está nem engatinhando ainda
PÓDIO – Qual foi a maior vitória da ACPEA neste primeiro campeonato com participação efetiva dela? Cáudio Nobre – O principal ponto da associação é buscar a união dos clubes. Os clubes sempre tiveram cada um correndo para o seu lado, cada um “brigando” entre si ou de forma unilateral, e isso era muito ruim, muito prejudicial para os clubes. Então, neste primeiro ano o principal ponto talvez seja a união dos clubes, dos dirigentes. Estamos nos encontrando bastante, em contato permanente. Ou seja, é um bebê que surgiu, em meio a um monte de problemas para ser resolvido, que não está nem engatinhando ainda, mas já nasceu. E nasceu com uma união e isso é um ponto muito forte. PÓDIO – Por que não existia essa união antes? CN – Faltava organização. Faltava o surgimento de alguma coisa nova tipo a associação para que trouxesse os problemas comuns a todos, que são muitos, para um fórum único, que é a associação. A minha conduta pessoal é sempre de harmonizar, e isso a gente tem tentado levar para a associação. Sempre tinha a federação, que
deixava para cima da hora e ali não se podia organizar. PÓDIO – Além da aproximação entre os clubes, o que mais de positivo a ACPEA após o Barezão 2015 finalizado? CN – Já se resolveu muita coisa. Pela primeira vez, nós temos um calendário que está sendo seguido. A discussão do campeonato passou por dentro dos clubes e não por fora. Tudo que foi colocado no regulamento foi votado e aprovado pela maioria dos clubes, apesar de alguns discordarem. Nada foi colocado imposto, foi tudo aprovado pela maioria. PÓDIO – Já existe uma data prevista para começar as discussões sobre o Barezão 2016? CN – Existe um calendário para isso. Eu sempre fui do esporte e sempre trabalhei com datas. Isso aí não pode demorar muito tempo, a gente só vai esperar o pessoal pagar as pendências que tem, esfriar a cabeça e temos que trabalhar no calendário para 2016. Tem que ver a questão da Copa Amazonas, que existe um regulamento que não pode ser simplesmente rasgado, tem que ser cumprido. Existe uma vaga da Copa Verde em jogo que tem que ser disputada na Copa Amazonas, está lá no regulamento escrito isso. E tem duas vagas a serem disputadas para a fase principal do Campeonato Amazonense 2016. PÓDIO – Com essa união dos clubes citadas por você, já não é o caso de se pensar em correr atrás de patrocínio de maneira coletiva ou até mesmo discutir um novo acordo sobre os direitos de transmissão do campeonato? CN – Eu sou contra rasgar regulamento, rasgar contrato. Nós temos contrato com a detentora dos direitos de
transmissão do campeonato que vai até 2019. Até lá nós não podemos conversar isso, nem pensar. Lógico, os clubes pensam, unidos, em correr atrás de patrocínio. Vamos tentar fazer isso. Mas é como eu falei, a associação é um bebê, está engatinhando, ainda não tem nem dente, mas tem uma série de coisas que podem ser feitas, entre elas é correr atrás de patrocínio. Já tem uma pessoa que está buscando isso, que o representante do Nacional, o Haroldo Falcão. Ele busca da maneira que ele pode algum apoio extra para os clubes. Tem esbarrado na burocracia e até na descredibilidade do futebol amazonense, mas só vai mudar isso com trabalho. PÓDIO – Na sua visão, qual a principal dificuldade encontrada pelo futebol amazonense para que ele se desenvolva e alcance patamares maiores? CN – O principal problema é a falta de recursos. No esporte existem três pilares: estrutura, equipe e recursos. Equipe e estrutura você consegue com poucos recursos, agora o recurso faz você ter uma boa equipe e uma boa estrutura. Quando faltam recursos, falta tudo. A ausência dele faz com que você não se planeje adequadamente, ou quando se planeja e faltam recursos você fica como ficaram os clubes neste ano. As equipes que chegaram, com um deslize aqui e outro ali, foram as que possuem um melhor investimento e uma melhor estrutura. PÓDIO – A ACPEA foi criada com o intuito de dividir um pouco a responsabilidade de organizar campeonatos e regulamentos com a FAF? CN – A associação é para representar os clubes. Nós não temos uma associação, que
fique bem claro, para brigar com a federação. A federação é quem faz o campeonato. Nós não temos esse poder e nem queremos criar briga com a FAF. Ela é outra questão, uma outra coisa, uma outra história. Nós não estamos aqui para bater ou para brigar com a FAF. Agora, representa os clubes, e isso aí a gente tem se organizado. Quando vamos à FAF já estamos com o regulamento pronto, com as datas prontas, a maneira que a gente decide como vai fazer. Agora, a gente não influencia em arbitragem, em locais de jogos, em nada disso. A nossa influência está na organização e nas propostas discutidas com antecedência. E neste sentido tem ajudado, acredito eu, a FAF. PÓDIO – Como você analisa a pouca utilização da Arena da Amazônia Vivaldo Lima durante esta edição de Campeonato Amazonense? CN – Eu li que o gestor do governo que é algo em torno de R$ 700 mil para manter Arena, Colina e Zamith, isso dá R$ 8,4 milhões por ano, que é muito dinheiro. Então, eu penso o seguinte, se você gasta tudo isso para manter, é muito mais barato subsidiar jogos na Arena e não mantê-la fechada, ou seja, com pouca utilização, é mais fácil subsidiar jogos do Campeonato Amazonense do que simplesmente manter a Arena fechada, sendo subsidiada com R$ 8,4 milhões por ano para que mantenham a grama e a limpeza. Um estádio daquele, que pode atrair o público, se fosse subsidiado para que o futebol amazonense possa utilizar mais vezes, será uma grande atração e, quem sabe, uma das ações para voltar o público. É um paradoxo: gastar R$ 8,5 milhões por ano para manter e não subsidiar os jogos do Campeonato Amazonense.
A discussão do campeonato passou por dentro dos clubes e não por fora. Tudo que foi colocado no regulamento foi votado e aprovado pela maioria
A associação é para representar os clubes. Nós não temos uma associação, que fique bem claro, para brigar com a federação
E3
MANAUS, DOMINGO, 21 DE JUNHO DE 2015
Ariovaldo
‘Vivaldão’ Malizia Por 25 anos, ‘Seu Ari’ foi responsável por administrar o Vivaldo Lima e a Arena da Amazônia
E
le passou 25 anos à frente da direção-administrativa da Fundação Vila Olímpica (FVO), comandou o antigo estádio Vivaldo Lima e ajudou no planejamento das partidas realizadas em Manaus pela Copa do Mundo 2014. Apesar de sua história e experiência, Ariovaldo Malizia acabou sendo exonerado em abril deste ano. Sempre simpático e atencioso, seu Ari, como é carinhosamente chamado pelos amigos, recebeu o convite de administrar o antigo estádio Vivaldão e logo aceitou o desafio de mudar a realidade da praça esportiva. Na sua opinião, a principal missão era dar credibilidade ao estádio e acabar com as falcatruas que aconteciam no local. “O estádio era muito menosprezado, não tinha manutenção. As pessoas não tinham carinho. Era cheio de limo, banheiros sujos e fedorentos, tudo caindo. Não tínhamos um gerenciamento em cima dos eventos que a FAF (Federação Amazonense de Futebol) promovia. O quadro móvel era feito por eles. Não tinha ninguém compromissado em manter o estádio limpo para receber os torcedores. Havia muitas falcatruas, desvios de rendas enormes. Foi quando decidi assumir e peguei o cargo com a condição de moralizar o estádio. Não gosto de ver nada errado. Nada que vá contra a imprensa, torcedores e jogadores”, disse Ariovaldo que afirmou ver o estádio como um local de entretenimento e lazer para os torcedores. Logo no começo de sua gestão, Malizia demitiu mais de 300 funcionários que cobravam para deixar pessoas entrarem pelos portões do estádio. Segundo o próprio, essa moralização do local foi o seu principal legado. “Acho que o estádio é um local de entretenimento, um local para passar horas agradáveis. Em um momento xingando, em outro comemorando e vibrando, mas o conforto e segurança têm que existir. Sempre briguei por isso. Meu grande trunfo foi ter moralizado o estádio. Esse é meu grande legado. Cheguei a mandar embora
mais de 300 pessoas que eram para trabalhar, mas faziam falcatruas como deixar amigos pularem a catraca. Fui limpando, demorou um pouco, mas consegui. Eu não parava. Queria acompanhar de perto tudo que acontecia em torno do evento”, citou. Não é segredo para ninguém que seu Ari viveu com dedicação cada momento dentro do antigo Vivaldo Lima. Mesmo achando complicado, Malizia ainda conseguiu destacar três momentos que marcaram sua gestão e ainda revelou que não conteve a
emoção vendo a história sendo feita. “Vivi vários momentos que marcaram. O último jogo do estádio foi um deles. Foi a final de um torneio de futebol amador e lotou o local. Muita energia com o público vibrando. A decisão foi para os pênaltis. São momentos em que me emocionei e procurei cantinhos para chorar. Não gosto de mostrar a emoção. Outro foi quando retiraram o placar do estádio. Naquele momento, caí na real e vi que uma era estava acabando. Antes eram apenas especulações. Naquele momento marcou. No fundo, não queria acreditar. O Vivaldo Lima faz parte da minha vida. Lá era a extensão da minha casa e vivi intensamente tudo. Quando a nova arena foi inaugurada. Também fui para um cantinho chorar. Dessa vez foi em um banheiro”, disse o apaixonado gestor. Apesar de longa sua carreira, uma partida marcou Ariovaldo a frente da administração do Vivaldão. Foi justamente a única partida oficial que a seleção brasileira fez em Manaus. O duelo foi em 2003 contra o Equador. Na ocasião, o Brasil venceu por 1 a 0 a partida que era válida pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006. Após o jogo, a organização foi elogiada em
rede nacional pela detentora do direito de transmissão da competição. Para Malizia, esse momento foi gratificante porque sempre gostou de ser cuidadoso com cada detalhe do estádio. “O primeiro e único jogo das eliminatórias que aconteceu em Manaus foi na minha gestão. Antes, o Brasil tinha vindo apenas em amistosos. Tive o prazer de comandar todo o trabalho que cabia ao Estado naquele momento. Foi gratificante ver o resultado, porque sempre tivemos preciosismo na hora de trabalhar. Fomos elogiados em rede nacional e isso teve uma repercussão positiva”, relembrou o gestor.
RAIMUNDO VALENTIM
THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO
E4
MANAUS, DOMINGO, 21 DE JUNHO DE 2015
Velocidade sem idade Hiago Fabrício, 9, e Maria Fernanda, 8, mesmo com pouca idade já participam do campeonato amazonense de arrancada, na categoria dragster júnior mirim. O garoto, inclusive, bateu o recorde da categoria na segunda etapa do competição
A
bençoado com ídolos como Ayrton Senna, Nelson Piquet e Emerson Fittipaldi que fizeram história na Formula 1, o Brasil sempre foi um país que respira velocidade. O automobilismo é uma paixão nacional, principalmente para os homens. Porém, essa realidade vem mudando nas últimas décadas. Atualmente, é comum encontrar nos autódromos brasileiros, famílias acompanhando e vibrando com a adrenalina produzida pela velocidade. Foi justamente assim que os jovens Hiago Ferreira Fabrício, 9, e Maria Fernanda Azulay, 8, conheceram e se apaixonaram pelo esporte. Mesmo novos, os pequenos já praticam a modalidade. Ambos participam do Campeonato Amazonense de Arrancadas que acontece na pista Amazonas Dragway, localizada na estrada Manoel Urbano, Km 6,5, Iranduba – Manaus, na categoria dragster júnior mirim. Na última etapa da competição, Hiago bateu o recorde na sua categoria com o tempo de
11segundo e 435 milésimos. O feito foi muito comemorado no momento, principalmente pela equipe LT & TR / AM, da qual faz parte. Porém, ninguém vibrou mais com a conquista que o pai do menino, Thiago Fabrício. O principal incentivador e fã numero um do jovem piloto admitiu que no momento da quebra do recorde, o sentimento de orgulho tomou conta e não deu para segurar a emoção. “Ver ele se vestindo e entrando no dragster foi uma emoção inexplicável, com alegria e choro ao mesmo tempo. Sempre gostei do automobilismo e quando comecei a pilotar carro de arrancada, levei
meu filho. Desde pequeno ele e minha esposa me acompanham em tudo. Daí, ele pegou gosto por viver nesse meio das corridas. Foi indescritível ver que ele conseguiu bater o recorde na categoria”, disse o orgulhoso pai que está correndo atrás de patrocínios para conseguir adquirir um veiculo próprio para seu filho. Agora recordista, Hiago conta que só ficou nervoso na primeira vez que entrou no carro. Após isso, tudo ficou mais natural. Segundo o jovem, o mais divertido é contar para os amigos seu hobbie. “Me sinto bem agora dentro do carro, mas antes ficava nervoso. Minha paixão começou com meu pai. Ele que me ensinou amar o automobilismo. Sinto adrenalina pilotando. Gosto bastante. Contei para os meus amigos a eles sentiram curiosidade de me ver pilotando. Ele só acreditaram realmente quando mostro
vídeo da arrancada”, afirmou o menino prodígio. No dia em que Hiago quebrou o recorde, ele pilotou o carro de outra revelação amazonense, Maria Fernanda Azulay. Por motivo de saúde, a
garota não pode participar da etapa do Estadual de arrancadas. Foi sua mãe, Márcia Azulay que deu incentivou a participação de Hiago. “O Hiago é o mascote da equipe e vamos dar todo o apoio. No dia, dei a idéia e ele topou. Agora, vou sofrer duplamente. É tenso vêlos pilotando. Juro que fico muito preocupada, apesar da segurança. A Maria
Fernanda não tem preço. Ela é meu maior bem. Só aceitei a idéia dela pilotar, porque sei que meu marido é muito zeloso e carinhoso. Sei que não ia colocar ela em risco”, confidenciou a mãe coruja. Paixão no sangue Como Hiago, a paixão pela velocidade foi transmitida de pai para filha no caso de Maria Fernanda. Segundo sua mãe, tudo começou quando a jovem via o carinho que seu pai tinha por seus carros ‘velhos’. “Isso já está no sangue da Maria Fernanda. Ela gosta muito dos carros antigos. Até brinco chamando de velhos, mas ela me corrige. Ela se apaixonou pelos dragster e vou incentivar. Não é um esporte barato, mas você consegue proporcionar para os seus filhos. Tem que ter o cuidado para escolher o equipamento certo. Na hora de comprar, você ainda fica em duvida, mas levamos em consideração a segurança do filho”, concluiu Márcia.
Hiago acompanhava o pai, Thiago, nas arrancadas e se apaixonou pelo automobilismo FOTOS: DIVULGAÇÃO
THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO
Segurança em primeiro lugar
Maria Fernanda divide o carro rosa com o colega Hiago
Apesar de pilotarem veículos menos potentes, os pais devem sempre buscar a segurança de seus filhos. Segundo o preparador Thiago Ben Jor, a prioridade é adquirir equipamentos de boa qualidade para o carro. “Primeiramente, os pais devem procurar profissionais qualificados que já tenham trabalhado em projetos de corrida. O chassi do dragster vem de fora. Então, a diferença é na hora da manutenção. Essa é a diferença entre ser campeão ou terminar no final. Fora isso, é importante achar uma equipe preparada para cuidar das crianças e ter paciência. Devem procurar equipamentos de boa qualidade para manter a segurança na pista”, disse Ben Jor. A categoria dragster junior foi criada para ajudar na integração entre os pais e filhos. Thiago afir-
mou que é antigo o desejo das crianças de competir. Nessa temporada, já são cinco os pilotos mirins que ajudam a fazer a festa da torcida que lota a pista de arrancada Amazonas Dragway, localizada na estrada do município de Iranduba. “Essa categoria surgiu justamente para integrar as crianças e adolescentes. Ela vai até os 16 anos, sendo dividida por idade. As crianças estavam querendo participar. Os pais deles são pilotos. Então, acabamos mexemos nos carros dos pais e dos filhos. O interessante é como eles focaram, obedeceram, mantiveram o foco e prestavam atenção em tudo. No dia do evento choveu e eles ficaram torcendo para que a chuva passasse. Eles prestam mais atenção que os adultos”, disse o preparador da equipe.
MANAUS, DOMINGO, 21 DE JUNHO DE 2015
E5
Com Coutinho de titular, Brasil enfrenta Venezuela S
antiago (Chile) – Na estreia da Copa América contra o Peru, a seleção brasileira demonstrou sua dependência de Neymar. A equipe jogou mal, mas a vitória nos acréscimos aliviou as críticas ao time de Dunga. Três dias depois, o camisa 10 novamente foi a referência em campo, e como apresentou um futebol abaixo do normal, o Brasil foi castigado pela Colômbia em um jogo ruim tecnicamente, e acabou perdendo por 1 a 0. Para completar, Neymar foi expulso ao final da partida e não disputa mais a competição. Sem seu principal jogador e precisando vencer para se classificar para as quartas de final da Copa América, a seleção brasileira enfrenta a Venezuela neste domingo (21), em Santiago, as 17h30 (de Manaus). Obrigatoriamente, Dunga terá que fazer mudanças na escalação. Philippe Coutinho treinou no lugar de Neymar e Douglas Costa na vaga de Fred. Ao que tudo indica, Roberto Firmino será mantido no ataque. Dunga foi coerente com as escalações dos últimos amistosos e não inventou na preparação. A opção por Philippe era a mais simples e natural. No amistoso contra o México,
RUDY TRINDADE/FRAME
Sem Neymar, seleção brasileira precisa de uma vitória para se classificar paras as quartas de final da Copa América quando Neymar estava retornando ao Brasil depois da conquista da Liga dos Campeões, Coutinho atuou como principal armador da equipe. A novidade foi a troca de Douglas Costa por Fred, que vinha sendo titular nos últimos jogos. Contra a Colômbia, no entanto, ele teve atuação ruim e acabou substituído na metade do segundo tempo. No ataque, Dunga mantém a aposta em Roberto Firmino, apesar de o atacante ter perdido um gol incrível contra a Colômbia. A defesa foi a mesma do jogo anterior. Assim a seleção deve ir a campo com a seguinte formação: Jefferson; Daniel Alves, Thiago Silva, Miranda e Filipe Luis; Fernandinho, Elias, Willian, Douglas Costa e Philippe Coutinho; Firmino. Tudo embolado Todas as equipes do Grupo C estão empatadas com três pontos, uma vitória e uma derrota. O Brasil precisa vencer a Venezuela, domingo, para se classificar à próxima fase da Copa América. Uma vitória com boa margem de gols pode garantir o primeiro lugar do Grupo C. Na outra partida, entre Colômbia e Peru, as duas seleções também têm chances de classificação.
Meia do Liverpool-ING, Philippe Coutinho terá a responsabilidade de substituir Neymar no confronto decisivo contra a Venezuela
E6
SP/CARLACARNIEL/FRAME
MANAUS, DOMINGO, 21 DE JUNHO DE 2015
São Paulo quer manter liderança contra Avaí
Meia Michel Bastos está confirmado na equipe titular
Tricolor Paulista quer permanecer no topo, mas terá que superar desfalques para bater os catarinenses
S
ão Paulo (SP) – Líder do Campeonato Brasileiro com 16 pontos, o São Paulo quer se manter no topo e para isso enfrenta, neste domingo (21), no Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi, o Avaí, pela oitava rodada da competição Nacional. O Tricolor teve uma semana inteira para trabalhar, mas nem a “folga” de jogos foi capaz de tranqüilizar o técnico Juan Carlos Osório. O comandante são-paulino ficou preocupado com a debandada de jogadores nesta semana. Foram vendidos Rodrigo Caio, Paulo Miranda e Denílson, todos atletas que atuam na parte defensiva da equipe. Para completar as más notícias, o capitão Rogério Ceni, com o estiramento na coxa direita, também estará fora da partida. Sem Ceni, a vaga ficará com Renan Ribeiro. Desde a metade de 2013 no clube, o ter-
ceiro do goleiro do elenco - que atualmente é reserva imediato pelo fato de Denis seguir em recuperação de cirurgia no ombro direito - tem apenas uma partida com a camisa tricolor. Ele atuou na vitória por 3 a 0 sobre a Portuguesa, na última rodada da fase de classificação do Estadual. Outra baixa certa é o centroavante Luis Fabiano, suspenso. Em contrapartida, Osorio terá de volta o meia Paulo Henrique Ganso e o meiaatacante argentino Ricky Centurión, que não participaram da vitória sobre a Chapecoense, na semana passada. Ambos, a propósito, poderão ser titulares na tentativa do São Paulo de defender a liderança do Campeonato Brasileiro. Visitante Com os desfalques de Renan e Jéci, que cumprirão suspensão automática após receberem o tercei-
ro cartão amarelo, o Avaí pode ir a campo neste domingo com três zagueiros, até pelo fato do campo do Morumbi ser grande, permitindo mais espaços para se trabalhar jogadas. Com 11 pontos, o time de Santa Catarina ocupa a nona colocação do campeonato. Se vencesse o Figueirense no último domingo, estaria agora integrando o G4, na quarta colocação. “Você vê grandes equipes que não encaixaram ainda. Nosso primeiro objetivo é a permanência. Estamos com uma campanha boa e temos que enaltecer esses 11 pontos em sete jogos. Mas se todos continuarem entendendo que o coletivo é maior que o individual, vamos continuar crescendo. Podemos sim dar saltos maiores no campeonato, nossa ambição pode ser maior que apenas permanecer na Série A “, afirmou Gilson Kleina, técnico do Avaí.
EM CASA
CLÁSSICO
o Uruguai na Copa América, e Alisson e Gabriel Xavier lesionados estão fora do jogo, Vanderlei Luxemburgo vai encarregar Marquinhos de cumprir está função em campo. O treinador também não terá o volante Willians, suspenso. Com uma lesão no calcanhar, o lateral-direito Mayke completa a lista de ausentes. Luxemburgo deve optar por Fabiano. Essa será a primeira vez do jogador contra a Cha-
pecoense, seu ex-clube, que apesar do respeito quer a vitória para o Cruzeiro. Se Vanderlei Luxemburgo teve problemas para armar o Cruzeiro, o técnico Vinícius Eutrópio não deixou por menos. O atacante Ananias, que ainda tem vínculo com o time mineiro não poderá entrar em campo por questões contratuais. Nos treinos da semana, o comandante da Chape escolheu Camilo como substituto.
Atacante Walter afirmou estar ansioso pelo primeiro clássico contra Coritiba na Baixada
Furacão e Coxa deulam na Arena DIVULGAÇÃO
Belo Horizonte (MG) Embalado pela sequência de três vitórias seguidas no Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro quer emplacar o quarto triunfo na competição. Para isso, terá que superar a Chapecoense, neste domingo (21), às 10h (de Manaus), no Mineirão. Será o primeiro jogo da Raposa no novo horário da manhã do futebol nacional. Sem um armador de oficio já que Arrascaeta, está com
DIVULGAÇÃO
Cruzeiro mede forças com a Chape
Desde que chegou a Belo Horizonte, Luxemburgo ainda não perdeu no comando da Raposa
Curitiba (PR) - Dois times em situações opostas no Campeonato Brasileiro, mas que prometem deixar os números de lado e colocar a rivalidade à prova na Arena da Baixada. Essa é a expectativa para Atlético-PR e Coritiba, que se enfrentam neste domingo (21), às 15h (de Manaus), pela oitava rodada da Série A. Este será o primeiro clássico no estádio, reformado
para a Copa do Mundo. A expectativa é de casa cheia, com mais de 30 mil pagantes, com uma festa programada pela torcida rubro-negra, com direito a um mosaico gigante. Dentro de campo, o Furacão quer continuar no G-4. Com Nikão suspenso, Felipe deve ficar com a vaga. Já o lateral Natanael conseguiu se recuperar das dores na costela e vai
para o jogo. Se o Rubro-Negro briga pelo G-4, o Alviverde quer sair da zona de rebaixamento. Com cinco derrotas consecutivas, o Coxa joga suas fichas no clássico para reverter a situação. Para isso, o técnico Ney Franco vai mexer no time e deve contar com reforços importantes. O principal deles é o experiente meia Lúcio Flávio.
E7
MANAUS, DOMINGO, 21 DE JUNHO DE 2015
STUDIOCOLOMBO/PIRELLI
Ferrari quer ‘bater de frente’ com a Mercedes Escuderia italiana quer acabar com a supremacia da Mercedes no Grande Prêmio da Áustria, neste domingo
S
pielberg (Austria) - O líder do campeonato da Fórmula 1, o britânico Lewis Hamilton, está acostumado nesta temporada a sentar em sua Mercedes e ir direto para a liderança da tabela de classificação. Na edição de 2015 da principal categoria do automobilismo mundial, somente uma vez a Mercedes não ficou no lugar mais alto do pódio. E a única equipe a superar o carro prateado foi justamente a Ferrari, com Sebastian Vettel, no GP da Malásia, a mesma que aparece novamente como ameaça ao líder do campeonato e seu companheiro Nico Rosberg. Essa eletrizante disputa será realiza neste domingo (21) no Grande Prêmio da Áustria. A preocupação é tanta, que o alemão, vice-líder do mundial, a 17 pontos do companheiro, afirmou que a Mercedes vai precisar de “um final de semana perfeito” para
deixar a Ferrari para trás. “Estamos sempre preocupados com a Ferrari, já que são os nossos rivais mais próximos. Aqui nesta pista o tempo de volta é muito pequeno, então todo mundo vai ficar naturalmente mais próximo. Eles pareceram estar rápidos hoje”, avaliou o alemão. O piloto mais rápido nos treinos de sexta-feira, o tetracampeão Vettel deu mais uma prova de que pode fazer frente à Mercedes. O carro vermelhou andou acima do esperado e a pista “Temos que ter certeza que ficaremos perto da Mercedes o máximo que pudermos, será uma corrida interessante”, disse.
Punição obriga Alonso a largar no final do grid
Após bons treinos, Vettel quer provar força da Ferrari na corrida
A McLaren já vem penando para fazer engrenar os seus carros. Para completar a má fase, teve confirmada uma punição que fará Fernando Alonso largar no final do grid do GP da Áustria. O piloto espanhol foi punido com a perda de 20 posições na largada depois de exceder o número máximo de quatro motores usados em uma só temporada. Alonso irá usar o seu quinto motor da Honda, que está reeditando parceria histórica com a equipe inglesa. A montadora japonesa, porém, ainda não conseguiu dar ao bicampeão mundial um propulsor que fosse minimamente competitivo diante das principais forças da atualidade na F1 Outro piloto que recebeu uma punição foi o australiano Daniel Ricciardo, que passou a usar o quinto motor V6 turbo fornecido pela Renault. O piloto da Red Bull perdeu dez posições do grid.
E8
MANAUS, DOMINGO, 21 DE JUNHO DE 2015