MANAUS, DOMINGO, 20 DE DEZEMBRO DE 2015
3090-1075
Ano teve a maldição do cinturão
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Em 2015, no ano pósCopa, os amantes do esporte viram mudanças inesperadas no UFC, mais um rebaixamento do Vasco para segunda divisão, o sexto título brasileiro do Corinthians e a aposentadoria do goleiro Rogério Ceni. Em âmbito regional, o Nacional decepcionou mais uma vez na última divisão do futebol e o Fast Clube voltou a consquistar um título após 43 anos de jejum.
Pódio E4 e E5
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UFC
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Pódio
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FOTOS: IONE MORENO
MÁRIO IVAN
NOSSA pretensão é disputar O TÍTULO Responsável por comandar o departamento de futebol do Nacional Borbense nos últimos dois anos, Mário Ivan terá a missão de reerguer o São Raimundo. Anunciado há algumas semanas, ele assume a mesma divisão dentro do Tufão da Colina. Piloto de aeronaves e formado em administração, o dirigente de 54 anos promete alçar voos maiores com o time Alviceleste. Ao lado de André Cavalcante, chefe do departamento de marketing e divulgação do Tufão, o novo diretor de futebol são-raimundense concedeu entrevista ao PÓDIO para falar do novo desafio na curta carreira de dirigente, que começou lá atrás, em Borba, quando participava dos campeonatos amadores do município. Mais experiente, ele quer recolocar o São Raimundo no cenário nacional. ANDRÉ TOBIAS
Essa comparação eu não gosto de fazer, não gosto de comparar Pará com Amazonas. Eu sempre digo que em Manaus só nasce carioca, não nasce amazonense. Aqui os torcedores gostam do Flamengo, do Vasco e alguns poucos do Botafogo
PÓDIO – Como começou seu envolvimento com o futebol? MÁRIO IVAN – UQuando o futebol de Borba ainda era amador eu sempre fui envolvido com os clubes lá do município. Quando o Nacional Borbense foi disputar a Série B em 2013 eu me envolvi um pouco mais, já que morava em Manaus, enquanto o Rodenilson e o Róbson residiam em Borba. E um clube do interior tem que ter um representante em Manaus. Como deu certo e o acesso veio em 2013, fizemos um belo campeonato em 2014 e em 2015 houve alguns problemas internos e acabamos terminando na sétima colocação. PÓDIO – Fazer futebol no Amazonas já não é tão simples nos clubes da capital. Qual era a maior dificuldade encontrada por vocês, do Borbense? MI – Como todos os clubes do Amazonas, o grande problema de se fazer futebol é caixa, é financeiro, ainda mais que o torcedor não valoriza o que é nosso, do Amazonas. Se nós tivéssemos uma média de duas a três mil pessoas por jogo
no Campeonato Amazonense, todos os clubes estariam numa situação bem diferente da atual. Essa falta de credibilidade do futebol por alguns problemas de gestões anteriores, de federação, de clubes, isso aí hoje, nós dirigentes, pagamos um preço muito alto no futebol. Todos os dirigentes, sem exceção, dos 15 clubes filiados na federação amazonense, tiram dinheiro do bolso, tiram dos seus recursos próprios para fazer futebol. PÓDIO – Mesmo com todas essas dificuldades, muitos dirigentes continuam no futebol. Por que? MI – É a vontade de ver o futebol amazonense como na década de 1970, 1980, novamente. Um futebol onde o torcedor acredita, aposta. Eu não gosto de comparar o futebol do Amazonas com o futebol do Pará. Nós estamos há 50 anos do futebol paraense. Nós temos decisões em Manaus onde o público presente é de 600, 700 pessoas. Isso torna humanamente impossível de se administrar um clube de futebol profissional com esses valores de bilheteria, não tem como. Se você for ver o Campeonato Paraense, os estádios estão sempre cheios, ultrapassando a casa dos 30 mil espectadores. Essa comparação eu não gosto de fazer, não gosto de comparar Pará com Amazonas. Eu sempre digo que em Manaus só nasce carioca, não nasce amazonense. Aqui os torcedores gostam do Flamengo, do Vasco e alguns poucos do Botafogo. PÓDIO – O que falta para fazer o futebol local crescer? MI – O torcedor, o povo amazonense acreditar nos dirigentes do futebol. Hoje, a ACPEA (Associação dos Clubes Profissionais do Estado do Amazonas) é um marco no futebol local. Hoje, os dirigentes são amigos, conversam, se reúnem praticamente todas as semanas para discutir o futebol do Amazonas. A partir do momento em que eu vejo o Nacional ser vencido numa disputa de calendário, de planejamento e ele aceitar com naturalidade, prova que nós estamos evoluindo no relacionamento entre dirigentes, o que resulta no crescimento
do futebol amazonense. PÓDIO – Como surgiu o convite de comandar o departamento de futebol do São Raimundo? MI – O convite partiu do Mozart (presidente do São Raimundo), que é meu amigo, meu vizinho. Sempre tive uma admiração pelo São Raimundo, é um grande clube, só está um pouco esquecido. Encaro isso como um grande desafio. Vamos trabalhar em conjunto com a diretoria, técnico e torcida, porque a união de todos fará do São Raimundo um clube gigante novamente. PÓDIO – Você vai assumir o futebol do clube que conquistou os resultados mais expressivos para Amazonas a nível regional e nacional recentemente. Como você encara e qual sua expectativa para essa nova responsabilidade? MI – O São Raimundo a nível estadual tem uma imagem muito bonita, mas a nível nacional, apesar de o Nacional ser o maior campeão Estadual, o time conhecido pelo Brasil afora é o São Raimundo, que disputou, inclusive, torneios internacionais. Eu, juntamente com o presidente, estamos montando agora com o André um departamento de marketing e divulgação. Tudo relacionado ao clube nós vamos passar para ele. Nós precisamos divulgar o trabalho do São Raimundo, que precisa voltar a ser forte no futebol do Norte. 2016 será o ano de partida do São Raimundo e esperamos, pelo menos, disputar as finais do Barezão, para ganharmos uma vaga na Copa do Brasil ou na Copa Verde e ressurgir no cenário nacional.
PÓDIO – O que o São Raimundo vai disputar em 2016? MI – Em janeiro nós vamos fechar o calendário e o cronograma do juvenil, juniores e profissional. No juvenil ainda estamos negociando com uma amigo nosso, ex-jogador também, mas que eu prefiro manter o nome em sigilo. No juniores trabalharemos com o Alberoni e o técnico do profissional será o Eduardo Clara. PÓDIO – Quando começa a montagem do elenco para a disputa do Estadual? MI – Nós vamos aguardar o Clara chegar. Vamos conversar com ele, que tem algumas indicações, e nós temos outras. Pretendemos montar um elenco com 23, 24 jogadores. Já temos alguns nomes, mas preferimos não divulgar até 2016. Após o dia 20 de janeiro, o Mozart vai fazer o lançamento da nova diretoria, com todas as pessoas envolvidas no projeto de soerguer o futebol do São Raimundo, para que ele volte ao cenário nacional. PÓDIO – O que a torcida do São Raimundo pode esperar do senhor à frente do departamento de futebol? MI – Eu peço que a torcida volte aos estádios, isso precisa acontecer para que façamos um bom campeonato e termos a possibilidade de montar um bom time. A torcida pode esperar muito empenho, um trabalho com seriedade, determinação e muito respeito ao clube. Nossa pretensão é disputar o título para voltar a disputar torneios nacionais. Vamos ter contratações de jogadores conhecidos localmente, um ou dois nomes conhecidos do cenário nacional para disputar, de igual para igual, o Barezão de 2016 com os demais concorrentes.
Todos os dirigentes, sem exceção, dos 15 clubes filiados na federação amazonense, tiram dinheiro do bolso, tiram dos seus recursos próprios para fazer futebol
2016 será o ano de partida do São Raimundo e esperamos, pelo menos, disputar as finais do Barezão, para ganharmos uma vaga na Copa do Brasil ou na Copa Verde e ressurgir no cenário nacional
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Novo técnico do São Paulo já teve problema com Tite S
ão Paulo (SP) - O São Paulo anunciou na última quinta-feira (17), o argentino Edgardo Bauza como seu novo técnico. E o “Hermano” chega ao Brasil com um retrospecto de polêmica contra um dos maiores rivais do clube paulista, o Corinthians. No início deste ano, uma declaração dele fez com que Tite se irritasse em uma coletiva. O caso aconteceu depois da quinta rodada do Grupo 2 da Libertadores de 2015. Invicto até então, o Corinthians ficou no empate em 0 a 0 com o San Lorenzo, dentro de casa, resultado que garantiu a classificação para as oitavas de final. Depois do jogo, Edgardo Bauza, na época treinador do San Lorenzo, afirmou que o Corinthians havia passado a atacar com menos jogadores na parte final da partida. Na sequência, disse que o clube paulista não iria querer deixar o São Paulo vivo na competição – São Paulo e San Lorenzo brigavam pela segunda vaga da chave. A declaração do técnico argentino, no entanto, fez com que Tite entendesse que Bauza estava insinuando um possível favorecimento do Corinthians com São Paulo ou San Lorenzo, o que levou o treinador
gaúcho à loucura. “Isso é uma baixaria que não serve para mim! Para mim, não serve! Esse tipo de ilação não serve! Tenho respeito às pessoas e instituições. Não sou técnico do Corinthians, eu estou técnico. Ninguém vai levantar a minha condição! Ninguém! Tenho muito orgu-
INDICAÇÕES O novo técnico Tricolor, ao que parece, vai atuar como uma espécie de “manager” no São Paulo, indicando jogadores para serem contratados. O primeiro deles foi o lateral-direito Buffarini, do San Lorenzo lho da minha carreira! Muito!”, afirmou o corintianao à época. “Ninguém chuta 17 bolas se não quer vencer. Eu não sei qual a intenção dele (Bauza). Mas posso falar a respeito da história do Corinthians e tenho o dever de falar”, completou. No fim das contas, Corinthians e São Paulo acabaram se classificando para as oitavas de final da Libertadores, deixando o San
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Quando treinava o San Lorenzo, Edgardo Bauza declarou que o Timão havia deixado de ganhar para eliminar o São Paulo Lorenzo pelo caminho. Abriu a mão Depois de 38 dias sem técnico, o São Paulo fechou em Quito, no Equador, com o técnico Edgardo Bauza, que acaba de deixar o San Lorenzo ao final da temporada, e que é considerado um dos mais badalados da América do Sul nos últimos anos. Para isso, teve de extrapolar o teto salarial de R$ 300 mil estipulado para treinador e jogadores a partir do ano que vem. De acordo com o site UOL Esporte, Bauza custará ao São Paulo pouco mais de R$ 400 mil mensais. O contrato, válido para o treinador e sua comissão técnica – composta por mais dois ou três profissionais – foi fechado em valor ligeiramente superior a 100 mil dólares (R$ 390 mil). “É uma coisa que está dentro dos nossos padrões. Chega um pouco mais (do que 100 mil dólares), porque não é só ele. É ele e a equipe”, disse o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, ao ser questionado sobre o valor do contrato. Leco completa que extrapola “muito pouco” o teto salarial antes estipulado pelo clube.
Edgardo Bauza era um dos técnicos mais cobiçados da América do Sul e aceitou comandar o São Paulo
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Difícil GANHAR, É SE M O maior evento de lutas do mundo, o UFC, teve um ano atípico em 2015, quando nenhum campeão conseguiu manter o cinturão. Surpresas não faltaram ANDRÉ TOBIAS
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mprevisibilidade. Um dos fatores que fazem o esporte ser apaixonante e inexplicável. E foi essa a palavra que melhor definiu o ano no Ultimate Fighting Championship (UFC). Todas as previsões feitas sobre lutadores que, até então, eram apontados como imbatíveis, caíram por terra. Das dez categorias da franquia, sete tiveram novos campeões em 2015, algo pouco comum. Seria uma renovação, nova safra de lutadores surgindo, ou apenas eventualidades, obras do acaso? Para entender um pouco melhor sobre o ano “atípico” no principal evento de artes marciais mistas (MMA) do mundo, o PÓDIO conversou com figuras importantes e conhecidas do público amazonense, que deram suas opiniões sobre os motivos para a grande rotatividade de campeões em 2015. Organizador do principal evento de MMA do Amazonas, o Rei da Selva Combat, Diogo Dias aponta a visibilidade dos campeões como um dos fatores para a perda do reinado. Segundo ele, quem busca o cinturão passa a estudar mais o dono do título, que se torna alvo dos demais lutadores de sua categoria e, em alguns momentos, acaba se acomodando com a soberania. “O difícil não é ganhar, é se manter campeão. Quando você disputa o título, quer tanto atingir aquele objetivo, treina tanto para isso, que quando chega lá acaba se acomodando. Não digo nas primeiras defesas de cinturão, mas acho que a partir da terceira o atleta já vai diminuindo o ritmo e quem vem lá de atrás, vem a mil por hora”, assinala o organizador de eventos. Ex-UFC e atualmente detentor do cinturão dos leves no Shooto Brasil, Ronys Torres corrobora com a opinião de Dias. Para o manacapuruense, a dificuldade de sem manter soberano é maior do que se tornar campeão. Em alguns casos, ele reconhece que pode ter algum tipo de acomodação por parte do atleta, algo que descartado no caso da derrota do amazonense José Aldo para o irlandês Conor McGregor, no UFC 194.
“Vejo isso como algo natural do esporte. Ser campeão não é tão difícil, difícil é ser manter campeão. Quem quer chegar no título começa a treinar em cima dos erros dos campeões, por isso é bem complicado manter o cinturão nas mãos. O cara vencedor que quer continuar sendo campeão tem que treinar o dobro. Mas acredito que seja até importante essa mudança entre os donos de cinturão”, defende Torres. O primeiro treinador de Aldo na Nova União, Márcio Pontes, descarta a possibilidade de renovação, já que muitos dos lutadores que tomaram o cinturão dos campeões já estavam no UFC há algum tempo. Assim como o dono do cinturão dos leves no Shooto Brasil, ele acredita que seja necessário a rotatividade entre campeões e aposta num retorno ainda mais forte deles em 2016. “Acho que ele (McGregor) não vai ficar muito tempo com o cinturão. Não vou dizer que foi fatalidade ou sorte, foi momento, como tudo na vida em que você tem momentos bons e ruins. O campeão, para aprender a levantar tem que cair. Agora é hora de levantar, voltar aos treinos e esperar que aconteça o mais breve possível essa revanche”, diz Pontes. Peso psicológico Dona do cinturão dos galos do Rei da Selva Combat, Mayana Kellen crê que as cobranças e a pressão psicológica em cima dos atletas que são detentores de títulos podem ter algum peso na hora que eles sobem ao octógono. Conforme ela, a quantidade de lutadores que brotam todos os dias com qualidade é um fator que deve ser levado em consideração, já que a competitividade aumenta. “O que vemos é uma safra muito boa de grandes atletas. Todos os dias surge no cenário do MMA novos talentos, que cada vez se tornará mais e mais concorrido. Então, quem estiver com maior autocontrole do corpo, técnicas e mente estará sempre no topo. É uma guerra onde quem sobrevive é o campeão. Os títulos perdidos, foram, ao meu ver, pelo psicológico abalado e cobrança interna muito pesada”, declara Mayana.
HOLLY HOLM VS R
Holly Holm mostrou ao mundo que não há ninguém invencível no mundo das lutas, ao mass
JOSÉ ALDO VS CONOR MCGREGOR
Em 13 segundos, McGregor apagou uma história de 10 anos de soberian de José Aldo nos penas
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não é ANTER NO TOPO
ONDA ROUSEY
ar a até então “insuperável” Ronda Rousey no UFC 193
Lesões, polêmicas e derrotas
Campeão linear da categoria peso pesado (até 120,2 quilos) desde 2012, Cain Velasquez foi um dos atletas que deixaram de ser soberano em 2015. Afastado do octógono por quase dois anos, o estadunidense perdeu o cinturão para o até então campeão interino Fabrício Werdum em junho deste ano. Ele terá a chance de retomar o título no ano que vem, em revanche diante do brasileiro. Imbatível na categoria meio-pesado (até 93 quios), quando defendeu seu cinturão oito vezes, Jon Jones perdeu o título para si mesmo. Após provocar um acidente de trânsito e fugir do local sem prestar socorro em abril deste ano,
ele foi destituído do posto de campeão. No mês seguinte, Daniel Cormier finalizou Anthony Johnson e ficou com a honraria. Ele já pôs seu prêmio em jogo uma vez e manteve. De azarão à campeão incontestável. Chris Weidman surpreendeu o mundo do MMA ao tomar o cinturão dos médios (até 83,9 quilos) de Anderson Silva em 2013. Na revanche bateu o brasileiro novamente e se tornou algoz daqueles que nasceram em terras tupiniquins, ao derrotar Lyoto Machida e Vitor Belfort nas duas defesas seguintes. Porém, no UFC 194 caiu para Luke Rockhold e entrou para a estatística daqueles quem entraram 2015 com título e sairão dele de mãos vazias.
Surpresa entre as mulheres Entre os leves (até 70,3 quilos), brilhou a estrela de Rafael dos Anjos. Dono do cinturão da categoria desde 2013, Anthony Pettis nem durou muito com o título. Após uma única defesa, ele acabou superado pelo brasileiro em março deste ano. Mas, poderemos ter um novo campeão ainda neste ano. Isso porque, na noite de ontem, o lutador verde e amarelo duelou com o estadunidense Donald Cerrone e, até o fechamento desta edição, a luta ainda não havia acontecido. Entre as mulheres da categoria peso galo (até 61,2 quilos) aconteceu aquilo que ninguém esperava. Dona do cinturão desde 2012, Ronda Rousey parecia imbatível. Defendeu seis vezes o seu título com vitórias incontestáveis. Porém, em 15 de novembro de 2015 ela foi nocauteada sem dó nem piedade pela conterrânea Holly Holm. A revanche entre as duas belas do UFC já foi confirmada e deve acontecer no ano que vem. Na categoria peso palha (até 52,2 quilos) ainda não houve nenhuma soberania. Recente no UFC – desde o ano passado –, a divisão conta com apenas duas campeãs. A primeira delas foi Carla Esparza, em 2014, que na defesa do seu título, já neste ano, foi derrotada pela polonesa Joanna Jedrzejczyk. A lutadora europeia já pôs seu cinturão em jogo duas vezes e continuou com ele. Ano que vem ele duela com a brasileira Cláudia Gadelha.
Revanche imediata para Aldo Após dez anos de invencibilidade e sete defesas de cinturão, José Aldo parece que terá de esperar para encarar Conor McGregor. A ideia do chefão do UFC, Dana White, ao que tudo indica, é colocar o irlandês para lutar com Frank Edgar, o que causou surpresa nos fãs de MMA. “A gente não entende quais são os paramentos e critérios que o UFC usa. Se nós analisarmos bem, não como técnico, mas como um cara que gosta, fica visível e notório que é algo pessoal. O Aldo sempre foi um cara que não concordou com muitas coisas que o Ultimate implantou e impôs para os lutadores. Como é que o cara número 1 do ranking durante um ano perde o cinturão e cai para sétimo?”, questiona Pontes. Organizador de even-
tos de lutas assim como Dana, Diogo Dias afirma compreender os motivos para não declarar revanche imediata entre Aldo e McGregor. Segundo ele, se for analisar somente esportivamente, o amazonense teria sim o direito de encarar o irlandês numa espécie de tira-teima. Contudo, ele entende que para os “negócios” seja mais interessante promover um outro combate. “O problema é que o UFC é um evento de entretenimento, e o Edgar, talvez, pese como fator promocional mais do que o Aldo, talvez essa luta seja mais vendável do que o combate envolvendo Aldo com o Edgar. Se você for observar a questão da bolsa, a do McGregor já era maior do que a do Aldo”, resume Dias.
Para alguns a soberania continua Imbatível, assim pode ser descrita a carreira do estadunidense Demetrious Johnson. Campeão desde 2012 – a maior soberania dentre todas as categorias –, o rei dos moscas (até 56,7 quilos) já defendeu seu título sete vezes e parece não ter ninguém a altura até o momento dentro da sua divisão. Ele ainda não tem luta marcada para o próximo ano. Entre os galos (até 61,2 quilos), o também estadunidense T. J. Dillashaw conseguiu manter seu título em 2015. Campeão desde o ano passado, quando derrotou o bra-
sileiro Renan Barão, o lutador já fez duas defesas de cinturão e mostrou que não pretende largar o osso tão cedo. No dia 17 de janeiro ele encara Dominick Cruz. Campeão dos meio-médios (até 77,1 quilos) desde dezembro de 2014, Robbie Lawler tem apenas uma defesa de cinturão até o momento. No dia 2 de janeiro o estadunidense encara o conterrâneo Carlos Condit, campeão interino da categoria em 2012, quando a classe era dominada amplamente pelo canadense Georges St. Pierre.
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Olimpíada vai atrapalhar casamento de nadadora
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Joana Maranhão terá que disputar torneios em nível internacional e vai economizar no casamento para custear as passagens
Nadadora do clube Pinheiros é noiva do judoca Luciano Corrêa, e por conta dos Jogos Olímpicos afirmou que pode economizar na festa de casamento para poder custear suas passagens para torneios preparatórios em 2016
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omo alguém que vive lutando contra índices e marcas, a nadadora Joanna Maranhão desenvolveu uma relação curiosa com o tempo. “Me sinto mais disposta, mais rápida e mais forte atualmente. É como se eu não tivesse 28 anos”, diz. Paradoxalmente, porém, ela entendeu que o relógio é inexorável: “Estou até um pouco desesperada porque está passando rápido demais. Tenho muita coisa para fazer ainda”, lembra. Na última quinta-feira (17), em Palhoça (SC), a atleta do Pinheiros fez os 400 metros medley em 4 minutos 40segundos 78 milésimos e ficou bem abaixo do índice da prova para as Olimpíadas de 2016. Com isso, aproximou-se
da meta de estar nos Jogos pela quarta e última vez, algo inédito para uma mulher da natação brasileira. E isso pode custar sacrifícios como vaquinhas e um casamento menor. Joanna quer disputar pelo menos quatro competições internacionais no primeiro semestre de 2016, mas ainda não sabe como fará para custear essas viagens: “É meu último ano, e eu vou fazer vaquinha ou falar para o (judoca) Luciano (Corrêa, noivo da nadadora) para a gente botar o casamento para 50 pessoas, somente”, brinca. “Preciso competir fora. Nem que eu pegue Bolsa Atleta e invista, mas eu preciso competir fora. Ganhar aqui é muito bom, muito bacana, mas em nível mundial a história é bem
HISTÓRIA Joana Maranhão estava aposentada em 2014, mas neste ano voltou às piscinas e conseguiu índice para disputar sua quarta Olimpíada, sendo a mulher brasileira da natação com mais participação nos Jogos diferente. Em Kazan (sede do Mundial de esportes aquáticos em 2015) eu estava brigando por um 16º. Então eu preciso estar disputando com essas meninas. Elas competem entre si a temporada inteira, e eu fico praticamente um ano aqui”, completa a nadadora.
A primeira viagem planejada por Joanna seria em janeiro, para um período de treinos na altitude. No entanto, a falta de tempo pode complicar a logística. “Vou até mandar e-mail porque já banquei algumas e conheço as pessoas dos centros. Vou tentar reservar, mas é difícil porque as pessoas fazem isso muito antes”, explica a brasileira. O cronograma apertado tem a ver com pragmatismo. Joanna não queria pensar em viagens antes de obter índice para os Jogos Olímpicos do próximo ano. O Brasil tem direito a inscrever dois atletas por prova individual, mas ela dificilmente correrá algum risco nos 400 metros medley. “Ganhar com 4 minutos e 40
segundos e a segunda fazer 4 minutos e 55 segundos é lindo, mas isso não é real. Eu preciso nadar 4 minutos 40 segundos tomando pé na cara de quem nada para 4 minutos e 33 segundos. Hoje eu sou a 17ª do mundo. Então, preciso ganhar de nove meninas para fazer a final de novo”, conta Joanna, quinto lugar dos 400 metros medley em Atenas-2004. Para 2016, Joanna tentará obter índice nas duas provas de medley (200 e 400 metros) e nos 200 metros borboleta. Ela também disputou os 800 metros livre em Palhoça, mas ficou aquém do desempenho necessário para índice. “As pessoas falam muito sobre essa questão de ‘a mais versátil’, ‘a que aguenta mais’,
‘a que quebra a história’. Obrigado por isso, mas não é isso que me move. É realmente a felicidade que eu sinto quando estou todo dia lá, meu técnico fala que são cinco séries de 400 metros medley e eu consigo terminar. Ou quando eu tenho uma série muito difícil com paraquedas e consigo. Eu vou plantando sementinhas de felicidade, e quando eu chego atrás do bloco eu fico pensando coisas como ‘que massa’, ‘estou fazendo isso de novo’ ou ‘que dor boa de sentir’. Realmente, a questão de fazer história é muito boa, mas não é o que me move”, encerra Joanna. Apenas Rogério Romero, com cinco participações, tem mais história na natação brasileira em Jogos Olímpicos.
ADEUS
KOBE,
Em 1996 o jovem Kobe Bryant chegava ao Los Angeles Lakers para atuar ao lado da lenda Shaquille O’Neal
Adeus a uma era de ouro Kobe Bryant fez parte de atletas escolhidos no Dra da NBA em 1996, onde quase todos os jogadores brilharam nas quadras norte-americanas e com a camisa da seleção
S
ão cinco anéis, dois MVPs (Jogador mais valioso) de finais, 17 vezes All-Star, um MVP da liga em 2008 e até mesmo um campeonato de enterradas. O fim da era Kobe Bryant, entre outras particularidades, sepulta a classe do Dra de 1996 na NBA. Talvez, a turma mais talentosa de todos os tempos. Embora alguns comparem com 1984 (Michael Jordan, Hakeem Olajuwon, John Stockton, Charles Barkley) ou ousem compará-la a 2003 (LeBron James, Carmelo Anthony, Chris Bosh, Dwyane Wade), 1996 foi um ano mítico. Alguns dos jovens presentes no 50º Dra da NBA estavam destinados a fazer história. Os nomes de Allen Iverson, Steve Nash, Ray Allen, Stephon Marbury, Marcus Camby, Antoine Walker, Derek Fisher, Zydrunas Ilgauskas, Jermaine O’Neal e Peja Stojakovic soam familiares? O 15º escolhido foi vaiado, acreditem se quiserem. E em suas primeiras temporadas no Phoenix foi reserva e dividia a armação com Kevin Johnson, Sam Cassel e um tal Jason Kidd. Alguns anos amadurecendo, uma passagem por Dallas e... bomm. Steve Nash foi um dos melhores armadores da história:
habilidoso, acrobático, inteligente... MVP duas vezes seguidas (2005-2006), infelizmente, se aposentou sem título. A quinta escolha foi Walter Ray Allen Jr., Jesus Shuttlesworth para os íntimos. Ídolo por onde passou, colecionou arremessos decisivos e títulos da NBA. E brilhou ao lado de Denzel Washington e Spike Lee, no filme “He got Game”. Atualmente, ele é agente livre, mas tecnicamente está aposentado desde 2014. O quarto selecionado foi Stephon Marbury, que formaria uma dupla memorável com Kevin Garnett nos Timberwolves. Após adotar o nomadismo e lutar contra a depressão, ele foi jogar na China, onde se tornou uma lenda. Seu time foi tricampeão este ano. Antoine Walker foi a sexta escolha do Dra , escolhido pelo Boston Celtics. Embora o físico não sugerisse, foi um ala talentoso e sustentou números sólidos por toda a carreira. Mesmo como reserva, foi decisivo no primeiro título do Miami Heat, em 2006. Entretanto, um de seus feitos mais notáveis foi ter falido dois anos após deixar a NBA. Durante os 11 anos em que jogou, ele havia acumulado aproximada-
mente US$ 110 milhões. Logo após Allen Iverson, um magrelão de 2,11 metros foi chamado por David Stern. Marcus Camby, raçudo e talentoso como era, foi melhor jogador defensivo de 2007. Os verdadeiros torcedores dos Knicks têm a camisa 23 dele. O terceiro do Dra foi Shareef Abdur-Rahim, medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2000, em Sydney. Mesmo com estatísticas sólidas, infelizmente, alcançou o recorde de maior número de jogos disputados sem nunca (NUNCA) ter ido aos playoffs. A 13ª escolha foi do Charlotte Hornets e eles selecionaram ninguém menos do que Kobe Bryant. Ele foi imediatamente mandado para Los Angeles e, o resto, caros amigos, é história. A lista é longa, mas vale incluir também Ben Wallace, que não foi dra ado, mas ingressou na NBA junto com essa turma. Campeão em 2004 pelos Pistons, sempre foi famoso pela forte presença na defesa (Jogador Defensivo do Ano em quatro oportunidades 2002, 2003, 2005, 2006). Somados, a elite dessa classe - Kobe, Nash, Iverson e Ray Allen - têm 7 títulos, 4 MVPs e 45 aparições em All Star Games.
Imagem oficial dos jovens escolhidos pelos times no Dra de 1996. Bryant aparece com a bola nas mãos
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Rival ajudou ‘Mineirinho’ a chegar no topo do surfe A
driano de Souza, o Mineirinho, elogiou rivais como Mick Fanning, Gabriel Medina e Filipe Toledo após a conquista do título no Circuito Mundial de Surfe em 2015. No entanto, foi a outro surfista, bem menos conhecido, que ele creditou o ponto alto da carreira: Jamie O’Brien. Adversários desde 2003, os dois mantêm um relacionamento de bastante cordialidade fora da água. A amizade, que começou com um desentendimento, transformou-se em um vínculo de confiança. “Em 2003, eu ganhei o World Junior na Austrália, e ele competiu no mesmo campeonato. Tive uma disputa contra Kekoa Bacalso e surfei muito bem, tirei dois 9,0 e venci a bateria. Ele chegou para mim e falou: ‘Bem surfado, cara. Ótima bateria, parabéns’. E eu aparentemente respondi: ‘Eu sei’. Ele ficou pensando: ‘F*da-se esse cara’, porque pareci muito arrogante. E todos esses anos depois, ele me contou isso e eu expliquei que na verdade eu não falava uma palavra de inglês na época e não entendi. Então pedi desculpas”, contou Mineirinho, em entrevista ao site da Red Bull. A amizade com O’Brien ainda
valeu a Mineirinho uma ajuda importante no fim de 2013. Apesar da presença no ASP World Tour, então elite do surfe mundial, o paulista perdeu seus patrocinadores, e teve que recorrer a amigos. Um deles foi o havaiano, que o ajudou. “Quando perdi meus patrocinadores, cheguei para ele e falei que eu não tinha como ficar na
ASCENSÃO Os brasileiros na elite do surfe, chamados de Brazilian Storm, vivem o melhor momento da história com o título mundial ficando, pelo segundo ano seguido, com um surfista verde e amarelo frente da praia no Havaí. Eu sabia que o campeão era coroado em Pipeline, e eu teria que ficar ali e treinar ali se eu quisesse ter uma chance. Então pedi para ele se podia ficar com ele, e ele me olhou como se um estranho batesse na sua porta e pedisse uma cama”, contou Mineirinho. “Uma semana depois eu estava em Pipeline, e o Jamie remou
até mim e falou: ‘Sabe de uma coisa, eu tenho uma cama para você. Só respeite a casa e não traga areia para dentro’. Senti como se tivesse ganhado na loteria, e a única coisa que eu falei foi ‘obrigado’. Significou muito para mim, e ainda significa. Dou todo crédito desse título ao Jamie, eu não poderia ter chegado aqui sem a ajuda dele”, completou. Vencedor da etapa de Pipeline, no Havaí, com Gabriel Medina em segundo e Mick Fanning eliminados nas semifinais, Mineirinho teve outro fato para comemorar: o chaveamento. Nos confrontos, o surfista paulista fugiu dos confrontos com surfistas havaianos, que tinham a vantagem de competir em casa – casos como John John Florence e do próprio Jamie O’Brien. “Eu tenho que admitir que fui sortudo com o quadro de baterias em Pipe. E agradeço a Deus por isso. Não tive que vencer o Jamie O’Brien, ou o Kelly Slater, nem o John John Florence, o que teria tornado tudo isso ainda mais difícil. Eu respeito todos os meus adversários, mas com a maneira que ficaram as baterias, Jamie me falou, ‘Você é o cara, vá fundo, este é seu”, comentou.
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Surfista brasileiro, que após dez anos na elite do esporte conseguiu ser campeão, dedicou o título ao rival Jamie O’Brien
Mineirinho sendo congratulado pela torcida brasileira, que acompanhou o título mundial em Pipeline