MANAUS, QUARTA FEIRA, 16 DE DEZEMBRO DE 2015
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KLAUSON DUTRA
Pódio
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NAÇA 2016
Max Willian quer acesso à Série C Pódio E2
esportes@emtempo.com.br
Ex-jogadores protestam contra ‘bagunça’ na CBF parência, exigimos mudanças, principalmente uma mudança de ideias. Para que tenhamos condições de novos ares”, afirmou Autuori. De acordo com o ex-jogador Djalminha, as próximas ações dependerão do sucesso do manifesto feito ontem. “O manifesto é para
ASSINATURAS De acordo com Raí, 130 pessoas assinaram o documento contra Del Nero. Entre os nomes está o do empresário Abílio Diniz, que chegou a ser cogitado para concorrer a uma vaga de vice-presidente da CBF que tenha a mudança, para que tenha uma eleição mais democrática. A partir daí, vamos pensar nos próximos passos. O manifesto nada mais é do que o desejo de mudança desse monopólio que acontece na CBF”, afirmou o ex-meia. “Eu estou aberto a parti-
cipar dessas ideias, dessas discussões para construir um futuro diferente. A gente está vendo o que está nos envergonhando, não só de resultado, mas no aspecto ético e moral. Um país que quer viver uma realidade democrática não pode aceitar um sistema viciado. Esse é o passo mais importante”, observou o ex-jogador Raí, depois de ler o manifesto em frente à sede da CBF. “Não tem um próximo passo específico. A luta vai continuar em todos os cantos. Vamos até o fim por mudanças. Não queremos brigar com A ou B, com um nome ou outro. Queremos brigar por um futebol melhor. É hora de quebrar esse esquema que está aí”, disse ex-ídolo de Palmeiras, Cruzeiro e Coritiba, Alex. “O trabalho do (juiz federal) Sergio Moro está limpando Brasília, estamos querendo trazer para uma realidade menor que é o futebol. Queremos um país melhor, um futebol também. Chega dessa impunidade”, concluiu.
DESABAFO DIVULGAÇÃO
TIMÃO TEM INTERESSE
Técnico Jorginho desabafa sobre o que chamou de perseguição religiosa
‘Minha religião não é a questão’ Rio de Janeiro (RJ) - O técnico Jorginho reclamou ontem (15) das críticas que esportistas religiosos sofrem no Brasil. Em declarações ao canal de TV por assinatura SporTV, o treinador do Vasco cobrou respeito a profissionais que separam a religião e o trabalho. “Vou pegar uma frase de um surfista de Cristo, Jojó de Olivença, dos anos 80: ‘Deus abençoa, mas não surfa’. As pessoas têm que entender isso. A minha religião, seja qual for, não é a questão. As pessoas precisam respeitar por eu ser evangélico, mas por ser profissional”, contou Jorginho. “Minha assessoria me ajudou demais a desmistificar isso. Eu leio a Bíblia, eu oro,
Raí e Alex foram uns dos primeiros manifestantes a chegar à sede da CBF, na Barra da Tijuca, no Rio
me ajoelho. Se eu não puder mais fazer isso, deixo de ser técnico”, acrescentou. O técnico relembrou ainda de incidentes anteriores envolvendo imprensa e sua religião. O treinador afirmou que chegou a ser acusado de influenciar os jogadores fora de campo. “Em 2013, ligaram para o Figueirense (clube no qual trabalhou em 2011) para ver se eu fazia estudo bíblico com atleta. Eu nunca fiz. Eu, como treinador desde 2005, nunca sentei com atleta para fazer reunião (deste tipo). Sofri muito com essa situação”, declarou. No entanto, o primeiro trabalho de Jorginho como treinador foi marcado por polêmicas extracampo en-
volvendo religião. Entre 2005 e 2006, o ex-lateral comandou o América-RJ, no qual tentou proibir os jogadores de falar palavrões. Além disso, tentou convencer o clube a trocar de mascote, deixando o tradicional Diabo para adotar a águia. “Não quero mocinhas, mas exijo respeito entre os atletas”, disse Jorginho em 2006, em entrevista ao jornal “O Globo”. “Fui contratado como profissional e não como cristão, mas minha opção por Deus se reflete naturalmente em tudo. Os jogadores me veem motivado o tempo todo, mesmo nos momentos difíceis. Afinal, cristão acredita em milagres”, completou na época.
Atlético-MG não quer liberar André São Paulo (SP) - É o centroavante André, destaque do Sport no último Brasileirão, a primeira opção do Corinthians para o ataque. Mas, após semanas de negociação, a direção corintiana e os empresários do jogador pouco conseguiram avançar nas tratativas com o Atlético-MG. Dono dos direitos econômicos de André, o vicecampeão brasileiro trata essa como a última oportunidade de amenizar um prejuízo estimado de R$ 15 milhões com a compra do jogador. Em sondagens recentes de empresários dispostos a levar o atleta para a China, a direção do Atlético informou que a venda seria por R$ 17 milhões
aproximadamente. Para o mercado interno, a pedida é menor, mas não estaria ao alcance do Corinthians. Diante do impasse, a direção corintiana cogita até mesmo assinar um pré-contrato com André a partir de janeiro. O vínculo entre Atlético e ele termina em junho, o que também diminui o poder do Galo nas negociações neste momento. O estafe do centroavante sabe que ele não está nos planos para o treinador Diego Aguirre e tem um custo mensal de R$ 300 mil aos cofres atleticanos. Recebê-lo de volta seria manter um jogador insatisfeito e que ainda custaria R$ 2 milhões do orçamento de 2016. Diante desse cenário, é pre-
vista pelos envolvidos uma negociação arrastada em torno de André para atuar por outra equipe brasileira, salvo uma proposta atrativa do futebol asiático. Para os empresários dele, Jean Neto e Fernando Garcia, a transferência para o Corinthians é prioridade no mercado interno. O namoro entre André e Corinthians é antigo e, nos últimos anos, quatro negociações foram abertas para a transferência dele ao Parque São Jorge. A última delas ocorreu na temporada passada, quando Mano Menezes avaliou ser ele o camisa 9 necessário para a reformulação de todo o elenco. Mas, no fim das contas, as tratativas sempre esbarraram em detalhes. DIVULGAÇÃO
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io de Janeiro (RJ) - Ex-jogadores, torcedores e pessoas ligadas ao futebol cobraram ontem (15), em frente à sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro, eleições na Confederação após os recentes escândalos de corrupção, pediram a renúncia imediata de Marco Polo Del Nero e também uma maior cooperação entre Polícia Federal, Ministério Público e Receita Federal para investigar Ricardo Teixeira, José Maria Marin e o atual mandatário licenciado da CBF. Um manifesto foi lido por Raí. Nele assinam personalidades esportivas, como Tite e Fernando Prass, ex-jogadores como Zico, e artistas e empresários (Chico Buarque, Jô Soares, Abílio Diniz, entre outros). Após confirmarem presença, os primeiros a chegar ao local foram os ex-jogadores Raí, Djalminha e Alex, além do treinador Paulo Autuori, que está de volta ao Brasil. “O que queremos é trans-
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Em frente à sede da entidade no Rio de Janeiro, ex-profissionais do futebol pedem a saída do presidente Marco Polo Del Nero
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‘Não vim me esconder no Nacional’, diz Max Willian A
s comparações com Danilo Rios são inevitáveis. Assim como o ex-ídolo nacionalino, Max Willian é meia, habilidoso, cerebral e, mais do que isso, a semelhança na aparência chama atenção. Ele é branco, calvo, podendo, inclusive, confundir aqueles torcedores menos desavisados. A diferença é com a bola nos pés, já que o recémchegado jogador é destro. Se DR10 fez uma temporada bem abaixo do esperado neste ano e não ajudou em nada o Nacional na Série D do Campeonato Brasileiro, o novo reforço do Leão da Vila Municipal, ao menos no discurso, diz ter vindo a Manaus para fazer de 2016 um ano bem diferente e alegre para a torcida leonina. Natural de Roncador, no Paraná, Max Willian Ossak Teodoro Dutra tem 30 anos e um extenso currículo no futebol nacional. Na última temporada defendeu as cores do ASA de Arapiraca de Alagoas na Série C. Lá, conseguiu chegar às quartas de final, sendo eliminado pelo Tupi-MG. No clube nordestino, jogou ao lado do volante Cal, também contratado pelo Nacional para 2015. O jogador conversou com a equipe do Pódio e falou sobre sua carreira e expectativa no
maior campeão amazonense. “Antigamente, vir para Manaus era se esconder do futebol, mas isso não é mais uma realidade. Nós escutamos falar muito bem do Nacional em todo o Brasil”, disse. PÓDIO – Qual sua expectativa para a temporada de 2016? Max Willian - São as melhores possíveis. O projeto é muito bom. O time já vem nesse projeto rumo à Série C há alguns anos, e a gente veio com a mentalidade de subir mesmo. Nós todos vamos ganhar se conseguirmos o acesso, o time, e nós (jogadores), que seremos valorizados. Antigamente, vir para Manaus era se esconder do futebol, mas isso não é mais uma realidade. Já tive alguns amigos que jogaram aqui, e nós escutamos falar bem do Nacional em todo o Brasil. PÓDIO - Por que o Nacional? MW - Porque tenho alguns amigos que vieram para cá e pelo professor (Heriberto da Cunha) já ter trabalhado em clubes grandes e para abrir novas oportunidades também. Conhecer um outro treinador é sempre bom. Vamos trabalhar com ele e acreditar que se ele conseguiu coisas boas, vai nos ajudar.
PÓDIO – Você é meia. Quais suas características? MW – Sim, sou um meiocampista bastante passador e forte na movimentação. Gosto de tocar, mas aparecer na área também para finalizar. Gosto de ser o responsável pela bola parada, cobrar falta, escanteio. Quero me aprimorar o quanto mais puder. PÓDIO - Quantos anos no futebol? MW – Estou com 30 anos e saíi de casa com 15. Já é metade da minha vida dedicada ao futebol. Parei um pouco quando tive uma filha, mas ao todo são 15 anos. Sou casado e tenho uma filha de 12 anos. Fui pai muito cedo, com 17 anos. PÓDIO – Fale um pouco da sua carreira. MW – Comecei no Paraná, que é meu Estado. Lá comecei no Rio Branco. Depois joguei no Rio Ostrense, do Rio de Janeiro. Também atuei no Juventus de Santa Catarina, depois Metropolitano, também de Santa Catarina, onde disputei a Série D em 2013, quando brigamos pelo acesso como Juventude– RS, mas infelizmente perdemos para eles no mata-mata. Joguei a Série D também pelo Maringá em 2014 e esse ano de 2015 eu joguei a Série C pelo ASA. Agora estou aqui na expectativa de um ano vitorioso.
Atleta disputou a Série C do Campeonato Brasileiro em 2015 e chega para ser o camisa 10 do Leão da Vila
BEER RUN SEJEL
NO SÁBADO
Estudantes terão contato com esportes olímpicos pouco praticados na cidade
Projeto Transforma vai começar Coordenado pelo Comitê Organizador do Torneio de Futebol Olímpico Manaus 2016, a 1ª edição do Programa Transforma será realizada neste sábado (15), das 7h às 11h, na escola Eliane Socorro Pacheco Braga, situada no Conjunto Viver Melhor, 1ª etapa, Zona Norte de Manaus. A 1ª edição conta com 11 modalidades, sendo sete olímpicas e quatro paralímpicas. O projeto idealizado pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) atua em parceria com escolas públicas, crian-
do oportunidades para que estudantes de ensino fundamental e médio tenham acesso a esportes olímpicos. O evento é aberto para crianças de 4 a 11 anos que residem na comunidade. Esta edição contará com sete modalidades olímpicas, como o tênis de quadra, tênis de mesa, luta olímpica, judô, tiro com arco, corrida 50 metros, lançamento de pelota (dardo) e quatro paralímpicas (vôlei sentado, futebol de cinco, estafetas e basquete de cadeira de rodas).
Inscrições As inscrições serão feitas no dia do evento. “As inscrições podem ser feitas na hora. A partir das 7h. A partir daí vamos fazer as apresentações das modalidades para as crianças”, explicou Wendell Marques, coordenador do festiva em Manaus. Ainda conforme o coordenador, no dia do evento os participantes receberam brindes dos organizadores. “É preciso entender que o objetivo maior é passar os valores olímpicos para a comunidade. Após as ati-
vidades, iremos distribuir alguns brindes”, concluiu.
Corrida de rua vai hidratar competidores com cerveja Manaus terá no próximo sábado (19) a corrida de rua Beer Run, uma prática esportiva diferente que visa à confraternização por meio do esporte, onde todos os atletas devem passar por postos de hidratação e, ao invés de água, tomar um copo de cerveja, bater um papo e prosseguir. Em cada um dos três pontos da prova, um gênero musical diferente vai embalar os atletas. O primeiro ponto vai ser o point de quem curte pagode e cerveja gelada, depois dele a galera country não vai querer parar de hidratar ao som de muita música sertaneja. Por fim, os amantes do Rock irão estancar no terceiro ponto de hidratação. O percurso da Beer Run é de 5 quilômetros. Obviamente, não há marcação de tempo. Ao final da prova, realizada pelas empresas amazonenses Vegas Team e Intake, com canecas na mão e medalha, os corredores terão um palco com atrações de todos esses gêneros. “Tem muita prova de corrida
do mercado, mas todas elas são muito parecidas. Não há provas de entretenimento, como existem nos Estados Unidos. Estamos criando provas temáticas e uma delas é a Beer Run. A ideia é juntar as três paixões nacionais: cerveja, corrida e musica”, disse o organizador do evento, Aldous Santana. Para incentivar as inscrições, o grupo esportivo que mais inscrever atletas receberá como premiação um kit churrasco para confraternização composto de voucher de R$ 500, mais 15 caixinhas de cerveja, duas caixas de isopor e kit talher básico de churrasco. O horário de largada da corrida será às 17h, na avenida Professor Nilton Lins, no Parque das Laranjeiras. As inscrições da corrida já estão abertas ao preço de R$ 49 e podem ser feitas nos sites www.ticketagora.com.br e www.assessocor.com.br. O kit da corrida é composto por uma camisa, caneca, oito fichas de cerveja e ao fim da corrida, medalha. DIVULGAÇÃO
THIAGO BOTELHO E ASSESSORIA
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Uma das apostas do Leão da Vila Municipal para 2016, o meia-atacante diz que está em Manaus para ser campeão
Transforma No total serão dez festivais, sendo que destes, oito serão considerados “pequenos” com apenas 11 modalidades e outros dois grandes eventos, estes com 28 modalidades, todas olímpicas e paralímpicas. A próxima edição, conforme os organizadores, está marcada para o dia 23 de fevereiro na Vila Olímpica de Manaus, situada na zona Centro-Oeste. Água dará lugar à cerveja nos pontos de hidratação da corrida
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Um centímetro que pode valer ouro nas Olimpíadas
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Brasileira Geisa Arcanjo alcança índice para o arremesso de peso dos Jogos Olímpicos do Rio-2016 mesmo sem competir Federação de Atletismo baixa marca do índice e brasileira conquista vaga mesmo sem competir
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Mas o índice mínimo da IAAF (entidade que rege o atletismo mundial) era 17,80. Os centímetros que precisava chegaram inesperadamente na última quinta-feira (10), quando o conselho da IAAF reviu as marcas e, entre 17 provas, abaixou a marca mínima das mulheres no arremesso de peso para 17,75 metro. “Agora é oficial. Vaga garan-
tida!”, escreveu, em sua conta no Facebook, a melhor brasileira do atletismo nos Jogos de Londres-2012 (foi sétima colocada na final). “Na verdade, não muda a minha preparação, porque meu foco sempre foi a participação nos Jogos. O que muda mesmo é tranquilidade em saber que tenho uma vaga assegurada e que posso fazer, se neces-
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ão Paulo (SP) - Um centímetro. E de um dia para o outro, sem competir, Geisa Arcanjo, 24, conseguiu o índice para os Jogos do Rio. Eram apenas quatro centímetros que separavam a atleta do arremesso de peso das Olimpíadas de 2016. A paulista de São Roque tinha feito a marca de 17,76 metro no Sul -Americano, em junho passado.
Treinador aceita desafio de preparar seleção 1 ano antes dos Jogos
sário, fazer algumas exigências como ajuda nos custos com viagens internacionais ou algum material que falte no treinamento, em detrimento disso”, explicou a atleta. Ao todo, nove índices para as mulheres e oito para os homens, de um total de 43 provas da Rio-2016, foram rebaixados. Ou seja, para todos, ficou um pouco mais fácil atingi-los. Eles
foram estabelecidos em abril deste ano, mas, segundo a IAAF, precisaram ser revistos após o Mundial de Pequim, disputado em agosto. Campeã Mundial juvenil em 2010, ela perdeu aquele ouro por doping, culpa de um chá verde diurético. Voltou a competir após 1 ano e conseguiu a vaga olímpica para Londres-2012, onde foi o destaque do país.
Mais índices Assim, além de Geisa Arcanjo, as novas marcas beneficiaram mais cinco brasileiros. A saltadora Keila Costa, que já estava qualificada no salto em distância, agora pode competir no triplo. Na maratona, entraram na lista Giomar Pereira da Silva, Mateus Trindade, Fredison Costa e Roselaine Benites.
RIO 2016
Barbosa sonha com medalha São Paulo (SP) - A terceira passagem de Antônio Carlos Barbosa à frente da seleção feminina de basquete começou de forma realista. A sete meses das Olimpíadas do Rio de Janeiro, o novo treinador admitiu que dificilmente a equipe conquistará o ouro inédito em casa, levando em conta a força de outras seleções, como a dos Estados Unidos. Barbosa, porém, garantiu que seu “espírito vencedor” fará de tudo para arrancar, no mínimo, um lugar no pódio. “Tenho o espírito vencedor e não entro em uma competição pensando que não
vou conseguir uma medalha. Mas não podemos achar que vamos ser campeões. Os Estados Unidos têm muita tradição e vêm muito forte. O que podemos fazer é acreditar, trabalhar física, mental e taticamente para conquistar um lugar no pódio”, explicou o comandante. O primeiro passo de Barbosa para os Jogos de 2016 será em janeiro. A equipe se reapresentará no dia 5 para iniciar os trabalhos para o evento-teste, que será disputado entre os dias 14 e 17 e contará com a presença de Austrália, Argentina e Venezuela. As jogadoras
serão então dispensadas e voltam em maio, na nova convocação que visará completamente às Olimpíadas. Barbosa já avisou que respeitará a convocação do antecessor, Luiz Augusto Zanon, e mostrou satisfeito com o nível do elenco. “Temos boas jogadoras, experientes, de nível internacional, jovens surgindo que podem perfeitamente agregar valor à equipe. Acredito que elas têm condições de disputar uma medalha. Essa mescla de experiência com juventude pode render uma boa classificação para o nosso país”, avaliou o treinador,
a quem resta uma dúvida no elenco. “A única questão que precisamos ver é a da Damiris, que está com uma fratura por estresse na perna e não vem jogando”, observou. Barbosa chegou para substituir Zanon, que anunciou o desligamento da equipe na semana passada, após dois anos de trabalho, alegando problemas de saúde. O paulista de Bauru já comandou o Brasil de 1976 a 1984, e de 1996 e 2007, período em que conquistou o bronze nas Olimpíadas de Sydney 2000 e prata nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro em 2007.
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