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Pódio - 15 de fevereiro de 2015

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DIVULGAÇÃO

MANAUS, DOMINGO, 15 DE FEVEREIRO DE 2015 esportes@emtempo.com.br

Estádio de Borba

DIEGO JANATÃ

pronto O de

Manacapuru... Enquanto o Nacional Borbense tem “sua casa” preparada para o Campeonato Amazonense. Princesa e Operário aguardam término das obras no estádio Gilberto Mestrinho. A partir deste domingo, Pódio apresenta uma série de reportagens sobre os estádios do Barezão 2015 Pódio E4 e E5


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MANAUS, DOMINGO, 15 DE FEVEREIRO DE 2015

Zé MARCO

Estou sentindo FALTA DO Gilbertão desde O MOMENTO em que acertei COM O PRINCESA

FOTOS: DIEGO JANATÃ

ANDRÉ TOBIAS Equipe EM TEMPO

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os 33 anos de idade, o ex-jogador de futebol profissional Zé Marco e agora técnico foi o escolhido para comandar o Princesa do Solimões nesta temporada. O rondoniense de Rolim de Moura chega ao Tubarão do Norte para ter sua segunda experiência como treinador na carreira. Ano passado, ele comandou o Atlético-AC no Campeonato Brasileiro da Série D. Com idade inferior a alguns jogadores do elenco alvirrubro – como o atacante Nando, por exemplo – Zé Marco começou o novo desafio da carreira com o pé direito: uma vitória diante do São Raimundo-RR pela primeira fase da Copa Verde. Ao PÓDIO, o comandante do Princesa explica um pouco mais sobre o trabalho que pretende fazer no Tubarão do Norte em 2015.

A gente procurou montar um elenco com a característica de marcar forte e sair em velocidade. É isso que a gente tem procurado passar no dia a dia para os atletas, que sem a bola ninguém tem cadeira cativa, todos vão correr, todos vão marcar, todos vão ter sua função definida dentro de campo

PÓDIO – Você chega de um centro futebolístico que evoluiu bastante nos últimos anos, principalmente com as boas campanhas do Rio Branco na Série C. Como é voltar ao futebol amazonense, mas desta vez como técnico? Zé Marco – E um desafio que eu encaro com alegria. A gente sabe da evolução que o Princesa teve nos últimos anos, inclusive a nível nacional pelo que fez no Brasileiro, na Copa do Brasil. É um clube que tem chegado nos últimos anos a disputa de finais do Campeonato Amazonense. Então, a gente encara com alegria, como um passo a frente na minha carreira, por conta das competições que o Princesa tem para disputar: Copa Verde, Copa do Brasil, campeonato Estadual. Isso é muito desafiador para mim como treinador, principalmente por estar iniciando, mas sempre gostei de desafios e não vou fugir deles em momento algum. PÓDIO – Quais as aspirações do Princesa no Campeonato Amazonense? ZM – Nós temos os objetivos traçados que é passar de fase na Copa Verde, na Copa do Brasil e o principal objetivo é a disputa do título amazonense, mas em momento algum nós vamos abrir mão dessa ou daquela competição, por isso a gen-

te tem montado um grupo forte, um elenco de qualidade. Não vamos pensar um passo a frente antes de dar o primeiro. PÓDIO – Avaliando o elenco que você tem em mãos, quais os pontos positivos e os negativos? ZM – A gente procurou montar um elenco com a característica de marcar forte e sair em velocidade. É isso que a gente tem procurado passar no dia a dia para os atletas, que sem a bola ninguém tem cadeira cativa, todos vão correr, todos vão marcar, todos vão ter sua função definida dentro de campo. Como quando roubarmos a bola todos tem total liberdade de jogar, se divertir e ir em busca do gol adversário em todo momento. Procuramos montar o elenco com essas características. Estamos em evolução, sabemos que prontos nunca estaremos, mas acredito que estamos no caminho certo e temos possibilidade sim, nas três competições que temos pela frente. PÓDIO – Qual o esquema que você costuma montar suas equipes? ZM – Na verdade a gente procura estar variando na própria partida. Diante do Manaus, por exemplo, nós entramos no 4-2-3-1 no primeiro tempo. No segundo nós voltamos no 4-4-2. No final da partida nós mudamos o nosso posicionamento para o 4-2-4. Nós vamos trabalhar com vários sistemas para nos precaver o máximo possível. Essa questão de variação de esquema vai muito do que está acontecendo na partida. Se você está ganhando dá para usar um 4-4-2, se estiver precisando vencer usa um 4-3-3. Então, a gente não tem um único esquema definido. Vamos procurar estar estudando os adversários jogo a jogo para iniciar da melhor maneira possível. PÓDIO – Mesmo sem ter comandado a equipe dentro de casa, você sente falta de poder jogar no Gilbertão? ZM – Com certeza. Na verdade, eu estou sentindo falta do Gilbertão desde o momento em que eu acertei com o Princesa. A gente sabia que as obras estavam em andamento, mas de uma forma muito lenta. É a casa do Princesa, é onde o Princesa

se sente bem, é mais forte, o torcedor gosta de ir para apoiar. É com muita tristeza que a gente encara essa lentidão nas obras. Gostaria de deixar frisado para as autoridades, que elas olhem única e exclusivamente para o futebol amazonense, que num contexto geral o futebol tem muito a ganhar com o Gilbertão. Cria-se uma situação gostosa, uma rivalidade das outras equipes ao virem aqui. Isso é gostoso, é bom, é benéfico para o futebol profissional do Amazonas. É muita coisa que envolve uma partida de futebol. Por exemplo, dentro do Gilbertão lotado o vendedor de água lucra, o vendedor de pipoca, refrigerante, da cervejinha lá fora, do churrasquinho. Então, mexe também com a economia da cidade e isso é importante para todos, no geral, principalmente para essas pessoas que, de repente, numa partida de futebol é de onde ela vai tirar o sustento da semana da sua família. PÓDIO – Para essa temporada o Princesa manteve alguns atletas do ano passado, trouxe alguns que atuaram com você no Atlético e outros com rodagem no futebol regional. Qual a importância de continuar com jogadores que conhecem o clube? ZM – A gente não manteve toda base e não trouxe todos de fora também por duas situações. Quando se tem uma base há muito tempo junto, tem a questão do entrosamento? Sim, cria. Mas também corre o risco de muitos entrarem numa zona de conforto. E a partir do momento em que você entra numa zona de conforto você já não almeja a titularidade durante as competições, você leva o trabalho como obrigação e não como prazer, e nós temos que encarar com prazer o que fazemos, porque não tem coisa melhor nesse mundo do que fazer o que amamos. Por isso a gente procurou mesclar e trazer também atletas novos que também estão buscando um lugar ao sol. Nós sabemos o quão o Princesa tem evoluído e se tornou grande nos últimos anos, então qualquer atleta hoje almeja chegar no Princesa do Solimões, não só por isso, mas esse ano principalmente pelas competições que tem para disputar. A gente procurou

mesclar para que possamos ser o mais forte possível. Deixamos muito claro que os remanescentes não vão alcançar nada sem os que estão chegando agora e os que estão chegando agora também não alcançam nada sem os remanescentes. Estamos procurando criar esse elo de amizade, de família mesmo, para a gente poder realmente estar chorando junto na hora que tiver de chorar, mas sorrir bastante também na hora que tiver de sorrir. PÓDIO – A estreia no Estadual será contra ninguém menos que o Operário, rival do Princesa em Manacapuru. O que você espera de uma partida como essa? ZM – É um clássico local que há muitos anos atrás teve e a gente sabe que os nervos ficam à flor da pele, mexe com o torcedor, mexe com o atleta. E aí eu volto a frisar na importância de liberar um estádio, principalmente onde tem duas equipes que disputam o campeonato de futebol profissional do Amazonas. A gente sabe o quanto é difícil fazer futebol aqui, o quanto é caro. O Princesa, por exemplo, se não liberar o Gilbertão, ele vai ter que se deslocar para Manaus, tem hospedagem, alimentação, tem o deslocamento, tem o desgaste. Então, é uma situação que eu não consigo enxergar aonde traz benefício a não liberação do Gilbertão. A gente sabe que no futebol há outros interesses por trás. PÓDIO – O que o torcedor pode esperar do Princesa para essa temporada? ZM – Pode esperar um time que trabalha muito, que respeita muito os adversários, mas que vai ver uma partida de futebol como um prato de comida para a família, que vai se doar, que vai correr e lutar o tempo todo em busca do resultado positivo. Disso eu não abro mão, eu fui assim como atleta e não abro mão que meus jogadores sejam assim. A gente vai lutar o tempo todo, vai correr o tempo todo, tudo dentro de uma organização, tudo dentro de um padrão que se trabalha no dia a dia. Mas a fome de ganhar partida nós temos na essência da palavra e disso nós não vamos abrir mão em momento algum.

Nós temos os objetivos traçados que é passar de fase na Copa Verde, na Copa do Brasil e o principal objetivo é a disputa do título amazonense, mas em momento algum nós vamos abrir mão dessa ou daquela competição

A gente vai lutar o tempo todo, vai correr o tempo todo, tudo dentro de uma organização, tudo dentro de um padrão que se trabalha no dia a dia


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MANAUS, DOMINGO, 15 DE FEVEREIRO DE 2015

O ‘fator casa’ no Barezão Torcida do Nacional durante a final do Campeonato Amazonense contra o Princesa do Solimões, no ano passado

ANDRÉ TOBIAS Equipe EM TEMPO

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uando se joga uma partida de futebol dentro dos próprios domínios as chances de vitória aumentam. Ao menos na teoria. Os motivos são os mais diversos. Quem atua dentro de casa é conhecedor do terreno, sabe os atalhos do campo, além de contar com o apoio do torcedor, que incentiva os mandantes e os empurram em busca do triunfo. Na última semana, antes do duelo contra o Once Caldas pelo jogo de volta da “pré-Libertadores”, o técnico do Corinthians, Tite, comentou sobre o estilo de jogo da equipe em relação ao “fator casa”. O comandante alvinegro reconheceu que longe de seus domínios, o desempenho de qualquer equipe nunca é mesmo e afirmou que irá trabalhar para que o Timão consiga diminuir o nível dessa diferença em atuar dentro e fora do Itaquerão. Curiosamente, o Campeonato Amazonense 2014 chutou para longe todos os prognósticos em relação a jogar

dentro de casa. Os mandantes não se deram tão bem como de costume e perderam mais do que ganharam. Das 59 partidas disputadas na última edição do Barezão, os donos da casa venceram 20 (34%), 16 jogos terminaram empatados (27%) e os visitantes triunfaram 23 vezes (39%). A estatística desfavorável para quem atuou em seus domínios pode ter uma explicação. Equipes como o Princesa do Solimões e Iranduba tiveram dificuldades para atuar em casa. O Tubarão do Norte jogou até a penúltima partida do segundo turno no Gilbertão. Depois disso, o estádio entrou em reforma e a equipe disputou todas as partidas decisivas da competição longe da sua torcida. O Iranduba, por sua vez, não entrou em acordo com a prefeitura do município que leva o mesmo nome e mandou suas partidas em lugares diferentes: uma no estádio da Ulbra e três no estádio Valdomiro Gusmão de Aguiar, em Manaquiri. Pior mandante Sem estádio para jogar e torcida para apoiar, o Sul América teve o pior aprovei-

tamento do Estadual 2014 atuando em seus domínios. Das cinco partidas realizadas dentro de casa, ou melhor, como mandante, uma vez que o time do bairro da Glória não possui estádio, o Sulão perdeu as cinco. Por outro lado, Nacional e Princesa fizeram valer o fator casa. O Leão da Vila Municipal atuou oito vezes como mandante e ganhou quatro. Já o Tubarão do Norte, mesmo sem atuar no Gilbertão na fase final do certame, conseguiu vencer cinco dos dez duelos que fez como mandante. Indigesto Se jogar longe de casa pode ser um problema para a maioria das equipes do futebol amazonense, Nacional e Princesa mostraram força longe dos seus domínios. Ambas as equipes fizeram nove jogos como visitantes e conquistaram seis vitórias. Acostumado a atuar sem torcida, o Holanda foi o visitante dos sonhos para todas as esquadras do Barezão 2015. Com quatro duelos longe de seus domínios, o time itinerário perdeu todas e fez a alegria dos mandantes.

Invencibilidade sem resultado Atuar no interior nunca foi fácil para as equipes da capital. Além de serem hostilizadas pela torcida local, que sempre apoia o time da cidade, as viagens quase sempre são desgastantes. Para Itacoatiara, por exemplo, os times de Manaus gastam em média quatro horas de estrada. A jornada aumentou ainda mais quando o Nacional Borbense conquistou

dentro de campo o direito de jogar a primeira divisão do Campeonato Amazonense. Em seu primeiro ano disputando o futebol profissional local, os comandados de Róbson Sá surpreenderam e terminaram a competição na quarta posição. O que contribuiu para essa campanha foi o fator casa. Atuando no Jabotão, o representante de Borba venceu dois duelos,

empatou três e não perdeu nenhum duelo. Acostumado a assustar os adversários quando visitam o estádio Floro de Mendonça, o Penarol não fez o dever de casa como devia e não passou da semi final do segundo turno. Porém, longe de Itacoatiara, o Leão da Velha Serpa disputou cinco partidas, venceu uma, empatou quatro e não perdeu para ninguém

Torcida do Princesa do Solimões teve que se deslocar a Manaus para acompanhar o time

FOTOS: DIEGO JANATÃ

Na última edição do Campeonato Amazonense, os visitantes se deram bem e venceram a maioria dos jogos do certame. Um dos fatores foi a falta de estádios para a disputados jogos, o que neste ano não será mais um problema


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Times interioranos co DIEGO JANATÃ

Estádio Gilberto Mestrinho em Manacapuru, que é a casa do Princesa do Solimões e do Operário, deve ficar disponível no segundo turno. O Gerdílson Bentes, em Borba, já está preparado para receber as partidas do Campeonato Amazonense

Registro feito pelo buraco do portão enferrujado do estádio Gilberto Mestrinho

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esmo não estando com 100% das praças esportivas disponíveis para as primeiras rodadas, o Campeonato Amazonense terá mais estádios em 2015 do que o ano passado. E o melhor, quatro deles na capital. Em contrapartida, no interior está quase tudo pronto para receber um certame cada vez mais eclético. Em uma série de quatro matérias, o Pódio apresenta um raio-X dos estádios bares. Hoje, um panorama do Estádio Gilberto Mestrinho, em Manacapuru e Gerdílson Bentes, de Borba. Após anos seguidos de “seca”, eis que finalmente, o Barezão 2015 terá ao seu dispor estádios sem que as equipes façam das tripas coração para por seus times em campo. A capital recebeu três locais novinhos em folha que estão na grade de jogos do campeonato. Além do estádio da Ulbra, Carlos Zamith, Colina e Arena da Amazônia, também servirão de palco para o futebol local. No interior, quase tudo pronto. Alguns detalhes ainda impedem Manacapuru de receber as partidas. Itacoatiara e Borba estão só esperando o apito inicial. Manacapuru e Borba, aliás, têm em seu favor torcidas extremamente fiéis e apaixonadas. A Princesinha do Solimões (84 km distante de Manaus) se orgulha de ser a única cidade interiorana a ter dois times: Operário e Princesa do Solimões. Um pouco mais distante, a Princesa do Madeira, Borba (a 208km de Manaus) receberá pelo segundo ano seguido a série A, tendo como representante o Nacional Borbense, time que

ano passado chegou à honrosa quarta colocação. Embora ambas as cidades tentarão ver seus times regendo uma espécie de monarquia interiorana, apenas Borba pode dizer que já está pronta para receber o cortejo real do Barezão; Manacapuru, deve esperar um pouco mais. Manacapuru O Estádio Olímpico Gilberto Mestrinho, mais conhecido como Gilbertão, foi inaugurado em 9 de novembro de 1986 com as ilustres presenças do homenageado governador e dos prefeitos Amazonino Mendes de Manaus e Paulo Freire de Manacapuru. Na ocasião, o estádio teve o custo estimado de 35 milhões de cruzados. Na ocasião, Nacional e um combinado local fizeram a inauguração empatando em 1 a 1, gols de Helinho e Rildo. Um ano depois, o Princesa do Solimões estrearia no Campeonato Amazonense perdendo para o Rio Negro por 3 a 2, gols de Paçoca para o Tubarão e Tonho(2) e Rildo para o Galo. Conhecido como um alçapão, o Gilbertão entrou em reforma no final de 2013. Com uma obra orçada em torno de R$ 4 milhões, sendo reduzida em seguida para pouco mais de R$ 2 milhões, a reforma tinha por objetivo auxiliar a equipe do Princesa do Solimões que, em 2014, teria calendário cheio(Amazonense, Copa do Brasil, Copa Verde e Campeonato Brasileiro Série D). Entretanto, a obra atrasou e o time se viu perambulando, treinando e mandando os seus jogos fora de Manacapuru, fator que, segundo Raphael Maddy, diretor de futebol do Tubarão, contribuíram para o baixo rendimento da equipe na Série D.

Aditivo não chegou e obra está paralisada A falta de um aditivo financeiro para que a obra seja concluída é o motivo pelo qual o estádio ainda não foi entregue. “Há uma promessa da parte do Governo do Estado para que haja um repasse do aditivo até a semana que vem. Uma vez que ele sair, o Gilbertão será finalizado e entregue; o responsável pela obra afirmou que, em pouco tempo consegue finalizar.”, afirmou o presidente da Associação de Cronistas e Locutores do Estado do Amazonas, Eduardo Monteiro de Paula. O aditivo previsto é de aproximadamente R$ 1 milhão. Com a reforma, o Gilber-

tão ganhou uma excelente drenagem e o tão castigado e contestado gramado cedeu lugar à uma grama que suporta não somente a grande carga de jogos como as fortes chuvas frequentes nesta época. A capacidade do estádio e refletores foram instalados para que sejam realizados jogos a noite. Os vestiários estão em excelentes condições e necessitam apenas ter as peças instaladas. O espaço destinado à imprensa ainda está em fase de estruturação e ampliação. Esperança renovada Com a promessa de re-

passe do aditivo restante, o público de Manacapuru renova as esperanças de ver seus times mandando jogos importantes em casa. Embora, tenham que se contentar em se deslocar a Manaus para acompanhar o Sapão da Terra Preta( Operário) e Tubarão do Norte (Princesa do Solimões) nas primeiras rodadas, só a lembrança de poder ver os times da cidade em campo já é motivo suficiente para provocar euforia. “O Gilbertão é tudo para nós torcedores. É o local onde o povo de Manacapuru invade para entoar cânticos de incentivo ao nosso time de guerreiros”, exalta Dinho, lí-

der da Torcida Organizada Tubarão do Norte. Para Beto Ferreira, presidente do Operário, o retorno do Gilbertão vai dar um descanso pros campos de Manaus além de significar menos custos para os clubes da cidade. “Aqui é a nossa casa! Estamos perto do nosso povo e seríamos muito gratos pelo apoio do Governo do Estado. Além do mais, os campos de Manaus agradecem, pois com o Gilbertão de volta, tanto Princesa que joga três competições e o nosso Operário não terão que mandar seus jogos lá (Manaus), dando um descanso para Zamith e Colina.”, conclui Ferreira.

Entorno do estádio Gilbero Mestrinho virou um verdadeiro depósito de lixo

DIEGO JANATÃ

CÍCERO JR WILLIAN D’ANGELO Rádio Em Tempo


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Borba é força do Nacional no Barezão Se em Manacapuru os jogos sempre atraem muita gente, em Borba não é diferente. A cidade, tem orgulho do seu time e sempre que há jogos do Nacional Borbense no estádio Gerdílson Bentes, a Princesa do Madeira entra junto com a equipe e incentiva até o último instante. Para isso, o hospitaleiro povo conta com um estádio pequeno, mas de ótimas condições para que o quatro colocado em 2014 mande seus jogos.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

om casa quase pronta As arquibancadas do estádio Gerdílson Bentes são parcialmente cobertas e recebram pintura neste início de ano

História O Estádio Gerdílson Bentes também conhecido como Jabotão foi inaugurado na década de 1990 com o nome Waldemar Duarte. Passou por uma reforma e ampliação em 2012 e foi reinaugurado com o nome atual em homenagem a um notório desportista da cidade morto naquele ano. Filho da tradicional família Bentes de Souza, Gerdilson foi professor, vereador e ex-secretário de Esportes do município de Borba.

Vestiários do Jabotão em boas condições para receber os clubes do Campeonato Amazonense

Pequeno, mas pronto para jogo

A expectativa é que ano que vem, o nosso ‘alçapão’ possa receber jogos pela parte da noite; por enquanto, jogamos no horário vespertino Róbson Sá, Téc. Nacional Borbense

Gramado está sendo tratado para que a bola possar rolar com qualidade no Barezão

A capacidade do estádio é de 4 mil expectadores e atualmente não pode receber jogos noturnos. “A expectativa é que ano que vem, o nosso ‘alçapão’ possa receber jogos pela parte da noite; por enquanto, jogamos no horário vespertino”, diz o técnico Róbson Sá. O gramado está em excelentes condições e apto a receber as partidas onde o Camaleão mandará seus jogos. O único ponto desfavorável da grama é que ainda não há drenagem. “A perspectiva é que após o Campeonato Amazonense, nós consigamos instalar a drenagem”, afirma o treinador do Nacional Borbense. Entretanto, a falta da drenagem não deve prejudicar o andamento das partidas, pois, segundo Róbson Sá, as águas da chuva escoam de forma rápida. Recentemente reformado com o apoio da Prefeitura de Borba, o estádio foi pintado, teve as arquibancadas retocadas e está com os vestiários em boa condições. O espaço da imprensa conta com uma cabine nova e que oferece conforto e boa visão do campo Ademais, os alambrados foram reformados e as condições estruturais do estádio oferecem todos os meios para a realização de partidas. Aliás,

já na primeira rodada, o Jabotão receberá o confronto entre o time da casa e o São Raimundo e a perspectiva de casa cheia: “Nossa torcida comparecerá em peso para que possamos, assim como o ano passado, quando começamos com vitória, iniciar nossa temporada com o pé direito”, avisa Róbson Sá. Orgulho da cidade Quando questionado so-

INVICTO

No Campeonato Amazonense de 2014, o Nacional Borbense não perdeu nenhum jogo no estádio Jabotão, mostrando a importância do fator casa para a equipe bre a importância da praça esportiva para o Nacional Borbense, a resposta foi efusiva: “Muita felicidade! Um espaço esportivo de alta qualidade para que todos possam desfrutar de um bom futebol e conhecer os nossos jogadores, além de o povo de Borba ver perfilando os grandes times do Amazonas. Agradeço muito ao prefeito de Borba por ter nos auxiliado na reforma.”, conclui o treinador do Camaleão.


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Mudando o futuro das

FamĂ­lia MMS reunida para mais um dia de treinamento pesado


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s crianças

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FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

Projeto Social Monteiro Monte Sinai, na Zona Norte de Manaus, reúne mais de 80 crianças e adolescentes carentes que largaram as ruas para praticar jiu-jitsu THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO

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fastar crianças e jovens das más companhias e levar para o esporte. Esse é o objetivo do Projeto Social Monteiro Monte Sinai (MSS) que ensina para mais de 80 alunos os segredos do jiu-jitsu. Fundado pelo apaixonado pela arte suave Marivaldo Soares Vasquez, 45, o projeto já formou campeões como Joines Junior, 15, e Ivan Lennon, 18. Pai do faixa-roxa, Guilherme Vasquez, 18, Marivaldo decidiu abrir uma academia após o fechamento do centro de treinamento onde seu filho treinava no bairro. Segundo o administrador da MMS, no começo, a academia tinha fins lucrativos, porém, logo no primeiro mês, ele percebeu que sua missão era outra. “A academia surgiu por causa do Guilherme. Tudo começou na garagem da minha casa com apenas 10 peças de tatame. A antiga academia dele tinha fechado e não poderia deixar que ele parasse de treinar. Quando abrimos, pensamos em cobrar. Logo nos primeiros dias, os treinos

atraíram jovens curiosos, que decidiram começar a treinar, porém, no dia marcado para pagar a mensalidade, ninguém apareceu. Percebi que não poderia cobrar pela falta de condições desses alunos. Decidi sustentar as despesas e abrir para a garotada do bairro”, afirmou Marivaldo ressaltando

Percebi que não poderia cobrar pela falta de condições desses alunos. Decidi sustentar as despesas e abrir para a garotada do bairro Marivaldo Vasquez, administrador do Projeto

que essa atitude tirou muitos meninos e meninas das rua, já que passavam o dia circulando pelo bairro junto com más companhias que levaria para o mundo do crime. Com o passar dos meses, o espaço ficou pequeno e eles foram obrigados a mudar para um local maior, onde se localizam hoje. A acade-

mia fica na Rua Edmilson Maia, esquina da Rua três, no bairro Monte Sinai. Um dos objetivos do projeto é acabar com a fama errada que o jiu-jitsu ainda carrega. Marivaldo admitiu que antes de colocar seu filho no esporte, também acreditava que a arte marcial era modalidade de marginais, porém, tudo acabou quando ele assistiu o primeiro treino de Guilherme na filial da academia Monteiro. “Meu filho entrou no jiu-jitsu aos 12 anos. Decidir colocá-lo no esporte porque ele se metia em muitas confusões na rua e na escola. Queria ensinar disciplina e a arte marcial foi a maneira que achei. Com 30 dias de treino, ele fez a primeira luta e entrei no sonho dele. Hoje, temos esse projeto. Ele não está da maneira que queremos, mas está crescendo. Já temos espaço para outras lutas. Nosso único problema é a falta de apoio. Tivemos a sorte de aparecer pais de alunos que ajudam com o que podem, como o Joines (Junior). Porém, ainda falta condições para fazer a inscrição de todos os atletas e quimonos para os novatos. Alguns só tem o vagui (parte de cima do quimono) ou a calça”, revelou.

Maioria dos alunos não têm condições de bancar mensalidades de uma academia de jiu-jitsu

Trabalho é árduo, mas retribuído Sendo o aluno mais graduado do Mestre Soneca (faixa preta que comanda as aulas do projeto), o jovem Guilherme Vasquez, 18, carrega a responsabilidade de ensinar e ser exemplo para todos. Apesar da pouca idade, o atleta é faixa-roxa de jiu-jitsu e já acumula títulos importantes em seu currículo, como o campeonato amazonense. Segundo Guilherme, todo o esforço vale a pena quando ele vê a mudança na vida de alguma criança do projeto. Um exemplo de superação que o motiva diariamente é de seu primo, Ivan Lennon, que no começo desse ano viajou para o Rio de Janeiro (RJ), para

treinar profissionalmente. “Temos esse projeto lindo aqui que ajuda a salvar muitas crianças. Chega a ser inacreditável o tamanho que ele chegou. Começamos com apenas 10 peças de tatame e três alunos. O pessoal falava que éramos loucos, mas estamos conseguindo surpreender a cada dia. Hoje, temos um nome a zelar e atletas que conquistaram títulos importantes. É muito bom ver a molecada treinando e ficando longe das drogas. Moramos em uma área vermelha e o crime está na nossa frente diariamente, porém, com o esporte conseguimos ficar longe”, disse Guilherme que

gosta de utilizar o seu exemplo de vida para as crianças. O faixa-preta mestre Soneca também admitiu que se surpreendeu com o tamanho que o projeto chegou. Apesar disso, ele espera que ele cresça ainda mais para continuar salvando as crianças do bairro. “Fazemos aqui o que podemos. Não temos ajuda financeira, mas tentamos nos ajudar com o que der. Nossa maioria de atletas são (faixas) brancas. O Guilherme é meu braço direito. Acredito muito nesse projeto e espero que daqui, saia os futuros campeões mundiais”, concluiu Soneca.


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Rio Negro investe na base pensando no futuro do time FOTOS: RAIMUNDO VALENTIM

Galo terá no Campeonato Amazonense um elenco formado por jovens que contarão com o auxílio de jogadores experientes

Diretoria rionegrina está apostando num elenco jovem, com apenas alguns jogadores experientes

THIAGO FERNANDO Equipe EM TEMPO

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time já passou por momentos nobres no futebol amazonense, porém, nos últimos anos, o Rio Negro vem enfrentando inúmeras dificuldades para se manter na elite do futebol local. A equipe comandada pelo técnico Sergio Duarte garantiu a presença na edição do estadual 2015, após terminar a segunda divisão de 2014 com o vice-campeonato. Porém, para esta temporada, o Galo não contará com atletas que se destacaram na competição como o lateral-esquerdo Andrezinho e o atacante Tiago Verçosa. Ambos estavam emprestados pelo Nacional apenas para a competição que foi disputada no segundo semestre do ano passado. Enfrentando uma grave crise financeira e estrutural, o Rio Negro decidiu investir em um elenco jovem para a disputa do Barezão. Com 25 jogadores no total, o grupo do Galo da Praça da Saudade está em fase final de preparação. Segundo o treinador Sergio Duarte, o clube já conta com uma equipe base para o começo do campeonato. “Estamos em um período de observação, mas é evidente que já tenho uma idéia da equipe base. Estou trabalhando em cima desses jogadores

e da estratégia que vamos utilizar nas partidas. Vamos ainda analisar a características dos jogadores que temos para ver qual se adapta melhor”, disse o treinador que, quando questionado sobre a dificuldade de trabalhar com um elenco recheado de jovens atletas, afirmou que é mais um desafio que enfrentará em sua carreira profissional. Para Sergio, o segredo será a maneira que vai lidar com

É até estranho se pensar que um clube centenário não tem um campo de treinamento. Mas isso não é desculpa para não trabalhar Rafael Melo, diretor de Comunicação

os jogadores. “É um trabalho que requer muita sensibilidade. Você tem que saber como lidar com cada jogador. Mas acho que o importante é passar confiança para eles. São jovens que têm talento e não são principiantes em campeonatos profissionais. Eles já fizeram parte de clubes profissionais. Tentamos passar questões como tática e posicionamento. Não devemos nunca parar ou frear as características

táticas e técnicas, sempre digo que o diferencial é isso”, concluiu Duarte.

Espelho para os mais jovens

Dificuldades Sem contar com centro de treinamento próprio, a diretoria o Rio Negro teve que correr atrás de um espaço para a utilização do elenco principal. Após várias negativas, o clube centenário fechou duas parcerias que facilitaram o trabalho do técnico Sergio Duarte. “É até estranho se pensar que um clube centenário não tem um campo de treinamento. Mas isso não é desculpa para não trabalhar. O presidente e os diretores estão trabalhando nesse sentido para buscar um espaço para fazer a atividade correta. Fechamos duas parcerias. A primeira foi com o Sest Senat e a outra foi com o 1º Bis, para fazer esse trabalho em dois períodos pelo menos três vezes por semana. Nos outros dias, trabalhamos na academia e a parte da recuperação na piscina. É complicado, mas não tem desculpa”, afirmou o diretor de comunicação, Rafael Melo que ainda adiantou que o clube só correrá atrás de reforços na segunda parte do campeonato amazonense. “Para a primeira fase do campeonato, o elenco está fechado. Para o segundo, pensamos em reforçar uma ou outra posição que percebemos que estão carentes. Vamos estudar para contratar certo”, concluiu o dirigente.

Podendo ser utilizado tanto na lateral-esquerda como no meio-campo, Carlinhos ganhou notoriedade no futebol amazonense após boa passagem pelo Nacional e Fast. O atleta aceitou o desafio de fazer parte do elenco rionegrino no campeonato amazonense. Fora isso, ele é o jogador mais velho do grupo. “Até o momento, está sendo muito bom, porque eles me ouvem. Atuei ao lado de jogadores mais velhos como Alberto, Donizete e Neto quando tinha 20 anos. Eles me ensinaram como ser profissional. Agora é a minha vez de passar isso para os mais novos”, disse. Segundo Carlinhos, a atitude da diretoria do Galo de apostar em jovens foi correta. Para o atleta, o melhor exem-

plo que eles podem ter é do time que o São Raimundo formou no final dos anos 90, quando conseguiu o tricampeonato da Copa Norte. “Você não pode colher uma fruta se não plantar. No futebol é igual. Pode demorar um pouco, mas é o certo. Se eles manterem esse elenco por um tempo, vão ter um time forte no futuro. O exemplo que podemos usar é o do São Raimundo. A base foi formada em 91 ainda no Nacional, mas foi explodir anos depois. Aqui, eles estão fazendo o mesmo”, concluiu Carlinhos. Aposta Aos 20 anos e com passagem pelo FC Renens da Suíça, o meia Ronan é uma das apostas do Rio Negro

para a competição. Rápido e habilidoso, o jogador vem surpreendendo nos treinamentos e pode aparecer no time principal na estréia do Barezão. “O treinamento está muito bom. Estamos batalhando para chegar bem na competição. Vejo um futuro promissor no Rio Negro. O time está valorizando os jogadores novos e creio que dará certo. Ter jogadores como Rondinelli e Carlinhos é muito bom. Eles passam calma para o elenco e isso é fundamental”, afirmou o jogador que surgiu após se destacar em um projeto social na cidade de Presidente Figueiredo. Sobre a experiência no exterior, Ronan revela que isso foi fundamental para melhorar na parte tática de seu jogo.

Meia Ronan (com a bola) mostra toda sua habilidade durante jogo-treino do Rio Negro


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Pódio - 15 de fevereiro de 2015 by Amazonas Em Tempo - Issuu