MANAUS, DOMINGO, 13 DE DEZEMBRO DE 2015
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Professor cria fanpage para o Tufão Pódio E4
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M1TO
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Rogério Ceni se despede do futebol, mas deixa legado de que goleiro também joga com os pés. Ídolo do São Paulo, deixou “discípulos” no Tricolor paulista e revela que começou a bater falta por influência de Neto. Pódio E5
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DIEGO JANATÃ
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Francisco GOVINHO LIMA
‘VAI SER UMA NOVA fase na MINHA VIDA’ Francisco Govinho Lima, mais conhecido como Lima, está de volta ao Nacional. Não mais como um excelente volante que foi nos tempos de jogador. Agora, o amazonense que jogou por 5 anos na RomaITA reforçará o Leão da Vila na temporada de 2016 em uma nova função. Aposentado e com 44 anos, Lima vai encarar o desafio de assumir a gerência de futebol do Azulino da capital. Ele será a ponte entre o elenco e a diretoria, papel importante dentro do ambiente conturbado que vive a equipe nos últimos anos. Lima jogou durante 16 anos em times estrangeiros. Passou por seis países, e só na Itália atuou em cinco clubes, onde esteve ao lado de nomes como Cafu, Totti e Batistuta. Foi campeão e ainda teve a honra de ser treinado pelo lendário Fabio Capello. De volta ao Amazonas, o ex-jogador está ansioso para passar a experiência para os novos contratados do Nacional, clube que vai disputar a Série D do Campeonato Brasileiro em 2016, Copa Verde, Copa do Brasil e Amazonense.
É mais fácil jogar do que dirigir jogadores e estar do lado deles. Porque quando se é jogador, você entra no campo, faz o que tem que fazer e resolve. Hoje, diante do nosso futebol, a gente vai precisar olhar com mais atenção e ver o que está acontecendo, ver o que a comissão técnica precisa, principalmente dentro de campo e ser a ponto com os atletas.
LINDIVAN VILAÇA
PÓDIO - Como você define a sua nova fase no Nacional, desta vez como gerente de futebol? Lima - A gente define como uma nova aventura. Com certeza para mim, como ex-jogador de futebol, é mais fácil jogar do que dirigir jogadores e estar do lado deles. Porque quando se é jogador, você entra no campo, faz o que tem que fazer e resolve. Hoje, diante do nosso futebol, a gente vai precisar olhar com mais atenção e ver o que está acontecendo, ver o que a comissão técnica precisa, principalmente dentro de campo, e ser a ponte com os atletas. Para mim, vai ser uma nova fase na minha vida, uma nova fase, e vamos fazer de tudo para dar continuidade a um trabalho junto com a diretoria do clube, que realmente me deu a oportunidade. Agradeço muito a Deus por tudo isso. Se hoje estou aqui foi porque Deus foi fundamental para minha
vida. Aprendendo uma nova função tanto como jogador quanto gerente de futebol. PÓDIO - Você já passou por diversos clubes durante sua carreira, inclusive na Europa. Como vai passar essa experiência para os atletas do Amazonas? Lima - Tentarei passar tudo o que aprendi lá fora. Na história dos clubes europeus, a grande maioria vive, até hoje, a origem do próprio futebol. Lá fora as competições são corridas, pegadas, e na Itália, onde passei mais tempo jogando pela Roma, os caras são muito compromissados. Então, na maioria das vezes os jogadores são muito cobrados por um trabalho bem feito. Pretendo trazer toda essa experiência que tive com seriedade, afinal, foram 16 anos que passei na Europa. O Nacional tem um elenco muito bom, então, nada melhor que fazer um bom trabalho com a comissão técnica em meio às competições do ano que vem.
PÓDIO - Quais são as metas do clube, o Leão da Vila Municipal já definiu algo para 2016? Lima - Nosso maior “enfrentamento” é conseguir a Série D, é subir de divisão, ser o campeão ou ficar entre os quatros, e com certeza em 2016 é o ano de muitas competições para o Naça. Tem Copa Verde, Copa do Brasil, Campeonato Amazonense... O time está bem focado em arrastar tudo o que disputar. Isso é o pensamento de todos da diretoria. Esso vai ser nosso objetivo maior. Fazer esse papel aqui no Nacional vai ser muito bom. Agora é buscar aprender nessa nova função, ir junto nessa nova caminhada. PÓDIO - Como avalia o cenário atual do futebol amazonense, você acredita em um resgate da era de ouro? Lima - Só depende da gente. A melhor forma é mostrar dentro de campo o trabalho, isso a gente vê depois que estamos
dentro de campo. Acho que o Nacional tem capacidade para isso, o clube tem uma boa equipe, está montando um bom time para 2016 e espero conquistar os mesmos frutos que outros clubes daqui do Norte conquistaram, como o São Raimundo. Isso aí depende dos jogadores, comissão técnica e diretoria. Nossa intenção é que dê tudo muito certo. PÓDIO - Será o maior desafio de sua carreira ajudar a montar um time ideal para as competições em 2016? Lima - Sabemos que é difícil, mas nada é impossível para gente. O time tem capacidade para isso. Cada atleta foi escolhido pelo treinador para fazer o melhor nas disputas e com certeza é um trabalho que vai dar certo, tem o apoio de toda a diretoria e juntos vamos conseguir chegar fortes contra os adversários durante as competições. O time vem aguerrido e vai em busca dos títulos em 2016.
PÓDIO - O Nacional é a grande aposta para o futebol amazonense voltar a ser forte? Lima - Todos nós temos objetivo de conseguir as vitórias, mas não depende só da diretoria, e sim de todos os jogadores do elenco que assinaram e se comprometeram durante a nossa reunião. Acho que chegar no patamar do “auge” depende de muito empenho e talento deles e do nosso apoio fora de campo. Nossos atletas têm resultados nesse sentido. Temos jogadores que já jogaram em Série B e sabem do peso tanto como as chances de subir de divisão. Então, carregar essa responsabilidade vai ser mais que um peso, será uma satisfação para esses jogadores. Tenho a certeza que preparados eles estão, se conseguir as vitórias, consequentemente, conquistarão a torcida. Viemos aqui para fazer um bom trabalho com a mentalidade de campeão, sempre.
Flamengo buscará
reforços
‘incontestáveis’ Rubro-Negro vai atrás de atletas que cheguem para serem titulares, a fim de fazer de 2016 um ano melhor
R
io de Janeiro (RJ) - O Flamengo tem duas prioridades absolutas no que diz respeito aos reforços para 2016. A diretoria busca um meia-atacante e um zagueiro. No entanto, os jogadores não serão para compor o elenco. A exigência de quem participa das negociações é a de que sejam nomes “incontestáveis”, daqueles que chegam, agradam a torcida e tomam conta da posição sem dificuldades. Como busca dois titulares absolutos, o Rubro-Negro sabe que a atuação no mercado será complicada e paciência surge como requisito fundamental. O clube da Gávea já acertou com o zagueiro Juan – que volta ao clube que o revelou após anos na Europa e no Internacional - além dos laterais Rodinei e Chiquinho. Apesar
da representatividade e experiência de Juan, a diretoria quer um companheiro de nível para atuar ao lado do ídolo da torcida. Já o grande nome para a função de meia-atacante é garimpado de todas as formas por comissão técnica e diretoria. Um jogador para o setor será a principal contratação do Flamengo para 2016 e o objetivo é o de causar impacto semelhante ao de quando Paolo Guerrero foi anunciado. “Há setores em que faltam mais jogadores, outros não. No meio de campo, queremos um pensador do time, um defensor também é importante. Mas falamos de reforços nível A. Caso contrário, não adianta trazer. Está difícil para todo mundo. Tem muito jogador no mercado, mas não com essa qualidade”, explicou o técnico Muricy Ramalho, re-
cém-contratado pelo clube. Se for inviável cumprir o objetivo no Brasil e na Europa, o Flamengo poderá olhar para o mercado sulamericano. Independente dos casos, os valores são altos para jogadores do nível pretendido. O Rubro -Negro se diz preparado e em condições de investir. “Não citarei nomes X ou Y. Prefiro citar o conceito que temos no Flamengo. Precisamos de um zagueiro e de um jogador para a parte pensante do time, que sempre é o meio de campo. Esses dois jogadores, no mínimo, precisam ser incontestáveis, que cheguem para resolver o problema. Isso é o que estamos buscando. Se precisar olhar para o mercado sul-americano, vamos olhar. Estamos garimpando as possibilidades”, encerrou o vice de futebol Flávio Godinho.
Técnico Muricy Ramalho vai ajudar a diretoria na busca de contratações de peso
GILMAN DE SOUZA
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São Raimundo Esporte Clube- momentos marcantes Time esportivo
TufaoEo
Torcedor apaixonado pelo Tufão está relembrando na internet as grandes vitórias do clube amazonense
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dos tempos de glória
Torcedor apaixonado pelo São Raimundo tem separado boa parte de seu tempo para colocar em uma fanpage vídeos históricos do time
A
paixão do professor de inglês Cícero Júnior pelo São Raimundo Esporte Clube nasceu há alguns anos, antes da fase de ouro do clube, que chegou a conquistar o tricampeonato do Norte e passou 7 anos na Série B do Campeonato Brasileiro. Tentando buscar nas glórias do passado a esperança de dias melhores, Cícero tem gastado boa parte de seu tempo recuperando vídeos em VHS e postando em uma página no Facebook. Em sua maioria, as postagens são de jogos épicos, como a final da Copa Norte contra o Paysandu, em 2001. “De todos os jogos, o que realmente me emociona para valer é o da Copa Norte em 2001, contra o Paysandu, onde os paraenses já soltavam o grito de “é campeão”, no entanto, o atacante Alberto, aos 46 minutos do segundo tempo, estava bem posicionado e empurrou a bola para o gol. Dali em diante foi só alegria, como é até hoje para mim”, relembra. Todas as vezes que lembra desse momento, Cícero se emociona. Essa e mais outras séries de histórias marcantes influenciaram o torcedor alviceleste a criar um
“altar” para exaltar o time nas redes sociais. “Nós buscávamos muito material na internet e pouco achávamos, isso foi até mais bonito, porque o time passou pouco tempo na série B. Entretanto, um certo dia comecei a entrar em contato com alguns jogadores. Daí em diante a ideia de criar a Fanpage “São Raimundo em momentos marcantes” vingou”, explica. Há três meses nas redes sociais, a fanpage TufaoEo tem mais de 700 seguidores e 30 vídeos postados, entre eles a goleada de 4 a 0 do tufão contra o Sport Boys (time peruano, com mais de 42 mil pessoas assistindo no antigo Vivaldão, hoje a Arena da Amazônia), além de momentos marcantes como a participação do time na copa Conmebol em 1999, e até mesmo de outros vídeos em preto em branco no estádio Ismael Benigno, a Colina. “São histórias que comecei a reviver quando torcedor olho para esse passado e penso nesse presente que o São Raimundo está vivendo, sonhando para um futuro melhor para a equipe. Isso surgiu no contato com ex-jogadores que vi jogar, me aproximei deles
juntando um com outros criei até um grupo no WhatsApp e até hoje eles me ajudam na divulgação desses vídeos”, conta. Fotografias e recortes de jornal também faz parte dessa galeria de ouro do São Raimundo. É um prato cheio para os torcedores mais fanáticos e até mesmo para os curiosos do futebol. “Tem uns vídeos que o internauta pede para a gente colocar. Fazemos o possível para encontrar e postamos como muito sacrifício e suor, para a alegria dos torcedores e admiradores”, diz. A ideia que começou como passatempo começou a ganhar mais importância. “É um baú de memórias de um time que me inspira, e para quem sente falta daquela equipe geração de ouro”, completa. Incentivo O apaixonado torcedor criou o mecanismo na tentativa de resgatar um pouco da história vencedora do clube alviceleste. Cícero Júnior diz que a página surgiu de uma inquietação de um torcedor acostumado a ver um São Raimundo valente, aguerrido, crescendo, dentro de campo e batendo adversário difíceis de vencer.
Para Cícero, o futebol no Amazonas só vai crescer quando o próprio amazonense se envolver. “A partir do momento que deixarmos a TV de lado e voltarmos para o estádio é que vai ser resgatado o amor pela história do nosso futebol. Minha ideia é gerar essa esperança”, diz. De acordo com Cícero, os torcedores do Tufão da Colina acharam a ideia fenomenal, já que mostra o time vencendo equipes grandes e de primeira divisão. O idealizador
da fanpage adianta que tem muita coisa boa “saindo do forno”. “Para as pessoas que curtem nossa fanpage pode aguardar que tem muita coisa boa vindo por aí”, destaca. Mesmo diante da crise, Cícero crê que o São Raimundo ainda é a grande esperança de reerguer o futebol amazonense. “É o clube que ainda está na lembrança do torcedor. O Tufão foi além das fronteiras e por isso eu acho que é a única equipe que pode tirar o futebol daqui do fundo do poço”, finaliza.
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Jogar com pé é legado deixado pelo ‘M1to’ Rogério Ceni inspirou muitos goleiros a utilizarem os pés e tanto Denis quanto Renan Ribeiro receberam a herança DIVULGAÇÃO
O
legado de Rogério Ceni não está restrito aos gols e títulos que o ex-goleiro ajudou o São Paulo a conquistar. Participativo nos vestiários, o ídolo tricolor também deixou a sua marca na carreira dos arqueiros que serão responsáveis por substituí-lo em 2016. Tanto Denis quanto Renan Ribeiro valorizaram as lições aprendidas no período de convivência com Ceni e se mostraram gratos pelos conselhos que ouviram do ex-jogador nos últimos anos. Denis trabalha junto de Ceni desde o início de 2009. Contratado da Ponte Preta, o jogador começou a carreira como terceira opção para a meta tricolor, mas se firmou como suplente imediato após Bosco deixar o clube em 2011. Nos seis anos em que dividiu o vestiário com Ceni, Denis diz que as dicas do ídolo relativas à reposição de bola com os
É TRICOLOR Nascido em Pato Branco-PR, Rogério Ceni começou sua carreira no São Paulo em 1997 e se tornou o jogador mais fiel a um clube na história do futebol mundial. O ‘M1to’ tem 1237 com a camisa do Tricolor
pés foram primordiais para sua evolução como arqueiro. “Goleiro do São Paulo tem que primeiro saber jogar com os pés. O Rogério me ensinou isso nesses anos. Ele é o pioneiro, é o goleiro que melhor sai jogando com os pés. Procurei pegar esses toques dele”, declarou Denis, que perdeu boa parte da temporada de 2015 por ter sofrido uma grave contusão no ombro direito em fevereiro. Diante do Cruzeiro, no dia 8 de novembro, Denis teve a sua melhor atuação com a camisa tricolor ao praticar quatro grandes defesas e até arriscar uma cobrança de falta no primeiro tempo. Mesmo sem gostar de abordar o tema, o goleiro admite que tem o interesse de assumir as cobranças de bola parada do São Paulo com a aposentadoria de Ceni. “Se tiver um aproveitamento melhor a cada dia nos treinos e sentir
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Rogério fazia papel de líbero pela facilidade de jogar com os pés
que minha batida na bola está em um nível bom para testar no jogo, por que não ajudar o São Paulo batendo falta como o Rogério fez durante toda a carreira dele?”, questiona. Denis, no entanto, não terá vida fácil para assegurar a titularidade em 2016. O goleiro Renan Ribeiro terminou 2015 como a terceira opção no Tricolor, mas mostrou durante o ano que tem capacidade de assumir a meta. Segundo Renan, trabalhar ao lado de Ceni reforçou a percepção de que o comprometimento nos treinamentos é obrigatório para o desenvolvimento das habilidades técnicas de um goleiro. “Uma lição que levarei para minha a história é que treinamento foi feito para você descobrir seu próprio talento. Se você treinar, repetir e insistir, você consegue evoluir qualquer movimento e técnica”, disse.
Neto inspirou Ceni a bater faltas São Paulo (SP) – A passagem de José Ferreira Neto pelo São Paulo foi curta e sem muito brilho. Antes de se consagrar como o “xodó da Fiel” no rival Corinthians, Neto vestiu a camisa Tricolor e integrou o grupo campeão paulista em 1987. Mas a maior contribuição do ex-jogador para o clube foi ajudar um jovem goleiro a treinar cobranças de falta. Alguns anos após o término de seu contrato com a equipe, ele voltou ao CT da Barra Funda para se recuperar de uma lesão no tornozelo. Lá, auxiliou Rogério Ceni a trabalhar os fundamentos da bola parada e serviu de inspiração para o arqueiro buscar o primeiro dos 131 gols que faria ao
longo da carreira. “Estilo de bater faltas de Rogério nasceu do aprendizado com o meia do Corinthians, que durante treinamentos no São Paulo ensinou ao goleiro alguns segredos da bola”, reportou o jornal “A Gazeta Esportiva” em 17 de fevereiro de 1997, dois dias após o primeiro gol do arqueiro pelo Tricolor, na vitória por 2 a 0 sobre o União de Araras. “Uma das pessoas que eu mais admiro batendo falta é o Neto. Esse é um grande batedor do futebol brasileiro. A gente bateu faltas juntos muitas vezes no CCT. Se você observar bem ele bater, nem precisa de muita comunicação”, disse Ceni à publicação. Rogério Ceni havia assu-
mido em 1997 a titularidade são-paulina devido à saída de Zetti, que se transferiu para o Santos. Após o primeiro gol anotado pelo time, as comparações com goleiro paraguaio José Luis Chilavert foram inevitáveis. Ceni, no entanto, não via méritos em ter seus feitos igualados ao do arqueiro sul-americano. “É um goleiro que faz gols de falta, mas talvez não tenha a mesma personalidade que tenho. Não tenho muita inspiração nele. Não acho uma grande pessoa, um grande profissional. Mas é um goleiro que faz gols e se destaca”, afirmou Ceni, que viria a se tornar o maior goleiro-artilheiro da história ao superar a marca de 63
gols de Chilavert em 2006. Na mesma entrevista, Ceni dizia que passou a levar a sério as cobranças de falta após notar a ausência de batedores de qualidade no São Paulo. “Nunca vi goleiro bater falta quando era pequeno, também não foi pequeno que visualizei esse negócio. Faz seis ou sete meses que estou treinando por ter facilidade para bater na bola. Além disso, a equipe carece de batedores”, declarou o goleiro, à época com 24 anos e ainda surpreso por ter se firmado como substituto de Zetti. “Sempre joguei na linha. Aos 15 anos fui para o gol. Nunca pensei em ser profissional. Aconteceu naturalmente”.
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Correndo das ‘gorduras’ das festas de fim de ano
Equipe de 50 pessoas vai passar as festas de fim de ano encarando um desafio de correr 160 quilômetros em 18 dias
O
mês de dezembro é um dos mais esperados do ano. Para alguns, é momento de reunir a família em torno da celebração do nascimento de Jesus Cristo em um tempo de confraternização. Para os mais gulosos, a época serve para se empanturrar nas guloseimas de Natal, como: chester, nozes, rabanada e panetone. Essa realidade é totalmente inversa a de um grupo de mais de 50 pessoas em Manaus. Eles encararam um desafio que, além de exigir esforço físico, a força de vontade e a determinação serão elementos primordiais para conquistar a meta estabelecida, que é de correr 160 quilômetros no período de 18 dias. O projeto Desafio 100 Milhas foi idealizado pelos educadores físicos Jonathan Alberto e Jhamerson Costa, que também coordenam o grupo de corrida Pé Urbano. O desafio, que está na sua terceira edição, consiste em um treinamento de corridas diárias, com percursos que variam de 8 quilômetros a 15 quilômetros e apenas um dia “em off ” (sem atividade
física) por semana. O desafio iniciou no último dia 7 de segue até o dia 27, sem pausa nas vésperas do Natal, uma vez que, de acordo com a planilha de treinamento, no dia 24 de dezembro o percurso definido é de 12 quilômetros. De acordo com Jonathan, o Desafio 100 Milhas não foi lançado nesta época do ano por acaso. Proposital “Quando resolvemos fazer o projeto utilizamos de diversas estratégias. A primeira delas, por ser um período de muitas festas, o desafio seria uma maneira de manter o treino, a manutenção do condicionamento físico e peso dos atletas, já que nesta época acontecem muitas festas e a alimentação, de certa forma, acaba saindo da rotina. Outra estratégia é dar um maior volume de treinos aos participantes que, na sua grande maioria, definiu como meta para 2016 as maratonas do Rio de Janeiro e São Paulo”, explica o educador físico. Para controlar mais de 50 alunos inscritos no Desafio 100 Milhas, os professores recorrem à ferramenta da in-
ternet. Ao final de cada treino, o atleta deve tirar uma foto ou fazer o print do aplicativo utilizado na corrida e postar nas redes sociais com a hastag #desafio100milhasparte3 e a marcação dos professores. Superação O grupo que aceitou encarar “a loucura de fim de ano” e percorrer os 160 quilômetros é formado por integrantes de diversas idades e, apesar da planilha com as metas de percurso estabelecidas, o ritmo deve ser imposto por cada um. Os treinos acontecem em diversos pontos de Manaus, incluindo Ponta Negra, Parque Jefferson Peres, avenida das Torres e até na esteira de uma academia. “O importante é cumprir a meta do dia. Além do esforço físico e a fadiga muscular, que é inevitável, o treino de base é muito mais mental que físico”, acrescenta Jonathan. Edições anteriores O primeiro Desafio 100 Milhas foi em dezembro de 2013 e teve como objetivo iniciar a temporada de treinos de 2014. Na primeira edição, a maioria dos participantes corria de 5
a 10 quilômetros, por isso, o volume de treino imposto pelo desafio seria uma preparação para as meias maratonas que aconteceriam ao logo do ano. Com a quilometragem fracionada em dois períodos do dia, a planilha de treinamento teve a duração de 15 dias. Mais de 40 atletas participaram e todos conseguiram concluir a meta de 100 Milhas sem nenhum tipo de lesão articular. O segundo desafio aconteceu em setembro de 2014 e contou também com grande adesão do grupo. O objetivo traçado foi a preparação para a Meia Maratona do Amazonas e do Rio de Janeiro. Nesta edição, a planilha foi reestruturada: percursos diários de 10 quilômetros. Às sextas-feiras não havia treinos, em contrapartida, aos sábados a meta era de 15 quilômetros e aos domingos 5, para ganhar velocidade. Nesta terceira parte do Desafio 100 Millhas mais de 50 pessoas acreditaram na proposta dos dois educadores físicos e seguem para mais uma semana de treinos com postagens diárias vistas nas redes sociais e que carregam histórias de superação por meio de esporte.
Além das corridas de rua, equipes fazem os exercícios na esteira
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Túnel do tempo podio@emtempo.com.br Willian D’Ângelo
Primeiro campeonato profissional no AM DIVULGAÇÃO
O Campeonato Amazonense de Futebol de 1964 foi o primeiro campeonato profissional do esporte no Estado. O certame realizado entre os dias 17 de Junho de 1964 e 21 de Abril de 1965 foi disputado em três turnos e conquistado pelo Nacional Futebol Clube, que hoje é o maior campeão local. Na época do amadorismo o futebol de Manaus tinha bons públicos e excelentes rendas, mas os bons jogadores acabavam por desistir da carreira ou ir para outros centros pela falta de apoio, e mesmo depois do profissionalismo, a maioria dos pequenos clubes do Estado contratava o jogador em troca de empregos extra esportivos em alguma empresa parceira. Com o profissionalismo, o futebol do Amazonas cresceu gradualmente. Era um dos mais organizados das regiões Norte e Nordeste e sempre alternadamente com o Pará tinha as melhores médias de público do Norte e Meio Norte (região que compreende aos Estados do Maranhão e Piauí). Na época, Manaus e Belém tinham o mesmo contingente populacional. Os clubes começavam a se sustentar de rendas e criar patrimônios, pois as rendas aumentaram e por este motivo foi construído o Estádio Vivaldo Lima que fora o maior palco de grandes
Colunista do PÓDIO
Nacional Futebol Clube foi o campeão do primeiro Campeonato Amazonense de Futebol, torneio em 1964 disputado por seis times
glórias do futebol “Baré”. O ano de 1964 ficou marcado também com os Jogos Olímpicos que foram disputados pela primeira vez no continente asiático. Tóquio tinha sido eleita como a sede olímpica de 1940, mas a capital japonesa desistiu em 1937, por causa do início da guerra contra a China. Em 1959, a cidade voltou a vencer a eleição do Comitê Olímpico Internacional, para os Jogos de 1964. Tóquio-1964 também marcou o ressurgimento olímpico dos EUA. Após duas derrotas no quadro geral de medalhas
para a União Soviética, os norte-americanos não pouparam esforços e terminaram à frente dos soviéticos em medalhas de ouro (36 a 30). A URSS, entretanto, conquistou mais medalhas (1996 a 1990). Para os Jogos Olímpicos de Tóquio-1964 o Brasil enviou uma delegação menor do que na Olimpíada anterior, mas com alguns nomes importantes do esporte nacional. A única medalha veio com o time de Wlamir Marques e Amaury Pasos, no basquete. Bicampeã mundial (venceu o
Mundial em 1959 e em 1963), seleção brasileira ficou com o bronze pela segunda vez seguida (e a terceira na história das Olimpíadas). O campeonato amazonense de 1964 contou com as participações de Nacional, Rio Negro, Fast, São Raimundo, Sul América, América e Olímpico. O Leão da Vila Municipal tinha como base Vasconcelos, Boanerges, Jonas, Jayme Basílio, Vivaldo, Sula, Dermilson, Fredoca, Lacinha, Pretinho e Hugo. Também participaram da campanha nacionalina o goleiro Zé Maria, Ri-
bas, Vanderlan, Pepeta, Eládio, Quisso, Paulista, Tony, Aderbal, Pratinha, Maneca e Marcos. Depois que o campeonato chegou ao fim, a Associação dos Cronistas e Locutores Esportivos do Amazonas (Aclea) elegeu a seleção do ano com Clovis (Rio Negro), Borges (América), Jonas (Nacional), Jaime Basílio (Nacional) e Wanderlann (Nacional); Nonato (Rio Negro) e Almir (São Raimundo); Hugo (Nacional), Edson Piola (Fast), Santarém (São Raimundo) e Euklinger (Sul América). Hugo, do Nacional foi eleito O Craque do Ano.
Na época do amadorismo o futebol de Manaus tinha bons públicos e excelentes rendas, mas os bons jogadores acabavam por desistir da carreira ou ir para outros centros pela falta de apoio, e mesmo depois do profissionalismo, a maioria dos pequenos clubes do Estado contratava o jogador em troca de empregos extra esportivos em alguma empresa parceira”
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