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Pódio - 13 de março de 2016

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MANAUS, DOMINGO, 13 DE MARÇO DE 2016

3090-1075

esportes@emtempo.com.br

DIVULGAÇÃO

Pódio

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ESTÁDIO

Zamithão já tem história para contar Pódio E7 ARQUIVO EM TEMPO

Cadê o

público? Público nos jogos do Nacional neste início de ano tem sido bem abaixo do esperado, e direção do clube teve prejuízos nos amistosos realizados. Pódio E5


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Pódio

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Pódio E3

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Túnel do tempo podio@emtempo.com.br Willian D’Ângelo

Tiquinho foi campeão na dupla Rio-Nal DIVULGAÇÃO

Onofre Aluísio Batista, o Tiquinho, ex-atacante com passagens por equipes como Botafogo-RJ, Ceará, Ferroviária de Araraquar- SP e Rio Negro, nasceu no Rio de Janeiro (RJ) no dia 7 de janeiro de 1956. Filho de Sabará, ex-ponta-direita do Vasco nos anos 1950, Tiquinho, apesar do início promissor no Botafogo, consagrou-se mesmo foi no Ceará, imortalizado pelo gol do tetracampeonato estadual em 1978. Entre 1975 e 1976, o atleta teve uma rápida passagem pela seleção Brasileira, jogando ao lado de jogadores como o goleiro Carlos, Rosemiro, Cláudio Adão, Alberto Leguelé, Batista e Edinho. Foram quatro jogos com a camisa canarinho (três vitórias e um empate) e um gol marcado (no dia 14 de outubro de 1975, quando o Brasil bateu a Costa Rica por 3 a 1 em partida válida pelo Pan-americano do México). Tiquinho conquistou com a camisa amarela a medalha de ouro do Pan-Americano de 1975 e o título Pré-Olímpico de 1976, quando atuou em duas partidas, frente o Uruguai e Argentina. Os Jogos Pan-Americanos de 1975 oficialmente seriam realizados na cidade de Santiago, capital do Chile. As obras vinham sendo feitas, mais o

Colunista do pódio

Tiquinho (quinto da esquerda para direita) com seleção brasileira que participou dos Jogos Pan-Americanos de 1975, na Cidade do México

golpe militar de 1973, que colocou Augusto Pinochet no poder e destituiu o então presidente Salvador Allende do cargo estremeceu. Isso comprometeu a realização do Pan, e no mesmo ano, Santiago do evento. San Juan, capital de Porto Rico, seria a sede indicada, mais preferiu sediar o Pan seguinte, em 1979. Foi quando a competição aconteceu no México, que vinha se consolidando “capital

mundial dos esportes”. No dia 20 de dezembro de 1978, no estádio do Castelão, foi dele o gol da vitória por 1 a 0 do Ceará frente ao arquirrival, Fortaleza, aos 45 minutos do segundo tempo e que garantiu, à equipe alvinegra, o tetracampeonato estadual. O ex-jogador foi campeão também pelo Ríver (PI) em 1989. Tiquinho foi ídolo no Ceará Sporting Clube e teve uma carreira cigana. Em 1982 che-

gou ao futebol amazonense para ser campeão pelo o Atlético Rio Negro Clube, em uma competição que contou também com Nacional, Sul América, América, Penarol, Fast e Libermorro. O técnico do Galo da Praça da Saudade era Ivan Gradim. O atacante também foi campeão pelo Nacional em 1985, jogando ao lado de jogadores como Beto, Artur, Oberdã, Marinho Macapá, Murica, Paulo

Galvão, Hidalgo, Luís Florêncio, Sérgio Duarte, Camarão, Tojal, Raulino, Celani e Tita. Vencido pelo vício da bebida, o ex-jogador morreu aos 53 anos, no dia 15 de junho de 2009, de falência múltipla dos órgãos, em decorrência de cirrose, hepatite e hipertensão. Tiquinho ganhou este apelido das enfermeiras que trabalharam em seu parto, pois nasceu de sete meses e era muito pequeno.

Entre 1975 e 1976, o atleta teve uma rápida passagem pela seleção brasileira, jogando ao lado de jogadores como o goleiro Carlos, Rosemiro, Cláudio Adão, Alberto Leguelé, Batista e Edinho. Foram quatro jogos com a camisa canarinho (três vitórias e um empate) e um gol marcado (no dia 14 de outubro de 1975) quando o Brasil bateu a Costa Rica por 3 a 1


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O atletismo brasileiro na história das Olimpíadas R

io de Janeiro (RJ) O atletismo pode ser considerado uma das modalidades esportivas mais antigas do mundo. Registros apontam que os gregos já praticavam esse esporte por volta do século 14 a.C. As corridas eram praticadas em encontros esporádicos, que mais para frente originaram os Jogos Olímpicos. Dentro do atletismo são disputadas as provas de corrida, lançamento e salto. As mais famosas são as de corrida. É nessa categoria que acontece a disputa do homem mais rápido do mundo, nos 100 metros rasos. Quase todas as provas de atletismo, exceto a maratona, são disputadas em estádio e a modalidade faz parte dos Jogos Olímpicos desde a era moderna. A corrida, que também podem ser chamada de prova de pista, divide-se em curta distância (100, 200 e 400 metros), média distância (800, 1,5 mil e 3 mil metros) e longa distância (cinco mil metros, 10 mil metros e 42,195 quilômetros). Há também as corridas com barreiras e obstáculos, além da marcha atlética e dos revezamentos. Todas essas provas são re-

alizadas na pista de atletismo dentro do estádio. Ela contém oito raias, cada uma com um metro e 25 centímetros de largura. No formato oval, a pista tem 400 metros de comprimento. Brasil na Olimpíada O Brasil participa dos Jogos

OURO EM 2008 A história de sucesso do Brasil no atletismo olímpico foi abrilhantada na edição de 2008, em Pequim, na China, quando a paulista Maurren Maggi conquistou a medalha de ouro no salto em distância Olímpicos desde 1920. Durante todos os anos de participação as primeiras medalhas brasileiras no atletismo foram conquistadas nos Jogos Olímpicos de Helsinque (FIN), em 1952. Adhemar Ferreira da Silva recebeu o ouro no salto triplo masculino e José Telles Conceição o bronze, no salto em altura. Nas olimpíadas de 1956, em Melbourne (AUS), Adhemar

conquistou novamente o ouro. Sua medalha foi a única do Brasil no evento. Já em 1968 foi a vez de Nelson Prudêncio levar a prata no salto triplo. Em Munique (ALE) no ano de 1972, ele também ficou com o bronze. Com o passar dos anos o Brasil mostrou que dentro do atletismo a modalidade mais forte era o salto triplo. João do Pulo garantiu o bronze da modalidade em 1976 e em 1980. Depois de longos anos sem o tão sonhado ouro no atletismo, Joaquim Cruz finalmente conquistou a primeira redonda dourada nos 800 metros rasos das Olimpíadas de Los Angeles, em 1984. Na outra Olimpíada, em 1988, ele foi prata. Já em 1996, em Atlanta (EUA), o Brasil foi bronze no revezamento 4x100 metros com André Domingos, Arnaldo Oliveira, Edson Luciano e Robson Caetano. Os meninos brasileiros evoluíram e levaram a prata em 2000, mas com outros dois novos integrantes: Claudinei Quirino e Vicente Lenilson. Em Atenas 2004 Vanderlei Cordeiro de Lima conquistou o bronze na Maratona, além da Medalha Barão Pierre de Coubertin, após o incidente envolvendo um padre irlandês.

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Já que os Jogos Olímpicos do Rio estão chegando, saiba mais sobre uma das modalidades favoritas dos brasileiros

Joaquim Cruz conquista a medalha de ouro na prova dos 800 metros livres, nos jogos de Los Angeles, em 1984


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DIEGO JANATÃ

Ausência da torcida ‘castiga’ finanças do

Nacional Amistosos de pré-temporada dão prejuízo para o clube. Já no Iranduba, caixa está equilibrado

Clássico com Remo na arena teve público bem abaixo do esperado

JOANDRES XAVIER

C

om uma torcida exigente e que gosta de ver futebol de qualidade, o público do futebol amazonense continua ausente dos estádios. Uma análise baseada em borderôs cedidos pela Federação Amazonense de Futebol (FAF) indica que o Nacional já chegou a ter prejuízo de mais de R$ 50 mil reais em um jogo, devido à baixa venda de ingressos. O PÓDIO ouviu dirigentes de clubes e uma torcedora sobre o assunto. O time feminino do Iranduba, que vem ganhando a confiança do torcedor, apresenta números estáveis. Para o coordenador de base do Nacional, James Furtado, vários fatores contribuem nos números. “Em grande parte se deve ao período que ainda é de início de temporada. Outra é que o torcedor também não tem rivalidade pelos outros clubes.

Iranduba consegue se manter O que atrai o público é um bom espetáculo, boas equipes. Então o torcedor está desconfiado. O Nacional tem ganhado de 1 a 0, de 2, mas o torcedor quer ver goleada. Também, hoje em dia, não temos mais ídolos no futebol local. O torcedor não sabe a escalação do seu time”, avalia. O amistoso entre Nacional e Genus-RO do dia 21 de fevereiro teve um público pagante de 375 pessoas na Arena da Amazônia. O faturamento de R$ 4.560 não cobriu as despesas de R$ 32.206 com o jogo, deixando um déficit de R$ 28.786 nas contas do Leão. James avaliou que os preços altos dos ingressos nos últimos jogos do Naça não influenciam no público. “Estamos em crise financeira, então precisa ter arrecadação. Aquele pessoal que gosta realmente de futebol não vai ligar para preço. Se colocar R$ 10 ele vai para o jogo, se colocar R$ 20 ele vai, se colocar

um quilo de alimento ele vai. Até se trouxer equipes de grande marca, do Nordeste, do Sul, para jogar em Manaus, pode colocar até de R$ 30 que ele vai. Então esses preços não influenciam na presença do público”, afirma. No dia 14 de fevereiro o Nacional enfrentou o Remo, do Pará, e conseguiu levar 4.757 pagantes à arena, faturando R$ 49.440 com a venda de ingressos. Porém, as despesas alcançaram o número de R$ 104.035, o que deixou prejuízo de R$ 54.595. Para a torcedora fanática do Nacional Jéssica Diely, o torcedor merece melhores preços nos ingressos e os clubes têm que investir mais em marketing e divulgação dos jogos para atrair o torcedor. “Vejo que o Iranduba está em competições oficiais, enquanto que o Nacional só tem jogado amistosos. Então são cenários diferentes. Nos jogos do Iranduba, vão torcedores

de outros clubes locais para prestigiar. Enquanto que pelo Nacional, apesar de serem amistoso, os preços dos ingressos estão caros, e a torcida reclama. Acredito que isso influencie, sim, na presença dos torcedores. No jogo contra o Remo eles pediram R$ 40 e com muita pressão da torcida baixaram para R$ 30. A diretoria não pensa no torcedor, acaba pensando só no lucro”, diz Jéssica. E esse tão sonhado lucro veio somente em um dos seis jogos amistosos de pré-temporada do Leão da Vila Municipal. O confronto contra o São Raimundo do Pará rendeu um saldo de R$ 8.194. A arrecadação de R$ 13.800 veio dos 1025 ingressos vendidos no estádio Carlos Zamith no dia 21 de janeiro. A despesa foi de R$ 5.606. A FAF cedeu apenas três borderôs dos seis amistosos disputados pelo Nacional na pré-temporada.

Levando em consideração o padrão baixo de público do futebol amazonense e o fato de ser um time feminino, o número de torcedores que prestigiam o Iranduba é acima da média, tanto que o clube não teve prejuízos com os jogos neste início de ano. No dia 27 de janeiro, o Hulk da Amazônia levou ao estádio Ismael Benigno, contra o Santos-SP, pelo Campeonato Brasileiro Feminino, 849 torcedores pagantes, faturando R$ 7.490 em ingressos. As despesas somaram R$ 5.524. O lucro final foi de R$ 1.965. O chefe de gabinete do clube, Alicelmo Santos, acredita que a contratação de jogadores de renome e as boas apresentações em campo foram fundamentais para a direção não ter prejuízos.

“Aconteceu uma integração entre município e clube, coisa que não tinha antes. Com isso, brotou um sentimento de patriotismo sobre o (futebol) feminino, o que também melhorou o número de público”, destaca. Contra Portuguesa-SP, também pelo Brasileirão, o púbico pagante foi de 611 pessoas e o faturamento R$ 4.830. As despesas somaram R$ 4.998, deixando um pequeno déficit de R$ 168. “Nesses últimos jogos tivemos gastos com transportes e estadia das jogadoras adversárias. Lucro não tem, mas ficamos no limite. Em breve, como o Iranduba feminino está virando atração nacional, tenho certeza que vai ter faturamento para fazer caixa. Quando o time apresenta qualidade o público corresponde”, disse.


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Pódio

, h t i m a Z s Carlo

FOTOS: IONE MORENO

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amante do futebol amazonense

Pesquisador e historiador, Carlos Zamith foi testemunha ocular de momentos importantes e históricos no esporte local. Hoje, seu nome está eternizado na fachada do estádio da Zona Leste ANDRÉ TOBIAS

A

ele foi dado o nome de um dos maiores (senão o maior) jornalistas, cronistas, contistas, poetas e escritores do futebol amazonense. Apesar da pouca idade, nele já treinaram grandes equipes do futebol brasileiro. Ficará eternizado, porém, por um momento histórico para os torcedores do Fast. Em 30 de outubro de 2015, o “Rolo Compressor” saiu da fila e voltou a conquistar um título de futebol profissional, algo que não acontecia há 44 anos. Os fatos narrados acima são algumas das histórias passadas no estádio Carlos Zamith, o “Zamithão”. Inaugurado em 24 de maio de 2014, o complexo foi construído às margens de uma

das principais vias de acesso à Zona Leste - alameda Cosme Ferreira - para receber seleções durante a Copa do Mundo daquele mesmo ano, algo que sequer chegou a acontecer. De Campo Oficial de Treinamento (COT) durante o Mundial, se tornou um dos principais palcos do futebol baré, recebendo partidas das duas divisões do Campeonato Amazonense e da Copa Amazonas, além de servir de CT para grandes equipes do futebol brasileiro que vêm a Manaus, como é o caso do Flamengo. É estádio na concepção da palavra. Com apenas dois “lances” de arquibancada, ambas paralelas às linhas laterais, o “Zamithão” está longe de ter características de arena, aquelas que tentam transformar o

torcedor brasileiro em meros espectadores de um espetáculo. Sem a mesma pompa de outros estádios, sua inauguração aconteceu em 24 de maio de 2014, de forma discreta, e teve apenas o “pontapé” do governador, José Melo. Já no dia 6 de julho de 2014, foi disputada a primeira partida, entre os juniores de Manaus FC e Manaus EC. Quem se deu melhor foi o Manaus FC, também conhecido como “Gavião do Norte”, que venceu por 2 a 1 e entrou para a história pelo fato de ter o primeiro jogador a marcar gol no “Zamithão”. Huendel Alves foi o autor da façanha. Ele guarda na memória, com carinho, o momento em que balançou as redes do local. “Meu companheiro foi à linha de fundo e cruzou para mim. Eu

Zamith escreveu seu nome na história do Amazonas ao documentar as proezas do futebol baré

consegui completar de cabeça e fazer o primeiro gol do estádio. Antes do jogo, no ônibus, eu estava confiante que iria fazer esse gol, falei até para os meus companheiros. Foi uma alegria poder fazer o primeiro gol do estádio que foi um dos centros de treinamento para Copa do Mundo. Fiquei muito feliz”, conta Huendel, que naquele mesmo jogo acabou sendo expulso. Fim do jejum Com passagens por grandes palcos do futebol europeu, quando defendeu o Rabotnicki, da Macedônia, o volante Roberto Dinamite fala com propriedade do “Zamithão”. Para ele, o local é bem localizado, familiar e o

principal para um jogador de futebol: tem ótimo gramado, o que permite a apresentação de um bom espetáculo. “Ele não é bom somente para os atletas, mas para os torcedores também. Ele apresenta excelentes vestiários, é bem aconchegante. A estrutura, em si, comporta o que se pede para ser apresentado um bom futebol. Quem ganha com isso é o jogador, que pode mostrar um bom trabalho, um bom espetáculo num ótimo gramado e o torcedor”, explica Dinamite. A relação do volante com o “Zamithão”, aliás, ficou ainda mais estreita em outubro de 2015. Com a camisa do Fast e a braçadeira de capitão, ele foi

o responsável, junto com seus companheiros, por conquistar o primeiro título de futebol profissional dentro do estádio e, após 44 anos, colocar o Rolo Compressor no lugar mais alto do Pódio, com a conquista da Copa Amazonas. “Eu, como capitão, tive a honrar de tirar o Fast dessa ‘fila’ depois de 44 anos sem título. Acho que por onde você passar, precisa entrar na história de alguma forma, e eu entrei por um lado bom. Oficialmente, o Fast foi o primeiro clube a levantar um troféu dentro do Carlos Zamith. Fico muito feliz e honrado por esse acontecimento, de ter entrado na história do estádio e do clube”, afirma o atleta.

Homenagem ao historiador do futebol

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Orgulho e gratidão são sentimentos comuns aos familiares de Carlos Zamith

Nascido em Manaus, em 20 de fevereiro de 1926, o jornalista Carlos Zamith se tornou referência quando o assunto era o passado do futebol amazonense. Pesquisador e historiador, ele foi testemunha ocular de momentos importantes e históricos no esporte local. Hoje, seu nome está eternizado na fachada do estádio da Zona Leste. O contador de histórias entrou para a história. Responsável pelo acervo do pai, Carlyle Zamith lembra quando foi avisado de que um dos COTs da Copa do Mundo receberia o nome de Carlos Zamith. “Foi emocionante. A família toda foi pega de surpresa. Minha mãe chorou, nós choramos, porque o estádio Carlos Zamith vai eternizar o nome dele, o legado que ele deixou para essa terra, que é a história do futebol, que não pode ser, de forma alguma, esquecida”, enaltece Carlyle. O filho lembra do tempo em que o pai se ausentava de casa e passava horas nas bibliotecas pesquisando em publicações antigas tudo sobre o futebol amazonense. “A estreia do estádio, na verdade, aconteceu no dia do enterro dele, que foi quando soubemos que o nome do estádio seria Carlos Zamith. Foi comovente. É uma honra a gente ter um estádio simbolizando a vida e a história do meu pai”, pontua o herdeiro do acervo futebolístico mais rico do Amazonas.


Pódio E7

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São Paulo e Palmeiras se enfrentam no Pacaembu

Clássico Choque-Rei movimenta a 9ª rodada do Campeonato Paulista. Duelo será disputado às 10h (de Manaus)

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FOTOS: MARCELO D. SANTS/FRAME

sofrerá alterações. Valentim já teve três passagens como treinador interino do Verdão, e sempre mexeu em peças dos seus antecessores. O lateral direito Lucas não vem rendendo e uma possibilidade é a entrada do volante Arouca no meio-campo, transformando Jean em lateral. Na armação, Robinho, que também está deixando a desejar, pode ceder sua vaga

CONVOCADO Neto de sérvios, zagueiro Lyanco, 19, do São Paulo, foi convocado pela seleção europeia, para dia 19 de março atuar contra Dinamarca, Montenegro e França

para o argentino Allione. Com essas possibilidades, a escalação palmeirense no Choque-Rei tende a ser: Fernando Prass, Lucas (Arouca), Thiago Martins (Roger Carvalho), Vitor Hugo, Zé Roberto, Thiago Santos, Jean, Robinho (Allione), Dudu, Gabriel Jesus e Cristaldo (Rafael Marques). São Paulo com time misto O desgaste acumulado pe-

los jogadores são-paulinos depois do empate por 1 a 1 contra o River Plate, na quintafeira (10), no Monumental de Núñez, fez o técnico Edgardo Bauza confirmar a presença de um time reserva no clássico. O Choque-Rei é a chance que o Tricolor tem nas mãos para recuperar a liderança do Grupo C do Paulistão e fazer as pazes com a torcida. Entre os relacionados deve constar o nome do atacante Calleri, que recebeu o terceiro cartão amarelo diante do River e terá de cumprir suspensão automática no jogo da próxima quarta-feira, contra o Trujillanos, na Venezuela. Caso o argentino não se recupere a tempo de ir a campo, Bauza optará pela escalação do ex -palmeirense Alan Kardec no comando do ataque. Outro que possivelmente estará em campo é Denis, cuja recuperação física é mais rápida do que a apresentada pelos jogadores de linha. Presença confirmada no time é a de Rodrigo Caio. O zagueiro, titular em quase toda a temporada, foi poupado por Bauza no duelo contra o River Plate. Além de ter priorizado a experiência da dupla Lugano e Maicon, o Patón disse que tomou a decisão pensando na sequência de jogos importantes que o defensor terá pela frente.

Goleiros Dênis e Fernando Prass serão alguns dos protagonistas do clássico paulista no Pacaembu

VITOR SILVA/SSP PRESS

ão Paulo (SP) – Por conta dos protestos contra a presidente Dilma Roussef (PT) programados para tarde deste domingo (13), o clássico entre São Paulo e Palmeiras, pela 9º rodada do Campeonato Paulista será às 10h (de Manaus), no estádio do Pacaembu. O horário não é nenhuma novidade para os times, que experimentaram a sensação de jogar partidas profissionais no turno matutino no Campeonato Brasileiro do ano passado. O duelo é uma oportunidade de dar a volta por cima por ambos os clubes. Enquanto o Alviverde vem de derrota pela Libertadores, que culminou com a demissão do técnico Marcelo Oliveira, o São Paulo, mesmo empatando fora de casa com o River Plate pelo torneio continental, vive sob o jugo da desconfiança de sua torcida. Um clássico, em um momento como este é uma oportunidade de dar a volta por cima e ganhar moral. Técnico interino enquanto o Palmeiras não define o substituto de Marcelo Oliveira, Alberto Valentim apostou em treinos fechados durante a semana para escalar o time que vai para o clássico. Se o auxiliar mantiver o que faz quando tem chances de comandar a equipe, a formação

Atacante uruguaio Juan Salgueiro será titular no clássico contra o Fluminense e espera “ganhar” a torcida

NO RIO

Flu e Botafogo duelam na Taça Rio Rio de Janeiro (RJ) - O Fluminense não deu sorte na ordem da tabela da Taça Guanabara, segunda fase do Campeonato Carioca. Isso porque vai pegar logo dois clássicos nas duas primeiras rodadas, sem contar que no dia 23 de março já tem a semifinal da Primeira Liga contra o Internacional. Apesar da sequência que promete ser das mais complicadas, o Tricolor evita pensar muito longe e garante que o foco está todo no duelo deste domingo (13), às 17h30 (de Manaus), diante do Botafogo, no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ). “O Fluminense avançou na Primeira Liga e vai jogar as semifinais. Porém, o importante agora é virarmos a chave e nos concentrarmos na partida contra o Botafogo, pois é um clássico e precisamos do resultado positivo. A Taça

Guanabara é uma competição de tiro curto e qualquer tropeço pode ter um preço muito alto. Portanto, o momento é de trabalharmos muito para ganharmos”, afirmou o zagueiro Renato Chaves. O zagueiro Henrique e o volante Pierre, advertidos com o terceiro cartão amarelo na vitória de 1 a 0 sobre o América, cumprem suspensão e ficam de fora. O meia Diego Souza e os atacantes Marcos Junior e Magno Alves serão analisados pelo departamento médico, que já vetou o artilheiro Fred. No entanto, o trio ofensivo deve estar em campo. O técnico Levir Culpe, que já começa a dar sua cara ao time tricolor, deve mandar a campo a seguinte formação: Diego Cavalieri, Wellington Silva, Marlon, Renato Chaves, Giovanni, Edson, Cícero, Marcos

Junior, Diego Souza, Gustavo Scarpa e Osvaldo. Salgueiro titular Principal contratação do Botafogo para a disputa do Campeonato Carioca, o meia uruguaio Juan Salgueiro começou como titular na vitória de 1 a 0 sobre o Boavista, no último fim de semana. Se movimentou bem no primeiro tempo, deu bons passes, mas mostrou que ainda está longe da melhor forma física. Mesmo assim, o técnico Ricardo Gomes, confirmou que o atleta começa jogando o clássico. O parceiro do gringo no ataque será o jovem Ribamar. O Botafogo deve ir a campo com: Jefferson, Luis Ricardo, Emerson Santos, Joel Carli, Diogo Barbosa, Aírton, Bruno Silva, Rodrigo Lindoso, Gegê, Juan Salgueiro e Ribamar.


Pódio

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Vasco encara Bangu pelo segundo turno do Carioca

PAULISTÃO

Timão e Botafogo-SP se enfrentam no interior

DIVULGAÇÃO

Cruz-Maltino inicia Taça Rio enfrentando a equipe Alvirrubra. Atacante Riascos, machucado, não vai ao jogo e será substituído, mais uma vez, pelo jovem Thalles

São Paulo (SP) – Após ser derrotado pelo Cerro Porteño fora de casa pela Copa Libertadores por 3 a 2 no meio de semana, o Corinthians volta a campo neste domingo (13), às 15h (de Manaus), no estádio Santa Cruz, para enfrentar o Botafogo-SP, pela 9º rodado do Campeonato Paulista. Por conta da maratona de jogos neste início de ano, o técnico Tite deve mandar à campo um time misto, a com intuito de preservar o condicionamento físico de alguns jogadores. O lateral-direito Fagner e os meias Bruno Henrique e Guilherme são alguns dos nomes ausentes para o duelo. Dessa forma, a ideia

seria encaixar as novas peças e testá-las no jogo deste domingo. Maycon e Willians são os possíveis substitutos de Rodriguinho, enquanto Danilo e Luciano disputam a vaga deixada por André. O provável Corinthians que entra em campo é: Cassio, Edilson, Felipe, Balbuena, Guilherme Arana, Willians, Maycon, Giovanni Augusto, Alan Mineiro, Lucca e Luciano (Danilo) Com seis pontos em três jogos, o Corinthians é o segundo colocado de seu grupo na Libertadores. No Paulistão, o time vive situação bem mais tranquila e é líder disparado do Grupo D, com 17 pontos somados em oito partidas. DIVULGAÇÃO

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Meia Nenê durante treinamento em São Januário durante a semana. Ele será o principal responsável pela criação no meio de campo do Vasco

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io de Janeiro (RJ) – Invicto no primeiro turno do Campeonato Carioca, o Vasco coloca em jogo sua boa fase neste início de temporada contra o Bangu, às 15h (de Manaus), deste domingo (13), pela estreia da Taça Rio, o segundo turno do Cariocão. O duelo será no estádio de São Januário. Para manter o pique do início da competição, o técnico Jorginho mandará o que tem de melhor à campo. Durante os treinamentos da semana, a ordem foi pressionar o ad-

versário desde o apito inicial do árbitro. “Vamos jogar em casa, diante de nossa torcida e por isso mesmo precisamos pressionar desde os primeiros minutos. Respeitamos a equipe do Bangu, sabemos que ela não se classificou à toa para essa fase da competição, mas o nosso compromisso quando jogamos em São Januário é o de conseguirmos o resultado positivo. A nossa ideia é começar impondo o ritmo forte de sempre e que nos permitiu, inclusive, abrir vantagem cedo

em algumas ocasiões”, analisa o lateral-direito Madson. O Vasco está definido para o jogo. O zagueiro Luan e o meia Andrezinho, poupados na vitória de 3 a 1 sobre o Bonsucesso, reaparecem nas vagas de Jomar e Éder Luis, respectivamente. O primeiro foi preservado pelo risco de lesão, enquanto o segundo estava pendurado com dois cartões amarelos. Thalles vai permanecer como o substituto do atacante colombiano Riascos, vetado por conta de um edema na coxa direita.

Dessa maneira, se nada de anormal acontecer até a hora da partida o técnico Jorginho mandará a campo a seguinte escalação: Martin Silva, Madson, Luan, Rodrigo, Julio Cesar, Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho, Nenê, Jorge Henrique e Thalles. Na primeira fase, o Vasco terminou o grupo A com 20 pontos na liderança da chave. Já o Bangu, se classificou para a Taça Guanabara em quarto lugar com 11 pontos também no grupo A.

Goleiro Cassio será um dos poucos titulares do Timão no jogo


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