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Pódio - 11 de fevereiro de 2016

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MUDANÇA

Vôlei vai limitar tempo das partidas

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MANAUS, QUINTA FEIRA, 11 DE FEVEREIRO DE 2016

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esportes@emtempo.com.br

Iranduba goleia e agora espera a última rodada THIAGO FERNANDO

funcionou. Djani tocou para Mari na intermediaria. Com calma, a camisa 10 ajeitou e colocou, com muita categoria, a bola no ângulo direito da goleira Gabi. Aos 10 minutos, em saída de bola errada, o Iranduba recuperou com Djani. Maestra da equipe, a camisa 8 lançou para Robertinha na direita. A lateral cruzou para Nathale que finalizou duas vezes para marcar o terceiro do alviverde. A partir daí a pressão só aumentou. Aos 29 minutos, o quarto gol saiu. Tudo começou quando Djani foi derrubada próxima da meia-lua. A zagueira Karen chamou a responsabilidade e cobrou a falta com muita violência. A goleira da Lusa espalmou como deu, porém, a bola caiu nos pés de Nathale que marcou seu segundo gol no jogo. Olavo colocou em campo a atacante Paulinha. E logo no seu primeiro toque na bola, a rápida jogadora recebeu de cara com a goleira adversária e finalizou cruzado, fechando o placar. Agora, o Iranduba vai esperar para saber em qual posição passará para a próxima etapa do Brasileiro. Nesta quinta, às 17h (de Manaus), a Ferroviária (SP) encara o Tiradentes (PI) para concluir a rodada. Na próxima quartafeira (17), a equipe paulista vai enfrentar o Santos (SP). O confronto vai definir quem será o outro classificado.

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em mesmo a forte chuva que caiu sobre Manaus na noite de ontem (10) foi suficiente para estragar a exibição de gala das meninas do Iranduba. Com gols de Mari (2), Nathane (2) e Paulinha, a equipe amazonense venceu por 5 a 0 a Portuguesa (SP) em duelo realizado no estádio Ismael Benigno, a Colina, e de quebra, garantiu vaga na próxima fase do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol. O time comandando pelo técnico Olavo Dantas chegou aos oitos pontos e vai esperar a definição dos demais grupos para saber quem será seu adversário na segunda etapa da competição nacional. O Iranduba mostrava mais talentos individuais e chegava com frequência. A pressão era grande e não demorou para sair o primeiro gol. Aos 12 minutos, Kellen avançou pelo meio e tocou para Mari, que dentro da área, finalizou forte no canto para abrir o marcador. Apesar das muitas chances criadas na primeira etapa, o resultado não foi comemorado pelas meninas. Por este motivo, elas voltaram focadas para o segundo tempo da partida. A pressão foi mantida, porém, as atletas do Iranduba passaram a caprichar na hora de concluir as jogadas. Logo aos oito minutos, a tática

LIBERTADORES

São Paulo vence e está na fase de grupos Mesmo com um pênalti desperdiçado por Michel Bastos logo no começo do segundo tempo, o São Paulo conseguiu a classificação à fase de grupos da Libertadores ao vencer o César Vallejo, do Peru, por 1 a 0, na noite de ontem, no Pacaembu, pelo jogo de volta da primeira fase da competição. Como havia empatado por 1 a 1 na partida de ida, o time do Morumbi conseguiu avançar no torneio com a vitória conquistada já aos 42min da etapa final, com gol do atacante Rogério, que havia entrado em campo momentos antes. Agora, os são-paulinos vão integrar o Grupo 1, que tem o atual campeão River Plate (ARG), The Strongest (BOL) e Trujillanos (VEN). A estreia do time tricolor será diante os bolivianos, na próxima quarta (17),

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novamente no Pacaembu. Além do pênalti e do gol anotado, o ataque são-paulino ainda acertou duas bolas na trave peruana, com Calleri e Hudson. O atacante Alan Kardec foi cortado do jogo momentos antes por contusão. Grupo 2 O River Plate-URU empatou em 0 a 0 com a Universidad de Chile, nesta terça (9), em Santiago, e confirmou classificação ao grupo 2, o mesmo do Palmeiras, graças à vitória por 2 a 0 na partida de ida, em Montevidéu. Será justamente o River, estreante na competição, o primeiro adversário do time paulista no torneio continental, já na próxima terça-feira (16), em partida no Uruguai. Rosário Central, da Argentina, e o também uruguaio Nacional completam a chave.

DIEGO JANATÃ

Placar de 5x0 deixa equipe amazonense perto da classificação para segunda fase do Campeonato Brasileiro Feminino Iranduba espera agora última rodada para saber seu futuro no campeonato

ESTADUAIS

EUROPA

Grandes jogam mal em rodada dos estaduais Com um gol de Paolo Guerrero, dois de Willian Arão, além de um de Emerson Sheik e outro de Rodinei, o Flamengo não teve dificuldades para golear a Portuguesa por 5 a 0, ontem, em Volta Redonda. O argentino Frederico Mancuello fez boa estreia e provou que pode ser útil na engrenagem idealizada pelo comandante. O resultado colocou o Flamengo na vice-liderança do Grupo B, com sete pontos. Na próxima rodada, o Flamengo tem o principal teste até o momento na temporada. O time enfrenta o rival Vasco, domingo (14), às 17h (de Brasília), em São Januário. O Vasco da Gama, por sua vez, venceu a terceira seguida no Campeonato Carioca, desta vez sem empolgar, e manteve campanha com 100% de aproveitamento. O Volta Redonda foi a vítima desta quarta-feira (10), em jogo em São Januário que

terminou em 2 a 0. O primeiro gol foi marcado por Nenê, em cobrança de pênalti. O segundo foi anotado por Thalles. Com o triunfo, o clube segue na liderança do Grupo A, agora com 9 pontos e agora espera o Flamengo em clássico do domingo (14). O Botafogo entrou em campo e bateu o Macaé por 1 a 0, no estádio Los Lários, em Xerém. Gervásio Yacaré Nunez marcou o gol do jogo. Com o triunfo, o time manteve os 100% de aproveitamento neste Campeonato Carioca. Paulista O Palmeiras empatou sem gols com o Oeste e chegou ao segundo jogo consecutivo sem vitória no Campeonato Paulista. O time volta a campo no sábado (13), contra o Linense, pelo Paulista, no primeiro jogo no estádio Allianz Parque após o título da Copa do Brasil em 2015.

Barcelona empata e vai à final da Copa do Rei Com uma larga vantagem e sem seus principais jogadores, o Barcelona empatou com o Valencia e avançou à final da Copa do Rei na tarde de ontem (10). O placar de 1 a 1 nem de longe ameaçou a vaga dos catalães, que, na semana passada, haviam aplicado 7 a 0 no jogo de ida da semifinal. De quebra, o Barcelona manteve uma invencibilidade que já dura 28 jogos. O primeiro gol da partida realizada no estádio Mestalla, em Valencia, foi do atacante Negredo, aos 39 minutos do primeiro tempo. Sem Messi, Suárez e Neymar, o técnico Luis Enrique apostou em jovens atacantes, como Munir El Haddadi e Sandro Ramírez, ambos de 20 anos, mas eles não balançaram as redes. Coube então ao camaronês Wilfrid Kaptoum,

19, que havia acabado de substituir Ramírez, marcar o gol de empate, aos 39 minutos da segunda etapa. O lateral direito brasileiro Douglas, cotado para

RECORDE O placar de 1 a 1 nem de longe ameaçou a vaga dos catalães, que haviam aplicado 7 a 0 no jogo de ida da semifinal. De quebra, o Barcelona manteve uma invencibilidade que já dura 28 jogos deixar o clube na última janela de transferências, entrou no segundo tempo. Na final, o adversário mais provável é o Sevilla, que bateu o Celta de Vigo por 4 a 0 no jogo de ida. A partida de volta será realizada hoje.

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Pódio

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Após derrota no Mundial

FOTOS: ROBERTO CASTRO/ME

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Em março e maio, a seleção fará amistosos na Europa. Em junho e julho, os treinos e torneios finais serão no Rio

handebol feminino faz ajustes Após ser campeã mundial em 2013 e contando com estrelas como Alexandra Nascimento e Duda Amorim, seleção feminina de handebol não foi feliz na busca pelo bicampeonato no Mundial da Dinamarca. Meta agora são as Olimpíadas

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epois que o Brasil conquistou o título inédito de campeão mundial no handebol feminino, em 2013, as expectativas em torno da equipe cresceram exponencialmente. Em 2015, contando com estrelas como Alexandra Nascimento e Duda Amorim, já eleitas as melhores do mundo (em 2012 e 2014, respectivamente), o grupo ainda reafirmou o favoritismo durante os Jogos Pan-Americanos de Toronto, quando, mais uma vez, as brasileiras foram soberanas. No Mundial da Dinamarca, em busca do bicampeonato, contudo, a sorte não foi a mesma. Mesmo antes de embarcar para a grande disputa do ano, em dezembro do ano passado, o técnico Morten Soubak e as jogadoras da equipe já tentavam diminuir a pressão em torno da nova conquista para o país e evitavam falar em favoritismo. Foi nas oitavas de final que as campeãs mundiais de 2013 deram adeus ao sonho do bicampeonato, em derrota diante da Romênia. “Outras grandes equipes foram eliminadas do Mundial antes do que gostariam. Obviamente cair nas oitavas de final não era o nosso objetivo, mas temos que ter consciência de que fizemos uma boa campanha. Melhoramos em alguns aspectos, mas caímos precocemente e precisamos melhorar em alguns pontos até os Jogos Olímpicos”, avalia a pivô e capitã da seleção, Fabiana Diniz, a Dara.

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“No Mundial de 2015, o nível cresceu muito, com mais equipes no feminino. Há alguns anos, você tinha um grupo de favoritos com três ou quatro países. Agora muitos países cresceram e investiram, então vamos ter as Olimpíadas com mais equipes com potencial de brigar pela medalha”, explica o técnico Morten Soubak. “Mas isso não tira o nosso sonho e foco para tentar dar mais um passo histórico e ganhar a medalha nas Olimpíadas para o handebol brasileiro”, acrescenta. A derrota na Dinamarca deixou importantes lições ao grupo. “Mesmo com meninas se recuperando de lesões grandes, nós conseguimos ser o vencedor da chave no nosso terceiro mundial seguido. Infelizmente, no dia em que não encaixamos o jogo, não classificamos. Estamos cientes do que erramos”, afirma. Morten Soubak sabe também o que precisa ser ajustado até agosto. “Vamos dar atenção à parte física e a aspectos técnicos para as Olimpíadas, além de conselhos a cada uma sobre posições e situações de jogo. Estamos ansiosos e felizes por jogar em casa”, destaca. O grupo que competirá no Rio de Janeiro ainda não está definido. “Não colocamos uma data para a convocação. Temos que avaliar bem as atletas em todas as fases que teremos”, explica o treinador. E não serão poucos os compromissos na reta final da pre-

paração olímpica. Nos meses de março e maio, a seleção feminina fará amistosos na Europa. Em junho e julho, os treinos e torneios finais serão no Rio de Janeiro. A capitã do time não esconde a ansiedade pelos Jogos Olímpicos. “Minha expectativa é imensa. Acho que qualquer país que joga dentro de casa não tem como não pensar no melhor resultado possível. Então minha expectativa é fazer uma grande preparação, focada 100% nesse objetivo”, adianta. “Até então sempre tínhamos outras competições na frente. Agora o foco é total no Rio. Espero que a gente chegue o melhor possível para disputar essa competição”, deseja Dara. A jogadora acredita ainda que o apoio da torcida brasileira trará uma vantagem para a equipe anfitriã. “Favoritismo não é a palavra. Talvez tenhamos vantagens por jogarmos em casa, diante da nossa torcida”, comenta. “O nível do handebol hoje é muito alto e equilibrado. São pequenos detalhes que definem o vencedor. Acho que até mesmo a Noruega, atual campeã mundial e bicampeã olímpica, não tem grande favoritismo sobre as outras seleções”, opina. “Claro que queremos esse ouro e muita gente espera isso de nós, mas temos os pés no chão de que teremos que trabalhar muito”, completa. O Brasil tem vaga garantida para o handebol tanto no masculino quanto no feminino.

Masculino faz planos para 2020 Assim como o feminino, a equipe masculina do Brasil também apostará em amistosos internacionais como preparação final para os Jogos Olímpicos. Ainda em janeiro, os jogadores realizaram treinos e disputaram um torneio na Espanha, com a participação também da Suécia e da Polônia. Em março, o elenco segue para um período em Blumenau (SC), antes de competir no Catar, em abril, e no evento-teste do Rio, na Arena do Futuro, entre 29 de abril e 1º de maio. Em junho, o desafio será o Pan-Americano da modalidade, em Buenos Aires (Argentina). No mês seguinte, mais jogos na Espanha e a disputa do torneio Quatro Nações no Brasil, antes dos Jogos Olímpicos. Toda a preparação é voltada para um crescimento contínuo da equipe. “As meninas começaram bem antes nesse processo. Elas jogavam contra equipes não muito boas e depois com outras melhores. No masculino ainda é muito recente e as coisas necessitam de tempo. Na Europa, o masculino tem mais times e um nível de competição muito alto, que é difícil de atingir”, explica o espanhol Jordi Ribera.

Objetivo da equipe masculina é seguir os passos da equipe feminina

O técnico, que já havia comandado a seleção brasileira entre 2005 e 2007, retomou o posto em 2012, após os Jogos de Londres. “Hoje temos um grupo de jogadores muito novos, o que nos permite confiar que a seleção, em pouco tempo, terá um nível muito alto, pela experiência desses atletas que jogam no Brasil e fora”, acredita. “Temos jogadores que nos garantem um futuro na seleção masculina até 2024. É um processo que precisa seguir nessa direção que iniciamos em 2012, realizando acampamentos para descobrir novos atletas. Nos

mundiais juvenil e júnior, ficamos entre os 10 primeiros desde 2013. Isso garante um futuro para a seleção”, acrescenta. Já pensando no legado e nas próximas edições dos Jogos Olímpicos para o grupo, Ribera acredita que poderão dar mais um passo no Rio de Janeiro. “Para nós seria muito importante chegar às quartas de final. Isso nos permitiria ter um salto importante”, aponta. Em 2015, a equipe foi campeã no Pan de Toronto, mas não conseguiu repetir o 13º lugar no Mundial de 2013 e ficou com a 16ª colocação no Catar.

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Mayra Aguiar leva ouro no Grand Slam de Paris O

mundial, que havia eliminado Rafael Silva logo na primeira rodada. O resultado em Paris aumenta a disputa interna na categoria para a classificação para os Jogos Olímpicos do Rio. Maria Suelen Altheman (+78 kg) também perdeu na primeira luta, por ippon, para Melissa Mojica, de Porto Rico, e Luciano Corrêa (100 kg) foi eliminado na segunda rodada, por um waza-ari, pelo mongol Tuvshinbayar Naidan. Eduardo

foto sem resolução

SALDO Brasil já havia conquistado duas medalhas de bronze, com Sarah Menezes e Rafaela Silva. Sarah, campeã olímpica de Londres-2012, derrotou a japonesa bicampeã mundial Haruna Asami

Seleção Brasileira encerrou sua participação no Grand Slam de Paris com cinco medalhas. Mayra Aguiar, campeã mundial em 2014, ficou com o ouro

quinta colocação e será avaliada quando chegar ao Brasil. No sábado (6), primeiro dia de disputas, o Brasil já havia conquistado duas medalhas de bronze, com Sarah Menezes e Rafaela Silva. Para subir ao pódio, Sarah, campeã olímpica de Londres-2012, derrotou a japonesa bicampeã mundial Haruna Asami na luta pela medalha. A brasileira abriu vantagem com

Bettoni (90 kg) foi derrotado na repescagem pelo campeão mundial Dong-Kim Gwak por diferença nas punições e terminou em sétimo lugar. Rochele Nunes conseguiu a classificação para a disputa do bronze, mas foi poupada pela comissão técnica após sair machucada da semifinal contra a japonesa Megumi Tachimoto. Assim, a brasileira ficou com a

FINA.ORG

Brasil encerrou sua participação no tradicional Grand Slam de Paris neste domingo (7), com cinco medalhas. A gaúcha Mayra Aguiar (78 kg), campeã mundial em 2014, ficou com o ouro. Os bronzes do dia foram conquistados por Victor Penalber (81 kg) e David Moura (+100 kg). No sábado (6.02), Sarah Menezes (48 kg) e Rafaela Silva (57 kg) também já haviam levado o bronze. Em uma final contra sua maior rival, a norte-americana Kayla Harrison, Mayra Aguiar administrou bem a luta desde o início. Mesmo com um shido (punição), a brasileira surpreendeu a adversária e conseguiu o ippon para levar o ouro em sua primeira competição da temporada. Na semifinal, Mayra já havia derrotado a vice-campeã olímpica Gemma Gibbons, da Grã-Bretanha. Victor Penalber foi o primeiro brasileiro a confirmar a medalha neste domingo, após derrotar o russo Alan Khubetsov por estrangulamento na disputa pelo bronze. No peso-pesado masculino, David Moura, medalhista de prata no mesmo torneio em 2014 e campeão dos Jogos Pan-Americanos de Toronto em 2015 também subiu ao pódio. O brasileiro venceu o georgiano Levani Matiashvili, nono colocado no ranking

ALEX FERRO/RIO2016

Mayra derrotou a rival Kayla Harrison na final. Victor Penalber, David Moura, Sarah Menezes e Rafaela Silva levaram o bronze

Mireia Belmont está considerando participar das Olimpíadas

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um yuko no início do combate, conseguiu se defender de um estrangulamento e, assim, venceu a adversária pela primeira vez. Sarah não chegou às semifinais por ter perdido para Charline Van Snick, da Bélgica, por um shido de diferença. Já Rafaela Silva conquistou o bronze em cima da polonesa Arleta Podolek após reverter uma desvantagem nas punições (3 a

2) com um yuko a apenas sete segundos para o fim da luta. A brasileira campeã mundial de 2013 já havia faturado o bronze no Grand Prix de Havana, há duas semanas, quando Sarah Menezes levou o ouro. Em Paris, Rafaela foi derrotada na semifinal pela líder do ranking mundial, Sumiya Drojsuren, da Mongólia. “Estou muito feliz de estar mais uma

vez entre as melhores atletas. Conforme as competições vão ocorrendo, mais confiança a gente vai ganhando. O ano está só no começo e espero ainda dar muitas alegrias para o meu país em 2016”, projetou a judoca. Felipe Kitadai (60 kg) e Alex Pombro (73 kg), que também lutaram no sábado, foram eliminados do Grand Slam na segunda rodada.

VÍRUS ZIKA

Medalhista pode desistir do Rio A espanhola Mireia Belmonte, 25, uma das principais nadadoras da atualidade, disse que pode desistir de disputar a Olimpíada do Rio, em agosto deste ano, por causa da proliferação do vírus da zika no Brasil. “Se a minha saúde corre perigo, pensarei sobre não ir aos Jogos do Rio. Ainda falta muito tempo para a Olimpíada e as coisas podem mudar, mas é importante saber que vamos estar seguros e que a nossa saúde não vai estar ameaçada”, disse Mireia nesta quarta-feira (10). “Temos que nos informar bem sobre o que vamos encontrar lá”, afirmou. Mireia é uma das grandes promessas de medalha para a Espanha na Rio-2016. Em Londres-2012, ela ganhou

duas de prata (200 m borboleta e 800 m livre). No Mundial de piscina curta em Doha, no Qatar, em 2014, ela conseguiu quatro medalhas de ouro (200 m borboleta, 400 m medley, 800 m livre e 400 m livre). Na terça-feira (9), o diretor do Comitê Olímpico do Quênia, Kipchoge Keino, também disse que o país pode desistir de participar da Olimpíada por causa do vírus da zika no Brasil. Mais tarde, o comitê publicou comunicado dizendo que “ainda não tomou uma decisão específica” sobre o problema. Além disso, o chefe da equipe olímpica do país, Stephen Arap Soi, negou qualquer ameaça de boicote ao evento. “Está muito cedo”, disse. “Nós

garantimos que estamos nos preparando para ir ao Rio como planejado”. O evento começará em menos de seis meses -vai de 5 a 21 de agosto. Na segunda-feira (8), a agência Reuters disse que os Estados Unidos também podem deixar de participar da Olimpíada por causa do zika. A informação, porém, foi negada pelo Comitê Olímpico dos EUA (USOC, na sigla em inglês). O presidente da Federação de Esgrima dos EUA, Donald Anthony, afirmava que a USOC havia dito a federações do país que atletas podem considerar não participar da Rio-2016 devido à proliferação do vírus da zika no Brasil. As federações, segundo Anthony, foram informadas que ninguém deve ir ao Brasil “se

não se sentir confortável”. A mensagem teria sido repassada em janeiro durante teleconferência envolvendo membros do comitê olímpico e líderes de federações. O porta-voz da USOC disse que o relato é “100% impreciso”. Referia-se, segundo ele, a “uma discussão interna com líderes esportivos dos EUA sobre funcionários e os riscos potenciais que o CDC identificou em viagens a áreas infectadas pelo zika”. A USOC disse que só foram repassadas às federações as recomendações do Comitê Olímpico Internacional (COI) e do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês), como o alerta a gestantes para que evitem viajar ao Brasil.

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Por TV, vôlei promete limitar tempo dos jogos A

comissão de TV e novas mídias da FIVB (Federação Internacional de Vôlei) decidiu, em encontro anual na última semana de janeiro, que deve ser implementada o mais breve possível recomendação para reduzir o tempo dos jogos. Segundo a FIVB, no encontro em Lausane, na Suíça, o presidente da entidade, o brasileiro Ary Graça Filho, e o presidente da comissão, o vice-presidente executivo da rede de TV norte-americana NBC, Peter Diamond, concordaram que ações que visam a audiência de TV são prioridade -além da redução do tempo de jogo para até 1h50, vão implementar um sistema de vídeo oficial (chamado “desafio”, como no tênis) para definir marcações duvidosas dos árbitros. De acordo com o secretáriogeral FIVB, o também brasileiro Luiz Fernando Lima, ex-diretor da Central Globo de Esportes, há necessidade de as empresas de TV aumentarem o foco em lances-chave de uma partida de vôlei, ao mesmo tempo que precisam reduzir a quantidade de replays redundantes. “Isso dará maior exposição aos nossos heróis e suas faça-

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nhas na quadra. Dar ênfase às grandes jogadas que ocorrem em nossas partidas e menos na ação do ponto. Às vezes, as grandes jogadas estão no meio de um rali e isso vale muito mais tempo de exposição do que ficar apenas repetindo o ponto final”, disse Lima ao site da FIVB. SAegundo o jornal “O Globo” publicou ontem (10), a recomendação passará a valer a partir do torneio classificatório para os Jogos Olímpicos do Rio, entre 28 de maio e 5 de junho, no Japão. “Essa será a recomendação nos congressos técnicos dos torneios a partir de agora. Serem mais rápidos entre um ponto e o início do outro. Faremos no qualificatório asiático e também na Liga Mundial, Grand Prix e Olimpíadas. O juiz terá de exigir que o atleta seja mais ágil. E os jogadores abrirão mão dos rituais de comemoração, que não acrescentam à história do jogo. Se não der certo, será preciso criar uma regra”, disse Lima ao “Globo”. Segundo o técnico da seleção feminina de vôlei, José Roberto Guimarães, a discussão para reduzir o tempo das partidas de vôlei é antiga e a tentativa com a diminuição do tempo entre um ponto e outro pode ser eficaz.

DIVULGAÇÃO

A ideia é reduzir o tempo de jogo para até uma hora e cinquenta minutos, aumentando o foco em lances-chave Recomendação passa a valer no torneio classificatório para as Olimpíadas no Rio

“É uma proposta ainda. Acredito que vai precisar estar no regulamento, ter uma normativa com o tempo estabelecido. Mas não vejo problema, a TV é muito importante também”, diz Zé Roberto à Folha. No Brasil, há dois anos, houve a tentativa de diminuir o tempo de jogo com a redução da pontuação por set de 25 para 21 pontos. Não deu certo. E a

CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) não recomendou à FIVB a adoção definitiva da regra. A mudança também foi pensando em tornar o jogo mais atrativo para as TVs. Ao final da Superliga masculina na temporada 2013/2014, a duração média dos jogos caiu de 2h06 para 1h43 minutos, em comparação com a temporada 2012/2013. Os

números foram similares na feminina: queda de 1h51 para 1h40 minutos. Mas não agradou nem a jogadores nem a técnicos e nem mesmo aos clubes e seus patrocinadores. Desta vez, encurtando a comemoração entre os pontos, Zé Roberto não vê problemas. “Normalmente isso é aprovado e depois aplicado na Olimpíada. Mas é uma mudança

pequena e acho que não vai precisar de tempo de adaptação. Até porque já existe o cartão amarelo por retardamento de jogo. O que vai acontecer é que o jogador que for sacar não vai ficar mais comemorando o ponto com os outros. E talvez seja preciso reduzir o tempo do saque de oito para cinco segundos”, sugeriu o treinador tricampeão olímpico.

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