ENTREVISTA
Novo técnico do Naça fala sobre 2016
DANILO MELLO/ALEAM
DANILO MELLO/ALEAM
MANAUS, DOMINGO, 10 DE JANEIRO DE 2016
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3090-1075
esportes@emtempo.com.br DANILO MELLO/ALEAM
Pódio
DIEGO JANATA
Pódio E2
China, o oásis brasileiro
Patrocinado por estatais e empresas de construção civil, futebol chinês tem investido pesado na contratação de jogadores, e os brasileiros são os preferidos dos asiáticos. A ideia é desenvolver o esporte no país. Pódio E4 e E5
Pódio
Acho que temos que ter uma equipe, principalmente nessa Série D, formada por jogadores experientes, jogadores que já disputaram a competição e com qualidade. Foi em cima disso que buscamos esses atletas. Alguns já têm acessos e outros com muitos títulos estaduais e nacional. Isso é fundamental, porque comprova que são jogadores vencedores”
MANAUS, DOMINGO, 10 DE JANEIRO DE 2016
FOTOS: DIEGO JANATÃ
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HERIBERTO da Cunha
Todo ano é UM novo DESAFIO Apesar de ser mineiro de Santa Rita do Sapucaí, Heriberto da Cunha, 55, chegou ao Nacional com muita pressa. Logo de cara, fez uma lista com mais de 20 nomes de jogadores, escolhidos a dedo, para a temporada 2016. Não perdendo tempo, iniciou os treinamentos ainda em dezembro e já planeja alguns amistosos para testar o potencial do elenco nacionalino que disputará Copa do Brasil, Copa Verde, a Série D do Campeonato Brasileiro e o Barezão. Com muita experiência dentro das quatro linhas, absorvida na época de jogador, e fora - Heriberto já treinou equipes como Vila Nova, Atlético Paranaense e Sport -, o novo comandante do Leão da Vila Municipal conversou com o PÓDIO sobre a preparação para o primeiro semestre, dificuldades encontradas logo na chegada, estrutura do time e como encara o primeiro desafio na Região Norte do Brasil. THIAGO FERNANDO
PÓDIO – Quando iniciou a negociação com a diretoria do Nacional? Heriberto da Cunha – A sondagem aconteceu, mais ou menos, no mês de setembro. Conversamos alguns dias e o acerto final foi mais próximo do fim do ano. Tudo isso ocorreu entre setembro e novembro. PÓDIO – O que esperar desse primeiro desafio no futebol amazonense? HC – É logico que esperamos que o futebol de Manaus e o amazonense melhore bastante. Queremos uma visibilidade maior dentro do cenário nacional. O nosso objetivo é tirar o time da Série D do Campeonato Brasileiro e ir subindo gradativamente. É importante formar uma equipe forte e mudar alguns conceitos para que possamos conseguir os nossos objetivos. O principal é subir de divisão. Vamos trabalhar. Temos tempo para isso e vamos buscar nos treinamentos um entrosamento. Temos necessidade de fazer alguns jogos para conseguir ter um parâmetro para realizar mudanças na equipe. Tudo isso está sendo trabalhado e esperamos
fazer tudo que for necessário até o início do campeonato. PÓDIO – Após um mês trabalhando no Nacional, qual a sua avaliação sobre a estrutura oferecida pelo clube ao elenco? HC – A estrutura está melhorando. Já é uma estrutura razoável e a diretoria não está poupando esforços para apoiar. Algumas coisas estão sendo feitas. Estamos buscando trabalhar junto com a diretoria, fazer algumas melhorias para que possamos dar aos jogadores condições de ter um rendimento maior dentro de campo. Está sendo trabalhado isso tudo. Estamos em um Estado grande e o Nacional tem uma torcida grande. Hoje, temos uma arena para se jogar. Então, temos que melhorar em todos os aspectos e a diretoria está melhorando. Eles não estão medindo esforços e fazendo o máximo possível para que tudo possa andar bem, e isso é fundamental. PÓDIO – Dificulta não ter o campeonato estadual no primeiro semestre na preparação para a Copa Verde e a Copa do Brasil? HC – É ruim, porque no Esta-
dual você tem tempo de entrosar a sua equipe e dar ritmo de jogo. Já iniciando a temporada numa Copa Verde e na Copa do Brasil, que são campeonatos eliminatórios, você acaba sendo obrigado a fazer alguns amistosos para definir a equipe que iniciará as partidas. Dentro dos amistosos, você acaba testando três ou quatro formações para achar a ideal. Esperamos fazer esses amistosos para trabalhar dentro de campo, até no próprio treinamento, uma formação e suas variações, para que, quando iniciar o campeonato, já tenhamos um modelo. PÓDIO – Qual foi o critério utilizado para indicar os jogadores que formam o atual elenco nacionalino? HC – Indiquei alguns jogadores que trabalharam comigo em outras equipes e que conheço muito bem, e alguns que já enfrentei. Acho que temos que ter uma equipe, principalmente nessa Série D, formada por jogadores experientes, jogadores que já disputaram a competição e com qualidade. Foi em cima disso que buscamos esses atletas. Alguns já têm acessos e outros com muitos títulos estaduais e nacional. Isso é fun-
damental, porque comprova que são jogadores vencedores. PÓDIO – O que a torcida do Nacional pode esperar, tanto do treinador quanto do elenco? HC – Uma equipe bem competitiva, muito determinada dentro de campo e que não se entrega nunca. Eles podem ter certeza que vamos ter isso. A torcida será representada dentro de campo. Eles vão ver uma equipe que buscará a Série C.
da tabela. Ainda não temos em mãos. Não temos uma base no Nacional para que possamos observar e utilizar na competição. Em princípio, vamos utilizar a melhor equipe em todos os jogos.
PÓDIO – Esse é o maior desafio de sua carreira? HC – Não. Já tive vários desafios. Passei por várias equipes. Já levei algumas ao acesso da Série A e B. Então, é mais um desafio. Todo ano é um novo desafio. Você tem que encarar dessa forma para que você possa trabalhar com muita determinação e disposição para que isso te dê animo para que você possa fazer um bom trabalho.
PÓDIO – Em relação aos amistosos, já teriam adversários definidos para esse período de preparação? HC – Conversa já houve e todos do clube estão de acordo que precisamos realizar alguns jogos. Mas as equipes voltaram agora a trabalhar, isso em quase todo o país. Vamos, dentro de 15 dias, procurar alguns amistosos. Amistoso é amistoso. Precisamos ter para formar a sua equipe. Vamos procurar adversários para fazer jogotreino. Lógico que esperamos encontrar alguns adversários com uma força maior para testar o elenco. Queremos equipe que realmente possa ajudar a formar o melhor time.
PÓDIO – No segundo semestre, o Nacional vai disputar o Amazonense e o Brasileiro. Pretende fazer uma mescla do elenco no Estadual? HC – Tudo vai depender
PÓDIO – Do trabalho feito até o momento, o que foi possível observar do elenco? HC – Estamos fazendo um trabalho gradativo. Não estamos forçando muito nesse início para que o jogador não tenha
um desgaste próximo da competição. Mas vamos aumentar a carga e, com certeza, esses jogadores vão estar 80%. Falo 80% porque ritmo de jogo é obvio que eles não terão. Isso só acontecerá a partir do terceiro jogo. Vamos trabalhar com esses treinamentos, aumento a carga para que eles possam entrar em forma o mais rápido possível. PÓDIO – É preciso tomar algum cuidado especial por causa do clima da região, levando em conta que a grande maioria dos jogadores é de outros Estados? HC – Eles já acostumaram. Já estão aqui há um mês. Eu mesmo já me adaptei ao clima. O atleta adapta muito rápido, bem mais que o próprio entrosamento dentro de campo. Então, acho que isso não vai ser um ponto negativo. Acho que o importante é a equipe trabalhar como vem trabalhando. Os jogadores estão comprometidos e dispostos a conseguir os seus objetivos. São jogadores que, pelo profissionalismo, têm uma conduta diferente. Eles já traçaram uma meta. Eles não vieram para conhecer Manaus, mas vieram para ganhar campeonatos e conquistar o acesso.
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Túnel do tempo podio@emtempo.com.br Willian D’Ângelo
Nacional goleia Libermorro em 1978 DIVULGAÇÃO
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Campeonato Amazonense de Futebol de 1978 foi disputado por seis equipes, com o Nacional Futebol Clube vencendo os três turnos em disputa, conquistando o seu tricampeonato. Além do Leão da Vila Municipal, estiveram participando também o América, Fast Clube, Libermorro, São Raimundo e Sul América. Após vencer o América na primeira rodada pelo placar de 3 a 1, o time da Vila Municipal entrava no estádio da Colina para encarar o Libermorro no dia 6 de agosto. Com gols de Careca (4) e Barrote (2), o time azulino goleou o Lili por 6 a 0, jogando com Amauri, Cláudio (Eli), Paulo Galvão, Marcos, Carlinhos, Raí, Correia, Mário Gordinho, Barrote, Careca (Brandão) e Esquerdinha. O Tigrão foi goleado Toinho, Judelci (Charuto), Amaral, Danival, Pereira, Lima, Lamberck, Sauba, Nilton, Zé Alberto e Amaro. Além dos atletas que atuaram na vitória sobre o time do Morro da Liberdade, o técnico gaúcho Laerte Dória contou também com Rafael, Santa Cruz, Paulinho, Wallace, Marcos, Hélio, Maranhão, Armando, Terano, Fernandinho, Noé Silva e Clayton. O Rio Negro não disputou o certame, e o artilheiro foi Careca, do Nacional com 14 gols. O clube, além de ter
Colunista do PÓDIO
Formação do Nacional Futebol Clube, que foi tricampeã do Campeonato Amazonense em 1978 e que disputou a elite do Campeonto Brasileiro
sido campeão sem necessidade de finais, foi campeão sem uma única derrota. O Nacional sagrava-se tricampeão amazonense de futebol, com uma das melhores médias de público do Norte e Nordeste. O técnico Laerte Dória passou também em clubes como CSA, Fortaleza, Treze, Vila Nova, Goiás, América-RN e
Marcílio Dias. O certame regional só foi realizado após a Copa do Mundo disputada na Argentina, que vivia sob forte ditadura militar, o que levou ameaça de muitos países em não participar da Copa do Mundo. Apesar da polêmica, não houve desistências e a competição transcorreu normalmente. Pelo menos fora
de campo. Dentro das quatro linhas, o que se viu foi uma forte seleção argentina que, apesar das dúvidas quanto a parcialidade da arbitragem, faturou seu primeiro título mundial ao bater a Holanda na final, por 3 a 1, com dois gols na prorrogação e um título de campeão moral para o Brasil, que terminou a competição na terceira posi-
ção, invicto. Pelo Campeonato Brasileiro de 1978, vencido pelo Guarani Futebol Clube (SP), o Nacional não foi bem e conquistou alguns saldos negativos. Em 16 jogos disputados, o time amazonense teve apenas uma vitória, dois empates e 13 derrotas, com saldo negativo de 24 gols. O Botafogo-PB teve a pior defesa com 38 gols sofridos.
Pelo Campeonato Brasileiro de 1978, vencido pelo Guarani Futebol Clube (SP), o Nacional não foi bem e conquistou alguns saldos negativos. Em 16 jogos disputados, o time amazonense teve apenas uma vitória, dois empates e 13 derrotas, com saldo negativo de 24 gols. O Botafogo-PB teve a pior defesa com 38 gols sofridos”
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Pódio Ralf - volante
R$ 1 MI
Volante que fez história com o Corinthians e que fez parte do elenco campeão mundial, Ralf deixará o Parque São Jorge para assinar um contrato de dois anos com o Beijing Guoan
O êxodo brasileiro rum
R. Augusto - meia
R$ 34,6 MI
Melhor jogador do Campeonato Brasileiro do ano passado, o meia Renato Augusto chegou a recusar uma proposta do futebol alemão, porém não resistiu aos dólares do Beijing Guoan
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rimeiro, Jadson foi para o Tianjin Quanjian. Depois, Ralf e Renato Augusto fecharam com o Beijing Guoan, e Elias ainda pode sair em breve. Os corintianos estão assustados com o desmanche do campeão brasileiro e a debandada para a China. Lá já estão ídolos de outros clubes. Diego Tardelli e Robinho são dois exemplos. Fato é que a China chegou ao futebol brasileiro de forma avassaladora e está roubando os craques tupiniquins. Os clubes chineses oferecem cifras milionárias, com salários que chegam a R$ 2 milhões, que seduzem os jogadores e deixam os clubes de mãos atadas. Proposta irrecusável se tornou a expressão da moda. “Primeiro que, todos nós do clube, fomos surpreendidos com essas saídas porque o futebol chinês trabalha diferente de qualquer outro clube. O futebol chinês se acerta com o atleta, seduz com valores expressivos e o clube toma ciência disso meia hora antes de falar que vai embora. Não existe defesa. Podemos perder cinco, seis, sete, todos que forem requisitados nessa situação”, lamentou o presidente do Corinthians, Roberto de Andrade.
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CHINA País asiático tem investido pesado na contratação de jogadores brasileiros e tem sonho de se tornar potencial do esporte O estrago está feito. E a China, que tem tanta tradição no tênis de mesa, no badminton e que ama basquete, agora se apaixonou pelo futebol. Mas de onde vem esse interesse e, mais ainda, de onde vem tanto dinheiro? O presidente da China, Xí Jìnpíng, tem papel fundamental nisso. Ele é louco por futebol e quer de todas as formas desenvolver a modalidade no país, inclusive por motivos políticos. A China é hoje a segunda maior economia do mundo com um PIB que ultrapassou US$ 4 trilhões. Mas uma potência dessa grandeza não se afirma apenas pelo dinheiro e também precisa expandir o seu poder de outras formas. “A China já é a maior potência econômica. E agora quer a promoção do país, a divulgação, a penetração em outros lugares. É importante divulgar o país, ser mais bem quisto, conhecido, mostrar a sua cultura para os outros, e uma das formas de se conseguir isso é por meio do futebol. Olha como os países conseguem angariar em simpatia e penetração com o futebol”, revela o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, Charles Tang. Além disso, existem fatores sociais e
econômicos que alimentam o interesse pela modalidade. O futebol se tornou um enorme negócio no mundo e que gera altas receitas para todas as partes com ações que vão do marketing à venda de jogadores. A China também está de olho nisso. Com sua população com mais de 1 bilhão de pessoas, gente não falta para consumir o produto e lotar estádios. Já pensou se a moda pega? O empresário brasileiro Flávio Pires, que trabalha com o mercado chinês há 12 anos e foi o responsável por trazer Zizao ao Corinthians, conta que eles já têm essa visão para negociar e cita o caso de Kieza. O atacante pertence ao Shanghai Shenxin, que já recebeu propostas do São Paulo e do Bahia pela compra dos direitos do atleta, mas está fazendo linha dura para negociá-lo. “Podemos ver o caso do Japão. O Japão começou a implementar o futebol há pouco tempo e hoje já vende jogador para a Europa. E os chineses têm muita visão, são muito rápidos, até mais que os japoneses na minha opinião. Eles sabem negociar. Veja o caso do Kieza. O time chinês só tem interesse em vender por um valor alto, não quer dar de graça”, disse.
De onde vem o dinheiro? Os times na China são de propriedade de grandes empresas privadas. O Guangzhou Evergrande, por exemplo, atual campeão asiático e comandado por Luiz Felipe Scolari, tem como sócia majoritária a Evergrande Real Estate Group, uma das maiores construtoras do país, e o Alibaba, um gigante da área de comércio eletrônico. Dentre os times da Série A, a maior parte pertence a construtoras, empresas do setor elétrico e estatais. Essas empresas ganharam “rios de dinheiro” no período recente de crescimento da China. Com o boom econômico do país, o setor de infraestrutura precisou acompanhar. Assim, prédios, estradas e metrôs começaram a se proliferar. Influenciadas pela paixão do presidente pelo futebol, essas gigantes começaram a inves-
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Jadson - meia
R$ 21,6 MI
Após má fase em 2014, Jadson reencontrou o bom futebol que o levou à seleção brasileira sob o comando do técnico Tite. Ao lado de Renato Augusto e Elias, foramava a espinha dorsal do Alvinegro
mo à
NA
Elias - meia
R$ 40 MI
Titular da seleção brasileira, o meia Elias tem proposta do Hebei China Fortune, time treinado por Vanderlei Luxemburgo, e se aceitar, ganhará em torno de R$ 2,2 milhões mensais no time asiático
Ambição é a marca do futebol chinês
Como evoluir no futebol? tir pesado em seus times e, dessa forma, não vêm medin- d o esforços para oferecer propostas tentadoras aos brasileiros. “O presidente da China é fanático por futebol, isso fez com que grandes empresas, patrocinadores e donos dos times tivessem interesse em inovar o futebol chinês. Quem não quer ser o primeiro empresário de futebol para agradá-lo? Todos os clubes chineses pertencem a grandes empresas, o primeiro que conseguir mostrar que tem um bom time de futebol vai ter o reconhecimento e a gratidão do presidente chinês. Em um país em que o mandato de presidente dura dez anos, isso faz bastante diferença”, conta Charles Tang.
Para se desenvolver no esporte, a China se inspirou no Japão, que conseguiu dar um salto na modalidade com a chegada de Zico, e também apostou na infraestrutura. O técnico Sérgio Baresi, que trabalhou por dois anos na base do Shandong Luneng, conta que o CT do clube tem nada menos que 26 campos. E ainda é pouco diante da estrutura do Guangzhou com seus 58 campos impecáveis. O maior problema do país é a falta de mão de obra qualificada. Por isso, a China vem adotando a mesma estratégia que fez sucesso em outros setores, como o automotivo. Contrata estrangeiros qualificados para primeiro aprender e depois andar com as próprias pernas. A presença
é cada vez maior não só de atletas brasileiros, mas também treinadores e profissionais da área esportiva como preparadores físicos e fisioterapeutas a exemplo de Bruno Mazziotti, que trabalhava no Corinthians e se tornou referência na recuperação de atletas. “No contrato é obrigado a ter um auxiliar chinês para eles irem aprendendo, e com o tempo eles vão ter a própria mão de obra qualificada”, conta o técnico Cuca, que recentemente estava no Shandong Luneng. A ideia é alavancar não só o profissional, mas também formar atletas para brilhar no futuro. Prova disso é que o futebol entrou para o currículo escolar e virou disciplina obrigatória nas escolas.
Os chineses são ambiciosos e sonham grande. Já pensam em contratar grandes nomes europeus e fizeram proposta para ter Arjen Robben, do Bayern de Munique. Mais que isso, pensam em sediar uma Copa do Mundo a exemplo do Japão e da Coreia do Sul, em 2002, e ainda levantar a taça. “Numa entrevista que eu vi do presidente ele disse três coisas. Primeiro que as crianças da China pratiquem futebol, segundo que nós consigamos promover uma Copa do Mundo e terceiro que a gente seja campeão desta Copa do Mundo. Olha a visão do cara, eles têm a intenção de expandir o futebol, têm a estrutura e têm dinheiro. A mão de obra ainda não tem, mas os caras estão buscando”, disse Sérgio Baresi. “Eu acredito que em uma média de 15 anos a China vai competir com a Europa”, completou. O técnico Cuca tem a mesma opinião. “Se continuar nesta pegada, a tendência é que em 15 anos a China poderá ser uma das forças do futebol”, observa. Os primeiros efeitos de toda essa aventura já estão sendo percebidos. Esportivamente, o Guangzhou foi campeão asiático, disputou o último Mundial de Clubes e até enfrentou o Barcelona na semifinal da competição. De quebra, encheu os olhos e deu grande visibilidade aos seus proprietários. A população também está mais interessada em futebol. “Hoje a gente vê as pessoas com camisas de times nas ruas, nos bares vendo jogos, comentando nas redes sociais, coisa que há alguns anos a gente não via”, conta Daniel Botura, brasileiro que mora na China há nove anos e é dono da empresa de importação e exportação.
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Pódio
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Projeto social forma feras do jiu-jítsu em Manaus MAIRKON CASTRO
C
om nove anos existência o projeto social denominado “Cohen Brazillian JiuJitsu”, que funciona na rua Nhamundá, no bairro Praça 14, Zona Sul de Manaus, atende atualmente mais de 800 crianças, jovens, adolescentes de diversas faixas etárias em cinco bairros da capital: Praça 14, Conjunto Residencial Viver Melhor II, Novo Aleixo, Armando Mendes Japiim e no município de Iranduba. Com as modalidades de MMA, jiu-jítsu e luta livre, o projeto estimula os jovens a praticarem esporte por meio da luta, incentivando a disciplina agregada no treinamento dos atletas. De acordo com o coordenador do projeto e atleta graduado na modalidade de MMA, Anderson Martins, o incentivo para continuar oferecendo as aulas nessas modalidades é inspirado pelos próprios alunos. “A nossa forca de vontade é que fazem as coisas acontecerem, pois, é muito difícil se manter, além do mais porque como o projeto e social não temos
apoio de ninguém”, ressalta. O coordenador salienta ainda que para custear os atletas que disputam os campeonatos em nacional, a equipe de voluntários compostas por 21 professores que fazem parte do quadro do projeto. “Nós organizamos feijoadas, rifas e bingos com prêmios doados
CAMPEÃO Entre os alunos do projeto social está Junior Boia, de 26 anos, que é ex-campeão do peso-mosca do Jungle Figth. Ele ajuda o coordenador Anderson Martins a lecionar as aulas de jiu-jítsu pela própria comunidade, para poder suprir a necessidades dos atletas nos campeonatos nacionais e internacionais”, enfatiza o coordenador. Martins ressalta que nenhuma atividade do projeto recebe ajuda. “Quem mantêm o projeto são os próprios voluntários. Continuamos nesses nove anos com a ajuda de Deus e das promoçõesque realizamos”, pontua.
Ao longo desses nove anos de existência o projeto já consagrou diversos nomes em campeonatos de luta pelo país afora. Como é o caso da família Araújo, que já participam há mais de cinco anos as atividades esportivas desenvolvidas pelo projeto. A família de atletas lutadores e composta pelo casal Susy Maia, 32, Frank Montana, 38, Fabiana Gracie,11, Arnold Schwarzenegger, 10, Fabio Silva, 33, Gina Araújo, 32, e Larissa Kelly, 18. Todos eles são parentes. O chefe da família, o atleta graduado em ao menos três modalidades de luta e renomado em diversos campeonatos, Frank Montana, explica que a motivação para parte da família seguir no esporte, foi estimulada por ele. “Minha família foi estimulada desde o início e hoje eles fazem parte, junto comigo, do esporte. Nossa premissa é a disciplina, organização e equilíbrio que a modalidade agrega em nosso cotidiano. Meus filhos participam desde pequenos e hoje eu colho os frutos da iniciação das crianças por meio da disciplina. Comenta o atleta”, conta.
DIVULGAÇÃO
Cohen Brazilian Jiu-Jitsu atende mais de 800 crianças carentes da capital por meio de modalidades de lutas
Alunos do mestre Anderson Martins posam para foto após um dos treinos no projeto social da Praça 14
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Manaus está preparada para receber Olimpíadas LINDIVAN VILAÇA
N
a contagem regressiva para a bola começar a rolar em solo amazonense, o Comitê Organizador Olímpico Estadual da Rio2016 considera os Centros de Oficiais Treinamentos (Cots) de Manaus prontos para receber as partidas do torneio de futebol das Olimpíadas. “Toda a estrutura que foi feita para a Copa do Mundo está em bom estado de conservação. A nossa ideia e do próprio Comitê Rio 2016 é utilizar o máximo dessa estrutura na Arena da Amazônia e do que foi deixado pela Copa para não ter que gastar com estrutura temporária, reduzindo nossos custos”, disse o coordenador do comitê estadual Mario Aufiero. Depois de ser confirmada como uma das cidades sedes pelo COI, a capital começa agora seus primeiros passos para surpreender os fãs do esporte. Além do estádio, que receberá seis jogos do Torneio Olímpico – quatro do masculino e dois do feminino –, até o final deste mês serão visitados os gramados do Ismael Benigno (Colina), na Zona Oeste, o Carlos Zamith (estádio do Coroado), na Zona Leste, e o
do Clube do Trabalhador (Sesi), mesma zona, apresentados como Centros de Treinamento para as seleções que irão jogar em Manaus. Também serão visitados o Centro de Convenções do Amazonas (CCA) Vasco Vasques, hotéis, aeroporto e o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), este sob a coordenação da Secretaria Executiva Adjunta de Planejamento e Gestão Integrada de Segurança, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP). Já a outra visita está prevista para ser realizada no fim de março, que será classificada como a avaliação final. “É a terceira visita que o Comitê Rio 2016 está fazendo, vistoriando os gramados do nosso estádio e dos nossos CTs. O primeiro relatório da Rio 2016 foi positivo, mostrando que estamos dentro do nosso cronograma de trabalho com a questão da manutenção dos gramados. Outros integrantes da Fifa e do Comitê Rio 2016 estão vistoriando alguns hotéis da cidade”, explicou o presidente do COI em Manaus, Aufiero. O objetivo é verificar se o
DIVULGAÇÃO
Comitê Olímpico Estadual diz que Arena e centros de treinamento estão em perfeitas condições para receber o torneio de futebol
Arena da Amazônia, construída para a Copa do Mundo, será palco, também, de seis jogos do torneio olímpico das Olimpíadas do Rio-2016
que ficou de legado atende às necessidades das Olimpíadas e o que deverá ser modificado. Assim como em outras
visitas serão feitos testes de equipamentos, verificação de sistemas de áudio e de imagem (telões) da Arena;
funcionamento das áreas relacionadas à imprensa, estacionamento, arquibancada, dispersão, campo de futebol,
vestiários, alimentação, além da parte operacional de segurança dos estádios, entre outros quesitos.
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