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Pódio - 8 de maio de 2016

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MANAUS, DOMINGO, 8 DE MAIO DE 2016

3090-1075

esportes@emtempo.com.br

Coronel aposta em ‘Gabigol’ Pódio E2

Domingo será movimentado com as decisões dos principais campeonatos estaduais do Brasil. Destaque para o Carioca e Paulista. PÓDIO E6 e E7

l u s a e t r o n e d

DIVULGAÇÃO

Pódio

E1

ENTREVISTA


E2

Pódio

MANAUS, DOMINGO, 8 DE MAIO DE 2016

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Coronel NUNES

“O futebol DO NORTE estava ficando ESQUECIDO” Nortista, ex-presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF) e atual vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Esse é Antônio Carlos Nunes, 79, mais conhecido como Coronel Nunes. Ele viu de perto a ascensão dos clubes do Norte no final da década de 1990 e começo dos anos 2000. Na última semana, Coronel Nunes esteve em Manaus para confirmar que o duelo entre Brasil e Colômbia, válido pela 6ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo, será realizado na Arena da Amazônia no dia 6 de setembro. Após conceder coletiva à imprensa, o dirigente conversou com a equipe do PÓDIO sobre a fase pela qual passa a seleção brasileira, a eventual mudança no comando do time canarinho e o momento que vivem os clubes da Região Norte. Nunes revelou, também, acreditar que o atacante do Santos, Gabriel, será o futuro craque da amarelinha. THIAGO FERNANDO

Os torcedores falavam muito, mas vamos continuar com o Dunga. Acho um cara bom, competente e com muita garra. Temos que lembrar que quando ele foi campeão do mundo em 94, quando levantou a taça, ele tinha uma garra excepcional. Ele influenciava outros jogadores. Lógico, hoje estamos vivendo outro momento. Têm jogadores com salário lá em cima, mas dentro de campo estão pipocando com a camisa da seleção.

PÓDIO – A seleção brasileira passou a jogar longe das regiões Sudeste e Sul após os 7 a 1. A derrota abalou a ligação entre os brasileiros e o time. Atuar em capitais como Manaus, Recife e Salvador é uma estratégia para fugir da pressão e reconquistar o carinho dos torcedores? Coronel Nunes – UA gente tem que dizer que sim. Temos que ir ao encontro do povo. O futebol indo de encontro ao povo e a CBF recebendo, de novo, o carinho. É de grande importância esses jogos das Eliminatórias irem para vários estados. É o encontro do torcedor brasileiro com a sua própria seleção. Ver de perto os seus ídolos que lutam por uma reabilitação a nível mundial. Muita gente fala que não poderia acontecer aquele placar na Copa do Mundo, mas quem mexe com o futebol sabe que tudo pode acontecer. Alguns dizem que é uma caixinha de surpresa. Eu, nem digo que é. Para mim, é uma consequência natural do jogo. PÓDIO – Como explicar o mau momento da seleção brasileira? CN – Houve uma modificação na seleção. A cada jogo, agora, temos mudanças e poderemos ter surpresas nas próximas convocações. Adianto que não é por falta de empenho da comissão técnica. Acompanho de perto e posso afirmar que a seleção não sofre interferência de ninguém. Tudo é decidido pelo treina-

dor. Estou no dia a dia é vejo todo o esforço. As conversas que ocorrem semanalmente. Está se testando, preparando e buscando uma equipe ideal. PÓDIO – Comandando o futebol paraense você viu o auge do futebol do Norte no início dos anos 2000. Após esse período, ele caiu. A Copa Verde foi criada para tentar recolocar os clubes da região no cenário nacional? CN – Você acertou em cheio. A Copa Verde foi criada por isso mesmo. Teve duas pessoas que trabalharam muito para voltar a antiga Copa Norte, que o último campeão foi o Paysandu em 2002, eu e o Dissica (presidente da Federação Amazonense de Futebol). Tentamos montar a Copa Pan-Amazônica, Copa Amazônia, mas terminou na Copa Verde. Ela foi para voltar a fortalecer o futebol do Norte. Chegamos a terceira edição. O futebol do Norte estava ficando esquecido. PÓDIO – Na sua opinião por que o futebol está centralizado no Sudeste e Sul do Brasil? CN – São essas competições como a Copa Verde que fazem revigorar o futebol. Fui presidente da federação do Pará e acompanhei toda essa subida e descida do futebol do Norte. O Paysandu trabalhou muito na penúltima temporada. Ele quase subiu para a Série A. Não subiu por um ponto. Houve uma ascensão, mas você tem que trabalhar. As regiões estavam sem competições regionais. Ficamos apenas com os

Estaduais. Aliás, eu defendo os Estaduais. É aí que formamos os nossos torcedores, as rivalidades. Se não tiver, eles vão torcer pelos times que veem na televisão. Acredito que isso foi causado pela falta de competições nas demais regiões. PÓDIO – Criar uma nova divisão ou aumentar o número de vagas para os times do Norte pode ser uma solução para isso? CN – Não acredito. Às vezes, não temos times bons que ajudem a levantar o índice técnico do Estado para abrir mais vagas. Acho que o caminho é fortalecer os clubes, investindo em competições de base para que ele tenha jogadores que possam gerar renda. Vou dar o exemplo do Paysandu que vendeu o Yago Pikachu para o Vasco, cria da base do time. Ele se revelou na última campanha do clube que quase chegou na Série A. PÓDIO – A CBF pensa em mudar de treinador depois

da Copa América? CN – Te garanto que não temos esse pensamento. Não queremos cobrar dizendo que este trabalho que vem sendo feito, um trabalho de remontagem de grupo, é ruim. Há pouco tempo, se falava muito que o Dunga iria cair depois dos jogos contra o Uruguai e Paraguai, e o Tite ia assumir. O próprio Tite foi à público dizer que não assumiria a seleção. Não era o tempo. Os torcedores falavam muito, mas vamos continuar com o Dunga. Acho um cara bom, competente e com muita garra. Temos que lembrar que quando ele foi campeão do mundo em 1994, quando levantou a taça, ele tinha uma garra excepcional. Ele influenciava outros jogadores. Lógico, hoje estamos vivendo outro momento. Tem jogadores com salário lá em cima, mas dentro de campo estão pipocando com a camisa da seleção. Por isso que o nosso projeto é continuar com o Dunga. PÓDIO – Mesmo que o

Brasil não ganhe o tão sonhado ouro olímpico? CN – A Olimpíada é outra categoria. Ela é sub-23. O único que vai jogar acima é o Neymar. O Barcelona colocou seu direito na mesa. Eles podem ou não liberar o jogador para competições não organizadas pela Fifa, mas o Neymar mesmo pediu para jogar nas Olimpíadas no Brasil. Ele disse que precisa ganhar essa medalha de ouro. PÓDIO – Como substituir um jogador tão importante como o Neymar? CN – O futebol é assim, se você não estiver pronto, vem outro e pega a sua vez. Eu acredito que temos grandes jogadores para formar um time forte e adianto que aquele rapaz do Santos, o Gabigol (Gabriel), tem tudo para ser o substituto mais certo para a vaga do Neymar. Ele está na seleção olímpica e irá jogar junto com o Neymar.


Pódio E3

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Túnel do tempo podio@emtempo.com.br Willian D’Ângelo

Paulo Isidoro e sua história no Naça DIVULGAÇÃO

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aulo Isidoro de Jesus nasceu em Matozinhos (MG) no dia 3 de agosto de 1953, começando sua carreira profissional no Atlético-MG, em 1976, após ser convidado por olheiros do time, que o tinham visto jogar na várzea. Atuando no meio-campo, sabia apoiar com velocidade, além de distribuir o jogo com eficiência. Arisco e pequenino, ganhou o apelido de tiziu - nome de passarinho negro comum em todo o país. Não demorou muito para se transformar em ídolo do clube. Junto com Reinaldo, Ângelo e Toninho Cerezo, conquistou três Campeonatos Mineiros, além de ter chegado duas vezes às finais do Brasileirão. Em 1980, Paulo Isidoro saiu do Galo para o Grêmio, trocado pelo ponta-esquerda Éder . No Tricolor, conquistou o Brasileiro de 1981 ao lado de Renato Gaúcho e, em 1983, se transferiu para o Santos. Em 1973, com a idade estourada para os juvenis, Isidoro assinou seu primeiro contrato como profissional, com mil cruzeiros mensais. Não passava de um dos muitos jogadores que o clube mantinha para trocas e empréstimos, à espera que um deles resolvesse explodir. Por isso, em 1974 Paulo isidoro foi emprestado ao Nacional-AM para o Campeonato Brasileiro. Mas retornou para Belo Horizonte sem grandes destaques.

Colunista do pódio

Em pé Valdir Peres, Edvaldo, Luisinho, Oscar, Toninho Cerezo e Júnior; Agachados Paulo Isidoro, Sócrates, Reinaldo, Zico e Éder

O atleta veio ainda garoto para defender o Nacional, fazendo parte do grupo que foi campeão amazonense de 1974. Além do Leão da Vila Municipal, também participaram da competição o Rio Negro, Fast, São Raimundo, América e Sul América. Olímpico e Rodoviária não disputaram o certame regional. Paulo Isidoro jogou no Nacional ao lado de craques como o goleiro Procópio, Antenor, Pedrilho, Eurico, Luís Florêncio, Rolinha, Ismael, Bibi e Reis. A sua estreia pelo time azulino foi no dia 29 de setembro de 1974, no estádio Vivaldo Lima,

jogo contra o Fast Clube pelo campeonato amazonense. Paulo Isidoro deixou o Grêmio no final de 1982 para jogar pelo Santos. No clube da Vila Belmiro, ele sagrou-se campeão paulista em 1984. No ano seguinte, o exjogador retornou ao Atlético e foi campeão mineiro em duas oportunidades: 1985 e 1986. Passou também por Guarani, XV de Jaú (SP) e finalmente Cruzeiro, grande rival do time alvinegro. Na época que o Brasil era presidido pelo general João Figueiredo, vivia uma fase de transição da ditadura dos anos 1970 para

a democracia. A abertura política, que anistiou os exilados brasileiros, contagiou o esporte. O governo decidiu descentralizar o poder, concentrado nas mãos da CBD (Confederação Brasileira de Desportos), e criou organizações próprias para cada modalidade. Assim, nascia a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), cujo estatuto foi aprovado em 24 de setembro de 1979, durante Assembleia no Conselho Nacional de Desportos. A CBF teve como seu primeiro presidente o empresário Giulite Coutinho, então dirigente

do América (RJ). Telê Santana, primeiro técnico da seleção na era CBF, não foi o único treinador brasileiro na Copa em que Paulo Isidoro atuou. O país também estava representado por Elba de Pádua Lima, o Tim, comandante da equipe peruana, e Carlos Alberto Parreira, que dirigia o Kuwait - Parreira seria o sucessor de Telê na seleção brasileira. Na seleção Canarinho, o meia atacante jogou com jogadores como Leandro, Falcão, Batista, Zico, Cerezo (também ex- Nacional), Sócrates, Éder, Roberto Dinamite, Júnior e Dirceu.

Paulo Isidoro jogou no Nacional ao lado de craques como o goleiro Procópio, Antenor, Pedrilho, Eurico, Luís Florêncio, Rolinha, Ismael, Bibi e Reis. A sua estreia pelo time azulino foi no dia 29 de setembro de 1974, no estádio Vivaldo Lima, jogo contra o Fast Clube pelo campeonato amazonense”


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Pódio

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Sobre rodas carlos@salaoduasrodasmanaus.com.br

Mães motociclistas, parabéns pelo seu dia! DIVULGAÇÃO

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magem cada vez mais comum no dia a dia do nosso trânsito, a mulher motociclista deixou de ser algo raro. Atualmente 25 % das motos no brasil são pilotadas por mulheres. Muitas utilizam para o seu dia como meio de transporte para ir trabalhar, outras para levar os filhos na escola e outras somente para passear nos finais de semana. A maternidade as torna mais prudentes no caótico trânsito das cidades Brasil a fora, e em geral são bem menos agressiva do que a maioria dos homens. A paixão é tanta, que cada uma personaliza a moto a seu gosto, tratado-a como um verdadeiro filho. Um dado curioso é que a primeira pessoa a pilotar uma moto da marca Honda foi uma mulher: Sachi Honda, em 1946. Ela é esposa do fundador da marca. Parece que ele já previa que as mulheres iriam representar uma grande parte do mercado consumidor de motos, foi uma bela e certeira jogada de marketing. Elane marculino faz parte deste seleto grupo. Ela trabalha na organização da liga amazonense de motovelocidade, e seus filhos, hamilton de 15 anos e hester de 17,

A primeira pessoa a pilotar uma moto foi uma mulher: Sachi Honda, esposa do fundador de uma das marcas mais famosas do mundo

são competidores e apaixonados por velocidade. Como ainda é minoria no meio, sempre escuta umas piadinhas, que deveria estar em seu lar cuidando da casa e dos filhos. A paixão está no sangue. Começou no motocross em 2002 e

na motovelocidade em 2010 e tem os pilotos Joaninha e Indy Munhoz como sua grande inspiração. Para se ter uma noção da magnitude que o universo feminino hoje representa para as montadoras, a harley davidson elaborou uma

pesquisa e comprovou que 74% das mulheres revelaram que tiveram uma melhoria de vida depois que passaram a pilotar motos. Dentro deste universo há vários motoclubes femininos, e parece que a paixão delas começou bem antes da

nossa. O mais antigo motoclube do mundo foi fundado em 1940 e advinhem, são motormands mc, fundado por mulheres e hoje contam com 250 motociclistas, como todos dizem: ” viajar de carro você vê a paisagem, de moto você faz parte dela”.

Carlos S. Junior Colunista do pódio

Um dado curioso é que a primeira pessoa a pilotar uma moto da marca Honda foi uma mulher: Sachi Honda, em 1946. Ela é esposa do fundador da marca. Parece que ele já previa que as mulheres iriam representar uma grande parte do mercado consumidor de motos, foi uma bela e certeira jogada de marketing”


Pódio E5

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A maior façanha da história do futebol

MODERNO

Em entrevista exclusiva ao PÓDIO, o correspondente da ESPN na Europa, João Castelo Branco, falou sobre o feito alcançado pelo Leicester, campeão inglês da temporada

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squeça Chelsea, Manchester United ou City, Arsenal e Liverpool. A Premier League – Campeonato Inglês – tem um novo e inédito campeão: o Leicester. O título é considerado por muitos como a maior façanha da história do futebol moderno. Motivos não faltam para exaltar o feito alcançado pelo técnico da equipe, o italiano Claudio Ranieri, e seus comandados. Testemunha ocular do feito histórico, o correspondente dos canais ESPN na Europa, o videorrepórter João Castelo Branco falou com exclusividade ao PÓDIO sobre o tamanho da façanha alcançada pelo Leicester. Residente na Inglaterra desde os 10 anos de idade, o jornalista diz se sentir honrado por presenciar uma das histórias mais incríveis de todos os tempos. “Foi uma coisa inacreditável poder acompanhar essa temporada, foi um grande privilégio. Estou há muitos anos na Inglaterra acompanhando o futebol local e nunca vi nada igual. Muita gente diz que é o maior feito da história do futebol moderno. Os ingleses não conseguem acreditar no que aconteceu, especialmente, claro, em Leicester”, afirma João Castelo Branco. No início da temporada, a Ladbrokes – uma das casas de apostas mais tradicionais da Inglaterra – contabilizou apenas 47 registros de “investimentos” na conquista do troféu por parte dos Foxes – alcunha do Leicester. A probabilidade de ganhar era

de 1 em 5 mil, a maior da história do Reino Unido. Para se ter uma ideia, a chance de o time azul ser campeão era menor do que Kim Kardashian se tornar presidente dos Estados Unidos. “O time e a torcida estavam esperando que brigariam para não ser rebaixado, como foi na temporada passada, uma briga até o final contra o rebaixamento, conseguiu sobreviver por pouco e ficar na Premier League. E aí isso acontece. Algo totalmente inesperado para os torcedores do Leicester, para o time, para todos os outros times e para os jornalistas, ninguém imaginava que isso poderia acontecer”, cita o jornalista. Diferentemente da última temporada, quando brigou contra o descenso, os Foxes começaram a atual edição da Premier League surpreendendo. Nas primeiras dez rodadas, a equipe ganhou seis jogos e perdeu apenas um. Os comandados de Ranieri davam mostras de que fariam um campeonato melhor do que o anterior. No primeiro turno inteiro, foram apenas duas derrotas. “Não é totalmente incomum ter algum time que dá uma disparada ou chega a perturbar os grandes em algum momento da temporada. Aconteceu na temporada passada com o Southampton, por exemplo, que chegou a ficar nas primeiras posições. Era uma surpresa, mas nenhum time continuava a sustentar essa jornada no topo, eventualmente sempre os grandes times acabavam vencendo”, explica o correspondente da ESPN.

Um campeão sem estrelas Apesar da campanha digna de um filme de Hollywood, os incrédulos, parte da torcida e até mesmo Ranieri duvidavam da possibilidade de o time ser campeão de uma liga recheada de equipes muito mais tradicionais e valiosas do que o Leicester. Com jogadores pouco conhecidos do grande público, alguns veteranos, renegados e com passagens discretas por outros times da Inglaterra, a conquista foi alcançada. “Por isso que é tão legal essa história do Leicester. Como todo mundo sabe, nos últimos anos tem sido os times com mais dinheiro, com muito investimento que chegaram. Primeiro o Chelsea, com o dono russo Abramovich, que investiu muito dinheiro e acabou ganhando a Premier League e dominando o futebol inglês. Depois, o Manchester City fez a mesma coisa, investindo muito em jogadores”, aponta João Castelo Branco. O time, formado por jogadores como o goleiro Kasper Schmeichel, filho do lendário Peter Schmeichel, campeão inglês com o Manchester United; o zagueiro grandalhão Robert Huth, com passagem discreta pelo Chelsea; o

meia Ryad Mahrez, eleito o melhor jogador da Premier League; e do atacante e ex-operário Jamie Vardy, autor de 22 gols na temporada, provou que dinheiro não é tudo no futebol moderno. “Agora o Leicester faz tudo isso com um investimento muito menor, vira o futebol inglês de cabeça para baixo, porque essa noção de que tem que comprar os jogadores mais caros, as

Vardy marcou 22 gols com a camisa do Leicester na temporada

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ANDRÉ TOBIAS

maiores estrelas, que isso que vai dar resultado, claro, isso sempre vai ajudar, mas existe agora uma outra fórmula, não só o Leicester, mas o Tottenham, que chegou em segundo lugar. São times que passam aquela sensação de jogo em equipe, de não ter estrelas, de não ter muito ego. Então, fica essa sensação de que vence o time, que joga sem egoísmo e com raça”, expõe o jornalista.

O comandante da conquista

Carismático, até Claudio Ranieri duvidou do título do Leicester

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Com passagens por grandes clubes do futebol mundial, como Napoli, Fiorentina, Valencia, Atlético de Madrid, Chelsea, Juventus, Roma e Internazionale, o italiano Claudio Ranieri já havia conquistado algumas copas no seu país de origem e na Espanha. Contudo, o comandante dos Foxes nunca tinha sido campeão de uma grande liga nacional, feito alcançado com o time azul. “O Leicester é liderado por um cara muito carismático e engraçado, que é o Ranieri, que aqui chegou meio que ser uma piada no Chelsea, porque foi mandado embora e ele vai voltar lá no último jogo da temporada, justamente em Stamford Bridge. Vai ter que ser

aplaudido pelos jogadores dos Blues na entrada de campo. Vai ser muito legal ele completar esse ciclo no futebol inglês”, ilustra o correspondente da ESPN. Com pouco mais de 300 mil habitantes, Leicester parou para comemorar o título dos Foxes. Sem estar acostumada com sucesso no futebol, a décima maior cidade inglesa ainda exala felicidade e orgulho pelo feito de seus heróis dentro de campo. “Muita festa nesse verão inglês lá em Leicester, porque realmente eles merecem, Foi uma coisa inacreditável e muito legal de poder acompanhar”, finaliza o correspondente da ESPN na Europa.

06/05/2016 22:49:17


Pódio

MANAUS, DOMINGO, 8 DE MAIO DE 2016

Santos encara Audax em busca do bicampeonato

MINEIRO

Atlético precisa reverter vantagem do América

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antos (SP) - Neste domingo, às 15h (de Manaus), o Santos tem uma grande chance de conquistar o segundo título do Campeonato Paulista seguido na Vila Belmiro em sua oitava final sem intervalos. Para isso, precisa passar pelo surpreendente Osasco Audax, que ficou no 1 a 1 com o Peixe na primeira partida da final do Estadual. A oportunidade de levantar o caneco vem cinco meses após a dolorida derrota para o Palmeiras na Copa do Brasil, que ainda não foi digerida na Baixada. “Eu acho que nós estávamos preparados também para o título da Copa do Brasil. Nossa campanha diz tudo. Chegamos à final com méritos, contra um grande rival, e não encaixamos nosso jogo. Perdemos, com méritos do Palmeiras, que soube aproveitar esse momento e ganhar o campeonato”, resumiu Ricardo Oliveira, um dos principais personagens dos dois clássicos com o alviverde. Provável time O Peixe deve entrar em campo no domingo com: Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato, Lucas Lima (Ronaldo Mendes) e Vitor Bueno; Gabriel e Ricardo Oliveira.

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LEANDRO MARTINS/FRAMEPHOTO

Sem saber se poderá contar com o meia Lucas Lima, Peixe decidirá título do Estadual na Vila Belmiro. Uma vitória simples garante o troféu ao time da Baixada

Belo Horizonte (MG) Precisando de uma vitória simples sobre o América -MG, neste domingo, às 15h (de Manaus), no Mineirão, para conquistar o bicampeonato estadual, o Atlético-MG terá que contrariar o retrospecto deste ano diante do Coelho. Na atual temporada, os rivais mineiros se enfrentaram três vezes e, até momento, o Galo ainda não soube experimentar o gostinho do triunfo sobre a equipe comandada pelo técnico Givanildo Oliveira. O Atlético-MG deve iniciar a partida com Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Erazo e Douglas Santos; Rafael Carioca, Leandro Donizete (Clayton), Júnior Urso e

Robinho (Eduardo); Carlos (Hyuri) e Lucas Pratto. Pelo lado do América-MG, o técnico Givanildo Oliveira fechou o treinamento e “escondeu” a equipe que enfrentará o Atlético na decisão do Campeonato Mineiro, neste domingo. O América tem três desfalques confirmados para a final: o zagueiro Adalberto, o meio-campista Tony e o lateral-direito Pablo. Além disso, o meia Tiago Luís e o atacante Victor Rangel ainda dependem de uma reavaliação do departamento médico para saber se terão condições de jogo. Por outro lado, a novidade pode ser o lateral-direito Jonas, recuperado de grave lesão. IGOR RIBEIRO/FRAMEPHOTO

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Meia Lucas Lima ainda não está recuperado de lesão e é dúvida para o jogo deste domingo, na Vila

Acertado com o Palmeiras para disputar a Série A do Campeonato Brasileiro, o versátil Tchê Tchê fez questão de mostrar que está focado na final do Paulistão. O jogador foi um dos nomes mais requisitados pelos jornalistas antes do treinamento a última sexta-feira, em Sorocaba (SP), e garantiu que o time está pronto para suportar a pressão e derrubar o Peixe

dentro de seus domínios. “Encaramos todos os jogos como uma final. Confiamos demais no nosso trabalho e na nossa amizade. E deixamos mais do que provado que nós podemos bater em qualquer um dentro e fora de casa”, afirmou o atleta, cujas declarações sinceras já haviam chamado a atenção após o empate por 1 a 1 com o Santos, na primeira partida

da final, em Osasco. Para a partida deste domingo, o Audax deve ter apenas uma modificação em relação ao time que entrou em campo na primeira partida. Suspenso, André Castro deve dar lugar a Francis. Com isso, o time de Osasco deve entrar em campo com: Sidão; Francis, Yuri, Bruno Silva e Velicka; Camacho, Tchê Tchê e Juninho; Mike, Bruno Paulo e Ytalo.

Lucas Pratto crê que equipe está mais forte e “cascudo”


Pódio E7

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Vasco e Botafogo decidem Campeonato Carioca 2016 R

io de Janeiro (RJ) – O último capítulo do Campeonato Carioca de 2016 será escrito neste domingo (8), às 15h (de Manaus). O cenário não poderia ser melhor: o Maracanã. E os protagonistas são, indiscutivelmente, os dois melhores times do Rio de Janeiro. De um lado o invicto Vasco, que não sabe o que derrota desde o ano passado. Do outro, o remontado, porém extremamente organizado Botafogo, do técnico Ricardo Gomes. Na primeira partida da decisão, o Cruz-Maltino venceu por 1 a 0, mas o Glorioso foi melhor em quase todo o jogo, deixando os rumos da decisão em aberto. Ao contrário do rival, o Botafogo não faz tanto mistério quanto à sua escalação. Durante a semana, o meia Gegê e o volante Airton treinaram normalmente e são reforços para Ricardo Gomes, porém, somente o primeiro deve começar jogando no lugar de Fernandes, que foi titular nos últimos jogos. Mesmo assim, o treinador prega cautela sobre o assunto. “Inventar agora, na grande final? Nada disso. Gegê ficou dois dias com dores musculares, mas voltou a treinar

normalmente. Tem possibilidade claro do Fernandes, está muito bem, mas vamos decidir. Fernandes ou Gegê, um dos dois jogarão”, afirmou. Desta forma, o Botafogo deve entrar em campo com: Jefferson, Luis Ricardo, Carli, Emerson Silva, Diogo Barbosa;

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Rodrigo Lindoso, Bruno Silva, Gegê (Fernandes) e Leandrinho; Salgueiro e Ribamar. Vasco Se a tendência permanecer, ao final do jogo deste domingo o Vasco irá comemorar o bicampeonato carioca, já que o Gigante da Colina está invicto

em 2016 e em três jogos contra o Botafogo venceu dois e empatou um. Mesmo com as estatísticas a favor, o técnico Jorginho prega cautela e quer que seu time mantenha a pegada ofensiva. “Acredito que temos que entrar em campo muito concentrados, ligados, e isso resume tudo de importante para essa final. O Botafogo tem um time extremamente perigoso e bem montado pelo Ricardo Gomes”, disse o técnico Jorginho. Perguntado sobre o que representará o título em sua carreira, ele foi bem cauteloso: “Isso se concretizando seria uma grande alegria para mim, pois seria meu primeiro título no Brasil. Mas estou ciente de que o caminho para isso ainda é muito longo”, acrescentou. Apesar de ter fechado os treinos durante a semana, Jorginho não conseguiu esconder e o Vasco será o mesmo do primeiro confronto. Dessa maneira o time será formado por: Martín Silva, Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Duvier Riascos.

DIVULGAÇÃO

Com vantagem após vencer primeiro jogo por 1 a 0, Cruz-Maltino pode empatar que será bicampeão estadual

Volante Marcelo Mattos protegendo a bola durante o primeiro jogo da final do Campeonato Carioca


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