MANAUS, QUINTA FEIRA, 3 DE DEZEMBRO DE 2015
3090-1075
DIEGO JANATÃ
Pódio
E1
TÊNIS
Paratleta faz jogo em Manaus Pódio E3
esportes@emtempo.com.br
Prass brilha e Palmeiras é campeão da Copa do Brasil
O Jogo Trajado com meias e calções brancos, como na final do Campeonato Paulista 1993, o Palmeiras quase saiu na frente antes do primeiro minuto de jogo. Na saída de bola, Arouca tocou, Barrios desviou e Gabriel Jesus, livre, bateu para defesa do goleiro Vanderlei. Inteligentemente, o Santos procurou explorar a fragilidade do jovem João Pedro na marcação. Aos sete minutos, Zeca
desceu pela esquerda e cruzou para Marquinhos Gabriel finalizar. Após grande defesa de Fernando Prass, Victor Ferraz apanhou o rebote e acertou a trave. O Palmeiras, como há muito não se via, ditou o ritmo do jogo e criou boas chances de marcar. Não abrir o placar no primeiro tempo preocupou a torcida alviverde, mas o Palmeiras manteve a frieza e finalmente abriu o placar aos 11 minutos do segundo tempo. Lucas Barrios fez pivô e tocou para o Robinho. O meia cruzou e Dudu apenas empurrou para o gol. Lesionado, Lucas Barrios saiu para entrada de Cristaldo. Em seguida, o técnico Marcelo Oliveira colocou Lucas Taylor no lugar de João Pedro, advertido com o amarelo. Dorival Júnior, por sua vez, tirou Thiago Maia e Gabriel e lançou Paulo Ricardo e Geuvânio. O Palmeiras fez o segundo aos 39 minutos. Em cobrança de falta, Robinho levantou na área. De cabeça, Vitor Hugo desviou, Dudu acompanhou a jogada e completou para o fundo das redes. A alegria alviverde durou pouco, já que o Santos marcou dois minutos depois com Ricardo Oliveira. Pênaltis Pelo Santos, Geuvânio, Lucas Lima e Ricardo Oliveira marcaram. Marquinhos Gabriel e Gustavo Henrique desperdiçaram. Pelo Palmeiras, Zé Roberto, Jackson, Cristaldo e Fernando Prass marcaram. Rafael Marques perdeu. Final: 4 a 3.
Fernando Prass defende o pênalti cobrado pelo zagueiro Gustavo Henrique que ajudou o Palmeiras a conquistar o tricampeonato da Copa do Brasil
AJUDOU O GALO DIVULGAÇÃO
EMPRESÁRIO CONFIRMA
Questão financeira foi preponderante para que técnico aceitasse comandar o Shandong Luneng
Mano aceita proposta chinesa Belo Horizonte (MG) – Qual a ligação entre Cruzeiro e Atlético-MG além da rivalidade? Neste final de ano, as equipes estão mais próximas do que o normal. Contratado há três meses para substituir Vanderlei Luxemburgo, o técnico Mano Menezes vai encerrar, no domingo, seu pequeno ciclo na Raposa. O treinador recebeu uma proposta do Shandong Luneng, da China e vai mesmo deixar o clube mineiro para substituir Cuca, que deverá assinar sua rescisão com os chineses nos próximos dias e voltar a trabalhar no Brasil. O Galo surge como forte
opção para repatriar seu antigo comandante. Até a última segunda-feira (30), a diretoria do Cruzeiro e o próprio Mano tratavam o assunto como especulação. No entanto, ciente das sondagens, o treinador já não escondia a possibilidade real de se transferir. Dentre os motivos para sua saída, o principal deles é o acerto financeiro com os chineses. Além das remunerações mensais do treinador (cerca de R$ 2 milhões), o Shandong aceitou pagar a multa de R$ 7 milhões só para tirar o técnico da equipe estrelada, já que o atual
contrato de Mano é válido até dezembro de 2017. A partir de agora, o Cruzeiro direciona suas atenções para um novo treinador. Sem muitas opções à disposição no mercado, o nome do auxiliar Deivid ganha força. Ao lado de Mano, o ex-atacante, campeão da tríplice coroa em 2002, tem prestígio, já que também foi um dos responsáveis por recolocar a equipe nos trilhos, entrosar o grupo e melhorar o rendimento em campo. Desde que Luxa foi demitido, há três meses, o Cruzeiro disputou 15 jogos, venceu oito, empatou seis e perdeu apenas um.
Cirino está na mira de paulistas Rio de Janeiro (RJ) - Envolvido em recentes polêmicas no Flamengo, o atacante Marcelo Cirino está na mira da dupla paulista Palmeiras e São Paulo. O empresário do jogador, Pablo Miranda, é quem confirmou o interesse. “Não só eles (Palmeiras e São Paulo), o Internacional, o Cruzeiro… mas esses clubes fizeram contato direto com o Renato Duprat (representante da Doyen Sports). Eles sondaram diretamente a Doyen. Para mim e para o Marcelo não chegou nada”, disse. Apesar do interesse de
diversos clubes brasileiros, Pablo ressaltou que a negociação não deve ser fácil, justamente pela divisão dos direitos econômicos do atleta. “É complicado. O Atlético-PR tem 50% e a Doyen tem 50%, mas o Flamengo também tem direito a uma parte da negociação. Para contratar o Marcelo, o clube interessado precisaria entrar em acordo com todas as partes”, explicou. Pablo ainda comentou sobre a polêmica recente envolvendo Cirino no Flamengo. O jogador chegou a ser afastado pelo técnico Oswaldo de Oliveira
após fotos suas bebendo cerveja em um churrasco, junto com os companheiros de time irem parar nas redes sociais. “O que aconteceu foi uma coisa normal, algo comum no futebol. O Marcelo está triste pela repercussão que teve, por tudo ter tomado uma proporção muito maior do que o necessário. Não deveria ter esse peso todo, mas as coisas no Flamengo sempre caminham pra esse lado”, afirmou. Por fim, Miranda defendeu seu atleta e disse que não acredita em uma permanência do jogador no clube. GILVAN DE SOUZA
S
ão Paulo (SP) - De forma dramática, o Palmeiras comemorou seu primeiro título no novo Palestra Itália ontem (2). Depois de vencer o Santos por 2 a 1 no tempo normal, o Porco ganhou por 4 a 3 nos pênaltis, resultado que garantiu o tricampeonato da Copa do Brasil. O atacante Dudu, vilão do vice paulista diante do próprio Santos, marcou os dois do Palmeiras. Nos minutos finais, Ricardo Oliveira fez o gol que provocou os pênaltis. Nas cobranças, além de defender o chute de Gustavo Henrique, Fernando Prass anotou o gol do título. Com o triunfo sobre o Santos, a Sociedade Esportiva Palmeiras comemorou seu 12º título nacional, um recorde. Além do tri da Copa do Brasil (1998, 2012 e 2015), o clube ganhou a Taça Brasil (1960 e 1967), o Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1967 e 1969), o Campeonato Brasileiro (1972, 1973, 1993 e 1994) e a Copa dos Campeões (2000).
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Goleiro pega pênalti e converte última cobrança que decretou a vitória sobre o Santos e o tricampeonato do Verdão no torneio
Atacante chegou ao Rio com status de principal contratação do ano, mas não vingou dentro de campo
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Pódio
MANAUS, QUINTA FEIRA, 3 DE DEZEMBRO DE 2015
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SUP com segurança Marinha publica portaria com orientações acerca da prática segura do Stand Up Padlle (SUP) nos rios do Amazonas LINDIVAN VILAÇA
A
fim de garantir segurança aos praticantes de Stand Up Paddle (SUP) no rio Negro, a Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental (CFAOC) publicou portaria orientando sobre medidas para a prática da atividade esportiva. Entre as recomendações, a Marinha aconselha que os praticantes definam um roteio seguro e fora da rota de embarcações antes de começarem a praticar. Além desta, outra providência deve ser adotada pela Federação de Stand Up Paddle do Amazonas (Fesupam): fazer os adeptos da modalidade assinarem um termo de responsabilidade sobre a prática da atividade. De acordo com o presidente da Fesupam, Pablo Casado, a preocupação da Marinha é válida. “Essas normas foram criadas em parceria com a federação. A intenção é adaptar a prática a nossa realidade daqui (do Amazonas). No esporte, apesar de não ter riscos, é necessário que algumas regras sejam cumpridas para garantir a segurança”, disse. A federação também antecipou algumas normas de pre-
venção. Entre elas estão não remar em locais com fluxo de lanchas, a obrigatoriedade do credenciamento das escolas de SUP, e ter instrutores passando auxiliando o trajeto. “É necessário, também, que as pessoas que andam de lanchas em outras embarcações como Jet ski não trafeguem próximas dos praticantes de SUP”, afirmou Casado. O dirigente alerta para oferta de ensino da prática do SUP principalmente a baixo custo. Segundo Pablo, é preciso checar se as escolas oferecem equipamentos como salva-vidas, se os instrutores são credenciados e pedir recibo da cobrança pelo serviço. “O esporte tem que se desenvolver com tranquilidade. Agora é fazer uma fiscalização rígida, porque tem muitas escolas de Stand Up Paddle, diria que até 95% da Amazônia, que são irregulares. As pessoas não são instrutoras, não têm a capacitação para estar dando aulas sem as devidas instruções e, principalmente, não têm bote resgate para casos que sejam necessários. Enfim, isso é uma preocupação muito grande para a federação pelo fato de se tratar de vidas”, ressaltou.
Orientações da portaria nº 229 – Realizar a prática esportiva à luz do dia com regresso às Marinas antes do pôrdo-sol, tendo em vista que não dispõem de iluminação noturna; – Navegar em grupo, sempre que possível, usando coletes salva-vidas, e a fim de prestar auxílio mútuo, quando necessário; – Realizar as travessias de rios e canais sempre na perpendicular, a fim de navegar na menor distância entre as margens, bem como evitando a “fila indiana” de SUP e a obstrução do canal para as demais embarcações; – Evitar a prática esportiva junto aos portos em atividades portuárias, bem como nas proximidades de Terminais de Uso Privado (TUP) e Estações de Transbordo de Cargas (ETC); – Ao se aproximar das margens ter atenção aos banhistas e demais embarcações em trânsito.
Prática do SUP é uma das mais procuradas opções de lazer nos fins de semana na capital do Amazonas
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Pódio E3
Paratleta medalhista no Pan faz jogo em Manaus DIEGO JANATÃ
Natália Mayara, 21, conquistou o lugar mais alto do pódio no Pan-Americano do Canadá e está na cidade divulgando o esporte THIAGO FERNANDO
H
á 4 anos, ela saiu de quadra chorando após ter sido eliminada no torneio de tênis dos Jogos Pan-Americanos realizados em Guadalajara, México, por 2 sets a 0 com parciais de 6 a 1 e 6 a 0. Porém, em 2015, no Pan realizado em Toronto, Canadá, ela saiu novamente chorando, mas, desta vez, o sentimento era outro: alegria. Aos 21 anos, a tenista paralímpica, Natália Mayara, voltou da competição mais importante das Américas com duas medalhas de ouro no peito. Ela foi campeã individual e em duplas com a parceira Rejane Silva. Nesta quinta-feira (3), as parceiras fazem uma exibição na quadra do complexo da Academia de Tênis, localizada na Ponta Negra, Zona Oeste da cidade. A iniciativa tem como objetivo alavancar e divulgar a modalidade no Amazonas. Natália deu seus primeiros saques aos 12 anos. Tudo começou em Brasília (DF), cidade onde a pernambucana realizou tratamento para o grave acidente sofrido aos 2 anos, que obrigou que parte de suas pernas fossem amputadas. Apesar da dificuldade, a jovem aceitou o convite de praticar um esporte olímpico, a natação, mas percebeu logo depois que seu futuro era nas quadras. “Fui para Brasília para fazer o meu tratamento. Aos 12 anos conheci a natação. Uma pessoa me perguntou se conhecia o esporte paraolímpico. Fiquei curiosa e meus pais também. Nesse período, conheci o tênis também, porque os esportes eram praticados em locais próximos. Ainda disputei um mundial de natação, mas me apaixonei pelo tênis. Tinha que escolher um dos dois, porque estudava, treinava e competia. Escolhi o que mais me dava prazer”, explicou a atleta, que para conquistar as medalhas no Pan, teve que modificar sua rotina de vida para focar no esporte. “Passei a focar 2 anos antes do Pan. Tranquei a faculdade, passei a me dedicar 100 por cento ao tênis, botei como prioridade e me dediquei o máximo que podia. No Pan, foi outra preparação. Tive que focar a cabeça e controlar o nervosismo. A preparação foi geral. Tem a parte física, psicológica e técnica. Isso vai sendo construído com o passar dos anos. No meu caso, 9 anos. Fui para o Pan com a expectativa grande, mas muito nervosa, porque a menina que me tirou no penúltimo Pan estava lá. Sabia que seria difícil. Fiquei bem nervosa, mas quando passei por ela, fiquei bem relaxada, tanto que ganhei a final em dois sets. Isso foi a concretização de um sonho e o reconhecimento do trabalho feito por todos os membros da equipe”, explica Natália. Como a grande maioria dos esportistas brasileiros, a medalhista pan-americana afirma que encontra dificuldades para conseguir patrocinadores. Segundo Natália, o grande problema é a pouca visibilidade que os esportes paralímpicos têm no país. “Se para o Olímpico já é complicado, imagine para o Paralímpico. Acho que o maior problema no esporte é a falta de divulgação, porque é isso que fará as pessoas gostarem do esporte e as empresas buscarem expor suas marcas. É complicado. Temos o apoio da CBT (Confederação Brasileira de Tênis, que pagam as viagens e despesas, e o bolsa atleta do governo federal. Fora isso, não temos apoio”, finalizou a número 18 no ranking mundial.
Tenista fez um reconhecimento da quadra da Acadêmia de Tênis ontem (2) e contou sua bonita história
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1998
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Palmeiras Tricampe達o
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