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Pódio - 3 de janeiro de 2016

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esportes@emtempo.com.br

Pódio E7 FOTOS: DIVULGAÇÃO

MANAUS, DOMINGO, 3 DE JANEIRO DE 2016

Ex-lutador diz que hoje seria rico

MÁRCIO MELO

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PODER DO UFC

APOSTAS PARA Se em 2015 José Aldo perdeu o cinturão do UFC e deixou os fãs de luta tristes, o Ano-Novo promete colocar o Amazonas em destaque no cenário nacional e internacional. PÓDIO E4 e E5


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MANAUS, DOMINGO, 3 DE JANEIRO DE 2016

Túnel do tempo podio@emtempo.com.br Willian D’Ângelo

O futebol de 1958

Colunista do PÓDIO

DIVULGAÇÃO

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epois da Segunda Guerra Mundial, a Fifa decidiu retornar a Copa do Mundo. No congresso de 1948, em Luxemburgo, a entidade resolveu definir três países para os três mundiais seguintes. O Brasil foi indicado para 1950. A Suíça ficou com a edição de 1954, com a Suécia ficando, provisoriamente, como a sede de 1958. Nunca um provisório foi tão permanente. Em 1954, em Zurique (Suíça), a Fifa decidiu homologar Suécia como sede em 1958. Tratava-se de um país organizado, correto, com um dos melhores índices de qualidade de vida do mundo. Os suecos realizariam uma bela festa, com reformas de estádios para o torneio apenas um foi construído especialmente, o Idrottsparken, em Norrkoping. O problema é que o mundo mudou muito entre a Copa de 1954 e a que seria realizada em 1958. A começar pela Fifa, que perdeu os três principais decanos nesse período. O belga Rodolphe Seeldrayers, que presidia a entidade desde 1954, morreu em outubro de 1955, aos 78 anos. Um mês depois, o mesmo aconteceu com o francês Henri Delaunay, 72. Em outubro de 1956, foi a vez de Jules Rimet, então com 83 anos. Sem Rimet, Delaunay e Seeldrayers, o comando da Fifa fi-

Seleção brasileira foi, pela primeira vez na história, campeão do mundo. No time, o garoto Pelé, de 17 anos, já mostrava seu potencial em campo

cou com o inglês Arthur Drewry. O período era de guerra fria entre Estados Unidos e União Soviética. A tensão ainda não estava no auge, mas já assustava o planeta inteiro. Por achar que os países socialistas tinham uma relevância que não poderia mais ser ignorada, a Fifa incluiu um soviético, Valentim Granatkin, no comitê organizados da Copa. E, por tabela, sentiu-se obrigado a chamar também um norte-americano, Jim McGuire, da inexpressiva Federação dos Estados Unidos. Pelé e Garrincha ganharam

fama mundial com o título de 1958, mas o grande craque dos gramados da Suécia foi Valdir Pereira, o Didi. Ele era chamado de “Príncipe Etíope”, tal elegância com que corria em campo. Didi foi o inventor da “folha seca” - chute no qual a bola sobe e cai repentinamente - e tinha um jeito diferente de tratar a redonda. O time Canarinho do técnico Vicente Feola foi a Copa do Mundo de 1958 com os atletas Gilmar, Castilho, Bellini, Djalma Santos, Dino Sani, Didi, Zagallo, Oreco, Zózimo, Pelé, Garrincha,

Nilton Santos, Moacir, De Sordi, Orlando Peçanha, Mauro, Joel, Mazzola, Zito, Vavá, Dida e Pepe. O jogo entre Brasil e Inglaterra, no dia 11 de junho, entrou para a história por ser o primeiro empate em 0 a 0 visto em Copas do Mundo. Como era uma situação inédita, alguns jogadores chegaram a pensar que haveria uma prorrogação. O Campeonato Amazonense de 1958 foi disputado em duas fases, onde a primeira, fase de classificação, selecionou seis equipes para a disputa da fase final no segundo semestre. Ao

final dessa fase foi necessária uma partida desempate entre São Raimundo e Cliper, decidindo a sexta vaga. O Tufão da Colina venceu por 6 a 2, jogando com Nanico, Didimo, Sales, Zeca, Nilson, Orlando, Didi, Cristóvão, Santarém, Tiririca e Argemiro. A grande surpresa foi a eliminação do Nacional que ainda tentou uma “virada de mesa” alegando que havia sido o campeão de 1957. Porém no regulamento da competição nada havia que garantia ao campeão a classificação à fase final do ano seguinte.

Pelé e Garrincha ganharam fama mundial com o título de 1958, mas o grande craque dos gramados da Suécia foi Valdir Pereira, o Didi. Ele era chamado de ‘Príncipe Etíope’, tal elegância com que corria em campo. Didi foi o inventor da “folha seca” - chute no qual a bola sobe e cai repentinamente”


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Surfe brilhou e esportes olímpicos decepcionaram

O 2015 passou, mas os resquícios devem influenciar o Ano-Novo. O esporte canarinho deixou a desejar, com exceção do surfe

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ão Paulo (SP) - O ano de 2015 passou e viu o maior escândalo de corrupção da história do futebol afastar Joseph Blatter da presidência da Fifa e prender o ex-presidente da CBF José Maria Marin. O esquema envolvia subornos e propinas entre dirigentes da Fifa e executivos do setor na comercialização de jogos e direitos de marketing de campeonatos. O fim de 2015 chegou com o Comitê de ética da Fifa suspendendo Blatter e Michel Platini, mandatário da Uefa desde 2007, por oitos anos de qualquer atividade relacionada ao futebol. O Comitê considerou os dois dirigentes culpados de “conflito de interesses” e de “gestão desleal”. A investigação teve início após decisão do procurador-geral suíço de iniciar procedimentos criminais contra Blatter pelo pagamento de 1,8 milhão de euros (R$ 8,3 milhões) em 2011 a Platini. Brasil olímpico Às vésperas dos Jogos Olímpicos do Rio, o 2015 ruim de alguns dos principais atletas do país candidatos a medalha nos Jogos do Rio acendeu o alerta em relação à meta estabelecida pelo Comitê Olímpico do Brasil de obtenção de 27 a 30 pódios e um lugar entre as dez nações com mais conquistas. Estrelas como Arthur Zanetti, Cesar Cielo, Mayra Aguiar -expoente de uma temporada fraca do judô- e o vôlei não tiveram bons resultados em seus respectivos Mundiais ou equivalentes.

Do ponto de vista da infraestrutura, o Brasil pré-olímpico também deixou a desejar neste ano. O combate à poluição da água caminha para ser um dos principais fracassos no legado olímpico. A promessa de tratar 80% do esgoto despejado na baía de Guanabara não será cumprida. A poluição pode atrapalhar as provas de vela, remo e maratona aquática. Hegemonia paulista No futebol brasileiro, o destaque fica para os times

NO TOPO O “Brazilian Storm”, como é chamado o time de surfistas brasileiros, teve mais um ano impecável. A boa fase verde e amarela foi mantida com o inédito título de “Mineirinho”, na praia de Pipeline paulistas em 2015. O título brasileiro do Corinthians, além das boas campanhas dos finalistas da Copa do Brasil, Palmeiras e Santos, campeão e vice, respectivamente, confirmam isso. Já no futebol sul-americano, o país não teve tanto destaque. O desempenho do futebol pentacampeão mundial na fase final da Libertadores deixou a desejar. Depois de nove finais seguidas com participação brasileira e uma série de quatro títulos, o país agora está há dois anos fora da decisão.

No âmbito internacional, o destaque ficou por conta do Barcelona e seu trio sul-americano Lionel Messi, Neymar e Luis Suárez. Se já não bastasse o trauma do 7 a 1 na Copa de 2014, a seleção brasileira não teve um bom ano em 2015 e conheceu na Copa América o peso da realidade. Vindo de 11 vitórias consecutivas, sendo dez em amistosos, o time foieliminado nas quartas de final da competição pelo Paraguai, nos pênaltis. Já na F-1, o domínio foi da Mercedes e seus pilotos: Lewis Hamilton, que conquistou o tricampeonato, e Nico Rosberg, vice no Mundial. Já os brasileiros tiveram um ano razoável na competição. O novato Felipe Nasr, por exemplo, conquistou 27 pontos em sua primeira temporada, ficando no pelotão intermediário e próximo ao veterano Felipe Massa. País do surfe O ponto brilhante do país em 2015 foi no surfe. O maior responsável por isso é o paulista Adriano de Souza, o “Mineirinho”, 28, que conquistou o título do Mundial de surfe pela primeira vez na sua carreira. Foi o segundo título do Brasil -Gabriel Medina, 22, ganhou em 2014. Além de ter o campeão mundial, o Brasil teve ainda o paulista Filipe Toledo, 20, lutando até a última etapa, no Havaí, pelo título. Ficou em quarto no ranking. Contudo, acabou o Mundial como o surfista que mais venceu no ano: foram três vitórias (Gold Coast, Rio e Portugal)

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Adriano de Souza, o “Mineirinho”, aclamado pelo torcida após o título mundial de surfe após vencer a etapa do Havaí

Ginasta Arthur Zanetti não conseguiu manter a hegemonia nas argolas durante o ano de 2015

César Cielo já foi considerado o homem mais rápido do mundo na natação, mas quer esquecer 2015


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Pódio

Ano-Novo pr lutadores am

O manacapuruense Ronys Torres pode voltar ao UFC, j THIAGO FERNANDO

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m 2015, o Amazonas, mais uma vez, se destacou no cenário brasileiro e mundial do MMA. Celeiro conhecido de grandes lutadores, o Estado viu atletas como Alexandre “Capitão” Almeida dando a volta por cima e se tornando campeão dos penas do World Series of Fighting (WSOF). Outro que manteve sua sequência de vitórias foi Bibiano Fernandes. Considerado um dos melhores peso-galo do mundo, o manauense continua reinando no One FC após nocautear Toni Tauru. No maior evento do mundo, o Ultimate Fighting Championship (UFC), o Amazonas tinha tudo para terminar o ano comemorando. O Estado viu, também, seus “filhos”, Adriano Martins e Dileno Lopes, firmando seus nomes na UFC, porém, também presenciou a derrota muito discutida do capixaba, mas erradicado no Amazonas, Ronaldo Jacaré contra Yoel Romero, e o destronamento de José Aldo da categoria dos Leves diante do falastrão irlandês, Conor McGregor. Apesar disso, os fãs de luta do Estado podem esperar um 2016 melhor. O “Scarface” pode fazer a revanche contra McGregor e Jacaré tem tudo para voltar à rota do cinturão da categoria dos médios. Além disso, o novo ano pode finalmente ser marcado pela realização do primeiro UFC Manaus. A informação foi revelada pelo lutador Ronys Torres. O representante de Manacapuru foi o primeiro amazonense a lutar pelo UFC e está há quatro anos pelejando para voltar a maior organização do mundo. Com um cartel de 30 vitórias e apenas cinco derrotas, Torres recebeu mais uma promessa dos representantes da organização que afirmaram que ele estará dentro do card, caso realmente esse evento aconteça em solo baré. “As promessas que recebi antes não frustraram, mas deixaram muito triste. Pensei milhares de vezes em assinar com outro evento, porque a promessa dos caras era que se eu vencesse quatro lutas, voltaria, mas já estou com 16 vitórias. Chegou um momento em que sentei com o Dedé (Pederneira) e liguei para a minha família para pedir a opinião deles, porque não sou mais garoto, o tempo passa e já faz 4 anos que saí do UFC e a promessa deles não se cumpriu. Realmente, ficamos tristes e pensativos. Grandes eventos ligaram e não assinei por causa dessa esperança de voltar para o UFC. Tenho esse sonho dentro de mim, mas me fizeram uma promessa. Falaram que vai ter, sim, UFC em Manaus e que estarei no card. Eles querem muito que eu esteja”, revelou o lutador que nos últimos anos recebeu proposta de três dos principais eventos do mundo, WSOF, Bellator e One FC. No final de 2015, outra organização que convidou Ronys foi o Rizin FF, chamado de novo Pride, porque é organizado pelo mesmo idealizador do evento japonês responsável por idolatrar lutadores como Rodrigo Minotauro, Rogerio Minotouro, Mauricio Shogun Rua e Kazushi Sakuraba. Sobre essas portas, o lutador manacapuruense afirma ter ficado tentado a aceitar os desafios. Ele crê que em 2016 tudo irá se alinhar e que tem tudo para ser o melhor ano de sua carreira. “Acabo ficando nessa dúvida e não assino com outros eventos esperando esse sonho voltar a se realizar no UFC. Acredito que em 2016 seja o melhor ano para a minha carreira. Já tive algumas propostas de eventos de fora. Fiquei um tempo parado devido uma cirurgia que fiz no meu rosto e em 2015 voltei. Vim para competir e para ser campeão, mas um pouco inseguro do meu rosto. Do meio do ano para o final, ganhei a forma física e confiança no rosto. Então, 2015 foi perfeito. Fiz três lutas e venci bem. Posso dizer que estou de volta. Acredito que 2016 seja o ano para conquistar mais. Um ano de benção, vitória e, principalmente, saúde, porque com saúde, o resto corro atrás”, afirmou Ronys.

Michel Sassarito é um dos melhores lutadores do Brasil até 70 quilos

SD mira eventos internacionais Mantendo a tradição de revelar grandes lutadores, 2015 foi um ano inesquecível para a academia SD System. Capitaneada pelo mestre Sammy Dias, a SD teve como grande nome o guerreiro de Deus, Michel “Sassarito” Silva. Das suas nove lutas, o atleta venceu oito, e no último ano, ganhou todos os cinco combates, nocauteando em quatro deles. A sensacional fase o levou a disputar o cinturão do maior evento brasileiro, o Jungle Fight. A luta seria contra o atual campeão, Erick Parrudo, porém, o baiano se lesionou. Por este motivo, Sassarito vai disputar, no próximo dia 23, o cinturão interino contra o brasiliense Rander Júnior. Para Michel, é difícil não considerar o ano de 2015 o mais importante em sua jornada esportiva. Focado para conquistar esse cinturão, Sassarito sabe que esse título pode abrir muitas portas, inclusive a do UFC. “O ano de 2015 foi muito abençoado para mim. Foram cinco lutas e cinco vitórias. Estou muito feliz com o meu desempenho e espero que

2016 seja melhor. Vou ganhar esse cinturão interino do Jungle Fight para Manaus e quem sabe o linear. Vou treinar bastante para ganhar esses cinturões. Quero ganhar esse cinturão do Jungle, porque sei que lá é uma porta para o UFC”, disse o lutador. Equipe forte Michel fez questão de agradecer ao seu mestre, Sammy Dias, por sua evolução e crescimento no esporte. O lutador lembrou que nada seria possível se fizesse parte de uma equipe como a da SD System, devido ao alto nível técnico dos seus companheiros de treino. “Estou muito feliz, a academia está muito feliz. Esse é o objetivo, para abrir portas, não só para mim, mas para todos. Tenho ao meu lado o Diogo (Dias) e o Sammy que são meus empresários e mestres. Eles que cuidam de toda a parte fora do tatame. Eu só me preocupo em treinar. Tenho que agradecer aos meus patrocinadores, porque sem eles não conseguiria. Tenho uma filhinha e tenho que cuidar dela. Tenho que dá o

que comer e o que vestir. Se não fossem eles, eu teria que trabalhar e não estaria tão empenhado e focado nos treinamentos como estou hoje”, concluiu Sassarito. Outro nome da academia que promete muito é Marcos ‘Marajó’ Rodrigues. Com oito vitórias na carreira, o atleta terá em 2016 três disputas de cinturões em Manaus. O primeiro dele será logo em fevereiro, quando lutará o Big Way. “O ano de 2016 tem muitas lutas boas. Esperamos que o novo ano seja melhor que o de 2015. Tenho o Rei da Selva, Mr Cage e o Big Way. Depois desses cinturões, o meu foco será lutar fora. Pode ser no Jungle. Graças a Deus, estou em uma equipe muito boa. Como o meus Mestre Sammy Dias diz: “Aqui não queremos quantidade. Queremos qualidade”, então, sempre é um ajudando e dando apoio ao outro. Quando um acaba de lutar, no outro dia, se não tiver muito machucado, já volta para a academia para apoiar e ajudar o companheiro. Essa união que é a nossa maior força”, argumentou Marajó.


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romete para mazonenses FOTOS: DIVULGAÇÃO

já Michael Sassarito quer o cinturão do Jungle Fihgt

Manacapuruense, Ronys Torres espera voltar ao UFC em 2016 e acredita que a luta pode ser em Manaus

Nova geração chegando forte Ronys está há tanto tempo representando o Amazonas pelos octógonos do mundo que os mais desatentos se assustam quando descobrem que ele tem apenas 29 anos. Sua perícia na arte suave faz dele uma referência para a nova geração. Por este motivo, muitos atletas amazonenses o procuram quando buscam espaço, principalmente na Nova União, academia comandada pelo ex-lutador Dedé Pederneira. “Sem dúvida, a Nova União Rio é uma formadora de grandes atletas. Eu, que já sou mais antigo, estou há 13 anos, tento ajudar essa galera nova. Tem o ‘Boca’ (Maycon Silvan) que vai lutar agora, que é um grande talento. Outros jovens também saíram de Manaus e se mudaram para o Rio. Eles tão em um apartamento que um amigo liberou para essa garotada ficar lá de graça. Tem o Fernando Tourinho, o Klinger Pinheiro, Yarlei Andrade “Júnior”. São caras que se dedicam ao máximo e treinam forte. Com certeza vamos

mente, porque seus planos são grandes. “O ano de 2015 foi bom, mas me senti frustrada porque só lutei uma vez. Isso para o atleta é problema. Consegui segurar o cinturão do rei da selva. Minha adversária foi realmente um grande teste. Foi a luta mais difícil.

Depois daquilo, começamos a levar a profissão mais a sério para chegar forte em 2016”, disse a lutadora que terminou o ano sendo graduada a faixa roxa de jiu-jitsu. Com sede de lutar, Mayana adianta que já voltará ao octógono em fevereiro no Big Way.

UIVO

se destaca é Mayana Kellen. Detentora do cinturão do Rei da Selva Combate, a manauense passou com louvor sobre seu maior desafio, a paraibana Juh Moura. Apesar dessa vitória que confirmou seu reinado no Estado, Mayana espera que o novo ano seja melhor, principal-

A/ARQ

O ano de 2015 confirmou que o MMA feminino começou a ganhar seu devido espaço no Amazonas. Praticamente todos os eventos realizados no Estado tiveram combates femininos em seu card. Das guerreiras que vem lutando por seu espaço, a que mais

MAYAN

Mayana atrás de novos reinos

ouvir falar muito. Essa garotada toda está treinando forte em busca de um espaço e sem dúvida vai arrebentar e aparecer no cenário nacional em 2016”, citou o lutador que ainda fez questão de lembrar a importância do Amazonas como formador de novos grandes atletas. “Sem dúvida nenhuma, o Amazonas é celeiro em todos os esportes. Não importa onde entre, entramos para bater de frente e competir. No cenário de luta, acredito que no jiu-jítsu e MMA, tem tudo para continuar dominando e sendo um dos polos. Acredito que 2016 tem tudo para continuar aparecendo mais atletas e títulos. Essa é a minha torcida. Temos grandes atletas, treinadores e equipes. Torço muito para que isso aumente mais ainda”, finalizou Torres.

Mayane Kellen quer conquistar seu espaço no MMA internacional em 2016


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MMA no DNA da família Irmãos Romário, Ranieri e Roberto Silva querem levar nome da família para o topo do MMA mundial MAIRKON CASTRO

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MR CAGE Sob orientação do mestre Cristiano Carioca, Rany Silva está se preparando para lutar o Mr Cage, tradicional evento de MMA do Estado, que terá sua primeira edição de 2016 no mês de fevereiro campeonatos, mostrando que o Estado do Amazonas tem atletas de qualidade e qualificados para disputas nacionais e internacionais” comenta. Nos passos do mestre No meio da luta, os jovens tiveram um segundo pai. O treinador Cristiano Carioca, que ao lado de Claudevan Soneca tem tem acompanhado o desenvolvimento dos irmãos desde os primeiros passos na capoeira até o ingresso no jiu-jítsu e, consequentemente, no MMA. Renomado treinador das artes marciais mistas, mestre Carioca, 38, tem uma história de dificuldade parecida com a dos irmãos Silva. Ele iniciou no jiu-jítsu em 1998, após um grave acidente que o deixou lesionado. Para não ficar parado em casa,

Rany Silva é o único dos irmãos que já lutou profissionalmente

iniciou em sua residência aulas de jiu-jítsu, migrando anos depois para o MMA. Atualmente, ele já formou mais de 22 atletas de MMA que estão em disputas em grandes campeonatos nacionais e internacionais. Sua vasta experiência nas diversas modalidades lutas levou o mestre Cristiano a se especializar e buscar conhecimentos nos Estados Unidos e no Japão. Ao todo foram mais de 10 anos viajando e sempre que tem um tempo está lá novamente em

busca de conhecimento nas modalidades de luta. “Busco o conhecimento com o propósito de reunir qualidades técnicas para ter melhor condições de formar atletas mais qualificados para o mercado” afirmou o treinador ‘Carioca’ e promete inaugurar no final do mês de janeiro de 2016 o maior centro de treinamento de MMA da região Norte e um dos maiores do Brasil. O desafio de Carioca agora é preparar Ranieri Silva, reba-

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oco, determinação e persistência, tudo isso regado a uma boa dose de disciplina são os principais predicados da família Silva. Os irmãos Romário, 20, Ranieri, 23, e Roberto, 25, sonham em participar de grandes eventos de MMA mundo afora. Para isso, suam, literalmente, a camisa todos os dias para conquistar espaço num meio cada vez mais disputado. Moradores da Comunidade Nossa Senhora de Fátima, no bairro Cidade Nova, na Zona Norte, os filhos da autônoma Giovana,47, e do vigilante Raimundo Belém, 52, os jovens são o orgulho dos Silva, uma família humilde, mas que acredita que o talento esportivo dos irmãos pode ajudar na melhoria de vida de todos. Normalmente, os filhos são incentivados pelo pai para começarem a praticar esportes. Nesse caso, foi dona Giovana quem estimulou os rapazes a praticarem artes marciais. O início foi na capoeira, modalidade que seu Raimundo já havia praticado quando jovem. “Desde os 8 anos de idade que incentivei a pratica da capoeira junto com o pai deles. Esse incentivo na prática dessa modalidade de luta foi muito importante para que eles continuassem a ter gosto pelas artes marciais, migrando para outras modalidades, como luta livre, jiu-jitsu e MMA” ressalta dona Giovana. Atualmente os irmãos moram com os pais e mais dois parentes, que são mantidos por dois salários mínimos que seu Raimundo recebe como vigilante. Mesmo com pouco estudo, o chefe da família sempre foi exemplo de bom caráter e é a principal inspiração de garra e determinação para os jovens lutadores. “Incentivar o que eles gostam sempre foi uma das minhas formas de

educar. A luta agrega disciplina em todas as modalidades”, afirma Raimundo Rodrigues Belém, pai coruja dos atletas. Orgulhoso do pai, o caçula Romário quer se tornar o orgulho de seu genitor. Para isso, ele não se esquiva quando o assunto é treinamento. Extremamente dedicado, ele acredita que somente “suando sangue” conseguirá seus objetivos. “Estou iniciando minha carreira no MMA, já treino desde 2007 na categoria de Jiu-Jitsu e atualmente estou me especializando em MMA, e espero brevemente estar competindo em grandes

Oriundo do taekwondo, Jorge Filho aplicou um lindo chute, nocauteando o oponente no Jungle Fight 83

tizado como ‘Rany Silva’. Ele já luta como atleta profissional de MMA, sendo apontado como a principal aposta para o evento ’Mister Cage’ que acontece em fevereiro de 2016. “Determinação, concentração e muita força de vontade. Essas são as principais qualidades do Rany Silva. Ele é um atleta de alto nível. Ele está altamente preparado para competir em qualquer campeonato lá fora e trazer orgulho para o Estado” pontua o treinador Carioca.

Rany sabe que para conquistar o espaço desejado no MMA, terá que se dedicar cada vez mais nos treinos e nunca, mesmo em meio a possíveis derrotas, ficar cabisbaixo e sem motivação. Por isso, praticamente se mudou para a academia, onde passa a maior parte do seu dia a dia. “Estou me dedicando muito no esporte que escolhi para a minha vida e tenho certeza que com muita confiança e determinação eu vou chegar lá e conquistar todos os meus sonhos” enfatiza.

OSCAR DO MMA

Gari brasileiro concorre ao prêmio Rio de Janeiro (RJ) - A revista Fighters Only, que faz a premiação mais importante do MMA, divulgou a lista e abriu votação para os melhores de 2015, com destaque para Rafael dos Anjos concorrendo com Conor McGregor ao título de melhor lutador e Thomas Almeida em duas categorias, incluindo a de melhor nocaute, que ainda tem um golpe lindo do Jungle Fight, do gari Jorge Filho. A votação acontece no site www.worldmmaawards.com/vote.php. Thomas Almeida pinta na lista de melhores nocautes do ano, por sua joelhada voadora em Brad Pickett. A categoria ainda tem Holm x Ronda, McGregor x Aldo e uma surpresa, com o belíssimo nocaute de chute

rodado aplicado por Jorge Filho sobre Claudio Cezario no Jungle Fight 83. “Assim eu choro’’, disse ele, quando foi informado

WERDUM O campeão dos pesos pesados do UFC, Fabrício Werdum, concorre à melhor finalização. Seu técnico e de Rafael dos Anjos, Rafael Cordeiro, que coroou dois lutadores no mesmo ano, aparece entre os melhores técnicos sobre estar concorrendo. “Estou muito feliz. Tudo que passei até agora valeu muito à pena. Dificuldades para treinar, necessidade financeira, ser criado dentro de

favela (Acari, no Rio). E conseguir colocar o Taekwondo no MMA. É tudo muito maravilhoso’’, falou o gari, que quando não está treinando, está correndo atrás do caminhão de lixo. A lista de melhores lutadores conta com Conor McGregor como favorito. Rafael dos Anjos, que conquistou e defendeu o título dos leves aparece na lista junto aos também campeões Demetrious Johnson e Luke Rockhold, além de Max Holloway, único não detentor de cinturão na disputa. Entre as mulheres, Ronda Rousey está na lista, apesar de perder para Holly Holm, que agora é a favorita ao prêmio. A campeã peso palha Joanna Jedrzejczyk completa a lista, ao lado de Tonya Evinger (Invicta FC) e Angela Lee (One FC).

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Veterano lutador diz que nasceu na época errada LINDIVAN VILAÇA

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futebol já foi a principal alegria de muitos amazonenses quando viveu seu auge nos anos de 1970. Algumas modalidades do atletismo como maratona e lançamento de dardo também já estiveram em alta com os fãs locais. Em 2015, foi a vez do tênis de mesa e tiro com arco obterem uma boa projeção nacional. Apesar disso, nenhuma modalidade trouxe tantas medalhas e glórias ao Estado quanto as lutas. Celeiro de multicampeões, o Amazonas, mais uma vez, se destacou no jiu-jítsu e no MMA. Por essa razão, as modalidades marciais acabam atraindo mais praticantes, deixando outros esportes tradicionais para trás. Mas se engana quem pensa que a paixão pelas lutas é algo novo no cenário local. Há muito tempo que a prática de artes marciais é apreciada pelos amazonenses, e o biotipo do caboclo da região sempre ajudou os lutadores locais a se destacarem em nível nacional e internacional. Um dos precursores do vale-tudo em Manaus em meados da década de 1970, José Augusto da Silva Campos, mais conhecido como “Gula”, relembra quando os confrontos eram violentos como as brigas de rua. O agora vigilante de 53 anos garante que se a febre do MMA tivesse ocorrido há 20 anos, ele e seus amigos estariam ricos. “Ganharíamos muito dinheiro, pois ninguém nos venceria”, destaca. “Gula” recorda com bom humor do período no qual grupos rivais se digladiavam a qualquer hora nas ruas de Manaus. “A rivalidade era entre as equipes da natação do Olímpico Clube e do Atlético Rio Negro. Onde nos encontrávamos, a briga começava. Depois, levamos a briga das ruas para o ringue em eventos organizados, porque entendemos que birgar na rua não é coisa de homem, mas de menino”, relembra. “Comecei a brigar na rua com 15 anos, mas já não faço

MARCIO MELO

“Gula” foi um dos principais nomes do antigo vale-tudo em Manaus. Ele afirma que estaria rico se lutasse atualmente mais isso. Evoluí. Os jovens de hoje em dia têm que evoluir também, parar de brigar em shopping centers por aí e entender que não são melhores do que ninguém. Todos são iguais”, orienta. Há 8 anos sem lutar, ele garante que as brigas há 20 anos eram arriscadas e difíceis. “Naquela época nós lutávamos no Comitê, em lutas casadas. Eram dois ou três confrontos por noite e terminávamos a competição muito machucados. Hoje é melhor, pois o atleta disputa uma luta a cada seis meses”, revela. Para o veterano do ringue, além de pouco interessados na condição profissional dos lutadores, os eventos de artes marciais desprezam os atletas experientes. “Hoje, a categoria master, na

Mesmo sem lutar, “Gula” mantém a forma treinando em uma academia de Manaus

qual os mestres lutam, a remuneração é menor que a dos garotos de 18 anos que estão começando no esporte. A ordem está invertida”, lamenta “Gula”. O ex-lutador percebeu ao passar do tempo que sobreviver apenas dos ringues em Manaus seria impossível. “O esporte dignifica as pessoas. Quem estuda e pratica esportes não tem tempo para se envolver em coisas erradas”, diz. “Gula” também superou a luta da vida com conhecimento. Além de trabalhar como segurança, ele gerencia um estacionamento de automóveis e planeja, em breve, abrir uma academia com o amigo de lutas Bidida. “Temos esse projeto e vamos colocar em prática”, destaca.

Amazonas é a casa do jiu-jítsu Na época de “Gula”, a luta era preodominantemente na trocação, uma vez que o jiu-jítsu ainda estava chegando no Amazonas. A arte suave, uma vez instalada no Estado, se tornou um celeiro de craques. Um dos fatores que mais contribuem para esse cenário é a conhecida vocação dos amazonenses para a luta agarrada, uma das técnicas com maior predominância entre atletas de MMA. No entanto, até quem é fera neste esporte milenar no Amazonas ainda sofre com a falta de apoio público e privado para treinar e competir, o que dificulta a evolução dos talentos. “Somos talvez o esporte que mais dá orgulho para o Estado, porque hoje temos seis ou sete amazo-

nenses no UFC. Todos têm patrocínio da prefeitura”, diz Márcio Pontes, primeiro treinador de José Aldo, lamentando a dificuldade de

O CARA O Amazonas pode se orgulhar de ter um dos melhores lutadores de jiu-jítsu do mundo. Hoje no UFC, Ronaldo Jacaré é temido por muitos quando a luta está no chão e aprendeu a técnica em Manaus apoio dos setores públicos e privados do esporte. “O problema é que eles só patrocinam quando o cara já está lá”, critica Williams Jezini, outro que se dedica

ao esporte para representar o Amazonas em competições internacionais e já teve viu as portas se fecharam para ele. Outros talentosos nomes do jiu-jítsu no Amazonas, como os faixa-preta Clandevan Martins, Maike Matos, William Couto, Maeclay Silva e Orley Passos, todos em situação semelhante. “Já ganhei passagem para ir para a Argentina disputar o Mundial Absoluto e não tinha como me manter e como ficar”, recorda Clandevan Martins, que também pode ficar de fora das competições no Sudeste por falta de apoio. Um dos poucos esportes de maior destaque do Amazonas no cenário mundial, o jiu-jítsu continuará revelando talentos para o mundo da luta.

Luta livre foi difundida no Estado A luta livre é uma modalidade de luta antiga e considerada completa. No Brasil, a arte se desenvolveu e estourou no Rio de Janeiro. Caracterizada por ser um estilo agarrado, o esporte acabou ganhando notoriedade pelos competidores por utilizar golpes de torsão como chaves de braço e estrangulamentos. O esporte logo chegou em Manaus por meio de Roberto Leitão. Conceituado, o mestre Leitão, 77, continua na ativa por gostar da troca de experiência e conhecimento com os lutadores mais jovens. Para ele, sempre é possível aprender na luta, mesmo quando o atleta não tem uma capacidade técnica tão apurada. Fundador da Federação de Lutas do

Estado do Rio de Janeiro, a primeira federação da modalidade no Brasil, em 1979, o sensei lamenta que sua iniciativa tenha sido com 50 anos de “atraso”, mas faz questão de destacar a importância do “wrestling” nas artes marciais mistas. “Na década de 1970 a luta livre foi fortemente influenciada por Fausto e Carlos Brunocilla, pai e filho que foram alunos do mestre Tatu, e responsáveis pela transmissão da luta livre. Eles também ajudaram na formação de vários mestres, que dedicaram muitos anos ao wrestling e ao judô”, lembra Leitão que é um dos pioneiros do antigo valetudo, hoje, MMA. Sendo de menor fisicamente do que a maioria dos atletas de sua época, Leitão

primava pela técnica, assim como Royce Gracie fez no primeiro Ultimate Fighting Championship (UFC), quando assustou o mundo com o jiu-jítsu brasileiro. A luta livre evoluiu e foi levada para a Alemanha em 1995 por Daniel D’Dane, onde ensinou a modalidade para várias pessoas do pais, chegado a ser mentor do famoso músico Andreas Schmidt. A luta livre esportiva é atualmente um sistema de wrestling criado em meados do século 20 no Rio de Janeiro por Euclydes Hatem – o Tatu, que lutou (e venceu) George Gracie nos anos 1940. A “luta de chão” sempre foi sua prioridade por causa dos submissions e sua importância nos combates de vale-tudo.


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P贸dio

MANAUS, DOMINGO, 3 DE JANEIRO DE 2016


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Pódio - 3 de janeiro de 2016 by Amazonas Em Tempo - Issuu