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Especial Guia Profissões 2016 - 24 de abril de 2016

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MANAUS, DOMINGO, 24 DE ABRIL DE 2016

ao próximo Para o médico amazonense Fabiano Chiba, um dos alicerces para quem deseja cursar medicina deve ser o amor pelo ser humano. Página 3


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Editorial Cuidado com o próximo O curso de medicina ainda é um dos mais concorridos do Estado, mas para conseguir uma vaga é preciso muita dedicação

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A palavra de ordem é empreender

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Uma noite para empreender Profissionais renomandos participaram de evento criado para debater o mercado de trabalho e o empreendedorismo

Como já vinhamos anunciando nos outros exemplares, finalmente chegou o dia da palestra que tinha como foco principal o empreendedorismo. O evento, realizado no auditório do UniNorte, contou com a presença de importantes profissionais locais e que esclareceram dúvidas sobre o tema e, claro, abordaram um pouco do mercado de trabalho e também a crise ecônomica pela qual estamos passando. Todos os detalhes, você confere nas páginas 4 e 5. Além disso, nesta edição, batemos um papo com o médico Fabiano Chiba, que mostra um pouco de todo o processo para quem deseja entrar para o tão concorrido curso de medicina. Ainda na área da saúde, a nutricionista Francineide Cruz nos brinda nos esclarece importantes dúvidas sobre sua área de atuação. E não poderíamos esquecer do importante curso de pedagogia, responsáveis pela linda arte de ensinar. A nossa personagem já queria ser pedagoga quando criança. Uma linda história. No mais, desejamos um domingo lindo, de paz e também muita leitura. Aproveite! Bruno Mazieri Editor do Guia Profissões 2016

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Cuidado com a alimentação O curso de nutrição, segundo Francineide Cruz, disponibiliza um leque de oportunidades de atuação para os profissionais

Expediente EDIÇÃO/REPORTAGEM Bruno Mazieri

FOTOGRAFIAS Diego Janatã, Ione Moreno e Marcio Melo

A divina arte de educar A pedagoga Leslye Moutinho conta um pouco sobre o curso e a área de pedagogia no Amazonas

DIAGRAMAÇÃO Adyel Vieira

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REVISÃO Dernando Monteiro TRATAMENTO DE IMAGENS Kleuton Silva


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Uma das áreas mais procuradas do momento, a medicina exige abdicação e estudo em tempo integral

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Fabiano Chiba está se especializando em ginecologia

onsiderado um dos cursos mais concorridos para quem deseja prestar o vestibular focando na área de saúde, o curso de medicina exige aptidão, abdicação e amor ao próximo. Esse tripé é descrito pelo médico Fabiano Chiba, que atualmente está na fase final de sua residência em ginecologia. “Sempre quis ser médico, apesar de não ter ninguém da família ligado à área. Acabei escolhendo essa profissão por aptidão. O curso exige antes de mais nada, amor ao próximo e, juntamente com isso, abdicação e sacrifício de várias coisas, além de noites em claro. Quem opta por medicina tem que ter em mente que muitos vínculos são cortados, justamente pela dedicação que a área exige”, explica ele, acrescentando também o fato da dificuldade de aprovação no vestibular. Ao todo, são 6 anos de estudo dividido em duas partes: a primeira, que dura 4 anos, é mais ligada à parte teórica da profissão. Já a segunda, que leva 2 anos, é quando o aluno começa a colocar em prática tudo aquilo que aprendeu. “É o momento em que vivenciamos o mundo da medicina”, conta. Atendendo no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), ele alerta que atualmente a profissão está pas-

sando por uma transformação. “Na verdade, existem duas realidades: a de quando formei e a atual. No meu caso, conseguir um emprego à época era muito mais fácil. Todas as pessoas que formaram comigo conseguiram uma oportunidade. Agora está tudo um pouco mais complicado. Como o repasse para as cooperativas está com problemas, muitos recémformados acabam não tendo acesso ao mercado”, comenta. Outro ponto importante destacado por Chiba é com relação a remuneração. “A nossa classe não possui um piso salarial como a maioria. Então tudo funciona por meio de plantão. Geralmente os valores variam entre R$ 800 e R$ 1 mil, no caso de um especialista. Já para um clínico, esse valor diminui e transita entre para R$ 600 e R$ 800. Já para médicos concursados, o salário é de até R$ 6 mil, trabalhando 20 horas semanais”. Ele acredita que a profissão “está um pouco mal vista”. “O governo nos coloca a culpa de todos os males existentes e acabamos sendo vistos de forma negativa. Acho que para o futuro deva ocorrer a valorização da relação entre paciente e médico para que esse cenário mude e as coisas possam ser tornar um pouco melhores”, finaliza.


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auditório do Centro Universitário do Norte (UniNorte) foi o local escolhido para a realização de um encontro que teve como foco principal o empreendedorismo. O evento, que aconteceu na última terça-feira, dia 20, contou com as presença de Olinda Marinho, coordenadora do Centro de Empreendedorismo do UniNorte e dos empresários José Benchimol e Marx Alexandre, proprietários do Para Guardar e MB Consultoria, respectivamente. Para Olinda Marinho, a iniciativa é considerada fantástica, pois, por meio dela, é que a sociedade pode conseguir a empregabilidade. “As pessoas estão voltadas para a sua zona de conforto, ficarem paradas aguardando por ordens. O empreendedorismo não espera, ele é proativo. Então, quando você desperta essa personalidade, o espírito empreendedor é muito melhor tanto para um funcionário, quanto para alguém que está entrando no mercado de trabalho”, disse. Ela acredita, ainda, que tais iniciativas atraem a atenção dos universitários e da sociedade em geral. “Em tempos de crise, temos que provocar esse tipo de ação. Todo mundo fala que precisa trabalhar, mas, na verdade, elas precisam desabrochar, despertar aquela personalidade de empreendedora e intraempreendedora. A crise faz com que as pessoas se mexam e o que está sendo feito é algo fantástico”. José Benchimol, proprietário do empreendimento Para Guardar, que disponibiliza boxes de armazenamento dos mais diversos materiais, acredita que o processo de empreendedorismo está realmente acontecendo, mas possui uma ressalva. “Acho que existem várias ações dentro e fora de universidades e organizações promovendo o empreendedorismo dos jovens. Acho ainda, que essa é uma

Uma noite so atividade que deve ser promovida, mas ao mesmo tempo, os jovens devem se perguntar: “o empreendedorismo é para mim?”. Sendo isso, acredito que deve-se estudar com cautela e ir fundo na atividade”, explicou. Além disso, ele ressaltou que a atividade é bastante relevante para os alunos. “Uma vez que as pessoas na academia possuem o contato com o que acontece fora dela e já passaram por experiências positivas e negativas, espero que elas possam evitar alguns erros”. Lacunas Respondendo pela MB Consultoria, empresa que atua no mercado nacional há mais de 20 anos, Marx Alexandre falou do que o mercado quer comprar atualmente. “Falamos sempre de informação. Mas precisamos saber quais as características que as empresas privadas e órgãos públicos estão querendo “comprar” nesses profissionais. Nós temos uma crise de emprego forte e, por outro lado, temos empresas abrindo e querendo contratar. Precisamos saber como podemos fechar essas lacunas”, declarou. Gerente de marketing do Grupo Raman Neves de Co-

municação, Aline Nobre foi a responsável por dar as boas-vindas aos palestrantes e ao público em geral. Durante seu discurso, ela destacou a importância de um projeto arrojado como o “Guia Profissões 2016” e a necessidade de manter um diálogo com os estudantes e a sociedade interessada em empreender. “Este é o primeiro evento deste projeto, que em um momento de crise econômica pela qual estamos passando, se faz presente para toda a comunidade acadêmica e também para todos os profissionais que já atuam no mercado de trabalho. Nos sentimos honrados em estar em uma casa tão querida como o UniNorte, e que forma tantos bons profissionais. Gostaria de agradecer a parceria tanto com o centro universitário quanto com o Salmo 91. Acreditamos que essa ação se tornará perene no nosso calendário e nos tornamos acessíveis para quem nos procurar”, finalizou.

Evento realizad o Neves de Comu pelo Grupo Raman nicação, em pa rceri com o UniNort e e a loja Salm a 91, contou com o a presença de três especialistas n a área


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Olinha Marinho é coordenadora do Centro de Empreendedorismo do UniNorte

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FOTOS: IONE MORENO

Aline Nobre é gerente de marketing do Grupo Raman Neves

José Benchimol é proprietário do empreendimento Para Guardar

Marx Alexandre é proprietário da MB Consultoria, empresa que até mais de 20 anos


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Mercado Ela revela tam-

bém que durante a universidade, os alunos possuem acesso à parte teórica, a prática surge somente com os estágios, o que é importante inclusive para a entrada no mercado de trabalho. “Tive a sorte de ter contatos na Unimed, que foi meu primeiro emprego na área. Lá, atuei como plantonista na parte de maternidade, mas quem formou recentemente e não buscou um caminho ainda na faculdade pode encontrar uma certa dificuldade para começar a trabalhar”, comenta. A nutricionista diz que, ao contrário de muitas amigas, não tem aptidão para atuar em restaurantes e cozinhas industriais. “Justamente por isso fui buscando o meu caminho, me aperfeiçoando e pretendo, em breve, ter o meu consultório. Inclusive essa pós é justamente para isso. O Conselho Federal de Nutricionistas (CFN) está exigindo que o nutricionista possua uma especialização para poder realizar os atendimentos”. Apesar da grande quantidade de profissionais formados e com experiência, a demanda está reduzida. “A bem da verdade é que as empresas ainda não entenderam a importância do nutricionista. Somos esquecidos. Eles não entendem que, por meio da alimentação, é possível retardar e evitar doenças em um futuro próximo”, diz. Além disso, ela alerta para a questão da remuneração. “Existe um piso salarial que varia de R$ 2 mil a R$ 4 mil, sendo 40 horas semanais. Já uma consulta particular pode variar entre R$ 300 e R$ 400. O importante é estudar e sempre se manter atualizado”, finaliza.

do bem A nutricionista amazonense Francineide Cruz esclarece dúvidas para quem deseja optar pelo curso de nutrição

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busca por uma alimentação saudável tem ganhado cada vez mais destaque em todo o mundo. Mas para consumir os alimentos de maneira correta, o acompanhamento de um nutricionista é indispensável. Formada há 5 anos, Francineide Cruz conta que sua paixão pela área surgiu juntamente com a vontade de cuidar do ser humano. “Na verdade, sempre gostei da área de saúde. Tinha vontade de cursar odontologia, mas passei a pesquisar tudo sobre alimentação, de como lidar com essa parte de cuidar do próximo, de tratar uma patologia por meio de alimentos, resolver transtornos metabólicos, e acabei optando pela nutrição”, explica. Francineide conta que é a partir do terceiro período que a pessoa aprofunda os estudos na área. “Nos dois primeiros períodos aprendemos o que qualquer profissional de saúde aprende, tudo sobre o corpo humano. Mas é no terceiro período que passamos a ter uma real relação com a nutrição. E é apaixonante, temos as matérias específicas que são bem interessantes”, revela. Trabalhando atualmente no ambulatório do Hospital Beneficente Portuguesa, a nutricionista afirma que a profissão disponibiliza um leque de opções para atuação. “Todo profissional pode trabalhar com restaurantes, cozinhas industriais, na parte hospitalar, clínica e esportiva”, ressalta ela, que está prestes a concluir uma pós-graduação voltada para esportistas.


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Leslye Moutinho atua como coordenadora educacional de uma escola particular em Manaus e é concursada da Semed

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uando criança, Leslye Moutinho tinha como costume dar aula para suas bonecas. Elas tinham nome, família e sempre “iam para a escola”. Na adolescência, ela teve a nem tão difícil missão de escolher entre o ensino médico comum e o magistério. Não pensou duas vezes e escolheu a segunda opção. “Existem algumas pessoas na minha família que trabalham na área, mas eu não tinha convivência”, lembra. Formada em pedagogia, Leslye atualmente é coordenadora educacional no Colégio Santa Dorotéia, além de ser concursada na Secretaria Municipal de Educação (Semed). “Acredito que o primeiro passo para pensar em cursar pedagogia, é ter compromisso. A pessoa precisa ser comprometida com o curso, pois são muitas demandas e áreas de atuação que exigem responsabilidade. Lidamos com todo tipo de pessoas, crianças, adultos, adolescentes... É preciso pensar o que você quer e ter responsabilidade com o que vai ensinar. Além de ter paixão pela profissão”, destaca. Para ela, o primeiro passo

para entrar no mercado de trabalho, é buscar contatos ainda na universidade e a participação em cursos adicionais dentro e fora da academia. “É importante ter esse network e estar envolvido com projetos pedagógicos. Depois disso, o currículo ganha força e recebe indicações dentro da própria faculdade para futuros trabalhos”, comenta. Outro ponto importante destacado pela pedagoga é a reciclagem. “É preciso que os profissionais se mantenham atualizados para que tenham mais chances de concorrer a uma vaga de emprego. Apesar da experiência, a questão idade conta bastante. Os professores precisam de energia para conseguir passar, de forma positiva, os conteúdos para alunos de diversas idades”. Entre as áreas de atuação estão: o setor educacional (dentro de escolas), no RH empresarial e, até mesmo, de hospitais. “Nesse último caso, os pedagogos fazem um acompanhamento de pacientes internados com doenças graves e crônicas para que, quando retornarem às aulas, eles não estejam desatualizados, defasados”, diz.

Mercado Segundo Leslye, as universidades estão formando cerca de 500 novos profissionais por semestre. Mas a qualidade de aprendizado e a experiência ainda são fatores predominantes na hora de contratar. Atualmente, um pedagogo que trabalha em escolas particulares pode ganhar até R$ 6 mil (com uma pós-graduação ou mestrado), mas seu contrato exige a exclusividade, tudo por conta da demanda de alunos e da quantidade de trabalho. Já no caso das públicas, esse valor cai para R$ 2 mil, com 20 horas semanais.

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A divina arte de

A paixão de Leslye pela pedagogia surgiu ainda quando era criança


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