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Especial EM TEMPO 28 anos - 6 de setembro de 2015

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especial

Uma viagem

pelo tempo do EM TEMPO

Este é um dia histórico. O jornal Amazonas EM TEMPO completa 28 anos. Nesta edição especial, o leitor vai viajar um pouco pela história refletida nas páginas do jornal

FRED SANTANA

“P

orque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade”. Assim o escritor colombiano Gabriel García Marquez começa a sua definição do jornalismo. E se há uma coisa com a qual o jornal Amazonas EM TEMPO pode se orgulhar nesses 28 anos completados neste domingo é de sua história. Era uma vez… Quando a primeira publicação do jornal Amazonas EM TEMPO chegou às bancas, no dia 6 de setembro de 1987, o Brasil e o mundo viviam um momento de profunda transição. O país não sabia o que era uma eleição direta há 27 anos, pois ainda vivia as últimas sombras da ditadura militar. A instabilidade política se refletia na economia. O desastroso governo Sarney castigava o bolso do cidadão. No esporte, já vivíamos uma seca de 17 anos sem títulos em Copa do Mundo. O mundo observava o começo do fim da Guerra Fria. A palavra “globalização”, que já começa a cair em desuso, nem ao menos era cogitada nessa data, visto que ainda tínhamos a polarização entre EUA e Rússia. A atual revolução da informática era algo ainda restrito aos filmes de ficção científica. A maior novidade no Estado do Amazonas seria a descoberta de petróleo no município de Coari, fato que teria reflexos significativos na economia e na política da região somente 20 anos depois. Em comparação com os dias atuais, nosso saudoso Vivaldão ainda se enchia de torcedores para assistir a um clássico Rio-Nal. Um novo começo Em fevereiro 2007, o EM TEMPO passou pela sua maior mudança. O empresário Otávio Raman Neves assumiu o jornal, que passou por uma fase de profunda reformulação. Mais tarde, agregando rádio e TV, formaria o Grupo Raman Neves de Comunicação (GRN). “Foi muita coincidência. Sempre fui um empreendedor e sempre tive muita

admiração pelo EM TEMPO. Em um jantar com a antiga dona do jornal, Hemengarda Junqueira, surgiu a oportunidade de adquiri-lo“, lembra. Para o empresário, se manter no mercado com qualidade é o maior desafio. “O jornal tem de concorrrer com a internet, com a rádio e outras mídias e ainda se manter relevante junto ao público. Não é algo simples de se fazer e, sem dúvida, esse é o nosso grande desafio”, pondera. Crise Em meio à dificuldades enfrentadas pela imprensa escrita, como as citadas pelo próprio Raman Neves, a economia brasileira mergulhou em uma grave crise política e financeira, algo que afetou todos os setores do país. “Sabemos dos problemas que o país está passando e também que não será passageiro. Por isso estamos tomando todos os cuidados para manter o equilíbrio financeiro do jornal e da TV”, garante. O futuro Apesar do atual quadro do país, o EM TEMPO segue firme. O próximo passo é garantir ainda mais credibilidade junto aos leitores e ao mercado por meio do Instituto Verificador de Circulação (IVC). O órgão esteve esta semana em trabalho de auditoria no jornal AGORA e a meta é executar o mesmo processo no EM TEMPO em 2016. Sabedor de que quem faz pulsar o EM TEMPO é a Redação e os demais colaboradores da casa, Otávio Raman faz referência e agradece a todos os funcionários. “Sou muito grato a toda a equipe que faz o EM TEMPO, a todos que diariamente colocam o jornal na rua com qualidade e presteza. Agradeço também aos leitores que prestigiam o trabalho que é feito com tanta dedicação e afinco”, finaliza. Até porque, como diz o final da definição jornalística de García Marquez, “a obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do que nunca no minuto seguinte”

Se manter no mercado com qualidade é difícil, mas seguimos firmes no propósito de fazer o melhor, sempre mantendo a credibilidade e a ousadia

anos

MANAUS, DOMINGO, 6 DE SETEMBRO DE 2015


2 MÁRIO ADOLFO

A his

“O EM TEMPO foi o jornal que lançou pela primeira vez um caderno de Cultura, um de Economia e um roteiro da cidade”

conta

quem a RILDO CARNEIRO

Nestas páginas estão profissionais que viram o EM TEMPO crescer e que cresceram dentro do jornal. Pessoas orgulhosas do trabalho que desempenham e que são respeitadas pelos colegas. Eles relatam um pouco da história, do trabalho, da convivência e do prazer de fazer parte destes 28 anos. ANDRÉ TOBIAS

“E “Comecei na época em que a diagramação era paste-up, quando tínhamos de colar matérias e fotos direto no papel”

JOÃO BOSCO ARAÚJO

“Foi importante para mim vir para cá. É um jornal com menos regras préestabelecidas. A gente pode trabalhar com mais liberdade”

m 28 anos vivi muitas coisaS aqui dentro dessa redação e espero viver muito mais. Dizem que alguns profissionais de imprensa trazem tinta correndo na veia, acho que sou um desses, que sempre consideraram o jornal um louco amor”. Foram essas palavras que o diretor de redação do EM TEMPO, Mário Adolfo, usou para definir a importância do jornal em sua vida. Colecionador de diversas honrarias no jornalismo, como os prêmios Esso (1984 e 1997) e Caixa Econômica e Revista Ecologia (2000); menção honrosa no prêmio Ayrton Senna (2002) e, mais recentemente, o prêmio da Confederação Nacional da Industria (2014), Mário Adolfo afirma que o EM TEMPO já nasceu moderno, com manchetes ousadas em um tempo em que o costume era usar uma palavra só para a chamada da capa. “O EM TEMPO foi o jornal que lançou pela primeira vez um caderno de Cultura, um de Economia e um roteiro da cidade, com restaurantes, bares, casas de shows e espetáculos. Antes, esses assuntos eram publicados na editoria de Cidades. Outro grande salto na modernização foi o jornal ser o primeiro em Manaus a sair completamente colorido. A época ,os concorrentes saíam apenas com a capa colorida”, recorda.

Conhecido por revelar grandes talentos para o jornalismo local, o Amazonas EM TEMPO se tornou a segunda casa de muitos funcionários que ajudaram a escrever a história do jornal durante esses 28 anos. O diagramador Rildo Carneiro é uma dessas figuras que praticamente viraram patrimônio da casa. Com 24 anos de serviços prestados à empresa, Rildo acompanhou de perto a evolução do jornalismo. Depois de desempenhar as funções de auxiliar de escritório, assistente comercial, desenhista e arte-finalista, ele recorda da época em que a diagramação era feita manualmente. “Comecei na época em que a diagramação era paste-up, quando tínhamos de colar matérias e fotos direto no papel. As matérias eram enviadas direto para a foto-composição e de lá mandavam para a diagramação, onde, com o produto adequado, nós pegávamos e colávamos nas páginas. Depois foi implantada, em 1996 mais ou menos, a diagramação eletrônica com tudo colorido. Foi a primeira vez que saiu a capa e a contracapa do jornal colorida. Foi a maior festa aqui, porque foi uma coisa que revolucionou o jornal”, conta o diagramador. O montador Tomé Silva também participou da transição entre o antigo e o moderno. Com 27 anos de casa, ele recorda com detalhes a forma como o processo era realizado na hora de dar vida ao jornal.

Jornal valoriza as ARQUIMEDES FIGUEIRA

“No dia em que eu sair daqui vou me sentir abatido. Já passei por altos e baixos como todos, mas não tenho do que me queixar”

A história da chefe de reportagem, Michele Gouvêa, no Amazonas EM TEMPO começou em 2004. Contratada como estagiária após fazer e passar num teste para compor a editoria de Cidades, a jovem jornalista conquistou seu espaço com muito trabalho e dedicação. Um ano depois, ela foi contratada como repórter. “Fiquei durante mais de 4 anos como repórter de cidades, mas em um determinado momento o jornal passou por uma mudança e nessa nova formatação fui promovida à editora de suplementos, que compreendia os cadernos Elenco e Saúde. Cerca de 2 anos depois mais uma reformulação foi feita e fui promovida de novo, dessa vez a chefe de reportagem. O cargo de chefia de reportagem não existia no EM TEMPO, foi criado e eu assumi o desafio. Hoje sou responsável por coordenar, distribuir as pautas e orientar os repórteres com o auxílio dos editores e dos meus chefes dire-

tos, Jeane Glay e Mário Adolfo”, descreve Michele. Orgulhosa e grata pelo caminho que trilhou dentro do EM TEMPO, a chefe de reportagem enaltece o clima e o ambiente vivido dentro da redação. Para ela, o bom relacionamento com os companheiros de jornal é base para o trabalho ser executado de forma agradável e prazerosa, apesar das adversidades que a produção de notícias demanda. “Sempre foi meio que família, aqui você pode ser autêntica, me sinto muito em casa. As pessoas são muito próximas. É uma relação onde todos geralmente se dão muito bem, há um clima harmônico. Claro que temos as nossas diferenças, mas qual o local em que isso não acontece? Na redação há um clima leve e tranquilo para trabalhar, as pessoas se consideram amigas, demonstram carinho e isso torna o dia a dia mais prazeroso”, enfatiza a chefe de reportagem.


stória

ada por

especial

“Sou muito grata por tudo o que aprendi e conquistei estando no EM TEMPO. Aqui é para mim uma escola profissional”

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MANAUS, DOMINGO, 6 DE SETEMBRO DE 2015

MICHELE GOUVÊA

escreveu “Antigamente a gente montava no fotolito, gravava numa máquina e revelava numa esponja. Aí depois enxugava, retocava e levava para a impressão. Nesse período mais moderno a gente espera o diagramador enviar para cá, monta no computador, grava na chapa e leva para a impressora”, relata. Se Rildo e Tomé são de uma época em que a impressão colorida era luxo, o também diagramador Adyel Vieira faz parte da nova geração do design editorial. Assim como o colega de setor, o universitário percorreu uma longa estrada até exercer a atual função. Ingressou no EM TEMPO como aprendiz em 2008, trabalhou como assistente administrativo e auxiliar de paginação. “Comecei a ir para o setor da diagramação e aprender com quem trabalhava aqui. Quando completei um ano eles me contrataram como diagramador mesmo. Entrei na faculdade para me aperfeiçoar. Hoje sou responsável pela parte visual dos suplementos do jornal, o que para mim é um privilégio”, diz Adyel. Para o diagramador, o jornal foi de vital importância durante todo o processo de aprendizagem na área de design gráfico. “O EM TEMPO me proporcionou uma visão. Eu não sabia nem para onde ia a parte editorial de um jornal e hoje posso dizer que sou um diagramador e que aprendi bastante sobre esse universo. O que aconteceu aqui foi de grande contribuição para o profissional que sou hoje”, destaca Adyel. Baixinhos queridos Figura conhecida no jornal, o motorista Arquimedes Figueira é uma verdadeira enciclopédia quando o assunto é Amazonas EM TEMPO. Com 27 anos de casa, ninguém tem mais história para contar sobre

tudo o que aconteceu na empresa do que ele. Querido por todos os funcionários, ele coleciona apelidos carinhosos pela redação e não há quem não o conheça. “No dia em que eu sair daqui vou me sentir abatido. Minha passagem por aqui foi e está sendo muito boa. Já passei por altos e baixos como todos, mas não tenho do que me queixar. Fiz muitos amigos que levarei para a vida inteira”, afirma Arquimedes. Baixinho e invocado, Arquimedes sabe da importância do seu trabalho para a redação. Era ele o responsável por deixar todo o pessoal da diagramação e os rotistas em casa quando o jornal era produzido no fotolito. Bom de volante, ele não costuma perder pautas e os repórteres que saem com ele costumam ouvir boas histórias. Tão querido quanto Arquimedes, é seo Jorge. Não aquele cantor de MPB, mas o responsável pelo setor de manutenção do EM TEMPO, Jorge Filho. Se acontecer algum tipo de problema na redação que não seja nos computadores, pode ter certeza que ele irá resolvê-lo. Com 25 anos de casa, ele trabalhou em várias áreas do jornal. “Com carteira assinada eu comecei na área de almoxarifado, foram quase 11 anos nessa função. Para mim, quando entrei, que não entendia nada de jornal, não sabia o que eram aqueles produtos para revelar foto na época, foi uma experiência diferente. Com o passar do tempo fui aprendendo com as pessoas que trabalhavam aqui dentro naquela época. O jornal era em preto e branco, montado ainda. Era feito na colagem. O cara montava letra por letra, época do fotolito”, lembra Jorge. Exemplo de profissional dedicado, ele veste a camisa da empresa.

ADYEL VIEIRA

“Eu não sabia nem para onde ia a parte editorial de um jornal e hoje posso dizer que sou um diagramador e que aprendi sobre esse universo”

TOMÉ VIEIRA

“A gente montava no fotolito, gravava numa máquina e revelava numa esponja. Aí depois enxugava, retocava e ia para a impressão”

s ‘pratas da casa’ Com mais tempo de casa do que Michele – 22 anos no total -, Fernando Coelho é referência quando o assunto é colunismo social dentro da redação. Ele relembra um pouco da sua trajetória no começo de carreira, quando a população manauense tinha outras características. “Eu entrei aqui numa Manaus diferente de hoje. Quando comecei a escrever no jornal, eu era um jovem colunista, que encontrou aqui outros grandes colunistas que eram pessoas brilhantes. Eu peguei uma sociedade diferente, bem mais tradicional do que é hoje. Mas eu vim para o EM TEMPO sendo apontado como a modernidade e realmente aqui eu virei uma página no formato de coluna social”, ressalta Fernando. O colunista social considera o jornal sua segunda casa, já que passa mais tempo na redação do que em sua própria residência. “É como se fosse uma grande família. Eu tenho um prazer enorme de trabalhar aqui. Conviver

com essas pessoas todas que convivo na redação”, fala. Amadurecimento Psicólogo e bacharel em filosofia, o diretor executivo João Bosco Araújo é o responsável por cuidar da linha editorial do jornal. Para ele, o futuro reserva coisas boas para a empresa e em breve o EM TEMPO deve atingir o ponto de maturidade e ocupar uma posição bem mais importante na cidade. “Foi muito importante para mim vir para cá. Saí de um jornal maduro, que já tinha, naquela altura, quase 50 anos e vim para um jornal que estava em formação. E mais ainda, um jornal que tinha saído das mãos de uma jornalista para um empresário. Para mim foi uma experiência boa, porque até hoje é um jornal que está em vias de maturação. É um jornal com menos regras rígidas pré-estabelecidas, a gente pode trabalhar com mais liberdade”, aponta Bosco.

JORGE FILHO

“O jornal era em preto e branco, montado ainda. Era feito na colagem. O cara montava letra por letra, época do fotolito”

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O dia a dia dos jornaleiros começa antes do sol raiar e o sorriso é a maior arma na hora das vendas

O trabalho de

quem coloca

o jornal na rua O trabalho começa ainda na madrugada. Tudo para fazer com que o jornal chegue até os leitores. Eles são os rotistas, os promotores e os jornaleiros, que atuam diariamente também por trás da notícia ANDRÉ TOBIAS

T

ão importantes quanto aqueles que escrevem as matérias são os responsáveis por fazer o jornal chegar até você, leitor. Uma dessas figuras fundamentais são os rotistas, profissionais que deixam os jornais nos pontos de venda da capital. Com um ano e três meses de EM TEMPO, Francisco Feitosa é o responsável por distribuir os jornais na Zona Centro-Oeste de Manaus. “Pego os jornais entre 3h30 e 4h e passamos de duas horas e meia a três horas distribuindo pelos bairros de São Jorge, Santo Antônio, São Raimundo, Glória, Matinha e no T1. Até 10h30, a gente faz a cobrança e recolhe os exemplares que sobraram. Aos sábados e domingos nossa rotina é um pouco diferente, entre 15h e 16h a gente põe o jornal de domingo nas ruas”, explica Feitosa. Quem também levanta de madrugada para fazer a notícia chegar o mais rápido possível ao leitor é a promotora de vendas Adriana Silva. Com apenas nove meses de casa, ela aprendeu uma lição básica para quem comercializa jornal no sinal: agilidade. “Troco umas palavras rápidas com o cliente, porque, se a gente perder muito tempo, o sinal abre e não vende

nada”, conta sorrindo. Com o mesmo tempo de casa de Adriana, Eliene Santos também é promotora de vendas. Para ela, o fundamental na relação vendedor-cliente é o tato que se deve ter com as pessoas durante a abordagem. “É bom porque a gente conversa com o público, conhece pessoas diferentes. Isso acaba sendo um dos pontos positivos nessa nossa profissão e isso também acaba influenciando na hora do cliente escolher qual jornal comprar”, aponta. Assistente administrativo no setor de circulação, Carlisson Assis é o responsável por conferir os poucos exemplares que não são vendidos diariamente nas ruas e nas bancas. Em contato direto com os rotistas, é ele quem lança no sistema e controla as saídas dos jornais e faz a prestação de contas de tudo que foi vendido. “Minha passagem aqui está sendo excelente. É meu primeiro emprego, estou crescendo aqui com a experiência. Estou aprendendo bastante com o conhecimento das pessoas que trabalham junto comigo, principalmente em relação a planilhas e gráficos”, relata o jovem de 22 anos. Jornal na porta de casa Se você quiser receber o EM TEMPO na porta de casa, ligue

para o jornal e peça para falar com Francisca da Consolação. Com 10 anos de empresa, ela é a responsável pela comercialização de assinaturas e, mais do que isso, a paraense de 52 anos fala com orgulho de sua relação com os clientes, a quem sempre procura atender bem. “Eu também ligo para fazer a pós-venda, para saber se o assinante recebeu o jornal e se está satisfeito. Procuro sempre atender bem o assinante, o que é uma das coisas que os motivam a sempre fazerem a renovação também, porque eles gostam do atendimento. Eu procuro sempre dar atenção para todos os assinantes. Desenvolvo esse trabalho há 10 anos aqui porque eu gosto, me sinto bem fazendo esse tipo de serviço”, declara, cheia de orgulho. Além de vender assinaturas, Francisca também é responsável pelas cobranças de quem atrasa os pagamentos. Identificada com o que faz, ela conta que já se aventurou em outros setores da empresa, contudo, não teve a mesma empatia. “Eu me sinto bem. Estou bem nesse trabalho e estou aqui porque eu gosto. É um trabalho que desenvolvo aqui todo esse tempo porque foi com o que eu mais me identifiquei”, revela. Conhecida por ser uma em-

O rotista Francisco é responsável pela distribuição dos jornais na Zona Centro-Oeste

Carlisson controla a saída dos jornais e faz a prestação de contas do que foi vendido

presa que oportuniza chance de crescimento profissional aos funcionários, Elson Prado é mais um exemplo da valorização da prata da casa. Com 21 anos de vida e 1 ano e sete meses de casa, ele passou de encadernador para assistente de marketing. “Surgiu a oportunidade de trabalhar na encadernação por meio de um amigo. Eu já tinha experiência por ter passado por um outro jornal. Quando eu descobri que o jornal dava bolsa para universidade, aproveitei a oportunidade. Foi muito bom poder trilhar esse caminho. Quando trabalhei lá (encadernação) tive a possibilidade de conhecer várias pessoas que me ajudaram a chegar até aqui”, diz Prado. O caminho percorrido até alcançar o atual cargo foi longo, mas, segundo o jovem, a convicção naquilo que sempre desejou foi fundamental para se tornar assistente de marketing. “O jornal me proporciona uma experiência que levarei para a vida toda, porque ele abre as portas do mercado. A experiência de estar aqui no marketing faz o mercado te ver com bons olhos. Eu sempre vivi nesse meio de jornal, eu respiro jornal. Foi meu primeiro emprego de carteira assinada e a grande oportunidade da minha vida”, pontua.


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MANAUS, DOMINGO, 6 DE SETEMBRO DE 2015

especial

Pioneirismo

sustentável e

ambiental vira selo A edição de 28 anos também é histórica. O EM TEMPO é o primeiro impresso do país certificado com o selo “Carbono Neutro”. Em contrapartida, patrocinará o reflorestamento de 2.196 hectares EMERSON QUARESMA

A

o completar hoje 28 anos, o jornal Amazonas EM TEMPO dá mais um grande passo para consolidar o verde de sua marca, como o de uma empresa que preza pela sustentabilidade. Para tanto, o periódico patrocinará com 183 árvores o reflorestamento de uma área de 2.196 metros quadrados, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã (RDS Uatumã), localizada entre os municípios de São Sebastião do Uatumã e Itapiranga. A iniciativa é uma forma de compensação às 66 toneladas de gases de efeito estufa (GEEs), como o dióxido de carbono (CO2), emitidas na atmosfera apenas com esta edição de aniversário. A ação faz parte do Programa Carbono Neutro, do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesam), que garantiu ao EM TEMPO o status de primeiro jornal impresso do Brasil com o “Selo Carbono Neutro”. De acordo com o gerente comercial do EM TEMPO, Gibson Araújo, há 3 anos o grupo realiza atividades sustentáveis que iniciaram numa parceria com o Manauara Shopping, na realização da Semana da Sustentabilidade. “Um evento que proporcionou uma consciência ambiental ao público infanto-juvenil, por meio de atividades lúdicas que passavam conceitos básicos da sustentabilidade”, explica.

flertando, já é algo concreto no grupo essas práticas sustentáveis. E é certo que nós vamos continuar fazendo compensação em outras datas, a veia sustentável veio para ficar”, afirma. O gerente do programa Carbono Neutro do Idesam, engenheiro florestal Flávio Cremonesi, explica que o cálculo sobre o CO2 emitido pelo EM TEMPO na edição deste domingo levou em consideração todas as atividades do processo produtivo. Entre elas a quantidade de energia elétrica, o montante de papel utilizado na impressão, a quantidade de motocicletas envolvidas na rota de entrega em Manaus e o avião que leva exemplares para o município de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus). “Chegamos a 183 árvores, o que significa 66 toneladas de carbono para uma tiragem 5.500 exemplares produzidos neste domingo”, aponta o engenheiro florestal. Ele diz que o programa ganha a parceria com o EM TEMPO num momento em que o noticiário aponta o aumento do volume de desmatamento da floresta amazônica. Segundo Cremonesi, o “Carbo Neutro”, além de buscar recuperar áreas degradas, dá uma melhor segurança alimentar e desenvolvimento social ambiental e econômico dos comunitários da RDS do Uatumã. O plantio é feito no Sistema Agroflorestal (SAF), que é a combina-

ção de espécies arbóreas (frutíferas e/ou madeireiras) com cultivos agrícolas. “Não é um plantar por plantar, é uma recuperação de área degradada que resgata o carbono da atmosfera e garante segurança alimentar e geração de renda para o comunitário que está fazendo o manejo diário desse reflorestamento”, conta o gerente do programa. Cremonesi diz que o objetivo é aproximar mais os brasileiros da Amazônia com o Carbono Neutro e mostrar que todos podem colaborar com o sequestro do carbono. “Desde o açougue da esquina a uma multinacional e até mesmo o Boi-Bumbá de Parintins podem colaborar e compensar com o sequestro de carbono. O EM TEMPO neste domingo terá uma comemoração dupla, os 28 anos e o selo do primeiro jornal impresso carboneutralizado, o que o torna ainda mais conectado com a Amazônia. Controle O programa “Carbono Neutro” nasceu a partir da necessidade que o Idesam sentiu de controlar as emissões de gases do efeito estufa, segundo explica o diretor executivo da entidade, engenheiro florestal Mariano Coline. Iniciado em 2011, com moradores de duas comunidades da RDS do Uatumã, o instituto percebeu que poderia ampliar o volume de área reflorestada a partir de parceiros individuais e empresariais. Segundo ele, praticamente todas as atividades que as pessoas

desenvolvem hoje emitem carbono. Para começar, Coline conta que o Idesam começou reduzindo as nossas emissões no consumo de energia e no corte controle gastos com veículos nas viagens para a reserva. “Mas, como é impossível ser uma pessoa que não emite carbono, nós passamos a fazer o inventário das nossas emissões e calcular quanto emitíamos de carbono nas nossas atividades e aquilo que não conseguimos reduzir, nós passamos a compensar. Todo carbono que emitimos, nós sequestramos de volta plantando árvores”, explica o diretor. Anualmente, Colina aponta que o Idesam trabalha com três comunidades e já reflorestou, aproximadamente, 5 hectares. Com os parceiros como o EM TEMPO, pessoas físicas e outras empresas, a entidade tem como meta até 2020 beneficiar com o Carbono Neutro o total de 21 comunidades da RDS do Uatumã, com uma média anual de 5 a 10 hectares. Nesses 4 anos, o diretor executivo do Idesam afirma que já foram compensadas as emissões de eventos de atores como Malvino Salvador, Marcos Palmeira, de eventos como a Feira Literária de Pirenópolis, edições de livros como foi com a obra “Guerreiros da Amazônia” (Ronaldo Barcelos) e com outras Organizações Não Governamentais (ONGs). “Hoje estamos costurando uma parceria com a empresa do aplicativo 99 Táxis, presente em mais de dez Estados brasileiros, para neutralizar corridas de táxis”, conta.

Neste ano, ele conta que surgiu em parceria com o Idesam a oportunidade de ter uma edição do jornal totalmente certificada com o selo do “Carbono Neutro”. Antes do selo, ele conta que a empresa já buscava ações sustentáveis no processo produtivo, como a destinação dos resíduos descartados no processo produtivo. “Não é algo que estamos Segundo Coline, a parceria com o EM TEMPO e outros tem como meta beneficiar 21 comunidades do Uatumã

Saiba mais sobre ‘Carbono Neutro’

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6 “Aos 28 anos, o EM TEMPO é um veículo de comunicação maduro. Ocupa lugar de destaque na imprensa amazonense e cumpre com louvor o papel de informar e registrar a história contemporânea do Estado e do mundo. Parabéns aos empresários e profissionais que fazem parte dessa caminhada. E cada vez mais sucesso”

José Melo Governador do Estado do Amazonas

Equilíb

a fórm

credibi

Arthur Virgílio Prefeito de Manaus

“O EM TEMPO é um grupo de comunicação que faz muito bem a Manaus. Pelo equilíbrio, sensatez e pela atenção aos problemas reais da cidade. No plano político, analisando com bastante isenção. No plano econômico, procurando apontar alternativas. No plano social, mostrando sensibilidade. Portanto, vida longa ao grupo Raman Neves”

Em meio à migração de leitores do impresso para o virtual, o EM TEMPO se reinventa com um jornalismo equilibrado e de credibilidade e segue mantendo e conquistando novos leitores, que o acampanham diariamente, há 28 anos ALDISIO FILGUEIRAS

O

Omar Aziz Senador (PSD)

“O EM TEMPO e sua equipe são parte de uma rede que atende ao que chamo de uma necessidade fundamental das pessoas, informação. Sem imprensa, sem o exercício da liberdade, por mais que alguns a contestem, não seríamos cidadãos em sua plenitude. Parabéns a esse jornal de tradição e a todos os profissionais diretores que tocam o EM TEMPO”

Marcos Rotta Deputado federal (PMDB)

“A democracia se fortalece junto com as instituições brasileiras por conta da liberdade de imprensa. Neste contexto se insere um veículo de comunicação que há 28 anos ajuda na divulgação das informações essenciais para a formação da opinião pública. Parabéns ao EM TEMPO pelos 28 anos de uma sólida história”

jornalismo impresso tem sofrido, nas últimas décadas, uma perda de leitores e anunciantes. Para uns, uma perda irreparável, capaz de justificar (e até mesmo obrigar) a migração do papel para a tela virtual, mais limpa e pasteurizada também. Para outros, é tão somente uma fase de transição de linguagem, mal absorvida pelos veículos do impresso. O que, no entanto, não

sofre abalo, mesmo nos períodos mais desabonadores da economia, como o que se está vivendo, globalmente, no presente, é a credibilidade desse meio de comunicação. Apesar de ser uma invenção da revolução industrial, na forma como o consumimos hoje, o jornal tem todas as virtudes que o mercado, o soberano definidor de destinos, jamais poderá assumir sem causar a própria extinção. Nesse sentido – que paradoxo! – o jornal é antimercado: ele pode se

“Uma sociedade sem liberdade de expressão, sem uma mídia livre não pode se desenvolver com igualdade e justiça. Na história da imprensa amazonense, o jornal Amazonas EM TEMPO não só contribui para levar informação de qualidade aos seus leitores, como se destaca com projetos editoriais e gráficos inovadores. Parabéns à direção e aos colaboradores”

Wilker Barreto Presidente da Câmara Municipal de Manaus (PHS)

Robério Braga Secretário de cultura do Estado do Amazonas

“Durante esses 28 anos, o jornal EM TEMPO tem feito esse trabalho de maneira primorosa, baseado na ética e sempre na veracidade dos fatos. Com uma Redação formada por profissionais altamente qualificados, o jornal já está consagrado como uma das melhores ferramentas de comunicação do Amazonas. Parabéns ao Amazonas EM TEMPO”

“Eu vejo o jornal Amazonas EM TEMPO com uma linha de atuação muito equilibrada, serena e respeitando sempre o contraditório. Essa é a marca e que permitiu nesses últimos 28 anos que Manaus e o Amazonas sejam diariamente informados. Quero parabenizar a família EM TEMPO pelos seus 28 anos de serviços prestados ao Amazonas”


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MANAUS, DOMINGO, 6 DE SETEMBRO DE 2015

especial

Waldívia Alencar Titular da Secretaria de InfraEstrutura do Estado (Seinf)

íbrio é

mula da

ilidade corrigir amanhã, mas não pode trocar uma mentira por outra – não estava, está escrito e ponto. Mesmo no passado, está escrito É nessa perspectiva, também, que costuma ser invocado: como testemunha, não pode apenas ter estado presente, mas por permanecer fiel ao fato, e ponto. Ser testemunha é um pesado investimento, o que o mercado, principalmente em seu formato atual, não admite, pois descobriu o caráter hermafrodita do capital, que se reproduz sem produzir. Esse é o grande risco que o jornal exige de quem o adota, como empresário, como profissional. O risco que o Amazonas EM TEMPO assumiu há 28 anos com Hermengarda e Marcílio Junqueira e seus heróis da resistência, mal o país assumira o seu Estado de direito. O risco continuado por Otávio Raman Neves, que não resistiu avançar por mares nun-

“A importância da imprensa se avulta e se confirma de acordo com o momento histórico vivido por uma nação, por um país. Legitimada não pelo voto, mas pela audiência, pela tiragem e pela credibilidade de cada órgão de comunicação, a imprensa funciona como o fiel da balança. Parabéns pelos 28 anos de circulação!”

Graça Figueiredo

ca dantes navegados. O jornal conecta com a vida. Os depoimentos, nesta página, sobre a experiência do EM TEMPO acrescentam ainda mais tempero à receita do produto entregue todos os dias ao leitor. À imparcialidade que nos remetem, preferimos, no entanto, o equilíbrio, essa fórmula quase impossível de convívio; à liberdade que também louvamos, anexamos o direito de o outro também ser livre (outro impasse ainda mais difícil de superar). O homem bem informado vale mais – este é outro confronto do jornal com o mercado, que prefere a informação sem foco, impossibilitando a crítica. O EM TEMPO muda e tem mudado e continuará mudando, exceto quanto a sua cláusula pétrea, desde a fundação: a credibilidade. Respeito é bom e o EM TEMPO tem de montão.

“Acompanhamos a história desse jornal desde os primeiros passos, ainda sob o comando de Hermengarda Junqueira. Muitos profissionais qualificados escreveram a história de nosso Estado nas manchetes deste importante veículo. Desejo que a atual diretoria do EM TEMPO continue essa luta em defesa do bom jornalismo”

Desembargadora, Presidente do TJAM

Josué Neto Presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam)

Rebecca Garcia

“O EM TEMPO escreve, a cada dia, o seu nome na história do Amazonas com a dedicação dos seus profissionais e o compromisso da sua direção em investir nesse projeto de grande importância para o Estado. Nesse momento em que o EM TEMPO completa 28 anos de existência, meus parabéns e reconhecimento a todos”

Ex-deputada federal

“O Amazonas EM TEMPO é um símbolo da resistência e da adaptação do veículo jornal aos novos tempos. Online, tablóide, rádio e TV. O sonho de Marcílio e Hermengarda Jungueira sobrevive, como o ideal de liberdade que permeia a imprensa como um todo. Que tenha vida longa. Parabéns à direção, administração e jornalistas que fazem esta casa”

Fábio Monteiro “A imprensa tem desempenhado um papel crucial no sentido de levar a informação para o povo. Além disso, é importante que existam instrumentos como esse para que o gestor possa ser cobrado pela população de todas as atribuições que a Constituição determina. Assim, gostaria de parabenizar o Amazonas EM TEMPO e seus dirigentes pelo seu aniversário”

Sandra Braga Senadora (PMDB)

“É com imensa alegria que felicito o EM TEMPO por seus 28 anos de existência, ao longo dos quais acompanhou os principais fatos que marcaram a história do Amazonas e do Brasil. Por sua credibilidade junto à população e por seu compromisso em levar informação de qualidade, o EM TEMPO merece o sucesso que vem colhendo. Vida longa ao Amazonas EM TEMPO!”

Procuradorgeral do MP/AM

Wilson Périco Presidente da Confederação das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam)

“É de suma importância ter um veículo de comunicação imparcial, focado em apresentar e transcrever os fatos da forma mais verdadeira e não tendenciosa para que o público desse veículo possa formar suas próprias opiniões. Parabéns pelos 28 anos do Amazonas EM TEMPO”

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MANAUS, DOMINGO, 6 DE SETEMBRO DE 2015

especial

‘O

EM TEMPO somos nós’

Edição Reportagem

Expediente

Revisão

Michele Gouvea | Elvis Chaves | Jeane Glay Aldisio Filgueiras | André Tobias Emerson Quaresma | Fred Santana Dernando Monteiro | João Alves

Diagramação Mario Henrique Fotografia Ione Moreno | Diego Janata Raimundo Valentim | Márcio Melo Tratamento de imagens Klinger Santiago


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Especial EM TEMPO 28 anos - 6 de setembro de 2015 by Amazonas Em Tempo - Issuu