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EM TEMPO - 30 de novembro de 2014

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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ

O QUE MUDOU

DIEGO JANATÃ

ANO XXVII – N.º 8.553 – DOMINGO, 30 DE NOVEMBRO DE 2014 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO

DOMINGO

JOHN BRITTO

DEPOIS DA PONTE DIVULGAÇÃO

Com a chegada das festas de fim de ano, é hora de começar a planejar e abusar do glamour. A tendência é investir nas fendas, costas nuas e valorizar o decote. Elenco 10 e 11

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Importante fonte de energia e disposição, a carne vermelha tem seis vezes mais vitamina B12 do que o frango e três vezes mais do que a carne suína. Saúde & bem-estar F8

OBRIGADO POR TUDO, CHAVES!

Roberto Bolaños, criador dos personagens Chaves, Chapolin e Dr. Chapatim, foi ídolo de várias gerações e era chamado carinhosamente de Chespirito

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QUANDO FOI INAUGURADA, A PONTE RIO NEGRO – QUE LIGA MANAUS A IRANDUBA – SURGIU COMO UM MARCO NA INTEGRAÇÃO DA REGIÃO METROPOLITANA. TRÊS ANOS DEPOIS, APESAR DA CONSTRUÇÃO DA CIDADE UNIVERSITÁRIA, DA CRIAÇÃO DA CENTRAL DE ABASTECIMENTO E DO FIM DO SUFOCO DA TRAVESSIA POR BALSA, O SÍMBOLO DO PROGRESSO É “TESTEMUNHA” DA FALTA DE ESTRUTURA EM IRANDUBA E NO DISTRITO DO CACAU-PIRÊRA. PELO MENOS POR ENQUANTO, A PONTE É APENAS A TRAVESSIA PARA UM FUTURO QUE DEMORA A SE TORNAR PRESENTE. POLÍTICA A7, ECONOMIA B4 E B5, DIA A DIA C1 A C5, PLATEIA D1, PÓDIO E3 A E5 E SALÃO IMOBILIÁRIO 1

Sinduscon dá a dica para quem quer comprar um imóvel: é neste período que algumas construtoras oferecem melhores condições de negociação e descontos. Salão Imobiliário 3

A despedida do ator Roberto Bolaños, criador do Chaves, vai ser hoje, no estádio Azteca, na Cidade do México, e terá transmissão do SBT/TV EM TEMPO. Última Hora A2

Temporada de eruditos encerra hoje

O espetáculo “Paixões”, que reúne composições de Johann Sebastian Bach, será apresentado hoje, no Teatro Amazonas, marcando o encerramento da Série Guaraná em 2014. Plateia D3

FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICAS, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA E ELENCO.

“É proibido o casamento de pessoa branca com pessoa negra, mulata ou com até 1/8 de sangue negro”, dizia uma lei preconceituosa em vigor na Geórgia até o início dos anos 60. Ilustríssima G3 TEMPO EM MANAUS

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Última Hora

MANAUS, DOMINGO, 30 DE NOVEMBRO DE 2014

SBT transmite funeral do criador de Chaves ao vivo despedida a um comediante que engrandeceu sua história com os personagens da vila do Chaves e as aventuras do heroico Chapolin Colorado. Enquanto isso, muitos fãs, tanto mexicanos como estrangeiros, estão se aglomerando em frente à casa do comediante, famoso por frases como “foi sem querer querendo” e “palma,

REPERCUSSÃO

O SBT interroperá a programação da emissora para transmitir o funeral. A transmissão começará às 11h dentro do programa “Domingo Legal” e ocupará também o programa da Eliana palma, não criemos pânico”. “Era autêntico, engraçado”, disse - com o rosto coberto de lágrimas - Sonia, uma turista chilena que chegou até a casa, localizada na região hoteleira de Cancún, após saber da morte do artista. Sonia contou aos jornalistas que assistia às séries de Bolaños desde os 9 anos e lembrou a sala de aula do

IRREGULARES

Ator Roberto Bolaños, famoso por criar o personagem Chaves, morreu na última sexta-feira

REI DO FUTEBOL

REGISTRO

Material estava sendo transportando de forma irregular

responsabilidade da delegada que recebeu a carga. “ Pode ser doada para alguma instituição que utilize carvão ou pode ficar sob fiança do condutor, mas nesse caso, o material não tem saída e, quando solicitado pela Justiça, o condutor tem que apresentá-la”, explicou. O tenente informou que uma das instituições que costuma receber o material é a cavalaria da Polícia Militar, a qual utiliza o carvão na fabricação artesanal das ferraduras. Um Termo Circunstancial de Ocorrência (TCO) foi assinado pelo infrator, o qual foi liberado e deve se apresentar quando a Justiça solicitar. A multa para esse tipo de crime, de acordo com a lei 9.605/98 é de R$ 300 por cada metro de carvão. Segundo o infrator, haviam 380 sacas de carvão ilegal. Cada saca com 18 quilos.

Pelé tem boa evolução, mas continua internado na UTI

CONCEIÇÃO MELQUÍADES Equipe EM TEMPO

Manaus registrou pelo menos dois acidentes, na manhã de ontem, nas zonas Centro-Sul e Oeste da capital. Nenhuma das ocorrências teve vítimas fatais. Logo nas primeiras horas da manhã, o condutor Caio César Aidie Mota, 25, que dirigia um automóvel modelo Gol, placas OAB 2878, colidiu com um caminhão modelo VW 8120, de placas JXO 4919, na avenida Mário Ypiranga, bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul de Manaus, em frente ao Quality Hotel, deixando o motorista lesionado. Outros dois veículos, um Renault Logan, de placas JXS 0164, e um MMC Outlander de placas OAN 9422,

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Dois acidentes de trânsito na manhã de sábado IONE MORENO

Batalhão Ambiental faz apreensão de carvão

O Batalhão de policiamento ambiental apreendeu, na manhã de ontem (29), quase R$ 10 mil em carvão ilegal sem o Documento de Origem Florestal (DOF). Foram 50 metros do material que estavam sendo conduzidos por Antonio Santos de Melo, 35. A carga foi apreendida no quilômetro 49 da BR 319, que liga Manaus ao município de Itacoatiara. O tenente do Batalhão Ambiental, Alan Patrick, informou que a equipe estava vindo de uma operação no município de Rio Preto da Eva, quando avistaram o caminhão. “Já sabemos que essa via é de escoamento de carvão. Suspeitamos da carga porque percebemos que o caminhão estava lento. Abordamos e o infrator admitiu que estava sem o DOF”, disse. O material foi apresentado na 15º Delegacia Integrada de Polícia (DIP) e o destino, segundo o tenente, fica sob

Professor Girafales, a vila do Chaves e o barril onde o personagem morava. O menino pobre do barril, que usava boné com tapa orelhas, foi lembrado por muitas personalidades mexicanas, desde o presidente do país, Enrique Peña Nieto, até seus companheiros de viagem na vila, Édgar Vivar (Senhor Barriga), María Antonieta de las Nieves (Chiquinha) e Rubén Aguirre (Professor Girafales). “Roberto, não se vá, você permanece em meu coração e nos corações de todos aqueles a quem você levou alegria. Adeus ‘’Chavinho’, até sempre”, disse Vivar. Aguirre, por sua vez, disse estar “estarrecido” pela morte de quem qualificou como o melhor escritor de comédia da televisão mexicana, enquanto María Antonieta agradeceu Bolaños “por ter feito tanta gente feliz e pelos maravilhosos momentos que compartilhamos no grupo”. Bolaños nasceu em 21 de fevereiro de 1929 na Cidade do México. Era filho de Elsa Bolaños-Cacho, secretária, e Francisco Gómez, pintor, desenhista e cartunista em jornais. Ele estudou engenharia, mas nunca seguiu a carreira.

também se chocaram por volta das 8h, desta vez na avenida do Turismo, bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus, provocando capotamento de um dos carros. De acordo com o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) não houve vítimas fatais em nenhum dos dois casos. Caio César foi encaminhado para uma unidade hospitalar para fazer curativos e logo depois foi liberado. Testemunhas presentes nos dois locais de acidentes mencionaram que, em ambas as ocorrências, haviam motoristas embriagados envolvidos nos acidentes. Segundo o Manaustrans, apenas a perícia será capaz de confirmar a veracidade dessa informação.

O Rei do Futebol apresentou melhora, segundo boletim

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O

SBT interromperá a programação de domingo para transmitir o funeral de Roberto Gómez Bolaños, criador do Chaves. O velório será realizado no estádio Azteca, na Cidade do México. A despedida está marcada para 14h (horário de Brasília), mas a transmissão começará às 11h, dentro do “Domingo Legal”, e será ancorada pelo jornalista Carlos Nascimento. O velório também ocupará o programa de Eliana, que irá ao ar excepcionalmente ao vivo. Bolaños morreu na sextafeira, aos 85 anos, em sua casa no balneário de Cancún, onde se refugiou os últimos anos para diminuir os efeitos de uma insuficiência respiratória e de outras doenças. lO ator estava aposentado há 10 anos, mas isso não impediu que se adaptasse aos meios de comunicação mais modernos e se tornou um grande fã das redes sociais, tornando-se o mexicano com mais seguidores no Twitter - mais de 6,6 milhões. Após sua morte, a televisão mexicana emitiu mensagens de luto com um “Obrigado para sempre, Chespirito (seu apelido no México)”, como

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Enterro de Roberto Bolaños está marcado para as 14h de hoje. Humorista está sendo velado em estádio do México

Na avenida do Turismo, dois carros colidiram e capotaram

Pelé apresenta “boa evolução” e segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para tratamento temporário de suporte renal. Ele está lúcido, conversando, e estável “do ponto de vista hemodinâmico e respiratório”. É isso que diz o mais recente boletim médico divulgado pelo hospital Albert Einstein, finalizado às 10h30 deste sábado. “O paciente apresenta boa evolução e segue sob cuidados na unidade de terapia intensiva em tratamento temporário de suporte renal (hemodiafiltração venovenosa contínua). Está lúcido, conversando, e estável do ponto de vista hemodinâmico e respiratório. Não houve alteração da antibioticoterapia. Todas as culturas colhidas (sangue e urina) estão negativas”, diz a íntegra do boletim, assinado pelos médicos Fabio Nasri e Marcelo Costa Batista.

Dois boletins divulgados na sexta-feira já haviam confirmado melhora no quadro do ex-jogador de 74 anos, que segue sem previsão de alta. O craque, internado com infecção renal, chegou a passar por um quadro de “instabilidade clínica”, como chegou a definir de forma um pouco vaga o hospital na última quinta. O Rei do Futebol passa por um tratamento de suporte renal, a hemodiálise, que consiste na utilização de um aparelho para filtrar o sangue. O rim do ex-jogador, que teve de tomar remédios mais fortes para tentar combater a bactéria que causou a infecção, começou a falhar devido ao sangue infectado. Ele também precisou tomar medicamentos para controlar a pressão arterial. A informação de que Pelé retirou um dos rins ainda quando jogador só foi tornada pública na sexta-feira.


Opinião

MANAUS, DOMINGO, 30 DE NOVEMBRO DE 2014

Contexto 3090-1017/8115-1149

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Editorial

marioadolfo@emtempo.com.br

opiniao@emtempo.com.br

Saia justa em Fortaleza A cúpula do PT, reunida ontem em Fortaleza (CE), prometeu divulgar hoje um documento todo dedicado à corrupção, para compensar a quase ausência do tema no texto de 29 parágrafos em que pede mudanças no segundo governo de Dilma Rousseff. Mas o partido está confuso e até as tendências mais radicais à esquerda que o compõem não têm conseguido manter coerência no discurso e na prática. A presidente Dilma era esperada ontem à noite na capital cearense e o clima era esse. A reunião da cúpula petista ontem e hoje tem o objetivo de fazer um balanço das eleições e foi tímida na abordagem das denúncias de fraudes na Petrobras, que respingam inevitavelmente na presidente e em Lula. “O partido tem que retomar sua capacidade de fazer política cotidiana, sua independência frente ao Estado e ser muito mais pró-ativo no enfrentamento das acusações de corrupção, em especial no ambiente dos próximos meses, em que setores da direita vão continuar premiando delatores”, diz o texto divulgado após as discussões de ontem – o texto teve intervenção do presidente do partido, Rui Falcão. É claro que o PT preferiria que “a direita”, nesse caso o Estado brasileiro, não continuasse “premiando delatores”, único recurso legal encontrado para conseguir penetrar no labirinto de corrupção que chama atenção jurídica e policial internacional para o país. Exemplo: o tesoureiro nacional do partido, João Vaccari Neto, que foi citado pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, como um dos operadores do esquema de desvio de recursos da estatal investigado pela operação Lava Jato, foi homenageado durante o encontro. Esperase, hoje, qual a resposta oficial do partido sobre as acusações de fraudes. E qual a reação da presidente a esse clima de hostilidade das suas primeiras escolhas.

Neymar é o cara Entre personalidades da música, da telinha, dos palcos, da culinária, do esporte, das artes, da moda e até do grafite, a estrela que aparece em primeiro lugar na edição de novembro da “Forbes Brasil” é Neymar. O brasileiro fica entre os atletas mais bem pagos do mundo (com 8,8 milhões de euros anuais). Celebridade O jovem, de apenas 22 anos, foi a celebridade mais citada na mídia brasileira ao longo deste ano, com quase 120 mil menções, além dos inúmeros fãs nas redes sociais: 48,5 milhões no Facebook, 15 milhões no Twitter e 12 milhões de seguidores no Instagram. A lista Com critérios como o número de aparições na mídia e o grau de prestígio e influência de cada um, a edição de novembro da “Forbes Brasil” elegeu, pela segunda vez, a lista com os 100 famosos brasileiros que mais se destacaram em 2014. Segundão O jogador David Luiz, que arrecadou mais de 4 milhões de reais em cachês de propaganda durante o Mundial e o escritor internacional Paulo Coelho, autor de bestsellers, ocupam, na lista, a segunda e terceira posição, respectivamente. Bundchen Entre os escolhidos no ranking estão ainda a top Gisele Bundchen, o rei Pelé, a atriz Bruna Marquezine, a apresentadora Fernanda Lima e a cantora Ivete Sangalo. Clareou Manaus começa a ficar mais iluminada. Isso porque a prefeitura está substituindo as lâmpadas amarelas pelas lâmpadas brancas, o que muda completamente a cara da cidade à noite.

Tristonha As lâmpadas amarelas davam um aspecto lúgubre a Manaus. Mais tinha executivo da então Manaus Energia jurando que a cidade era uma das mais bem iluminadas do Brasil. Como por exemplo Silas Rundaeu, que presidiu a empresa. Merreca Deputados e senadores acham que estão ganhando muito pouco. Por isso querem aumentar a partir de janeiro seus próprios salários, além dos vencimentos da presidente Dilmar Rousseff, do seu vice, Michel Temer, e dos 39 ministros. Aumento esse negócio! Os números em estudo preveem aumento de R$ 26.723 para R$ 33.769 para o Legislativo e o Executivo. A elevação tem como base o acumulado dos últimos 4 anos do índice de inflação Ipca que, de acordo com os cálculos, é de 26,33%. Complemento Os congressistas, além dos salários, têm direito a apartamento funcional ou auxílio-moradia de R$ 3,8 mil e verba indenizatória de até R$ 41 mil para deputados e R$ 44,2 mil para senadores. Recente O mais recente aumento dado aos congressistas e aos integrantes do Executivo federal ocorreu em dezembro de 2010. Caiu na rede A ex-primeira-dama Nejmi

APLAUSOS

regi@emtempo.com.br

Aziz tem publicado diariamente em seus perfis nas redes sociais mensagens e informações de campanhas que reforçam a busca pela qualidade de vida das famílias amazonenses. Caiu na rede 2 Entre elas, a sensibilização pelo fim da violência doméstica e combate ao câncer. A iniciativa vem sendo prestigiada por muitas pessoas que admiram seu trabalho, desde quando ela coordenava as mobilizações no Estado. Recaída Durante o primeiro dia da Semana Nacional da Conciliação (SNC) no Amazonas, a 1ª Vara da Família do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) colaborou para o restabelecimento da união de um casal separado há quatro anos. Com a conciliação, eles desistiram de um divórcio litigioso com partilhas de bens e alimentos. O amor está no ar Após meia hora de debate, o casal deixou a sala abraçados em clima romance. Quem presenciou a cena, aposta em uma retomada imediata do casal. Medalha Em dezembro, a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) retoma a entrega de medalhas por mérito legislativo. Desta vez, a honraria será a Medalha Professora Ignês de Vasconcelos Dias. Um dos agraciados será o secretário de Estado da Juventude, Desporto e Lazer (Sejel), Ricardo de Brito Marrocos.

VAIAS

1ª Corrida Contra o Preconceito

Regi

Black fraude

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Para a 1ª Corrida Contra o Preconceito, que tem a intenção de mobilizar a sociedade para o combate a qualquer tipo de preconceito e discriminação, principalmente contra as pessoas com HIV/Aids.

Para as lojas que mais uma vez enganaram o consumidor na chamada Black Friday. Não foram todas, mas algumas que prometeram descontos de até 70%, mal deram 20% nos produtos “ofertados”. Uma vergonha.

João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br

O saber das crianças O meu amigo Aldisio Filgueiras é um homem de letras. Escritor, articulista, editorialista, jornalista, além de poeta, crítico literário e até compositor musical (conhecem “Porto de Lenha”?). É coisa à beça e todos que o conhecem de perto sabem disso. Afinal, não chegou à condição de “Imortal” da Academia de Letras gratuitamente. No seu caso, honra a instituição, embora também receba dela alguma dignidade. Pois bem! Por obra e graça da sua sensibilidade de poeta, hoje, ao abrir o meu e-mail, tive a surpresa de encontrar ali um material rico em sabedoria, coisa rara em meio às habituais baboseiras que chegam todos os dias. Alguém, cuja identidade desconheço, certamente farto das distorções das novelas da Globo em torno do “amor”, resolveu partir para a busca da sua essência, precisamente pela ausculta daqueles que a ele dão muito valor e que ainda não foram corrompidos pelos estereótipos do romantismo de folhetim. Ouvir o que as crianças têm a dizer do amor foi realmente uma sacada inteligente, como costumam ser as decisões mais simples. E para preservar a originalidade e, digamos, a virgindade das manifestações, foram ouvidas apenas crianças compreendidas na faixa etária entre 4 e 8 anos. De início, salta à vista o fato de que as crianças percebem o Amor com características bem diferentes daquelas que a pin-up Fernanda Lima se empenha em nos passar por meio da vulgaridade do seu “Amor e Sexo”. Aliás, quando falta o talento, que deveria ser a única credencial de uma “estrela”, e essa não exibe nenhuma arte e sequer canta ou dança com competência, nada resta senão “apelar”, para marcar presença. Mas voltemos às crianças. A primeira marca que atribuem ao Amor se refere à doação afetiva

que leva à renúncia de si mesma e à priorização do outro. Assim se expressou Elaine, de 5 anos: “Amor é quando a mamãe dá ao papai o melhor pedaço do frango”. Na mesma direção se expressa a pequena Danny, em seus 7 anos: “O amor é quando a minha mãe faz café para o meu pai e bebe um golinho antes de lhe dar, para saber se está mesmo bom”. Sem contradição, Chris, também com 7 anos, faz realçar outra dimensão do amor, quando enfatiza que a pessoa amada deve ter mais valor do que sua aparência e seu estado momentâneo: “O amor é quando a mamãe vê o papai fedendo e suado e ainda diz que ele é mais bonito do que o Robert Redford”. Nikka, de 6 anos, nos ensina que há uma aprendizagem para o Amor, que existem níveis do mesmo e ainda se aproxima do paradigma que nos dá o cristianismo: “Se você quer aprender a amar melhor, você deve começar com um amigo que você odeia”. Dentro da sua ingenuidade e da maior simploriedade, Lauren, a mais jovem delas, com apenas 4 anos, percebe que quem ama se sacrifica pelo amado: “Eu sei que a minha irmã mais velha me ama, porque ela me dá todas as suas roupas velhas e tem que sair para comprar novas”. Não poderiam faltar a dedicação, a abnegação e a fidelidade no amor. Rebecca, de 8 anos, captou tudo: “Quando minha avó ficou com artrite, ela não podia se curvar para pintar as unhas dos pés. Então meu avô faz isso para ela o tempo todo, mesmo quando suas mãos tiveram artrite também. Isso é amor”. E Tommy, 6 anos, corrobora: “O amor é como uma velhinha e um velhinho que ainda são amigos, mesmo depois de se conhecerem muito bem”. Faz-nos até pensar que os adultos, quando tentam educar, por vezes acabam por corromper as crianças.

João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO

Dentro da sua ingenuidade, Lauren, a mais jovem delas, com apenas 4 anos, percebe que quem ama se sacrifica pelo amado: ‘Eu sei que a minha irmã mais velha me ama, porque ela me dá todas as suas roupas velhas e tem que sair para comprar novas’”


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Opinião

MANAUS, DOMINGO, 30 DE NOVEMBRO DE 2014

Frase

Painel VERA MAGALHÃES

O fim da era PAC

O setor público tentou alavancar a economia gastando mais. Isso é uma política errada, porque a queda do crescimento econômico não se deu por falta de demanda. Se deu porque falta investimento, sobretudo investimento privado. O governo criou um ambiente negativo ao crescimento e tentou compensar isso gastando mais, o que acaba piorando a situação

A nova equipe econômica de Dilma Rousseff vai reduzir o peso dos investimentos públicos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) nos projetos de infraestrutura do país. Nelson Barbosa assume o Planejamento com a tarefa de criar um ambiente mais favorável para o setor privado em suas concessões e parcerias. Auxiliares da presidente dizem que o governo será mais flexível na definição de taxas de retorno, com menos resistências à remuneração dos investidores. Cofre fechado Aliados de Dilma lembram que debates entre Arno Augustin, no Tesouro, e Gleisi Hoffmann, na Casa Civil, sobre o lucro do setor privado congelaram por meses projetos estratégicos de concessão do governo. Quebrou A avaliação do Planalto é de que o Estado não tem mais condições de despejar dinheiro para alavancar a infraestrutura do país, como no auge do PAC. Camomila O PT comemorou os primeiros discursos de Joaquim Levy. Também acalmou o partido o fato de Dilma ter sancionado a mudança no indexador da dívida de Estados e municípios --sinal de que a autonomia do ministro será relativa e a presidente seguirá dando as diretrizes da economia. Amuado Jaques Wagner manifestou a aliados estar descontente com a indefinição sobre seu papel no novo mandato de Dilma. O governador da Bahia disse claramente à presidente que não quer voltar à Secretaria de Relações Institucionais. Amuado 2 Com a provável ida

de Miguel Rossetto para a Secretaria-Geral, Wagner não teria espaço no Palácio do Planalto. A pasta mais vistosa disponível no desenho atual é a das Comunicações, turbinada pelas verbas de publicidade do governo. Acelera Há dias, Fernando Pimentel (PT) pede que o Planalto anuncie logo Armando Monteiro no Desenvolvimento e libere Mauro Borges para sua equipe em Minas. O mais provável é que ele comande uma empresa do Estado, como a Cemig. Veja bem A assessoria de Monteiro nega “enfaticamente” que ele tenha convidado Alessandro Teixeira para qualquer cargo no ministério. Como faz? O PT deve costurar um acordo que permita a entrada de Gilberto Carvalho e Marco Aurélio Garcia na executiva do partido antes da eleição do novo diretório, em 2017. Sem segredo Terminou ontem o prazo dado pela CPI da Petrobras para que Receita, Banco Central e Anatel entregassem os dados de João Vaccari, tesoureiro do PT. A oposição vai cobrar os papéis.

Diplomacia Aécio Neves trabalha para que a bancada do PSDB concorde em apoiar Julio Delgado para a presidência da Câmara, num gesto de reciprocidade ao PSB, que o apoiou no segundo turno da eleição presidencial. Para a frente O tucano quer manter a proximidade com o PSB de olho na atuação da oposição no Congresso e nas eleições municipais de 2016 - quando, imagina, os dois partidos podem ter candidatos comuns em diversas cidades-chave.

Alcides Leite, economista da Trevisan Escola de Negócios, avalia que a alta de gastos tem um efeito mais imediato no crescimento da economia, mas piora os demais componentes do PIB.

Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br

ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

Hard rock Petistas preocupados com o ganho de peso da oposição no Senado brincam: “Assim como havia a banda de música da UDN, temos de nos preparar para enfrentar a banda de heavy metal do PSDB e do DEM”. Abrigo Mais um partido quer oferecer espaço para Marta Suplicy (PT) disputar a Prefeitura de São Paulo em 2016: o Solidariedade. Paulinho da Força confirma o interesse, mas diz que ainda não procurou a senadora.

Tiroteio

Barcos de linha e barcos de recreio podem não servir aos mesmos propósitos, mas são a mesma coisa no meio do rio: a mesma tripulação e os mesmos passageiros, eles que não param de visitar-se – vizinhos no interior e vizinhos na capital –, indo e vindo com mais facilidade do que se anda de ônibus nas ruas de Manaus (que nem têm mais vizinhos)

Dom Sérgio Eduardo Castriani opiniao@emtempo.com.br

A resposta da oposição à escolha de Joaquim Levy e Nelson Barbosa mostra que Dilma acertou. Os adversários perderam o chão.

Advento

DO MINISTRO MOREIRA FRANCO (AVIAÇÃO CIVIL), sobre as reações irônicas da oposição à escolha dos ministros do segundo mandato de Dilma Rousseff.

Neste tempo, as cidades se enchem de luz e os motivos natalinos enfeitam ruas, praças e casas. Os estabelecimentos comerciais, colaborando para um ambiente que respira amizade, alegria, esperança e solidariedade, esperam movimentar seu capital e aumentar seus lucros. Sem sombra de dúvida é o momento mais bonito do ano e dificilmente conseguimos ficar imunes ao espírito do Natal, vivido mesmo por não cristãos. Curiosamente, na liturgia católica, os celebrantes se revestem de vestes roxas e os rituais têm um sabor penitencial com forte apelo à conversão e a mudança de vida. Na liturgia da palavra ressoa a voz do Batista, anunciando a proximidade do Reinado de Deus e a necessidade de uma mudança radical para que possamos acolhê-lo e sermos nele acolhidos. O anúncio deste tempo é claro e exigente: Deus visita o seu povo e intervém na história. A grande intervenção, que se deu na plenitude dos tempos foi a encarnação do verbo. Essa vinda ao mundo que se radicalizou na cruz e se completou na ressurreição é celebrada no Natal. Recordamos fatos históricos, reais, radicalmente humanos. A arte nas suas mais diversas expressões faz deste fato histórico o mais representado, cantado, transformado em versos e em teatro. Nunca nos cansaremos de celebrá-lo, pois nele nos encontramos todos com nossos sonhos, esperanças e amores. Esta intervenção radical em que o mistério divino invade, penetra e transforma o mistério humano iluminando tantas outras vindas que acontecem no dia a dia, visíveis apenas ao olhar da fé. O mistério do natal acontece sem-

Contraponto

Revolução estética Após receber a Medalha do Mérito Legislativo da Câmara na última semana, o governador eleito do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), encontrou o deputado Nelson Pellegrino (PT-BA) em um corredor da casa. O maranhense brincou com o novo visual do petista, que estava sem sua barba característica. – Pellegrino, estou decepcionado. Você tirou aquela sua barba guevariana... –disse Dino. Rindo, o deputado baiano ironizou: – Dino, Guevara não está mais na moda. Agora chamam tudo de “bolivariano”. A oposição só fala nisso! Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”

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pre que o ser humano transcende os seus limites marcados pelo egoísmo e se deixa transformar pela solidariedade, permitindo que o outro seja a medida do seu sentir e do seu agir. É normal que neste tempo de advento, de recordação da vinda do Senhor sejamos todos mais solidários e fraternos, percebendo situações normalmente invisíveis aos nossos olhos. Mas a igreja espera a vinda definitiva do Senhor, professando a fé naquele que há de vir para julgar vivos e mortos. A história tem um sentido, que está no encontro definitivo do criador com as suas criaturas. Um futuro que na literatura apocalíptica já é presente, pois a vitória definitiva já aconteceu na cruz. O tempo do advento é um convite à superação de limites e egoísmos que nos tornam pequenos e tacanhos. A memória da primeira vinda de Cristo, a lembrança da grande visita e a expectativa da vinda definitiva nos tornam atentos às visitas que Deus constantemente nos faz. Se abrirmos os olhos e permitirmos que o Espírito nos ilumine, daremos constantemente glória a Deus que visita e liberta o seu povo, e estas visitas nos transformarão e nos farão viver a vocação humana que desemboca no mistério de Deus. A alma, sedenta de plenitude e cheia de nostalgia, repetirá o grito que já atravessa dois milênios: Vem Senhor Jesus. Nós já o conhecemos da gruta de Belém, já o vimos caminhar entre as aldeias da Galileia, escutamos sua voz e conhecemos suas histórias, sabemos que foi rejeitado, e fomos avisados onde o encontraríamos. Que as luzes não ofusquem a luz.

Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de Manaus

A memória da primeira vinda de Cristo, a lembrança da grande visita e a expectativa da vinda definitiva nos tornam atentos às visitas que Deus constantemente nos faz. Se abrirmos os olhos e permitirmos que o Espírito nos ilumine, daremos constantemente glória a Deus”


Com a palavra

MANAUS, DOMINGO, 30 DE NOVEMBRO DE 2014

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Turcios LÓPEZ

‘Os manauenses PRECISAM DESCOBRIR e conhecer Cuba’ FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

SÍNTIA MACIEL Equipe EM TEMPO

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Queremos promover Cuba e aproveitar para vender a ilha como destino turístico, pois temos potencial”

ilha mais badalada e polêmica do Caribe, desde o último dia 21, passou a ter uma representação oficial em Manaus. Localizado no conjunto Kíssia, bairro Dom Pedro, Zona Oeste da capital, o Consulado Geral da República de Cuba, mais que atuar nas questões diplomáticas, pretende auxiliar nas relações entre Brasil e o país dos irmãos Castro, nos diversos setores, conforme o cônsul-geral, Turcios Miguel Esquivel López, 45. Após passar mais de dois anos na representação da Suécia, e outros cinco anos na de Zâmbia, López estará à frente de um consulado cuja jurisdição cobre os Estados do Amazonas, Pará, Amapá, Acre, Rondônia e Roraima. Em entrevista ao EM TEMPO, o cônsul destacou, entre outros assuntos, o trabalho em Manaus, a polêmica em torno da construção do porto de Mariel pela presidente Dilma Rousseff com recursos públicos brasileiros e os cubanos que atuam no programa Mais Médicos. Segundo López, é necessário conhecer Cuba para entender o contexto da ilha, sua política socialista e a cordialidade de seu povo.

EM TEMPO - Afora a embaixada cubana em Brasília, há outras três representações diplomáticas, no caso os consulados gerais de São Paulo, Salvador e o de Manaus. Qual a necessidade de tanta representação diplomática no país? Turcios López - Os governos cubano e brasileiro mantém há muitos anos relações diplomáticas e comerciais. Antes da presidente Dilma Rousseff visitar a ilha, em 2014, o presidente Lula e seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, estiveram em Cuba, por conta deste bom entendimento. Como o Brasil é um país muito grande e fica impossível para Brasília atender todo esse território, e o outro consulado é em São Paulo, a embaixada decidiu abrir mais duas representações, neste ano, que foram a de Salvador (BA) e a de Manaus. EM TEMPO - O consulado já dispõe de uma agenda de atividades voltadas para divulgar o país, seja por

meio de eventos culturais, feiras de negócios, intercâmbios educacionais ou algo semelhante? TL - Por enquanto, ainda não. Estamos organizando um seminário, para o mês de março de 2015, sobre oportunidades de negócios, para aquelas pessoas que queiram investir em Cuba. Mas, queremos fomentar e promover a cultura e o turismo também. Na área cultural, por exemplo, pode haver a possibilidade da vinda do Ballet Nacional de Cuba, para apresentar-se no Teatro Amazonas, assim como também a vinda de uma companhia de ópera cubana. Queremos que as pessoas conheçam Cuba, pois os cubanos e brasileiros são bastante parecidos. EM TEMPO - Em quais aspectos, por exemplo? TL - Gostamos de conversar, somos um povo hospitaleiro. A temperatura de Manaus se assemelha um pouco à da ilha, por ser quente [risos]. Mas, há uma parte da ilha em que o clima é mais ameno. EM TEMPO - Há possibilidade de haver um voo direto entre Havana e Manaus? TL - Existe um voo que é São Paulo, Manaus e Havana. É um voo realizado por uma linha aérea nacional de Cuba. Queremos promover Cuba, e aproveitar para vender a ilha como destino turístico, pois temos potencial. Há algumas semanas, o site TripAdvisor elegeu o Royalton Cayo Santa Maria como o melhor resort allinclusive do mundo. Os brasileiros, os manauenses precisam descobrir e conhecer Cuba. EM TEMPO - A medicina cubana é citada como exemplo. Porém, alguns especialistas alegam que ela não pode ser considerada referência, devido à falta de pesquisas na área, que pouco se ouve falar. Como isso é possível? TL - A medicina preventiva é melhor por ser mais barata e evita gastos. Temos produção, sim, na área. Cuba tem uma indústria farmacêutica muito grande. Um exemplo é um medicamento que trata dos pés de diabéticos, evitando a amputação. Temos várias pesquisas em curso, algumas em produção conjunta. Na China e Argentina produzimos produ-

tos com tecnologia cubana. EM TEMPO - E no Brasil? TL - No Amazonas, há uma parceria com a Bioamazon, em pesquisas voltadas para a malária. EM TEMPO - O governo brasileiro investiu R$ 682 milhões de nos últimos três anos na modernização e ampliação do porto de Mariel, que terá capacidade 30% superior a do Porto de Suape - o principal do Nordeste brasileiro -, isso não seria um contrassenso, já que muitos portos brasileiros não receberam investimentos semelhantes? TL - Há informações errôneas sobre este tema. O governo cubano pagou US$ 500 milhões pelo maquinário que está sendo utilizado na recuperação do porto de Mariel. O porto é um local estratégico e será um ponto de distribuição para toda a América Latina, com capacidade para atracar navios de grande porte. Se nenhum empresário quis investir nos portos brasileiros, a culpa não é de Cuba. EM TEMPO - Por que muitos profissionais abandonam a profissão e pedem asilo político nos Estados Unidos?

TL - Há aí dois aspectos a serem considerados: um a migração econômica, que ocorre em várias partes do mundo, e o segundo é um programa dos Estados Unidos, uma política de Estado voltada apenas para cubanos, para “roubar” os nossos médicos. Há uma lei que data de 1960 na qual todo cubano que conseguir entrar nos Estados Unidos deve ser ajudado. Todos os anos inúmeros mexicanos e hondurenhos são deportados de lá, menos os cubanos. EM TEMPO - Em relação aos médicos cubanos que aderiram ao Mais Médicos, por que não recebem o valor integral do salário, em torno de R$ 10 mil, enquanto parte deste valor é repassado ao país de origem? TL - Em Cuba, a saúde, a educação e a cultura são gratuitas. Se quiseres praticar um esporte, uma atividade artística, é de graça. Por terem recebido formação gratuita, eles [médicos] entendem que é parte de seu dever contribuir com o país, é uma contrapartida do cidadão. É uma contribuição social ao seu país, não vai para nenhuma organização ou partido. Não queremos ser ricos, queremos que todos vivam bem. O que se pratica na ilha é o que se conhece por justiça social.

O governo cubano pagou US$ 500 milhões pelo maquinário que está sendo usado no porto de Mariel (...) Se nenhum empresário quis investir nos portos brasileiros, a culpa não é de Cuba”

Em Cuba, não queremos ser ricos, queremos que todos vivam bem. O que se pratica na ilha é o que se conhece por justiça social”


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Política

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Aécio assegura que Dilma é ‘refém’ de contradições

Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS

www.claudiohumberto.com.br

Não podem comprometer o projeto do PT” Jornalista

PAULO TEIXEIRA (PT-SP), fazendo o famoso “fogo amigo” contra a equipe econômica de Dilma

Dilma recebeu dono da Odebrecht no Alvorada Dilma Rousseff teve dois despachos privados com Marcelo Odebrecht, presidente da empreiteira mais beneficiada com contratos bilionários, nos governos Lula e Dilma, entre todas as empresas enroladas no roubalheira do Petrolão. Ambos os encontros foram realizados sob a discrição da residência oficial do Palácio da Alvorada, e não, como seria próprio, sob as luzes do Planalto, local de trabalho da presidente. Duas vezes Marcelo Odebrecht esteve no Alvorada em 26 de março deste ano, quando o país estava sob o choque da Lava Jato, e em 25 de julho. Mais que ministro Ao contrário de Marcelo Odebrecht, a ex-ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, não teve com Dilma despacho privado no Alvorada, em 2014. Boca de siri A Presidência da República não informou o tema dos despachos particulares entre Dilma e o dono da empreiteira preferida do governo. Só dá ela Na sede da empreiteira baiana Odebrecht, o clima está pesado, com a expectativa de eventual prisão dos diretores e controladores. 2014: governo gasta R$ 831 milhões em diárias O governo Dilma pagou, nos primeiros dez meses do ano, mais de R$ 831 milhões em diárias a funcionários públicos e comissionados. O campeão em diárias em todo o Brasil, Genésio Luiz Hubscher, levou mais de R$ 178 mil por

298 dias em viagem internacional à China, para oficialmente acompanhar de perto as atividades da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST, sigla em inglês), empresa pública de lá. De outro mundo As seis pessoas que mais receberam diárias do governo este ano são todos funcionários do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Negócio da China Os “top 5” em diárias levaram mais de R$ 100 mil cada para acompanhar o desenvolvimento de satélites do outro lado do mundo. ONGs governamentais Militantes do PT vetam a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) para Agricultura, e exigem Sérgio Leitão, do Greenpeace, no Meio Ambiente. Poço de surpresas Para investigar negócios da Petrobras nos Estados Unidos, como a compra superfaturada da refinaria de Pasadena, o Departamento de Justiça trabalha com indícios envolvendo maracutaias desde 2006. Habemus doidos O papa Francisco, que fala com Deus, condenou em visita à Turquia os massacres dos cristãos pelos terroristas do Estado Islâmico. Dilma, que fala com Lula, sugeriu na ONU o “diálogo” com os novos bárbaros. Cota da bancada Indicado pelo vice Michel Temer para assumir o Ministério do Turismo ou das Cidades, Eliseu Padilha (PMDB-RS) está fazendo périplo nos gabinetes de deputados

Senador tucano disse que Dilma “mentiu durante a campanha eleitoral” e que seu governo é um mandato sem planejamento AG/SENADO

em busca do apoio da bancada na Câmara. Ninguém tasca Deputados do PMDB reclamam que a indicação do presidente da Câmara, Henrique Alves, para o Ministério da Integração, não passou pela bancada. O nome é “cota pessoal” do líder Eduardo Cunha (RJ). Vai que pega A turma do megalonanico Celso Amorim, atual ministro da Defesa, espalha o boato de seu retorno ao cargo de ministro das Relações Exteriores. Só para aumentar o clima geral de aflição dos diplomatas. Filiação em massa Presidente do PSDB, Aécio Neves convidou os deputados Bruno Araújo (PE), Otávio Leite (RJ) e o senador Cássio Cunha (PB) para compor comissão que promoverá uma filiação em massa.

Mise-en-scène Apesar de ter negado a candidatura publicamente, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), aos poucos, nos bastidores, tenta viabilizar sua reeleição à presidência do Senado, em 2015.

Diz-me com quem não andas...

Convidada para o Ministério da Agricultura, a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) enfrenta veto do líder do PMDB, Eduardo Cunha, de índios oportunistas, de ecopicaretas etc. Ela deve ter lá suas virtudes. De raspão O governo celebrou crescimento pífio de 0,1% do PIB que tiraria o país da recessão. É como escapar de um meteoro perdendo as pernas.

PODER SEM PUDOR

Talentos revelados Eleito presidente, Tancredo Neves foi procurado pelo deputado Ulysses Guimarães, que pretendia “queimar” a escolha para o Ministério da Justiça do deputado pernambucano Fernando Lyra, que faria História no cargo. Ulysses o chamou de “jurista de Caruaru” e Tancredo reagiu ao seu estilo: - Ulysses, não foi você quem indicou o Pedro Simon para a Agricultura? - Fui eu. - Pois é. A única fazenda que ele conhece é tecido “do loja” – disse Tancredo, referindo-se bem humorado à ascendência árabe de Simon.

Aécio não acredita que a nova equipe econômica cumpra as promessas de Dilma em campanha

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íderes do PT e do PMDB no Senado elogiaram as indicações de Joaquim Levy e de Nelson Barbosa para os ministérios da Fazenda e do Planejamento, respectivamente. O discurso é de que darão “credibilidade” à equipe econômica e farão ajustes fiscais para promover a retomada do crescimento do país. Já o senador Aécio Neves (PSDBMG) disse que Dilma “mentiu durante a campanha eleitoral” e que o governo dela é “refém de contradições”. O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), disse que Levy e Barbosa têm credibilidade junto ao mercado e aos partidos políticos. Afinado com o Palácio do Planalto, o petista disse que eles farão o ajuste necessário, mas que isso é apenas “uma etapa” e não um fim em si mesmo, como na era do PSDB. “Foi um gol de placa. Foi muito importante a fala deles no sentido da necessidade do ajuste, de choque, de combate à inflação, mas entendendo

isso como uma etapa necessária para a retomada do crescimento. A nossa diferença para os tucanos é que, para eles, o ajuste fiscal é um fim, uma política em si e não uma etapa. E nossa receita será bem menos amarga do que aquela que eles aplicaram”,

CREDIBILIDADE

O discurso é de que darão “credibilidade” à equipe econômica e farão ajustes fiscais para promover a retomada do crescimento do país. Aécio Neves afirma que Dilma “mentiu durante a campanha eleitoral” disse Humberto Costa, acrescentando: “E são pessoas que têm credibilidade junto ao mercado e aos partidos”. Elogios Ex-ministra da Casa Civil, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) fez vários elogios à

escolha dos dois ministros e da manutenção de Alexandre Tombini no Banco Central. “Vão dar à presidente Dilma grande estabilidade. São os três mosqueteiros da presidente Dilma. E vão dar condições de desenvolvimento e, sobretudo, de continuidade, em relação ao discurso da campanha, porque ela vai continuar os programas que estão dando esses resultados”, disse Gleisi, que fez uma homenagem ao atual ministro da Fazenda, Guido Mantega: “Muitas vezes se criticou o ministro Mantega nos últimos anos. Mas sei a dureza que é estarmos em cargo público em momentos difíceis”. Alerta O líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), fez questão de dizer que eles tinham credibilidade no mercado, mas alertou para os momentos difíceis da economia. “Cria um momento de credibilidade, mas a perspectiva de um ano fiscal não é das mais alvissareiras”, disse Eunício.

Tentativas de desrespeitar metas DIVULGAÇÃO

Para Aécio Neves, a presidente Dilma Rousseff mente à nação sobre as metas fiscais

Candidato derrotado nas eleições, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse que a presidente Dilma Rousseff “mentiu na campanha eleitoral” e tenta desrespeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), ao querer mudar a meta fiscal de 2014. “As contradições, cada vez maiores, da presidente Dilma Rousseff sinalizam um governo sem planejamento, que não sabe a direção que vai tomar. Hoje, fica evidente que ela sabia

estar mentindo ao país durante toda a campanha eleitoral. A presidente escolheu novos nomes para área econômica do governo tentando acalmar o mercado e recuperar a credibilidade perdida. Mas, ao mesmo tempo, protagoniza no Congresso mais um violento ataque à credibilidade do país ao afrontar a Lei de Responsabilidade Fiscal, alterando as metas de superavit, e usando como moeda de troca os cargos públicos de sempre - disse

Aécio Neves, acrescentando: “Qual é o verdadeiro rosto do novo governo Dilma Rousseff? Refém de tantas contradições, o governo corre o risco de não ter nenhum”. O líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), elogiou os nomes, mas disse não saber se eles terão autonomia para trabalhar. “São nomes que dão respaldo técnico à nova equipe econômica, mas que não são adeptos do mesmo Evangelho que Aloizio Mercadante.


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FOTOS: IONE MORENO

ABANDONADOS Moradores do ‘outro lado’ querem emancipação

Sem sintonia e atenção política, que depende da gestão municipal de Iranduba, as aproximadamente 15 famílias residentes no distrito clamam por autonomia

JOELMA MUNIZ Equipe EM TEMPO

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om problemas de todas as ordens e vivendo um clima de insatisfação política, os moradores da comunidade de Cacau Pirêra, ligada à capital pela ponte Rio Negro, fazem parte de um grupo de amazonenses que sonham com a emancipação das suas terras. A falta de sintonia e atenção da gestão municipal, além da longa distância entre a comunidade e a sede do município, são apontadas como os principais motivos para o pleito das aproximadamente 15 famílias, como apontam dados fornecidos pela prefeitura de Iranduba.

REGIÃO

METROPOLITANA Para o trabalhador informal Francisco das Chagas, 28, é clara a necessidade de implantar na comunidade os poderes políticos, já que sem muitos recursos e tempo fica difícil pleitear qualquer benefício junto ao prefeito. “Muitas vezes não temos dinheiro nem para comprar

comida, e ir ao Iranduba requer dinheiro. Ainda temos que contar com a sorte para encontrar o prefeito ou mesmo os vereadores na Câmara Municipal. Falar com os secretários é ainda mais complicado”, destacou. Entre as manifestações populares em prol de deixar a luta pela emancipação evidente, os moradores de Cacau Pirera e comunidades adjacentes já chegaram a coletar centenas de assinaturas, que em forma de abaixo assinado foram encaminhadas à Comissão de Assuntos Municipais da Assembleia Legislativa do Amazonas (Comam-Aleam). Entretanto, não cabe à casa, já que o projeto que viabilizaria a tomada

Vereador apoia o desmembramento Quem também se coloca favorável a questão da emancipação do Cacau Pirêra é o vereador e candidato à presidência da Câmara Municipal, Paulo Bandeira (PSD). O parlamentar frisou que os moradores têm razões para criticar e reivindicar melhorias, es-

pecialmente de infraestrutura, e que à medida que o desmembramento fosse concedido, seria mais viável a realização de ações sociais e estruturais. “Acredito que temos na federação municípios menores que o Cacau Pirêra. A comunidade já possui uma estrutura in-

dustrial, potencial turístico e a quantidade de moradores necessária para a sua emancipação”, destacou. De acordo com Paulo Bandeira, o orçamento do município, em 2014, é de algo em torno de R$ 70 milhões e de R$ 30 mil a R$ 50 mil em royalties da Petrobras.

Parlamentar da Câmara Municipal de Iranduba é favorável à emancipação de Cacau Pirêra

de decisão pelo parlamento estadual foi vetado pela Presidência da República em agosto de 2013. Na ocasião, a presidente Dilma Rousseff (PT) alegou que a proposta que estabelecia novas regras para fusão, desmembramento e incorporação de municípios contrariava interesses públicos e colocava em risco a Lei de Responsabilidade Fiscal. Exigências Entre as atuais exigências para a criação de novos municípios estão: a existência de no mínimo 10 mil habitantes; ter no mínimo 40% de eleitores do total de habitantes; território contínuo e seu desmembramento não subsidiar qualquer prejuízo à

cidade-mãe. A proposta é necessária até mesmo para o prefeito da cidade, Xinaik Medeiros (Pros), que por conta da situação lastimável vivenciada pelos moradores, que acreditavam viver melhores dias, após a construção da ponte Rio Negro, sofre com uma alta rejeição dos eleitores. Ele foi apontado como ausente e ineficiente por pelo menos 30 pessoas ouvidas pelas equipes de reportagem do EM TEMPO, nos dias em que as matérias do especial foram produzidas. “Sou a favor da emancipação e reconheço que no Cacau Pirêra realmente falta muita coisa. Infelizmente não podemos fazer tudo aquilo que acreditamos ser o necessário para a melhoria

da vida do povo. A prefeitura agora tem que combater situações de uma grande cidade. A ponte fez com que as nossas demandas aumentassem significantemente”, pondera ao afirmar que os repasses estaduais e federais, como Fundo de Participação dos Municípios (FPM) estão aquém do necessário. “Temos somente em Cacau Pirêra 15 pessoas, na sede do Iranduba umas 30 mil, além das pessoas que residem no Solimões, nas comunidades e ramais. Não temos como ser eficientes 100%, temos também que arcar com as despesas do funcionalismo público. Não tem orçamento que sustente esses números”, ressaltou.


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Economia MANAUS, DOMINGO, 30 DE NOVEMBRO DE 2014

economia@emtempo.com.br

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RAIMUNDO VALENTIM

Turismo em Iranduba é só uma ilusão Economia B4 e B5

A arte de vender produtos usados Mesmo com preço barato e produto em bom estado, ainda há preconceito com artigos de segunda mão SILANE SOUZA Equipe EM TEMPO

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pesar de serem vendidos com um preço mais em conta e na maioria das vezes em prefeito estado de conservação, ainda existe “preconceito” por parte dos público amazonense quando se trata de adquirir produtos usados. Na avaliação de alguns consumidores, o motivo principal está no medo de que o objeto não venha a funcionar a contento. Para a estudante Juliana Mendonça, a justificativa para não comprar nada de “segunda mão” é o medo de adquirir o produto e de repente o objeto apresentar defeitos. “Tenho amigos que compraram celular usado e quando viram não funcionava direito, ou seja, tiveram que gastar mais dinheiro para consertar o aparelho usado do que se tivesse comprado um novo”, comenta. O microempresário Orlando Silva revela que, desde o início do período da Copa, entre os meses de junho e julho deste

ano, tenta vender, a um preço razoável, uma televisão da marca Panasonic de 32 polegadas e não consegue, apesar do bom estado de conservação do produto eletrônico. Segundo ele, o aparelho custou aproximadamente R$ 1,2 mil na loja e está em perfeito estado de uso, mesmo assim não encontra comprador. “Quase não utilizei a TV, pois saía de casa pela parte da manhã para o trabalho e quando retornava dificilmente ligava o aparelho”, ressalta. Carros Diferentemente de outros ramos, um segmento que não enfrenta tantos problemas é o da comercialização de carros seminovos. Na Dodó Veículo, na rua Major Gabriel, no bairro Praça 14 de Janeiro, Zona Sul, de acordo com o gerente de negócios, José Queiroz, mais de 90% dos veículos vendidos são seminovos. Conforme ele, há estatísticas que mostram que o automóvel seminovo sai mais que o zero quilômetro, tendência que ocorre por conta da variação de

preço entre os dois modelos. “O carro ficou entre R$ 5 mil a R$ 6 mil mais caro este ano em função da obrigação das montadoras em equipar os novos veículos com airbag e freios ABS. Porém, esses acessórios colocados num seminovo não agregam muito valor”, conta.

PRECAUÇÃO

Para comprar produtos usados é preciso tomar cuidado para evitar problemas com o negócio, sendo que a principal dica é checar a reputação do vendedor e combinar todos os passos da transação O gerente cita como exemplo a comercialização de um carro novo popular de R$ 35 mil, com prestação em torno de R$ 800, cujo comprador deve receber um salário acima de R$ 2,5 mil. Por outro lado, para um automóvel seminovo avaliado em R$ 25 mil, o valor da prestação cai para apro-

ximadamente R$ 700, sendo que o cliente precisa receber um salário entre R$ 1,8 mil ou R$ 2 mil. “Por meio dessa análise, vemos que o preço de um automóvel seminovo está dentro do comprometimento da renda da maioria das pessoas. Por este motivo, os seminovos tendem a ser vendidos com mais facilidade”, explica Queiroz. Internet O mercado automobilístico não é o único a contar com a boa demanda. Os sites na internet em que os próprios consumidores ofertam produtos, como Mercado Livre, Bom Negócio e OLX, são líderes de vendas de objetos usados. “O sucesso dos portais de comércio eletrônico é justificado pelo fato dos sites oferecerem preços bastante atrativos”, explica o vendedor Jairo Silva, que tem o hábito de comprar nesses espaços. Avarias A empresa Bemol possui duas lojas de avarias: uma no Educandos, Zona Sul, e outra

no bairro Cidade Nova, na Zona Norte. Esta última possui mais variedades de móveis. De acordo com a compradora da Loja Bemol, Edilene Serafim, os descontos dos móveis das lojas de avarias variam entre 25% e até 60% se comparado ao produto similar em perfeito estado. “A redução do preço depende do estado em que o produto se encontra. Os móveis com pequenas avarias são mais procurados devido à melhor estética do produto. Os mais danificados têm menor aceitação”, revela. Edilene conta ainda que móveis como roupeiros, copas, estantes, estofados, armários de cozinha, além de produtos de outros segmentos como geladeiras, fogões, máquinas de lavar, liquidificadores, batedeiras, todos vão para as lojas de avarias da Bemol. “Os produtos que sofreram algum dano no transporte e manuseio ou necessitaram ser substituídos após aquisição são encaminhados para a loja de avarias”, salienta.


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Economia

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Tablets baratos são uma ameaça para segurança Segundo a BlueBox, empresa especializada em proteção digital para mobilidade, esses aparelhos são vulneráveis

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Ditado “barato que sai caro” pode ser aplicado para tablets mais em conta, dizem especialistas

ão Paulo - Tablets baratos existem em abundância e você pode encontrá-los basicamente em qualquer loja de eletrônicos e, às vezes, até em supermercados. Mas é uma boa ideia ter um deles? Do ponto de vista de segurança, muitas vezes não, conforme um rela-

tório da BlueBox, empresa de segurança digital voltada para a mobilidade. Nos testes, eles descobriram que a proteção contra a instalação de aplicativos de fontes desconhecidas já vem desativada, o que facilita o download de malware que devem roubar seus dados pessoais e

bancários assim que houver a oportunidade. Não é só isso; alguns deles já vem com root de fábrica, o que facilita demais a vida de possíveis cibercriminosos esperando pela oportunidade de atacar. Em alguns casos, alguns dos aparelhos têm ferramentas de seguranças removidas propositalmente sem explicação. Nesse momento, os usuários mais experientes vão notar que nem o root, nem a liberação de uso de aplicativos de fontes desconhecidas, são necessariamente ruins. Claro que não, desde que a pessoa tenha algum conhecimento prévio de segurança digital. No entanto, estes tablets são voltados para um público que normalmente não tem essa expertise. Além disso, como muitos deles não tem o aval do Google, eles não tem nem mesmo permissão para acessar o Google Play, o que faz com que normalmente seja necessário instalar apps de origens ainda mais sombrias, sem a camada extra de proteção oferecida na loja oficial.

Há perigo também nos aplicativos Há ainda os jogos e aplicativos que já vêm pré-instalados, muitas vezes, com aplicativos maliciosos. Em um dos casos, a empresa encontrou uma versão customizada do Angry Birds criada para coletar dados extras do usuário. Fica a dica, então: evitem aqueles tablets que são baratos demais. Se for para adquirir um aparelho de baixo custo, pelo menos prefira um modelo antigo de uma empresa de renome.

TECNOLOGIA

Voos da TAM terão sinal Wi-Fi grátis São Paulo - O grupo Latam, que controla a TAM e a LAN, vai disponibilizar sinal Wi-Fi para seus passageiros durante os voos. O sistema vai funcionar apenas dentro das aeronaves e vai permitir que cada pessoa assista a filmes e séries usando seus próprios dispositivos. Para ter acesso à conexão, será necessário baixar um aplicativo chamado LAN e TAM Entertainment. Ao abrir o app os usuários terão acesso a um portal com opções de filmes, séries, músicas, notícias, livros e informações turísticas. Um serviço semelhante já existe nos Estados Unidos e na Europa, mas essa é a primeira vez que ele está disponível na América do Sul. Ainda neste mês, as duas companhias aéreas começarão a oferecer em voos nacionais e internacionais um canal do YouTube no serviço de entretenimento. Quando houver tela individual, o passageiro poderá optar por acessar até 120 minutos de vídeos do site. O voo que vai inaugurar o serviço wireless ainda não foi definido.


Economia

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Recusa de cheques reduz o calote no comércio local SILANE SOUZA Equipe EM TEMPO

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astante usado em outras épocas, o pagamento com cheques está em desuso no comércio amazonense. De acordo com a Associação Comercial do Amazonas (ACA), menos de 10% dos estabelecimentos comerciais da região aceitam o documento como forma de pagamento das compras ou por serviços. A rigidez dos comerciantes, no entanto, gerou um dado curioso: a queda do índice de devolução de cheques sem fundos nas lojas locais. De janeiro a setembro deste ano, por exemplo, o Amazonas chegou a ser o Estado brasileiro que registrou o menor percentual de cheques devolvidos por falta de fundos, de acordo com uma pesquisa do Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundos. Para o presidente da ACA, Ismael Bichara, o que acontece é que as instituições financeiras não se responsabilizam com o pagamento do cheque e os cidadãos não honram o documento e utilizam com irresponsabilidade. “Não é só no Amazonas que a aceitação

do cheque é baixa. A prática ocorre em todo o Brasil. Poucos estabelecimentos aceitam porque quando recebem via sem fundo não têm onde recorrer do prejuízo”, frisa. Bichara destaca que o cheque é uma boa forma de pagamento, porém não está sendo utilizado corretamente. Segundo ele, alguns lojistas

LIDERANÇA

Enquanto o Amazonas lidera o ranking dos Estados onde se registra o menor índice de devolução de cheques sem fundos, segundo a Serasa Experian, Roraima lidera devoluções no Brasil da região apenas aceitam em negociações com clientes que são cadastrados e que compram em grande volume. Contudo, Bichara salienta que esse tipo de documento está sendo substituído pelos cartões, principalmente os de débito. “O empresário paga uma taxa de administração do cartão, mas é uma venda garantida”, aponta.

Os postos de combustíveis foram um dos primeiros pontos comerciais a não aceitar mais cheques. Para o gerente de um posto BR, localizado na avenida São Jorge, no bairro de mesmo nome, na Zona Oeste, Juracy Nunes, os problemas ocasionados por essa forma de pagamento foram as causas da abolição do documento. “Desde que entrei na empresa, fiquei sabendo que o estabelecimento não aceitava mais cheque”, disse. Nas grandes redes de lojas de Manaus, a situação não é diferente dos postos de combustíveis. Alguns estabelecimentos, para evitar o “tombo”, se recusam a receber cheques como forma de pagamento. “Evitamos aceitar para não ter problemas depois com a falta de fundos dos cheques”, informa a gerente de uma grande rede lojas de confecções da cidade, que pediu para não ter o nome divulgado. De acordo com o Serasa Experian, a devolução de cheques no Amazonas está abaixo da média nacional. As medidas de precaução tomadas pelos comerciantes da região contribuíram para a queda desse índice e, consequentemente, para redução dos prejuízos.

ARQUIVO EM TEMPO

Negativa dos lojistas em aceitar essa forma de pagamento resulta na queda da devolução de cheques sem fundos

Mais de 90% dos estabelecimentos comerciais do AM não permitem pagar com cheques, diz ACA


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Economia

Turismo, uma doce ilusão Mesmo com todo o potencial turístico e industrial, favorecido pela inauguração da ponte sobre o Rio Negro, Iranduba ainda está longe de usufruir dos dividendos econômicos necessários para desenvolver o município vizinho de Manaus EMERSON QUARESMA Equipe EM TEMPO

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ugar de um potencial imensurável para o turismo, Iranduba é um dos municípios da Região Metropolitana de Manaus (RMM) que não consegue usufruir daquilo que Deus lhe deu. Banhado pelos dois rios mais famosos do Amazonas - Solimões e Negro -, a cidade recebe nas suas florestas, em

todas as épocas do ano, um número de turistas estrangeiros de todos os continentes do planeta não estimado pela Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur). Contudo, a visitação não rende ao município arrecadação para que a sua sede ganhe ar de cidade turística. Segundo o comerciante Mário José Almeida, 43, a sede de Iranduba não serve nem mesmo de passagem dos turistas para que eles tenham

acesso aos pacotes turísticos de aventuras na selva e comunidades tradicionais. A dona de casa Amanda Soares Correia, 36, conta que é rara a presença de um turista na sede do município, principalmente porque o lugar não tem rede hoteleira de qualidade e nenhum atrativo que o faça passar pela cidade antes de seguir para as belezas naturais encontradas nos arredores. Conforme o secretário-execu-

tivo de Turismo de Iranduba, Ney Lopes, as agências de turismo acomodam o visitante nacional ou estrangeiro em Manaus. Da capital, ele é levado para as mais de 20 hospedagens, entre hotéis de selva e pousadas comunitárias, instaladas nas comunidades do município. “O município recebe todo tipo de turista, mas o principal é o estrangeiro. Hoje tem muito chinês conhecendo nossas florestas e comunidades, mas os

principais ainda são os norteamericanos e os japoneses”, diz Lopes. “Acontece que hoje não é viável trazer o turista para a nossa sede porque não temos o que oferecer. Não queremos vender essa imagem”, avalia. O secretário observa que Iranduba é um dos maiores polos turístico do Amazonas, mas é diferente de municípios turístico como Presidente Figueiredo e Rio Preto da Eva, ambos da RMM, que oferecem atrações

naturais como rios e corredeiras logo na entrada da cidade. “O prefeito está há dois anos na administração do município e só agora conseguiu tirará-lo da inadimplência. No passado ninguém se preocupou com o turismo. Não temos um mercado municipal de qualidade, que é o primeiro ponto da cidade que o turista procura para conhecer a comida e o artesanato típico”, comenta Lopes.

Pesca esportiva é uma opção

Pirarucu manejado é vendido na Praça dos Três Poderes

Uma das apostas do município para o futuro, assim que recuperar as contas e “arrumar a casa”, segundo o secretário de turismo, será a região conhecida como Ilha da Paciência. Localizada as margens do rio Solimões, o lugar tem 62 lagos que permanecem com água durante o ano todo. Lopes diz que, em 2015, dentro do Acordo de Pesca da comunidade, em parceria com a Amazonastur, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Nacional Reforma Agrária (Incra), será iniciada a prática de pesca esportiva em ambiente natural, principalmente do tucunaré, que existe em grande quantidade nas águas da Paciência. O secretário informa que a comunidade receberá curso de qualificação para receber os turistas, e na comunidade, com recursos do Incra, está prevista a construção de uma pousada comunitária.

Segundo o secretário de Turismo, a comunidade, que atualmente serve de lar a aproximadamente 120 famílias, é de espaço para o manejo sustentável do pirarucu. Neste mês, os comunitários da região estão realizando o abate autorizado de 105 pirarucus. Número quase o dobro do pescado manejado no ano passado que foi apenas de 55 pirarucus. “Nessa semana, eles irão vender o pirarucu manejado na sede do município, na Praça dos Três Poderes”, afirma Morador de Manaus, o estudante Nicolas Lopes Caldas, 19, avalia que a ideia de fomentar a pesca esportiva será um ganho importante para Iranduba como atrativo turístico. Ele avalia que a pesca é um potencial do município que precisa ser estruturado. “Sempre que vou a Iranduba nos finais de semana com o papai pescar nas margens do Solimões, encontro muitos moradores de Manaus”, comenta.

Comunidades atraem os turistas

Restaurantes flutuantes são uma das poucas diversões turísticas na comunidade do Janauari

Entre as grandes atrações naturais Iranduba, está a comunidade do Janauari. Localizada na região onde acontece o encontro dos rios Negro e Solimões, a localidade há 40 anos serve ao Amazonas como base para o turismo no mundialmente famoso encontro das águas. Segundo o secretário, a comunidade é formada principalmente por flutuantes, para onde são levados os visitantes. Lopes conta que o município trabalha para os próximos anos a criação do projeto Bosque do Seringal, na Vila Nova, região de terra firme. Serão criadas trilhas, construídas as casas do seringueiro, do caboclo, da farinha, além do espaço para o artesanato regional. Na rodovia Manoel Urbano,

AM-070, depois da ponte, o secretário aponta a existência de pelo menos sete espaços públicos que são pontos de encontro do manauense, principalmente nos finais de semana e feriados prolongados. Para começar, no quilômetro 20, está a entrada da vicinal que dá acesso às praias e às ruínas da comunidade do Paricatuba. No quilometro 22, Lopes indica a vicinal que dá acesso à cachoeira do Castanho, que funciona de setembro a janeiro. Seis quilômetros depois, no 28, está o ramal da Serra Baixa, que da acesso à praia do Açutuba. No lugar, Lopes diz que estão instalados de oito a dez pousadas e até 15 restaurantes. “É um movimento muito grande de manauenses. Maior até que o da Ponta Negra”, comenta.

Mais à frente, no quilômetro 30, o secretário de Turismo aponta a vicinal que dá acesso ao Lago do Limão. Segundo ele, a região é própria para passeios na selva e pesca esportiva, dada a existência de tucunaré nessas águas. “Estamos trabalhando o projeto para passeios e pesca esportiva”, afirma. Já no quilômetro 35, Lopes fala do ramal que leva ao lago do Ariaú, com acesso ao hotel de selva com o mesmo nome, e também a Pousada Amazônia, além da tribo indígena SahuApé. De volta ao rio Negro, o secretário enumera a existência das comunidades do Acajatuba e da reserva da Fundação Amazônia Sustentável (FAZ), próximas às Anavilhanas, no município de Novo Airão.


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FOTOS: RAIMUNDO VALENTIM

REGIÃO

METROPOLITANA

Um dos mais fortes atrativos turísticos em Iranduba são as belezas das praias como a de Açutuba e a dos Japoneses, que além do banho, possuem outras alternativas de lazer com segurança

Rede hoteleira local é precária Sem hotéis na sede do município, Iranduba conta uma série de hotéis, pousadas e restaurantes nas comunidades do seu entorno. Mas, para saber a quantidade real desses empreendimentos, o secretário de Turismo afirma que há uma semana iniciou o levantamento para catalogar todos os empreendimentos e buscar com isso a arrecadação do turismo que o município não tem. Para isso, iniciou as visitas aos hotéis, pousadas e balneários a fim de cadastrá-los e entregar um certificado de reconhecimento do Ministério do Turismo. Em parceria com a Sala do Empreendedor do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebra-AM), será liberado o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) ao estabelecimento que está na informalidade, com carência de três meses para contribuir. “Retiramos da informalidade e melhoraremos a arrecadação municipal”, diz.

Dessa forma, o secretário espera ajudar a prefeitura a combater o estado de abandono da sede do município que a gestão recebeu como, por exemplo, o mirante nas proximidades da orla do Solimões. Tomado pelo mato, o lugar construído em área federal contém dez estruturas semiacabadas que serviram a bares e restaurantes e eram um dos poucos pontos atrativos da cidade. Segundo o mecânico Flávio de Souza, 28, que trabalha em oficina próxima ao espaço abandonado, o lugar que atraía muitos manauenses agora é ponto de consumo e tráfico de drogas e de prostituição. “Tudo começou quando mudou de prefeito. Tiraram os guardas municipais e começaram a roubar os bares, que foram falindo”, conta. “Falaram de um projeto de recuperação do mirante. Será muito bom para o município”, completa.

Mirante na orla do Solimões está abandonado em Iranduba

Café regional prolifera na região

Guimarães e sua esposa Dilma investiram na comida típica regional na beira da estrada

Com a ponte sobre o rio Negro e a duplicação em curso da rodovia Manoel Urbano, AM-070, a estrada do município de Iranduba passou a ser destino de manauenses que buscam por café regional nas manhãs de finais de semana e feriados prolongados, e até mesmo comidas típicas. O empresário Marcelo da Silva Trajano, 36, conta que quando quer se livrar do sufoco de Manaus, ele “foge” rumo à ponte sobre o rio Negro à procura de lagos, praias e igarapés ao longo da estrada. Mas, antes leva a família para tomar um café em um dos vários restaurantes espalhados pela Manoel Urbano e pela estrada Carlos Braga. Quando estica um pouco mais o passeio, procura por um peixe

assado ou uma galinha caipira. “Depois da ponte, nasceram muitos restaurantes nessas estradas. É uma ótima opção para quem quer se livrar do sufoco que é Manaus”, avalia. O proprietário do Palhetas Restaurante e Peixaria, Gracenildo Guimarães, comemora a evolução comercial que sentiu nos dois anos desde que comprou o restaurante de um primo seu, localizado no quilômetro 6 da rodovia Carlos Braga, ao lado do café da manhã do Rivaldo. Segundo ele, nesse ano o estabelecimento tem movimento de 50 a 70 pessoas dia e nos finais de semana até 200. No ano passado, a média da semana era de até 40 clientes por dia e nos finais de semana não passava de 130.

“A ponte facilitou muito. Em 25 minutos você está no centro de Manaus. É mais fácil do que quem está na Zona Leste da capital. E agora com a duplicação da estrada que está em curso pelo governo do Estado vai melhorar ainda mais”, comemorou. Guimarães disse que o carrochefe do estabelecimento são a carne de sol, o tambaqui assado e galinha caipira. A banda de tambaqui para quatro pessoas sai a R$ 75, a panelada de galinha caipira também para quatro pessoas custa R$ 70 e a carne de sol com acompanhamento para duas pessoas sai da R$ 38. “Distribuí muitos cartões em Manaus. Por isso, tem muitos clientes que ligam para adiantarmos o pedido”, conta o empreendedor.


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País

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OIT critica redução de idade

mínima para o trabalho Três Propostas de Emenda à Constituição que tramitam na Câmara dos Deputados querem impor idade de 14 anos

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rasília (DF) - A diretora do escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Laís Abramo, e a secretária-executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), Isa Maria Oliveira, afirmaram na última quinta-feira que será um retrocesso para o país se o Congresso aprovar as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) 35/11, 18/11 e 274/13, que reduzem para 14 anos a idade mínima para o trabalho infantil. Hoje, a idade mínima é 16. Entre 14 e 16, os menores podem ser contratados como aprendizes. Em audiência pública que comemorou os 20 anos do fórum, Isa Oliveira destacou que o Estado brasileiro tem que enfrentar o desafio de retirar 3,1 milhões de crianças que se encontram trabalhando em vários setores. Segundo ela, o Brasil só vai conseguir alcançar a meta global de acabar com o trabalho de crianças e adolescentes até 2020 se houver uma participação ativa da sociedade, governo, Judiciário e Parlamento. As PECs já tiveram parecer pela admissibilidade e aguardam votação na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). “Eu acredito que nós temos a força de uma mobilização social muito grande para impedir esse retrocesso social de reduzir a idade mínima para o trabalho”, disse Isa Oliveira. “Nós temos força e nós estamos dispostos a enfrentar esse desafio e a impedir

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esse retrocesso, porque isso é violar uma conquista de toda a sociedade brasileira e a dignidade das crianças e dos adolescentes”, acrescentou a secretária-executiva do fórum. Ameaça Laís Abramo afirmou que, apesar de o Brasil ser referência na área e ter retirado mais de 5 milhões de crianças em situação de trabalho infantil nos últimos 20 anos, a aprovação dessas PECs é uma ameaça às convenções internacionais. “Isso seria um retrocesso e contrariaria a própria convenção da OIT que foi

Isso será um retrocesso e contrariaria a própria convenção da OIT que foi ratificada pelo Brasil

Laís Abramo, Diretora da OIT-Brasil

ratificada pelo Brasil”, disse Laís Abramo. “E o Brasil tem um papel central. Não apenas pelos números, que sempre influenciam a média da América Latina, mas porque as políticas e boas práticas que são desenvolvidas aqui são referências para outros países. Daqui que surgiu a ideia da América Latina e Caribe livres do trabalho infantil”, ressaltou a representante da OIT na comissão.

Atualmente, a idade mínima para o trabalho é de 16 anos. Entre 14 e 16 anos, o menor pode ser contratado como aprendiz

Hoje, CF proíbe trabalho perigoso para menor Atualmente, a Constituição proíbe o trabalho noturno, perigoso ou insalubre ao menor de 18 anos e de qualquer trabalho a menor de 16 anos, exceto aprendiz, a partir de 14 anos. Já o decreto 6481/08, que regulamenta a Convenção 182 da OIT, lista

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93 diferentes atividades que oferecem riscos para a saúde e desenvolvimento das crianças e adolescentes, como trabalhos domésticos e os que exigem esforços físicos intensos, isolamento, abuso físico, psicológico e sexual, longas jornadas de trabalho

e sobrecarga muscular. A deputada Flávia Morais (PDT-GO), que presidiu a audiência pública, ressaltou que ainda hoje muitos pais acreditam que quanto mais cedo a criança trabalhar, mais estará preparada: “Nós que trabalhamos e convive-

mos com esse importante desafio sabemos que, dependendo do tipo de trabalho e da fase em que isso é imposto a uma criança, ele pode deformar, não formar. Por isso, o papel do fórum de mobilizar a sociedade é muito importante”.

PETRÓLEO

Pré-sal resiste a preços baixos

A Petrobras extraiu petróleo do pré-sal pela primeira vez há 6 anos, em setembro de 2008

Riode Janeiro (Reuters) - Os projetos do pré-sal do Brasil, que em geral demandam grandes investimentos para extrair o petróleo de áreas bastante profundas, resistem a preços mais baixos que os atuais sem serem inviabilizados, afirmou a diretorageral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). “Não tem nenhum projeto do pré-sal que eu conheço que não resista a 72 dólares... ou que não resista a 60 dólares. Pode cair, ainda tem um bom espaço para cair”, afirmou Magda Chambriard em entrevista a jornalistas, após evento no Rio de Janeiro. O petróleo tipo Brent, referência no plano de investimento da Petrobras, fechou na sexta-feira, 28, a 70,15 dólares o barril, com queda de 3,35 por cento. Já o petróleo WTI, negociado nos Estados Unidos, fechou 66,15 dólares o barril, com queda de 10,23 por cento, ainda repercutindo a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de não cortar produção na véspera. A Petrobras, que domina a

produção no pré-sal, ainda pode lucrar se os preços caírem mais. No ano passado, a estatal afirmou que poderia ganhar dinheiro com seus campos em águas ultra-profundas do pré-sal mesmo se Brent caísse para 40 dólares a 45 dólares por barril. Já houve precedentes de

FORTE

Mesmo que o preço de mercado do petróleo caia, os projetos do pré-sal não sofrerão abalos, segundo análise da diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard tais colapsos. O petróleo Brent caiu para cerca de 36 dólares por barril no final de 2008, durante a crise financeira global. A diretora-geral também defendeu a resistência de projetos fora do pré-sal. “Ainda temos projetos muito robustos, porque o ganho de escala é imenso”, afirmou. “Ainda temos um pulmão

bem grande”. Shell está preparada Uma das maiores produtoras privadas de petróleo no Brasil, a anglo-holandesa Shell, também está preparada para enfrentar diferentes cenários no Brasil, segundo explicou o presidente no país, André Araújo. “A Shell normalmente é bem conservadora na hora de fazer a avaliação de seus projetos, e a gente coloca o custo de barril de uma forma conservadora... nós estamos tranquilos”, afirmou Araújo. De acordo com o executivo, a anglo-holandesa sempre trabalha com a perspectiva de que o preço do petróleo é volátil e que os projetos têm vida muito longa e precisam resistir. Araújo evitou fazer previsões sobre como a empresa espera que os preços se comportem. “Eu acho que o mundo hoje é mais volátil, acho que viver hoje dentro de volatilidade é uma questão de sobrevivência e acho que é muito difícil falar hoje sobre tendência. Eu não tenho ainda o que falar, está todo mundo tentando entender em que direção vai”, afirmou o presidente da Shell.


Mundo

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Mãe mata 25 membros do Talibã após morte do filho REPRODUÇÃO

Ao presenciar assassinato por grupo terrorista, Reza Gul diz ter seguido seus instintos maternais e pegado em armas

Reza Gul (no centro), a mãe do policial morto pelo Talibã, se revoltou e resolveu vingar a morte de seu filho, matando 25 membros da facção terrorista do Afeganistão. Sua família a ajudou

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ão Paulo (SP) - Em ato de vingança, uma mãe afegã diz ter matado pelo menos 25 membros do Talibã, depois que o grupo assassinou seu filho na cidade de Balabolok, na província de Farah, situada na região oeste do Afeganistão, reportou nesta semana o jornal local “Tolo news”. Seguindo seus instintos maternais, Reza Gul explicou ao veículo que “não teve outra escolha senão pegar as armas”. Seu filho – Safiullah – era o chefe do posto policial do distrito e comandava outros dez policiais. No último dia 17 deste mês, seu posto foi alvo de ataques do Talibã e Safiullah foi

morto em meio ao confronto. “Era em torno de cinco horas da manhã quando os combates se intensificaram. Eu não consegui me conter. Peguei uma arma e comecei a atirar de volta”, disse Gul. Minutos depois, o marido, outros dois filhos e a nora se juntaram a ela e passaram a atirar contra os insurgentes. “Começamos uma espécie de guerra familiar contra o Talibã”, definiu Fatima, uma das filhas. “Safiullah foi morto diante dos meus olhos. Eu estava comprometido a desistir da minha vida, mas jamais do ponto do qual meu filho era responsável”, disse Abdul

Satar, marido de Gul. Segundo o general Abdul Razaq Yaqubi, chefe da polícia da província, 400 membros do Talibã atacaram Balabolok naquela madrugada, na tentativa de tomar a area. Além dos 25 mortos, outros 31 ficaram feridos com o contra-ataque da família de Gul durante os combates que perduraram horas. “Nós estamos orgulhosos da coragem desta família. Esta saga será lembrada por muito tempo pela polícia e pelos moradores da província de Farah”, elogiou Yaqubi. Escalada de violência Na última semana, o Talibã

ATAQUES

Na última semana, o Talibã realizou dois atentados em represália às medidas tomadas pelo Parlamento afegão. Um deles foi um ataque suicida que matou mais de 50 pessoas durante uma partida de vôlei realizou dois atentados em represália às medidas tomadas pelo Parlamento afegão. O primeiro foi no domingo passado, quando um ataque suicida matou mais de 50 pessoas

durante uma partida de vôlei, após a Câmara Baixa aprovar um acordo de continuidade das tropas norte-americanas sob a justificativa de segurança para o país até 2024. Na manhã da última quintafeira, a Câmara Alta apresentou sinal positivo para o mesmo contrato com os EUA, o que provocou a revolta do grupo extremista. Em seguida, um veículo da embaixada britânica foi alvo de um homem-bomba que estava em uma moto na capital, Cabul, resultando na morte de pelo menos 5 pessoas e 34 feridos. Esses fatos acontecem

dias antes da Conferência de Londres, encontro entre chefes de Estado previsto para acontecer nos dias 3 e 4 de dezembro, quando serão discutidas questões de segurança no Afeganistão. Eleito há poucos meses, o presidente Ashraf Gani espera obter mais acordos financeiros com a comunidade internacional para combater o Talibã. O país atravessa um de seus períodos mais violentos depois que, no ano passado, as forças do país se tornaram responsáveis pela segurança nacional após a retirada paulatina da missão da Otan.

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SEM FUNDOS

Estado Islâmico pode perder guerra Londres (Thomson Reuters Foundation) - Militantes do Estado Islâmico podem acabar perdendo a guerra no Iraque e na Síria por não terem dinheiro suficiente para administrar os territórios sob seu controle, apesar de terem bens no valor de mais de US$ 2 trilhões, disseram especialistas em terrorismo internacional. Os custos administrativos, como pagamento de funcionários civis e militares, manutenção de estradas, escolas, hospitais, rede de eletricidade e água, estão muito além do alcance dos radicais sunitas, afirmou Jean-Charles Brisard, especialista em financiamento terrorista e consultor de inteligência empresarial. “Isso significa que provavelmente chegará um momento no qual a população poderia se voltar contra o Estado Islâmico, o que não é o caso presente, especialmente... no Iraque”, disse Brisard em uma entrevista na semana passada. Os líderes tribais sunitas do Iraque podem selar o destino dos militantes islâmicos, acrescentou. Em

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2006 e 2007, eles tiveram um papel crucial no combate ao grupo, então chamado Al Qaeda no Iraque, com apoio dos Estados Unidos. Desde então, entretanto, o apoio ao Estado Islâmico aumentou, sobretudo entre líderes tribais iraquianos ressentidos por terem sido escanteados pelo governo de maioria xiita do ex-primeiro-ministro Nuri al-Maliki. Relatório O cenário político no Iraque e na Síria levou à ascensão do grupo radical e à captura de territórios nos dois países, “e isso pode decidir seu destino amanhã”, de acordo com o relatório da “Thomson Reuters” “Estado Islâmico: O Financiamento Terrorista Baseado na Economia”. O relatório foi divulgado no começo deste mês por Brisard e Damien Martinez, diretor de vendas da “Thomson Reuters Risk” no leste da Europa e coautor de “Zarqawi: O Novo Rosto da Al-Qaida”. O Estado Islâmico é a organização terrorista mais rica

do mundo, com uma renda estimada em cerca de US$ 2,9 bilhões por ano, grande parte derivada de petróleo, gás e de projetos agrícolas que controla. O grupo gerencia fábricas, refinarias de petróleo e até bancos. Os ataques aéreos liderados pelos EUA estão alvejando militantes em solo iraquiano e sírio, mas os norte-americanos não querem interromper as atividades econômicas em areas controladas pelo grupo, afirmou Brisard. Os EUA não estão atacando caminhões de petróleo, por exemplo, porque se matarem os motoristas a população local pode se voltar contra os norte-americanos, segundo o relatório. O Estado Islâmico recebe cerca de US$ 30 milhões por mês, ou 12% de sua renda total, de extorsões, de acordo com o documento. A renda do petróleo representa 38%, o gás 17%, sequestros e resgates 4% e doações outros 2%. O restante vem de gás, produtos de fosfato, cimento, trigo e cevada, disse o relatório.

Relatório mostra que a ascensão do Estado Islâmico no Oriente pode estar chegando ao fim

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Mundo

MANAUS, DOMINGO, 30 DE NOVEMBRO DE 2014


MANAUS, DOMINGO, 30 DE NOVEMBRO DE 2014

diadia@emtempo.com.br

Paic-FCecon registrou seis pesquisas

(92) 3090-1041

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FOTOS: DIVULGAÇÃO

Caderno C

Dia a dia

IONE MORENO/ARQUIVO EM TEMPO

REGIÃO METROPOLITANA AINDA ESPERA

A TRAVESSIA PARA O FUTURO C om 3.595 metros, a primeira ponte de grandes dimensões construída sobre um rio em solo amazônico foi inaugurada com discursos otimistas de que, além de representar o mais ousado monumento arquitetônico do Estado, seria a redenção econômica e o marco de prosperidade e integração da Região Metropolitana de Manaus. Três anos depois, oito municípios amazonenses e cerca de 2 milhões de habitantes ainda aguardam a sonhada travessia para o futuro, que ainda não aconteceu

REGIÃO

LITANA METROPO MÁRIO ADOLFO Equipe EM TEMPO

Quando a ponte sobre o rio Negro foi inaugurada, no dia 24 de outubro de 2011, os discursos políticos, carregados de emoção, pintaram o colosso de concreto e ferro como uma travessia “do Estado para o futuro”, que dotaria a Região Metropolitana de Manaus da infraestrutura necessária para torná-la “uma cidade economicamente sustentável”. As previsões otimistas justificavam os investimentos na ousada obra arquitetônica. Afinal, o sonho custou aos cofres públicos a bagatela de R$ 1,099 bilhão – R$ 586 milhões do BNDES e R$ 513 milhões do governo estadual. E esse valor tornou-se o calcanhar de Aquiles do projeto, que passou a receber uma saraivada de críticas ácidas. “É mais caro que a ponte do Japão”, diziam. O ex-governador Gilberto Mestrinho, por exemplo, ao avaliar o projeto, foi mais ácido ainda. — Essa obra, a da ponte, vai ligar nada com coisa alguma –, detonou, durante uma entrevista. Gilberto era contra a gastança que, segundo ele, poderia ser investida em outros projetos com maior retorno social. — Eu acho que com três ou quatro balsas novas e um porto decente melhorava e muito a travessia. Com esse dinheiro, fazia o diabo nesses municípios, mas não quiseram fazer –, criticou Mestrinho. Críticas à parte, é claro que a ponte acabou com o sofrimento da antiga travessia por balsa. Quem viveu aquele tempo sabe que às vezes a espera na fila de carro, no porto do São Raimundo ou no de Cacau Pirêra (na volta) se

alongava por mais de seis horas. Logo, a ponte trouxe, sim, muitos benefícios, principalmente no que diz respeito à facilidade e rapidez com que se atinge a chamada Região Metropolitana, a interligação entre Cacau Pirêra, Iranduba, Novo Airão e Manacapuru. Mas, a cobrança está justamente aí. O tão propagado “ganho” para a região não aconteceu. Na época, se propagava que o maior benefício gerado pela ponte sobre o rio Negro seria “o desenvolvimento que vai proporcionar à região”. — A ponte abre um leque de novas oportunidades e de desenvolvimento socioeconômico para o interior. Com a ponte Rio Negro, o governo do Amazonas vai fomentar a economia e ampliar a oferta de equipamentos públicos, principalmente nos municípios da Região Metropolitana diretamente influenciados pelo empreendimento: Manaus, Iranduba, Manacapuru e Novo Airão –, disse um governante à época. A ideia era facilitar o escoamento da produção, além de avançar em projetos de infraestrutura do governo estadual, como a implantação da Cidade Universitária da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em Iranduba. E isso, de fato, aconteceu com a criação da Central de Abastecimento, orçada em R$ 5,5 milhões, que atende feirantes, comerciantes e produtores rurais de Iranduba, além de Manacapuru, Novo Airão, Careiro e adjacências. Mas, no caso de Cacau Pirêra, o distrito está abandonado desde que perdeu a condição de porto das balsas. O comércio perdeu a força, a Prefeitura de Iranduba virou as costas e o governo do Estado deixou a boa e velha Cacau entregue à própria sorte, mergulhada na criminalidade, no lixo e na escuridão. Região Metropolitana A Região Metropolitana de Manaus nasceu sob o signo verde. É a única encravada em ambiente de floresta no planeta, com população superior a 2 milhões

de habitantes. Foi instituída pela Lei Complementar número 52, de 30 de maio de 2007. Está entre as maiores metrópoles do mundo em extensão territorial, maior mesmo que alguns países. De fato, como pregava a propaganda oficial da época, a região possui potencialidades macroeconômicas extraordinárias. “Ela é o presente e o futuro ao mesmo tempo”, diziam da faixa de 101.474 km2 abrangendo oito municípios – Careiro da Várzea, Iranduba, Itacoatiara, Manacapuru, Manaus, Novo Airão, Presidente Figueiredo e Rio Preto da Eva. Acontece que até a presente data, essas potencialidades não foram exploradas. O boom na oferta de emprego também não ocorreu. As previsões otimistas estavam baseadas na constatação de que ao longo desses municípios existe uma série de atividades econômicas, como extrativismo, piscicultura, produção de hortaliças, atividade agropecuária, polo de cerâmica e turismo, que terão impulso com o novo equipamento logístico. A decantada instalação de 5,5 quilômetros de cabos de fibra ótica, que viabilizariam o acesso à internet banda larga pela população do outro lado do rio Negro, também é um sonho lindo que se foi. Há de se reconhecer, porém, que a ponte resolveu uma das questões cruciais para o desenvolvimento econômico da margem direita do rio Negro – a logística. O polo cerâmico de Iranduba, por exemplo, que concentra 60% da atividade no Estado, ganhou vantagem no quesito produtividade. Acabou com a época do frete caro que, no caso de Iranduba, era transportado de balsa, perdendo tempo e produtividade. Mas foi só. No resto, a Região Metropolitana ainda aguarda, esperançosa, que a ponte sobre o rio Negro consiga, de verdade, fazer a travessia para o futuro, como foi anunciado há três anos.

Dia 24 de outubro de 2011: Lula, Dilma e Omar na histórica solenidade de inauguração da ponte Rio Negro

UM DIA HISTÓRICO E CHEIO DE ESPERANÇAS A ponte Rio Negro foi inaugurada no dia 24 de outubro de 2011, numa segunda-feira quente. Quando milhares de pessoas se acotovelavam sob um sol inclemente para assistir à presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, acompanhados do governador Omar Aziz e do senador Eduardo Braga, entregarem a obra colossal no dia em que Manaus completava 342 anos. Com 3.595 metros de extensão, na época a ponte foi anunciada como a segunda maior ponte estaia-

da (suspensa por cabos) do mundo em águas fluviais, atrás apenas da construída sobre o rio Orinoco, na Venezuela. A obra, que durou três anos e dez meses para ficar pronta, gerou emprego para 3,4 mil trabalhadores e consumiu 20 mil toneladas de aço, 1,5 milhão de sacos de cimento, 47 mil metros cúbicos de areia, além de 72 mil toneladas de revestimento de betume. — Essa ponte mostra que é possível fazer com que aqui se gere empregos

e, ao mesmo tempo, se preserve o meio ambiente”, disse a presidente Dilma sobre a obra. O empreendimento começou ainda no governo do ex-presidente Lula, que também participou da inauguração. — Hoje é dia de alegria. Valeu a pena –, afirmou ele. Após a cerimônia de inauguração, a presidente Dilma, Lula, Omar Aziz e Eduardo Braga atravessaram, de carro, os 3,5 quilômetros da ponte sobre o rio Negro. (MA)


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Progresso ainda distante FOTOS: IONE MORENO

Sem saneamento adequado e ausência de políticas ambientais, Iranduba assiste ao desmatamento de suas áreas verdes e ao crescimento de seu lixão sem tratamento adequado, que afeta demais a vida dos moradores IVE RYLO Equipe EM TEMPO

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a época da inauguração da ponte Rio Negro, o discurso era que a construção simbolizaria um marco na integração da Região Metropolitana de Manaus e consequentemente na chegada do merecido progresso às populações vizinhas que assistiam à “explosão” da capital. A propaganda da época, para justificartamanhoinvestimento, era convincente. O imóvel “abriria um leque de oportunidades ao desenvolvimento socioeconômico dos municípios vizinhos”, “Não apoiar a construção significaria virar as costas para o progresso e para nossos irmãos do interior”. Além de facilitar o acesso, a ponte facilitaria o fomento da economia, por meio do governo do Estado, com a simplificação da escoação da produção rural e o incentivo à expansão da Zona Franca para a Região Metropolitana. E, claro, a geração de emprego e renda e ampliação à oferta de equipamentos públicos à população vizinha ao empreendimento estavam entre as garantias. Contudo, três anos após a construção da ponte, os moradores do município de Iranduba (a 10 quilômetros da capital) ainda aguardam os esperados investimentos públicos que só chegariam após o erguimento da estrutura. Os moradores do Cacau Pirêra, um dos sete distritos do Iranduba - o mais próximo da ponte bilionária - convivem ainda em um ambiente que padece de infraestrutura. No local, principalmente no bairro Nova Veneza, é rara a residência que tenha fossa. Na grande maioria delas, os dejetos são jogados no rio, ou mesmo nas ruas, ou nos quintais. O esgoto a céu aberto emite forte odor em muitos locais, o que atrai roedores e insetos. “Moro na rua 3 do Nova Veneza e lá está ruim. Não tenho esgoto nem fossa e, vou ser sincero, cai tudo atrás de casa. Não tenho condição de construir fossa”, diz o autônomo Roberto Silva Lima, 52. Na frente da casa de uma comerciante da rua 6, há uma quadra de areia. Parte dela fica coberta pelo esgoto das casas vizinhas. Mesmo assim, o fedor e os dejetos não afastam as crianças, que usam o local para brincar. “Eu tenho fossa, mas

REGIÃO

METROPOLITANA muita gente não tem e fica deste jeito, o esgoto fica na rua mesmo e o cheiro é forte”, disse a comerciante, que pediu para não ter o nome divulgado. Os moradores também reclamam que a coleta de lixo ocorre no máximo duas vezes por semana, o que deixa o ambiente ainda mais insalubre. “Aqui passou a caçamba do lixo hoje [dia 25] e acredito que só volte a passar na semana que vem. Quando é assim, a gente armazena o lixo dentro de um camburão, mas acumula demais. Tem alguns vizinhos que optam por queimar o lixo”, disse a comerciante. Problemas A queima do lixo, somada à fumaça emitida dos fornos das olarias, deixa o local – de acordo com denúncia dos próprios moradores – encoberto de fumaça. “No fim da tarde, quando o vento bate para cá, traz muita fumaça. Muitas crianças têm problema respiratório”, disse. O desmatamento ao longo da rodovia AM-070 também foi pontuada pela população, que assiste à destruição da floresta pelos loteamentos e condomínios. “O que a gente mais vê agora é o trator rasgando a mata para dar espaço aos loteamentos. O desmatamento cresceu muito depois que fizeram essa ponte. Pensávamos que viriam mais empresas para gerar emprego, mas vieram só mais bandidos”, denunciou o eletricista Nilson Borges, 53, que mora na sede do município. Mas o que com certeza salta aos olhos é a permanência de um lixão a céu aberto no ramal Janauari, próximo à sede de Iranduba. No local são armazenadas 70 toneladas de lixo por dia, das quais somente 7 são recicladas. A imagem da lixeira é impressionante: montanhas de lixo coroadas por dezenas de urubus adornam a entrada do terreno, próximo à estrada do ramal.

Lixão do município de Iranduba: ausência de política de resíduos sólidos e descuido afetam até a saúde da população local

Projetos não saem do papel

Plano de resíduos sólidos

São mais ou menos 19 hectares, porém os resíduos são despejados na entrada do terreno, bem próximo à estrada, o que gera protestos dos vizinhos. “O projeto de um aterro sanitário não sai do papel. Então por que não enterram o lixo dentro do mato, mais no fundo do terreno? Na minha casa ninguém consegue almoçar se não tiver dois ventiladores ligados para espantar as moscas, e o cheiro é horrível. Fora que desvaloriza os terrenos do ramal. Já tentei vender um terreno, mas o pessoal chega aqui e reclama da lixeira”, disse o motorista Luis Antonio Alves, 41. A lixeira existe há 21 anos no local e, de acordo com coletores que trabalham lá, a prefeitura foi impedida pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) de utilizar a área toda. “O Ipaam delimitou parte da reserva para não desmatar por causa dos animais silvestres que ainda moram lá e da nascente. Então, eles cavam na área

O prefeito do município, Xinaik Medeiros (Pros), explicou que a cidade já possui o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PGRS) e, em 2015, a administração irá atrás de recursos para poder tirar o projeto do papel e colocar em prática. “Vamos a Brasília buscar recursos na ordem de R$ 8 milhões para construir o aterro, organizar cooperativas de reciclagem e fazer tudo necessário conforme a meta estabelecida em 2010 pela Política Nacional de Resíduos Sólidos.

delimitada e o tratorista empurra e coloca outra camada de barro por cima”, disse um trabalhador. O espaço recebe os dejetos, sejam orgânicos ou recicláveis, de todas as 250 comunidades do Iranduba. Somente o lixo hospitalar não é armazenado no lixão. No serviço de coleta, trabalham 20 pessoas por conta própria, que não estão organizadas em associações. “A gente aproveita plástico, garrafa PET, papelão, papel misto. Imprensamos na estrada de Novo Airão e levamos para empresa em Manaus. Cada um ganha pelo trabalho e nossa renda varia muito”, disse. O quilo da garrafa PET é vendido a R$ 0,50; o papelão, R$ 0,20; e o ferro, a R$ 0,25. Ele lembrou que a oportunidade de reciclar foi lançada por um ex-prefeito aos moradores de Iranduba. “Muita gente não quer vir para cá trabalhar. Não sei como será quando os lixões forem fechados”, disse.

Elaboramos o plano, mas a verba federal ainda não chegou”, afirmou o prefeito. Ele salientou que após assumir a administração do município, fez modificações no lixão e atendeu às orientações do Ipaam. “Fizemos a mureta de entrada, a guarita e atendemos às readequações apontadas pelo Ipaam para não degradar as áreas vizinhas ao lixão”, disse. Quanto ao desmatamento feito pelas empreiteiras, o prefeito explicou que tiveram liberação dos órgãos ambientais.

Na lixeira, muitos materiais recicláveis são recolhidos


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Estudantes sofrem com a falta dos professores

IONE MORENO

Moradores de Iranduba se preocupam com a formação dos estudantes, que perdem aulas por causa da ausência de docentes

Escolas de Iranduba sofrem com falta de docentes

IVE RYLO Equipe EM TEMPO

E

m Iranduba, a educação padece de muitos problemas. Há aproximadamente 13 mil estudantes matriculados nas 78 escolas do município. A prefeitura oferece educação infantil, a partir dos 3 anos de idade e ensino fundamental do 1º ao 9º ano. A principal reclamação dos pais é da falta de professores, o que reduz a carga horária dos alunos. “Na escola municipal Maria Auxiliadora, onde meus filhos estudam, na comunidade Lago do Limão, os professores faltam demais. Se tiver aula duas vezes na semana é muito. Eles mandam um papel informando que não vai mais ter aula pelo resto da semana”, informou uma mãe, que pediu para não ter o nome publicado. Ela reclamou também da falta de segurança dentro da escola. “Lá tem aula de manhã, tarde

e noite. Mas à noite e à tarde são os piores horários. Alguns alunos levam droga para dentro da escola e ninguém faz nada. Quero tirar meus filhos de lá”, denunciou a mãe. A falta de professores não é observada somente nas comunidades distantes. Pais de alunos que moram na sede do município também reclamam da irregularidade das aulas. “Meu filho faz a sétima série e ele vai às vezes para assistir somente a dois tempos de aula e depois volta para a casa. Acabo tendo que pagar cursos por fora, para ajudar na formação dele”, afirmou a comerciante, que pediu para não ter o nome divulgado. O secretário de Educação, Alan Kardex Pinheiro, explicou que, quanto à estrutura, muitas escolas foram reformadas e há novas manutenções programadas para o primeiro semestre de 2015 nas comunidades do rio Negro, Solimões, Cacau Pirêra e na própria sede do Iranduba.

Investimentos são insuficientes

REGIÃO

METROPOLITANA Quanto à mão de obra, Pinheiro observa que há grande dificuldade em manter principalmente aqueles professores que residem em outros municípios ou na capital, em escolas nas comunidades mais distantes. “Em algumas delas, temos dificuldade logística e por isso temos alternância de professores. Muitos vêm de Manaus. E como a comunidade é distante, às vezes eles não conseguem voltar para a capital no mesmo dia”, disse Allan.

Allan apontou também que a cada ano recebe mais alunos, mas os investimentos federais não chegam na mesma velocidade. O secretário explicou que a verba federal repassada ao município neste ano é baseada no censo de 2010, quando foram conta-

bilizados 42 mil habitantes. “Pelos nossos dados, após a construção da ponte, temos cerca de 80 mil habitantes. Recebemos repasse do governo federal para 42 mil. Por isso, o prefeito ajuizou uma ação na Justiça Federal para que o IBGE venha ao nosso

município e que se equipare o repasse”, salientou. De acordo com o secretário, a verba que chega hoje ao município está sendo utilizada toda na manutenção do sistema. “Se aumentar, poderíamos criar escolas em tempo integral”, finalizou.


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Dia a dia

Uma cidade aband FOTOS IONE MORENO

Distritos abandonados, infraestrutura deficiente e segurança praticamente nula. Até agora, essa foi a única herança deixada pela construção da ponte no município de Iranduba, onde o tempo parece ter parado e a cidade, esquecida

Rua do Cacau-Pirêra, distrito de Iranduba mais próximo da capital e no final da ponte Rio Negro: depois do fim da travessia de balsas, local experimenta decadência e esquecimento do poder MICHELE GOUVÊA Equipe EM TEMPO

A

festejada entrega da ponte Rio Negro em 2011, e as expectativas geradas com a grande obra de engenharia, - a principal delas de que iria favorecer os moradores da região metropolitana, sobretudo, os do município do Iranduba - parece ser um projeto ainda em construção. Ruas sem asfalto, sem saneamento básico, racionamento de água, vicinais intransitáveis, falta de transporte público e segurança pública deficiente são algumas das principais reclamações dos moradores do município, o mais próximo da capital, Manaus. E se no Iranduba a situação não é nem de longe das melhores, na comunidade do CacauPirêra, distrito mais conhecido do município, a coisa é ainda mais alarmante. Conhecido pelos amazonenses como local de atracação de balsas antes da entrega da ponte, o Cacau hoje está imerso em um cenário de completo abandono. No distrito, a obra que se destaca, pela estrutura que possui é a UBS Vitória Maria Paz de Souza, mas os moradores dizem que se há beleza externa faltam medicamentos e profissionais de saúde para atender a demanda de pacientes. No entanto, o que mais salta aos olhos de quem passa pelo Cacau é o completo abandono das ruas: sem calçamento, sem rede de esgoto e muitas sem asfalto. Vendedor de churrasco nas proximidades de onde atracavam as balsas, o paraibano Marcos Antonio Silva, 54, reclama do esquecimento por

parte do poder público. Segundo ele, quando as balsas operavam havia um pouco mais de cuidado com o Cacau, mas depois que elas pararam de realizar a travessia o distrito virou uma cidade fantasma. “O Cacau está completamente esquecido. Se você der uma volta pela cidade vai ver que só tem asfalto em algumas ruas principais, em outras há apenas um monte de lama e buracos. Saneamento básico é algo que as pessoas aqui nem sabem do que se trata, os dejetos vão para o rio direto.Tem gente aqui no Cacau que nem sabe quem é o prefeito, de tanto que ele é ausente”, afirmou.

censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), de 2010, Iranduba possui cerca de 41 mil habitantes. E apesar de possuir um número relativamente pequeno demoradores, o município padece de problemas comuns às grandes cidades. De acordo com o presidente do Conselho de Desenvolvimento Comunitário do Caldeirão, Jonis Silva, 42, a UBS que deveria atender às mais de 300 famílias que residem no Caldeirão está em obras desde dezembro de 2013 e, quase um ano depois, ainda não foi concluída.

Sem comprometimento Quem também reclama da falta de comprometimento com o distrito do Cacau é o autônomo Máximo Benchimol, 38. Morador da rua 5, no bairro Nova Veneza, ele reclama que há pelo menos 15 anos a rua dele é “só lama, buracos e esgoto a céu aberto”. As crianças, conforme ele, não têm como brincar de forma saudável, uma vez que as ruas estão em estado lamentável e a única praça existente no bairro está sem condições adequadas de uso. “A prefeitura não dá condições para que as pessoas possam ter uma vida melhor. Moro na mesma rua há 15 anos e nunca vi uma melhoria nela, ela está e sempre esteve só no barro. Infelizmente a nossa vida é essa”, lamentou. Iranduba é um município composto por 250 comunidades, divididas em sete distritos: Janauari, Limão, Ariaú, Serra Baixa, Paricatuba, Cacau-Pirêra e Caldeirão. Conforme dados do

Se no Iranduba a situação não é nem de longe das melhores, na comunidade do CacauPirêra, distrito mais conhecido do município e próximo de Manaus, a coisa é ainda mais alarmante

CONDIÇÕES

“Já tentei falar com o prefeito, com o secretário de Saúde e agora estou tentando ver junto aos vereadores do Iranduba o que pode ser feito para que a obra tenha continuidade. Na placa que está em frente à UBS está escrito que a obra teve início em 17/12/2013 e como venho acompanhando de perto posso atestar que trabalharam por apenas quatro meses e depois pararam. Tem ao menos cinco meses que nenhum tijolo é colocado lá e ainda falta pelo menos 50% para que ela seja concluída. Essa é para ser a primeira unidade padrão

Falta compromisso com o povo

REGIÃO

METROPOLITANA da nossa comunidade, mas do jeito que a coisa vai não sei por quanto tempo mais vamos ter que esperar e isso porque a obra deveria ter sido entregue em outubro”, lamentou. Quem também reclama da falta de compromisso com as questões das comunidades no Iranduba é o produtor de hortaliças e presidente da Associação de Produtores Rurais do Paraná do Baixio (Aproar), Raimundo Nonato, 50. Segundo ele, as más condições das estradas prejudicam o escoamento da produção. “A estrada parece uma ‘tábua de pirulitos’, nossos carros quebram e nossa despesa aumenta ainda mais. O que antes nós tirávamos de caminhão (produção rural) agora estamos tirando de voadeira para evitar mais prejuízo. Tem pelo menos dois anos que estamos perdendo nossa produção por causa da má qualidade das estradas”, reclamou. Conforme Nonato, a última vez que a estrada recebeu algum tipo de atenção foi para a Festa da Melancia do ano passado, mas desde então nenhuma outra melhoria foi feita na comunidade Santa Luzia.

Se a situação é complicada nos distritos, na sede a situação não é muito melhor. Nem mesmo a praça dos Três Poderes, que abriga os prédios da Câmara Municipal, do Poder Judiciário e da Prefeitura do Iranduba está em boas condições de uso. Conforme uma comerciante que trabalha próximo ao local e que preferiu não se identificar, somente nas vias principais é que o asfaltamento está em dia, nos demais bairros as ruas estão esburacadas, sem saneamento básico e com abastecimento de água irregular. “Moro no Morada do Sol e lá as ruas estão repletas de buracos, sem falar do abastecimento de água, que só temos uma vez por dia. Lá também não temos transporte público e a casa

de saúde que deveria prestar atendimento aos moradores quase sempre não tem médicos e dentistas. Estamos em uma situação muito triste”, falou. No bairro Cidade Nova, a situação é semelhante. Segundo o vendedor autônomo, Ademar da Costa nem mesmo uma operação tapa-buracos passa pelo bairro há muito tempo. “Infelizmente não vemos nada melhorar nos bairros do Iranduba”, resumiu. Além da praça dos Três Poderes, um mirante na orla da cidade chama a atenção pelo abandono. O local, que poderia ser um atrativo a mais para moradores e visitantes está tomado pelo matagal e se tornou abrigo para delinquentes e usuários de drogas.

Na praça dos Três Poderes, sinais evidentes de abandono


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donada no tempo Segurança cabe dentro de um contêiner

Sede do município mostra sinais da falta de investimentos

Apenas previsão de melhorias Secretário de infraestrutura de Iranduba, André Lima indicou que o calendário de atividades no município já está previsto no Plano Plurianual (PPA) e entre elas estão a entrega de quatro quadras poliesportivas e três de futsal; de UBSs nos bairros São Francisco, Graça Lopes, Cidade Nova e bairro Alto; quatro creches, sendo que a do bairro Novo Amanhecer será entregue ainda em dezembro. No bairro São Francisco terá início a construção de uma creche com oito salas de aula. Conforme o secretário, no Cacau Pirêra está previsto pelo PPA a construção de uma creche com seis salas de aula e uma quadra poliesportiva. O secretário disse ainda que a praça dos Três Poderes, bem como a orla da cidade, serão revitalizadas. “A praça dos Três Poderes será completamente remodelada. Ela terá praça de alimentação completa e um anfiteatro. A avenida Amazonas terá o canteiro central dimi-

nuído e irá receber uma iluminação diferenciada. Já o mirante está com o laudo de vistoria pronto e há recursos para que seja recuperado”, afirmou. O prefeito de Iranduba, Xinaik Medeiros (Pros), diz que não consegue fazer mais porque os recursos são insuficientes para atender a demanda da população crescente e flutuante. De acordo com ele, o repasse que o município recebe seria para atender as necessidades de 42 mil habitantes, mas hoje Iranduba possui cerca de 70 mil habitantes, o que torna o valor insuficiente para fazer tudo o que precisa ser feito. “Nosso desejo é de fazer o melhor, mas infelizmente os recursos que recebemos nos impedem de fazer tudo o que a população necessita”, argumentou. De acordo com o prefeito, o município recebe de ICMS o equivalente a R$ 700 mil e destina 15% para saúde, 25% para educação, 7% para a Câmara de Vereadores e o restante vai para

A proximidade entre Manaus e Iranduba torna o município vulnerável à ocorrência de crimes, especialmente porque ele não possui uma estrutura policial adequada para reprimir os atos ilícitos e muito menos para manter os presos sob custódia. O marco do aumento das ocorrências policiais em Iranduba se dá a partir da entrega da ponte Rio Negro, que fez com que os crimes tivessem aumento significativo. Dados do Comando da 8ª CIPM de Iranduba indicam aumento de ocorrências, sobretudo, de tráfico de drogas. Seguidos de furtos, roubos e homicídios. Os dados do Comando indicam que até o último dia 24 foram registradas 42 apreensões de substância entorpecente, o que corresponde a 1.766 porções de droga. Até a mesma data o Comando registrou 28 homicídios, oito

estupros e 38 roubos. Conforme o capitão De Muniz, responsável pelo Comando da 8ª CIPM de Iranduba, o município é dividido em seis setores, cada um sob a responsabilidade de uma viatura policial para realização do policiamento. Na área rural somente as comunidades do Caldeirão, Ariaú e Lago do Limão recebem policiamento diário. No Cacau-Pirêra, um contêiner funciona como posto de polícia. “Podemos dizer que Iranduba é um bairro de Manaus, sendo assim precisamos de uma nova estrutura física e operacional para que a resposta policial no combate ao crime seja mais efetiva e abrangente. Manaus fica saturada de infratores e eles migram para o local mais próximo, no caso Iranduba. O ideal é que deixemos de ser Comando e passemos a

Delegacia de Iranduba: retrato da situação da segurança

ser um batalhão. Isso nos garantirá mais estrutura. Hoje não conseguimos fazer o policiamento na área ribeirinha do Iranduba, o motor que tínhamos era emprestado da prefeitura, eles precisaram e tivemos que devolver. Isso quer dizer que essas pessoas estão desassistidas de policiamento. Nosso efetivo e viaturas reduzidos contribuem para essa falta de assistência”, falou. E quando a polícia consegue prender os criminosos outro problema se apresenta: a falta de lugar para que eles sejam mantidos. Os presos, sejam eles condenados, sob custódia ou os que esperam por julgamento ficam todos no 31º DIP de Iranduba. A delegacia, localizada na avenida Amazonas, é vulnerável, coloca em risco a integridade física de policiais e presos, além de estar superlotada.

Conforme o delegado plantonista do 31º DIP, Jeff Macdonald, as duas carceragens da delegacia deveriam abrigar oito presos, quatro em cada uma, no entanto, estão com 32 presos. “Aqui nós vivemos um grande paradoxo, precisamos prender e custodiar os presos. Isso faz com que a qualidade do serviço policial fique mais deficitário, já que tiramos o foco da função fim do policial civil para atuarmos como agentes carcerários. Há cerca de duas semanas foram transferidos 25 presos para Manaus e a carceragem ficou um pouco mais folgada, mas se você for lá agora vai ver uma ‘torre’ de redes, uma sobre a outra. Não há segurança para os presos e nem para os policiais, estamos sujeitos a tentativas de resgate de presos e outras ações que nos colocam em risco”, alertou.

Imagem comum no Cacau-Pirêra: distrito “jogado às traças”

Espaço em Iranduba que poderia ser melhor utilizado pelos moradores e visitantes do município está abandonado e tomado pelo matagal. Progresso na região metropolitana está atrasado


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Sistema de saúde batalha contra números do censo IONE MORENO

Com contagem de habitantes superior à oficial do IBGE, Iranduba enfrenta dificuldades para o atendimento da população

IVE RYLO Equipe EM TEMPO

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envio de verba federal inferior à demanda, decorrente da contagem populacional baseada no censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – que apontou 42 mil habitantes -, também influencia negativamente no sistema de saúde de Iranduba. De acordo com o chefe de gabinete da Secretaria de Saúde de Iranduba, Robson Cardoso, o crescente fluxo de pessoas que tem escolhido morar no município tem gerado a necessidade de arrecadar maiores investimentos. “Hoje temos o

dobro de pessoas que tínhamos em 2010, quando éramos 42 mil habitantes. E nos fins de semana o número salta para 100 mil”, ressaltou. Essa defasagem reflete diretamente no envio do orçamento. “Baseado nesse censo, o governo federal nos encaminha R$ 19 mil para a compra de medicamentos. Mas, desse total, gastamos R$ 17 mil somente com a compra de remédios para hipertensão. Se não fossem os recursos da prefeitura, não teríamos como arcar com a demanda do nosso município e de pessoas que vêm de outros municípios”, disse. Nas ruas, a principal reclamação é a falta de medicamentos

e de atendimento médico. “Sou hipertensa e tenho que tomar três pílulas por dia, de três remédios diferentes. Mas sempre que vou atrás, nunca tem. Falta até dipirona”, disse a comerciante Neide de Souza, 61. Consultas com médicos especialistas também não são simples de serem agendadas, de acordo com os moradores. “O médico só atende segundafeira. Quem chegar às 5h ainda consegue vaga, porque eles só distribuem 12 fichas. E remédio também é difícil ter. Eles dão a receita, mas chegando lá, só tem dipirona”, reclamou uma comerciante que pediu para não ter o nome revelado. Apesar das dificuldades,

Cardoso apontou conquistas decorrentes do planejamento desta atual administração. “O município é responsável pela saúde básica, a prevenção de doenças, vacinação. Média e alta complexidade é de atribuição do Estado”, explicou. Segundo Robson, trabalham para a rede do município 21 médicos, sendo nove vindos do programa federal Mais Médicos, que residem nas comunidades e acompanham as famílias de perto. Há também mais de 20 programas em atividade, como o Saúde da Família, que agrega 21 equipes com enfermeiros, médicos e agentes comunitários, o Saúde Bucal, o Núcleo de Apoio a Saúde

da Família (Nasf), que oferece à população três equipes com psicólogo, fisioterapeuta, nutricionista, fonoaudiólogo e educador físico. Fazendo o elo entre a comunidade e as equipes de saúde, há 139 agentes comunitários, que de acordo com Robson, vão de casa em casa levantar as necessidades das famílias e encaminhá-las aos médicos. Essa integração entre agentes e médicos pode ser comprovada entre os moradores. “Tenho diabetes e para mim nunca faltou remédio. Tomo dois comprimidos por dia. Também nunca faltou médico, nem dentista. Moro na comunidade Santo Antônio, e lá a agente de saúde sempre

REGIÃO

METROPOLITANA passa na minha casa e, quando preciso, ela marca consulta com o médico”, explicou a aposentada Luciana Martins, 60. De olho na necessidade de especialistas, o município também contratou urologista, otorrinolaringologista e profissional responsável por ultrassonografia, que uma vez por semana prestam atendimento gratuito à comunidade. REPRODUÇÃO

Dados do IBGE Em 2000, eram 32.228 habitantes no município, dos quais 22.299 residiam na zona rural e 9.929 na área urbana. Em 2010, foram registrados 42.781 habitantes, sendo que 11.802 ocupavam a área rural e 28.979 a área urbana.


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Paic-FCecon possui seis pesquisas sobre câncer E

ntre 2011 e este ano, a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Saúde (Susam), registrou seis pesquisas relacionadas ao câncer de próstata, tipo da doença de maior incidência entre os homens no Amazonas. Um dos principais objetivos, segundo o diretor-presidente da instituição, Edson de Oliveira Andrade, é traçar um perfil dos pacientes portadores da neoplasia maligna e as principais características da doença, garantindo que, no futuro, os trabalhos resultem em melhorias na assistência oncológica. As pesquisas estão inseridas no Programa de Apoio à Iniciação Científica (PaicFCecon), que recebe o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam). Dos seis trabalhos iniciados na instituição, um ainda está em andamento. Os demais foram concluídos em 12 meses, cada. Os resultados foram publicados em revistas científicas e, alguns, expostos em eventos relacionados à área científica. No mês alusivo à saúde do homem, o Novembro Azul, que

está se encerrando, o chefe do Serviço de Urologia, doutor Giuseppe Figliuolo, explica que os estudos possibilitarão melhor conhecimento do perfil epidemiológico dos pacientes, o que inclui idade, origem, grau da doença, nível de estadiamento (o quanto o câncer já se espalhou), se a doença geralmente é detectada no estágio inicial ou avançado, com ou sem metástase (alastramento do câncer para outras áreas do corpo) e os tratamentos aplicados, em especial, os mais eficazes nos campos cirúrgico, radioterápico e quimioterápico – incluindo o uso de novas drogas. Qualidade de vida Outro foco das pesquisas é avaliar a qualidade de vida desses pacientes, saber como ficam após os procedimentos, se desenvolveram ou não sequelas decorrentes da cirurgia – a exemplo da incontinência urinária (perda involuntária de urina) ou impotência sexual. “Também avaliamos a eficácia de cada tratamento e as sequelas decorrentes, por exemplo, das cirurgias convencionais ou minimamente invasivas (videolaparoscopias)”. A pesquisa que continua em andamento na FCecon foi

iniciada na primeira edição do Paic, em 2011, e teve continuidade nas demais, tendo como orientadores Figliuolo e o doutor Cristiano Paiva, ambos urologistas. A pesquisa recebeu o seguinte título: ‘Há melhora da função erétil em pacientes com câncer de próstata localizado, submetidos à prostatectomia radical retropúbica, utilizando-se lupa cirúrgica?’. O trabalho começou com os então acadêmicos Tayane de Almeida Pinto e Anderson Lopes de Oliveira (de 2011 a 2013) e está tendo continuidade com acadêmico de medicina Tércio Cardoso dos Santos, um dos selecionados para o Paic-FCecon 2014-2015. Na pesquisa, pacientes submetidos a cirurgias no centro cirúrgico da FCecon, são avaliados no pré e pós-operatório e têm a recuperação acompanhada pela equipe de pesquisadores. Giuseppe Figliuolo destaca que, nos últimos anos, a FCecon registrou avanços na área cirúrgica, com a realização de procedimentos menos agressivos e de recuperação mais rápida, o que dá mais segurança aos pacientes durante o tratamento, bem como, aos cirurgiões.

IONE MORENO/ARQUIVO EM TEMPO

Universitários de medicina, que fazem iniciação científica, estudam assuntos relacionados ao câncer de próstata

As pesquisas estão inseridas no Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic-FCecon)


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Unidade de saúde teve 70 mil atendimentos este ano D

esde a sua inauguração, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Campos Sales, localizada na avenida Dona Otília, Tarumã, Zona Norte, já atendeu mais de 70 mil pessoas. A unidade de saúde, gerenciada pelo Instituto Novos Caminhos – Organização Social, compõe a rede estadual de urgência e emergência de média complexidade e atende em regime de 24 horas. Dentre as principais demandas de especialidades médicas da unidade de saúde estão a clínica médica, que ultrapassou os 35 mil atendimentos; seguida da pediatria com pouco mais de 20 mil; cirurgia geral com aproximadamente 5 mil, entre outros atendimentos. O total já registrado é de mais de 10 mil atendimentos. A unidade de saúde atende, também, nas áreas de odontologia, ortopedia e traumatologia, além de realizar exames como raios e exames laboratoriais. Equipada com os mais modernos equipamentos, a UPA conta com 18 leitos de observação, divididos entre as enfermarias pediátrica e adulto (masculino e feminino), além de dois leitos de isolamento

DIVULGAÇÃO

Inaugurada em março de 2014, UPA Campos Sales oferece gratuitamente serviços de especialidades médicas variadas para pacientes portadores de doenças contagiosas. Humanizado A UPA Campos Sales foi inaugurada em meados de março deste ano. A unidade de saúde está projetada con-

MÉDICOS

Entre as especialidades médicas da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), estão clínica médica, pediatria, odontologia, ortopedia e traumatologia, entre outros serviços para a comunidade Além do atendimento médico, a UPA Campos Sales oferece exames como raios X e exames laboratoriais para a população

forme os padrões de Humanização que regem o Sistema Único de Saúde (SUS). O atendimento humanizado começa com a chegada do paciente até a alta médica. “Temos o compromisso com nossos pacientes que é cuidar deles com atenção, carinho e compromisso. Essa é a principal característica de nossa equipe multiprofissional”, afirma a diretora da unidade de saúde, Márcia Alessandra Nascimento.

Prioridade para atendimento de urgência A UPA Campos Sales prioriza o atendimento conforme o protocolo de classificação de risco, por meio do qual a atenção médica é voltada aos casos mais urgentes em que o paciente com risco de morte. Em casos mais complexos, os pacientes são

encaminhados aos prontossocorros de alta complexidade. “Um minuto pode fazer a diferença em salvar a vida de um paciente com quadro clínico grave, por isso a classificação de risco tem sua importância na unidade de saúde”, ressalta a diretora.

Por conta do atendimento imediato a pacientes que necessitam de urgência, os que estão em quadro clínico de menor gravidade precisam aguardar atendimento. Eles dispõem de todo o conforto, podendo ficar sentados, em sala cli-

matizada, na recepção da unidade de saúde. “Sempre procuro a UPA porque aqui sei como funciona e não tem problema ficar esperando por atendimento. O importante é que sou bem atendida”, disse Karla Silveira Alcântara, 28.


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Capa

Obra sem título, 2014, de Ícaro Lira

opiniao@emtempo.com.br

(92) 3090-1010

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Os diários circulares de Guillermo Kuitca

2

Entrada para brancos e para negros

E outras 10 indicações culturais. Pág. 2

Diário de Washington. Pág. 3

Currais para retirantes no Ceará

Visita aos vestígios de campos de concentração. Págs. 6 e 7

4

Linhas de goiaba giravam na fatia do bolo A imaginação de André Laurentino. Pág. 8


G2

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Ilustríssima Semana

O MELHOR DA CULTURA EM 11 INDICAÇÕES

BRASILEIRO FOTOS DIVULGAÇÃO

EXPOSIÇÃO E LIVRO | ANA NITZAN Primeiro livro da artista paulistana, “Sublimação”, sob organização do curador Eder Chiodetto, traz uma série fotográfica de copas de árvores, materiais recolhidos e estudos de ateliê. Amostra homônima traz fotos e objetos. DConcept | tel. (11) 3085-5006 | seg. a sex., das 14h às 19h; sáb., das 11 às 15h | grátis | até 23/12 | R$ 100 | 244 págs. | à venda na galeria

EXPOSIÇÃO | TIAGO MEIRELES A casa do final do século 17 faz parte do complexo de locais do Museu da Cidade e recebe agora mostras de arte contemporânea. O artista brasiliense inaugura essa nova fase da instituição com “Altares”, série de 26 pinturas de sua versão volumosa de igrejas barrocas. Casa do Tatuapé | tel. (11) 22964330 | ter. a dom., das 9h às 17h | grátis até 4/12

EXPOSIÇÃO | EDIÇÕES E MÚLTIPLOS Amostra “Edições e Múltiplos: do Concretismo ao Contemporâneo” propõe uma retrospectiva de obras que buscam democratizar o acesso à arte. Entre os artistas expostos estão Judith Lauand, Julio LeParc, Cildo Meireles, Iran do Espírito Santo, Marilá Dardot e Paulo Bruscky. Todos os trabalhos estarão à venda entre R$ 100 e R$ 25mil. galeria Superfície | tel. (11) 3062-3576 | ter. a sex., das 10h às 19h; sáb., das 11h às 17h | grátis | até 20/12

LANÇAMENTO | FILOSOFIA Em “O Conceito de Areté na Figura de Sócrates Segundo o Diálogo Protágoras, de Platão”, Flávio Luiz Mestriner Leonetti retoma as aporias do ser e do não-ser no “Protágoras” de Platão. O livro tem prefácio da professora de filosofia da USP Olgária Matos. Livraria da Vila - Fradique | tel. (11) 3814-5811 | qui. (4), às 18h30 Humanitas | R$ 34 | 140 págs.

LIVRO | PSICANÁLISE Em “A Psicanálise é um Exercício Espiritual?: Resposta a Michel Foucault”, o psicanalista francês Jean Allouch busca refletir sobre a relação entre psicanálise e espiritualidade. O tema aparece em Foucault como uma questão em “A Hermenêutica do Sujeito”. trad. Maria Rita Salzano Moraes e Paulo Sérgio de Souza Jr. | ed.Unicamp | R$ 38 | 144 págs.

LIVRO | O ANTI-MAQUIAVEL Entre as refutações das teorias expostas por Maquiavel no “O Príncipe” ao longo do período do Iluminismo, a de Frederico 2º é a mais famosa. Apresentado por Voltaire, o texto do rei da Prússia (1712-86) visava a condenação da obra e do próprio autor. trad. Ivone C. Benedetti | WMF Martins Fontes | R$ 29,90 | 208 págs.

LIVRO | UWE TIMM O escritor alemão conta a história de sua família em “À Sombra do meu Irmão”. Durante a Segunda Guerra, o irmão mais velho do autor foi morto em batalha. trad. Gerson Neumann e William Radünz Dublinense | R$ 34,90 | 160 págs.

1 LANÇAMENTO | CINE TELA BRASIL Os diretores Laís Bodanszky e Luiz Bolognesi lançam o livro “Cine Tela Brasil e Oficinas Tela Brasil: Dez Anos Levando Cinema a Escolas Públicas e Comunidades de Baixa Renda” sobre o projeto que já dura dez anos e que percorreu o país. Serão exibidos “Cine Mambembe”, que trata do projeto, e 12 curtas metragens produzidos nas oficinas. MIS-SP | tel. (11) 2117-4777 | amanhã (1º), às 19h (exibições a partir das 16h) | grátis Instituto Buriti | R$ 30 | 206 págs. | à venda no MIS

EXPOSIÇÃOE LIVRO | THOMAZ FARKAS Com curadoria de Sergio Burgi e João Farkas, “Memórias e Descobertas” traz séries conhecidas e imagens raras do fotógrafo nascido na Hungria (1924-2011). Um livro homônimo traz reproduções, textos dos curadores e entrevistas. Luciana Brito Galeria | tel. (11) 3842-0634 | ter. a sáb., das 10h às 19h grátis | até 10/1/2015 | R$ 60 | 220 págs. | à venda na galeria

“Diários”, detalhe, (2005/2012)

POP

ERUDITO

“Álbum -Gravura II” (2012), de Judith Lauand

EXPOSIÇÃO | GUILHERMO KUITCA O pintor argentino, cuja retrospectiva esteve na Pinacoteca neste ano, passa a ser representado por duas galerias paulistas: a Mendes Wood DM e a Fortes Vilaça. Ainda estão em exibição 18 obras circulares da série “Diários”, iniciada por ele em1994. galeria Fortes Vilaça | tel. (11) 3032- 7066 | ter. a sex., das 10h às 19h; sáb., das 10h às 18h | grátis | última semana

LANÇAMENTO | RUY BELO A editora carioca 7Letras promove, no Rio, os três volumes que completama coleção de obra completa que celebra os 80 anos do poeta português (193378): “A Margem da Alegria” (R$ 33, 88 págs.), “Despeço-me da Terra da Alegria” (R$ 30; 76 págs) e “Toda a Terra” (R$ 49; 228 págs.). Livraria 7Letras | tel. (21) 25400076 | amanhã (1º), às 19h

ESTRANGEIRO Folha.com

Ilustríssimos desta edição SERGIO PARRA/DIVULGAÇÃO

ISADORA BRANT, 28, é repórter fotográfica da Folha e produz, em sua Vibrant Editora, publicações independentes, como zines e fotolivros. ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER, 27, é jornalista da Folha. Assina o blog “Religiosamente” no site do jornal. ANDRÉ LAURENTINO, 42, escritor, roteirista e publicitário, escreveu o conto “Noite Morta” especialmente para a “Ilustríssima”.

ÍCARO LIRA, 28, é artista plástico nascido em Fortaleza. Sua individual “Projeto Popular, Controle Social e Isolamento” fica em cartaz no Centro Cultural Banco do Nordeste na capital cearense até 6/12. RAUL JUSTE LORES, 38, é correspondente da Folha em Washington. ADAMS CARVALHO, 35, é ilustrador.

BRONZE DA CHINA O professor da Unicamp Rogério Cezar de Cerqueira Leite escreve sobre a presença do metal na história do país FOLHA.COM/ ILUSTRISSIMA Atualização diária da página da “Ilustríssima” no site da Folha DOUGLAS COUPLAND O escritor canadense analisa a homogeneização do tempo pelo dinheiro >>folha.com/ilustrissima


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Diário de Washington O MAPA DA CULTURA

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Direitos civis em museus História do racismo é tema de instituições

RAUL JUSTE LORES

“É proibido o casamento de uma pessoa branca com pessoa negra, mulata ou com até 1/8 de sangue negro”, dizia uma lei em vigor no Estado da Geórgia até o início dos anos 60. A tal lei surge no painel eletrônico que lembra os antigos de aeroporto, na entrada do recém-inaugurado Museu dos Direitos Civis e Humanos de Atlanta. Nos últimos cinco anos, várias cidades americanas que protagonizaram a segregação racial estão ganhando museus modernos que escancaram a história da luta contra o racismo. O maior e mais aguardado deles está em construção na capital do país, o Museu Nacional da História e da Cultura Afro-Americanas, ao lado do icônico obelisco da cidade. Apesar da criatividade do arquiteto britânico de origem ganesa David Adjaye, que se inspirou nas colunas da arquitetura iorubá para o prédio, será difícil para o novo museu de Washington superar o impacto do museu inaugurado em junho em Atlanta, cidade natal de Martin Luther King Jr. A primeira exposição tem duas entradas diferentes, “Brancos” e “De cor”, cada lado mostrando a vida diferente dos dois grupos. Interativa, há fones de ouvido para escutar números musicais de shows gospel do início do século 20, em teatros ainda segregados, e aulas em universidades exclusivas para negros, criadas logo após o fim da escravidão, em 1865. Mas nada supera o impacto da réplica de um dos

bares no Alabama onde eram organizados “sentaços” nos anos 60. Ativistas negros se sentavam no balcão de bares “exclusivos para brancos” e ficavam ali horas sem sair, apesar da violência para retirá-los – a ideia era não reagir aos insultos. O visitante se senta, coloca fones de ouvido para escutar o que os ativistas enfrentavam e pousa as mãos no balcão-réplica. Gritos com xingamentos banidos pelo politicamente correto, barulho de bofetadas, ovos e copos de água contra os manifestantes atordoam. É duro aguentar mais de 20 segundos. Conta O museu de Washington só deve ser inaugurado no final do ano que vem, no último espaço disponível do Mall, o Eixo Monumental de Washington, o vasto gramado que liga o Congresso Nacional a uma verdadeira esplanada de museus. Metade do orçamento de US$ 500 milhões (cerca de R$ 1,3 bilhão) para sua construção vem do governo federal. De US$ 160 milhões em doações, US$ 13 milhões são da empresária e apresentadora Oprah Winfrey, que batizará o auditório do museu de cinco andares. Imagina na copa O mais caro estádio de futebol dos EUA deve ser construído na capital americana, com quase metade do orçamento, de US$ 300 milhões, saindo dos cofres públicos. Com a desculpa de revitalizar uma área decadente da cidade, Buzzard Point, que já abrigou instalações militares, a prefeitura prepara um tapetão

fiscal para o estádio do time DC United, de 20 mil lugares, menos da metade do novo estádio do Palmeiras em São Paulo. O relatório do impacto financeiro na cidade do novo estádio e de seus custos só foi divulgado após as eleições do último dia 4, quando os vereadores que defendem o projeto já tinham garantido a sua reeleição. A nova prefeita, Muriel Bowser, que toma posse em 2 de janeiro, disse, semanas após ser eleita, que “colocar dinheiro público no estádio vale a pena”. Espólio das artes O mais antigo museu de artes da cidade, o Corcoran, aberto em 1874, fechou em outubro, depois de uma agonia de mais de uma década – seu déficit anual era de US$ 7 milhões, com queda livre do número de visitantes e doações. A coleção de 17 mil obras, com ênfase em artistas modernos e contemporâneos, passou para a National Gallery; o suntuoso prédio, a duas quadras da Casa Branca, foi adquirido pela Universidade George Washington, que promete manter os cursos de artes da instituição. Um pequeno funeral, com 30 manifestantes vestidos de preto e coroas de flores, foi organizado pela ONG Salve o Corcoran. A caretice da cidade ajudou a matá-lo aos poucos: uma exposição do fotógrafo Robert Mapplethorpe (1946-89) foi cancelada em 1989 pelo “conteúdo sexual”, e um projeto de ampliação, de autoria do arquiteto Frank O. Gehry, foi engavetado em 2005.


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Reportagem

ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER FOTOGRAFIA ISADORA BRANT

Uma coisa era certa: aquela gente fedida, piolhenta, faminta e desesperada tinha que ser mantida à distância. Era 1932, e Fortaleza não parecia disposta a olhar para trás. Na virada do ano, a capital cearense inaugurava o hotel Excelsior, seu primeiro arranha-céu. Em sua edição de 2 de janeiro, o jornal “O Povo” destacava o “terraço aprazibilíssimo, de onde se descortinam belíssimos panoramas do mar, das serras e dos sertões vizinhos”. O novo prédio anunciava novos tempos e contrastava com a precariedade da multidão imigrante dos “sertões vizinhos”, que fugia de uma das piores secas já vistas no Nordeste. Alguém precisava fazer algo, e rápido, antes que a turba miserável eclipsasse a “loira desposada do sol”, epíteto da capital oxigenada pela síndrome de “belle époque” brasileira. A resposta governamental foi confinar os que vinham de trem em sete currais cercados com varas e arame farpado, próximos à estrada de ferro. Eram homens, mulheres, velhos e crianças, de cabeça raspada contra piolhos, alguns vestidos em sacos de farinha com buracos para enfiar o pescoço. Os mais robustos serviam de mão de obra em fazendas e obras públicas. Milhares morreram de fome, sede ou doenças. Com entrada compulsória e sem data para o “check out”, esses depósitos humanos tinham nome: campos de concentração. Só em 1933 os nazistas criariam seu primeiro campo, numa fábrica de pólvora reestruturada para encarcerar

Segue seco Viagem pela memória de campos de concentração do Ceará comunistas, sindicalistas e outros desafetos do chanceler Adolf Hitler. A prática de isolar os “molambudos” dos “cidadãos de bem” já era velha conhecida no Brasil de Getúlio Vargas – um país em que a população caminhava para os 40 milhões. Dados oficiais contavam 73.918 aprisionados pouco mais de um mês após a abertura dos campos em seis cidades do Ceará (Crato, Ipu, Quixeramobim, Senador Pompeu, Cariús e Fortaleza), conforme relata a historiadora Kênia Sousa Rios, autora de “Campos de Concentração no Ceará: Isolamento e Poder na Seca de 1932” (Museu do Ceará, 2006). As duas aglomerações da capital viraram até atração turística: visitantes doavam uma certa quantidade de dinheiro aos enjaulados e dali saíam com “a sensação de dever cumprido”. “O risco de ter a cidade invadida pela ‘sombra sinistra da miséria’ parece seguido da compreensão de que a situação é trágica, portanto merece a atenção da burguesia caridosa e civilizada”, escreveu a historiadora no artigo “A Cidade Cercada na Seca de 1932” (publicado no volume “Seca”, Edições Demócrito Rocha, 2002). Esmolinha No romance “O Quinze”, Rachel de Queiroz narra como a heroína Conceição “atravessava muito depressa o campo de concentração”, trêmula ao ouvir a súplica: “Dona, uma

esmolinha!”. Apertava o passo, “fugindo da promiscuidade e do mau cheiro do acampamento”. Algo de fato cheirava mal no Ceará, e desde a grande estiagem de 1877, a elite local sentia o odor. Sete anos antes, haviam sido estabelecidas normas de conduta “que identificavam a ‘modernidade fortalezense’ com a ‘civilidade europeia’”, fazendo da capital “um modelo asséptico para todas as cidades cearenses”, escreveu o historiador Tanísio Vieira no artigo “Seca, Disciplina e Urbanização” (também coligido em “Seca”). Uma das proibições fixadas era a de sair às ruas sem “pelo menos camisa e calça, sendo aquela metida por dentro desta”. Imposições dessa ordem eram a última coisa a passar pela cabeça dos mais de 100 mil sertanejos em retirada da seca de 1877. Fortaleza, então com 30 mil habitantes, viu sua população se multiplicar por três. O governo, por sua parte, redobrou esforços para que a invasão bárbara jamais se repetisse. Em “A Seca de 1915”, o escritor Rodolfo Teófilo (18531932) descreveu o pioneiro campo do Alagadiço, nos arredores da capital, que serviria de piloto para os sete campos dos anos 1930: “Um quadrilátero de 500 metros onde estavam encurralados cerca de 7.000 retirantes”. Lá, quando havia comida, ganhavam “reses que morriam de magras ou do mal [peste]”, cozidas “em algumas dúzias de latas que haviam sido de querosene”. O jornal “O Nordeste” anunciava o 17 de fevereiro de 1923 como o Dia da Extinção da Mendicância. Ser mendigo seria, a partir dali, contra a lei. Se ruas e praças continuassem “expostas a graves perigos de ordem moral”, os infratores seriam enviados ao Dispensário dos Pobres,

sob os auspícios da Liga das Senhoras Católicas Brasileiras. A ideia, na prática, não foi longe, e as madames continuaram a ouvir: “Dona, uma esmolinha!”. Nem toda a caridade cristã seria o bastante para dar conta da diáspora de 1932, quando jornais falavam do “exército sinistro de esfomeados” em marcha até a capital. Papa-figo Ainda hoje, em Senador Pompeu, circula a lenda sobre um ente que surge de supetão para abrir seu bucho e roubar um pedaço do fígado. A fábula do Papa-Figo nasce de fatos reais. Carmélia Gomes, 91, que era uma menina em 1932, lembra do médico que extraía amostras do órgão de quem morria no campo e as mandava à capital para análise clínica. Dentro de sua casinha, semelhante a tantas outras nas redondezas, dona Carmélia prende os cabelos brancos e senta-se numa cadeira de plástico roxo, logo abaixo de pôsteres dos papas João Paulo 2º e Bento 16. Ela conta que, até sofrer um assalto, vivia num terreno mais ermo, terra onde seu pai trabalhava 82 anos atrás. Antônio Gomes se despedia com um beijo na testa da mocinha de nove anos e partia para o ofício: vigiar os concentrados de Senador Pompeu. Voltava para casa contando sobre “lagartixas entrando na boca dos defuntos, tudim inchado por causa da fome”. Alguns guardas eram tão temidos que viravam sinônimo de “coisa ruim”. Caso do cabo Félix, que acabou nomeando o feijão servido ali, duro feito pedra da caatinga. Senador Pompeu, à primeira vista, é uma cidade com problemas e hábitos corriqueiros; adolescentes tiram


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Cemitério em Senador Pompeu

Romaria pelas ‘almas da barragem’

selfies na sorveteria, e casas metade verde, metade rosa exibem na fachada propagandas políticas pintadas à mão. Mas ali, como dona Carmélia, muitos se esforçam para lembrar o passado. Em um blog que leva seu nome, Valdecy Alves, 51, apresenta-se em maiúsculas: ADVOGADO MILITANTE E MILITANTE DOS MOVIMENTOS SOCIAIS, com serviços prestados à Cáritas e ao Centro de Defesa dos Direitos Humanos Antonio Conselheiro. Filho pródigo de Senador Pompeu, hoje em Fortaleza, voltou à cidade natal para a romaria de 9 de novembro. Com início marcado para as 4h30 daquele domingo, em frente à igreja, o cortejo reúne netos, pais e avós, todos de branco, para homenagear “as almas penadas da barragem”, mortas no campo de concentração. Hoje, segundo a crendice do povo, elas viraram santas que atendem a promessas, numa versão, local e diminuta, do culto ao padre Cícero. Na véspera, Valdecy Alves nos levara aos arredores da barragem onde os retirantes foram enclausurados. Existe ali um cemitério, ponto de chegada da romaria. O espaço é simbólico: foi erguido sobre uma das valas comuns, onde “até 40 defuntos eram sepultados sem atestado de óbito, em covas rasas o bastante para que urubus e cães cavassem e comessem os restos”, diz Alves. O cemitério, um quadrilátero de 1.089 m², tem no centro uma capela. À sua

frente, visitantes acendem velas e empilham simbólicas garrafas d’água de 500 ml. Na entrada, alguns santinhos políticos e latas de cerveja se acumulam diante de duas mudas de árvore. Lê-se nos vasos de cimento: “Fale a Deus o tamanho do seu problema”. Em sua moto preta com o rosto de Jesus estampado na buzina, Francisco de Assis, 48, chega ao local para pintar de branco os muros do cemitério. Ele é um dos que – garante – foram ouvidos pelos santos. Para quitar seu carnê espiritual, caminhou por uma hora, descalço, até o cemitério. Valdecy Alves frisa: “De cada dez pessoas que você encontrar nas ruas, metade deve promessa aqui”. A história do campo de concentração de Senador Pompeu já era ligada à seca desde antes desse destino infame. Em 1919, ingleses ganharam uma concorrência para levantar no local uma barragem para sanar os efeitos da escassez de chuvas. Por falta de verbas, as obras pararam. Em 1932, o governo integrou ao campo o casarão que fora construído para servir de morada aos estrangeiros. A carcaça arquitetônica tem paredes amarelas pichadas com dezenas de falos, juras de amor e até um Buda gordinho. Nos anos 1990, o lugar ainda era uma referência para retirantes. Famílias faziam filas quilométricas para obter a parte que lhes cabia nesse latifúndio – porções de farinha, charque, rapadura e café que o governo distribuía. Valdecy Alves cruza os bra-

ços sobre a camisa polo vermelha e ergue o queixo, um tanto solene. “Kant dizia que não há liberdade enquanto você tiver necessidade. O povo há séculos é vítima de uma seca previsível, cíclica. Então, o Estado é que está falido”. E desmemoriado também: o advogado cobra a preservação das ruínas e reclama de que “documentos gigantescos de uma época que não pode se repetir” estão à míngua. Procurado, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional diz que “não há proposta de tombamento em nível federal”. No plano municipal, a prefeitura abriu um processo com essa finalidade, ainda não finalizado. Caminhada Alves tem companhia no seu esforço de tirar o passado do armário. Enquanto outras cidades ignoram seus campos, em Senador Pompeu um carro de som alterna anúncios do “forrozão” e da “caminhada da seca”. De óculos escuros e celular acoplado a alto-falantes, o padre começa a romaria na madrugada de domingo. Há velhinhos de bengala, mulheres com crucifixos mergulhados em grandes decotes e estudantes que usam “abadá” – regata com a inscrição “32ª caminhada da seca - Eu fui” e a estampa de um polegar que reproduz o botão “curtir” do Facebook. “O povo diz que quem morreu de fome vira santo”, diz Yasmin dos Santos, 11, repetindo o que ouviu numa palestra na escola. Daiana Soraya, 12, é

grata às “almas santas”, que a ajudaram com uma briga de escola. “Um menino que já tinha namorada ficou falando comigo. Ela achou que eu estava a fim dele. Queriam me pegar, mas eu fiz uma promessa. Hoje tô pagando”, diz a jovem devota, mostrando os pés descalços. Relatos Já no Crato são poucos os que se lembram do campo projetado para 5.000 pessoas – e que chegou a receber quatro vezes isso, segundo relatos de sobreviventes. “A mãe falava que a comida era tão ruim que não tinha quem comesse. Mas chegou um pessoal e quis as tripas de porco e gado que o vô usava para fazer sabão. Estavam até estragadas”, conta Rita Lobo de Grito, 66, que andava por uma rua de terra próxima ao local do antigo campo cratense. “Jogavam um em cima do outro quando o pessoal morria. No outro dia, de manhã, um pediu: ‘Me tira daqui que eu não tô morto, não’. Tudo isso meu pai contava”, diz Milton Pereira, 85, que recorda também a corrupção no controle dos mantimentos. “Enquanto uns morriam de fome, outros enricavam. O governo mandava trazer o gado e sumia a metade”. Com duas estátuas do padre Cícero (“primo do meu pai”) no jardim, Rosafran de Brito Melo, 67, diz que os campos tinham razão de ser. “Pra não haver briga. Ou virava bagunça. Entre tantas famílias, sempre vem um meio danado”. Almina Arraes, 90, não via nada de danado na gente que aparecia no casarão de sua família, às vezes tomada por retirantes fugidos dos campos. Lembra de brincar com “uma criança muito magrinha, que gritava quando via comida”. Hoje ela mora ali com uma irmã de 95 anos, que sofre de Alzheimer. E mantém uma “sala dos mortos”, com retratos do ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes (1916-2005), e do neto dele, Eduardo Campos (1965-2014). Almina preserva suas memórias, mas a “amnésia” em relação ao passado prevalece. “É um resquício da cultura coronelista”, avalia Luciana de Medeiros Campos, 36, funcionária da Secretaria Municipal de Cultura que nos acompanha em passeio pela região. Não interessa à elite cratense mexer nessa ferida, afinal, muitos “vôs” e “vós” foram coniventes com o campo de concentração e o cemitério das valas comuns. Hoje eles estão ocultos sob uma fábrica de papel e um singelo campinho de futebol.


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Imaginação PROSA, POESIA E TRADUÇÃO

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Noite morta

ANDRÉ LAURENTINO ILUSTRAÇÃO ADAMS CARVALHO

Marco Bandeira sentiu o estrondo do açúcar no meio da noite morta. Eram onze horas, e a casa inteira dormia: sua mulher, os filhos, o gato debaixo da mesa. Apenas ele estava de pé, diante da geladeira aberta. O açúcar do bolo de rolo trabalhava em sua boca. O açúcar do bolo girava manivelas havia muito adormecidas, que apenas a custo de grande esforço haviam estancado, perdidas em algum lugar. Agora voltavam a girar de súbito, no meio da noite, diante da geladeira, dentro da cabeça de Marco Bandeira. O açúcar e a goiaba do bolo traziam, a uma só vez, o tio, os tempos no Recife, o terraço, as risadas; e o tio, os longos veraneios, um beijo ao pé do muro, o conjunto de linho azul; e o tio nunca explicado, a mãe e os gritos, o menino inerte. Tudo isso formava um único dia de horror que durou meses, o dia escondido num estalo de cristal de açúcar. Marco nunca havia contado o episódio para sua mulher, com quem vivia tinha mais de 15 anos. Nunca nem sequer tocara no assunto. Havia mesmo esquecido daquilo, tendo deixado para trás a família e os tempos no Recife quando se mudou para Porto Alegre, ainda na juventude. Desde que os pais vieram morar com ele no Sul, logo que casou (e faleceram alguns anos depois), nunca mais havia voltado ao Recife. A vida era outra, e Marco podia deixar o incidente adormecer longe

da porta, cujas dobradiças enferrujavam calmamente no escuro. Até que alguns colegas de repartição, na volta de uma viagem de férias ao Nordeste, trouxeram um bolo de rolo da Casa dos Frios. O legítimo bolo de finas voltas de goiaba, doce demais para o paladar gaúcho. Fizeram questão de dar metade a Marco. Agora, entremeado nas camadas do bolo, girando inexoravelmente para o centro, vinha o tio morto, pendurado no meio da sala. Proibiram Marco de entrar na casa e o entretinham longe dali com brinquedos, doces e jogos. Ninguém tocava no assunto na frente do menino e, pela primeira vez, Marco passou semanas de férias na praia em pleno mês de setembro. O açúcar do bolo era o mesmo daqueles dias confusos. As fatias, finas, como devem ser cortadas, vinham acompanhadas de guaraná e livrinhos de colorir. O quarto do tio foi revirado pela família, mas nada encontraram. Não houve explicação. A sala de onde ele pendeu durante horas, até que a empregada voltasse da folga e desse o grito de horror, nunca mais foi a mesma. A casa foi posta à venda, mas demorou a encontrar comprador. As linhas de goiaba giravam na fatia do bolo. Marco, diante da geladeira aberta, no meio da noite morta, chegava sem querer ao centro. Chegava ao cheiro, não exatamente ao sentido, da véspera da tragédia, quando o tio o chamou para conversar. Disse coisas que o menino não guardou bem, mas percebeu serem importantes.

Marco recebe agora, novamente, a carta que o tio lhe confia naquela tarde. Nas voltas do bolo o menino aperta a carta nas mãos. E, diante da gravidade do que vem depois, decide não entregá-la como fora instruído. Um gesto simples e sem intenção. Ouve os choros e gritos da mãe, que vêm de trás da porta, o pai falando baixo, tentando acalmá-la. O menino se sente importante. O tempo passa e ele sabe que não entregará a carta. Tem medo. Os dias se misturam em um único minuto, e meses se vão. Entregar agora é tarde. Mãe. Avó. Por vezes tenta contar ao pai, mas nunca encontra ocasião. Talvez seja melhor rasgar e matar as palavras do tio. Talvez não. Não sabe onde escondeu a carta. Vê apenas uma grande caixa de papelão com uma foto de forte apache, uma almofada laranja. É tudo de que se lembra. E de um nome. Um nome que o tio lhe disse chorando. Muitos anos mais tarde, Marco deu esse nome ao seu primeiro filho. Foi a única coisa que revelou, ainda que de modo cifrado e oblíquo, sobre a conversa que teve com o tio, no dia em que recebeu a carta que nunca entregou. A fatia do bolo de rolo era fina e frágil. Doce demais. Marco guardou o restante do bolo na embalagem azul da Casa dos Frios. Bebeu um copo d’água gelada e viu que já passava das onze e meia. Subiu as escadas e foi se deitar. A porta da geladeira ficou aberta. Lá fora, nem uma sombra passava na rua.


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Vinicius Vieira traz comédia gratuita (92) 3090-1042

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A cultura do outro lado da ponte sobre o rio Negro FOTOS: DIVULGAÇÃO

Apesar de constatar aumento de público em eventos em Iranduba, município pode não ter festa de aniversário este ano LUIZ OTAVIO MARTINS Especial EM TEMPO

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esde que a ponte Rio Negro foi inaugurada, em 24 de outubro de 2011, houve um aumento na demanda de público para os eventos culturais realizados em Iranduba, localizado na Região Metropolitana de Manaus. “O movimento de público melhorou. Antes, com o transporte, por meio das balsas não era possível atravessar todos os veículos e ainda havia a questão do pagamento para essas embarcações”, comenta a secretária de Cultura do município, Alzira Barros. Ela cita como principais acontecimentos da área cultural, em Iranduba, o Carnaval, o festival folclórico e o Réveillon. Entre eventos realizados com o apoio do poder público e outros de iniciativa da comunidade, ao longo do ano Iranduba abriga festas populares como as que celebram as safras do açaí, mamão e melancia, a Festa das Hortaliças, o Festival de Culturas do Bairro Morada do Sol, o Festival Cultural do Artesanato, a Festa do Padroeiro São João Batista e o Festival Gastronômico do Bodó com Farinha. Outro atrativo do calendário cultural de Iranduba é a festa do aniversário da cidade, comemorado em 10 de dezembro. Este ano, porém, o prefeito Xinaik Medeiros avisa que vai priorizar o pagamento do 13º salário dos servidores públicos e a realização

REGIÃO

METROPOLITANA da festa de Réveillon. Paralelamente a esse calendário anual, são realizados o festival de música estudantil, encenações de peças teatrais, além de uma vida noturna ativa, como observa o cantor e compositor Lenildo Pereira da Silva, o “Velho Leon”. “Ao menos uma vez por mês temos eventos de grande porte com bandas de Manaus”, diz.

Nossa intenção é atrair para o município de Iranduba os ensaios dos boisbumbás de Parintins, que são realizados em Manaus Xinaik Medeiros, prefeito de Iranduba

Proposta de descentralização IONE MORENO

Alternativas para interiorizar

Velho Leon se considera otimista em relação aos benefícios culturais que podem ser promovidos no município a partir da existência da ponte Rio Negro. E cita a apresentação do concerto “Um piano pelas águas amazônicas”, do pianista Arthur Moreira Lima, que foi atração na praça dos Três Poderes, em outubro de 2013, durante uma turnê do artista carioca por diversas localidades do Estado. “Muitos apostaram que não ia dar ninguém no evento, mas a praça ficou pequena para tanta gente que com-

pareceu”, diz. O prefeito de Iranduba, Xinaik Medeiros, conta que existe um projeto para a implantação de um centro cultural no município. “Nossa intenção é atrair para Iranduba os ensaios dos bois-bumbás de Parintins, que são realizados em Manaus”, revela. Ainda não foi definido um local para a construção desse centro. Também na área cultural, Medeiros destaca que as atenções estão voltadas para a implantação do Fundo Municipal de Cultura de Iranduba. De acordo com

ele, o fundo já foi elaborado e faltam apenas alguns reajustes. “Só então será encaminhado para o Ministério da Cultura (MinC), em Brasília”, informa. O Fundo Municipal de Cultura faz parte da CPF da Cultura, que inclui ainda as criações do Conselho Municipal de Cultura e o Plano Municipal de Cultura. Depois que fizer parte do Sistema Nacional de Cultura, que é vinculado ao governo federal, Iranduba poderá concorrer a editais de fomento do MinC para captar recursos federais do Fundo Nacional de Cultura.

Velho Leon, vice-presidente da Associação de Artes e Músicos do município de Iranduba

Vice-presidente da Associação de Produtores de Artes e Músicos do Município de Iranduba (Aspami), Leon também observa que a abertura da ponte Rio Negro favoreceu um aumento no número de visitantes ao município. “Nossos eventos hoje têm uma demanda de público bem maior do que tinha antes da ponte”, diz. Ele revela que está previsto ainda um evento de moda, no clube social Mult Park, com promoção da Aspami. “A associação tem o papel de criar alternativas para o que o poder público não promove e de estimular a produção para contemplar outros segmentos e artistas que não tenham espaço”, explica. Para o próximo ano,

Leon revela que a Aspami planeja o lançamento de um festival de música municipal para composições inéditas, o primeiro com esse formato no município. Quando o assunto é o intercâmbio entre Iranduba e Manaus, Leon lembra da participação de três artistas do município, este mês, no Festival Amazonas de Rock, a convite da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), para marcar presença na programação acadêmica do evento. Leon espera que tais relações sejam estreitadas futuramente. “Principalmente com a SEC. Nossa expectativa é de que haja uma abertura maior a partir do novo governo de regionalizar a política cultural por-

que ela é restrita e limitada a Manaus. A política de cultura é feita para Manaus”, analisa. O secretário de Estado de Cultura, Robério Braga, afirma que a política do governo do Amazonas é interiorizar cada vez mais a cultura. “Esse trabalho já vinha sendo feito pela nossa equipe e agora será reforçado”, declara. “A participação em todos os festivais promovidos pelo governo de artistas de municípios como Parintins, Maraã, Borba, Envira, Novo Ayrão e também Iranduba é a prova disso. Esse intercâmbio enriquece tanto os talentos do interior quanto os da capital e, consequentemente, o público tem eventos cada vez melhores”.

Teatro é uma das artes que ainda podem ser potencializadas com o acesso da ponte


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>> Prêmio nacional . O Programa de Educação Fiscal do Amazonas (PEF), coordenado pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-AM), obteve, mais uma vez, destaque nacional. . Na categoria “Instituições” do Prêmio Nacional de Educação Fiscal 2014, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) foi a grande vencedora do prêmio, concedido pela Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite). . Com o projeto “Programa Municipal de Educação Fiscal de Manaus – Disseminando a Cidadania”, a Prefeitura de Manaus, uma das parceiras do PEF no Amazonas, levou o nome do Estado mais uma vez à fase final do prêmio nacional, concorrendo com projetos de peso, como “A Cidade Constitucional”, da Universidade de São Paulo (USP) e “Sonegômetro”, do Sindicato dos Procuradores da Fazenda Nacional. Essa foi a terceira vez que a Semed ficou entre as dez instituições finalistas do prêmio da Febrafite, ao implantar a educação fiscal como tema transversal na rede municipal de ensino.

Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br

>> Lista de ouro . Nada de Gisele Bündchen, Luciano Hulk ou qualquer ator/atriz global, a celebridade mais influente do Brasil é Neymar! A lista foi feita pela Forbes Brasil e conta ainda com os nomes do também jogador David Luiz e o escritor Paulo Coelho, no top 3. . Entre os 20 listados estão: Ivete Sangalo (4º), Gisele Bündchen (5º), Luciano Hulk (10º) e o deputado Romário (18º). Para a classificação são considerados longevidade da carreira, rendimentos, popularidade, assédio publicitário, prestígio internacional, seguidores e fãs nas redes sociais.

>> Festa da coluna

Kátia Sebbem, Denise Santana e Cris Aguiar durante jantar cinco estrelas

David e Jéssica Tayah na noite chic de Manaus

. A tradicional festa de fim de ano desta coluna, será na próxima quinta-feira, no Diamond. . O evento é anualmente promovido com a intenção de reunir o elenco society de Manaus, numa confraternização de fim de ano, com boa mesa e clima alto astral. Na versão 2014 a festa será temática, invocando ‘as mil e uma noites da arábias’ com ambientação superluxo do Bandeirão e jantar preparado pela equipe expert do Diamond. . A festa árabe terá o sorteio de uma passagem para o Marrocos e uma joia da joalheria Jaqueline Chagas, além de lindas dançarinas da Casa de Ísis que irão apresentar performances da dança do ventre. Reservas para quem quiser ir no evento são feitas pelos números 98118-9717 ou 999851422. Não dá para perder.

>> Objeto de desejo . Símbolo de um espírito vivaz e independente, a Cabra vai substituir o ano do Cavalo a partir de 19 de fevereiro de 2015. Para celebrar a data, a marca de relógios luxuosos Vacheron Constantin apresenta suas novas criações de relógios feitos com esmaltagem e gravura do animal na coleção Métiers d’Art, A Lenda do Zodíaco Chinês. . A coleção Métiers d’Art, A Lenda do Zodíaco Chinês, conta com o modelo 2460 G4, o relógio que não tem ponteiros. As horas, minutos, dia e data são apresentados por meio de quatro displays no mostrador. Todas as 12 peças têm acabamento sofisticado, que atendem aos critérios estabelecidos pelo Selo de Genebra.

Sandra Lúcia e Alberto Saraiva dando um giro pela cena social da cidade Lúcia Viana, Norma Araújo, Eliane Yamada e Sophia Muller em noite de festa na cidade


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Novos centros de compras preparam roteiro natalino SÉRGIO RODRIGUES Equipe EM TEMPO

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s shoppings ViaNorte e Sumaúma, inaugurados nos últimos dias na Zona Norte da cidade, já preparam a sua programação para o período de Natal. Hoje, a partir das 17h, o Sumaúma realiza a carreata do Papai-Noel, que vai partir da avenida Max Teixeira em direção ao complexo. Segundo a assessoria do empreendimento, a chegada do “bom velhinho” será acompanhada de personagens da Disney e, já no shopping, o evento será aberto às crianças da comunidade, com distribuição de pipoca e algodão-doce. No dia 6 de dezembro, a partir das 17h, o Shopping ViaNorte estreia a sua decoração natalina e recebe o Papai-Noel em grande estilo. O evento será marcado por um auto de Natal, encenado pela Companhia de Teatro Metamorfose com o uso do teatro de marionetes para contar a história do Natal de maneira lúdica e divertida. As marionetes tradicionais vêm da Alemanha e foram esculpidas especialmente para a apresentação, sendo controladas por tecnologia animatrôni-

ca, de acordo com a assessoria do shopping. “Após o auto de Natal, perto das 18h, a companhia de teatro vai avisar aos presentes que um convidado especial está vindo do Polo Norte e, então, o Papai-Noel vai chegar de helicóptero ao local”, informa a gerente de marketing do ViaNorte, Isabela Teles. O Papai-Noel fica no empreendimento até o dia 24 de dezembro e vai poder receber visitas no horário de funcionamento do shopping. Segundo Isabela, o ViaNorte também planeja uma cantata de Natal com mais de 60 coralistas em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura (SEC). “Queremos fazer no fim de semana, após a chegada do ‘velhinho’, mas ainda estamos fechando a data”, diz Isabela. A gerente conta que um dos objetivos do ViaNorte é criar um polo cultural na região, trazendo programações diferentes para o público. “Nós temos aqui o espaço cultural da Tropical Multilojas, que de quarta a domingo oferece diversas oficinas para crianças e fica até o final deste mês. Estamos planejando também a nossa programação de férias e em breve anunciaremos novidades”, revela.

SERVIÇO CHEGADA DO NOEL E ROTEIRO CULTURAL Onde: Shopping Manaus ViaNorte (avenida José Henrique Bento Rodrigues, Nova Cidade) Quando: Dia 6 de dezembro, a partir das 17h Quanto: Gratuito

CARREATA E CHEGADA DO PAPAI-NOEL Onde: Shopping Sumaúma (avenida Noel Nutels, Cidade Nova) Quando: Domingo, a partir das 17h Quanto: Gratuito

Atividades para as crianças e apresentação de cantata também fazem parte da programação dos novos empreendimentos

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‘SÉRIE GUARANÁ’

Trechos de obras de Johann Sebastian Bach inspiradas em evangelhos compõem o concerto

Temporada erudita encerra hoje O espetáculo “Paixões”, formado por composições de Johann Sebastian Bach (1685-1750), será reapresentado hoje, no Teatro Amazonas (largo São Sebastião), a partir de 19h. O evento marca o encerramento da programação, em 2014, da Série Guaraná, que retornará no próximo ano. Os ingressos para a plateia custam R$ 20 (inteira) e podem ser adquiridos na bilheteria do teatro. Os demais assentos têm entrada franca.

“Paixões” apresenta trechos de “Paixão segundo São Mateus, BWV 244” (1727), um oratório que representa o sofrimento e a morte de Cristo segundo o Evangelho de Mateus, e “Paixão segundo São João, BWV 245” (1724), representação dramática do texto contido no Evangelho de João. As obras escolhidas do compositor barroco alemão para o concerto serão interpretadas pela Orquestra Amazonas Filarmônica, o Madrigal

da Casa de Música Ivete Ibiapina (preparados por Natalia Sakouro), o grupo vocal dos Corpos Artísticos (preparação de Hilo Carriel), o Coral do Amazonas (preparação de Hermes Coelho) e o Corpo de Dança do Amazonas (CDA). A primeira apresentação de “Paixões” foi realizada no último dia 28 e a regência da orquestra ficou a cargo do maestro Marcelo de Jesus. Hoje, ele será substituído pelo maestro Otávio Simões.

ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

Recém-inaugurados, os shoppings Sumaúma e ViaNorte trazem o “bom velhinho” hoje e dia 6 de dezembro, respectivamente


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Rock

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RESENHA

Experimental e ‘paranormal que virou

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PERFIL

Emir Fadul, Radialista da Rádio EM TEMPO

ma das grandes revelações musicais do Amazonas, a banda Malbec, traz uma sonoridade experimental de excelente qualidade. A banda começou em Manaus no início de 2008, com os amigos Ian Fonseca (voz e piano), Silvio Romano (baixo) e Leo Garcia (guitarra), que vieram de outras bandas, alguns meses depois receberam os reforços de Zé Cardoso (voz e guitarra) e posteriormente a vaga na bateria foi ocupada por Natan Fonseca. A partir de 2010, os “paranormais” iniciaram a gravação do seu primeiro álbum oficial, o Paranormal Songs. O disco foi todo gravado em um home-estúdio, com equipamentos próprios e outros emprestados. E m

2012, a produção foi finalizada e levada para São Paulo para ser mixada por Victor Rice (que já mixou Marcelo Camelo, Mallu Magalhães), e logo depois para Nova York, onde foi masterizada por Joe Lambert (que já masterizou The National, Animal Collective). O álbum foi lançado virtualmente no dia 14 de junho e seu show de lançamento foi no Festival Até o Tucupi do mesmo ano. O álbum também teve prensagem em vinil, que mostra a preocupação da banda com a imagem e a valorização a todos os gostos e vibes. A sonoridade deste álbum impressiona pela qualidade e criatividade, as linhas melódicas surgem como surpresas a cada estrofe, nenhuma estrutura musical é igual à outra. A banda conseguiu atingir uma esfera musical realmente superior a muita coisa que é produzida ultimamente. Sensi-

bilidade descreveria bem o resultado desta obra prima, características de vários estilos musicais estão presentes nas composições. A vontade de fazer diferente e totalmente experimental, consolidou o talento dos músicos. Conseguir criar algo nunca antes tocado requer muita dedicação e desprendimento de qualquer influência, ou melhor, compilar sumos de várias vertentes. Destacar uma música do álbum seria uma “missão impossível”, mas as faixas Calo e Paranormal Song, reflete bem quem é a Malbec. As músicas são cantandas em inglês e português, com várias vozes. O CD Paranormal Songs alivia, relaxa e alimenta seres de bom gosto. A banda não apresenta guitarras fritando nem gritos excessivos, a coesão musical é a melhor parte da Malbec. Após a saída de Leo Garcia, a banda partiu para a sua primeira turnê

nacional, que abrangeu as regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul, passando por 15 cidades: Manaus, Presidente Figueiredo (AM), Boa Vista (RR), Fortaleza, Sobral (CE), Natal, Mossoró (RN), João Pessoa (PB), Belo Horizonte (MG), São Paulo, Ribeirão Preto, São Carlos, Bauru, Taquaritinga (SP) e Curitiba (PR) - incluindo a participação no renomado festival independente “Feira da Música” em Fortaleza. A banda tem outra característica importante nos dias atuais, que é a organização e participação constante nas mídias sociais, possui perfil em todas as redes sociais com total interação com os fãs. Maiores informações sobre a banda podem ser encontradas no site www.malbec. mus.br. A banda ainda produziu e lançou dois videoclipes oficiais, três vídeos de perfor-

mances ao vivo, um mini documentário, além de outros materiais extraoficiais, atingindo em seu canal oficial do Youtube (www.youtube. com/malbecmusic). Para coroar, a Malbec produziu trilhas para o cinema local, presente nos filmes premiados “A Última no Tambor” (2012), de Ricardo Manjaro e “A Floresta de Jonathas” (2012), de Sérgio Andrade. O último foi indicado ao “Grande Prêmio do Cinema Brasileiro” na categoria Melhor Trilha Sonora Original. Atualmente, a banda está empenhada na produção do seu próximo álbum, com previsão de lançamento para o início de 2015, que contará apenas com músicas em português. Já peguei minha senha hein?!


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Canal 1 plateia@emtempo.com.br

Bate-rebate

TV Tudo Não é fácil É raro o dia que a Grazi Massafera consegue sair de casa, ir à praia, ao supermercado ou a um boteco qualquer, sem sofrer a marcação de ninguém. Isto para sair notícias como “almoçou com uma amiga”, “foi à farmácia”, “saiu da academia” e outras de igual importância. O que muda na vida de alguém? Disparada Chama a atenção o ritmo da Regina Casé nos trabalhos do “Esquenta”. Já tem muita coisa sendo gravada para o período do Carnaval. Virada no caso Devido ao cancelamento da novela “Oito ou Oitenta”, escrita por Marcelo Saback sob encomenda para Leandro Hassum, volta a se falar na Globo sobre um projeto de série para o ator. Não necessariamente para 2015, porque a grade irá priorizar projetos voltados ao cinquentenário da casa. A ideia é que, um dia, o Hassum tenha o seu próprio programa. Outra frente E além desses trabalhos, que também contam

MÁRIO ADOLFO

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Ponta Tuca Andrada foi chamado para participação especial em “Babilônia”, título provisório da substituta de “Império”, na Globo, como marido da vilã de Adriana Esteves. Está gravando em Dubai.

com a presença de Sophie Charlote, a partir desta segunda-feira, terão início as externas em Paris. Glória Pires e Cássio Gabus Mendes estão viajando neste fim de semana. Réveillon do Rafinha O programa “Agora é Tarde”, comandado por Rafinha Bastos na Bandeirantes, terá direito a uma edição especial no dia 31 de dezembro, quarta-feira. Os detalhes ainda estão

sendo fechados pelo diretor Diego Pignataro. Em São Paulo... A BandNews já de algum tempo é uma das rádios mais procuradas por aqueles mais interessados em notícia. Só que estão passando um pouco do ponto, com a participação de ouvintes, principalmente nas informações do trânsito. Por mais que se torne uma coisa simpática, o exagero é condenável.

• Assim como quase todas TVs, as produções da Rede TV! estarão de férias durante mês de janeiro... • ... Na volta, todos irão conhecer as mudanças que serão processadas na programação... • ... Entre essas novidades, já existe a decisão de uma nova revista feminina, na faixa da manhã. • “Show da Virada”, já gravado, contou com a presença de cerca de 60 artistas. • O ator Paulinho Vilhena será o entrevistado do “Programa Marília Gabriela”, neste domingo, 22 horas, no GNT. • João Emanuel Carneiro apresentou na Globo uma lista completa dos atores que pretende contar na sua novela... • Especial do Sergio Mallandro, para a programação de dezembro do SBT, já está em gravação.

Boogie Oogie segue normal O autor Rui Vilhena, até o momento, não recebeu ordem para abreviar a jornada de algum protagonista de “Boogie Oogie”. O planejamento do seu trabalho não sofreu alteração, além do pedido da direção da Globo para esticar um pouco mais. Em vez de fevereiro, como se projetou no início, a novela será espichada até março, no mínimo.

Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery

C’est fini Paulo César de Oliveira, o mais novo comentarista de arbitragem da Globo, já se mostrou bem articulado e em condições de ter uma colaboração importante nas transmissões do futebol. Só deve saber se posicionar e nunca entrar no jogo dos antigos companheiros do apito. O que é, é e o que não é, não é. Simples assim. Ficamos assim. Mas amanhã tem mais. Tchau!

Márcio Braz E-mail: plateia@emtempo.com.br

Parintins em xeque

REGI

ELVIS

GILMAL

Durante toda a semana passada o assunto que mais ocupou as redes sociais foi sem dúvida o relacionado a mudança no Festival Folclórico de Parintins. Já discutimos bastante nesta coluna sobre o festival e os rumos que deverão ser seguidos mas achamos que não custa nada relembrar alguns pontos que consideramos significativos. O primeiro deles é uma constatação: o formato do espetáculo cansou. Cansou pela repetição demasiada, pela falta de criatividade, pela previsibilidade e pela arrogância dos que acham que não precisam de apoio pois são autossustentáveis. O resultado de tudo isso é que o público também cansou, ou melhor, acabou por perceber ao longo dos anos que a estrutura e a própria desorganização dos bumbás prejudicavam a festa, e foi saindo à francesa do festival culminando com o acontecido em 2014: uma baixa de público, um espetáculo pobre e o surto de picuinhas de um lado e de outro dos integrantes dos bumbás. Muitos artistas se acham a Fernanda Montenegro do Amazonas, só que com o acréscimo da petulância e da vaidade tacanha que a diva maior do teatro brasileiro não tem. Entregues à vontades e vaidades, não há como compreender o espetáculo sem que se tenha uma profissionalização deste e para isto devem ser extintos os “artistas” (o que não são evidentemente) que reduzem o boi às suas próprias vontades. Batemos na tecla de que precisávamos de uma estrutura de iluminação fixa para podermos profissionalizar o espetáculo. E temos isto. Falta agora dar a iluminação aos iluminadores e não pagar rios de dinheiro para uma empresa sulista que pisca refletores como se fosse enfeite de natal. Estes são técnicos e não tem a menor compreensão estética e nem conhecimento dos princípios da

iluminação cênica. Outra é compreender o espetáculo como realizado em semiarena. Já chega do formato de palco italiano e de ignorar as plateias. Isso exigiria um outro trabalho de movimentação cênica e de criação que, a nosso ver, enriqueceria a festa. Não se viu nas reuniões sobre a mudança do regulamento e do formato da festa nada que convergisse a isto. Outras propostas eram um pouco estranhas como a de se expandir as tribos (item que homenageia vários povos indígenas amazônicos e, em alguns casos, brasileiros de um modo geral) para outras regiões do mundo e também a de se ampliar os rituais indígenas (outro item e outra homenagem) para os de qualquer outra religião e povos tradicionais do mundo. Ora, o problema não é o esgotamento das temáticas e sim o esgotamento criativo e de pesquisa. No caso das lendas, a Yara e a Cobra Grande estão pedindo férias e por que todos os rituais tem sempre seres demoníacos? Há na cultura dos povos indígenas um sem-número de ritos de iniciação que sequer são valorizados como elemento estético para fins artísticos. E quando estes surgem na arena são ladeados de monstros, demônios e outros seres que nada tem a ver com o princípio ritualístico, sua finalidade e função. Não estou querendo extinguir a licença poética, pelo contrário, mas colocá-la em seu devido lugar. Não se pode, numa narrativa, abrir demais pois pode-se correr o risco da inverossimilhança. Eis o erro de muitas dessas encenações: abriu uma brecha, não sabe mais o que criar, é só colocar uma cobra grande ou um demônio que está tudo resolvido. No mais, as discussões com vistas ao aprimoramento do festival são bem vindas. As propostas é que precisam ser revistas de uma forma mais séria e comprometida.

Márcio Braz ator, diretor, cientista social e membro do Conselho Municipal de Política Cultural.

Muitos artistas se acham a Fernanda Montenegro do Amazonas, só que com o acréscimo da petulância e da vaidade tacanha que a diva maior do teatro brasileiro não tem”


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Programação de TV

SBT DIVULGAÇÃO

6h55 Auto Esporte

14h25 Futebol 2014

7h30 Esporte Espetacular

– Santos X Botafogo – Direto da Vila

5h Brasil Caminhoneiro

11h13 Esquenta

Belmiro / Santos-SP

5h30 Planeta Turismo

12h45 Temperatura Máxima

16h50 3º Tempo

6h30 Vrum

15h Futebol 2014

19h Só Risos

17h Cinema Especial

20h Policia 24h

18h Domingão do Faustão

21h Pânico na Band

20h Fantástico

00h Canal Livre

7h45 Chaves 9h Domingo Legal 13h Eliana 17h Roda a Roda Jequiti 17h45 Sorteio da Telesena 18h Programa Silvio Santos 22h De Frente com Gabi

01h Alex Deneriaz

22h18 Domingo Maior

01h35 Show Business

0h10 Sessão de Gala

– Reapresentação

BAND

02h25 Igreja Universal

RECORD

23h Nikita

4h Tartarugas Ninja: “Homem Mutagêni-

0h15 Rizzola & Isles

co à Solta”, “Mikey Fica Com Espinhas”,

1h Pessoa de Interesse

“Alvoh April O’neil”

4h Santo Culto em Seu Lar

2h Big Bang

5h30 Santa Missa No Seu Lar

4h30 Desenhos Bíblicos

3h15 Jogo da Gente

6h30 Sabadão do Baiano

7h30 Record Kids - Pica Pau

4h Igreja Universal

7h Power Rangers + Jimmy Neutron

9h Domingo Show

8h30 Minúsculos

13h30 Hora do Faro

GLOBO 3h55 Santa Missa 4h55 Amazônia Rural

Horóscopo

13h50 O Grande Momento do Futebol

3h45 Jornal da Semana SBT

7h Mundo Pet

Maisa Silva apresenta o “Mundo Pet”, no SBT, dedicado ao mundo dos bichos de estimação

6h Globo Rural

8h45 Informercial – Polishop

17h30 Domingo Espetacular

9h45 Verdade e Vida 10h Irmão Caminhoneiro – Boletim

21h15 A Fazenda

10h05 Pé na Estrada

22h15 Tela Máxima

5h25 Pequenas Empresas,

10h35 Só Risos

“O Segredo de Charlie”

Grandes Negócios

12h Band Esporte Clube

23h15 Programação IURD

Cinema

Cruzadinhas

GREGÓRIO QUEIROZ ÁRIES - 21/3 a 19/4 Os cuidados com a saúde são agora fundamentais. O bem estar emocional e físico definem a qualidade deste seu dia. A força das emoções precisa ser bem direcionada. TOURO - 20/4 a 20/5 Dia de muita atividade social, mas com tendência a envolver-se em polêmicas ou mesmo um conflito. O modo como defende seu território e pontos de vista precisa ser moderado.

PRÉ-ESTREIA Quero Matar Meu Chefe 2: EUA. 12 anos. Cansados de dar satisfações aos seus chefes, Nick (Bateman), Dale (Day) e Kurt (Sudeikis) decidem virar seus próprios chefes abrindo seu próprio negócio em “Quero Matar Meu Chefe 2”. Mas um investidor trapaceiro puxa o tapete deles. Passados para trás, desesperados e sem recursos legais, os três aspirantes a empreendedores traçam um arriscado plano para sequestrar o filho adulto do investidor e usá-lo como moeda de troca para recuperar o controle de sua empresa. Cinemark 1 – 23h40 (dub/somente sábado); Cinépolis Ponta Negra 3 – 19h10, 22h20 (leg/somente quinta-feira, sexta-feira, sábado e domingo); Kinoplex 4 – 21h (dub/somente de quinta-feira a domingo).

ESTREIA

GÊMEOS - 21/5 a 21/6 É tempo de orientar o trabalho com as ideias unidas ao empenho pessoal. Um dia de ações decididas e enérgicas na profissão, mas dentro de condições instáveis.

DIVULGAÇÃO

CÂNCER - 22/6 a 22/7 O dia favorece os estudos, o desenvolvimento da mente e o aprimoramento do espírito. Aumento da atividade intelectual. As viagens são favorecidas, desde que bem planejadas. LEÃO - 23/7 a 22/8 Possíveis prejuízos materiais, no caso de desatenção ou de precipitação. A dispersão e a falta de foco lhe prejudicam. Os encontros tendem a ser especialmente ricos e instrutivos. VIRGEM - 23/8 a 22/9 Uma atitude belicosa pode complicar a relação a dois e as associações. Antes de brigar e querer se separar das pessoas, analise e veja se esse é mesmo o melhor caminho. LIBRA - 23/9 a 22/10 O vigor que está imprimindo no trabalho e nos afazeres cotidianos é bom para superar obstáculos. Mas pode ser excessivo para as relações e situações delicadas. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 Dia positivo para a comunicação dos sentimentos, embora estes sejam voluptuosos. Nem tudo o que sentirá hoje, virá a sentir com a mesma veemência amanhã. Seja cuidadoso. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 Você está especialmente envolvido com o trabalho intelectual e com formas de atuação em que esteja impulsionado por ideias. Contudo, você tende à irritação e à pressa. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 A velocidade que as situações requerem é acelerada, mas talvez fosse melhor seguir em velocidade moderada. Mas também não se segure demais, ou pode se atrapalhar. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 Você coloca muita força e energia nos negócios e na lida material. Use apenas a força necessária, mesmo que esta seja muita. Atenção para os excessos com o corpo físico. PEIXES - 19/2 a 20/3 A conjunção Mercúrio e Marte em seu signo indica uma atitude franca e impositiva, colocando-se com evidência, seja lá qual for o ambiente ou condição em que se encontre.

Boa Sorte: BRA. 16 anos. Após uma série de problemas comportamentais, o adolescente João (João Pedro Zappa) é internado pela família em uma clínica psiquiátrica. No local ele conhece Judite (Deborah Secco), também paciente, por quem logo se apaixona. Ela não tem muito tempo de vida e ambos sabem disto, o que não impede que iniciem um intenso romance. Cinemark 2 – 12h20, 14h30, 16h45, 19h, 21h15 (diariamente), 23h30 (somente sábado); Cinépolis Ponta Negra 3 – 14h, 17h05 (diariamente), 19h40, 22h20 (exceto quinta-feira, sexta-feira, sábado e domingo), Cinépolis Ponta Negra 6 – 15h05, 17h15, 19h45, 21h55 (diariamente); Kinoplex 4 – 14h30, 18h50 (diariamente), 21h (somente segunda-feira, terça-feira e quarta-feira).

De Volta Ao Jogo: EUA-CHI-CAN. 18 anos. Keanu Reeves é John Wick, homem solitário que perdeu tudo na vida. Um assassino de aluguel aposentado, Wick é forçado a voltar ao jogo e enfrentar a máfia. Willem Dafoe e John Leguizamo se destacam no elenco. Cinépolis Millennium 3 – 14h30, 19h15 (dub/diariamente), 16h50, 21h50 (leg/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 2 – 18h50, 21h35 (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 9 – 14h45, 20h15 (dub/diariamente), 17h45 (leg/diariamente); Kinoplex 1 – 13h50, 16h10, 18h30 (dub/diariamente), 20h50 (leg/diariamente).

CONTINUAÇÕES Jogos Vorazes – A Esperança (Parte 1): EUA. 14 anos. Cinemark 3 – 16h20 (dub/diariamente), 21h20 (dub/somente sábado), 22h (dub/exceto sábado), Cinemark 4 – 12h30, 15h20, 18h10 (dub/diariamente), 23h50 (dub/somente sábado), Cinemark 7 – 12h, 14h50, 17h40, 20h30 (dub/diariamente), 23h20 (dub/somente sábado), Cinemark 8 – 13h, 15h50, 18h40, 21h30 (dub/diariamente), 0h20 (dub/somente sábado); Cinépolis Millennium 1 – 13h30, 16h30, 19h30, 22h20 (dub/diariamente), Cinépolis Millennium 4 – 14h, 17h, 19h50 (leg/diariamente), Cinépolis Millennium 6 – 15h30, 18h30, 21h30 (dub/diariamente), Cinépolis Millennium 7 – 17h40, 20h30 (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 1 – 13h30, 16h30, 19h30, 22h30 (dub/diariamente), Cinépolis Plaza 4 – 12h30, 15h30, 18h30, 21h30 (dub/diriamente), Cinépolis Plaza 5 – 12h30, 15h30, 18h30, 21h30 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 1 – 15h, 18h, 21h (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 4 – 15h30,

18h30, 21h30 (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 5 – 13h30, 19h30 (dub/diariamente), 16h30, 22h30 (leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 7 – 14h30, 17h30, 20h30 (dub/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 10 – 19h, 22h (dub/diariamente); Kinoplex 2 – 15h, 17h40, 20h20 (dub/diariamente), Kinoplex 3 – 13h20, 16h, 18h40 (dub/diariamente), 21h20 (leg/diariamente); Playarte 1 – 18h, 20h30 (leg/diariamente), 23h (leg/somente sexta-feira e sábado), 13h, 15h30 (dub/diariamente), Playarte 5 – 13h40, 16h10, 18h40, 21h10 (dub/diariamente), 23h40 (dub/somente sexta-feira e sábado), Playarte 6 – 13h20, 15h50, 18h20, 20h50 (dub/diariamente), 23h20 (dub/somente sexta-feira e sábado), Playarte 7 – 18h21, 20h51 (dub/diariamente), Playarte 10 – 14h, 16h30, 19h, 21h30 (leg/diariamente). Debi e Lóide: EUA. 12 anos. Cinemark 1 – 13h15, 15h45, 18h15, 20h45 (dub/diariamente), Cinemark 5 – 11h40 (dub/somente sábado e domingo), 14h10, 16h30,

19h20, 21h45 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 2 – 14h50, 17h20, 20h, 22h30 (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 3 – 12h40, 15h10, 17h55, 20h25 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 8 – 15h20, 20h45 (dub/diariamente), 18h05 (leg/diariamente); Kinoplex 5 – 14h05, 16h35, 19h, 21h25 (dub/diariamente); Playarte 3 – 14h10, 16h30, 18h50, 21h15 (dub/diariamente), 23h35 (dub/somente sexta-feira e sábado), Playarte 4 – 13h10, 15h30, 17h50, 20h10 (dub/diariamente), 22h30 (dub/somente sexta-feira e sábado). Irmã Dulce: BRA. 10 anos. Cinépolis Ponta Negra 2 – 16h (diariamente). Made In China: BRA. 12 anos. Cinépolis Millennium 7 – 13h, 15h20 (diariamente); Cinépolis Plaza 8 – 14h45, 17h, 19h10, 21h20 (diariamente); Cinépolis Ponta Negra 10 – 14h, 16h15 (diariamente). Interestelar: EUA. 12 anos. Cinépolis Plaza 6 – 16h45 (dub/diariamente); Playarte 2 – 12h30, 18h05 (dub/diariamente).

Tim Maia: BRA. 16 anos. Cinépolis Plaza 7 – 12h55, 15h55, 18h55, 21h55 (diariamente); Playarte 7 – 12h50, 15h35 (diariamente). Drácula – A História Nunca Contada: EUA. 14 anos. Cinemark 3 – 19h10 (dub/exceto quarta-feira); Cinépolis Plaza 6 – 14h15, 20h10, 22h20 (dub/diariamente); Kinoplex 4 – 16h40 (dub/diariamente); Playarte 6 – 13h20, 15h20, 17h20, 19h20, 21h20 (dub/ diariamente), 23h20 (dub/somente sextafeira e sábado). Festa No Céu: EUA. 10 anos. Cinemark 3 – 14h (dub/exceto domingo). Carros 2: EUA. Livre. Cinemark 8 – 11h (dub/somente sábado e domingo). November Man – Um Espião Nunca Morre: EUA. 14 anos. Playarte 2 – 15h45, 21h20 (dub/diariamente), 23h45 (dub/somente sexta-feira e sábado). O Apocalipse: EUA. 12 anos. Playarte 8 – 13h20, 15h40, 18h, 20h20 (dub/diariamente), 22h40 (dub/somente sexta-feira e sábado).


Plateia

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SILVIA CASTRO

MANAUS, DOMINGO, 30 DE NOVEMBRO DE 2014

Almoço de afeto. Assim foi o encontro que serviu para dar as boas-vindas à temporada de Natal no casarão do Centro antigo. O anfitrião Zeca Nascimento com Elieide Menezes, Maria do Carmo Miranda, dom Luiz Soares Vieira, Menga Junqueira, Flávia Grosso e Pedrinho Aguiar

Sala de Espera Daniela Cardoso está trocando de idade hoje. Os cumprimentos da coluna. A programação será intensa. No próximo dia 6, a Distribuidora de Petróleo Equador realiza mais uma edição do “Nossa Energia Move a Amazônia”, com atividades esportivas e culturais ao longo de todo parque da Ponta Negra. Será nos próximos dias 3, 4 e 5, no Athenas do Parque das Laranjeiras, sempre das 9h às 22h, o esperado Bazar pra Você, assinado pelo apresentador Emerson Santos. Sessenta lojas fashionistas estarão por lá com

precinhos convidativos. Eu vou! Amanhã, a bela Taiko Nakajima Fernandes ganhará sessão parabéns. O colega Sérgio Frota convida para conferir a 17ª edição do troféu “Programa Promoter Melhores do Amazonas”. Onde? Na chique Casa das Artes, às 21h, no próximo dia 16. O menu musical do jantar regional de amanhã, no Zefinha Bistrô, contará com o setlist do DJ Sidney Almada e o gingado envolvente do Cordão de Marambaia. Será uma noite dançante, sem dúvida!

Jander Vieira jandervieira@hotmail.com - www.jandervieira.com.br

Verde

Às vezes comentar algo e criticar positivamente pode ser interpretado como chatice ou exigência demais, mas esse é o papel do colunista social também. Dito isso, pergunto: apesar de linda, arquitetonicamente falando, a Arena da Amazônia não precisa de um verde no seu entorno? Faz falta árvores no local e até mesmo o centro de convenções ali construído não possui sequer um pé de planta! É bom rever o conceito, porque afinal o local se chama “Arena da Amazônia” e Amazônia é uma floresta, ou estou enganado?

Toada

Para fechar o ano em grande estilo, a diretoria do boi Garantido pretende fazer uma grande festa na quadra da Aparecida, no próximo dia 13. O evento será uma grande confraternização da nova diretoria com os torcedores do bumbá vermelho em Manaus. Estarão presentes os itens oficiais, inclusive as novas beldades rainha do folclore, Isabelle Nogueira, e a porta-estandarte Daniela Tapajós.

Caos

Será que em pleno período natalino Manaus irá sofrer com a falta de energia e internet? O problema, ou melhor, os problemas de fornecimento dos dois serviços vêm tirando do sério a população há dias. Além dos prejuízos naturais para o comércio e a indústria, a situação se agrava porque final de ano é sempre um período em que os ânimos ficam à flor da pele, com engarrafamentos quilométricos e filas para tudo. Pela fé!

Encontro animado

Amanhã, todos os caminhos dos bons e grandes amigos da coluna levam ao Zefinha Bistrô no badalado Vieiralves. Tudo porque o editor deste espaço comemora 21 anos de serviços dedicados à informação do mundo social de Manaus. O evento é na verdade um prazeroso encontro de gente do bem, que sabe e gosta de preservar valores como a amizade e o bom caráter. No Zefinha somente risos e boas gargalhadas, afinal, o bom da vida é ser feliz. Simples assim.

Mania

É impossível não notar uma mania terrível de quem faz “reparos” nas ruas de Manaus. Chega a impressionar o descaso daqueles que abrem buracos nas vias da cidade e depois os fecham sem o menor compromisso com a qualidade. Na rua Pará, até um dia desses, criou-se uma lombada em baixo relevo que acabava com os pneus e suspensão de quem ali trafegava. A cena é comum em muitas ruas e avenidas da cidade. Afinal, quem controla a qualidade dessas pequenas e odiosas obras?

Daguerre

A produção fotográfica amazonense anda em alta. Com excelentes e premiados fotógrafos, Manaus possui uma boa produção que se destaca volta e meia em concursos nacionais e internacionais. Uma prova disso é que o fotógrafo Bruno Zanardo estará apresentando um acervo de 40 fotografias durante uma exposição mundial na Índia. Entre as obras de Bruno estão personagens étnicos e registros do festival de Parintins. Parabéns.

Glorioso

As cercanias do Teatro Amazonas começam a receber os primeiros preparativos para o grande concerto de Natal que ali acontece. O Glorioso promete repetir o sucesso das edições anteriores, quando levou mais de 70 mil pessoas para o largo São Sebastião. O evento leva a assinatura da SEC. Agende.


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Plateia

MANAUS, DOMINGO, 30 DE NOVEMBRO DE 2014

DIVULGAÇÃO

ENTRETENIMENTO

‘Vitrine Cultural’ divulga a agenda de dezembro

ESQUENTA “GIGANTES DO SAMBA” – COPACABANA CHOPPERIA Quando Hoje, às 20h Copacabana Onde Chopperia (avenida do Turismo, Tarumã) Quanto R$ 20

Uma das atrações do esquenta será o grupo de pagode Cuka Fresca, que também vai gravar o seu novo CD

Hoje tem esquenta do

‘Gigantes do Samba’ Distribuição de brindes e sorteio de ingressos serão realizados na Copacabana Chopperia para promover o encontro de Raça Negra e SPC, em dezembro

D

omingo é dia de esquenta para o show “Gigantes do Samba”. Faltando poucos dias para o encontro dos grupos Raça Negra e Só Pra Contrariar, os sambistas de Manaus terão a oportunidade de curtir mais um esquenta

desse evento. Hoje, a festa será na Copacabana Chopperia (avenida do Turismo). E durante o Pagodão do Copa, haverá promoção de chope vendido a R$ 1. A equipe de promotores da Fábrica de Eventos estará presente para fazer a

distribuição de brindes e o sorteio de ingressos para o show “Gigantes do Samba”, que acontece no dia 6 de dezembro, no pavilhão do Studio 5. As bandas locais Cacildis, Loka Tentação, Nosso Caso e Cuka Fresca darão o tom do

pagodão. Na ocasião, o Cuka Fresca vai realizar a gravação de mais um CD, e sucessos dos grupos Raça Negra e SPC não vão faltar no repertório. O DJ Daniel Barreto também faz parte do line up e vai animar a Copacabana Chopperia durante os intervalos.

de Vento vai apresentar, na quinta-feira (4), às 19h30, um repertório em homenagem a grandes nomes da MPB como Gonzaguinha, Geraldo Azevedo e Maria Rita. Na sexta-feira (5), Simone Ávila também comanda uma homenagem, porém, para a cantora Vanessa da Mata. A segunda parte do show terá músicas de Elis Regina e Djavan. As atrações de sábado e domingoserão as peças “A história do pinheirinho de Natal” e “A magia do Natal”, da Cia. de Teatro Metamorfose. As apresentações acontecem em duas sessões, às 15h e às 17h e são gratuitas.

Imitações de personalidades e paródias musicais compõem a stand-up comedy de Vinicius Vieira

DIVULGAÇÃO

SERVIÇO

O comediante Vinicius Vieira foi escolhido para abrir a programação do mês de dezembro do projeto “Vitrine Cultural”, do Shopping Ponta Negra. Ele será a atração da próxima quarta-feira (3), seguido pela música da banda Moinhos de Vento e da cantora Simone Ávila (dias 4 e 5); e pelas performances com tema natalino da Cia. de Teatro Metamorfose (6 e 7). O “Vitrine Cultural” acontece na praça de alimentação do centro de compras, localizada no terceiro piso (L3). Na quarta-feira, às 20h, Vinicius Vieira comandará a stand-up comedy. O comediante é conhecido pelas imitações que faz de famosos como os apresentadores Gugu Liberato, Marcelo Rezende, Fausto Silva e o cantor Netinho de Paula. Ele promete soltar a voz e cantar paródias de músicas que são sucesso na boca do público. “A galera pode esperar boas surpresas durante o show, pois a cada apresentação preparo coisas diferentes”, adianta. A banda Moinhos


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EM TEMPO - 30 de novembro de 2014 by Amazonas Em Tempo - Issuu