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EM TEMPO - 25 de junho de 2017

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A partir deste domingo, até 7 de agosto, o EM TEMPO sai com o seu Caderno de Eleições informando os bastidores da campanha e a agenda dos candidatos.

Preço desta edição

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2,00

Previsão do tempo Min. 24º

O JORNAL QUE VOCÊ LÊ

Máx. 33º

ANO XXIX – Nº 9.518 – Manaus, domingo, 25 de junho de 2017 – Presidente: Otávio Raman Neves – Diretor Execuঞvo: João Bosco Araújo

| LINHA 500 |

A viagem do medo | MICHAEL DANTAS

Uma estatística de 4.850 assaltos, de janeiro de 2016 a maio de 2017, foi registrada nas linhas das dez empresas que atuam no sistema de transporte coletivo de Manaus, conforme dados do Sindicato das Empresas de Transporte de Manaus (Sinetram). Uma média diária de 9,4 ocorrências por dia, que transformam uma simples viagem em uma experiência angustiante. | Dia a dia C1

| AMAZONAS |

| R$ 7 MILHÕES |

Mais de 180 mil sofrem com diabetes

Malagueta apimenta a economia amazonense

| Saúde E1

Pimenta preferida dos amazonenses teve uma boa produção, com uma rentabilidade anual de R$ 7 milhões, surpreendendo o primeiro setor. | Economia B1

| ESTAGNAÇÃO |

Polo moveleiro do AM tenta driblar a crise | MICHAEL DANTAS

| Economia B3

Rebecca diz que é uma alternativa A pimenta-malagueta já esteve mais cara; agora está com preço mais em conta

| JANAILTON FALCÃO

| ELEIÇÃO |

Campanha eleitoral incrementa gráficas Segmento na capital amazonense vive expectativa de dias melhores com a confecção de santinhos, banners, fai| Economia B4 xas e adesivos para os candidatos.

| MICHAEL DANTAS

| MARCELO MOURÃO |

Duas décadas de sucesso em Nova Iorque Primeiro bailarino do American Ballet Theatre, o amazonense Marcelo Mourão Gomes celebra 20 anos de Metropolitan Opera. | Elenco

SERVIÇO - ATENDIMENTO AO LEITOR 3090-1010 | ANÚNCIOS CLASSITEMPO 3090-1028/3090-1030 | ASSINATURA E ASSINANTES 3090-1031

Candidata do PP fala em renovação e coerência na política. Diz, ainda, que está mais amadurecida para assumir a cadeira de governador. | Política A11

| BRASILEIRÃO |

Corinthians e Grêmio jogam pela liderança | Pódio D7

| DIVULGAÇÃO

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Edição: Lívia Nadjanara Email: ultimas@emtempo.com.br Telefone: (92)3090-1013

Manaus, domingo, 25 de junho de 2017

ÚLTIMA HORA

| EXECUÇÃO |

Mais de 50 tiros e uma morte no bairro Zumbi De acordo com os primeiros levantamentos feitos pela polícia, a vítima teria sido executada por traficantes da região, que chegaram em três carros e começaram a disparar com armas de calibre 12 mm e de fuzil, com munição de grosso calibre, no meio da rua Isac Sharlon

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ais de 50 tiros e um morto. Esse foi o saldo de uma noite de terror passada pelos moradores da rua Joana D’ Arc, no Zumbi dos Palmares,

Zona Leste de Manaus, que testemunharam o tiroteio, na noite de sexta-feira. A vítima, ainda não identificada, foi morta provavelmente, segundo a polícia, por tiros disparados pelos traficantes da área, que deixaram as paredes da sua casa completa-

mente perfuradas de balas calibres 12 e de fuzil. Vizinhos do morto informaram que mais de 50 disparos foram feitos contra a casa da vítima, que ficou com a marca das balas nas paredes, portas e janelas. Ainda conforme relatos

dos moradores da rua Joana D’ Darc, o homem supostamente tinha envolvimento com o tráfico de drogas e a morte está relacionada à disputa de pontos de venda de entorpecentes naquela região. De acordo com as primeiras investigações da polícia, as perfurações na casa da vítima são de munição calibre 12 e de fuzil, pelas cápsulas deflagradas encontradas no local. De acordo com uma moradora, que não quis se identificar,

o homem estava em via pública quando três carros pretos, de características ainda não identificadas, fizeram o cerco do local, bloquearam a passagem e começaram a disparar suas armas. “Várias pessoas saíram dos veículos e começaram a atirar na direção dele. Não sei quantos tiros o atingiram, mas os criminosos chegaram a realizar mais de 50 disparos e toda a ação durou cerca de seis minutos. A maioria dos tiros atingiu as pa-

redes, portas e janelas da frente da residência onde o crime ocorreu”, informou. Ainda segundo a testemunha, os criminosos já vinham realizando disparos desde uma rua próxima à do local do crime, mas só pararam os veículos quando avistaram a vítima. O homem morreu no local e o corpo foi removido para o Instituto Médico Legal (IML). O crime será investigado pela Delegacia Especializada de Homicídios e Sequestros (DEHS).

| DIVULGAÇÃO

| GP-AZERBAIJÃO |

Hamilton faz o melhor tempo e larga na frente Baku,Azerbaijão (UOL/Folhapress) - Hamilton conseguiu no sábado (24) sua quinta pole position na temporada, com 1m40s593. O GP do Azerbaijão é a oitava prova do ano. O inglês desbancou Valtteri Bottas no minuto final do treino oficial, em Baku. Com mais uma pole, Hamilton soma 66 melhores voltas em treinos na carreira, ultrapassando seu ídolo, Ayrton Senna, com 65 poles. Michael Schumacher é o recordista em poles: com 68 melhores voltas. Bottas fez o segun-

do tempo. A Ferrari terá Raikkonen em 3º, e Vettel em 4º. Felipe Massa fez o nono tempo em Baku. Nos minutos finais do treino, Vettel tentou roubar a liderança das Mercedes, mas perdeu o traçado, evitando colisão. A pouco menos de 4 minutos para o fim, houve bandeira vermelha para a retirada da Red Bull de Daniel Ricciardo. No retorno do treino, Hamilton superou o tempo de Bottas, que liderava. O traçado em Baku é considerado o mais difícil pelos pilotos. A área de escape na entrada da curva 8 é a mais estreita da temporada. Ser-

gio Perez e Jolyon Palmer se acidentaram neste trecho. Outro setor complicado da pista é a primeira curva, em que os pilotos chegam com os freios e pneus frios após uma das maiores retas da temporada, causando várias travadas de pneu. A McLaren foi à pista já sabendo que largaria das duas últimas posições do grid, com Fernando Alonso trocando duas vezes o motor e levando uma punição de 40 posições, e seu companheiro Stoffel Vandoorne com uma troca de motor e uma de câmbio, causando a perda de 35 posições.

| LAT PHOTOGRAPHIC


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OPINIÃO

Manaus, domingo, 25 de junho de 2017

Edição: Aldísio Filgueiras Email: opiniao@emtempo.com.br Telefone: (92) 3090-1013

CONTEXTO MÁRIO ADOLFO |

MARIOADOLFOEMTEMPO @ GMAIL . COM

| 92-3090-1010 | 92-99981-7467

Aparece se for macho! Quando baixava o sarrafo nos vetos da Prefeitura de Manaus as suas emendas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), na sessão da sexta-feira (22), o vereador Chico Preto (PTN) ouviu alguém falar alguma coisa no plenário. Ouviu e não gostou. — Quem foi que falou essa gracinha aí? Vem falar na minha cara. Comigo, não! –, desafiou. Ouvido de tuberculoso Para acabar com a animosidade, o presidente da casa, Wilker Barreto (PHS), interveio. — Vereador, a mesa desconhece qualquer tipo de fala antirregimental. — Mas eu ouvi! –, esbravejou Chico Preto. — Então, foi só o senhor, vereador. Veto Chico Preto estava furioso porque os vetos a todas as suas emendas foram mantidos pela maioria do plenário. Sanha Chico não percebe. Mas em sua sanha de “bater” no prefeito Arthur Neto, todo dia, o vereador está descambando para o lado pessoal. Quebra, ‘Arthurzão’ Em uma de suas emendas, para plantar mil árvores em Manaus, o vereador questionou de forma agressiva, sempre tratando o prefeito como “Arthurzão”. — Em que mil árvores vão engessar o “Arthurzão”? Em que isso vai quebrar a cidade? Jardim da Babilônia Inspirado nos jardins suspensos da Babilônia, Chico Preto propôs uma emenda para que a prefeitura seja obrigada a construir jardins verticais nos paredões dos viadutos e das passagens de

nível. E, mais uma vez, o plenário manteve o veto. Saideira Falando em Câmara, na sexta-feira a casa encerrou o primeiro semestre da 17ª Legislatura com 100% de aproveitamento das sessões ordinárias. Saldo positivo Ao todo, foram 108 reuniões de comissões e audiências públicas, além de 58 sessões plenárias, que totalizaram 116 atividades legislativas realizadas nos primeiros seis meses do ano no poder. X — Esta casa não ficou um dia sem sessão ordinária. Isso tem sido uma prática já há duas legislaturas –, disse Wilker. David na ilha O governo do Amazonas volta este ano com mais força ao Festival Folclórico de Parintins. De acordo com o governador David Almeida – que já confirmou presença na ilha –, ainda há, por conta da crise que assola o país, uma limitação no apoio à festa. X — Até por conta da necessidade de manter a qualidade dos serviços na ilha –, avalia o governador. Prioridade

| APLAUSOS |

EDITORIAL A invasão venezuelana Essas centenas de venezuelanos que irromperam em Manaus remetem à morte do presidente Hugo Chávez, em março de 2013. Ele deixou a pobreza da Venezuela sem pai, mas não sem paternidade. Os pobres deste continente são educados, desde criancinhas, a procurar um provedor. Não é à toa que a história dos povos latino-americanos seja um desfilar infindável de caudilhos, ditadores, “pais dos pobres” e salvacionistas das mais extravagantes naturezas. Aos pobres nunca faltou um pai. Essa paternidade é o lado B da história, que se recusa a contar nos bancos de escola, onde os pobres não pisam nem sentam o traseiro, mas apenas os filhos de quem faz e escreve a história, no lado A. Pois essa paternidade inconfessável é a narrativa do Apartheid, a começar pela invasão (ou “descoberta”) do continente expropriado aos nativos pelo método eficaz do genocídio físico e espiritual. Para ser pai dos venezuelanos, Chávez se inspirou em outro “pai”, não menos polêmico e fanfarrão, Simon Bolívar. Chávez morreu “envenenado” pelo quebranto lançado contra ele pelos imperialistas norte-americanos, que também enfeitiçaram com a macumba do câncer Fidel Castro, Lula da Silva, Dilma Rousseff, e obrigaram Salvador Allende ao suicídio, depois de uma eleição democrática. Chávez adorava fazer leis e fazer cumprir as leis que fazia. O socialismo bolivariano de Chávez matou de inveja Madre Tereza de Calcutá e perto dele São Francisco de Assis era sovina. Esses encantos do populismo fizeram de Chávez um salvador. Os salvadores são mártires. Eles costumam morrer para salvar os fiéis. O problema é que, depois deles, a história continua. A história do Apartheid. Chávez se considerava o povo venezuelano. Ele morreu. O povo da Venezuela, não; sobrevive com a missão de resolver a paternidade espúria ou esperar um novo pai. O continente inteiro tem essa missão. Por isso, esses povos “erram, cegos, pelo continente”, levando “pedras feito penitentes”. Vão passando.

Para o governador David Almeida, são prioritárias as demandas da população nas áreas de saúde, educação e segurança.

| FRASE |

Operação Parintins Na Operação Parintins 2017, mais de 700 servidores de órgãos estaduais de Segurança estarão trabalhando. O Festival Folclórico ocorre nos dias 30 de junho, 1º e 2 de julho.

Doria não mudou nada de São Paulo e só faz sucesso no celular

Olho vivo

Afirma FHC

Policiamento ostensivo, fiscalização em locais de maior concentração de pessoas, monitoramento por meio de câmeras e drones estão no plano da SSP-AM para este festival. X — A ideia é dar pronta resposta às ocorrências –, detalhou David Almeida. Poder de fogo Gisele Bündchen mostrou seu poder de fogo. Depois de um torpedo da modelo, o presidente Michel Temer anunciou, via Twitter, o veto integral da MP 756 e de alguns itens da MP 758. Efeito Gisele A postagem de Temer foi uma resposta a um tweet de La Bündchen, no qual ela se posicionava firmemente contra as duas propostas, pelo fato de estabelecerem a redução da proteção em áreas florestais da Amazônia.

| VAIAS |

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Para a candidata ao governo, jornalista Liliane Araújo (PPS), que assinou a carta de compromisso contra o uso do caixa 2 nas eleições suplementares deste ano. O termo foi assinado na sede do Sindicato dos Jornalistas do Amazonas.

Para o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho. Perguntado pelos jornalistas, em Oslo, se ele poderia garantir ao ministro norueguês que o desmatamento na Amazônia vai diminuir, Sarney Filho respondeu: “Só Deus pode garantir isso”.

JOÃO BOSCO ARAÚJO Mandato pouco, candidatos muitos Para o próximo dia seis de agosto, conclama-se todo o universo dos eleitores amazonenses, estimado em algo que beira os três milhões de pessoas, para que compareça às seções eleitorais e escolha um novo governador para o Estado. Para os que residem em Manaus, menor sacrifício, pelas facilidades que a cidade oferece, sobretudo quanto ao deslocamento. Os que vivem nas regiões do interior, mais ainda os que estão fora das sedes municipais, inevitavelmente precisarão de doses bem maiores de resignação, empenho e civismo para que lhes possibilitem o cumprimento da obrigação de votar. Será uma eleição, ou duas, caso se materializem dois turnos, com características de extravagância, para não dizer de bizarrice. Senão, vejamos. Em primeiro lugar, aqueles que lograrem chegar à condição de vitoriosos, como governador e vice-governador, depois de todo o desgaste físico e emocional que uma eleição acarreta e, como bem sabemos, do inevitável dispêndio financeiro que acompanha um pleito, terão como resultado final e recompensa um mandato que lhes proporcionará o direito de ocupar os tronos, principal e secundário, pelo curtíssimo período de aproximadamente 14 meses. Dito isto, conclui-se na-

turalmente que o real objetivo desses candidatos não se esgota na conquista do cargo, ainda que de alta relevância, por período tão breve, pura e simplesmente. Ainda mais quando é bem sabido que pelo menos um ano é necessário para que um novo mandatário, nesse nível, chegue a ter o conhecimento da verdadeira situação e da realidade que terá à frente para enfrentar e em quais condições. Com certeza, assim visto e analisado, não parece fácil encontrar os porquês da atratividade que indubitavelmente a situação está a revelar. Até o fim do prazo para as convenções partidárias, ocorrido no último dia 16, anunciavase que seriam nove os candidatos a se oferecerem como opções ao eleitorado do Estado. Ao cabo, não foram nove, mas oito os que persistiram e se materializaram como reais candidaturas, uma vez que um deles, precisamente o que se anunciava como da “nação evangélica”, preferiu apoiar outro nome. Aliás, um que não se declara daquela confissão religiosa. Antes assim, pois não há porque misturar opção religiosa e política. Que fiquem, então, os oito remanescentes. Só eles já formam um número extraordinariamente alto para a disputa de um curtíssimo governo, que certa-

João Bosco Araújo

Diretor executivo do Amazonas EM TEMPO

mente não será suficiente para possibilitar o atingimento das metas do mais modesto dos planos de governo. Então, outro, ou outros objetivos devem estar a ser visados e ainda não foram revelados aos eleitores. Condescendente e cauteloso, a fim de não correr o risco de um juízo imprudente e leviano, a primeira hipótese a ocorrer se faz no sentido de que, se não todos, pelo menos quase todos estarão apenas e simplesmente em busca de um palco em que fiquem em evidência e passem a fazer parte do imaginário da população como personagens que estiveram à disposição da busca do bem-estar do povo amazonense. A outra possibilidade, não tão generosa, contém o ambicioso e bem pouco altruísta projeto de servir-se desse curto mandato apenas como um trampolim para outro, de quatro anos plenos, certamente bem mais facilitado para quem, ao tempo, já esteja sentado na cadeira. Como se diz, em política não se dá ponto sem nó.


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OPINIÃO

Manaus, domingo, 25 de junho de 2017

OLHO DA RUA

PAINEL Natuza Nery

Cavalo de Troia Aliados do presidente Michel Temer no Congresso atuam para convencer parlamentares indicados à CPI da JBS a, quando instalada a comissão, convocar o procurador Ângelo Goulart, preso após a delação dos donos da empresa, a falar para o colegiado. Há forte expectativa sobre a estratégia de defesa que ele adotará. Os congressistas que articulam a convocação de Goulart esperam que ele decida abrir os métodos de trabalho e os conflitos internos da Procuradoria-Geral da República.

| ARTHUR CASTRO

Bonitinhos e com carinhas inocentes, além de serem símbolo da paz, na verdade os pombos são uma praga, responsáveis por um incontável número de doenças e pela sujeira que costumam deixar por onde passam. A ave se prolifera alimentada pela população, assim como o perigo à saúde.

CHARGE | LEON

COMO ESTÁ O ministro Ricardo Lewandowski, do STF, negou na noite de sexta-feira (23) pedido de habeas corpus da defesa do procurador, que é acusado de ter recebido propina da JBS para vazar informações da operação Greenfield, que investiga fraudes em fundos de pensão. OS RUSSOS Criada há quase um mês, a CPI da JBS ainda não foi instalada. Para começar a funcionar, o colegiado depende que o PMDB e o PT indiquem seus integrantes. Desafeto de Michel Temer, o líder dos peemedebistas no Senado, Renan Calheiros (AL), não demonstra pressa. JURA? Provável presidente da CPI, o senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) conta que pediu as indicações aos partidos “há mais de 25 dias”. “Percebo certa indisponibilidade”, diz sobre PT e PMDB. AGORA VAI O líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ), deve reunir sua bancada na segunda (26) para, no dia seguinte, fazer a indicação. MAIS UM ALVO Em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, do SBT, que vai ao ar na madrugada desta segunda (26), o ministro Gilmar Mendes cobrou abertura de investigação sobre o ex-procurador Marcello Miller, que deixou a forçatarefa da Lava Jato para trabalhar em escritório que defende a JBS. Assim é refresco Ministro do STF e presidente do TSE, Mendes indagou: “O Ministério Público, que adota critérios muito rigorosos, lança suspeita sobre todos, por que não está cuidando desse caso?”. Disse ainda que caberia a Edson Fachin determinar a abertura de uma apuração.

DOM SERGIO EDUARDO CASTRIANI Dia dos migrantes Alguém disse que os migrantes são os últimos que chegaram. De fato, somos todos descendentes de migrantes e o fenômeno da migração existe desde que o mundo é mundo. Nos impressionamos com a chegada dos índios venezuelanos a Manaus e a dificuldade do governo em estabelecer um plano de ação efetivo. Assistimos à mobilização da sociedade civil e da igreja numa ação imediata e generosa. Ouvimos comentários preconceituosos que beiram o racismo. E vem o historiador nos lembrar que Manaus já viveu situações semelhantes a essa, em especial quando nordestinos fugindo da seca chegavam em grande número a cidade, que acolheu gente do mundo inteiro nessa história ainda curta se comparada a outras regiões do planeta. Com certeza muitos povos e grupos humanos singraram as águas dos rios que pela sua vastidão e comprimento possibilitavam a migração e o encontro de di-

ferentes povos e suas culturas milenares. As razões das andanças são muitas. A guerra e a violência são uma delas, a fome e a miséria também levam multidões a deixar a sua pátria e partir para lugares distantes e desconhecidos. Fenômenos naturais como terremotos, inundações, secas prolongadas também são causa de deslocamento de populações inteiras. Além dos migrantes econômicos criou-se a figura do refugiado político. Guerras como a da Síria produzem cenas impressionantes de gente chegando a países que fecham as fronteiras, mas também dão guarida. Multiplicam-se campos de refugiados ao redor de países onde a guerra parece não ter fim. As cenas de pessoas tentando atravessar o mar Mediterrâneo para chegar a Europa, numa viagem em que muitos encontraram a morte já não chocam de tão corriqueiras. Os indivíduos com suas histórias pessoais se

transformaram em números. Os que poderiam parar as guerras cessando o fornecimento de armas não o fazem, continuando o grande sacrifício humano ao deus mercado. Migrar é um direito humano, as fronteiras são sempre artificiais, e só têm sentido se forem para proteger a vida dos mais fracos. Acolher o migrante é uma atitude humana fundamental. A hospitalidade é uma virtude louvável em todas as grandes tradições religiosas e no cristianismo a acolhida do estrangeiro é elevada à condição de experiência de encontro com o próprio Cristo, Verbo de Deus que se fez carne e habitou entre nós. A Igreja se organiza para acolher os migrantes nas situações de urgência. Não se pode esperar a ação governamental imediata. Mas depois deve entrar a ação do Estado com documentação, alojamento, busca de trabalho, saúde, educação para as crianças.

HISTÓRIA SEM FIM Ciente de que o arquivamento da primeira representação no Conselho de Ética

SER OU NÃO SER Às vésperas da apresentação da primeira denúncia de Rodrigo Janot contra Michel Temer, o relator da investigação no Supremo, Edson Fachin, ainda não decidiu que rito adotará para o caso, que é inédito. Há dúvidas se ele deve abrir prazo para defesa antes de enviar o pedido ao Congresso. DECISÃO COLEGIADA O ministro passou os últimos dias consultando aliados e colegas do Supremo. Segundo pessoas próximas, passaria este fim de semana “meditando” sobre o assunto. MENU DEGUSTAÇÃO A oposição a Temer na Câmara vai fazer barulho para tentar impedir que a votação da denúncia de Janot contra o presidente seja feita a toque de caixa. Deputados articulam para que a sessão no plenário seja lenta e desgastante. VOCÊ AMANHÃ Os oposicionistas lembram que a sessão do impeachment de Dilma Rousseff durou três dias. INFERNO ASTRAL Em meio à expectativa da denúncia de Janot, o governo Temer se prepara para novos protestos em Brasília. Há chamado para greve geral no dia 30. Vários ministérios ainda estão cercados por tapumes. #SIGODEVOLTA Na conversa desta semana que irritou o ex-presidente Lula, integrantes do PT, do PSOL e do MTST discutiram lançar em julho uma plataforma online para a construção de um “programa nacional para o Brasil”. O espaço digital ficaria aberto até outubro para colher propostas da sociedade civil.

TIROTEIO

Dom Sergio Eduardo Castriani

Segurança pública não pode ser assunto partidário. Não é o governo federal, mas a sociedade quem está sendo agredida

Arcebispo Metropolitano de Manaus

Os migrantes não devem ser vistos só como problema, mas como pessoas que chegam para somar. Trazem consigo riquezas culturais que podem ser integradas, conhecimentos profissionais e técnicos, experiências religiosas diferentes, e também são consumidores potenciais. Sentar com eles, escutar seus sonhos, partilhar a vida transformá-los em parceiros e cidadãos enriquece a sociedade que os recebe. Tratálos mal é criar ressentimentos que se transformam em violência. Seremos todos mais humanos acolhendo e sendo acolhidos.

não vai pôr fim às ofensivas por sua cassação, Aécio Neves (PSDB-MG) começou a sondar advogados para sua defesa no colegiado.

DO MINISTRO TORQUATO JARDIM (JUSTIÇA), criticando Estados que foram palco de motins e ainda não usaram verba federal para construir presídios.

CONTRAPONTO

Decorativo, só que não!

Em 20 de maio, Garibaldi Alves (PMDB-RN) substituiu Tasso Jeressaiti (PSDB-CE) na presidência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. No comando da sessão, foi demandado a cobrar informações do Ministério da Fazenda, mas desviou da demanda dizendo que, como vice-presidente do colegiado, tinha limitações. Flexa Ribeiro (PSDB-BA), então, interveio: – Olhe, não subestime os vices. Não é? Garibaldi retomou a fala, aos risos: – Não! Se não me engano, foi Lídice da Mata (PSB-BA) quem disse que o Brasil é o país dos vices. E estou muito animado com isso! Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”

Presidente: Otávio Raman Neves Vice-Presidente: Otávio Raman Neves Júnior Diretor-Executivo: João Bosco Araújo Diretor de Redação: Júlio César Guimarães — MTB 15.121/RJ | julio@emtempo.com.br Chefe de Reportagem: Ed Blair — AM 00283 JP | edblair@emtempo.com.br Diretor Administrativo: Leandro Nunes | administracao@emtempo.com.br Diretora Comercial: Ivana Sampaio | ivana.sampaio@emtempo.com.br Diagramação: Mario Henrique Silva — MTB 232 | mario@emtempo.com.br Fotografia: Ione Moreno — DRT 8620 | fotografia@emtempo.com.br

DO GRUPO FOLHA DE SÃO PAULO

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POLÍTICA

Manaus, domingo, 25 de junho de 2017

Edição: Valéria Costa Email: politica@emtempo.com.br Telefone: (92) 3090-1013

| DISPUTA | GOVERNO |

Eleição atípica

traz um rastro de ruptura Caciques da política amazonense saíram bruscamente de suas zonas de conforto a partir do momento em que a Justiça Eleitoral determinou um novo pleito no Estado. Desde então, os conchavos, intrigas, traições, nervosismo e alianças de ocasião, próprios do período eleitoral e que teriam seus momentos somente em 2018, foram antecipados, causando estrago nas relações políticas e trazendo à tona incoerências partidárias até então adormecidas. Páginas A8 e A9

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POLÍTICA

Manaus, domingo, 25 de junho de 2017

AGENDA DOS CANDIDATOS

Amazonino Mendes

Eduardo Braga

José Ricardo

Liliane Araújo

Luiz Castro

Marcelo Serafim

Rebecca Garcia

Wilker Barreto

Coligação Movimento pela reconstrução do Amazonas

Coligação União pelo Amazonas

Coligação Compromisso com o Amazonas

Coligação Mudança com segurança

Coligação O Começo de uma grande mudança

Coligação Coragem e atitude para mudar o Amazonas

Coligação Coragem para renovar

Coligação Por um novo Amazonas

Até o fechamento desta edição, a assessoria não enviou a agenda.

Até o fechamento desta edição, a assessoria não enviou a agenda.

Até o fechamento desta edição, a assessoria não enviou a agenda.

10h – Adesivagem veicular no comitê de campanha.

9h - Lançamento de candidatura, na entrada do conjunto Manoa (Zona Norte);

9h – Adesivagem na avenida do Samba, Zona Centro-Oeste;

15h - Visita com o governador David Almeida (PSD) ao complexo dos mototaxistas de Manaus, localizado na avenida Nepal, no bairro Nova Cidade, Zona Norte da capital.

Até o fechamento desta edição, a assessoria não enviou a agenda.

15h - Reunião de coordenação da campanha.

13h – Almoço com comunitários da Zona Centro-Oeste.


POLÍTICA

Manaus, domingo, 25 de junho de 2017

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| ELEIÇÃO | CHAPA |

‘Vices’ policiais buscam representar categoria Candidatos, pela primeira vez, a um cargo majoritário, o delegado da Polícia Civil, João Victor Tayah (Psol), e o cabo da Polícia Militar, Jeverson Lobo (PPS), veem na disputa uma oportunidade de apresentar seus projetos voltados, em sua maioria, para a segurança pública

Cabo Lobo afirma que sua candidatura faz parte de um projeto interno da Polícia Militar

Ana Luíza Santos

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om o propósito de despertar entre os policiais civis e militares a sensação de representatividade, o delegado da Polícia Civil, João Victor Tayah, e o cabo da Polícia Militar, Jeverson Lobo, disputam, pela primeira vez, um cargo majoritário na vaga de vice de duas coligações distintas. Tayah, filiado ao Psol, compõe a chapa Começo de uma grande mudança, encabeçada pelo deputado estadual Luiz Castro, da Rede Sustentabilidade. Já cabo Lobo disputa em chapa “puro-sangue” com a jornalista Liliane Araújo, ambos do PPS, o go-

verno do Estado. Afastado do cargo de delegado desde o dia 14 de junho, dia posterior à convenção, conforme exige a legislação eleitoral, Victor Tayah classifica a própria candidatura como uma forma de despertar na polícia a sensação de representatividade no governo. “Eu sou um delegado de polícia com experiência no interior e na capital. Conheço todas as demandas, dificuldades e necessidades desta categoria. Nós esperamos que a polícia marche conosco nesse projeto, visualizando ter um representante como opção de voto”. A coligação com a

| ARTHUR CASTRO

Rede Sustentabilidade, segundo ele, foi fruto da afinidade ideológica entre os dois partidos. “Temos a mesma visão de necessidade de mudança e ruptura com relação a esse governo que está à frente do Amazonas há quase 35 anos. Então, munidos dessas mesmas ideias e dessa proximidade de visão política, a coligação se constituiu entre Psol e Rede”, contou. Formado em direito e administração, Tayah iniciou sua vida política em 2005, quando se filiou ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Lá, chegou a ser eleito presidente da juventude da legenda, permanecendo até 2008. A identificação com as ban-

Delegado da PC, João Victor Tayah afirma que conhece as demandas da categoria

deiras levantadas, o combate à corrupção e prezar pela ética e moralidade na administração pública o fizeram se filiar ao Partido Socialismo e Liberdade (Psol). A busca pela representatividade também é o objetivo do cabo Lobo, que pretende atrair votos da sua categoria, a fim de projetar um militar num cargo majoritário devido ao cenário político atual. Policial militar há 16 anos, é a primeira vez que disputa um cargo eletivo. Militar no governo A candidatura de Lobo faz parte do projeto “Um militar no governo”, que conta com o apoio de fardas como a

Polícia Militar, Exército, Marinha e Aeronáutica. “O projeto nasceu por causa do cenário político atual. Após a cassação de José Melo, a classe ficou desamparada. Queremos mostrar que estamos vivos, de pé, cansados de ser enrolados”, disse. O candidato revelou que um plano para a segurança pública foi elaborado pelos militares e apresentado a alguns partidos, que o recusaram por discordâncias ideológicas. O Partido Popular Socialista (PPS), no entanto, se encaixou e acreditou no plano. “A candidata Liliane (Araújo) é filha de militar e estudou em um colégio militar. Então, o pensamento dela

| DIVULGAÇÃO

‘casou’ com o nosso. Chegamos num acordo e escolhemos o PPS”, contou. Sobre a prioridade do mandato, caso eleito, Lobo foi taxativo. “Liliane e eu temos como nome da nossa coligação a Mudança com segurança. Precisamos de um plano emergencial para Saúde, Educação e Segurança Pública, que estão um caos, mas a segurança pública será nosso carro-chefe”, finalizou. Na eleição municipal de 2016, o grande representante da categoria na disputa majoritária foi o coronel da PM, Amadeu Soares, que disputou o cargo de vice na chapa encabeçada pelo deputado federal Silas Câmara (PRB).


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POLÍTICA

Manaus, domingo, 25 de junho de 2017

| COLIGAÇÕES | MAJORITÁRIAS |

Alianças traduzem inc A eleição direta, prevista para acontecer em 6 de agosto deste ano, poderá se transformar num marco no modo de fazer política no Amazonas. Candidatos tentam se reinventar por meio de suas parcerias para convencer seus eleitores

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eleição suplementar para escolher o governador que vai terminar este mandato tem escancarado um novo modus operandis da política local: a incoerência partidária. Desde que a Justiça Eleitoral confirmou a cassação dos mandatos do governador e vice, José Melo (Pros) e Henrique Oliveira (SDD), respectivamente, o bastidor eleitoral tem produzido infidelidades e revoltas dentro dos partidos e situações constrangedoras. A tensão que permeou o período pré-convenção revelou rebeldias e decisões contrárias às tomadas pelas legendas em alianças confirmadas nas convenções partidárias. E o exemplo mais claro desse novo discurso foi protagonizado pelo governador David Almeida que, em vez de marchar com a linha de seu partido, o PSD, que oficializou apoio à candidatura de Amazonino Mendes (PDT), preferiu aglutinar uma base em torno do nome da ex-superintendente da Suframa, Rebecca Garcia (PP). O mesmo aconteceu com o vice-prefeito Marcos Rotta, que até a última quinta-feira era figura proeminente do PMDB. Mas, com o desenlace da aliança com o PSDB, acabou por se desfiliar de seu partido original para marchar nas fileiras tucanas. A decisão teve como pano de fundo a escolha do prefeito Arthur Neto (PSDB) de apoiar a candidatura de Amazonino em detrimento do senador Eduardo Braga (PMDB), com quem havia fechado uma aliança na eleição municipal de 2016. Também se sentindo no meio de uma “saia justa”, o deputado estadual Sabá Reis mostra que está desconfortável com a inconstância política que a eleição suplementar causou. Reis é líder de David Almeida na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) e seu partido, o PR, lançou o exdeputado estadual Marcelo Ramos como vice numa aliança com o PMDB, cujo candidato é Eduardo Braga, de quem é adversário político declarado. “Eu entendo que a situação em que estou possa gerar uma confusão para qualquer cidadão. Mas é bom esclarecer que o David,


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POLÍTICA

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coerência partidária antes de ser governador interino, era presidente da Assembleia, eleito por todos os deputados. E já declarei que estarei com ele onde ele for. Vindo ou não para uma eleição indireta, ele sempre terá meu apoio”, afirmou. Na mesma situação está o deputado Augusto Ferraz, do DEM. Seu partido compõe o arco de alianças em torno de Amazonino Mendes, mas ele já declarou que prefere atuar de maneira independente e acredita que esse não é o melhor caminho para o Estado. “Pauderney Avelino e o Democratas estão com Amazonino, mas não sou capacho de ninguém e tenho minha opinião própria. Vou estudar começo, meio e fim desta campanha para, só depois, dar meu posicionamento e não me arrepender futuramente, pois quero saber qual é a pessoa que está mais comprometida com o nosso Estado como um todo”, afirmou. O deputado Dermilson Chagas (PEN), apesar de sinalizar grande afeição ao governador David Almeida, por meio de nota, afirmou que por decisão do diretório nacional, seu partido apoiará a candidatura do vereador Wilker Barreto (PHS). No entanto, não confirmou se vai pedir votos para o parlamentar, ou não. Apoio à juventude Os irmãos Hiram e Ricardo Nicolau, vereador e deputado estadual, respectivamente, deixaram vir à tona uma ponta de rebeldia partidária. Ambos do PSD, eles decidiram também não pedir votos para Amazonino. Para Hiram, a candidatura do ex-prefeito é um retrocesso para a sociedade e, na sua visão, o futuro político do Estado seria melhor se fosse oriundo de um candidato jovem. Também resistente a Amazonino, mesmo com aliança de seu partido, o PSDB, o vereador Plínio Valério criticou o apoio e também classificou a candidatura do ex-prefeito como um retrocesso na política local. Amazonino, sim Suplente de David Almeida na Assembleia, o deputado estadual Mário Bastos (PSD) vai pedir votos para Amazonino e explicou que tem dois motivos para fazê-lo: primeiro, pelo fato da experiência política do candidato e, segundo, porque vê na eleição da chapa uma forma de tornar-se titular na casa legislativa, uma vez que o vice da coligação é o deputado Bosco Saraiva (PSDB), que pertence à mesma aliança do pleito de 2014, em que Bastos ficou na suplência. “O Bosco ganhando a eleição, eu permaneço como deputado estadual, mesmo o governador interino David Almeida voltando para o Legislativo”, disse. Bastos afirmou que cada deputado do PSD vai decidir quem apoia, mas ele afiançou que sua decisão é seguir o direcionamento do partido e apoiar Amazonino.


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| TRABALHISTA | PROJETO |

CLÁUDIO HUMBERTO Com André Brito e Tiago Vasconcelos

Precisa sair um pouco de seu apartamento e visitar São Paulo” João Doria, prefeito paulistano, após FHC ironizar seus talentos nas redes sociais

Intromissão da Noruega fere princípio diplomático

Cartilha explica efeitos da reforma Idealizado pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), a publicação pretende motivar a população a se posicionar sobre a proposta

A primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, ignorou princípio básico de diplomacia intrometendo-se em assuntos internos do Brasil diante do presidente Michel Temer, que fazia visita oficial a seu convite. Em campanha para se reeleger, Solberg mostrou que, além de mal-educada, cultua a hipocrisia: tentou dar lições ambientais ao Brasil, mesmo governando um país que estimula a caça às baleias e polui o ambiente explorando petróleo, fonte de energia não-renovável (e suja). Baleias da Noruega Este ano, o governo de Erna Solberg autorizou a morte de 999 baleias. Segundo documentário exibido em março, 90% são fêmeas e grávidas. Extermínio de peixes As “chuvas ácidas”, provocadas pela poluição europeia, mataram todos os peixes existentes em mais de 2 mil lagos noruegueses. Valor fundamental Para a diplomacia brasileira, a não intromissão em assuntos internos de outros países é um valor fundamental. Que a Noruega desrespeitou. Esfriamento Após o incidente em Oslo, a tendência da diplomacia brasileira é tratar com frieza norueguesa o governo da primeira-ministra Erna Solberg.

comemorando a redução de 79% no desmatamento. Haja paciência O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), relator do projeto da reforma trabalhista, aposta que análise da matéria vai varar a madrugada. Mas promete esgotar o tema na Comissão de Constituição e Justiça. Bunga-bunga O ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, das festas “bunga-bunga” com garotas de programa, continua em forma: disse que a única coisa que gosta em Donald Trump “é a mulher dele, Melania”. Vanguarda do atraso A Câmara analisa projeto que reverte normas do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no governo Dilma, proibindo a doação de sangue por homens homossexuais.

PM/DF recebe R$ 100 mil/mês, mas está sucateada Veículos blindados e não-blindados de diversos batalhões da Polícia Militar do DF estão parados por falta de peças e manutenção, apesar de a corporação ter um contrato de quase R$ 6,8 milhões com o Banco Central que poderia bancar a manutenção de quase toda a frota da polícia. São mais de 3,8 mil viaturas da PM/DF. A corporação diz não saber precisar o número total de veículos indisponíveis, diz apenas que a grana vinda do contrato do BC não pode ser usado para manutenção.

Seu dinheiro rasgado O governo federal contabiliza R$646,5 bilhões em gastos diretos este ano, mas 76,1% do total (R$492,5 bilhões) foram destinados ao refinanciamento e pagamento de juros das dívidas interna e externa.

Dinheiro de sobra Desde 2001, a PM tem um contrato de (atuais) R$ 1,35 milhão/ano, R$110 mil por mês, para a escolta de veículos do Banco Central.

Assim é, se lhe parece A cobertura da viagem de Michel Temer registrou como “sinal de desprestígio” a ausência de autoridades esperando o presidente nos aeroportos de Moscou e Oslo. Mas é o protocolo adotado até no Brasil.

Gasto exclusivo Segundo a PM, a grana do BC é destinada à compra de equipamentos para as unidades envolvidas diretamente no contrato.

A conta é nossa A Presidência da República abriu licitação para torrar R$ 341,6 mil em arranjos florais “nobres de 1ª qualidade” para enfeitar centros de mesa e coroas fúnebres. Tem até árvore de Natal “natural” de 2m de altura.

Mil carros por dia A PM/DF informou que por dia são cerca de 745 viaturas realizando rondas nas ruas do Distrito Federal, em média.

Nem o PT Na tentativa de recorrer do arquivamento da ação contra Aécio Neves no Conselho de Ética, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) tem dificuldades de obter o apoio e as assinaturas “até de senadores do PT”, disse.

Impeachment fez milagres Vice-presidente da ONG que municiou o ministro do Clima da Noruega com dados alarmistas sobre a Amazônia, Steve Schwartzman escreveu artigo, em 2016,

Pensando bem... ...Temer voltou da Europa sem grandes acordos, mas tornou a crise internacional, ao inspirar as malcriações da primeira-ministra da Noruega.

Cartilha de Vanessa sobre reforma trabalhista será distribuída para a classe trabalhadora

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senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) lançou a cartilha “Reforma Trabalhista – CLT seus direitos acabaram aqui”, com tiragem inicial de 20 mil unidades para motivar a população a impedir a aprovação da reforma Trabalhista (PLC 38/17), que será analisada pela Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) do Senado e levada a plenário, após o mês de julho. Segundo a parlamentar, a elaboração do compêndio foi originada a partir da necessidade de informar a classe trabalhadora sobre os malefícios que a alteração pode causar nos direitos dos trabalhadores. A reforma foi aprovada no dia 25 de abril, na Câmara dos Deputados, num placar de 296 votos a favor e 177 contra. Além de fornecer informações à população, a publicação também tem o objetivo de esclarecer dúvidas de parlamentares que não sabiam sobre o tema. “Eu per-

cebi que nem mesmo os deputados federais sabiam do que se tratava o assunto e o governo federal apresenta muita propaganda institucional mentirosa, afirmando que trata-se de uma modernização”, disse. O projeto chegou à Câmara dos Deputados, em dezembro de 2016, ficou cerca de um mês sendo debatido e o relator da proposta, o deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), apresentou, à época, um relatório de 132 páginas, sendo 45 com a nova versão da matéria, que incluíam alterações na Lei da Terceirização (13.429/17). Ao exemplificar pontos em que há contradição das propostas do governo, a senadora destaca a existência na nomenclatura “autônomo exclusivo”, que segundo ela, é incompatível. “Se o trabalhador está sendo obrigado a trabalhar para uma só pessoa, ele não é exclusivo. O que acontece, é que o empresário não irá assinar car-

| MICHAEL DANTAS

teira dele”, esclareceu. A senadora informa ainda que a modificação trabalhista irá impactará, também, na reforma da Previdência, isso porque não dará brecha que sonegadores se beneficiem da ausência do pagamento de impostos trabalhistas. “Com a reforma trabalhista aprovada, a arrecadação do Estado irá cair, assim como a da Previdência”, acrescentou. Na cartilha de 27 páginas, disponibilizada também na versão digital, mostra todos os pormenores do reflexo da reforma trabalhista de forma simples e didática. “A publicação explica todos os impactos que a reforma trabalhista pode causar ao país, de forma bem detalhada. Tivemos esta iniciativa, porque ninguém acreditava que sairíamos vencedores na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), do Senado”, acrescentou. Segundo Vanessa, vários parlamentares estão se conscientizando sobre a importância de votar contra a matéria.

PODER SEM PUDOR Não é a mamãe Carlos Lacerda fazia na Câmara dos Deputados mais um discurso devastador contra o “mar de lama” do governo Getúlio Vargas. A deputada Ivete Vargas, sobrinha do presidente, pedia – em vão – um aparte. Cansada da insistência e muito irritada, ele perdeu a paciência: - F.D.P! – gritou ao microfone. Com sua estonteante rapidez de raciocínio, Lacerda respondeu na bucha: - Vossa Excelência é muito nova para ser minha mãe!

www.claudiohumberto.com.br

Publicação possui 27 páginas e tem tiragem inicial de 20 mil exemplares

| MICHAEL DANTAS


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| REBECCA GARCIA |

‘A nossa chapa traz uma proposta de renovação’ Há pouco mais de um mês, os planos de Rebecca Garcia (PP) estavam focados em sua gestão à frente da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Bastou uma assinatura – a do presidente Michel Temer exonerando-a do cargo - para tudo mudar. Um mês depois de sua demissão, Rebecca está às voltas com sua campanha eleitoral para governadora do Estado neste pleito suplementar. Se for eleita, será a primeira mulher a governar o Amazonas em toda a história política local. Henderson Martins

EM TEMPO – Como se construiu a chapa Rebecca-Abdala? Rebecca Garcia - Em um primeiro momento, a ideia era lançar candidatura e nós estudamos algumas possibilidades de composição. A parceria com o deputado Abdala (Fraxe) não seria a primeira alternativa, não pelo fato de não querermos, mas por sabermos que o parlamentar faz parte de um grupo político liderado pelo governador David Almeida (PSD) e nós sabíamos do interesse do governador em se lançar candidato, algo extremamente legítimo. Quando veio a informação de que David não lançaria candidatura, aí abrimos a conversa na quinta-feira (15) à noite como o Podemos, partido presidido pelo deputado Abdala, foi quando enxergamos a possibilidade de lançarmos uma candidatura do partido de Fraxe. Sempre estivemos incentivando não apenas minha candidatura, mas a de novas lideranças, algo que vejo bastante saudável para o processo político e democrático. Incentivamos o Podemos a lançar candidatura e saímos para lançar a nossa, quando foi na sexta-feira (16), no dia da convenção, fomos surpreendidos com a intenção da união, algo que nos deixou bastantes satisfeitos. EM TEMPO – Qual o diferencial dessa chapa em relação às concorrentes? RG – Sinceramente, penso que a união faz a força. Por isso, vejo que a junção com o Podemos, traz uma alternativa para a população amazonense. Entende-

mos que nossa chapa possui uma grande coerência, todos nós comungamos do mesmo pensamento. É o momento de virar a página da história do nosso Estado. É o momento de serem introduzidas novas lideranças. EM TEMPO – A sua saída da Suframa motivou que a senhora se lançasse à disputa? RG - Eu penso que nada na vida acontece por acaso. Eu não saí da Suframa por querer, a minha intenção era ficar ao menos até dezembro, gostaria de completar 2 anos de gestão, gostaria de deixar esse legado, mas não gostaria de ficar muito tempo, uma vez que, como estou defendendo para o governo, eu defendo para outros cargos também, penso que a renovação é importante no processo político e no processo democrático e até no processo de gestão. A pessoa quando chega nova, chega cheia de ideias, cheia de vontade de mostrar trabalho. Então, naquele momento, não era minha intenção sair da Suframa, mas o presidente da República, que é a quem o cargo pertence, achou que seria melhor uma troca naquele momento e decidiu pela mudança. Agora, estando fora da Suframa, eu fui pensar no meu dia seguinte, foi quando aconteceu toda essa mudança no governo do Amazonas e começamos a estudar a possibilidade de estar no pleito ou de apoiar alguém que tivesse condições de melhorar o Estado do Amazonas. EM TEMPO – Na eleição de 2014, justamente a

que foi anulada pela Justiça Eleitoral, a senhora disputou como vice na chapa encabeçada pelo senador Eduardo Braga (PMDB). Por que não repetiram a mesma aliança nesse pleito suplementar? RG - A nossa relação é muito boa, não houve nenhum desentendimento, muito pelo contrário. Quem não vive o processo político, muitas vezes não entende que em uma eleição existem alianças eleitorais, não é um casamento, não é para o resto da vida. Tanto é que eu fui vice do Eduardo; como o Omar Aziz (PSD) já foi; como o Serafim Corrêa (PSB) também já foi e outras pessoas já foram vices. O que nós percebemos é que houve o entendimento de ambos os lados, ao mesmo tempo que o Eduardo entendeu que a aliança para esse momento ideal seria com o Marcelo Ramos (PR), nesse mesmo tempo, nós entendemos que seria o momento de eu ter uma consolidação na minha imagem individual, uma oportunidade de mostrar os meus projetos. EM TEMPO – Se eleita, como pretende aplicar a experiência adquirida à frente da Suframa na gestão do Estado? RG - A experiência nos deu condição de conhecer melhor a economia do nosso Estado, que é a da indústria, do comércio e do agropecuário, que movimenta o Estado e nos deu condições a entender de que maneiras nós poderíamos contribuir para o fortalecimento dessa economia em um momento tão difícil que o país e o Amazonas estão vivendo. Nós conseguimos enxer-

Rebecca diz que chapa com Abdala é uma alternativa

gar dentro da Suframa que é emergente o envolvimento do Estado do Amazonas na geração de emprego, renda e na consolidação desse modelo econômico. Tanto a indústria quanto o comércio foram muito atingidos nesse período de retração. É preciso que haja um programa de incentivo nessa área, que é muito importante. EM TEMPO – E qual seria uma alternativa para a economia local? RG - Na nossa gestão foi publicado um decreto que criou o “Zona Franca Verde”, um programa do governo federal que leva incentivos às áreas de livre comércio, em que os produtos precisam ser feitos nessas áreas, mas a matéria-prima pode vir de qualquer lugar da Amazônia Ocidental. Os incentivos são dados à produção de uma fábrica, por exemplo, de suco de açaí em Tabatinga. Esse açaí, não necessariamente, precisar estar sendo produzidos em Tabatinga. É a partir daí que começa a ligar a indústria ao interior.

Rebecca Garcia explica que experiência na Suframa lhe deu condições de conhecer a economia do Estado

EM TEMPO – A sua candidatura tem apoio do governador David Almeida (PSD). Como será essa participação política em sua campanha?

| MICHAEL DANTAS

RG - O governador é uma figura política e ele pode declarar apoio a qualquer pessoa. Ele enxergou no nosso projeto a possibilidade de mudança. O governador, em pouco tempo, conseguiu ter resultados positivos na sua gestão, por entender que é possível, sim, ajustar a máquina sem cortar os serviços. Isso, vem na linha de lançamento da nossa candidatura, vem com a nossa proposta de renovação. Quando você chega novo você quer mostrar serviço, e o governador David está passando por esse momento. EM TEMPO – Como a senhora vai ampliar sua campanha para o interior do Estado? RG - O programa eleitoral vai ser para todos. Nós vamos ter a oportunidade de mostrar o nosso projeto, a internet nos leva para o interior, o rádio nos leva, e têm muitas outras maneiras. O meu partido está em todos os municípios, o partido do meu vice está em todos os municípios e temos pessoas que acreditam no nosso projeto e que vão estar levando essa mensagem de um futuro de renovação, de virar a página de nossa história para todo o Amazonas.


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ECONOMIA

Manaus, domingo, 25 de junho de 2017

Edição: Alyne Araújo Email: economia@emtempo.com.br Telefone: (92) 3090-1042

| INCREMENTO | ACEITAÇÃO |

Pimenta-malagueta gera lucro de R$ 7 milhões Manacapuru e Silves, dois grandes produtores, cultivaram um montante de mais de 105 toneladas do produto, que, a um preço que varia de R$ 60 a R$ 70 o quilo, trouxe um cenário favorável para os agricultores

A pimenta-malagueta é um produto que tem grande aceitação e faz parte do hábito alimentar de uma boa parcela da população amazonense

Henderson Martins

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produção de pimenta-malagueta movimentou um mercado de mais de R$ 7 milhões nas feiras da capital amazonense no ano passado. Os municípios de Manacapuru e Silves, dois grandes produtores, cultivaram um montante de mais de 105 toneladas do produto, que, a um preço que varia de R$ 60 a R$ 70 o quilo, trouxe um cenário favorável para agricultores e feirantes. Como os valores represen-

tam a produção de apenas dois municípios, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faea), Muni Lourenço, explicou que caso fosse contabilizada a produção dos demais agricultores, o mercado de pimenta picante do tipo malagueta movimentaria um montante bem maior. A margem de produção da pimenta-malagueta no ano passado foi repassada pelo presidente do Faea, por meio de dados fornecidos pelo Instituto de Desenvolvimento do Amazonas (Idam). Segundo

Muni Lourenço, a localidade de maior produção no Estado é o município de Manacapuru, com uma produtividade de 54,5 toneladas, e Silves, que também se destaca na produção, com 51 toneladas, produzidas ano passado apenas para o mercado interno. O preço pago pelo produtor gira em torno de R$ 30 a R$ 40, mas chega a Manaus a um valor de R$ 70. Ele explicou que um dos fatores que fazem elevar o preço da pimenta é o período de cheia e seca dos rios do Amazonas. “É uma cultura fortemente cul-

tivada nas áreas de várzea, que sofrem bastante o impacto nas enchentes, elevando o preço do produto”, disse. Sempre presente Conforme o presidente da Faea, a pimenta-malagueta é um produto que tem grande aceitação e faz parte do hábito alimentar de uma boa parcela da população amazonense. “Tem um mercado bem amplo, praticamente a produção é inteiramente consumida pelo mercado estadual”, disse o presidente da Faea.

| MICHAEL DANTAS

De acordo com o feirante João da Pimenta, 50, como é conhecido na feira da Manaus Moderna, a pimenta comercializada na capital é produzida no Amazonas. Segundo ele, o produto é comprado do produtor a R$ 40 o quilo e é comercializada em Manaus a valores que variam de R$ 60 a R$ 70. Entretanto, segundo o feirante, no período que o produto falta, nos momentos de cheia e seca dos rios, a pimenta chega a ser comercializada em Manaus em valores que chegam a R$ 150.

Murupi pode ser mais em conta João da Pimenta informou que a pimenta-malagueta é mais cara, mas, o cliente encontra a pimenta murupi por preços bem menores, que podem chegar a um valor de R$ 30, metade do valor da malagueta. “A pimenta-malagueta já es-

teve mais cara, agora está no preço normal. Vendemos bastante todos os dias; tem consumidor que leva mais de cinco quilos apenas em uma compra”, disse o vendedor. O feirante Antônio Sobrinho, 47, explicou que o preço da pimenta-malagueta

está bom para incrementar as vendas. O produto vem de Iranduba, Autazes e outras localidades que têm terras mais altas. Segundo Antônio Sobrinho, nos meses de março, abril, maio e junho, período das cheias, a pimenta tem os preços elevados.

“Este ano já chegamos a comercializar a pimenta-malagueta a um valor a R$ 100, por conta da falta do produto no mercado”, disse o feirante. Antônio Sobrinho explicou que a pimenta murupi é mais vendida por conta do preço em conta, que sai a R$ 20 o quilo,

já a malagueta tem sido cotada entre R$ 60 e R$ 70. Um dos fatores que vêm trazendo o crescimento na procura pela pimenta-malagueta, segundo Antônio Sobrinho, é o fato de as pessoas acreditarem que ela tem propriedades energéticas.


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ECONOMIA

Manaus, domingo, 25 de junho de 2017

| DICAS | RECOMENDAÇÕES |

Especialistas orientam sobre gastos nas férias Planejamento é o primeiro passo para aproveitar as férias e não entrar no vermelho. Outro ponto fundamental para reduzir os custos nas férias do meio do ano é a pesquisa de preços sobre produtos e serviços, nas mais diversas modalidades

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specialistas em economia doméstica, os economistas Rogério Silva e Marcus Evangelista, do Sindicato dos Economistas do Amazonas (Sindecon-AM), relacionaram as principais maneiras de se economizar nas férias do meio do ano sem comprometer o orçamento familiar. Seguindo as recomendações, a economia nesse período pode variar de 20% a 30%. Presidente do SindeconAM, Marcus Evangelista explica que o planejamento é o primeiro passo para aproveitar as férias e não entrar no vermelho. “O primeiro passo é ver quanto você está disponibilizando para gastar no período e, a partir daí, decidir qual o seu destino ou as atividades que pretende realizar”, destacou. Outro ponto que Evangelista salienta como fundamental para reduzir os custos nas férias é a pesquisa de preços sobre produtos e serviços, nas mais diversas modalidades. “Pesquise suas opções de roteiro. Se for viajar para outra cidade, veja as possibilidades de atrativos gratuitos. Também pesquise por hospedagens alternativas e melhores formas de se locomover. Em alguns lugares, o transporte coletivo é a melhor forma de economizar. Em outros, pode ser que alugar um carro compense mais”, esclareceu.

Quando se planeja as férias, deve-se contar apenas com o orçamento que tem previsto e usar o cartão só em emergência

| DIVULGAÇÃO

Um dos itens que mais pesam na hora de viagens e passeios é a alimentação. Nesses casos, a dica é priorizar os supermercados, como afirmou o diretor do SindeconAM, Rogério Silva. “Compre coisas que podem ser consumidas no hotel. Normalmente, o café da manhã está incluso na hospedagem. Então, outras

refeições, como o almoço e jantar, podem ser preparadas onde você está hospedado. Outra dica são os restaurantes de bufê e evitar os que ficam localizados em pontos turístico. Geralmente, os preços são mais elevados”, orienta Silva. Mais atenção A racionalização das com-

pras pode ser adotada sem comprometer o compromisso de presentear família e amigos, basta atentar para as variações de preços dependendo da localização. “Normalmente, as compras não estão planejadas e são a maior causa dos orçamentos de férias estourados. Antes de adquirir qualquer coisa, pergunte-se se

você realmente precisa daquilo. Prestar atenção sobre as previsões locais para o período de férias também é importante”, lembrou Rogério Silva. Já Marcus Evangelista finaliza as orientações sobre os gastos nas férias com uma última dica, que é é evitar o uso do cartão de crédito. Para ele, o acesso ao crédito fácil in-

centiva que se gaste mais, sem se dar conta. Quando se planeja as férias, deve-se contar apenas com o orçamento que tem previsto e deixar o cartão apenas para um caso de extrema emergência. “Assim, você evita de estourar o seu planejamento e ficar com dívidas das férias após o retorno à vida normal”, finalizou.

REINALDO DOMINGOS Como usar o consórcio para ficar independente financeiramente O consórcio pode ser um excelente meio para se tornar independente financeiramente, ou seja, não depender da Previdência Social para sobreviver ou precisar continuar trabalhando mesmo após aposentado. Contudo, por falta de educação financeira, muitas pessoas não conseguem, ao menos, pagar todas as parcelas do consórcio. Para quem pretende comprar uma casa, carro ou mesmo adquirir um serviço – como viagens, tratamentos cirúrgicos, entre outros – mas não se planejou com antecedência para pagar com próprios recursos, o consórcio é uma boa pedida para pagar menos juros que se fizesse empréstimos ou financiamentos. O que poucos sabem, contudo, é que o valor aplicado em consórcios não precisa necessariamente ser usado para o objetivo predeterminado. Ao ser contemplado, é possível aplicar o valor na administradora do consórcio, destinando a quantia para um fundo de investimentos vinculado ao contemplado, sendo beneficiado pelas correções, e seguir pagando as

prestações. Dessa forma, é possível obter grande rentabilidade e, no final do consórcio, retirar todo o valor se desejar ou destinar para outro fundo. Há também a possibilidade de vender a carta de crédito por um bom preço, obtendo lucro, contudo o rendimento esperado com a aplicação na administradora do consórcio é significativamente maior. Observe que não estamos falando de um retorno imediato, obtido rapidamente. Pelo contrário, trata-se de um investimento de longo prazo, muito indicado para garantir a independência financeira. Afinal de contas, depender apenas da Previdência Social para se aposentar com segurança já não é mais uma possibilidade plausível. Trata-se realmente de um bom negócio, contudo o grande problema é que muitas pessoas assumem a responsabilidade de pagar mensalmente as parcelas do consórcio, mas não conseguem pagar até o final. Vale ressaltar que esta é uma modalidade muito procurada por quem não tem disciplina, pois não permite o saque antes da

Reinaldo Domingos é educador e terapeuta financeiro, presidente da Dsop Educação Financeira, Abefin e Editora Dsop, autor do best-seller “Terapia Financeira”, dos lançamentos Papo Empreendedor e Sabedoria Financeira, entre outras obras

contemplação, seja por meio de lances ou sorteios. É preciso ter educação financeira para entrar no consórcio e seguir pagando as parcelas até o final. Portanto, é necessário conhecer a sua verdadeira situação, por meio de um diagnóstico financeiro, e verificar quais gastos pode reduzir (ou eliminar) para investir no consórcio e em seu futuro. Se tratando de um sonho de longo prazo tão importante – garantir a sustentabilidade e independência financeira – não se deve deixar para amanhã o que poderia ter começado ontem: mude seus hábitos e comportamentos e comece a poupar. O mais importante nesta jornada é dar o primeiro passo.


ECONOMIA

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| MERCADO | MUDANÇAS |

Setor moveleiro do AM busca adaptação à crise Segmento que vem de quedas gigantes nas vendas, nos últimos dois anos, tem visto a extinção gradativa do uso das tradicionais madeiras maciças nas marcenarias da capital e a sua substituição por MDF, além da alta migração de marceneiros para o interior do Estado Joandres Xavier

O

mercado de movelaria vive uma profunda adaptação no uso das matérias-primas, mas não consegue sair da crise que força mudanças. As tradicionais madeiras maciças têm dado lugar às madeiras do futuro (MDFs) ou compensado na produção de móveis. Somente no ano passado, a queda do segmento foi de 20%, segundo os vendedores e produtores. Enquanto a indústria moveleira busca manter o ritmo de produção, nas vitrines da capital os produtos do segmento estão escassos. Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Marcenaria de Manaus, Roberto Almeida, com esse cenário, aqueles que atuavam na capital se transferiram para o interior do Estado, onde a demanda ainda é suficiente. “Hoje não existe mais nenhuma serraria em Manaus, e há ao menos três de grande porte no Estado. É uma demanda pequena, praticamente ex-

tinta, porque a população procura mais móveis modulados, a partir de projetos encomendados”, explica Almeida. Ele observa que na capital os marceneiros já se encaminham em novos mercados há mais de dez anos. Muitos passaram a aproveitar madeira de outros Estados como Roraima, de onde chega a madeira précortada para abastecer a indústria de cama box e estofados. “A madeira mais usada não pode ter cheiro e nem deve ser dura, para entrar o grampo. Essa que era desperdiçada em Roraima passou a ser aproveitada nessa produção local”, diz. A indústria se adequou ao momento, mas os empresários não alcançam mais os resultados almejados. Neste momento, segundo Almeida, há madeira sobrando porque não tem produção devido à baixa demanda. Os maiores clientes continuam sendo os lojistas ou empresários pequenos. Atualmente, o sindicato conta com apenas dez marcenarias associadas. Na área de marcenaria, o

MDF é usado apenas no segmento de projetos feitos sob encomenda. “Todo dia a gente cria uma expectativa de que no outro dia será melhor, mas a gente sabe que não será tão fácil, por conta do cenário econômico e político trágico que o Brasil vive”, lamenta o presidente do sindicato. Após o sumiço das serrarias, o comércio dos móveis de madeira também tem sofrido com a fraca demanda. O dono de uma loja especializada em móveis de madeira localizada no bairro Compensa, Francisco Balbino, conta que no fim de 2016 ele fez um balanço em que identificou uma queda de 65% nas vendas. “As vendas estavam muito devagar e este ano está pior. A crise financeira deve ser a maior causadora desse problema, porque a chegada do MDF não seria suficiente para justificar o momento ruim. Certo é que as pessoas não têm muita confiança nesse tipo de madeira, mas é um pensamento errado porque é

Consumidor tem procurado por móveis modulados, a partir de projetos encomendados

material bom”, comenta. O empresário que conta com duas lojas na Compensa planeja fechar uma delas, por conta do baixo lucro. Antes Balbino produzia os próprios móveis, mas hoje, com a extinção das serrarias, não produz mais.

Adaptada ao novo mercado, a empresa Aga Móveis produz camas e estofados com mescla de madeira e técnicas de tapeçaria. O diretor comercial da empresa, Abnildo Souza, diz que hoje é difícil trabalhar com madeira maciça, porque os ór-

| JANAILTON FALCÃO

gãos ambientais são mais rígidos na fiscalização. Os produtos que a empresa trabalha são feitos sob medida. “Quem trabalha apenas com a linha popular está com dificuldade de colocar no mercado”, observa o empresário.

INFORME PUBLICITÁRIO

| LIDERANÇA |

Mercado promissor: perícias médicas nos processos judiciais relacionados à saúde O número de processos judiciais relacionados à saúde cresce no Brasil, e por esse motivo precisamos da expertise dos nossos médicos para auxiliar a justiça. De acordo com o “Relatório Justiça em Números” do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2011 foram registrados 240.980 processos e em 2014 esse número subiu para 392.912. Em 2015, o país obteve mais de 854.500 demandas judiciais da saúde. A especialista em direito médico, coordenadora e professora do curso de pós-graduação em Perícias Médicas do Instituto de Pós-Graduação e Graduação (Ipog), Nádia Carrapatoso, explica que hoje em dia as pessoas estão bem mais informadas e exercem a cidadania pleiteando os seus direitos na justiça, o que colabora para o aumento do número de ações judiciais. Diante dessa realidade, o mercado de trabalho é promissor para médicos especializados em perícia médica. “Para que os juízes e auxiliares da justiça resolvessem essas demandas com mais facilidade e rapidez, o CNJ determinou a criação de Varas da Saúde”, completa. Além disso, em 2013 foi expedida a Recomendação de nº 43 do Con-

selho Nacional de Justiça, que trata da capacitação dos juízes e Varas na área de saúde pública para atender às novas demandas que surgirem nessa área, bem como para priorizar o julgamento dos processos relativos à saúde suplementar. “Essa resolução é um grande marco para os profissionais especializados em pericias médi-

cas para atuarem com auxiliares da justiça”, comenta a professora do Ipog. Confira a ementa: Recomendação nº 43 de 20 de agosto de 2013:

“Recomenda aos Tribunais de Justiça e aos Tribunais Regionais Federais que pro-

movam a especialização de Varas para processar e julgar ações que tenham por objeto o direito à saúde pública e para priorizar o julgamento dos processos relativos à saúde suplementar.” A judicialização da saúde demanda um conhecimento específico para a atuação profissional nas perícias judicial e extrajudicial. O médico que fizer

a especialização em perícias médicas irá adquirir conhecimentos específicos para trabalhar como perito do juízo ou assistente técnico, inclusive auxiliando escritórios de advocacia que atuem diretamente com a área de direito da saúde. A especialista conta que sempre que surgir uma demanda mais complexa na

área de saúde, o magistrado poderá contar com a expertise de um perito para decidir a causa de forma justa. A remuneração pode ser excelente, considerando a experiência necessária e a complexidade de cada processo. Nádia considera ainda que também é altamente recomendável que o assistente técnico tenha uma formação técnica no curso de pós-graduação em perícias médicas, de maneira a ter uma visão do processo como um todo e a se habilitar para atuar de maneira segura e precisa, auxiliando a justiça, os escritórios de advocacia e as partes interessadas. É importante esclarecer que muitos escritórios de advocacia utilizam a expertise do médico para a elaboração de pareceres técnicos, visando antecipar a produção de provas que poderão elucidar os casos. Atualmente, o mercado de trabalho precisa de profissionais diferenciados, que consigam enxergar além do “lugar comum”. “Isto é uma realidade na área de perícias médicas, cada vez mais concorrida, o que impõe aos médicos a busca constante por aprimoramento e excelência na prestação do serviço”, conclui.


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ECONOMIA

Manaus, domingo, 25 de junho de 2017

| ELEIÇÃO | SERVIÇO |

Gráficas esperam alta nas vendas Empresários estimam um crescimento de até 20%, estimulado pelo atípico processo eleitoral para o governo do Amazonas Henderson Martins

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esmo diante de um cenário de crise e de um momento atípico, as gráficas de Manaus trabalham com a expectativa de crescimento de 20% nas vendas dos seus serviços, nesta eleição suplementar, marcada para o dia 6 de agosto, conforme calendário publicado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM). O amazonense escolherá o novo governador e vice do Amazonas. Como nas eleições tradicionais, os empresários contam com uma saída semelhante neste pleito tampão de produ-

tos como faixas, santinhos, banners, adesivos comuns e adesivos perfurados. Segundo a proprietária da Reprox Comunicação Visual, Celina Souza, 55, empresa localizada na avenida Belo Horizonte, bairro Aleixo, a expectativa é de crescimento nas vendas, apesar do cenário de crise econômica e política que assola a economia do Estado. Para ela, a eleição suplementar poderá trazer uma melhora na procura dos seus produtos gráficos. Segundo a empresária, não se espera um aquecimento com efeito de recuperação do mercado dos serviços gráficos, mas a expectativa é que haja uma

alta nas vendas de até 20% em relação a outros períodos do ano. Celina Souza observa que nos períodos eleitorais as vendas de adesivos perfurados e banners são sempre fortes. De acordo com o proprietário da Pittman Gráfica Express, Fausto Pierre, na atual conjuntura que o país vive, não se espera um crescimento nas vendas por conta do período eleitoral. Para o empresário, cuja gráfica está localizada na avenida Ephigênio Salles, o processo eleitoral atípico deverá ser rápido, com poucos gastos. Fausto Pierre explica que as concorrências com as empre-

Banners e adesivos perfurados são os produtos que têm uma boa saída nesses períodos

sas maiores devem ocorrer de forma desleal, por conta de apadrinhamentos políticos. Entretanto, mesmo com o cenário desfavorável, o empresário acredita que ocorra um crescimento nas vendas de até 20%. Fausto Pierre explica que o otimismo é um dos fatores que devem estar presentes no cenário econômico. Segundo ele, o Brasil já passou por um dos piores momentos da crise econô-

mica e que a expectativa é de retomada econômica a partir do segundo semestre do ano. Nas eleições anteriores, Fausto Pierre conta que fez poucos trabalhos relacionados a impressões gráficas voltadas ao período eleitoral. De acordo com ele, durante o período de campanha cresce a procura por santinhos, banners, adesivos pequenos e adesivos perfurados para co-

| MICHEL DANTAS

locar nos automóveis. “As demandas são mais para as empresas maiores. Eu cheguei a fazer alguns trabalhos para o interior, mas para Manaus, nada”, afirma o empresário. O empresário trabalha com adiantamento de 50% dos custos no momento da compra e parcela o pagamento do restante para o instante em que os produtos forem entregues ao contratante.


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Edição: Lívia Nadjanara Email: redacao@emtempo.com.br Telefone: (92) 3090-1041

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PAÍS

| COMITÊ NACIONAL | MINISTÉRIO DA JUSTIÇA |

População de refugiados aumenta 12% no Brasil Em 2016, mais de 9,5 mil estrangeiros pediram refúgio e foram reconhecidos no país e, entre eles, 33% eram de origem venezuelana, num total de 3.375 pessoas, o que representou 307% a mais de estrangeiros da Venezuela em relação a 2015

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número de refugiados reconhecidos no país aumentou 12% em 2016 em relação ao ano anterior. Chegou a 9.552 pessoas de 82 nacionalidades, conforme os dados acumulados entre 2010 e 2016, que foram divulgados no último dia 20 pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, para marcar o Dia Mundial do Refugiado. Do total de refugiados no país, 8.522 foram reconhecidos por vias tradicionais de elegibilidade, 713 chegaram ao Brasil por meio de reassentamento e 317 tiveram estendidos os efeitos da condição de refugiado de algum familiar. Os países com maior número de refugiados reconhecidos no Brasil em 2016 foram Síria (326), República Demo-

crática do Congo (189), Paquistão (98), Palestina (57) e Angola (26). Desde o início do conflito na Síria, 3.772 sírios solicitaram refúgio no Brasil. Os pedidos de refúgio, segundo o Conare, caíram 64% em 2016, em comparação com 2015, sobretudo em decorrência da diminuição das solicitações de haitianos. Os países com maior número de solicitantes de refúgio no Brasil em 2016 foram Venezuela (3.375), Cuba (1.370), Angola (1.353), Haiti (646) e Síria (391). Apesar da diminuição no número de solicitações de refúgio no ano passado, houve um aumento expressivo de solicitações de venezuelanos (307%) em relação a 2015. De acordo com o relatório, 3.375 venezuelanos solicitaram refúgio no Brasil, aproxi-

madamente 33% das solicitações registradas no país em 2016. Em 2015, foram contabilizados 829 pedidos de refúgio de venezuelanos. Em março deste ano, o Conselho Nacional de Imigração (Cnig) aprovou uma resolução sobre a concessão de residência temporária a estrangeiro de país fronteiriço, com o objetivo de estabelecer políticas migratórias que garantam o respeito aos direitos humanos e acesso dos migrantes à Justiça, à educação e à saúde. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, embora não seja exclusiva para cidadãos venezuelanos, a resolução terá impacto no sistema de refúgio brasileiro. O Conare destaca a necessidade do fortalecimento do sistema de refúgio no Brasil, com atualização de normati-

vos infralegais e ampliação da estrutura administrativa. Sancionada em maio deste ano, a nova Lei de Migração entrará em vigor em novembro, garantindo ao migrante, em condição de igualdade com os brasileiros, a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. A lei também institui o visto temporário para acolhida humanitária de refugiados em situação de violação de direitos humanos. “A nova Lei de Migração garante a proteção ao apátrida e põe o Brasil novamente na vanguarda mundial, ao ter uma lei que expressamente garante a proteção ao apátrida e permite a naturalização de maneira mais célere, com a finalidade de combater a apatridia no mundo”, ressaltou o ministério, em nota.

Refugiados registrados são de 82 nacionalidades

| DIVULGAÇÃO


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MUNDO

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Edição: Lívia Nadjanara Email: redacao@emtempo.com.br Telefone: (92) 3090-1041

| RELATÓRIO | ONU |

250 milhões de pessoas usaram drogas em 2015 O número de consumidores de drogas se mantém estável há cinco anos, mas os responsáveis pelo relatório advertem que o mercado das drogas está se diversificando, com o surgimento de novas substâncias mais potentes e perigosas para a saúde

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e acordo com relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), 5% da população mundial consumiu algum tipo de droga em 2015, o que se traduz em, aproximadamente, 250 milhões de pessoas, e ao menos 190 mil morreram neste mesmo ano por causas diretas relacionadas com entorpecentes. As informações são da Agência EFE. O Relatório Mundial sobre Drogas da ONU, divulgado em Viena, mostra especial preocupação pela situação de 29,5 milhões de pessoas que sofrem com transtornos graves pelo consumo de drogas, incluída a toxicodependência, e que são os mais vulneráveis. Só uma de cada seis pessoas que requer tratamento por esses transtornos recebe assistência, a maioria nos países desenvolvidos, aponta o reporte

elaborado pelo Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Delito (Unodc). O número de consumidores de drogas se mantém estável há cinco anos, mas os responsáveis pelo relatório advertem que o mercado das drogas está se diversificando, com o surgimento de novas substâncias mais potentes e perigosas. “Aumentou a situação de risco para a saúde pela diversificação e a potência de novas substâncias”, explicou em uma coletiva de imprensa Angela Me, coordenadora do relatório. A especialista usou como exemplo o fentanil, um analgésico em pó que é até 50 vezes mais potentes que a heroína e que causou numerosas overdoses nos EUA nos últimos anos. A maconha é a droga mais consumida, com 183 milhões de usuários em 2015, mas os opioides, entre eles a heroína,

seguem sendo as substâncias mais nocivas e as que causam mais mortes. “O consumo de opioides está associado ao risco de overdose fatais e não fatais, ao risco de contrair doenças infecciosas (como HIV e hepatite C) devido à prática perigosa de consumo de drogas por injeção”, aponta o relatório. O diretor da Unodc, Yuri Fedotov, aponta no relatório que “a nível mundial foram registradas pelo menos 190 mil mortes prematuras - na maioria dos casos, evitáveis - provocadas pelas drogas, na maioria atribuídas ao consumo de opioides.” As estimativas do relatório sobre mortes são muito conservadoras, como reconheceu a própria ONU, se levar em conta que só nos EUA houve 52,4 mil mortes por overdose em 2015. Cerca de 35 milhões de pessoas consumem opiáceos

(substâncias que procedem da papoula, como heroína e morfina) ou opioides (substâncias químicas de efeito análogo, como metadona). Esse grupo de drogas, segundo o relatório, “representaram 70% dos impactos negativos para a saúde associada com transtornos por consumo de drogas no mundo todo”. Em uma situação especialmente arriscada estão as 12 milhões de pessoas que se injetam opioides como a heroína. Delas, “uma de cada oito (1,6 milhões) está vivendo com HIV e mais da metade (6,1 milhões) com hepatite C, enquanto cerca de 1,3 milhão sofrem tanto com hepatite C como com HIV”. “Geralmente, morre o triplo de pessoas que consumem drogas por causa da hepatite C (222 mil) do que pelo HIV (60 mil)”, explica o repórter. Os consumidores de cocaí-

Uso de entorpecentes aumenta riscos à saúde

na chegam a cerca de 17 milhões, os de “ecstasy” são 21,6 milhões, enquanto os de anfetaminas são calculadas em 37. O relatório aponta que há indícios de um maior consumo de cocaína nos EUA e Europa, os dois maiores mercados, e que aumentaram os casos

| DIVULGAÇÃO

de tratamento por consumo desta droga. O relatório aponta que as anfetaminas, que são estimulantes sintéticos, são a segunda causa de tratamento, atrás dos opioides, por transtornos causados pelo consumo de drogas.


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DIA A DIA

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Edição: Náferson Cruz Email: diadia@emtempo.com.br Telefone: (92) 3090-1041

| INSEGURANÇA | ASSALTOS |

Medo nos coletivos

Reportagem do EM TEMPO sobre assaltos ao transporte coletivo retrata o drama diário de passageiros, cobradores e motoristas que são roubados por jovens delinquentes Emerson Quaresma Ana Sena

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estudante de serviço social Márcia da Silva, 40, e a cobradora Fátima Reis, 47, são nomes fictícios de duas manauenses que enfrentaram o medo em ocorrências de assalto a ônibus na cidade de Manaus, não apenas uma ou duas vezes. A primeira, que é passageira, foi vítima

de cinco roubos. A segunda, que trabalha no transporte público, sofreu oito ocorrências endossadas pela violência de homens, a maioria jovens envolvidos no tráfico de drogas. Ambas viram o filme das suas vidas passar pelos seus olhos, em 13 casos dos quase 4.850 assaltos registrados nas linhas das dez empresas que atuam no sistema do transporte coletivo de

Manaus, de janeiro de 2016 a maio deste ano, conforme dados do Sindicato das Empresas de Transporte de Manaus (Sinetram). Uma média diária de 9,4 assaltos, por dia, que aponta uma tendência grave de crescimento no comparativo anual. Somente em 2016, as ocorrências somaram 3.389 roubos, o equivalente a uma média de 9,2 assaltos por dia. No comparativo anual, o crescimento das investidas dos criminosos ao sistema, neste ano, em relação ao ano passado, é alarmante. Enquanto nos cinco primeiros meses de 2016 o Sinetram registrou 1.082 assaltos aos ônibus, no mesmo período deste ano o volume de casos deu um salto para 1.461. Um crescimento equivalente a 25,9%. Setembro de 2016 foi o

mês que registrou o maior volume de assaltos (442) no período estudado, uma média de 14,7 ocorrências por dia. Em 2017, o mês de maio já é o líder de registros, com 341 assaltos, e junho, apesar de os números ainda não terem sido fechados pelo Sinetram, já sinaliza a manutenção de alta nos assaltos aos coletivos. Das dez empresas do sistema, a Integração Transportes e Rondônia Transportes, pertencentes ao grupo Eucatur, que atua em bairros da Zona Norte, acumularam de janeiro de 2016 a maio de 2017 o maior volume de assaltos, com um total de 1.570, sendo 1.057 casos somente no ano passado. Uma liderança nada agradável, que gerou um prejuízo de R$ 339,1 mil ao grupo. Sem contar com a Ron-

dônia, a Integração Transportes sozinha se mantém na liderança no período estudado, com 1.017 dos casos, sendo 649 assaltos somente em 2016, com perdas de R$ 221,9 mil. De janeiro a maio de 2016, os assaltantes visitaram as linhas da Integração Transportes 220 vezes, enquanto no mesmo período deste ano esse número subiu para 368 ocorrências. Um crescimento assustador de 40,2%, que gerou R$ 119,2 mil de perdas em dinheiro. Linhas mais visitadas Diante desses números da Integração Transportes, as linhas mais visitadas pelos assaltantes neste ano são a 560 (com 77) e a 500 (com 63). Um

passageiro, que preferiu não se identificar, contou que em apenas uma semana presenciou três assaltos na linha 500. Para diminuir o medo, ele agora evita esse coletivo durante a noite, na volta do trabalho para casa. Depois da Zona Norte de Manaus, as linhas que operam na Zona Leste são as que mais sofrem com ocorrências. A Global GNZ registrou 848 assaltos de 2016 a maio de 2017, sendo 552 casos somente no ano passado. No comparativo dos cinco primeiros meses do ano, o crescimento anotado foi de 35,1%. Enquanto de janeiro a maio do ano passado a empresa conferiu 196 assaltos, no mesmo período deste ano as ocorrências registradas foram 296. | MÁRCIO MELO


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A DIA

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| DESABRIGADOS | AMAZONENSES |

Viaduto de Flores ainda abriga moradores de rua Na última sexta-feira (23), o EM TEMPO conversou com os três moradores de rua que estão no local. Um deles, que pediu para não ter o nome divulgado, afirmou que eles estão na área há ao menos quatro anos e nunca receberam ajuda de órgãos públicos Gerson Freitas

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oradores de rua que dividiam espaço com os indígenas venezuelanos no entorno da Rodoviária de Manaus recusam ajuda do governo do Amazonas e continuam abrigados no viaduto de Flores, Zona Centro-Sul da capital. Atualmente, o município não possui um abrigo para esse público, porém, oferece serviços de alimentação e higienização por meio do Centro de Referência Especializado para Pessoas em Situação de Rua (Centro POP), da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh). Na manhã da última sextafeira (23), o EM TEMPO conversou com os três moradores de rua, todos homens, que moram ao lado da rodoviária. Na oportunidade, um deles afirmou que estão no local há ao menos quatro anos, e que, desde então, nunca receberam uma ajuda da prefeitura ou do governo do Estado. Segundo eles, nem mesmo no período em que os venezuelanos invadiram os canteiros que ficam embaixo do viaduto para se abrigarem houve ajuda. Ainda segundo um morador de rua e usuário de drogas, que se identificou apenas como “Júnior”, de 30 anos, durante os meses em que vários órgãos, entidades privadas, grupos de ajuda e pastoral estiveram no viaduto cadastrando, ofertando alimentação, doando roupas, realizando consultas médicas, entre outros serviços para os venezuelanos, eles se tornaram ainda mais invisíveis aos olhos da sociedade. “Parece que não existíamos e que não estávamos dividindo o mesmo espaço com os imigrantes. As pessoas vinham visitar os venezuelanos, se solidarizando com a situação deles, mas eu e meus irmãos que, são amazonenses, não recebíamos nem uma palavra, quanto mais uma ajuda. Todos estavam preocupados com eles e não conosco. A mo-

Três homens, que não tiveram os nomes divulgados, continuam abrigados em barracas no viaduto de Flores, Zona Centro-Sul, próximo à rodoviária

vimentação no local era em prol deles. Em nenhum momento nos procuraram para perguntar se queríamos abrigo ou comida. Tanto é que eles se foram e nós continuamos aqui. Acho que vamos morrer aqui neste local”, relatou “Júnior”. No entanto, a Semmasdh, que foi procurada pelo EM TEMPO, afirmou que tem conhecimento deste caso. Segundo o órgão, por diversas vezes funcionários da prefeitura visitaram o grupo. Na época, os três negaram a ajuda e mostraram uma certa resistência ao pedido de vol-

tar ao âmbito familiar ou ser abrigados no mesmo local que os venezuelanos. A Semmasdh ressaltou ainda que segue uma política nacional de não obrigar as pessoas a saírem das ruas. O órgão destaca que a assistência prestada aos moradores é feita somente pelo Centro POP, que funciona até as 17h. Após esse horário eles voltam para os locais onde montam suas barracas. “Não temos um espaço físico para abrigar esses moradores de rua. Trabalhamos essa questão no Centro POP,

que oferece café da manhã, almoço e lanche, além de um espaço para que eles tomem banho, lavem roupas e guardem os objetos pessoais. Também realizamos o trabalho do resgate familiar, tentando localizar parentes próximos que possam acolhêlos, claro, se eles quiserem. Todas as situações e possibilidades são levantadas até serem esgotadas. Não podemos retirar das ruas quem não quer sair”, explicou um funcionário do órgão municipal, que pediu para não ter o nome divulgado.

| ARTHUR CASTRO

Imigrantes usam drogas Há menos de um mês abrigados na sede do Acolhimento de Adultos e Famílias, localizado no bairro Coroado, Zona Leste, os índios venezuelanos já criaram um sentimento de revolta nos moradores do entorno do abrigo, devido aos comportamentos inadequados e agressivos. Além disso, a falta de cuidados com as crianças indígenas e uso de drogas estão preocupando a população da região, que teme por acidentes fatais envolvendo os menores. Na última terça-feira (20), o vereador Fred Mota relatou no plenário da Câmara Municipal de Manaus (CMM) que, após receber algumas denúncias, foi até o bairro apurar os fatos. Na ocasião, os comerciantes da feira do Coroado relataram que os índios estariam consumindo drogas, bebidas alcoólicas e se prostituindo, no período da noite, em uma área que fica atrás da feira. “Segundo o que foi me passado pelos próprios feirantes, eles estariam pegando o dinheiro que as índias arrecadam durante o dia, oriundo de esmolas, para comprar drogas e bebidas. A feira está abandonada, com muitos boxes vazios e após as 19h começam os “paredões”.

Uma moradora, que preferiu não se identificar, comentou que quase todos os dias os índios se envolvem em brigas e confusões com traficantes do bairro. Segundo ela, depois da transferência deles para o abrigo, o entorno da feira virou baderna e terra sem lei. Outra moradora, que também pediu para não ter o nome divulgado, afirmou que os estrangeiros promovem uma verdadeira orgia atrás da feira. “Rola de tudo lá. Nunca pensei que essa fosse a cultura deles. Não tem um dia que eles não se envolvam em briga. No último fim de semana, um deles quase morreu durante uma confusão com um traficante. Só vejo reclamação do povo em relação aos índios. Estou até atrás de outro lugar para morar”, desabafou a moradora. A Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas) informou que está ciente da situação e que vem realizando ações de conscientização em parceria com outros órgãos estaduais, municipais e federais para amenizar o problema. Na oportunidade, a Seas destacou que não pode interferir nas escolhas e nas atitudes tomadas por eles fora do abrigo.


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| ALTERNATIVA | MOBILIDADE |

Manauenses tentam sair do engarrafamento O diretor-presidente do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM), Leonel Feitoza, afirmou que, aproximadamente, 700 mil veículos circulam todos os dias na capital, ou seja, uma média de três pessoas para cada veículo emplacado nas ruas da cidade Bárbara Costa

O

trânsito de Manaus tem vários problemas diariamente. Um deles são os constantes engarrafamentos nas principais avenidas e ruas da cidade. De acordo com o diretor-presidente do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran–AM), Leonel Feitoza, aproximadamente 700 mil veículos circulam todos os dias na capital, o equivalente a três manauenses para cada veículo emplacado. Para fugir das retenções, alguns amazonenses buscam novas alternativas para não ficarem presos dentro de automóveis ou no transporte coletivo. Para a advogada Kenny do Val Mota, 28, os engarrafamentos já são frequentes mesmo fora de horários de pico. “Estudo para concursos em uma unidade de ensino na avenida Djalma Batista. É comum haver congestionamento em horários atípicos e sempre costumo dar carona aos colegas que precisam ou. então, deixo o carro em casa e pego carona com alguém”, disse a advogada.

Engarrafamentos em diversas vias de Manaus são constantes. Manauenses buscam novas alternativas na capital para sair do trânsito caótico da capital

Motocicleta A técnica em mecânica Keytyanne Luise Coimbra, 26, deixa o carro em casa e vai trabalhar com o namorado de motocicleta. “Nós dois trabalhamos no Distrito Industrial. Parte do nosso trajeto é a rotatória do bairro Armando Mendes, Zona Leste. ali, de manhã cedo, é o caos. Costumamos ir de

moto, pela praticidade e por entender que é um carro a menos circulando e provocando congestionamento. No nosso caso, é difícil ir de transporte público, por isso optamos pela motocicleta”, comentou Keytyanne. O cirurgião dentista Petrarca Caldas escolhe alguns dias da semana para ir até

o trabalho de bicicleta, mas confessa ter medo do trânsito de Manaus. “Venho de casa até o consultório por não ser tão longe de casa e por uma questão de saúde”, afirmou Caldas. Explicação O engenheiro civil e especialista em transporte públi-

co e trânsito Pedro da Costa Carvalho explica que o congestionamento acontece por conta da compra de veículos. “Mesmo diante da crise, temos a cultura de ter um carro para cada membro da família em casa. Mas acredito que uma boa medida inicial seria a informatização da rede de semáforos com sen-

sores, porém, isso gera muitos custos. A bicicleta é um meio viável, mas para quem mora próximo ao seu local de trabalho, fora o nosso clima, que é bem complicado para fazer deslocamentos de bicicleta. Outra alternativa é o que a Prefeitura de Manaus já está fazendo, que é a melhoria no transporte público”,

| DIVULGAÇÃO

disse Carvalho Segundo Leonel Feitoza, o número de emplacamento caiu devido à crise econômica do país. Mesmo com a queda no emplacamento de carros e motocicletas, os manauenses sentem que os congestionamentos na capital vem crescendo muito nos últimos anos.


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| TRAUMA | Emerson Quaresma Ana Sena

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insegurança e o sentimento de incapacidade são reais nos passageiros, motoristas e cobradores das linhas de ônibus de Manaus, que hoje são distribuídas em uma frota de mais de 1,4 mil coletivos, que se dividem em 18 horas de atuação diária. Como dito na página C1, a estudante de serviço social Márcia da Silva até preferiu manter o nome sob sigilo, uma vez que, do ano passado para cá, ela foi assaltada três vezes na linha 320 (União da Vitória - Centro) pelo mesmo grupo. As outras duas vezes em que viveu o terror de perder a bolsa com dinheiro e celular ocorreram na linha 652 (Jorge Teixeira - Centro). A passageira diz que, na linha 320, os assaltos acontecem quase todos os dias pela madrugada, por volta das 5h, e pela noite, entre as 21h e 23h. Márcia conta que certo dia, voltava da faculdade quando três rapazes entraram no ônibus com facas nas mãos rendendo todos os passageiros. “São sempre as mesmas pessoas que assaltam. Quando vejo um deles entrando no ônibus, eu desço, temendo ser assaltada novamente”, relata. Em outra ocasião, Márcia conta que foi seguida por

um assaltante que desceu do ônibus junto com ela. O rapaz a rendeu e a obrigou a entrar no estacionamento de uma maternidade, antes de fugir levando os seus pertences. A estudante lembra que, pela imprensa, viu que um dos assaltantes foi preso, mas, uma semana depois ele já estava de volta à prática. A cobradora de ônibus Fátima Reis, que atua na linha 600 (Jorge Teixeira Centro), já foi vítima de assaltantes oito vezes enquanto estava trabalhando. O último aconteceu no domingo passado, por volta das 21h. “Eram dois meninos novos. Um pagou passagem e o outro, não. Minutos depois, eles disseram que era um roubo e levaram todo o dinheiro da renda”, disse a cobradora. Fátima conta ainda que eles ameaçaram o colega motorista, que, muito ner-

1,4

MILHÃO

de reais é o valor do prejuízo gerado pelos assaltos às empresas de transporte coletivo de Manaus, pelas ocorrências de 17 meses

voso, passou mal. “Ultimamente, têm se tornado frequente esses assaltos na minha linha. Quando trabalhei na 619, eu até fui agredida. Um assaltante chegou a puxar o meu cabelo, a minha farda, e levou o meu celular e dinheiro”, conta. Dignidade “É um pânico geral. No último assalto, eles levaram a minha dignidade, pois, como homem, me sinto inútil por não ter mais condições de trabalhar, porque fui assaltado tantas e tantas vezes que já perdi as contas. Eram duas ou três vezes na semana que eu era assaltado e já presenciei muitos assaltos como passageiro também”, relatou o motorista de ônibus Manuel da Silva, 61. Ele, que há 13 anos trabalha do sistema do transporte coletivo de Manaus, atualmente está afastado do serviço há três meses, por conta do pânico. Manuel, que trabalhava na linha 306 (Tarumã- Centro), relata que na maioria das vezes os assaltantes chegavam com facas na mão, anunciavam o roubo e levavam a renda do coletivo, além de ameaçar o motorista. “De todos os assaltos que eu sofri trabalhando, dois deles foram muito violentos. Em um deles, vários homens entraram no ônibus, colocaram uma arma na minha cabeça, na minha orelha, e

PERI

Risco de


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| ROUBOS |

IGO!

davam até gravata (golpe de arte marcial) no pescoço da gente. É muito complicado”, lamenta o motorista. O militar do Exército Marcos da Silva Alves, 35, que trabalhou como motorista de ônibus durante quatro anos, contou que, durante o tempo em que passou no coletivo da linha 119 (Compensa - Centro), sofreu com ao menos quatro assaltos. Em uma das investidas dos criminosos, o ex-motorista conta que temeu ser baleado pelo assaltante, quando o homem desceu do ônibus, após roubar a renda do coletivo e os pertences dos passageiros. “Nesse assalto, eu fui parar em um ponto para deixar uma idosa e uma criança, quando os dois criminosos correram e conseguiram entrar no ônibus. Um deles colocou a arma na minha cabeça, me xingava, enquanto o outro rendia os passageiros e xingava gritando”, relata Marcos. “Todos ficaram em pânico, e quando o comparsa desceu, ele tentou atirar em mim, mas a arma não funcionou”, conta o ex-motorista, que sobreviveu ao ataque. Crise e as drogas Para especialistas em segurança pública, dois são os motivos do crescimento do volume de crimes em transportes coletivos, não somente nas linhas do sis-

13 Foi o número de assaltos sofridos pelas personagens Márcia da Silva e Fátima Reis. As duas têm traumas de roubos a ônibus

tema, mas também nos ônibus especiais que levam os trabalhadores do Distrito Industrial. Segundo o secretário-executivo adjunto de Gestão e Planejamento Integrado (Seagi), coronel Dan Câmara, um deles é social, agravado pela crise econômica que vive o Estado brasileiro. O outro é o tráfico de drogas. “Não há como ignorar a crise econômica que está aí. Existe um aumento da criminalidade resultado dela. É claro que existem pessoas que não escolhem esses caminhos, mas, infelizmente, há os que vão por ele”, diz o coronel. Ele observa que claramente é em sua maior parte uma ação do tráfico. “A maioria são jovens que, para pagar dívidas com o tráfico ou para consumir apenas, resolvem praticar esses crimes, tendo em vista o dinheiro fácil”, diz.

e assalto

A DIA

Apesar de reconhecer que a situação foge do controle dos órgãos de segurança do Estado, uma vez que “não tem como colocar um policial em cada ônibus”, Dan Câmara afirma que nunca se prendeu nos últimos anos tantos infratores que praticam crimes em transportes coletivos em geral. “Normalmente, está se prendendo quando o crime está em curso ou imediatamente após o assalto”, assegura. Solução O secretário-executivo da Seagi é hoje o coordenador da construção de um projeto estratégico que visa a zerar as práticas delituosas nos transportes coletivos de passageiros em geral. A discussão da proposta está em andamento nos ônibus que prestam serviço para as empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) e os alternativos. “É uma agenda diferenciada de proximidade com os sindicatos e com todos os clientes do sistema de segurança em busca de desenvolver uma atividade a partir dos transportes. Essa estratégia compreender ouvir o que esses atores têm a dizer com relação à questão, entender e mapear o problema”, explica o coronel da Polícia Militar (PM).

Sistema Passa Fácil Enquanto a quantidade de assalto cresce diariamente como mostram os números, os empresários do setor enxergam uma única solução para o problema: zerar o uso de dinheiro no pagamento da tarifa dentro dos coletivos e adotar 100% do sistema Passa Fácil, a exemplo do que já acontece nas cidades de Goiânia (GO), Campo Grande (MS) e parcialmente em Curitiba (PR), São Paulo e Rio de Janeiro (RJ). Segundo o assessor jurídico do Sinetram, Fernando Borges, os estudos da entidade apontam que o que atrai o criminoso para os ônibus do sistema é o dinheiro. “Os pertences dos passageiros é mais coisa de rua. O dinheiro do caixa é o dinheiro fácil. Assaltar somente os passageiros é mais difícil. Um celular no mercado negro não vale muita coisa. Fizemos um teste em Manaus, nos dias de eleição, e vimos que não houve nenhuma ocorrência”, diz.

SMTU à disposição A Superintendência Municipal de Transporte Urbano (SMTU) informa, por meio da sua assessoria de imprensa, que tem se colocado à disposição dos órgãos responsáveis pela segurança pública do governo do Estado. “Inclusive participando de operações conjuntas junto à Secretaria de Segurança Pública (SSP). A ideia é firmar parceria para ações com foco na segurança do transporte”, afirma a assessoria. Segundo o coronel da PM Dan Câmara, hoje a Seagi já possui informações mapeadas em relação à incidência de crimes que ocorrem em transportes como um todo. “No entanto, os sindicatos dispõem de outras informações que o sistema ainda não dispõe, ou porque não fizeram a ocorrência ou porque não há a integração de todos os sistemas”, comenta. De acordo com o coronel, as conversas em busca de uma solução em conjunto estão mais afinadas com as empresas do transporte do Distrito Industrial, zonas Leste e Sul. | MICHAEL DANTAS

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| MEIO AMBIENTE | NATUREZA |

Projeto plantou mais de 650 árvores na capital “Sementes da Vida” é um programa desenvolvido pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam), em parceria com as maternidades do município, Estado e o instituto Soka, que trabalha com a missão de contribuir para a preservação da fauna e flora amazonense Bárbara Costa

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screver um livro, ter um filho e plantar uma árvore são expressões muito usadas no cotidiano quando se fala de missões de vida e legados a se deixar no mundo. Tratando especificamente da meta de plantar novas árvores, mais de 650 delas já foram plantadas em toda a capital por meio do projeto “Sementes da Vida”, desenvolvido pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam), em parceira com as maternidades do Estado e instituto Soka, que tem o objetivo de plantar uma arvore a cada bebê que nasce. A ideia partiu do juiz auxiliar da corregedoria geral de Justiça do Amazonas e titular da Vara Especializada em Meio Ambiente e Questões Agrárias (Vemaqa), Adalberto Carim. Ele explica que junto com a certidão de nascimento, os pais também recebem uma certidão de plantio identificando a espécie e a geolocalização da planta.

“Para cada criança que nascer, será expedida uma certidão de uma árvore. O projeto vai começar primeiro na maternidade Moura Tapajós e depois será estendido para outras

EDUCAÇÃO

Na semana do meio ambiente, o juiz Alberto Carim defendeu a educação ambiental por meio do exemplo. “Nós só vamos garantir nossa permanência na terra se tivermos respeito pelo próximo e, principalmente, pela natureza”, afirmou Carim.

unidades. Cada criança que nasce, recebe uma árvore e um certificado, nesse certificado está o georreferenciamento da árvore, com a espécie da mesma e um termo de compromisso com os pais em edu-

car seu filho com a consciência e responsabilidade ambiental”, disse o magistrado. A pesquisadora e representante do instituto Soka, Tais Tokusato, conta que o projeto funciona em três pilares. “O ‘Sementes da Vida’ trabalha a inclusão da educação ambiental na vida das crianças, para que elas possam crescer e se tornar adultos sensíveis aos cuidados com o meio ambiente. O projeto beneficia o instituto porque realizamos pesquisas e estudos monitorando o crescimento e desenvolvimento das árvores plantadas e o bem-estar que esses novos vegetais trarão a todos nós”, informou Tais. Primeiro no Brasil O Tribunal de Justiça do Amazonas é o primeiro órgão a desenvolver um projeto envolvendo a taxa de natalidade de habitantes com o plantio de novas mudas. Só no estacionamento da instituição do poder judiciário, foram plantadas cem árvores. Outros lugares da cidade também já receberam o programa.

No Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam), foram plantadas cem árvores por crianças

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| REFÚGIO | PROTEÇÃO |

Resgate de animais silvestres caiu em 2017 Responsável por salvar a vida de animais silvestres, Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) emitiu relatório apontando que índice de recolhimento diminuiu, comparado aos últimos dois anos. De janeiro a junho de 2015, 602 animais foram salvos Gerson Freitas

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uzentos e trinta e três animais silvestres foram resgatados em Manaus, somente nos cinco primeiros meses de 2017, pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). Número esse menor que nos anos anteriores. Em 2016, a gerência de fauna da pasta, setor responsável por salvar os animais, resgatou 510 animais silvestres. Em 2015, esse índice foi maior, alcançando a marca de 602 resgatados. Já em 2014, o instituto capturou 517 bichos. Segundo o Ipaam, entre as espécies mais resgatadas em 2016, estão jiboias, jacarés, gaviões-carijó, preguiçasbentinho, frangos d’água, camaleões, murucututus (corujas) e macacos. “Cada animal é analisado individualmente. Contudo, se o animal resgatado apresentar ferimentos ou risco de vida, é encaminhado para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), onde recebe os cuidados necessários. O animal também pode ser enviado a mantenedores e criadouros”, explica Marcelo Garcia. O instituto destaca também que o serviço de resgate realizado pela gerência de fauna é focado em animais silvestres que estão fora de seu ambiente natural. “Nós não tiramos o jacaré do igarapé, que é o local em que ele vive, nem uma preguiça da mata, porque é o habitat dela. Retiramos o animal que está em risco e fora de sua área natural, ou que invadem residências e ruas”, explica.

Entre as espécies que mais foram salvas por agentes do órgão, estão a coruja, conhecida também como murucututu, além de jacarés, gaviões e jiboias

Ainda de acordo com o Ipaam, os animais silvestres que são recapturados, buscam refúgio devido o desmatamento, ou, até mesmo, pelo contato que Manaus tem com imensos fragmentos florestais dentro da área urbana, cercada de floresta primária. Denúncias Marcelo Garcia esclarece que nem todas as denuncias feitas por moradores ao órgão são atendidas, pois, muitas vezes, o próprio denunciante tem sua moradia na área habitada por animais silvestres.

“Existe ainda muita imprudência nas denúncias que recebemos. E às vezes, a gente chega no local, mas o animal não está mais lá. Muita gente liga para cá para dizer que tem jacaré no igarapé perto de casa. Neste caso, não podemos fazer nada porque o animal está no seu habitat natural”, esclarece. Orientações Em relação a pedido de salvamento, o Ipaam informou que a população pode solicitar o resgate por meio dos números 2123-6774 e 2123-6729.

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Bombeiros fizeram resgates Muitas vezes acionados por moradores, o Corpo de Bombeiros do Amazonas também realiza o resgate de animais silvestres. Em 2017, foram 124 salvamentos, principalmente no período chuvoso, em que é bastante comum registrar a aparição de animais domésticos e silvestres no meio das avenidas, vindos

de igarapés e das matas. O relatório da corporação aponta que, de janeiro a maio deste ano, a equipe de resgate realizou 42 salvamentos ou capturas de animais domésticos. No mesmo período, os bombeiros efetuaram o resgate de 82 animais silvestres. No ano passado, a entidade registrou o salvamento de 141 animais, sendo 69

domésticos e 72 silvestres. O último resgate aconteceu no mês de maio, no entorno de um condomínio, localizado na Zona Centro-Sul. O Corpo de Bombeiros capturou um jacaretinga de aproximadamente 1,5 metro de comprimento e que pesava 30 quilos. Após o resgate, o animal foi solto no parque Sumaúma, Zona Norte da capital.


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| BOMBEIROS | AGONIA |

Ocorrências de retirada de anéis são registradas Nas ocorrências de anéis presos nos dedos de crianças e adolescentes, é comum os pais ligarem para uma ambulância do Serviço Móvel de Urgência (Samu) para pedir ajuda, mas, normalmente, quem retira o objeto são agentes do Corpo de Bombeiros Militar Bárbara Costa

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nze ocorrências envolvendo anéis presos em dedos de crianças e adolescentes já foram registradas pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, entre os meses de janeiro e maio deste ano. Segundo o órgão, no ano passado, os agentes registraram 23 casos da mesma natureza. O bombeiro militar Denis Wilson explica que, muitas vezes, nas ocorrências de anéis presos nos dedos, os pais ligam para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para pedir socorro. “Os médicos podem atender, mas para fazer a remoção de anéis e outros objetos, somos nós os encarregados. Existem três maneiras de remover o anel, a primeira, com auxílio de sabão. A segunda, com fio dental ou até mesmo barbante, criando um movimento de ‘desenroscar’ dos dedos. Se essas tentativas falharem, recorremos ao

manuseio da máquina de corte de baixa rotação, é um processo demorado, que corta o anel ou objeto preso à pessoa”, informou Denis Wilson. Wilson conta que já houve casos inusitados com filhos de

Naquele famoso ‘um minutinho’, pode acontecer um grave acidente. Jamais se deve deixar uma criança sozinha, em hipótese alguma. A criança tem pouco discernimento do certo e errado”, disse Denis Wilson, Bombeiro Militar do Amazonas

policiais. “Às vezes, por um segundo de desatenção, a criança pega a algema do pai, se prende e acontece de a chave não funcionar. Nesses casos, o pai acaba ligando para o Corpo de

Bombeiros”, disse o bombeiro. Apesar de serem ocorrências que assustam as pessoas, os cuidados com crianças devem ser redobrados sempre. “Jamais se deve deixar uma criança sozinha, em hipótese alguma. A criança tem pouco discernimento do certo e errado, fora que, pela inocência dela, tem pouca noção do perigo e ainda, se acontecer alguma coisa, os pais ou responsáveis não estarão por perto para socorrê-las”, contou Denis Wilson. Outro fato importante para o qual o bombeiro alerta, é a atenção com as crianças em balneários, praias e eventos de grande aglomeração de pessoas. “Ensinar para as crianças mais entendidas, o nome completo delas, dos pais, o endereço e o telefone. Uma dica é fazer uma pulseirinha de emborrachado com o nome dos pais e telefones de contato. Outra coisa importante é evitar ingerir bebida alcoólica quando estiver responsável por crianças, pois desprende a atenção delas e aí está o perigo”, frisou.

Agente do Corpo de Bombeiros do Amazonas realiza a retirada de anel de adolescente

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| ESTUDOS | INFORMAÇÕES |

Grampos irão ajudar nas pesquisas sobre os botos Pesquisadores e cientistas do Brasil, Peru, Colômbia, Bolívia e Equador darão início a um inédito e ambicioso trabalho com o objetivo de obter informações sobre os “golfinhos de água doce” na Bacia Amazônica. Eles irão instalar aparelhos para monitorar os animais

U

m grupo de pesquisadores e cientistas de cinco países (Brasil, Peru, Colômbia, Bolívia e Equador) darão início, nos próximos meses, a um inédito e ambicioso trabalho com o objetivo de obter informações sobre os botos na Bacia Amazônica. Eles vão instalar nos animais pequenos aparelhos, chamados tags satelitais (grampos), que vão gerar dados e informações sobre o comportamento dos “golfinhos de água doce”. Esses tags, instalados na nadadeira dorsal dos botos, são capazes de enviar informações em tempo real sobre a localização do animal via satélite. Eles são um meio mais prático, rápido e barato de gerar informações sobre os bichos e têm potencial para aperfeiçoar os trabalhos, feitos hoje na América do Sul, de conservação dos botos. A líder do grupo de pesquisa em mamíferos aquáticos amazônicos do instituto Mamirauá, Miriam Marmontel, afirmou que a questão das

tecnologias é um dos aspectos mais promissores deste trabalho. “O uso de tags pode trazer um mundo de informações sobre os animais de forma muito rápida. Informações como dinâmicas populacionais, mortalidade e parâmetros reprodutivos são necessárias para ter uma ideia mais clara do status da espécie”, contou a pesquisadora. Regiões prioritárias A ideia é obter informações sobre o comportamento dos botos por toda a Bacia Amazônica, como habitats preferidos, fluxos migratórios, diferenças de hábitos entre machos e fêmeas; e gerar informações científicas confiáveis e consistentes sobre as espécies existentes na América do Sul. No primeiro momento, serão instalados tags em 15 animais, em três pontos diferentes: a região do Alto Tapajós, no Brasil; a região de Putumayo, na fronteira entre Equador, Peru, Colômbia e Brasil; e no rio Ma-

deira, no trecho fronteiriço entre Bolívia e Brasil. As primeiras incursões a campo e as instalações dos primeiros tags já estão agendados para a primeira quinzena de outubro de 2017. Ações urgentes Com essa iniciativa, além de monitorar a localização dos animais, será possível, entre outras coisas, coletar material genético dos botos durante as capturas; fazer análises de contaminação desses animais por mercúrio, visto que o garimpo é um problema existente por toda a Bacia Amazônica; e coletar “DNA ambiental”, ou seja, coletar amostras das águas em que os botos nadam, permitindo conhecer detalhes dos ambientes frequentados pelos bichos – como possíveis contaminações, ausência de nutrientes, nível de acidez e populações de outras espécies. Por meio desse trabalho, será possível posicionar o boto globalmente como uma espécie em situação crítica na Amazônia.

Aplicações de tags estão agendadas para a primeira quinzena de outubro de 2017

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| FAUNA |

Trabalhos ajudarão nas políticas públicas do Brasil Para o especialista de conservação do World Wide Found for Nature (WWF, Fundo Mundial para a Natureza), Marcelo Oliveira, as informações geradas por esses estudos vão ajudar a melhorar as políticas públicas brasileiras e transfronteiriças. “Com os dados que vamos obter, será possível argumentar de forma mais eficiente quando falarmos, por exemplo, dos impactos das grandes obras de infraestrutura na Amazônia, como as hidrelétricas. Além disso, vamos começar a estudar os botos por bacias, e não por país.

Grampos permitirão conhecer respostas dos botos

Os animais, afinal, não reconhecem fronteiras e transitam por toda a Bacia Amazônica”, disse Marcelo Oliveira. Para o pesquisador da

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Fundación Omacha, Fernando Trujillo, o uso de tags vai permitir “conhecer as respostas para várias perguntas”. “No caso dos rios Tapajós e Madeira, queremos saber quais são os impactos nas populações de botos, decorrentes da instalação das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau. No rio Putumayo, por sua vez, queremos estudar os deslocamentos do animal num ambiente que ainda não teve esse tipo de impacto”, explicou. A Fundación Omacha é uma organização não governamental que trabalha com a conservação de botos há 30 anos na Colômbia - uma referência nesse tipo de trabalho na América do Sul. Participam da iniciativa pesquisadores do instituto Mamirauá (BR), da Fundación Omacha (COL), da FaunAgua (BOL), da Pro Delphinus (PER) e do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Amazônica do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (CEPAM/ICMBio).


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| INFRAÇÃO | TRÂNSITO |

Caminhões e carretas quebram regras em vias Nos últimos 12 meses, o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) registrou mais de 234 autuações a esses tipos de veículos por circularem em horário proibido. O valor da multa é de R$ 130,16, com 4 pontos na carteira de habilitação Gerson Freitas

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pesar das restrições impostas por órgãos de trânsito, em algumas vias, é possível ver com frequência e diariamente que caminhões e carretas circulam normalmente em horários proibidos nas áreas delimitadas. Dados do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) mostram que, somente nos últimos 12 meses, foram registradas mais de 234 autuações em relação a esse problema na capital. Na avenida Mário Ypiranga, (antiga Recife), Zona Centro-Sul, é possível flagrar, a qualquer momento do dia, uma quantidade significativa de irregularidades. Na manhã de quinta-feira (22), o EM TEMPO, em pouco mais de cinco minutos, registrou a circulação de ao menos dez carretas no horário de pico, ou seja, no período em que fica proibida a permanência de veículos pesados no local. De acordo com o Manaus-

trans, o objetivo das restrições de circulações de carretas e caminhões é de proporcionar a melhoria na qualidade de vida da população, do meio ambiente e proporcionar mais fluidez e segurança no trânsito. “O Manaustrans fiscaliza diariamente vias com restrição de circulação de carretas com a presença de agentes de trânsito em motos e/ou viaturas. Circular com veículo de carga em local/horário não permitido pela regulamentação em vias com restrição é infração média, com multa no valor de R$ 130,16, com 4 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ”, explicou o órgão. Além da avenida Mário Ypiranga, as vias Djalma Batista, Umberto Calderaro Filho, Maceió, Constantino Nery e 11 ruas do centro da cidade também possuem restrições de circulação de veículos pesados em determinados horários, conforme determina Portaria 14.064/20, publicada no Diário Oficial do Município pela Prefeitura de Manaus.

Placas foram instaladas As regras de circulação na avenida Djalma Batista compreendem o trecho entre a avenida Álvaro Botelho Maia e o viaduto Airton Senna. Foram instaladas 41 placas ao longo da avenida Constantino Nery com informações sobre os horários de restrição e as dimensões do veículo. Em relação ao Centro, o decreto determina que caminhões acima de 8 toneladas não podem circular de segunda à sexta-feira, no horário das 6h às 20h, e nos sábados, de 6h às 17h, nas áreas delimitadas. Na avenida Mário Ypiranga (Recife), é comum o tráfego de carretas em horários proibidos

| JKANAILTON FALCÃO


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PÓDIO

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Edição: Thiago Botelho Email: esportes@emtempo.com.br Telefone: (92) 3090-1013

| ZÉ RICARDO |

‘Não imaginava chegar ao profissional como aconteceu’ Contestado por boa parte da torcida, mas com a confiança da diretoria, José Ricardo Mannarino, mais conhecido como Zé Ricardo, é treinador do Flamengo e faz parte da nova safra de “professores” do futebol brasileiro. Atualmente, é o profissional há mais tempo à frente de um clube da Série A. Mesmo após a eliminação precoce na fase de grupos da Libertadores, ele resistiu ao troca-troca de técnicos do país. Em conversa com o PÓDIO, o carioca de 46 anos fala de seu início no futebol, do ambiente no Flamengo e das expectativas para o futuro. Paulo Rogério

PÓDIO - Como jogador você se aposentou ainda nas categorias de base. Qual foi o motivo de acabar prematuramente sua carreira de jogador de futebol? Zé Ricardo - Tentei o quanto pude, mas percebi que não poderia evoluir mais do que apresentava naquele momento. Apesar de amar jogar futebol, não tinha os necessários requisitos técnicos para evoluir na carreira. Daí, fui buscar realizar meu sonho de outra forma. PÓDIO - Do futebol de campo você migrou para o futsal, onde treinou a tradicional equipe de futsal da Vila Isabel. Seu trabalho como treinador no futsal foi fundamental em sua carreira? ZR - Certamente que sim, já que o futsal é ainda hoje no meu modo de entender, um grande celeiro de atletas e profissionais para o futebol de campo. Além disso, como havia praticado e amava jogar, tinha verdadeira adoração em desenvolver meus atletas com essa modalidade. Tudo que se faz com amor tende a sair bem feito, e acredito que cumpri bem essa fase da minha trajetória.

PÓDIO - Você chegou ao Flamengo em 2005 e conquistou Copa São Paulo ano passado. Como foi esse trabalho na base do clube? ZR - Muito bom e prazeroso. Confesso, não imaginava chegar ao profissional do clube como aconteceu, até porque não são frequentes em grandes clubes trajetórias como essa. Mas me preparei para esse momento, vivendo intensamente cada etapa e pensando dia a dia no melhor para o clube e para os meus atletas. Me sinto muito feliz em fazer o que faço e no clube que faço. PÓDIO - Como foi assumir no lugar do consagrado Muricy Ramalho? Como foi a emoção na primeira partida à frente do Fla? ZR - Inesquecível, mas muito difícil também. O Muricy, além de super vitorioso e competente, é uma grande referência no futebol. Substituí-lo por motivo de saúde num momento que a equipe e o Flamengo estavam em transformação (e ele era parte fundamental desse processo), demandou muito esforço de todos os setores do clube. E fui um felizardo nesse aspecto, pois tive o auxílio de muita gente boa para ultrapas-

sar aquele momento e conseguir colocar o Flamengo novamente brigando pelas principais colocações no Campeonato Brasileiro. PÓDIO - Ao assumir o Flamengo, você estava preparado para ser treinador da equipe mais popular do Brasil e toda uma pressão por resultados da torcida e diretoria? ZR - Tecnicamente sim, mas lógico não serei hipócrita em dizer que a experiência era a ideal. Novamente com o apoio do muitas pessoas, inclusive profissionais da base, fomos evoluindo nesse aspecto. E continuaremos assim, pois a vida é e sempre será um eterno aprendizado. Sempre em busca do conhecimento. PÓDIO - Como você define a emoção de conquistar o Campeonato Carioca de forma invicta em cima do Fluminense? ZR - Maravilhoso! Foi um dos dias mais felizes da minha vida profissional. Sou nascido e criado no Bairro do Maracanã e ainda hoje vivo muito perto do estádio. Cresci vendo jogos inesquecíveis, emblemáticos e poder estar ali, disputando um Fla x Flu, com o estádio lotado parecia um sonho. E foi. Um sonho de criança, realizado não como jogador, mas como treinador de um clube fantástico, com a maior torcida do Brasil. Ficará pra sempre na minha memória. PÓDIO - O Flamengo tem chances de lutar pelo título Brasileiro ou ainda é muito cedo para afirmar isso? ZR - Não começamos bem a competição e agora buscamos uma recuperação. Ainda é cedo pra qualquer prognóstico, mas lógico que, com as condições que temos, queremos e iremos trabalhar para buscar essa conquista.

Zé Ricardo em atuação quando ainda treinava a base, na Gávea

PÓDIO - A eliminação na Libertadores foi algo que não se esperava. Como superar isso? ZR - Muito difícil e ainda dói em todos nós, principalmente do jeito que foi. Mas

Zé Ricardo à beira do campo pelo Flamengo

precisamos pensar para frente e tirar as lições que tivemos dessa eliminação para nos fortalecer para o futuro. PÓDIO - Você citou em uma entrevista que o esquema 4-1-4-1 pode variar taticamente para o 4-4-2 ou para o 4-2-3-1 com facilidade. Pode explicar porque admira tanto esse esquema tático e desde quando adota? ZR - Acredito ser de fácil fixação para os atletas e a variações também são simples e, principalmente, eficazes no desenvolvimento das partidas. Como plataforma “raiz”, podemos organizar a equipe com situações de saída de quatro ou de três jogadores. PÓDIO - Você foi convidado para treinar a seleção brasileira Sub-15 em 2015. Depois de 48 horas, recusou o convite e afirmou numa entrevista que foram as horas mais difíceis de sua vida. Por quê? ZR - Tinha acabado de assumir o sub-20 do clube e estava muito animado com os primeiros resultados da categoria e as projeções futuras. Ao mesmo tempo, represen-

| FOTOS: DIVULGAÇÃO

tar o meu país era e ainda é um sonho, que veio naquela ocasião na forma de treinador da sub-15. Durante dois dias pairou uma série de questionamentos na minha cabeça e, em conversas com amigos e familiares mais dúvidas. No final, respondi com o meu coração e fiquei no Flamengo. Acabamos campeões estaduais naquele ano vencendo os dois turnos e, com aquela base, conquistando de forma invicta a Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2016. PÓDIO - O que você pensa e espera do seu futuro no futebol como um todo? ZR - Penso que o esporte continuará se desenvolvendo nos aspectos físicos e táticos, mas que o grande diferencial continuará sendo a técnica. Cada vez mais, em jogos de muita intensidade e equilibrados na sua organização, o jogador inteligente, saudável e técnico irá fazer a diferença. Hoje, como todos nós já vimos e constatamos, não existe mais bobo no futebol. E a tendência é essa máxima cada vez mais se fazer valer.


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Manaus, Ma an naau uss, d do domingo, om omi miin nggo, 25 de junho de 2017

WILLIAN D’ÂNGELO podio@emtempo.com.br|

| TÚNEL DO TEMPO |

A moda das ditaduras na Copa de 1978

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medo da ditadura pode não ter afastado os concorrentes ao título, mas só seria totalmente eliminado em abril de 1978, quando o Movimento Peronista, um grupo guerrilheiro em atividade na Argentina, propôs uma trégua durante a Copa do Mundo. Até então, a soma dos ataques e contra-ataques na “guerra suja” contabilizava 20 mil mortos e 15 mil desaparecidos. Todos os líderes do movimento ordenaram ao restante do “exército” a não se embrenhar em nenhuma operação que viesse a pôr em risco a integridade física de jogadores, dirigentes e torcedores. A Argentina vivia duas situações muito distintas em 1978: o medo e a repressão de uma cruel ditadura militar e o êxtase por sediar uma Copa do Mundo, a qual venceria de maneira polêmica. Os olhos do mundo estavam voltados para o país e os militares viam o Mundial de 78 como uma oportunidade de recrear a população, fazendoa se esquecer, nem que por alguns dias, das atrocidades que vinham sendo realizadas

Seleção brasileira que disputou a Copa do Mundo de 1978 contava com jogadores como Leão, Zico e Roberto Dinamite

pela junta composta por Emilio Eduardo Massera, Orlando Ramón Agosti e Jorge Rafael Videla, considerado o presidente de facto. Para a Copa de 1978, foi decidido a construção de três novos estádios e a restauração de outros três. As sedes do evento eram Buenos Aires (com dois estádios, o Monu-

mental de Nuñez, do Clube Atlético River Plate, e o José Amalfitani, do Clube Atlético Vélez Sarsfield, ambos restaurados com financiamento governamental); Córdoba (o Estádio Olímpico de Córdoba foi construído para o evento); Mar del Plata (o Estádio Mundialista foi construído para a ocasião); Rosário (o Gigante de

Arroyito, estádio do Rosário Central); e Mendoza (onde foi construído o Estádio Ciudad de Mendoza). De acordo com o calendário, a seleção local viajaria apenas entre as províncias de Buenos Aires e Santa Fé (onde fica a cidade de Rosário), o que foi considerado por alguns competidores um favorecimento, já que outras

| REPRODUÇÃO

seleções faziam longas viagens entre as distintas sedes. O Brasil viajou para a Argentina com uma equipe cheia de craques – do goleiro Leão – um dos melhores do mundo – ao craque Zico e ao artilheiro Roberto Dinamite. No entanto, a seleção estava prejudicada por diversas contusões e pela falta de conjunto.

Na primeira fase, estreou com um 1 a 1 diante da Suécia (gol de Reinaldo), ficou no 0 a 0 com a Espanha e, precisando derrotar a Áustria para se classificar, venceu apenas por 1 a 0. Na fase semifinal, o desempenho brasileiro melhorou sensivelmente. Já era outro time contra o Peru, jogo que venceu por 3 a 0, com gols de Zico e Dirceu (dois). O confronto seguinte foi o mais difícil do Brasil na Copa, contra a arquirrival Argentina. Disputada e violenta, a partida ficou no 0 a 0. Na última rodada da semifinal, contra a Polônia, o time fez mais uma boa apresentação. Nelinho abriu o placar para os brasileiros, mas Lato, artilheiro da Copa anterior, empatou. Na etapa final, Roberto Dinamite marcou duas vezes e garantiu a vitória por 3 a 1. Apesar dos bons resultados, o Brasil não se classificou para a decisão. A Argentina fez 6 a 0 no Peru (em jogo que ficou sob a suspeita de ter sido “arranjado”) e ficou com a vaga graças ao saldo de gols. O time do técnico Cláudio Coutinho venceu a Itália por 2 a 1, sendo o “Campeão Moral”, conquistando o terceiro lugar do certame.


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| SÉRIE D | BRASILEIRÃO |

Em RO, Princesa encara Real pela classificação Equipe amazonense precisa somente de uma vitória simples, fora de casa, para garantir classificação para fase de mata-mata da Série D do Campeonato Brasileiro. Resultado positivo, pode, inclusive, levar o Tubarão ao primeiro lugar da chave em caso de tropeço do Atlético-AC

Meia-atacante Weverton durante treinamento de finalização do Princesa do Solimões, no gramado do estádio Gilberto Mestrinho, o Gilbertão. Ele é o principal jogador da equipe nessa Série D

João Paulo Oliveira

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hegou o momento mais esperado para o Princesa do Solimões na primeira fase da Série D do Campeonato Brasileiro 2017. Na tarde deste domingo (25), o Tubarão do Norte visita o Real Desportivo-RO, às 17h (de Manaus), no estádio Valerião, em Ariquemes (RO). O jogo é válido pela sexta e decisiva rodada do Grupo A2 da última divisão nacional. Para garantir seu lugar na fase de mata-mata da competição, o time da terra da ciranda necessita somente de uma vitória simples sobre o lanterna da chave. No entanto, o Alvirrubro ainda não conseguiu vencer fora de casa no campeonato. Vice-líder, o Princesa tem nove pontos e quatro gols de saldo positivo. O Atlético-AC é o líder com dez pontos e duela no mesmo horário contra Trem-AP, que é o terceiro colocado com nove pontos e um gol de saldo positivo. Em caso de empate nos dois jogos da rodada, o time amazonense passa de fase. Caso o Trem-AP vença por mais de três gols de diferença, o Tubarão será obrigado a vencer o Real por qualquer placar. Um revés do Tubarão pode colocar em xeque a classificação, pois dependeria de outros resultados para se classificar como um dos 15 me-

lhores segundos colocados das 17 chaves. Preocupado com o jogo de ida das finais do estadual de Rondônia, que ocorre no meio de semana, o técnico do Real Desportivo, Simônio Veiga, deve poupar alguns titulares, mas cobra de seus atletas fechar a participação na Série D do Brasileiro com dignidade. “É um jogo que não tem mais importância, porém, fechar com uma vitória nos dá dignidade. Pouparei mais da metade do time e mesmo assim espero me despedir da Série D com vitória. Temos total respeito pelo Princesa, que é uma grande equipe, mas o jogo é em casa e vamos buscar os três pontos”, explica o treinador. Pelo lado do Tubarão, o técnico Alberone ganhou dois reforços campeões estaduais pelo Manaus FC, para o restante da Série D. O meia-atacante Hamilton, considerado o melhor jogador do Barezão 2017, e o zagueiro Elton, treinaram com bola na semana e já têm seus nomes registrados no Boletim Informativo Diário (BID). Elton chegou para suprir uma necessidade no setor mais carente da equipe, já, que a comissão técnica tem somente Eric para o setor. Pastor, o outro zagueiro do elenco, ainda se recupera de lesão e continua sem previsão de retornar aos trabalhos com bola. Um dos atores principais

Barezão, o grandalhão Hamilton treinou entre os titulares no último trabalho antes da viagem a Rondônia e vai começar jogando, uma vez que o atacante Branco levou o terceiro cartão amarelo e cumpre suspensão automática. “Vim para ajudar. Estou com a vontade que estava vestindo a camisa do Manaus FC no Estadual. É um grupo reduzido, mas com muita qualidade. Conheço pouco o adversário, mas vou lutar para trazer essa classificação para o povo que gosta do futebol amazonense”, diz Hamilton, que deve atuar como falso nove nesta tarde.

R.DESPORTIVO RO

| FOTOS: JANAILTON FALCÃO

Getúlio analisa situação Nada mais e nada menos que 450 minutos em campo e duas assistências na Série D. O lateral-direito Getúlio, 31, é um dos intocáveis do técnico Alberone no elenco do Princesa. Além disso, entrou em campo em 15 dos 16 jogos pelo estadual e não foi substituído nos jogos que fez pelo Tubarão no Brasileiro. Na última vitória por 1 a 0 sobre o Atlético-AC, Getúlio foi improvisado na lateralesquerda, para suprir ausência de Leozinho machucado, já, que a outra opção para o setor Gelvane esteve de “molho” e

ainda não readquiriu ritmo de jogo. No caso, o veterano lateral-direito Clemilton voltou ao time titular e deu assistência crucial no gol do zagueiro Eric. Dono da camisa 2, Getúlio aposta na classificação e aponta o time acriano como superior ao Trem, tanto na parte técnica e tática. Para o embate contra o Real, o atleta diz ter confiança no grupo. “Acho muito difícil o Trem ganhar, mas sabemos que cada jogo tem sua história, pode ser o dia do Trem. Mas, o Atlético e muito mais time que o Trem. Vamos procurar

fazer a nossa parte em Rondônia. Lutamos muito nos primeiros jogos, sabendo que lá na frente poderíamos somente depender de nós mesmos para classificar”, diz. Sobre a ausência de gols, já, que é um dos cobradores de falta da equipe e deixou de cobrar oficialmente os pênaltis e cedeu a bola a Weverton, o lateral pede calma a torcida. “Vai acontecer na hora certa e no momento que o time mais precisar. Gosto de marcar os meus de vez em quando”, cita.

PRINCESA AM

Vitor Matheus Gabriel Lorran Anthony Rener Michael Douglas Felipe Cabral Vágner Júnior Biscola Dabson

Rascifran Clemilton Eric Baé Getúlio Rafael Toró Vander Randerso Weverton Hamilton

Técnico Simônio Veiga

Técnico Alberone

Local: estádio Valerião, em Ariquemes (RO); horário: 17h (de Manaus); árbitro: Vanderlei Soares de Macedo (DF)

Getúlio atuará, mais uma vez, no lado esquerdo da defesa alvirrubra, já que Gelvane segue entre os reservas


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| FUTEBOL | SITUAÇÃO COMPLICADA |

Fast ainda sonha com mata-mata da Série D Com seis pontos no grupo A2, o Rolo Compressor precisa vencer os roraimenses por uma boa diferença de gols e torcer por outros resultados para garantir sua vaga na Série D do Campeonato Brasileiro. Jogadores e comissão técnica acreditam na classificação Paulo Rogério

C

om poucas chances de classificação para próxima fase do Campeonato Brasileiro da Série D, o Fast Clube, com seis pontos, além de vencer o BaréRR por uma boa diferença de gols, vai ficar na torcida para o São Raimundo-PA, líder e classificado com 10 pontos, passar pelo Gurupi-TO, na outra partida do grupo A2. O jogo decisivo do Tricolor de Aço na competição, será neste domingo (25), às 17h, na Arena da Amazônia. Na última rodada da primeira fase do Brasileirão, a missão do Fast é praticamente impossível. Dos 17 grupos da competição, passam apenas 15 equipes melhores colocados na segunda posição. O problema, é que tem times em outros grupos com pontuação acima do Fast, como por exemplo o JacobinaBA, Globo-RN, River-PI, URTMG, Luziânia-GO. Na partida anterior, o Fast teve a chance de ficar numa situação melhor para decidir

a vaga na última rodada em Manaus, mas depois de estar vencendo o São RaimundoPA, acabou cedendo o empate em 1 a 1. Ciente da situação crítica de conseguir a vaga na próxima fase da competição, o treinador Donmarques Mendonça, acredita no potencial do elenco para conquistar a vitória em casa e sonhar com a classificação. Ele afirmou que o fato de o Tricolor não depender dos próprios esforços é um problema a mais, mas o time estará focado. “Sabemos que é difícil, mas não é impossível, porque no futebol existe de tudo. Nós temos seis pontos, mas com diferença de dois pontos para o segundo colocado, que é o Gurupi-TO. O São Raimundo ganhando ou empatando, nós temos chances reais, basta fazer o dever de casa, que é ganhar o jogo. Primeiro temos que pensar em vencer, depois nós resultados lá fora”, alertou o técnico, lembrando que o Baré vai para o duelo motivado. De acordo com Donmar-

FAST AM Paulo Wanzeler Wagner Diniz Bianor Guigui Emerson André Luiz Augusto Leonardo Willian Saroa Robinho Felipe Técnico Donmarques.

BARÉ RR Paulo Roberto Luiz Carlos Victor Hugo Jefferson Marlon Nathan Rian Rafael Rodrigo Cacau José Augusto Técnico Júnior Pinho

Local: Arena da Amazônia Vivaldo Lima, em Manaus (AM); horário: 17h (de Manaus); árbitro: Fábio Santos de Santana (AC)

ques, jogar e ao mesmo tempo ficar ligado nas outras partidas, não vai atrapalhar o desempenho do elenco em campo, pois foi trabalhado na semana todos os aspectos para que nada venha a interferir.

Donmarques Mendonça (à dir.) comandando treinamento do Fast no estádio da Colina

| JANAILTON FALCÃO


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| ESPECIAL | MAIORES CAMPEÕES |

A primeira década do esporte bretão no AM Em busca de aprofundar os esquecidos primórdios do futebol amazonense, PÓDIO dá início à série de reportagens especiais sobre os principais campeões amazonenses de todas as décadas, contando as histórias dos títulos e fatos curiosos das competições João Paulo Oliveira

A

maioria ou quase todos os apaixonados pelo futebol amazonense sabem que o Nacional é o maior campeão do Amazonas com 43 títulos estaduais. O que pouca gente conhece é que o América, do lendário Amadeu Teixeira, dominou a década de 1950, e o São Raimundo foi o maior colecionador de estaduais da década de 1990. Já na década de 1920, Rio Negro e Nacional ficaram empatados com três títulos cada. As outras demais sete décadas foram dominadas pelo Naça. As mais contempláveis delas, de 1970 e 1980, quando o Leão “abocanhou” seis estaduais em cada década. A primeira década de futebol no Amazonas foi a de 1910, com o primeiro certame sendo disputado em 1914, dando início a histórias curiosas do lado de dentro das quatro linhas. No dia 10 de janeiro de 1914, foi fundada a Liga Amazonense de Football, para gerenciar o campeonato com cinco equipes participantes. O Manaos Athletic conquistou os dois primeiros campeonatos e o primeiro bi da competição. O Nacional faturou as outras últimas quatro edições da década e ultrapassou o antigo rival no número de taças. O Leão da Vila Municipal conhecido até os dias de hoje como o maior “papa-títulos”, na década de 1910 já apontava como o maior do Estado. No final do século 19, o fuProfessor Carlos mostra um pouco da sua coleção sobre os clubes que disputaram o Amazonense | ARTHUR CASTRO

tebol chegou ao Amazonas e era praticado geralmente somente por ingleses. No início do século seguinte surgiram as primeiras agremiações. Segundo o historiador do futebol amazonense e também ex-jogador de futebol de divisões de base de América, Nacional, Rio Negro e Tuna Luso-PA, Carlos Bittencourt de Araújo, 64, apenas Nacional, Rio Negro, Manaos Athletic Club, Vasco e Amazonas participam do primeiro estadual. Dizem também os mais anti-

PENTA Entre os anos de 1916 e 1920, o Nacional reinou soberano no Campeonato Amazonense. O Leão da Vila Municipal foi soberano e faturou o primeiro pentacampeonato da história do futebol local gos, que Paysandu, Satélite e Manaos Sporting integraram a segunda divisão, em 1914. O time considerado “sangue azul” na época era o Manaos Athletic Club. Os atletas da equipe se orgulhavam de ser composto unicamente por britânicos e no lado de dentro do gramado se consideravam imbatíveis. Porém, neste mesmo período, o desenvolvimento do esporte foi

chamando a atenção da elite jovem desportista da cidade e o futebol chegou a despertar interesses de pessoas de todas idades, classes sociais, raças e etnias. Assim o esporte da pelota chegou a estampar as capas dos jornais impressos em meados da década de 1917. “Eram os poderosos da bola. Mas com o tempo os ingleses voltaram aos poucos para suas terras natais. E, as equipes nativas de lá foram extintas, mas a princípio eles possuíam os melhores jogadores. A Inglaterra já era vista como o país legítimo do futebol”, explica o professor Carlos. No campo do Bosque Clube, na Avenida Constantino Nery, foram disputados os primeiros jogos oficiais. Mas, também foram utilizados o Campo da Praça da Saudade, hoje área de desportos do Colégio Militar e o Campo da Floriano Peixoto. Em 1918, a competição ganhou o reforço do Parque Amazonense. Pessoas se reuniam para acompanhar os jogos em pé mesmo no forte calor, e assistiram desta maneira a primeira final entre Manaos e Nacional. Estudos não relatam quem o Manaos venceu na decisão do campeonato de 1915. Entre 1916 a 1918, o Nacional venceu o Rio Negro nas finais e a partir dali o clássico “RioNal” passou a ganhar mídia e ser destacado como um dos embates mais conhecidos da Região Norte.

Bolas direto da Inglaterra Estudioso do futebol local, o professor Carlos Bittencourt, herdou materiais, documentos, pôsteres e fotografias de colecionadores de gerações mais antigas. Ele conta que os instrumentos de trabalho de jogadores e árbitros eram bem diferentes do que se vê hoje. Aliás, os primeiros juízes do esporte bretão amazonense eram os próprios jogadores das equipes. “O jogo era marcado por relógios de ponteiro, já, que os primeiros relógios digitais surgiram em 1957. O apito de madeira era utilizado por árbitros que eram também jogadores, pois todas as equipes possuíam um atleta inscrito para apitar. Somente na primeira metade da década de 1920, foi fundada a primeira Federação de Arbitragem do Amazonas”, conta. Ao contrário do que todos pensam, a bola utilizada nos campos de futebol baré não era mais a tradicional “péla” extraída do látex em matasvirgens da capital, pois já era a r e-

donda desenvolvida por alfaiates ingleses e muitas vezes importadas pelos barões do ciclo da borracha, que iam à Europa somente para trazer as bolas utilizadas nos principais campeonatos da terra da rainha. “Os mais ricos de Manaus iam comprar as melhores bolas em Londres. Apenas os descendentes dos ingleses tinham acesso e traziam para cá. Desde o primeiro estadual a melhor bola da época já rolava pelos campos daqui”, revela o historiador.


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| TORNEIO | JIU-JITSU |

Competição de submission reúne mulheres no tatame Amazonense Taynara Silva, 18, é uma das atletas que vão disputar o 1º Campeonato Mulheres no Tatame de Submission, que será realizado na quadra da escola de samba Vitória-Régia, na Praça 14, Zona Sul da capital, neste domingo, a partir das 9h30

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os tatames do Amazonas, a participação das mulheres é cada vez mais marcante. Seja praticando o esporte como aliado na qualidade de vida ou indo à luta por medalhas e títulos, elas vêm fazendo a diferença no jiu-jitsu, submission, judô e na luta livre. Moradora do São Lázaro, Zona Sul de Manaus, a faixa branca Taynara Silva, 18, vem despontando nas competições no Estado nos últimos anos. Neste domingo (25), a partir das 9h30, na quadra da escola de samba Vitória-Régia, na Praça 14, ela será uma das protagonistas no 1º Campeonato Mulheres no Tatame de Submission. Taynara conta que desde pequena sempre gostou do esporte, mas não tinha condições de pagar uma academia. Foi aí que ela conheceu uma filial da Associação Dailson Pinheiro no bairro da Santa Luzia, Zona Sul de Manaus. “Quase no final de 2015,

quando saía do colégio, vi um projeto social de jiu-jitsu perto de casa e me inscrevi para ver como era. Fiz amizades rapidamente com o pessoal e fui gostando cada vez mais luta. Hoje acredito que lugar de mulher também é no tatame”, diz a menina. Apesar de não ter muitos recursos para comprar o material ideal para treinamento, Taynara ao menos recebia o incentivo do tio Warlison Silva, que era praticante de kung fu e outras artes marciais. “De tanto eu ver meu tio treinar os esportes que ele gostava, acabei entrando para valer no jiu-jitsu. O resto da família não apoiou muito no começo, mas depois foram acostumando e hoje apoiam e respeitam minha vontade de praticar as artes marciais”, explica. A atleta ficou na filial da academia Dailson Pinheiro até o final de 2016. Atualmente, integra equipe Nova Opção, para onde foi levada por influência do pro-

fessor Pretinho, do Educandos. Taynara se divide entre a preparação física na academia Angel Fitness (Educandos), o ensino médio na Escola Estadual Senador Antovila Mourão Vieira (São Lázaro) e os treinos de jiujitsu no bairro do São José, 2, na Zona Leste. A rotina dura nos tatames tem resultado em várias conquistas. A faixa branca foi campeã da Copa do Brasil de Luta Livre e Submission este ano, na Arena Amadeu Teixeira, em Manaus. Antes, já tinha faturado a Copa Artur Neto (FJJAM) e a Seletiva Amazonense (FAJJE). “No começo disso tudo não pensei que eu fosse tão adiante, que ia evoluir e pensei até em desistir, mas aí começaram as conquistas no esporte. Agora quero seguir em frente, pois me inspiro muito nos meus mestres. Quero viajar, lutar campeonatos brasileiros e mundiais, e trazer alegria para minha família, para o pessoal que eu conheço”.

A faixa branca Taynara Silva vai entrar em ação neste domingo, na quadra da Vitória-Régia

| MAURO NETO/SEJEL


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| FUTEBOL | BRASILEIRÃO |

Grêmio e Corinthians fazem primeira ‘final’ Vice-líder, Tricolor gaúcho recebe o líder Corinthians em sua arena naquela que já é chamada de primeira decisão do Campeonato Brasileiro. Com campanhas “perfeitas”, equipes se enfrentam para saber quem continua no topo da tabela de classificação

P

orto Alegre (RS) Grêmio e Corinthians fazem a primeira ‘final’ do Brasileirão. Mesmo sendo apenas a décima rodada do campeonato, o duelo deste domingo (25) às 15h (de Manaus) na Arena em Porto Alegre tem todos os componentes de uma decisão. Casa cheia, primeiro e segundo colocados frente a frente e o teste para duas campanhas quase perfeitas até o momento. Os números, ainda mais impressionantes depois da nona rodada que teve sucesso para ambos, referendam qualquer análise. Corintianos vibram com o topo da tabela. São 23 pontos conquistados e a última invencibilidade do torneio. Sete vitórias, dois empates, 17 gols marcados e apenas cinco sofridos. A melhor defesa dos 20 participantes da competição. Já o Grêmio monta sua estratégia de outra forma. Com um ponto a menos e apenas uma derrota - quando usou

equipe totalmente reserva diante do Sport - os gaúchos venceram também sete vezes, empataram uma e perderam outra. Ostentam o ataque mais positivo da competição com 23 marcados e sofreram 10. O duelo ainda colocará frente a frente o time de melhor campanha em casa contra o visitante com mais pontos somados. O Grêmio venceu todos os quatro jogos como mandante, enquanto o Corinthians tem 83% de aproveitamento nos jogos longe de São Paulo (três vitórias e um empate). Os times Para o embate, o Corinthians não poderá contar com o volante Gabriel, expulso contra o Bahia, mas que já não atuaria por ter levado o terceiro cartão amarelo ainda no primeiro tempo. Para o seu lugar, Paulo Roberto, que atuou improvisado na lateral-direita enquanto Fagner esteve a serviço da seleção brasileira, já foi confirmado como o substituto.

| TRICOLORES |

CORINTHIANS SP

Marcelo Grohe Edílson Pedro Geromel Rafael Thyere Bruno Cortez Michel Arthur Ramiro Luan Pedro Rocha Lucas Barrios

Cássio Fagner Balbuena Pablo Guilherme Arana Paulo Roberto Maycon Jadson Rodriguinho Romero Jô

Técnico Renato Portaluppi

Técnico Fábio Carille

Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS); Horário: 15h (de Manaus) Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)

Na frente, o centroavante Jô, artilheiro da equipe no Brasileiro com cinco gols marcados, é a esperança tanto para balançar a rede adversária quanto para ajudar o time a

Lateral-direito Fagner durante partida contra a equipe do Bahia, na Arena Corinthians

amenizar a possível pressão do adversário, principalmente nos minutos iniciais. Pelo lado do Grêmio, o técnico Renato Portaluppi terá o retorno do volante Ramiro. Após

ção após a derrota para o Atlético-MG, e Maicosuel, que ainda se recupera fisicamente após alegar dores no púbis ao departamento médico do clube. Em contrapartida, Denilson, que veio por empréstimo do Avaí, e Brenner, jovem de apenas 17 anos que vem das categorias de base, devem mais uma vez ser relacionados. Pelo lado do Fluminense existem novidades. O volante Wendel, recuperado de uma entorse no joelho esquerdo, reaparece na vaga de Mateus Norton, que não será nem relacionado por cumprir suspensão. Outro retorno é o do lateral-direito Lucas, que está livre de dores na coxa direita e que foi preservado contra o Avaí. Assim, Renato fica como opção.

Flamengo enfrenta Bahia em Salvador Salvador (BA) - Sem perder há quatro jogos, o Flamengo se aproximou dos líderes do Campeonato Brasileiro ao golear a Chapecoense no meio de semana. Os rubro-negros querem manter a boa fase contra o Bahia, neste domingo (25), na Fonte Nova. Do outro lado, os baianos não venceram nas quatro últimas rodadas e estão próximos da zona de rebaixamento. Pelo lado do Bahia, o clima é de tensão pelos recentes maus resultados. Para esta partida, Jorginho não poderá contar com o volante Renê Júnior, expulso contra o Corinthians. Além dele, o volante Edson segue vetado pelo departamento médico. A boa notícia pode ser o retorno

receber o terceiro cartão amarelo no empate por 3 a 3 frente ao Cruzeiro, o jogador cumpriu suspensão no confronto contra o Coritiba, abrindo caminho para a entrada de Fernandinho.

| GAZETA PRESS

Contudo, o comandante gremista ainda não vai contar com o argentino Kannemann, que está com pubalgia, e o zagueiro Thyere segue formando a dupla de zaga com Geromel.

| PARA EMBALAR |

| COM MORAL |

São Paulo e Fluminense duelam no Morumbi São Paulo (SP) - Um duelo de tricolores vai agitar o Morumbi neste domingo (25), a partir das 15h (de Manaus). Isso porque São Paulo e Fluminense duelam pela décima rodada do Campeonato Brasileiro buscando transmitir confiança a seus torcedores. O Tricolor paulista não ganha há quatro jogos, e com dez pontos, flerta com a zona de rebaixamento. Já o vicecampeão carioca ganhou fôlego ao bater o Avaí por 3 a 0 em Santa Catarina e, com 14 pontos, defende presença na zona de classificação para a próxima Copa Libertadores. Para o duelo, o técnico d São Paulo, Rogério Ceni, não terá à sua disposição o zagueiro Maicon, negociado com o Galatasaray, da Turquia, Lucão, afastado por conta da polêmica declara-

GRÊMIO RS

do zagueiro Lucas Fonseca, que já iniciou os trabalhos em campo. Para o lugar de Renê Júnior, o favorito a ocupar a vaga é Juninho. No ataque, Mendoza retorna na vaga de Zé Rafael. No Flamengo, o momento é de euforia após a goleada do meio de semana. Para este confronto, o técnico Zé Ricardo tem dois desfalques certos: o zagueiro Juan e o meia Everton receberam o terceiro cartão amarelo e estão suspensos. Além disso, o zagueiro Réver saiu de campo com um problema físico e virou dúvida. Assim, os flamenguistas podem ir a campo com a zaga reserva, formada por Rhodolfo e Rafael Vaz. Já no meio, Everton Ribeiro deve estrear.

Palmeiras tenta manter sequência de vitórias Campinas (SP) - O Palmeiras não tem boas lembranças do Moisés Lucarelli, mas é no estádio que o time de Cuca buscará a terceira vitória seguida no Campeonato Brasileiro. O Verdão encara a Ponte Preta neste domingo (25), às 15h (de Manaus), pela décima rodada da competição nacional. Com 13 pontos no torneio, e vitórias consecutivas diante de Bahia e Atlético-GO, o clube do Palestra Itália quer mais um triunfo para subir na tabela e começar a ver as primeiras posições mais de perto. Até uma entrada no G-6 é possível, dependendo dos resultados da jornada. Só em 2017, foram duas visitas a Campinas, e duas derrotas. Na primeira fase do Paulista, 1 a 0 para a Macaca.

Posteriormente, na semifinal, 3 a 0 para a equipe do interior, em resultado que praticamente decretou a eliminação do Alviverde no Estadual. Para o duelo, o técnico Cuca terá o retorno do atacante Willian, que cumpriu suspensão contra o AtléticoGO. O camisa 29 foi substituído pelo colombiano Miguel Borja, que fez o gol da vitória por 1 a 0. Assim, fica a dúvida sobre quem formará o ataque. Dudu, que retornou de lesão no meio de semana, é mais uma opção. No meio-campo, o Verdão pode ter o volante Bruno Henrique está regularizado e mostrou vontade de atuar. Pelo lado da Ponte, o técnico Gilson Kleina não tem desfalques por suspensão ou lesão.


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Manaus, domingo, 25 de junho de 2017

Edição: Guto Oliveira Email: redacao@emtempo.com.br Telefone: (92) 3090-1052

SAÚDE

| DIETA | ALERTA |

Diabetes é combatida com bons alimentos Amanhã (26), é o Dia Nacional do Diabetes e, no Amazonas, 47 mil pessoas sofrem da doença, que pode ser combatida com a escolha de alimentos saudáveis, visto que a maioria dos casos está relacionada à obesidade Rosianne Couto

O

s últimos dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que mais de 180 mil pessoas sofrem de diabetes no Amazonas e que, desse número, 47 mil são pacientes infantis, com idade até 12 anos incompletos. Nos últimos cinco anos, a doença já matou quase 7 mil pessoas no Estado. Em todo o país, no Dia Nacional do Diabetes, comemorado na próxima segunda-feira (26), a bandeira a ser levantada para combater a doença será a prevenção contra a obesidade, o principal fator de risco para o diabetes tipo 2 (ou adquirida) – o mais frequente entre adultos e que vem crescendo assustadoramente entre os pacientes infantis. O endocrinologista e consultor médico do Laboratório Sabin, Juliano Zakir, explica que o diabetes tipo 2 surge de forma mais tardia e é caracterizado, geralmente, pela deficiência parcial de insulina ou resistência à ação do hormônio. “A obesidade, alimentação inadequada, sedentarismo e estresse são alguns dos fatores ambientais causadores. A herança dos genes dos pais também pode ser possível causa para a doença”, explicou Zakir. O consultor médico do Sabin diz que é preciso praticar atividades físicas e manter uma alimen-

tação balanceada. No caso das crianças, a “fiscalização” dos pais é primordial para a prevenção do diabetes. “Os pais precisam policiar os filhos. A prevenção vem desde a gravidez, com os cuidados alimentares da mãe”, disse. Crescimento absurdo Em 10 anos, o número de casos cresceu quase 62% no

IDENTIFICANDO O diabetes tipo 1 tem sintomas como excesso de sede, perda de peso, fome, cansaço, vontade de urinar com frequência, problemas na cicatrização e visão embaçada. Já a tipo 2 não apresenta sintomas, exceto quando a glicemia está muito elevada

Brasil, o que corresponde a mais de 18 milhões de pessoas e representa um crescimento de 61,8% em relação a 2006. De acordo com a endocrinologista do hospital Santa Paula, Claudia Liboni, o que pode ter provocado esse aumento foi a falta de cuidados de rotina com a

saúde e o estilo de vida cada vez mais acelerado nas cidades, com pouca atenção à alimentação. “Os problemas decorrentes da urbanização, como estresse e falta de tempo, muitas vezes levam o indivíduo à má alimentação e ao sedentarismo, que, somados à predisposição genética, podem resultar em sobrepeso/obesidade. Juntos, esses são fatores de risco para o desenvolvimento do diabetes, uma doença crônica e silenciosa com a qual o paciente deverá conviver durante a vida toda”, relata a médica. Atenção à doença O controle no consumo de alimentos açucarados previne o surgimento de problemas de tireóide e de infecções urinárias, vaginais e pulmonares. Além dessa gerência individual, a OMS luta por políticas públicas que ajudem no controle da do diabetes, tais como: promoção do aleitamento materno e alimentação saudável; melhoria da alimentação escolar e ambientes de atividade física; regulação e fiscalização da comercialização de alimentos e rotulagem e amamentação. Esse último item reduz diretamente o risco de diabetes tipo 2 em mulheres e crianças. O diabetes também é

A aplicação de insulina pode ser recomendada

uma das principais causas de amputações no país, conforme dados da OMS. De todas as amputações que acontecem no Brasil, 70% são em decorrência da doença. E esse problema não se limita ao território brasileiro: a cada um minuto, três pessoas ao redor do mundo são amputadas por causa de complicações do diabetes.

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Prevenção e tratamento O tratamento inclui medicações de uso oral e opções injetáveis, como a insulina. Há vários tipos de insulina no mercado, algumas de ação rápida, outras mais lenta, e a combinação delas são necessárias em alguns casos. Associado ao uso das medicações, é preciso fazer uma dieta com carboidratos complexos, perder peso quando for o caso e realizar atividades físicas.

Casos de diabetes estão relacionados com a obesidade | FOTOS: DIVULGAÇÃO


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SAÚDE

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| BENEFÍCIOS | ENERGIA |

Prática da yoga pode ajudar na vida sexual As atividades físicas, segundo a instrutora Leilane Lobo, permitem o autoconhecimento do corpo, além de trazer mais flexibilidade e equilíbrio às pessoas

A

instrutora Leilane Lobo, do Desafio Yoga, explica que a prática da yoga pode ajudar as pessoas a se conhecerem mais e se abrirem mais na conexão com o outro, o que beneficia uma vida sexual mais cúmplice, intensa e prazerosa. Yoga significa união e a sua prática tem como objetivo integrar o corpo, mente e espírito, por meio de exercícios que combinam técnicas respiratórias, posturas e meditação. Essa integração faz com que o praticante tenha diversos benefícios, como a melhora do condicionamento físico, da flexibilidade, da circulação sanguínea, do equilíbrio, diminuição do estresse e da ansiedade. Segundo a instrutora Leilane Lobo, todos esses benefícios impactam a rotina das pessoas de forma positiva e em muitos aspectos, inclusive o sexual. “Os benefícios físicos que a prática proporciona, refletem diretamente na vida sexual, tendo em vista que o praticante terá mais energia, força, flexibilidade e resistência”, afirma. Quanto aos benefícios emocionais, a especialista ressalta que a prática estimula a pessoa a canalizar energias. “Com a yoga, o praticante inicia despertando a energia do Muladhara Chakra, que é o primeiro e mais elementar chakra, situado na região do períneo, no baixo abdome. Este ascender energético leva, através de um efeito dominó, ao despertar de todos

Os benefícios da yoga impactam em todos os aspectos da vida humana

os outros chakras, ampliando o fluxo de energia vital de todo o ser”, explica Leilane. Essa energia é o que conecta cada um com o universo e com seu interior, estimulando o autoconhecimento. Segundo Leilane, quanto maior a conexão da pessoa com ela própria, maior também será a conexão dela com o parceiro. Essa conexão propicia uma relação mais completa e prazerosa, pois a pessoa se doa mais e de modo mais intenso, recebendo e proporcionando mais prazer. Por outro lado, os bene-

fícios físicos do Yoga para o sexo começam a ganhar embasamento científico. Estudos comprovaram benefícios da Yoga para o combate a ejaculação precoce, controle do desempenho sexual, melhora do fluxo sanguíneo para a região do quadril e da força dos músculos da pelve e até mesmo aumento da autoconfiança, já que o sexo começa bem antes das quatro paredes. Estilos Há centenas de estilos diferentes de ioga no mundo, que propõem diversos caminhos para alcançar o mesmo

| DIVULGAÇÃO

objetivo: o Samádhi, a Iluminação da Consciência e/ou compreensão da existência. Vários são os métodos e escolas para se atingir essa meta, porém ela sempre é o referencial. As escolas mais antigas utilizam-se de métodos estritamente técnicos. As escolas mais modernas têm uma conotação tendendo mais ao espiritualismo, fruto da difusão do Vedanta na época medieval. Desenvolveu-se ao longo da história no oriente, particularmente na Índia, e que nos dias de hoje está amplamente difundido no mundo todo, inclusive no ocidente.

JOÃO BOSCO BOTELHO A busca da arqueologia da doença João Bosco Botelho A principal diferença entre as práticas médicas oficiais (autorizadas pelos Estados), as empíricas (resultante do conhecimento historicamente acumulado) e as divinas (estruturada na fé de todos os matizes, nas quais é crível que a matéria vida pode ser modificada pela ação divina) está assentada no fato de a oficial moldar o diagnóstico, o prognóstico e o tratamento a partir de propostas teóricas. Esse conjunto histórico apresenta três momentos ou cortes epistemológicos, na linguagem de filósofo francês Gaston Bachelar: - A teoria dos Quatro Humores elaborada pela Escola Médica Cós, da Grécia, no século 4 a.C. Naquela época, pela primeira vez, a doença recebeu abordagens fora do domínio das divindades e passa à materialidade do corpo por meio de quatro humores: sanguíneo, fleumático, bilioso preto e bilioso amarelo: a saúde seria a resultante dos humores equilibrados e a doença o contrário. - No século 17, o aperfeiçoamento das lentes de aumento polidas, a partir das publicações de Marcelo Malpighi (1628-1694), deslocou a busca da doença do corpo visível na direção das estruturas invisíveis aos olhos desarmados, iniciando o pensamento micrológico. - No século 19, os geniais estudos do frade agostiniano Gregor Mendel (1822-1844), não sabendo que mudaria definitivamente a compreensão da matéria viva impulsionaram a passagem da celular e bacteriana (diagnóstico da infecção e do tumor) à molécula, inaugurando o pensamento molecular, lembrando que existem milhões de

Doutor Honoris Causa França

moléculas numa única célula e em uma bactéria. Mesmo com os imensos avanços da ciência da compreensão da arqueologia das doenças, no pequeno intervalo de tempo, o médico percebe mais dúvidas do que certezas, no cotidiano da prática profissional, sem poder evitar o sofrimento fora de controle e a morte prematura. Essa realidade é mais visível em certos cânceres, algumas doenças causadas por vírus e outras compreendidas como distúrbios de comportamentos e imunomoduladas. Essa é uma das grandes sagas da inteligência humana: continuar empurrando os limites da vida sem compreender completamente da arqueologia da doença, onde o normal se transforma em doença! Como o conhecimento atual caminhando em direção à estrutura atômica, muito além da molécula, é claro supor que esse será o caminho da busca da arqueologia da doença nos próximos séculos (já lastimo não estar presente): a busca da cura entre os átomos! Representará para a ciência o advento do quarto corte epistemológico da medicina – o pensamento atômico - trazendo novas respostas para continuar empurrando o limite da vida. Por outro lado, existem questões importantes não resolvidas que interligam as medicinas oficiais e divinas: existiriam pessoas com poderes excepcionais – dom – suficientes para curar pessoas, isto é, mudar a estrutura da matéria viva fora das leis físicas que regem o universo?

FALA DOUTOR

Dra. Mayara Cansação

é psicóloga atuante no Instituto Humanizar, em Manaus. É coach de vida, trainer em Mindfulness (programa de redução de estresse e ansiedade) e palestrante sobre desenvolvimento humano.

EM TEMPO - O estresse faz parte da rotina de muitos trabalhadores. Mas quando ele se torna prejudicial? Mayara Cansanção - Quando a pessoa está ameaçada ou sob pressão, o cérebro recebe um sinal de alerta e o corpo recebe uma resposta de fugir, lutar ou mesmo paralisar. Essa resposta pode ser positiva e até mesmo encorajar quem sente essas sensações a tomar uma providência, devido a situação em que o corpo e a mente são incapazes de suportar. Nesse caso, o estresse pode salvar uma vida, e tem como base a sobrevivência do indivíduo. O problema ocorre quando o estresse se torna muito presente na vida do ser humano, gerando descargas energéticas e emocionais no corpo e na mente, podendo levar a pessoa a uma estafa, onde paralisa sem nenhum “motivo aparente”. Esse estresse pode se tornar crônico, afetando diretamente na produtividade, humor, nos relacionamentos e na qualidade de vida de quem sofre com esse mal. EM TEMPO - O que é a síndrome de Burnout? MC - O estresse crônico é a característica atribuída ao estado prolongado e intenso de “estar no limite do corpo e da mente”. As profissões de muita intensidade física, mental e emocional podem gerar o que chamamos de síndrome do esgotamento profissional ou síndrome de Burnout. EM TEMPO - Quais os sintomas desse problema?

varia de pessoa para pessoa. Conforme o trabalhador vai aderindo ao tratamento, a possibilidade de respostas positivas aumenta.

O estresse compromete a qualidade de vida

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MC - Por gerar um esgotamento físico e emocional, assim como em situações de estresse, o trabalhador apresenta alterações repentinas de humor, agressividade, diminuição significativa de concentração, perda de memória, isolamento e pode ocasionar transtornos como depressão e ansiedade. A síndrome de Burnout é o estresse crônico prolongado e intenso. EM TEMPO - Qual o tratamento recomendado e quanto tempo dura? MC - O acompanhamento deve ser feito pelo médico psiquiatra para avaliar a necessidade de medicamentos, avaliar a qualidade do sono, que é prejudicada pela síndrome de Burnout. É recomendado apoio psicológico, trabalhando a mudança de hábitos e fazendo alterações na rotina do indivíduo, de forma a diminuir o estresse, para retomar suas atividades rotineiras com melhor qualidade de vida. O tempo de duração do tratamento

EM TEMPO - A síndrome pode levar a consequências mais extremas como infarto e AVC? Quais são os maiores danos físicos? MC - As consequências da síndrome de Burnout são nocivas à saúde do trabalhador, podendo ganhar ou perder muito peso, ter prisão de ventre, gastrites, ulceras, diminuição da resistência do corpo, ficando mais suscetível a gripes e viroses, pressão arterial alta, aumento no risco de AVC, infarto, fortes dores de cabeça, acne, pele envelhecida, diminuição de libido, impotência sexual, entre outros. É comum a busca de relaxamento por meio do álcool ou outras drogas, o que pode trazer novos problemas. EM TEMPO - E os prejuízos para a saúde mental? MC - Pode desencadear transtorno de ansiedade, depressão, ataques de pânico e doenças psicossomáticas. EM TEMPO: O que é possível fazer para dosar o estresse no trabalho de modo que ele não afete a saúde e não evolua para a síndrome? MC - Para prevenir o estresse e até mesmo o esgotamento profissional (síndrome de Burnout), a empresa pode adotar práticas que estimulem a qualidade de vida do trabalhador. Pode fazer avaliação de riscos dos postos de trabalho, não apenas riscos físicos, mas riscos emocionais.


SAÚDE

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| INFÂNCIA | HABILIDADES |

Leitura dá impulso contínuo na alfabetização Pesquisa afirma que a leitura iniciada logo após o nascimento pode se traduzir em habilidades de linguagem e vocabulário mais avançados antes da escola primária. Quando os adultos leem para os bebês, o aprendizado se perpetua por até quatro anos depois

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ma nova pesquisa, apresentada durante o Encontro das Sociedades Acadêmicas Pediátricas de 2017, revela que ler livros para uma criança na primeira infância pode aumentar o vocabulário e as habilidades de leitura, quatro anos depois, antes do início da escola primária. Essas descobertas são promissoras porque sugerem que a leitura para crianças pequenas, começando ainda na primeira infância, tem um efeito duradouro sob a linguagem, a alfabetização e as habilidades de leitura precoce. O que elas estão aprendendo, quando os adultos leem para elas, enquanto ainda são bebês, se perpetua por até quatro anos depois, quando elas estão prestes a começar a escola primária. As mães e os bebês do estudo foram recrutados no berçário de um hospital pú-

blico. Mais de 250 pares foram monitorados entre as idades de 6 meses e 4 anos e meio (54 meses) para a verificação de quão bem as crianças poderiam entender as palavras, e quando estariam preparadas para a alfabetização e aptas a desenvolver habilidades de leitura. Os resultados foram comparados com a quantidade de leitura de livros compartilhada, como o número de livros na casa e os dias por semana passados lendo juntos. A qualidade da leitura de livros compartilhada foi avaliada perguntando-se se os pais tinham conversas com seus filhos sobre o livro durante a leitura, se eles falavam ou rotulavam as imagens e as emoções dos personagens do livro e se as histórias eram adequadas à idade. “Ajustando-se para as diferenças socioeconômicas, os pesquisadores descobri-

ram que a leitura de qualidade e a quantidade de leitura de livros compartilhados na primeira infância previram um melhor vocabulário infantil até quatro anos mais tarde, antes da entrada na escola. A qualidade da leitura de livros, durante a primeira infância, em particular, previu as habilidades iniciais de leitura, enquanto a quantidade e a qualidade de leitura de livros, durante os primeiros anos da criança, parecem estar fortemente ligadas a habilidades de alfabetização emergentes maiores, como a escrita de nomes aos 4 anos”, afirma o pediatra e homeopata Moises Chencinski (CRM-SP 36.349). Os resultados destacam a importância dos programas de parentalidade utilizados na atenção primária pediátrica que promovam a leitura compartilhada de livros logo após o nascimento.

| SAÚDE BUCAL |

A leitura compartilhada foi avaliada positivamente durante a pesquisa

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| EMOÇÕES |

Diálogo é fundamental em relacionamentos

A criança deve se sentir segura quando estiver com o profissional

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Odontofobia é superada com ajuda dos pais Embora se saiba da importância de cuidar da saúde bucal desde pequeno, ir ao dentista é sinônimo de pânico e medo para muitos brasileiros. A odontofobia, nome dado a quem tem medo de dentista, acontece geralmente na infância, muito por conta do famoso barulhinho do motor dos aparelhos odontológicos ou até mesmo por meio de desenhos animados que retratam a ida ao dentista como algo doloroso. Por isso, é importante que tanto os pais quanto os profissionais da área atuem juntos para que a experiência no consultório não seja traumática. O profissional também pode ser um problema. “O

dentista deve se apresentar como uma pessoa que irá trazer uma solução eficaz para a saúde e o bem-estar do paciente”, comenta Érika Vassolér, dentista e consultora de higiene bucal. Apesar de ser mais comum na infância, o mal também pode aparecer na vida adulta. Nestes casos, o medo, normalmente, é decorrente de procedimentos dolorosos. Dicas da especialista - Antes de iniciar os tratamentos odontológicos, tire todas as dúvidas com o profissional. Saber o que será feito diminui a ansiedade e o medo; - No caso de crianças, o recomendado é que os pais

não transmitam todas as informações, evitando assim gerar muita ansiedade; - Inicie uma conversa com seu filho desde os primeiros anos de vida, mostrando a importância da higiene bucal e que essa iniciativa é natural e indolor; - Pesquise sobre o profissional e o local do consultório antes de marcar uma consulta. Busque indicações; - Esteja acompanhado nas consultas mesmo se for um paciente adulto. A companhia ajuda a aliviar a ansiedade durante o procedimento; - Consulte seu dentista pelo menos uma vez ao ano. A prevenção é o melhor remédio contra a odontofobia.

Aprender a se comunicar num relacionamento é um aprendizado diário e é necessário adquirir sempre um modo sutil de falar. É um grande engano achar que podemos falar tudo na hora que queremos e como queremos. As pessoas têm diferentes emoções, tem comportamentos influenciados pelas circunstâncias do dia a dia. Portanto, o diálogo na vida de um casal é importante para que ambos se entendam e se conheçam. Segundo a psicóloga com abordagem em Sexualidade Humana, Carla Ribeiro, “quando o casal não está bem, a comunicação é o primeiro fator que faz um declínio na relação. A falta

dele provoca distanciamento, mal entendidos e quando um dos dois optam pelo silêncio, nunca é a melhor escolha. Para ouvir, é necessário se calar e depois interpretar a mensagem recebida. Se você ouve com muita ansiedade de responder, com a criação de contra argumentos, ouve como se tivesse sempre rebatendo. “A conversa entre o casal sempre terá muitas dificuldades e possibilidades do distanciamento dos dois”, explica, alertando que o diálogo, seja no namoro ou no casamento deve ter as mesmas primícias. Quando se namora, principalmente, no início do namoro, o casal sempre tem um cuidado do que fala e como fala com sua parce-

A falta de comunicação pode causar o declínio de uma relação

ria. Porém, ao longo do relacionamento, percebe-se que a comunicação ou a forma que construíram de se comunicar, vira um hábito. Pode ocorrer de um falar demais e o outro falar de menos por receio de aborrecer a parceria. No casamento, o casal tem mais tempo de aprenderem juntos como se comunicarem melhor. Alguns erros no namoro se estendem para o casamento e há casos que uma das partes, começa a ter uma enorme insatisfação, começando haver a indiferença do casal e também algumas brigas por meros detalhes, que possa ocasionar o rompimento do relacionamento”, ressalta a especialista.

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SAÚDE

Manaus, domingo, 25 de junho de 2017

| AZ FITNESS |

Hidro estimula eficiência cardiorrespiratória Bom humor e alegria são elementos indispensáveis nas aulas de hidroginástica, que é um exercício aeróbico leve e pode ser adotado por todas as faixas etárias, homens e mulheres, desde gestantes até idosos. É indicada para pessoas que estão acima do peso ideal

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iversas são as modalidades físicas que conquistam adeptos com o objetivo de manter a forma ou perder peso. A prática frequente de exercícios e uma alimentação balanceada são fundamentais para que os objetivos esperados sejam alcançados. A escolha das atividades físicas a serem praticadas é de extrema importância para que não haja interrupção neste processo, por isso é preciso optar por aulas estimulantes e divertidas, que proporcionem a queima de caloria da forma mais agradável possível. A hidroginástica é uma excelente opção de exercício para quem quer estimular a capacidade aeróbica e cardiorrespiratória. Entre outros benefícios, aumenta a resistência muscular, proporciona maior flexibilidade, apoia a recuperação de pessoas no período pós-operatório, promove o relaxamento, desenvolve a concentração e a coordenação motora, é eficaz no combate ao estresse, elimina a flacidez, suaviza indisposi-

ções e, de maneira geral, melhora a qualidade de vida. Por ser um exercício aeróbico leve, pode ser adotado por todas as faixas etárias, homens e mulheres, desde gestantes até idosos, também é, habitualmente, indicada para pessoas que estão acima do peso ideal, por não prejudicar as articulações, pois é uma atividade de baixíssimo impacto, tendo como principal atrativo a água, que com sua resistência natural, torna os exercícios mais eficazes e promove um gasto de energia maior. Ao som musical que embala as animadas aulas, a variedade de movimentos pode ser executada individualmente, em dupla ou em grupo, tornando as aulas dinâmicas e com maior interação, favorecendo as relações sociais e diminuindo a timidez dos alunos. Durante as aulas, vários materiais são utilizados para a prática da hidroginástica com sobrecarga, com o objetivo de aumentar o efeito da resistência da água sobre o corpo, quando a própria sobrecarga da

água já não oferecer este esforço para o aluno, entre estes acessórios estão os conhecidos espaguete, halteres e coletes, que junto da variação de velocidade, tamanho de amplitude de movimento e repetição, oferecem maior intensidade aos exercícios praticados. Nenhuma patologia impede que se pratique hidroginástica, após a devida avaliação do professor, esse determinará o grau com que os exercícios serão executados, variando a atividade em intensa, moderada e leve, sempre respeitando seus limites. Hidroginástica é altamente recomendada para pessoas com lesões ou patologias como artrite, artrose, osteoporose, dores na coluna, lombalgia, hérnia de disco, inflamação no nervo ciático, hipertensão, diabetes, Alzheimer. Entre as modalidades oferecidas pela AZ Fitness, localizada na rua Visconde de Porto Seguro, 14B, Parque das Laranjeiras, Zona CentroSul de Manaus, a hidroginástica é um dos principais atra-

A atividade pode queimar de 400 a 600 calorias em uma única aula

tivos da academia, que conta com uma piscina térmica, oferecendo conforto aos seus alunos que praticam este tipo de atividade aquática nos diversos horários oferecidos. Mais sobre a hidro A hidroginástica oferece diversos benefícios para a

saúde, com resultados mais visíveis quando praticada com regularidade, podendo queimar de 400 a 600 calorias em uma única aula. Com praticamente nenhuma contraindicação, essa atividade conquistou adeptos de várias faixas etárias e com diversas indicações para perda de

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peso, alívio de dores para pessoas com doenças crônicas, como artrite e osteoartrite, ou pessoas que sofrem com ansiedade. O bom humor e alegria são elementos indispensáveis nas aulas. É fundamental que haja carisma e entusiasmo para motivar e incentivar os alunos.

DRª CAROLINE FROTA O que é aborto de repetição? Antes de mais nada, todo aborto é traumático, afinal de contas, é uma perda tanto para as mães quanto para os pais. Como o próprio nome já diz, o aborto de repetição é o aborto habitual, onde existe o interrompimento de dois ou mais ciclos gestacionais seguidos. Esse problema, acredite ou não, atinge cerca de 0,5% dos casais ao redor do mundo. Porém, além da quantidade de abortos, outra característica importante é que ele só pode ser considerado de repetição quando acontece com menos de 20 semanas. No caso de mulheres com mais de 35 anos, esse risco é bastante alto, podendo chegar a 30%. Em todo caso, não se faz

necessário esperar que o quadro se repita e mais trauma seja gerado. É importante que a mulher busque uma investigação profunda sobre as causas que podem ser as mais variadas como: uterinas (miomas, pólipos, aderências, malformações uterinas), imunológicas (Síndrome do Anticorpo Anti-fosfolípide), hematológicas (problemas de coagulação do sangue), hormonais, infecciosas e hábitos do cotidiano (tabaco, álcool, drogas). Recentemente, com o avanço da medicina, bem como uma pesquisa mais aprofundada com exames específicos, detectou-se que este problema pode ser tratado com a chegada dos hormônios bioidênticos. Em muitos

Drª Caroline Frota

Médica pós-graduada em medicina ortomolecular

A investigação é a atitude mais indicada para tratar a mulher segundo sua necessidade

casos de abortos de repetição, a dosagem hormonal do Timosina-alfa 1, no corpo do homem, estava baixa, concluindo-se uma provável associa-

ção de um distúrbio endócrino e imune periconcepcional. Mas o que seria a Timosina-alfa 1? Ela nada mais é do um polipeptídeo idêntico a Ti-

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mosina-alfa 1 humana. Acredita-se que seu mecanismo de ação é molecular o sistema imune por meio do aumento da função da célula T, sendo

bastante utilizado em outras patologias como sucesso, inclusive no trato de infecções respiratórias rebeldes, hepatites B e C, prevenção da arteriosclerose e cicatrização. É importante ressaltar que, antes de mais nada, a investigação é a atitude mais indicada para que a mulher possa, de fato, saber a causa do aborto de repetição e assim iniciar um tratamento de acordo com sua necessidade. Sua saúde agradece!


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SUPERMÁQUINAS

Edição: Emerson Quaresma Email: redacao@emtempo.com.br Telefone: (92) 3090-1019

| TRIUMPH | BONNEVILLE |

Mercado brasileiro ganha duas novidades clássicas Produzidas no Polo Industrial de Manaus, a Bobber e a Street Scrambler chegaram nas concessionárias da marca inglesa espalhadas pelo país. Ela busca ampliar a comercialização das suas clássicas no mercado nacional, que hoje representa 25% das suas vendas

A

Triumph lançou nesta semana, nas suas 15 concessionárias espalhadas pelo Brasil, as novas motocicletas clássicas da família Bonneville: Bobber e Street Scrambler. Fabricados no Polo Industrial de Manaus (PIM), os novos modelos chegam com preços de R$ 41.990,00 (Street Scrambler) e R$ 49.990,00 (Bobber) e ampliam ainda mais o leque de motocicletas clássicas da marca – que já contava com outros cinco modelos no país: Street Twin, Street Cup, Bonneville T120, Bonneville T120 Black e Thruxton R. Atualmente, as motocicletas clássicas representam para a Triumph, no mercado nacional, cerca de 25% das suas vendas. “Nossa intenção é ampliar esta participação nos próximos anos, chegando a 30% no fim do próximo ano e atingindo pelo menos uma fatia de 35% das nossas vendas até 2020”, explica o diretor geral da Triumph Motorcycles Brazil, Waldyr Ferreira. “No mercado internacional, as clássicas já alcançaram uma participação de 50% das vendas da marca e a expectativa é ampliar ainda

mais este percentual até 2020”, acrescenta. Segundo Ferreira, os novos modelos Bobber e Street Scrambler deverão atingir, no total, um volume de vendas em torno de 380 unidades no próximo ano. A Street Scrambler tem como público-alvo, na avaliação da fabricante inglesa, um consumidor clássico e moderno ao mesmo tempo, que prefere atitude, elegância e estilo mais rústico e focado no off-road, mas que também busca uma moto que ofereça conforto em todos os tipos de estrada. Já o comprador de uma Bobber, conforme os conceitos da Triumph, deseja uma motocicleta clássica moderna, no entanto, ele busca uma experiência de pilotagem mais emocionante. A fabricante diz que o motociclista é atraído pelo belo design e estilo da moto, e procura por um modelo icônico, realmente especial.

do como base, muitas vezes, motocicletas que haviam sobrevivido à guerra, eles customizavam as motos em garagens caseiras, utilizando ferramentas simples. O objetivo era tornar a motocicleta a mais despojada possível, retirando tudo que fosse considerado “supérfluo”, como para-lamas pesados, proteções e luzes indicadoras. Depois de prontas, elas disputavam rachas e corridas de rua que ajudaram a tornar o seu estilo uma verdadeira febre entre os motociclistas da época. Apesar de trazer o DNA incomparável de engenharia e estilo da Bonneville T120, a nova Bobber nasceu de

A Bonneville Bobber é inspirada nas motocicletas que sobreviveram à Segunda Guerra Mundial | DIVULGAÇÃO

uma linhagem inigualável de bobbers personalizadas da Triumph. E oferece personalidade e atitude inconfundíveis. O novo modelo reúne os princípios de estilo minimalista, sua proposta “muscular” e a atitude que se espera de uma autêntica bobber. As principais características de uma bobber real estão presentes na nova clássica da Triumph: linhas limpas, motor ex-

Bobber As motocicletas de estilo bobber nasceram logo após a Segunda Guerra Mundial, na década de 1940, por meio dos soldados que voltavam para casa e buscavam emoção em duas rodas. Utilizan-

posto, postura baixa, assento individual, guidão largo, carroceria e farol mínimos. Conta ainda com tanque esculpido, rodas com raios cromados, roda traseira mais larga e a essencial traseira com a aparência mais robusta. Com seu motor de 1.200 corrente contínua (cc), é uma motocicleta hotrod imponente, musculosa e tão empolgante para observar como também para pilotar.

A Scrambler, que nasceu em 2006, traz o conceito das motocicletas adaptadas na década de 1950 para off-road | DIVULGAÇÃO

Uma Bonneville rústica pronta para o off-road O conceito de moto Scrambler nasceu na década de 1950, para batizar modelos que eram adaptados para disputar corridas de enduro – ganhando itens como pneus para o uso off-road, escapamento alto e guidão largo. O nome veio da expressão em

inglês “to scramble”, que significa subir rapidamente uma colina usando os pés e as mãos. Esse tipo de moto fez sucesso e logo os fabricantes começaram a lançar modelos com este visual off-road. A Triumph entrou no segmento em 1963, com

a Bonneville T-120 TT, de 650 cc, que ficou em produção até 1967. Em 2006, a marca apresentou a Triumph Scrambler, equipada com motor de 865 cc. A novíssima Triumph Street Scrambler, desenvolvida a partir do bem-sucedido modelo Street

Twin, chega ao mercado brasileiro como uma nova opção de motocicleta clássica dentro da família Bonneville. Com motor de 900 cc, a Street Scrambler é uma motocicleta divertida, acessível, contemporânea e que incorpora uma significativa evolução em engenharia e

estilo em relação à Triumph Scrambler anterior – que não chegou a ser lançada no Brasil. O novo modelo foi desenvolvido para apresentar o mais belo e objetivo estilo Scrambler, com recursos e detalhes exclusivos, estilo mais rústico e foco no off-road.


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SUPER MÁQUINAS

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| AVANÇOS | ELÉTRICA |

‘Os carros comuns estão com os dias contados’ Encontro de especialistas no Rio de Janeiro debateu o futuro da indústria automobilística, que avança com as tecnologias em busca do ecologicamente correto, de uma maior conectiva do condutor e a autonomia dos veículos com comandos de voz e até ondas cerebrais

O

s veículos “pé-duro” como conhecemos hoje estão com os dias contatos, numa sociedade que se mostra a cada dia mais conectada e consciente sobre a importância das tecnologias limpas em favor do meio ambiente. Diante desse novo conceito, especialistas da indústria se reuniram nos dias 22 e 23 de junho, em Volta Redonda (RJ), para debater essa evolução no 6º Colloquium SAE Brasil de Eletroeletrônica & Mostra de Engenharia. Esse cenário, segundo o presidente do 6º Colloquium SAE Brasil, engenheiro Ricardo Camargo, motiva a indústria a avançar no desenvolvimento de veículos que sejam capazes de interagir com o usuário, dirigir de forma autônoma e receber comandos de voz ou mesmo ondas cerebrais, além de emitir menos poluentes e garantir o melhor custo-benefício na operação. Para Camargo, que é de produto da MAN Latin America, todas essas inovações fomen-

tam atualmente a revolução da eletroeletrônica aplicada à indústria da mobilidade. “Em todo o mundo, montadoras fazem questão de apresentar avanços em tecnologias aplicadas a veículos híbridos, movidos a hidrogênio e semiautônomos, conceitos que dão um gostinho de como poderá ser o futuro do automóvel”, diz. O engenheiro, que diz que quem é fã de carro e gosta muito de dirigir, já deve se preparar psicologicamente para o fim dos carros comuns. Segundo ele, falta pouco para que veículos autônomos e os altamente conectados cheguem de vez ao mercado e se popularizem. “Tornando a experiência do deslocamento algo totalmente novo e talvez não tão prazerosa quanto o que ainda temos atualmente”, observa. Apesar da expectativa do presidente do 6º Colloquium SAE Brasil de Eletroeletrônica & Mostra de Engenharia, sobre os veículos, no Brasil o maior desafio talvez seja fazer toda essa tecnologia, de fato, funci-

Além dos avanços tecnológicos, especialistas discutiram o funcionamento deles no Brasil

onar. “Um exemplo é o aviso de saída da faixa de rodagem (LDS), que auxilia no controle do veículo, caso o motorista saia da faixa por qualquer motivo. Como esse sistema funcionaria em rodovias desprovidas

de faixas pintadas? Ou ainda, como o veículo desviará dos buracos?”, questiona. Enquanto os problemas de infraestrutura se eternizam e, quem sabe, até possa ser resolvida em médio ou longo

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prazo pela própria tecnologia embarcada no veículo -, Camargo observa que as montadoras seguem agregando mimos tecnológicos, como aqueles que prometem facilitar a vida dos motoristas e melhorar a segu-

rança, a exemplo dos sensores das centrais multimídia que carregam todo o conteúdo do smartphone. “Nos carros do futuro, a eletroeletrônica terá papel fundamental. Será responsável por todo o controle e a integração das informações do veículo”, diz o engenheiro. Essa nova revolução tecnológica, módulos eletrônicos com maiores capacidades de processamento e uma enorme carga de programação evidenciam que a mecânica está se convertendo em elétrica nos veículos. No ponto mais sensível do avanço, Camargo diz que a obtenção de energias limpas para os motores e a eletricidade em substituição aos combustíveis fósseis também fazem parte da revolução. “O Brasil ainda precisa encontrar saídas para viabilização porque os valores que envolvem os desenvolvimentos e os produtos com estas tecnologias são altíssimos, embora o custo operacional seja atrativo em função da matriz energética brasileira”, avalia.


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| EXPECTATIVA | RENOVAÇÃO |

EcoSport reestilizado deve chegar em agosto Ford iniciará no Brasil a pré-venda do modelo em julho. Nas mídias sociais, a marca anuncia o valor de R$ 69,9 mil para a sua versão de entrada. O novo SUV, que foi todo redesenhado por fora e por dentro, chega com um motor 1.5, mais potente que o seu atual 1.6

C

om a versão de entrada anunciada nas redes sociais da Ford do Brasil por R$ 69,9 mil, o novo EcoSport 2018, reestilizado, foi apresentado no Salão de Buenos Aires neste mês de junho. Ainda não lançado oficialmente em terras brasileiras, o modelo, que busca recuperar a liderança no segmento, começa a pré-venda no fim de julho, mas só chegará às concessionárias do país em agosto deste ano. A Ford confirmou que a versão reestilizada terá motores 1.5 e 2.0. O primeiro se trata de um motor com três cilindros de até 137 cavalos (cv), o mesmo utilizado no novo Fusion, porém sem turbo. Diferente do motor 1.6 do modelo atual, que desenvolve menos potência, com 130 cv, a nova plataforma promete ser mais econômica. A versão 2.0 que ganha injeção direta de combustível herdará, segundo a marca, o

motor do Focus, com 175 cavalos. O modelo que foi o primeiro SUV compacto da história da indústria automobilística mundial, ao rever os seus conceitos diante de um mercado cada vez mais concorrente, traz uma unidade menor inédita. Uma estratégia semelhante ao da Honda que lançou neste ano o WR-V, que apesar de ser um crossover, também é visto como um SUV menor que o HR-V. O novo EcoSport 2018 chega com a dianteira inspirada na última geração do Edge, lançado recentemente no Brasil. Para isso, todas as peças da frente do EcoSport foram redesenhadas como capô, para-lamas, grade frontal, para-choque, os faróis ficaram mais estreitos, além dos faróis de neblina que ganharam um novo formato. Outras mudanças estão na traseira, mas não foi a remoção do polêmico estepe pendurado na tampa do porta-malas, mas sim as novas

O modelo foi apresentado no Salão de Buenos Aires

lanternas traseiras que vão ficar diferentes internamente. No interior, a transformação do EcoSport 2018 foi total. Ele traz uma novo painel e quadro de instrumentos

| CRÉDITO |

Empresários não encaram esse resultado como retomada do mercado

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Cetip aponta alta nas vendas de maio no AM Ao somar 4.337 unidades vendidas a crédito em maio, o Amazonas foi o segundo Estado que mais financiou veículos na Região Norte, atrás do Pará. O volume representa uma alta de 29,2% em relação ao mesmo mês de 2016. Os dados incluem automóveis leves, motos e pesados. O levantamento é da B3, empresa resultante da combinação de atividades da BM&FBovespa, uma das maiores bolsas do mundo em valor de mercado, e a Cetip, maior depositária de títulos privados da América Latina. Desse total, em maio, foram financiados 3.035 automóveis leves, avanço de 28,9% na comparação anual. Apesar do número, para o presidente do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do Estado do Amazonas (Sincondiv-AM), João Braga Neto, não é possí-

vel se falar em reação do mercado. Um sinal, segundo ele, é que as vendas da primeira quinzena de junho foram muito fracas em relação ao mês anterior e ao mesmo período do ano passado. Mesmo com o crédito bancário, ainda está muito restrito, Braga Neto, observa que para quem precisa de um bem durável como um veículo, o momento é melhor para essa aquisição. Segundo ele, com o baixo volume de vendas, o preço caiu muito. “Esse é o melhor momento para comprar. Não pela euforia, mas pelo preço”, diz. A Região Norte encerrou o mês de maio com 24.778 veículos financiados, um aumento de 7,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Desse total, os automóveis leves foram responsáveis por 15.235

das operações, enquanto as vendas financiadas de motos somaram 8.883 unidades, segundo a B3. O total de veículos financiados no Brasil em maio de 2017 totalizou 442.387 unidades, entre automóveis leves, motocicletas, pesados e outros, alta de 17,5% em relação ao mesmo mês de 2016. Desse total, veículos novos somaram 160.244 unidades vendidas a crédito, enquanto os usados chegaram a 282.143. A B3 opera o Sistema Nacional de Gravames (SNG), base integrada de informações que reúne o cadastro das restrições financeiras de veículos dados como garantia em operações de crédito em todo o Brasil. O SNG impede que o processo de financiamento de veículos seja suscetível a fraudes sistêmicas.

com novos medidores e uma tela no centro, além de um novo sistema multimídia que será de série em todas as versões do SUV. A Ford buscou melhorar a qualidade dos re-

| DIVULGAÇÃO

vestimentos no interior a fim de garantir mais conforto aos passageiros. Em matéria de segurança, a Ford confirmou que todas as versões do novo EcoSport

serão equipadas com sete airbags. Além dos dois frontais que são obrigatórios, o modelo virá com mais airbags laterais, de cortina e de joelho para o motorista.


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Domingo, 25 de Junho de 2017

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OS ANÚNCIOS PUBLICADOS NESTE JORNAL SÃO DE INTEIRA RESPONSABILIDADE DE SEUS ANUNCIANTES

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Manaus, Domingo, 25 de Junho de 2017

Página 2 NÍVEL MÉDIO

EDITAL DE INTIMAÇÃO PARA CONSTITUIÇÃO EM MORA Pelo presente e na qualidade de Titular do Cartório do 5° Oficio de Registro de Imóveis de Manaus-Am, situado na Rua Joaquim Sarmento nº 390 - Centro, Fone: (92)3231-1614, seguindo atribuições conferidas pelo art. 26, §4º da Lei 9.514/97 e a requerimento da Credora Fiduciária do Contrato, Caixa Econômica Federal – CEF, INTIMAMOS a comparecerem no prazo de 15 dias, para satisfazer a(s) prestação (ões) vencida(s) e as atribuições necessárias conforme a Lei citada, contados a partir da data de publicação deste Edital, em razão de encontra-se em local incerto, ignorado e inacessível, os Senhores a seguir: DEVEDORA FIDUCIANTE: GABRIEL STTEFAN RODRIGUES DE SOUSA, CPF: 762.290.172-53 e, GERLANY GOMES DE OLIVEIRA, CPF: 876.940.692-87.Contrato deAlienação Fiduciária nº 155553364185.Endereço do Imóvel: Rua Dona Otilia, nº 606, Apartamento 304, Bloco 25, RESIDENCIAL JARDIM PARADISO GIRASSOL, bairro Tarumã, nesta cidade.Matricula do Imovel: 9.723.DEVEDORA FIDUCIANTE: GLESE SOARES DA SILVA, CPF: 345.341.992-87.Contrato deAlienação Fiduciária nº 844441323145Endereço do Imóvel: Rua Praia Canoa Quebrada, nº 262, Apartamento 404, Bloco 13-B, Residencial Jardim Paradiso ALPINIA, bairro Tarumã, nesta cidade.Matricula do Imóvel: 12.140.DEVEDORES FIDUCIANTES: VALDEMILTON SARAIVA DE SOUZA, CPF: 835.854.432-49 e LUIZ RODRIGO DOS REIS DUARTE, CPF: 036.281.262-40.Contrato deAlienação Fiduciária nº 855553150265.Endereço do Imóvel: Rua Praia Canoa Quebrada, Nº 262, Apartamento 402, Bloco 14-A, RESIDENCIAL JARDIM PARADISOALPINIA, bairro Tarumã, nesta cidade.Matricula do Imóvel: 10.470.-

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CONVOCAÇÃO DA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA EDITAL 01/2017 Pelo presente, ficam os senhores condôminos (proprietários) do Condomínio Residencial N. S. de Fátima, quites com as taxas condominiais, convocados para a Assembleia Geral Ordinária, que será realizada no dia 04 de Julho de 2016 (terça-feira), no salão de festas do CRNSF, sito à Rua Paraíba, 670 – Adrianópolis, Manaus – AM, às 20:00h (vinte horas) em primeira convocação, ou às 20:30h (vinte horas e trinta minutos) em segunda convocação com qualquer número de presentes, a fim de tratar dos seguintes assuntos: 1-Prestação de contas do período; 2-Uso de blindex na varanda; 3-Saída do tesoureiro do Conselho. Manaus/AM, 22 de Junho de 2016. Síndico

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Manaus, 21 de junho de 2017.

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Bel. HOLOFERNES GONÇALVES LEITE Oficial Vitalício do 5º Registro de Imóveis 130866

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EDITAL DE INTIMAÇÃO – DEVEDOR FIDUCIANTE

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AO Oficial Titular do 1º Ofício de Registro de imóveis de Manaus/AM, no uso de suas atribuições legais e a requerimento do Credor CAIXA ECONOMICA FEDERAL, CNPJ sob o nº 00.360.305/0001-04 , vem INTIMAR através deste edital, o(s) devedor(es) abaixo relacionado(s), para pagar(em) no prazo de 15 dias, contados a partir do 1º dia útil após esta publicação, as prestações vencidas e as que vencerem até a data de pagamento, nos termos do art. 26,§4º da Lei nº 9.514/97, referentes ao contrato de Alienação Fiduciária firmado com o Credor e abaixo relacionado. Para tanto, deverá(ão) comparecer a esta Serventia Registral, situada na Rua Joaquim Sarmento, nº 418 – Centro, nos horários de 09:00 às 15:00 hrs., de segunda à sexta feira ou na própria sede/agência do credor. Contrato: 855552146859 Fiduciante: MYLLA CHRISTIE VASCONCELOS SAIDT, CPF: 007.297.052-93 Matrícula nº: 70.751 Endereço: AV. CM JOSE CRUZ, CD VIDA NOVA, Nº 580, AP 301, BL 09 – LAGOAZUL, MANAUS/AM.

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Contrato: 855552830988 Fiduciante: DIOGO NASCIMENTO TORRES, CPF: 001.270.252-86 ELLEN SAMMILLA DA SILVA SIQUEIRA TORRES, CPF: 804.575.682-91 Matrícula nº: 81.595 Endereço: AV. CM JOSE CRUZ, CD LIBERDADE, Nº 515, AP 103, BL 11 – LAGOAZUL, MANAUS/AM.

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Contrato: 155550838803 Fiduciante: ESDRAS PENABOGEA, CPF: 296.223.792-49 Matrícula nº: 61.194 Endereço: RUA SALVADOR, Nº 60, RES SALVADOR DALI AP 101, BL B – ADRIANOPOLIS, MANAUS/AM.

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Contrato: 855552847642 Fiduciante: CLAUDEMIR FRANCADE OLIVEIRA, CPF: 587.423.012-20 Matrícula nº: 81.715 Endereço: AV. CM JOSE CRUZ, CD LIBERDADE, Nº 515, AP 303, BL 23 – LAGOAZUL, MANAUS/AM. Contrato: 855551437900 Fiduciante: EVERSON CARDOSO DASILVA, CPF: 997.169.412-34 Matrícula nº: 62.604 Endereço: RUA NOSSA SENHORA DE FATIMA, Nº 950, AP 404, BL 16 – SANTAETELVINA, MANAUS/AM.

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EDITAL DE INTIMAÇÃO – DEVEDOR FIDUCIANTE 130829

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Contrato: 855552145960 Fiduciante: LAURINDO RIBEIRO DOS SANTOS FILHO, CPF: 790.577.806-15 Matrícula nº: 63.593 Endereço: RUA SALVADOR, Nº 60, RES SALVADOR DALI AP 702, BL B – ADRIANOPOLIS, MANAUS/AM.

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EDITAL DE INTIMAÇÃO PARA CONSTITUIÇÃO EM MORA Pelo presente e na qualidade de Titular do Cartório do 5° Oficio de Registro de Imóveis de Manaus-Am, situado na Rua Joaquim Sarmento, 390 - Centro, seguindo atribuições conferidas pelo art. 26, §4º da Lei 9.514/97 e a requerimento da Credora Fiduciária do Contrato, Caixa Econômica Federal – CEF, INTIMAMOS a comparecerem no prazo de 15 dias, para satisfazer a(s) prestação (ões) vencida(s) e as atribuições necessárias conforme a Lei citada, contados a partir da data de publicação deste Edital, em razão de encontra-se em local incerto, ignorado e inacessível, os representantes da Empresa Emitente do Contrato de Financiamento a seguir: EMPRESA EMITENTE: FREIRE E ARAUJO COMERCIO DE ALIMENTOS LTDA, CNPJ: 08.675.604/0001-83 – Representada por sua representante legal JORDANA AZEVEDO FREIRE, CPF: 662.063.323-49.CONTRATO: Nº 02.1457.737.0000004/05.Endereço do Imóvel: BR 174, KM 12, Vicinal 01/02/03, Gleba 03, denominado PORTAL DO CARIBE, bairro Tarumã-Açu.Matricula do Imóvel: 7.023.Manaus, 22 de junho de 2017. Bel. HOLOFERNES GONÇALVES LEITE Oficial Vitalício do 5º Registro de Imóveis

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Contrato: 155553387824 Fiduciante:ALESSANDRO COHEN MELO, CPF: 441.453.902-10 Matrícula nº: 86.505 Endereço: AV MAX TEIXEIRA, Nº 2121, AP 01, BL 01 – COLONIA SANTO ANTONIO, MANAUS/AM. Contrato: 855552096183 Fiduciante: PAULO GUILHERME DOS SANTOS BARROS, CPF: 528.819.702-49 Matrícula nº: 75.795 Endereço: AV. CM JOSE CRUZ, CD VIDA NOVA, Nº 580, AP 201, BL 11 – LAGOAZUL, MANAUS/AM.

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PONTO COMERCIAL – ALUGA-SE UMA SALA COM 70M2 NA RUA RIO PURUS VIEIRALVES COM PORTA PRA RUA SERVINDO PARA ESCRITÓRIO, LOJAS DE SUPEMENTO, RESTAURANTE OU LOJAS EM GERAL. CONTATO: 99981-1653. TERRENO ALPHAVILLE 1 VENDE-SE UM LOTE QUITADO TAM. 16X32. TRATAR: 99982-7669.

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O Oficial Titular do 1º Ofício de Registro de imóveis de Manaus/AM, no uso de suas atribuições legais e a requerimento do Credor BANCO BRADESCO, CNPJ sob o nº 60.746.948/000-1-12, vem INTIMAR através deste edital, o(s) devedor(es) abaixo relacionado(s), para pagar(em) no prazo de 15 dias, contados a partir do 1º dia útil após esta publicação, as prestações vencidas e as que vencerem até a data de pagamento, nos termos do art. 26,§4º da Lei nº 9.514/97, referentes ao contrato de Alienação Fiduciária firmado com o Credor e abaixo relacionado. Para tanto, deverá(ão) comparecer a esta Serventia Registral, situada na Rua Joaquim Sarmento, nº 418 – Centro, nos horários de 09:00 às 15:00 hrs., de segunda à sexta feira ou na própria sede/agência do credor. Contrato: 000764631-3 Fiduciante: GUILHERME CUNHAAVELINO, CPF: 744.944.572-72 Matrícula nº: R.04 86365 Endereço: APARTAMENTO Nº1201 DO 12º PAVIMENTO, DA TORRE 01, DO EMPREENDIMENTO DENOMINADO RESIDENCIAL LIFE DA VILA, SITUADO NA RUA BELÉM Nº963, SÃO FRANCISCO, MANAUS/AM.

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Manaus, Domingo, 25 de Junho de 2017

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EM TEMPO - 25 de junho de 2017 by Amazonas Em Tempo - Issuu