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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ ANO XXVIII N.º 9.094 DOMINGO, 24 DE ABRIL DE 2016 PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO
Bancada do AM vota não pelas ‘Diretas, já!’ DIEGO JANATÃ
Numa manobra para evitar que o vice-presidente Michel Temer (PMDB) assuma a Presidência da República caso o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) seja referendado no Senado Federal, o Planalto intensificou as articulações para encaminhar ao Congresso Nacional uma proposta para antecipar as eleições presidenciais para este ano, numa espécie de “Diretas, já!”. A medida é vista como golpe à democracia pelos parlamentares que fazem oposição ao governo federal, na Câmara dos Deputados, e, segundo os deputados federais do Amazonas, todos contrários à proposta, encontraria dificuldade para ser aprovada. Política A5
MERCADO INFORMAL
Sobrevivência e sonhos lançados na informalidade
TRUQUES REAIS
Beleza maquiada é ensinada em livro
DIVULGAÇÃO
Crise econômica e falta de oportunidades formais de emprego têm feito com que o mercado informal ganhe corpo em todas as capitais brasileiras. Em Manaus, cenário se repete em várias zonas da cidade. Economia B3, B4 e B5
Com 11 anos de experiência no mundo da beleza, a jornalista Vic Ceridono lança o livro “Dia de Beauté: Um Guia de Maquiagem para a Vida Real”. Elenco
Trabalhadores de nacionalidades e naturalidades diversas disputam espaço entre os amazonenses, que veem na informalidade a alternativa de renda
NÃO E SIM
RISCO SOCIAL
DIVULGAÇÃO
‘Ajudinha’ incentiva trabalho infantil
VASCO E FLA
Domingo de clássico e festa na arena Vasco e Flamengo se enfrentam às 15h, na Arena da Amazônia, por uma vaga na final do Estadual do Rio. O Vasco joga pelo empate. Pódio E4 e E5
FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, ELENCO, CURUMIM E IMÓVEIS&DECOR.
DIVULGAÇÃO
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MÁRCIO MELO
Malabares e limpeza de para-brisas são utilizados por crianças e adolescentes para conseguir dinheiro pelas ruas. Dia a dia C4
Votou pelo impeachment duas vezes Átila Lins (PSD) foi o único político do Amazonas a votar, duas vezes, pelo impedimento de um presidente da República. Conforme ele, agora corrigiu um erro histórico. Política A6
TEMPO EM MANAUS
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Ultima hora
MANAUS, DOMINGO, 24 DE ABRIL DE 2016
Polícia Federal apreende 450 quilos de cocaína
ACORDO
Rodoviários podem paralisar
Mesmo sem revelar os nomes dos suspeitos, delegado afirma que se tratam de um amazonense e um colombiano DIVULGAÇÃO
U
m amazonense e um colombiano foram presos Pela Polícia Federal do Amazonas (PF/AM), com 450 kg de cocaína pura, avaliada em R$6 milhões. De acordo com policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), a dupla foi presa na madrugada da última sexta-feira (22), em uma lancha nas proximidades do Parque Nacional do Jaú, na altura do município de Novo Airão (a 115 quilômetros de Manaus). O delegado da DRE, Caio Avanço, informou que os entorpecentes estavam sendo transportados do município de Santa Isabel do Rio Negro, distante 630 quilômetros de Manaus, e tinha como destino a capital amazonense. “Já estávamos investigan-
do sobre o comércio ilegal de drogas por meio de embarcações com destino para Manaus. Durante uma fiscalização de rotina na última sexta-feira, conseguimos aprender uma grande quantidade de cocaína. Esse ano, já ultrapassamos uma tonelada de drogas apreendidas”, disse Caio Avanço. Ainda de acordo com o delegado, a droga encontrada com os suspeitos é um tipo puro de cocaína, conhecida como “cristal” e que tem alto valor no mercado do tráfico. “A droga está avaliada em R$ 6 milhões aqui no Amazonas. No mercado exterior, para onde ela seria transportada, o quilo pode custar até US$ 100 mil”, disse. Após as prisões, os suspeitos que não tiveram seus nomes divulgados, foram conduzidos para a sede da Superintendência da PF, loca-
Atleta promove corrida pela solidariedade POR GUSTAV CERVINKA
POR MARA MAGALHÃES
Conforme estimativa da polícia, droga apreendida estaria avaliada em aproximadamente R$ 6 milhões POR BRUNA AMARAL
MARATONISTA
lizada no bairro Dom Pedro, na Zona Oeste da cidade e foram autuados por tráfico internacional de drogas. Outras apreensões No dia 8 deste mês, aproximadamente 392 kg de cocaína pura foram apreendidas em uma embarcação, em Manaus. De acordo com a Polícia Federal, o material seria proveniente do município de Tabatinga, distante 1080 quilômetros de Manaus e seria comercializada na capital amazonense. A embarcação foi abordada no Rio Solimões, próximo do município de Manacapuru, que fica localizado a 68 quilômetros de Manaus. Um tripulante responsável pelo embarque e conferência de mercadorias foi preso em flagrante e foi indiciado por tráfico internacional de drogas.
O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM) ameaça paralisar 70% da frota de ônibus a partir da meia noite da próxima terça-feira (26), em todas as zonas de Manaus. Mais de 1,5 mil ônibus não sairão das garagens e a estimativa é que mais de 300 mil usuários sejam prejudicados. A entidade informou que a greve é por tempo indeterminado. De acordo com o vice-presidente do sindicato, Josildo Oliveira, a paralisação é devido ao não pagamento do reajuste anual da categoria que é efetuado todo dia 1º de maio, sendo que este ano os empresários informaram que não irão efetuar o aumento salarial. “Desde janeiro que o sindicato está negociando o aumento salarial da categoria, que é prevista em lei, mas este ano os empresários alegam não ter dinheiro para pagar o reajuste. Não podemos aceitar essa situação, por isso resolvemos fazer essa paralização de 70% da frota e somente 30% irá rodar”, disse Oliveira. A categoria reivindica 20% de aumento salarial. O vice-presidente informou que o sindicato está aberto a negociação. “Amanhã irei ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) agendar uma reunião para tentar resolver a situação”, diz. Conforme a assessoria do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), o órgão já foi notificado sobre a possível paralisação e que irá tentar fazer uma negociação com os rodoviários amanhã.
SAÚDE
Carlos Dias durante corrida solidária de 12 horas de duração
HOMICÍDIOS
Governo cria sistema de registro para microcefalia SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Portaria do Ministério da Saúde publicada na sexta-feira (22) no Diário Oficial da União cria, no âmbito do SUS, o Sistema de Registro de Atendimento às Crianças com Microcefalia. A finalidade é o registro de informações e dados relacionados ao acompanhamento de crianças com diagnóstico de microcefalia, com vistas ao aprimoramento das investigações epidemiológicas e do acompanhamento em saúde. Ainda de acordo com o de-
O atleta brasileiro Carlos Dias, natural de São Paulo (SP), esteve ontem em Manaus para realizar a oitava etapa do seu projeto social “Desafio 12h das Capitais”. O objetivo da ação é arrecadar recursos financeiros para serem doados ao Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graac), hospital de referência no tratamento contra a doença no Brasil. Dias explicou que a iniciativa consiste em correr 12 horas em cada uma das capitais brasileiras, semanalmente, convidando o público em geral para participar, correndo e adquirindo a camiseta do projeto, que são as fontes de captação dos recursos a serem doados à instituição assistencial. “Sou voluntário pelo Graac desde 2008, quando conheci o trabalho que é desenvolvido lá ao me submeter a um dos
exames que precisei fazer para concorrer em uma prova de resistência na China”, lembra o atleta. Manaus é a oitava capital a receber o atleta esse ano. “Comecei o desafio em Porto Alegre há oito semanas e encerro essa temporada em setembro, no Rio de Janeiro”, diz. Carlos Dias regularmente dedica suas atividades ao trabalho solidário. “Estive em Manaus em 2013, com um projeto semelhante. Para 2017, pretendo visitar 24 países, nos quais vou correr por 24 horas com o mesmo objetivo”, adianta o maratonista, que completa 24 anos de carreira no ano que vem. O brasileiro Carlos Dias, classificado pelo norte-americano criador do super -herói “Homem Aranha” como super-humano (The History Channel), esteve em Manaus pela primeira vez em 2003. DIEGO JANATÃ
A2
creto, a operacionalização e a gestão do sistema serão de competência da Secretaria de Atenção à Saúde, observados alguns princípios como a existência de dados pessoais nas informações coletadas, acesso restrito a profissionais e gestores de saúde, e a implementação do sistema em cada região será pactuado pelos Estados. A portaria prevê que o Ministério da Saúde disponibilize diretrizes para apoiar a implementação do sistema por meio do site https://siram.saude.gov.br.
Manaus registra dois crimes na madrugada Dois homicídios foram registrados em Manaus na madrugada de ontem. As duas vítimas foram alvejadas por armas de fogo por suspeitos ainda não identificados pela Polícia Civil. O primeiro crime ocorreu por volta de 1h30, na rua Aires da Cruz, Santa Etelvina, Zona Norte. A vítima, Paulo de Carvalho Bezerra, 22, foi atingido com dois tiros, um no tórax e outro no peito. De acordo com policiais
da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Paulo estava dentro de um veículo modelo Fusca vermelho, estacionado em frente a um restaurante, quando foi surpreendido. No bairro Compensa 2, Zona Oeste, um morador de rua identificado como Paulo Roberto Souza Junior, 24 foi morto por volta das 2h, na Rua Xavier. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de acerto de contas (BA).
Opinião A3
MANAUS, DOMINGO, 24 DE ABRIL DE 2016
Editorial
Contexto 3090-1017/8115-1149
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Troca de farpas nas redes sociais Começa a esquentar o clima entre os pré-candidatos à Prefeitura de Manaus. E um passado não muito distante de troca de farpas começa a se repetir entre os ex-deputados estaduais Marcelo Ramos (PR) e Marco Antonio Chico Preto (PMN). Os dois, que já se enfrentaram na disputa eleitoral para o governo do Estado, tem usado as redes sociais para se atacarem e se defenderem mutuamente. Na última semana, Marcelo chamou seu ex-candidato a vicegovernador, Júnior Brasil de “Júnior Chico Preto Brasil”. Isso porque Júnior Brasil, hoje virtual pré-candidato da Rede Sustentabilidade à Prefeitura de Manaus, publicou um artigo na internet em que chama Marcelo Ramos e Hissa Abrahão (PDT) de incoerentes, por conta das mudanças de partido. “Júnior Chico Preto Brasil” Mesmo não tendo sido citado no artigo, Marcelo chama Júnior Brasil de “Júnior Chico Preto Brasil” porque nas eleições para o governo do Estado, o candidato Chico Preto era acusado por Ramos de ser “laranja” do também candidato, senador Eduardo Braga (PMDB). Para Ramos, Júnior Brasil estaria se prestando ao mesmo papel quando usa as redes sociais para atacar a ele e ao deputado federal Hissa Abrahão. Sem dar bola para a concorrência Do outro lado, porém, como quem não tem nada a ver com os “achismos” de Ramos, Chico Preto segue firme em seu propósito de submeter seu nome à Prefeitura de Manaus. E para que o projeto ganhe corpo, Chico Preto tem ampliado seu círculo de possíveis votos a partir de reuniões diárias com seus pré-candidatos a vereadores, que no PMN já são mais de 80 na disputa por 62 vagas. Plataforma de governo Outra estratégia é a realização de uma série de fóruns de debate para a construção do plano de governo do seu partido para Manaus. Os fóruns temáticos e as plenárias comunitárias devem dar forma a uma plataforma de governo que será apresentada aos eleitores da capital tão logo tenha início o processo eleitoral em si. Mobilidade urbana e infraestrutura são temas centrais. Problema na merenda escolar A falta de compromisso de fornecedores é algo que tira a paciência de qualquer pessoa, mas
quando essa falta de compromisso é com algo essencial como a merenda escolar nas escolas públicas do Estado, essa perda de paciência se transforma em revolta. Sobretudo, quando quem ganha a licitação para fornecer os itens não cumpre com o que foi acordado em contrato. Fornecedor sem palavra O fornecedor José Monteiro, o “Zé Monteiro”, vem continuamente criando dificuldades para entregar itens da merenda escolar para qual foi contratado. A falta de compromisso e de honradez com algo tão necessário, como a merenda escolar, só não tem sido pior graças ao empenho do governo do Estado, que se apoia em outros parceiros para não deixar faltar merenda na rede pública estadual. Responsabilidade E como quem não cumpre deve ser cobrado, o governo do Estado promete agir com rigidiz contra o fornecedor “Zé Monteiro”, a fim de que se responsabilize pelos incômodos que tem causado ao não cumprir com o que ficou estabelecido na licitação vencida por ele. Ameaça de paralisação A semana promete ser conturbada no que se refere ao transporte público na capital. Isso porque o Sindicato dos Trabalhadores do Transporte ameaça fazer uma paralisação, por tempo indeterminado, a partir de meia-noite da terça-feira (26). Eles alegam que os empresários do setor estão se recusando a fazer o reajuste anual da categoria, que é de 20%. Sem ganhos e com perdas
APLAUSOS
Talvez não seja a engenharia Uma coisa é certa: não são os fenômenos El Niño e El Niña que estão derrubando ciclovias, telhados e prédios inteiros pelo Brasil afora. Exemplo é aquela onda que, nesta semana mandou pelos ares 50 metros da ciclovia Tim Maia e matou duas pessoas na cidade do Rio de Janeiro. Mas não foi só esse desastre, na semana: desabamento de estande de vendas sexta-feira (22), na Vila Olímpia, na Zona Sul de São Paulo, deixou um morto e cinco feridos; e a qualquer momento, uma obra desaba em algum lugar do país. É certo, também, que a frequência desses acontecimentos aponta para uma anormalidade. E a primeira suspeita é a engenharia que teria falhado nos cálculos e nos procedimentos técnicos que as construções exigiam. É possível que um engenheiro falhe, um médico, um jornalista, qualquer um é passível de falhar em algum momento. Mas outros elementos e circunstâncias agravam as suspeitas que podem deixar a engenharia respirar mais aliviada: é a presença poderosa das construtoras em uma intimidade inevitavelmente promíscua com os poderes públicos responsáveis por conduzir as licitações, as contratações das empresas e a fiscalização. É claro que as empresas da construção civil precisam... construir, e em grandes quantidades de obras: são uma parte importante da economia e da geração de emprego. Mas é despudorado o lobby que realizam para conseguir essas obras. O país está testemunhando do quanto são capazes os lobistas, em apenas uma operação da Polícia Federal e do Ministério Público: a Lava Jato. O desastre com a ciclovia no Rio de Janeiro lembra um, quase esquecido, em Manaus. Aqui, foi o vento que levantou a cobertura do sambódromo e nunca mais se falou disso. Esses “acidentes” são frequentes demais. Não pode ser normal. Melhor “chamar o síndico” (não o Tim Maia). A engenharia pode ser inocente.
GILMAL
arteurucum@gmail.com
De acordo com o vice-presidente do sindicato da categoria, Josildo Oliveira, além de se recusarem a fazer o reajuste, os empresários pretendem diminuir salários, vale-alimentação e vale-lanche dos rodoviários. Os empresários alegam falta de recursos. Tjam deve intermediar A mobilização do sindicato dos trabalhadores ocorre uma semana após a Justiça barrar o reajuste da tarifa de ônibus, que passaria dos atuais R$ 3 para R$ 3,55. Na segunda-feira (25), o vice-presidente dos rodoviários disse que a diretoria do sindicato vai ao Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam) para tentar que o tribunal possa intermediar as negociações, uma vez que Josildo alega que os empresários fecharam as portas para eles. Vamos conversar O sindicato patronal já foi notificado sobre a possível paralisação e sinalizou positivamente quanto à intermediação feita pela Justiça. Por meio da assessoria, informou que irá “fazer todo o possível para que haja um acordo favorável às duas partes e que a população não seja prejudicada”. Paz na arena O Movimento Paz na Arena terá sua primeira prova de fogo hoje, quando Vasco e Flamengo se enfrentam pela semifinal do campeonato carioca na Arena da Amazônia. O movimento, que prega a paz nos estádios, tem ganhado adeptos, sobretudo, depois que grandes times cariocas passaram a jogar em Manaus. O desejo é que o espírito esportivo seja mais forte que qualquer disputa vã nas arquibancadas.
VAIAS
Iniciativa didática
opiniao@emtempo.com.br
População penalizada DIVULGAÇÃO
MÁRCIO MELO
Para a escola municipal Padre João D’ vries, Colônia Antônio Aleixo, que desenvolve o projeto “Jogos de Construção Interdisciplinares”, que busca integrar o ensino de várias disciplinas, além de desenvolver entre as crianças o trabalho em grupo e o reaproveitamento de materiais recicláveis.
Para o sindicato dos rodoviários que, mais uma vez, pretende penalizar a população para que os interesses da categoria sejam atendidos pelos empresários sem que antes sejam esgotadas todas as possibilidades de negociação com o sindicato patronal.
João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br
Nosso herói maior Não creio que possa haver uma coletividade que consiga manterse coesa e evoluir na história, sem que produza alguma ou algumas figuras heroicas. É nelas e por meio delas que o grupo, a tribo, o clã ou a nação encontram um modelo que os ajuda a definir uma identidade e um paradigma que paira à frente, a indicar um caminho e um objetivo. O tecido de que se constituem os heróis é uma construção de urdidura e trama, cujos papéis são desempenhados pela composição variável e aleatória do real e do imaginário. Poucos povos foram tão férteis na produção de heróis quanto os gregos em sua antiguidade. A chamada mitologia grega é um enorme acervo de figuras, ora heroicas, ora representativas das trágicas situações que acompanham intrinsecamente a existência humana. Nos mitos gregos, os heróis surgem das brumas do imaginário e, ao mesmo tempo, trazem em si conteúdos altamente comprometidos com a própria realidade humana. Assim, por exemplo, os habitantes do Olimpo, a casa dos deuses cheios dos desejos, dos sentimentos e das emoções dos humanos. Assim também aqueles que se apresentam como figuras humanas, mas cuja realidade permanece duvidosa para nós, como, por exemplo, Hércules, Teseu, Aquiles e tantos mais. Não há povo ou grupo, nem os que integram a contemporaneidade, que não tenha edificados seus mitos, mesmo que essa edificação se tenha processado sobre o arcabouço de figuras históricas reais. Deste modo, não seria possível a construção da história da França, se dela fossem descartadas as figuras dos seus heróis nacionais que, em função das características culturais daquela nação, incluem tanto seus “guerreiros”, como Luís XIV, Napoleão Bonaparte, Charles De Gaulle, como
seus humanistas como Montesquieu, Balzac, Molière e outros. É basicamente o que ocorreu com os germânicos em relação ao seu grande estadista Otto Von Bismarck, a Guilherme I, o Kaiser da unificação, a Johann W. Goethe e outros paradigmas heroicos da Alemanha. Outro “herói”, mais tarde, foi fabricado e impingido àquela nação e levou-a à sua maior tragédia, até ser destruído pela própria e intrínseca essência: foi a figura de Adolf Hitler, que surgiu como mito, se firmou e desmoronou, levando consigo todo o país, em menos de dez anos. Aliás, esse não foi, na história, o único episódio da produção de um herói deletério. Divagar pelas nações do mundo sempre será algo útil e extremamente agradável, mas não há como deixar de dirigir o foco do olhar para a própria casa que habitamos, o nosso país. Se nenhuma nação prescinde da ocorrência dos seus heróis, inevitavelmente surge a pergunta: quem é, ou quais são os legítimos heróis nacionais brasileiros? Pensar em personalidades da política sempre será um risco considerável, pois é da natureza dessas pessoas o buscar o autoenaltecimento e a utilização de artifícios a serviço das suas vaidades. Por isso, cogitar de figuras como Getúlio Vargas, Duque de Caxias, Pedro I, ou II, Deodoro e semelhantes, torna-se temerário, na medida em que as imagens que nos chegaram dificilmente poderão ser conferidas frente à realidade. Pela amplitude nacional do seu projeto, pelos riscos assumidos, pela isenção de vantagens pessoais, pelo destemor, pelo idealismo, pela coragem com que enfrentou a reação do establishment, parece inevitável que se proclame a personalidade de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, como o grande herói do Brasil
João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO
Divagar pelas nações do mundo sempre será algo extremamente agradável, mas não há como deixar de dirigir o foco do olhar para o nosso país. Se nenhuma nação prescinde da ocorrência dos seus heróis, inevitavelmente surge a pergunta: quem é, ou quais são os legítimos heróis nacionais brasileiros?”
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Opinião
MANAUS, DOMINGO, 24 DE ABRIL DE 2016
Painel Governo S.A. O empresariado tem escutado como música os sinais de como se comportaria uma eventual gestão Temer em relação ao setor produtivo. Nas conversas com representantes do PIB, peemedebistas capitaneados por Romero Jucá vêm repetindo que a saída para a crise econômica passa pela exploração máxima das concessões e das parcerias público-privadas. Uma das críticas ao governo Dilma Rousseff eram as amarras em regras das concessões, com o que o peemedebista promete acabar. Na raiz Entre as reformas que Temer pretende tocar está a do pacto federativo. O vice tem repetido a quem o procura que, hoje, Estados e municípios têm autonomia federativa e administrativa, mas não financeira. Descentraliza A ideia seria transferir não só responsabilidades aos prefeitos e governadores, mas também recursos suficientes para que eles as executassem. Como faz O problema é que, com o cenário de abismo fiscal e queda nas receitas, abrir mão de recursos não é um ingrediente que facilite a equação para fechar as contas do governo. Lá vem história Reservadamente, auxiliares de Michel Temer admitem que pode ser criado um novo imposto nos moldes da CPMF. A avaliação é que, se necessária, a ideia só pode ser publicizada depois de o governo ter mostrado que reduziu seus gastos e cortou na própria carne.
Frase
Natuza Nery
Xadrez O entorno de Temer tem se animado com a possibilidade de José Serra assumir o Ministério do Planejamento, na cota pessoal do vice, ou a pasta que reuniria as ações de infraestrutura – Transportes, Portos, Aeroportos e até Comunicações. Sobre pedra Apesar de ver com bons olhos a chegada de Temer à Presidência, parte do PIB se preocupa com a instabilidade da gestão, principalmente por causa de desdobramentos da Lava Jato. “O ideal seria começar do zero, com um sistema político renovado”, diz um peso-pesado da economia brasileira. Balcão Romero Jucá tem sido procurado para resolver todo tipo de problema do provável governo. Ouviu de um deputado de uma bancada nanica que, como todo seu grupo tinha votado pelo impeachment, ele deveria ser ouvido nas conversas sobre os rumos da economia. Além do horizonte Geraldo Alckmin está preocupado com a mudança no
xadrez da política paulista que a ascensão de Temer à Presidência pode provocar. A avaliação do tucano é que o PMDB tende a crescer no Estado, onde o PSDB reinava sozinho até então, e se tornar um concorrente de peso.
Cada passo do impeachment está de acordo com a Constituição. Ela agora me acusa de ser o chefe do golpe, o que é obviamente desagradável para mim e para a Vice-Presidência da República. Passei quatro anos no absoluto ostracismo. Nós não éramos amigos porque ela não me considerava um amigo. [...] É necessário dar luz à esperança de novo
Ninho O tabuleiro interno revela uma apreensão mais clara. José Serra, seu rival no PSDB, deve se fortalecer com a chegada de Temer ao poder. Aliados acreditam que a mudança pode precipitar a saída do governador de São Paulo do partido. No muro Um líder tucano foi questionado como seria a classificação do PSDB na Câmara, já que o partido não deve compor formalmente a administração Temer nem se opor frontalmente ao peemedebista. “Seremos governo ou minoria? Nem um nem outro, seremos tucanos.”
Michel Temer, vice-presidente, fala ao jornal dos EUA “‘The Wall Street Journal” que está “muito preocupado” com a tese de Dilma Rousseff, em Nova York, de que há um “golpe” no Brasil. “Vou devolver o posto quando ela retornar”, garantiu na entrevista.
OLHO DA RUA
opiniao@emtempo.com.br RICARDO OLIVEIRA
Do lar Marcela Temer já deixou escapar a amigos próximos que, caso o marido assuma a Presidência, sabe que “a demanda sobre ela aumentaria muito” e que não poderia se manter “tão discreta e afastada da vida pública”. Coisa de mãe Sua maior preocupação, revela a vice -primeira-dama, é não conseguir estar tão presente na rotina do filho, Michelzinho. Nem adianta? Há algumas semanas, Jaques Wagner sugeriu que a presidente procurasse Temer, visto pelo Palácio como “saidinho demais”. Dilma irritou-se: “É uma ideia imbecil. Não vê que ele não quer conciliação?”.
O escritor modernista Mário de Andrade psicografou o discurso de um papagaio da Amazônia sobre um herói sem nenhum caráter, um tal de “Macunaíma”, a mais completa tradução do personagem brasileiro. Pensa-se no que um “louro” desse tempo verde-amarelo possa ditar a um escritor, que pensa entender lambanças de agora
Dom Sérgio Eduardo Castriani
TIROTEIO
Em uma República digna do nome, seria elementar existir uma ação de afastamento de um presidente de poder que já é réu. DO DEPUTADO CHICO ALENCAR PSOLRJ , sobre o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, denunciado pelo STF por corrupção e lavagem de dinheiro.
CONTRAPONTO
Pace Brasil Em seu discurso na cerimônia de apresentação do prêmio do Fórum Empresarial, promovido pelo Lide em Foz do Iguaçu (PR), o vice-governador de São Paulo, Márcio França (PSB), falava da crise política e econômica que o país atravessa, quando soltou: – Há maratonistas que treinam com um peso a mais para se esforçar mais e ficar bem na prova. Na plateia, os convidados entreolharam-se sem entender a fala do aliado de Geraldo Alckmin. França, então, emendou: – Estamos nos livrando de um peso para correr mais agora – numa referência ao impeachment de Dilma. Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”
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Brasil Domingo passado, como todo mundo, passei horas diante da televisão assistindo à votação do relatório que recomendava a abertura do processo de impedimento da presidente da República, processo que deve ser feito, se aceito, pelo Senado. Foi como final de Copa do Mundo. Mesmo quem normalmente não se interessa por futebol, assiste, consciente que aí está em jogo a honra da nação. A comparação vai mais além, porque a votação dos deputados tinha torcidas organizadas, a favor e contra, devidamente uniformizadas, uma de vermelho e outra de verde e amarelo. Foram prudentemente separadas para evitar confrontos que poderiam degenerar em violência. Apesar das pressões não consegui descer do muro, pois a sensação era e ainda é que os dois lados, embora legitimamente eleitos e fazendo um jogo previsto na Constituição Federal, não estão interessados no bem comum, mas sim na manutenção do poder que permite acesso a cargos e verbas. O grande número de deputados suspeitos de corrupção, alguns deles já considerados réus pela justiça, transformou aquele drama numa farsa que seria cômica se não fosse trágica, pois atinge a própria legitimidade do sistema presidencial, que é o respeito ao resultado das urnas. Não duvido que vivemos um momento histórico, que por enquanto está ainda no campo da crônica e da análise de conjuntura. Somente a distância no tempo permitirá uma interpretação dos fatos e das suas consequências assim como as causas que os geraram. Só então se poderá saber o significado disto tudo para o Brasil e sobretudo para a sua democracia.
O que temos no momento são impressões e previsões, que só o futuro dirá se eram verdadeiras e objetivas, ou marcadas pelo viés da ideologia, interesses pessoais e de classe que evidentemente estão em jogo. A minha primeira má impressão, talvez a mais forte e mais negativa, foi a de ver antigos aliados, alguns participando do poder há doze anos, dando o voto a favor do impedimento e justificando o voto como uma libertação de um governo do qual até ontem faziam parte. Como acreditar na honestidade de quem age assim? De fato, passaram um atestado de incompetência e de oportunismo a si mesmos. Como acreditar em gente que muda o discurso e as fidelidades de forma tão descarada e sem pudor? Causou espanto também o uso de linguagem religiosa para legitimar posições. Se alguém se julga intérprete da vontade de Deus, é fácil imaginar o que pensa de quem tem opinião diferente da sua. O ambiente todo não refletia a gravidade do momento. Num julgamento, que é ao mesmo tempo político e criminal, de alguém eleito pelo voto popular, livre e secreto, espera-se um comportamento menos teatral. Ainda estamos longe do desfecho final desta novela que parece ter os capítulos prolongados para que a carreira dos atores seja incrementada. Faço votos que qualquer que seja o desfecho, o grupo vencedor pense grande, pense o Brasil e os brasileiros. Embora não existam muitas razões para otimismo, não perdemos a esperança. O povo brasileiro, que não merecia passar por este vexame, saberá encontrar caminhos de justiça e de solidariedade.
Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de Manaus
A minha primeira má impressão, talvez a mais forte e mais negativa, foi a de ver antigos aliados, alguns participando do poder há doze anos, dando o voto a favor do impedimento e justificando o voto como uma libertação de um governo do qual até ontem faziam parte. Como acreditar na honestidade de quem age assim?”
MANAUS, DOMINGO, 24 DE ABRIL DE 2016
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Política
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ÁTILA LINS
Reencontro com a história Política A6
Bancada do AM rechaça proposta de ‘Diretas, já!’
AGÊNCIA BRASIL
Como alternativa ao impeachment, setores do governo federal tentam convencer a presidente Dilma a antecipar as eleições CAMILA CARVALHO
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Numa sessão lotada, com 511 dos 513 deputados, como há muito tempo não se via, a Câmara dos Deputados aprovou o impeachment da presidente Dilma e descartou novas eleições
aprovada, até porque temos que ver como se comporta o vice-presidente. Vimos que a presidente (Dilma) perdeu todo o apoio político e não tinha como lidar com a crise econômica”, observou o parlamentar. Para Átila, o país precisa dar uma oportunidade para o vice– presidente Michel Temer fazer suas alterações no governo e “tocar o Brasil, assim como aconteceu em 1992”, com a saída do então presidente à época, o atual senador Fernando Collor de Melo (PTC-AL) – que teve o mandato cassado - e a
posse de Itamar Franco, que era vice-presidente. “Ninguém propôs, naquele momento, novas eleições e deu certo. Itamar Franco fez um bom governo, criou o Plano Real, restabeleceu o clima de tranquilidade, o mercado assimilou muito bem. E é esta chance que queremos dar ao Michel Temer. Queremos que ele seja o presidente que vai fazer o governo de união nacional, de transição para (as eleições em) 2018, obedecendo o calendário eleitoral”, disse Átila Lins. ROBERTO STUCKERT FILHO/PR
ma semana após a aprovação do prosseguimento do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) na Câmara dos Deputados, em Brasília, e às vésperas da votação no processo no Senado, o governo federal intensificou as articulações para encaminhar ao Congresso Nacional uma proposta para antecipar as eleições presidenciais para este ano, uma espécie de “Diretas, já!”. A proposta é para barrar a posse do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), caso o processo de impeachment de Dilma seja aprovado pelo Senado. A medida é vista como “o verdadeiro golpe” pelos parlamentares que fazem oposição ao governo federal, na Câmara dos Deputados, e, segundo os deputados federais do Amazonas, encontraria dificuldade para ser aprovada. De acordo com o líder do DEM na Câmara, deputado federal Pauderney Avelino, não há previsão de realização de novas eleições antes de 2018. “Não há nenhuma previsão constitucional para se fazer eleições antes de 2018. A legislação eleitoral está em vigor e, portanto, qualquer tentativa de antecipar as eleições seria um golpe à democracia. O processo do impeachment ainda está em curso e acredito que o rito eleitoral deve ser cumprido”, disse Avelino. Segundo ele, a proposta começou a ser discutida no Senado, desde a última segunda-feira (18), mas não deve ser aprovada. Para o deputado federal Átila Lins (PSD), não há qualquer possibilidade de uma proposta que antecipe as eleições presidenciais ser aprovada pela Câmara dos Deputados. “Acho que essa tentativa é que se chama de golpe, porque, de acordo com a Constituição, no afastamento da presidente assume o vice-presidente. Na Câmara, não vejo nenhuma possibilidade de a proposta ser
Dilma diz que não renuncia ao mandato. Aliados tentam dissuadi-la
Sem apoio Para a segunda-feira (25), está prevista a eleição da Comissão Especial do Impeachment no Senado, que analisará o processo de afastamento de Dilma. A previsão é que o relatório da comissão esteja pronto até 27 de maio. Para a presidente ser destituída do cargo no julgamento final, serão necessários 54 votos dos 81 senadores. Para o deputado federal Hissa Abrahão (PDT), a saída para a crise política e econômica que assola o país não está na realiza-
ção de novas eleições. “Acredito que o povo brasileiro está no limite de tantos desmandos e temos que oferecer uma agenda positiva ao país. Despende-se muito tempo e energia com briga política e nada em políticas públicas para melhorar os serviços oferecidos à população e ao crescimento da economia. O povo não aguenta mais, faz-se necessário apontar caminhos e dar resultados”, disse Abrahão. De acordo com o deputado federal Alfredo Nascimento (PR), “não há clima neste momento para trocar o impea-
chment por eleições gerais”, mas há espaço para discussão enquanto o Congresso não finalizar o julgamento do impedimento da presidente. “Acredito que neste momento estamos obedecendo as regras constitucionais, com o aval do Supremo Tribunal Federal (STF) que é o guardião da Constituição. Acredito que eleição geral não seria constitucional, mas é um tema que deve ter a discussão ampliada. A situação é crítica e exige soluções rápidas, respeitando as leis”, disse Nascimento.
Articulação ganha força entre aliados De acordo com o comentarista político da GloboNews, Gerson Camarotti, na última quarta-feira (20), na conversa que teve com o então ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga (PMDB) – ele já entregou a pasta –, a presidente Dilma Rousseff questionou-o a respeito da possibilidade de antecipação das eleições. Segundo o comentarista político, Braga disse que a proposta não teria viabilidade no Congresso. Dois dias antes, na segunda-feira (18), um grupo de senadores começou a recolher assinaturas de apoio para realizar eleições diretas para presidente e vice-presidente da República junto com as eleições municipais deste ano.
Os defensores da proposta alegam que, como há uma grande parcela da opinião pública favorável ao impeachment, da mesma forma há também os que não querem Temer. Essa é a posição dos senadores Cristovam Buarque (PPS-DF), Randolfe Oliveira (Rede-AP), João Alberto Capiberibe (PSB-AP), Lídice da Mata (PSB-BA), Walter Pinheiro (Sem partido-BA) e Reguffe (Sem partido-DF). O senador Cristovam Buarque defendeu que a presidente Dilma e o vice-presidente Michel Temer tomem a iniciativa de abrir mão de parte de seus mandatos para apoiar a proposta, porque “o Brasil não aguenta mais esta crise”. “Precisamos de 27 assinaturas de
senadores para encaminhar a PEC. Não temos nenhuma ainda, vamos começar a conversar com os senadores”, disse Cristovam. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) confirmou que a proposta já está circulando no Senado e disse que, em princípio, a apoia. “Não quero fazer isso agora, porque qualquer atitude que a gente tome parece que não tem mais jeito (para reverter o impeachment). É algo difícil, mas não é impossível”, disse Grazziotin, ao afirmar que, caso o impeachment seja aprovado, no Senado, não haverá outro caminho a não ser a antecipação das eleições. O diretório nacional do PT e ministros têm discutido a pro-
posta desde a última semana. Eles defendem que a presidente encaminhe ao Congresso Nacional uma proposta de redução do próprio mandato e de convocação de eleições presidenciais neste ano. A ideia é que a presidente anuncie que abre mão de 2 anos de mandato, mesmo que chegue a ser inocentada de crimes de responsabilidade pelo Senado, que julgará se a petista é ou não inocente e se deve ser afastada em definitivo do cargo, consumando o impeachment. No mesmo projeto, Dilma estabeleceria que, assim como ela ficou 6 anos na Presidência, o sucessor, escolhido pelo voto direto, teria mandato de 6 anos, sem reeleição.
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Com a palavra
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Átila LINS
‘O IMPEACHMENT não arranhou os PRINCÍPIOS DEMOCRÁTICOS’ Aos 66 anos de idade e 38 anos de vida pública, sendo 26 anos apenas como deputado federal, Átila Lins (PSD-AM) diz que corrigiu um erro histórico em sua biografia política ao votar pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT-RS) no último domingo. Em 1992, ele votou contra o impedimento do então presidente Fernando Collor de Mello, hoje senador pelo PTC-AL. Átila Lins não se considera arrependido daquele ato, mas revela que, no último domingo, quando votou contra Dilma, levou em conta a vontade popular. Nesta entrevista ao EM TEMPO, o deputado vê semelhanças entre os processos de Collor e Dilma e diz que sonha em ser senador e até mesmo governador do Amazonas. Ele está em seu sexto mandato na Câmara Federal.
O voto a favor de Collor me deixou sequelas políticas insuperáveis, em função de ter atuado em desacordo com a vontade do povo amazonense. Isso fez eu adiar vários projetos políticos. Na ocasião, entretanto, acolhi decisão partidária. A chance de participar de um novo processo de impeachment me permitiu reescrever a minha história, em que procurei externar e ficar ao lado do povo”
EM TEMPO - Ao votar pelo impeachment da presidente Dilma, o senhor declarou que estava acertando as contas com a história. Se arrependeu de ter votado a favor do então presidente Fernando Collor de Melo? Átila Lins – O voto a favor de Collor me deixou sequelas políticas insuperáveis, em função de ter atuado em desacordo com a vontade do povo amazonense. Isso me fez adiar vários projetos políticos. Na ocasião, entretanto, acolhi decisão partidária. A chance de participar de um novo processo de impeachment me permitiu reescrever a minha história, em que procurei externar e ficar ao lado do povo e também com o apoio partidário. Não diria que me arrependi, mas, com certeza, hoje eu examinaria melhor o meu posicionamento, levando em conta a manifestação popular. EM TEMPO - O senhor ficou estigmatizado por ter apoiado Collor? AL – Sim, fiquei estigmatizado por não ter atendido ao desejo da maioria dos amazonenses, que me pedia o afastamento de Collor. Inclusive, em razão dessa decisão equivocada, vários dos meus projetos foram adiados.
EM TEMPO - Na votação do processo de impeachment da presidente Dilma, muitos deputados contrariaram a orientação do partido de votar contra. A intenção foi atender o eleitorado, simplesmente, ou houve convicção no voto pelo sim ao impeachment? AL – Houve uma dualidade de comportamento. Alguns atenderam à intensa movimentação popular por meio das redes sociais. Esses atenderam o eleitor. Outros não concordaram com o fechamento de questão por parte de seus partidos, optando, portanto, pelo voto de acordo com sua consciência. EM TEMPO - Há semelhanças entre o impeachment de Collor e o processo que envolve Dilma? Como o senhor avalia um e outro? AL – Há semelhanças. Quando se tratou de Collor, o viés jurídico que motivou o pedido de impeachment foi o cometimento do crime de responsabilidade, foi um carro Elba e um suposto empréstimo no Uruguai. Isso caracterizou crime patrimonial. O confisco da poupança também provocou incredibilidade em Collor junto à população. Com relação a Dilma,
o crime de responsabilidade aconteceu com a ofensa à Lei Orçamentária, prevista no artigo 85 da Constituição Federal (os famosos decretos assinados sem a autorização do Congresso Nacional), além das pedaladas fiscais, que fizeram a presidente incorrer no crime de improbidade, previsto no item 5 do artigo 85. E o viés político agravou a crise econômica, que gerou uma insatisfação popular de graves proporções, com o desemprego em massa, inflação sem controle, juros estratosféricos. Isso ocasionou uma queda de 80% da popularidade do governo Dilma, segundo pesquisas recentes. O impeachment agora tem um agravante em relação a Collor. São as questões ética e moral, geradas pelas investigações da operação Lava Jato, que revelaram desvios milionários na Petrobras. EM TEMPO - A tendência, pelo que demonstraram os deputados, é que a presidente Dilma fique impossibilitada de governar. Como isso afeta o país? AL – A meu ver, afeta o país para melhor, com sinalização positiva para os investidores estrangeiros e nacionais, positiva para o mercado. Criou-se uma expectativa de mudança para tirar o país do caos. Não me venham falar de golpe. E nem de ruptura democrática. Impeachment está previsto
na Constituição e nas leis do país. Da mesma forma que o impeachment de Collor, o de Dilma será altamente positivo para o Brasil. Não arranhou os princípios democráticos. A nossa democracia foi consolidada. Não tenho dúvidas de que o impeachment de Dilma trará grandes benefícios para o nosso país, e a nossa democracia continuará fortalecida. EM TEMPO - O senhor está há 26 anos na Câmara dos Deputados. São seis mandatos e meio. O que o senhor considera evolução e retrocesso na representatividade política, hoje? AL – Não houve evolução e nem retrocesso na representatividade política. Aliás, tentamos mudar no ano passado a forma de escolha dos deputados federais, acabando com o sistema proporcional e instituindo o voto majoritário. Por esse sistema seriam eleitos sempre os mais votados, sem coligações partidárias e sem coeficientes eleitorais. Evitaria o fenômeno do Tiririca (deputado) em São Paulo que, com mais de 1 milhão de votos, garantiu a eleição de deputados com votação ridícula. Eles foram beneficiados pelo sistema proporcional com a soma dos votos das coligações. EM TEMPO - A Câmara é, hoje, um caldo político que inclui bancadas da Bíblia, da bala, dos milita-
res, do agronegócio, dos movimentos sociais. Esse tipo de representatividade fragmentada é bom ou ruim para a política? AL – Isso é reflexo da sociedade brasileira, que elege os representantes dos movimentos sociais. EM TEMPO - A Câmara é presidida por um deputado que é réu na Justiça por corrupção e abriga uma leva de outros parlamentares que respondem a processos judiciais. A casa reflete a sociedade ou são casos isolados? AL – É preciso esclarecer que réu em processo judicial ainda será julgado, ou seja, não significa que esteja condenado. São muitos os casos de réus serem absolvidos pela Justiça. Por isso, não podemos condenar, precocemente, parlamentar que eventualmente responde a processo judicial. EM TEMPO - O senhor pretende disputar um cargo majoritário no Amazonas? Qual? AL – Todo político almeja alcançar estágio progressivo na sua carreira. Não seria eu a exceção. Portanto, sonho, sim, ser senador e até governador. Todos nós, políticos, sonhamos. Agora, se esse sonho será realizado ou não, depende das circunstâncias, do momento, do apoiamento popular, das lideranças e dos partidos.
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Cláudio Humberto Com Ana paula Leitão e Teresa Barros
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A presidente cometeu crime de responsabilidade” RUBENS BUENO, líder do PPS, explica porque o impeachment é constitucional
Cláudio Humberto
Torturador rejeitado Quase 149 mil pedem a cassação de Bolsonaro, que homenageou um coronel acusado de tortura, ao votar pelo impeachment de Dilma.
Votos caros O Planalto avalia que a lealdade dos ministros Celso Pansera (Ciência) e Marcelo Castro (Saúde) custou caro demais ao governo: só deram os próprios votos. No PMDB, o placar contra Políticos do PMDB, inclusive aqueles mais leais ao presidente do Senado, não Dilma foi 59x7. Acachapante. conseguem entender o apego de Renan Calheiros a Dilma Rousseff. Esses amigos têm advertido, de maneira crua, que a presidente “já morreu” politicamente, e que Dá cá, toma lá a saída dela é inevitável. Mas Renan parece apostar em uma sorte lotérica: afinal, Ministros do núcleo duro do gocaso consiga “salvar Dilma”, como tem dito a amigos, será dele o bilhete premiado. verno orientam Dilma a destravar as nomeações para ganhar os votos do Senado. Mas a presidente quer nomear Abraço de afogados A presidente Dilma lidera o ranking indicados somente após a votação. AUm dos mais leais “renanzis- de petições do site Avaaz que pedem tas” do Senado, Romero Jucá (RR) cassação de mandato. Assinaturas Órfão de candidato também não entende o “abraço de pró-destituição da petista já ultraHá dirigentes petistas procurando afogados” de Renan em Dilma. passam a marca de 1,915 milhão. um nome competitivo para disputar O presidente do Senado, Renan a Presidência da República, em 2018. Alagoas não é Calheiros (PMDB-AL), aparece em Petistas acreditam que o ex-presidente “Há quem ache Renan grato à seguida: mais de 1,5 milhão de Lula será abatido em pleno voo pela ‘ajuda’ de Dilma ao governo do filho”, assinaturas. O presidente da Câ- Operação Lava Jato. diz Romero Jucá, “mas ela jamais mara, Eduardo Cunha (PMDB-AL), liberou um só tostão para Alagoas”. é o terceiro: mais de 1,291 milhão Cabo de guerra O deputado tucano Daniel Coelho querem cassar o seu mandato. Xô, Dilma (PE) pretende disputar a prefeitura do A posição dos eleitores não explica Recife, mas, mais preocupado com o Para todos os gostos a extremada lealdade de Renan: pesSão vários os motivos alegados projeto nacional, Aécio Neves deseja quisas em Alagoas revelam rejeição para abaixo-assinado contra polí- afagar o PSB, apoiando a reeleição do a Dilma superior a 80%. ticos: corrupção (Dilma), “Senado prefeito Geraldo Júlio. limpo” (Renan) e falta de decoro Gostar, não gosta Mentirinha eleitoral (Cunha). Renan tem dito que gosta de Dilma. Durante a campanha, Dilma afirmou Quem a conhece não gosta dela, que faria “um governo muito melhor, Quebra de decoro como mostraram os votos de ex-miQuase 71 mil já pedem a cassação principalmente controlando a inflação”. nistros favoráveis ao impeachment. de Jean Wyllys (Psol-RJ) por quebra No acumulado dos últimos 12 meses, Dilma é a mais rejeitada em pe- de decoro, após cuspir no deputado a inflação oficial é de 9,34%. Quase tições na internet dois dígitos. Jair Bolsonaro (PSC-RJ).
PMDB não entende o apego de Renan a Dilma
Fim de governo “Acabou o governo. Insistir em golpe é um desserviço ao Brasil”, afirma o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), sobre o discurso petista de golpe. O Supremo já avisou que o impeachment é constitucional. Deputado gastão A ONG Operação Política Supervisionada (OPS) aponta: o deputado Jhonatan de Jesus (PRB-RR) foi o que mais gastou, em 2015, com a cota parlamentar, na categoria “geral”. Ele torrou R$ 516.015,31. Dias melhores O Itamaraty, tão castigado na gestão petista que rendeu ao Brasil a condição de “anão diplomático”, deve ficar longe das negociações em um governo Michel Temer. Ele deve escolher diplomata de carreira. Número da sorte Tem tucano proclamando que 13 é o número da sorte do Brasil, porque o PT poderá ter encerrado seu projeto de poder 13 anos depois.
Jornalista
PODER SEM PUDOR
Lados sempre a favor A jornalista mineira Ângela Carrato conversava com Hélio Garcia, então prefeito de Belo Horizonte e governador indicado por Tancredo Neves. Na época, Tancredo articulava sua candidatura a presidente, no colégio eleitoral, e pregava o “entendimento”, claro. Estava na moda a frase politicamente correta “ver as coisas sempre pelos dois lados”. Garcia garantiu, solene: - Eu sempre vejo as coisas pelos dois lados: o meu e o dos meus amigos.
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Política
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Prefeitos do AM participam de marcha pró-municípios O
s prefeitos do Amazonas participarão, no período de 9 a 12 de maio, da Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. A mobilização estadual para o encontro está sendo realizada pela Associação Amazonense dos Municípios (AAM). O presidente da AAM e prefeito de Boca do Acre, Iran Lima (PSD), afirmou que o cenário de crise econômica que os municípios enfrentaram no ano passado tomou agora proporções ainda maiores, agravada pelas desonerações promovidas pelo governo federal. “Isso gerou um prejuízo superior a R$ 80 bilhões para os municípios. Além disso, outros fatores contribuíram para a crise municipal, como o processo inflacionário e o desajuste das contas públicas motivado pela diminuição da arrecadação, que refletiram negativamente nas contas públicas”, explicou. Diante desse cenário, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), com o apoio de todas as Associações de Municípios dos Estados, elaborou uma pauta de reinvindicações, cujas principais proposições
são: a aprovação pelo Senado Federal do Imposto sobre Serviços (ISS) que incidem nas operações de cartão de crédito/débito e leasing; discussão de um novo Pacto Federativo, principalmente em relação à partilha de recursos públicos e respectivas obrigações da União, dos Estados, dos municípios e do Distrito Federal; a prorrogação do prazo para a disposição final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos; e a adoção de um novo critério de reajuste anual dos valor do piso salarial nacional do magistério, baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). A pauta municipalista será apresentada pela AAM à bancada federal do Amazonas. Na oportunidade, a associação pedirá o apoio da bancada amazonense para as reivindicações dos municípios. “Os prefeitos precisam entender a importância da participação de cada um deles nesse encontro. A associação está lutando fortemente para que essas causas sejam aprovadas e os benefícios revertidos o quanto antes para os nossos municípios”, reafirmou o presidente da entidade, Iran Lima.
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Associação Amazonense dos Municípios (AAM) está mobilizando gestores no Estado para o encontro nacional, em Brasília
A pauta municipalista será apresentada pela AAM à bancada federal do Amazonas e conta com as reivindicações dos prefeitos em ano eleitoral
Economia MANAUS, DOMINGO, 24 DE ABRIL DE 2016
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EMERSON QUARESMA
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baixo nível de procura por pa ss ag en s aéreas, para destinos na cionais e internacionais no Brasil, fez crescer em até 30% o número de promoções so bre o valor das passagens das companhias áreas brasileiras. O volume é sentido pelas ag ências amazonenses de turismo, que depois de sentir forte queda de até 40% nas vendas, passaram a vend er mais, contudo, com lucro menor. Conforme a proprietária Premier Viagens e Turis da agência mo, Rosangela Moita, no ano passado, nesse período de baixa temporada as promo ções das companhias áreas, como TA M, Gol e Azul, por exemplo, somaram, aprox im apenas. Neste, desde fevere adamente, dez iro, cada empresa já lançou pelo menos uma promoção para voos nacionais e internacionais . “Já consegui comprar de Manaus para Brasília, pela TAM, a R$ 480, ida e volta e de Manaus para São Paulo, pela Gol, a R$ 487 ida e volta ”, conta. Rosangela observou que o aumento no número de promoções das compan hias foi necessário para ocupar o grande número de poltronas vazias que
Com as ofertas de pacotes mais baratos, quem ganha também são as agências de viagem, que esperam ganhar clientes e, desta forma, aumentar as vendas para trechos nacionais e internacionais
Empresas aéreas amp liam promoções de passage ns as empresas estavam acum ulando por conta da qued a nas vendas para destino s nacionais e internacion ais. “Quanto mais pessoas em ba pouco, elas (as companhia rcam, mesmo pagando s) conseguem sobreviver, e nós (as agências), tam bém vendemos mais, ma s arrecadamos menos. Ma s, é melhor vender dez pa ssagens ganhando R$ 30 por cada uma, do que ga nhar R$ 100 por apenas duas ”, diz. Com as promoções baratea ndo o valor das passagens , Rosangela conta que procu ra vender outros serviços no s pacotes como hospedagem , aluguel de carro e tickts de parques, como em viagens para Miami ou Orlando, po r exemplo. Ela espera, contu do, que com a retomada de voos da TAM, anunciada pelo governo do Amazona s, as agências possam ganh ar novo fôlego nas vendas . “Porque agora passamos a ter outras opções para quem prefere voos direitos , como para o Rio de Janeir o e Miami”, aponta. As promoções também ac ontecem para voos internacionais, segundo a empresária da Paradise Turismo, Cláudia Mendon ça. Passagens para Miami, pela Avior Airlines, em promoção relâmpago, estava saindo a US$ 100 e outra pela American Airlines a US$ 280, todas ida promoções relâmpago, sã e volta. “Apesar de o muitas as ofertas principalmente para desti nos internacionais”, conta a empresária. Cláudia avalia que, mesm o com as promoções lançadas pelas empresas aéreas, neste momento não é possí a lucratividade do segme vel recuperar nto. Mas, com o final da baixa temporada, no fim de maio, o início da alta temporad a promete, pois há pessoas que já pesquisam pa as férias de julho, a Sema cotes para na da pátria, em setembro, e as festas de fim de ano em dezembro.
Estratégias A TAM Linhas Aéreas e a TAM Viagens informam, por meio da assessoria, que todo o ano anuncia m diversas ofertas de passagens aé reas e pacotes de turismo, respectiva mente, além de promoverem edições especiais da chamada MegaPromo. Pa ra este ano, a empresa afirma apenas qu e já promoveu duas edições da MegaPr omo, sendo que a última foi realizada no fim de semana passado, de 15 a 18 de abril. A companhia assegura, co ntudo, que em todas as oportunidades foram conte mp lad as ofertas para viagens Manaus como partida e de de sti no . No caso da MegaPromo pro vida de 15 a 18 de abril, moestiveram disponíveis para promocionais para voos os clie nte s pre ços da TAM operados entre Manaus e destinos como Aracaju, Belo Horizonte, Br asília, Campinas, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, ville, Maceió, Natal, Ribeir Joinão Preto, São Luís e São Paulo. A Gol Linhas Aéreas inf or ma, por meio da assess política de informações oria de imprensa, que da seguindo em presa, a companhia aé comunicação sobre prom rea não fala com os oções de viagens, em meios de nenhuma circunstância.
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Economia
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Estudo busca ampliação do cultivo do cupuaçu no AM
Conhecimento e técnica combatem crise XXVIII jornalistamarciovieira@gmail.com
A pesquisa pretende consorciar o cupuaçu com outras frutas nativas da região, como a mandioca e o milho
ARQUIVO EM TEMPO
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rojeto de pesquisa busca ampliar estratégias e táticas para combater pragas que atingem e afetam as plantações de cupuaçu no Estado, afim de expandir o desenvolvimento da cultura do cupuaçuzeiro no Amazonas. O estudo é desenvolvido pela agrônoma e pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Aparecida das Graças Claret. O estudo é fomentado pelo Governo do Amazonas, por meio do Programa de Apoio à Consolidação das Instituições Estaduais de Ensino e Pesquisa (Pró-Estado), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). Ele visa ampliar o conhecimento sobre o inseto-praga Conotrachelus sp, conhecido popularmente como “broca-do-cupuaçu”, e do fungo Maniliophthora perniciosa, conhecido como “vassoura-de -bruxa”, principais causadores da destruição das plantações. Segundo a agrônoma, a capacitação de técnicos e agricultores em práticas agrícolas e no cultivo do cupuaçuzeiro, também é outro ponto importante. “Há preocupação com o emprego de técnicas ambientalmente corretas e elaboração práticas adequadas de cultivo do cupuaçu. Além disso, temos também a preocupação com a geração de renda e produção
Pragas como broca-do-cupuaçu e a vassoura-de-bruxa afetam as plantações
de alimentos para o produtor, assim, estamos incentivando o produtor a consorciar o cupuaçu com outras fruteiras nativas como feijão, mandioca, macaxeira e milho”, explica. A finalidade do consórcio de frutas nativas com o cupuaçuzeiro, a curto prazo, é proporcionar ao produtor frutos para o próprio consumo e garantir uma renda extra com o excedente. A longo prazo, é ter uma diversidade de frutos nativos, tendo o cupuaçu como fruta principal. De acordo com Aparecida, as pesquisas contemplam temas importantes para o desenvolvimento da cultura, como o planejamento de produção
familiar, o cultivo do cupuaçuzeiro em consórcio, análise de solos e folhas, e o manejo de pragas e doenças. Controle Na busca por medidas de controle das pragas, como a broca do cupuaçu, foram desenvolvidas práticas de manejo cultural com o recolhimento, ensacamento e solarização dos frutos brocados. De acordo com os resultados do estudo, a solarização ocasionou a morte das larvas adultas e imaturas, a partir do 30º dia, podendo ser uma alternativa para quebrar o ciclo biológico da praga estudada.
Marketing: a vitória acontece no coração VI Hoje vamos discutir como a ética pode ser um importante diferencial competitivo em sua empresa. Como ela pode fazer a diferença na guerra da concorrência e fazer você se destacar pelo o que sua empresa é de fato; não pelo o que ela parece ser. Durante quatro semanas seguidas, estamos discutindo campos de atuação estratégica para conquistar o coração dos clientes. Já falamos do aspecto estrutural, ou seja, das condições e edificações do negócio capazes de gerar bem-estar aos clientes; falamos sobre a questão comportamental. Hoje a pauta é ética. Cada vez mais os clientes se tornam mais exigentes. E o desenvolvimento das mídias sociais e outros mecanismos de potencialização das redes sociais tem conferido ao cliente um poder nunca visto até então. Há poucos anos, só havia o Procon como canal principal de reclamação dos consumidores. Hoje, mídias sociais como o Facebook, Twitter e WatsApp mudaram os velhos hábitos e agora qualquer empresa, marca, ideia, produto ou serviço podem ser alvos de crítica social através da Internet. Agora observemos, também, o atual cenário político. A socie-
dade é unânime em reivindicar mais transparência, decência e moralidade na coisa pública, e também na esfera privada. Portanto, ao observar todo esse contexto, tenha a certeza: sua empresa, seu pequeno, médio ou grande negócio, precisa ser ético. Isso significa, por exemplo, praticar preços justos. Tratar adequadamente seus funcionários, clientes e fornecedores. Significa não praticar, de forma alguma, qualquer ação que possa causar prejuízo ao cliente; significa não falar mal da concorrência, mas tratá-la com respeito e da mesma forma que gostaria que sua empresa fosse tratada pelos outros; significa, jamais, fazer falsas promoções ou vender produtos fora da validade, ou do prazo de uso; significa tratar as reclamações e críticas como verdadeiras “consultorias” gratuitas que, se bem aproveitadas, podem fazer seu empreendimento melhorar cada vez mais. Adote, em sua vida diária e empresarial, a “bandeira” da ética, sobretudo em todas as suas transações comercias a respeito de clientes e fornecedores. Ser ético não apenas ajuda a vender, como constrói relacionamentos duradouros entre a empresa e seus clientes. Até o próximo domingo.
Márcio Vieira Graduado em Comunicação Social Especialista em Marketing Palestrante em técnicas de vendas e atendimento Consultor em marketing e posicionamento
A sociedade é unânime em reivindicar mais transparência, decência e moralidade na coisa pública, e também na esfera privada. Portanto, ao observar todo esse contexto, tenha a certeza: sua empresa, seu pequeno, médio ou grande negócio, precisa ser ético.
Economia B3 Desempregados buscam alternativas nas ruas de Manaus
MANAUS, DOMINGO, 24 DE ABRIL DE 2016
FOTOS: RICARDO OLIVEIRA
A falta de emprego aumenta o volume de trabalhadores que parte para a informalidade
MERCADO INFORMAL
Vendedor de vassouras e rodos diz que, pela idade, não consegue mais vaga de trabalho na indústria de Manaus, onde atuava no chão de fábrica como soldador
EMERSON QUARESMA
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epois de realocar camelôs em galerias populares entre 2014 e 2015, o município vive agora uma invasão incontrolável de vendedores informais pelas ruas do Centro, Zona Sul, e de muitos bairros de todas as zonas da cidade. O volume é maior, conforme avaliação da Subsecretaria Municipal de Feiras e Mercados (Subsempab), por conta do desemprego que cresce impulsionado pela crise econômica que vive o país. O ambulante Franciney da
Silva Barros, 35, diz que resolveu ir para a rua vender frutas e verduras por conta da dificuldade de vagas no mercado de trabalho, em Manaus, na indústria, no comércio e na construção civil. Para sobreviver, ele diz que compra produtos dos atravessadores que vendem para os feirantes da Manaus Moderna e os revende sobre carrinho de mão, nas proximidades da Praça da Matriz. Para se garantir na atividade, o ambulante conta que todos os dias foge dos fiscais da prefeitura, que apreendem os produtos e o
carrinho de mão, segundo ele. “Ao invés de o ‘rapa’ chegar e tomar as nossas mercadorias, a prefeitura deveria era buscar uma forma de abrir o mercado de trabalho para pessoas como nós, que queremos trabalhar. E muitos andam falando por aí que os nossos produtos não têm qualidade, mas eles são os mesmos que são vendidos na Manaus Moderno e na Feira da Banana”, afirma. O ambulante Agnaldo Pereira dos Santos, 36, conta que depois que perdeu emprego no comércio, ele escolheu viver da informalidade,
no centro da cidade para vender produtos acessórios, porque é muito grande número de pessoas que circulam na região. “O movimento é muito e todos nós conseguimos vender e sobreviver”, diz. Desocupação O titular da Subsempab, Fábio Albuquerque, reconhece o crescimento do volume de trabalhadores informais no Centro, reforçada pela crise econômica e pela imigração de estrangeiros (leia mais na B4 e B5). Segundo ele, a prefeitura tem buscado alternativas para desocupar as calçadas do
Centro, como o camelódromo próximo ao Terminal 4 (T4), onde serão realocados 2 mil camelôs cadastrados. Contudo, ele reconhece a dificuldade de controlar o crescimento do número de trabalhadores informais, nas ruas do Centro. Ele conta que, somente no final do ano passado, os fiscais da pasta apreenderam de 100 a 150 carrinhos de mão que são usados para vender frutas e verduras e outros suportes ou produtos de ambulantes não matriculados pelo Município. De janeiro para fevereiro deste ano, o secretário diz
Do jeito que a vida permite Desde quando perdeu o emprego na construção civil da capital amazonense, há três semanas, o almoxarife Ronaldo Ferreira Roberto, 31, natural de Codajás (a 240 quilômetros de Manaus), passou a vender churrasquinho, numa calçada próximo a feira do produtor, do bairro Jorge Teixeira, Zona Leste. Por cinco anos, ele trabalhou terceirizado em obras do Instituto Nacional de pesquisas da Amazônia (Inpa). Depois de trabalhar como ajudante nas obras Ronaldo passou a atuar no setor de almoxarifado, área sobre a qual procura vagas pelo Sistema Nacional do Emprego (Sine). Mas, enquanto não encontra, todos os finais de tarde ele deixa sua casa, no bairro Cidade de Deus, Zona Norte, com os dois filhos, para comercializar os churrasquinhos. “Estou procurando por uma vaga de emprego, mas, enquanto eu não encontro, vou vendendo churrasquinho, como minha família já fazia lá em
Codajás”, conta. De 12 a 13 horas por dia, o vassoureiro Ivo Leite de Souza, 48, caminha diariamente por 7 ou 8 bairros, das zonas Leste e Norte de Manaus. Sobre os ombros ele reveza o peso de rodos e vassouras na casada por fregueses que compre os produtos. Ele diz que com a sua idade não consegue mais emprego na indústria, onde tinha experiência como soldador. E agora, para sobreviver ele compra os produtos de revendedores para lucrar, por dia, R$ 60 em média, em dias bons. Pai de três filhos e com sua esposa que atua como diarista, sem vínculo empregatício, ele diz que, apesar da dureza do dia-a-dia, ele consegue levar a vida e alimentar bem a família. “Não dá para sair por aí e pagar uma pizza para os filhos, porque tenho que ter dinheiro para pagar à vista pelas vassouras, todos os dias, mas temos pelo menos um bom feijão com arroz e um frango todos dias em casa”, comemora.
que volume de apreensões caiu para, de 30 a 40 por dia. Mas, basta um passeio no Centro, próximo ao Porto de Manaus e ao Mercado Municipal Adolpho Lisboa, que se encontra algumas centenas de pessoas vendendo sobre carrinhos e caixas, nas ruas e calçadas do Centro. De acordo com o subsecretário, os fiscais do município notificam por duas vezes de forma corretiva para que o informal não volte a comercializar no local. E na terceira vez a apreensão é feita. Os equipamentos ou produtos passam de 15 a 30 dias apreendidos.
Concorrência é desleal, diz CDL A informalidade preocupa os órgãos que representam o comércio de Manaus, por conta da concorrência considerada “desleal” pela Câmara dos Dirigentes Lajistas de Manaus (CDL Manaus). O presidente da entidade, Ralph Assayag, observa que atualmente, nas ruas onde a Prefeitura retirou os camelôs e os realocou em galerias, a presença dos ambulantes é controlada, mas que eles se aglomeram nas outras onde os trabalhos não chegaram. “No Centro Histórico nós [comerciante regulares] somos cobrados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pela Prefeitura de Manaus para manter a organização e a limpeza. Mas não adiante de nada se tem muitos ambulantes que sujam a região”, observa o presidente da CDL Manaus. Depois de perder o emprego na construção civil, Ronaldo Ferreira começou a vender churrasquinho na Zona Leste
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Economia MERCADO INFORMAL
EMERSON QUARESMA
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icolé, cocada, mingau, frutas e verduras. Esses são alguns dos produtos que muitos estrangeiros encontraram como alternativa para sobreviver em Manaus, para onde vieram em busca de oportunidades. Na fuga das dificuldades dos seus países, encontram a desilusão da falta de emprego legal na indústria, no comércio, nos serviços e na construção e por isso partiram para o mercado da informalidade. Entre os estrangeiros, o músico e soldador haitiano Bladimir Jean, 26, já vive em Manaus há quatro anos. Ele que já experimentou trabalhos em lojas de supermercado, passou um ano e três meses na Vila do Pitinga, em Presidente Figueiredo (a 107 quilômetros de Manaus) e mais uma temporada numa empresa de estaleiro, no bairro Compensa, Zona Sul, resolveu seguir pela informalidade para tentar garantir uma renda melhor para ele e sua esposa, que chegou em Manaus há dois anos. Agora, diariamente, Bladimir é encontrado com um carrinho de mão, nas ruas do Centro, Zona Sul, carregado de frutas, legumes e verduras, que compra dos atravessadores que vendem para os permissionários da feira Manaus Moderna. Segundo ele, o investimento diário é de R$ 100 a R$ 150 para manter o carrinho cheio, com muitas opções para quem passa por ele, nas pressas, entre a Alfandega e a praça da Matriz, antes de ir pegar o ônibus, no rumo dos bairros da cidade. Antes de aprender a função de soldador, em Manaus, e a de vendedor ambulante, Bladimir tinha o sonho de seguir a carreira musical, que aprendeu no seu país. Instrumentista, cantor e compositor, o haitiano ensaia em casa suas músicas estilo gospel, romântica e espera um dia lançar um CD para dar um salto na carreira no mercado artístico. O também haitiano Suendy Noel, 24, professor do ensino básico, chegou a Manaus há cinco meses, em busca de oportunidades de trabalho para ajudar a família que ficou no Haiti e que ainda sofre com os prejuízos causados aos moradores pelo terremoto que assolou o país em 2010. Mas, num mundo onde nem tudo são flores, numa cidade que vive os reflexos da crise econômica do Brasil, Suendy encontrou na informalidade um meio de sobreviver. Hospedado na casa do irmão, no bairro da Chapada, Zona Centro-Sul, que chegou há dois anos, diariamente ele produz a cocada para encher a bandeja e tentar a sorte na esquina da avenida São Jorge com a avenida Constantino Nery, no bairro São Jorge, Zona Centro-Oeste.
Sonhos estrangei
informa Nas horas de pico, debaixo de sol, Suendy transita entre os carros que se aglomeram no sinal do cruzamento. Ele conta que o negócio não tem rendido financeiramente bem para ele. Quando alcança um bom volume de venda, o professor que fala francês, inglês e crioulo (língua típica do Haiti), comercializa no mínimo 30 cocadas, uma por R$ 3 e duas por R$ 5. “Como não tinha outro trabalho quando cheguei em Manaus, eu tive que procurar outra forma de ganhar dinheiro. Comecei a fazer cocada que eu aprendi a fazer lá no meu país. As vendas estão um pouco devagar e se não melhorar por aqui, se não der resultado, eu vou tentar em outro país como o Chile, o Canadá ou os Estados Unidos”, diz Suendy. Há seis meses em Manaus, o africano Anthony Ywoye, 32, que vende bebidas numa calçada próxima à matriz, responde com sorriso no rosto que veio para Manaus, a convite de um amigo, para assumir o ponto que atuava, porque ele precisou deixar a cidade para ir ver a esposa que está nos EUA. Mas, quando fala das vendas ele fecha um pouco a face e diz que o movimento está fraco e depende muito do dia para conseguir um faturamento razoável. Diferentemente do haitiano Suendy, o africano Antony não quer mais sair de Manaus. “Quando o meu amigo voltar para Manaus eu vou procurar um novo trabalho para continuar vivendo por aqui”, comenta.
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Além de amazonenses e brasileiros de Estados vizinhos, homens e mulheres de outros países também caminham pelas ruas de Manaus sobrevivendo em atividades do mercado informal
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FOTOS: DIEGO JANATÃ
A escravidão do mercado irregular Para o titular da Defensoria Geral do Estado do Amazonas, Rafael Vinheiros, a troca da força de trabalho por comida e habitação se caracteriza como tipo penal grave. Segundo ele, essa condição se enquadra como redução à condição análoga à de escravo. “A pessoa fica tão vulnerável que a condição dela se assemelha a um trabalho escravo”, avalia. O defensor observa que situação semelhante aconteceu na época do período áureo de extração da borracha. “As pessoas ficavam vinculadas a um tomador de serviços, que vendia os produtos a preços exorbitantes e elas tinham que trabalhar para poder pagar, e o que acontecia é que essas mesmas pessoas não conseguiam se livrar da dívida”, diz. Vinheiros avalia que, para evitar a escravidão, em Manaus, há de se promover ação das forças públicas e entidades sociais no sentido de abrir mercado de trabalho e de conscientização.
Bladimir tentou vagas na formalidade, mas, teve que vender frutas e verduras nas ruas
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eiros na
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alidade Muitos haitianos, como Suendy Noel, chegam em Manaus com alto grau de formação, e influentes em inglês e francês, mas, acabam improvisando
Armadilhas Um dos grandes problemas do mundo da informalidade no Amazonas é a existência de pessoas que se aproveitam das condições de muitos aventureiros, que chegam em busca de dignidade. O alerta é da representante da Pastoral do Migrante, em Manaus, Valdiza Carvalho. O caso que mais chamou a sua atenção envolve duas mulheres equatorianas. Valdiza conta que um colombiano estabelecido na cidade fez contato com elas para estabelecer uma relação de trabalho. Conforme os relatos, o colombiano pagou até a passagem das mulheres e disse que elas teriam que vender 500 bolsas
A busca dos estrangeiros, em Manaus, pelo sonho de conseguir um emprego e estudar acaba em frustração
cada uma. “Chegando aqui, ele as deixou na rua e disse que só as pagaria após as vendas”, conta. Segundo a representante pastoral, são muitos os casos de estrangeiros que chegam a Manaus em busca de um sonho, mas que acabam caindo na armadilha da informalidade, que as colocam reféns do trabalho forçado, em troca de alimento e moradia. O haitiano Donde Nubaquie, 20, conta que veio para Manaus em busca de um sonho, que seria estudar e conseguir um emprego para ajudar a sua família. No entanto, ao chegar na capital do Amazonas o estudante se deparou com uma situação completamente diferente. Como não conseguiu emprego, passou a vender verduras no carrinho de um amigo. O único problema da atividade informal, segundo Donde Nubaquie, é que as vendas não estão dando nem para fazer as compras dos produtos que deveriam ser comercializados no dia seguinte, além do constante combate dos órgãos municipais às atividades irregulares. “Se eu faço R$ 10 ou R$ 20 por dia já é bom, ao menos não fico sem fazer nada”, avalia. Interior Da mesma forma como acontece com os estrangeiros que chegam a Manaus em busca
de trabalho muitos homens e mulheres que vêm do interior do Amazonas e de Estados vizinhos, também se deparam com a desilusão da informalidade. Como é o caso do ambulante Sebastião Moreira, 64, natural de Tefé (a 523 quilômetros de Manaus). Ele conta que, há três anos, ganha R$10 por dia, para uma jornada de trabalho de 6 horas diárias. Ao fugir da escassez de oportunidades de trabalho no seu município, para jovens e idosos, Sebastião diz que trabalha para um amigo, reparando um carrinho com tucumã para conseguir o alimento de cada dia. “Eu não sou aposentado, não tenho emprego, sofro de uma anemia aguda. A única alternativa que encontrei foi cuidar da banca do meu amigo, pelo menos para conseguir o pão de cada dia”, afirma o ambulante. Entre as frustrações da informalidade, há quem conte conquistas na atividade irregular. Natural de Itacoatiara (a 176 quilômetros de Manaus), a vendedora de verdura France Almeida, 45, diz que, para conseguir sobreviver na capital, sem estudos, a única saída é a venda nas ruas. Ela conta que começou a vender verduras no carrinho de outra pessoa que cobrava diárias. “Mas, passando pouco mais de seis meses eu consegui fazer o meu próprio carrinho e agora vivo melhor”, diz.
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s agentes penitenciários assistiram em agosto de 1993, das muralhas da Casa de Custódia de Taubaté, a uma emblemática partida de futebol. Naquele dia, entrou em quadra um time batizado de Primeiro Comando da Capital, formado por oito criminosos de São Paulo. Ninguém imaginava que aquele grupo se tornaria a maior organização criminosa do país, com influência sobre quase 90% das prisões do Estado de SP e volumosas movimentações
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financeiras. Documentos apreendidos pela polícia e pelo Ministério Público nos últimos cinco anos, revelam uma organização criminosa que movimenta cerca de R$ 200 milhões ao ano. Toda a contabilidade é registrada digitalmente por contadores selecionados pelo grupo. Para evitar que integrantes caiam nas mãos da polícia com essas informações, a facção oferece salário fixo (inicial de R$ 7.000), com direito “a carro e um apê”.
Equador enfrenta dificuldades
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Há preferência por pessoas “ficha limpa”. O “presidente do conselho” é o detento Marco Willian Herbas Camacho, o Marcola, preso na penitenciária 2 de Presidente Venceslau, a 611 quilômetros de São Paulo. Uma das bases do negócio é o tráfico de drogas. Só na capital e na região do ABC foram identificadas pela polícia cinco grandes regiões, subdivididas em 51 pontos de venda. Nesses locais, a facção arrecadaria R$ 72 milhões por ano. Isso não inclui os demais pontos
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da cidade, que pertencem a traficantes obrigados a comprar o produto da organização criminosa. Todo criminoso “batizado” que estiver em liberdade é obrigado a pagar mensalidade de R$ 600. Os membros do grupo que estão atrás das grades são obrigados, a cada dois meses, a comprar 20 números de rifas por R$ 30 cada bilhete -o que soma os mesmos R$ 600. Contabilidade apreendida em 2015 mostra que uma única rifa arrecadou R$ 1 milhão. Os sorteios prometiam casas e carros.
Grupo também tem associação internacional Como as principais organizações criminosas do mundo, o PCC tem influência no Estado, por meio de uma rede de policiais, políticos e até membros do Judiciário corrompidos. Há também agentes públicos que praticam a extorsão de dinheiro da facção. Para tratar disso, o PCC tem advogados especializados e dinheiro disponível para o pagamento de propina. Tudo organizado pelo “diretor” da facção responsável pelo setor “Gravata”. Se o bandido for preso em um serviço para a facção, a propina é bancada por ela. Mas, se o criminoso for pego em uma ação particular, deve devolver ao PCC o que foi gasto para corromper os policiais. A polícia detectou que o PCC usa empresas laranjas contratadas por cerca de R$ 3.000 mensais. Dados das contas dessas empresas fictícias e de laranjas, por onde passam recursos do tráfico da facção e de integrantes do PCC (o dinheiro de um é separado de outro), revelam que cerca de R$ 100 milhões anuais são enviados para fora do país. As quantias rastreadas são enviadas para a China, de onde são repassadas aos EUA, e, por fim, voltam ao Brasil. O destino final dos recursos ainda não foi detectado.
PCC
Facção movimenta R$ 200 milhões anuais
Uma das maiores facções criminosas do país foi comparada, pelo Ministério Público, como uma empresa privada, que oferece salário de R$ 7 mil, além de outros benefícios
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TERREMOTO
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HIV faz corpo envelhecer quase cinco anos a mais E
mbora grande parte das pessoas com HIV consiga viver por muitas décadas após a infecção — graças à terapia antirretroviral —, o organismo delas costuma mostrar sinais de envelhecimento prematuro, conforme muitos médicos vêm observando ao longo dos anos. Esta constatação é, agora, corroborada por um estudo publicado na revista “Molecular Cell”. Os pesquisadores utilizaram um biomarcador de alta precisão para medir o quanto a infecção pelo HIV envelhece as pessoas em nível biológico. E a resposta chama atenção: é uma média de 4,9 anos. “Os problemas médicos no tratamento de pessoas com HIV mudaram”, afirmou Howard Fox, professor no Departamento de Farmacologia e Neurociência Experimental do Centro Médico da Universidade de Nebraska, nos EUA, e um dos autores do estudo. “Não estamos mais tão preocupados com as infecções que podem surgir pelo fato de os pacientes estarem imunocomprometidos. Agora nos preocupamos com as doenças relacionadas ao envelhecimento precoce, como doenças cardiovasculares,
disfunção cognitiva e problemas no fígado”. Além do envelhecimento precoce causado pela infecção, a pesquisa também revelou que isso se correlaciona com um risco elevado de mortalidade de 19%. O estudo analisou as mudanças epigenéticas nas células de quem é infectado pelo vírus. Alterações deste tipo afetam o DNA, mas não modificam toda a sequência do DNA. A mudança epigenética específica usada como biomarcador nessa pesquisa foi a metilação, um processo pelo qual pequenos grupos químicos são anexados ao DNA. A metilação do DNA pode afetar o modo pelo qual os genes são traduzidos em proteínas. “Nos propusemos a olhar para os efeitos da infecção pelo HIV na metilação, e confesso que fiquei surpreso ao encontrarmos um efeito tão significativo sobre o envelhecimento”, disse Trey Ideker, professor de genética do Departamento de Medicina da Universidade da Califórnia em San Diego e também autor do estudo. “Outro aspecto que foi surpreendente foi que não houve diferença entre os padrões de
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Apesar dos avanços que ajudam na longevidade para vida do portador, organismo acaba apresentando sinais de fraqueza
Medida foi divulgada em uma pesquisa. Segundo especialistas, devido aos medicamentos organismo poderá aparentar envelhecimento precoce
metilação em aquelas pessoas que foram recentemente infectadas [menos de cinco anos] e aquelas com infecção crônica [mais de 12 anos]”, acrescentou Howard Fox.
Os cientistas afirmam que é possível que drogas sejam criadas para atingir os tipos de mudanças epigenéticas observadas no estudo. Mas as implicações mais imediatas,
de acordo com eles, são muito mais simples: as pessoas infectadas com o HIV devem estar cientes de que estão num grupo de maior risco de desenvolver doenças relacio-
nadas à idade e trabalhar para diminuir esses riscos, fazendo escolhas mais saudáveis em relação a exercícios físicos, dieta e uso de álcool, tabaco e outras drogas.
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FIDEL Em rara aparição pública, o ex-presidente cubano Fidel Castro, que em agosto completa 90 anos, falou sobre a própria morte. “A hora de todo mundo chega”, disse. O ex-presidente cubano se afastou da política em 2006 por motivos de saúde e raramente faz aparições públicas.
Equador procura espaços para enterrar seus mortos O
cemitério municipal de Portoviejo busca todos os dias mais espaço para enterrar seus mortos após o terremoto que sacudiu o Equador e que também atingiu os caixões que lá estavam e que coveiros agora não sabem onde colocar. Situado na frente de um abrigo no qual os sobreviventes tentam refazer suas vidas, o cemitério aumentou a vigilância não por motivos de segurança, mas para receber os caixões que chegam diariamente com vítimas dessa cidade e da vizinha de Manta. Especialmente afetadas pelo tremor de magnitude 7,8, ambas enviam suas vítimas a este cemitério, onde, como consequência do abalo, parte do solo levantou, rachou as paredes e vários túmulos ficaram abertos, com os caixões expostos. Os trabalhadores têm agora a dupla missão de realocá-los e encontrar espaços para os caixões que chegam. Essa é a situação de Azcario
Ubillús García, que desde o início do dia observa a preparação dos túmulos nos quais espera sepultar seis membros de sua família. Ele aguarda a chegada de três corpos, localizados por equipes técnicas entre os escombros, já que os outros três ainda não foram resgatados. Enquanto isso, proprietários de jazigos vão ao cemitério para ceder espaços, um gesto de inestimável valor. O número de mortos subiu para 602 nesta sexta-feira (22), enquanto dezenas de tremores sacudiram cidades e vilas em todo o país, assustando moradores, mas sem causar danos maiores. O terremoto do dia 16, o pior em quase sete décadas, feriu 12.492 pessoas e deixou 130 desaparecidos, afirmaram as autoridades de gestão de emergência em um boletim. Os sobreviventes ficaram abalados novamente na última quinta-feira (21) à noite, quando um terremoto de magnitude 6,0 atingiu a costa do
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Após terremoto, que deixou mais de 600 mortos, país enfrenta agora dificuldades por falta de espaço nos cemitérios
Na última sexta-feira, o número de mortos era de 602, além de 12.492 feridos e mais de 130 pessoas desaparecidas
Equador, cerca de 100 km a norte-noroeste de Portoviejo, e a uma profundidade de 10 km. “Quando começou a tremer na noite passada nós começamos a rezar”, disse Alex Bachón, de
43 anos, um operário que trabalha na reparação de danos causados pelo terremoto de sábado em um hotel de Guayaquil. “Eu nunca vi nada parecido com isso, foi muito ruim.”
Houve mais de 70 tremores secundários desde quinta, segundo o instituto de geologia do país. Desde o terremoto de sábado, um total de 700 tremores secundários ocorreu
no Equador. Os tremores vão continuar por várias semanas, alertou a autoridade de emergência Ricardo Peñaherrera, pedindo aos equatorianos para ficarem calmos.
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Educação transforma aldeia
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Dia a dia
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Projeto integra educação física a outras disciplinas
FOTOS: RODEMARQUES ABREU/SEMED
Alunos da escola Padre João D’vries interagem de forma lúdica com números e alfabeto, o que auxilia na aprendizagem
Pelo projeto, alunos do 3º ano do ensino fundamental são estimulados a interagir com números, letras e aprendizagem de palavras, além de serem orientados a trabalhar em equipe durante as atividades
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ssuntos voltados às disciplinas de língua portuguesa, matemática e ciências também estão sendo aprendidos durante as atividades de educação física, na escola municipal Padre João D´vries, no bairro da Colônia Antônio Aleixo, na Zona Leste. O trabalho faz parte do projeto “Jogos de Construção Interdisciplinares”, que busca integrar o ensino de várias disciplinas, além de desenvolver entre as crianças o trabalho em grupo e o reaproveitamento de materiais recicláveis, utilizados na elaboração das atividades. O projeto foi idealizado pelo professor de educação física Dennys Gomes e está sendo aplicado aos alunos do 3º ano do ensino fundamental, do bloco pedagógico. Nele, as crianças, com idade entre 8 e 11 anos, constroem os brinquedos como bolas, jogos de boliche e argola e caça– palavras, utilizando material reciclável como jornais, garrafas PET, que são utilizados durante a segunda parte do projeto, com a realização de atividades físicas. A proposta do projeto, explica Dennys, é auxiliar no desenvolvimento das crianças de forma lúdica e integrar diversas disciplinas no processo. As crianças são estimuladas a desenvolver a interação com os números, letras, aprendizagem de palavras, além de estimular o trabalho em equipe. “O que nós buscamos aqui é construir jogos com os alunos e buscar a interação entre eles, trabalhando questões como a cooperação e do quanto um precisa do outro, não só
na escola, mas no dia a dia”, destaca o professor. Após a elaboração dos jogos, os alunos partem para o desenvolvimento da parte física, em exercícios coordenados em pequenos circuitos de corrida, nos quais trabalham a parte aeróbica, coordenação motora, utilização de bolas, associados a desafios voltados para a língua portuguesa e ciência, com o uso de caça–palavras, feitos por eles mesmos a partir de cartolina, papel e tampas plásticas de garrafa.
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De acordo com o professor Gomes, a ideia do trabalho surgiu em 2015, após ele observar que a educação física associada a outras disciplinas pode ser um importante aliado para tornar as aulas mais dinâmicas e interessantes e interferir direta e positivamente na melhoria da aprendizagem desses alunos. “A educação física proporciona essa possibilidade de desenvolvermos uma série de assuntos além da parte de exercícios”, diz o educador, que, na última semana, apresentou o resultado do trabalho
durante o Congresso Internacional de Educação Física, realizado em Manaus. Boliche matemático Outro exercício trabalhado no projeto une operações matemáticas aos jogos de boliche, que são produzidos a partir de garrafas PET, papel crepom, areia, argolas, e jornais usados. Em contato com os números, as crianças aprendem a resolver exercícios de matemática básica como adição, subtração, multiplicação e divisão. A estudante Emanuelly de Carvalho Penha, 9, é uma das alunas que participam do projeto. A menina, que é uma das estudantes com o melhor aproveitamento nas atividades, segundo os professores, ressalta que aprender outras disciplinas utilizando os jogos torna o estudo mais interessante. “Eu acho isso muito divertido e bem prático estudar assim. Às vezes, eu acho muito chato ficar só sentada e escrevendo. É mais legal brincar e aprender ao mesmo tempo”, conta. A professora Aliete Silva, que divide com Dennys Gomes o trabalho, destaca que esse tipo de atividade tem apresentado bons resultados entre os alunos, principalmente por se tratar de crianças que ainda estão passando pelo processo de alfabetização. “Esse tipo de atividade tem me ajudado muito na formação desses alunos, já que eles acabam ficando mais atentos à formação das palavras, na aprendizagem das sílabas, o que ajuda na melhoria da ortografia deles”, ressalta.
Alunos confeccionam os equipamentos que serão utilizados no projeto com vários tipos de materiais
Professor Dennys orienta uma das equipes do projeto na confecção de equipamentos com material reciclável
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Dia a dia
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arintins (AM) – Nos rincões da Floresta Amazônica, além do rio Andirá – que de acordo com o poeta amazonense Thiago de Mello é o rio de todas as cores –, está situada a reserva dos índios saterê-mauê, o povo que “descobriu” o guaraná. Ao contrário dos anos anteriores, em que se reuniam no dia 19 de abril (Dia do Índio), para realizar o tradicional ritual da tucandeira (popularmente conhecida como formiga de fogo), neste ano, os saterês promoveram um encontro de reflexão sobre a caminhada do povo ao longo de mais de três séculos de convivência com o “branco”. Localizada a três horas do município de Barreirinha (a 372 quilômetros de Manaus), a aldeia saterê Ponta Alegre tem mais de 100 anos, conforme os indígenas mais antigos. Mesmo antes da demarcação das terras indígenas pelo governo federal, o lugar já era habitado pelos índios saterê-mauê. “Nossos antepassados chegaram por aqui nos idos de 1900 ou antes. Isso aqui era tudo floresta, havia muita caça, muito peixe, era um outro tempo”, recorda, do alto dos seus 73 anos, o capitãogeral José Ferreira de Souza, o capitão “Zezinho”. Durante o encontro, os índios afirmaram que hoje o maior investimento do povo saterê é a educação. Lúcio Meneses, 65, professor, descobriu o caminho da cidade nos idos de 1980 para proporcionar aos filhos formação educacional.
“O meu desejo era que chegássemos onde estamos chegando, ou seja, os próprios indígenas estão formando nossos parentes aqui mesmo nas aldeias. Mas para isso era necessário que eles fossem para a cidade estudar”, declara o professor, chamando a atenção para o fato de que ele deu exemplo aos demais moradores da aldeia ao levar os filhos para estudar em Parintins. “Nós tínhamos uma meta, precisávamos investir nos estudos daquela geração que hoje está formando a nova geração do povo saterê”, afirma. Todos os cinco filhos de
LÍNGUA De acordo com dados do Censo de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a língua saterê-mauê supera a marca dos 5 mil falantes no Brasil, com 8,9 mil falantes Lúcio têm formação universitária e três deles lecionam na área indígena. O filho mais novo, Tito Meneses, é licenciado em história, geografia e bacharel em direito pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Tito é o primeiro advogado indígena saterê-mauê já atuando no fórum de Parintins. Religião e educação O tuxaua de Ponta Alegre, Amado Meneses, destaca a importância de um pastor protestante de nome Morino, que nos idos de 1940 ministrou as primeiras aulas para
o seu povo. “Ele pregava o evangelho e nas horas vagas alfabetizava na linguagem do branco, as nossas crianças”. Mas, a educação ganhou força nas aldeias com a chegada dos missionários católicos do Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras (Pime). Um deles em especial se identificou com o povo do guaraná: padre Henrique Uggé, que talvez tenha sido um dos poucos religiosos a visitar todas as aldeias. Em 1980, com apoio do primeiro bispo da então prelazia de Parintins, dom Arcângelo Cerqua, e de dom Mário Pasquallotto - atual bispo auxiliar da arquidiocese de Manaus -, à época vigário de Barreirinha, padre Henrique inaugurou a Escola Agrícola São Pedro (Easp), que funcionava nos moldes de um internato. A Easp formou gerações de jovens saterês no extinto primeiro grau, com conhecimentos em técnicas agrícolas. Para dar continuidade aos estudos, os indígenas eram encaminhados para a então Escola Agrícola de Manaus (hoje Instituto Federal do Amazonas - Ifam) ou para a escola Rainha dos Apóstolos, da arquidiocese, onde prosseguiam os estudos. A maioria deles voltou para a reserva, onde lecionam. “Nós temos que ser gratos à diocese, aos padres italianos que nos deram a vara e nos ensinaram a pescar, somos eternamente gratos a eles”, declara o professor Lúcio Meneses. A escola continua funcionando, ainda sob a coordenação da diocese de Parintins, mas enfrenta sérias dificuldades financeiras.
Saterês-mau
Tradicional, ritual da tucandeira foi substituído este ano por avaliação sobre a importância da educação na aldeia Ponta Alegre
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rça da educação
FOTOS: TADEU DE SOUZA
ês renascem Durante encontro na aldeia, saterês avaliaram a importância do ensino para a comunidade
Projeto Pirayara nas séries iniciais O processo de ensino– aprendizagem ganhou força nas aldeias saterês a partir da implantação de projetos como o Pirayara, que vem formando professores para atuar nas séries iniciais. Outros projetos importantes são os cursos de licenciatura intercultural ministrados na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e na UEA.
Dos 35 professores que atuam nas escolas das aldeias, todos têm licenciatura em letras, pedagogia, história, geografia e matemática. “As dificuldades para um índio estudar ficaram no passado. Hoje depende de sua força de vontade”, assegura o capitão “Zezinho” Ferreira. A reserva do povo saterê,
na fronteira do Amazonas com o Estado do Pará, abrange três municípios: Maués, Barreirinha e Parintins. Nela vivem, aproximadamente, 15 mil índios espalhados em 154 aldeias, conforme o último Censo do Conselho Geral da Tribo Sateré-Mawé (CGTSM). Os moradores vivem da produção do guaraná e de algumas iniciativas no setor da pecuária.
Jovens saterês-mauês durante formatura de conclusão do ensino médio, na aldeia Ponta Alegre
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Combater trabalho infantil requer conscientização GERSON FREITAS
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s casos de maus-tratos a crianças e adolescentes geralmente contribuem para que as jovens vítimas acabem por abandonar o lar, buscando as ruas como refúgio, além de contribuir para o crescimento do trabalho infantil nos semáforos, praças e ruas de Manaus. A atividade, que vai de um simples truque de mágica, malabarismo, limpeza de para-brisas até lavagem de automóveis, vem afastando as crianças das escolas. Em alguns casos, o ato é “estimulado” pelos próprios pais. Em vários pontos da capital é possível esbarrar com uma situação que favorece esse tipo de crime. Ser abordado por uma criança ou adolescente pedindo dinheiro para a alimentação ou para ajudar nos gastos da família transformou os espaços públicos, principalmente das zonas Oeste e Centro-Sul em cenários perigosos. “Cada vez que o condutor de um veículo faz a doação de qualquer valor para a criança/ adolescente, com o intuito de ‘ajudar’, contribui indiretamente para o crescimento da violação. Engana-se quem acha que
está promovendo uma boa ação. Simplesmente está promovendo essa prática para que outras crianças venham para o mundo do trabalho infantil e exploratório, colocando assim suas próprias vidas em risco social”, avalia Iracilda Correia, gerente do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti). De acordo com ela, após a retirada das ruas, a criança/ado-
DENÚNCIAS Denúncias sobre trabalho infantil podem ser feitas pelo Disque Denúncia: 0800-092 1407; Disque Direitos Humanos: 0800-092 6644; e o Disque 100. As mesmas também podem ser feitas aos Conselhos Tutelares lescente é encaminhada a um Serviço de Acolhimento. Caso tenha família, será levada à residência da mesma, que é notificada pelo Conselho Tutelar. Posteriormente, a família será referenciada aos equipamentos Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e Centro de Referência de Assistência Social (Cras), para
a realização dos serviços já sinalizados. Ela ressalta que a maior incidência se concentra nas zonas Centro-Sul e Oeste, porém os menores residem no bairro Colônia Antônio Aleixo e outros da Zona Norte. Na tentativa de reduzir e controlar essas situações, a Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh) vem desenvolvendo atividades por meio da Abordagem Social e do Peti, realizando atividades em conjunto com os Cras e o Creas, onde atendem as famílias da maioria dessas crianças/ adolescentes identificadas no trabalho infantil e exploratório. Ações de sensibilização com condutores de veículos, nas feiras e mercados, estão sendo realizadas por meio dos programas específicos para menores da Semmasdh. Além disso, nas datas comemorativas, vem ocorrendo ciclo de palestras nas escolas (aonde se concentram esse público), articulação junto ao setor da educação para que se possa garantir a permanência dessas crianças/adolescentes que costumeiramente são identificados com alta evasão escolar, fato esse discutido com as famílias durante os atendimentos pelas equipes dos Creas.
FOTOS: MÁRCIO MELO
Em vários pontos de Manaus é comum esbarrar com crianças limpando para-brisas ou fazendo malabarismos
Maiores incidências de casos de exploração de mão de obra infantil ocorre nas zonas Oeste e Centro-Sul
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Estudo aborda relação entre primatas e igapós O
s primatas da localidade do Açutuba, em Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus), vêm sendo pesquisados pelo mestrando em ecologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Alessandro Rocha. A pesquisa também envolve moradores das comunidades da Cachoeira do Castanho e Serra Baixa, que participaram do estudo respondendo questionários para saber qual a relação deles com os macacos do igapó. Iniciado em fevereiro de 2015, o trabalho é orientado pelo primatólogo e doutor em biologia, o pesquisador Wilson Roberto Spironello, coordenador do Grupo de Pesquisa de Mamíferos Amazônicos do Inpa. Segundo Rocha, a pesquisa busca responder como o uso do igapó está relacionado à disponibilidade de recursos (frutos e estrutura arbórea). Ele explica que, no período de cheia, há maior disponibilidade de frutos em comparação com o período da vazante. “Quanto à estrutura arbórea, no igapó temos árvores de maior porte (20-30 metros), árvores intermediárias (entre 10 e 20 metros) e arbustivas (menores que 10 metros). O uso desses
microhabitats pelos primatas é diferenciado dependendo da espécie”, conta. O estudo busca ainda descobrir quais macacos são residentes permanentes e quais são temporários nestas florestas alagadas. E, ainda, se a caça de primatas é uma atividade recorrente nas comunidades presentes na área de estudo. Rocha registrou sete espécies de primatas habitando a floresta de igapó: bugio(Alouatta juara), macado-da-noite (Aotus vociferans), bicó (Cacajao ouakary), cairara (Cebus albifrons), parauacu (Pithecia crhysocephala), macaco-de-cheiro (Saimiri sciureus) e macaco-prego (Sapajus macrocephaulus). Dessas espécies, os residentes temporários do igapó são: parauacu e macaco-prego, encontrados apenas no período de cheia. Já o bicó, bugio, cairara, macaco-de-cheiro e o macacoda-noite foram considerados residentes permanentes, encontrados tanto no período de cheia como na vazante. Os resultados mostram que a disponibilidade de frutos é uma das variáveis bióticas estruturantes das populações de primatas. “A oferta de alimento e o habitat são essenciais para o estabelecimento e manuten-
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Animais que vivem em três áreas distintas do município de Iranduba são alvo de estudo realizado pelo Inpa
Sete espécies de primatas que habitam a área de igapó, em três áreas distintas de Iranduba, foram registradas até o momento pelo estudo
ção das espécies, e os avistamentos de primatas diminuem drasticamente no período da seca ou vazante, assim como a disponibilidade de frutos”, ressalta Rocha. O mestrando chama a atenção para o fato de que como a área de estudo está inserida na Região Metropolitana de Manaus (RMM), ela vem sofrendo pressão decorrente da
ocupação humana, intensificada pela construção da ponte sobre o rio Negro, inaugurada em outubro de 2011. Uma das atividades impactantes é a derrubada de árvores de maior porte e alto valor comercial, como a jacareúba, loro-namuí, tachi e pequiá. A caça é outra atividade recorrente nas comunidades, tradição cultural, realizada
normalmente pelas pessoas mais velhas e pouco disseminada entre os mais jovens. As espécies de primatas de maior porte, como o guariba, são as mais caçadas e de forma oportunística. Segundo Rocha, se nenhuma intervenção for realizada dentro de poucos anos espécies de primatas, como o bugio, o prego e o bicó, poderão ser extintas localmente pela
perda de habitat (desmatamento) e pressão de caça. “Se isto ocorrer, perderemos espécies de primatas que são importantes dispersores, predadores de sementes, comprometendo assim os processos ecológicos, como a manutenção das espécies arbóreas de maior porte, impactando na estrutura vegetal da floresta”, alerta Alessandro.
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Programa inclui família na recuperação de adictos V
iabilizar a reinserção social de seus pacientes em conjunto com a família é um dos compromissos do Centro de Reabilitação em Dependência Química Ismael Abdel Aziz, localizado no quilômetro 53 da rodovia AM-010 (Manaus – Itacoatiara). O pós-tratamento é tão importante quanto o tratamento. Com essa preocupação foi construído um plano terapêutico, em que a família é incluída no importante trabalho de apoiar a continuidade da recuperação do paciente. O trabalho de apoio é realizado individualmente com cada paciente. No decorrer da primeira visita à família, chamada de visita terapêutica, o paciente é acompanhado por um psicólogo e um assistente social. Durante o acompanhamento, os profissionais do centro de reabilitação analisam aspectos como a estrutura familiar, o espaço físico da residência, a comunidade e as possíveis situações de risco. “Essa ação nos ajuda a conhecer de perto a realidade do paciente e a avaliar peculiaridades do relacionamento familiar. Assim mapeamos a situação e ajudamos a família a apoiar
o paciente durante essa segunda etapa do tratamento, só que desta vez com o apoio familiar”, pontua a assistente social Fabíola Oliveira. A visita dos profissionais da unidade de reabilitação ajuda a família a se preparar para receber o paciente e estimular o fortalecimento
UM POR VEZ O trabalho de apoio é realizado individualmente. No decorrer da primeira visita à família, chamada de visita terapêutica, o paciente é acompanhado por um psicólogo e um assistente social do vínculo afetivo. “Muitos pacientes precisam de estímulo, pois estão fragilizados e o acompanhamento da família os ajuda a superar os desafios da dependência química”, afirma a psicóloga. Em diversos casos, foi identificado pelos profissionais que o laço familiar estava desgastado e em alguns casos foi rompido por causa das drogas. As orientações dadas por psi-
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Centro de Reabilitação em Dependência Química Ismael Abdel Aziz aposta na família como parte do tratamento cólogos e assistentes sociais objetiva também a fazer com que a família identifique a fragilidade do paciente, tornando mais fácil a reabilitação do indivíduo ao convívio social. Estratégias Baseada na avaliação realizada junto à família através de diálogos, a equipe ajuda a construir junto aos familiares um conjunto de estratégias que amenizem os riscos para prevenir uma recaída. São sugeridas pelos profissionais da unidade de tratamento, regras de convivência tais como acordo de horário de saídas, participação nas atividades domésticas e frequência nos grupos de mútua ajuda como os Alcoólicos Anônimos, Narcóticos Anônimos, entre outros. São apresentadas ao paciente várias possibilidades para que ele seja reinserido na sociedade, e uma delas é que a família incentive-o a ocupar seu tempo com estudos ou cursos profissionalizantes. “Depois das visitas da equipe do centro de reabilitação, sinto-me mais segura para receber meu filho depois do tratamento. Muitas vezes não sabemos lidar e compreender
Durante o acompanhamento, os profissionais do centro analisam aspectos como a estrutura familiar de cada um
que a recuperação de um dependente químico é no dia a dia e que a família é muito importante. Depois das orientações de como lidar com essa situação, estou mais confiante”, diz a mãe do paciente “José Maria” (nome fictício). O diretor do centro de reabilitação, Pablo Gnutzmann,
afirma que a unidade realiza um trabalho diferenciado com todos os pacientes desde o momento em que ele chega à unidade de tratamento. Para Gnutzmann, esse trabalho envolvendo a família é fundamental para que o paciente obtenha sucesso no tratamento. “A importância
do trabalho multidisciplinar do centro de reabilitação incide em mapear inicialmente a situação de cada paciente. Essa atividade consiste em promover ambientes favoráveis para facilitar o processo de recuperação e reinserir o indivíduo na família, comunidade e sociedade”.
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Estudo quer usar reator para monitorar a água A
quantidade de metais presentes nas águas superficiais da bacia de Educandos, bairro localizado na Zona Sul de Manaus, é o foco de uma pesquisa feita pela doutora em engenharia e tecnologia aeroespacial Neila de Almeida Braga, com o objetivo de monitorar a contaminação da água e contribuir com a limpeza e conservação do meio ambiente. As pesquisas devem finalizar em 2017. De acordo com ela, o estudo consiste na produção de um reator que será utilizado para depositar filmes de diamante na superfície de substratos, como metais e cerâmicas, por exemplo. Tais filmes serão utilizados como sensores eletroquímicos, isto é, serão empregados na detecção de espécies eletroativas (substâncias que se oxidam ou reduzem), que podem estar presentes na água dos rios. O projeto de pesquisa foi dividido em duas fases: a primeira consiste na montagem da parte elétrica, mecânica e hidráulica do reator e a segunda diz respeito ao acoplamento dos sensores de pressão e tem-
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Objetivo do projeto é monitorar a contaminação da água e contribuir com a limpeza e conservação do meio ambiente peratura para a detecção dos metais. “Após a montagem do reator que será utilizado para a produção dos filmes de diamante, serão desenvolvidas as técnicas eletroquímicas, que consistem em um conjunto de procedimentos experimentais que permitem detectar espécies químicas, sejam elas orgânicas e inorgânicas. Esses procedimentos serão o passo inicial para
MELHORIAS Além de contribuir para a conservação das águas da bacia do Educandos, a pesquisa contribuirá para a formação de profissionais altamente qualificados na área de química e eletroquímica no Amazonas Projeto foi dividido em duas fases: a primeira consiste na montagem da parte elétrica e a segunda diz respeito ao acoplamento dos sensores de pressão
o monitoramento das águas da Bacia”, explica Braga. Poluição dos rios Segundo a pesquisadora, são diversas as causas da poluição dos rios, porém, o despejo de lixos de residências e o descarte de material
doméstico, como daqueles que advêm de condomínios que não tratam seus esgotos, ainda são as principais causas. Em seguida, o despejo de material oriundo das indústrias que estão localizadas nas proximidades dos igarapés.
Contribuição “Monitorar a limpeza dos rios é essencial para a sobrevivência do nosso ecossistema”, afirma Neila Braga. O estudo conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Ama-
zonas (Fapeam) e é desenvolvido em parceria com o Laboratório de Eletroquímica de Materiais Carbonosos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que participa ativamente das discussões e projeções relacionadas à manufatura
do reator. Além de contribuir para a conservação das águas da bacia do Educandos, a pesquisa contribuirá para a formação de profissionais altamente qualificados na área de química e eletroquímica no Amazonas.
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Instituto é reconhecido por manejo de pirarucu C
om o projeto “Manejo de pirarucu”, o Instituto Mamirauá foi um dos vencedoros do prêmio Saint Andrews pelo Meio Ambiente, promovido anualmente pela Universidade da Escócia desde 1999. A iniciativa reconhece projetos sustentáveis de conservação desenvolvidos por organizações de várias regiões do mundo. Em 2016, a universidade recebeu, aproximadamente, 500 inscrições e selecionou três finalistas. Ao longo dos 17 anos da premiação, esta foi a quarta vez que um projeto da América do Sul chegou à etapa final. A premiação ocorreu no último dia 21. “Dedico este reconhecimento aos mais de 1.500 pescadores e pescadoras que integram os projetos de manejo assessorados pelo Instituto Mamirauá. A nossa instituição (em todos os seus departamentos), pela seriedade e compromisso com o qual conduz seus trabalhos; e a toda a equipe do Programa de Manejo de Pesca, pelo empenho e dedicação, que tornam possíveis nossa candidatura a projetos e prêmios”, disse Ana Cláudia Torres, coordenadora
do Programa de Manejo de Pesca do Instituto Mamirauá. A pesca de pirarucu foi proibida no Estado do Amazonas em 1996. A partir do ano seguinte, o Instituto Mamirauá iniciou as primeiras pesquisas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá para implementar uma prática sustentável de manejo, o que ocorreu em 1998. Um ano depois, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) aprovou o primeiro projeto de manejo comunitário da espécie. Com a iniciativa, houve o aumento médio anual de 25% da população de pirarucu nas áreas de manejo e o aumento anual médio de 29% na renda gerada pela atividade aos pescadores. Além disso, desde o início do manejo, a participação dos pescadores cresceu significativamente: de 42 pescadores em 1999, para 1.407, em 2015. O mesmo ocorre com o aumento na produção de 3.200 quilos de pirarucus em 1999, para 585.124 quilos em 2015; e faturamento de R$10,8 mil em 1999, para R$ 2.533.097,30 em 2015. A iniciativa Litro de Luz, desenvolvida também no Brasil, foi a vencedora.
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Iniciativa reconhece projetos sustentáveis de conservação desenvolvidos por organizações de várias regiões do mundo
Em 17 anos, esta foi a quarta vez que um projeto da América do Sul chegou à etapa final, mostrando uma nova maneira de pescar pirarucu, após proibição em 1996
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Os Lima e Malta em ‘GoT’ Plateia D2
plateia@emtempo.com.br
Crise brasileira analisada por quem produz cultura Quatro nomes ligados às artes cênicas e audiovisual comentam o hoje e um possível amanhã do setor artístico LUIZ OTAVIO MARTINS
que a cultura possui”, destaca.
crise econômica que o Brasil enfrenta há meses também afeta o setor cultural, onde comumente circulam valores aplicados, por exemplo, em leis de incentivos artísticos. Ainda não há, por parte do governo federal, uma “luz no fim do túnel”, ou seja, uma solução para esses novos tempos difíceis a curto ou a longo prazo – embora especialistas apontem que o quadro dificilmente será modificado para o bem dentro do período de 1 ano. Quatro nomes atuantes na produção amazonense de artes cênicas e de audiovisual comentam o cenário em crise, as conquistas dos últimos anos e analisam o que aguarda o futuro cultural da cidade. Diretor do Ponto de Cultura Casarão de Ideias, João Fernandes comenta que, culturalmente, o país sempre esteve em crise, pois, como ele observa, as pastas de cultura são sempre a “prima pobre dos orçamentos públicos”. Ele reconhece, porém, que o atual momento enfrentado pelo país já apresenta um forte impacto na questão cultural. “Não podemos pensar a cultura apenas pelos seus produtos artísticos, e sim perceber toda cadeia produtiva que está agregada. Não é só produzir o Mova-se (festival de dança promovido pelo Casarão), mas falo de toda a logística para o espetáculo chegar hoje até Manaus e, nesse sentido, começo sim a me preocupar com tudo que estamos vivendo”. O ator e diretor teme que a perda da garantia de fomento, difusão e intercâmbio cause um isolamento artístico inclusive em Manaus. “Acredito que também não podemos perder as conquistas como os editais, os fomentos e outras formas de captar recursos. Trabalho com a Lei Rouanet e acho que essa também sofrerá fortes impactos, pois trabalha com lucros das empresas, e aí se a empresa não lucra, não patrocina”, reflete. Para Fernandes, em Manaus a cultura experimentará momentos “bem difíceis” ao longo dos próximos meses e em 2017, mas ele acredita ainda que a classe artística também deverá buscar soluções como unir arte e gestão para traçar estratégias no atual cenário. “Estamos conseguindo ter um planejamento de execução, ampliar ações, não por ter mais dinheiro, mas por estarmos nesse lugar do planejamento”, afirma. “Acredito que o Sistema Nacional de Cultura possa ser um aliado na implantação das leis de cultura na esfera estadual e municipal no
Avanços O ator e diretor Douglas Rodrigues está à frente da Associação dos Artistas Cênicos do Amazonas (AACA) e lembra que a política atual teve enormes avanços na cultura. “ A Funarte (Fundação Nacional de Artes) atualmente desenvolve papel essencial na articulação nacional, aplicando editais que conseguem atingir a abrangência nacional”, elogia. Em relação à Lei Rouanet, ele a classifica como o “grande triunfo” da era do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (19952003), do PSDB. “Porém, essa lei é irônica, desqualifica a cultura de base, não consegue atingir os verdadeiros produtores de cultura nacional, é uma lei que serve somente a grandes nomes do show business, e que já encontrou na administração petista novos rumos. Mas não deixa de ser ‘horrenda’”, critica. O artista afirma que a política cultural, hoje, valoriza os artistas de regiões como o Norte e o Nordeste e propõe diretrizes e porcentagens/cotas para uma rede nacional de criação artística. “O cinema atual nunca esteve em tão grande ascensão, o teatro, música, dentre tantos. É inconcebível não ver na política atual uma busca pelo diálogo democrático com os agentes culturais. O formato do PNC (Plano Nacional de Cultura) prevê o custo amazônico, o redimensionamento das políticas públicas para o Brasil na sua totalidade, a fixação de editais periódicos para a fluxo cultural, dentre tantas outras coisas. Temos no mínimo 50 editais anuais de cultura e destaco ainda o programa Cultura Viva, que destina orçamentos para artistas desenvolverem atividades de base”, cita. “O Brasil foi reconhecido mundialmente por esse modelo de cultura, sendo copiado inclusive em países da América Latina e Europa”.
A
Cenário desolador Taciano Soares, diretor da companhia de artes cênicas Ateliê 23 – Casa de Criação, lembra que desde a gestão do ministro Gilberto Gil, durante o governo do ex-presidente Lula (2003–2011), a produção cultural recebeu “um intenso olhar, se considerarmos o precário histórico da cultura no país”. “Embora as mudanças de gestão sejam inevitáveis e pela ausência de institucionalidade nas ações públicas – o que torna muito comum a variação a gosto de cada gestor de pasta –, é nítido que estávamos passeando por lugares menos estreitos no fomento cultural brasileiro que em poucas décadas passadas”, observa. Ele reconhece que, embora o setor cultural ainda esteja muito distante da necessidade real, o cenário que começa a surgir a partir dos “rompimentos arbitrários” que o Brasil vive é “desolador”. “A começar pela insinuação do ainda vice-presidente, Michel Temer, sobre a fusão do Ministério da Cultura ao de Educação. Há 20 anos não se via tamanho reducionismo nas necessidades de cada polo social”, lamenta. “Além disso, a própria desconsideração da importância do investimento em cultura como tradução da nossa identidade denota como é alarmante o cenário e nos obriga a fazermos movimentos contrários, como forma de resistência do pouco chão que já construímos”. Na opinião de Soares, qualquer redução no valor investido no setor cultural “implica diretamente no retrocesso do sentido de nação exaltada pelo povo”. “Admite-se assim um país manipulado por minorias descompromissadas e incompetentes na compreensão do próprio sentido de cidadania
João Fernandes não prevê uma solução a curto prazo para a crise IONE MORENO
Amazonas, p o i s vejo nesse lugar uma forma de, por mais que as empresas estejam passando por problemas financeiros, todos os fazedores de cultura em suas diversas linguagens não ficariam apenas no aguardo do poder público efetivar suas políticas culturais. Com a lei criaríamos outra cadeia econômica e acredito que as diversas fontes poderiam minimizar o momento que vamos passar”.
Taciano Soares lamenta o reducionismo entre os ministérios
Douglas Rodrigues tem reservas em relação à Lei Rouanet
Descontinuidade de ações culturais bemsucedidas seria trágica, segundo Sérgio Andrade
Descontinuidade Na esfera federal do cenário cultural brasileiro, o diretor e produtor da empresa Rio Tarumã Filmes, Sérgio Andrade, comemora o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) como uma conquista que estimulou o setor do audiovisual e, de certa forma, a produção cultural dos últimos anos avançar bastante. “A aplicação dessa política cultural foi muito bem sucedida. E o fruto foram esses
editais na área do audiovisual que não só são editais que têm todo um funcionamento administrativo e de retorno muito bem pensado, muito bem articulado, mas também avançou para o lado da regionalização, dando oportunidade para regiões que não eram até então abarcadas por esses editais”. Andrade destaca que a maior tragédia que pode haver é a descontinuidade dessa ação que é feita atualmente pela cultura. “Desde o primeiro mandato do Lula a gente percebe que houve de fato uma bem conduzida política para a cultura. No caso do audiovisual, a Ancine (Agência Nacional do Cinema) se tornou uma agência de fato profissional que regula o cinema, que dá fomento ao cinema e conquistou isso solidamente. Então, vislumbrar a descontinuidade disso é uma tragédia”, analisa. Sérgio Andrade acredita que a história da política cultural pública sempre foi marcada por retrocessos e descontinuidades. “Eu acho que na esfera estadual foram feitos alguns avanços principalmente na questão de se produzir arte e cultura, mas não na formação e na regulamentação disso”, pondera. “Falta uma lei de incentivo à cultura estadual livre de amarras, livre de orientações políticas, livre de exibicionismo político. Acho que nosso ambiente cultural estadual é muito voltado para o espetáculo, a produção de eventos e não há uma base sólida e contínua de fomento. Acho que esse é o grande empecilho da nossa política cultural local. Então, se já temos essa realidade, imagine em tempos de crise o que não vai acontecer”. Na esfera municipal, o produtor acredita que a situação é “um pouco pior”. “Existem projetos de editais que não se concluem, políticas que se esboçam e não vão adiante. Eu percebo isso com uma certa inconstância, uma lacuna sempre presente na esfera municipal. Eu acho que é bom também ter uma lei de incentivo à cultura do município para fugir justamente do uso do recurso para a cultura para fins politiqueiros”. Ainda sobre o trabalho cultural do Estado, Sérgio Andrade diz que toda a política de eventos, que inclui os festivais de cinema, de ópera, de jazz etc., deve continuar. “Afinal, foi o único grande investimento feito ao longo dos anos e que seguiu um cronograma de certa forma linear, que de certa forma foi avançando, então, eu acho que tem que continuar”.
FOTOS: REPRODUÇÃO
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SÉRIE
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Raro
Beneficente
Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br
2.
1.
FOTOS: MAURO SMITH
. Vai a leilão na próxima terça-feira, pela Sotheby’s de Nova York, um anel de diamante azul com 9,54 quilates que pertenceu a Shirley Temple. . A joia foi um presente do pai da atriz em 1940, quando ela tinha apenas 12 anos e era estrela do recém-lançado “O Pássaro Azul”, que mais tarde recebeu duas indicações ao Oscar nas categorias de fotografia e efeitos especiais. O filme, no entanto, não foi um sucesso de bilheteria. . Já o anel de Temple, que morreu em 2014, deverá arrecadar entre US$ 25 milhões (R$ 89,2 milhões) e US$ 35 milhões (R$ 124,9 milhões). Aff!
. Cinco grandes nomes da gastronomia amazonense comandarão o preparo de uma feijoada beneficente em comemoração ao primeiro aniversário do Núcleo de Assistência a Criança e Família em Situação de Risco (Nacer). . O evento está marcado para o dia 7 de maio, no Clube do Trabalhador (SESI). . O time de chefs esrelados é composto por Luciana Felicori do ‘Restaurante Sabor a Mi’, Martina Caminha do ‘Chez Martina’, Selma Reis do ‘Zefinha Bistrô’, chef Daniel Feitosa, e André Parente da ‘Cachaçaria do Dedé’. Toda a renda arrecadada com os ingressos da feijoada, será revertida para a manutenção da instituição.
3. 1. O querido senador
Omar Aziz cumprimentadíssimo por onde passa por sua atuação brilhante no Senado Federal
2. Eduardo Maximinio e
Homenagem
. O advogado Fabio de Mendonça será homenageado pela OAB. . Ele receberá o diploma de membro honorário da Ordem dos Advogados do Brasil. . Na oportunidade ocorrerá a cerimônia de aposição da fotografia na galeria de fotos dos ex-presidentes da OAB do Amazonas.
4.
Emily Montarroyos com o aniversariante Gustavo e Guilherme Montarroyos, com a turma dos ´Desendants´no Condomínio Vista do Sol
Medalha
4. Patricia Monteiro e Carlos Andrey Pereira, no evento que movimentou a Morada do Sol
DIVULGAÇÃO
. O presidente da Câmara Municipal de Manaus, vereador Wilker Barreto está convidando para solenidade no próximo dia 28. . O evento será para a outorga da Medalha de Ouro Cidade de Manaus ao presidente da OAB -AM, Marco Aurélio Choy, por meio de propositura do vereador Amauri Colares. . A sessão solene será no Plenário Adriano Jorge.
3. Gisa Picanço e Elyseu Montarroyos na festa de aniversário de Gustavo Montarroyos
Integrantes da Família Lima e da banda Malta gravaram um clipe para a música tema de “Game of Thrones”
Objeto de desejo
. A descolada joalheria paulista Guerreiro acaba de criar uma linha especial de anéis e colares para cada signo do zodíaco, que já virou moda entre a turma de São Paulo. . Na coluna de hoje, o anel ´Constelação Taurus´, homenageando os taurinos de abril e maio.
TRILHA
Músicos unidos em tema de série Para celebrar a estreia da sexta temporada de “Game of Thrones”, seriado baseado nas “Crônicas de Gelo e Fogo” de George R. R. Martin, que acontece hoje, a Família Lima, a convite da banda Malta, se reuniu com os músicos para a gravação de um videoclipe inédito com versão da música tema da série, composta originalmente por Ramin Djawadi a partir dos dois primeiros episódios do blockbuster. Lucas, Amon, Moisés, Zeca e Allen cuidaram pessoalmente dos arranjos de cordas que ficam completos com as sonoridades da guitarra e baixo trazendo a pegada rock da Malta. O ineditismo do encontro fica por conta de Bruno Boncini, que deixa de lado os vocais
para assumir o cello ao lado de Moisés. O vídeo, gravado em São Paulo, na Toy Show, já pode ser visto em: https:// youtu.be/4W6-m_MfKBo. “Ficamos extremamente felizes com o convite da banda Malta. Levar adiante este projeto com eles é uma extensão do que já estamos fazendo com o canal FL Plays. Os caras têm uma qualidade musical incrível e, assim como nós da Família, adoram séries, filmes e tudo o que envolve o mundo geek. Então, foi um encontro perfeito”, comemora a Família Lima, que já fez releituras das músicas temas dos filmes “De Volta Para o Futuro” e “Star Wars”. Os integrantes de Família Lima também trazem para o público e fãs uma segunda
releitura: “The Rains of Castamere”, tema do dramático “Casamento Vermelho”, também de Ramin Djawadi, que ganha novos arranjos e, em breve, estará disponível no FL Plays.
GALERIA Veja outras imagens deste evento aqui
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Semana de moda mostra fartura de marcas novas S
ão Paulo, SP (Folhapress) - Em meio a uma crise econômica que deteriorou a programação de desfiles, a São Paulo Fashion Week começa hoje, na Bienal do Ibirapuera, com desfalques relevantes das grifes Animale, Cavalera e Colcci, mas robusta em novos nomes. Das 39 marcas que subirão à passarela, sete estreiam na semana de moda paulistana. Entre elas, a marca homônima do estilista Amir Slama (ex-Rosa Chá), a de roupas masculinas Murilo Lomas e a À La Garçonne, do empresário Fabio Souza, que tem estilo capitaneado por Alexandre Herchcovitch, hoje fora do comando da grife que leva seu nome. Até a sexta-feira (29), as etiquetas do calendário de desfiles apresentarão propostas de verão 2017. Essa denominação de estações, porém, não faz mais parte do evento. A semana de moda começa nesta 41ª edição a mudar de formato e datas. Além do fim das temporadas identificadas pelo clima, no próximo ano os desfiles voltarão a acontecer em fevereiro e julho, como há 3 anos, e não
mais em abril e novembro. A mudança de formato tem a ver com o modelo “see now, buy now” que será adotado pela SPFW nas próximas temporadas. Conceito importado de algumas grifes da semana de moda Nova York, que ainda não decidiu se adere ou não ao movimento, o “compre agora, veja agora” consiste na antecipação do lançamento das roupas no varejo. Logo após o desfile, as peças estariam à venda nas lojas, e não mais após seis meses. Esse formato, segundo os empresários, não deixaria as roupas “envelhecerem” na cabeça dos clientes, que, em tese, querem comprar logo o que é desfilado. Abraçado tanto pela organização quanto por boa parte das grifes do calendário, o modelo de negócio divide opiniões, pois mexeria em toda a cadeia de moda. Apesar da recomendação, nenhuma grife é obrigada a aderir. “A melhor resposta do mercado será a adoção de modelos híbridos em que cada marca toma a decisão do que for melhor para seu negócio”, disse Paulo Borges, fundador e diretor criativo da SPFW, em entrevista recente à Folha de S.Paulo.
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Desfalques de grifes são destaque na programação da 41ª edição da “São Paulo Fashion Week”, que começa hoje
Formato do evento realizado na capital paulista passa por transformações a partir da edição deste ano, incluindo o prazo para comprar peças
Fora da moda A decisão do estilista Fause Haten, 47, que abrirá a temporada às 19h30 com uma apresentação no Parque da Independência, zona sul de São Paulo, chocou o mundinho fashion: largar tudo e virar artista. Apesar de ainda atender clientes dispostas a pagar
uns milhares de reais por seus vestidos suntuosos cortados sob medida, Haten está mais interessado em misturar sua experiência como estilista com a veia de ator e dramaturgo. Na apresentação deste domingo, bonecas serão vestidas com roupas tecidas nas últimas semanas e ao vivo,
dentro do projeto Fora de Moda, série de instalações, mostras e cursos de moda em cartaz no Sesc Ipiranga até outubro. Os traços da alemã Marlene Dietrich (1901-1992) estamparão os manequins do “desfile”, que serão manipulados ao vivo na performance intitulada “Lili Marlene - Um Risco”.
“Estou numa fase em que quero ser quase uma costureirinha de bairro. Minha estrutura é menor e, do jeito que as coisas vão na moda, com tanta cobrança comercial, não estaria feliz trabalhando só com roupas, diz Haten. Por Pedro Diniz
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Conversando
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igamos que a vida vem em ondas, tem momentos que ela quebra forte na areia e tem momentos que ela apesar do tamanho desce mansa molhando suavemente seu pé como se fosse um batismo. Quantas vezes renascemos durante nossa curta existência? Quantas vezes sentimos um movimento interno que a principio parece uma doença causando náuseas, angústia, profundo incômodo e de repente um click nos faz olhar tudo de outra maneira? É magnífico poder sentir que não estamos fixados em opiniões antigas e que a vida nos leva a reconsiderar! Ver (como se estivesse de fora) a evolução do seu próprio comportamento, sentir na alma e na pele a mudança , suaviza a trajetória e até rejuvenesce. Só Deus sabe quanto é difícil soltar as amarras, deixar a
vida fluir, encarar as dúvidas os problemas de frente, sentir as limitações, perceber os desejos, ouvir a intuição e fazer perguntas chave pra entender o que você faz nesse mundo. Todo processo de autoconhecimento da medo e poucas pessoas tem coragem de mergulhar achando que não vão aguentar o que vão descobrir de si mesmo. Trazemos dentro de nós todos os sentimentos, todas as emoções e as vezes nos surpreendemos até com um comportamento nosso que na teoria seria de outra forma. Difícil perdoar! E é tão fundamental para saborear a paz interna! O segredo está em fazer boas escolhas que geram compromissos e atitudes. Tudo que cultivamos dá frutos e você pode ser o que quiser ser! É só reconhecer as oportunidades . Nesse momento tenho observado muito a presença da
nossa presidente Dilma. Analisando friamente a figura dela na TV, podemos perceber uma mulher “destruída”. Por mais que ela use um corretivo para as olheiras e maquiagem, está visivelmente perturbada. A impressão que me causa é que
seus assessores (que escrevem o que deve dizer) lhe dão um empurrão e dizem : “ENTRA” e ela, perdida, entra e fala sem saber direito o texto. Patético! Essa é uma mulher que não conversa consigo mesmo! Que não vê o que ela representa
para o universo feminino sendo a primeira presidente eleita do Brasil! A força que “tenta” passar , não é dela e seu discurso é repetitivo, mentiroso e vazio. Não reconheço a força de uma mulher pelo poder do seu cargo ou pela força do seu dinheiro,
mas sim pela coragem de ir fundo na sua alma e descobrir o que pode ser pra si e para os outros. Triste de nós mulheres tão mau representadas. Coragem! vamos fundo na busca para alcançarmos voos cada vez mais altos .
Plateia D5
MANAUS, DOMINGO, 24 DE ABRIL DE 2016
Canal 1 Bate – Rebate
Quantidade “Haja Coração”, a próxima novela das 19h da Globo, segundo cálculos da equipe, vai estrear no dia 30 de maio com cerca de 30 capítulos gravados. E não será nenhuma surpresa caso essa frente, que já é muito boa, venha a aumentar. Tudo por conta da espichada de “Totalmente Demais”. Tirando o pé Até em função de os trabalhos estarem bem adiantados, o elenco de “Haja Coração”, liderado por Mariana Ximenes e Malvino Salvador, passou a gravar num ritmo mais suave. Aquela pressão inicial, quando a novela foi prejudicada pelas chuvas em São Paulo, virou coisa do passado. Constatação - 1 O sucesso de “Totalmente Demais” se deve ao trabalho da sua equipe de autores, elenco, produção e direção. Isso é fato. Mas também ninguém pode reclamar ou se dar ao luxo de abrir mão de uma ajudinha “extracampo”, como a observada pela casa.
ELVIS
O grupo O elenco de “Sem Volta” reúne nomes como Angela Leal, Ângelo Paes Leme, Cláudia Mauro, Camila Rodrigues, Eduardo Melo, Flávia Monteiro, Guilherme Dellorto, Heitor Martinez, Juliana Schalch, Mariana Molina, Nicola Siri, Silvio Guindane, Rhaisa Batista (foto) e Roger Gobeth que, nos bastidores, se revelou um bom fotógrafo. Constatação – 2 A direção da Globo constatou que a audiência de “Malhação” também acompanha a atual novela das sete da noite. O produto consegue agregar os dois públicos. Numa dessas coincidências, “Totalmente” reúne no elenco figuras como Felipe Simas e Juliana Paiva, que passaram por “Malhação”, além, claro, dos seus próprios autores Rosane Svartman e Paulo Halm. Talk show Devidamente autorizado pelo SBT, o humorista Zé Américo vai apresentar um programa de entrevistas na Rede CNT, com direção geral de Denis Salles. Exibição nas noites de quarta-feira, com estreia em maio. O título também está definido: “Conexão com Zé
ROGER GOBETH
TV Tudo
Américo”. Passarela A Bandeirantes marcou para o dia 28 de maio, um sábado, no Citibank Hall, a realização do concurso Miss São Paulo. Já o “Miss Brasil” está previsto para acontecer em 1º de outubro. Nada se revela sobre quem serão os seus apresentadores. Grupo de sempre Logo depois de ser convencida a tocar mais uma temporada do “Amor & Sexo” na Globo, que foi muito bem de audiência nas noites de sábado, Fernanda Lima já começou a pensar na edição de 2017. Ela pretende reunir o mesmo grupo na bancada do programa, ou seja, Mariana Santos, José Loreto e Otaviano Costa.
· “Bate e Volta”, novo programa da Band com celeridades, ainda não tem um dia definido para sua exibição... · ...quanto ao horário, deverá entrar, ou depois de “A Liga” ou na sequência do “MasterChef”. · Determinados artistas estão saltando de programa em programa nas emissoras de TV... · ...aquele cuidado de outros tempos decididamente deixou de existir... · ...hoje, já fica um produtor esperando na porta, para conduzi-los à próxima gravação ou “ao vivo”. · Estreia em junho no Teatro Porto Seguro, em São Paulo, o espetáculo “O Livro de Tatiana”... · ...no elenco, entre outros, Dani Moreno, atriz de “Cúmplices de um Resgate”, e Bruno Garcia. · Marcos Mion e Daniela Cicarelli gravaram o novo “Tudo Pela Audiência” do Multishow.
plateia@emtempo.com.br Flávio Ricco
Nova série vai testar os limites do ser humano
Colaboração: José Carlos Nery
Está marcado para o dia 25 de maio o encerramento das gravações da minissérie “Sem Volta”, ambientada no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, Rio de Janeiro. Escrita por Gustavo Lipsztein com direção-geral de Edgard Miranda, terá 13 episódios e sua estreia acontecerá no segundo semestre. A história mostra drama de montanhistas que se perdem durante uma expedição e são obrigados a encarar condições extremas para sobreviver.
C’est fini Circula uma informação no SBT sobre a possibilidade de se produzir um documentário comemorativo aos seus 35 anos, que serão comemorados em agosto. É esperar pra ver.
Então é isso. Mas amanhã tem mais. Tchau!
Márcio Braz plateia@emtempo.com.br
Em torno da política
GILMAL
MÁRIO ADOLFO
Em toda estrutura social, o aspecto político está presente. Sobretudo porque o poder é exercido nos mais diferentes agrupamentos humanos, de uma forma ou de outra. Sempre há os que detêm o poder e os que o obedecem, em vários graus e diferentes hierarquias. Em “Política: quem manda, por que manda, como manda” (Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998) o escritor João Ubaldo Ribeiro procurar deslindar alguns aspectos deste interessante sistema do cabedal humano, onde já de cara nos é indica um ponto inicial, referindo-se à política como todo o “exercício de alguma forma de poder e, naturalmente, às múltiplas consequências deste exercício”. O autor nos esclarece que a política não se refere apenas a todas as formas de poder, mas também, a todos os modos de exercê-lo, sendo na ação e não na “elaboração intelectual imediata” que podemos compreender o que é o poder e como ele se manifesta. A política, portanto, é vista como “o estudo e a prática da canalização de interesses, com a finalidade de conseguir decisões”. Ribeiro nos diz que a política pode ser entendida como Arte, pois denota uma vocação e um talento para praticá-la; como Ciência, pois é possível racionalizar o seu processo, teorizá-lo e indicar suas ações; e também como profissão, pois “afinal é por meio dela que nos governamos, que ordenamos nossa vida em coletividade”. O exercício da política ou a compreensão do que seja, falta muita vezes ao conhecimento de muitos habitantes. No caso Ocidental é possível verificarmos os diversos aparelhos ideológicos, como a televisão, que incute diretamente
padrões de gosto e costumes às diferentes populações. No Brasil, em especial, temos visto nos últimos meses correntes ideológicas saltando à tela para a cabeça das massas, incidindo conceitos como “golpe” e “democracia” da forma mais irresponsável e imediata. Claro que, neste caso, não foi a televisão quem as criou, estas foram racionalizadas numa destas reuniões à base de muito café na casa de algum correligionário que não quer perder o aparelho do Estado, onde a mídia reproduziu sem a perspicácia de um cientista político que o pudesse deslindá-lo. Restou-nos a superfície da coisa. Por mais que o interesse do jornalista, do repórter, do editor ou do diretor de redação estejam voltados à parcela da população abastada e sem as mínimas condições intelectuais e econômicas, o que prevalece são os interesses dos donos de jornais, afinal, o jornal é uma empresa, o dono da empresa é o empresário, o objetivo do empresário é o lucro, logo, modo de produção capitalista e dentro deste não há interesse em legitimar os interesses da maior parte da população. É claro que a imprensa surge como um obstáculo para qualquer tipo de poder – não é ela mesma o chamado Quarto Poder? -, ao mesmo tempo tem usado seu espaço para cobrir outros interesses muito legítimos e me benefício da pólis, a verdadeira política. Mas não é sobre o papel da imprensa que queremos falar, já o tratamos em outros artigos e volta e meia tornaremos a falar. Mas política é tudo isto e um pouco mais, aduz João Ubaldo. Veremos os próximos capítulos desta novela chamada impeachment, seus desdobramentos e tudo que o valha.
Márcio Braz ator, diretor e cientista social
Por mais que o interesse do jornalista, do repórter, do editor ou do diretor de redação estejam voltados à parcela da população abastada e sem as mínimas condições intelectuais e econômicas, o que prevalece são os interesses dos donos de jornais”
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Plateia
MANAUS, DOMINGO, 24 DE ABRIL DE 2016
Programação de TV DIVULGAÇÃO
SBT 4H45 Jornal da Semana SBT 6H Brasil Caminhoneiro 6H30 Turismo & Aventura 7H15 Acelerados 8H Chaves 10H Mundo Disney 12H Domingo Legal 14H Eliana 18H Roda a Roda Jequiti 18H45 Sorteio da Telesena 19H Programa Silvio Santos 23H Conexão Repórter 0H Arqueiro 1H O Mentalista 2H Crimes Graves 3H Big Bang 3H30 Igreja Universal
GLOBO 5h02 Santa Missa 6h02 Amazônia Rural 06h30 Flash 1 Maratona de SP (Largada Masculina) 6h36 Pequenas Empresas, Grandes Negócios 7h12 Globo Rural 8h08 Esporte Espetacular (32ª Maratona de São Paulo) 12h Superstar 13h11 Temperatura Máxima Vovó Zona 3 - Tal Pai Tal Filho 15h Futebol 2016 - Campeonato Carioca - Vasco da Gama x Flamengo 17h Domingão do Faustão 20h Fantástico 22h23 Domingo Maior - Rápida Vingança 0h15 Encerramento Previsto (Manutenção Mensal)
A terceira parte da comédia “Vovó Zona”, “Tal Pai, Tal Filho”, em cartaz na Globo
Cinema
BAND 6H30 Santa Missa no Seu Lar 7H30 Big Time Rush 8H30 Power Rangers 9H30 Qual É o Desafio? 10H45 Verdade e Vida 11H Pé Na Estrada 11H30 Pague Menos Sempre Bem 12H Os Simpsons: “Milagre de Natal” 12H30 Band Esporte Clube 14H Gol O Grande Momento do Futebol 14H30 Futebol 2016 – Campeonato Carioca 16H50 3º Tempo 18H40 Só Risos 19H40 Só Risos – Extra 21H20 Pânico na Band 0H15 Canal Livre 1H15 Fórmula Indy – Compacto - GP de Alabama/EUA 1H30 Wendell E Vinnie 2H Ei Arnold! - “Dia das Bruxas” 2H20 Igreja Universal
RECORD 5H Santo Culto em Seu Lar 5H30 Bíblia em Foco 5H55 Escola do Amor Responde 6H55 Record Kids 8H Record Kids 9H Bingo - Amazonas da Sorte 10H Domingo Show 14H30 Hora do Faro 18H30 Domingo Espetacular 22H15 Repórter em Ação 23H15 Roberto Justus + 0H15 Programação IURD
Cruzadinhas
PRÉ ESTREIA Capitão América: EUA. 12 anos. Depois dos eventos de Vingadores: Era de Ultron, “Capitão América: Guerra Civil” da Marvel encontra Steve Rogers liderando o recém formado grupo de Vingadores em seus esforços contínuos para proteger a humanidade. Mas após outro incidente, envolvendo os Vingadores, resultar em danos colaterais, aumenta a pressão política para instalar um sistema de responsabilização, comandado por uma agência do governo para supervisionar e dirigir a equipe. O novo status quo divide os Vingadores, resultando em duas frentes - uma liderada por Steve Rogers e seu desejo de que os Vingadores se mantenham livres para defender a humanidade sem a interferência do governo, e a outra que segue a surpreendente decisão de Tony Stark de apoiar a responsabilização e supervisão do governo. Cinemark 5 – 0h10 (3D/dub/somente quarta-feira); Kinoplex 3 – 23h59 (3D/leg/somente quarta-feira).
DIVULGAÇÃO
ESTREIAS O Caçador e A Rainha do Gelo: EUA. 12 anos. HSequência do sucesso “Branca de Neve e o Caçador”, o longa se passa antes e depois de “A Branca de Neve e o Caçador”, quando a Rainha Ravenna (Charlize Theron) recruta o Eric para matar sua enteada, Branca de Neve. Em “O Caçador e a Rainha do Gelo”, Hemsworth e Jessica Chastain, que interpreta a guerreira, travam uma nova batalha com a Rainha e sua irmã Freya, a Rainha do Gelo (Emily Blunt) – que por décadas viveu sozinha em um remoto palácio, criando seu próprio grupo de caçadores mortais. Cinemark 4 – 13h20, 16h, 18h40, 21h20 (dub/diariamente), 0h (dub/somente sábado), Cinemark 6 – 12h15 (3D/dub/somente sábado e domingo), 15h, 17h50, 20h30 (3D/dub/ diariamente), 23h10 (3D/dub/somente sábado); Kinoplex 2 – 16h30, 21h30 (dub/diariamente). Em Nome da Lei: BRA. 14 anos. O filme conta a história de Vitor (Mateus Solano), jovem juiz da cidade grande que chega a uma pequena cidade da fronteira disposto a desmontar o esquema de contrabando e o tráfico de drogas que impera na região, controlado pelo mafioso Gomez (Chico Diaz). Ele conta com a colaboração da jovem procuradora de Justiça Alice (Paolla Oliveira) e da equipe do policial federal Elton (Eduardo Galvão), mas terá que arriscar a própria vida para desbaratar uma organização que opera há décadas na região com a conivência do poder público. A produção consumiu sete semanas de filmagens em Dourados, no Mato Grosso do Sul, e mobilizou cerca de 700 pessoas, entre equipe e extras. Cinemark 1 – 13h30, 16h30, 19h20, 22h (diariamente); Kinoplex 4 – 15h50, 18h25, 20h45 (diariamente). No Mundo da Lua: EUA. Livre. Richard Carson, um milionário ganancioso, quer colonizar a Lua. Ele pretende apagar todos os vestígios os feitos dos astronautas da Apollo XI para poder explorar o hélio-3, a energia limpa do futuro, em benefício próprio. Mas Mike Goldwing, um corajoso surfista de 12 anos, quer impedir esse plano maléfico, viajando até a Lua, com seus amigos, para pegar a bandeira que está lá há anos. Cinemark 3 – 18h50, 22h15 (dub/diariamente).
CONTINUAÇÃO
Mogli, O Menino Lobo: EUA. 10 anos. CCinemark 3 – 13h45, 16h15 (3D/dub/diariamente); Kinoplex 1 – 16h10, 18h30, 20h50 (dub/diariamente). O Escaravelho do Diabo: BRA. 12 anos. Cinemark 2 – 16h45 (diariamente); Kinoplex 5 – 17h50, 20h55 (3D/dub/ diariamente). Batman Vs. Superman – A Origem da Justiça: EUA. 10 anos. Cinemark 2 – 21h40 (dub/exceto quarta-feira), Cinemark 5 – 23h40 (3D/dub/diariamente).
Horóscopo ÁRIES - 21/3 a 19/4 Há possibilidade de se frustrar com relação aos assuntos do coração, vá calma, e não faça planos em longo prazo. Suas expectativas podem estar elevadas demais. TOURO - 20/4 a 20/5 Gastos que surgem repentinamente podem desequilibrar o seu orçamento e te colocar no vermelho. Cuidado com falsos amigos. Evite abrir muito a portas da sua intimidade. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 Não se deixe dominar por sentimentos de desânimo. Seu astral tende a me-
lhorar. Há sensações que só o tempo é capaz de resolver. Deixe que a vida tome seu curso sem sua interferência, é preciso respeitar o universo. CÂNCER - 22/6 a 22/7 Cuidado com o excesso de ambição e a falta de caráter. Não se arrisque em nenhum negócio escuso. Evite se expuser demais neste dia. Evite se confrontar com pessoa conservadora. LEÃO - 23/7 a 22/8 Alguém da sua estima pode tentar abusar da sua ingenuidade e boa alma. Cuidado com perdas materiais, este não é um momento para esbanjar ou
cantar vitória. No trabalho, tudo virá em função do seu esforço. VIRGEM - 23/8 a 22/9 Cuidado com segredos, o próprio nome já diz “segredo”. Pode ter uma surpresa desagradável na vida profissional. A saúde anda um pouco frágil, por isso, evite extravagâncias e gelado. LIBRA - 23/9 a 22/10 Já é hora de cortar o que está ultrapassado em todos os aspectos da sua vida, principalmente é hora de tirar do seu armário o que já não usa. Mudanças importantes podem ser feitas na área profissional.
ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 Cuidado o dia hoje pede moderação é a palavra de ordem. Atividades alternativas, ligadas à recreação e ao entretenimento são as mais favorecidas. Não é hora de brincar com os sentimentos dos outros, se leve a sério. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 A sua ambição será premiada com ganhos financeiros, só deve cuidar para que a ganância tão fale mais forte. Mantenha-se atento para não cair em armadilhas. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 O momento de vida prevê tempos de
calmaria. Aproveite para fortalecer as relações familiares e cuidar bem de sua casa e das pessoas. Arrume gavetas e armários. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 No trabalho é fundamental demonstrar autoconfiança e coragem no trabalho. Vai liderar um projeto importante e terá de apresentar um bom planejamento. PEIXES - 19/2 a 20/3 Este é um momento em que sua estrela brilha, e sendo assim poderá se destacar em uma reunião ou encontro de negócios. As suas colocações serão bem recebidas.
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