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EM TEMPO - 20 de dezembro de 2015

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ANO XXVIII N.º 8.972 DOMINGO, 20 DE DEZEMBRO DE 2015 PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO

O Star–D utiliza a tecnologia dos dirigíveis, adaptada em sistema de trilhos em vias elevadas

Ônibus do futuro Engenheiros amazonenses criam novo sistema de transporte de massa

CONCURSOS

DIVULGAÇÃO

Star–D é o nome do novo sistema que utiliza a tecnologia dos dirigíveis, adaptada em sistema de trilhos em vias elevadas. O projeto foi desenvolvido pelos engenheiros amazonenses Antônio Leão, Olavo Tapajós e Luiz Cláudio Alencar. Trata-se de uma alternativa que se assemelha ao BRT e ao monotrilho, com capacidade para transportar de 20 a 60 mil passageiros/hora, com a vantagem de não agredir o meio ambiente. Economia B3 UFC

169 mil vagas de emprego em 2016

Campeões não conseguiram manter cinturão

Diversos órgãos como a Polícia Militar do Amazonas e a Polícia Civil se movimentam para abrir novos processos seletivos. Concursos & Empregos

O maior evento de lutas do mundo, o UFC, teve um ano atípico em 2015: nenhum campeão conseguiu manter o cinturão. Surpresas não faltaram, entre elas a derrota do amazonense José Aldo. Pódio E4 e E5

Como fugir dos excessos no Natal

IONE MORENO

FONTE DE PRAZER

ELENCO

Manter a dieta durante o mês de dezembro não é tarefa fácil. É preciso vencer a tentação da variedade de pratos e sobremesas.

Amarga surpresa de 2015: Em 13 segundos José Aldo perdeu a chance de se aposentar como o maior da história

Rede embala os sonhos na Amazônia

Medo do terror marca saída de Obama

Costume regional, as redes estão na vida de quem navega pelos rios da Amazônia. Um cochilo na rede depois do almoço é um momento de prazer do qual o caboclo não abre mão. Dia a dia C4 e C5

O medo do terrorismo marca o último ano do democrata Barack Obama na Casa Branca. O presidente dos Estados Unidos prepara sua saída com o temor de mais atentados no país. Última hora A2

AP PHOTO

ÚLTIMO ANO

CURUMIM

CURUMIM viaja até a casa do Papai-Noel

A preocupação de Barack Obama é “manter a América segura”

FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, ELENCO, CURUMIM E IMÓVEIS&DECOR.

O CURUMIM apresenta a casa do Papai-Noel, na região finlandesa da Lapônia. Lá o “bom velhinho” passa grande parte do tempo trabalhando em seu escritório, no centro da Vila Noel, em Rovaniemi.

TEMPO EM MANAUS

MÁX.: 37

MÍN.:

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Ultima hora

MANAUS, DOMINGO, 20 DE DEZEMBRO DE 2015

Invasão Cidade das Luzes poderá ser retomada hoje Ontem, clima era de tensão no local e moradores se articulavam para retornar ao antigo terreno na madrugada de hoje

C

DIVULGAÇÃO

om o fim do prazo para desocuparem o galpão onde estão abrigados provisoriamente no bairro Tarumã, Zona Oeste, ex-moradores da comunidade Cidade das Luzes ameaçam retormar ao antigo terreno na madrugada de hoje. Ontem, o cilma era de guerra no local. A todo momento carros trazendo antigos moradores da comunidade que estão abrigados na casa de parentes chegavam ao local. Apesar de não quererem divulgar oficialmente o horário da nova tentativa de ocupação, a expectativa é que o grupo aproveite a madrugada para voltar ao antigo terreno. “Não temos para onde ir e vamos retomar, sim, para o nosso terreno. Está tudo preparado. Vamos agir de surpresa. E se a polícia vier para nos retirar, vamos reagir”, disse um morador da área que não quis se identificar. Na manhã deste sábado, a concentração no galpão de ex-moradores da área era bem maior do que a quantidade de famílias que estão abrigadas provisoriamente no local. “Temos um grupo no WhatsApp onde estamos mantendo contato com os demais morado-

res que estão abrigados na casa de parentes. Já fizemos a convocação de todos. Vamos para a guerra pela nossa casa”, disse um outro morador. Durante a reunião de planejamento de estratégias, fechada para a imprensa, realizada na manhã desta sexta-feira (18), um grupo de moradores produziu um boneco com o qual faziam analogia ao prefeito de Manaus, Artur Virgílio Neto (PSDB). Os moradores amarraram o boneco em um poste e pediam uma solução aos seus problemas. O encontro contou com a participação de membros do movimento social União Nacional de Moradia Popular (UNMP). Em seu discurso, uma das coordenadoras do movimento, Cristiane Telles, destacou que caso não tenha apoio do poder público, o que não ocorreu até agora, os moradores irão retornar ao antigo terreno. A reintegração de posse dos moradores da comunidade Cidade das Luzes ocorreu no último dia 11, quando mais de 5 mil famílias foram retiradas do local. O local é um terreno particular e pertence a uma Área de Preservação Ambiental (APP).

Prazo para que os moradores deixassem o galpão onde estão de forma improvisada encerrou ontem. Clima no local neste sábado era de desespero

DISCURSO

CAMPANHA ‘DIA Z’

Ação de combate ao Aedes

JOSÉ NILO/SEMSA

Obama no combate ao terrorismo O medo do terrorismo marca o último ano do democrata Barack Obama na Casa Branca. O presidente dos Estados Unidos, que chegou ao poder com a intenção de virar a página da era do 11 de setembro, prepara sua saída com o temor de mais atentados no país e sem concluir as guerras de seu antecessor, o republicano George W. Bush. Com uma margem

de manobra limitada, Obama dedicará o ano a consolidar seu legado para evitar que, depois das eleições de 8 de novembro, um sucessor republicano o desfaça. “Nosso trabalho mais importante é manter a América segura”, disse à imprensa antes de partir para o Havaí de férias. Na entrevista coletiva, Obama admitiu a dificuldade para detectar os chamados

lobos solitários, terroristas que atuam fora de uma estrutura organizacional como o casal que perpetrou a matança de San Bernardino. “Todos podemos contribuir [para evitar esses ataques] se estivermos atentos, dizendo algo se virmos algo suspeito, recusando-nos a viver aterrorizados e mantendo-nos unidos como uma família norte-americana”, disse.

MÁRIO YPIRANGA

PM morre em acidente de trânsito Campanha de combate ao mosquito começou neste sábado e deverá ocorrer durante seis meses

Na manhã deste sábado (19), a Prefeitura de Manaus iniciou a campanha de mobilização do “Dia Z”, para o combate ao Aedes aegypti. A concentração aconteceu às 9h, na bola do Produtor, no bairro Jorge Teixeira, Zona Leste da cidade. A ação é em parceria com a Secretária de Estado de Saúde (Susam); ambas desenvolvem atualmente um trabalho conjunto pelos decretos de uma situação de emergência no município e no Estado na prevenção a uma possível epidemia. Serão seis meses de ações desenvolvidas por meio do Plano Emergencial de Resposta a Epidemia por Doenças Infecciosas Virais. Durante a mobilização será aplicada nas residências o check

-list contra o mosquito. “Estamos ampliando nossas ações de combate. Com as imagens feitas por drones, vamos visualizar locais inacessíveis, para

DADOS Dezessete bairros da capital, com índice de infestação acima de 4%, identificados no Levantamento Rápido do Índice de infestação por Aedes aegypti (LIRAa) anterior, são alvo da ação nós uma novidade muita boa, pois a tecnologia de ponta gera um tempo de respostas quase instantâneo, que serão utilizadas também hoje no dia oficial

da campanha”, informou o secretário municipal de saúde, Homero de Miranda Leão. Desde agosto, as ações para controle e eliminação do Aedes aegypti, visando reduzir o risco para transmissão de dengue, zika e febre chikungunya foram reforçadas, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). O zika vírus tornou-se uma das grandes preocupações para o setor da saúde depois da epidemia de microcefalia no Nordeste, com comprovada associação com o vírus, conforme Leão. “O zika era a menor preocupação entre as três doenças transmitidas pelo Aedes e agora é a maior delas”, disse o secretário da Semsa por meio de nota.

O soldado da Polícia Militar Hebert Chalton Silva Ribeiro morreu na madrugada de ontem, em um acidente de carro, após a condutora de seu veículo, uma mulher identificada como Letícia Hevelin Pinheiro Lopes, perder o controle do veículo modelo Pálio prata e placa JXM 4177. O fato ocorreu na avenida Mário Ypiranga Monteiro, bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul. A mulher foi levada ao pronto-socorro

João Lúcio, onde permanece internada e seu estado de saúde é estável. De acordo com a polícia, o soldado ficou preso nas ferragens e acabou morrendo no momento em que era socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Conforme policiais militares da 23ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), o policial estava no banco do carona, quando Letícia aca-

bou perdendo o controle do carro e colidindo com o meiofio. Ainda segundo a polícia, ainda não se sabe o motivo do acidente, mas a frente do carro foi totalmente destruída e Hebert ficou ferido com a colisão e nas ferragens. Familiares do soldado não quiseram se pronunciar sobre o assunto e até o fechamento desta edição a assessoria da Polícia Militar não enviado nenhuma nota. DIVULGAÇAÕ

Acidente ocorreu no início da manhã deste domingo. PM estava no banco do carona do veículo


Opinião A3

MANAUS, DOMINGO, 20 DE DEZEMBRO DE 2015

Editorial

Contexto 3090-1017/8115-1149

marioadolfo@emtempo.com.br | contexto@emtempo.com.br

Picado pela mosca azul A passagem do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), por Manaus não ficou muito bem explicada. O que Marconi veio fazer em Manaus? Afiar o discurso sobre o impeachment de Dilma com Arthur Virgílio? Conhecer empresas e projetos do Polo Industrial de Manaus (PIM)? Estabelecer alguma parceria entre o Amazonas e Goiás? Nenhuma dessas hipóteses. Para o prefeito, o que Marconi anda fazendo mesmo é sondando sua popularidade para alçar um voo mais alto. — Acho que ele foi picado pela mosca azul. É novo, governador três vezes com 53 anos, carismático, ele tem o direito de sonhar com a Presidência! –, comentou Arthur. Pequeno notável O Twizy, carrinho elétrico da Renault para duas pessoas, agora já pode ser emplacado no Brasil. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (16) em um reunião envolvendo diferentes órgãos governamentais, encabeçada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), e foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (18). Só na cidade Por ser enquadrado como quadriciclo, o modelo só terá permissão para rodar na cidade, sendo proibido o uso em rodovias. Ceia salgada Já foi ao supermercado comprar sua ceia de Natal, se é que este ano vai ter ceia? Então, prepare–se. O preço médio dos produtos natalinos ficou em média 10,12% mais caro no Natal de 2015. Inflação O número é um pouco abaixo da previsão do índice de inflação oficial do IBGE para este ano, que é de 10,7%. Fruto proibido Os produtos que elevaram a média dos preços foram as frutas cristalizadas, que tiveram aumento médio de 16,5%, devido à desvalorização do real frente ao dólar, o que diminuiu as importações. O velho Ciro Ciro Gomes, para quem não lembra, é brigão.

Na última entrevista, disse que Michel Temer conspira há tempo e “é homem do Cunha”: — Temer está nas mãos de Cunha. Temer ridículo O ex-ministro disse que a carta que o vice enviou a Dilma é “ridícula”, de “baixo nível”, “cretina e risível”. — Se as pedaladas são o motivo do processo contra Dilma, Temer também precisa ser afastado, pois assinou alguns desses decretos! –, disparou. Cidade das Luzes No quiprocuó da invasão Cidade das Luzes, o presidente da Associação dos Magistrados do Amazonas (Amazon), juiz Cássio Borges, manifestou seu apoio à atuação do juiz Adalberto Carim, da Vara Especializada do Meio Ambiente. Ação Cível O magistrado lembrou que está em curso na Justiça estadual uma ação civil que tem como propósito a retirada e demolição dos obstáculos da Área de Proteção Ambiental do Tarumã (APA), criada pelo decreto municipal nº 9.556, de 2 de abril de 2008 . Enganosa De acordo com o juiz Cássio Borges, algumas pessoas difundiram insinuações de que teria sido concedida reintegração de posse na citada área (APA). — A informação é enganosa, pois não existe ação de reintegração de posse na Vara Especializada do Meio Ambiente, que fez cumprir o artigo 225 da Constituição Federal.

APLAUSOS

Para o bem ou para o mal Não teve a merecida atenção a afirmação do ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, na sexta-feira 18, sobre a saída de Joaquim Levy do Ministério da Fazenda, que seria oficializada na tarde desse mesmo dia. Talvez tenha sido a conclusão mais esclarecedora sobre o presidencialismo brasileiro e seu ranço absolutista e obscurantista, também. Vale a pena ler de novo: “Há um equívoco dos que fazem a leitura sobre os caminhos do governo da presidente Dilma. Quem banca a política econômica não é o ministro da Fazenda. Quem banca a política econômica é a presidente da República, e ela convoca o ministro para cumprir”, definiu Wagner, simples assim. E depois o ministro tentou reduzir o impacto da sua redução: “Evidentemente que ela discute com ele”. Quem conhece o temperamento administrativo de Dilma Rousseff pode imaginar como seria essa discussão “com ele” (quem quer que seja esse “ele”). Jaques Wagner não tem dúvida sobre o destino do novo ministro da Fazenda e com certeza se enquadra na própria avaliação: “Quem vai bancar a política econômica, quem decide ouvindo outras pessoas, o ministro, é ela. Quem bancou a questão do ajuste fiscal foi a presidente Dilma”. Então, Joaquim Levy não passou mesmo de um simples coadjuvante do que a presidente queria que fosse (ou que seja) o rumo da economia do país. E não existe dúvida, do ponto de vista de Wagner, sobre qual será a participação (se se pode chamar assim) do novo ministro, Nelson Barbosa, transferido do Ministério do Planejamento para o da Economia, assim, de supetão, como é do estilo da presidente. Por isso, os que querem não querendo o impedimento da presidente e os que não desejam outra coisa (a saída da presidente) não esqueçam quem é “que banca a política econômica” deste país.

GILMAL

arteurucum@gmail.com

Equivocados A presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam), Graça Figueiredo, disse que as críticas de parlamentares ao projeto de lei que ele enviou à Assembleia Legislativa “são equivocadas”. Não é aumento A desembargadora explicou que, na verdade, o Judiciário não está querendo aprovar aumento salarial em plena crise econômica, mas, sim, enviando um projeto de regulamentação da data-base dos servidores, que é um direito de todos os servidores e funcionários. — É preciso esclarecer que todo começo de ano há o pagamento da reposição da inflação, ou pelo menos de ajuste, que é o que estamos fazendo –, disse a desembargadora. Equilíbrio no legislativo O presidente da assembleia, Josué Neto, conduziu na última sexta-feira, o encerramento do ano letivo no parlamento estadual. Mais uma vez foi conciliador quando as discussões entre deputados começavam a subir de tom. Josué fez questão de agradecer a todos os parlamentares pelo trabalho desenvolvido nesse ano. Ano da superação Josué disse que a responsabilidade da mesa diretora da Aleam, da qual fazem parte 8 parlamentares, foi fundamental para que a Casa fechasse o ano de forma positiva, com dezenas de audiências públicas no interior e uma produção significativa de plenário.

VAIAS

Selma Reis

opiniao@emtempo.com.br

Tragédia urbana DIVULGAÇÃO

RICARDO OLIVEIRA

Para a cantora e atriz Selma Reis, uma das mais belas vozes deste país, que morreu ontem, depois de perder a batalha contra o câncer. Selma participou de várias novelas e minisséries da Rede Globo, como “Caminho das Índias”, “Páginas da Vida”, “Presença de Anita” e “Chiquinha Gonzaga”.

Para órgãos públicos que trabalham com assistência social e parecem ter fechado os olhos para o drama das famílias que foram expulsas da invasão Cidade das Luzes. Tem muito espertalhão no meio das ocupações de terra? Tem, sim, mas também existem pessoas humildes, crianças, mulheres gestantes e idosos que não têm para onde ir.

João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br

O plantio e a colheita Diz um velho adágio, e este, ao contrário de muitos, com farta sabedoria, que quem semeia ventos, colhe tempestade. Como é natural e bem sabido, a semente é pequena e só quem já a conheceu de outras gerações será capaz de saber de todo o seu potencial e de antever aonde chegará à plenitude do seu desenvolvimento. Assim chegamos onde hoje estamos, no olho do furacão, a colher bem mais do que uma simples tempestade, na verdade a tentar domar a intempérie que desaba com toda a sua força sobre nós. Foram doze anos de dedicado cultivo, alimentado com os mais adequados adubos de que se poderia dispor: a ideologia que ignora o espaço e o tempo e que despreza qualquer tipo de reflexão e de crítica; o foco centrado sempre na conquista e na ampliação do poder político, dado como autojustificável; a busca incessante de crescente poder econômico, como meio eficaz de consolidação de um grupo político; o uso abusivo da doutrina e da prática do Populismo, no manjado papel antes atribuído à religião, de “ópio do povo”. Emergimos agora, atônitos, de um estado letárgico em que estivemos mergulhados por força de poderosa propaganda subliminar que aproveitava tema de um velho mito e nos induzia a aceitar, aplaudir e admirar a figura do homem do povo, proletário antes, operário depois, que viera para nos guiar e conduzir a um novo país, em que a regra geral seria a justiça social, a sociedade ética e quase sem classes, a oferecer oportunidades segundo os méritos de cada um de nós. Ao fim e ao cabo, a semeadura prosperou e apresentou seus frutos, que ficaram muito distantes daqueles que nos foram prometidos. Enquanto ocupou o trono, o rei escondeu a sua nudez, montou e azeitou

eficiente máquina de propaganda e marketing, capaz de deleitar o próprio Doutor Goebbels, e conseguiu passar a nós e ao mundo a ideia de que estava introduzindo o Brasil num novo mundo, a começar pela retirada da indigência de milhões de brasileiros que passavam a integrar uma nova classe média. Só mais tarde foi revelada a inverossímil renda mensal com que cada brasileiro desses acessava a “nova classe média”. E ainda se tinha que ouvir a toda hora o bordão: “... nunca antes na história deste país”. Corriam soltas as negociatas estarrecedoras nos subterrâneos do poder, pela compra de apoio de parlamentares, pela aquisição de uma refinaria de petróleo sucateada, pelas obras superfaturadas a título de “acelerar o desenvolvimento”, e assim o país era sangrado e ainda transferiam-se recursos para outras nações, por razões de identificação ideológica. Verdadeiras alegorias foram criadas a fim de passar aos brasileiros a impressão de que tudo corria muito bem. Assim foi engendrado o mito do “pré-sal”, que nos colocaria rapidamente no patamar dos mais ricos países, obrigando o G-7 a virar G-8; assim também foi anunciada a transposição do rio São Francisco, que poria fim à tragédia das secas nordestinas; grandes obras foram projetadas e mais serviram para possibilitar a dilapidação do erário. Enfim, a “lava jato” e suas sucedâneas estão aí para mostrar a todos nós que os governos petistas, os dois, se constituíram na mais maldita das searas, a espalhar em nossos campos as sementes da corrupção, do saque institucional, do mascaramento da verdadeira situação do país. Agora chegamos à hora da colheita e estamos constatando que esta só nos trouxe a tempestade destruidora.

João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO

Verdadeiras alegorias foram criadas a fim de passar aos brasileiros a impressão de que tudo corria muito bem. Assim foi engendrado o mito do ‘pré-sal’, que nos colocaria rapidamente no patamar dos mais ricos países, obrigando o G-7 a virar G-8; assim foi anunciada a transposição do rio São Francisco”


A4

Opinião

MANAUS, DOMINGO, 20 DE DEZEMBRO DE 2015

Painel

empresa em 2010, agora exigem um valor bem maior para deixar a Odebrecht.

Guerra de Secessão A possibilidade de afastamento de Eduardo Cunha da presidência da Câmara pelo STF acirrou as divisões na bancada do PMDB, que já vive clima de guerra pela disputa da liderança do partido. A batalha deve reproduzir a atual: Leonardo Picciani (RJ), que retomou o posto de líder com ajuda do Planalto, tem simpatia do governo para se candidatar. Osmar Serraglio (PR), da ala pró-impeachment e aliado do presidente da Câmara, é visto com bons olhos pelo grupo de Michel Temer. Coluna do meio Aliados de Cunha e líderes de oposição avaliam que um nome de fora do PMDB em partidos com boa interlocução com o presidente da Casa, como PR e PSD, pode ter chances na sucessão. Pés no chão Passada a euforia pela vitória no STF sobre o rito do impeachment, o Planalto pretende voltar a trabalhar: “Seja a regra que for, vamos precisar de votos”, diz um assessor palaciano. Poliglota 1 Entre os itens apreendidos pela Lava Jato nos escritórios do presidente da Câmara no Rio, está um livreto em inglês sobre procedimentos para registros de empresas. Poliglota 2 Para a Procuradoria-Geral da República, o material “evidencia o interesse de Eduardo Cunha em criar empresas no exterior”. Próximos capítulos Aliados apostam que o peemedebista tem chances de reverter a derrota no Conselho de Ética na CCJ. Lá, ele também tem soldados

fiéis, incluindo o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Arthur Lira (PP-AL), denunciado na Lava Jato. Deixa rolar Na véspera das buscas em sua casa, Cunha ainda insistia em anular os trâmites da decisão. Após a visita da PF, decidiu deixar a votação correr para partir para o confronto na CCJ. Ano velho O relatório das atividades do Senado em 2015, apresentado por Renan Calheiros, ganhou o sugestivo subtítulo de “o ano que mal começou e nem terminou”. Inferno astral Enrolada na Lava jato e com uma dívida bilionária, a Odebrecht terá de lidar com uma disputa que vinha protelando há cinco anos: encerrou-se nesta semana o prazo dado pela família Gradin para que o grupo respondesse ao pedido de venda da fatia de 20% que detêm no conglomerado. Atrás do filé Os Gradin, que não aceitaram sair da

Aviso prévio A Sete Brasil, criada pelo governo para ser a principal fornecedora de sondas para o pré-sal, pode sofrer novo baque. O estaleiro Jurong ameaça vender para outra empresa uma sonda que está prestes a ficar pronta. O equipamento garantiria receita para a Sete em 2016.

Recorde Sem avanço com os europeus, a presidente da República baterá um recorde: é o mais longo período sem que o Brasil tenha um novo acordo comercial em vigor desde que entrou para o Mercosul, em 1992. O bloco discute nesta segunda-feira o acordo com a União Europeia.

CONTRAPONTO

Ajuste fiscal No governo anterior, o ex-prefeito de Aparecida, chamado “Zé Loquinho”, reclamava com o governador Geraldo Alckmin que sua prefeitura estava em grave crise financeira, sem recursos para nada. E desabafou: – Governador, troquei todos os seguranças do cemitério por cachorros. É mais barato, não tem que pagar salário nem nada – disse ele, orgulhoso. – Passados alguns uns meses, Geraldo Alckmin reencontrou o aliado e perguntou sobre a economia local. – Ah, governador, a crise piorou. Tive de demitir também os cachorros. Eles comiam muito! – resmungou o prefeito, sem esconder a decepção. Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”

CENTRAL DE RELACIONAMENTO Presidente: Otávio Raman Neves Diretor-Executivo: João Bosco Araújo Diretor de Redação Mário Adolfo marioadolfo@emtempo.com.br

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DO GRUPO FOLHA DE SÃO PAULO

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OLHO DA RUA

opiniao@emtempo.com.br ARTHUR CASTRO

Sem data O governo vai fechar o ano sem ter perspectiva de data para a troca de ofertas entre Mercosul e União Europeia. Os blocos ficaram de se falar no início do ano que vem. Dilma chegou a dizer que a troca ocorreria até o fim de novembro.

DO DEPUTADO PAULO PEREIRA DA SILVA SDD SP­, sobre a definição do rito do impeachment e a eleição para a comissão especial na Câmara, em fevereiro.

ASSINATURA e CLASSIFICADOS

Jaques Wagner, ministro-chefe da Casa Civil, em meio aos rumores sobre a saída de Joaquim Levy do Ministério da Fazenda, deixou bem claro, nesta sexta-feira 18, qual é o papel de um ministro no governo de Dilma Rousseff.

Desmonte Os sócios da Sete foram avisados, mas estão de mãos atadas. A Petrobras jogou para janeiro as conversas sobre a reestruturação da companhia, que deve R$ 14 bilhões a bancos. A dívida com o Jurong, que não recebe da Sete há meses, já supera US$ 300 milhões.

Perdemos a primeira partida para o Supremo, mas o jogo de volta vai ser no nosso campo. E com a torcida do nosso lado

Atendimento ao leitor e assinante

Há um equívoco dos que fazem a leitura sobre os caminhos do governo da presidente Dilma. Quem banca a política econômica não é o ministro da Fazenda. Quem banca a política econômica é a presidente da República, e ela convoca o ministro para cumprir. Evidentemente, que discute com ele

Tudo meu Aceitam também ficar com ativos da empreiteira. Estão de olho na Odebrecht Óleo e Gás e em parte da Braskem.

TIROTEIO

www.emtempo.com.br

Frase

Natuza Nery

/amazonasemtempo

/tvemtempo

Os artigos assinados nesta página são de responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opinião do jornal.

Pátria educadora é isso aí, em verde, amarelo, azul e branco: é de pequenino que se conhece o pepino. Abaixo a corrupção! Se a moda pega, isto é, se a lição começa em casa, nunca mais se ouvirá essa pedalada fiscal de “país do futuro”, “o amanhã será melhor”, “quem espera sempre alcança” etc. e tal. Se o futuro são for hoje... nunca mais

Dom Sérgio Eduardo Castriani opiniao@emtempo.com.br

Natal As ruas, as casas, o comércio, as igrejas se enchem de luz, criando uma atmosfera de magia e esperança, é sinal que chegou o Natal. Das lembranças deste tempo uma sempre me volta. Nos anos sessenta, quando chegava dezembro, os jornais anunciavam que no Vietnam onde se travava uma guerra das mais sangrentas os inimigos fariam uma trégua de Natal. Que acontecimento era aquele que trazia a paz, mesmo que momentânea e frágil? O nascimento de Jesus marca a história, também a civil, pois há um antes e um depois de Cristo. Mas isto pode ser explicado pela vitória e domínio dos cristãos e duvido muito que seja aceito de forma pacifica por povos de outras crenças e religiões. Costuma-se falar do dia de natal como o aniversário de Jesus, e de fato o é, embora o dia vinte e cinco de dezembro tenha sido escolhido mais por razões meteorológicas e de inculturação da fé cristã que por evidências históricas. Para os cristãos o Natal é a celebração do mistério fundamental, que é a encarnação do Verbo de Deus. A fé e a vivência deste mistério é que diferencia o cristianismo de todas as outras experiências religiosas e lhe confere uma identidade própria. O mistério da encarnação pressupõe a Trindade, um Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo. Embora uma das pessoas divinas tenha se encarnado sem perder a sua natureza, Deus continua sendo Pai e agindo no mundo pelo Espírito. Jesus é a revelação definitiva de Deus. Para os cristãos não há outro caminho de aproximação de Deus senão a pessoa de Jesus. Ele é o rosto de Deus e quem o vê, vê o

Pai. Paixão e Morte são consequências da encarnação. Verdadeira e radical ela conduziu Jesus pelos caminhos humanos da alegria e da felicidade, mas também da morte e da dor. E a paixão se torna redenção conduzindo Jesus e todos nós a ressurreição. Portanto o Natal é muito mais que uma festa de aniversário, ocasião de confraternização e troca de presentes. Ele é ocasião de experimentar o Mistério na liturgia e nos ritos natalinos e viver intensamente a esperança e a solidariedade que conduzem a paz. Se Deus se fez homem, a humanidade está salva, aconteça o que acontecer. Ao entrar na História, Deus firmou uma aliança definitiva com a sua criação ligando a sua vida a vida do criado. Podemos sonhar com a paz, com a justiça, com vida plena para todos. As profecias se realizarão, e o Reino de Deus se estabelecerá. Podemos anunciá-lo e dar a vida por ele, e se tivermos fé veremos os sinais da sua presença entre nós. O sinal maior, eloquente e definitivo é Jesus. Adorá-lo no presépio é reconhecer que o Reino chegou. Chegou no meio dos pobres e dos pequenos. Os grandes se dividiram. Herodes com medo tentou matar o menino e juntou aos seus crimes o infanticídio. Os reis magos seguiram a estrela, adoraram o menino, e voltaram para casa por outro caminho. Oxalá a celebração do Natal reforce em nós a esperança e a solidariedade. Se Deus é um de nós nada e ninguém podem tirar definitivamente a nossa alegria. Se Deus assumiu a natureza humana, toda pessoa merece respeito e amor, e não podemos ficar indiferentes a sorte de ninguém.

Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de Manaus

Oxalá a celebração do Natal reforce em nós a esperança e a solidariedade. Se Deus é um de nós nada e ninguém podem tirar definitivamente a nossa alegria. Se Deus assumiu a natureza humana, toda pessoa merece respeito e amor, e não podemos ficar indiferentes a sorte de ninguém”


Política MANAUS, DOMINGO, 20 DE DEZEMBRO DE 2015

3090-1019

DIVULGAÇÃO

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ASSEMBLEIA

2015 foi marcado pelo diálogo

politica@emtempo.com.br

O que foi este 2015 na política local e nacional? Este ano mais pareceu uma extensão das eleições do ano passado, numa espécie de 3º turno. Um ano em que o combate à corrupção foi explícito e trouxe à tona escândalos jamais vistos na história política brasileira. No Amazonas, um governador está em vias de ter o mandato cassado e o povo já não suporta mais desmando

Política A7


A6

Com a palavra

MANAUS, DOMINGO, 20 DE DEZEMBRO DE 2015

FOTOS:IONE MORENO

Wilker BARRETO

‘Não deixarei QUE O PROCESSO eleitoral contamine os trabalhos’ Com 8 anos na política e à frente do Legislativo municipal, o vereador Wilker Barreto (PHS) conseguiu vencer as questões político-eleitorais e se manteve líder do prefeito ao longo de duas gestões da Prefeitura de Manaus. Ex-líder do ex-prefeito Amazonino Mendes (PDT) e do prefeito Arthur Neto (PSDB), em seu primeiro ano de gestão, Wilker tomou uma série de medidas que garantiram que o Legislativo feche as contas em 2015 com todos os contratos pagos e com um planejamento estratégico para 2016 que engloba, entre outros, o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PPCS) dos servidores da Câmara. Num ano eleitoral, em que todos os vereadores serão candidatos à reeleição, Wilker terá a missão de colocar em votação as contas de ex-prefeitos de Manaus, o Orçamento Impositivo e, acima de tudo, garantir que os parlamentares compareçam as sessões plenárias no Legislativo. CAMILA CARVALHO

Tivemos uma agenda bastante positiva. A Câmara realizou 35 audiências públicas em 1 ano, sem falar nas externas. Fecharemos o ano com uma agenda positiva, com a Câmara repercutindo discussões das ruas, fechando termos de parcerias. Fui o primeiro gestor que firmou temos de parceria com a Defensoria Pública, o Ministério Público estadual e federal”

EM TEMPO - Presidente, em ano de crise econômica e política no país, como a Câmara Municipal de Manaus finaliza 2015? Wilker Barreto – A Câmara passou um ano de muita dificuldade. É de conhecimento público que 80% da nossa receita é voltada para folha de pagamento porque, além dos salários, temos os encargos (sociais). Conseguimos nos programar e isto permitiu que tomássemos algumas medidas de gestão para enfrentar a crise sem parar os investimentos. Na economia, o poder público é a locomotiva. Então, a premissa é a diminuição do custeio para os investimentos. Essa foi a nossa gestão. EM TEMPO - Quais medidas foram adotadas para driblar a crise e manter as finanças dentro do esperado? WB - Foram várias. Saímos da Embratel e migramos para a Claro, só isso me deu uma economia de R$ 130 mil. Tínhamos uma internet de 26 megas e licitamos uma de 50 megas pagando R$ 50 mil a menos por ano. Suspendemos o contrato do aluguel do painel da Câmara e reduzimos o

uso de papel. Então, em um momento de crise, chamamos os fornecedores e realinhamos os contratos. A Câmara pagou todo mundo em dia e isso não foi uma prática minha, todos os presidentes fizeram isso. As medidas garantiram que, por exemplo, a TV Câmara continuasse a funcionar. Iniciaremos a reforma da minivila olímpica; iniciaremos a Câmara Digital; trabalhamos para manter a ISO (sistema de qualidade). Foram medidas tomadas em parceria com os vereadores como a redução dos valores das diárias com o aumento do controle e rigor nos relatórios. Qual minha missão como gestor? Dar ao servidor condições de trabalho e ao vereador idem para que isso tudo retorne em benefício para a sociedade. EM TEMPO - Durante a sua gestão, a Câmara reinaugurou a TV do Legislativo com uma outra proposta e realizou parcerias com Legislativos de outros Estados. Quanto isso contribuiu para os trabalhos no Parlamento em Manaus? WB - Quanto à questão legislativa: tínhamos um Regimento Interno há uma década sem revisão e assumimos o compromisso em janeiro (de 2015) de colocar em pauta. A nossa Loman (Lei Orgânica do Município) estava defasada e foi revista. O Bosco Saraiva (ex-presidente) iniciou e o trabalho foi concluído. Nós traçamos as metas. Fui o único presidente na história que reuniu o colegiado de líderes seis vezes. As principais decisões da Câmara foram decididas no colegiado de líderes. A questão do Regimento Interno... Qual a importância dele ser ágil e célere? Melhora o funcionamento da casa. Fecharemos o ano com mais de 400 projetos apreciados. Vamos fechar o ano com a votação do Plano de Mobilidade Urbana. Criamos um mecanismo que os requerimentos, moções e indicações são analisadas on-line e destacamos uma ou outra com leitura em bloco no plenário. Isso melhora a tramitação dos projetos. Por exemplo, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) finalizará o ano com a pauta zerada. EM TEMPO - Em ano de discussões polêmicas e importantes para a cidade, como o Plano de Mobilidade Urbana, como o senhor

avalia a conclusão dos trabalhos no Legislativo? WB - Tivemos uma agenda bastante positiva. A Câmara realizou 35 audiências públicas em 1 ano, sem falar nas externas. Fecharemos o ano com uma agenda positiva, com a Câmara repercutindo discussões das ruas, fechando termos de parcerias. Fui o primeiro gestor que firmou termos de parceria com a Defensoria Pública, o Ministério Público estadual e federal. Criamos a Casa do Consumidor, administrada pela Comissão de Defesa do Consumidor. Esses termos são importantes porque acabam com as Comissões Parlamentares de Inquéritos. Na CPI você apura os fatos e encaminha para o Ministério Público do Estado (MPE). Se o MPE já estiver junto, participando do processo, o caminho é o Ministério Público instaurar um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) ou ajuizar uma ação. Acabou todo aquele pirotecnismo de audiências públicas de CPI. Os termos de parceria tornam a Câmara mais célere. Fizemos convênio com o Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam) e com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em processos de cidadania. Outro fato interessante é que sou o primeiro presidente que colocou em apreciação as contas de ex– prefeitos. Essa votação ocorrerá ano que vem. Todas têm parecer favorável do Tribunal de Contas. Deliberei para as comissões. Irei apreciá-las ou no primeiro semestre ou após as eleições. Não deixarei que o processo eleitoral contamine os trabalhos. Nunca na história do Legislativo tínhamos aprovado um Orçamento com emendas. Este ano, aprovamos o Orçamento com 159 emendas, possibilitando aos vereadores interagir com o Or-

çamento e votaremos, ano que vem, o Orçamento Impositivo. EM TEMPO - Em 2016, às vésperas de uma eleição municipal, no seu último ano de gestão, como o senhor conduzirá os trabalhos na Câmara? WB - Com muita naturalidade e com o mesmo ritmo de 2015. Se Deus permitir, vou para minha segunda reeleição. Sempre fui líder de governo. Não consigo ver impedimento do vereador estar aqui (na Câmara) de 9h ao meio-dia porque, quando eu quero fazer uma agenda, faço um café da manhã às 7h30 porque aqui começa às 9h. Dificilmente farei uma caminhada ou reunião às 9h da manhã. Não vejo nenhum prejuízo e nenhuma justificativa para as ausências. Digo aos meus pares que a exposição que dá a tribuna, a visibilidade que dá a Câmara é muito maior do que qualquer reunião. O maior desgaste para qualquer vereador é ser taxado na imprensa, caso venha a cair o quórum, porque não estava presente porque não veio trabalhar. Não vejo necessidade da Câmara passar por esse desgaste. EM TEMPO - Teremos uma eleição municipal na qual, certamente, todos os vereadores serão candidatos. O senhor permitirá que os parlamentares peçam licença especial para se dedicar integralmente às campanhas? WB - É totalmente exequível estarmos aqui segunda, terça e quarta para termos quórum. Não existe parlamento no mundo que tenha 100% de quórum. Vereador que está em seu gabinete, está trabalhando. Preciso ter 14 vereadores para iniciar a sessão e 21 para iniciar a ordem do dia. Tendo isso, estou respeitando o

quórum mínimo para votações. No dia, que eu espero que não aconteça, em quecair o quórum, vai ter desconto (salarial aos vereadores). O Regimento Interno não é omisso em relação a isso. A licença acabou no novo Regimento Interno. Tenho 8 anos de vida pública e não me convence essa história de vereador que tem de se ausentar para fazer campanha. Não podemos respirar política 24 horas, temos que respeitar nosso dever de ofício que é legislar, fiscalizar. EM TEMPO - Nesse cenário, quais serão os principais desafios da sua gestão em 2016? WB - Termino o ano com, pelo menos, 70% de aprovação dos meus pares. Meu papel aqui é garantir a estrutura, de forma conjunta. Fiz gestão nesse sentido (compartilhada). Só com a operação com os fornecedores, reprogramando as datas de pagamento, tivemos um lucro de R$ 700 mil. O principal desafio é mantermos a pauta de votação. No retorno do recesso parlamentar, chamarei o colegiado de líderes para reafirmar o compromisso de nos mantermos o quórum nas sessões. A eleição será em 45 dias. Compartilharei com eles os desafios porque teremos uma pauta de projetos importantes. Ficará mais fácil de trabalhar com a CCJ que será terminativa, sem a análise de mérito no plenário. Economicamente, vejo um 2016 muito difícil, em que a Câmara tem o papel de discutir os principais problemas da cidade. Sinceramente, não vejo problema quanto ao quórum porque vejo os vereadores com muito espírito público. Trabalharei da mesma forma, compartilhando com os vereadores as principais decisões da Câmara.


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MANAUS, DOMINGO, 20 DE DEZEMBRO DE 2015

Josué Neto destaca ações da Assembleia em 2015 Presidente do Legislativo estadual faz um balanço das atividades da casa e afirma que foi um ano marcado pelo “diálogo”

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s deputados estaduais entraram em recesso parlamentar na última sexta-feira e somente retornam às atividades em fevereiro de 2016. No primeiro ano desta nova legislatura, o presidente da casa, deputado Josué Neto (PSD), faz um balanço das atividades da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) e afirma que as reuniões foram abertas para debater projetos de lei do Executivo, audiências frequentes com a sociedade e corte de despesas, que gerou uma economia de R$ 15 milhões. Pela terceira vez consecutiva à frente da Aleam, Josué Neto disse que todas as decisões administrativas foram tomadas com o aval da Procuradoria da casa, sempre baseadas na legislação vigente e no Regimento Interno. “Não há outra forma de administrar uma instituição pública, a não ser pela lei, porque existem critérios, existem ritos que precisam ser respeitados”, disse. Uma das decisões mais radicais tomadas pelo Legislativo estadual, segundo Josué, foi reduzir 25% de todos os contratos essenciais da casa, controle de passagens aére-

HUDSON FONSECA/ALEAM

as, suspensão de diárias, frete de aeronaves e suspensão de serviços não essenciais como serviços de buffet e floricultura, usados principalmente em homenagens. “Vários cortes permitiram essa economia desde agosto. Não aumentamos a verba de gabinete em 2015, nem a

DIÁLOGO O deputado ressaltou o diálogo da Aleam com as instituições e a população tanto na capital quanto no interior, por meio de programas como Centro de Cooperação Técnica do Interior e as comissões da casa Cota para Exercício de Atividade Parlamentar (Ceap), o que contribuiu para a Assembleia atingir em torno de R$ 15 milhões em economia”, afirmou o presidente. As reuniões para debater projetos de lei do Executivo, com esclarecimentos técnicos de secretários estaduais, que antes eram realizadas a portas fechadas, passaram a acontecer em plenário, inclusive

com transmissão ao vivo pela TV Assembleia. Questionado sobre a mudança, o presidente informou que foi uma “adequação baseada nos anseios da sociedade” de ter um parlamento mais transparente. Para ele, a Assembleia tem essa obrigação de ser transparente, democrática e aberta à população. “A democracia não vale apenas no ambiente político, mas o Legislativo tem a obrigação de exercer isso todo dia. Dentro da legalidade, com responsabilidade, dentro de um ambiente democrático, acho que isso é o mais importante”, disse. Josué destacou a votação de propostas importantes, como a reforma administrativa do Estado. “De uma forma geral, esse ano foi marcado pelo diálogo, pela democracia, pela forma de conduzir a máquina estatal e a gente tentando ser o elo entre as instituições e a população, no sentido de mostrar para as pessoas e para os servidores do Estado que o momento é de extrema dificuldade e que, no momento certo, isso tudo vai mudar, pois a previsão de economistas nacionais é que a economia voltará a crescer no segundo semestre de 2016”, disse.

Presidente da Aleam, deputado Josué Neto faz balanço positivo das atividades da casa neste ano de 2015


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Política

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Cláudio Humberto Com Ana paula Leitão e Teresa Barros

www.claudiohumberto.com.br

A mudança não vai significar o fim do ajuste fiscal”

MINISTRO JAQUES WAGNER CASA CIVIL tenta justificar o troca-troca na Fazenda de Dilma

Cláudio Humberto

Dilma vs Cunha No mesmo site Avaaz, a petição pela cassação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, já reúne 278 mil assinaturas.

Tiro n’água Renan Calheiros terá de pensar em outra coisa para atormentar Michel Temer. As supostas “pedaladas” só colocariam o vice na situação de Dilma (risco de impeachment), caso tivessem A presidente Dilma confidenciou a ministros palacianos que não é “mulher de re- sido assinadas em 2015. Mas o foram nunciar”, mas preferia a renúncia ao impeachment. A confidência é anterior à decisão – a pedido da Casa Civil – em 2014. do Supremo Tribunal Federal (STF) que dificulta a tramitação do impeachment na Era outro governo. Câmara. Como gosta da fama de “gestora” que lhe foi atribuída pelo ex-presidente Lula, ela acha que o impeachment será um carimbo indelével de incompetência. Ovo na galinha A contabilidade criativa do governo federal volta com tudo em 2016. Dilma Dilma 1,99 contabilizou R$ 10,3 bilhões no caixa 1,93 milhão de adesões Dilma insiste na lorota da “gestora”, Aproximam-se de 2 milhões de do governo com a CPMF, que ainda apesar de não ter conseguido evitar a assinaturas a petição pública que nem foi aprovada e enfrenta forte falência de sua loja de “R$ 1,99” no Rio pede o impeachment de Dilma, ape- resistência no Congresso. Grande do Sul. sar da decisão do Supremo Tribunal Que crise? Federal que a favorece. A petição Vistas grossas A crise certamente não chegou no está no site Avaaz, especializado Aliados e oposição acham que Dilma em petições públicas, que no Bra- Congresso. Senadores aprovaram não se locupletou, mas pagará o preço sil é controlado pelo petista Pedro reajuste salarial de 21,3% para dos crimes fiscais e pelas vistas grossas Abramovay, ex-secretário Antidro- os servidores da Casa. A proposta do roubo petista. gas de Dilma. O Avaaz é suspeito ainda precisa ser aprovada pela de manipulação, mas, ainda assim, Câmara dos Deputados. Escondendo o jogo as adesões não param de crescer. Dilma saiu na quarta (16) desolada Boquinha amiga do Planalto, dizendo que o voto do miO governo pressionou o presidente Quase 2 milhões nistro Edison Fachin selara seu destino. O impeachment de Dilma já soma- da Comissão de Infraestrutura do SeEscondia o jogo. va até ontem 1.927.012 assinaturas nado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), para de brasileiros. O objetivo é atingir aprovar, sem os prazos regimentais, a Oposição boazinha indicação de Erick Moura para o DNIT. 5 milhões de adesões. As pesquisas mostram que quase 80% do País quer o impeachment. O Mudança de time Motivos de sobra silencioso PSDB de Aécio Neves deve Após a decisão do Supremo sobre A justificativa da petição on-line estar entre os demais 20%. diz que o impeachment de Dilma o impeachment, deputados indedestina-se a acabar com a corrupção pendentes de partidos aliados do Impeachment de Dilma tem e desvio de dinheiro público. governo se animaram para subs-

Dilma disse preferir renúncia ao impeachment

tituir seus líderes, em 2016, por nomes mais independentes. Volume morto “A votação aberta não prejudica a oposição”, afirma o deputado Nilson Leitão (PSDB-MT) sobre a decisão do Supremo. “Porque o governo Dilma está morto, com elevados índices de reprovação”. Divisão no ninho Há um clima de divisão na bancada tucana com a eleição de Antonio Imbassahy (BA) para a liderança, em 2016. “Venceu o sentimento de manutenção da atual estrutura de poder”, queixa-se Jutahy Junior (BA). Ninguém segura? “O impeachment segue a máxima ‘ninguém segura água morro abaixo e fogo morro acima’”, lembra o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), que acredita em deterioração da situação política de Dilma em 2016. Pensando bem... ...quando o deputado Tiririca (PR-SP) criou o bordão “Pior do que está não fica”, não fazia ideia do que Dilma seria capaz para piorar coisas.

Jornalista

PODER SEM PUDOR

Um baiano nos pampas Reza o folclore político que o gaúcho Getúlio Vargas arrumou encrenca com o general Flores da Cunha, em 1937, ao nomear o general Daltro Filho, soteropoltiano, interventor no Rio Grande do Sul. - Que fizeste, Getúlio? Tu és um renegado! Getúlio reagiu com naturalidade: - Ora, Flores, se um gaúcho pode governar o Brasil, por que um baiano não pode governar o Rio Grande?


TRANSPORTE

Amazonenses inventam novo modal

Economia MANAUS, DOMINGO, 20 DE DEZEMBRO DE 2015

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O ano de 2015 ficou marcado pela recessão da economia no Brasil, a volta da inflação, causada por decisões do governo que encareceram a alimentação, a energia elétrica e os combustíveis. Sem reajustes salariais, presenciamos a perda do poder de compra e inúmeras greves de trabalhadores. O país também sofreu com a alta do dólar, que ultrapassou a barreira dos R$ 4. O comércio tentou respirar com Black Friday e promoções.

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Praticidade sai um pouco mais salgada em 2015

Técnicas e conhecimento combatem crise IX jornalistamarciovieira@gmail.com

Ceias de Natal foram reajustadas e quem quiser fugir da cozinha terá que desembolsar entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil

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As temidas objeções em vendas

Encomendas este ano começaram a ser feitas somente em dezembro por conta da crise econômica MICHELLE FREITAS

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uem costuma reunir muita gente em casa durante as festas de fim de ano e não gosta de ficar na cozinha para providenciar os comes e bebes terá que desembolsar entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil pela comodidade. O valor, devido à crise financeira, foi praticamente inalterado quando comparado com o ano passado, conforme gerentes e donos de estabelecimentos consultados pelo EM TEMPO. Conforme a proprietária do restaurante Sabor a Mi, Cristiane Felicori, no ano passado as encomendas tiveram início ainda no mês de novembro, já este ano, com a crise econômica, somente

em dezembro as primeiras encomendas começaram a chegar. Segundo a empresária, o cliente escolhe se quer só o prato principal, que inclui pernil ou tender, ou se quer com os acompanhamentos: arroz, salada, rabanadas, sobremesas e outros. Há ainda a possibilidade de escolher no buffet do restaurante os itens que irão compor a ceia natalina, estes porém são calculados a partir do quilo de cada item. O empresário André Parente, da Cachaçaria do Dedé, também decidiu fechar o restaurante ao público na véspera de Natal. Fornecer o buffet é mais vantajoso, segundo ele. No cardápio está o tradicional bacalhau, para oito ou dez pessoas. “A crise existe, é fato, mas não ficamos retra-

ídos com isso. Vamos oferecer alguns pacotes especiais que variam de R$ 1 mil a R$ 1,5 mil. Não procurei mexer nos preços, mantive cerca de 80% os mesmos valores para facilitar a encomenda dos clientes”, disse. Encomenda O aposentado Paulo Ramires, 59, conta que prefere encomendar a ceia de Natal a ter que deixar sua cozinha bagunçada. Ele relembra que já comemorou a data em restaurantes que oferecem o serviço, mas esse ano preferiu encomendar. “Não gosto de ir ao supermercado comprar os ingredientes e preparar, prefiro a praticidade. Esse ano minha esposa e eu decidimos encomendar o peru, os acompanhamentos e uma torta”, comentou.

Pois bem, até este momento o vendedor cumpriu todas as etapas anteriores. Fez a pré-abordagem; em seguida a abordagem adequada e concluiu bem a apresentação ou demonstração do produto. Aparentemente o cliente gostou de tudo e parece que já vai ‘meter a mão no bolso’ e efetivar a compra. Alto lá! As coisas não são tão fáceis assim. Embora seja possível que logo após a demonstração o cliente opte pela compra, é mais comum que ele exerça seu livre arbítrio e seu direito, dizendo coisas do tipo: - Gostei, mas estou achando um pouco caro. - Legal, gostei, mas não posso levar agora. Estou com pressa. - Gostei muito, mas não dá pra baixar um pouco o preço? - Gostei, mas só recebo semana que vem. Hoje não tenho dinheiro. - Gostei, é um bom produto. Mas vou dar uma volta por aí e se não encontrar algo melhor volto aqui com você. São muitas as possibilidades de objeções por parte do cliente, sobretudo em momento de crise, durante o qual as pessoas são ainda mais austeras para comprar; os clientes estão bem mais exigentes e alerta para não gastar além das reais possibilidades. Em momentos de crise, a venda torna-se um desafio ainda maior. Assim, são nesses períodos de crises que aparecem os grandes talentos em vendas, as grandes ideias e as inovações em atendimento ao cliente.

Diante da objeção do comprador, são importantes duas posturas básicas. Primeira, não se ofenda de modo algum com a postura do cliente, pois ele tem todo o direito de rejeitar uma oferta e gastar seu dinheiro como bem achar melhor, afinal de contas vivemos em uma economia de livre mercado. A objeção do cliente é contra a proposta e não contra o vendedor. Segundo, fique atento para o que diz o cliente, pois essa posição vai lhe permitir agir de forma inteligente contra a objeção anunciada. Lembre-se sempre disso: ao fazer a objeção, o cliente ainda está diante de você, ainda está dentro da sua loja, ou seja, dentro do seu território. Use isso a seu favor. De que forma? Sendo habilidoso, ou habilidosa, com as palavras, de forma a manter o processo de venda em andamento, nunca permitindo que o elo seja rompido por inércia ou por excessos. No processo de vendas, é sempre estabelecida uma relação entre o comprador e o vendedor; a manutenção dessa relação é, em grande parte, responsabilidade do vendedor. Portanto, não seja vencido na primeira objeção do cliente. Seja esperto e lute até o fim. No próximo domingo vamos discutir mais detalhadamente o que fazer diante das temidas objeções. Um forte abraço e sucesso, sempre.

Márcio Vieira Graduado em Comunicação Social Especialista em Marketing Palestrante em técnicas vendas e atendimento Consultor em marketing e posicionamento

Em momentos de crise, a venda tornase um desafio ainda maior. Assim, são nesses períodos de crise que aparecem os grandes talentos em vendas, as grandes ideias e as inovações em atendimento aos clientes”


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Novo modal de transporte de massa é criado no AM FOTOS: DIVULGAÇÃO

Novo sistema, batizado de Star-D, utiliza a tecnologia dos dirigíveis adaptada em sistema de trilhos em vias elevadas

FRED SANTANA

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uas das maiores preocupações urbanas do momento são a mobilidade urbana, ou seja, encontrar uma maneira de transportar um grande número de pessoas de forma eficiente todos os dias. A outra é incorporar ao cotidiano ações que respeitem o meio ambiente. Juntar as duas seria a solução dos sonhos de muitos gestores públicos. No caso de Manaus, isso poderá se tornar verdade em breve. E com uma solução que nasceu aqui. Um grupo de três engenheiros desenvolveu um sistema inovador de transporte de massa, com a tecnologia dos dirigíveis, adaptada a um sistema de trilho em vias elevadas. O projeto, batizado de Star-D, foi desenvolvido pelos amazonenses Antônio Leão, Olávo Tapajós e Luiz Claúdio Alencar. É uma alternativa de transporte que se assemelha na questão de custo com o BRT e na relação da capacidade de movimentação de passageiros por hora se assemelha ao monotrilho. A grande vantagem desse modal de transporte é que ele é menos agressivo ao meio ambiente, pois a desapropriação de pessoas e espaços na cidade para implantação do sistema é menor. Além disso, pode ser considerado ecologicamente correto, ao usar o Gás Hélio para o dirigível e o Gás Natural Veicular (GNV) para acionar as turbinas do veículo. O projeto é conceitual, mas já está patenteado e devidamente registrado e reconhecido. “A ideia do projeto Star-D surgiu de um amplo processo de estudos e pesquisas em busca de uma resposta para viabilizar uma outra alternativa para tratativa do problema crônico de mobilidade urbana existentes nas grandes cidades. Logo, não se poderia deixar a cidade de Manaus fora deste

GNV O motor propulsor do Star-D pode se beneficiar do Gás Natural Veicular (GNV) ou do motor elétrico pela simplicidade de funcionamento do sistema. Ambos menos poluentes do que os derivados de petróleo contexto problemático”, afirma um dos autores do projeto, Olavo Tapajós. Solução Segundo os engenheiros, o projeto é diferente de tudo que já foi pensado para a cidade, justamente por isso foi feito sob medida. Antônio Leão observou que as autoridades locais como a Prefeitura de Manaus e o governo do Estado têm focado na solução, levando em consideração duas grandes alternativas, respectivamente, já devidamente consagrados mundialmente, que são o BRT e o monotrilho. “Todavia, sabe-se que o projeto do monotrilho apresenta muitas desvantagens que acabam inviabilizando a sua implantação. Porém, o projeto BRT tem várias vantagens que o colocam como a principal alternativa de implantação em várias cidades do mundo. Entretanto, o projeto Star-D é uma alternativa inovadora, com um custo próximo ao do BRT, e a capacidade de movimentação de passageiros equivalente ao monotrilho”, afirma o engenheiro. Os responsáveis pelo projeto estimam os custos aproximados do projeto Star-D entre US$ 20 e US$ 40 milhões por quilômetro construído. “Espera-se uma redução no custo da tarifa, até porque o Star-D tende vai movimentar um maior número de passageiros, de 20 a 60 mil por hora, facilitando a redução no custo da tarifa”, garante.

Baixo índice de emissão de poluentes Outra característica destacada pelos autores do modelo é o baixo índice de emissão de poluentes em relação aos outros modais de transporte clássicos. No critério de relação de emissão de carbono por passageiros transportado, a variável se apresenta cerca de 35% mais baixa. Com todas essas vantagens, fica a dúvida de como será a receptividade

do poder público com relação ao projeto. “O projeto Star-D foi apresentado ao prefeito Arthur Virgílio, durante fórum técnico realizado recentemente no Ciesa. Conforme depoimentos espontâneos do prefeito, a ideia foi muito bem aceita, inclusive pelos demais participantes do evento. Nessa ocasião o prefeito sugeriu que deveria haver uma parceria com o governo do

Estado, visando viabilizar o desenvolvimento do protótipo de preferência junto ao fornecedor nacional”, conta. Apesar do entusiasmo, até o fechamento desta edição, ainda não havia posição oficial sobre o projeto por parte da assessoria de comunicação da prefeitura. Plano Dentro do Plano de Mobilidade Urbana de Manaus,

que tramita na Câmara Municipal de Manaus (CMM), estão mudanças para dar maior fluidez ao transporte coletivo, como a construção do Terminal 6, nas proximidades da estrada do Tarumã com Torquato Tapajós, a construção de novas estações de ônibus e a retirada dos ônibus do lado direito para a Faixa Azul na Constantino Nery, Torquato Tapajós e Max Teixeira.

Os engenheiros Olávo Tapajós, Antônio Leão e Luiz Cláudio Alencar desenvolveram o projeto inovador semelhante ao BRT e monotrilho


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Ceias e doces ‘engordam’ os microempresários BRUNA SOUZA

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oceiros e chefs de cozinha de Manaus afirmam que dezembro não é só época de gastar dinheiro, muito pelo contrário, é hora de engordar o “pé de meia” e por isso muitos aproveitam as festas de fim de ano para garantir uma renda extra. Vendas de doces e de comidas típicas servidas nas ceias de Natal e Ano-Novo são o filão desta época, por isso muitos deles seguem madrugada adentro para dar conta de entregar as encomendas. O chef de cozinha Hissinir Ismael, que trabalha há mais de 15 anos na profissão, revela que todos anos arrecada bastante com a venda de comidas e doces. “Faz muito tempo que eu trabalho nessa área. Na época de fim de ano recebo muitas encomendas de ceias para o Natal e faturo bastante com as vendas. Tenho muito trabalho nesse período. Às vezes tenho que trabalhar na madrugada para poder entregar todas as encomendas no prazo”, disse. Dentre os pratos mais pedidos estão os tradicionais de Natal, mas Hissinir também procura incrementar para agra-

dar a clientela. “Peru à Califórnia, salpicão, arroz e farofa são os mais pedidos, mas ofereço outras opções, como bacalhau com legumes, ka a de forno, creme de vatapá, pratos árabes, entre outros. Às vezes os clientes apresentam uma lista pronta e outros me pedem sugestões. Procuro atender a

‘PÉ DE MEIA’ Para muitos, as festas de fim de ano são o período mais esperado do ano. Apesar do grande trabalho, é nesta época que as encomendas apresentam crescimento e os microempresários faturam um bom dinheiro todos”, afirma. Os pratos preparados pelo chef de cozinha variam entre R$ 180 e R$ 350. “O preço depende muito da quantidade de pessoas que serão servidas. Já tenho uma tabela pronta. A variedade atrai muito o interesse dos clientes. Alguns até solicitam que eu cozinhe nas residências deles. Acho muito legal ter essa proximidade com os meus clientes”, avalia.

Comodidade A enfermeira Juliana Cardoso conta que esse é o segundo ano que ela encomenda comida para o Natal e para ela, além da comodidade, o sabor também é um atrativo que justifica a compra da comida pronta. “Comprei a minha ceia pronta ano passado e achei superprático, adorei a comida. Este ano já encomendei de novo. Como trabalho muito e não tenho como cozinhar todos os pratos, preferi solicitar a ajuda de cozinheiros profissionais”, disse. Além dos pratos salgados, as sobremesas também fazem sucesso, sobretudo as mais trabalhosas. E uma das mais procuradas nesta época do ano, conforme quem trabalha com doces, é a taça da felicidade. Segundo a empresária Giselle Souza, que trabalha há 6 anos vendendo a sobremesa, no período de Natal as encomendas por doces dobram. “Recebi muitas encomendas para o dia 24. É a sobremesa mais pedida pelos meus clientes. A maioria das pessoas tem preferência pela taça tradicional, que acompanha fatias de pudim. Cobro R$ 150 por cada tigela e grátis dou o recipiente para o cliente. Eles ficam super satisfeitos”, falou.

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As festas de fim de ano e as encomendas que vêm com elas ajudam a melhorar o orçamento de doceiras e chefs de cozinha

SERVIÇO ENCOMENDAS DE CESTAS Hissinir Ismael – 981253321 Giselle Souza – 981596064

Variedade e preços em conta são alguns dos atrativos de quem costuma encomendar as ceias de Natal


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Operação A Polícia Rodoviária Federal (PRF) iniciou na sexta (18) a operação Rodovida, que tem por objetivo prevenir e reduzir os acidentes de trânsito nas rodovias federais durantes os feriados de fim de ano

Em 2015, o país foi às ruas. No centro das manifestações, o polêmico governo Dilma Rousseff era alvo de simpatizantes e opositores. O país viu horrorizado o pior desastre ambiental da sua história. Em meio à decadência da Petrobras, a Polícia Federal nunca trabalhou tanto. E um pequeno e persistente inimigo: o Aedes aegypti. A sombra do conservadorismo cresce, ameaçando minorias.

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Em 2015, as fronteiras do planeta nunca pareceram tão inexistentes. O terror invadiu Paris duas vezes. Fugindo dele, muitos perderam a vida. EUA e Cuba, que achamos que nunca mais se cruzariam, voltaram a se entender. E um dos desbravadores foi um franciscano. Na contramão, Putin e Maduro ainda parecem viver nos anos de ferro.

Conflito O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou na sexta (18) uma resolução pedindo para pôr fim à guerra civil na Síria. É a primeira vez que Rússia e Estados Unidos concordam em um roteiro sobre o tema

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Dia a dia MANAUS, DOMINGO, 20 DE DEZEMBRO DE 2015

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POVO

Costume de dormir em rede

diadia@emtempo.com.br

O ano de 2015 não foi fácil! A cidade enfrentou vazante, amanheceu encoberta por fumaça, greve no transporte coletivo, reintegração de posse, crime na alta e baixa sociedade e também um dos fins de semana mais violentos já registrado. Que em 2016 possamos divulgar menos tragédias e que cada amazonense nunca perca a mania de ter fé na vida. Feliz Natal!

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Dia a dia

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A realidade uma semana após o apagar das luzes Após serem retirados do terreno que invadiram no bairro Tarumã, moradores contam como estão enfrentando a situação

RICARDO OLIVEIRA

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ouco mais de uma semana após a Polícia Militar (PM) cumprir o mandado de demolição e retirada de edificações na comunidade Cidade das Luzes, localizada no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus, muitos moradores estão vivendo em condições sub-humanas, em locais insalubres. A ação, que teve início na manhã da sextafeira (11), por volta das 6h, gerou conflito entre a polícia e os mais de 5 mil moradores. Atualmente, um grupo de, aproximadamente, 35 famílias está vivendo em abrigos cedidos. Personagem da edição de manchete do jornal EM TEMPO do sábado (12), a autônoma Elisa Ferreira, 52, explicou detalhes da situação em que está enfrentando. Ela divide uma casa de apenas dois cômodos, no bairro São Jorge, Zona Oeste, com mais oito pessoas entre filhos e esposo, e disse que não consegue mais descansar como antes. “Antes, na comunidade, meus filhos podiam brincar à vontade e isso me deixava tranquila, aqui onde eu estou

morando é bom, mas é emprestado do meu filho. Quem mora aqui é o meu filho mais velho, e é impossível eu ficar aqui por muito tempo. Lá, meus filhos podiam correr e nós vivíamos bem, éramos uma comunidade alegre, precisamos voltar a ser como antes”, esclareceu. Apesar de todo o problema de não ter onde morar, e levar

DESOLADOS Maioria dos ex-moradores da Cidade das Luzes está abrigada em casa de parentes. Outras 35 famílias estão em um galpão no bairro Tarumã vivendo de favor em um terreno cedido por uma moradora uma vida aparentemente sem perspectiva, o filho de Elisa, Arnaldo Ferreira, 9, disse que pretende seguir os passos da mãe para onde quer que ela vá. “Se a minha mãe for morar debaixo da ponte, eu vou com ela. Não posso abandonar a minha mãe, ficamos sem casa, mas eu não posso deixar ela desse jeito”, disse.

“Quando lembro a reviravolta que a minha vida deu passa um filme na minha cabeça, porque se o governo tivesse conversado e encontrado uma saída para os moradores, não teríamos ficado na situação que estamos. Algumas pessoas têm casa e encontraram algum outro lugar para morar. Mas, a grande maioria não tinha para onde ir. Não vejo a hora desse pesadelo acabar”, concluiu. Para o mototaxista Ericksson Thiago, 26, observar seus móveis se deteriorando aos poucos é intrigante, e a possibilidade de voltar para a casa é existente. Ele está morando na casa de sua mãe, no bairro Terra Nova, Zona Norte de Manaus. “É triste ver as suas coisas desse jeito. Está tudo se acabando. Meu guarda-roupas está no banheiro, está tudo amontoado, o espaço é pequeno, minha mãe mora aqui e realmente não podemos continuar. Minha esposa está dormindo em uma rede e eu acordo com as costas todas doídas porque estou dormindo no chão duro. Eu pretendo voltar para lá, pois vale a pena quando não temos a nossa casa”, disse.

Elisa, personagem da edição do último sábado, está abrigada na casa de um filho com mais de oito pessoas

Mãe chora a perda de um filho Sofrendo diariamente em ver os netos perguntarem sobre a ausência do pai, o mestre de obras André Júnior, 37, que morreu durante a reintegração após atear fogo contra o próprio corpo, a mãe do ex-integrante da comunidade, a Maria da Conceição, informou que também possuía um terreno na Cidade das Luzes. “Meus netos agora, após uma semana, é que estão se recompondo. Como a primeira reintegração foi sus-

pensa, eu achei que essa segunda também seria. Ainda não acreditamos que meu filho morreu, pois não chegamos a vê-lo dentro do caixão”, esclareceu. Ainda segundo Maria, o filho, recém-chegado do município de Maués (município distante a 268 quilômetros de Manaus), pretendia cursar engenharia civil, já que possuía o curso de mestre de obras. A família está refugiada em um abrigo próximo a rodoviária, na

avenida Torquato Tapajós, Zona Norte da capital. “Ele tem sete filhos, com idade entre 3 e 15 anos. Eles estão morando em um abrigo perto da rodoviária. Meu filho era saudável, um homem de Deus. Como mãe, eu não acredito que ele tenha se matado. Nem missa de 7º dia fizemos porque não acreditamos que ele morreu, iremos acionar um advogado e encontrar realizar exames mais detalhados para ter essa certeza”, afirmou. IONE MORENO

LUIS HENRIQUE OLIVEIRA

Maria da Conceição, mãe do mestre de obras André Júnior, que morreu queimado na invasão


Dia a dia C3

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Estudo avalia lesões em pacientes com câncer Em 2 anos, 375 pacientes oncológicos irão fazer tratamento para comprovar que a saúde bucal contribui para melhora do câncer

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acientes com câncer que realizam quimioterapia ou radioterapia têm de lidar, entre outros, com problemas bucais e lesões orais, em decorrência do tratamento para o combate à doença. Para minimizar, ao máximo, os transtornos e efeitos colaterais do tratamento e garantir o acompanhamento de um cirurgião-dentista aos pacientes oncológicos no Amazonas, o governo do Estado, via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), apoia o projeto de pesquisa em desenvolvimento pela pesquisadora Érica da Silva Carvalho, que busca diagnosticar e avaliar as lesões orais em pacientes oncológicos. Durante os 24 meses do estudo, 375 pacientes da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCecon) serão acompanhados pela pesquisadora, que é professora da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e dentista, para comprovar que o acompanhamento odontológico contribui para o tratamento e auxilia, inclusive, na qualidade de vida dos pacientes. “A pesquisa tem o objetivo de avaliar, acompanhar e

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descrever a situação bucal de cada paciente oncológico, realizando tratamento adequado para cada caso e demonstrando, assim, que o atendimento odontológico em pacientes com câncer, ajuda a manter a higiene bucal e a saúde do sistema estomatognático (estruturas ósseas, dentes, músculos, articulações, glândulas e sistemas vasculares linfáticos e nervosos) dos mesmos”, disse a pesquisadora. Os estudos iniciaram durante um projeto de iniciação científica no âmbito do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic), da Fapeam, e, atualmente, são desenvolvidos com recursos do Programa de Apoio à Pesquisa (Universal/Amazonas) também da Fundação. De acordo com o Ministério da Saúde (MS), a quimioterapia é um tratamento que utiliza medicamentos para destruir as células doentes que formam um tumor. No entanto, essa terapia tem dificuldades em diferenciar as células doentes das células sadias no organismo. Hoje em dia, busca-se aproveitar ao máximo as benesses das drogas utilizadas e minimizar os efeitos colaterais. Assim como a radiotera-

pia, a quimioterapia também causa alguns efeitos colaterais, como a secura bucal (xerostomia) e mucosite. As chances de a quimioterapia causar danos à cavidade oral acentuam-se dependendo da idade do paciente. De uma maneira geral, 40% dos pacientes submetidos ao tratamento de quimioterapia desenvolvem esses efeitos na boca, passando para mais de 90% quando aplicada a menores de 12 anos. Aproximadamente de 7 a 15 dias após a sessão de quimioterapia, o paciente entra em um estágio no qual a imunidade encontra-se baixa, isto é, o seu sistema de defesa fica frágil. Nesse período, a ulceração causada pela quimioterapia ou qualquer foco de infecção de origem dental ou dos tecidos que envolvam o dente (osso e gengiva) pode representar um grande risco à saúde geral do paciente. Dentre os equipamentos, está o laser de baixa intensidade, que ajudará na cicatrização das lesões após aplicação do medicamento. “Sem o aporte financeiro do governo do Estado não seria possível colocar em prática essa terapia”.

Tratamento da quimioterapia causa danos à cavidade bucal em 40% dos pacientes, segundo dados da pesquisa


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Dia a dia

ANDRÉ TOBIAS

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eguei um motor de recreio, via jei para o interior. Fui que nem sardinha em lata na rede para ver a família. Rede por cima, rede por baixo, rede de lado e no corredor, era um trançado de rede, bolsa, maleta, sacola no chão. Sou caboco pavulagem, só durmo onde tiver colchão. Foi que eu descobri, então, que eu adoro rede. Eu adoro rede, maninha, eu adoro rede”. O primeiro trecho da música “Redes Sociais”, do cantor Nicolas Júnior, resume, em poucas palavras, o que é viajar em barco pelos rios da Amazônia. Ou melhor, viajar em rede. Desafio você, leitor, a encontrar um caboclo amazônida que não goste de tirar aquele cochilinho agradável após o almoço numa rede. Mesmo quem prefere dormir em cama não resiste quando vê por perto uma rede atada. Ela serve tanto para descanso como para a brincadeira das crianças, que adoram ser embaladas numa rede. O “utensílio doméstico” já faz parte da identidade cultural dos amazonenses. As redes são feitas de diferentes tipos de tecido e com uma alça em cada extremidade, popularmente conhecidas como punhos. Com eles é possível engatar as pontas em armadores, seja em casa, apartamentos, barcos ou até mesmo árvores. Aliás, nem precisa de armador, basta algo seguro para prender o utensílio doméstico, conforme descreveu o historiador Luís da Câmara Cascudo, em seu livro intitulado “Dicionário do Folclore Brasileiro”. “Segura nos armadores, debaixo das árvores, nas viagens, armadas nos alpendres das casas ricas ou nas latadas dos

Redes,

embalo da Amazônia

Costume regional, as redes estão na vida de quem navega pelos rios da região, de quem embala a vida debaixo de uma árvore e de quem facilmente troca a cama pelo aconchego que elas proporcionam pobres, é a cama balouçante e comum dos brasileiros do Norte. Nas residências de conforto há sempre camas, mas, via de regra, o dono da casa dorme na rede”, escreve o autor, ao citar a saudade da rede como principal queixa dos nortistas que moram longe da sua região. Segundo a publicação, o primeiro registro da existência e uso da rede de dormir no Brasil foi feito pelo escrivão Pero Vaz de Caminha, em 27de abril de 1500. “Todas duma só peça, sem nenhum repartimento, tinham dentro muitos esteios; e de esteio a esteio, uma rede atada pelos cabos, alta, em que dormiam”, dizia a carta do escritor português da armada de Pedro Álvares Cabral. De acordo com o antropólogo Ademir Ramos, dormir em rede é uma prática de sociedades tribais, uma espécie

de tecnologia. Antigamente, haviam povos que se deitavam em esteiras, também consideradas pelo estudioso com uma forma de inovação, considerada uma arte a atividade de tecer o utensílio, que com o passar dos séculos passaram a ser produzidos em grande escala com os mais diversos tipos de tecidos. “Em algumas tribos ela tem um papel importante: faz parte da demarcação do espaço. Nas malocas tradicionais você vai diretamente para o centro dela, onde está o espaço público. Em volta da maloca está o giral, e nessa parte fica pendurada a rede de cada família de cada clã. Elas servem como divisor de cada clã. São individuais e familiares, nenhuma outra família ou pessoa deita na sua rede”, explica o antropólogo.


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FOTOS: IONE MORENO

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ES D A D I S CURIO Dependendo do

tamanho, formato e tecido, os preços variam de R$ 20 a R$ 270. Como o mercado local não dá conta, os principais fornecedores de redes para os amazonenses são as cidades de São Bento–PB e de Jaguaruana-CE.

Para amar, dormir e descansar Também admirador do costume regional, Ramos confessa que tem lá suas manias. Uma delas é deitar somente nas redes que são suas, já que, segundo ele, ao se arranjar na rede de outra pessoa, acaba se sentindo desconfortável. “É lugar para amar, dormir e descansar. A rede é o recanto do amor”, define. Mais do que um recanto de amor, a rede é um item fundamental para quem deseja viajar pela Amazônia no principal meio de transporte da região: o barco. O conferente Éder Pantoja, 33, é uma dessas pessoas que chegam cedo no porto só para pegar um bom lugar no espaço reservado para

atar sua rede na embarcação. Camarote que nada, ele só sai de Manaus para visitar sua terra natal - Terra Santa (PA) - se for no balanço das águas e da rede. “Uma ou duas vezes por ano, dependendo das férias do trabalho, vou até lá. Sempre de rede. São quase 24 horas de viagem ao ar livre, pegando vento no rosto e vendo a paisagem, algo impossível para quem vai de camarote”, conta o conferente, ao dizer que prefere as redes maiores por serem mais confortáveis. Na esquina da rua Rocha dos Santos com a Miranda Leão, no Centro, a comerciante Fátima Ribeiro, 61, mantém uma loja que vende

somente redes. São 35 anos trabalhando com um dos itens domésticos mais procurados pelos amazonenses. Localizada estrategicamente próxima dos principais portos de Manaus, a Casa da Rede virou referência para aqueles que viajam e até mesmo para quem só busca um “leito” para descansar ou para os filhos brincarem. “Aqui tem rede para todos os gostos, com os preços mais variados, que variam de acordo com o tamanho, formato tecido e quantidade de pessoas que desejam utilizá-la. Eu também durmo em rede, é um costume da nossa região, e ainda se tornou o meu ganha pão”, finaliza Fátima.


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Dia a dia

MANAUS, DOMINGO, 20 DE DEZEMBRO DE 2015

Papai-Noel irá entregar mais de 3 mil presentes Ação da equipe dos Correios beneficiará crianças carentes da cidade. Grupo de amigos também presta solidariedade DIVULGAÇÃO

STÊNIO URBANO

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ealizada há mais de 20 anos em todo o Brasil, a campanha Papai-Noel dos Correios levará alegria e presentes para mais de 3 mil crianças do Amazonas neste Natal da capital amazonense. A ação é um dos maiores eventos natalinos do país e, além de estimular a redação de cartas pelos pequenos, a campanha incentiva a solidariedade de funcionários e toda a sociedade. A campanha é realizada desde 2010 e contempla cartas de crianças que escrevem diretamente ao Papai-Noel. As cartinhas são enviadas de escolas de bairros carentes, (até o 5º ano do ensino fundamental) de instituições, creches, abrigos, orfanatos, além de qualquer criança. Segundo a direção dos Correios em Manaus, este ano foram enviadas mais de 5 mil cartinhas para as agências da cidade. Do total, 3.271 foram selecionadas para que os pequenos possam receber a doação dos presentes. Os Correios na cidade afirmam que existe um processo de seleção para que as crianças possam receber as doações, entre elas: ser menor de 10 anos, ter o endereço confirmado e se a criança é portadora de necessidade especial. Caso seja especial, não há limite de idade para a criança receber o presentinho do Noel. Participante do espírito há quase 5 anos, a bióloga Luciana Barbosa diz que geralmente escolhe as cartinhas com histórias de vida com crianças mais necessitadas. Segundo a bióloga, este ano ela e seu marido escolheram quatro cartinhas e quatro situações diferentes. “Das cartinhas que pegamos este ano duas nos chamaram atenção. Uma era de uma mãe que pedia um exame de audição para o seu filho de 2 anos e que não conseguia fazer o tratamento pelo SUS. Então encaminhamos a criança para fazer um exame particular e após isso demos o presente”, desabafou Luciana. Em outra história emocio-

Nesta semana, crianças que estão em abrigos começaram a receber a visita do Papai-Noel. Neste período de Natal vários projetos sociais de amigos se unem para se solidarizar

nante, Luciana diz que uma criança pedia um beliche, pois morava em um barraco com seus pais e um irmão e dormiam na mesma cama, contou. Entretanto, nem tudo foi tristeza nas cartinhas que Luciana adotou, em duas delas, as crianças pediam um Homem-Aranha e em outra uma boneca. Outra personagem deste Natal, a professora da rede pública Olivete Barbosa afirma que há mais de 3 anos se tornou uma “madrinha” das cartinhas do velho Noel, e incentiva outras professoras a fazerem o mesmo. Moradora do bairro Alvorada, a professora diz que conhece a realidade das crianças que enviam as cartinhas. Papai-Noel Há 7 anos um grupo de amigos resolveu realizar um Natal diferente. Unidos, compraram

brinquedos 24 de dezembro, escolheram um bairro da periferia de Manaus e foram distribuir. Inicialmente, eram apenas o casal de jornalistas Cristina Oliveira e Ari Motta e os filhos. A ação cresceu, e após 2 anos amigos se uniram à família e o número de brinquedos dobrou. “Começamos em Manaus, mas víamos que não conseguíamos suprir a necessidade de todas as crianças e algumas ficavam até tristes porque não dava para levar brinquedos a todos. Depois, quando comprei um sítio no município do Rio Preto da Eva, começamos a levar presentes para os pequenos de lá”, garante o Noel. Ajuda agora ganhou mais força a com o apoio da advogada Francisca Viana, que além de conseguir mais presentes doa também cestas básicas as famílias.

Alegria para crianças de abrigos Aproveitar o período natalino para fazer solidariedade. Esse foi o objetivo da campanha Natal Solidário do Instituto Novos Caminhos – Organização Social. A ação envolveu a Unidade de Ponto Atendimento (UPA) Campos Sales, localizada no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus, e o Centro de Reabilitação em Dependência Química Ismael Abdel Aziz, no quilômetro 53 da Rodovia AM-010, unidades de saúde gerenciadas pela Organização Social em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (Susam). A campanha, que iniciou

em dezembro, arrecadou 250 brinquedos, mais de 220 kits de higiene pessoal e produtos de limpeza, que foram doados as crianças e aos abrigos, conforme levantamento de estudo e metodologia do Instituto Novos Caminhos. Assistidos A Associação Amazonense de Integração de Pais de deficientes Mentais (Ademe), e o Centro Social São Benedito receberam, nos dias 17 e 18, kits de higiene pessoal e brinquedos. Nesta segunda-feira (21), o abrigo O Coração do Pai, localizado no bairro de Petrópolis, Zona

Sul receberá kits de higiene pessoal e produtos de limpeza. Mais de 300 crianças e três abrigos receberam doações da campanha. O superintendente do Instituto Novos Caminhos, Euler Baumgratz, ressalta que essa é mais uma ação de outras que serão desenvolvidas pela instituição durante todo o ano de 2016. “A Organização Social cumpre seu papel social ao levar ajuda a pessoas e abrigos no Estado do Amazonas. Nosso objetivo é que nos próximos anos consigamos ampliar doações a mais abrigos da cidade”, ressaltou.


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Infanticídio volta a ser tema de grande debate GERSON FREITAS

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a busca por um equilíbrio entre os costumes dos povos indígenas e a conservação da vida das crianças, a prática do infanticídio – tirar a vida de uma criança – que ainda é muito comum em diversas aldeias do Brasil, voltou a ser questionada esta semana em Manaus, em audiência pública promovida pelo poder público e entidades não governamentais. Entre as definições citadas do ato do infanticídio estão assassinato de crianças indesejadas, de gêmeos, crianças nascidas de relações extraconjugais, consideradas portadoras de deficiência física/mental ou de má-sorte para a aldeia. Relatos de missionários que já participaram do ritual contam que crianças indígenas enquadradas nesses aspectos são enterradas vivas, sufocadas com folhas, envenenadas ou até mesmo abandonadas para morrer na floresta pelas próprias mães, que muitas vezes são forçadas a realizar o ato. Segundo dados de uma pesquisa realizada por Rachel Alcântara, da Universidade de Brasília (UNB), ao menos 30 crianças todos os anos são

mortas no Parque Xingu. Outro levantamento aponta dados mais alarmantes. O médico sanitarista Marcos Pellegrini relata que até 2006 coordenava as ações do DSEI-Yanomami, e que somente em Roraima no ano de 2004, 98 crianças indígenas foram assassinadas pelas mães. Já em 2003 foram registrados 68 assassinatos, fazendo dessa prática cultural a principal causa de mortalidade entre os yanomami. O artigo 123 do Código Penal caracteriza o crime de infanticídio como o ato de matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho durante o parto ou logo após, sob pena de 2 a 6 anos de detenção. Para o deputado Luiz Castro (Rede), que presidiu a audiência pública, o poder público não deve legislar sobre ações que criminalizem o infanticídio entre os povos indígenas. Por outro lado, o deputado ressaltou que ações de prevenções para evitar a morte de crianças devem ser estimulados entre os povos indígenas. “Precisamos entender a sensibilidade do problema. Não podemos ignorar que crianças são assassinadas todos os dias, e isso é grave, mas é im-

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Costume indígena volta a ser tema de debate. Opinião sobre o caso vem gerando divergências entre sociedade e indígenas portante considerar a autonomia dos povos indígenas. Tudo isso passa por um processo pedagógico e educativo, sem imposições, por meio de diálogo tanto por parte das organizações não governamentais,

INFANTICÍDIO Entre as definições do ato de infanticídio estão o assassinato de crianças indesejadas, de gêmeos, crianças nascidas de relações extraconjugais e consideradas portadoras de necessidades especiais Na semana passada foi realizada uma audiência pública para discutir a questão do infanticídio entre índios

instituições religiosas, como pelo Estado”, disse Já para o antropólogo, Renan Albuquerque, qualquer campanha ou ação direcionada pelo Estado ou entidade de direitos privados, que venha a ser realizada com intuito de criminalizar práticas de suicídio ou infanticídio em territórios indígenas, parece ser equivocada e agressora, uma vez que almeja arbitrar sobre culturas imemoriais a partir de viés estritamente ocidental, que é o viés cuja

base nosso pensamento foi forjado. Assim, dá-se nítido choque cultural. Ele enfatiza que infanticídio, ao se basear em lógicas de sobrevivência, orientadas por estruturas clânicas (de clã) e parentescos comuns, não deve ser entendido à luz de argumentos do Direito Não-Indígena, da sociedade branca, porque a espiritualidade que permeia esse direito é judaico-cristã, ou seja, diferente de cosmologias operantes em pessoas ameríndias,

consolidadas a partir de estratégias ancestrais físicas e psíquicas de sobrevivência. “Penso que uma discussão mais profícua seria referente à questão do Vale do Javari e das privações alimentares dos índios daquela região. Tanto porque o tema do infanticídio foi levantado na mídia em torno de um filme realizado pelo filho do fundador da Youth with a Mission, o cineasta David L. Cunnin, e pouco tem correlação com a realidade dos Suruwahá,

etnia do Xingu enfocada na narrativa. Hoje existe uma ofensiva sem precedentes no Congresso contra os índios. Seja no Amazonas ou em Brasília”, disse. Para a Comissão dos Direitos de Pessoas com Deficiência, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a vida acima de qualquer discussão e intervenção deve ser preservada. De acordo com a instituição, criminalizar ou intervir não é a solução mais viável neste momento.


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3090-1042

Brasil está fora do Oscar

plateia@emtempo.com.br

O ano de 2015 deixa lacunas e legados profundos (Marília, Marzo, Inezita, Nimoy, King...). Além de shows (Samba Manaus e Toquinho) e “blockbusters” (“Terminator: Genesys” e “007”), as vitórias dos esforços de artistas amazonenses (Aurélio Michiles em cartaz, clipe de Karine e 00:00, livro de Ygor Saunier, 10 anos de Belarte...) fazem do 15º ano do século 21 um verdadeiro marco.

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CINEMA


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Musical de Natal

Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br

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Jingle bells

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. Os shows acontecem desde quinta-feira e seguem até quarta-feira no Centro Cultural Largo de São Sebastião. Neste domingo, sobem ao palco Cinara Nery, Márcia Siqueira e Lucilene Castro e, dia 23, Ellen Mendonça, Marcos Paulo e Nicolas Jr.

. Os mega tops Cristiano e Alessandra Brandão reuniram um grupinho de amigos, na quinta-feira à noite no endereço do Condomínio Parque Residências. . O motivo do encontro? Confraternizar com os amigos no fim de ano e brindar a proximidade do Natal e ano novo. Noite ótima com dinner, champagne e vinho rosé!

3.

4.

|| 1. Gisele Lins Maranhão com Mariana e Ozias Santiago || 2. Rebecca Garcia, Gisele Lins Maranhão, Alê Brandão e Micaella Garcia 3. Alessandra Brandão e Vanessa Saldanha, no encontro de fim de ano, no Parque Residências || 4. João Neto e a mãe, Iolandinha Oliveira

. “As grandes vozes do Amazonas vão abrilhantar ainda mais a programação de Natal preparada para 2015.

Josie Jota, o chef e empresário Carlos Pissani, Letizia Barros e Guto Oliveira, na noite de degustação de abertura da Pissani Massas Gourmet, no Shopping Ponta Negra

Bianca Santos Lobão, aniversariante da temporada, completando 15 anos

Sonia Jinkings e Yuri Lomazzi, no evento de inauguração da Forever 21 no Amazonas Shopping

. O show “Estrelas do Amazonas” abrirá o musical de Natal “Lágrimas de Brinquedo – O Arauto dos Brinquedos”, que faz parte da programação “Um amor de Natal”, realização do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (SEC) e do Fundo de Promoção Social (FPS), com patrocínio da Coca-Cola.

Objeto de desejo

Otaviano Junior e sua Beth, o aniversariante Clóvis Junior e Marthinha, no jantar que movimentou o Alentejo, na quinta-feira

. Mais uma edição especial lançada pela Mont Blanc. Desta vez a icônica marca de canetas francesa lança uma edição para celebrar Andy Warhol. Algumas das obras mais emblemáticas do artista, conhecido mundialmente por sua pop art, aparecem representadas nas canetas da edição.


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Grupo de dança Baloarte é exemplo de superação MAIRKON CASTRO

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riado há 2 anos pela bailarina e fisioterapeuta, Larissa da Silva Sicsu, 34, o grupo de dança Baloarte, vem desenvolvendo um trabalho com jovens e crianças do bairro Tarumã, comunidade Parque São Pedro, na Zona Norte da Capital. Atualmente, o grupo realiza seus ensaios no 3º Colégio Militar da Policia Militar (CMPM), localizado no mesmo bairro e atende aproximadamente 50 alunos com idades entre 4 a 22 anos. De acordo com a coordenadora, a ideia de criar uma opção de entretenimento e arte para os jovens da comunidade partiu dos próprios pais afirmando o compromisso de proporcionar acesso à arte do balé clássico, estimulando a aptidão artística e enaltecendo a autoconfiança e expressividade corporal dos jovens e crianças em fase de desenvolvimento. Larissa pontua que, sozinha, não tem como conduzir o projeto e conta com voluntários que organizam e cuidam de forma bem responsável das crianças e dos jovens, como é caso da capitã Carmem Lúcia da Silva Fallabello, 54,

que além de voluntária é uma das pessoas que ajudaram a fundar o grupo. “A história do grupo Baloarte é muito emocionante, afinal, tudo surgiu depois de uma conversa em sala de aula entre mim e a professora Larissa em 2013. Na época, contávamos com o apoio do coronel Rudinei Costa Caldas, que estava como gestor da escola. Atualmente, contamos com o apoio do major Alysson Lima, que desde janeiro deste ano assumiu o posto de diretor da escola”, afirma a capitã. Ainda com informações repassadas por Carmem, as dificuldades de levar o grupo de dança em frente são diversas. Em junho deste ano, o prédio anexo que era usado para os ensaios do grupo deixou de ser alugado pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc), obrigando os alunos a realizarem seus ensaios nos corredores, calçadas e até no refeitório. “Passamos por várias situações constrangedoras e até tivemos momentos que interrompemos os ensaios por falta de espaço. Mas não desistimos e hoje conseguimos apresentar nosso primeiro espetáculo para a comunidade. A persistência supera osbstácu-

los. E hoje ensaiamos graças ao apoio do major Alysson Lima na quadra da escola, onde nos preparamos para o espetáculo que aconteceu na última sexta-feira (18)”, pontua a capitã. Além do espaço para ensaiar, o grupo enfrenta dificuldades financeiras com a falta de recursos para se manter. O grupo de dança se reinventa promovendo rifas, bingos e promoções na própria comunidade, para arrecadar dinheiro com objetivo de custear o espetáculo, fardamentos e equipamentos dos jovens e crianças, ressaltando que o trabalho desenvolvido pelos voluntários do grupo Baloarte são gratuitas. Para o jovem Victor Hugo de Lima Andrade, 22, que atualmente participa do grupo, é muito importante a iniciativa dos voluntários para consolidar seus sonhos. ”Fui convidado por uma amiga que participa desde início do grupo, em um momento bem difícil de minha vida, estava na verdade no fundo do poço. E através da dança, consegui revigorar minha autoestima e retornar a viver. Estou muito feliz, os voluntários me fazem me sentir bem, a ponto de eu conseguir transmitir

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Com 2 anos de atividade, grupo dedicado ao balé reúne crianças e jovens na comunidade Parque São Pedro, Zona Norte

Baloarte tem ensaios semanais na quadra do 3º Colégio Militar da Polícia Militar, com cerca de 50 alunos

amor por meio da dança que, sobretudo no mundo de hoje, é fundamental”. O grupo celebrou seus 2 anos de atividade com uma apresentação do clássico do

balé, “O Lago dos Cisnes”, na última sexta-feira (18), na própria quadra da escola. “Nosso trabalho reflete também na família. Pela dança, além do entretenimento, essas pesso-

as, o jovem, a criança e os pais, acabam por repensar sobre a estrutura familiar e os problemas que atualmente vivemos em nosso cotidiano”, ressalta a coordenadora Larissa.

RESTAURANTE

‘La Coquete’ aposta na culinária francesa Os amantes da culinária francesa da capital ganharam na última quinta-feira (17) mais uma opção de restaurante de alto nível, o La Coquete, situado na avenida Efigênio Salles, zona Centro-Sul.

“Nosso diferencial é servir os pratos mais sofisticados da culinária clássica francesa, oferecendo um atendimento de excelência aos nossos clientes manauenses”, diz um dos sócios do empreendimento, Eduardo Leite de Almeida,

mais conhecido como “Dudu Prado”, que é chef paulista renomado de cozinha com mais de 11 anos de carreira. O restaurante La Coquete foi instituído sob a administração de Dudu Prado e da empresária carioca Fernanda

Chami. O prédio que abriga o novo empreendimento da área gastronômica da cidade fica em um luxuoso imóvel na zona Centro-Sul, com características europeias e arquitetura inovadora para propiciar aos frequentadores

um ambiente agradável inspirado na França. Dudu conta que o restaurante La Coquete é seu primeiro empreendimento na área gastronômica e que, apesar de ser chef, nunca teve seu próprio negócio, mas acredita

SERVIÇO

PAGODE

Banda Frenesi faz show de celebração Antigos integrantes da banda Frenesi vão se reencontrar para um show comemorativo de uma das fases mais produtivas da banda, entre os anos de 2000 e 2006. A apresentação acontece na próxima sexta-feira (25/12), em pleno Natal, a partir das 17h na casa noturna João

que essa é a hora e aposta no mercado em Manaus. “O mercado aqui é promissor. Temos público e pretendemos suprir essa necessidade com sofisticação e elegância em nossos pratos”, afirma Dudu.

de Barro, na Avenida do Turismo, em Manaus. “A banda Frenesi sempre continua existindo. O reencontro Frenesi é para celebrar a formação mais duradoura da banda, que esteve na ativa entre 2000 e 2006. Praticamente todos os músicos daquela formação não estão mais

tocando e estão em outras atividades. Alguns virão de outros Estados apenas para essa festa”, explica um dos ex-integrantes da banda, Rodrigo Ramos. A banda não será a única atração da noite. Os grupos Cacildis e Cuka Fresca também farão parte da festa. Nos intervalos, quem anima

o público é o DJ Daniel Barreto. Os músicos Thiago, da banda Peccado, Serginho, da Insensatez e Joubert do Ases do Pagode também estarão presentes na celebração. “Nosso repertório será todo de músicas daquela época e teremos a participação de outras bandas”, explica.

CONVIDADOS Os grupos Cacildis e Cuka Fresca, DJ Daniel Barreto, Thiago (Peccado), Serginho (Insensatez) e Joubert (Ases do Pagode) também estarão presentes

REENCONTRO FRENESI ONDE: João de Barro (avenida do Turismo, no antigo El Toro Loco); QUANDO: dia 25 de dezembro, a partir das 17h QUANTO: Pista R$ 30, Camarote R$ 50 PONTOS DE VENDA: iCases (Amazonas Shopping e Ponta Negra Shopping) e Granada Beach (Amazonas Shopping e Manauara Shopping)


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‘Que Horas Ela Volta?’ fora da briga pelo Oscar

TELEVISÃO

Audiência da internet desperta interesse da TV

O longa foi escolhido para representar o Brasil entre os indicados a Melhor Filme Estrangeiro, mas não figurou na lista preliminar com nove títulos finalistas DIVULGAÇÃO

S

ÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Brasil ficará de fora dos indicados ao Oscar de melhor filme estrangeiro de 2015. “Que Horas Ela Volta?”, de Anna Muylaert, escolhido para representar o país, não figurou na “shortlist”, lista preliminar com nove títulos finalistas que serão reduzidos aos cinco indicados em 14 de janeiro. A lista foi divulgada no fim da noite desta quinta-feira (17), horário de Brasília. “O filme teve carreira internacional, mas foi feito para os brasileiros”, diz Anna à reportagem. “O resultado do Oscar estava dentro do que eu esperava: apesar da enorme campanha, eu sabia que entrar é difícil. Há quanto tempo o Brasil não é indicado?”, indaga. Há 17 anos. A última vez que o país figurou foi com “Central do Brasil”, de Walter Salles. Em 2003, “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles, não foi indicado como melhor estrangeiro, mas disputou quatro prêmios no ano seguinte, incluindo melhor diretor. De qualquer forma, com “Que Horas Ela Volta?” ( “The Second Mother” como o filme foi vendido lá fora), o Brasil tinha chances mais concretas:

A diretora Anna Muylaert reconhece que seu filme, apesar da carreira internacional, foi feito para brasileiros

o filme foi aposta de diversos sites especializados, caso da “Indie Wire” e vinha embalado por críticas elogiosas e prêmio em Sundance e Berlim. “Todo mundo animou depois disso”, diz a diretora. Mas, há oito dias, o Globo de Ouro deu uma primeira esnobada no drama social sobre uma empregada doméstica (Regina Casé) e sua relação com os patrões e a filha contestadora (Camila Márdila). Entre os que continuam na disputa, sete são europeus, caso do favorito, o húngaro

“O Filho de Saul”, de László Nemes, sobre um judeu que se arrisca para enterrar o filho num campo de concentração. Representante da Alemanha, “Labirinto de Mentiras”, de Giulio Ricciarelli, que estreou nesta quinta (17) no Brasil, também revolve o mesmo tema do filme húngaro: nazismo, assunto recorrente entre os filmes historicamente lembrados pela Academia. Há ainda quatro outros dramas no páreo: o dinamarquês de guerra “A War”, o LGBT irlandês “Viva”, o finlandês

histórico “The Fencer” e o francês “Cinco Graças”. Única comédia, o belga “The Brand New Testment” imagina Deus vivendo na atual Bruxelas. O colombiano “El Abrazo de La Serpiente”, de Ciro Guerra, trata da relação entre um xamã amazônico e dois homensbrancos e é o único representante latino-americano. Já o jordaniano “Theeb”, de Naji Abu Nowar, trata de um garoto beduíno durante a Primeira Guerra Mundial. Por Guilherme Genestreti

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Quem assistiu off-line à final do “MasterChef” (Band) em setembro ficou meio confuso quando a apresentadora Ana Paula Padrão anunciou o resultado na internet antes de dizer no ar quem havia ganhado. O nome de Izabel Alvares, campeã da segunda temporada do reality show culinário, foi revelado primeiro na conta oficial do programa no Twitter. Não por acaso. A estratégia foi o ingrediente final de uma receita que transformou a atração no maior fenômeno televisivo da rede social neste ano - ela ocupa cinco posições, incluindo a primeira, no ranking das dez transmissões mais comentadas no site. Traduz também o interesse da TV pela audiência da internet, no primeiro ano inteiro de medição do Ibope do alcance de programas na web. “Ninguém fica só na frente da TV ou do computador. Falamos com o mesmo público”, avalia o diretor de conteúdo da Band, Diego Guebel. A emissora é uma das clientes do Twitter em uma espécie de “consultoria” que a empresa presta desde 2013 para ajudar

veículos de mídia a aumentar a repercussão de seu conteúdo na internet. Musa A atriz Camila Pitanga, que com comentários espirituosos foi alçada a musa da rede social enquanto estava no ar em “Babilônia” (Globo), recebeu orientações sobre as “melhores práticas” no site. A novela amargou baixa audiência, mas a popularidade da protagonista na web se tornou merchandising potente para a emissora. “Em 2015, caiu a ficha de que, enquanto estiver com o celular na mão, o espectador está distante do controle remoto”, diz o diretor de mídia do Twitter na América Latina, Carlos Moreira Jr. “Repercussão em redes sociais e audiência não andam junto. Alguns programas geram muito buzz sem alcançar audiências expressivas”, argumenta Sergio Valente, diretor de comunicação da Globo. Líder histórico no Ibope, o canal perde de lavada do “MasterChef” no Twitter. A Globo tem, porém, sete posições entre os 10 programas ais buscados no Google. Por Carol Prado


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Canal 1 Bate – Rebate

De volta A atriz Grace Gianoukas, após participação em “Cúmplices de um resgate” no SBT, está de volta à Globo. Ela vai integrar o elenco de “Haja Coração”, novela de Daniel Ortiz, que substituirá “Totalmente Demais”. Gianoukas será mãe de Tatá Werneck na história. Falabella Entre os novos projetos de séries para a Globo, Miguel Falabella desenvolve um roteiro voltado para o público jovem. Um trabalho que ainda não foi entregue para a direção da emissora. Tem conversa A empresa Total Filmes (“Se Eu Fosse Você”) e Glória Pires já estão ensaiando uma nova parceria. Depois de “Babilônia” na Globo, Glória decidiu dar um bom intervalo nas novelas e se dedicar ainda mais ao cinema. Investida “Grandes Pequeninos na Cozinha” é o título do programa de Tânia Khalill e Jairzinho para o canal Discovery Kids. A atração estreia em 2016 e também terá a participação das filhas do casal, Isabella e Laura, além de

MÁRIO ADOLFO

RENATO ROCHA MIRANDA/GLOBO

TV Tudo

números musicais. Vai entender Quando Rafinha Bastos e companhia bela fizeram piada sobre o fim do “Agora é Tarde”, a Bandeirantes reagiu imediatamente e tirou o programa do ar antes do previsto. Sem perdão ou direito a despedidas. Vai entender 2 A turma do “CQC” também não perdeu a piada, após o anúncio do ano sabático, e seus integrantes transformaram o cancelamento em alvo de brincadeiras. Só que no caso do “CQC”, a emissora está levando na esportiva e até achou a pauta

Estreia na Globo A atriz Giovanna Grigio caracterizada como Gerusa, uma das protagonistas de “Êta Mundo Bom!”, próxima novela das seis da Globo, escrita por Walcyr Carrasco. imeiro trabalho por lá, depois de fazer a Mili de “Chiquititas”, no SBT. Gerusa, que tem uma doença misteriosa, e Osório (Arthur Aguiar) viverão um romance ao estilo “A Culpa é das Estrelas”. “coerente” por causa do estilo do programa. Amanhã, inclusive, dia de exibição do último ao vivo, deve ter mais gozação em cima do tema. Suburbanos Eduardo Galvão gravou uma participação na segunda temporada da série “Os Suburbanos”, com previsão de estreia para o primeiro semestre de 2016 no Multishow. Ele será Olavo Limpo, um político mal-intencionado, que estimula o protagonista Jefinho (Rodrigo Sant’anna) a entrar no ramo. Dirigido por Luciano Sabino, o programa é uma parceria do Multishow, Globo e produtora Hungry Man.

• Equipe de “Haja Coração” já entregou 25 capítulos da novela para avaliação do Entretenimento... • ...As suas gravações, que tem Mariana Ximenes como protagonista, começam em fevereiro... • ...E o detalhe é que o elenco já está fechado. • Ainda na Globo, não existe uma previsão para a volta do autor Filipe Miguez às suas novelas... • ...Seu último trabalho foi “Geração Brasil”, em parceria com Izabel de Oliveira. • Raul Gil participa de “A Praça é Nossa”, no dia 24. Quadro “Explicadinho”. • Com Jô Soares de férias, a Globo exibirá a partir de amanhã, depois do “Jornal da Globo”, a série “Under The Dome – Prisão Invisível”.

plateia@emtempo.com.br Flávio Ricco

Mais empenho a profissionais por 2016

Colaboração: José Carlos Nery

Durante encontro de confraternização com diversos profissionais da Globo, segunda-feira, no Projac, o diretor-geral Carlos Henrique Schroder aproveitou a ocasião para pedir a todos o máximo de empenho em suas respectivas áreas, alertando que 2016 será um ano muito difícil, complicado. Schroder referiu-se ao fato de o país sediar uma Olimpíada, entre 5 e 21 de agosto, e promover eleições municipais, em outubro.

C’est fini Apesar de o vice Marcelo de Carvalho anunciar que tem a intenção de promover um rodízio entre o “Mega Senha” e um novo formato, ano que vem, tem muita gente na Rede TV! colocando em dúvida essa proposta. Simplesmente porque o game de perguntas e respostas, exibido aos sábados, é um sucesso comercial e de audiência. Trocar o certo pelo duvidoso pode ser arriscado. Então é isso. Mas amanhã tem mais. Tchau!

Márcio Braz plateia@emtempo.com.br

Os desafios da crise

GILMAL

ELVIS

A área cultural, neste tumultuado 2015 em tempos de crise política e econômica, tem sido das mais afetadas no que diz respeito aos recursos para suas finalísticas. Em todo o Brasil temos visto o anúncio do corte de verbas para editais, diminuição no investimento dos fundos de cultura, ações, projetos e programas que deixaram de existir ou foram parcialmente comprometidos. No último dia 14, o presidente da Fundação Nacional de Artes - Funarte, Francisco Bosco, admitiu que não poderá pagar os prêmios Klauss Viana (dança), Carequinha (circo) e Programação Continuada para Música Popular (música) entrando estas em “restos a pagar”, em 2016. A dívida da Funarte, segundo ele, chega a R$ 50 milhões, onde boa parte será destinada para pagamento da área “meio” e manutenção dos equipamentos culturais sob a jurisdição da Fundação. A Funarte conta hoje com cerca de 20 equipamentos culturais concentrados no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília. A Secretaria de Estado de Cultura do Amazonas - SEC anunciou, no início do ano, o corte de verbas aplicadas em eventos de sua tradição, e a Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos – Manauscult acompanhou o bonde. Ou seja, não se trata de um evento particular e localizado, mas algo que tem atingido a todos os Estados brasileiros e municípios. No Recife, o festival “Janeiro de Grandes Espetáculos” sofreu uma redução de mais de 50%, o que não o inviabilizou, mas diminuiu consideravelmente a quantidade de espetáculos a serem apresentados e o número de convidados. Como estratégia para solucio-

nar estes problemas – e também compreendê-los –, pode ser aquilo que já tratamos nesta coluna. Existe em alguns casos – e bem isolados – o sentimento paternal em relação ao Estado e a repulsa em relação à iniciativa privada. Sabemos que uma política cultural, ufa!, não se faz de modo isolado, ou seja, somente com as iniciativas estatais, mas também com empresas, instituições, parcerias e com o apoio dos cidadãos, os principais beneficiários da política cultural (a verdadeira). Equipamentos culturais podem ser geridos total ou parcialmente pela iniciativa privada. E isto é benéfico para a produção cultural, pois geraria além do emprego e renda, direto e indireto, impulsionaria o avanço no nível da dimensão cultural para experiências ainda não partilhadas, inclusive e principalmente pelo espectador. Tal proposta é encarada com certo exagero pelos puristas que possuem, geralmente, alcance intelectual rarefeito. As cidades no Ocidente já possuem experiências capitalistas, em menor ou maior grau, e o que as diferencia é justamente a sua capacidade de produzir cultura, a capacidade que seus habitantes têm de produzir cultura. Logo, é a cultura de um local que o diferencia de outros, é a sua forma de organização social que torna sua identidade presente. Por isso, a criatividade é o maior álibi na luta contra as crises de todo o tipo. Privatizações (ou concessões, que é como os petistas gostam de chamar as privatizações sem assustar ninguém, mas se trata da mesma coisa) e parcerias são um bom começo para a revanche, e o riso, nosso (povo do bem) principal álibi político.

Márcio Braz ator, diretor e cientista social

Não se trata de um evento particular e localizado, mas algo que tem atingido a todos os Estados brasileiros e municípios. No Recife, o festival “Janeiro de Grandes Espetáculos” sofreu uma redução de mais de 50%, o que não o inviabilizou, mas diminuiu consideravelmente a quantidade de espetáculos a serem apresentados”


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DIVULGAÇÃO

Programação de TV SBT

GLOBO

3H45 JORNAL DA SEMANA SBT

5H30 SANTA MISSA

5H BRASIL CAMINHONEIRO

6H31 AMAZÔNIA RURAL

5H30 TURISMO & AVENTURA 6H15 ACELERADOS

6H59 PEQUENAS EMPRESAS, GRANDES NEGÓCIOS 7H34 GLOBO RURAL

7H CHAVES

8H29 AUTO ESPORTE

9H15 PEQUENOS CAMPEÕES

9H ESPORTE ESPETACULAR

10H MUNDO DISNEY

11H55 ESQUENTA

11H DOMINGO LEGAL

13H25 ESCOLINHA DO PROFESSOR RAIMUN

13H ELIANA 17H RODA A RODA JEQUITI

DO NOVA GERAÇÃO 14H23 TEMPERATURA MÁXIMA. FILME: CAVA LO DE GUERRA

17H45 SORTEIO DA TELESENA

16H32 DOMINGÃO DO FAUSTÃO

18H PROGRAMA SILVIO SANTOS

20H FANTÁSTICO

22H CONEXÃO REPÓRTER

22H17 DOMINGO MAIOR. FILME: SEM SAÍDA

23H SÉRIE: ARQUEIRO 0H15 SÉRIE: TRUE BLOOD

O drama “Cavalo de guerra”, de Steven Spielberg, será exibido pela Globo

BAND

23H50 SESSÃO DE GALA. FILME: RIO CON GELADO 1H28 CORUJÃO. FILME: MAIS DO QUE VOCÊ

1H BIG BANG

IMAGINA

2H30 IGREJA UNIVERSAL

3H03 MENTES CRIMINOSAS

Cinema

4H DRAGON BALL Z KAI 6H SANTA MISSA NO SEU LAR 7H DRAGON BALL Z KAI 8H30 QUAL É O DESAFIO? 9H45 VERDADE E VIDA 10H PÉ NA ESTRADA 10H30 PAGUE MENOS SEMPRE BEM 11H FÓRMULA INDY RETROS PECTIVA 12H BAND ESPORTE CLUBE 13H15 GOL: O GRANDE MOMEN TO DO FUTEBOL 13H45 COPA CAIXA: TORNEIO INTERNACIONAL DE FUTEBOL FEMININO AO VIVO DECISÃO 3º LUGAR 15H50 3º TEMPO 16H30 COPA CAIXA: TORNEIO INTERNACIONAL DE FUTEBOL FEMININO AO VIVO FINAL 18H50 SABE OU NÃO SABE 19H50 SÓ RISOS 20H50 SÓ RISOS EXTRA 21H20 PÂNICO NA BAND 0H15 MISS UNIVERSO 3H IGREJA UNIVERSAL

5H30 IGREJA INT. DA GRAÇA 9H TV KIDS 9H30 PROGRAMA AD & D 10H IGREJA INT. DA GRAÇA 11H FIQUE LIGADO 12H EN CIRCUITO 13H30 TV KIDS 14H TE PEGUEI 14H30 SENSACIONAL 16H PROGRAMA VIAGEM CUL TURAL 16H30 CHEGA MAIS 18H ENCRENCA 20H30 TE PEGUEI NA TV 21H45 MEGA SENHA REPRISE 22H45 OPERAÇÃO DE RISCO REPRISE 23H30 LUTA TRIBAL 0H30 BOLA NA REDE 1H30 IGREJA INT. DA GRAÇA

Cruzadinhas FOTOS: DIVULGAÇÃO

ESTREIAS

Star Wars – O Despertar da Força: EUA. 12 anos. No sexto capítulo da franquia, Star Wars: Episódio VI - O Retorno de Jedi (1983), Luke Skywalker (Mark Hamill) consegue fazer com que Darth Vader encontre o seu lado bom e elimine o Imperador Palpatine na segunda Estrela da Morte. Trinta anos se passam e Luke volta a unir forças com Princesa Leia (Carrie Fisher), Han Solo (Harrison Ford), Chewbacca (Peter Mayhew) e os robôs C-3PO (Anthony Daniels) e R2-D2 (Kenny Baker) para uma nova aventura espacial na disputa pela Força. Cinemark 4 – 19h10, 22h10 (3D/ dub/diariamente), Cinemark 6 – 12h, 15h10, 18h10, 21h10 (3D/dub/diariamente), 0h10 (3D/dub/ somente sábado), Cinemark 7 – 23h10 (dub/somente sábado), 11h05 (dub/somente sábado e domingo), 14h15, 17h15, 20h15 (dub/diariamente); Kinoplex 3 – 18h, 21h (3D/dub/diariamente), 15h (leg/diariamente), Kinoplex 5 – 14h, 17h (3D/dub/diariamente), 20h (3D/leg/diariamente). Alvin e Os Esquilos – Na Estrada: EUA. Livre. Por uma série de mal-entendidos, Alvin, Simon e Theodore passam a acreditar que Dave vai pedir a mão de sua nova namorada em Nova York… e abandoná-los. Eles têm três dias para alcançá-lo e impedí-lo de fazer o pedido, salvando-os não só de perder Dave, mas possivelmente de ganhar um meio-irmão terrível. Cinemark 1 – 15h20, 17h40 (dub/diariamente), Cinemark 4 – 14h25, 16h45 (dub/diariamente), Cinemark 8 – 18h30, 20h50 (dub/diariamente); Kinoplex 1 – 15h15, 17h25 (dub/ diariamente).

CONTINUAÇÕES No Coração do Mar: EUA. 14 anos. Kinoplex 4 – 16h15, 21h10 (dub/diariamente). Bem Casados: BRA. 10 anos. Cinemark 8 – 11h45 (somente sábado e domingo), 14h, 16h10 (diariemnte), 23h20 (somente sábado); Kinoplex 1 – 19h35, 21h40 (diariamente), 13h20 (somente sábado e domingo). Pegando Fogo: EUA. 12 anos. Cinemark 1 – 12h50, 20h (dub/diariamente), 22h45 (dub/somente sábado). Olhos da Justiça: EUA. 14 anos. Cinemark 2 – 21h50 (dub/diariamente). Victor Frankestein: EUA. 12 anos. Cinemark 2 – 13h40, 16h20, 19h (dub/diariamente); Kinoplex 2 – 13h40, 18h40 (dub/ diariamente). Jogos Vorazes: A Esperança – O Final: EUA. 14 anos. Cinemark 5 – 11h30 (dub/somente sábado e domingo), 14h45, 18h, 21h30 (dub/diariamente); Kinoplex 2 – 15h55, 21h05 (dub/diariamente). O Reino Gelado 2: RUS. Livre. Cinemark 2 – 14h, 16h (dub/diariamente); Kinoplex 4 – 14h45 (dub/diariamente). O Último Caçador de Bruxas: EUA. 14 anos. Kinoplex 4 – 14h, 18h50 (dub/diariamente).

Horóscopo ÁRIES - 21/3 a 19/4 Sua relação com a carreira profissional está em momento de ajustes com parceiros e parcerias. Procure situações e pessoas que colaborem com sua atividade principal. TOURO - 20/4 a 20/5 Mais alguns ajustes serão importantes para os projetos na vida a dois e em suas parcerias. Você terá que dar mais de você para que estes ajustes sejam satisfatórios. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 Você será solicitado a dar mais

de você, de seu tempo e de seus recursos, para realizar os trabalhos e as melhorias a serem feitas em sua rotina e no seu conforto pessoal. CÂNCER - 22/6 a 22/7 Conhecer e considerar mais a fundo seus sentimentos e os das outras pessoas é o elemento fundamental dos relacionamentos. Por difícil que seja, este é o caminho agora. LEÃO - 23/7 a 22/8 Reorganizar seu lar e as condições materiais de conforto é fundamental para ajudar a criar

uma nova ordem de vida. Procure se estabelecer em bases mais seguras. VIRGEM - 23/8 a 22/9 A boa comunicação nas relações afetivas continua sendo um ponto importante de desenvolvimento para você. Utilize mais suas capacidades criativas e expressivas. LIBRA - 23/9 a 22/10 Construir uma estabilidade financeira e patrimonial continua na ordem do dia. Isso se faz aos poucos, mesmo. Os esforços são lentos, aos resultados se chega progressivamente.

ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 A capacidade de comunicação e de organizar a mente é importante para sua personalidade se desenvolver. Mantenha a firmeza em suas proposições de vida. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 Cuidar da saúde e de seu equilíbrio profundo continuar a ser fundamental para você se estabelecer em novas condições. Aceite o que for preciso fazer para cuidar de você. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 Continua sendo o tempo de você usar sua força empreendedora para caminhar numa direção definida.

Firme um projeto que lhe é fundamental e siga firme e fiel a ele. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 Para você estabelecer uma nova condição em sua atividade profissional terá que lidar lenta e pacientemente com as limitações existentes. Não desista nem mude de caminho. PEIXES - 19/2 a 20/3 Sua visão de mundo e da direção que quer para sua vida está se construindo aos poucos, e lhe renovando, também aos poucos. Persista no caminho que escolheu para você.


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Guto Oliveira gutomosaico@hotmail.com ***

marca recrutou um timão de 27 modelos, entre novatas e veteranas: Isis Bataglia, Lara Stone, Joan Smalls, Lexi Boling, Miranda Kerr, Lara Stone, Issa Lish, Candice Swanepoel, Natalia Vodianova. Um luxo!

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), vai entregar 50 equipamentos, entre agrícolas, de informática e de escritório para fomentar a economia de 10 municípios do Amazonas, na próxima segunda-feira, 21 de dezembro, às 14h na abertura da VI Feira Estadual de Economia Solidária – Cidade Solidária, na Arena Amadeu Teixeira. *** Erasmo Viana, modelo, cofundador do grupo Mahamudra no Brasil (uma filosofia de vida que procura desenvolver corpo, mente e espírito e mistura yoga com outras práticas esportivas) e o atual namorado de Gabriela Pugliesi, lançou uma parceria com o estilista Amir Slama! As 12 peças, entre camisetas, bermudas e, principalmente, sungas, já estão nas lojas da marca no Rio e em SP e no e-commerce Shop2gether. *** Com a presença de dezenas de autoridades dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, além de representantes das Forças Armadas, o colegiado do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) empossa na próxima terça-feira, a partir

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Tempo de celebrar...

Promover a inserção do Polo Industrial de Manaus (PIM), no comércio de exportações, mesmo considerando as peculiaridades da logística regional, foi um dos assuntos apresentados, pelo ministro do Desenvolvi-

Marlene Ituassu recebeu o primeiro time de mulheres, para a tradicional confraternização de fim de ano.

das 11h, no auditório, os conselheiros Ari Jorge Moutinho da Costa Júnior e Yara Amazônia Lins dos Santos como o novo presidente e vice-presidente do TCE-AM, respectivamente, para o biênio 2016-2017. Os conselheiros Ari Jorge Moutinho da Costa Júnior e Yara Amazônia Lins Rodrigues dos Santos foram eleitos, por unanimidade, no último dia 25 de novembro. Além deles, serão empossados os conselheiros Júlio Pinheiro e Julio Cabral, respectivamente, como corregedor e ouvidor do TCE-AM para o biênio.

*** A Secretaria Estadual de Saúde (Susam) promove, na próxima terça-feira (22), o evento “Rodada de Saúde com a Imprensa”, para tratar de Dengue, Chikungunya e Zika vírus – situação no Amazonas, risco de epidemia, associação com Microcefalia e prevenção. O evento será de 10h às 12h, no auditório da Susam. Estarão presentes os membros do Comitê de Apoio ao Monitoramento, Prevenção e Controle dos casos de Microcefalia no Amazonas. Os secretários estadual e mu-

nicipal de Saúde, Pedro Elias de Souza e Homero de Miranda Leão, também participarão. *** Saindo do forno: a Givenchy acabou de divulgar sua campanha de primavera-verão 2016 e sabe como ela está? Poética! É que Riccardo Tisci chamou Anohni (o novo nome do artista antes conhecido por Antony Hegarty) pra usar o poema dele “Declaração de Amor”, que acompanha todas as imagens da campanha. E a

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Atila Dennys, Claudia Benardino e Alberto Dantas no lançamento do calendário da DD&L Associados ***

mento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, que veio a Manaus para participar da 271ª reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS). De acordo com o ministro, o MDIC tem hoje estudos que indicam as exportações como um canal importante para o crescimento da economia. Monteiro reconheceu algumas dificuldades enfrentadas no PIM, como a questão da logística, mas disse que há necessidade de se promover esse esforço fazendo uma inserção maior do Polo no comércio exterior.


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Escritor encerra trilogia sobre anos de cárcere S

ÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - “O ônibus finalmente partiu”, narra Luiz Alberto Mendes uma de suas saídas da prisão, quando vivia em regime semiaberto e podia voltar para casa aos feriados. Seu estilo seco, feito de frases diretas e sinceras, já é conhecido. Preso durante 31 anos e dez meses, ele encerra com “Confissões de um homem livre” a trilogia sobre seus anos de cárcere. Nesta última obra, narra os anos finais, quando se dividia entre a prisão e a família recém-feita, e pôs tudo a perder em um assalto malsucedido, adiando seu retorno à sociedade. O livro é publicado exatos dez anos após o anterior, “Às cegas” e 14 anos após “Memórias de um sobrevivente”, que chegou às lojas quando Mendes ainda estava na cadeia. Nesse meio tempo, lançou por outras editoras um volume de contos e um de poesias. Não se considera, porém, poeta (“traço umas linhas em cima das outras, de cunho existencial, nada romântico”), tampouco escritor (“sou uma pessoa que escreve, e só”), apesar de seus cinco livros

publicados e do fato de que vive de suas palavras. Desde que foi solto, há 11 anos, nunca conseguiu um emprego fixo, mas mantém uma coluna na revista “Trip” e outra na “Revestrés”, do Piauí. Também faz palestras pelo país. “Livro não dá dinheiro no Brasil.” Seu maior orgulho não é ter sido o primeiro presidiário a ingressar na faculdade (direito, na PUC de São Paulo), mas educar presidiários. Hoje, participa de projetos de conscientização em centros de recuperação. “Tentamos empoderar os caras. Eu queria voltar [para a prisão] e mostrar que o que falta lá é educação, cultura. A sociedade manda os caras pra cadeia, depois enterra em pé e abandona.” Memória Mendes mal sabia escrever quando foi detido pela primeira vez, aos 19 anos, acusado de assalto e homicídio. Passou pela então Febem e, posteriormente, por diversas casas de detenção. Descobriu a literatura numa cela forte. Outro preso contoulhe, pelo encanamento da privada que ligava as duas celas,

DIVULGAÇÃO

“Confissões de um homem livre”, do ex-presidiário Luiz Alberto Mendes, traz de volta seu estilo de frases diretas e sinceras

a história de “Os Miseráveis”, de Victor Hugo. “Ele me contou por capítulos, como novela, porque não dava para falar tudo de uma vez. Quando fui ler, achei desinteressante perto do que ele contava.” Tenta, há algum tempo, distanciar-se da literatura de prisão, mas sua vida continua a ser a maior inspiração. Planeja um livro sobre os anos de liberdade. “Você nem imagina o que já me aconteceu. O que eu já fiz. Seria um livro bastante interessante, talvez mais do que os sobre a cadeia.” Não por menos, sua memó-

Novo livro do autor narra seus anos finais na cadeia, quando se dividia entre a prisão e a família recém-formada

ria não falha. Nas mais de 400 páginas em que escreve sua vida, impressiona pelos detalhes dos fatos e sensações.

Como em seu estilo literário, também pede que a jornalista faça perguntas diretas. Como lembra de tudo

isso? “Coloque-se no meu lugar. Você esqueceria?” Por Beatriz Montesanti


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EM TEMPO - 20 de dezembro de 2015 by Amazonas Em Tempo - Issuu