Saúde - 15 de abril de 2012

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MANAUS, DOMINGO, 15 DE ABRIL DE 2012

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Caderno E

Saúde

e bem-estar

Especial: noivas em forma Saúde e bem-estar 4 e 5

Elas batem um bolão! Driblando o preconceito, elas hoje dominam o campo e fazem bonito na hora do gol, passando para trás muitos homens considerados “pernas de pau”. São as mulheres em campo, mostrando outra alternativa para manter a forma CAMILA HENRIQUES Equipe EM TEMPO

O

pensamento de que futebol é “coisa de homem” já está no passado. Cada vez mais, as mulheres estão mostrando que também sabem se virar com a bola no pé. O sucesso da alagoana Marta, camisa dez da Seleção Brasileira com cinco títulos de melhor jogadora do mundo no currículo, colocou a modalidade no centro das conversas. Agora, ser mulher e jogar futebol não são mais duas coisas impossíveis de serem associadas. Com apenas 20 anos de idade, Maria Jeysiane Aparício joga futebol desde os 12, quando deu os primeiros passos – ou melhor, os primeiros dribles! – no município de Tabatinga, onde morava. “Meu pai era militar, e, por isso, viemos para Manaus. Quando cheguei à cidade, fui para o time do (bairro) São Raimundo, onde estou até hoje”, conta a moça, que joga na posição de ala esquerda e já conquistou títulos nas categorias sub-17 e sub-20, e agora começa a dar os primeiros passos no adulto. Apesar do reconhecimento crescente, o preconceito não parou de existir. É comum ver comentários maldosos, principalmente por parte da ala masculina, tanto nas partidas dos campeonatos amadores quanto dos profissionais. “Minha própria mãe diz que é uma brincadeira ‘de menino’, mas eu nunca liguei. Não dá para se importar com o que as pessoas falam, até porque desconcentra na hora do jogo”, ressalta Maria Jeysiane. Entretanto, o professor de educação física com especialização em futebol Thiago Durante, acredita que imagem negativa do futebol feminino está sendo apagada. “Na minha visão, mudou bastante o pensamento das pessoas. Agora, todos conseguem ver que as mulheres que praticam o futebol muitas vezes possuem família, e até levam seus maridos e filhos para vê-las jogar. É um esporte como outro qualquer”, avalia. Boa forma Quem não gosta de ir à academia, pode encontrar na modalidade a alternativa ideal na busca pelo corpo perfeito. “Há a melhora da qualidade física, capacidade aeróbica e anaeróbica (res-

piração), noção de tempo e espaço, principalmente para as mais novas. No quesito físico, o futebol trabalha a panturrilha, as articulações, e desenvolve principalmente o quadril e as pernas, que ficam mais fortes”, revela Durante, que trabalha na organização de um dos principais campeonatos da modalidade, a Copa de Futebol de Areia Feminino, da Prefeitura de Manaus. “No último ano, jogaram 45 equipes”, acrescenta. Maria Jeysiane faz coro com o professor. Segundo a jogadora do São Raimundo, o futebol trouxe muitos benefícios à sua vida, e muitos deles em sua aparência física. “Quando começa

BENEFÍCIOS

Além de todas as vantagens que o esporte pode trazer para as mulheres, como o aumento da capacidade física, tem a questão da modelação do corpo e o benefício de manter o peso

a temporada de treino, nós perdemos muitos quilos, porque trabalhamos muito o nosso condicionamento físico. Quase não aparece celulite, porque exercitamos muito as pernas”, diz. Uma vantagem do futebol feminino em relação ao masculino é o número pequeno de contusões. Segundo Durante, isso acontece pelo pouco impacto e o contato menor que a modalidade tem nas mulheres. “É uma modalidade que está crescendo no Brasil e no mundo, principalmente nos Estados Unidos. Para quem quer se profissionalizar, é um mercado que se abre e mais um segmento esportivo”, conclui o professor de Educação Física.

Futebol proibido para mulheres A prática de futebol feminino foi proibida em 1964, pelo Conselho Nacional de Desportos, assim como o halterofilismo, lutas e beisebol. A “desculpa”? Se a mulher levasse uma bolada (ou sofresse algum impacto mais grave) durante uma partida, ela correria o risco de não engravidar. Em 1981, o Conselho legalizou a prática, mas sem a profissionalização das boleiras.


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