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EM TEMPO - 14 de dezembro de 2014

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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ

RICARDO OLIVEIRA

ANO XXVII – N.º 8.567 – DOMINGO, 14 DE DEZEMBRO DE 2014 – PRESIDENTE: OTÁVIO RAMAN NEVES – DIRETOR EXECUTIVO: JOÃO BOSCO ARAÚJO

APESAR DE TUDO, EXISTE SOLIDARIEDADE

Todos os anos, o projeto “Papai-Noel dos Correios” atende crianças carentes no interior do Amazonas

NO NATAL – OU INDEPENDENTEMENTE DE DATAS COMEMORATIVAS –, CENTENAS DE VOLUNTÁRIOS DEDICAM SEU TEMPO A PRATICAR FILANTROPIA, ORGANIZANDO AÇÕES QUE RESULTAM NA ENTREGA DE PRESENTES,

ROUPAS E ALIMENTOS AOS CARENTES. SÃO ESSAS PESSOAS QUE FAZEM DO MUNDO UM LUGAR ONDE, APESAR DE TODAS AS MAZELAS, AINDA EXISTE AMOR E DEDICAÇÃO AO PRÓXIMO. DIA A DIA C4 E C5 DIVULGAÇÃO

NO DICIONÁRIO, SOLIDARIEDADE SIGNIFICA SENTIMENTO DE IDENTIFICAÇÃO EM RELAÇÃO AO SOFRIMENTO DO OUTRO. QUEM É SOLIDÁRIO ESTÁ PRONTO PARA APOIAR, DEFENDER OU AJUDAR OS QUE PRECISAM.

Para quem pretende evitar a muvuca no Centro e shoppings lotados para comprar os presentes de Natal, a dica é “apelar” para os bazares.

MAYCON QUER FAZER HISTÓRIA Aos 22 anos, o lutador amazonense Maycon “Boca” Silvan (foto) está de malas prontas para participar do próximo The Ultimate Fighter (TUF), o reality show do UFC. Pódio E4 e E5

Alguns tipos de câncer podem ser evitados com o consumo de jaca, fruta que ajuda a diminuir o impacto dos radicais livres e previne danos oxidativos.

RAIMUNDO VALENTIM

DIVULGAÇÃO

Em homenagem ao aniversário de Oscar Niemeyer, o 15 de dezembro marca o Dia do Arquiteto. Em Manaus, já são mais de 1,2 mil profissionais.

“Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1” concorre na categoria melhor canção

Em novo livro, cientista premiado com o Pulitzer propõe modelo para conciliar os saberes científicos em nome de uma compreensão unificada da realidade

EM CARTAZ... SÓ QUE NÃO Apenas três filmes indicados ao Globo de Ouro 2015 estão em cartaz no Brasil – um em Manaus. São eles: “Boyhood”, “Festa no Céu” e “Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1”. Principais candidatos ao prêmio só chegam em janeiro ou fevereiro. Plateia D8

FALE COM A GENTE - ANÚNCIOS CLASSITEMPO, ASSINATURA, ATENDIMENTO AO LEITOR E ASSINANTES: 92 3211-3700 ESTA EDIÇÃO CONTÉM - ÚLTIMA HORA, OPINIÃO, POLÍTICAS, ECONOMIA, PAÍS, MUNDO, DIA A DIA, PLATEIA, PÓDIO, SAÚDE, ILUSTRÍSSIMA E ELENCO.

TEMPO EM MANAUS

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Última Hora

MANAUS, DOMINGO, 14 DE DEZEMBRO DE 2014

Começa identificação de ossadas de desaparecidos se 3%, e isso é um índice alto. Nós temos 1.049 caixas [a serem examinadas], foram abertas 112, e não sabemos ainda o que vamos encontrar nas outras”, destacou o coordenador científico do grupo, Samuel Ferreira. Para concluir que as ossadas são, de fato, de desaparecidos políticos, ainda é necessário fazer um exame genético a fim de comparar o material dos restos mortais com o genoma das 41 famílias dos militantes assassinados durante a ditadura, ainda não encontrados, e que podem ter sido enterrados em Perus. A coleta do material genético ocorrerá durante o ano que vem. O grupo de trabalho tem prazo de 36 meses renováveis por igual período. Descoberta Localizado na Zona Norte de São Paulo, o cemitério criado em abril de 1971 tem cerca de 254 mil metros quadrados de extensão. Durante a ditadura, o local foi usado para enterrar corpos de pessoas que combateram a ditadura militar. Em 1990, mais de mil ossadas enterradas em uma vala clandestina foram encontradas no local.

Cemitério de Perus, na Zona Norte de São Paulo: criado em 1971, foi usado como ponto de desova de oponentes do regime militar

DIEGO CAJA/SEMCOM

NATAL

Decoração natalina deste ano segue conceito sustentável com reaproveitamento de estruturas

Capital ganha árvore de 31 metros A estrutura montada no complexo turístico da Ponta Negra chama a atenção pelo tamanho, cores e acabamento. Ela começou a ser erguida na madrugada deste sábado (13), com apoio de um guindaste com capacidade para 200 toneladas. A árvore tem um apelo ecológico, no desenho e também na estrutura que é a mesma da ornamentação de 2013, seguindo a proposta deste ano da Prefeitura de Manaus de fazer uma decoração de Natal totalmente sustentável. “É um Natal chamado de ecologicamente correto. Com muitas estruturas sendo reaproveitadas, o que causa ganho financeiro para a cidade. Mas nem por isso deixa de ser uma ornamentação bela e imponente, como vamos ver aqui na Ponta Negra” , afirmou Goreth Garcia Ribeiro, primeira-dama da cidade e coordenadora do grupo de trabalho responsável pela decoração natalina da capital. Construída por artistas de

Parintins, com a supervisão do renomado artista plástico Juarez Lima, a decoração do complexo turístico da Ponta Negra chama atenção pela beleza e, principalmente, pelo tamanho, mas sem esquecer as tradicionais cores natalinas. “Papais-Noéis” fazem parte da obra, assim como caixas de presentes e bolas natalinas coloridas. Além da Ponta Negra, as zonas Sul, no Amarelinho, bairro de Educandos; Leste, na rotatória do Produtor, bairro Jorge Teixeira; Norte, na entrada da avenida Max Teixeira; e Centro, no cruzamento das avenidas 7 de Setembro com Eduardo Ribeiro e mercado Adolpho Lisboa, também receberão árvores natalinas. Os parques Cidade da Criança, dos Bilhares e Centro Social Urbano do Parque 10 estão recebendo decoração temática. As principais vias da capital estão iluminadas com ornatos em postes e luzes nas árvores naturais.

O espírito de Natal sustentável também contagiou os artistas. “Estamos muito felizes de abordar esse tema (sustentabilidade). Devemos fazer um Natal lindo, limpo e enfeitado. Para evitar custos, estamos reaproveitando a estrutura da árvore do ano passado, mas com decoração nova. Trabalhamos muito com material sintético e reciclado, fazendo fusão. Aquele material que viraria lixo passa a ser um material de decoração bonito na Ponta Negra”, explicou Juarez Lima. Inclusão O conceito de sustentabilidade não fica apenas no reaproveitamento de materiais da decoração de 2013, como as estruturas de ferros das árvores de Natal e dos ornatos, mas inclui a utilização de resíduos recicláveis, em parceria com cooperativas de catadores de resíduos, além da colaboração de empresas de publicidade.

SÃO PAULO

Nível do Cantareira volta a cair SÃO PAULO, SP - Apesar da forte chuva que atingiu a Grande São Paulo na sexta-feira (12), o nível do sistema Cantareira voltou a cair neste sábado (13), para 7,4% da capacidade. No dia anterior, estava com 7,5%. O reservatório fornece água para 6,5 milhões de pessoas e já utiliza a segunda cota do volume morto - água que fica abaixo das bombas de captação. Outro sistema que tem situação crítica é o do Alto Tietê, que abastece 4,5 milhões de pessoas na região leste da Grande São Paulo. O nível do reservatório opera com 4,2% de sua capacidade desde a sexta - nível que permanece neste sábado. De acordo com especialistas, o Alto Tietê depende de chuva intensa nas próximas semanas para não entrar em colapso em janeiro, antes mesmo do Cantareira. A pedido do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), a Sabesp já solicitou ao DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo) autorização para o uso do volume morto no Alto Tietê. Os níveis de todos os outros reservatórios que abastecem a região metropolitana de São Paulo subiram.

LONDRES

Falha em controle aéreo cancela mais de 30 voos SÃO PAULO, SP - O aeroporto londrino de Heathrow, que tem o maior tráfego da Europa, se viu obrigado a cancelar 38 voos neste sábado (13) devido à uma falha de informática, ocorrida na sexta-feira (12) em um centro de controle aéreo na Inglaterra, que provocou caos nos terminais aéreos. O Serviço Nacional de Tráfego Aéreo britânico (Nats, na sigla em inglês) informou neste sábado que o sistema já está funcionando, mas muitos passageiros podem ser afetados por atrasos em alguns aeroportos até que a situação volte totalmente à normalidade. Outros aeroportos, como de Gatwick, também em Londres, pediram neste sábado aos passageiros que entrem em contato com suas companhias aéreas para saber a situação de seus voos. Milhares de passageiros se viram afetados na sexta por cancelamentos e atrasos de voos no Reino Unido

por conta da falha em um centro de controle aéreo no sul da Inglaterra. As aterrissagens e decolagens ficaram restringidas em Londres e no sul do país durante mais de uma hora, por um erro técnico que o Nats ainda investiga. Vários aeroportos se viram afetados, inclusive os escoceses de Aberdeen e Edimburgo, mas os maiores problemas ocorreram nos londrinos de Heathrow e Gatwick. O ministro de Transporte britânico, Patrick McLoughlin, qualificou o problema de “inaceitável” e considerou que qualquer alteração no sistema de aviação do Reino Unido é “um assunto de grande preocupação, especialmente nesta época do ano”. “Uma alteração deste tipo é simplesmente inaceitável e pedi ao Nats uma explicação completa deste incidente. Também quero saber que passos serão tomados para impedir que isto volte a ocorrer”, declarou McLoughlin. REPRODUÇÃO

O

Grupo de Trabalho Perus, instituído em outubro pela Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República, já identificou sete ossadas do cemitério de Perus, em São Paulo, que podem ser de desaparecidos políticos. Os resultados parciais foram divulgados na sexta-feira (12) na capital paulista. O grupo, que conta com arqueólogos, psicólogos e antropólogos forenses, fez, até o momento, a análise de 112 caixas de ossadas de um total de cerca de 900 que foram encontradas em uma vala comum no cemitério. No local, segundo depoimento de testemunhas, podem estar enterrados militantes assassinados pela ditadura. Nas caixas já analisadas, foram encontradas 112 ossadas praticamente completas e mais 27 parciais. Das ossadas completas, sete tinham sinais de violência: três delas compatíveis com traumas provocados por armas de fogo, e quatro com traumas contundentes, que podem ter sido causadas por agressões ou acidentes. “Se pensarmos que, de 112 ossadas, três têm sinais de armas de fogo, isso dá qua-

REPRODUÇÃO

Restos mortais descobertos no cemitério de Perus, em São Paulo, podem ser de pessoas desaparecidas na ditadura militar

Problema causou atrasos nas decolagens no aeroporto


Opinião

MANAUS, DOMINGO, 14 DE DEZEMBRO DE 2014

Contexto 3090-1017/8115-1149

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Editorial

marioadolfo@emtempo.com.br

opiniao@emtempo.com.br

Não aos aumentos de impostos Não é preciso detalhar que a realidade econômica de São Paulo é muito superior à maioria dos Estados brasileiros. Mas a postura da Federação (Fiesp) e do Centro (Ciesp) das Indústrias daquela unidade da Federação, assumida ontem, pode, no mínimo, inspirar o país na direção de uma mudança na relação de dependência com o Palácio do Planalto e sua base aliada no Congresso. Fiesp e Ciesp podem ser a raiz de uma “frente única” dos vários interesses econômicos desses Estados. Na quinta-feira, o presidente das duas entidades, Paulo Skaf, já alertara, em almoço com jornalistas, que “não vamos aceitar em hipótese alguma aumento de impostos. Se houver uma iniciativa concreta nesse sentido, vamos agir de forma muito enérgica”. Skaf se referia à entronização de Joaquim Levy no Ministério da Fazenda, em substituição a Guido Mantega. Em um cenário de economia paralisada, Skaf só vê duas formas básicas do governo federal aumentar receita: com ajuste fiscal ou arrecadando mais com tributos. Esta segunda ele não admite. Ontem, ele definiu uma agenda de lutas que Fiesp e Ciesp adotarão em relação ao segundo mandato de Dilma Rousseff, cujo primeiro governo, decididamente, não agradou ao empresariado brasileiro. Um dos principais focos na área da economia é a redução da taxa básica de juros, a Selic, e o fim da volatilidade cambial, “de modo que se promova uma desvalorização sustentável do real frente ao dólar”. No setor tributário, a prioridade é evitar qualquer aumento de impostos, lutar pela unificação do PIS/Cofins e pelo alongamento do prazo para recolhimento de impostos. São Paulo pode ser, a partir de 2015, referência de um movimento pelo respeito do governo central à autonomia dos Estados da República Federativa do Brasil, que tem práticas absolutistas.

Até Papai-Noel se estressa O trânsito de Manaus está chegando no limite do absurdo. Na sexta-feira, por volta das 15h, monitoramos o tempo de um veículo que saiu do bairro do Coroado, na Zona Leste, em direção ao Amazonas Shopping, subindo pela alameda Cosme Ferreira, dobrando para a avenida Efigênio Salles e seguindo pela avenida Darcy Vargas. O percurso foi de 58 minutos, o que é incompreensível levando em consideração que, antes, isso era feito em 20 minutos. Para quê viaduto? Os maiores gargalos são justamente nos viadutos e passagens de nível, construídos justamente para fazer escoar o fluxo de carros de forma mais rápida. Ao que tudo indica, esses complexos foram construídos de forma errada, pois abrem muitas opções que acabam travando o trânsito e provocando engarrafamentos de enlouquecer. Chame o guarda O pior nisso tudo é que, durante todo o percurso, não se encontrou pelo menos um agente do Manaustrans, os chamados “marronzinhos”, que poderiam muito bem reordenar a parafernália, dando mais velocidade para desmanchar os gargalos. Chove chuva O trânsito de Manaus tem mais um agravante nesta época do ano. As chuvas de inverno, que causam acidentes e travam ainda mais a movimentação dos carros. Some-se a isso o excesso de veículos e teremos a “receita perfeita” para deixar o tráfego carregado e lento. O povo quer saber Com o volume de novos carros que entram em Manaus mensalmente, como vai estar nossa cidade daqui a 3 anos? Juca coragem O jornalista Juca Kfouri nunca teve papas na língua. Foi um dos poucos, esta semana, que esqueceu a sua praia, o esporte, e deu pitaco na política. Detonou a “covardia de

24 partidos” no episódio que envolve o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ). Cadê os outros? Juca cutucou que, por enquanto, apenas quatro partidos entraram com pedido de cassação contra o deputado, que disse para a deputada Maria do Rosário (PT-RS) que só não a estupraria, porque ela não merecia. Perguntar não ofende — Será que PMDB, PSDB, DEM, PDT, PSD, PTB, PPS, o próprio PP de Bolsonaro, entre mais outros 16 partidos representados no Congresso Nacional, acham que o deputado não feriu o decoro parlamentar? –, pergunta o jornalista. História julgará Juca questionou se esses partidos, que enterraram a cabeça na terra como avestruz, não temem o julgamento da história, “nem mesmo depois do relatório da Comissão Nacional da Verdade com 377 nomes responsáveis pela covardia da tortura contra crianças, inclusive, e estupros, durante a ditadura?” Fala, Rebecca! No caso do PP, a deputada Rebecca Garcia, do Amazonas, não pode permanecer em silêncio. Até porque a parlamentar sempre esteve envolvida com a luta das mulheres. Principalmente no que diz respeito à violência doméstica. Oca da ciência Investindo cada vez mais

APLAUSOS

regi@emtempo.com.br

em ações voltadas ao meio ambiente, o Manauara Shopping acaba de entregar um espaço público completamente voltado para a educação e preservação ambiental. Chama-se a “Oca do Conhecimento Ambiental”. Oca da ciência 2 O espaço mescla os conceitos da tradicional oca indígena com a arquitetura moderna e foi construído em parceria com o Exército brasileiro. A estrutura possui 300 metros quadrados e será aberta ao público para visitação.

João Bosco Araújo opiniao@emtempo.com.br

Devo e não nego O conselho de administração da Eletrobras aprovou a repactuação de dívidas de suas distribuidoras com a Petrobras no total de R$ 8,5 bilhões, referente à compra de combustível, com pagamento em 120 parcelas a ser iniciado a partir de fevereiro do ano que vem. Gás e óleo Desse total, R$ 3,2 bilhões são referentes ao fornecimento de gás. Já o valor de R$ 5,3 bilhões é referente ao fornecimento de óleo. Tesouro paga Do total da dívida, a Eletrobras tem garantia da União Federal para pagamento de R$ 4,2 bilhões. Esse é o valor reconhecido pelo governo federal como dívida que a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) tem com a Eletrobras.

VAIAS

BRT em Manaus

Regi

Contra a cervejinha DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

Para a parceria entre o governo do Estado e a prefeitura, que vai implantar em Manaus o sistema de transportes BRT (Bus Rapid Transit). Agora é torcer para que essa, realmente, seja uma solução definitiva.

Para quem não gosta de cerveja e quer proibir torcedor que gosta de tomar sua cervejinha nos jogos da Arena da Amazônia. A cervejinha do fim de semana faz parte da cultura do povo brasileiro, assim como a feijoada aos sábados. É preciso respeitar quem não gosta, mas não se pode proibir quem gosta.

Sintonia bipolar Chegou o final do ano e, como de costume, Edson Gil Costa, normalmente publicitário, pôs em prática e em evidência a sua outra metade, não menor nem menos importante. Ao contrário, pelo menos para mim que nada tenho a anunciar e a vender, a mais rica e mais prezada, pois alimentada pela sua inegável sensibilidade musical. É quando, simultaneamente como um maestro e como um crítico, Edson Gil, num ato que nada tem de eventual, pois felizmente vem se repetindo há vários anos, faz chegar às mãos dos seus amigos o produto do seu bom gosto e da sua competência, na forma de um CD (neste ano, um MP-3), uma coletânea geralmente da música brasileira. Mas não se pense que se trata de um ajuntamento gratuito e aleatório de produções que se justifiquem exclusivamente pela beleza e pelo prazer que podem gerar nos ouvintes. Na verdade, cada um desses discos cumpre um plano e obedece a um projeto lógico e estético. Nesse último, cujo expressivo título foi “Brega, Chic e Chico”, a produção cumpriu o objetivo de, nas suas 66 músicas, ordenar-se em 33 pares, duas a duas, e assim mostrar como pode um tema ser elaborado segundo uma estética brega ou chique, onde, acho eu, o Chico (Buarque de Holanda) atua como uma “reserva técnica” do chique e se destaca pela alta incidência no disco. Brilhante a ideia e certamente muito exaustivo o trabalho de pesquisa que levou ao produto final. Entretanto, com a licença do Edson Gil que, afinal, é o pai da criança, senti que há aí uma rara oportunidade pedagógica, para mostrar como a obra de arte e a produção cultural podem acontecer dentro de padrões e de níveis diversos, como se florescessem em dois diapasões que se correspondem, mas que ja-

mais se tocam, como duas linhas paralelas. Ponham-se lado a lado e ouçamse uma após a outra, por exemplo, “Maria Izabel” e “Garota de Ipanema”. O tema de ambas parece ser um só: a moça que vai à praia e suscita a admiração e desperta a atração no compositor. Mas quanta diferença entre a qualidade musical e poética de uma e de outra. A ninguém será dada a licença estética de tentar nivelar uma à outra. Seria como equiparar, do ponto de vista cultural qualitativo, arte e artesanato, o Balé Bolshoi e a Ciranda de Manacapuru, a ópera Aída e o Boi de Parintins, por exemplo. E a oportunidade de trazer à discussão este tema, neste preciso momento, é alguma coisa extremamente conveniente e adequada, à qual não resisti. Penso no debate que já se instalou, pelo menos em Manaus, sobre a conveniência de, na gestão governamental que ora se inicia, manter-se Robério Braga à frente da Secretaria de Cultura ou dela defenestrá-lo, em nome de uma possível renovação e em defesa de uma gestão que dê à cultura um cunho mais popular, ou seja, menos elitista e erudito. Robério é refinado e erudito, além de dotado do talento de gestor e que, se incluído na produção do Edson Gil, ficaria na categoria “chique”. Quem aprecia a cultura nos seus níveis mais elevados torcerá pela sua permanência e, com ela, pela Filarmônica, pela Orquestra de Câmara, pelo Corpo de Baile, pelo Coral e por todos os excelentes festivais que nos enriquecem e instruem a cada ano. Quem se inclina pelo populismo cultural e quer ver a SEC voltada mais para o folclore, para a cultura popular e para o artesanato, varrerá dela o erudito e o refinado, pedirá a cabeça do Robério e integrará, no disco do Edson, forçosamente, a categoria “brega”.

João Bosco Araújo Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO

Penso no debate que já se instalou sobre a conveniência de, na gestão governamental que ora se inicia, manter-se Robério Braga à frente da Secretaria de Cultura ou dela defenestrá-lo, em nome de uma possível renovação e de uma gestão que dê à cultura um cunho mais popular”


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Opinião

MANAUS, DOMINGO, 14 DE DEZEMBRO DE 2014

Frase

Painel VERA MAGALHÃES

Não vamos aceitar em hipótese alguma aumento de impostos. Se houver uma iniciativa concreta nesse sentido, vamos agir de forma muito enérgica. Estamos muito atentos. Isso vale para os governos federal, estaduais e municipais. Que eles tentem encurtar suas despesas. No caso da CPMF, se prosperar essa ideia, vamos reagir fortemente

Fazenda paralela O ex-presidente Lula constituiu um núcleo reservado para discutir o desenvolvimento econômico do país de que participam políticos aliados e economistas convidados, além da equipe de seu instituto. Já estiveram nas conversas do núcleo, chamado de “grupo do futuro”, figuras como o ex-ministro Antonio Palocci, Nelson Barbosa, futuro titular do Planejamento, e o empresário Josué Gomes, filho de José Alencar, que foi cotado para a equipe econômica de Dilma Rousseff. Cabe mais um? Lula aproveitou que dirigentes da principal corrente petista passaram por São Paulo durante a semana para uma séria de reuniões. O ex-presidente articula a volta de Marco Aurélio Garcia e de Gilberto Carvalho à Executiva da sigla. Na agenda A cúpula do PMDB espera ser convocada para uma conversa com Dilma sobre a reforma ministerial amanhã. O partido recebeu sinais do Planalto de que os nomes de Henrique Alves (RN) e Eunício Oliveira (CE) ainda não receberam aval para integrar a Esplanada. Estátua Peemedebistas que acompanham a movimentação advertem: se Moreira Franco continuar a se movimentar para ser “promovido” de pasta, corre o risco de ficar sem a Aviação Civil. Da cota particular de Michel Temer, Moreira não tem apoio da bancada da Câmara. Muy amigo Dilma cumprimentou amigavelmente o exgovernador do Rio, Sérgio Cabral, no almoço oferecido na sexta-feira por seu sucessor, Luiz Fernando Pezão (PMDB). Aliados estranharam, já que Cabral arti-

culou apoio de seu partido a Aécio Neves na última campanha. Tropa O PSDB vai reunir as bancadas atual e eleita na Câmara e no Senado na terçafeira, para discutir a estratégia de oposição para o início do novo mandato de Dilma. A ideia é não deixar arrefecer o clima de pressão que o partido imprimiu no Congresso depois do segundo turno. Lá ou cá? Aliados de Geraldo Alckmin dizem que o governador hesita em trazer Duarte Nogueira para seu secretariado porque, assim, perderia espaço na bancada federal. O deputado aliado é uma opção para assumir a liderança tucana na Câmara. Sepse Os caciques do PT calculam que a acusação de que Graça Foster foi avisada sobre as irregularidades da Petrobras elevará a níveis críticos os problemas de governabilidade de Dilma – uma das maiores preocupações de Lula no próximo mandato. Agrados Para os petistas, com a crise instalada na empresa, a presidente será forçada a fazer cada vez mais concessões

à base no Congresso. Espelho meu Peemedebistas já ficaram atiçados com o envolvimento maior de Graça no caso. Dizem que, agora, o governo não tem motivos para poupá-la e demitir Sérgio Machado, presidente da Transpetro indicado por Renan Calheiros (PMDB-AL).

Paulo Skaf, presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo afirmou nesta semana que as entidades não vão aceitar qualquer tentativa de aumento da carga tributária.

Olho da Rua opiniao@emtempo.com.br

Misterioso Investigadores da Lava Jato tentam descobrir quem é “o terrível homem das escadas”, citado em carta encontrada no apartamento de Léo Pinheiro, da OAS. O personagem aparece em uma narrativa sobre estratégias de defesa do Executivo.

DIEGO JANATÃ

Premonição Mensagens captadas na operação mostram que, dias antes de suas prisões, dirigentes das empreiteiras investigadas demonstravam preocupação com Pedro Barusco, o ex-gerente da Petrobras que optou pela delação premiada. Na dela Aliados de Marina Silva dizem que ela não deve retomar o ritmo frenético de viagens para a criação da Rede. Por ora, estão previstas idas apenas a São Paulo e Rio.

Tiroteio

O Brasil já esqueceu que sofreu aquele merecido 7 x 1 diante da Alemanha, nesta Copa do Mundo da Fifa de mil contrastes. Esqueceu porque não quer nem ouvir falar, não. O Brasil sacode a poeira e dá a volta por cima, cheio de moral, não fica no chão. Esse pequeno indígena aproveita um campo de várzea, que ainda não foi detonado por “um novo conceito de morar” e... bola para frente!

Dom Sérgio Eduardo Castriani opiniao@emtempo.com.br

Mubarak comandou o Egito por 30 anos e roubou US$ 1 bilhão. Na Petrobras, em bem menos tempo um gerente desvia 10% disso.

Mérito Judiciário

DO DEPUTADO BRUNO ARAÚJO (PSDB-PE), comparando a situação no Egito à delação de Pedro Barusco, ex-gerente da estatal que vai devolver US$ 97 mi.

Meu pai foi oficial de Justiça durante 35 anos. Exerceu essa função do inicio dos anos cinquenta até o final da década de oitenta, período turbulento da história do Brasil. Passei minha infância e adolescência ouvindo falar de processos, intimações, audiências, penhoras, sequestros, ordem de prisão, separação de corpos, execução fiscal, reintegração de posse e demais palavras e conceitos que fazem parte do vocabulário jurídico e que exprimem o dia a dia da Justiça. Aprendi desde cedo, o significado de vara cível e vara criminal, cartório de registro civil e cartório de ofícios, primeira e segunda instância. Lembro-me das visitas ao fórum local, da imponência do salão do júri, e dos olhares rápidos e furtivos nos gabinetes do juiz e do promotor, detentores do poder de julgar. Conheci juízes, promotores, advogados, cartorários, que formavam a família forense. Uma vez por ano, no Dia da Justiça, íamos a uma chácara participar de um churrasco, não sem antes ter participado da missa. Mas a lembrança maior é das pessoas que vinham até a minha casa em busca de orientação. Contavam seus casos e eram orientados a recorrer a quem de direito, às vezes ao delegado de polícia, outras ao promotor, e em alguns casos diretamente ao juiz. Assistia a verdadeiras aulas de direito processual e quantas vezes vi pessoas se reconciliarem desistindo de querelas inúteis e dispendiosas. Meu pai estava sempre apressado e devia respeitar prazos, necessários e determinantes no exercício do direito. Agricultor, filho de agricultores, meu pai se alfabetizou

Contraponto

Questão de estilo Na acalorada sessão que aprovou a mudança na meta do superávit fiscal do governo federal, no início do mês, o deputado Mendonça Filho (DEM-PE) foi ao microfone anunciar que o cantor Lobão estava no Congresso e havia conseguido furar o cerco dos seguranças para entrar na Câmara. Ele iria assistir às discussões na galeria. Na fala, aproveitou para defender que o resto do público arregimentado pela oposição pudesse entrar também. A bancada governista vaiou o democrata, que reagiu: – Vaias? Só porque ele não é PT? Fosse o Chico Buarque estariam todos cantando agora...

Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”

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tarde, fez o ensino supletivo e com grandes esforços chegou a cursar a faculdade de direito, tornando-se bacharel. Mas o mais importante era que acreditava no direito e nas pessoas que estavam ao seu serviço. Conhecia o Poder Judiciário e o seu funcionamento. Não era ingênuo e tinha consciência dos limites humanos dos seus operadores, mas confiava plenamente nos mecanismos legais que defendem os indivíduos nos seus direitos elementares. Meu pai não era único. Como ele, há muitos funcionários públicos conscientes de seu papel na sociedade, sabedores de que a coisa pública não pode ser tratada como bem pessoal ou familiar. Dele aprendi a respeitar os direitos individuais e a procurar restaurar o direito perdido por meio da Justiça que com todos os seus limites é o único caminho que garante uma convivência pacífica e evita a violência da vingança e da prepotência. Agraciado que fui com a Ordem do Mérito Judiciário, não podia deixar de creditar tal honra a quem ela é devida, todos os operadores da Justiça que tive o privilégio de conhecer por causa das minhas origens, e também ao longo das quase quatro décadas de vida missionária. O sistema necessita de reformas, pois a vida é dinâmica, mas tenho certeza de que contamos com homens e mulheres altamente capacitados no Poder Judiciário. De minha parte, só posso dizer que, se alguma vez e de alguma forma colaborei para que a Justiça fosse feita, não fiz mais que minha obrigação de cidadão e me sinto o servo inútil do Evangelho, que fez o que devia ter feito.

Dom Sérgio Eduardo Castriani Arcebispo Metropolitano de Manaus

O sistema necessita de reformas, mas tenho certeza de que contamos com homens e mulheres altamente capacitados no Poder Judiciário. Só posso dizer que, se alguma vez e de alguma forma colaborei para que a Justiça fosse feita, não fiz mais que minha obrigação de cidadão”


Política

MANAUS, DOMINGO, 14 DE DEZEMBRO DE 2014

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Rossieli Soares DA SILVA

‘Vamos AVANÇAR ainda MAIS em 2015’

FOTOS: EDUARDO NICOLAU/AE

ISABELLI VALOIS Equipe EM TEMPO

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Os Cetis apresentam cada vez mais uma educação com qualidade, pois a proposta não é apenas um escola de tempo integral, e, sim, ser um ambiente de preparação para o futuro da sociedade com fatores que completem um aprendizado”

tual titular da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), o advogado Rossieli Soares da Silva tem feito a diferença em sua gestão, desde que ingressou no órgão, em 2008, como diretor do Departamento de Planejamento (Deplan). À frente da pasta que é “a menina dos olhos” do governador José Melo (Pros), Rossieli vem implantando importantes projetos de estruturação das políticas educacionais do Estado, como o Sistema de Avaliação do Desempenho Educacional do Amazonas (Sadeam), que permite o monitoramento do desempenho individual e coletivo dos estudantes e o programa Professor da Era Digital, no qual 44 mil professores das redes estaduais e municipais de ensino em todo o Amazonas foram beneficiados com notebooks. Em 2011, assumiu a coordenação do maior concurso público realizado na área da educação, com a oferta de 7.703 mil vagas para a capital e os demais 61 municípios. Em outubro do mesmo ano, passou a ocupar o cargo de diretor do Departamento de Infraestrutura e Assessoria Estratégica. Em abril de 2012, assumiu o cargo de secretário-executivo adjunto de Gestão da Seduc, e em agosto foi nomeado como secretário de Educação do Amazonas. Às vésperas de um novo processo de matrículas para toda a rede de ensino, Rossieli recebeu a equipe do EM TEMPO para falar sobre os avanços na secretaria e os projetos para 2015. EM TEMPO - Com o período de matrícula, quais os meios que a Seduc tem utilizado para evitar que pais e alunos durmam em filas para conseguir um cadastro? Rossieli Soares - Para qualquer secretaria de Educação, o período de matrícula é considerado o mais importante, pois após este

momento é que cada setor vai se organizar. E para 2014 a palavra é organização. Desde já é bom alertar aos pais que não precisa dormir nas filas, pois os sistemas de matrícula atualmente são todos interligados, basta os pais ou os responsáveis realizarem a matrícula em qualquer posto de atendimento. Caso na escola em que eles desejam que o filho estude haja filas, podem se dirigir a uma escola mais próxima de suas casas ou até mesmo do trabalho para fazer os procedimentos. Não é necessário ter que dormir em filas. Agora, é bom deixar claro que este caso não se estende para as escolas de tempo integral e nem para os colégios militares, pois nestas unidades existe outro tipo de processo seletivo. EM TEMPO – E quais serão as prioridades da secretaria para 2015? RS - No ano de 2015 temos uma perspectiva de que R$ 2 milhões devam ser investidos na educação do Amazonas. Estamos conseguindo buscar um bom dinheiro junto ao governo federal e temos um financiamento com o banco interamericano, que são duas coisas quase que novas para o Estado do Amazonas, que não costumava pegar obras de recurso federal. Nos últimos dois anos, conseguimos implantar uma série de obras. Foram quase 50 quadras escolares aprovadas, projetos que devemos executar em 2015, como escolas de tempo integral com parceria do governo federal, que representam R$ 130 milhões a mais para educação no Amazonas, e o banco vem financiando outras escolas de tempo integral, reformas e projetos pedagógicos que devem ser instalados. Vale ressaltar que também temos os próprios investimentos do governo do Estado. EM TEMPO - Existe previsão de expandir os Centros Educacionais de Tempo Integral (Ceti) para outros municípios? Quais seriam? RS - Além do município de Iranduba, que possui um Ceti

que atende aquela população, estamos com vários Cetis em fase de construção em diversos municípios. Em setembro, inauguramos o Ceti de Carauari, que vai iniciar suas atividades em fevereiro de 2015. Serão Cetis com as mesmas condições e a mesma infraestrutura. Já temos em construção unidades em Manacapuru, Coari, Humaitá e estamos com licitação em processo nos municípios de Boca do Acre, Tabatinga, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença, Eirunepé, Maués, Careiro e Codajás. A política que o governador José Melo tem é levar essa educação de tempo integral que temos na capital para todos os municípios do interior. EM TEMPO - O que os Centros Educacionais de Tempo Integral (Ceti) trazem de positivo para a população? RS - Os Cetis apresentam cada vez mais uma educação com qualidade, pois a proposta não é apenas ser uma escola de tempo integral, mas ser um ambiente de preparação para o futuro da sociedade, com outros fatores que completam o aprendizado de uma criança, como a prática de esportes, a prática cultural que abrange dança, música e pintura, enfim, é completo. A criança tem desde as 7h até o final da tarde um processo de formação com qualidade, até mesmo no ensino de língua estrangeira. Os resultados são melhores desempenho e aprendizado mais qualificado. EM TEMPO – E o projeto Amazonas Bilíngue. Como está a formatação dele? RS - Esse é um grande projeto que já estamos trabalhando e conseguimos formar 2 mil alunos em língua inglesa. Agora estamos planejando para 2015 termos escolas bilíngue, com a educação feita nas duas línguas. Isso pode ser adaptado nas próprias escolas de tempo integral, em que as crianças vão ser alfabetizadas tanto na língua portuguesa como também na língua inglesa. Assim como feito em outros

países, será feito nas escolas públicas do Estado. EM TEMPO - Em 2014, houve muitas denúncias sobre problemas com infraestrutura dos prédios de escolas estaduais, há previsão de reformas para 2015? RS - Sempre estamos reformando as escolas, não existe um dia do ano que estejamos parados, mas não há como fazer todas ao mesmo tempo e o período da reforma sempre é um período ruim, pois aqui no Amazonas não temos como realizar as obras em janeiro, pois é um período de chuva, então precisamos procurar outros meios para realizar as reformas no período do ano letivo. Para isso, precisamos deslocar os alunos para outro prédio e iniciar a reforma da escola, reajustar o calendário das escolas, mas não paramos. Atualmente, 60 escolas passam por reforma no Estado do Amazonas, esse é um número considerável, e outras estão para iniciar o processo. Avançamos muito em infraestrutura, mas temos problemas pontuais que ainda precisam ser resolvidos, principalmente na questão da manutenção e preservação dos próprios alunos. EM TEMPO - Quais foram os avanços da educação no ano de 2014? RS - O principal avanço foi a conquista dos servidores da educação por meio do decreto de lei, construído pelo atual governador, professor José Melo, que a partir de janeiro de 2015 dá à categoria o direito de receber o auxílio-alimentação. Uma decisão importante criada por lei, um projeto de lei muito forte. Os trabalhadores de educação terão seu reajuste em janeiro. A política da data-base, o governo vai respeitar o acordo que está previsto para março. Estamos com um planejamento para em 2016 implantar, juntamente com o Cetam, projetos tecnológicos para todas as escolas estaduais.

A questão da reforma das escolas é constante. Mas, fazemos essas obras de forma bastante organizada para que o aluno não sofra nenhum transtorno no seu ano letivo”

O Amazonas Bilíngue é um grande projeto que estamos trabalhando, e já conseguimos formar 2 mil alunos. Para 2015, estamos planejando avançar ainda mais”


Política

MANAUS, DOMINGO, 14 DE DEZEMBRO DE 2014

Norte do país registrou a campanha mais cara

COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS

www.claudiohumberto.com.br

Hoje em dia a regra tem sido o desmembramento [do processo]” MINISTRO LUIZ FUX (STF), a enrolados no Petrolão que pretendem ser julgados no STF

Na lista do Petrolão, ‘SC’ seriam iniciais de Cabral Investigadores da operação Lava Jato acreditam que as letras “SC”, ao lado do número “8140”, em um manuscrito apreendido na sede da empreiteira Queiroz Galvão, são as iniciais do ex-governador Sergio Cabral, que não disputou a eleição de 2014. Na lista, há vários políticos do Rio de Janeiro, como o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), mencionado como “Pé Grande”, e o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). Pai e/ou filho Para a força-tarefa, o “Picciani” da lista do Petrolão seria o deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), muito ligado a Sergio Cabral. Bancada petista Além de Lindbergh Farias, aparecem na lista da Queiroz Galvão os petistas Maria do Rosário (RS), Jilmar Tato (SP) e Jorge Bittar (RJ). Sempre o PMDB Outros políticos do PMDB, além de Cabral, Pezão e Picciani, o senador Romero Jucá (RR) também é citado no manuscrito apreendido pela PF. Suprapartidária A bancada da Queiroz Galvão é suprapartidária: do DEM, o deputado Rodrigo Garcia (SP) e o vereador paulistano Milton Leite estão na lista. Airbus de Dilma é chamado na FAB de ‘Vassourão’ Militares ganham pouco, ralam muito, são maltratados, sobretudo quem serve no Grupo de Transportes Especiais (GTE), responsável pelos aviões utilizados pela Presidência da República, mas conseguem se divertir.

Mostrando que esculacho não garante respeito, militares da FAB ridicularizam grosserias rotineiras de que são alvo chamando o jatão Airbus, que transporta Dilma Rousseff, de “Vassourão”. A dona do ‘Vassourão’ Dilma está longe de ser uma Miss Simpatia a bordo dos aviões da FAB. A vingança veio a jato: passaram a se referir a ela como “Bruxa”. Apelidos pegaram Os apelidos “Bruxa” e “Vassourão” são oficialmente negados, mas em setores da cúpula da FAB é assim que se referem à Dilma e ao Airbus. Rima com ‘Sucatão’ O batismo do avião de Dilma segue a designação do velho Boeing 707 da FAB, já em desuso, chamado de “Sucatão” pelo ex-presidente FHC. Filho prodígio Vice-presidente da Petra Energia, Pedro Mercadante Oliva, filho do ministro Aloízio Mercadante (Casa Civil), também é sócio da MPX de Eike Batista na obra de termoelétrica na Bacia do Parnaíba (MA). Retrocesso brasileiro Não é à toa que diplomatas brasileiros consideraram um retrocesso a mudança da promoção comercial ao Mdic. Recentemente, a França, que tinha o departamento comercial ligado ao Ministério da Economia há 40 anos, fez o inverso e o transferiu para as Relações Exteriores. Caciques não faltam Muito ligado a Aécio Neves, o senador Cássio Cunha Lima (PB) tem se colocado para líder do PSDB no Senado em 2015. Também estão

Jornalista

Considerando gastos, o voto para governador no Brasil em média custou R$ 4,45 por eleitor. Em Roraima foi R$ 29 DIVULGAÇÃO

Cláudio Humberto

no páreo Aloysio Nunes, Tasso Jereissati, José Serra... Mais indiciados Se depender da vontade do deputado e promotor Carlos Sampaio (PSDB-SP), em seu relatório paralelo, na CPMI da Petrobras, também serão indiciados André Vargas (PR) e Luiz Argôlo (SD-BA), além dos executivos e lobistas que fizeram delação premiada. Contra Os deputados José Priante (PA) e Leonardo Quintão (MG) trabalham na bancada do PMDB contra o apoio à indicação de Henrique Alves (RN) e Eliseu Padilha (RS), para cargos no ministério de Dilma. Tango inglês O governo britânico está de cabelo em pé com o acordo do Brasil para exportar caças suecos Gripen à Argentina – de olho nas ilhas Falkland. Os 36 primeiros chegam em 2018. Os demais sairão daqui. Plantão médico A Presidência da República reservou – sabe-se lá por que – R$ 77,8 mil para comprar algodão, compressa, luva, máscara e curativos diversos. Deve ser para a luta pelo fatiamento do governo. Sem sentido O PV acha que o líder na Câmara, Sarney Filho (MA), será convidado para o cargo de ministro de Meio Ambiente de Dilma. O deputado nega: “Não vejo porquê! Apoiamos Aécio no segundo turno”. Pensando bem... ...com ações da estatal a menos de R$ 10 na bolsa, a diretoria da Petrobras pode não resistir ao “furacão Venina” deste final de semana.

Campanha mais cara do país foi do Chico Rodrigues, de Roraima, que gastou R$ 29 por eleitor

P

ouco populoso, extenso e com dificuldades de deslocamento, a Região Norte concentrou os Estados mais caros para os candidatos a governador nas eleições deste ano. Considerando os gastos de campanha, o voto para governador no Brasil custou em média R$ 4,45 por eleitor, segundo dados tabulados pela Folha com base na prestação de contas apresentadas pelas candidaturas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Em Roraima, porém, os candidatos desembolsaram bem mais. A campanha mais cara do país, ao custo de R$ 29,27 por eleitor, foi arcada pelo PSB de Chico Rodrigues, que tentou, sem sucesso, se reeleger. Também em vão, o PT de Angela Portela investiu R$ 14,70 com cada um dos 299 mil eleitores. Para a vitoriosa Suely Campos (PP), a campanha saiu mais barata: R$ 2,25

por eleitor. A administração de Roraima, aliás, sofre turbulência. O TRE cassou no início de novembro o atual mandato de Rodrigues por gastos ilícitos em campanha, mas nova decisão do tribunal o mantém no cargo até julgamento de recurso que ele apresentou à Justiça. Rondônia teve a segunda campanha mais cara do país, proporcionalmente. O PMDB investiu R$ 15,58 por eleitor e conseguiu eleger Confúcio Moura. Na sequência de campanhas mais caras, aparece o Mato Grosso do Sul. Delcídio do Amaral (PT) gastou R$ 14,66 por eleitor, mas quem venceu foi Reinaldo Azambuja (PSDB), com a quinta campanha mais cara do país, proporcionalmente: R$ 13,92 por eleitor. Fernando Pimentel, petista eleito em Minas Gerais, teve a campanha mais cara do Brasil em valores absolutos: R$ 52,1

milhões. Mas como Minas tem o segundo maior colégio eleitoral do país, com 15,2 milhões de eleitores, cada um custou ao PT em Minas R$ 3,42. Entre todos os partidos, o PT foi que mais gastou com as campanhas de seus 17 candidatos a governador: R$ 313,6 milhões. Conseguiu vitória em MG, BA, AC, PI e CE. Em seguida, aparece o PMDB, com gastos de R$ 309,3 milhões na campanha de 18 governadores e o PSDB, que investiu R$ 207,1 milhões em candidaturas próprias em 12 Estados. Por outro lado, o partido mais “pão-duro” do país foi o PCO, que gastou R$ 4.873,32 com campanhas a governador em quatro Estados. O PSOL foi onipresente nas eleições para governador. O partido decidiu lançar candidato próprio em todos os 26 Estados e no Distrito Federal. Não venceu em nenhum deles.

COMISSÃO DIVULGAÇÃO

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PODER SEM PUDOR

Já morreu tarde Em 1955, um ano após a morte de Evita e pouco antes de cair, o general argentino Juan Domingo Perón demitiu o poeta maior Jorge Luis Borges de uma sinecura na Biblioteca Nacional de Buenos Aires. Pura pirraça. - Perón es un miserable! – reagiu o poeta. Em 1973, Perón retornou ao poder e faleceria em seguida. Um jornalista procurou Borges e tentou induzi-lo a uma resposta generosa sobre o morto. Ele repousou as mãos sobre o cabo da bengala e exclamou: - Ahora, Perón es un miserable muerto!

HOJE

Dilma comemora aniversário A presidente Dilma Rousseff vai comemorar o aniversário de 67 anos hoje, em Porto Alegre com os familiares mais próximos – a filha, o genro, o neto, a mãe e o ex-marido. Ela embarcou na tarde desta sexta do Rio de Janeiro, onde cumpriu agenda pública, para a capital gaúcha. Mais cedo nesta sexta, presidente participou da inauguração do prédio principal do estaleiro que será utilizado para a construção de

cinco submarinos nucleares brasileiros, em Itaguaí (RJ). Depois almoçou na casa do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), em Piraí (RJ), e seguiu para Porto Alegre. No ano passado, Dilma também celebrou o aniversário com parentes em Porto Alegre. Na ocasião, o ex-marido da presidente, Carlos Araújo, ofereceu um jantar para ela na Zona Sul de Porto Alegre. O evento contou com a participação

dos músicos nativistas Pedro Missioneiro e Lucas Santos, que ficaram cerca de 30 minutos no local. Em quase todos os anos, Dilma tenta passar a data de aniversário com familiares. Em 2012, porém, a presidente não pôde comemorar no Rio Grande do Sul porque estava em viagem oficial à Rússia. Naquele dia, ela jantou em um restaurante sofisticado de Moscou, com ministros e a filha, Paula.

Deputado protocolizou na Câmara um projeto que pede a criaçao de uma nova CNV

Bolsonaro quer nova investigação No dia seguinte à apresentação do relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV), que relata a ocorrência de centenas de mortos e desaparecidos durante a ditadura militar (1964-1985), o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) protocolizou na Câmara o projeto de lei 8.246/2014, criando a “Comissão da Verdade (CV) no âmbito da Casa Civil da Presidência da República”. Segundo a apresentação do projeto, o objetivo é “examinar e esclarecer fatos e graves violações de direitos humanos praticados no país, não avaliados pela Comis-

são [Nacional da Verdade] instituída pela lei 12.528, de 18 de novembro de 2011, a fim de efetivar plenamente o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional”. O texto diz que a composição do novo colegiado deve ser a mesma do anterior, com uma ressalva: “em caso de recusa ou impossibilidade, por integrantes nas mesmas condições estabelecidas para aquele colegiado” – ou seja, sete nomes de livre indicação da Presidência da República. O colegiado terá, caso o projeto vire lei, até 10 de dezembro de 2017,

para concluir seus trabalhos investigativos, ocasião em que também terá de apresentar relatório circunstanciado que registre “as atividades realizadas, os fatos examinados, as conclusões e as recomendações”. O projeto estabelece que todas as condições de trabalho e estrutura da nova comissão seja idênticas àquela a ser extinta na próxima terça-feira, 16 de dezembro. Caberá à Casa Civil, ainda segundo o texto, dar suporte técnico, administrativo e financeiro “necessário ao desenvolvimento das atividades da CV”.


Política

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E o que ficará de legado?

SÍNTIA MACIEL Equipe EM TEMPO

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tima de violência doméstica e familiar, nos serviços públicos de saúde, de referência em cirurgia plástica, no Estado do Amazonas, quando o dano físico necessite de realização de procedimento cirúrgico-estético reparador.

Programas voltados à coletividade

Despedida Terceiro colocado nas eleições para o governo do Amazonas, com 180 mil votos, o deputado estadual Marcelo Ramos (PSB) é um dos parlamentares que estará sem mandato em 2015, mas que avalia como positiva o tempo em que exerceu o mandato na Aleam. “O legado concreto é imaterial, pois foi a demonstração de um mandato de fiscalização das ações do Executivo e Legislativo. Tenho certeza de que honrei a função para qual foi eleito e saio com a consciência tranquila, de que representei o povo do Amazonas, nesses 4 anos”, avalia Ramos. DIVULGAÇÃO

chegada de novos parlamentares ao Congresso Nacional e a Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), em 2015, além da renovação nas casas legislativas, também serve para mostrar o legado deixado por alguns deles – no caso os que já tinham mandato ou estão deixando o mesmo - à população. Leis, monções, indicações, várias são as proposituras que tramitaram em algumas das casas legislativas, e que muitas vezes contribuíram para que o vereador ou deputado estadual ficasse conhecido como autor do referido projeto ou defensor de determinada causa. Única mulher a conquistar uma vaga, em meio à mudança de casas legislativas, a deputada estadual Conceição Sampaio (PP) – eleita deputada federal com 71.878 votos -,

destacou-se durante os quase 8 anos de mandato na Aleam, pela atuação na luta dos direitos pela mulher, idosos, crianças e adolescentes com alguns projetos aprovados sobre tais temas. “Tenho muito a agradecer a Deus e também a confiança que o povo do Amazonas creditou em mim, ao me eleger pela primeira vez deputada, e depois me conceder uma reeleição”, destaca a parlamentar. Para ela, além das leis elaboradas para beneficiar o povo, o legado deixado fica em especial para o público feminino, que pouco se envolve em política. “Para mim, o legado especial que fica é o de que a mulher pode e precisa estar na política, para lutar por melhorias para o nosso povo”, observa. Entre os projetos de sua autoria está a lei nº 157/2013, que dispõe sobre a prioridade de atendimento para mulher ví-

Marcelo Ramos estará sem mandato em 2015, mas diz que deixará um legado concreto e imaterial

THIAGO CORREA/DIRCOM-CMM

ALEAM

Em 2015, o parlamento municipal e estadual sofrerá mudanças nas suas estruturas com a alternância de parlamentares. Resta agora saber como ficará os projetos apresentados por esses parlamentares que estão deixando os mandatos

Reconduzido a Aleam com 24.843 votos, o vereador Carlos Alberto (PRB), em sua passagem pela casa legislativa municipal apresentou leis que se destacam pelo interesse da população e que nasceram de conversas e observações sobre os vários problemas existentes na cidade. “Sempre busquei apresentar projetos de lei que tenham interesse coletivo, que realmente possam beneficiar a população da nossa cidade”, pontua. Entre alguns projetos de lei apresentados por ele, está a obrigatoriedade de um programa para os pais ou responsáveis de alunos da rede municipal de orientação e prevenção ao uso de drogas e as suas consequências neuropsíquicas e sociológicas. Como legado deixado à população de Manaus, o vereador Carlos Alberto destaca os trabalhos voltados para a área social. Segundo ele, dos mais de 300 requerimentos solicitando benefícios para diversos bairros da cidade de Manaus, em torno de 80% foram executados.

Com 18 anos de parlamento, Dr. Gomes vai para Aleam

PLs atendem área de saúde Em seus 18 anos de parlamento municipal, o médico de formação, Francisco Gomes (PSD), popularmente conhecido como Dr. Gomes, teve vários projetos aprovados na Câmara Municipal de Manaus. Entre algumas legislações municipais, oriundas de Projetos de Lei (PLs) por ele apresentados, pode se destacar a lei municipal nº 031/1999 - originada do PL nº 034/1998, que obriga as escolas públicas e particulares de 1º e 2º graus, cinemas, teatros e casas de shows de Manaus a destinarem 5% dos seus assentos às pessoas obesas. Outra lei municipal de sua autoria, a nº 534/2000 – originada do PL nº 082/1999 -, obriga os restaurantes, lanchonetes e bares de Manaus, a facilitar o acesso de seus clientes à cozinha para fiscalizar a preparação de alimentos. “A população de Manaus recebe um legado não só na área de saúde, como

na educação e no transporte público também. Foram áreas em que ajudei e defendi projetos para beneficiar não só tais setores, bem como os servidores que nelas atuam”, salienta o novo deputado estadual, eleito com 16.766 votos Apesar dos inúmeros projetos emplacados, o vereador lamenta não ter conseguido por em prática o PL nº 92/2005 - que prevê a implantação de banheiros públicos no Centro de Manaus. O mesmo chegou a ser aprovado pelo plenário da Câmara Municipal, mas foi vetado pelo prefeito da época. “Há 15 anos eu já elaborava um projeto solicitando a instalação de banheiros públicos no Centro. Não apenas para atender a população, mas aos turistas, que por exemplo, decidem visitar o mercado Adolpho Lisboa. É uma questão de saúde pública”, destaca.


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Política

MANAUS, DOMINGO, 14 DE DEZEMBRO DE 2014


MANAUS, DOMINGO, 14 DE DEZEMBRO DE 2014

economia@emtempo.com.br

(92) 3090-1045

Criatividade gera negócios de sucesso Economia B4 e B5

Manaus tem o valor

mais caro para a pintura De acordo com pesquisa do site GetNinjas, preço médio é de R$ 12,10 na capital amazonense, preço que é considerado o mais alto da Região Norte

Mesmo com os preços elevados, a comercialização de tintas subiu até 40%, favorecida pelo pagamento do décimo terceiro salário

nfluenciado pelo clima de Natal e Ano-Novo, com o 13º salário na conta, final de ano é tempo de renovação e reformas. Nesse campo, o comércio de tintas e acessórios cresce até 40% e o serviço de pintura chega até 100%. Ainda assim, Manaus é apontada em pesquisa realizada pelo site GetNinjas como a capital com o metro quadro mais caro da Região Norte, com o preço médio de R$ 12,10. Parintins apareceu na pesquisa entre os metros quadrados mais baratos da região, com R$ 8. Segundo o CEO do GetNinjas, Eduardo Orlando L’Hotellier, o valor médio do serviço de pintura básica no Brasil é de R$ 13,62. A cidade do Rio de Janeiro (RJ) possui o metro quadrado mais caro com valor médio de R$ 19,25, e Abaetetuba, no Pará, é a cidade mais barata, onde é cobrado R$ 8 pelo serviço. Somente em Manaus foram ouvidos 261 profissionais dos 15 mil entrevistados no país pelo site via SMS, e-mail e telefone. Em Parintins foram ouvidos 16 profissionais. O sócio-proprietário da Triunfama Metal Ltda, José Fernandes, 59, avalia que o preço do serviço depende da qualidade da tinta. De acordo com ele, num serviço residencial realizado com tinta acrílica semibrilho, o profissional cobrará entre R$ 12 a R$ 15 o metro quadrado. Já uma pintura com tinta PVA fosca – tida no meio como produto mais popular – o metro quadrado sairá entre R$ 8 a R$ 12. Segundo Fernandes, a indústria é o principal cliente da Triunfama, em Manaus, por conta dos serviços de sinaliza-

ção e manutenção. A partir de setembro, os trabalhos com pintura residencial crescem até 100%. Para ele, o mercado de Manaus é promissor, apesar de ter esfriado durante todo o ano de 2014. “Acredito que influenciaram muito os custos com os produtos que sofreram reajustes durante o ano e também a vida financeira das pessoas que acumularam muitas dívidas. A indústria também segurou um pouco, mas já liberaram os serviços”, comenta. O gerente operacional da Cocil, Márcio Chacon, avalia que, mais do que o preço do latão de tinta, Manaus tem o

ESTUDO

O GetNinjas trabalha com mapeamento a cotação de serviços e a contratação de profissionais para ajudar pessoas que gostariam de planejar antes de construir ou reformar sua própria casa metro quadro mais caro por se tratar da capital com maior renda per capita entre as capitais do Norte. “A renda per capita influencia muito como, por exemplo, na região de Jardins, São Paulo, lá a renda per capita é a maior e tudo é três vezes mais caro do que qualquer outra localidade da capital paulista”, exemplifica. Na Cocil, Chacon informa que os valores dos latões de tintas prontas, de 18 litros, variam entre R$ 89,50, enquanto que uma de qualidade popular, sai a R$ 299 o latão de tinta acrílica prêmio. Já para as tintas pigmentadas, os valores chegam a

mais de R$ 800 por se tratar de tintas com textura exclusiva. Segundo Chacon, o valor da tinta depende muito da qualidade e do fornecedor. Normas E l e lembra que a marca de tintas Iquine era a mais barata do mercado independente da qualidade acrílica ou popular. Neste ano, os valores subiram porque a empresa buscou adequar as normas da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati).

Manauenses aproveitam o décimo terceiro salário para gastar com materiais de construção e com a pintura da residência

Final do ano é período tradicional para gastos com a reforma da casa

População procura economizar

EBC

I

EMERSON QUARESMA Equipe EM TEMPO

Para pintar a casa durante a reforma, vale até fazer por conta própria para economizar com a mão de obra. Contudo, na avaliação de Antônio Ferreira, 58, para acertar a mão da pintura é necessário ter o mínimo de conhecimento sobre a profissão no que tange a diluição da tinta com água, os acessórios necessários e quantos metros quadrados cada latão consegue preencher. Com a sua segunda casa em construção há 5 anos, no bairro Parque 10 de Novembro, Zona Centro-Sul, para ele, 2014 foi ano de

investir na pintura. Desde o mês de junho na nova fase, Antônio conta que gastou quase R$ 2,2 mil com tinta acrílica, massa corrida e acessórios de pintura para que ele mesmo executasse o serviço. Nessa conta foram compradas quatro latas de tinta acrílica e 11 latas de massa para pintar pouco mais de 120 metros quadrados de parede dos quartos, sala, cozinha, banheiro e área externa. “Alguns serviços na construção eu contratei mão de obra, mas na pintura, como eu sei fazer, eu mesmo dei conta”, afirma.

FOTOS: IONE MORENO

Caderno B

Economia

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ARQUIVO EM TEMPO

Polo de duas rodas pode voltar a crescer em 2015

Estimativa para o próximo ano é de recuperação tanto na área produtiva como nas vendas no atacado e no varejo SILANE SOUZA Equipe EM TEMPO

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pós um ano difícil para o setor de duas rodas, que fechará 2014 com saldo negativo frente a 2013, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) prevê que o próximo ano seja de recuperação. Segundo a entidade, o crescimento estimado é de 2% na produção, 1% nas vendas no atacado e 2,1% no varejo. Quanto à exportação, a tendência é que caia 55,6%. Para o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, um dos fatores favoráveis ao crescimento do setor é a ampliação da oferta de linhas de crédito anunciada pela Caixa Econômica Federal e Banco Pan. Segundo ele, até o final do ano mais de 400 operadores financeiros atuarão em todo o país oferecendo taxas especiais a partir de 0,93% ao mês. “A notícia já refletiu positivamente em novembro, onde as vendas financiadas cresceram 17,2% em decorrência desse movimento”, afirma. O outro fator que influenciará na recuperação do setor

de duas rodas no Amazonas e em todo o país é a vigência da lei 13.043/14, que simplifica e reduz os custos das instituições financeiras, para recuperação do bem em caso de inadimplência nas operações de financiamento. “A medida encurtará o prazo de retomada do bem de um ano para

Tudo indica que esse (a Lei 13.043/14) é um fator que nos leva a crer em horizontes melhores a partir do ano que vem Marcos Fermanian presidente Abraciclo

três meses, além de reduzir os custos do processo que antes custava de R$ 7 mil a R$ 9 mil”, declara Fermanian. O presidente da Abraciclo esclareceu que a medida não refletirá instantaneamente na ampliação de crédito. “Certamente daqui a um ano e meio ou dois anos quando essa medida tiver matura-

da vamos poder afirmar se essa percepção se concretizará nesse aspecto. Mas tudo indica que sim e esse (lei 13.043/14) é um fator que nos leva a crer em horizontes melhores a partir do ano que vem”, revela. Porém, as novas motocicletas podem ser comercializadas mais caras nos próximos anos. O motivo, segundo Fermanian é a resolução 509/2014 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que obriga as fábricas a equipar os novos modelos com sistema de frenagem combinada das rodas (CBS) ou sistema antitravamento das rodas (ABS). “A nova regra deve ser implantada a partir de 2016 em 10% da produção e alcançar 100% em 2019. Ainda não sabemos em quanto encarecerá”, salientou. Bicicletas A Abraciclo também estima crescimento para o setor de bicicleta. De acordo com o vice-presidente de produção do segmento, Caetano Ferraiolo, o Estado do Amazonas deverá fechar 2014 com incremento de 10% a 15% e com perspectivas melhores para 2015.

Fábricas estão menos otimistas Apesar de encerrar 2014 com retração de 10% em comparação com 2013, a Moto Honda da Amazônia prevê estabilidade na produção em 2015, de acordo com o diretor de relações interinstitucionais da empresa, Mário Okubo. “Até então esperamos que 2015 seja parecido com este ano. Não projetamos crescimento devido ao primeiro semestre ser de reajustes econômicos”, comenta.

A Honda é uma das montadoras que este ano lançou a nova CG 150 Titan CBS 2015 já equipada com o sistema de freio CBS (Combined Braking System), regulamentado pelo Contran. O custo da motocicleta é em torno de R$ 180 a mais no valor final que o modelo anterior. “É evidente que o custo vai subir, mas vamos tentar trabalhar de forma a não repassar ao consumidor no início”, destaca Okubo.

A Harley-Davidson do Brasil, também espera que o próximo ano seja estável, assim como foi 2014. De acordo com o diretorgeral da empresa, Celso Ganeko, não estimam nenhum crescimento em virtude dos ajustes econômicos que serão feitos no próximo ano. “Por conta da incerteza do mercado, nós estamos projetando outro ano de estabilidade na produção”, conta o executivo.


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Vinhos e panetones para presentes de final de ano

Procura pelos produtos típicos de festas do Natal e Ano-Novo cresce em dezembro até 50% em relação aos meses anteriores KATTIÚCIA SILVEIRA Especial EM TEMPO ONLINE

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inhos e panetones estão entre os principais itens para presentear amigos ou familiares neste período natalino, e até mesmo servir de brindes nas festas corporativas de final de ano. Com as vendas aquecidas, empresas do segmento informam que a procura pelos produtos começou em novembro, mas cresce a cada dia com a aproximação do Natal e deve superar o volume de vendas registrado em 2013. A panificadora Nossa Senhora de Fátima, importadora de vinhos na capital amazonense, espera um crescimento de 50% frente aos outros meses deste ano, e espera alcançar um vo-

lume de vendas de até 30% em relação ao período de festas do ano passado. Segundo o diretor da importadora, Joaquim Nogueira, antes as vendas de final de ano representavam a maior parte do faturamento. “Antes, essas vendas representavam muito mais no final de ano, mas hoje ela está mais diluída nos outros meses”, explica. Nogueira acrescentou que a importadora atende desde o consumidor comum até grandes empresas como restaurantes e lojas que realizam suas festas coorporativas. Neste ano, ele aponta que entre os vinhos de maior saída na importadora está o da marca espanhola Cavas - o Freixenet. A linha possui vinhos brancos e tintos. A Top Internacional espera um crescimento para esta

época de mais de 20% ante ao mesmo período do ano passado. De acordo com o gerente de bebidas da empresa, Joachim Schmorr, o crescimento se dá devido à introdução de novos produtos premium e superpremium. “Normalmente as vendas têm aumento significante em dezembro. Muita gente gosta de presentear e celebrar os últimos dias do ano. As vendas dobram comparando com um mês normal. Os consumidores em Manaus estão buscando cada ano mais e mais produtos de qualidades melhores”, explica Schmorr. O gerente observa que a empresa oferece um mix de bebidas que atinge todas as classes sociais, com suas lojas localizadas em pontos

Panetones mais sofisticados a cada ano com sabores regionais e embalagens inovadoras

Sabores regionais mais vendidos O gerente de marketing da Bombons Finos da Amazônia, Jorge Alberto Júnior, diz que a expectativa da empresa é alcançar alta de 40% nas vendas de panetone neste período. Conforme ele, os cobertos de chocolate e recheados com creme de cupuaçu ou castanha são os mais procurados. “O que tem mais saída, nesta época são os panetones de cupuaçu e castanha. Cerca de 70% da nossa produção é comercializada dentro de nossas lojas para o consumidor final, o restante divide-se entre empresas do polo industrial, revendedores, hotéis e restaurantes”, conta Jorge.

A Cacau Show prevê para este período um aumento equivalente a 22% em suas vendas. A expectativa de giro está em R$ 600 milhões entre os meses de novembro e dezembro, ou seja, 10% a mais por loja. A marca informou que os panetones estão na lista dos principais produtos neste período do ano e prevê a produção de 4,1 milhões panetones, o equivalente a 2,6 mil toneladas da especialidade natalina. Produtor de produtos como balas, bombons, geleias, licores e molhos amazônicos, a Oiram Chocolates espera crescer 20% o volume de

vendas em relação ao mês de dezembro de 2013. A diretora acrescentou que tem como principais clientes empresas, o público que viaja no fim de ano e clientes que prestigiam produtos regionais. Na avaliação de Adélia, o manauense valoriza e aceita com facilidade a ideia do presente regional por gerar emprego e renda local e também pela evolução na qualidade dos produtos e embalagens. “Disponibilizamos uma variedade de presentes regionais que vai de R$ 10, até R$ 280. Esperamos atingir a meta estabelecida com as inovações”, comenta.

estratégicos na cidade para facilitar as compras. Regional Entre as novidades neste segmento para este ano está o vinho de cupuaçu da empresa Oiram Chocolates. De acordo com a diretora comercial da empresa, Adélia Menezes, foram produzidas três mil garrafas para a comercialização.

O produto, segundo ela, gerou patente para o Amazonas e tem qualidade comprovada por enólogos do Sul do Brasil que acompanharam a produção. Adélia informa que a Oiram produziu para este ano apenas três mil garrafas e sua comercialização já foi finalizada. Conforme a diretora, somente em janeiro de 2015, com a entrada da fruta no mercado

local, com melhor qualidade, a empresa retomara a produção do vinho de cupuaçu. “É um produto sofisticado. E por exigir matéria prima de qualidade temos uma limitação de produção. Nossa meta é produzir para o ano que vem pelo menos 10 mil garrafas para que estejam disponíveis para as festas de fim de ano”, estima Adélia.


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Economia

Ideias criativas geram Empreendedores dos segmentos de produtos e serviços inovadores embarcam num mercado que no país deve render aproximadamente R$ 126 bilhões no ano SILANE SOUZA Equipe EM TEMPO

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omeçar o próprio negócio pode ser muito difícil, mas não é impossível, ainda mais quando a ideia é criativa. Jovens empreendedores amazonenses, por exemplo, apostam em produtos e serviços inovadores que têm boa aceitação e com planejamento eficaz colhem bons frutos com pouco tempo no mercado. A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) estima que a contribuição dos setores criativos no Brasil será de R$ 126 bilhões neste ano, o que corresponde a 2,6% do total produzido no Brasil, no ano passado. O casal Samanta Sombra, 28, e Bruno Sombra, 29, investiram em torno de R$ 170 mil na abertura do primeiro restaurante exótico da cidade. Localizado no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul, o Madame Nyk funciona de quarta-feira a sábado, das 19h às 23h, com apresentações surpresas e comidas regionais com temperos afrodisíacos. “A aceitação é muito boa. Com apenas um mês de funcionamento já conseguimos pagar quase todos os empréstimos”, destaca Samanta. Bruno explica que a ideia de

ter um negócio próprio surgiu há quase 8 anos, quando ele queria abrir um bar e a esposa uma soparia. A mudança de segmento ocorreu este ano, após uma visita ao bar Comedians, em São Paulo (SP), e em outro do mesmo estilo, em Buenos Aires (Argentina). “Aqui em Manaus não tem muita opção. Todos os lugares são iguais. Então decidimos em janeiro que abriríamos um ambiente diferente”, explica. Os amigos Louise Lauschner, 28, Andrés Pascal, 30, e Victor Sato, 28, frustrados com a empresa de marketing digital que não ia bem, começaram a buscar soluções. Em uma conversa informal com a irmã Indianara Lauschner, que é chefe de cozinha, Louise teve um insight e depois de cinco meses de planejamento, os sócios inauguraram o novo negócio, chamado de “Feijoada no Balde”. “É a praticidade de comer feijoada sem se preocupar em esquentar. Ela é transportada no balde lacrado que mantém a temperatura”, diz Louise. Com menos de um mês no mercado, a empresa registra em média 90 pedidos por final de semana. Além da tradicional, o negócio tem no cardápio as feijoadas: vegetariana, de lentilhas e a bovina. O cliente recebe todos os acompanhamentos para o prato como

arroz, couve à mineira, farofa, entre outros. “O mais importante é que a nossa feijoada tem 30% menos gordura que as outras”, observa Andrés. Ele destaca que não cobram taxa de entrega e o pagamento pode ser feito no dinheiro ou com cartões de crédito e débito. A estudante de gastronomia, Samantha Gomes, 40,

Para montar um bom negócio, é preciso a boa ideia e o conhecimento. Mas, não adianta achar que vai ganhar dinheiro no primeiro mês Samantha Gomes, Casa da Vovó Mariquinha

começou a trabalhar com comida e artesanato há dois anos. Neste ano, ela se associou as amigas Naíla Záu, 30, e Nayara Rodrigues, 29, para expandir o negócio. Hoje, a “Casa da Vovó Mariquinha” atua no segmento de alimentação por encomenda. O sucesso é tanto que elas buscam ampliar o negócio. “Queremos

comprar um espaço para oferecermos degustação, cursos e receber os clientes”, ressalta Samantha. Há dois meses com a parceria em andamento, ela explica que o time trabalha conforme o cardápio montado pelo cliente, que pode ser comidas quentes, massas, doces, salgados, bolo temático, entre outros. Segundo Samantha, as três sócias têm experiências na cozinha. “Esse ramo está em pleno crescimento. Mas não é por isso que vamos abrir um restaurante e por qualquer comida para vender. É preciso ter conhecimento para permanecer no mercado”, salienta. Trabalho A indústria criativa no Brasil registrou, entre 2004 e 2013, crescimento de 90% no número de trabalhadores, superando a expansão de 56% observada no mercado de trabalho no mesmo período. O dado consta do Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil, produzido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Segundo o gerente de Economia e Estatística do Sistema Firjan, Guilherme Mercês, “os trabalhadores criativos vêm ganhando espaço, ano após ano, no mercado de trabalho brasileiro”.

Depois da ideia inicial de abrir um bar ou um soparia, o casal Brun


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m negócios de sucesso ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

o e Samanta Sombra criou um restaurante exótico, o Madame Nyk

Os desafios de empreender

Serviços atraem mais os jovens

O processo de por a ideia em prática é árduo. Samanta conta que é difícil empreender no Estado, uma vez que, ninguém dá crédito para a ideia dos jovens. “O investidor amazonense não compra a ideia no papel, somente em funcionamento”, comenta. “Também devemos ter cuidado na escolha do sócio. A única pessoa que ficou de nos ajudar no final não ajudou em nada”, completa o marido Bruno Sombra. O casal ressalta o problema de conseguir parceiros e fornecedores. “As pessoas queriam fazer o serviço por um preço absurdo. Quando não tínhamos mais dinheiro, o bufê entrava. Quem amassou, pintou, decorou todo o ambiente fomos nós, porque não desistiríamos do sonho”, afirma Samanta. Andrés relata que, como em Manaus não havia balde

O segmento de negócio que mais atrai os jovens empresários é o de serviços, com 45% do total, sendo o agronegócio o de menor adesão (4%). Os dados são da pesquisa Perfil do Jovem Empreendedor Brasileiro, realizado este ano pela Confederação Nacional dos Jovens Empresários (Conaje). Conforme o presidente da Associação de Jovens Empresários do Amazonas (AJE-AM), Rodrigo Ziegas, os empreendedores enfrentam a burocracia brasileira e a falta de informação. “A pesquisa mostrou que metade dos jovens não busca qualquer ajuda es-

que se adequasse ao armazenamento da feijoada, o time procurou empresas de São Paulo. Porém, não foram logo atendidos. “Como queríamos pouca quantidade, muitos ignoraram o nosso pedido. Até que uma delas resolveu acreditar e mandou duas amostras e decidimos por eles”, explica. Já Samantha, Naíla e Nayara não encontraram tantos obstáculos para tocar o negócio. O único contratempo está sendo encontrar um local para ser a sede da empresa. “Foi um problema que se tornou positivo, porque foi por meio desse fato que vimos a necessidade de termos um lugar próprio para conseguirmos expandir nossos serviços”, disse Samantha. Ela frisa que o processo de formalização da empresa está em andamento.

Manaus tem feijoada no balde produzida em São Paulo

pecializada antes de abrir uma empresa”, contou. Apesar da baixa procura, a pesquisa apontou que grande parte dos jovens, em torno de 77% foram bemsucedidos, ao contrário dos resultados das pesquisas sobre falência, nunca fecharam uma empresa. Quanto ao investimento, 47% adquiriram com a família e amigos e apenas 25% buscou o financiamento formal dos bancos. Ziegas ressaltou que não há dados regionais. Mas conforme ele, a AjeAM conta com 60 jovens empresários, dos mais variados ramos, comércio, indústria e serviços. FOTOS: DIVULGAÇÃO

Samantha, Naíla e Nayara na Casa da Vovó Mariquinha


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País

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Meninos negros são ‘presas’

fáceis do trabalho infantil

Levantamento mostra que 5,8% dessa população, de 5 a 15 anos, desenvolve algum tipo de atividade econômica no Brasil

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rasília (DF) - Meninos negros são as principais vítimas do trabalho infantil: 5,8% dessa população, de 5 a 15 anos, desenvolve algum tipo de trabalho no Brasil, de acordo com a primeira publicação do Sistema Nacional de Indicadores em Direitos Humanos, divulgada na última quinta-feira pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDHPR). Entre meninos brancos, a taxa de ocupação da mesma faixa etária é 3,7%. Entre as mulheres, a taxa é 2,9% entre as negras e 2% entre as brancas. Pela Constituição Federal, é proibido o trabalho de crianças e adolescentes. O trabalho, em geral, é admitido a partir dos 16 anos, exceto nos casos de trabalho noturno, perigoso ou insalubre, nos quais a idade mínima é 18 anos. A partir dos 14 anos é permitido trabalhar somente na condição de aprendiz. Esta é a primeira vez que o trabalho infantil é mapeado conforme parâmetros da 19ª Conferência Internacional de Estatísticos do Trabalho, o que permitirá a comparação da situação com outros países. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e foram organizados para criar indicadores que contribuam para a efetividade de políticas públicas destinadas à garantia dos direitos humanos. Os dados gerais mostram que a taxa de trabalho infantil no Brasil caiu de 7,5%, em 2004, para 3,8%, em 2013. Em relação a 2012, houve redução de 0,3%. As regiões Norte e Nordeste lideram o ranking com 5,3% e 4,9% de crianças e jovens ocupados, respectivamente. A taxa

DIVULGAÇÃO

de ocupação entre a população negra é 5,6% no Norte e 5,3% no Nordeste. Entre os brancos, a taxa é 3,8% no Nordeste e 3,5% no Norte. A Região Sul apresenta taxa total de 4,1%, o Centro-Oeste, de 3,8% e o Sudeste, de 2,4%. Entre os Estados, o Maranhão aparece em primeiro lugar em exploração do trabalho infantil, com percentual de ocupação de 7,4% de crianças e adolescentes. Na outra ponta, o Distrito Federal tem o menor índice: 0,7%. Os dados fazem parte do Sistema Nacional de Indica-

DADOS

Essa é a primeira vez que o trabalho infantil é mapeado conforme parâmetros da 19ª Conferência Internacional de Estatísticos do Trabalho. Isso pode gerar comparação com outros países

dores em Direitos Humanos, cujo objetivo é monitorar e mensurar a realização progressiva dos direitos humanos no Brasil. Para os próximos meses, está prevista a divulgação de estudos referentes à alimentação, educação e participação em assuntos públicos. “É absolutamente impossível fazer qualquer tipo de política pública adequada, se não se tem a dimensão do que se deve atingir, qual o problema que se deve superar, onde está localizado e em qual dimensão”, explica a ministra Ideli Salvatti.

É comum, nas principais metrópoles brasileiras, ver crianças realizando todo tipo de trabalho. A maioria é da raça negra, diz estudo

ELETROBRAS DIVULGAÇÃO

Concessionária energética busca ainda o reconhecimento de outros créditos de reembolso

Dívida com a Petrobras é de R$ 2 bi Rio de Janeiro (Reuters) - A Eletrobras espera ter que desembolsar apenas R$ 2 bilhões do total de R$ 8,5 bilhões da dívida com a Petrobras, com a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) arcando com a maior parte do passivo referente à compra de combustíveis para funcionamento de termelétricas no Norte. A estatal ainda busca o reconhecimento de outros créditos referentes ao reembolso de custos de combustíveis com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A expectativa é que a Aneel conclua, na próxima sema-

na, o cálculo do valor de repasse da CDE que ainda irá reconhecer. Desde 2012, a CDE passou a ser responsável, entre outras coisas, pelas atribuições da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), encargo que subsidia a compra de óleo para as térmicas dos sistemas isolados da Região Norte. Os repasses, porém, precisam ser homologados pela Aneel, que leva em conta, entre outras coisas, a eficiência das turbinas das termelétricas. Por exemplo, se um equipamento é muito ultrapassado e gasta mais com-

bustível do que deveria, a Aneel autoriza a cobertura de apenas parte do consumo dessa máquina. Quitação A operação para a quitação da dívida prevê também uma emissão de dívida pela Petrobras, com garantia do Tesouro Nacional. A Eletrobras informou, anteontem, que seu conselho de administração aprovou a repactuação de dívidas de suas distribuidoras com a Petrobras, com pagamento em 120 parcelas a ser iniciado a partir de fevereiro do ano que vem.


País

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Nazista criou sistema da Volks na ditadura, diz CNV S

O aparato acompanhava de perto o dia a dia da fábrica e, especialmente atento às atividades sindicalistas consideradas “subversivas”, estava em constante contato com órgãos da repressão do governo brasileiro na ditadura. Procurada, a assessoria de imprensa da multinacional alemã respondeu ao conteúdo do relatório da CNV. “A Volkswagen investigará qualquer indicação de uma eventual participação de funcionários no fornecimento de informações ao regime militar no país. A Volkswagen é reconhecida como um modelo por tratar seriamente a sua história corporativa. A empresa irá lidar com este assunto da mesma forma”. “Existe uma profusão de documentos que comprovam a cooperação da empresa [Volkswagen do Brasil] com órgãos policiais de segurança do Dops”, afirma o texto final da CNV. Uma das provas citadas pela comissão é

um relatório enviado ao Dops por este setor de segurança interna da multinacional relatando a atividade sindical. O documento, encontrado nos arquivos da polícia política paulista, apresenta “um resumo” informativo, comunicando, por exemplo, a realização de um comício na portaria da Volkswagen, em 26 de março de 1980 — mais de dez anos depois de Stangl ter sido capturado no Brasil. No documento, o então sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva alertava os próprios metalúrgicos sobre o monitoramento ao qual estavam sujeitos na montadora alemã. “Dentro da Volks, a segurança fica de olho em vocês através de um circuito de televisão. Tomem cuidado, porque os tenentes do Exército que trabalham aí têm um circuito fechado de televisão onde conseguem ver vocês dentro da sessão”, dizia o futuro presidente da República no comício sindical. REPRODUÇÃO

ão Paulo - Franz Paul Stangl, conhecido criminoso nazista que havia fugido para o Brasil após o fim da Segunda Guerra, foi o responsável pela montagem do sistema de segurança interna da Volkswagen, usado pela multinacional para vigiar e monitorar os funcionários da fábrica de São Bernardo do Campo durante o período da ditadura militar. A revelação está no relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV), entregue na última quarta-feira à presidente Dilma Rousseff após mais de 2 anos de investigação. No capítulo dedicado à repressão aos operários, intitulado “Violações de direitos humanos dos trabalhadores”, a CNV escreve que Stangl, preso no Brasil em 1967 e extraditado para a Alemanha, foi o “funcionário da Volkswagen do Brasil responsável pela montagem do setor de vigilância e monitoramento” da unidade do ABC paulista.

REPRODUÇÃO

Relatório da Comissão Nacional da Verdade afirma que Franz Paul Stangl vigiava trabalhadores da concessionária alemã

Franz Paul Stangl aparece posando em livro-reportagem da historiadora austríaca Gitta Sereny

Imagem do documento da Cruz Vermelha, em italiano, entregue pelo bispo a Franz Stangl

Franz Stangl, chefe de Treblinka Austríaco de nascimento, Franz Paul Stangl foi o comandante nazista da SS responsável por chefiar os campos de extermínio de Sobibór e Treblinka, na Polônia ocupada pelo III Reich alemão. Depois do fim da 2ª Guerra, Stangl chegou a ser preso na Áustria, mas conseguiu escapar para Roma com sua família. Ali, como tantos outros oficiais católicos da SS, obteve apoio do bispo Alois Hudal no Vaticano.

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Segundo o livro “Nazis on the run” (“nazistas em fuga”, sem edição no Brasil), do historiador austríaco Gerald Steinacher, Stangl recebeu das mãos do bispo católico um documento de viagem como “refugiado” da Cruz Vermelha. Com o certificado, o nazista chegou a passar pela Síria antes de desembarcar no Brasil, em definitivo, em 1951. No consulado austríaco em São Paulo, o fugitivo, embora fosse criminoso mundialmente

procurado, registrou-se com seu nome original e passou a viver legalmente no país, sem alterar a identidade, a partir de 1954. A historiadora austríaca Gitta Sereny, no livro-reportagem “No meio das trevas”, diz que, embora a Volkswagen seja geralmente citada como uma das empresas que “fornecia ‘cobertura’ a fugitivos nazistas”, não há como provar que a montadora agiu de máfé ao empregar Stangl.

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Mundo

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ORLANA ELIÇABE

EUA financiou músicos em Cuba contra irmãos Castro Operação realizada pela Usaid usou artistas como o grupo Los Aldeanos com intuito de desencadear movimento juvenil opositor

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Show dos rappers cubano Los Aldeanos; grupo foi um dos principais alvos da operação americana

ão Paulo (SP) - Por mais de 2 anos, a Usaid (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional) se infiltrou secretamente no cenário hip-hop underground de Cuba, recrutando rappers para desencadear um movimento de jovens contra o governo, de acordo com documentos

obtidos pela AP (Associated Press) e divulgados na última quinta-feira. De acordo com os arquivos, a ideia era usar músicos cubanos “para romper o bloqueio de informação” e construir uma rede de jovens que procurassem uma “mudança social” em relação à liderança dos irmãos Castro,

no poder desde 1959. No entanto, a operação foi classificada como amadora e foi mal sucedida. O programa secreto dos EUA também envolveu a empresa Creative Associates International, com base em Washington, DC, que pagou milhões de dólares para minar o governo comunista de Cuba.

Documentos comprovam operação Os documentos acessados pela Associated Press contêm milhares de páginas que incluem contratos, e-mails, chats preservados, orçamentos, relatórios de despesas, pontos de energia, fotografias e passaportes. Além disso, os arquivos também trazem à tona o projeto do Twitter cubano, outra operação revelada em abril deste ano pela agência. “As alegações de que o nosso trabalho é secreto ou dissimulado são simplesmente falsas”, declarou a Usaid em um comunicado na quartafeira passada. Segundo a agência governamental, seus programas foram destinados a “reforçar a sociedade civil”, em lugares onde “muitas vezes o engajamento cívico é suprimido e onde as pessoas são perseguidas, presas, submetidas a danos físicos ou a consequências piores”.

Histórico mostra toda a ação A princípio, a operação hip-hop foi executada em Cuba pelo sérvio Rajko Bozic. O projeto foi inspirado nos concertos de protesto do movimento estudantil que ajudou a minar o ex-presidente sérvio Slobodan Milosevic em 2000. Na ilha caribenha, a proposta era recrutar dezenas de músicos cubanos para projetos disfarçados de iniciativas culturais, mas realmente destinados a fomentar um movimento de fãs que desafiassem o governo de Raúl Castro. Rajko Bozic, então, focou em Los Aldeanos, um grupo de hip-hop frustrado com a pressão oficial e amplamente respeitado pela juventude cubana por suas letras contundentes. Por sua vez, a Creative Associates usou uma empresa de fachada no Panamá e um banco no Lichtenstein para ocultar o rastro do dinheiro de Cuba, onde milhares de dólares foram usados para financiar um programa de TV estrelado por Los Aldeanos.


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diadia@emtempo.com.br

(92) 3090-1041

DIEGO JANATÃ

Caderno C

Dia a dia

É tempo de alegria e solidariedade Dia a Dia C2 a C5

Por causa da chikungunya, viagens exigem cuidados REPRODUÇÃO

Ocorrência da enfermidade na Venezuela leva autoridades a recomendar precauções a turistas que vão à ilha de Margarita

Trecho da rodovia BR-174, principal e mais popular acesso de turistas aventureiros para Margarita: alerta para cuidados para evitar o contágio pela febre chikungunya em terras venezuelanas

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om a chegada do fim do ano, os turistas que escolherem as ilhas do Caribe como destino nas férias devem levar em conta os recentes casos de febre chikungunya registrados no Amazonas. Das três ocorrências confirmadas este ano, duas foram “importadas” da Venezuela, país onde se localiza a ilha de Margarita, um dos locais preferidos dos viajantes neste período. Segundo a Fundação de Vigilância em Saúde no Amazonas (FVS), existem outros seis casos suspeitos sob análise. O material dessas pessoas já foi coletado e enviado para o laboratório Evandro Chagas, em Belém (PA). O resultado deve sair em duas semanas. Embora a transmissão não ocorra por via humana, órgãos de saúde não descartam a possibilidade do aumento do número de ocorrências. “Nos países onde há registro de casos autóctones, após a entrada de diversos turistas infectados, observou-se transmissão local do vírus, em virtude da eficiência desse mosquito como

vetor”, complementa Luciana Pires de Freitas, chefe da Divisão de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). “O turista pode desenvolver os sintomas também no local de origem, pois o período de incubação do vírus pode durar até 12 dias”, explica Bernardino Albuquerque, diretor-presidente da FVS. Entre as medidas preventi-

ANÁLISE

Segundo a Fundação de Vigilância em Saúde no Amazonas (FVS), existem outros seis casos suspeitos de febre chikungunya sob análise. O material coletado das pessoas foi enviado para Belém (PA) vas, Luciana recomenda aos turistas o uso de repelentes adequados e de roupas e sapatos fechados. Não há estimativas quanto ao eventual aumento do número de casos, mas o representante da FVS afirma que ações de combate ao vetor já começa-

ram a ser desenvolvidas. “Estamos considerando essa possibilidade, levandose em conta a reprodução do mosquito. Nossas atividades incluem desde a capacitação das equipes de saúde até a conscientização da população”, diz Bernardino. Os focos de reprodução do mosquito constituem um dos principais alvos das inspeções realizadas pela Semsa, como imóveis considerados de maior risco para infestação, como borracharias, ferro velho e cemitérios. Check list O “check list”, série de procedimentos cujo objetivo é a identificação dos focos, também faz parte das atividades promovidas pelo órgão. Garrafas, vasos de plantas e até vasos sanitários com água parada podem oferecer as condições ideais para a proliferação do vírus CHIKV. “Realizamos também a investigação dos locais por onde o paciente infectado passou e ações de controle mecânico (eliminação de criadouros) e químico (tratamento desses criadouros com larvicida e aplicação de inseticida)”, esclarece Luciana.

Sintomas duram longo tempo A febre chikungunya é transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e o Aedes albopictus, vetores da dengue e da febre amarela. Os sintomas incluem febre alta, dor de cabeça, dores musculares, erupções na pele, conjuntivite e dor nas articulações, que pode se prolongar por meses. Ao contrário da dengue, a febre chikungunya não apre-

senta forma hemorrágica, o que exclui a possibilidade de óbito. Outra diferença refere-se ao ciclo de transmissão: no caso do vírus CHIKV, o mosquito pode transmiti-lo até sete dias após picar uma pessoa infectada. Durante a fase aguda, analgésicos e antitérmicos são administrados para aliviar os sintomas. Bernardino orienta que, ao

surgir a suspeita de infecção, o paciente deve procurar o serviço de saúde mais próximo para fazer a coleta do sangue. O exame laboratorial garante uma margem segura de detecção “mas, em casos de pessoas que tenham visitado países com alta incidência da febre, já podemos considerá-la um caso a ser tratado”, completa o diretor-presidente.

Bernardino Albuquerque, diretor-presidente da FVS: incubação do vírus pode durar 12 dias

ALBERTO CÉSAR ARAÚJO/ARQUIVO EM TEMPO

DANIEL AMORIM Especial EM TEMPO


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Dia a dia

IVE RYLO Equipe EM TEMPO

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cácio Roque, 43 anos, eletricista. Sua ocupação atual é frentista. Isso é o que pode ser revelado a vizinhos e amigos menos íntimos, que mal desconfiam que por debaixo do uniforme azul e branco, Acácio esconde uma identidade secreta. Há 13 anos, “Acácio, o eletricista”, atende por “Noel, Papai-Noel”, para alegria das crianças. “Falso é só a barba e o cabelo, o resto é tudo original” brinca ao se referir a forma cultivada há anos, ao possível novo contratante que ligou durante a entrevista. Todo fim de ano é uma correria. O telefone não para e Acácio cumpre uma verdadeira maratona ao se dividir entre as lojas e residências que não abrem mão da presença do ilustre velhinho. “Este ano faz quatro meses que consegui emprego num posto e farei o Papai-Noel lá. Mas no início, cheguei a passar 12 horas nos shoppings em 44 apresentações (dias)”, afirmou. E o “início” surgiu da necessidade, após um convite inesperado que um dos cinco

irmãos de Acácio recebeu de um olheiro. “Quem começou foi meu irmão mais novo, o Marcelo. Ele era taxista, o palhaço Jujuba chegou com ele no supermercado e disse que ele tinha um porte bacana e dava para ser Papai-Noel. Meu irmão disse que tinha mais 3 irmãos do mesmo porte e daí surgiu a ideia. Jujuba nos botou no mundo do Papai-Noel”, lembrou-se. Para Acácio, a proposta surpreendeu, mas como há dois anos já se aventurava no mercado de animações, topou. “Eu sou eletricista, mas por causa deste lindo corpo (diverte-se), eu mandava currículo e muitas empresas diziam que não tinham estrutura para mim. Me perguntavam como eu iria subir escada? Daí fui correr atrás de outra coisas. Um certo dia vi o Bozo na TV e disse, ‘quer saber de uma coisa, vou fazer uma fantasia de palhaço, e vamos ver no que vai dar’. Daí comecei a fazer aniversário de criança e propaganda em umas lojas vestido de palhaço Gelatina e assim fui levando. No momento em que o palhaço Jujuba me chamou, a ‘cachorrinha já estava me puxando’ e vi a oportunidade. Me vesti e gostei”, afirmou.

FOTOS: ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

De eletricista a Papai-Noel, Acácio Roque reforça a tradição familiar de levar alegria para crianças no Natal

Acácio Roque em ação: 13 anos trabalhando em uma atividade que leva alegria e esperança para crianças da Zona Centro-Oeste


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Os passos e conselhos de Jujuba

Muitas histórias emocionantes

Para saltar de eletricista, para palhaço Gelatina e bom velhinho, Acácio estudou e seguiu os conselhos do amigo Jujuba. “Líamos sobre o Papai-Noel e Jujuba contava a história que ele não era gordo. Ele era robusto, era lenhador, tinha poder aquisitivo e começou a criar brinquedinhos para o filho da empregada e aí surgiu a ideia da distribuição dos brinquedos”, disse. Com o tempo, o estudante de Noel se interessou por tudo que envolvia o mundo do velhinho. Ele se preocupava desde o figurino até a atuação frente ao exigente público. “A roupa eu peço para uma amiga de muitos anos costurar. Tenho a ‘roupa de urso’, de veludo e esquenta para caramba e a de ‘goiaba’, que dá pra ficar mais à vontade”, destacou. Até a atuação de Acácio foi ficando cada vez mais fidedigna, que chega a enganar até velhos amigos. “Muda tudo. O Papai-Noel se torna velhinho até no jeito de andar. Tem gente que não acredita que tenho 43 anos”, disse. O carinho do eletricista pelo personagem o fez criar

Em 13 anos de Noel, os pedidos foram os mais variados possíveis. “Em 2011, num shopping, uma senhora passou com uma criança bem rápido, fazendo a criança olhar para lado inverso que eu estava. Mas a criança correu com o Papai-Noel, que a abraçou. Ela me pediu uma boneca e uma bicicleta rosa. A mãe olhou e eu disse que veria o que poderia fazer. No ano seguinte, aquela mãe voltou com outra criança, gêmea da primeira, que morreu. Mas a mãe havia me contado a historia de

uma espécie de “código de ética”. “Papai-Noel não fuma, não bebe e tem que gostar e ter respeito pelas crianças. Sempre peço para os meus Papais-Noéis que, se tirarem foto com criança pequena, acomode-a na perna, mas que as duas mãos fiquem aparecendo na foto, para não ter problema. No começou fui

EVOLUÇÃO

Com o tempo, Acácio se interessou por tudo que envolvia o mundo de Papai-Noel. Ele se preocupava desde o figurino até a atuação frente ao seu exigente público, que ficou cada vez mais fidedigna pela necessidade do dinheiro e agora estou indo por amor”, ressaltou. Tudo bem, até aqui esta parece uma história comum de mais um cara que usa a criatividade, descobre a veia artística e dribla a dificuldade. Mas, a reviravolta está por vir. Acácio pertence à uma família de Noéis. Marcelo Roque foi o primeiro,

depois Acácio, seguido de Glaucio, Claudio e Eduardo. Todos arranjam um tempo em suas atividades para incorporar os bons velhinhos. Eles ficam distribuídos em shoppings, lojas, posto de gasolina e, na noite de Natal, conforme manda a tradição, vão fazer entregas. “Passo a noite de 24 de dezembro fazendo entregas nas casas. Começamos às 20h e às vezes nos estendemos até as 4h e arrasto a mulher comigo. Este ano reduziu a demanda dos shoppings e o ganho maior será na noite de Natal com as entregas. Nossa comemoração em família fica para o dia 25, com um almoço com todos os Noéis”, disse. A visita exclusiva do PapaiNoel, acompanhado da ajudante, custa R$ 150, e após fazer a festa das crianças, o desfecho traz uma mensagem sobre o verdadeiro sentido do Natal. “Papai-Noel tem que ir porque tem as entregas das outras crianças. E me despeço falando essa frase: ‘Na noite de Natal se comemora o nascimento do menino Jesus. PapaiNoel só traz presente. Ho ho ho’”, finalizou.

que estava atravessando um problema financeiro no ano anterior, e foi comprar uma bicicleta e a boneca, porque queria que a outra ficasse com o brinquedo. Ela deixou o presente comigo e trouxe a gêmea. A garotinha fez o mesmo pedido que a irmã no ano anterior e eu entreguei os brinquedos”, disse. Campanha Este ano, Papai-Noel Acácio participa de uma campanha encabeçada pelo posto Equador, entre a rua 5 e avenida

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Dom Pedro, no bairro Alvorada. Quem quiser participar, basta fazer a doação no posto de um brinquedo que será entregue na noite de 24 de dezembro às crianças que moram nas proximidades. “Nem todas as crianças de Manaus vão ao shopping, então a ideia foi de arrecadar brinquedos e distribuir para as crianças que moram no beco ao lado da Fundação Bradesco”, disse Acácio. Para isto, estará no posto todas as sextas, sábados e domingos, a partir das 17h, recebendo doações.

Campanha de posto vai arrecadar brinquedos para crianças que moram nas proximidades


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Dia a dia

MANAUS, SEXTA-FEIRA, 12 DE DEZEMBRO DE 2014

Manaus sedia conferência sobre crimes e violência O

ferecer aos profissionais da Região Norte uma oportunidade de treinamento sem precisar sair de sua região. Assim surgiu a 1ª Conferência Internacional de Criminologia, primeiro evento local que busca o entendimento sobre o comportamento violento e todas as suas complexidades. A iniciativa é do Centro de Estudos do Comportamento Criminal (Ceccrim) com o apoio do Sindicato dos Peritos Oficiais do Amazonas (Sinpoeam). De acordo com o Ilton Soares, perito criminal e membro da diretoria do Sinpoeam, o evento é uma continuação do trabalho do Ceccrim e uma oportunidade de treinamento para os profissionais que trabalham no combate ao crime. “Não tínhamos centros estaduais de referência na área criminológica até começarmos o Ceccrim e com ele trazemos pela primeira vez uma oportunidade de treinamento e troca de experiências com profissionais de renome internacional. É uma excelente oportunidade para quem já trabalha ou pretende atuar na área”, disse. A 1ª Conferência Internacional de Criminologia e Compor-

tamento Criminal acontece nos próximos dias 12 e 13 de dezembro e conta com a participação de pesquisadores nacionais e internacionais de renome na área do estudo do comportamento humano. São psicólogos, criminólogos, peritos criminais, médicos, todos unidos para discutir o que leva uma pessoa a cometer um crime e como ressocializá-la, uma vez já tendo cumprido seu tempo de “punição” pelos delitos julgados. O evento acontece na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), situada na avenida Paraíba, 2.000, bairro Adrianópolis. As inscrições podem ser feitas até o dia 12 de dezembro, no site do evento [http://www.comportamentocriminal.com.br/conferencia/]. Entre os palestrantes estão os pesquisadores internacionais em criminologia León Mayer e Christian Costa que, além de pesquisador, é mestre em psiquiatria. Ceccrim O Centro de Estudos do Comportamento Criminal (Ceccrim) foi criado com o objetivo de auxiliar e propor pesquisas com um olhar diferenciado sobre quem comete

delitos. Estuda-se o comportamento violento e suas origens, passando pela correção e ressocialização de indivíduos que cometeram e foram julgados por crimes. Com essa bagagem, o Ceccrim oferece cursos de capacitação para profissionais que atuam em presídios, polícia civil e militar, forças armadas e universidades. Também atua realizando consultoria para o sistema prisional (com modelo de individualização da pena), Polícia Civil (análise comportamental da cena do crime) e negociação em situações de crise (reféns). “Apresentamos a 1ª Conferência Internacional de Criminologia, que tem como objetivo reunir uma equipe de pesquisadores de renome nacional e internacional e presentear os participantes com um evento científico de significativa importância para discutirmos nossos próprios problemas sociais”, declarou o diretor do Ceccrin de São Paulo, Christian da Silva Costa, que além de trabalhar no centro local é um dos palestrantes da conferência. Inscrições pelo www.comportamentocriminal.com.br/ conferencia/inscricoes.html.

ARTHUR CASTRO/AGORA

A primeira edição do evento internacional busca o entendimento sobre o comportamento violento e suas complexidades

O evento é um treinamento para os profissionais que trabalham no combate ao crime


Dia a dia

MANAUS, SEXTA-FEIRA, 12 DE DEZEMBRO DE 2014

Prefeitura promete mais creches para início do ano

ONTEM

Chuvas causam lentidão no trânsito em Manaus

EMANUELA LAGO Equipe EM TEMPO ONLINE

A

ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

A chuva, que atingiu a capital, na manhã de ontem, gerou lentidão no trânsito ocasionado por semáforos apagados e as ruas alagadas. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão para este final de semana é de tempo nublado com pancadas de chuva e a temperatura deve variar de 34 a 24 graus na capital. A Defesa Civil do município informou que houve apenas uma ocorrência na avenida Brasil, Zona Oeste de Manaus, onde um bueiro obstruído causou alagamento em alguns pontos da via. Até o início da tarde de ontem, a Defesa Civil do município informou

Secretário Municipal de Educação, Humberto Michilles disse que cinco das sete unidades escolares em construção serão inauguradas no próximo mês

que não haviam recebido outras ocorrências. A chuva deixou uma boa parte dos bairros da Zona Oeste sem energia, onde os semáforos não funcionavam, ocasionando lentidão ao trânsito na região. O aeroporto internacional Eduardo Gomes teve que suspender pouso e decolagem por 20 minutos por causa de uma neblina, somente um voo que vinha de Belém (PA) precisou ser redirecionado para o aeroporto de Santarém (PA). De acordo com o meteorologista do Inmet, Gustavo Ribeiro, a ocorrência de chuvas para este período de dezembro deveria ser maior, no entanto, a previsão climática indica que as chuvas devem ser em menos quantidade para este período do ano.

A previsão é que o final de semana seja de mais chuva

Prefeitura de Manaus deve entregar em janeiro de 2015 cinco das sete creches, cujas obras foram iniciadas este ano. Mesmo assim, o secretário municipal de Educação afirma que outras 41 devem começar a ser construídas no decorrer do ano que vem. Ao assumir a prefeitura, o prefeito Arthur Neto prometeu construir cerca de 60 creches até 2016, já que Manaus possuía apenas uma, deixada pela administração anterior. Ao longo de 2014, no entanto, apenas sete saíram efetivamente do papel, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), das quais cinco já estão em fase de acabamento. Atualmente, a cidade conta com 11 creches, das quais quatro são conveniadas (parceria com outras instituições) e sete são próprias. Com as novas creches que serão entregues, 16 unidades irão funcionar em Manaus beneficiando mais de cinco mil crianças. De acordo com o titular da Semed, Humberto Michilles, durante o ano de 2015, a pre-

PARINTINS

Temporal derruba Papai-Noel TADEU SOUZA Equipe EM TEMPO

Investigação O prefeito de Parintins, Alexandre da Carbrás, visitou o local e anunciou a chegada de um guindaste de Manaus para recolocar o Papai-Noel no seu lugar. Ele também acredita que na sabotagem anunciada pelos artistas. “Se algo foi feito vamos investigar, pois as amarrações com os cabos feitas pelos artistas não estavam da maneira como eles afirmaram ter deixado. Mas a maldade das pessoas não será maior do que a nossa festa ou maior que o espírito natalino”, destacou o prefeito. O coordenador da Defesa Civil Municipal, Suame Patrocínio, disse que um laudo

técnico sobre o que realmente teria ocasionado a queda do boneco será concluído nas próximas 48 horas. A dona de casa Ana Luíza Carvalho não acredita em sabotagem. “Como isso ia acontecer se o complexo é vigiado dia e noite pela Guarda Municipal, só se alguém dormiu no trabalho, foi o temporal que estava muito forte, quase destelha a minha casa”, afirmou. Decoração O Papai-Noel faz parte do complexo natalino construído pelo município na praça da Liberdade, centro da cidade. Além do boneco que está sentado, o complexo tem ainda uma árvore de Natal em tamanho gigante, um presépio e um parque infantil. Durante a inauguração, marcada por protesto dos movimentos sociais da cidade, cerca de 10 mil pessoas passaram pelo complexo com decoração temática de Natal. TADEU DE SOUZA

Parintins (AM) - O PapaiNoel com mais de 25 metros de altura, que fazia parte do complexo de Natal de Parintins (distante 369 quilômetros de Manaus), inaugurado pela prefeitura municipal no último domingo, tombou durante um temporal que desabou sobre a cidade na manhã de ontem. Ninguém ficou ferido. O responsável pela parte metálica do Papai-Noel, o artista Marlúcio Pereira, no entanto, declarou ontem para o EM TEMPO que o boneco gigante tinha estrutura para suportar chuvas e ventanias, por meio de cabos de aço que também sustentam a árvore de Natal do complexo. Ele disse que ao chegar no local, logo após o incidente, notou alterações nos cabos de aço que seguravam o Papai-Noel. “Fizemos por muitos anos Papai-Noel em Camburiu, interior de Santa

Catarina, por isso temos uma experiência muito grande em estrutura metálica. Não é possível que tenha ocorrido isso aqui que não tem ventos tão fortes como em Santa Catarina”, afirmou Marlúcio Pereira, insinuando uma sabotagem.

Os artistas responsáveis pela decoração de Natal acreditam que houve uma sabotagem

feitura iniciará a construção de outras 41 novas creches, das quais 20 já estão na ata de adesão do governo federal para iniciar as obras ainda no começo do ano. “Até o início do ano letivo, mais cinco creches serão inauguradas e, no decorrer do ano, pelo menos 15 creches entrarão em funcionamento. É uma meta a ser atingida. Manaus está se esforçando e até 2016 teremos até 60 creches inauguradas”, disse Michilles. De acordo com a diretora de planejamento da Semed, Maria Josefa Chaves, foram solicitadas, por meio do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância), a construção de 102 creches, das quais 41 já foram liberadas. As outras estão em análise. “A demora na construção e entrega das obras das creches são pela burocracia em todo o processo de licitação. Dependemos do governo federal para a liberação dos recursos. Eles exigem muito, é uma avaliação rigorosa e criteriosa”, disse a diretora ressaltando que todas as zonas da cidade serão contempladas.

IONE MORENO

ISABELLE VALOIS Equipe EM TEMPO

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A promessa é a inauguração de 60 creches até 2016

Novas unidades de educação De acodo com o titular da Semed, Humberto Michilles, até o início do ano que vem, dois prédios onde irão funcionar duas unidades educacionais receberão atenção especial

em relação à estrutura. O novo local será adaptado com laboratório de informática, brinquedoteca, berçário, minianfiteatro, fraldário, solarium, lavanderia e refeitório.


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Dia a dia

MANAUS, DOMINGO, 14 DE DEZEMBRO DE 2014

Judiciário oferece cursos de capacitação a distância REGINA BANDEIRA Agência CNJ

O

Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Servidores do Poder Judiciário (CEAJud) do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) está com as inscrições abertas para o 1º Ciclo de Capacitação de 2015. As inscrições vão até o dia 17 de dezembro. Serão abertas 74 turmas na modalidade de ensino a distância (EaD). O formulário de inscrição pode ser acessado no site www.cnj.jus.br.. Os ciclos de capacitação são cursos a distância oferecidos regularmente sobre diversos temas. As aulas, em geral, têm duração de 30 horas (um mês) e, as próximas, ocorrerão nos meses de janeiro e fevereiro de 2015. Ao todo, foram disponibilizadas 3.700 vagas. No entanto, é preciso se apressar. Somente no primeiro dia de inscrições, na quinta-feira (11), já havia 879 inscritos. Estarão disponíveis aos servidores seis áreas de conhecimento: Administração Judiciária; Processo Penal; Introdução ao Direito da Infância e Juventude; Docência on-line; Depoimento Especial e a Escuta de Criança no Sis-

REPRODUÇÃO

Até a próxima quarta-feira (17) os servidores do Judiciário podem se inscrever no 1º Ciclo de Capacitação de 2015 tema de Justiça e, por último, Gestão de Projetos. Entre os cursos oferecidos, o Depoimento Especial e Escuta de Criança terá duração de 40 horas. Vale reforçar que apenas servidores do Poder Judiciário podem participar dessas capacitações. Para as aulas de 2015, serão mobilizados 74 tutores

BENEFÍCIO

Os ciclos de capacitação são cursos a distância oferecidos regularmente sobre diversos temas, com aulas com duração de 30 horas. Para o primeiro bimestre, serão 3,7 mil vagas oferecidas (docentes), quatro coordenadores, além de toda a equipe do CEAJud do CNJ. Criado pela Resolução n. 111, de 6 de abril de 2010, o CEAJud tem a missão de coordenar e promover, com os tribunais, a educação corporativa e o desenvolvimento das competências necessárias ao aperfeiçoamento de servidores para o alcance dos objetivos estratégicos do Poder Judiciário.

Com os cursos a distância, servidores do Judiciário de todo o país poderão aprimorar seus conhecimentos e suas atividades


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Dia a dia

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Campanha busca recursos para os idosos de Manaus A

Prefeitura de Manaus lançou campanha para a arrecadação de contribuições em prol do Fundo Municipal de Direitos do Idoso (FMDI). O valor arrecadado será investido em ações, projetos e programas desenvolvidos no Município, por meio da Fundação Doutor Thomas (FDT), para a população idosa da cidade. As doações podem ser feitas por meio do imposto de renda, que ao invés de destinado ao governo, seria destinado ao Fundo. Empresas com lucro real podem deduzir até 1% do seu IR, enquanto empregados podem deduzir até 6% do Imposto, ganhando desconto na contribuição. Chefe da divisão de Orçamentos e Finanças da FDT, Gracilene Celestino destacou que o valor arrecadado é fundamental para o desenvolvimento de ações em prol dos idosos. “O objetivo da campanha é incentivar e ajudar os projetos institucionais da FDT, dando a oportunidade para que as pessoas consigam depositar até o dia 30 desse mês”. A diretora-presidente da FDT, Martha Moutinho, lembrou que ajudar os idosos é

MARINHO RAMOS/SEMCOM

Meta da prefeitura é arrecadar contribuições a favor do Fundo Municipal de Direitos do Idosos, até 30 de dezembro um dever de toda a sociedade. “O valor arrecadado será destinado a projetos como o Longa Permanência, Conviver, Proidoso e Padi, voltados para a população idosa. É importante ajudar aqueles que foram fundamentais para nós e para nossa cidade”. As contribuições ao Fundo devem ser feitas por meio de depósito em conta-corrente, DOC ou TED, que devem ser preenchidos com as seguintes informações: Banco do Brasil (001); Agência (3563-7); Conta- corrente (8539-1); Favorecido (Fundo Municipal de Direitos do Idoso) e CNPJ do crédito (13.154.654/0001-11). No site http://fmdi.manaus. am.gov.br, o doador encontra informações sobre as formas de doação e de destinação, além de ter acesso às legislações federal e municipal voltadas para a terceira idade. Fundo O Fundo Municipal de Direitos do Idoso é destinado a arrecadar e destinar recursos a serem aplicados em programas, projetos e ações voltadas à população idosa de Manaus, contribuindo com a melhoria da qualidade de vida deles.

Recursos do Fundo Municipal dos Direitos do Idoso serão destinados a programas, projetos e ações para a população idosa


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MANAUS, DOMINGO, 14 DE DEZEMBRO DE 2014


MANAUS, DOMINGO, 14 DE DEZEMBRO DE 2014

opiniao@emtempo.com.br

(92) 3090-1010

Capa

pintura de Ana Elisa Egreja

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Seis romances gráficos

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A vida, o universo e tudo mais

3 4

E outras 11 indicações culturais. Pág. 2

O novo livro de Edward O. Wilson, por Marcelo Gleiser. Pág. 3

A pintura feliz de David Hockney

De volta aos EUA, artista está ‘rejuvenescido’. Págs. 4, 5 e 6

O México que se cansou mais de 43 vezes Diário de Guadalajara. Pág. 7


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Ilustríssima Semana

O MELHOR DA CULTURA EM 12 INDICACOES

BRASILEIRO FOTOS: REPRODUÇÃO

LANÇAMENTO | ANTONIO BIVAR No livro “Mundo Adentro Vida Afora: Autobiografia do Berço aos Trinta”, o dramaturgo paulistano (1939) narra sua vida até 1970, quando se mudou para Londres. O autor de peças como “Cordélia Brasil” (1968) e “Alzira Power” (1969) participa de sessão de autógrafos. Livraria Cultura - Conj. Nacional | tel. (11) 3170-4033 | ter. (16), às 18h | grátis L&PM | R$ 29,90 | 216 págs.

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KAPUTT | ELOAR GUAZZELLI O ilustrador gaúcho adaptou a obra homônima do italiano Curzio Malaparte, pseudônimo do correspondente de guerra Kurt-Erich Suckert (1898-1957), sobre seu período no Leste Europeu durante a Segunda Guerra Mundial, quando conheceu autoridades e presenciou massacres. WMF Martins Fontes | R$ 59 | 184 págs.

CUMBE | MARCELO D’SALETE O livro reúne quatro histórias, “Calunga”, “Sumidouro”, “Cumbe” e “Malungo”, sobre a resistência de negros à escravidão. As narrativas foram criadas pelo ilustrador a partir de documentos históricos estudados por ele em pesquisa sobre o período colonial brasileiro. Veneta | R$ 29,90 | 176 págs. CLAUN | FELIPE BRAGANÇA Com arte de Daniel Sake, Diego Sanchez e Gustavo M. Bragança, o livro faz parte de um projeto transmídia, com uma websérie e um videogame. Com o subtítulo “A Saga dos Bate-Bolas”, reúne cinco histórias sobre o grupo de mascarados tradicional do Carnaval carioca. Barricada | R$ 57 | 120 págs.

COLÓQUIO | SADE E O LIMITE O evento comemora o bicentenário da morte de Donatien Alphonse François de Sade (1740-1814), o Marquês de Sade. A conferência de abertura fica a cargo de Eliane Robert Moraes, professora de literatura da USP; a de encerramento será de Michel Delon, da Universidade Paris-Sorbonne; há, ainda, encenação do Satyros. Biblioteca Mário de Andrade | tel. (11) 3775-0002 | de seg. (15) a qua. (17) grátis | coloquiosade.wix.com/sade EXPOSIÇÃO | CARLA CHAIM A artista paulistana apresenta, em “Pesar o Peso”, desenhos, fotografias e esculturas de sua produção recente, em que investiga a relação do corpo com formas geométricas. Também em cartaz, “Equações” mostra fotografias, objetos e instalação com espelho de Ding Musa. galeria Raquel Arnaud | tel. (11) 3083-6322 | de seg. a sex., das 10h às 19h; sáb., das 12h às 16h | grátis | última semana

GRANDE SERTÃO: VEREDAS | RODRIGO ROSA E GUAZZELLI Com roteiro de Eloar Guazzelli para a história de Guimarães Rosa, o artista volta a ilustrar um clássico da literatura, depois de adaptar obras como “Os Sertões” (Desiderata). A edição especial, limitada e numerada, tem projeto gráfico da designer Fernanda Ficher. Biblioteca Azul | R$ 221,90 | 180 págs.

POP

ERUDITO

LANÇAMENTO | JOSÉ RAMOS TINHORÃO Publicado pela primeira vez em 1981, o livro “Música Popular: do Gramofone ao Rádio e TV” ganha reedição revista e com novo prefácio. O jornalista e crítico cultural Luís Antônio Giron participa de conversa com o pesquisador musical, que autografa a obra. Centro de Pesquisa e Formação do Sesc | tel. (11) 3254-5600| nesta seg. (15), às 19h30 grátis | inscrições nas unidades do Sesc ou centrodepesquisaeformacao. sescsp.org.br ed. 34 | R$ 44 | 272 págs.

ROMANCES GRAFICOS

DOCUMENTÁRIO | TOMIE OHTAKE A diretora de cinema Tizuka Yamasaki lança o filme “Tomie”, em homenagem aos cem anos de imigração japonesa no Brasil, comemorado em 2008, e aos 101 anos da artista plástica. Além de depoimentos de críticos, a produção traz relatos sobre sua chegada ao Brasil e o início de sua carreira. MIS | tel. (11) 2117-4777 | nesta seg. (15), às 20h | grátis

EXPOSIÇÃO | FOTOGRAFIA Como parte do projeto “Recortes de uma Coleção” a mostra traz 18 fotografias da colecionador Marcelo Cintra. São imagens de artistas como a espanhola Begoña Egurbide, o americano Robert Mapplethorpe (1946-89) e brasileiros Cristiano Mascaro e Miguel Rio Branco. Ricardo Camargo Galeria | tel. (11) 3031-3879 | de seg. a sex., das 10h às 19h; sáb., das 10h às 14h | grátis | até 17/12

DO INFERNO | ALAN MOORE E EDDIE CAMPBELL Adaptada para o cinema em 2001, com Johnny Depp no papel principal, a história publicada originalmente em dez volumes nos anos 90 ganhou cinco prêmios Eisner. Ela encampa uma teoria que liga a identidade de Jack, o Estripador a uma conspiração monárquica. trad. Jotapê Martins | Veneta | R$ 94,90 | 592 págs.

VIOLENT CASES | NEIL GAIMAN E DAVE MCKEAN O romance gráfico que lançou dois dos grandes mestres do gênero foi publicado pela primeira vez em 1987. Como em outras histórias de Gaiman, a memória conduz a trama, desta vez as lembranças de um Homem que, criança, foi levado a um médico que tratou Al Capone. trad. Érico Assis | Aleph | R$ 39,90 | 64 págs.

ESTRANGEIRO Folha.com

Ilustríssimos desta edição KARIME XAVIER/FOLHAPRESS

ANA ELISA EGREJA, 31, é artista plástica. CLARA ALLAIN é tradutora. TIM LEWIS é jornalista, publicou originalmente a entrevista com David Hockney no britânico “Observer”. FRANCISCO ALAMBERT, 50, é professor de história social da arte e história contemporânea da USP, e autor de “Bienais de São Paulo” (Boitempo), com Polyana Canhête.

MARCELO GLEISER, 55, é professor titular de física, astronomia e filosofia natural no Dartmouth College, nos EUA. Seu livro mais recente é “A Ilha do Conhecimento” (Record). SYLVIA COLOMBO, 42, é repórter especial da Folha e assina um blog no site do jornal. Foi a Gudalajara a convite da FIL. CLAUDIUS CECCON, 77, é arquiteto e cartunista.

MÚSICA Terry Riley e Joni Mitchell reinventam suas composições do passado recente FOLHA.COM/ ILUSTRISSIMA Atualização diária da página da “Ilustríssima” no site da Folha TOMIE Trecho do documentário dedicado à artista plástica japonesa Tomie Ohtake >>folha.com/ilustrissima


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MANAUS, DOMINGO, 14 DE DEZEMBRO DE 2014

Ciencia

2 Dos elétrons ao amor A inatingível unidade do conhecimento RESUMO Em novo livro, cientista duas vezes premiado com o Pulitzer propõe modelo para conciliar os saberes científicos em nome de uma compreensão unificada da realidade. Hipótese, porém não leva em conta que o conhecimento é móvel e variável, como pondera autor deste ensaio, e não saber é, na verdade, enriquecedor.

MARCELO GLEISER

O biologo americano Edward O. Wilson é um dos raros super- stars da ciência. Vencedor de dois prêmios Pulitzer pelos seus elegantes ensaios, professor aposentado da Universidade Harvard, Wilson é considerado o maior especialista do mundo em formigas. Entre muitos resultados, Wilson explorou as leis que regem a inteligência coletiva de insetos como as formigas e abelhas, a importância, na evolução das sociedades, de valores como o altruísmo e o sacrifício de alguns para beneficiar a sobrevivência do grupo. Wilson lançou um novo livro neste ano, “The Meaning of Human Existence” [W.W. Norton, R$ 79,80, 192 págs., sob encomenda na livraria Cultura; R$ 46,65, e-book] (O sentido da existência humana), no qual busca forjar um caminho para a unificação das ciências com as áreas humanas. No livro, que foi finalista do National Book Award, Wilson continua sua obra de 1998, “Consiliência: A Unidade do Conhecimento” (Campus, 1999, esgotado). Se a iniciativa tiver sucesso, afirma o autor, atingiremos uma compreensão transformadora do sentido de nossa existência.

CLAUDIUS | cartum

Wilson parte da premissa de que, por trás da complexidade da natureza, existem leis simples, que remetem a uma explicação unificada da realidade. A ideia, inspirada pelo que o historiador Gerald Holton chamou de “encantamento iônico”, remete a Tales de Mileto, o primeiro dos filósofos ocidentais. Tales viveu em torno de 650 a.C. na região de Iônia, hoje parte da Turquia – daí o “iônico”. Interessado no aspecto material da realidade, sugeriu que tudo era água. O sentido de Tales era mais metafísico do que físico, a água representando o potencial transformador de uma natureza sempre em fluxo. O ponto essencial permanece: oculta nas profundezas do real, existe uma estrutura unificada, a fonte de tudo. Decifrar suas leis equivale a desvendar o mistério da existência – dos elétrons ao amor. Wilson identifica o encantamento iônico ao elemento religioso que crê ser a matriz da inspiração na busca científica pelo conhecimento: “Acredito ser essa a fonte do encantamento iônico: satisfazer nosso apetite religioso buscando por uma compreensão da realidade objetiva, rejeitando revelações proféticas”. O autor adota o reducionismo como senhor do conhecimento. A unidade das ciências começa na física, dado que é ela que determina as leis fundamentais da natureza. Como somos feitos de partículas de matéria, entender as leis que regem seu comportamento é uma precondição para entendermos o resto. O plano, portanto, é unificar a física, extrapolar para as outras ciências físicas (química, astronomia, geologia...) e, de lá, para a biologia e as ciências neurocognitivas. Com isso, teremos uma compreensão clara do caráter fisiológico das emoções humanas: dos elétrons ao amor. Como as disciplinas humanas são produto do cérebro humano, serão necessariamente incluídas nessa grande unificação do conhecimento. Para chegar a tal objetivo, fora a unificação da física, os cientistas terão de convencer os humanistas a abraçar esse

movimento, repensando conjuntamente a estrutura de suas disciplinas sob a luz quantitativa da ciência. Boa sorte. Wilson não despreza as disciplinas humanas. Pelo contrário, acha que devem ser celebradas: “São a história natural da cultura, nossa herança mais preciosa e privada”. Considera que as artes, a filosofia, a teologia, a história são, em essência, produtos de quem somos, da nossa história evolucionária: para entendermos história temos que começar na pré-história. É um erro separar nossa habilidade como entidades criadoras dos processos evolucionários que, ao longo de 2 milhões de anos, moldaram o Homo sapiens a partir duma linhagem de primatas bípedes. Assim, traçamos uma linha que parte do Big Bang e passa pela origem da matéria, da vida, da vida complexa, dos humanos e termina nas obras criadas pela nossa espécie em todas as áreas do conhecimento. Essa é a conciliação que busca Wilson: uma ponte ligando a história cósmica à história humana. Wilson resume sua missão: “A conciliação do saber busca salvar o espírito através da liberação da mente humana – não de sua rendição. Seu princípio central, como sabia Einstein, é a unificação do conhecimento. Quando lá chegarmos, compreenderemos quem somos e por que estamos aqui”. Missão Infelizmente, a missão é inatingível tanto em princípio quanto na prática. Em princípio, porque a noção de unificação na física, o ponto de partida de Wilson, não faz sentido epistemologicamente. Na prática, porque não podemos acumular conhecimento suficiente para construirmos uma visão unificada da realidade. Ao encantamento iônico temos que contrapor a “falácia iônica”, termo proposto pelo historiador das ideias Isaiah Berlin (1909-97). Qualquer sistema de conhecimento que almeje completude é necessariamente cego a como o conhecimento é adquirido. “Toda filosofia é produto de duas

coisas apenas: curiosidade e miopia”, escreveu o filósofo francês Bernard de Fontenelle ao final do século 17. A aquisição de conhecimento é, por necessidade, um processo que se ramifica: quanto mais sabemos, mais percebemos o quanto ainda temos por saber. Buscamos sempre por descrições cada vez mais unificadas dos fenômenos naturais. Mas não temos qualquer indicação de que essa estrada tenha fim. Mesmo na física de partículas elementares, podemos apenas construir descrições unificadas provisórias, que serão suplantadas por novas descobertas. A gravidade de Aristóteles era muito diferente da de Newton; a dele, muito diferente da de Einstein. Mesmo hoje, estamos repensando as propriedades da força gravitacional; existem propostas de considerá-la como uma força diferente das demais, irreconciliável com o que ocorre no nível subatômico. Não temos por que esperar que a mente humana possa decifrar a essência da realidade; precisamos aprender a viver com o mistério, com o fato de que não podemos chegar ao fim do conhecimento. Mesmo que sejamos feitos de átomos, não podemos usar a física atômica para descrever nossa fisiologia ou comportamento. Níveis de organização material diferentes requerem leis diferentes, e essas leis são novas e irredutíveis. Usando as formigas de Wilson, o comportamento do grupo

segue leis bem diferentes das que regem o metabolismo celular de cada formiga e, mais ainda, das que regem as propriedades dos seus átomos. Não existe uma continuidade entre o que ocorre com os átomos e o altruísmo de algumas formigas. A cada nível crescente de complexidade material, mudam as descrições e a metodologia. Caso contrário, economistas teriam que estudar mecânica quântica para examinar o mercado de capitais. Wilson acredita numa espécie de determinismo cósmico, baseado numa causalidade universal. Se o consciente humano é redutível à simples leis físicas, podemos relacionar nosso comportamento, nossas escolhas subjetivas, a uma teia de causa e efeito que teve início no próprio Big Bang. Nesse caso, a noção de livre-arbítrio seria uma ilusão “biologicamente adaptativa”, que nos protege contra o fatalismo: acreditando ter controle sobre nossas vidas, continuamos a nos reproduzir. Esse tipo de determinismo é inconsistente com a física quântica – na qual existe uma incerteza essencial ao nível de cada partícula que pode tomar essa ou aquela propriedade (girar para no sentido horário ou anti-horário, por exemplo). Cada opção leva a uma história divergente. E, se tudo é já definido, qual a intenção de Wilson ao querer que tomemos o futuro em nossas mãos, que preservemos a Terra e seus habitantes, eliminando a guerra

e a intolerância? Na prática, também, existem limites intransponíveis, dado que a aquisição do conhecimento científico depende da tecnologia usada nos instrumentos de medida. Basta comparar a astronomia antes e depois do telescópio, a biologia antes e depois do microscópio, e como esses campos do conhecimento avançam devido ao progresso dos instrumentos de observação. Ver mais não significa ver tudo. Pode haver um caminho para a unificação do conhecimento? Apenas no engajamento construtivo das disciplinas. Cientistas e humanistas devem, sim, colaborar, encurtando as distâncias entre suas metodologias e objetivos. Existem muitas áreas em que as duas vertentes do conhecimento convergem, como, por exemplo, na questão do livre-arbítrio ou na natureza da verdade. Por outro lado, querer construir um único edifício do conhecimento é querer empobrecê-lo. Existem muitas formas de olhar para o mundo. Melhor do que chegar a um pressuposto fim no qual tudo é um, é celebrar a pluralidade do saber, a natureza instável do conhecimento, fonte de nosso desejo de querer sempre buscar. Aceitar a incompletude do saber não é uma atitude derrotista; ao contrário, é libertadora, pois entende que a busca não tem fim. O que pode ser mais instigante do que saber que existirá sempre algo de novo a ser descoberto?


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Entrevista

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‘Quando trabalho me sinto com 30’ Conversa com um artista de 77 anos que não pensa em parar FOTOS: KARIME XAVIER/FOLHAPRESS

RESUMO No ano passado David Hockney deixou Yorkshire, na Inglaterra, após acontecimentos traumáticos em sua vida pessoal na região, e voltou para sua casa em Hollywood Hills. O artista britânico, 77, fala de como a Califórnia o remoçou e responde a perguntas de leitores do “Observer” e de personalidades do mundo cultural.

TIM LEWIS TRADUÇÃO CLARA ALLAIN ILUSTRAÇÃO ANA ELISA EGREJA

David Hockney quer contar uma piada. Um homem vai ao médico e diz que pretende viver pelo máximo possível de tempo. O que fazer? O médico pede que ele redija uma lista de seus vícios e então lhe diz: “Muito bem, quero que você abandone o cigarro, deixe de beber, abra mão da alimentação gordurosa e desista do sexo”. O homem fica chocado e fala em voz baixa: “Ok. Desse jeito vou ter vida mais longa?”. O médico responde: “Não, mas será essa a sensação”. Como se estivesse ouvindo a piada pela primeira vez, Hockney, 77 anos, solta uma gargalhada que mais parece um uivo, terminando num urro rouco e num chiado de fumante. Estamos em duas poltronas respingadas de tinta no estúdio, que é um anexo à casa do artista em Hollywood Hills. Hockney passa a maior parte de seus dias aqui. O lugar tem tudo de que ele precisa, incluindo alguns galões de água mineral e um estoque de 2.000 cigarros Camel Wides, para a eventualidade de um terremoto atingir Los Angeles. Ao chegar à casa, depois de subir por ruas tortuosas saindo de Sunset Boulevard, desviando de caminhões de lixo que desciam em alta velocidade no sentido oposto, foi impossível não ser dominado por uma sensação de “déjà vu”. Muito antes do Google Earth, Hockney pintou essas colinas em tons absurdos de laranja, verde, azul e vermelho, em paisagens como “Mulholland Drive: The Road to the Studio, 1980”. Agora que estou aqui, algo que eu pensava ser uma fantasia hiper-realista em tinta acrílica revela-se surpreendentemente realista – mais um exemplo do dom de Hockney para captar alguma essência de qualquer lugar ou pessoa que pinta. A casa, comprada no final da década de 1970, se esconde atrás de portões cinza, que não deixam transparecer o “país das maravilhas” que escondem. Passando por eles, o terreno desce, numa selva de exóticas samambaias e palmeiras, até a famosa piscina na parte mais

baixa. O sol inclemente faz faiscarem tons iridescentes de rosa e cerúleo. O artista Howard Hodgkin disse certa vez que a casa era “tão romântica e artificial” quanto ele esperava – e é. Mas, hoje, tudo está calmo, e as folhas que boiam sobre a piscina traem seu uso apenas esporádico. Talvez faça tempo desde que festas tresloucadas varavam a noite e pessoas se deitavam nuas sobre as pedras quentes à beira da água. “Não saio de casa. Quase nunca saio daqui”, Hockney admite. Contrastando com os trabalhos vibrantes que o cercam, sua aparência é tão sóbria quanto é sóbrio o portão da casa: calças risca de giz cinzentas, casaco cinza escuro e, inesperadamente, considerando o desdém com que ele encara qualquer forma de exercício, tênis Skechers. “Vou ao dentista, ao médico, à livraria e à loja de maconha, porque a cada um desses lugares é preciso ir pessoalmente. E é só. Não saio muito, na verdade, porque estou surdo demais. Estou ouvindo você agora, mas se houvesse duas pessoas conversando em voz baixa eu não conseguiria ouvir, porque ouço tudo em um ruído só. Por isso não tenho propriamente uma vida social, porque a vida social é conversar e ouvir, e não consigo ouvir realmente. Mas está tudo bem, tenho um monte de coisas para fazer, estou bem”. Você é freguês regular da loja de maconha? “Bem, sou...” ele começa a responder, tirando a carteira do bolso de trás para mostrar seu cartão de “paciente de maconha medicinal”, como se estivesse sendo revistado pela polícia. “Para conseguir esse cartão só é preciso falar ‘tenho dor nas costas, ansiedade ou alguma coisa’, e pronto. E é ótimo, na verdade. Não fumo muito, mas, como não tomo mais álcool, um pouco de maconha à noite às vezes é agradável”. Hockney voltou para Los Angeles no verão de 2013, depois de oito anos na Inglaterra, a maior parte do tempo em Bridlington, na parte leste de Yorkshire. Foi um período produtivo, em que ele ampliou seus horizontes técnicos e tecnológicos. Sua produção foi surpreendente para um artista de qualquer idade: desde milhares de pequenos desenhos em seu iPhone e iPad até enormes paisagens da região de Yorkshire Wolds (notadamente “Bigger Trees Near Warter”, de 12,2 metros por 4,6 metros), culminando numa exposição triunfal na Royal Academy, em 2012. Mais de 600 mil pessoas viram “David Hockney: A Bigger Picture”, o dobro do número previsto de visitantes – e esse público se repetiu quando a mostra viajou para Bilbao e Colônia. Mas sua saída de Yorkshire foi repentina – até insatisfatória. Não parecia ser a hora da despedida; problemas pessoais se impuseram. Em setembro de 2012, Hockney sofreu um AVC. Num primeiro momento ele não se deu conta do que tinha acontecido. Levantou-se cedo e saiu para comprar o jornal, mas então percebeu que não

conseguia dizer frases completas. Depois, em março do ano passado, um de seus assistentes de estúdio, Dominic Elliott, de 23 anos, morreu na casa do artista, em Bridlington, após ingerir um produto de limpeza doméstica, sob efeito de ecstasy e cocaína. Por fim, a surdez de Hockney, que é hereditária e o obriga a usar aparelhos nos dois ouvidos, piorou. O retorno a Hollywood Hills, onde ele viveu durante boa parte dos anos 1980 e 1990, tem sido um tanto catártico, ele acredita. Antes de deixar a Inglaterra, estava trabalhando sobre paisagens sombrias em Yorkshire, desenhadas a carvão, mas, na Califórnia, decidiu outra vez usar tintas acrílicas ousadas e fazer alguns retratos. O primeiro foi de JeanPierre Gonçalves de Lima, seu assistente principal, sentado numa cadeira com a cabeça apoiada nas mãos. “Comecei essa pintura de JP”, diz. “Nos sentíamos muito caídos, muito mesmo. Estávamos deprimidos por causa do que aconteceu na Inglaterra e tínhamos acabado de voltar. Tinha outras coisas acontecendo, mas comecei a fazer esses retratos, e só foi preciso isso. Pintei 50 pessoas, todas na mesma cadeira, na mesma posição. Levou três dias cada uma, mais ou menos três sessões de seis horas, e eu curti fazer isso. Chamei pessoas para virem sentar-se ali e falei: É uma exposição de 18 horas”. Desde então, Hockney não parou mais. Ele continua a mexer com tecnologia para produzir trabalhos novos. (“Trabalho oito dias por semana”, diz Gonçalves de Lima, fingindo estar exasperado. “Todo dia é segunda-feira.”) Ele completou recentemente um conjunto de cinco “desenhos” fotográficos: montagens em diferentes perspectivas de pessoas distribuídas por seu estúdio, exibidas em telas de alta definição. Esses trabalhos estão expostos na Pace Gallery, em Nova York, onde ficarão até 10 de janeiro, juntamente com alguns dos retratos na cadeira e pinturas de grupos de bailarinos – uma homenagem a “A Dança”, de Henri Matisse. Quando nos encontramos, Hockney acabava de começar uma série de estudos mais convencionais de jogadores de baralho. Com os olhos azuis cintilando, ele diz que agora entende o que atraiu Cézanne e Caravaggio para o mesmo tema. “Os jogadores ficam razoavelmente parados, suas mãos estão sobre a mesa, eles estão concentrados, eles me ignoram, mas mesmo assim me sinto próximo deles”. Hockney está determinado a olhar para o futuro, mas nós ganhamos uma oportunidade preciosa para uma incursão retrospectiva em sua vida com o lançamento do documentário que leva seu nome, que estreou no mês passado e será exibido pela BBC2 ano que vem. Hockney acende um Camel Wide – agora só restam 1.999 no estoque – e se prepara para responder perguntas de outros artistas, amigos e leitores do “Observer”.


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Fallan & Harvey em Savile Row fez meus ternos. E eu pinto de terno, então alguns estão mais manchados que outros. Mas é só isso que eu uso. Quando você é um jovem artista, você quer chamar a atenção. É necessário, mas depois de ter chamado a atenção, está feito. Não penso muito sobre roupa, simplesmente visto alguma coisa. Hoje vesti esta calça mais nova. Bem, é mais nova que as mais velhas. David Shrigley (artista visual) - Você tem a mesma paixão por fazer arte de quando era mais jovem? Tenho ainda mais. Estou trabalhando mais hoje do que trabalhava 20 anos atrás, estou produzindo mais. Provavelmente porque tenho mais certeza das coisas. Tenho plena confiança no que estou fazendo. Eu sei que meu trabalho é interessante. Sei disso porque vejo o trabalho de outras pessoas e sei que o meu é diferente. Eu sei que estou um pouco por conta própria. Gosto do seu trabalho. Vi sua exposição na Hayward Gallery. Achei muito, muito boa. Uma exposição memorável. Paul Smith (estilista) Você ainda desenha do modo mais tradicional, como fazia inicialmente quando saiu do Royal College? Sim, eu desenho. Em 2013 fiz uns 30 retratos, desenhos a carvão – bem convencionais, na realidade, mas não tanto assim. Os desenhos me levaram dois dias. Dos 16 aos 20 anos eu só fiz realmente

Artistas perguntam Grayson Perry (artista visual) - Tenho a sensação de que, à medida que vou ficando mais velho, quero fazer arte cada vez mais feliz. O que você acha, David? David Hockney - É uma boa pergunta. Bom, minha arte é brincalhona, ela tem muito disso. Não sei se ela é feliz, mas acho que não é infeliz. O estado de ânimo em que você está sempre transparece em seu trabalho. Na verdade, se estou muito deprimido e infeliz, eu nem trabalho. Isso não acontece com muita frequência. Geralmente eu trabalho sete dias por semana. Hoje em dia, o trabalho é a única coisa que eu faço. Estou com, deixe eu ver, 77 anos, e sinto que ainda estou apenas explorando coisas. Neste momento, estou explorando a perspectiva de maneira nova. Isso é interessante para mim. Não sou um artista deprimido. A arte deve transmitir alegria. Ainda não vi a exposição de Matisse [a exposição “Cut-Outs” da Tate que foi levada aos Estados Unidos], pretendo ir na semana que vem quando eu estiver em Nova York, mas estou com muita vontade de ver. Matisse é pura alegria. Jovens e velhos amam isso, não? E acho que minha mostra na Royal Academy foi vista por jovens e velhos, então isso deve ser uma coisa boa. Ali Smith (escritora) Como você descreveria o lugar onde as coisas que

você já leu e a música que conhece penetram os quadros que você faz? Olho para suas paisagens e de alguma maneira eles me parecem... Beethoven. É uma forma de sinestesia em ação? Se é sinestesia, não sei. Alguém disse que sou sinestesista devido à cor que usei nas imagens que fiz para o palco de óperas anos atrás, mas acho que não, na realidade. Mas Beethoven... talvez eu estivesse ouvindo Beethoven algumas vezes quando pintei uma paisagem. Eu me lembro de que no carro, a caminho de Woldgate, eu ouvia Glenn Gould tocando ao piano a versão de Franz Liszt da “Quinta Sinfonia” de Beethoven. O carro foi o último lugar onde pude realmente ouvir música, porque era um carro bom, tinha 18 caixas de som. Bella Freud (estilista) Como você bolou um jeito tão bom de se vestir? Foi algo pensado com cuidado ou foi um experimento casual que funcionou bem? Foi por acaso! Não sei, meu pai era um dândi. Ele sempre usava ternos, e eram feitos sob medida. Ele não ganhava muito, mas naquela época as pessoas mandavam fazer seus ternos. Ele os mandava fazer em Bradford, só isso. Hoje eu tenho uns dez ternos e na realidade é só isso que uso. Durante uns 20 anos a

desenhar, porque estava na escola de artes de Bradford e em Bradford você podia ficar na escola das 9h às 21h. Passei quatro anos desenhando. Se você faz isso você melhora, qualquer pessoa melhoraria, mas hoje não são muitas as pessoas que tentam, e é esse o problema. Eu tentei e me aperfeiçoei rapidamente. Não sei como estão as escolas de arte hoje, mas me disseram que elas não ensinam mais desenho. Isso me parece uma insensatez. O desenho será necessário no futuro. Videogames e outras coisas – são pessoas desenhando. Sempre é preciso voltar à tábua de desenho. Sempre. Mesmo no computador, é preciso voltar à prancheta de desenho. Yinka Shonibare (artista visual) Desenhar com o iPad lhe dá a mesma sensação que desenhar no papel? Não, porque você está desenhando numa folha de vidro. Mas num iPad você pode desenhar para sempre, e numa folha de papel isso não é possível. E no iPad você desenha de forma um pouco diferente, mas é só isso. O desenho existe há 50 mil anos, não é verdade? Acho que ele vem de algum lugar muito profundo em nosso íntimo. Quando aquele pessoal todo nos anos 1970 estava tentando abrir mão do desenho, eu fui ver essas pessoas e elas me disseram: “Agora não é mais preciso desenhar”. E eu observei: “Por que vocês não tentam dizer isso àquela criancinha ali? Tentem lhe dizer que ela não precisa desenhar e vejam o que acontece”.


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Continuação

Leitores perguntam Se você pudesse dar um grande jantar para cinco pessoas, vivas ou mortas, quem eles seriam? Cinco pessoas: Picasso, Goya, Rembrandt, Michelangelo e um escritor, talvez Goethe, porque sei que ele tinha um papo interessante e porque não sei muito sobre ele. Eu frequentemente faço uma peregrinação até a galeria Salts Mill, em Saltaire, para ver suas obras e me comovo com a dos últimos momentos de vida de sua mãe. Quando você cria um trabalho profundamente pessoal, como esse, como se sente quando volta para vê-lo alguns meses ou anos mais tarde? Penso em minha mãe. Penso nela com frequência. Nos últimos dez anos de vida dela eu ia vê-la quatro vezes por ano. Ela viveu até os 99 anos. Eu passava uma semana em Bridlington e a desenhava, sempre. Pensava que talvez aquela fosse a última vez que a veria. E ainda tenho todos aqueles desenhos. A pintura da qual você fala pertence a mim, eu apenas a cedi temporariamente a Saltaire. Guardei todas as pinturas e os desenhos de minha família; só dei uma para a Tate porque a queriam,

mas fiquei com muitas. Mais adiante vou dá-las a museus e assim por diante. Uma das coisas que sempre amei em você e seu trabalho é que você dá a impressão de ser totalmente indiferente às críticas. Essa impressão é verdadeira? Ou alguma crítica já o feriu ou o obrigou a rever seu trabalho? Não, isso nunca aconteceu. A maioria das críticas não é grande coisa. Se eu prestasse atenção aos críticos, ficaria louco. Nunca dei importância a Brian Sewell; ele me ataca sempre, ataca todos os artistas ingleses contemporâneos, mas na realidade ele é uma piada, só isso. Nunca o levei a sério. Sim, sempre fui capaz de ignorar as críticas. Na realidade, sempre tive muita autoconfiança. Quando cheguei ao Royal College of Art, as pessoas me tratavam com sarcasmo por eu ser de Yorkshire, faziam piadinhas em tom de menosprezo. Eu não dava bola, mas às vezes olhava os desenhos delas e pensava: “Se eu desenhasse assim, ficaria calado”. Mas eu nunca me importei, não tinha importância. Quando primeiro fui para Londres, imaginei que todo o mundo ali seria

muito, muito bom, mas depois de quinze dias no Royal College eu já tinha formado uma opinião sobre muitas coisas. Podia ver que nem todos eram tão bons assim. Sempre tive autoconfiança porque eu sabia desenhar. Eu tinha consciência de possuir um talento; tive essa consciência desde menino. Eu pensava: “Se as coisas ficarem difíceis, eu sempre poderia pintar retratos no La Coupole, em Paris”. Havia um homenzinho que desenhava retratos, e eu pensava: “Eu também poderia fazer isso”. Pensar que você sempre teria a opção de fazer isso ou aquilo lhe dá confiança. Você sempre foi um homem apaixonado. Agora que está mais velho, qual é o papel do amor em sua vida? Esse papel mudou? Amo meu trabalho. E acho que o trabalho tem amor, na realidade. Estou morando sozinho. Bem, vivo com JP, mas não somos amantes. Estou aberto à possibilidade do amor romântico, estou sempre aberto! Mas não espero isso agora. Já tive amor suficiente, estou razoavelmente feliz aqui. Não estou infeliz. Estou trabalhando, é só isso que quero fazer, e há amor em minha vida. Amo a vida. É assim que assino cartas: “Amo a vida, David Hockney”. Quando estou trabalhando, me sinto como Picasso, me sinto como se tivesse 30 anos. Quando paro, eu sei que não tenho, mas quando pinto, passo seis horas por dia em pé e me sinto com 30 anos, isso mesmo. Picasso disse que entre os 30 e os 90 anos, ele sempre se sentiu com 30 quando pintava. O que você diz aos não fumantes que falam de seu vício em tom farisaico? Uma vez eu estava caminhando no Holland Park (estava posando para Lucian Freud) e parei para observar alguns coelhos pretos brincando. Me sentei num banco e então algumas pegas – aves pretas e brancas – pousaram no chão. Eram bonitas. Eu estava sentado lá, fumando um cigarro, e três garotas passaram ao lado correndo. Elas me viram, disseram “ai, ai” [faz um gesto de repreensão com o dedo]. Fiquei sentado e pensei: “Elas acham que são muito saudáveis, mas não viram os coelhos”. Pensei: “Sou mais saudável que elas”. As pessoas são mesquinhas, são sim. São mesquinhas e deprimentes: deprimentes! Uso a palavra “deprimente” porque acho muitas pessoas deprimentes, e elas não me interessam. São deprimentes. Deprimentes demais. Você acha que, com sua arte, mudou a atitude das pessoas em relação à homossexualidade? Se sim, isso é importante para você? Provavelmente, e isso é uma coisa boa, acho. Sim, quando

eu era muito jovem eu já sabia que os gays escondem coisas, e eu não queria fazer isso. Pensei: “Vou ser um artista, simplesmente. Tenho que ser honesto”. É preciso ser honesto. Então era isso, eu era gay e isso não me preocupava. E eu sempre dizia que vivíamos na zona boêmia e que ela é um lugar tolerante. Naquela época existia uma zona boêmia. Hoje em dia não existe, porque, para haver uma zona boêmia, é preciso haver lugares que custem pouco, certo? Paris foi uma cidade boêmia no passado, mas hoje não é, é rica demais. Nova York está ficando assim. Acho que não existe muita zona boêmia em Nova York hoje. Se você pudesse ter uma pintura apenas da história pendurada em seu quarto, qual seria? E, se daqui a 2.000 anos só restassem algumas poucas de suas telas, qual você mais gostaria que durasse? Há um desenho de Rembrandt que para mim é o maior desenho já feito. Está no British Museum. É de uma família ensinando uma criança a andar, então é uma coisa universal, todo mundo já viveu ou viu isso. Todo mundo. Eu costumava imprimir cópias grandes de desenhos de Rembrandt, eu as dava às pessoas e dizia: “Se vocês encontrarem um desenho melhor, mandem para mim. Mas se vocês encontrarem um melhor, será de Goya ou de Michelangelo, talvez”. Mas na realidade acho que não existe nada melhor. É um desenho magnífico, magnífico. Quanto a uma pintura minha... 2.000 anos! Isso é muito tempo, acho que até lá minhas pinturas não serão mais grande coisa. Mas na realidade eu as pinto para durar, e elas são pintadas corretamente, ou seja, são pintadas “gordo sobre magro” [permitindo que as camadas inferiores sequem, para evitar rachaduras na superfície], então a tinta se projeta. A primeira coisa que fiz quando ganhei dinheiro foi comprar telas e tintas de qualidade melhor, porque sabia que era necessário, e posso olhar aqueles quadros de 50 anos atrás e ainda estão bem. Se eu tivesse que escolher apenas um, escolheria o retrato de meus pais. Mas não sei se ele duraria 2.000 anos. Talvez durasse, mas as pinturas só duram se alguém realmente quer vê-las; se são guardadas em algum depósito, acabam virando pó. Qual foi a pessoa mais linda que você já beijou? O artista Peter Schlesinger, talvez. Eu o conheci quando ele tinha 18 anos, e eu, 28. Ele era um rapaz muito, muito, muito sexy, e era inteligente também. Eu já tinha conhecido rapazes sexy antes, mas não eram muito espertos. Peter era inteligente, era um tipo diferente de pessoa.


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Diário de Guadalajara O MAPA DA CULTURA

4 O México que grita 43 O eco dos protestos, da feira do livro ao cinema

SYLVIA COLOMBO

Um jipe do Exército à porta, o teto aberto e duas metralhadoras a postos, exibindo sua reluzente munição dourada, era o sinal de que esta não seria uma típica edição da Feira do Livro de Guadalajara. Em seu 28º ano, o principal festival literário do mundo hispânico esperava manifestações populares motivadas por discursos de escritores contra o governo do presidente Enrique Peña Nieto. O Exército foi chamado a vigiar as entradas por onde passaram mais de 800 mil visitantes (em duas semanas) e mais de 600 escritores, de 1.200 editoras e 42 países. E os protestos vieram: manifestações de rua e de pedidos de justiça para a tragédia dos 43 estudantes desaparecidos no Estado de Guerrero, supostamente mortos em ação conjunta do narcotráfico e as autoridades municipais. O ruído das passeatas inter-

rompeu mesas e levou os autores a juntarem-se à multidão, entre eles Juan Villoro e Paco Taibo II, que engrossaram a caminhada pela avenida de las Rosas. Ainda, jovens se meteram entre estandes e palestras e, ao sinal de um apito, contavam alto até o número 43, com o público fazendo coro e, no final, gritando: “Justiça!”. Solene nas homenagens a seus mortos, neste ano a FIL havia escolhido lembrar Octavio Paz, Julio Cortázar e José Emilio Pacheco. Mas o grito por Ayotzinapa foi mais forte, encabeçado por veteranos, como Elena Poniatowska, 82, autora de “O Massacre de Tlatelolco”, sobre a repressão ao movimento estudantil de 1968, e Fernando del Paso, 79, autor de “Notícias do Império”, outro título importante para entender a história do México. Del Paso apareceu com uma camiseta que dizia: “No mames, Peña Nieto” (algo como: “Corta essa”), enquanto Poniatowska comparou a repressão aos pro-

testos a crimes do nazismo. #Yamecansé A inquietação social, que tem levado milhares às ruas na Cidade do México e em outros grandes centros do país, também tem um lado cruelmente humorístico. Camisetas vendidas no metrô, pulseiras e memes circulam com a frase dita pelo Procurador-Geral da nação, Jesús Murillo Karam, quando quis parar uma entrevista sobre o desaparecimento dos estudantes: “Ya me cansé” (já me cansei), disse, tentando interromper a onda de perguntas dos jornalistas. A cena, captada, foi repetida milhares de vezes, transformada em clipe ao som de rap e outros gêneros, enquanto a expressão virou hashtag para convocar novos protestos. Narcocorridos Os primeiros “corridos” nasceram no norte do país e eram dedicados a heróis da Revolução Mexicana (1910). Um

dos gêneros mais populares do México, nas últimas décadas eles se tornaram uma espécie de funk carioca ou rap paulista, fazendo o elogio do marginal e da coragem diante do poder público. Daí à apologia do narcotráfico foi um pulo, e popularizaram-se os “narcocorridos”, vendidos e consumidos ilegalmente. Fãs e músicos, porém, estão mudando de atitude desde a tragédia de Ayotzinapa. Os Tigres del Norte, grupo mais famoso do gênero, disse que não fará “corridos” que mencionem o massacre. “Nossa tarefa sempre foi contar o que se passa na vida dos mexicanos através da música. Mas agora isso ficou impossível. Por respeito às famílias, não transformaremos o caso em canção”, disse Jorge Hernández, membro do grupo, em entrevista antes de um show em Sinaloa. Também nos meios de comunicação surgem colunistas que pedem moderação no consumo do gênero,

por considerarem que estimula a violência. Telona Enquanto o premiado diretor de “Amores Brutos”, Alejandro González Iñarritú, segue o rumo de Alfonso Cuarón (“Gravidade”, Oscar de melhor diretor) e aposta no sucesso nos EUA – continua acumulando prêmios de festivais alternativos dos EUA com seu “Birdman”, com Michael Keaton e Edward Norton –, os mexicanos têm lotado os cinemas para ver tramas baseadas na realidade do país. Depois de “El Infierno” (2010), sobre um imigrante que volta do exterior e entra para o narcotráfico, o diretor Luis Estrada volta com “La Dictadura Perfecta”, uma sátira sobre o mundo da corrupção. A expressão é uma citação do peruano Mario Vargas Llosa, que uma vez se referiu ao PRI (Partido Revolucionário Institucional) desta forma – pelo fato de o partido ter ficado no poder 70 anos.


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Plateia

Jornalista conta a trajetória de Seu Jorge (92) 3090-1042

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Companhia de dança

prepara novas produções FOTOS: DIVULGAÇÃO

Em 2015, a Companhia Encontro das Águas voltará a apresentar a montagem “Sambalé” e vai promover um curso de férias Cena da montagem “O Quebra Nozes”

Grupo estreou no 1º Festival de Dança do Amazonas

SÉRGIO RODRIGUES Especial EM TEMPO

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m 2008, quando era aluna do curso de dança da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Juliana Borges sentiu a necessidade de criar um grupo de dança devido às suas experiências no laboratório de investigação coreográfica e ao desempenho de sua produção “O Complexo de Édipo”. Já como bacharel, em 2009, Juliana iniciou a Companhia de Dança Encontro das Águas que, no mesmo ano, fez sua estreia no primeiro Festival de Dança do Amazonas e continua oferecendo espetáculos diferenciados ao público. Neste ano, o grupo estreou o espetáculo “Sambalé”, que chegou a ser exibido na Mostra de Música Modama, do Sesc Amazonas. Juliana Borges foi a idealizadora da peça que, segundo ela, foi realizada como uma homenagem a Copa de 2014, sediada no Brasil. “Como o nome sugere, o espetáculo é um ‘mix’ de samba e balé. Funciona como um mostruário da nossa cultura por meio do balé e do gingado brasileiro. Os ‘passinhos’ de samba aparecem misturados aos movimentos de balé”, explica. O figurino também foi assinado por Juliana, que escolheu as cores da bandeira brasileira como uma forma de acentuar a cultura que deu origem ao samba. “Todos usam verde, amarelo, azul e branco. A bandeira também

fica bordada nos bailarinos. Geralmente, quando idealizo o espetáculo, também já penso nas cores do figurino e na confecção das peças”, diz a diretora. O repertório usado no “Sambalé” prioriza clássicos brasileiros como “Tico-Tico no Fubá”, composto por Zequinha de Abreu e eternizado na voz de Carmen Miranda, “Aquarela do Brasil”, escrita pelo compositor mineiro Ary Barroso, além de outros. “A recepção do público é sempre bastante

PRODUÇÃO

Neste ano, o grupo estreou o espetáculo “Sambalé”, que chegou a ser exibido na Mostra de Música Modama, do Sesc, e voltará a ser apresentado no dia 24 de janeiro positiva porque as pessoas se identificam e se envolvem com o espetáculo de forma bem rápida”, enfatiza Juliana. Reexibição O “Sambalé” chegou a ser exibido ontem, no Espaço das Companhias, localizado na rua Dona Libânia, no Centro. Apesar das apresentações anteriores, Juliana Borges esclarece que foi a primeira vez que o espetáculo foi exibido em seu formato completo, com 30 minutos de duração, contando com

sete bailarinas e um bailarino no palco. Uma reexibição já está marcada para o dia 24 de janeiro, no mesmo espaço e com o mesmo preço de entrada, R$ 10. “Em janeiro, a companhia também realiza um curso de férias com duração de três semanas em parceria com o professor e coreógrafo Osvaldo Malaquias. Após o curso, que vai produzir trabalhos baseados em produções originais e espetáculos já apresentados, vamos apresentar os resultados junto com a reexibição do “Sambalé”, adianta Juliana. Parceria Para 2015, a Cia. Encontro das Águas já trabalha, também, com novas ideias. De acordo com Juliana, a parceria e o contato com músicos eruditos na UEA renderam bons frutos e, desde 2008, havia a vontade de realizar um trabalho juntos. Assim, nasceu a ideia do espetáculo “Identidade: Aquilo que Eu Quero Ser”. “O argumento é sobre uma bailarina que tem a vontade de aprender a tocar violino e a curiosidade de uma musicista que quer aprender dançar”, revela. Segundo a diretora do grupo, o espetáculo ainda está em fase de pesquisa coreográfica, porém, Juliana Borges adianta que a vontade da bailarina será frustrada. “Um instrumento musical exige muitos anos de treinamento para a afinação e os ouvidos. Já a dança é mais acessível, a musicista não ficará frustrada no final”, revela.

O curso de férias que a companhia planeja para 2015 terá duração de três semanas

É possível que, no ano que vem, o grupo volte a trabalhar com músicos eruditos da UEA


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FOTOS: SILVIA CASTRO

>> Casa Vhida 15 anos . Associação de Apoio à Criança com HIV, conhecida como Casa Vhida, irá comemorar no dia 17 de dezembro 15 anos de trabalhos com crianças e adolescentes vivendo com HIV. Em comemoração à data, funcionários, pacientes, pais e voluntários da Instituição irão promover na sede da Casa Vhida, durante o mês de dezembro, várias atividades com o tema: “15 anos fazendo

da Vhida uma alegria’’ . No dia 17, às 16h, haverá missa em ação de graças celebrada por dom Mario Pasquoalloto, seguida por evento festivo para as crianças. . Nos demais dias, parceiros e voluntários da instituição que irão promover atividades lúdicas e recreativas com apresentações musicais, teatrais e entrega de presentes para os pacientes.

Fernando Coelho Jr. fernando.emtempo@hotmail.com - www.conteudochic.com.br

INTERINO: GUTO OLIVEIRA

Wernher Botelho movimentou o centro histórico de Manaus

>> Belle Époque

Fernando Salignac e Wernher Botelho, aniversariantes da temporada

. O promoter Diógenes Queiroz, amazonense, radicado no Rio de Janeiro também reserva paixão pela culinária. . Diógenes mais conhecido por Bjay estará assinando o menu degustação da Balada Gourmet que acontece dia 18 de dezembro, às 21h, no Belle Époque Bistrô, no Shopping Ponta Negra. . De quebra, o espaço se transforma numa pista e recebe o DJ carioca Lucce responsável por agitar várias festas produzidas pelo promoter. A noite promete!

>> Carnaval . Hoje, a Mocidade Independente de Aparecida realiza mais um ensaioshow. Desta vez, a quadra da Soberana não muda de cor e recebe a verde e branca: Reino Unido da Liberdade. A festa começa às 18h e a banda Anonimatos dá as boasvindas aos sambistas.

. Na ocasião, a soberana aproveita para apresentar seus candidatos a corte do Carnaval de Manaus. Marcelo Silva, Sol Gomes, Monik Sena e Serjão da Mocidade concorrem aos títulos de passista de ouro, rainha do Carnaval, mulata de ouro e rei momo, respectivamente.

Ana Goreth Pimentel e Paulo Marinho na badalada festa de Wernher e Fernando

>> Novidade Fitness . O Espaço Body Fitness, localizado na avenida Belo Horizonte, inaugurou no último fim de semana. O complexo conta com três andares, equipamentos modernos, todos de última geração, profissionais capacitados para atender diferentes públicos e necessidades, além do amplo estacionamento. No comando do novo empreendimento está a empresária Renata Rodrigues Pinto. . Com uma proposta diferenciada de “Club Fitness”, o Espaço Body Fitness vai oferecer aos clientes alternativas variadas para usufruir do local, de acordo com as necessidades. Outro diferencial é a equipe de professores de educação física capacitados para atender o público da Melhor Idade. No time de profissionais do novo complexo, uma seleção de nomes que se destacam no universo bodybuilding em Manaus.

Fernando Salignac e Bosco Fonseca Liza Melo na festa que movimentou o Les Artistes Café Teatro

>> Objeto de desejo . A fragrância é uma composição intensa de âmbar, couro, especiarias e madeiras. Ele abre com acordes de rum natural e especiarias luminosas. Tuberosa, absoluto de íris e couro formam o núcleo do perfume, colocado na base de benjoim, fava tonka e madeira guaiac.

TELEVISÃO

Fábio Jr. lança clipe no ‘Domingão’ Destaque na trilha sonora da novela da Globo “Alto Astral”, a nova música de trabalho do cantor Fábio Jr., “O que importa é a gente ser feliz”, terá seu videoclipe lançado hoje, no palco do “Domingão do Faustão”. No programa, o artista também vai apresentar as músicas que, ao longo de sua carreira, se tornaram grandes hits em trilhas de novelas. “Estou feliz demais por lançar esse videoclipe no Faustão, que é um amigo de longa data e me sinto muito à vontade no palco com ele. O que importa, realmente, é a gente ser feliz”, comenta. “O que importa é a gente ser feliz” é uma composição assinada por Fábio Jr. e Dudu Borges, produtor do novo álbum do cantor, que será lançado pela Sony no começo de 2015. O videoclipe, dirigido por Bruno Fioravanti, traz a participação da atriz global Patrícia Naves, com cenas registradas no estúdio Quanta e externas numa residência em Alphaville (Grande São Paulo). A participação especial de Fábio Jr. vai ao ar a partir das 15h30.

A nova música do cantor foi incluída na trilha da novela “Alto Astral”


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D3 DIEGO JANATÃ

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Diversos bailarinos dos Corpos Estáveis do Teatro Amazonas vão marcar presença no espetáculo natalino

Balé Experimental faz sua estreia no Glorioso SÉRGIO RODRIGUES Especial EM TEMPO

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lém da direção de coreógrafos americanos para o Concerto de Natal Glorioso, que será encenado no dia 25 de dezembro, a produção terá a primeira participação do grupo de Balé Experimental do Corpo de Dança do Amazonas (CDA) no espetáculo este ano. Os palcos também vão cobrir uma área maior na avenida Eduardo Ribeiro e na rua 10 de Julho, e o poeta Dori Carvalho vai interpretar o dramaturgo Américo Alvarez, o “Vovô Branco”, ícone da cultura amazonense na década de 60. Criado no ano passado e com o início de suas atividades este ano, o Balé Experimental trabalha com jovens bailarinos bolsistas de 15 a 22 anos. No dia 9 de novembro, o grupo fez sua estreia com o espetáculo “Simplesmente Ernesto”, baseado

na biografia musical de Ernesto Nazareth, que foi adaptada pela Orquestra de Violões do Amazonas. “Também participamos do Festival Amazonas de Ópera e da programação que a Secretaria de Estado da Cultura fez para a Copa 2014. Apesar de eventos menores, tivemos uma boa preparação e agora, pela primeira vez, os bailarinos têm a chance de participar de um espetáculo como o Glorioso”, informa Monique Andrade, diretora do grupo. Segundo ela, o corpo do Balé Experimental vai participar do Glorioso em cenas específicas e também em conjunto com os outros corpos de dança envolvidos, como o Balé Folclórico e o CDA. “O nosso grupo era a ponte que faltava entre o Liceu de Artes Cláudio Santoro e o CDA. Os bailarinos são preparados para entrar em nosso corpo artístico superior ou alçar voos maiores em suas carreiras”, explica. O diretor do CDA, Getúlio

Lima, declara que serão usados 16 bailarinos do Corpo de Dança, três grupos internacionais com 24 bailarinos cada um, 22 ginastas, 30 bailarinos do Balé Folclórico, 12 casais da dança de salão e 12 integrantes do Balé Experimental. “Este ano, o desafio é assimilar a coreografia em um espaço de tempo curto. A metodologia dos coreógrafos americanos não difere muito da que foi usada nos anos anteriores, porém, eles chegaram no início deste mês, então, estamos ensaiando todos os dias para demonstrar um bom resultado”. Cênica O aparato técnico também traz novidades em 2014. Segundo o diretor técnico do espetáculo, Marcos Apolo Muniz, da Central Técnica de Produção (CTP), os equipamentos de som e iluminação estão mais sofisticados, representando um ganho considerável de efeitos

especiais. “Os palcos terão um diâmetro maior e cerca de 3 mil metros quadrados de espaço cênico. Também temos o show de fogos de artifício, que todo ano acontece de uma forma diferente. Ainda estamos acertando os possíveis locais de onde sairão os fogos, mas já estamos considerando a Casa dos Padres e o Prédio da Rádio Rio Mar”, afirma. No elenco, a novidade é a escolha do poeta e autor Dori Carvalho para a interpretação do protagonista do espetáculo deste ano, o dramaturgo Américo Alvarez. Dori Carvalho nasceu em São Joaquim da Barra, em São Paulo. Como ator, trabalhou em peças como “Elogio da preguiça”, de Márcio Souza, e “Aquela outra face da tribo”, de Aurélio Michiles. A partir de 1978, passou a residir em Manaus, onde já publicou os livros de poesia “Desencontro das águas” (1986) e “Paixão em fúria” (2004). MARINHO RAMOS

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O Concerto de Natal deste ano apresentará novidades técnicas e o poeta Dori Carvalho interpretando Américo Alvarez

Adereços, alegorias e roupas dos artistas são produzidos na CTP

ENTRETENIMENTO

Parque Cidade da Criança recebe o Papai-Noel hoje

A casa do Papai-Noel, no Parque Cidade da Criança, ganhou uma decoração especial para receber o público

Quem for ao Parque Cidade da Criança neste fim de semana vai encontrar o espaço em clima natalino e com uma programação especial que terá seu ápice hoje, com a tradicional chegada do Papai-Noel, que estará em sua casa recebendo o pedido das crianças. A chegada do bom velhinho está programada para as 18h e sua casa, preparada para receber as crianças, contará com uma decoração que inclui até chaminé e ceia de Natal. A diretora do parque, Socorro Andrade, explica que a programação já está planejada. “Nós preparamos um show com músicas natalinas e com personagens vivos, como biscoito de Natal, boneco de neve, árvore de Natal, que vão interagir com as crianças e o público presente”, explica. Ontem, o local abrigou uma oficina de confecção de fantoches e pintura facial e ainda

um teatro de fantoches com as histórias “A Rosa de Natal” e o “Pinheirinho de Natal”. À tarde houve oficinas de pintura e esculturas com balões. O parque também abriu espaço para o Clube de Mães da Oficina de Artesanato Porto de Luz, que vai expor seus produtos na Feirinha de Natal, a partir de amanhã. A exposição será na Vila Feliz. Recentemente, o parque, que é gerenciado pela Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), passou por um processo de revitalização que incluiu pintura, serviços de jardinagem, iluminação e manutenção dos brinquedos. O Parque Cidade da Criança está localizado na avenida André Araújo, com entrada pela rua Castro Alves, no bairro Aleixo, e funciona em horário especial, de segunda a sexta-feira, de 13h às 20h, e aos sábados e domingos, de 10h às 21h.


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RESENHA

O rei da ‘sofrência’ virou sucesso absoluto PERFIL

Isabella Siqueira de Castro e Costa, editora do caderno de Política do EM TEMPO

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ocê pode até não curtir o gênero romântico-brega, mas atire a primeira pedra aquele que nunca ouviu uma “piadinha” relacionada ao cantor mais badalado do momento: Pablo, o rei da “sofrência”. Estourado nas rádios do Norte e Nordeste e ganhando espaço no mercado do Sul e CentroOeste, o cantor que se intitula a voz romântica do país virou hit com a música “Porque o homem não chora”. E sabe aquela máxima de que o homem é produto do meio? Pois é, de tanto ouvir falar do artista, baixei o álbum para escutar o repertório. E pasmem! Nos sites de música e no YouTube, Pablo tem mais de 2,5 milhões de acessos e recebe diariamente declarações rasgadas de fãs em todo país. Prestigiei o álbum do artista até o fim e ainda repeti por três vezes o hit “Porque o homem não chora” na tentativa de entender o que era essa sofrência que tanto falavam. A letra da música mais badalada dos últimos tempos narra a história de um homem que

se desiludiu amorosamente e decidiu arrumar as malas e sair de casa, acusando a mulher de ser a culpada pelo fim do romance. Juro que tentei entender o enredo, idealizar esse sofrimento, em saber por que essa música fazia as pessoas chorarem, mas no fim veio a desilusão, pois comigo essa dor de coração partido não fez efeito. Não esbocei sequer uma lágrima... Talvez tenha faltado o resto do “kit-sofrência”, que traz ainda uma garrafa de pinga e uma carteira de cigarro daqueles bem vagabundos. Porém, engana-se quem acha que Pablo é cantor apenas de um sucesso. No repertório do artista, a música “Bilu Bilu” também já vem ganhando espaço no cenário musical. E adivinhem o que ela relata? O fim de um relacionamento. A melhor parte é o trecho que diz: “Como criança em seus braços, eu me sinto um rei de sangue azul. Gosto quando encosta em meu nariz e faz bilu bilu bilu bilu” (...). Ao fim, senti um enorme saudosismo de Caetano Veloso, Chico Buarque, Maria Betânia,

Gal Costa e tantos outros grandes artistas da Música Popular Brasileira (MPB). A o s e r questionado sobre como conseguiu virar esse fenômeno, Pablo alega que suas músicas relatam o cotidiano dos relacionamentos amorosos. E foi aí que, por alguns segundos, pensei em procurar um terapeuta de relacionamentos conjugais para tentar resolver o meu problema, pois as letras das músicas de Pablo contradizem tudo que vivi e aprendi sobre o amor. O fato é que, brega ou não, Pablo se tornou um fenômeno e sem gastar um centavo de mídia com isso. Enquanto dezenas de artistas investem milhões para a produção de clipes, CDs promocionais e mídias de divulgação, Pablo ganha espaço por meio do boca a boca.

E o mercado para ele só cresce. Com mais de 25 shows agendados por mês, o cantor acabou de gravar um DVD acústico pela Som Livre e já fala no lançamento da carreira internacional. Para 2015, o foco está voltado para um bloco no Carnaval em Salvador, no circuito mais badalado da Barra/Ondina, onde o rei da sofrência pretende arrastar uma multidão. Eu, que tantas vezes torci o nariz para Reginaldo Rossi, o verdadeiro rei do brega, agora acho “Garçom” um clássico. Percebi que as coisas sempre podem ficar pior. Seu Rossi, sim, era um verdadeiro poeta.

Enquanto dezenas de artistas investem milhões para a produção de clipes, CDs promocionais e mídias de divulgação, Pablo ganha espaço por meio do boca a boca”

LIVRO DIVULGAÇÃO

A carreira do cantor Seu Jorge é tema do livro de estreia do jornalista Leonardo Rivera

Trajetória rumo ao mainstream RIO DE JANEIRO – Em 1990, quando sua casa foi invadida e um irmão, assassinado, um dos tios de Jorge Mário da Silva queria saber o que ele – então com 20 anos, negro e pobre – faria para sustentar a casa, cuidar da mãe e dos irmãos mais novos. A resposta, meio sem convicção, foi que ele “seria músico”. O tio rebateu: “Você está maluco?”. Corta para 2014: o tal Jorge Mário é agora Seu Jorge, músico, cantor e ator, paparicado no exterior e dono de um dos maiores cachês entre artistas brasileiros. No Réveillon de Copacabana, o mais disputado do país, será a estrela principal: receberá R$ 700 mil para animar a festa de mais de 2 milhões de pessoas na noite de 31/12. Os acontecimentos que conduzem Seu Jorge da infância pobre no Gogó da Ema, subúrbio de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, aos cachês polpudos e à vida confortável em Los Angeles é retratada na biografia não autorizada “Seu Jorge, A In-

teligência É Fundamental” (editora MPM Neto), livro de estreia do jornalista e produtor carioca Leonardo Rivera. O autor refaz os passos que levaram o cantor à música e ao mainstream a partir de uma posição privilegiada. Rivera era um dos caçatalentos da Polygram no final dos anos 1990, quando as gravadoras eram soberanas e todos os olhares estavam voltados para a cena carioca, mais precisamente a de Santa Teresa. Por obra da gravadora, moravam no bairro Chico Science e Nação Zumbi. A mescla regional/universal que marcou o manguebeat deu um estalo em Seu Jorge. Farofa Carioca Inspirado pela alquimia do Recife, o cantor formou a Farofa Carioca. O disco de estreia, “Moro no Brasil” (1998), fez sucesso com a faixa-título que diz: “Moro no Brasil/ não sei se moro muito bem ou muito mal/ só sei que faço parte do país/ inteligência é fundamental”. A vida de Seu Jorge mudaria

de vez com o papel em “Cidade de Deus” (2002). Celebridade planetária, chegou a dividir set com Bill Murray e Cate Blanchett em “A Vida Marinha com Steve Zissou” (2004), de Wes Anderson. A expressão “biografia não autorizada” incomoda Rivera. Ele diz que Seu Jorge sabia que o livro seria escrito, mas não o leu e não proibiu sua publicação. “É biográfico, mas é um tributo acima de tudo”, diz Rivera. De fato, quem folhear as 176 páginas do livro atrás de fofocas sobre a vida pessoal do artista vai se frustrar. “Não me interessei [por detalhes da vida pessoal]”, diz. “O livro se fecha na questão dele como ator e músico, enaltece um cara que já morou na rua e hoje se liga na Bolsa, é empresário de si mesmo”. Atração à parte são as entrevistas de Seu Jorge. Muitas foram transcritas de programas de TV de que ele participou, algumas de publicações e outras ele concedeu ao autor. Por Adriano Barcelos


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Canal 1 plateia@emtempo.com.br plateia

Em rede Ricardo Waddington, diretor de núcleo e novo responsável pelo “Estrelas”, planeja transformar Angélica em uma apresentadora de rede aos sábados. Como é de conhecimento, o seu programa não é transmitido para todo o Brasil, porque é exibido no horário das programações locais.

TV Tudo Última gravação Carlos Alberto de Nóbrega comanda na terça-feira a última gravação desta temporada de “A Praça é Nossa” no SBT, um especial que será exibido dia 1º. Entre outros convidados, participações de Agnaldo Rayol, Arnaldo Saccomani e Raul Gil. Nada mudou O vento continua muito a favor para Miguel Falabella na Globo. Além dos novos projetos que ele vem desenvolvendo para o canal, surge a informação, nos bastidores da casa, que a série “Pé na Cova” terá duas temporadas na programação 2015. As

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gravações começam em janeiro. Como se observa, o perrengue provocado por “Sexo e as Negas” não alterou em nada a rotina do Falabella na Globo. Retirada Logo depois do Natal, Carlos Alberto de Nóbrega e a mulher, Andrea, iniciam planejada viagem, que vai servir como nova lua-de-mel. O casal deve passar um mês de férias nos Estados Unidos. Férias dos titulares Renata Fan e Neto vão ao vivo com os seus programas, “Jogo Aberto” e “Os Donos da Bola”, respectivamente, até o dia 19, a outra sexta. A partir daí, Paloma Tocci e Patrícia

Maldonado se revezarão no “JA”, durante as férias da Renata, e Fernando Fernandes cobrirá a ausência do Neto. Cada caso... Até onde se sabe, Dan Stulbach poderá se dividir normalmente entre seus trabalhos no GNT, “Saia Justa”, e a bancada do “CQC” na Bandeirantes em 2015. Nenhuma novidade quanto a isso, porque Mariana Weickert sempre participou de programas na própria Band e também nos canais Globosat. ... É um caso Mas o que vale para o artístico, não tem valor para o esporte e jornalismo. No caso desses dois últimos, o profissional só poderá trabalhar em empresas do mesmo grupo – Band e BandSports, por exemplo. O veto a canais de fora consta inclusive em cláusula contratual. De férias Depois de completar mais uma série de reportagens nos Estados Unidos, Amaury Junior ficou por lá mesmo, na sua casa em Orlando, iniciando mais um período de férias. As prometidas mudanças no seu programa devem acontecer no seu retorno ao Brasil em janeiro.

Bate-rebate • Aqui de se falou que a redação de jornalismo da Cultura estava em obras... • ... E realmente estava só que, por algum motivo, elas foram paralisadas na quartafeira... • ... E ninguém tem informações de quando serão reiniciadas. • Neste domingo, o “GloboNews Especial” vai contar a história de nove chineses que, há 50 anos, foram presos e torturados no Brasil... • ...Na ocasião, eles foram acusados de envolvimento numa conspiração comunista... • ... O caso ficou conhecido como o primeiro escândalo internacional de violação dos direitos humanos da ditadura militar brasileira... • ... E o episódio deu origem ao livro “O caso dos nove chineses”, escrito pelos jornalistas Ciça Guedes e Murilo Fiuza de Melo.

Destino não é conhecido Há um enorme silêncio sobre o que será do Zeca Camargo, em meio a todas as mudanças que irão acontecer a partir de agora na Globo. Alguns chegam a apostar que ele será transferido para outro projeto do Entretenimento, porque não existe, por menor que seja, nenhuma possibilidade da sua volta para o Jornalismo.

Flávio Ricco Colaboração: José Carlos Nery

C’est fini O padre Marcelo Rossi será o entrevistado da Marília Gabriela no “De Frente com Gabi”, neste domingo, meianoite, no SBT. Em um determinado momento, ele revela que já pensou em suicídio e se enganou completamente com a depressão. Achava que era frescura. Ficamos assim. Mas amanhã tem mais. Tchau!

Márcio Braz E-mail: plateia@emtempo.com.br

O legado de ‘tristes trópicos’

MÁRIO ADOLFO

GILMAL

ELVIS

O antropólogo francês Claude Lévi-Strauss (1908 – 2009) é, sem dúvida, um dos mais importantes intelectuais da humanidade. Pai da chamada antropologia estrutural, Lévi-Strauss buscou elucidar com sua obra a tentativa de compreender o Outro, a cultura dos chamados povos primitivos, a estrutura e as leis que a regulam. Em “Tristes Trópicos” estamos diante de uma obra prima da literatura mundial. Escrita inicialmente para ser um romance, a obra acabou tomando contornos paradoxais: ao tentarmos buscar o antropólogo nos deparamos com o prosador, ao tentarmos encontrar o prosador nos deparamos com o antropólogo. Escrita quinze anos depois de seu trabalho de campo no Brasil, “Tristes Trópicos” é marcado por uma fina ironia, reflexão profunda e de expressão melancólica. A melancolia é expressa já no título do livro onde, segundo Lévi-Strauss, o pôr do sol visto no Brasil o remetia ao sentimento em voga. O antropólogo contribuiu de forma expressiva para que se diminuísse as fronteiras cognitivas entre os povos. A reflexão para que a humanidade entendesse que o mundo é feito de povos e culturas das mais diversas, cujas práticas têm uma finalidade e importância para cada grupo, ganhou em “Raça e Cultura” a peculiaridade e a grandeza dos grandes mestres. “Tristes Trópicos” nos leva a pensarmos sobre o assunto discutido semana passada a respeito da visão de alguns jogadores sobre a cidade de Manaus. Em primeiro lugar trata-se de uma completa falta de informação (o que se esperar da grande maioria?) pois hoje, com a revolução informacional, não se pode tomar como desculpa o que já se está consolidado. Pelo menos em boa parte dos países, a comu-

nicação é parte de suas dinâmicas, logo, a busca pela informação é mais uma questão de opção – esta formada pela educação – do que à revelia. É o mesmo estigma do caso africano. É contraditório e ao mesmo tempo fascinante pensarmos em como a região que “pariu” a humanidade é hoje o território mais pobre e “desconectado” do mundo. A falta de mão-de-obra qualificada além das redes de telecomunicações serem parcas e de tecnologia precária é um exemplo claro da falta de atrativos que a região exerce em outros países do ponto de vista de investimentos. Portanto, se as políticas públicas locais e internacionais não oferecem interesse na solução desses e de outros problemas, os indivíduos fazem de tudo para incluírem-se na Nova Era. Ditadores, pequenos grupos políticos regionais e “alguns nós de gestão financeira e internacional” procuram se aproveitar ao máximo das vantagens oferecidas pelo poder e acabam por fazer parte de redes de conexão como o caso das redes do crime, das drogas, dos grupos de extermínio etc. Segundo alguns dados de especialistas, mais da metade da população africana não tem acesso à internet. O domínio do computador se restringe a pequenas atividades de rotina burocrática; a quantidade de energia consumida na região é pequena o que acaba por não favorecer a rede elétrica e sem eletricidade como fazer parte da revolução informacional? Sem dúvida, o legado de “Tristes Trópicos” pode ser entendido através de diversos matizes. Os vínculos entre os povos e a compreensão de suas identidades são aquilo que Lévi-Strauss chama de “antropologia”, uma linha que liga todos os povos e nos faz ser únicos, unos.

CMárcio Braz ator, diretor, cientista social e membro do Conselho Municipal de Política Cultural.

Escrita inicialmente para ser um romance, a obra acabou tomando contornos paradoxais: ao tentarmos buscar o antropólogo nos deparamos com o prosador, ao tentarmos encontrar o prosador nos deparamos com o antropólogo”


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Programação de TV

8h Esporte Espetacular

SBT DIVULGAÇÃO

(Rei e Rainha do Mar)

3h45 Jornal da Semana SBT

11h Esquenta

5h Brasil Caminhoneiro

12h35 Sintonize

5h30 Planeta Turismo

13h45 Temperatura

6h30 Vrum 7h Mundo Pet

Máxima. Filme: O aprendiz de feiticeiro

7h45 Chaves

15h31 Domingão do Faustão

9h Domingo Legal

19h Fantástico

13h Eliana

21h18 Domingo Maior. Filme: 2012

17h Roda a Roda Jequiti

23h53 Sessão de Gala.

17h45 Sorteio da Telesena

Filme: Jovens adultos

18h Programa Silvio Santos 22h De Frente com Gabi

1h30 Encerramento Previsto

23h Série: Nikita

(Manutenção Mensal)

0h15 Série: Rizzola & Isles

BAND

1h Série: Pessoa de Interesse 2h Big Bang 3h15 Jogo da Gente 4h Igreja Universal

GLOBO

Nicolas Cage orienta “O aprendiz de feiticeiro” vivido por Jay Baruchel, na Rede Globo

Horóscopo GREGÓRIO QUEIROZ ÁRIES - 21/3 a 19/4 É tempo de trabalhar por seu patrimônio e trabalhar para alcançar a segurança material básica. Utilize-se dos recursos que até aqui aproveitara pouco. Use bem o que é seu.

4h25 Santa Missa 5h25 Amazônia Rural 5h55 Pequenas Empresas, Grandes Negócios 6h30 Globo Rural 7h25 Auto Esporte

Cinema

10h30 Porsche Cup – GP De Mogi Guaçu/SP 11h30 Só Risos 12h 3º Tempo 13h30 Torneio Internacional de Futebol Feminino – Argentina X China 15h55 3º Tempo 16h15 Torneio Internacional de Futebol Feminino – Brasil X Eua 19h Só Risos 20h Polícia 24h 21h Pânico na Band 0h Canal Livre 1h Alex Deneriaz 1h35 Show Business 2h25 Igreja Universal

RECORD

4h Power Rangers – Na Galáxia Perdida 5h30 Santa Missa no Seu Lar 6h30 Sabadão do Baiano 7h Power Rangers + Jimmy Neutron 8h30 Minúsculos 8h45 Informercial – Polishop 9h45 Verdade e Vida 10h Irmão Caminhoneiro – Boletim 10h05 Pé na Estrada

4h Santo Culto Em Seu Lar 4h30 Desenhos Bíblicos 7h30 Record Kids – Pica Pau 9h Domingo Show 13h30 Hora do Faro 17h30 Domingo Espetacular 21h15 Tela Máxima Especial – “Roubo nas Alturas” 23h15 Programação IURD

Cruzadinhas

ESTREIA DIVULGAÇÃO

TOURO - 20/4 a 20/5 Suas melhores capacidades devem ser colocadas em uso neste dia. Não se economize nem se guarde para depois. Seu tempo é agora. Seja quem você quer ser. GÊMEOS - 21/5 a 21/6 Os problemas que podem ser resolvidos hoje não devem ser adiados Imaginar que em outro momento seria mais fácil é se iludir. Hoje é mais fácil, apesar de tudo. CÂNCER - 22/6 a 22/7 Você almeja mais solidez e segurança para seus planos de vida. Hoje, você consegue isso tomando para si a responsabilidade de realizar seus sonhos mais importantes. LEÃO - 23/7 a 22/8 Realizar o que idealizou para o trabalho profissional implica em atravessar dificuldades e vencer obstáculos. Arregace as mangas e faça o que precisa ser feito, por difícil que seja. VIRGEM - 23/8 a 22/9 É tempo de sonhar alto, de imaginar formas de crescer como ser humano. As atividades sociais e culturais estão bastante favorecidas. Coloque em campo seus melhores ideais. LIBRA - 23/9 a 22/10 Você poderia utilizar bem melhor os recursos que tem em suas mãos. Sua atividade de trabalho está mesmo precisando do ingresso de novos recursos. ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11 É tempo de planejar o futuro do relacionamento a dois, encontrar para ela uma direção que lhes seja motivadora e positiva. Pense nas melhores coisas para o futuro de vocês. SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12 Coloque o melhor de sua grande energia para resolver as coisas mais chatas. Um dia propício para atravessar os trechos mais difíceis e aborrecidos de seu trabalho. CAPRICÓRNIO - 22/12 a 19/1 Momento positivo para a relação amorosa, no qual os sentimentos podem ser expressos com mais força e presença. Você hoje estará bem perto da pessoa amada. AQUÁRIO - 20/1 a 18/2 Um dia favorável para colocar ordem nos detalhes de sua casa e no seu espaço, de modo a criar um clima agradável, acolhedor e favorável para você e todos se sentirem bem. PEIXES - 19/2 a 20/3 A expressão artística está altamente estimulada. Você se comunica melhor através das imagens claras e bem delineadas capriche em se comunicar deste modo.

O Hobbit – A Batalha dos Cinco Exércitos: EUA. 10 anos. Araújo 1 - 15h, 18h, 21h (dub, diariamente), Araújo 3 - 16h, 19h (3D/dub), 21h45 (3D/leg/diariamente), Araújo 4 - 15h30, 18h15, 21h (3D/dub/diariamente), Araújo 5 - 14h45, 17h15, 20h (dub/diariamente), Cinemark 1 – 13h30, 16h40, 20h (dub/diariamente), 23h (dub/somente sábado), Cinemark 4 – 12h30, 15h40, 18h50, 22h (3D/dub/diariamente), Cinemark 7 – 11h30, 14h40, 17h50, 21h (3D/dub/diariamente), 0h10 (3D/dub/somente sábado); Cinépolis Millennium 1 – 12h30 (3D/dub/somente sábado e domingo), 15h45, 19h, 22h15 (3D/dub/diariamente), Cinépolis Millennium 3 – 17h, 20h15 (3D/leg/diariamente), 14h45, 18h, 21h15 (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 1 – 12h45 (dub/somente sábado e domingo), 15h45, 19h, 22h15 (dub/diariamente), Cinépolis Plaza 2 – 17h20, 20h20 (3D/dub/diariamente), Cinépolis Plaza 5 – 13h30, 16h30, 19h30, 22h30 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 1 – 13h45, 17h, 20h15 (3D/leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 4 – 14h45, 21h15 (3D/dub/diariamente), 18h (3D/leg/diariamente), Cinépolis Ponta Negra 5 – 12h45, 19h (3D/dub/diariamente), 15h45, 22h15 (3D/leg/ diariamente), Cinépolis Ponta Negra 8 – 18h30, 21h45 (leg/diariamente); Kinoplex 3 – 15h, 18h (3D/dub/diariamente), 21h (3D/leg/diariamente), Kinoplex 5 – 14h20, 17h20, 20h20 (3D/dub/diariamente); Playarte 1 – 14h, 17h (3D/dub/diariamente), 20h (3D/leg/diariamente), 22h50 (3D/leg/somente sábado e domingo); Playarte 5 – 14h30, 17h30, 20h30 (leg/diariamente), 23h20 (leg/somente sexta-feira e sábado), Playarte 6 – 12h30, 15h20, 18h10, 21h (dub/diariamente), 23h50 (dub/somente sexta-feira e sábado), Playarte 7 – 18h11, 21h01 (dub/diariamente). Ouija – O Jogo dos Espíritos: EUA. 14 anos. Um grupo de amigos precisa confrontar seus mais terríveis medos quando despertam os poderes sombrios de um jogo dos espíritos. Araújo 2 - 19h15 (dub/diariamente), Araújo 6 - 15h, 17h (dub/diariamente), Cinemark 8 – 11h50, 16h30, 19h, 21h20 (dub/diariamente), 23h40 (dub/somente sábado); Kinoplex 2 – 14h20, 19h05 (dub/diariamente), Kinoplex 4 – 21h20 (dub/diariamente). As Aventuras do Avião Vermelho: BRA. Livre. A trama apresenta a história de Fernandinho, um menino de 8 anos, que perdeu a mãe há pouco tempo, tornando-se um garoto solitário, sem amigos e com problemas de relacionamento com o pai e na escola. Sem saber como lidar com a situação, o pai tenta conquistá-lo com presentes. Nada funciona até que ele dá para o filho um livro de sua infância. A bordo do Avião Vermelho e junto com seus brinquedos favoritos, Ursinho e Chocolate, que ganham a vida com sua imaginação, Fernandinho visita lugares inusitados, como a Lua e o fundo do mar, e percorre diferentes territórios: África, China, Índia, Rússia. Ao longo dessa jornada, ele descobre o prazer da leitura, a importância de ter amigos e o amor do pai. Cinépolis Ponta Negra 6 – 14h15 (diariamente), 16h45 (somente sábado e domingo), 18h45 (diariamente).

CONTINUAÇÕES Caçada Mortal: EUA. 14 anos. Cinemark 8 – 14h (dub/diariamente); Cinépolis Millennium 6 – 20h (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 7 – 20h, 22h25 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 7 – 20h (dub/diariamente), 22h35 (leg/diariamente); Kinoplex 4 – 13h45, 18h45 (dub/diariamente); Playarte 2 – 18h20, 20h40 (dub/diariamente), 23h (dub/somente sábado e domingo). As Aventuras de Paddington: ING - FRA. Livre. 12h50, 15h, 17h20 (dub/ diariamente); Cinépolis Millennium 3 – 14h30 (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 2 – 12h35, 14h50 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 10 – 13h40, 15h50 (dub/diariamente); Kinoplex 4 – 13h (dub/ diariamente), 16h20 (dub/diariamente). Quero Matar Meu Chefe 2: EUA. 12 anos. Cinemark 2 – 13h, 15h30 (dub/exceto domingo), 18h, 20h45 (dub/exceto quarta-feira); Cinépolis Millennium 6 – 17h35

(leg/diariamente); Cinépolis Plaza 4 – 19h20, 21h45 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 3 – 17h30 (leg/diariamente), 20h30 (leg/somente sábado e domingo), Cinépolis Ponta Negra 10 – 18h20 (dub/diariamente), 21h (leg/diariamente); Kinoplex 1 – 13h20 (dub/diariamente); Playarte 4 – 13h30, 15h45, 18h, 20h15 (dub/diariamente), 22h30 (dub/somente sexta-feira e sábado). De Volta Ao Jogo: EUA-CHI-CAN. 18 anos. Cinépolis Millennium 3 – 22h30 (leg/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 2 – 21h50 (leg/exceto quarta-feira), Cinépolis Ponta Negra 6 – 18h45, 21h15 (leg/diariamente); Kinoplex 2 – 13h40 (dub/diariamente), Kinoplex 4 – 20h50 (dub/diariamente). Boa Sorte: BRA. 16 anos. Cinépolis Ponta Negra 3 – 13h (diariamente), Cinépolis Ponta Negra 8 – 14h, 16h15 (diariamente). Jogos Vorazes – A Esperança (Parte 1): EUA. 14 anos. Araújo 6 - 19h, 21h30 (dub/dia-

riamente), Cinemark 5 – 12h10, 14h50, 17h40, 20h30 (dub/diariamente), 23h20 (dub/somente sábado); Cinépolis Millennium 5 – 13h20, 16h, 18h50 (dub/dairiamente), 21h35 (leg/diariamente); Cinépolis Plaza 6 – 13h15, 15h25, 18h15, 20h55 (dub/diariamente); Cinépolis Ponta Negra 2 – 19h15 (leg/diariamente), 22h30 (leg/somente sábado e domingo), Cinépolis Ponta Negra 9 – 13h30, 19h10 (dub/ diariamente), 16h30 (leg/somente sábado e domingo), 22h (leg/diariamente); Kinoplex 1 – 15h40, 18h25, 21h10 (dub/diariamente), 13h (dub/somente sábado e domingo); Playarte 9 – 18h40, 21h10 (leg/diariamente), 23h40 (leg/somente sexta-feira e sábado), 13h40, 16h10 (dub/diariamente), Playarte 10 – 13h, 15h30, 18h, 20h30 (dub/diariamente), 23h (dub/somente sexta-feira e sábado). Debi e Lóide: EUA. 12 anos. Cinemark 3 – 19h40, 22h10 (dub/diariamente); Cinépolis Plaza 3 – 19h20, 21h45 (dub/diariamente);

Cinépolis Ponta Negra 6 – 20h45 (dub/diariamente); Kinoplex 2 – 16h30, 21h15 (dub/ diariamente); Playarte 3 – 14h10, 16h30, 18h50, 21h15 (dub/diariamente), 23h35 (dub/somente sexta-feira e sábado); Playarte 7 – 13h30, 15h50 (dub/diariamente). Irmã Dulce: BRA. 10 anos. Cinépolis Ponta Negra 2 – 13h15, 16h (diariamente), Cinépolis Ponta Negra 7 – 14h30, 17h45 (diariamente). Made In China: BRA. 12 anos. Cinépolis Millennium 6 – 13h, 15h20 (diariamente); Cinépolis Plaza 3 – 13h55, 16h15 (diariamente). Interestelar: EUA. 12 anos. Playarte 8 – 13h, 18h10 (dub/diariamente). Tim Maia: BRA. 16 anos. Cinépolis Plaza 7 – 14h, 17h (diariamente). Drácula – A História Nunca Contada: EUA. 14 anos. Playarte 8 – 16h15, 21h25 (dub/ diariamente), 23h20 (dub/somente sexta-feira e sábado).


Plateia

MANAUS,, DOMINGO, 14 DE DEZEMBRO DE 2014

Marianna Rebelo, Gizella Bolognese, Dayana Brito e Katia Matos estão trocando de idade hoje. Os cumprimentos da coluna.

A fotógrafa goiana Graciella Kaneblai estará no Millennium Shopping, no período de 16 a 19, das 10h às 18h, promovendo mini-sessões de fotos com os frequentadores do centro de compras, tendo como temática o Natal. O Sinduscon Amazonas inaugura, amanhã, às 19h, a nova sede, Engenheiro João Augusto Loureiro, fincada no 7º andar do edifício Atlantic Tower, torre Business.

Formando dupla das mais elegantes nos domínios do Alentejo: Martha Moutinho e Karina Queiroz, conferindo almoço concorrido do badalado restaurante lusitano Pura emoção. Assim foi o lançamento do livro “1980 - João de Deus em Manaus”, de autoria de Carmen Novoa Silva, na foto repartindo o confete-com-flash com o maridão Ricardo Silva. O evento, que aconteceu na sede da Academia Amazonense de Letras, contou com a presença de muitos intelectuais e amigos que compareceram para prestigiar a autora-imortal. Detalhe: toda a renda arrecadada com a venda dos livros será doada à Casa da Criança. Aplausos

Almoço com jornalistas

Depois de um ano de várias conquistas e de reconhecimento, o conselheiro-presidente do TCE, Josué Filho, reúne na próxima quarta-faeira, na sede do órgão, um seleto grupo de jornalistas para um festejado almoço. No encontro, ele vai fazer balanço a respeito das atividades da corte de contas no ano de 2014, o primeiro de sua gestão. Este ano, por exemplo, cumprindo o seu papel pedagógico, o TCE treinou mais de oito mil servidores de todo o Estado. Uma verdadeira maratona.

Depois de duas semanas fazendo a alegria da garotada no Amazonas Shopping, as princesas da Disney se despedem hoje. Ariel, Bela, Aurora e Cinderela vieram alegrar a festa natalina do centro de compras com um Meet & Greet gratuito, que acontece das 14h às 20h. No espaço, os pais poderão fotografar seus filhos acompanhados das lindas personagens dos contos de fadas.

Super Series

Jander Vieira jandervieira@hotmail.com - www.jandervieira.com.br

Promotora do bem social, Nejmi Aziz reuniu recentemente amigos da Rede Solidária e capitaneou mais um “furacão solidário”, com a distribuição de brinquedos e roupas para as instituições sociais. Nejmi Aziz é mesmo uma mulher altiva

FILME

Silvino Santos surge sonorizado O Núcleo de Antropologia Visual da Universidade Federal do Amazonas (NAVI/ Ufam) vai exibir a cópia reconstituída e sonorizada de “No Paiz das Amazonas” (1922), um filme do pioneiro do cinema no Brasil, Silvino Santos. Esta cópia é resultado da pesquisa do jornalista e pesquisador Sávio Stoco, que também é membro da equipe do NAVI. O material também contou com apoio institucional do Conselho Municipal de Política Cultural (ConCultura). Após a exibição do filme, a organização do evento propõe um debate com o público sobre a obra e sua restauração. Para esse momento, o NAVI con-

DEBATE

Após a exibição do filme, a organização do evento propõe um debate com o público sobre a obra e sua restauração. Para isso, o NAVI convidou o escritor Márcio Souza e o poeta Celdo Braga

vidou o escritor e presidente do ConCultura, Márcio Souza, e o músico responsável pela trilha sonora do filme, Celdo Braga. A apresentação será coordenada pela professoradoutora antropóloga Selda Vale, do NAVI.

“No Paiz das Amazonas” é o mais divulgado filme de Silvino Santos (1886-1970), exibido durante a Exposição do Centenário da Independência, no Rio de Janeiro, e único a receber a Medalha de Ouro do evento. Silvino Santos, nascido em Portugal, mas amazônico por amor à região, pioneiro do cinema da Amazônia, soube enquadrar suas lentes com arte e sensibilidade técnica. Trouxe para as telas as primeiras imagens da Amazônia no início do século 20, inclusive as primeiras imagens aéreas de Manaus. O filme agora sonorizado conta com músicas de Nivaldo Santiago, Celdo Braga, Rosivaldo Cordeiro, entre outros músicos. DIVULGAÇÃO

SERVIÇO EXIBIÇÃO E DEBATE SOBRE O FILME “NO PAIZ DAS AMAZONAS” Quando Terça-feira (16), às 14h30 Onde Auditório Rio Classificação Negro do InstiIngressos tuto de Ciências Humanas e Informações Letras da Universidade Federal do Amazonas (ICHL/UFAM)

Imagem do acervo do cineasta Silvino Santos, cuja obra será exibida terça-feira, na Ufam

Coronel Roberto Rocha, comandante dos Bombeiros e secretário da Defesa Civil, e sua Rita, em solenidade de comemoração ao Dia do Marinheiro

O Amazonas Shopping é um dos patrocinadores de peso da primeira edição do torneio Super Series, triangular realizado na Arena da Amazônia entre os dias 21 e 25 de janeiro, que contará com as equipes do Flamengo, Vasco e São Paulo. O evento promovido pela ISV, Klefer Marketing Esportivo e M1 Eventos conta com o apoio do governo do Estado, PMM, Federação Amazonense de Futebol, Tropical Hotel Manaus e do Amazonas Shopping. O centro de compras terá uma loja exclusiva para o torneio, receberá todas as coletivas e tardes de autógrafo. E mais, elaborará o concurso para mascote do torneio, com ação promocional para escolha das crianças que entrarão com os jogadores nos jogos.

O Bistrô Belle Époque vai orquestrar, no próximo dia 18, às 21h, a “Balada Gourmet” com a presença dos RRPP mais badalados do Rio de Janeiro. Diogenes Queiroz. Lucce – o festejado DJ carioca – comandará as pickups. O Espaço Body Fitness comandou (ontem) badalado coquetel de inauguração, na Belo Horizonte.

FOTOS: JANDER VIEIRA

Para os bambinos

Sala de Espera

A jovem empresária Rebecka Andrade, da grife Blend, pilota amanhã sessão parabéns, a partir das 19h, reunindo as amigas mais chegadas na loja da chocolateria.

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Valorização

O Martha Falcão realiza este ano mais uma edição do seu tradicional Prêmio Collodi e Honra ao Mérito, que tem o objetivo de valorizar o aluno com alto empenho e performance de destaque na escola durante o ano letivo. Os estudantes são homenageados compondo um quadro de honra da escola, além de ganharem medalha e diploma. Um anel simbólico é dado ao aluno que estudou no colégio desde o Pinocchio e que tenha participado do quadro de honra em todos os seus anos escolares no colégio. Bacana, não?


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Plateia

MANAUS, DOMINGO, 14 DE DEZEMBRO DE 2014

DIVULGAÇÃO

“Orange is the New Black”, do Netflix, está na disputa

Nas séries, sai a TV, entram Netflix e Amazon

Na disputa pelo prêmio de melhor série de comédia ou musical do Globo de Ouro 2015 estão seriados distribuídos sob demanda via internet

S

ÃO PAULO – Daqui a um mês, quando as comediantes Tina Fey e Amy Poehler apresentarem a entrega do Globo de Ouro, a disputa pelo ambicionado prêmio de melhor série de comédia ou musical terá frente a frente, pela primeira vez, dois gigantes de tecnologia: Netflix, com “Orange is the New Black”, e Amazon, com “Transparent”, ambos distribuídos sob demanda via internet. Na lista de indicados divulgada na última quinta (11) foi também a primeira vez em que nenhuma das grandes redes norte-americanas, CBS, ABC, NBC e Fox, entrou na competição. Além das duas empresas de tecnologia,

concorrem uma rede menor, CW, com “Jane the Virgin”, e a HBO, com “Girls” e “Silicon Valley”. Na última premiação, as quatro grandes chegaram à final – e a Fox venceu. Prêmio de representatividade sempre questionada, com acusações até de corrupção, o Globo de Ouro 2015 apenas ecoa, na verdade, uma série de decisões empresariais que aceleraram a troca de guarda na TV americana, das redes para os serviços de internet. O pioneiro Netflix, criado em 1997, responde hoje por um terço do tráfego on-line nos Estados Unidos. Dois meses atrás, o canal pago HBO anunciou para 2015 um “streaming” próprio de internet à maneira do Ne-

tflix, da Amazon e do Hulu. No dia seguinte, a CBS – que não se quis se juntar a ABC, NBC e Fox no Hulu, em 2007 – anunciou também o seu. Com a CBS, caiu o último muro de resistência à TV pela internet, “on demand”, no mercado americano tradicional. Na atual temporada nos EUA, iniciada em setembro, as redes vêm apresentando uma queda média de 3% na audiência. Segundo estudo da mesma CBS, apresentado na última segunda-feira (8) na conferência de mídia do UBS, em Nova York, os domicílios americanos com serviços como o Netflix assistem bem menos à TV tradicional do que aqueles sem o serviço.

A “disrupção”, como chamou o estudo da CBS, avança também no mercado brasileiro – onde a presidente Dilma Rousseff, sintomaticamente, diz ter o Netflix como plataforma preferencial. O serviço estreou no país em 2011 e já realizou sua primeira série local no ano passado, junto com uma produtora de vídeos on-line de humor. No momento, produz sua primeira série de grande fôlego para o país e a América Latina, “Narcos”, sobre o traficante colombiano Pablo Escobar, dirigida por José Padilha e protagonizada por Wagner Moura, ambos de “Tropa de Elite”. Estreia em 2015. Por Nelson de Sá

CINEMA

Filmes do Globo de Ouro estreiam em janeiro SÃO PAULO – Apenas três longas indicados à edição 2015 do Globo de Ouro estão em cartaz no Brasil – “Boyhood”, “Festa no Céu” e “Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1” –, mas, entre janeiro e fevereiro, os principais candidatos ao prêmio de melhor filme estarão disponíveis nos cinemas. Na categoria de melhor drama, por exemplo, os selecionados “A Teoria de Tudo” e “Foxcatcher” estão previstos para estrear no dia 22 de janeiro. Já “Selma” deve chegar ao país em 25/1, enquanto “O Jogo da Imitação” deve entrar em cartaz no final de janeiro. Também no primeiro mês de 2015 estreiam dois indicados a melhor filme de comédia ou musical: “Birdman” – o maior indicado desta edição, disputando

sete categorias – deve estrear no dia 22 e “Caminhos da Floresta” em 25/1. Sem previsão Em 5 de fevereiro é a vez do longa “Um Santo Vizinho”. “O Grande Hotel Budapeste”, de Wes Anderson, já entrou e saiu de cartaz, enquanto o último indicado, “Pride”, não tem estreia prevista no país. Os principais indicados nas categorias de atuação também estreiam nos primeiros meses do ano. “Para Sempre Alice”, que pode premiar Julianne Moore, deve entrar em cartaz em 26 de fevereiro. “Livre”, filme com Reese Witherspoon, chegará aos cinemas em 15 de janeiro. “Annie”, com a atriz mirim Quvenzhané Wallis, estreia em 12/2 e “Grandes Olhos”, com Amy Adams, em 5 de fevereiro. DIVULGAÇÃO

“Livre”, drama com Reese Witherspoon, chega em janeiro


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EM TEMPO - 14 de dezembro de 2014 by Amazonas Em Tempo - Issuu