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Rombo de R$ 12,5 mi é investigado no INSS Investigação do governo federal descobriu, no Estado, perda de R$ 12,5 milhões, gerada pelos gastos da Previdência Social com benefícios pagos a trabalhadores vítimas de acidentes, que deveriam ser indenizados pelas empresas. | Economia B3
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O JORNAL QUE VOCÊ LÊ ANO XXIX – Nº 9.590 – Manaus, domingo, 10 de setembro de 2017 – Presidente: Otávio Raman Neves – Diretor Execuঞvo: João Bosco Araújo
| MONA PRADO |
Superintendente fala sobre a CGU | Política A7
PERIGO
| MÁRCIO MELO
| REVISTA |
NOS RIOS E
| DÍVIDA ATIVA |
| FOTOS: MÁRCIO MELO
Governo resgata R$ 123 milhões | Economia B5
| BRASILEIRÃO |
Duelos estaduais esquentam rodada | Pódio D7
NAS RUAS O simples ato de brincar nos rios ou “empinar papagaio” nas ruas da cidade esconde perigos para as crianças da capital amazonense, zon que não possuem opções seguras de lazer e sofrem com a falta de locais apropriados para a diversão sem riscos. | Dia a dia C1, C4, C5 e C11
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Manaus, domingo, 10 de setembro de 2017
ÚLTIMA HORA
| CLIMA | EUA |
Furacão Irma atinge Cuba com ventos de 250 km/h Após assistirem às cenas de destruição e registros de, pelo menos, 21 mortes no Caribe, as autoridades americanas se mobilizam para esvaziar áreas que poderão estar na rota do fenômeno, cuja estimativa é que atinja os EUA na madrugada deste domingo
O
furação Irma teve uma leve enfraquecida neste sábado (9) ao atingir a costa norte de Cuba e foi reclassificado da categoria 5 para a categoria 4, as maiores da escala. A tempestade se move com ventos de 250 km/h, de acordo com o Centro Nacional de Furacões dos EUA. Irma, uma das tempestades mais fortes a atingir o Atlântico em um século, deve atingir a Florida nas primeiras horas de domingo (10) e causar estragos devido aos fortes ventos e inundações. As cenas de destruição ao longo da costa norte de Cuba são similares às que ocorreram em outras ilhas do Caribe ao longo dos últimos dias. A tempestade atingiu a província de Ciego de Avila por volta de meia-noite.
Mar agitado, céu escuro, rajadas de chuva, palmeiras encurvadas, fortes ondas quebrando em muros na praia e fornecimento de energia suspenso foram noticiados pela TV estatal em Cuba. Meteorologistas alertam que o furação deve deixar uma grande devastação na costa de Cuba conforme a tempestade se move no sentido oeste. Depois, a previsão é que ele mude de direção e siga para o norte, rumo aos EUA. De acordo com o último boletim do NHC, Irma está a 395 km da Florida. O governo local ordenou que mais de 5,6 milhões de habitantes deixem suas casas. Destruição No Caribe, o Irma destruiu casas, lojas, estradas e escolas, além de causar pelo
menos 21 mortes. Em St. Martin e St. Barts, foram anunciadas nove mortes. Autoridades, porém, dizem que o número pode aumentar, já as equipes de resgate ainda não tiveram uma visão total dos estragos. O Itamaraty recebeu um pedido de ajuda de brasileiros na ilha. No lado holandês da ilha, o governo relatou saques em lojas. Policiais foram deslocados para a área. Quatro pessoas morreram nas Ilhas Virgens dos EUA, onde as autoridades descrevem os danos como catastróficos. Um bebê de dois anos cuja família tentava deixar a residência durante a passagem do furacão morreu em Antígua e Barbuda. Em Cuba, um milhão de pessoas foram retiradas.
Com furacão a caminho da Flórida, moradores de Miami protegem janelas e portas
| DIVULGAÇÃO
| PARINTINS |
MPF investiga aplicação irregular de recursos O Ministério Público Federal (MPF-AM), abriu inquérito para investigar possíveis irregularidades na aplicação de verbas executadas diante da decretação de estado de emergência no ano de 2013, pelo ex-prefeito Parintins (a 360 quilômetros de Manaus), Alexandre da Carbrás (PSD). A ação foi publicada no Diário Eletrônico da instituição na tarde desta sexta-feira (8). Por meio da portaria nº 19, de 6 de setembro de 2017, o procurador da
república, Thiago Pinheiro Corrêa, abriu inquérito civil e resolveu converter o procedimento preparatório n° 1.13.000.000225/201717, em inquérito civil, com a finalidade de apurar possíveis irregularidades decorrentes de verbas executadas, diante da decretação de estado de emergência no ano de 2013. De acordo com o procurador, é função institucional do MPF promover o Inquérito Civil Público para a defesa de interesses difusos e coletivos, conforme expres-
samente previsto na Lei Orgânica do Ministério Público da União n° 75, de 20 de maio de 1993. Na mesma publicação, o procurador da república Leonardo Sampaio de Almeida resolveu converter a Notícia de Fato (NF) n° 1.13.000.001695/201790 em inquérito civil com a finalidade de “apurar supostas irregularidades praticadas pela Caixa Econômica Federal, no financiamento do loteamento Viver Melhor III, no Conjunto Nova Cidade”, determina o procurador.
| LAVA-JATO |
Janot pede prisão de Joesley, Saud e Miller O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu no final da noite de sexta (8) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão do empresário Joesley Batista, do ex-executivo da J&F Ricardo Saud e do ex-procurador da República Marcelo Miller. A prisão foi solicitada ao ministro Edson Fachin, relator das investigações da J&F, após o procurador concluir
que os colaboradores esconderam do Ministério Público fatos criminosos que deveriam ter sido contados nos depoimentos. A conclusão de que os delatores omitiram informações passou a ser investigada pela PGR na segunda-feira (4) a partir de gravações entregues pelos próprios delatores como forma de complementação do acordo, firmado também com
Ricardo Saud, ex-executivo da empresa, e Francisco e Assis e Silva, advogado do grupo empresarial. A PGR também suspeita que o ex-procurador da República Marcelo Miller atuou como “agente duplo” durante o processo de delação. Ele estava na procuradoria no período das negociações e deixou o cargo para atuar em um escritório de advocacia em favor da J&F.
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OPINIÃO
Manaus, domingo, 10 de setembro de 2017
Edição: Aldísio Filgueiras Email: opiniao@emtempo.com.br Telefone: (92) 3090-1013
CONTEXTO MÁRIO ADOLFO |
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Tem de ter união para resolver A situação de furto de cabos e outros equipamentos que prejudicam a iluminação da ponte Jornalista Phelippe Daou, antiga ponte Rio Negro, e até os roubos às pessoas que praticam atividades físicas ali ou fazem a travessia a pé, pode estar com os dias contados. A ponte é de responsabilidade da SRMM (Secretaria da Região Metropolitana de Manaus), mas que não possui poder de polícia nem efetivo. É a Polícia Militar que realiza rondas com frequência no local, para impedir a ação de criminosos. Do lado de Manaus, até a metade da ponte, o policiamento é feito pela 8ª Cicom (Companhia Interativa Comunitária), que tem sede no bairro Compensa, Zona Oeste de Manaus, e da outra metade até o município de Iranduba, o monitoramento é feito pela 8ª Companhia Independente da PM de Iranduba. Dos dois lados da ponte, nas duas margens, há cabines da PM, com policiais. A intensificação do policiamento no local é a saída para o fim das ocorrências e a punição dos criminosos tem de ser feita, ou por meio de prisões em flagrante, ou por meio de investigações da Polícia Civil, que identifique tanto os que agem ali quanto os que cometem o crime de receptação, comprando o material que tem sido furtado. Esse trabalho conjunto é que deve ocorrer, inclusive envolvendo a população que é vítima, que precisa registrar os casos de assaltos nas delegacias para que a Polícia Civil tenha base de investigação. Prejuízo
Digitais
Semana que passou, o vereador Wallace Oliveira (Pode) tocou no assunto dos furtos à ponte, na tribuna da CMM (Câmara Municipal de Manaus). Ele disse ter informações de que foram furtados mais de 30 refletores de LED do anel central, e que o prejuízo ultrapassa R$ 800 mil aos cofres públicos. Eleição É cada vez mais perceptível que há uma estratégia montada por eleitores do pré-candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que conta com a disseminação de discursos prontos, que já têm sido repetidos por eles, para dizer que todos os presidentes do Brasil, a partir de 1985, eram de esquerda, e lançar sobre a esquerda a culpa dos problemas da nação. Redes É parte dessa estratégia, ainda, desses eleitores, que já usam o escrito “#bolsonaro2018”, em suas fotos de perfil nas redes sociais, colocar Bolsonaro como a solução do caos e como alternativa da verdadeira direita, conservadora, que resgatará o país do caos. Eles reproduzem, ainda, o discurso que o país teve “apenas” um regime militar e não uma ditadura militar.
As digitais do ex-ministro Gedell Vieira Lima (PMDB) em alguns objetos do apartamento de Salvador (BA), onde a Polícia Federal encontrou caixas e malas com mais de R$ 51 milhões, o levaram de volta à cadeia. Gedell estava em prisão domiciliar e agora terá o presídio da Papuda, em Brasília, como lar. Inimigo Ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil dos governos Lula e Dilma, Antônio Palocci passou a ser o maior acusador contra seus companheiros do PT, incluindo, claro, os dois ex-presidentes, desde seu depoimento ao juiz federal Sergio Moro. Palocci confessou, ainda, ser ele o “Italiano” que aparece nas planilhas da Odebrecht. Entidade Ocorre na Câmara Municipal de Manaus, na terça-feira, 13, o lançamento da União dos Vereadores do Estado do Amazonas (Uveam). Um dos líderes do movimento que cria a entidade, que já existe noutros Estados há algum tempo, é o vereador Álvaro Campelo (PP), que será o primeiro presidente da Uveam. Objetivo O objetivo da Uevam é oferecer orientação jurídica, suporte
| APLAUSOS |
EDITORIAL A omissão covarde dos partidos Os partidos políticos brasileiros – são 35, até o momento – situam-se tão acima da sociedade que nem sequer se importam com o que fazem os seus filiados; tão ausentes que são da problemática do país que são, fazem de conta que a atuação individual do político que faz parte dos seus quadros não é de sua responsabilidade. O PMDB deixa rolar com o que acontece com os parlamentares e o presidente da República peemedebistas; o PSDB teoriza sobre ética, mas Aécio Neves, envolvido em graves acusações, permanece semipresidente do partido; o PP, de tantos pepistas na linha de fogo da polícia e da Justiça, tornou-se apenas uma sigla; o PT fechou-se em uma linha de defesa em torno do seu líder, ex-presidente Lula da Silva, sem o qual não terá mais prestígio nem entre os sindicatos onde foi criado etc. O barco segue à deriva Mas os partidos são, sim, responsáveis, porque escolheram uma estratégia ardilosa de dilapidar a economia nacional, ao eleger uma governabilidade, em todos os seus aspectos suspeita, com o chamado governo de coalisão. Essa artimanha é que possibilita, por exemplo (um só e pobre exemplo), a um político da estirpe do peemedebista Geddel Vieira Lima, se pontificar no alto escalão e governo tão díspares quanto o de Lula e o de Temer. Desde os anos 1990, Geddel é manchete policial na pequena e grande imprensa brasileira. Ele fez parte do escândalo dos “sete anões”, que saqueou os cofres públicos, chefiados por João Alves (extinto PFL), que ficou famoso por ter dito que o dinheiro que amealhara era fruto da sua sorte: ele jurou que acertou 56 vezes na loteria, só em 1993. Alves era padrinho político de Geddel. O partido não tem nada com isso? Temer não foi eleito duas vezes vice-presidente em uma mesma candidatura do PT? Só tucanos, pepistas, petistas, peemedebistas, pessedistas e outros vigaristas são estigmatizados, mas os seus partidos, não. E não dizem nada. Sua mais “gloriosa” reação é mudar de nome; a omissão covarde, no entanto, é a mesma, de origem.
| FRASE |
Meu filho não é bandido, é doente
parlamentar e apoio logístico aos vereadores do interior que viajam a Manaus, a trabalho. A entidade se filiará à União de Vereadores do Brasil (UVB), que existe desde 1964 e tem como presidente o vereador Gilson Conzatti (PMDB) de Iraí (RS).
Marluce Quadros Vieira Lima, mãe do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB)
Presidente Em congresso realizado em Salvador (BA), no final de agosto, Levy Fidélix (PRTB) lançou a candidatura dele a presidente da UVB. A eleição ocorre ainda este ano. Fidélix será, ainda, novamente, candidato a presidente da República, em 2018. Obras Caminha para a etapa final a obra da avenida das Flores, na Zona Norte de Manaus, que deve ser interligada à avenida das Torres e formar uma das maiores vias da capital. A expectativa é que a obra seja entregue à população no final deste mês. Em despedida O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, parece agir em tom de despedida. O mandato dele termina dia 17 e ele denunciou, em apenas três dias, na Semana da Pátria, a cúpula do PT e os mais poderosos senadores e ex-senadores do PMDB, ao Superior Tribunal Federal (STF).
| VAIAS |
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Para mais um trabalho bem feito da Polícia Federal, que identificou as digitais no apartamento onde foram encontradas as malas com mais de R$ 51 milhões e que permitiu ao juiz amazonense pedir a prisão de Gedell Vieira Lima. Trabalho que tem tido o reconhecimento da população, como no desfile de Sete de Setembro, em que a corporação foi aplaudida de pé pelo público presente.
Paraosestabelecimentoscomerciais,emgeral, que insistem em manter idosos em filas junto dos demais clientes, quando existe uma lei que lhes garante prioridade no atendimento. A prioridade não depende de avaliação alguma do funcionário ou do proprietário do estabelecimento, é lei e tem de ser cumprida, mesmo quando há outro idoso sendo atendido em caixa preferencial, específico para idosos, grávidas e deficientes.
JOÃO BOSCO ARAÚJO Efeito rebanho Alguma coisa há no ser humano que, de tão genérica e universal, se apresenta em todas as nações, comunidades, tribos, clãs e grupos, como também parece ter estado presente em todos os seus tempos, o que leva à ilação de que não pode ser um puro efeito cultural já que transcende a qualquer deles. Daí que, mesmo sem ignorar o risco inerente, vem a tentação de pensar que talvez seja um traço genético, um atavismo enraizado nas profundezas do DNA da espécie. Falo da facilidade com que o ser humano, desde que não seja um só e tenha ao menos um bando para nele se inserir, generaliza (isto é, estende ao gênero) seus conceitos, seus critérios, seus hábitos, seus padrões comportamentais, ou seja, passa a pensar, a julgar e a se comportar como um rebanho. É claro que, como para qualquer animal gregário, proceder dessa maneira significa, em primeiro lugar, sentir-se mais seguro porque segue um padrão já instituído e aprovado pela coletividade e, deste modo, a salvo das críticas reprobatórias. Tal fato aparece com ampla clareza nos padrões da etiqueta, quando os comportamentos aprovados são rigidamente exigidos de todos os
membros daquela coletividade (imagine-se, por exemplo, alguém comendo com as mãos ou exalando arrotos num restaurante); do mesmo modo, fica evidente quando os fluxos e os refluxos da moda são negligenciados (como no caso de uma mulher usar calças bocade-sino quando não estão de bom tom). Para estar integrado ao rebanho, é absolutamente necessário assumir os padrões ditados por aquela coletividade, embora fosse de muito bom senso conseguir manter certa postura analítica e crítica em relação a esses padrões exógenos, em cuja elaboração não se teve participação. Afinal, sabe-se de casos em que toda uma manada foi sacrificada apenas porque seguiu rigidamente a uma liderança zarolha. Tal qual, também pode acontecer a um rebanho de humanos, com certeza. Sob o comando competente, mas desqualificado, de Adolf Hitler, a Alemanha, nação culta e evoluída, entre l939 e 1945, como um rebanho que perdera o senso da realidade, voltou-se contra o mundo e, na tentativa de conquistá-lo, acabou por despencar num precipício. E esse não foi o único episódio em que a história revelou desastres que acometeram nações conduzidas como mana-
João Bosco Araújo
Diretor Executivo do Amazonas EM TEMPO
das rumo ao caos. Hoje, a chamada “comunicação massificada”, em que todos, e cada um, têm a possibilidade de ser ou de criar o seu próprio veículo e nele inserir os conteúdos que lhes aprouver, alguns criados e outros recolhidos aleatoriamente na imensa massa que se faz disponível em todo o mundo, só ficou mais fácil alimentar os rebanhos. O Google tomou o lugar do Larousse e da Enciclopédia Britânica, embora sem a mesma profundidade, mas com bem maior facilidade de acesso; onde somente existiam os jornais, cada um com personalidade própria e responsabilidade editorial declarada, hoje pululam as notícias que começam e acabam apenas na enunciação fática e virtual que, assim como surgem, logo podem desaparecer. Fica a vontade de, à afirmação de Nelson Rodrigues de que a unanimidade é sempre burra, acrescentar que também a coletividade, enquanto massa, costuma sê-lo.
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OPINIÃO
Manaus, domingo, 10 de setembro de 2017
OLHO DA RUA
PAINEL Daniela Lima
Todos contra um As denúncias de Rodrigo Janot contra a cúpula do PT surtiram efeito no Congresso. Irritados com a atuação da PGR, deputados petistas agora endossam ofensiva antes protagonizada só por aliados de Michel Temer para fustigar o chefe do MPF. Após a sigla ser alvejada pelas acusações de obstrução de Justiça e organização criminosa, nomes do partido passaram a defender que o procurador-geral seja levado à CPI que investiga a JBS para explicar o acordo que fechou com Joesley Batista.
| MÁRCIO MELO
A primeira vista parece uma brincadeira inocente em um dos dias quentes de Manaus por parte de um jovem que quer apenas se refrescar no rio Negro com a ponte ao fundo ou, quem sabe, ele esteja treinando para ser um futuro campeão olímpico nos saltos ornamentais. Porém, a inocência da brincadeira pode custar caro, uma vez que o local é proibido para banho e não oferece nenhuma segurança às pessoas que acessam a área
TE PEGO NA SAÍDA Enquanto Janot estiver à frente da PGR, os integrantes da CPI só podem convidá-lo a falar. Quando ele deixar o comando do órgão, a partir do dia 18, poderá ser convocado.
presidente e a dinheirama atribuída ao seu ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) reacenderia o desejo do Congresso de aceitar a segunda denúncia de Janot contra o presidente.
EFEITO COLATERAL Os petistas afirmam que Janot apresentou as denúncias contra o partido para “desviar o foco” da crise que se instalou em seu gabinete após o autogrampo de delatores da J&F. “Ele adotou procedimento básico em qualquer manual de gerenciamento de crise”, diz Paulo Pimenta (PT-RS).
FICHA CORRIDA A delação de Lúcio Funaro, recheada de acusações contra o PMDB, seria insuficiente para afastar Temer. Motivos: 1) Funaro admite que não tinha proximidade com o presidente; 2) O governo tratará o doleiro como criminoso confesso, reincidente e violento.
IPSIS LITTERIS O discurso do PT é idêntico ao que foi adotado pelo PMDB nesta sexta (8), após Janot também denunciar a cúpula da sigla no Senado por organização criminosa.
CHARGE | ELVIS
ESTRELA CADENTE Um aliado de Temer foi a um famoso restaurante português, na quinta (7), em Brasília. Notou que Janot comia no mesmo lugar com a família. Ao relatar o caso, fez uma observação: foi a primeira vez que viu o chefe da PGR passar por um espaço público sem ser tietado. GATO ESCALDADO Houve forte clima de desconfiança durante o depoimento dos delatores da J&F acusados de omitir provas da Lava Jato. Os executivos da empresa e seus advogados tiveram que deixar celulares e até relógios do lado de fora da sala. PRECEDENTE Políticos que apostam em uma reação rápida de Janot ao escândalo da J&F lembravam, nesta sexta (8), que Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor de Temer, foi preso em um sábado.
DOM SERGIO EDUARDO CASTRIANI Fofoca Sempre que sou perguntado sobre o maior desafio enfrentado pelas nossas comunidades não hesito em dizer que é a fofoca. Isto vale para as famílias, para as empresas, para as repartições públicas, para as amizades, enfim para todo grupo humano. Hoje a fofoca toma dimensões nunca vistas, quando feita pelos meios de comunicação. Assistimos casamentos se destruindo, amizades se desfazendo, grupos de igreja se engalfinhando por causa de postagens maldosas no Facebook, ou mensagens no WhatsApp. Não foi por acaso que o falso testemunho entrou na lista dos Dez Mandamentos. O poder de destruição da palavra é semelhante ao de uma bomba. E é antes de tudo uma covardia porque aquele que é difamado não pode se defender. Uma vez perdido o bom nome dificilmente se pode recuperá-lo. Existe crime quando alguém deliberadamente inventa uma
história mentirosa para destruir a vida do outro ou denegrir a imagem de uma instituição. Trata-se então de um ato criminoso passível de uma condenação na Justiça. Mas em geral, a fofoca é mais sutil e nem por isso menos perigosa. Ela começa com a o lançamento de uma suspeita feita de forma ingênua e às vezes até com aparência de caridade. Da suspeita passa-se a uma afirmação que é passada adiante e que cada vez mais aumenta sua carga negativa. Finalmente, ninguém mais é responsável, só se passa para frente aquilo que se ouviu dizer. Quanto mais o fofoqueiro tem uma ascendência social sobre o grupo mais perigoso se torna, porque a sua palavra tem autoridade e se espalha com mais força. Existem técnicas apuradas de fazer fofoca, com afirmações como a de só querer o bem da pessoa de quem se está falando mal, ou a de estar defendendo o bom nome da igreja, da família, e às vezes
até dizendo que quer evitar escândalo, dando a impressão de ser uma pessoa extremamente preocupada com o bem comum. O que leva o indivíduo a tomar essas atitudes? Observando a mim mesmo em primeiro lugar, vejo que a fofoca brota dos ressentimentos, da sensação falsa ou verdadeira de ter sido humilhado, do desejo de fazer carreira destruindo os outros. É preciso começar por nós mesmos, examinando as nossas motivações quando sentimos um prazer mórbido ao falar da vida alheia, ou mesmo escutar alguém falando. No evangelho de Mateus, Jesus disse aos discípulos: Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular a sós contigo. Poderíamos acrescentar; se não tiveres coragem de falar com ele, cala-te, pois do contrário vira fofoca. É evidente que há situações que devem ser denunciadas, mas essas são muito raras. Precisamos voltar
Presidente: Otávio Raman Neves Vice-Presidente: Otávio Raman Neves Júnior Diretor-Executivo: João Bosco Araújo Diretor de Redação: Júlio César Guimarães — MTB 15.121/RJ | julio@emtempo.com.br Chefe de Reportagem: Ed Blair — AM 00283 JP | edblair@emtempo.com.br Diretor Administrativo: Leandro Nunes | administracao@emtempo.com.br Diretora Comercial: Ivana Sampaio | ivana.sampaio@emtempo.com.br Diagramação: Mario Henrique Silva — MTB 232 | mario@emtempo.com.br Fotografia: Ione Moreno — DRT 8620 | fotografia@emtempo.com.br
DO GRUPO FOLHA DE SÃO PAULO
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TENDÃO DE AQUILES Aliados e adversários de Temer admitem que, no cenário atual, só a descoberta de um vínculo direto entre o
POR ELA 2 O doleiro não conseguiu garantir a imunidade para a irmã, mas fez “pré-tratativas” com a Procuradoria para conseguir benefícios no futuro. A prisão de Roberta, fruto da delação da J&F, foi o gatilho para que Funaro decidisse colaborar. MELHOR DO QUE NADA O presidente Michel Temer comentou com aliados que ficou “muito satisfeito” com o fato de não ter havido protestos violentos contra ele no Sete de Setembro. Também não houve aplauso, registre-se. NEM VEM A equipe do prefeito João Doria nega ter recebido qualquer levantamento a respeito de sua avaliação em São Paulo. NICHO O senador Álvaro Dias (Podemos-PR) sondou o conselheiro do CNJ Norberto Campelo sobre eventual candidatura ao governo do Piauí, em 2018. O partido dele, assim como a Rede, de Marina Silva, busca atrair nomes do Judiciário para a política.
TIROTEIO
Dom Sergio Eduardo Castriani
O dinheiro cheio de impressões digitais faz parecer que o próprio Geddel Vieira Lima vivia contando as notas, babando os dedos.
Arcebispo Metropolitano de Manaus
a respeitar a privacidade das pessoas e, sobretudo, o direito que todos têm a um bom nome. Outro princípio evangélico que faz parte do código de ética de todas as religiões é não fazer ao outro aquilo que não quero que faça para mim. Ninguém gosta de ficar falado, portanto ponhamos um freio na nossa língua e não falemos de ninguém, a não ser aquilo que edifica. Mesmo quando por dever de oficio somos obrigados a avaliar alguém não faltemos nunca com a caridade que sabe que a pessoa humana é sempre um mistério.
POR ELA Nas tratativas com a PGR, Funaro pediu para incluir benefícios à sua irmã, Roberta, no rol das premiações de seu acordo de colaboração. Ela foi presa em maio após ser flagrada recebendo dinheiro de Ricardo Saud, da J&F, em nome do corretor.
DO DEPUTADO AFONSO FLORENCE (PT-BA), sobre os R$ 51 milhões encontrados num apartamento em Salvador e atribuídos ao ex-ministro peemedebista.
CONTRAPONTO
Tudo ao seu tempo
Na Comissão de Segurança Pública da Câmara, Paulo Teixeira (PT-SP) cobrou do Exército uma autocrítica por um capitão ter se infiltrado nas manifestações contra Michel Temer. Depois, decidiu amenizar o discurso. – Presidente, tenho uma questão de ordem –iniciou. – Quero dizer do meu respeito, admiração e gratidão ao Exército, o que não me impede de ter discordâncias. No comando da comissão, Orlando Silva (PCdoB-SP) ressaltou ao colega que a sessão estava extrapolando o horário e interrompeu: – Essa é uma questão de gratidão. Não é bem uma questão de ordem. Vamos encerrar! – disse, aos risos. Publicado simultaneamente com o jornal “Folha de S.Paulo”
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POLÍTICA
Manaus, domingo, 10 de setembro de 2017
Edição: Valéria Costa Email: politica@emtempo.com.br Telefone: (92) 3090-1013
| LEGENDAS | ESTRATÉGIA |
Sobrevivência política por trás da troca de nome Vários partidos iniciaram processo de mudança de nomenclatura como uma jogada de marketing político para atrair simpatizantes e votos nas urnas nas próximas eleições. Tribunal Superior Eleitoral tem que referendar Henderson Martins
P
ara tentar limpar a barra com o eleitor, legendas políticas já desgastadas, e perdendo força por contas dos vários escândalos que tem tomando conta do Brasil, buscam na mudança de nome uma alternativa ou “jogada de marketing” para continuar se mantendo no jogo político, garantir o fundo partidário e conseguir eleger seus representantes. Passando a se chamar Podemos no primeiro semestre deste ano – nome semelhante ao partido espanhol de ideologia de esquerda – o antigo PTN (Partido Trabalhista Nacional) foi o primeiro a alterar a nomenclatura, após ter o pleito aprovado pelo pleno do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Na esteira, outros partidos políticos também resolveram mudar a denominação de suas legendas, como o PSDC (Partido Social Democrata Cristão), que protocolizou um pedido recentemente no TSE para se chamar Democracia Cristã. O PTdoB (Partido Trabalhista do Brasil) tem um pedido tramitando para se chamar Avante. Com uma ampla campanha de marketing em cadeia de rádio e televisão, o PSL (Partido Social Liberal) também deu o pontapé para modificar seu nome para Livres. O PEN (Partido Ecológico Nacional), por exemplo, quer se chamar Patriota e o PMDB quer voltar a se chamar MDB, como na época em que rivalizava com o Arena, no período do regime militar. A mudança já foi comunicada ao TSE e o anúncio oficial deve sair na convenção nacional do partido, marcada para o dia 27 deste mês. Para o doutor em socio-
logia, da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), Marcelo Seráfico, algumas siglas que estão mudando suas nomenclaturas ou criando um nome fantasia, é apenas de fachada, uma vez que o conteúdo ideológico permanece o mesmo. Ele explica que o processo de mudança de nome pode ser caracterizado como falsidade ideológica elevada à última potência. Outro ponto, segundo o especialista, existem movimentações dentro do quadro político institucional, cujo objetivo principal é dissimular interes-
ses dentro dos partidos. “Pode ser o mesmo grupo, se mantendo com as mesmas posições, mas com um nome novo”, comentou. Como comparativo para os pedidos de mudança dos nomes por parte dos partidos, Seráfico recita uma frase do escritor italiano Tomasi di Lampedusa, que no livro “O Leopardo” (tradução para o português) diz: “Muda tudo para ficar como está”. Segundo o pesquisador, alguns partidos seguem o argumento como se fosse um mantra para esconder dos cidadãos
os reais interesses. Novas siglas Segundo Marcelo Seráfico, existem outras circunstâncias, é o caso de partes que se rompem e formam outras legendas. Como exemplo, ele citou o caso do PMDB que, no passado, acabou gerando um outro partido, o PSDB, do racha interno da legenda. “O movimento mais recente vem por meio do DEM (Democratas), que acabou fundando outras siglas como o Pros (Partido Republicano da Ordem Social) e alguns
Alternativa de marketing, diz especialista De acordo com o cientista político e mestre em representação sindical no Brasil pela Unicamp (Universidade de Campinas) e doutor em ciências sociais pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), Rudá Ricci, há um contexto histórico no país em que mostra que, nos últimos 5 anos, existe uma queda anual de confiança dos brasileiros nos políticos e nos partidos. “Uma pesquisa latino-americana, feita anualmente sobre o grau de confiança da
população na democracia e nas instituições, mostrou que o Brasil é o país com menor nível de confiança da cidadania com seu país. A amostragem aponta que só 3% dos brasileiros acreditam nos brasileiros e o índice relacionado à democracia, nos partidos e governo, despencou”, disse. Conforme Ricci, apenas 5% dos brasileiros acreditam no governo do presidente Michel Temer (PMDB). No Congresso Nacional, uma pesquisa feita por deputados e senadores, candidatos à ree-
leição, aponta que se eles tiverem uma imagem próxima ao presidente da República, não se elegem. Para salvar os mandatos de 2018, o especialista explica que esses partidos têm que ter uma alternativa de marketing. “Aí que vem a mudança de nomes. Um partido pequeno que tenta criar um nome que tenha algum chamamento de um nicho de eleitores, no caso do Podemos (antigo PNT), são jovens universitários que conhecem a história do Podemos espa-
nhol. Então a legenda muda para ver se consegue limpar o nome”, explicou. Rudá Ricci afirma que a mudança nos nomes da legenda não é apenas uma questão brasileira. Segundo ele, está havendo um desgaste muito acelerado das lideranças políticas tradicionais partidárias do mundo inteiro. O pesquisador conta que não existem mais no século 21 lideranças com capacidade de projeção e confiança por mais de dois anos. “É uma perfumaria da polí-
menores. Isso acontece pelo fato de os grupos dominantes não conseguirem se entender e acontecem as rupturas e o surgimento de uma nova sigla”, comentou Seráfico. O sociólogo informou que a questão de o partido mudar de nome é algo novo. Segundo ele, acontece pelo fato de haver uma preocupação relacionada a marketing eleitoral, ou seja, à publicidade. O curioso, conforme o pesquisador, é que se fala primeiro em mudar a sigla, e não em discutir os princípios do partido.
tica, aquilo que não tem importância alguma, se muda os nomes, as logomarcas, as pessoas são as mesmas, as cabeças são as mesmas, os sistemas políticos são os mesmos, mas, é uma tentativa para se diferenciar no mercado político”, disse Ricci. Segundo ele, a ideia que os partidos políticos tentam passar é para que o eleitor pense que é algo novo. “Nada mais é do que a crença dos marqueteiros políticos em um marketing da mudança. Eles percebem que isso está atraindo o eleitor e que está cada vez mais desgostoso com o tradicional”.
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POLÍTICA
Manaus, domingo, 10 de setembro de 2017
| RENCA | AMAZÔNIA |
CLÁUDIO HUMBERTO Com André Brito e Tiago Vasconcelos
Precisamos melhorar a representatividade” Ministro Luís Roberto Barroso (STF), em defesa o sistema distrital misto para o Brasil
Gastos de Rose com cartão são secretos até hoje
Setor mineral é alvo de debate Deputados do Amazonas afirmam que qualquer mudança em reservas ambientais têm que ser feitas por meio de novas leis
Continuam sob sigilo total os gastos com cartão corporativo de Rosemary Noronha, ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo e amiga íntima do ex-presidente Lula. O Superior Tribunal de Justiça manteve o sigilo dos gastos do cartão de Rose a partir de 2011, mas o Planalto e a Controladoria-Geral da União não se pronunciaram sobre os gastos anteriores, durante os governos Lula. Ela foi acusada de tráfico de influência, corrupção e outros crimes. Conta outra Após ignorar a Lei de Acesso à Informação, o Planalto alegou que os gastos de Rose são caso de “segurança da sociedade e do Estado”. Vida de madame A suspeita da PF é que a amiga de Lula levava vida de madame, com uso do cartão corporativo inclusive para despesas pessoais. Fatura ilimitada Entre 2003, quando Lula assumiu, e 2016, quando Dilma caiu, o gasto com cartões foi de mais de R$707 milhões (R$78,6 milhões por ano). O problema continua Este ano já foram R$29 milhões. Quase a metade, R$14,1 milhões, é mantida sob sigilo. Grande parte do que sobra é de “saque em espécie”. BNDES em Cuba é ‘caixa preta’ ainda a ser aberta Ao menos três operações investigam a escandalosa utilização do BNDES para bancar negócios da JBS e obras da Odebrecht no exterior. O volume é tão espantoso que só a transferência de recursos do BNDES para Cuba recomenda a criação de forçatarefa especial. A suspeita é que a obra do porto de Mariel, em Havana, pode ter rendido ao “quadrilhão do PT” mais de US$ 500 milhões, ou R$1,5 bilhão. Tempos levianos Na inauguração do porto de Mariel, Dilma disse que a Odebrecht faria o aeroporto de Havana financiado pelo BNDES. Nem havia projeto ainda. Foram bilhões O governo Lula criou uma maneira de financiar obras da Odebrecht no exterior sem licitação, por meio de acordos bilaterais com os países. Lobista de luxo Investigações indicam que obras bancadas pelo BNDES na África e na América Central foram obtidas para a Odebrecht pelo próprio Lula. O ‘mais corrupto’ Ao discutir o escândalo do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Joesley Batista classifica o caso de “pequena causa”. No áudio, Saud, lobista de Joesley, ri e diz que o PSDB é o “partido mais corrupto do Brasil”.
Consenso em último Enquete do portal Diário do Poder põe Ciro Gomes (PDT), o ex-governador pré-candidato, em último quando o quesito é “quem você acha que vai ser eleito presidente em 2018”. Ele teria 6% dos votos. Lei até para isto A Comissão de Transporte da Câmara examina um projeto que proíbe as empresas aéreas de utilizarem programas de fidelidade como critério de preferência no embarque. O relator pede rejeição do projeto. Segurança é prioridade Para 77,4% dos brasileiros, as Forças Armadas deviam ser usadas na segurança pública. O mesmo levantamento do Paraná Pesquisas, mostra que 64,7% acreditam que a corrupção é menor entre militares. Obras perdidas Tramitam na Câmara projetos que criam novas regras para licitações de obras públicas. Um deles exigirá que conste no edital da licitação a localização da obra utilizando-se coordenadas geográficas. Contra os abusos O corregedor nacional de Justiça, ministro João Otávio de Noronha, vai propor no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a uniformização dos contracheques dos magistrados. O objetivo é o controle contra abusos. Não é só aqui A ONG Transparency International pede sanções contra bancos, empresas e políticos europeus num esquema de lavagem de dinheiro que envolve propinas de R$10 bilhões no Azerbaijão para autoridades na Dinamarca, Alemanha, Inglaterra, França, República Tcheca e EUA. Madame vacilou Foi presa do lado de fora de uma cadeia Teresa Burchfield, 53, mulher do advogado moralista responsável por ética nas empresas de Trump. Foi flagrada no banco de trás de carro com uma presa de 23 anos. Pensando bem... ...a reforma política poderia ser bem simples: quem quisesse cargo político estaria proibido de concorrer.
PODER SEM PUDOR No lugar errado Senador do MDB catarinense, Evilásio Vieira resolveu fazer solitário comício numa pequena cidade de colonização alemã, onde não conhecia ninguém. Após o seu discurso, de crítica à ditadura, um velhinho, o padre local, pediu a palavra. Ele adorou. Mas o padre não estava ali para apoiar sua ladainha: - Tudo isso serr mentirra. Goverrno fazerrr Mobrral, Trransamazónico, oposiçon non fazerr nada. Só falarr. Todos deverr irr dorrmirr. A pequena multidão, obediente, foi embora. Evilásio também. www.claudiohumberto.com.br
Governo federal ensaia extinguir Reserva Nacional do Cobre e Associados
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lamentar está solicitando a participação do Ministério Público Federal (MPF), responsável pela fiscalização da lei e da sociedade. “Qualquer mudança em uma lei ambiental só pode ser feita por lei. Se isso tiver que acontecer, deve haver uma ampla discussão com a sociedade. Todos precisam estar atentos a essa discussão”. O deputado Alfredo Nascimento (PR) defende a exploração mineral na Amazônia desde que se obedeça às regras e condições legais, mas disse ser contra a exploração da reserva. “Antes de decretar, é preciso conhecer a realidade dos locais atingidos, as comunidades envolvidas e, acima de tudo, as consequências de tal ação após o início da exploração”, afirmou. Ele também explicou que, apesar do anúncio de um novo decreto que irá detalhar como será a exploração, acredita que há a necessidade de mais debates e conhecimento das realidades locais antes de se tocar num assunto tão polêmico. “Questões ambientais e indígenas devem ser tratadas com cuidado e respeito”, concluiu. Pauderney Avelino, do Democratas, disse que a suspensão do decreto incentiva a discussão sobre que tipo de política se quer para a Amazônia.
No final de agosto, Michel Temer assinou decreto determinando o fim da reserva com a proposta de regulamentar a exploração mineral na área. Após inúmeras críticas e pressão de ambientalistas e setores da sociedade, o juiz Rolando Spanholo, da 21ª Vara Federal do Amapá concedeu uma liminar na semana passada tornando nulo o decreto do presidente. A liminar determinou a suspensão imediata de todo e qualquer ato administrativo para acabar com a Renca. Em seu despacho, o magistrado julgou inadequada a pretensão do governo federal de extinguir a reserva, total ou parcialmente, por meio de um decreto e sem o aval do Congresso Nacional. Ele destacou que, por estar localizada na Floresta Amazônica, qualquer alteração no uso dos recursos existentes na área só pode ser realizada em forma de lei. Criada em 1984, a reserva, localizada entre os Estados do Pará e Amapá, possui mais de 4 milhões de hectares, aproximadamente o tamanho da Dinamarca, e tem potencial para a exploração de ouro e outros minerais, como ferro, manganês e tântalo. Na área da reserva existem nove unidades de conservação permanente, sendo três de proteção integral, quatro de uso sustentável e duas terras indígenas.
Ana Luíza Santos
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polêmica em torno da decisão do presidente Michel Temer em extinguir a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), com a premissa de regulamentar e dinamizar a exploração mineral na área, no mês passado, acendeu o alerta entre deputados federais do Amazonas sobre a exploração mineral na Amazônia. Membro da Frente Parlamentar Ambientalista na Câmara dos Deputados, a deputada Conceição Sampaio (PP) vê o decreto como um ataque frontal à Amazônia e diz ser totalmente contra a extinção da Renca. Segundo ela, o apoio da sociedade civil contribuiu para a suspensão do decreto de Temer por meio de uma decisão da Justiça Federal do Amapá na última terça-feira. “Dentro da Câmara tivemos uma grande movimentação que contou com ampla participação popular, que acabou fazendo com que o governo suspendesse o decreto por 120 dias para que nesse período sejam tomadas as decisões necessárias”, contou. Conceição disse ainda que o governo montou uma comissão para avaliar essa questão e que a frente par-
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Reforma política retorna à pauta da Câmara Brasília (Agência Câmara) - O plenário da Câmara dos Deputados pode retomar na próxima terça-feira a análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 77/03, relatada pelo deputado Vicente Candido (PT-SP), que altera o sistema para eleição de deputados e vereadores e cria um fundo público para o financiamento das eleições. Até o início da votação, os deputados vão tentar fechar um acordo para analisar pelo menos o
texto básico da proposta, com eventuais destaques para depois. Dependendo da negociação, essa PEC pode continuar em votação na quarta-feira (13). Também está na pauta outra proposta da reforma política: a PEC 282/16, relatada pela deputada Shéridan (PSDB-RR), que altera as regras sobre coligações partidárias nas eleições proporcionais e cria uma cláusula de desempenho para acesso a recursos do Fundo Parti-
dário e ao horário gratuito de rádio e TV. Acordo Há acordo para que a votação da PEC 282, cujo texto-base já foi aprovado em primeiro turno, só ocorra após a conclusão da análise sobre sistema eleitoral e financiamento de campanhas (PEC 77). A decisão sobre o sistema eleitoral terá prioridade porque influencia diretamente as regras sobre coligações.
POLÍTICA
Manaus, domingo, 10 de setembro de 2017
‘Saímos de uma cultura de sigilo, para dados abertos’ Há 11 anos atuando na CGU-AM (Controladoria Regional da União no Estado do Amazonas), a odontóloga Mona Liza Prado Benevides Ruffel, 39, natural do Ceará, agora assume a direção da instituição como nova superintendente. Ela é a segunda mulher a ocupar o comando do órgão e deverá ficar no cargo até 2019, podendo ter um prolongamento da gestão, que é bienal
Henderson Martins
EM TEMPO - Como descreve sua atuação na CGU Amazonas, desde o dia 29 de junho de 2006, dia em que tomou posse, após ser admitida em concurso? Mona Liza Prado – Na CGU Amazonas, eu desempenhei um papel de auditoria. Fiz trabalho de prevenção, de fiscalização no interior do Estado, assumi chefia de divisão e assumi a substituição da Regional. Durante a gestão da Maria Esmeralda Rodrigues (20102012), eu fiquei como substituta e cheguei a substituir ainda meu antecessor, Marcelo Borges (2015-2017). E, neste ano, o ministro da Transparência e Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário de Campos, me convidou para assumir o comando da CGU-AM. Assumir a controladoria não deixa de ser uma realização pessoal e profissional, o reconhecimento de todo um trabalho. Antes de estar como chefe, sou servidora da casa. Quando acabar meu posto, eu volto a ser servidora e não faz parte dos meus planos sair da Regional Amazonas. EM TEMPO – O Estado do Amazonas é extenso e com particularidades logísticas, como avalia estar à frente de um órgão com responsabilidade sobre toda a gestão pública? ML – Existem pontos positivos e negativos, mas eu fui equilibrando todos os fatores para tomar a decisão de assumir a Superintendência. Não é uma decisão fácil. Nosso Estado é muito grande, nosso corpo operacional é reduzido e o esforço é grandioso, mas estamos aqui sempre para colaborar. Eu tenho uma equipe muito boa, proativa, que atua junto e se compromete com a gestão pública e estamos avançando nos trabalhos. Eu, por exemplo, mantive os trabalhos do superintendente anterior, porque aprendi muito na gestão dele. A intenção é manter a mesma
conduta. Como a CGU trabalha com alicerce de prevenção, detecção e punição, vamos permanecer com esses três pilares. Temos a Secretaria de Transparência, a Ouvidoria-Geral da União, a Corregedoria e a Fiscalização, que é a secretaria de federal de controle. Vamos continuar com todos esses auxílios. EM TEMPO – Com as limitações logísticas da localidade, como a CGU atua na fiscalização de municípios vulneráveis? ML - Para minimizar os efeitos de falta de recursos, de dificuldades de locomoção, nós priorizamos uma matriz de vulnerabilidade, responsável por identificar municípios mais propensos a alcançar um baixo índice de desenvolvimento. Além disso, recebemos denúncias por parte dos nossos órgãos parceiros e por parte dos cidadãos, que junto à essa matriz, nos orienta a agir com mais eficiência. Hoje, o nosso programa de fiscalização de entes federativos funciona com uma metodologia para identificar de imediato qualquer vulnerabilidade. EM TEMPO - Ao identificar irregularidades na gestão pública de municípios, quem age junto à CGU para punir a ilegalidade, já que a distância entre algumas cidades é consideravelmente longe? ML - A CGU vem amadurecendo cada vez mais essa atuação conjunta, para combater a corrupção e isso significa andar de mãos dadas com outros órgãos de defesa do Estado, como o MPF-AM (Ministério Público Federal), MPE-AM (Ministério Público do Estado) e Polícia Federal, que atuam junto com a CGU. Além da barreira da distância entre as cidades, temos também a barreira da transparência, já que o Estado não é 100% transparente. E, para fazer essa fiscalização à distância, pelos sistemas corporativos, ainda é uma dificuldade, por isso, a CGU se preocupa com essa causa. Além
da secretaria, temos ainda programas para incentivar a divulgação de dados ativos e passivos nos municípios. Isso inclui, ainda, o fomento do controle social que não deixa de ser peça fundamental e indispensável do controle, pois não podemos estar em todos os locais do país e precisamos de uma sociedade mais engajada. EM TEMPO - Qual seria as dificuldade dos municípios do Amazonas em apresentar um sistema de transparência e criar um portal com divulgação de arrecadação e gastos e dar mais clareza na administração pública? ML - Existe a dificuldade de capacitação, tem o fator da internet ser lenta no interior do Estado e de os municípios não estarem preparados para essa demanda. Fizemos em fevereiro deste ano, por exemplo, o encontro Município Transparente, evento para trazer cidades para capital, e mostrar a importância de sensibilizar os entes quanto ao cumprimento da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), fazer a gestão transparente, honrosa, responsável e de acordo com a LRF. E, na ocasião, tivemos até muita dificuldade de trazer os prefeitos, por conta da distância. Mas, não paramos. Estamos emitindo cartilhas de orientação e, há pouco tempo, a corregedoria lançou um compêndio de como implantar uma corregedoria no município. EM TEMPO - Realizar uma gestão pública dentro da legalidade evitaria a mobilização de órgãos de fiscalização. Com isso, por que ainda existe esta dificuldade de expor informações ao público? ML - Estamos passando por uma mudança. Saímos de uma cultura de sigilo, para dados abertos. É uma mudança cultural, não é apenas uma questão legal de que deve haver dados acessíveis à sociedade. O que é público tem que ser público e
Nova superintendente da CGU, Mona Liza Prado, afirma que dois municípios estão sob investigação
Mona Liza diz que CGU tem métodos para atuar
o detentor desse dos dados é a sociedade. Quanto mais transparência temos, mais fiscalização vamos ter. EM TEMPO - A equipe da CGU é suficiente ou há ausência de servidores para realizar as fiscalizações? ML - Temos um quadro defasado, inclusive, foi tema de discussão com o ministro da Transparência. E, a realização de novos concursos públicos, vem sendo pleiteada junto ao ministério do planejamento e da Casa Civil. Mas, sabemos que o cenário não é favorável, estamos em um contingenciamento de recurso muito grande e estamos trabalhando da melhor forma. Há uma proposta de concurso para 2018, mas, não temos nada definido. Com a equipe que temos, já fizemos operações especiais, investigativas, junto com a PF, com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), no caso em específico, a Operação Cauxi, em Iranduba; a Operação Cartas Chilenas, no município de Pauini; e também fizemos a Maus Caminhos. É uma união de esforços. Participamos da Rede de Controle da gestão pública no Amazonas, que reúne órgãos de defesa, tanto estaduais, quando municipais e federias e vamos otimizando as ações. EM TEMPO - Como neste ano houve um número expressivo de denúncias divulgadas, há sinalização de novas operações ainda em 2017? ML- Recebemos muitas denúncias e o próprio cidadão pode entrar em contato diretamente na ouvidoria eletrônica,
| FOTOS: MÁRCIO MELO
que funciona como canal direto e todas as denúncias relacionadas ao Amazonas são trazidas para a Regional. Há, também, os recebimentos de “reclamações” físicas, que passam a integrar nosso plano operacional. Isso porque não tem como a gente receber a denúncia e atuar imediatamente, uma vez que já temos um plano operacional definido para o exercício. EM TEMPO - De onde vem o maior volume de denúncias, do interior ou capital? ML- Acaba que são mais do interior e a explicação é o fato de haver uma quantidade maior de municípios espalhados no interior do Estado e que vivenciam mais de perto a política. E, para este fim de ano, estamos fazendo uma fiscalização dos entes federativos, pois existem dois municípios que estão sendo investigados no momento, mas não podemos antecipar quais seriam. EM TEMPO - O governador interino David Almeida (PSD) realizou um ajuste no pagamento dos professores, com um valor que sobrou do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação). A CGU vem fiscalizando esses repasses do Fundeb? ML Estamos sempre fiscalizando o repasse do Fundeb, quando tem a complementação da União, fiscalizamos. Sempre fiscalizamos esses recursos para o interior. Aqui na capital do Amazonas ainda não fiscalizamos, mas a gente monitora por ser aporte federal.
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POLÍTICA
Manaus, domingo, 10 de setembro de 2017
| REFERÊNCIA | ELEITORAL |
Eleição suplementar vira modelo para Guiné-Bissau Comitiva africana, que visitou o Amazonas durante 15 dias antes da realização do pleito para governador do Estado, ocorrido no dia 27 de agosto, fará a escolha da Assembleia Nacional, no dia 20 de maio de 2018, e utilizará mecanismos de organização do TRE-AM Henderson Martins
O
modelo da eleição suplementar, que ocorreu no mês passado do Amazonas, servirá de parâmetro para a realização da escolha da Assembleia Nacional Popular, que acontece no dia 20 de maio de 2018, na Guiné-Bissau, país da África Ocidental. Durante 15 dias, antes da eleição, uma comitiva do país visitou o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), para conhecer as particularidade do pleito e aplicar na eleição estrangeira. O diretor administrativo e financeiro da comissão nacional da eleição de Guiné, Antonio Yaia Jau, afirmou que considera o Brasil, uma referência no processo eleitoral para escolher governantes. Ele explica que em 2016, foi firmado um protocolo de cooperação entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a comissão nacional, com o objetivo de trocar informações, conhecimentos e ex-
periências sobre a organização de um pleito “Foi com a ajuda da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), que conseguimos acompanhar como todo este processo acontece no Brasil e a ideia é levar a experiência para casa”, afirma Yaia. Conforme o representante africano, a expectativa é que no ano que vem, quando ocorre a escolha da Assembleia Nacional Popular, serão introduzidos os conhecimentos adquiridos durante o processo de escolha do novo governador do Amazonas. “Infelizmente não chegamos ao nível de poder ter urnas eletrônicas, mas, tentaremos implantar a gestão das eleições, com as organizações, treinamentos e formação de mesários. Certamente que teremos uma eleição com alto grau de confiança, como é a eleição brasileira. A grade dificuldade é que dependemos de ajuda de parceiros para realizar as eleições, como a União Europeia e União Africana ”, disse.
Curiosidades De acordo com Antonio Yaia, o país africano possui um quantitativo populacional de 1,6 milhão de pessoas e comporta 53 partidos políticos. Já o Brasil, com 200 milhões de habitantes, tem 36 legendas. O representante da Africa afirma ainda, que assim como o Brasil, Guiné passa por um cenário de crise econômica e política. Pleito O TRE-AM concluiu no dia 25 de agosto toda a organização do pleito no Amazonas, que contou com a participação de mais de 10 mil servidores, 2,3 mil policiais militares, utilizou mais de 176 escolas estaduais e teve o auxílio de 284 câmeras para o monitoramento da segurança do pleito. O tribunal utilizou o aporte de R$ 24 milhões para concluir primeiro e segundo turno da eleição, que elegeu o novo governador do Estado do Amazonas.
Representantes da Guiné-Bissau obtiveram orientações sobre realização de pleito
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ECONOMIA
Manaus, domingo, 10 de setembro de 2017
Edição: Anwar Assi Email: economia@emtempo.com.br Telefone: (92) 3090-1042
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| TROCO | CAMPANHA |
A caça pelas
moedas entesouradas Empresários do comércio adotaram ações para obter o dinheiro de níquel. Eles adotaram medidas que vão desde a instalação de máquinas “cata-moedas” até a concessão de prêmios. “Poupar” em cofrinho é comum em Manaus Henderson Martins
N
o fim do mês passado, o BC (Banco Central) lançou uma campanha nacional para incentivar a circulação de moedas no país. No Amazonas, a exemplo do BC, comerciantes locais também adotaram medidas na “caça” pelo dinheiro de níquel. Os lojistas instalaram máquinas “cata-moedas” e oferecem até prêmios para estimular a retirada do dinheiro dos cofres. A medida visa a facilitar o troco para o consumidor e, também, evitar infligir lei municipal que pune comerciantes que não passam o troco de forma integral. De acordo com o presidente da ACA (Associação Comercial do Amazonas), Ataliba Antônio Filho, há “um problema sério” na capital amazonense em relação à escassez de moedas em circulação no comércio. Segundo ele, ano passado, uma equipe do BC esteve em Manaus para ouvir os relatos de falhas na distribuição de moedas na cidade. “Eles falaram que seria superada a ausência dessas moedas no comércio local”, explica o presidente da ACA. Ataliba conta que, em
Compra de um Fusca
Iann Melo guardou moedas para comprar um Fusca
2013, a CMM (Câmara Municipal de Manaus) criou uma lei, que foi sancionada pelo Executivo municipal da época, que pune o comerciante que não passa o troco de forma integral. Ele explica que incentivar a retirada das moedas guardadas para colocar em circulação seria um mecanismo que facilitaria o troco no comércio local. A lei n° 1.797/13, de autoria do vereador Álvaro Campelo (PP), dispõe sobre a obrigatoriedade dos estabelecimentos comerciais de Manaus procederem a devolução integral, e em espécie, do troco. De acordo com a lei, é proibida a substituição do troco por outros produtos, e os comerciantes são obrigados a fixar cartazes informativos para o consumidor. Premiação Para
buscar m o e-
| MÁRCIO MELO
das, em um momento de escassez, a gerente da ilha gelada dos Franceses, no bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste, Géssica Ferreira, 29, explica que, há mais de dois anos, a empresa faz uma promoção de trocas de moedas por prêmios. Segundo ela, o mecanismo trouxe bons resultados e agradou aos clientes. “É o que tem salvado a gente. Tem semana que não tem nada de moeda. Existem pessoas que guardam as moedas e trocam conosco. São vários prêmios, que variam de uma cesta básica e um tanque cheio. A promoção acontece uma vez por mês”, afirma. Géssica explica que a troca de moedas, devido à promoção, rende de R$ 200 até R$ 2 mil. Ela explica que a promoção abrange outras quatro lojas. Se consideradas quase 25 bilhões de moedas de Real, emitidas desde 1994, chega-se ao número estimado de 8,7 bilhões de moedas entesouradas no país, ou seja, quase R$ 1,4 bilhão.
Guardar moeda em “cofrinhos” rendeu, há dois anos, a compra de um carro usado modelo Fusca para o jornalista Fábio Melo. Segundo ele, o filho Iann Porto Melo, na época com 8 anos de idade, guardava as moedas em um cofre pequeno que ganhou da avó. Quando o cofre foi aberto, havia uma quantia superior a R$ 300, usada na primeira parcela do Fusca. “Não eram apenas moedas que ele (Iann) economizava. Todos da família depositavam uma quantia variada que chegava até R$ 100. Foi então que compramos o Fusca, que custou uns R$ 3 mil, valor que economizamos em um ano”, comenta o jornalista.
Uma professora, que preferiu não se identificar, de 45 anos, conta que começou a guardar moedas no ano passando, após uma visita a uma tia que mora no Pará. Segundo ela, a tia comprava grandes porcos de gesso que eram usados para guardar moedas. “Com o dinheiro, ela comprava presentes para os sobrinhos e, às vezes, sobrava para pagar algumas contas. Gostei tanto da ideia que, assim que cheguei a Manaus, fui direto comprar um cofre”, diz. Ela revela que, em dezembro de 2106, conseguiu economizar mais de R$ 2 mil. “Sempre guardo moedas de R$ 1 e R$ 0,50”, explica a professora.
Estabelecimentos instalaram cata moedas
| ARTHUR CASTRO
Alguns estabelecimentos oferecem prêmios aos clientes em troca de moedas
08/09/2017 23:29:36
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ECONOMIA
Manaus, domingo, 10 de setembro de 2017
| VERÃO | MANAUS |
Sorveterias se reinventam para aumentar as vendas Diante da retração econômica que vive o Estado e o país, empresas da capital amazonense do ramo buscam a inovação para manter, nesse período de altas temperaturas, o ritmo de crescimento na comercialização dos produtos, e apostam em novos sabores e serviços Henderson Martins
O
calor em Manaus, com temperaturas médias de 35°, conforme o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), é o cenário propício para o comércio de produtos refrescantes, como sorvetes e picolés. Mas a concorrência e o cenário de retração econômica têm obrigado empresários a se reinventarem no mercado. Para driblar a crise, há quem invista em novos atrativos, como pequenos parques de diversões ou até um lanche completo, além dos sorvetes. Outra alternativa para driblar o cenário negativo é buscar novos lançamentos de sorvetes. O gerente geral da Glacial, José Antônio Loio, explica que, no ano passado, as vendas foram até 40% superiores em relação ao ano anterior. Mas, neste ano, o gerente conta que o crescimento tem ficado na média
20%, por conta da crise econômica que atinge todos os setores do Estado. “Eu acredito que vai acontecer sim uma melhora na economia, não só a nível nacional. O Estado do Amazonas, por exemplo, vejo que está voltando a ter uma estabilidade política”, avalia Loio. Para atrair a clientela, ele conta que a empresa faz lançamentos de produtos, tanto de sorvetes, como casquinhas produzidas na base de brigadeiro belga, que vêm alavancado as vendas nesse período de retração. Loio afirma ainda que o empreendimento oferece um preço atraente em relação à concorrência. “A nossa paleta mexicana custa R$ 6, enquanto a concorrência vende entre R$ 10 e R$ 12. Estamos mantendo os preços ao longo do tempo, com um produto de qualidade”, diz o gerente geral. Expectativa O sócio proprietário da Toya, Leovaldo Pereira, afir-
ma que a empresa espera ter, neste ano, um crescimento de até 12%, em relação ao ano passando. Segundo ele, desde o início do ano, a empresa sentiu um leve aquecimento na comercialização dos produtos, que vinha sofrendo os efeitos da crise econômica e política. “Eu entregava sobremesas no Distrito Industrial. Mas, com a retração da economia, as empresas tiraram o copinho de sorvete e passaram a fornecer frutas como maçã, banana, ou até um tablete de doce”, explica o empresário. Pereira explica que não reduziu o quadro de funcionários por conta da retração da economia. Apesar de ter apenas uma loja, localizado no conjunto Aruanã, Zona Oeste de Manaus, o empresário comenta que faz entregas em todas as redes de supermercados de Manaus e do interior do Amazonas, além de outras 56 cidades de Estados da Região Norte. “Buscamos outros mer-
Empresas apostam não só em novos sabores de sorvetes, mas também nas casquinhas
cados para compensar a queda nas vendas do Distrito Industrial. Mas, nessa época, devido às altas temperaturas, os sorvetes vêm se sobressaindo aos demais produtos que oferecemos”, destaca Pereira. O empresário não des-
cartou a possibilidade de fazer novos investimentos. No entanto, devido à indecisão política e econômica e aos investimentos feitos em uma dimensão maior, com compras de grandes equipamentos que demoram para ficar prontos, as novidades
| ARTHUR CASTRO
devem ser anunciadas para o verão do ano que vem. “Nós acreditamos que as vendas devem aquecer ainda neste ano, entre 10% a 12%, mas vai depender dos acontecimentos daqui para o fim do ano”, diz Pereira.
REINALDO DOMINGOS Pedir emprestado, trocar e consertar, para economizar Antes de fazer qualquer compra é importante considerar possibilidades, como pedir emprestado à um familiar ou vizinho, trocar algo que usa pouco pelo que deseja no momento e, também, restaurar o que já tem em casa. Confira seis atitudes que fazem a diferença no orçamento mensal: 1- Trocar Livros, brinquedos, utensílios de cozinha e até mesmo roupas para ocasiões especiais podem ser trocadas entre conhecidos e/ou por meio de sites ou grupos de trocas em redes sociais. O mesmo vale para serviços, ao invés de pagar em dinheiro, você pode trocar por outro serviço– como aulas particulares, reparos domésticos, passeios com animais de estimação, fotografias profissionais, manicure etc. 2- Pedir emprestado Precisou de uma furadeira? Ao invés de comprar, porque não pedir emprestado para um vizinho, amigo ou colega de trabalho? O mesmo vale para itens como livros, DVDs, roupas para ocasiões especiais, utensílios domésticos, etc.
A regra vale para qualquer item necessário esporadicamente. Do contrário, comprará algo que usará apenas uma vez - sintoma de dinheiro mal utilizado. 3- Comprar em conjunto Você e outra(s) pessoa(s) estão interessadas em um mesmo produto? Considerem comprar juntos, assim a despesa é divida e o uso é compartilhado. Além da economia, isso estimula a interação social.
Reinaldo Domingos Educador financeiro, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da Dsop Educação Financeira e autor do best-seller Terapia Financeira, do lançamento Mesada não é só dinheiro, e da primeira Coleção Didática de Educação Financeira do Brasil
4- Consertar Muitas vezes, reformar ou consertar algo sai mais barato do que comprar um novo. Além disso, a atitude contribui com o meio ambiente, reduzindo a produção de lixo. Procure aprender coisas novas, como fazer pequenos reparos, costurar um pouco e até mesmo redecorar ambientes com dicas da internet, o famoso “faça você mesmo”. 5- Substituir Pense em alternativas para seus gastos cotidianos. Por exemplo: fazer um passeio no parque, praça ou praia tende a ser mais barato do que ir ao shopping – e provavelmente mais gratificante e saudável também.
O mesmo vale para gastos no mercado, é válido experimentar o mesmo produto de marcas diferentes, buscando sempre o melhor custo x benefício. 6- Ter uma reserva para imprevistos Compras de última hora, não previstas no orçamento, podem levar ao endividamento. Portanto, tenha sempre uma reserva financeira estratégica. Ela será valiosa caso precise repor algo quebrado em casa com urgência.
ECONOMIA
Manaus, domingo, 10 de setembro de 2017
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| PERDAS | RECURSOS |
AGU descobre rombo de R$ 12,5 mi no INSS do AM Montante descoberto por uma investigação do governo federal foi gerado em função do que é gasto pelo instituto em benefícios pagos a trabalhadores vítimas de acidentes, que deveriam ser indenizados pelas empresas privadas e não pela Previdência Social Joandres Xavier
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ma investigação do governo federal descobriu, no Amazonas, um rombo de R$ 12,5 milhões, que foi gerado em função do que é gasto pela Previdência Social em benefícios pagos a trabalhadores vítimas de acidentes, que deveriam ser indenizados pelas empresas. Em todo o país, essas perdas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) com benefícios por acidente do trabalho, como auxílio-doença, aposentadoria por invalidez e pensão por morte, somam R$ 1,8 bilhão. Esse montante é cobrado em 4.817 ações ajuizadas em todo o país, sendo 101 processos no Amazonas, contra empregadores autuados por negligência na segurança e saúde do trabalho. A atuação ocorre no âmbito da Procuradoria-Geral Federal, órgão da AGU (AdvocaciaGeral da União), que representa as autarquias e fundações federais públicas, entre elas o INSS. A AGU já abriu até julho deste ano, 4.817 ações no país para cobrar os gastos com benefícios
concedidos a partir de imprudência das empresas. As ações cobram pagamentos com auxílio-doença, aposentadoria por invalidez e pensão por morte. O presidente do SindusconAM (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas), Frank Souza, que lidera um setor no qual é comum ocorrer vários acidentes de trabalho nos canteiros de obras, afirma que apoia a ação do governo federal. Ele argumenta que o número de acidentes subiu em níveis alarmantes, abrindo espaço para fraudes. “Há casos em que as empresas passavam grande número de acidentados diretamente para o INSS. Antes, não tinha o filtro que tem na construção civil do Amazonas. Nesse aspecto o governo tem razão”, afirma o empresário. Além de contribuir para minimizar possíveis prejuízos aos cofres previdenciários, a AGU reforça que as ações regressivas levam as empresas processadas a ter maior cuidado pela segurança no trabalho dos funcionários. A AGU também esclarece que essas ações não interferem no direito dos trabalhado-
res, porque eles recebem o benefício, independentemente do andamento do processo judicial. Estratégias Em relação às ações regressivas, o Amazonas se destaca como um dos Estados com os menores índices de acidentes e doenças de trabalho. Frank Souza explica que o bom resultado é fruto de um trabalho feito, principalmente, pela entidade por meio do Seconci (Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Amazonas), além de outras estratégias. Ele revela que o Seconci tem dado grande contribuição, usualmente com o treinamento na área de segurança nos canteiros de obras. Frank Souza cita também o projeto do Sesi (Serviço Social da Industrial) de segurança e saúde nos canteiros, além de workshops que abordam o tema no Amazonas. Assim, os funcionários doentes passam primeiro pela análise do Seconci para saber se tem necessidade de afastamento e, depois, vai para o INSS. “Essa medida gerou a redução no número de acidentes”, diz.
Queda no número de casos
INSS gasta com indenizações que empresas devem pagar
De maio 2016 a maio deste ano, no país, a Equipe de Trabalho Remoto em Ações Regressivas Previdenciárias analisou 7.473 PIPs (Procedimentos de Instrução Prévia), que culminou com o ajuizamento de 735 ações, a realização de 2.141 diligências instrutórias e o arquivamento de 4.597 expedientes. De 2010 a maio deste ano, a AGU já arrecadou R$ 32,5 milhões com essas ações. A partir do momento que as ações de regresso passaram a ser ajuizadas de forma mais efetiva, em 2008, o panorama nacional de acidentes e doenças do trabalho passou a ter uma redução. | IONE MORENO
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ECONOMIA
Manaus, domingo, 10 de setembro de 2017
| PROJETO | CAPACITAÇÃO |
Empreendedorismo que dá vida ao centro histórico Instituto Amazônia prepara moradores no segmento da economia criativa, como parte da estratégia de requalificação da região histórica de Manaus. Uma das atividades para fortalecer o comércio dos produtos é a Feira do Paço, que tem mais uma edição neste domingo (10)
Moradores que receberam formação do Instituto Amazônia saem às ruas para participar da Feira do Paço, realizada no centro histórico da capital amazonense
Joandres Xavier
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economia criativa será, daqui para frente, parte do projeto de requalificação do Centro Histórico de Manaus. Além de prédios antigos e praças, que estão sendo recuperados pelo poder público para dar novos ares ao lugar que por anos foi abandonado, agora será explorado o empreendedorismo dos moradores, com capacitação, orientação e acompanhamento, para
dar mais vida ao ambiente. Tocado pelo Instituto Amazônia, o projeto é implementado neste mês de setembro por meio de um pacote de ações. O comércio da área já conta com venda autônoma de bolos de pote por apenas R$ 5, que rende até R$ 2 mil por mês. O instituto já realiza um importante projeto de requalificação urbana do marco zero de Manaus e pretende reforçar as ações para fomentar a economia criativa da cidade. Entre as ações está o lança-
mento do programa de desenvolvimento pró-economia criativa, a loja colaborativa para venda de produtos e serviços de empreendedores da feira do Paço, além do selo Uirapuru para valorizar artistas locais da música. O instituto conta ainda com o projeto de voluntariado para atrair interessados em contribuir para a requalificação do centro histórico, em diversos segmentos. Como parte das atividades programadas para o período, está ainda a próxima edição da
Feira do Paço, que ocorre neste domingo (10), com mais de cem expositores no Paço da Liberdade, no Centro. Consumo O diretor-presidente do Instituto Amazônia, Paulo Henrique de Castro, afirma que, por trás do projeto da economia criativa, há o objetivo principal de atrair o público para conhecer o marco zero da cidade, por meio do consumo, criando pequenos mercados na área. A partir dessa
‘Nós passamos a atender a turistas’ A microempreendedora Luciana Chaves, 35, moradora da comunidade São Vicente há mais de 8 anos, viu-se obrigada a começar a fazer comida para vender, após o marido sofrer um AVC (Acidente Vascular Cerebral), no ano passado. Logo no início, como não sabia vender, acabou desistindo. O rumo da família começou a mudar quando ela encontrou no Instituto Amazônia a oportunidade de fazer um curso de bolo no pote. Luciana, aos poucos, foi adequando as vendas para parentes e amigos, e logo viu o novo negócio prosperar. Em seguida, ela fez mais um curso de cozinha de festa junina e foi escolhida para participar da Feira do Paço já na edição do ano passado.
“Desde janeiro de 2016, as vendas evoluíram bastante. De um público de classe média, no começo, nós passamos a atender a turistas. Temos clientes que conquistamos na feira do Paço, que continuam encomendando os nossos produtos”, diz a nova empreendedora. Entre os produtos de Luciana está o famoso bolo no pote de 145 mililitros, que custa R$ 5. Já as fatias de bolo recheado e com cobertura custam R$ 7. Ela produz ainda os pequenos brigadeiros que são vendidos por apenas R$ 1. De uma renda inicial de R$ 300, quando começou na atividade, Luciana, que buscou se qualificar, agora chega a ganhar entre R$ 2 mil e R$ 2,2 mil por mês. Para seguir em frente no
Consulado da Mulher também dá apoio
segmento da economia criativa, agora Luciana faz parte de um novo curso de empreendedorismo no Consulado da Mulher - ação social da marca Cônsul. Ela espera, a partir dessa nova capacitação, ampliar o alcance do
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seu negócio e ter o próprio empreendimento com ponto comercial e, até mesmo, funcionários. “Como erguer a nossa empresa, organizar e administrar são pontos importantes que estão ensinando a gente”, explica.
prerrogativa, o instituto pretende também alavancar o comércio da área, preparando e colocando à disposição do consumidor, aproximadamente, 50 expositores de economia criativa com alimento, artesanato, entre outros itens. “Quase 80% da população de Manaus não conhece esse fundo, no qual a cidade se iniciou. Não tem ideia do que acontece aqui dentro. A feira (do Paço) foi uma medida que encontramos para atrair os moradores de outras regiões
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da nossa cidade para conhecer o centro histórico”, diz Paulo Henrique. A Feira do Paço, a que se refere Paulo Henrique, acontece anualmente em setembro, e tem tido uma aceitação satisfatória, segundo o diretor-presidente. “A feira atende à nossa expectativa, que é mostrar esse espaço revitalizado. Hoje, são aproximadamente 15 famílias que já foram capacitadas pelos nossos projetos e estão contribuindo com produtos na feira”, explica Paulo Henrique.
Apoio que gera renda A aposta de Djein Thamise Gatinho, 29, também são os alimentos, mas com foco em outro produto. Ela conta que recebeu apoio do curso de culinária do projeto Casa do Frei, do Instituto Amazônia. “No início, o que produzíamos dava apenas para presentear amigos e parentes. Mas logo percebi que já podia produzir bastante para ganhar dinheiro”, conta. Thamise afirma que, aos sábados, ela sai pelas ruas para vender o famoso bolo inglês, o mini pudim, e outros doces e salgados. Os produtos da economia criativa rendem a ela, em média, R$ 500 de lucro por mês, por apenas um dia de trabalho na semana., Campeão de vendas, o bolo inglês, que pesa 400
gramas, que vem amanteigado com brigadeiro de colher por cima, é vendido por R$ 10, a unidade. A empreendedora também participa das formações do Consulado da Mulher, para desenvolver a atividade e, futuramente, abrir uma padaria. Social O Instituto Amazonas existe desde setembro de 2001. Ele tem realizado diversas ações de apoio à sociedade amazonense sem fins lucrativos. Há dois anos, encontra-se sediado no centro de Manaus. O diretor-presidente do instituto, Paulo Henrique de Castro, diz que a instituição vem fazendo uma revitalização física e social do Centro Histórico de Manaus.
ECONOMIA
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| RECUPERAÇÃO | DIVIDA ATIVA |
Governo resgata R$ 123 milhões Procuradoria Geral do Estado afirma que esse deverá ser o maior valor recuperado, oriundo de débitos fiscais, dos últimos cinco anos
O
governo do Estado deve fechar 2017 com recorde no resgate da dívida ativa, considerado o maior dos últimos cinco anos. A informação é do procurador-geral do Estado, Tadeu de Souza. Ele diz que, de janeiro a dezembro, o Estado prevê o recebimento, em sua Conta Única, de um valor superior a R$ 123 milhões, oriundos de processos envolvendo débitos fiscais. Tadeu afirma que, em seu melhor desempenho dos últimos cinco anos, a PGE (Procuradoria Geral do Estado) já conseguiu reaver R$ 109,3 milhões em um único ano, sendo pouco mais de R$ 91 milhões resultantes de êxito apenas em executivos fiscais. “O atual incremento no resgate da dívida é resultado de um importante trabalho realizado pelos membros da Proef (Procuradoria de Execuções Fiscais), em parceria com os técnicos da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda)”, afirma Souza. Chefe da Procuradoria de Execuções Fiscais da PGE, Kalina Cohen, explica que do montante previsto para o resgate da dívida ativa, pouco mais de R$ 51 milhões já está disponível na Conta Única do Estado, referente ao período de janeiro a julho. Outros R$ 38,1 milhões foram penhorados apenas no mês de agosto - dos quais o Estado poderá se utilizar em razão da Lei de Depósitos Judiciais. Há ainda mais de R$ 34 milhões previs-
tos para entrar na conta estadual nos próximos meses. “A Procuradoria Geral do Estado fez o levantamento de grandes devedores do Estado que possuem liquidez para quitar as suas dívidas. Diante dessa constatação, dispensamos um tratamento diferenciado às execuções fiscais correspondentes,
Até chegar ao nível da expropriação definitiva de bens, seja dinheiro, bens imóveis e móveis em geral, o processo seguiu todas as fases legais, tanto na seara administrativa quanto na judicial” Kalina Cohen, Chefe da Procuradoria de Execuções Fiscais da PGE
o que vem tornando o resgate da dívida ativa mais eficiente”, reitera a procuradora. Segundo ela, o valor arrecadado com a dívida ativa é referente a débitos de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), multas do Procon (Programa de Proteção e Orientação ao Consumidor), multas de órgãos ambientais, como o Instituto de Proteção Ambiental do Amazo-
nas (Ipaam), e multas geradas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) a gestores por malversação de recursos públicos. “O dinheiro arrecadado com o resgate da dívida ativa permite ao Estado destinar recursos para o custeio de serviços públicos, como melhorias no sistema de infraestrutura, saúde, educação e outras área da gestão”, aponta Kalina. A procuradora explica ainda que a PGE prioriza, no resgate da dívida ativa, os grandes devedores que são aqueles com débitos superiores a R$ 5 milhões. “Consideramos os grandes devedores aqueles que além de possuírem débitos com o Fisco Estadual superiores a R$ 5 milhões, também possuem liquidez para quitar suas dívidas”, diz. Ela diz que existem casos em que o devedor “esconde” ou camufla sua propriedade para não pagar a dívida com o fisco. Para combater essa estratégia, o Estado publicou a Portaria 137/2017, que cria a Cirf (Coordenaria de Inteligência e Recuperação Fiscal) para investigar grandes devedores que praticam crimes contra a ordem a tributária ou são inadimplentes contumazes. O processo para um devedor do Fisco Estadual ter a conta bloqueada pela Justiça ou bens penhorados para o pagamento da dívida pode ser longo e gera grandes demandas para a PGE que, atualmente, acompanha mais de 15 mil executivos fiscais.
Parte das dívidas é de multas do TCE aos gestores por malversação da verba pública
| MICHAEL DANTAS
Protesto em cartório rende Além da execução fiscal na Justiça, a PGE também tem utilizado medidas extrajudiciais para cobrar os devedores de tributos, como o protesto em cartório. A Procuradoria registrou, ao fim de 2016, uma taxa de arrecadação 386% superior à registrada em 2012 - ano em que teve início o protesto da dívida ativa -, apenas em cobranças extrajudiciais. Em 2012 foram R$ 4,4 milhões resgatados extrajudicialmente, cujo protesto foi efetivado apenas para débitos inferiores a R$ 10 mil. A partir de 2013, a PGE passou a protestar todo e qualquer valor devido ao Fisco, registrando, ao fim de 2016, o resgate de R$ 17,1 milhões referente apenas a
débitos protestados. “Como cidadã, eu tenho consciência que a carga tributária do nosso país é uma das mais altas do mundo e, potencialmente, pode inviabilizar atividades econômicas. Mas o trabalho da PGE, especificamente da Proef, é tentar recuperar o que é devido ao Estado, utilizando todos os recursos legais possíveis, de forma que o fruto do nosso trabalho possa ser revertido para o bem da sociedade amazonense”, diz a chefe da Procuradoria de Execuções Fiscais. Cira A PGE também tem a perspectiva de aumentar, a partir deste ano, os valores resgatados com a dívida
ativa do Estado com a criação do Cira (Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos). O grupo permanente é composto por representantes da Procuradoria-Geral do Estado, do MP-AM (Ministério Público do Estado), da Secretaria de Estado da Fazenda, da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) e da Delegacia-Geral da Polícia Civil. Segundo Tadeu de Souza, o comitê iniciou com a fase de elaboração de relatórios, investigando a prática de crimes tributários por parte de grandes contribuintes do Estado, além da avaliação do volume da dívida. “De posse de tais informações, as medidas pertinentes já começaram a ser adotadas”, afirma.
Recorde se deve ao trabalho da PGE realizado em parceria com a Sefaz
| IONE MORENO
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PAÍS
Manaus, domingo, 10 de setembro de 2017
Edição: Lívia Nadjanara Email: redacao@emtempo.com.br Telefone: (92) 3090-1041
| PRIMEIRA INFÂNCIA | ESTUDO |
Crianças resilientes têm menos vulnerabilidade Pesquisa de neurologista mineiro Marco Antônio Arruda foi realizada com 400 jovens da faixa etária de 12 a 18 anos, da cidade de Delfinópolis (MG), e destacou que os mais fortes sofrem menos influência das circunstâncias
Estudo revelou que crianças com boas funções executivas durante os primeiros anos da vida escolar têm menos probabilidade de apresentar problemas
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m estudo mostra que crianças que são mais resilientes, isto é, que são mais fortes diante das adversidades, são menos vulneráveis aos problemas ao redor e à violência. A pesquisa estuda 400 jovens de 12 a 18 anos na cidade de Delfinópolis (MG) e é realizada pelo neurologista Marco Antônio Arruda. É avaliada no estudo a intervenção da violência nas funções executivas, que são as habilidades cognitivas necessárias para controlar e regular nossos pensamentos, emoções e ações. Os estudantes são avaliados
por meio de atividades dentro da sala de aula, que estimam o seu desempenho escolar ao longo dos próximos anos. A partir das contatações, serão feitas intervenções junto aos pais e professores de adolescentes com disfunções, para reabilitar essas funções e retomar sua resiliência. No estudo de Delfinópolis, foram distribuídos questionários para as próprias crianças, além dos pais e educadores, com o objetivo de verificar a capacidade delas de enfrentar adversidades e não sofrer ruptura no seu desenvolvimento. São crianças muitas vezes de classes sociais desfavorecidas,
que não vivem com os pais e, a despeito disso, têm alto desempenho escolar e saúde mental normal. “Crianças de alto desempenho escolar são mais resilientes; portanto, menos vulneráveis do que crianças com baixo desempenho escolar. Existe uma correlação direta de resiliência com desempenho escolar com saúde mental, com função executiva. Está tudo intrincado”, analisou. A meta é acompanhar essas crianças nos próximos cinco a seis anos para avaliar sucesso ou não da intervenção com os adultos, para reverter disfunções executivas.
Boas funções Outro estudo coordenado por Marco Antônio Arruda revelou a importância da observação das funções executivas na infância. Ele revelou que crianças com boas funções executivas durante os primeiros anos da vida escolar têm menos probabilidade de apresentar problemas e dificuldades ao longo da vida. A pesquisa foi feita entre 2013 e 2015, com 4 mil crianças da faixa etária de 5 a 12 anos de todas as escolas públicas do município de São Sebastião do Paraíso (MG). O estudo permite avaliar aspectos do desenvolvimento da criança a partir do início do en-
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sino fundamental 1 (1º ao 5º ano) que “têm grande valor de predição se elas vão ter bom desempenho na vida escolar”, disse Arruda. “Crianças que têm dificuldades nessa etapa vão ter dificuldades até na vida adulta”, afirmou Arruda. A pesquisa abordou funções executivas simples, que vão desde trocar de roupa e tomar banho, até atividades mais complexas, como escrever um livro. Foi observada a capacidade de a criança se organizar no tempo e no espaço para executar uma tarefa, de regular as emoções, inibir comportamentos, prestar atenção e perseverar diante das dificuldades.
Disfunções e prevenção Existe também correlação entre função executiva e saúde mental, indicou Marco Antônio Arruda. Crianças com alterações de saúde mental têm risco 12 vezes maior de ter problemas de disfunções executivas. Entre os problemas mentais, o neurologista citou problemas emocionais, de humor, depressão, ansiedade, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. Os adultos que tiveram problemas de disfunção executiva na primeira infância tinham mais problemas de saúde mental do que os que apresentavam funções normais.
Há correlação ainda da função executiva com o desempenho escolar. As crianças cujos professores as consideraram com desempenho escolar abaixo da média apresentavam risco 6 vezes maior, ou 500% a mais, de ter disfunção executiva. Importância do estudo Na avaliação da psicóloga especialista em jovens e adolescentes Elisa Bichels, membro da Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil e Profissões Afins seção Rio de Janeiro (Abenepi-RJ), é fundamental ensinar educação emocional para as crianças.
“Hoje a gente pode capacitá-los para uma qualidade de vida diferenciada. Hoje, cada vez mais a gente sabe que a educação emocional pode gerar uma revolução social”. A especialista ressalta que, por esse motivo o estudo do neurologista Marco Antonio Arruda é tão importante, porque ele fala de prevenção, que é determina as condições de atuação em saúde mental, principalmente na população brasileira. “Em todo o mundo, se fala em prevenção em saúde mental há muitos anos. E no Brasil, não. Os estudos para crianças e adolescentes são muito novos”.
Crianças foram avaliadas por questionários
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PAÍS
Manaus, domingo, 10 de setembro de 2017
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| TIC DOMICÍLIOS 2016 | TECNOLOGIA |
Dobra número de acessos por dispositivos móveis Em 2016, foi registrado que 14% dos domicílios brasileiros utilizam smartphones, tablets, notebooks e outros para acessar a internet, o dobro do percentual alcançado no ano anterior, de acordo com a Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br)
Resultados indicam maior presença dos acessos móveis nos domicílios brasileiros, principalmente por meio do uso de telefones celulares. O crescimento da banda larga móvel é maior nas classes baixas
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proporção de domicílios brasileiros com acesso à internet sem computador, ou seja, por dispositivos móveis, passou de 7%, em 2014, para 14% em 2016. A banda larga fixa é o tipo de conexão utilizada por 23 milhões das residências do país. Já a internet móvel é a principal forma de conexão em 9,3 milhões de residências, principalmente nas classes D/E, na Região Norte e nas áreas rurais. Os dados são da pesquisa TIC Domicílios 2016, divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). “Os resultados indicam maior presença dos acessos móveis nos domicílios brasileiros, que ocorrem principalmente por meio do uso de telefones celulares. O crescimento da banda larga móvel, contudo, ocorre com maior intensidade entre os domicílios das classes sociais menos favorecidas e em regiões que tradicionalmente apresentam conectividade mais restrita, como é o caso da Região Norte e das áreas rurais”, disse o gerente do Cetic.br, Alexandre Barbosa.
Conexões Os dados apontam também que 54% das residências brasileiras estão conectadas à internet (36,7 milhões), o que representa um aumento de 3 pontos percentuais (p.p.) na comparação com 2015. A pesquisa mostra que o acesso à rede está mais presente em domicílios de
CONEXÃO Na TIC Domicílios 2016, em 18% das residências conectadas, a internet também é utilizada pelo domicílio vizinho, prática muito mais comum em casas localizados em áreas rurais (30%) do país e na Região Nordeste (28%)
áreas urbanas (59%) e nas classes A (98%) e B (91%). As residências das classes D/E conectadas à internet são 23%, enquanto aquelas em áreas rurais chegam a 26%. Na TIC Domicílios 2016, em 18% das residências conectadas, a internet também é utilizada pelo domicílio vizi-
nho, prática mais comum em casas localizados em áreas rurais (30%) e na Região Nordeste (28%). Entre os principais motivos para não ter internet, 26% afirmaram que a conexão é cara e 18% falta de interesse. A pesquisa aponta que o uso da internet por pessoas com 10 anos ou mais passou de 58%, em 2015, para 61%, em 2016. No total, o Brasil conta com 107,9 milhões de usuários de Internet. Em 2016, 93% deles utilizaram o celular para navegar, um aumento de 4 p.p. em relação ao ano anterior. No sentido contrário foi registrada queda no percentual de usuários que acessam a rede por computador, que eram 80% em 2014 e são 57% em 2016. Segundo o levantamento, o próprio domicílio continua sendo o principal local de acesso à internet para 92% dos brasileiros e a proporção de usuários que acessam da casa de outra pessoa (amigo, vizinho ou familiar) é de 60%. Entre os usuários de internet pelo telefone celular, o Wi-Fi se mantém como o tipo de conexão preferido por 86% dos usuários. Outros 70% utilizam a rede 3G ou 4G. Um em cada quatro usuários disse ter se conectado exclusivamente por meio de Wi-Fi, hábito comum entre os de 10 a 15 anos (42%).
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Como a internet é utilizada As atividades realizadas na rede mais mencionadas foram o envio de mensagens instantâneas (89%) e uso de redes sociais (78%), número estável na comparação com a pesquisa anterior. Em 2016, observou-se que 17% dos usuários usaram a internet para divulgar ou vender produtos ou serviços, enquanto essa proporção era de apenas 7% em 2012. Outro dado mostra que enquanto 70%
dos usuários de internet de áreas urbanas assistem a vídeos, programas, filmes ou séries on-line, essa proporção é de 56% nas áreas rurais. Ouvir música on-line é uma atividade de por 64% dos usuários de áreas urbanas e 53% de áreas rurais. “O indicador revela a existência de desigualdades também quanto ao tipo de atividade realizada pelos usuários a depender de con-
dições de infraestrutura, sobretudo, quando se trata de aplicações que requerem velocidades de banda mais alta, como é o caso de streaming de vídeo. Esse é mais um ponto importante para garantir uma plena inclusão digital”, afirmou Barbosa. A pesquisa foi feita por meio de entrevistas em mais de 23 mil domicílios em todo o país, entre novembro de 2016 e junho de 2017.
Mensagens instantâneas, redes sociais são serviços mais mencionados na pesquisa
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MUNDO
Manaus, domingo, 10 de setembro de 2017
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| FAUNA MARINHA | INGESTÃO DE LIXO |
Mais de 500 espécies ameaçadas pelo plástico Setor da ONU direcionado para agricultura e alimentação faz o alerta para o alto consumo de microplásticos por animais selvagens e a quantidade de substâncias presentes nos oceanos, que agrava mais o cenário de preservação
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entenas de espécies da fauna marinha, como peixes, moluscos e outras, estão sendo ameaças pela ingestão do lixo que se acumula no mar em forma de microplásticos, sem que até o momento se saiba a fundo suas causas e consequências. Os últimos estudos apontam que até 529 espécies selvagens já foram afetadas pelos resíduos, um risco mortal que se soma aos outros já enfrentados por dezenas delas em perigo de extinção. A informação é da EFE. Por menores que sejam, os microplásticos (de até cinco milímetros de diâmetro e presentes em vários produtos, como os cosméticos) representam uma ameaça para as mais de 220 espécies que os absorvem, algumas delas muito importantes no comércio mundial, como os mexilhões, as lagostas, os camarões, as sardinhas e o bacalhau. Relatório recente da Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO) alertou para as consequências desses resíduos para a pesca e a aquicultura. “Ainda que nos preocupe a ingestão de microplásticos por parte das pessoas através dos frutos do mar, ainda não temos evidências científicas que confirmem os efeitos prejudiciais em animais selvagens”, explicou uma das autoras do estudo, a pesquisadora Amy Lusher. Ela acredita que ainda faltam muitos anos de estudos, dado o vazio de informação que existe sobre o assunto e as muitas inconsistências nos dados disponíveis. Para contribuir com o debate, uma revista especializada em biologia da Royal Society, de Londres, publicou recentemente um estudo que sugere que peixes estão predispostos a confundir o plástico com o alimento. Matthew Savoca, líder de um trabalho realizado em colaboração com um aquário de San Francisco (Estados Unidos), explica que foram apresenta-
Entre as espécies mais afetadas estão as tartarugas, além de mexilhões, lagostas, camarões, sardinhas e bacalhau
das a vários grupos de anchovas substâncias com o cheiro de resíduos plásticos recolhidos do mar e outras com o cheiro de plásticos limpos. As anchovas reagiram ao lixo de forma similar à que fariam com o alimento, já que esses resíduos estão cobertos de material biológico, como algas, que têm cheiro de comida. “Muitos animais marítimos dependem muito do seu ol-
fato para encontrar comida, muito mais que os humanos”, afirmou Savoca, ressaltando que o plástico “parece enganar” os animais que o encontram no mar, sendo “muito difícil para eles ver que não é um alimento”. A FAO lembra que os efeitos adversos dos microplásticos na fauna marinha são observados em experiências em laboratórios, normalmente com um grau
de exposição a estas substâncias “muito maior” que o encontrado no ambiente. Até então, estas partículas só apareceram no aparelho digestivo dos animais, que as pessoas “costumam retirar antes de consumir”, apontou a pesquisadora Amy Lusher. No pior dos cenários, o problema seria a presença de substâncias contaminantes e de aditivos que são acrescentados aos plás-
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ticos durante sua fabricação ou são absorvidos no mar, ainda que não se saiba muito sobre o seu impacto e o dos plásticos menores na alimentação. um mundo onde há cada vez mais plástico (322 milhões de toneladas produzidas em 2015), estima-se que a poluição aumentará, onde em 2010 foram despejados entre 4,8 milhões e 12,7 milhões de toneladas desse tipo de lixo.
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DIA A DIA
Manaus, domingo, 10 de setembro de 2017
Edição: Alyne Araújo Email: diadia@emtempo.com.br Telefone: (92) 3090-1041
| ACIDENTES | PRECAUÇÃO |
Brincadeira perigosa O “papagaio” com a linha coberta de cerol (mistura de cola e pó de vidro) pode causar acidentes e até a morte de crianças, adolescentes, ciclistas, paraquedistas e condutores de motocicletas em Manaus. O uso desse produto é proibido por lei, mas pessoas que brincam com “papagaios” não ligam para a legislação e continuam se arriscando. Pág Dia a dia C4 e C5
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MARCIO MELO
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DIA
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Manaus, domingo, 10 de setembro de 2017
| APICULTURA | MELIPONICULTURA |
Abelhas contribuem para a sustentabilidade do AM Estudo do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) se caracteriza por beneficiar a criação desse tipo de inseto. Ele explora o conhecimento que pode ser aplicado de forma prática pelos criadores na manutenção dos recursos que são essenciais para espécies
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m estudo sobre abelhas sem ferrão deve beneficiar a criação desses insetos no Amazonas e contribuir com a economia e sustentabilidade da região. Segundo o doutor em ciências biológicas do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), Marcos Gonçalves Ferreira, coordenador da pesquisa, o estudo se caracteriza por beneficiar a criação desse tipo de abelhas, explorando um conhecimento que pode ser aplicado de forma prática pelos criadores na manutenção dos recursos que são essenciais para as espécies dos insetos criados. Além de questões relacionadas à sustentabilidade, o estudo poderá também auxiliar qualquer pessoa que deseja criar abelhas e, por meio da atividade, adquirir renda. “O trabalho se apoia na importância da meliponicultura (criação artesanal de abelhas) e por se tratar de uma atividade apoiada no tripé da sustentabilidade, é considerada ecologicamente correta, pois possibilita a preservação das espécies de abelhas, bem como a flora que deve ser mantida para sua criação. Também pode ser considerada socialmente justa porque qualquer pessoa, considerando a simplicidade do manejo, pode criar abelha em pequenos espaços desde que haja uma flora que a beneficie. E
por fim, economicamente viável, pois agrega renda a partir dos seus produtos e subprodutos, que podem ser comercializados”, disse Gonçalves. Plantas e flores De acordo com o pesquisador, as abelhas sem ferrão constituem um grupo de insetos que evolutivamente possui o ferrão atrofiado, dife-
IDENTIFICAÇÃO Atualmente, o projeto se encontra em fase de identificação, análise dos dados e aplicação estatística sobre diversidade dos recursos tróficos coletados, bem como sobreposição desses meios em criação contendo várias espécies diferentes de abelhas
rentemente de suas parentas com ferrão, do gênero “Apis”, as quais também pertencem à família Apidae. Tal grupo de abelhas mantém uma forte relação com as plantas com flores, desenvolvendo ao longo do tempo diversos mecanismos de coleta, transporte e armazenamento do mel e pólen em suas colônias.
A meliponicultura é a criação artesanal de abelhas, ela é considerada ecologicamente correta para preservação da espécie
| IONE MORENO
Pesquisa quer conhecer os criadores A partir do conhecimento da importância da vegetação na produção de mel e pólen de abelhas, que são criadas na meliponicultura na região de Manaus, o estudo tem a finalidade de conhecer e divulgar, aos criadores, grupos de plantas que constituem a pastagem meliponínea para espécies de abelhas sem ferrão criadas na região. O grupo de pesquisa já realizou todas as coletas do pólen diretamente nos potes Na Zona Leste da capital, abelhas ficam em caixas
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de armazenamento e irá verificar a vegetação fornecedora de recursos em dois diferentes períodos: seco e chuvoso. As amostras já foram processadas quimicamente no laboratório de palinologia do Inpa e estão sendo identificadas. Espécies selecionadas Conforme o pesquisador Marcos Ferreira, para o projeto, foram selecionadas seis espécies de abelhas sem ferrão (Melipona seminigra mer-
rillae, Melipona interrupta, Frieseomellita varia, Frieseomellita sp. Plebeia sp. e Leurotrigona sp.). As abelhas foram acondicionadas em caixas padronizadas e mantidas no meliponário Sucupira, situado na Zona Leste da capital amazonense. Marcos conta que alguns dos resultados adquiridos no estudo já foram compartilhados com a academia e publicados em revistas científicas. “Resultados parciais das
espécies botânicas coletadas por duas espécies mais criadas como Melipona seminigra merrillae, Melipona interrupta, conhecidas popularmente como ‘uruçú boca-de-renda’ e ‘jupará’, respectivamente, já foram compartilhados através de palestras, na Acam (Associação dos Criadores de Abelhas do Estado do Amazonas), bem como minicurso sobre recursos tróficos coletados por abelhas”, contou o pesquisador.
PAÍS
Manaus, domingo, 10 de setembro de 2017
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| TIC DOMICÍLIOS 2016 | TECNOLOGIA |
Dobra número de acessos por dispositivos móveis Em 2016, foi registrado que 14% dos domicílios brasileiros utilizam smartphones, tablets, notebooks e outros para acessar a internet, o dobro do percentual alcançado no ano anterior, de acordo com a Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br)
Resultados indicam maior presença dos acessos móveis nos domicílios brasileiros, principalmente por meio do uso de telefones celulares. O crescimento da banda larga móvel é maior nas classes baixas
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proporção de domicílios brasileiros com acesso à internet sem computador, ou seja, por dispositivos móveis, passou de 7%, em 2014, para 14% em 2016. A banda larga fixa é o tipo de conexão utilizada por 23 milhões das residências do país. Já a internet móvel é a principal forma de conexão em 9,3 milhões de residências, principalmente nas classes D/E, na Região Norte e nas áreas rurais. Os dados são da pesquisa TIC Domicílios 2016, divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). “Os resultados indicam maior presença dos acessos móveis nos domicílios brasileiros, que ocorrem principalmente por meio do uso de telefones celulares. O crescimento da banda larga móvel, contudo, ocorre com maior intensidade entre os domicílios das classes sociais menos favorecidas e em regiões que tradicionalmente apresentam conectividade mais restrita, como é o caso da Região Norte e das áreas rurais”, disse o gerente do Cetic.br, Alexandre Barbosa.
Conexões Os dados apontam também que 54% das residências brasileiras estão conectadas à internet (36,7 milhões), o que representa um aumento de 3 pontos percentuais (p.p.) na comparação com 2015. A pesquisa mostra que o acesso à rede está mais presente em domicílios de
CONEXÃO Na TIC Domicílios 2016, em 18% das residências conectadas, a internet também é utilizada pelo domicílio vizinho, prática muito mais comum em casas localizados em áreas rurais (30%) do país e na Região Nordeste (28%)
áreas urbanas (59%) e nas classes A (98%) e B (91%). As residências das classes D/E conectadas à internet são 23%, enquanto aquelas em áreas rurais chegam a 26%. Na TIC Domicílios 2016, em 18% das residências conectadas, a internet também é utilizada pelo domicílio vizi-
nho, prática mais comum em casas localizados em áreas rurais (30%) e na Região Nordeste (28%). Entre os principais motivos para não ter internet, 26% afirmaram que a conexão é cara e 18% falta de interesse. A pesquisa aponta que o uso da internet por pessoas com 10 anos ou mais passou de 58%, em 2015, para 61%, em 2016. No total, o Brasil conta com 107,9 milhões de usuários de Internet. Em 2016, 93% deles utilizaram o celular para navegar, um aumento de 4 p.p. em relação ao ano anterior. No sentido contrário foi registrada queda no percentual de usuários que acessam a rede por computador, que eram 80% em 2014 e são 57% em 2016. Segundo o levantamento, o próprio domicílio continua sendo o principal local de acesso à internet para 92% dos brasileiros e a proporção de usuários que acessam da casa de outra pessoa (amigo, vizinho ou familiar) é de 60%. Entre os usuários de internet pelo telefone celular, o Wi-Fi se mantém como o tipo de conexão preferido por 86% dos usuários. Outros 70% utilizam a rede 3G ou 4G. Um em cada quatro usuários disse ter se conectado exclusivamente por meio de Wi-Fi, hábito comum entre os de 10 a 15 anos (42%).
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Como a internet é utilizada As atividades realizadas na rede mais mencionadas foram o envio de mensagens instantâneas (89%) e uso de redes sociais (78%), número estável na comparação com a pesquisa anterior. Em 2016, observou-se que 17% dos usuários usaram a internet para divulgar ou vender produtos ou serviços, enquanto essa proporção era de apenas 7% em 2012. Outro dado mostra que enquanto 70%
dos usuários de internet de áreas urbanas assistem a vídeos, programas, filmes ou séries on-line, essa proporção é de 56% nas áreas rurais. Ouvir música on-line é uma atividade de por 64% dos usuários de áreas urbanas e 53% de áreas rurais. “O indicador revela a existência de desigualdades também quanto ao tipo de atividade realizada pelos usuários a depender de con-
dições de infraestrutura, sobretudo, quando se trata de aplicações que requerem velocidades de banda mais alta, como é o caso de streaming de vídeo. Esse é mais um ponto importante para garantir uma plena inclusão digital”, afirmou Barbosa. A pesquisa foi feita por meio de entrevistas em mais de 23 mil domicílios em todo o país, entre novembro de 2016 e junho de 2017.
Mensagens instantâneas, redes sociais são serviços mais mencionados na pesquisa
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MUNDO
Manaus, domingo, 10 de setembro de 2017
Edição: Lívia Nadjanara Email: redacao@emtempo.com.br Telefone: (92) 3090-1041
| FAUNA MARINHA | INGESTÃO DE LIXO |
Mais de 500 espécies ameaçadas pelo plástico Setor da ONU direcionado para agricultura e alimentação faz o alerta para o alto consumo de microplásticos por animais selvagens e a quantidade de substâncias presentes nos oceanos, que agrava mais o cenário de preservação
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entenas de espécies da fauna marinha, como peixes, moluscos e outras, estão sendo ameaças pela ingestão do lixo que se acumula no mar em forma de microplásticos, sem que até o momento se saiba a fundo suas causas e consequências. Os últimos estudos apontam que até 529 espécies selvagens já foram afetadas pelos resíduos, um risco mortal que se soma aos outros já enfrentados por dezenas delas em perigo de extinção. A informação é da EFE. Por menores que sejam, os microplásticos (de até cinco milímetros de diâmetro e presentes em vários produtos, como os cosméticos) representam uma ameaça para as mais de 220 espécies que os absorvem, algumas delas muito importantes no comércio mundial, como os mexilhões, as lagostas, os camarões, as sardinhas e o bacalhau. Relatório recente da Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO) alertou para as consequências desses resíduos para a pesca e a aquicultura. “Ainda que nos preocupe a ingestão de microplásticos por parte das pessoas através dos frutos do mar, ainda não temos evidências científicas que confirmem os efeitos prejudiciais em animais selvagens”, explicou uma das autoras do estudo, a pesquisadora Amy Lusher. Ela acredita que ainda faltam muitos anos de estudos, dado o vazio de informação que existe sobre o assunto e as muitas inconsistências nos dados disponíveis. Para contribuir com o debate, uma revista especializada em biologia da Royal Society, de Londres, publicou recentemente um estudo que sugere que peixes estão predispostos a confundir o plástico com o alimento. Matthew Savoca, líder de um trabalho realizado em colaboração com um aquário de San Francisco (Estados Unidos), explica que foram apresenta-
Entre as espécies mais afetadas estão as tartarugas, além de mexilhões, lagostas, camarões, sardinhas e bacalhau
das a vários grupos de anchovas substâncias com o cheiro de resíduos plásticos recolhidos do mar e outras com o cheiro de plásticos limpos. As anchovas reagiram ao lixo de forma similar à que fariam com o alimento, já que esses resíduos estão cobertos de material biológico, como algas, que têm cheiro de comida. “Muitos animais marítimos dependem muito do seu ol-
fato para encontrar comida, muito mais que os humanos”, afirmou Savoca, ressaltando que o plástico “parece enganar” os animais que o encontram no mar, sendo “muito difícil para eles ver que não é um alimento”. A FAO lembra que os efeitos adversos dos microplásticos na fauna marinha são observados em experiências em laboratórios, normalmente com um grau
de exposição a estas substâncias “muito maior” que o encontrado no ambiente. Até então, estas partículas só apareceram no aparelho digestivo dos animais, que as pessoas “costumam retirar antes de consumir”, apontou a pesquisadora Amy Lusher. No pior dos cenários, o problema seria a presença de substâncias contaminantes e de aditivos que são acrescentados aos plás-
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ticos durante sua fabricação ou são absorvidos no mar, ainda que não se saiba muito sobre o seu impacto e o dos plásticos menores na alimentação. um mundo onde há cada vez mais plástico (322 milhões de toneladas produzidas em 2015), estima-se que a poluição aumentará, onde em 2010 foram despejados entre 4,8 milhões e 12,7 milhões de toneladas desse tipo de lixo.
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DIA A DIA
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Edição: Alyne Araújo Email: diadia@emtempo.com.br Telefone: (92) 3090-1041
| ACIDENTES | PRECAUÇÃO |
Brincadeira perigosa O “papagaio” com a linha coberta de cerol (mistura de cola e pó de vidro) pode causar acidentes e até a morte de crianças, adolescentes, ciclistas, paraquedistas e condutores de motocicletas em Manaus. O uso desse produto é proibido por lei, mas pessoas que brincam com “papagaios” não ligam para a legislação e continuam se arriscando. Pág Dia a dia C4 e C5
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MARCIO MELO
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| APICULTURA | MELIPONICULTURA |
Abelhas contribuem para a sustentabilidade do AM Estudo do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) se caracteriza por beneficiar a criação desse tipo de inseto. Ele explora o conhecimento que pode ser aplicado de forma prática pelos criadores na manutenção dos recursos que são essenciais para espécies
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m estudo sobre abelhas sem ferrão deve beneficiar a criação desses insetos no Amazonas e contribuir com a economia e sustentabilidade da região. Segundo o doutor em ciências biológicas do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), Marcos Gonçalves Ferreira, coordenador da pesquisa, o estudo se caracteriza por beneficiar a criação desse tipo de abelhas, explorando um conhecimento que pode ser aplicado de forma prática pelos criadores na manutenção dos recursos que são essenciais para as espécies dos insetos criados. Além de questões relacionadas à sustentabilidade, o estudo poderá também auxiliar qualquer pessoa que deseja criar abelhas e, por meio da atividade, adquirir renda. “O trabalho se apoia na importância da meliponicultura (criação artesanal de abelhas) e por se tratar de uma atividade apoiada no tripé da sustentabilidade, é considerada ecologicamente correta, pois possibilita a preservação das espécies de abelhas, bem como a flora que deve ser mantida para sua criação. Também pode ser considerada socialmente justa porque qualquer pessoa, considerando a simplicidade do manejo, pode criar abelha em pequenos espaços desde que haja uma flora que a beneficie. E
por fim, economicamente viável, pois agrega renda a partir dos seus produtos e subprodutos, que podem ser comercializados”, disse Gonçalves. Plantas e flores De acordo com o pesquisador, as abelhas sem ferrão constituem um grupo de insetos que evolutivamente possui o ferrão atrofiado, dife-
IDENTIFICAÇÃO Atualmente, o projeto se encontra em fase de identificação, análise dos dados e aplicação estatística sobre diversidade dos recursos tróficos coletados, bem como sobreposição desses meios em criação contendo várias espécies diferentes de abelhas
rentemente de suas parentas com ferrão, do gênero “Apis”, as quais também pertencem à família Apidae. Tal grupo de abelhas mantém uma forte relação com as plantas com flores, desenvolvendo ao longo do tempo diversos mecanismos de coleta, transporte e armazenamento do mel e pólen em suas colônias.
A meliponicultura é a criação artesanal de abelhas, ela é considerada ecologicamente correta para preservação da espécie
| IONE MORENO
Pesquisa quer conhecer os criadores A partir do conhecimento da importância da vegetação na produção de mel e pólen de abelhas, que são criadas na meliponicultura na região de Manaus, o estudo tem a finalidade de conhecer e divulgar, aos criadores, grupos de plantas que constituem a pastagem meliponínea para espécies de abelhas sem ferrão criadas na região. O grupo de pesquisa já realizou todas as coletas do pólen diretamente nos potes Na Zona Leste da capital, abelhas ficam em caixas
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de armazenamento e irá verificar a vegetação fornecedora de recursos em dois diferentes períodos: seco e chuvoso. As amostras já foram processadas quimicamente no laboratório de palinologia do Inpa e estão sendo identificadas. Espécies selecionadas Conforme o pesquisador Marcos Ferreira, para o projeto, foram selecionadas seis espécies de abelhas sem ferrão (Melipona seminigra mer-
rillae, Melipona interrupta, Frieseomellita varia, Frieseomellita sp. Plebeia sp. e Leurotrigona sp.). As abelhas foram acondicionadas em caixas padronizadas e mantidas no meliponário Sucupira, situado na Zona Leste da capital amazonense. Marcos conta que alguns dos resultados adquiridos no estudo já foram compartilhados com a academia e publicados em revistas científicas. “Resultados parciais das
espécies botânicas coletadas por duas espécies mais criadas como Melipona seminigra merrillae, Melipona interrupta, conhecidas popularmente como ‘uruçú boca-de-renda’ e ‘jupará’, respectivamente, já foram compartilhados através de palestras, na Acam (Associação dos Criadores de Abelhas do Estado do Amazonas), bem como minicurso sobre recursos tróficos coletados por abelhas”, contou o pesquisador.
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| OFTALMOLOGIA | PARCERIA |
Clínica faz mutirão com 500 atendimentos Estabelecimento localizado no centro de Manaus está realizando consultas, cirurgias e exames oftalmológicos. Objetivo é atender pessoas acima de 60 anos e proporcionar a elas maior qualidade de vida. A equipe médica do local conta com dez especialistas Bárbara Costa
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o menos 500 atendimentos entre cirurgias, consultas e exames oftalmológicos estão sendo realizados na clínica Oftal Center, localizada na avenida Joaquim Nabuco, no Centro. A ação é uma parceria com o Ministério da Saúde, por meio da Susam (Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas), para atender pessoas acima de 60 anos e proporcionar a elas maior qualidade de vida. As cirurgias são destinadas aos casos de catarata. Para passar pelo atendimento com um especialista, é necessário ir até a clíni-
ca munido de documento de identificação com foto, efetuar o cadastro e agendamento, conforme orienta o médico oftalmologista Tuffy Salim. “Essa parceria começou em 2012 e tivemos uma segunda edição do mutirão em 2013. Nesse período, mais de mil pessoas receberam atendimento e puderam enxergar com mais qualidade. Neste ano, voltamos ao projeto para ajudar mais idosos”, disse o oftalmologista. A unidade de saúde oftalmológica possui 15 anos de funcionamento, conta com uma equipe médica de 10 especialistas e equipamentos tecnológicos usados nos
procedimentos para melhor atender à população. Atuando há 28 anos como médico e proprietário, Tuffy Salim explica que a cirurgia é pouco invasiva. “Com os avanços tecnológicos na medicina ocular, hoje podemos realizar procedimentos cirúrgicos sem o uso de agulhas, com duração média de 20 a 30 minutos e que o paciente não sente dor”, contou o médico. Pós-operatório A dona de casa Maria da Glória, 68, estava retornando para uma consulta sete dias após o procedimento operatório para uma avaliação de sua recuperação. “Estou muito feliz,
agora posso enxergar melhor. Essa é uma sensação ótima e estou seguindo todas as orientações do médico para não ter nenhuma complicação e nem atrasar a minha recuperação”, disse a idosa. O médico ainda afirma que parte do bom desempenho na cirurgia depende do paciente. “Cerca de 98% dos pacientes têm um bom pós-operatório porque seguem as recomendações necessárias ao longo dos sete dias posteriores à cirurgia, de não fazer esforço físico, cuidar da alimentação, procurar repousar e evitar ficar exposto ao sol e à claridade excessiva”, exEquipamentos tecnológicos são usados nos exames plicou Tuffy Salim.
| JANAILTON FALCÃO
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| SOLIDÃO | TRISTEZA |
Mais de 300 mil animais estão nas ruas da capital Cães e gatos estão abandonados em diversas vias de Manaus. Entidades públicas e organizações sem fins lucrativos estão investindo em procedimentos de castração, aplicação de microchip e em projetos de incentivo à adoção de animais na cidade
Equipe do EM TEMPO flagrou cachorro sem dono, vagando sem rumo, durante forte chuva, no bairro Praça 14, Zona Sul da capital. CCZ não pode aceitar o animal por conta de lei local
Gerson Freitas
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ais de 300 mil animais, entre cães e gatos, vivem abandonados e espalhados pelas ruas de Manaus. Para algumas pessoas que esbarram diariamente com eles pelo meio das vias, a situação é vista como algo normal e sem grandes ameaças. Já para outra parte da população, o problema é grave e de saúde pública. Para tentar controlar esse aumento populacional das espécies que podem, inclusive, ser portadoras de agentes transmissores de zoonoses (doenças transmissíveis do animal para o homem e vice-versa), entidades públicas e organizações sem fins lucrativos estão investindo em procedimentos de castração, aplicação de microchip e em projetos de incentivo à adoção. Por força da lei estadual 170, o CCZ (Centro de Zoonoses de Manaus) não pode mais aceitar, nem capturar, animais de rua saudáveis. Esse procedimento
se aplica a animais de rua doentes, que tenham sido atropelados ou com comportamento agressivo, com comprovação da agressão (mordidas ou ataques). Neste mês, a vereadora Joana D’arc (PR) fez uma indicação ao prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB), para que seja realizada, mensalmente, uma feira de adoção de animais domésticos, com direito a orientação e conscientização quanto ao bem-estar do animal e à guarda responsável. A parlamentar acredita que esse tipo de atividade ajudará na redução do número de animais nas ruas e a proliferação de doenças, preservando, com isso, a vida de outros animais e dos humanos. “Conscientizar é a melhor solução para resolver uma parte dos problemas relacionados aos animais”, disse Joana. Em relação a procedimentos já em andamento, o CCZ, apesar de não cuidar de animais oriundos de ruas, vem realizando a castração. O órgão destacou que o atendimento
é feito após as ONGs de proteção aos animais procurarem a sede do centro ou as unidades móveis para a realização do procedimento. Para fazer a castração, é necessário o agendamento, que desde o dia 30 de agosto é feito exclusivamente pelo disque saúde (0800 280 8 280). Outros serviços, como vacinação antirrábica animal; esterilização cirúrgica de cães e gatos; registro e identificação eletrônica de cães e gatos; fiscalização de procedimentos pós-cirúrgicos; visitas zoossanitárias e controle de animais sinantrópicos, também são realizados pelo Centro de Zoonoses. A Semsa (Secretaria Municipal de Saúde) disponibiliza o Disque CCZ (36252655) e o endereço eletrônico ccz.semsa@pmm.am.gov.br para denúncias sobre eventuais irregularidades que estejam ocorrendo em feiras de animais, bem como eventos nos quais haja exposição de animais, canis e gatis constituídos para fins comerciais.
| JANAILTON FALCÃO
Esperança Um projeto que visa à criação do primeiro hospital municipal veterinário já vem sendo discutido pela Prefeitura de Manaus, em parceria com a CMM e ONGs. O investimento inicial para construção da unidade é de R$ 2 milhões e os custos podem ser arcados com recursos públicos e privados. Cemitério Há mais de uma década, cachorros e gatos ganharam um local para ter “descanso eterno”. A ideia surgiu de uma necessidade da proprietária do pet shop Arca de Noé, Maria do Carmo, de enterrar seus animais com a dignidade que eles mereciam. Hoje, a situação dos animais é totalmente diferente da dos humanos. O local, localizado no Tarumã, que abriga pouco mais de 5,2 mil restos mortais dos animais, ainda possui espaço suficiente para novos sepultamentos, segundo afirmação da direção do pet shop.
Cachorros abandonados em calçadas são comuns
| ARTHUR CASTRO
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| MEIO AMBIENTE | DESTRUIÇÃO |
Invasão Cidade das Luzes começa a ser reerguida Há três meses, famílias voltaram a construir barracos dentro de uma APP (Área de Preservação Permanente). A ação de grileiros e invasores da região ignora uma determinação do Tjam (Tribunal de Justiça do Amazonas), que desde 2015 tenta resolver o problema
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invasão Cidade das Luzes voltou a ser erguida, provocando mais uma vez um rastro de destruição em uma APP (Área de Preservação Permanente) no bairro Tarumã, Zona Oeste. Há três meses, famílias estão novamente construindo barracos em um espaço de 57 mil hectares que foi desmatada, na tentativa de consolidar a ocupação irregular. A ação ignora uma determinação da Justiça que desde 2015 vem lutando para resolver o problema. Estima-se que, atualmente, cerca de 500 famílias estejam habitando o local. Alguns barracos foram construídos com tijolos para criar uma barreira que dificulte uma nova reintegração de posse. No terreno, situado no ramal da Anaconda, além dos casebres espalhados por diversos pontos, a quantidade e o rápido crescimento de comércios que vendem materiais de construções está chamando atenção. Isso seria uma forma de contribuir para a total ocupação do espaço em um curto tempo. Apesar da Polícia Militar do Amazonas afirmar que o clima na invasão é de tranquilidade neste momento, alguns moradores da Cidade das Luzes dizem o contrário. Segundo eles, o clima é de tensão e tudo o que acontece dentro da comunidade é observado e controlado pelos líderes da ocupação irregular. Mesmo sendo classificada como invasão, algumas pessoas estão reclamando de um esquema de grilagem. Populares, que tentam erguer barracos no terreno, relataram ao EM TEMPO que um homem identificado apenas como “Baiaco” estaria vendendo lotes por R$ 5 mil e dando um prazo de 24h para a construção do barraco. “Esse homem pega os terrenos de pessoas que já mo-
ravam lá e vende por R$ 4 a R$ 5 mil. Depois, dá um dia para o comprador construir o barraco. Se a pessoa não cumprir com o prazo, ele toma o lote e vende para outra pessoa. A intenção dele é ocupar toda a área o mais rápido possível. No entanto, a atitude desse grileiro vem deixando um monte de gente no prejuízo”, disse um morador da invasão, que não quis se identificar por medo de represálias. Na semana passada, durante a realização de um monitoramento numa invasão situada no residencial Viver
TRAGÉDIA Na tentativa desesperada de impedir que seu barraco fosse destruído em uma das ações de reintegrações de posse realizadas da Cidade das Luzes, o invasor André Júnior Vasconcelos, de 32 anos, ateou fogo no próprio corpo
Melhor 2, a Polícia Civil informou que já tem conhecimento da ocupação na Cidade das Luzes e que a invasão também está sendo monitorada por drones. A medida feita em conjunto por órgãos federais, estaduais e municipais é para avaliar a possibilidade de retirada das famílias o quanto antes. Parque municipal No início deste ano, o prefeito de Manaus, Arthur Neto, comentou sobre uma proposta de transformar a Cidade das Luzes em um grande parque ecológico para manter a preservação ambiental do local.
Invasão Cidade das Luzes voltou a ser reerguida. Um grileiro conhecido como “Baiaco” vende lotes na localidade
| MICHAEL DANTAS
Parque é uma solução O projeto de parque ecológico na invasão foi apresentado pela prefeitura ao ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, que na ocasião, mostrou-se entusiasmado com a ideia. “Ficou claro que é uma região muito bonita e que tem destinação turística. O prefeito vai iniciar o processo legal para a criação de um parque municipal, no qual teremos condição de ajudar a realizar esse projeto”, confirmou o ministro, em fevereiro deste ano, em Brasília. De acordo com o prefeito Arthur Neto, o ministro se propôs a ajudar a encontrar fontes de financiamento para as primeiras inciativas do projeto que visa a transformar a área devastada em uma Prefeito Arthur Neto pretende transformar invasão no bairro Tarumã em um parque ecológico para moradores da Zona Oeste
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área ambiental sustentável para a cidade. Arthur Neto destacou ainda que não se pode deixar que a Cidade das Luzes polua o lago Tarumã, pois isso traria grandes transtornos e prejuízos ao meio ambiente. Segundo ele, até a Ponta Negra será poluída caso não haja solução definitiva para o fim da invasão. “Trouxe ao ministro Sarney Filho uma reivindicação que é muito importante para nós, que é de se fazer no Parque Tarumã, naquela área onde o tráfico de drogas quis se estabelecer na comunidade Cidade das Luzes, um grande parque. Temos que controlar essa questão do desmatamento e seremos muito enérgicos nisso”, afirmou o prefeito.
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| TUMULTO | PROBLEMA |
Passageiros de ônibus prejudicados por táxis Usuários do transporte coletivo reclamam de taxistas que estacionam em paradas localizadas nas avenidas Djalma Batista e Darcy Vargas. Como o ponto está ocupado por mais de um carro, os motoristas dos ônibus às vezes nem param para quem está esperando
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ongestionamento, correria e desespero de estudantes e trabalhadores que precisam voltar para suas casas por meio do transporte coletivo. Esses são problemas que taxistas estão causando frequentemente ao estacionar em pontos de ônibus nos horários de pico. O problema é bem comum nos pontos localizados na avenida Djalma Batista, bairro Chapada, Zona Centro-Sul, em frente a um centro de compras. Outro local prejudicado pelo estacionamento irregular é o ponto de ônibus na avenida Darcy Vargas, também em frente a um centro de compras. De acordo com a população que costuma aguardar os coletivos durante a noite, muitas vezes os ônibus param longe dos locais determinados, por conta dos táxis parados à espera de corridas. “A maioria dos ônibus param muito depois da parada por conta dos carros que ficam estacionados aqui. Isso nos prejudica porque temos que correr, ficar andando de um lado para o outro para visualizar o ônibus e, às vezes, nos espremer na porta do coletivo, pois uma multidão já correu antes de nós. Sei que eles ficam aqui para fazer corrida para quem têm condições de pagar um táxi, mas para pessoas que não têm como pagar e usam o transporte coletivo para voltar para casa é complicado”, disse a estudante de enfermagem, Fernanda Silva, 21. Para o auxiliar de serviços gerais, Fernando Gomes, 32, os veículos estacionados causam lentidão no trânsito e acabam causando mais demora na chegada dos cole-
minutos parado na avenida Djalma Batista à espera para aproximar-se do ponto de ônibus e pegar os passageiros. “Eles ficam na nossa faixa, às vezes, entram na frente do ônibus e param. Não adianta buzinar que eles continuam lá parados. É horrível!” finalizou.
Um taxista morreu quando estava estacionado em um ponto de ônibus e foi atingido por outro veículo
tivos aos pontos de ônibus. “Às vezes, vários ônibus ficam parados esperando para se aproximar da parada, mas como às vezes demora demais, alguns motoristas acabam acelerando, indo para outra faixa e saindo, fazendo muita gente que espera horas por um ônibus para voltar para casa ficar mais ainda na espera. Eu já cheguei a correr para outro ponto de ônibus só para pegar meu coletivo, com medo de passar aqui no ponto onde tem táxi estacionado e acabar indo embora. Não que eu queira prejudicar o trabalho dos taxistas, mas eles estão nos prejudicando também”, afirmou. Ponto positivo Para a assistente administrativa Carla Pimenta, 25, que trabalha em um prédio loca-
lizado na avenida Djalma Batista e faz faculdade de direito à noite, os táxis parados em frente ao shopping a ajudam, bom como a outras pessoas que costumam usar táxi para voltar para casa. “Para mim, é muito bom, pois eu saio da faculdade, atravesso a rua e pego um táxi para ir para casa sem medo de ser roubada no caminho até a parada, além de não ter que ficar esperando por um táxi passar ou esperando os coletivos. Não acredito que eles atrapalham, pois os ônibus passam normalmente independentemente dos veículos estarem lá ou não e é uma ótima segunda opção”, garantiu. Um motorista do ônibus da linha 008 (Centro - terminal 5), que não quis se identificar, afirmou que já ficou cerca de 30
Posicionamento Em nota, a SMTU (Superintendência Municipal de Transporte Urbano) afirmou que todos os dias os fiscais do órgão realizam operações para coibir irregularidades relativas ao transporte. Existem casos em que os táxis estacionam em locais não permitidos. Há notificações desse tipo de irregularidade feitos por fiscais da SMTU. De acordo com o artigo 61, os taxistas não podem estacionar os veículos em local não permitido. Sob risco de multa de duas UFMs, equivalentes a R$ 199,68 e tem como medida administrativa a apreensão do veículo. Os táxis são autuados e os carros podem ser apreendidos. O presidente do Sindicato dos Taxistas de Manaus, Luiz Augusto Aguiar, informou que a acusação contra taxistas que estão estacionando em locais irregulares é “conversa fiada” de concorrentes da categoria que buscam atacar os taxistas como forma de desestabilizar a categoria. “Nós, com nosso projeto de corrida compartilhada, estamos crescendo e os concorrentes estão perdendo clientes e resolvem nos atacar desta maneira, mas isso não existe. Não estamos cometendo essas irregularidades, essa questão não procede”, garantiu.
Órgãos já fizeram fiscalização noturna na avenida Djalma Batista
| FOTOS: DIVULGAÇÃO
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| LEGISLAÇÃO | EDUCAÇÃO |
Método japonês beneficia escolas da rede pública PL (Projeto de Lei) deve ser implantado na modalidade de ensino extraclasse nos colégios da Semed (Secretaria Municipal de Educação). A metodologia oriental tem objetivo de disciplinar a aprendizagem do aluno manauense em um estudo autônomo
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ncentivar o estudante a ser autodidata na busca pelo conhecimento, gerando uma sociedade integrada à leitura, é um dos principais objetivos do PL (Projeto de Lei) 065/2017, aprovado na CMM (Câmara Municipal de Manaus). Pela nova legislação, o projeto deve ser implantado na modalidade do ensino extraclasse, nas escolas da Semed (Secretaria Municipal de Educação). O método segue as diretrizes da educação oriental, a exemplo da franquia Kumon, e tem como propósito disciplinar a forma de aprendizagem do aluno com um estudo autônomo. Para o vereador Gedeão Amorim, idealizador do projeto de lei, este é um método que pode mudar o sistema de educação e criar uma sociedade com alunos que apreciem a prática do estudo. “O método de ensino autoritário precisa ser deixado de lado. O professor deve se tornar um orientador, observando os principais potenci-
ais de cada aluno e estimulando-os. O que queremos com esta nova prática de ensino é fazer o aluno perceber a capacidade de aprender por si só, lendo, pensando, resolvendo seu material com suas próprias forças e avançando por meio do estudo autodidata”, afirma o parlamentar. Na legislação, o estudo direcionado é uma técnica fundamentada no princípio didático de que o professor não ensina, mas é o agilizador da aprendizagem, ajudando o aluno a aprender. De uma forma especial, é uma técnica que põe em evidência o modo como o aluno aprende. “A capacidade de chegar sozinho às respostas mudará a forma desse aluno se ver, fazendo com que ele se desafie cada vez mais e busque sempre seus sonhos e metas.”, destaca Gedeão. Autonomia Pedagoga há mais de 20 anos, Marília Andrade, 53, não tem dúvidas de que esse novo
método de ensino incentivará o aluno a se esforçar e adquirir prazer pelos estudos. “Dar o papel e a caneta na mão desses estudantes e mostrar para eles do que são capazes de fazer sozinhos, sem pressão, no seu tempo, é um grande impulsionador para criar cidadãos preparados para o mercado e determinados.”, relatou Andrade. Para a professora da rede pública de ensino, Rosimeire Zanetti, 45, essa nova prática de ensino-aprendizagem vai trazer diversas vantagens, tanto para os docentes quanto para os alunos. “A grande inovação do método está no fato de não se ensinar ao aluno como resolver o material proposto, essa será uma grande troca de aprendizagens, podendo até mesmo avançar o estudante além dos conteúdos da sua série escolar. Aguardo ansiosa por essa oportunidade, será um prazer orientar aluno a ser autodidatas e que anseie por novos conhecimentos.”, disse a docente.
Alunos da Semed (Secretaria Municipal de Educação) serão beneficiados por projeto
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Manaus, domingo, 10 de setembro de 2017
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População quer apenas fugir do forte calor e esquece dos cuidados
| ALERTA | RISCOS |
Lazer da população sob ameaça em balneários Ao tentar fugir do intenso calor amazônico, muitas pessoas se aventuram em locais que não são tão adequados para banho. Os terrenos oferecem muitos perigos aos usuários que, em alguns casos, parecem não se importar com a situação Henderson Martins
B
anhistas se arriscam em meio a barcos, balsas e sobras de ferros e ferragens em um terreno particular que funciona um estaleiro. Mesmo em meio a entulhos de ferragens, sobras de materiais usados para manutenção de balsas e barcos, o local virou “point” dos moradores do bairro Compensa 3, na Zona Oeste. Os moradores que frequentam o local reconhecem o risco do “balneário”, mas, sem opção de lazer acabam invadindo a área particu-
lar para se banhar nas águas no rio negro. As grandes balsas e barcos que esperam por manutenção no terreno do estaleiro viram uma rampa para “saltos ornamentais” realizados por jovens e crianças que se arriscam sem os cuidados de salvas vidas, ou dos responsáveis. O ambiente de acesso ao banho é em meio a sobras de ferros e com passagem pelo mato alto e até buracos nas cercas onde se aventuram crianças sem a presença de um adulto. O autônomo Marcivaldo Alves, 43, conta que os moradores do
bairro encontraram no terreno particular uma fuga para o calor. Segundo ele, o espaço é fechado para os banhistas, mesmo assim é bastante frequentado. “Sempre tem bastante gente frequentando local, são famílias inteiras que vem tomar banho e se divertir”, afirma. Marcivaldo conta que o volume maior de frequentadores é no final de semana, mas, diariamente tem pessoas se banhando, como os jovens que estão diariamente jogando futebol no local. Ele explica que outro point dos banhistas é a “Ponta do Ismael”, um local que funciona como bombeamento de
água da empresa Manaus Ambiental, mas, por conta de o acesso ainda não está liberado, ele explica que os banhistas encontraram no estaleiro um novo ambiente para se refrescar do calor. “Geralmente mais de 200 pessoas frequentam o banho e por conta de o volume de pessoas e o terreno acidentado, com muitos barrancos, temos que ficar de olho nas crianças”, afirma o banhista. De acordo com a frentista Maria Letícia Silva, 40, os moradores daquela localidade estão todos os finais de semana e feriados se banhar no local. Segundo ela, o am-
biente é bem visitado por pessoas de todas as idades, entre crianças, adultos e até idosos. “Há três semanas a procura pelo local intensificou, as famílias vêm aqui para se refrescar e se divertir”, afirma a banhista. Uma banhista que não quis se identificar afirmou que os moradores invadem o local para se banhar nas águas do rio Negro. De acordo com ela, existem vários locais onde as crianças e adultos têm o fácil acesso ao terreno. “Nós temos que procurar um local para nos divertimos. E aqui é bem próximo, e achamos seguro”. | MÁRCIO MELO
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PÓDIO
Manaus, domingo, 10 de setembro de 2017
Edição: Thiago Botelho Email: esportes@emtempo.com.br Telefone: (92) 3090-1013
| MIRANDINHA |
‘O Rio Negro é um gigante adormecido, tem camisa forte’ O Rio Negro por pouco não foi finalista do Campeonato Amazonense deste ano. O clube Barriga Preta está há nada mais nada menos do que 16 anos sem saber o que é levantar um caneco. O último título, em 2001, tinha Mirandinha como técnico. Na época, o clube já vivia uma situação financeira delicada e o treinador apostou em jovens jogadores para desbancar os favoritos Nacional e São Raimundo. O PÓDIO bateu um papo com o ex-técnico, que, como atleta, teve passagem por Palmeiras e Newcastle, da Inglaterra. Ele lembra como foi a conquista do Rio Negro na época. Paulo Rogério
PÓDIO – Como foi a montagem daquele elenco campeão? Mirandinha – Eu e a diretoria começamos a montagem do elenco e tivemos que buscar jogadores dentro da realidade do clube com salários baixos. Foi aí que as coisas começaram a dar certo, com a vinda de jovens talentos como o goleiro Rodrigo, de 19 anos, Zé Marcos, de 17, Ernandes, de 19, Pará, de 20 e o Guará, de 22 anos. Inclusive, tivemos a última grande revelação do futebol amazonense: o jogador Marcelinho da cidade de Manacapuru, considerado hoje o Pelé da Bulgária. Esse jogador foi descoberto por mim lá no Colégio Agrícola. PÓDIO – Mas mistura dos experientes com os jovens deu um certo problema. Como foi essa história, que culminou em dispensas? M – Nós sabíamos que seria muito difícil ganhar o campeonato, pois Nacional e São Raimundo eram disparados os candidatos a conquista do título, não apenas pelo lado financeiro, mas também a experiência de competições dos dois elencos. A dificuldade amentou quando alguns atletas começaram a sair na noite, levando alguns dos garotos. Foi quando tive que tomar uma posição e dispensar quatro atletas na virada do pri-
meiro para segundo turno. PÓDIO – Conquistar o título amazonense com aquele grupo foi uma surpresa para você? M - Foi surpresa sim, pois as dificuldades eram muitas, desde material para trabalhar e campo para treinar. O meu supervisor na oportunidade era um rapaz sem experiência no futebol e cometeu a besteira de prometer coisas aos atletas, sem ter como cumprir. Tive que afastá-lo e assumir tudo com meu braço direito, o professor Ariovaldo Malizia, que deu uma grande e valiosa colaboração. Por tudo isso, ficava muito claro que iriamos apenas participar, para ser mais claro, as chances de conquista era praticamente impossível, por conta das dificuldades que tínhamos no dia a dia. PÓDIO - Qual foi o momento mais difícil para chegar ao título? M - Foi quando chegamos nas semifinais. O São Raimundo e o Nacional encontraram uma brecha no regulamento para trazer arbitragem de fora. O Rio Negro não queria. Um outro fato importante que aconteceu na final do segundo turno, onde jogamos contra o Nacional. Nós tínhamos dois resultados que interessava: a vitória para ganhar o segundo turno, o empate daria o segundo turno para o São Raimundo, com isso, nas semifinais
Como treinador, Mirandinha chegou a treinar o Fortaleza
| DJALMA VASSÃO
o São Raimundo iria nos enfrentar com a vantagem do empate. Se a gente perdesse o jogo, o Nacional ganharia o segundo turno e como tínhamos melhor campanha do que o São Raimundo no geral, jogaríamos contra o São Raimundo tendo a vantagem. Foi o que aconteceu. PÓDIO - Você usou de sua experiência de ex-jogador e com passagem pela seleção brasileira para conquistar o título? M - Sim, não era um treinador principiante, tinha sido campeão na Arábia Saudita, com AlHajer Club, tinha feito um bom trabalho no Botafogo de Sobradinho e no Goiânia. Por isso, já trazia comigo alguma experiência de competições. A prova disso, foi a situação criada em relação ao jogo final do segundo turno com o Nacional. Outra situação, foi o regime de concentração adotado pelo clube, mesmo com poucas condições financeiras. Eu trazia os solteiros de Manaus para a concentração na sexta-feira à noite, quando o jogo era no domingo. Já os casados, no sábado pela manhã para o último treino e já ficavam no regime em concentração. PÓDIO - Seu filho marcou dois gols na final do título, mas como foi escalar o Ernandes na equipe ainda muito jovem. Você sofreu mais do que o treinador ou pai dele por isso? M - Tive muita dificuldade, pois havia uma cobrança muito grande sobre ele dentro do próprio elenco, insinuando que teria algumas regalias e proteção de minha parte. Nos primeiros jogos, ele estava no banco, e quando chamava para o jogo ouvia algumas críticas, mas como ele tinha muita personalidade fomos juntos superando o problema. Lembro do jogo contra o Princesa, em Manacapuru, quando estávamos perdendo de 3 a 0, quando ele entrou houve uma mudança muito grande na equipe e acabamos buscando o empate em 3 a 3. No jogo contra o Libermorro, lancei ele como titular e ele marcou dois gols e teve uma grande atuação, se tornando a referência no ataque. PÓDIO - O que destaca de mais positivo naquela conquis-
Mirandinha foi o primeiro brasileiro a atuar na Inglaterra
ta do Rio Negro? M - Foi sem dúvida a humildade dos atletas, a lealdade da comissão técnica e o apoio da nossa diretoria, que não media esforços para manter os salários em dia, mesmo que pouco, mas em dia. Outro fator muito importante foi o início de trabalho ainda em 2000, onde fizemos uma ótima pré-temporada, com alguns amistosos e tempo para trabalhar a parte tática e técnica. Na verdade, o time era muito jovem, mas com uma ótima técnica individual. Com isso, formamos uma verdadeira família, onde sempre que alguém precisava de algo recebia o apoio de nossos diretores. PÓDIO - Qual foram os destaques do Rio Negro para chegar na conquista do campeonato? M - O grupo foi muito uniforme, mas tivemos alguns destaques, como o goleiro Rodrigo, que na semifinal e na final foi um verdadeiro paredão, meus dois zagueiros, Wiliam e Rodrigo Anderson, que eram meus dois capitães. Outro que posso citar é o Lopes, junto com jovem Zé Marcos, e o Ernandes, que foi decisivo, nos momentos que o time mais precisou ele compareceu. PÓDIO - Desde 2001 o Rio Negro não conquistou mais o campeonato. Na sua opinião, o trabalho feito no seu comando deveria ter tido continuidade e servir como exemplo? M - Deveria ter sido exemplo, pois deu certo. A prova de que a política estava certa, que nos anos de 2001/2002 o time sub-20 foi campeão, ainda com a base que foi montada por mim em 2000 e que estiveram no processo até 2002, revelando jogadores como Fabio Marcos, Jorginho, Clayton (goleiro), Marcelinho Manacapuru, Batis-
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ta e tantos outros que passaram pelo clube naquela oportunidade. O Rio Negro é um gigante adormecido, tem uma camisa forte, uma tradição no futebol brasileiro, uma grande e apaixonada torcida, grandes homens públicos são rionegrinos. PÓDIO - Daquele time que foi campeão, o clube poderia ter mantido uma base para os anos seguintes para conquistar mais títulos? M – Sim, claro, esta teria sido a grande cartada, pois eram jovens talentos, já com uma doutrina futebolista implantada por mim, e com certeza poderia ter tido uma sequência como teve o São Raimundo nos anos 1990. A meu ver, teve apenas um erro: não ter preparado jovens talentos dentro do clube para se fortalecer financeiramente. PÓDIO - Se fosse convidado para comandar o Rio Negro, o que você faria de diferente ou repetiria o mesmo trabalho para tirar o clube da fila de 16 anos sem títulos? M - Claro que é sempre bom ser lembrado por grandes clubes, e o Rio Negro me deu a oportunidade de conhecer a bela Manaus, conhecer pessoas maravilhosas, ter passado pelo clube quatro vezes, sendo com um vice-campeonato em 1999 e com título em 2001. Voltar a Manaus para trabalhar seria ótimo. Hoje é claro muito mais experiente, sem cometer alguns erros que cometi no passado. O futebol amazonense precisa voltar aos grandes momentos já vividos no passado. Lembro bem quando estava no Palmeiras em 1986, onde fomos derrotados pelo Nacional por 1 a 0. Naquela época não tinha nem de longe a estrutura que se tem hoje no Estado para se fazer Futebol. Voltaria sim com muito prazer.
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PÓDIO
Manaus, Manaus uss, do u d domingo, om miing in nggo, 10 1 de ssetembro de 2017
WILLIAN D’ÂNGELO podio@emtempo.com.br|
| TÚNEL DO TEMPO |
Manáos campeão de 1929 O
Manáos Sporting Club foi fundado no dia 2 de julho de 1913 e sua sede ficava localizada na rua Quintino Bacaiúva, no Centro de Manaus. Durante os anos de 1913 a 1915, o clube encarnado foi a terceira força do futebol amazonense, atrás apenas do Manáos Athtletic e pelo Nacional Futebol Clube. A primeira partida na história do Manáos Sporting Club aconteceu no dia 17 de agosto de 1913, na derrota por 3 a 0 para o Nacional, no campo do Bosque Municipal. Cícero (2) e Cazuza fizeram os gols do Leão da Vila Municipal. O clube participou de todas as edições do certame estadual, entre 1914 a 1931. Em 1929, o Manáos Sporting conquistou o único título de campeão do Campeonato Amazonense de sua história, tendo como adversários o Rio Negro, Luso Sporting, Independência, Libertador e Cruzeiro do Sul. O Nacional não disputou o
certame de 1929. O time base do Manáos Sporting no título de 1929 era formado pelo goleiro Praxíteles Antony, Mariozinho,Ricardo, Henrique, Mário Guedes, Oscar, Dico, Tácito Moura, Sópholes, João Costa e Leal. Também jogaram Batista, Benjamim, Vitório, Zaro, Raimundinho, Veras, Manuel Rufino e Chiquinho Pé de Ouro. Na cidade de Manaus, o ano de 1929 também ficou marcado pelo o aterramento da avenida Getúlio Vargas (antiga rua 13 de Maio), que também era conhecida como Igarapé dos remédios que se estendia até os arredores da Igreja dos Remédios (até a rua Floriano Peixoto). O processo de saneamento do igarapé do Aterro foi iniciado no final do século XIX e somente foi concluído o trabalho de aterramento no início da década de 1930. A mensagem do prefeito de Manaus José Francisco de Araújo Lima de 1929 trazia informações sobre o aterramento deste igarapé. Na época, utilizou-
Foto do Manáos Sporting Club, que foi campeão amazonense de 1929, no início do esporte bretão em solo amazonense | REPRODUÇÃO
se o sistema de trilhos para o transporte de terras. No mês de novembro de 1914,o Manáos Sporting foi o primeiro clube de futebol manauara a jogar no município de Itacoatiara. O clube de Manaus venceu
na ocasião um combinado itacoatiarense por 2 a 0. Em 1914, com a criação da liga amazonense de futebol, o Manáos conquistou o título da segunda divisão. Em 1915, o clube foi vice-campeão da primeira divisão, com o
time reserva conquistando o bicampeonato da segunda divisão. No Estadual de 1916, o Manáos conquistou o tricampeonato da segunda divisão. Em 1918, o clube mudou sua sede para a rua 13 de maio (atual Getúlio Vargas),
no centro de Manaus. No ano de 1919, a sede foi transferida para a rua Tenreiro Aranha e, próximo de sua extinção, em 1927, o Sporting teve sua sede na rua Monsenhor Coutinho, no centro da capital amazonense.
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| RADICAL | INOVAÇÃO |
Slackline surge como
opção esportiva em Manaus João Paulo Oliveira
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número de praticantes da modalidade radical slackline vem crescendo a cada ano. É o que conta o instrutor da modalidade, o vice-campeão brasileiro Nil Nepomuceno, 30, nascido em Maués (município distante 365 quilômetros de Manaus) e que leciona a modalidade na Academia RM, no Parque 10, Zona Centro-Sul de Manaus. Após descobrir o esporte na juventude e expandir em sua cidade natal, passou a buscar novos horizontes na capital e formou uma equipe. Ele também é hoje o principal representante em competições fora do Estado. O esporte virou febre e é praticado por pessoas de todas as idades na praia da Ponta Negra na Zona Oeste de Manaus, CSU do Parque 10 e Parque dos Bilhares na Zona CentroSul e academias particulares como RM e localizadas na Vila Olímpica de Manaus. “Foi e está sendo um crescimento imenso, pois apenas eu e quatro amigos praticavam o esporte. Aos poucos tudo foi se expandido. Fico feliz de ir na Ponta Negra pela manhã de domingo e ver pra-
ticantes na ativa, pela tarde de um mesmo dia fui no CSU do Parque 10 e vi também pessoas disputando por melhores tempos. Pessoas obesas que muitas vezes têm vergonha e medo de quebrar uma corda, eu digo ‘não quebra, vem brincar’. Para mim que sou atleta é muito gostoso ver o esporte crescendo e colaborando com um momento de diversão para as pessoas, que muitas vezes já convivem com os problemas do dia a dia”, avalia. Aos que desconhecem o slackline, ele é um esporte de equilíbrio sobre uma fita elástica de 4,5 a 5 centímetros de largura e esticada entre dois pontos fixos, o que permite ao praticante andar e fazer manobras por cima. São quatro provas que estão inseridas dentro da modalidade. O trickline com uma fita de 30 metros, que tem objetivo de fazer o maior número de manobras em cima da fita, em um tempo de um minuto e meio a dois minutos. No waterline, a fita de 15m a 30m está sobre um rio ou piscina, o objetivo é cursar até o final da fita. Quem conseguir cursar em menor tempo é declarado vencedor. No longline a fita varia de 50m ou mais, onde na moda-
Esporte é praticado em cima de uma fita, e o atleta precisa ter equilíbrio e resistência. Vice-campeão brasileiro Nil Nepomuceno é um dos pioneiros da modalidade na Região Norte e afirma que a prática resulta em saúde e bem-estar
lidade, o objetivo é atravessar a fita, com um menor tempo possível. No highline exigese uma adrenalina maior e um profissionalismo mais capacitado, pois é disputado em fitas sobre grandes alturas, montanhas e pontes. Benefícios “A adrenalina faz você passar o dia se sentindo bem. É uma sensação que deixa você equilibrado emocionalmente. Estar em cima daquela fita também trabalha os músculos do corpo inteiro. O abdômen, panturrilha, posterior da coxa e a própria postura e modo exato de andar são bastante trabalhados. O sistema respiratório é fortalecido, pois sem uma boa respiração não é possível praticar o slackline. A modalidade me trouxe bastante equilíbrio, pois quando jogo futebol e futevôlei com os meus amigos corro melhor ou conduzo melhor a bola. É favorável para quem pratica outras modalidades também”, explica. Aos que têm interesse de praticar o esporte e obter o seu próprio equipamento, em alguns sites de venda na internet o conjunto (fita com catraca e protetores de árvores) são vendidos a partir de R$ 129.
Esporte mistura equilíbrio com capacidade de concentração de quem o pratica
| ISMAEL MONTEIRO
Esporte é ‘filho’ da escalada
Sem restrições, slackline pode ser praticado por pessoas de qualquer idade
O esporte iniciou-se em meados dos anos 1980 nos campos de escalada do Vale de Yosemite, nos Estados Unidos. Os escaladores passavam semanas acampando em busca de novas vias de escalada e nos tempos vagos esticavam as suas fitas de escalada, através de equipamentos, para equilibrar-se e caminhar. O slackline, também conhecido como corda bamba, significa ‘linha folgada’ e pode ser comparado ao cabo de aço usado por artistas circenses, porem sua fle| ISMAEL MONTEIRO
xibilidade permite criar saltos e manobras inusitadas. O slackline praticado em espaço indoor, possibilita uma evolução segura dos atletas. O Centro de Treinamento oferece treino sobre colchões para a modalidade trickline. Com apenas uma catraca de tensão e fita de 15 metros de comprimento e 5 cm de largura facilita a montagem sem precisar de nenhum equipamento adicional. No Brasil não foi diferente, em meados de 2010, o esporte chegou aqui com força total
e foi logo pegando um jeitão brasileiro, sendo praticado nas principais praias e parques do país, principalmente no Rio de Janeiro. A “Cidade Maravilhosa” adotou rapidamente o esporte que hoje já faz parte de sua cultura e que por suas paisagens exuberantes tornou-se o palco perfeito para a prática no país. Atualmente, o slackline tem adeptos em quase todos os estados do Brasil, alguns campeonatos já foram realizados e o número de apaixonados cresce a cada dia mais.
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| ESPORTE | INCLUSÃO |
Projeto leva SUP para crianças ribeirinhas Cerca de 150 meninos e meninas praticam duas vezes na semana o Stand Up Paddle no contraturno das aulas na escola. Atividade tem ajudado, inclusive, a melhorar o desempenho escolar dos participantes
E
les estão acostumados a brincar no rio, mas o que parecia ser um desejo distante por conta do alto preço dos equipamentos, agora é uma realidade. Em parceria com o projeto ‘SUPerar’, a Prefeitura de Manaus está oferecendo aulas de Stand Up Paddle (SUP) para cerca de 150 crianças ribeirinhas, que vivem nas comunidades do Tarumã, Novo Livramento e Tupé, na Zona Oeste da capital. A atividade é uma das ações do projeto Segundo Tempo e é realizada no contraturno escolar, no flutuante Tribal SUP, na praia Dourada. O titular da Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer (Semjel), João Luiz, afirma que o esporte é um meio de inclusão social, além de ser extremamente importante para desenvolvimento saudável das crianças. “Essa é uma determinação que as atividades esportivas da prefeitura superem a zona urbana de Manaus e adentre na zona rural. Aqui realizamos um trabalho de inclusão nas comunidades mais carentes.
Isso é importante para a socialização e integração das crianças a uma atividade esportiva”, declarou João Luiz. As atividades do programa Segundo Tempo são diárias e realizadas nos horários de 9h às 11h e de 14h às 17h, sempre após os turnos de estudos das escolas públicas. As aulas de SUP ocorrem nas segundas e quartas-feiras, já os treinos de Jiu-Jítsu nas terças e quintas-feiras, além de atividades recreativas realizadas com as crianças ribeirinhas nas sextas-feiras. Para o coordenador do Programa Segundo Tempo, Thiago Santos, a ideia é que as crianças pratiquem as atividades e com isso desenvolvam o gosto pela prática esportiva. “Temos uma parceria com a Secretaria Municipal de Educação para que as lanchas escolares transportem as crianças de suas comunidades, como do Novo Livramento, Tupé, entre outras, para que elas possam realizar as práticas esportivas oferecidas pela Prefeitura de Manaus como o SUP e jiu-jítsu”, explicou.
A funcionária pública Valdete de Araújo, mãe de Henrique de Araújo, 11, que é aluno de SUP, afirma que o filho teve um desempenho melhor na escola depois que iniciou as aulas nas águas do rio Negro. A dedicação do atleta mirim é grande, que o SUP se tornou uma paixão. “O SUP é uma das grandes paixões do meu filho. Eu até aproveito para pedir mais dedicação e melhores notas dele na escola, isso tem dado resultado significativo para ele e tem funcionado, as notas dele estão melhores, ele está mais dedicado na escola e no esporte. Enfim, ele ama o SUP e essa foi uma das melhores coisas que aconteceu para o crescimento das crianças ribeirinhas”, contou a mãe de Henrique, aluno do 5º ano na Escola Municipal Francisca Campos. Campeão Brasileiro de Stand Up Paddle em 2015, o presidente da Federação de SUP do Amazonas (Fesupam) e idealizador do Projeto ‘SUPerar’, Pablo Casado, confirma o pioneirismo dessa parceria na cidade de Manaus.
“Em conversa com o presidente da Confederação de SUP do Brasil, ele afirmou para mim que fizemos história ao ser a primeira cidade do país a oferecer o SUP para crianças ribeirinhas. Somos os primeiros no Brasil a ter essa parceria com o Programa Segundo Tempo, isso muito nos engrandece”, afirmou Casado. Projeto Segundo Tempo Em Manaus o projeto Segundo Tempo é realizado pela Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer (Semjel), em convênio com o Ministério do Esporte, onde atende aproximadamente 10 mil crianças em 85 núcleos espalhados por todas as zonas da cidade de Manaus. O projeto Segundo Tempo conta com ao menos 19 modalidades esportivas, dentre elas, futsal, vôlei, handebol, basquete, jiu-jitsu para PCDs, futebol de campo, circuito físico, atividades de recreação, atividades artísticas, entre outras.
Do Havaí para o mundo O Stand Up Paddle é basicamente o ato de remar em pé sobre uma prancha. Os registros mais expressivos da prática do SUP são na década de 1940, no berço do surf mundial, a praia de Waikiki, no Havaí (EUA). Considerado lenda no esporte, o atleta mais conhecido da modalidade é John Zapotocky, que faleceu em outubro de 2013 aos 95 anos de idade. No Brasil, o SUP como esporte começou a ser difundido em meados de 2005, mas foi em 2009, após a criação da Confederação Brasileira de Stand Up Paddle (CBSUP), que a modalidade passou a ser conhecida para o público em geral.
| MAURO SMITH/SEMJEL
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| LUTA | RESGATE SOCIAL |
Evento de MMA ajuda no combate à criminalidade Sétima edição do Rio Preto da Eva Kombat acontece no próximo dia 23, no município do interior do Amazonas. No card estão inclusas 12 lutas, dez de MMA e duas de jiu-jitsu. Organizador vê disputa como forma de ocupação para os jovens da cidade João Paulo Oliveira
M
uito além de um evento de luta. O Rio Preto da Eva Kombat, que será realizado no próximo dia 23 no município de Rio Preto da Eva, (distante 78 quilômetros de Manaus), é uma forma que os organizadores encontraram de tirar jovens das drogas por meio do esporte. Os embates ocorrerão, no Ginásio Poliesportivo Dayson Siqueira Pinto, localizado na rua governador José Lindoso, no centro da cidade. O evento tem a chancela da Federação Amazonense de MMA (Famma) e conta com um card de dez lutas casadas de MMA e duas de jiujitsu. Um dos atuais donos do cinturão são os renomados: Jardel Brito, Tiago Brito, Ericley Silva e Jorge Navalhada. Conforme o organizador do evento, o professor de arte marciais da Academia Peso Pesadão em Rio Preto da Eva, Antônio Leandro Araújo de Almeida, conhecido como Léo Pesadão, no
seu município há grandes talentos dos tatames. Ele exalta a importância destes eventos para preencher calendário de lutadores e também como ferramenta social para retirar jovens das drogas e marginalidade. “Partiu de mim, pois o interior do Amazonas está cheio de grandes promessas e futuros cascas grossas vencedores. Estávamos precisando fazer um evento na cidade para divulgar os atletas e incentivar aos jovens as práticas esportivas e divulgar nosso trabalho e atletas. Nosso dever também é contribuir para evitar que nossas crianças, adolescentes e jovens se percam no mundo dos vícios e até mesmo na criminalidade, já que nosso interior está mais contaminado de droga do que a capital”, diz. Vida longe das drogas Um dos atletas fruto deste trabalho é o peso-pena Ericley Cezario da Silva, 24. Ele nasceu na capital amazonense, foi criado dos 5 aos 12 anos em Baturité (CE), mas mudou-se
para Rio Preto da Eva, onde começou a treinar na Academia Peso Pesadão, do professor Antônio Leandro. Aos poucos vestindo as luvas de MMA, sua primeira luta ocorreu em 2011, na categoria 61 quilos no Rio Preto Kombat. Dono do cinturão, Ericley lutou onze vezes, venceu dez embates de MMA, dois triunfos por finalização e perdeu apenas um. Porém, ele viveu momentos difíceis antes de chegar aos momentos de glórias no esporte. Ex-usuário de cocaína ele conta como foi a sua superação dentro dos tatames e octógonos. “Me envolvi com as drogas aos 16 anos, em uma festa do município, nessa mesma festa o professor Antônio Leandro trabalhava no evento, ele vendo essa situação me chamou para conversar e começou a me aconselhar, falando que eu era novo e podia ter um futuro muito bom. Ao andar pelo bairro ele me avistou e me convidou para participar de um treino na academia que ele dava aula”, pontua.
Lutas do Rio Preto Kombat irão acontecer no ginásio poliesportivo Dayson Siqueira Pinto
| MAIKO MENDONÇA
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| FUTEBOL | SÉRIE A |
Vasco estreia Zé Ricardo contra mistão do Grêmio De olho no primeiro jogo das quartas de final da Copa Libertadores na América na próxima quarta-feira, diante do Botafogo, no Rio de Janeiro, Tricolor gaúcho visita Vasco sem alguns titulares. Já o Cruz-Maltino volta a São Januário após confusão em clássico com o Flamengo
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io de Janeiro (RJ) Enfim chegou o dia da estreia do técnico Zé Ricardo no comando do Vasco. Ele, que substitui ao demitido Milton Mendes, vai dirigir o time no duelo contra o Grêmio a partir das 17h (de Manaus), em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Cruz-Maltino quer pegar embalo após triunfo de 1 a 0 no clássico contra o Fluminense e, com 28 pontos, sonha em ingressar no G-6, a zona de classificação para a Copa Libertadores. Por falar em Copa Libertadores, justamente por conta disso que o Grêmio, mesmo embalçado pela goleada de 5 a 0 sobre o Sport, vai preservar boa parte de seus titulares. Afinal de contas, na quarta-feira tem confronto com o Botafogo pelas quartas de final da competição continental. O Tricolor gaúcho, porém, tem a chance de encurtar a distância para o líder Corinthians, que tem 50 pontos, sete a mais do que os gremistas.
Em termos de escalação, Zé Ricardo não poderá contar com o lateral-direito Gilberto e nem com o volante Jean, que cumprem suspensão por acúmulo de cartões amarelos. Madson vai ganhar a vaga na lateral e Escudero herdará a vaga no meio. Após servir à seleção uruguaia nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2018, que será disputada na Rússia, o goleiro Martin Silva vai enfrentar o Grêmio. Para este jogo o Grêmio não poderá contar com o meia Luan, com um edema na coxa direita. Ele seria testado para ver se tem condições de enfrentar o Botafogo. O meia Michael Arroyo, que jogou apenas trinta minutos contra o Santos por conta de uma fratura no nariz, vai ganhar uma oportunidade de começar jogando ao lado de Fernandinho na criação de jogadas. Recuperado de dores na perna direita, o atacante peruano Beto da Silva também ganha sua chance. No primeiro turno do Campeonato Brasileiro as duas equi-
VASCO RJ
GRÊMIO RS
Martin Silva Madson Breno Anderson Martins Ramon Wellington Escudero Mateus Vital Wágner Nenê Andrés Rios
Paulo Victor Léo Moura Bressan W. Kannemann Bruno Cortez Michel Arthur Kaio Fernandinho Michael Arroyo Beto Da Silva
Técnico Zé Ricardo
Técnico Renato Gaúcho
Local: São Januário, no Rio de Janeiro (RJ); Horário: 15h (de Manaus); Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC)
pes se enfrentaram na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), e o Grêmio levou a melhor, vencendo por 2 a 0. Naquela ocasião, Luan e o paraguaio Lucas Barrios anotaram os gols do confronto.
Técnico Zé Ricardo passa orientações aos jogadores do Vasco durante treinamento
| PAULO FERNANDES
| ESPERANÇA |
| POR LIBERTADORES |
São Paulo recebe a Ponte em busca de arrancada
Em boa fase, Willian será titular no duelo desta tarde contra o Atlético
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Atlético-MG e Palmeiras duelam no Independência Belo Horizonte (MG) - O objetivo dos dois no momento é o mesmo: a vaga na Libertadores. O caminho possível, na pior das hipóteses, é ficar, pelo menos, no G-6. Para o AtléticoMG a situação é mais difícil, sendo que o time está em 10º, com 29 pontos, mas a dois do grupo dos seis primeiros. Já para o Palmeiras, a expectativa é se manter na parte superior da tabela do Brasileirão, com 36 pontos, na 4ª colocação. Cada um com seu sonho, Galo e Verdão se enfrentam, na tarde deste sábado (9), às 15h (de Manaus), no Independência. O Alvinegro está pronto para o jogo. O técnico Ro-
gério Micale já pode contar com Cazares, que retornou da seleção equatoriana, e assumiu novamente a condição de titular. O experiente Robinho perde espaço no time e volta a figurar entre os reservas. Sem jogar desde o dia 27 de agosto, o Cuca aproveitou o tempo de treinos para ensaiar a equipe titular para o restante do Campeonato Brasileiro. O período também serviu para aprimorar o time que busca o título do segundo turno e, quem sabe, o campeonato (o Palmeiras está 14 pontos atrás do líder Corinthians). Para isso, porém, o Verdão terá que superar as dificuldades de atuar no Independência.
ATLÉTICO MG Victor Alex Silva Léo Silva Gabriel Fabio Santos Adilson Elias Cazares Luan Fred Valdivia Técnico Rogério Micale
São Paulo (SP) - Precisando urgentemente de uma vitória em sua luta contra a zona de rebaixamento, o São Paulo entra em campo neste sábado (9), às 18h (de Manaus), contra a Ponte Preta, no estádio do Morumbi, em partida válida pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. Vice-lanterna da competição com apenas 23 pontos, o Tricolor espera aproveitar a longa pausa para treinamentos que teve por conta das Eliminatórias Sul-Americanas e presentear sua torcida, que comparecerá mais uma vez em bom número, com a conquista dos três pontos. Para esta partida o técni-
co Dorival Júnior não poderá contar com o zagueiro Arboleda, que terá de cumprir suspensão. Desta maneira, Bruno Alves e Lugano disputam uma vaga para atuar ao lado de Rodrigo Caio, que voltou da seleção brasileira e é a única presença certa no setor defensivo. Nesta semana o São Paulo procurou esconder o jogo e não deu pistas sobre a equipe que terá em campo neste sábado. Jucilei, que sofreu um choque na coxa esquerda na atividade da última segunda-feira ainda é dúvida. A lateral-direita também é uma incógnita, já que Dorival não se satisfez com o desempenho de Buffarini.
SÃO PAULO SP Sidão Éder Militão Bruno Alves Rodrigo Caio Edimar Petros Hernanes Jucilei Lucas Fernandes Lucas Pratto Marcos Guilherme Técnico Dorival Júnior
PONTE PRETA SP Aranha Nino Paraíba Marllon Luan Peres Danilo Barcelos Fernando Bob Elton Naldo Lucca Emerson Sheik Felipe Saraiva Técnico Gilson Kleina
Local: estádio do Morumbi, em São Paulo (SP); Horário: 18h (de Brasília); Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
PALMEIRAS SP Fernando Prass Mayke Luan Edu Dracena Egídio Tchê Tchê Jean Moisés Guerra Willian Deyverson Técnica Cuca
Local: estádio Independência, em Belo Horizonte (MG); Horário: 15h (de Manaus); Árbitro: Leandro P. Vuaden (RS)
Petros durante treinamento do São Paulo, no CCT da Barra Funda
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DJALMA VASSÃO/GAZETA PRESS
PÓDIO
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| CLÁSSICO | CARIOCA |
Botafogo e Flamengo se reencontram no Niltão Eliminado na Copa do Brasil pelo rival, Glorioso entra em campo neste domingo com a cabeça na Libertadores, competição em que enfrenta o Grêmio na quarta-feira (13). Para o Rubro-Negro, confronto pode servir para diminuir a vantagem no líder, Corinthians
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io de Janeiro (RJ) Rivais na semifinal da Copa do Brasil, Botafogo e Flamengo voltam a se enfrentar neste domingo, desta vez pelo Campeonato Brasileiro, no estádio Nilton Santos. Os alvinegros vão a campo com o pensamento nas quartas de final da Libertadores, enquanto que os rubro-negros vêm desgastados da primeira partida da decisão da competição mata mata nacional. No Botafogo, o técnico Jair Ventura rechaçou que o clássico tenha sentimento de revanche após a eliminação na Copa do Brasil. O treinador elogiou o adversário, mas quer a equipe com o foco somente na vitória para seguir na briga pelo G-6 do Brasileiro. - Não é revanche. A gente quer enfrentar o Flamengo como queremos enfrentar os outros times. Não tem nada de revanche - decretou. Para esta partida, o comandante alvinegro já adiantou que não vai escalar os jogadores que estão em processo de recuperação de lesão. O zagueiro Joel Carli, o volante Rodrigo Lindoso e os meia João Paulo e
Macos Vinícius serão poupados visando o duelo contra o Grêmio, pela Libertadores. Jair Ventura destacou que pode usar o período sem jogos para trabalhar algumas possibilidades para o clássico. - Foi um trabalho de recuperação. Perdi alguns jogadores e acabei treinando algumas alternativas. Foi bom para tratar com mais carinho quem não vinha jogando. Passamos nosso modelo de jogo, passamos vídeos - declarou. No Flamengo, o técnico Reinaldo Rueda vai poder utilizar novamente os jogadores que não inscritos na Copa do Brasil. Além deles, o atacante Paolo Guerrero, que não encarou o Cruzeiro no meio de semana por estar suspenso, está confirmado. Destes, Diego Alves volta ao gol, Rhodolfo na zaga e Everton Ribeiro pode entrar no meio, ao lado de Diego na armação. Com isso, o colombiano deve utilizar o que há de melhor no elenco para continuar no G-6 e se aproximar dos líderes do Campeonato Brasileiro. Com 35 pontos, na quinta colocação, os rubronegros podem terminar a rodada até em terceiro.
BOTAFOGO RJ
FLAMENGO RJ
Gatito Fernández Arnaldo Marcelo Igor Rabello Victor Luís Dudu Cearense Bruno Silva Matheus Fernandes Valencia Rodrigo Pimpão Roger
Diego Alves Rodinei Rhodolfo Réver Pará William Arão Cuéllar Everton Ribeiro Diego Berrío Paolo Guerrero
Técnico Jair Ventura
Técnico Reinaldo Rueda
Local: estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ); Hora: 18h (de Manaus); Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)
Berrío sendo perseguido de perto por Rodrigo Pimpão durante partida entre os rivais pela Copa do Brasil
| OBJETIVOS DIFERENTES |
| PAULISTAS |
Santos e Corinthians duelam na Vila Belmiro
De olho no G-6, Flu visita o Vitória em Salvador Salvador (BA) - O Fluminense visita o Vitória neste domingo, às 16h (de Manaus), no estádio Barradão, em Salvador (BA), em confronto válido pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Tricolor precisa se recuperar da derrota de 1 a 0 sofrida no clássico contra o Vasco e, com 30 pontos, planeja ingressar no G-6, a zona de classificação para a Copa Libertadores. O RubroNegro, por sua vez, atravessa um grande momento e os triunfos de 1 a 0 sobre Corinthians e Coritiba, fora de casa,
Atacante Ricardo Oliveira (do Santos) divide bola com o volante Maycon
Santos (SP) - Com duas derrotas em três jogos disputados no segundo turno do Campeonato Brasileiro, a última delas para o lanterna Atlético-GO, o Corinthians espera voltar a impor o respeito que o levou a liderança folgada na tabela de classificação. Para isso, precisa mostrar força contra o Santos, a partir das 15h (de Manaus) deste domingo (10), na Vila Belmiro. O clássico é decisivo para as pretensões do clube da casa, que iniciou a rodada 12 pontos atrás do Corinthians e ainda reúne 2% de chances de conquistar o título (contra 78% do
| RAFAEL RIBEIRO/FRAME
líder), segundo o matemático Tristão Garcia. O lateral-direito Fagner é um dos quatro jogadores do Corinthians que se reapresentaram a Fábio Carille após as duas últimas rodadas das Eliminatórias SulAmericanas para a Copa do Mundo, que paralisaram o Brasileiro. Com o retorno dele, do goleiro Cássio, do zagueiro Balbuena e do atacante Romero, o técnico enfim voltará a contar com a sua formação considerada ideal. Afinal, o lateral-esquerdo Guilherme Arana se recuperou de lesão muscular na coxa esquerda e o centroavante Jô está livre de suspensão.
tiraram a equipe da zona de rebaixamento. Mas, com 25 pontos, a ordem é afastar de vez o risco de degola. Em termos de escalação, o Fluminense poderá contar com o volante equatoriano Jefferson Orejuela, que não treinou boa parte da semana por estar servindo à sua seleção nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, que será disputada na Rússia. Contratado após se destacar pelo Figueirense na Série B do Campeonato Brasileiro, o atacante Robinho teve a
sua documentação regularizada na CBF e vai ficar como opção no banco de reservas. Para este compromisso o Vitória perdeu o zagueiro Ramon, que vinha atuando improvisado como volante, e o próprio volante Yago. O primeiro cumpre suspensão por acúmulo de cartões amarelos e o segundo foi expulso contra o Coritiba. Assim, Fellipe Soutto e Uillian Correia vão compor o setor. O atacante Kieza, recuperado de lesão no joelho direito, volta a ser relacionado.
| MIGUEL SCHINCARIOL/GAZETA PRESS
SANTOS SP Vanderlei Victor Ferraz Lucas Veríssimo Gustavo Henrique Zeca Renato Alison Lucas Lima Copete Bruno Henrique Ricardo Oliveira Técnico Levir Culpi
CORINTHIANS SP Cássio Fagner Balbuena Pablo Guilherme Arana Gabriel Maycon Jadson Rodriguinho Romero Jô
VITÓRIA BA
FLUMINENSE RJ
Fernando Miguel Caíque Sá Kanu Wallace Juninho Fellipe Soutto Uillian Correia Patric Neilton David Trellez
Júlio César Lucas Renato Chaves Henrique Léo Jefferson Orejuela Marlon Freitas Wendel Scarpa Wellington Silva Henrique Dourado
Técnico Vágner Mancini
Técnico Abel Braga
Técnico Fábio Carille
Local: estádio da Vila Belmiro, em Santos (SP); Horário: 15h (de Manaus); Árbitro: Raphael Claus (FifaSP)
Local: estádio Barradão, em Salvador (BA); Horário: 15h (de Manaus); Árbitro: Wagner Reway (Fifa-MT)
Especulado na Europa, Wendel ficou no Fluminense e vai para o jogo de hoje
| THIAGO RIBEIRO/GAZETA
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Edição: Guto Oliveira Email: redacao@emtempo.com.br Telefone: (92) 3090-1052
SAÚDE
| MEDICAMENTOS | NATURAL |
Fitoterápicos precisam de orientação médica Assim como qualquer outro medicamento, a indicação dos fitoterápicos tem o objetivo de ampliar as opções terapêuticas e não de substituir tratamentos com alopáticos; uso irrestrito pode intoxicar paciente
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edicamentos exclusivamente de origem vegetal, os fitoterápicos são produzidos geralmente por drogas vegetais obtidas de plantas medicinais. Mas apesar de sua composição natural, a ingestão deve ser orientada por um profissional, como qualquer outro medicamento, conforme a gerente do Núcleo de Assistência Farmacêutica da Semsa (Secretaria Municipal de Saúde), farmacêutica Miê Muroya Guimarães. “Qualquer medicamento, seja ele fitoterápico ou tradicional (alopático), pode ocasionar efeitos colaterais, intoxicação ou até mesmo risco de morte. Depende da dose, da forma de tratamento, do tempo utilizado. Assim, é importante receber as orientações necessárias antes de iniciar qualquer tipo de tratamento”, alerta. De acordo com ela, existem estudos científicos que apresentam a eficácia de medicamentos fitoterápicos para determinadas doenças, com resultado terapêutico significativo, e com menos efeitos do que os medicamentos sintéticos, desde que utilizados de forma racional.
“No entanto, afirmar que estes são mais seguros ou que por ser um produto natural não faz mal, não é bem verdade”, enfatiza. A indicação de medicamentos fitoterápicos não é com objetivo de substituir os medicamentos tradicionais registrados e de eficácia comprovada, mas, sim, de ampliar as opções terapêuticas, ofertando produtos com eficácia, segurança e qualidade, de forma complementar as já existentes, ressalta Muroya. “É importante que o prescritor identifique o problema de saúde que o indivíduo está apresentando, avalie as opções terapêuticas disponibilizadas e decida em conjunto o tipo de tratamento a seguir. Não se deve realizar a troca do medicamento alopático prescrito, por um fitoterápico por considerar que são mais seguros e que tem menos efeitos colaterais, sem o conhecimento do seu médico. E ao recorrer a um atendimento médico ou de um outro profissional de saúde, é necessário informar sempre os medicamentos ou remédios de que está fazendo uso”, recomenda. Muroya acrescenta que para os
medicamentos fitoterápicos industrializados, são exigidos praticamente os mesmos critérios de eficácia, segurança e qualidade de medicamentos alopáticos industrializados. “A primeira informação a ser verificada é em relação ao registro do medicamento na Anvisa, além de outras informações contidas no rotulo do medicamento. A embalagem deve garantir proteção dos medicamentos contra contaminação e efeitos da luz e umidade, bem como o lacre ou selo de segurança que assegure a inviolabilidade e a validade dos mesmos são informações importantes a serem verificadas”. Tradição e automedicação Embora a dosagem dos fitoterápicos deva ser orientada, o uso de plantas medicinais faz parte do conhecimento tradicional e popular. A respeito desse aspecto, a farmacêutica informa que a OMS (Organização Mundial da Saúde), ao incluir as práticas integrativas e complementares, e mais especificamente as plantas medicinais e fitoterápicos nos programas de
saúde, recomenda que sejam exigidas provas de eficácia, segurança e qualidade dos fitoterápicos. Mas, segundo ela, a OMS também mantém a posição de que se considerado de uso tradicional, que não sejam adotadas medidas restritivas. “Esse posicionamento mostra respeito à cultura e ao conhecimento tradicional da população. No Brasil, as medidas adotadas são semelhantes”. Miê ressalta que a automedicação de plantas medicinais e fitoterápicos também são frequentes pelo fato de serem produtos de venda livre, isentos de prescrição. “Médicos, farmacêuticos e outros profissionais de saúde podem prescrever, dentro da sua área de atuação. O importante é que os pacientes recebam a orientação adequada para o uso racional destes produtos”. Sobre o uso de plantas para chás e infusões, ela alerta que existem plantas hepatotóxicas (afetam o fígado) e nefrotóxicas (afetam os rins) ou cancerígenas, e só podem ser utilizadas externamente, ou por períodos curtos. “É sempre prudente evitar o uso de qualquer planta por tempo longo sem o conhecimento dos reais benefícios à saúde”, afirma.
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SAÚDE
Manaus, domingo, 10 de setembro de 2017
| CAXUMBA |
Surto pode ser falha vacinal Falha vacinal secundária é um termo técnico usado quando as pessoas adquirem uma doença da qual já haviam sido imunizadas
A médica pediatra Mariana Boratto alerta para sintomas e cuidados com a doença
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esde abril deste ano, a Prefeitura de Manaus já registrou mais de 200 casos de caxumba, segundo documento expedido pela Semsa (Secretaria Municipal de Saúde). A incidência maior é nas escolas. Segundo a médica pediatra Mariana Boratto, o aumento nos casos da doença devese à falha vacinal secundária. “Até 2006, a vacina tríplice viral, que protege contra caxumba, sarampo e rubéola, era aplicada em apenas uma dose, mas sabe-se que a imunização contra a doença exige duas. Atualmente, ela é aplicada duas vezes em pessoas até 19 anos”, conta ela. A especialista conta, ainda, que, de acordo com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), a eficácia de uma dose da vacina contra caxumba é de 66% e de duas doses, 88%. “Esses números são calculados comparando a incidência da doença em po-
pulações vacinadas e não vacinadas. Há, no país, uma geração de jovens adultos que não foram vacinados ou que tomaram apenas a primeira dose. Isso pode explicar a propagação do vírus”, comenta. Entre os principais sintomas da caxumba estão: inchaço na região do pescoço, dor ou dificuldade para engolir, cefaleia e febre não muito alta. “Ela (caxumba) é uma doença de transmissão respiratória, disseminação de gotículas ou por contato direto com a saliva de pessoas infectadas. Por isso, crianças que ficam em ambientes mais fechados (creches, escolas, aeroportos, shoppings), têm uma chance maior de adquirir o vírus”, alerta a médica. E justamente por se tratar de uma doença muito comum em crianças, é que o os adultos devem também ser vacinados. Devem receber duas doses da tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola) os pacien-
| DIVULGAÇÃO
tes de 1 a 29 anos de idade. A partir dos 30 anos de idade até os 49, é necessário apenas uma dose. Grávidas não podem ser imunizadas. Caso a pessoa não lembre ou não tenha os comprovantes de vacinação, ela deve procurar uma unidade de saúde. Tratamento Apesar de não existir um tratamento específico para a doença, alguns cuidados devem ser tomados, como o repouso para o organismo reagir contra o vírus. Também é recomendada a ingestão de bastante líquido, além de uma boa alimentação. A caxumba pode ser transmitida antes mesmo dos primeiros sinais. Após o início dos sintomas, o doente pode transmitir por um período de sete a dez dias. A orientação é que o paciente se afaste do ambiente de estudo ou trabalho por um período mínimo de nove dias.
JOÃO BOSCO BOTELHO Medicina entre confrarias e irmandades As corporações-confrariasirmandades, em especial a Confraria dos Cirurgiões, fundada por Jean Pitart, parecer ter sido parte da resistência dos trabalhadores que continuavam à margem das melhores fatias da organização social da alta Idade Média. O aperfeiçoamento desse processo de resistência contribuiu para o surgimento dos grupos de proteção mútua, nos moldes da “compagnia” fundada em Gênova em 1099 e financiada pelos marítimos. Desde a baixa Idade Média, existiam organizações dedicadas à guarda do interesse coletivo de grupo de trabalhadores especializados. A encontrada em Valenciennes, floresceu entre 1050-1070, tinha uma característica predominantemente laica, enquanto que a de Saint-Omer, ativa entre 1072-1080, era de natureza eclesiástica. Algumas delas já apresentavam rígida estrutura administrativa, com um órgão de decisão (capitulum), um líder (décani) e uma sede (guildhus). As corporações-confrariasirmandades ofereciam novo tipo de proteção aos membros, sob a presença dos santos mais importantes ou ligados à tradição religiosa da região. A próspera corporação de lanifício de Florença, com cerca de vinte mil operários e duzentas oficinas, pode representar muito bem esse interesse eclesiástico: a sede dessa rica corporação, o Palácio da Lã, se ligava por meio de uma ponte com a Igreja Orsanmichele. A inserção das corporaçõesconfrarias-irmandades, surgiram fortalecidas em regras protecionistas de solidariedade econômica e social, em articulação com a hierarquia das autoridades religiosas e laicas. A Igreja se manteve próxima dessa nova articulação soci-
al compreendeu a importância histórica e estimulou novas alianças a partir de estreitas ligações com os líderes, especialmente, na Confraria dos Cirurgiões, já que os cirurgiões-barbeiros se mantinham fora da ordem eclesiástica. É importante relembrar que o aparecimento desse personagem, o cirurgião-barbeiro, foi consequente da resposta social à interdição intolerante da Igreja à dissecção do corpo morto para fim de estudo da anatomia e ao fechamento das escolas de Medicina, determinando com que os cirurgiões ficassem cada vez mais escassos até o completo desaparecimento na primeira metade do século 9. O aumento da circulação de moeda e do comércio pode ter contribuído para forçar, por parte da população mais organizada, o preenchimento de um espaço vazio da organização social na assistência à saúde e à velhice. Pode ter sido por aí que as normas das corporações-confrarias-irmandades passaram a prever diversas formas de amparo aos membros e suas famílias. A maior parte possuía hospital próprio, como o da rica Confraria de São Leonardo, em Viterbo, Itália, no século XII, capazes de prestar vários tipos de atendimento e amparo à viuvez e aos órfãos. Essas ajudas mútuas estavam atadas aos resultados oferecidos pela Medicina-oficial, basicamente dos melhores cirurgiões-barbeiros, aderidos à Confraria dos Cirurgiões. De certa forma, nesse contexto, contribuíram para que a ética dos médicos retornasse aos bons resultados como o melhor caminho. Essas mudanças só protegiam pequenos grupos, a maior parte da população vivia na miséria. É importante relembrar que haviam sido perdidas as
João Bosco Botelho Doutor honoris causa, França
conquistas sociais que a Medicina greco-romana. O processo de dessacralização da doença, iniciado na Escola de Cós, por meio da teoria dos Quatro Humores, foi apagado pela ética cristã inserida na Medicina que valorizava, exclusivamente, a doença como castigo pelo pecado cometido. Essa ética cristã baseada na caridade cristianizada, que valorizou a exaustão a recompensa pessoal após a morte e da obediência aos dogmas eclesiásticos, abandonou os cuidados com a saúde pública, a higiene pessoal, redes de abastecimento de água potável, escoamento dos esgotos e o pagamento pelo serviço profissional médico. Por essas razões, a maior parte das populações da Europa medieval sofreu na pele o descaso pelas normas essenciais para preservar a saúde coletiva. As cidades não passavam de aglomerações humanas desordenadas, em torno de suntuosas catedrais góticas, sem água potável, esgotos sanitários e habitações inadequadas, onde, de tempos em tempos, grassavam epidemias de várias doenças infectocontagiosas, que matavam frequentemente milhares de pessoas em poucas semanas. As regras das corporaçõesconfrarias-irmandades se organizaram, sempre ofereceram ajuda entre os membros e suas famílias. O estatuto da corporação dos curtidores de couro branco, em Londres, datado de 1346, reza no artigo primeiro que o bem-estar de seus membros era o objetivo maior.
FALA DOUTOR Olhos O EM TEMPO conversou com o doutor Ranieri Sena para saber um pouco mais sobre algumas das principais doenças que acometem a visão das pessoas.
Dr. Ranieri Sena Alfaia
é oftalmologista com subespecialidade em glaucoma e cirurgia refrativa. Formado pela Ufam, tem especialização pela Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro. Ele atua no Hospital Universitário Getúlio Vargas e é coordenador do curso de especialização em oftalmologia do referido hospital.
EM TEMPO - Quais são as causas do astigmatismo? Dr. Ranieri Silva Alfaia: Ele é hereditário, causado pelo formato irregular da curvatura da córnea e/ou do cristalino e geralmente está associado a miopia ou hipermetropia. O ato de coçar os olhos também pode agravar o astigmatismo. ET: A partir de que idade é perceptível o astigmatismo? Quais são os sintomas? RSA: Em qualquer idade, porém a criança geralmente não refere queixas, portanto tornando a avaliação com oftalmologista essencial. Os sintomas geralmente são visão borrada com queixas de visão distorcida em várias distâncias. ET: Existe algum tratamento ou cirurgia que possa corrigir? RSA: O tratamento é feito através de óculos e lentes
de contato e até cirurgia refrativa. ET: O que causa a miopia? RSA: Pode ser causada por córneas muito curvas e/ou quando o comprimento do olho é maior que o comprimento óptico, levando a formação da imagem dos objetos antes da retina. ET: A partir de que idade é perceptível a miopia? Quais são os sintomas? RSA: Em qualquer idade. Porém, a criança geralmente não refere queixas e, por isso, é importante a avaliação com oftalmologista desde muito novo, principalmente se um ou ambos os pais forem míopes. O principal sintoma é falta de visão à distância. ET: Existe algum tratamento ou cirurgia que possa corrigir? RSA: O uso de correção visual (óculos ou lentes de contato) e a cirurgia refrativa com bons resultados. ET: A partir de qual grau é necessária uma intervenção cirúrgica? RSA: A correção cirúrgica pode ser realizada em qualquer grau sem assim o paciente desejar.
ET: Quais são as principais causas da catarata? RSA: Ela é uma doença multifatorial e pode ser congênita ou adquirida. A causa mais comum é o envelhecimento do cristalino que ocorre pela idade. Porém, também poderá estar associada a alterações metabólicas que ocorrem em certas doenças sistêmicas, como a Diabetes Mellitus, secundária ao uso de certos medica| DIVULGAÇÃO mentos, por exemplo os Melhor prevenção ainda é consulta periódica corticoides e trauma ocular. ET: A catara ocular coides e proteger-se contra a mento de catarata? RSA: O tratamento para pode evoluir de uma forma radiação ultravioleta ET: A partir de que idade é catarata é a cirurgia realizamuito lenta. Como podemos nos antecipar e iniciar perceptível a catarata? Quais da com anestesia tópica (cosão os sintomas? lírio anestésico). Sua retirada o tratamento preventivo? RSA: A catarata congênita é feita através do procesRSA: Geralmente evolui de forma muito lenta pode se apresentar desde o so de facoemulsificação (quee só a consulta periódi- nascimento em que a princi- bra em pequenos fragmentos ca com o especialista vai pal queixa dos pais é a pre- através do ultrassom) e aspiser capaz de indicar a hora sença de leucocoria (pupila ração. Uma vez retirada a cacerta para o tratamento, se torna branca) e só o es- tarata, esta deverá ser substique é cirúrgico. Porém, al- pecialista é capaz de fazer tuída por uma lente artificial. gumas medidas preventi- o diagnóstico diferencial com Alguns fatores técnicos relavas podem ser realizadas outras doenças. O principal cionados ao olho do paciente visando reduzir alguns fa- sintoma é perda progressiva e ao seu estilo de vida detertores de risco. Reduzir o da visão nos pacientes porta- minarão a escolha da lente e da correção que melhor atentabagismo, controlar o dia- dores de catarata senil. ET: No que consiste o trata- de a cada indivíduo. betes, evitar o uso de corti-
SAÚDE
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| CAMPANHA |
‘Setembro Amarelo’ na prevenção do suicídio Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria, “o suicídio pode ser definido como um ato deliberado, de forma consciente e intencional”; é uma complexa interação de fatores psicológicos e biológicos, inclusive genéticos, culturais e socioambientais
O
“Setembro Amarelo” é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, que tem como intuito alertar a população sobre a realidade do fato e as formas de prevenção. De acordo com a ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), esse trabalho surgiu para disseminar informações que podem auxiliar a sociedade a desmitificar o tabu em torno do assunto e ajudar médicos a identificar seus fatores de risco, tratar e instruir seus pacientes. Iniciado no Brasil pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP, o “Setembro Amarelo” realizou as primeiras atividades em 2014, em Brasília. Em 2015, a campanha conseguiu uma maior exposição com ações em todas as regiões do país. No exterior, o Iasp (Associação Internacional para Prevenção do Suicídio) – também incentiva a divulgação do evento. Segundo a ABP, todos os anos são registrados cerca de dez mil suicídios no Brasil, e mais de um milhão em todo o mundo. A ABP afirma ainda que 17% das pessoas no Brasil pensaram, em algum momento, em tirar a própria vida. Estima-se que até 2020 poderá ocorrer um aumento de 50% na ocorrência anual de suicídios em todo o mundo,
ultrapassando o número de mortes decorrentes de homicídio e guerra combinados. Causas Mas, afinal, o que leva uma pessoa a pensar em suicídio ou a chegar a cometê-lo? Segundo a ABP, “o suicídio pode ser definido como um ato deliberado, de forma consciente e intencional, usando um meio que ele acredita ser letal”. O comportamento suicida vai num crescente que envolve desde pensamentos até planos e a tentativa de suicídio. Trata-se de uma complexa interação de fatores psicológicos e biológicos, inclusive genéticos, culturais e socioambientais. Sendo assim, o pensamento suicida deve ser considerado como o desfecho de uma série de variáveis que se acumulam na história do indivíduo, não podendo ser levado em conta apenas determinados acontecimentos pontuais de sua vida. Sinais de alerta Conforme a ABP, há diversas maneiras de prever e impedir o ato suicida. Os dois principais sinais de alerta são: • Tentativa prévia de suicídio: é o fator preditivo isolado mais importante. Pacientes que tentaram suicídio previamente têm de cinco a seis vezes mais chances de tentar suicídio novamente. Estima-se que 50% daqueles
A campanha busca conscientizar sobre a prevenção do suicídio, e alertar a população sobre o fato e as formas de prevenção
que se suicidaram já haviam tentado previamente. • Doença mental: sabemos que quase todos os suicidas tinham uma doença mental, muitas vezes, não diagnosticada ou não tratada de forma adequada. Os transtornos mentais mais comuns incluem depressão; transtorno bipolar; alcoolismo e abuso/dependência de outras drogas; alguns transtornos de personalidade e esquizofrenia.
Pacientes com múltiplas comorbidades psiquiátricas têm um risco aumentado, ou seja, quanto mais diagnósticos, maior o risco. Outros fatores de risco também devem ser considerados, como o sentimento de desesperança, desamparo e desespero; doenças clínicas graves, como câncer, AIDS ou doenças degenerativas; maus tratos na infância, como abuso físico e sexual; dentre outros.
Manchas avermelhadas na pele podem ser sinais da psoríase
As manchas descamativas, que vêm e voltam, podem indicar a doença
Mitos e verdades - Psoríase é contagiosa? Mito. Algumas pessoas podem apresentar propensão genética para desenvolver a doença, porém não é possível transmiti-la para outra pessoa por contato. - Clima frio pode agravar os sintomas? Verdade. Para quem tem psoríase, é ainda mais importante manter a pele hidratada.
pecializada. Vale lembrar que as unidades de urgência e emergência (geral e/ou psiquiátrica), os serviços especializados e outros são de fundamental importância para os indivíduos que estão em situação de crise. Portanto, ao menor sinal de alterações no comportamento compatíveis às características citadas acima, é imprescindível buscar ajuda médica o mais rápido possível.
| GRAVIDEZ |
| DERMATOLOGIA |
Dúvidas ainda rondam o diagnóstico e o tratamento da psoríase. Às vezes, as manchas aparecem e desaparecem por conta própria. É comum também que elas se manifestem de maneira diferente na pele de cada paciente. Por isso, não é raro que pacientes visitem diversos médicos até que se confirme que é psoríase. Sem causa conhecida, sabe-se que a doença está relacionada com uma possível disfunção no sistema imunológico que faz com que as células de defesa do organismo ataquem as células da pele, que se multiplicam desordenadamente. Além de ser genética e hereditária, acredita-se que as crises sejam desencadeadas por fatores externos como frio e estresse. Depois do diagnóstico, os pacientes se deparam com incertezas a respeito do melhor tratamento e ainda enfrentam preconceitos – por conta da pele escamada – de quem não conhece a doença.
Muitas pessoas com intenção suicida expressam, de modo sutil, o desejo de morrer; falam de sua falta de esperança, do sentimento de culpa e de a vida não valer mais a pena. Amigos, familiares, pessoas que tenham contato com alguém demonstrando tristeza profunda e com um discurso pessimista precisam levar em consideração o risco de suicídio. Poderão, assim, conversar e levar o indivíduo para receber ajuda es-
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- Estresse pode desencadear uma crise? Verdade. Os sintomas da doença aparecem e desaparecem, mas alguns fatores pode atuar como gatilhos. O estresse é um deles. - Os banhos são ruins para quem tem psoríase? Mito. Porém, é preciso atenção: os banhos não devem ser muito quentes, nem durar muito tempo, já que a água quente pode ressecar a pele. Também
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é muito importante hidratar a pele após o banho. - Psoríase pode afetar unhas? Verdade. Cerca de metade das pessoas com a doença percebem mudanças também nas unhas, que mudam em cor e espessura. - Se você não apresentar a doença até os 40, então você está livre dela? Mito. A doença pode aparecer em qualquer idade.
Causas e consequências da diabetes gestacional A diabetes gestacional é uma doença diagnosticada quando há uma quantidade de açúcar superior ao normal no sangue. “Esse quadro de diabetes pode ou não se reverter após o nascimento da criança, porém, quem desenvolve o distúrbio tem um aumento na probabilidade de diabetes no futuro”, explica o ginecologista e obstetra Élvio Floresti Junior Segundo Floresti, o diabetes ocorre quando há uma modificação no metabolismo, quando a placenta passa a produzir uma grande quantidade de hormônios que podem prejudicar ou até mesmo bloquear a insulina, e, caso o pâncreas da gestante não aumente sua
produção, a quantidade de insulina produzida se torna insuficiente para suprir a demanda do corpo, elevando o índice de glicose e de açúcares do organismo. Probabilidades Uma gestação de mulheres com idade de 35 anos ou mais, histórico de diabetes gestacional, mulheres cujo filho anterior nasceu acima do peso ou mulheres que ganharam peso excessivo durante a gravidez, histórico de intolerância à glicose ou histórico de diabetes na família, hipertensão, ovários policísticos, histórico de aborto de repetição e crescimento excessivo do feto podem facilitar o aparecimento do diabetes gestacional.
Tudo deve ser acompanhado no pré-natal
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SAÚDE
Manaus, domingo, 10 de setembro de 2017
| ESTÉTICA |
Tratamento odontológico e terapêutico com botox A toxina botulínica também reduz dores e disfunções na mandíbula, além de deixar o sorriso mais bonito; outra indicação feita pelos dentistas com o uso do botox é o bruxismo, o famoso ranger de dentes durante o sono, que acomete cerca de 30% da população
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ntre os procedimentos estéticos mais conhecidos está a toxina botulínica, mais conhecida como botox. Quem nunca pensou em fazer o procedimento para suavizar as linhas de expressão? Pois é, boa parte da população recorre ao tratamento para retardar as famosas rugas. Mas os que poucos sabem é que o procedimento também é utilizado no tratamento odontológico e terapêutico. A toxina também reduz dores e disfunções na mandíbula, além de deixar o sorriso mais bonito. Sabe aquele sorriso em que a gengiva aparece mais do que deveria? Ele é suavizado com o uso do botox. Quem explica como funciona a técnica para o tratamento do sorriso gengival é o cirurgião dentista Marcos Ramos. “Essa exposição excessiva é tratada com o processo, que age diminuindo a contração muscular”. Num tratamento comum, o paciente recorria ao procedimento cirúrgico para retirar parte da gengiva exposta. Já com o uso da toxina botulínica, que é aplicada nos músculos responsáveis pelo sorriso, relaxa a musculatura
e melhora o sorriso. Bruxismo Um outra indicação feita pelos dentistas com o uso do botox é o bruxismo, o famoso ranger de dentes durante o sono, que acomete cerca de 30% da população brasileira. O principal sintoma é quando os dentes ficam desgastados e, consequentemente, doloridos. O bruxismo pode acarretar a destruição do osso e do tecido da gengiva. De acordo com Marcos Ramos, o tratamento com o botox é muito simples. A toxina é aplicada nos músculos masseter e temporal, que acaba por diminuir a tensão na região. O tecido passa a não ter força suficiente para promover o atrito e o problema deixa de existir. O efeito do botox para o bruxismo não é imediato, cerca de 4 dias depois é que ele começa a atuar. O tratamento dura cerca de 6 meses e o paciente pode retornar ao cirurgião-dentista para fazer uma nova aplicação. A reportagem encontrou uma paciente que teve dois dentes bastantes desgastados por conta do bruxismo. Após apelar para vários tra-
tamentos e resolver parcialmente o problema, Andressa Sobrinho, de 28 anos, começou a utilizar o botox. “Eu já não aguentava mais, meu marido sempre reclamava porque durante a noite eu continuava a mastigar e bater os dentes. Fiz alguns outros tratamentos que amenizaram o bruxismo, mas foi o botox que efetivamente resolveu o problema”, relatou. O intervalo mínimo entre uma aplicação e outra é de 4 meses, já que a ação do botox vai diminuindo com o tempo. Entretanto, Marcos Ramos alerta para os excessos. “A aplicação deve ser feita por um profissional capacitado. O organismo reconhece a substância como um corpo estranho e cria anticorpos contra ela. Por isso, o efeito vai diminuindo. Apenas o dentista vai poder fazer uma avaliação para a reaplicação”. Dores O botox também é utilizado para evitar as dores orofaciais. Boa parte da população também sofre com essa sensação dolorosa provocada por alterações na articulação, que liga a mandíbula ao maxilar. Ramos descreve que a
Profissional alerta para excesso e diz que somente a categoria pode reavaliar aplicação
área é cheia de músculos com ligamentos e ossos. Habitualmente, esse tratamento é realizado por meio de medicação específica. Mas, se o paciente optar pelo uso da aplicação, a dor é dissipada sem reações desagradáveis. De acordo com o cirurgiãodentista, que atende no Rio Negro Center, no centro de
Manaus, quase não há contraindicação para o uso do botox em tratamentos odontológicos. Ela pode ser aplicada de forma preventiva a partir dos 25 anos, mas há casos em que o botox é aplicado antes, com até 18 anos. Apenas pacientes alérgicos a ovo, grávidas e com doenças autoimunes devem evitar o uso.
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Uso estético A toxina botulínica pode ser usada para fins estéticos desde 2014. A autorização é do Conselho Federal de Odontologia (CFO). O dentista pode aplicar o botox em toda a face em procedimento estético não cirúrgico e até a altura das sobrancelhas em clínico-cirúrgicos.
| COMPORTAMENTO |
Oito sinais de desconexão em um relacionamento
Rotina e trabalho influenciam no problema
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Você já deve ter ouvido falar da importância da conexão para um casal. Estar conectado ao outro vai muito além de conversar ao fim do dia ou de dormir juntos. Quanto mais longo o relacionamento, maior a chance de desconexão. Isso porque a rotina, o trabalho, os filhos e a falta de tempo são fatores importantes que, se não administrados, contribuem para o distanciamento do casal. Segundo Denise Miran-
da de Figueiredo e Marina Simas de Lima, psicólogas, a conexão é algo muito particular de cada casal e pode ser afetada por diversos fatores, como pressão no trabalho, doenças na família de origem, entre outros. Para ajudar os casais brasileiros, Denise e Marina listaram os oito principais sinais que podem demonstrar que é hora de se reconectar. Confira: 1- Preferir usar o celular que conversar com o (a) parceiro (a); 2- Fazer atividades isoladas durante uma viagem; 3- Ficar sem sexo por um período prolongado; 4- Não abrir-se com o (a) parceiro (a); 5- Fazer programações sem incluir o parceiro;
6- Falta de tempo; 7- Falta de toque, abraços e carícias; 8- Falta de diálogo: A comunicação é fundamental para qualquer relacionamento. Se o diálogo é inexistente ou se o casal “economiza” nas conversas, é preciso atenção; “O casamento deve ser um espaço seguro em que o casal possa experimentar amor, alegria e objetivos em comum. Mais do que em qualquer outro relacionamento humano, a vida a dois é uma incrível experiência de conexão. Embora em algumas situações possamos ficar um pouco mais distantes, é possível melhorar, basta querer. Então, mãos à obra”, conclui Marina.
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