JANAILTON FALCÃO
Policia prende 20 e apreende três fuzis e uma metralhadora
Restaurantes seguem com empregos em
crescimento
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Economia 14
ANO XXX – Nº 9.723 – Manaus, sábado e domingo, 24 e 25 de fevereiro de 2018 – Presidente: Otávio Raman Neves – Diretor Executivo: João Bosco Araújo
Arthur quer verbas para venezuelanos
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Mães presas serão soltas pela Justiça Amazonas 6 LUIZ SILVEIRA/AGÊNCIA CNJ
Prefeito de Manaus diz que a cidade só estará apta a receber os venezuelanos que estão em Roraima (RR), com a garantia de verbas do governo federal e estadual.
MÁRCIO MELO
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Cresce o número de abusos sexuais
Zona Leste: o eldorado do comércio
no Amazonas
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Manaus, sábado e ddomingo, 24 e 25 de fevereiro de 2018
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Jã B Aú
Arcebispo Metropolitano de Manaus
Violência no campo Numa audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas foi mostrado um vídeo de uma ação de reintegração de posse realizada no município de Manacapuru. A cena choca pela truculência das forças policiais e pelo método empregado. Diante de crianças que choram, um trator equipado com uma pá niveladora investe contra uma moradia que é pouco mais que um casebre. Aparecem no vídeo galinhas de granja que pareciam ter sido libertadas do cativeiro. Isto tudo foi mostrado depois que a coordenadora da Comissão Pastoral da Terra leu um texto em que narrou os fatos ocorridos em janeiro a partir de uma ordem judicial concedida por um desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas. Num processo que já dura alguns anos, os camponeses foram surpreendidos por uma decisão que, segundo eles e advogados presentes, foi tomada sem respeitar o direito ao contraditório. As famílias que foram despejadas são formadas por pequenos agricultores que participam de programas de fomento federais e estaduais, e que também foram beneficiadas com programas de melhorias como o Luz para Todos. Muitos tem documentos de posse. Mas como no resto do território nacional, também no Amazonas existe uma bagunça fundiária que só causa confusão na hora de se determinar quem é o verdadeiro proprietário da terra. É tremenda a responsabilidade dos juízes, tal a gravidade das consequências de suas decisões. No caso em pauta eu me perguntei onde fica o direito da crianças e dos velhos numa situação destas. Onde
está a sensibilidade humana quando se reconhece os direitos de uma empresa destruindo vidas e semeando revolta e ódio? Não haveria outras soluções para resolver o conflito? Alguns sugerem que a terra seja desapropriada. Mas isto seria reconhecer o direito de propriedade de uma das partes, que receberia algo que não lhe é devido. E isto faz pensar numa armação para que grupos com influência nos poderes estatais estejam armando um circo para ganhar dinheiro fácil. Muitos agricultores pediam que o Estado defina de uma vez por todas de quem é a terra. Sem esta definição os conflitos vão se perpetuando. O grande pedido no entanto é que fosse suspensa a liminar. Fica difícil entender como funciona a segunda instância e que diferença faz o seu julgamento.A sensação que fica é que uma estrutura judicial que custa tanto aos cofres públicos, e isto significa que é sustentada pelo povo, faça tanto mal aos pobres, humilhando-os e menosprezando seus direitos. Ordem judicial não se discute, se cumpre e assim deve ser porque, do contrário teremos a barbárie. Mas isto não pode significar carta branca para os integrantes do poder judiciário que tem mecanismos próprios de auto correção. É importante que eles sejam ativados. Na história da superação da violência ou do seu recrudescimento, a violência estatal é a mais perversa. Ela é cometida por cidadãos armados para defender o povo. Em geral ela também é covarde pois ataca mulheres, crianças e homens indefesos. Aos que tem poder para fazer justiça, pedimos em nome de Deus que a façam.
Diretor Executivo do EM TEMPO
Nos tempos da Jojô Todynho Nada contra a figura “artística” e muito menos contra a pessoa da Jojô Todynho. Afinal, embora esteja dentro do panelão, pouca culpa lhe cabe pela produção desse sarapatel cultural ora a nós servido e cuja ingestão se pretende tornar obrigatória a toda a sociedade tupiniquim. Talvez, até mais do que isso, na verdade, se trate de um imenso caldeirão mundial, onde cada povo vai lançando seus próprios ingredientes e engrossando o caldo. Como o mundo virou aldeia global, difícil se tornou a distinção das preferências nacionais que tendem a se juntar e a se confundir nessa culinária, mas em que, como no preparo da nossa feijoada, sempre cada ingrediente acaba por manter a sua individualidade: charque é charque e, embora se confunda com a cor do todo, será sempre diferente do paio, da linguiça, do lombo e assim por diante. Só que, em sendo feijoada, mantém a estrita identidade da nação brasileira, mas, no caldeirão do mundo, são muitos e variados os ingredientes e os temperos, conforme a cultura de cada um dos povos partícipes. Se hoje entramos com a Jojô, com o Safadão, com o Latino, com as duplas Serragem e Cimalha, Maracas e Maresia, embora em outros tempos já tenhamos contribuído com Elizeth, com Elis e ainda hoje ofertemos Marisa Monte, Bethânia e outras e outros, geralmente relegados, acabamos por competir com o foie gras dos franceses, tipo Aznavour e Mireille Mathieu; com o t-bone dos americanos, tipo Leonard Cohen e Nina Simone. E por aí vai. O que está a nos acontecer não é um súbito, inesperado e inusitado acontecimento. Ao contrário, são os resultados de um processo que se vem arrastan-
do há muito tempo. Se a Anita não tivesse aberto as portas com as facilidades da sua graça, da sua sensualidade e das suas performances, muito mais do que com qualidade vocal, dificilmente a Jojô, e outras e outros, teriam tido o peito, ou a petulância, de se pretenderem ícones da musicalidade brasileira. Quanta falta do gongo do Ari Barroso, da frieza do Flávio Cavalcante e até da buzina do Chacrinha. Pobres Paulinho da Viola, Martinho da Vila, Milton, Chico, Caetano, Gil, João Bosco e tantos e tantos mais, hoje emudecidos, que nem se atrevem a lançar novos álbuns e, quando muito, aproveitam alguma dadivosa brecha acidental na TV para revelar uma composição. Para manter o foco apenas na produção musical, que é boa amostra da cultura de um povo, sem correr o risco do impossível e da ampla generalização da arte total, é preciso dizer que existem nichos de estilos diferenciados em todas as sociedades, quando exercem a musicalidade. Mas é fundamental que em cada um desses nichos a qualidade musical se realize e ao mesmo tempo se mantenha a fidelidade ao seu público consumidor. Por exemplo, as plateias que frequentam os grandes espetáculos do heavy-metal formam-se de um segmento da sociedade, que se vê retribuído pela gestação de músicos de altíssima qualidade, autênticos virtuoses nos seus instrumentos. Ou alguém pode negar tais méritos aos instrumentistas do Metallica, do Deep Purple, do Dream Theater, do Pink Floyd, do Led Zeppelin? O que não pode persistir no Brasil é essa prática inaceitável da popularização da música, não pelos seus méritos, mas pelas imposições das conveniências pecuniárias de certos conglomerados midiáticos. Assim, jamais será viável educar e conduzir a sociedade aos mais requintados patamares do gosto musical.
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Manaus, sábado e ddomingo, 24 e 25 de fevereiro de 2018
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Opinião
Opinião@emtempo.com.br
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Edtral
13h, com entrada gratuita. Grátis Os participantes da feira receberão um cupom por livro ou gibi que levarem ao evento. Este cupom permite a troca de livro por outro livro e gibi por gibi. Serão aceitos obras nas seguintes categorias: literatura geral, literatura brasileira, literatura da Amazônia, literatura infantojuvenil, gibis e livros relacionados à Amazônia, biografias e artes. Digital
Gihos e gmbis “Eu nunca voaria num desses aviões”, disse um dos integrantes das equipes que trabalham nas investigações da queda do avião que seguiria para Borba, na manhã da última quinta-feira, assim que decolou do Aeroclube do Amazonas. A frase é de quem entende do risco e tem motivo de ser. No decorrer da conversa, o especialista comentou que boa parte das aeronaves, de mesmo porte da que se espatifou com cinco pessoas a bordo, usa de gambiarras e gatilhos na sua manutenção. Isto explica, em parte, as constantes ocorrências. “É como se você levasse seu carro em uma oficina de fundo de quintal ao invés de uma concessionária. Podem utilizar peças usadas”, definiu a fonte.
Fiscalização
do essa semana e prevê o intercâmbio de informações nas áreas administrativa, civil, ambiental e eleitoral. O acesso aos sistemas e ao cruzamento de dados ou provas, além da troca de experiências entre os dois órgãos, também fazem parte do “pacote”.
A questão então não é a localização do aeroclube (numa área central), mas a fiscalização na manutenção dos aviões que decolam e aterrissam ali.
Feira
Acordo Acordo de Cooperação Técnica entre o Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público Federal foi assina-
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Acontece neste domingo a 18ª edição da “Feira de Troca de Livros e Gibis”, na Biblioteca Pública do Amazonas. O horário é das 9h às
O Detran-AM lança nesta segunda-feira a Carteira Nacional de Habilitação Digital (CNH-e) no Amazonas. O diretor-presidente do órgão, Vinícius Diniz, vai apresentar a novidade e explicar os procedimentos necessários para o uso da CNH Digital, que será acessada por meio de aplicativo instalado no smartphone e possui o mesmo valor jurídico da CNH impressa, sendo válida em todo território nacional. Download O aplicativo CNH Digital está disponível para download na Google Play e App Store. A CNH-e poderá ser solicitada apenas por motoristas que já possuem a CNH impressa, com código de barras bidimensional QR Code (Quick Response Code), item de segurança implantado nas CNHs de papel desde maio de 2017. Provas As provas do processo seletivo para o preenchimento de 30 vagas de estágio em Direito, na Defensoria Pública do Estado do Amazonas, serão realizadas neste domingo, no horário das 8h às 12h. Em Manaus, as provas acontecem no Instituto de Educação do Amazonas-IEA. Em Itacoatiara, na UEA, no bairro Jardim Florestal.
MÁRCIO JAMES / SEMCOM
DIVULGAÇÃO
Alau
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Para o posicionamento da Prefeitura de Manaus, que solicitou recurso estadual e federal para alojar os venezuelanos.
Para os responsáveis pelos pequenos aviões que fazem gatilhos e gambiarras para colocá-los no ar, arriscando vidas.
Impsse Ainda nem bem chegaram os imigrantes venezuelanos que virão de Boa Vista (RR) e já começou a discórdia para abrigá-los em Manaus. Definida pela Casa Civil do governo Temer, para 15 dias no máximo, a transferência de 180 deles para a capital amazonense, o impasse sobre a custódia dos imigrantes parece esquentar os ânimos entre a administração municipal e o governo estadual. Até o momento, a parte que cabe neste latifúndio não ficou bem definida, incluindo aí o próprio governo federal, autor da ideia. Fato é que o Estado acena com a possibilidade de ceder o abrigo e pagar as contas de luz e água do local, deixando para a prefeitura a parte de assistência social, limpeza, alimentação e saúde. O que irritou o prefeito Arthur Virgílio Neto, que não está muito disposto a pagar essa conta. De acordo com Virgílio, a soma atingiria facilmente a quantia de R$ 15 milhões por ano, o que provocaria uma baixa nas contas municipais, refletindo nos investimentos para a população manauara. Certamente a situação deverá se resolver no decorrer dos dias até a chegada dos hermanos, mas algo mais deveria ser avaliado melhor com relação a esse processo de acolhimento dos nossos vizinhos, vítimas das maluquices do Nicolás Maduro. O Brasil, vide São Paulo, Amazonas e Roraima, que oficialmente receberão os imigrantes, devem receber algum tipo de ajuda humanitária para ajudar nos gastos da manutenção dos venezuelanos. A própria chancelaria brasileira já deveria estar se mexendo para dar um status de “refugiados” aos imigrantes e assim obter ajuda internacional, como já é realizado em países do continente africano, Europa e Oriente Médio. Que venham os venezuelanos. Com toda certeza, serão bem recebidos pela tradicional hospitalidade da casa.
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Manaus, sรกbado e ddomingo, 24 e 25 de fevereiro de 2018
Manaus, sábado e ddomingo, 24 e 25 de fevereiro de 2018
Manaus
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manauseamazonas@emtempo.com.br | Thiago Monteiro
MARCELO CADILHE
Clima chuvoso ameaça árvores antigas do Centro Secretaria Municipal de Meio Ambiente faz manejo da arborização urbana com procedimentos de poda de equilíbrio, levantamento de copa e retirada de erva de passarinho Isabela Bastos
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Uma árvore tombou em novembro do ano passado na esquina da Barroso com Saldanha Marinho
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uedas e desastres que envolvem árvores antigas são comuns em Manaus, principalmente durante o período de chuva. De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmas), atualmente existem cerca de 1,3 mil árvores no centro da capital. Ela é uma das regiões que possui as plantações mais antigas, mas não há registro se elas são centenárias. Moradora da rua Barroso, a administradora Luciana Araújo levou um susto enquanto voltava para casa, neste mês. “Estava chovendo um pouco e quando passei ao lado de uma árvore, parte dela caiu ao meu lado”, disse. A administradora afirma que essa não é a primeira vez que esse tipo de situação ocorre nessa área. “Sempre que cai uma chuva um pouco mais forte ocorre alguma queda de árvore Centro”, conta. De acordo com a Semmas, desde
2013 existe um trabalho efetivo de manejo da arborização urbana, pelos menos duas vezes ao ano, com procedimentos de poda de equilíbrio, levantamento de copa e retirada de erva-de-passarinho”. Apesar dos cuidados, ainda podem ocorrer quedas, portanto é importante saber quais órgãos acionar em caso de riscos dessas ocorrências. Segundo a Semmas, o órgão é responsável pela concessão de autorização para procedimentos de corte e poda, mediante solicitação da pessoa interessada, nos casos em que a árvore apresente problemas. Caso a árvore esteja sobre fios elétricos ou correndo risco de cair sobre alguma fiação, a poda deverá ser feita pela Eletrobras Distribuição de Energia do Amazonas. Outro órgão que também realiza a poda de árvores é o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (Cbmam), porém, o órgão só pode ser acionado em caso de risco de vida iminente.
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Amazonas
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Amazonas
Manaus, sábado e ddomingo, 24 e 25 de fevereiro de 2018
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Setenta e sete presas vão ser soltas no Estado
DIVULGAÇÃO
Habeas corpus concedido nesta semana pelo Supremo Tribunal Federal vai beneficiar detentas amazonenses. Elas serão transferidas dos presídios para o regime domiciliar Nícolas Daniel Marreco
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pós a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de conceder o habeas corpus coletivo para mulheres, em todo o país, que estejam presas preventi-
vamente, sendo gestantes ou mães com crianças de até 12 anos, aproximadamente 4.560 serão beneficiadas com a prisão domiciliar até 20 de março. O prazo para os tribunais de todos os Estados executarem a resolução é de no máximo 30 dias.
Gestantes ou mães com crianças de até 12 anos vão responder crimes em liberdade no Amazonas
No Amazonas, 77 detentas receberão esse benefício. Mesmo sendo um direito com atenção especial às crianças, que prevê a cidadania, maternidade e liberdade, cerca de dois mil “brasileirinhos” estão atrás das grades com suas mães, segundo o relator do pedido ao tribunal superior, Ricardo Lewandowski. Em apelo, Lewandowski, juntamente com os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Celso de Mello, defenderam o pedido de advogados militantes dos Direitos Humanos, com o apoio da Defensoria Pública da União (DPU). A decisão abrange presas que estão em uma lista do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), submetido ao STF desde maio do ano passado. Amazonas No maior Estado da região Norte, as mulheres devem ser transferidas de presídios para o cárcere domiciliar, enquanto esperam a audiência de custódia da Justiça. Para o defensor público Fernando Mestrinho, a de-
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cisão chegou em boa hora para um cenário de negligências e desigualdades. “Um dos alertas que o STF tomou no momento da decisão foi o de justamente levantar a questão da banalização da prisão preventiva no Brasil. A prisão deveria ser em último caso, em uma situação excepcional e não recorrente. Se não há fundamentos para uma prisão, ela não deve acontecer. Apesar de cada caso ser diferente, o que se via eram juízes de custódia não analisarem corretamente os processos e acatarem a prisão preventiva”, disse Mestrinho. A liberação do habeas corpus é com base no artigo 318, do Código Processual Penal, em que diz que mulheres que foram presas preventivamente, ou seja, ainda esperam a decisão sentencial da Justiça, e que não foram envolvidas em crimes com uso de violência ou de grave ameaça podem recorrer à prisão domiciliar. A conversão da prisão também leva em conta a dependência da criança dos cuidados da mãe. Mestrinho afirma que a maioria das detentas no Amazonas, mães de crianças de até 12 anos ou ainda gestantes, estão dentro dos requisitos, pois a grande demanda é referente ao narcotráfico. Por ser considerado como um crime de baixa violência, elas podem recorrer à Justiça para a liberação da cadeia.
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Manaus, sábado e ddomingo, 24 e 25 de fevereiro de 2018
Polícia
Amazonas
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manauseamazonas@emtempo.com.br | Fabiane Morais
Abusos sexuais aumentam no AM MARCELY GOMES
Em 2016 e 2017, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) registrou 89 crimes dessa natureza no Estado Lucas Vitor Sena
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os últimos dois anos, a Justiça do Amazonas distribuiu 25 processos relacionados a assédio sexual de mulheres. Entretanto, dados da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) são mais alarmantes: em 2016, quando foram registrados 48 casos dessa natureza, e 41 crimes em 2017, totalizando 89. A professora Iolete Ribeiro, diretora da faculdade de psicologia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), conta que as redes
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Maioria dos casos de assédio sexual ocorre dentro do ambiente de trabalho, diz polícia
sociais têm colaborado para que a questão do assédio sexual ganhe visibilidade. “O ativismo nas redes contribuiu para que as pessoas pudessem entender o que é o assédio sexual, porque as pesso-
as passaram a entrar em contato com conceitos que não se viam ou ouviam tão facilmente”, afirma a professora. O assédio sexual pode vir acompanhado de assédio moral em al-
guns casos e ocorre de diversas formas: uma pessoa pode se aproximar da outra com segundas intenções, numa espécie de troca de favores; no trabalho, o chefe pode se aproveitar da sua posição de poder e assediar uma funcionária ou até mesmo funcionário; entre outras formas. “O assédio consiste no fato simples de o agente constranger a vítima. Acontece muito no ambiente de trabalho”, disse a delegada Débora Mafra, da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM). Conforme a advogada Ragelia Kanawati, as vítimas de assédio sexual não possuem um estereótipo identificado. “Há uma variação muito grande de gênero, idade e grau de instrução. Qualquer pessoa pode ser vítima de assédio”, explica Kanawati.
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Política
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Política
Manaus, sábado e ddomingo, 24 e 25 de fevereiro de 2018
politica@emtempo.com.br | Valéria Costa
Bancada vota pela intervenção, mas pede solução na fronteira DIVULGAÇÃO
Deputados e senadores do Amazonas cobram do governo federal uma ação mais firme no combate ao narcotráfico, na divisa entre Brasil, Peru e Colômbia, que tem o Estado como porta de entrada de entorpecentes para o resto do país Wal Lima
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Congresso Nacional aprovou na última terça-feira o decreto 9.288/2018, assinado pelo presidente Michel Temer, que autoriza a intervenção militar no Rio de Janeiro. Ao todo, foram 340 votos favoráveis contra 72 (uma abstenção) na Câmara dos Deputados e 55 votos a 13 no Senado. Na bancada amazonense, dos 11 parlamentares (entre deputados e senadores), apenas a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) foi contra, entretanto, todos levantaram a mesma preocupação: as fronteiras do Amazonas com Peru, Colômbia e Bolívia, os maiores exportadores de drogas em todo o mundo. Os dados repassados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas (SSP) reforçam a preocupação, pois, só no ano passado, aproximadamente 16 toneladas de drogas foram apreendidas no Estado, sem contar nos roubos que somam 43.288, homicídios com 961 casos, mais 63 latrocínios e 107 sequestros. Entre os deputados federais do Amazonas, Gedeão Amorim (PMDB), por exemplo, foi a favor da intervenção militar no Rio de Janeiro, na votação da Câmara. Ele chegou a propor, por meio das redes sociais, que uma intervenção também seja realizada no Amazonas, do ponto de vista estratégico. “Não adianta nós combatermos o crime organizado, estando ele já instalado, se não combatermos a origem dele. Já foi constatada, pelas autoridades e especialis-
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Bancada do Amazonas em Brasília, com exceção de Vanessa Grazziotin, votou pela intervenção no Rio de Janeiro
tas da área de segurança, que a principal porta de entrada de drogas e armamentos é pela tríplice fronteira (Brasil, Colômbia e Peru). Logo, a obrigação de aumentar a segurança neste local é da Polícia Federal, mas com uma equipe reduzida”, disse o deputado que está atuando como suplente de Sabino Castelo Branco (PTB), desde dezembro do ano passado. Alfredo Nascimento (PR) chegou a parabenizar o presidente Michel Temer pela proposta, declarando que ele acertou na iniciativa em resposta ao alto nível de insegurança no Rio por meio das tropas do Exército, mas também destacou as fronteiras do Amazonas como uma preocupação. “Precisamos olhar com mais atenção para as fronteiras do nosso país, evitando que mais drogas e armas entrem em nosso território. Sobre este assunto, pretendo me reunir diretamente com o presiden-
te Temer, para que juntos possamos encontrar soluções para enfraquecer, sufocar e acabar com as organizações das facções”, afirmou. Com um discurso similar, Silas Câmara (PRB), além de propor o controle das fronteiras, solicitou a integração das políticas e das inteligências, como ocorrido em 2014 na época da Copa do Mundo, com a transversalidade das políticas de segurança entre os Estados, municípios e União. “Não posso deixar de destacar que a segurança pública no país ficou para o ‘depois’. Se não tivermos uma solução para as fronteiras do Brasil, nós não estaremos causando uma solução para a segurança pública. Falta controle sob muitas ações. Voto sim, mas deixo aqui meu registro de indignação pelo total abandono e falta de planejamento que estamos sofrendo”, disse o deputado, momentos antes de votar na última terça-feira. No Senado Federal, os representantes do Amazonas continuaram a debater sobre o tema. O senador Eduardo Braga (PMDB) foi um dos que votaram “sim” ao projeto de Temer, mas também propôs a criação de um Sistema Integrado e Único de Segurança, como uma al-
ternativa para a segurança no restante do país. “Chegamos num limite extremo de Norte a Sul no país. Não podemos encarar a violência com naturalidade”, destacou o peemedebista. Omar Aziz (PSD) também foi favorável à matéria, mas deixou claro que para ele “não houve nenhum tipo de planejamento para a intervenção militar no Rio, pois o Exército vai combater a insegurança, mas não a causa para toda a violência, tanto na capital carioca quanto para o restante do país”. “O problema da violência não é só no Rio, mas de todos os 27 Estados do país. E todos sabemos muito bem de onde vêm as drogas e as armas para o nosso país, isso deve ser combatido. Isso não é uma causa política, mas sim social”, disse Omar, que ainda citou diversos nomes de políticos de partidos oposicionistas. Ao votar contra a intervenção, Vanessa questionou a legalidade e constitucionalidade do projeto, citando versos de uma carta escrita pelo Comandante General do Exército Brasileiro, Villas Boas, sobre a penúltima intervenção militar, realizada entre 2014 e 2015 no Complexo da Maré (Zona Norte do Rio).
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Política
Manaus, sábado e ddomingo, 24 e 25 de fevereiro de 2018
CNBB orienta fiéis sobre as eleições 2018 Dirigente da instituição católica, cardeal Sérgio da Rocha afirma que a Igreja vai defender candidatos que sejam comprometidos com questões sociais e a paz Ana Luíza Santos
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Igreja Católica se posicionou em relação às candidaturas para o pleito deste ano. Durante o lançamento da Campanha da Fraternidade 2018, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na Quarta-Feira de Cinzas (14), o presidente da instituição, cardeal Sérgio da Rocha, disse que a igreja vai defender candidatos que sejam comprometidos com questões sociais e a
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paz e “não aqueles que promovam ainda mais a violência”. “A igreja está orientando os próprios eleitores, não substituindo suas consciências, mas ajudando a formá-las”, afirmou o cardeal após a cerimônia de lançamento da campanha, que este ano tem como tema “Fraternidade e a Superação da Violência”. O cardeal se manifestou após ser questionado sobre a posição da igreja em relação aos candidatos das eleições 2018 que defendem a
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DIVULGAÇÃO
Dom Sérgio da Rocha durante o lançamento da Campanha da Fraternidade 2018, no início do mês
liberação de portes de armas em alguns casos, como o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) Em Manaus, a arquidiocese está em comunhão com a postura indicada pela CNBB no que diz respeito à orientação dos fiéis. O coordenador de pastoral da arquidiocese, Padre Geraldo Bendaham, afirma que a comunidade católica não pode concordar com a cultura da violência e deve ser a favor da vida
em qualquer situação. “Uma pessoa que pretende disputar um cargo político em nível presidencial deve ser, no mínimo, bem preparada. Colocar armas nas mãos das pessoas torna nossa sociedade, uma sociedade de assassinos. Se uma pessoa se diz cristã, católica ou evangélica não pode concordar com situações de morte”, disse. Ele apontou os Estados Unidos como exemplo de país onde o índice de mortes causadas por armas de fogo é altíssimo. Este ano, em apenas um mês e meio, o país norte-americano registrou 18 incidentes com vítimas causados por arma de fogo.
23/02/2018 22:29:41
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Política ‘A intervenção é um instrumento que está sendo testado’
Manaus, domingo, 25 de fevereiro de 2018
Ninguém quer presídio, porque não gera voto. Quando é escola, todo mundo quer para poder ‘cortar a fita’. Mas, em algum lugar do Brasil precisa ser construído e qual o problema de ser no Amazonas? Vai gerar emprego de agentes federais e para a construção e manutenção do prédio também. No Paraná e no Mato Grosso já possuem presídios e sem nenhum problema”
Fabiane Morais
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a semana em que o Brasil foi surpreendido com a aprovação do decreto nº 9.288, que prevê intervenção federal no Rio de Janeiro até o dia 31 de dezembro deste ano, o especialista em segurança pública, Hilton Ferreira da Silva, explica as particularidades da decisão e aponta como o Estado do Amazonas influenciou nas ações tomadas na cidade fluminense. EM TEMPO – Como uma segurança pública de forma eficaz no Amazonas, em anos anteriores, poderia ter impedido que o Rio
de Janeiro chegasse a uma intervenção federal neste ano? Hilton Ferreira – Fortalecendo as fronteiras. Atualmente, 15 homens fazem a segurança de toda a limitação territorial do Estado, quando o necessário seria ao menos 500. Deveria se fazer uma intervenção nas fronteiras secas e nas molhadas. Caso isso tivesse sido feito em anos anteriores, 80% da droga, que passa pelo Amazonas, não teria chegado até os traficantes do Rio de Janeiro. Com a realização de um “choque de ordem” aqui, o resultado será imediato. Essa intervenção no Rio de Janeiro, além do fortalecimento da segurança, possibilitará ainda uma renovação dos comandos militares corruptos. EM TEMPO – Com um sistema prisional crítico, o senhor acredita que ainda possa se chegar a um entendimento sobre a construção de um presídio federal no Amazonas? HF– Ninguém quer presídio, porque não gera voto. Quando é escola todo mundo quer para poder “cortar a fita”. Mas, em algum lugar do Brasil precisa ser construído e qual o problema de ser no Amazonas? Vai gerar emprego de agentes federais e para a construção e manutenção do prédio também. O Paraná e o Mato Grosso já possuem presídios e sem nenhum problema. Eu acredito que deva haver um estudo sobre um lugar adequado. Há uma intenção de se fazer em Iranduba, mas poderia ser feito ainda em São Gabriel da Cachoeira, que já conta com uma base militar estruturada. Pode ainda ter o pedido de uma compensação, permitir a construção de um presídio, mas também exigir uma troca, a construção de uma universidade, por exemplo, ou uma academia de polícia. EM TEMPO – A decisão pela intervenção assustou a população de outros Estados, pelo ineditismo. Mas, de modo geral, do que se trata esse decreto aplicado
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pela primeira vez no país, mas que está previsto na Constituição de 1988? HF – A intervenção federal é instrumento que está sendo testado. É um remédio constitucional, para ser aplicado quando o sistema de segurança pública é ineficiente. Com esta medida, foi designado um interventor, o general do Exército, Walter Braga Netto, que assumirá o comando militar da cidade. Esta decisão está gerando tanta polêmica, pelo fato de ficar explícito que o governo assumiu a incapacidade de não ter controle sobre a segurança. Além disso, como a responsabilidade da cidade está sob o controle de um general, acredita-se que isso seria início de uma intervenção militar. Mas, tanto o presidente da República Michel Temer (PMDB) quanto o Supremo Tribunal Federal (STF) e Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) poderiam ter solicitado aprovação deste decreto e poderiam ou não terem sido atendidos. Mas, como foi uma iniciativa do presidente, também criou-se muitas especulações. Muitas delas dizendo que seria para retirar a atenção da votação da reforma da Previdência. Mas, se foi, ótimo, ao menos a matéria não será apreciada agora. EM TEMPO – Na prática, como será a atuação durante este processo de intervenção pelos próximos nove meses? HF – Conforme diz o decreto, o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, a Polícia Militar e a Polícia Civil estarão sob os comandos do Exército. O texto falha por não incluir também agentes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. Com a ausência desta explicação, os adeptos da política de esquerda afirmam que isso se trata de uma interven-
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Manaus, domingo, 25 de fevereiro de 2018
MÁRCIO MELO
ção militar disfarçada. Isso significa que o Exército atuará sob estas instituições com estratégias para segurança, mas com utilização de instrumentos para a guerra, como os tanques. EM TEMPO – Até que ponto podem ser verídicos os comentários sobre possível morte de inocentes e falta de preparo do Exército nesta intervenção? HF – Essas afirmações de morte de inocentes geralmente vêm das pessoas “da esquerda”. Eles estão na oposição e tem que criar estas frases. O Exército possui um centro de treinamento em Campinas (SP) e, desde a década de 1980, ele já estava altamente preparado com inteligência e estratégia. Além disso, ao atuar em uma comunidade, por exemplo, ele não conta com o fator de afinidade e relacionamento com as pessoas da lo-
calidade. O Exército estará ali para fazer policiamento. Ele vai comandar os militares. E, sob a responsabilidade de um general com mais de 40 anos de experiência, será dado início a um processo de renovação daqueles que estão à frente da segurança no Rio de Janeiro. EM TEMPO – Durante o processo de atuação do Exército, haverão mandados de buscas coletivas, por exemplo? HF – Quando se aprovou a intervenção federal, as pessoas imaginaram logo os homens do Exército invadindo as casas de pessoas humildes e apontando fuzis para crianças. Mas, não é isso. Conforme a legislação, só é possível adentrar uma residência com permissão do dono, em flagrante delito ou com ordem judicial. É somente com esta autorização do juiz que o Exérci-
Especialista em segurança pública, Hilton Ferreira fala sobre a intervenção federal do Rio, que é prevista na Constituição
to poderá entrar em residências. O que vai acontecer, por exemplo, é que depois de um estudo estratégico, o agente poderá solicitar em juízo a entrada em casas de números 30 a 35. Isso porque foi analisado que certo infrator costuma se esconder nestes locais. Existem satélites que buscam por números de casas e placas de carros. Então é só mostrar dados concretos ao juiz, que ele determinará a entrada ou não em certa residência.
Política
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Quando se aprovou a intervenção federal, as pessoas imaginaram logo os homens do Exército invadindo casas de pessoas humildes e apontando fuzis para crianças. Mas, não é isso. Conforme a legislação, só é possível adentrar uma residência com permissão do dono, em flagrante com ordem judicial”
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Manaus, sábado e ddomingo, 24 e 25 de fevereiro de 2018
C Hb
Com André Brito e Tiago vasconcelos
“Eu não serei candidato”
Presidente Michel Temer ao jornalista José Datena, negando que pretenda reeleição
Candidatura de Meirelles derrubou nota do Brasil Não foi apenas o adiamento da reforma da Previdência que derrubou a nota do Brasil pela Fitch, agência de classificação de risco. Também contribuiu na avaliação negativa a declaração do ministro Henrique Meirelles (Fazenda) admitindo pela primeira vez que quer disputar a Presidência. Sua candidatura é má notícia porque ele é considerado um fiador da economia, e isso o forçaria a deixar o cargo em abril. Ele só pensa naquilo O ministro da Fazenda afirmou que “contempla” uma candidatura a presidente, mas não é apenas isso. Ele só pensa no assunto. Campanha estruturada Henrique Meirelles é o único pré-candidato a agir como candidato oficial. Ao contrário dos demais, ele já tenta contratar um marqueteiro. José Múcio na vice Um dos sonhos de Henrique Meirelles é contar como vice com o amigo nordestino José Múcio, ministro do Tribunal de Contas da União. Meirelles já viu isso O Brasil teve nota BB- da Fitch foi em 2004, no governo Lula, mas em viés de alta de B+. Meirelles era o presidente do Banco Central. Deputados mal voltaram e já gastaram R$
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9,7 milhões Desde o dia 1º de janeiro os deputados federais torraram quase R$ 10 milhões (R$9,69 milhões) com ressarcimentos do “cotão parlamentar”, que faz o reembolso das despesas dos parlamentares. O Congresso teve recesso oficial entre 20 de dezembro e 8 de fevereiro, mais 12 dias de folga de Carnaval. Retomaram os trabalhos só no dia 19 de fevereiro. Senadores gastaram R$ 353.619,41 no mesmo período. Até férias custam caro Nos 60 dias de 2018, quando o Congresso não funcionou, deputados e senadores tiveram R$ 10,1 milhões ressarcidos com o “cotão”. Você é quem anca Somente no ano passado, a “cota parlamentar” usou R$ 242,2 milhões dos contribuintes para ressarcir as despesas de suas excelências. Desde 2015 Eleitos em 2014, deputados (e mais os senadores) usaram R$ 727,7 milhões do “cotão parla-
mentar” nos últimos 37 meses.
rios (Antaq).
Prioridade de menos O presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) vai reunir líderes da Câmara para debate sobre segurança pública. Apesar da intervenção, o tema não é prioridade: a reunião será na terça para manter a folga da segunda.
Hora da extinção Dependendo do titular, cabia ao Ministério da Justiça manter relações institucionais com os demais poderes, incluindo a articulação política. Isso já não existe. E o que sobra de bom vai para o Ministério da Segurança Pública. A pasta da Justiça perdeu sentido e importância.
R$385 ilhões em impostos O Impostômetro, que contabiliza impostos pagos pelo contribuinte brasileiro, ultrapassou neste sábado a marca de R$ 385 bilhões pagos apenas em 2018. Suficiente para comprar 391 mil Porsches Panamera. Números do sufoco Não é fácil a vida de quem cuida das contas do governo estadual do Rio de Janeiro: todos os meses precisa juntar uma montanha de dinheiro para pagar salários a 456.100 servidores, ativos e inativos. Utilidade Um grupo de grandes empresas americanas – Lockheed Martin, Boeing, SpaceX e Vector – visitou o Brasil em dezembro para negociar o aluguel do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. Planejam lançar foguetes e satélites ao espaço na altura do equador. Intervenção em deate A maior rejeição à ideia de intervenção federal na segurança pública no seu próprio município é de alunos universitários: 36,4% não querem o Exército em suas cidades. O levantamento é do Paraná Pesquisa. Boas notícias O transporte de cargas utilizando rios aumentou 31,5% no ano passado em relação a 2016. Foram mais de 37 milhões de toneladas, segundo o anuário da Agência Nacional de Transportes Aquaviá-
Evite galo na caeça Brasília sediará, em abril, o Airport Infra Expo 2018, grande evento de infraestrutura aeroportuária. Roga-se usar capacete ao transitar no aeroporto da capital, onde vez por outra desaba um pedaço do teto. Pensando em… …dor maior que a derrota por 7x1 para a Alemanha é o Brasil perder para a Argentina no quesito corrupção.
O poder sem pudor Burro esperto O general-presidente Arthur da Costa e Silva tinha um ar sombrio, até pela paternidade do Ato Institucional nº (AI-5), que instaurou a ditadura no Brasil, mas ele também tinha seus momentos de bom humor. Ao final do expediente, vez por outra, chamava os auxiliares mais próximos para uma rodada de uísque em seu gabinete, no Planalto, e sempre perguntava: “Qual a última piada a respeito da minha burrice?”. Os assessores, claro, desconversavam, então ele próprio tratava de contar uma delas. Depois, batia sua mão enorme sobre a mesa para sublinhar, dando uma gargalhada: - Eles são gênios, mas quem está sentado aqui sou eu, o burro!
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economia@emtempo.com.br | Alyne Araújo
Zona Leste é ‘mina de ouro’ do comércio local MÁRCIO MELO
Com um grande número de consumidores, essa região da cidade se torna cada vez mais atrativa para comerciantes dos mais variados segmentos Joandres Xavier
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comércio varejista e atacadista da Zona Leste de Manaus apresentou expansão contínua nos últimos anos que antecederam a crise econômica. Com um dos maiores mercados consumidores da cidade, a área se torna cada vez mais atrativa para abrigar novos empreendimentos e negócios. O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), Ralph Assayag, contou que a área inicialmente foi ocupada em grande parte por invasões e, em pouquíssimo tempo, se tornou alvo de grandes negócios, chegando até a ser chamada de “El Dorado”, nome que faz referência à lenda da cidade de ouro, do descobrimento da América. Há dez anos iniciou-se uma triagem nos estabelecimentos, o que resultou em grande número de fechamentos daqueles que não tinham competência para atuar. “Nos últimos 5 anos o comércio vem melhorando na Zona Leste, prova disso é a abertura de shoppings, que puxam para cima a qualidade de serviços, com diferentes tipos de loja e facilidades na forma de pagamento”, avalia Assayag. Mais recentemente, a região ganhou a implementação do maior shopping das redondezas, o centro de compras da avenida Grande Circular. De acordo com a própria CDL-Manaus, a Zona Leste tem, aproximadamente, 11 mil estabelecimentos comerciais dos mais variados tipos, e outros 3 mil a 4 mil que ainda estão na informalidade. Área populosa O empresário explicou que a Zona Leste ainda é uma área crescente porque tem população densa e grande que precisa de consumo.
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Para alguns empresários, a Zona Leste tem “vida própria”, pois o consumo na área é grande
“Restaurantes de boa qualidade estão sempre cheios. Nesses últimos 3 anos, se não fosse a crise - período em que todos os estabelecimentos registraram crescimento - a Zona Leste estaria de visual e qualidade, tanto de residência quanto de lojas, bem melhores”, comentou. No que diz respeito à comparação, o centro comercial de Manaus tem, aproximadamente, 5 mil estabelecimentos comerciais de produtos e serviços, o que inclui lojas, hotéis, restaurantes, entre outros. O número é menos da metade do que se tem registro na Zona Leste. Os segmentos destaques na área continuam sendo material de construção e alimentação. Local importante Para o empresário Antônio Azevedo, a Zona Leste tem “vida própria” e densidade de consumo grande, como se fosse outro município, separado de Manaus. “É tão importante que apenas naquela região tem três shoppings, um deles recém-inaugurado”, ressaltou. “É uma população que vive praticamente como autônomos e avulsos. A crise aumentou ainda mais a informalidade, mas as pessoas
estão empregadas e ocupadas gerando renda e consumindo. É um comercio nervoso, agitado, muita gente andando, é uma zona muito importante”, analisou Azevedo. Uma das maiores empresas da cidade, o grupo DB, tem a Zona Leste como um dos maiores mercados consumidores da cidade. O gerente de marketing do grupo, Guto Cobert, analisou que a Zona Leste depois da Zona Norte, é a região mais populosa e, consequentemente, tem mais concentração do comércio de varejo e atacado. “Nossas unidades nessa área da cidade tem um grande fluxo”, destacou. O proprietário do grupo comercial Tropical, Alan Bandeira de Melo, destacou que a Zona Leste tem um perfil de habitantes de poder aquisitivo médio, mas como é a segunda zona mais populosa da cidade, consequentemente tem maior número de consumidores. “Nossa atuação é muito forte na Zona Leste, especialmente no atacado”, comentou.
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Restaurantes e hotéis reduzem o desemprego No último trimestre de 2017, com 45% de contratações a mais, os segmentos impulsionaram a redução do desemprego no Estado em relação ao mesmo período de 2016 Emerson Quaresma Joandres Xavier
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Segmento também contratou mais no último trimestre de 2017 em relação ao período anterior
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s restaurantes e hotéis foram responsáveis pelo maior volume proporcional de contratações de mão de obra, no último trimestre de 2017, em relação ao trimestre de 2016, e impulsionaram a redução do índice do desemprego no Amazonas, que caiu 1,3%. As contratações dos segmentos cresceram 45,7% no período estudado, seguido das atividades formadas por informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com 26,6%. Os dados constam na Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), do IBGE-AM (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística no Amazonas), divulgado na sextafeira (23). O estudo mostra ainda que, os restaurantes e alojamentos também registraram alta de 20,5%, em relação ao trimestre anterior, seguidos da construção civil, que cresceu 1,9%. No item posição na ocupação, com 10,3% o número de empregados no setor privado, sem carteira assinada, apresentou a maior alta na variação levantada. Conforme o estudo, com 246 mil pessoas, o desemprego no Amazonas, Região Metropolitana de Manaus e cidade de Manaus, diminuiu 2,5%, 2% e 2,2%, respectivamente nos últimos três meses de 2017, em relação ao trimestre anterior. Nos últimos meses de 2017, o Amazonas tinha 241 mil pessoas desempregadas, um número 7,7% menor que o mesmo período de 2016. O supervisor de disseminação do IBGE no Amazonas, Adjalma Nogueira, diz foi o melhor resultado de 2017, com saldo na posição da desocupação no Amazonas. “Foi positivo e trouxe boas
notícias para o Estado e para os trabalhadores. A formalidade ou informalidade será consequência das condições econômicas nos próximos meses”. Quando se comparam os resultados do quarto trimestre de 2017, com o terceiro, os números são ainda melhores. De julho a setembro de 2017, 287 mil pessoas estavam desempregadas no Amazonas. Esse número caiu para 241 mil pessoas desempregadas nos meses de outubro a dezembro. Nogueira afirma também que, se os resultados continuarem apresentando melhoras na situação econômica do Amazonas, com crescimento potencial do comercio, da indústria e dos serviços nos últimos meses, certamente a desocupação vai cair e a empregabilidade vai aumentar ainda mais. A massa de rendimento, que é a soma de todos os salários de todos os trabalhadores do Estado também cresceu no Estado, alta de 23%, atingindo no último trimestre 2017 o total de R$ 2,647 bilhões. Comparando com o mesmo período de 2016, o incremento em dinheiro foi de R$ 495 milhões. “Quando essa massa aumenta, significa que o poder aquisitivo e a renda do trabalhador melhoram, não só do que já estava trabalhando, como do que entrara no mercado de trabalho durante o trimestre”, completa Adjalma. Apelo O IBGE também fez um apelo em nível nacional para que os moradores não ignorem os pesquisadores e os recebam em suas residências. “Queremos pedir aos amazonenses que, independentemente da condição social, recebam os pesquisadores do IBGE. Mas antes identifiquem corretamente o pesquisador, só depois permita o acesso”.
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Economia Diferenciais são a aposta para atrair mais alunos
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DIVULGAÇÃO
De um milhão de alunos da educação básica no Amazonas, 100 mil são da rede privada, que investe cada vez mais em novos atrativos
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Alunos do colégio Martha Falcão, por exemplo, já têm acesso a diferenciais na educação
om base no último Censo Escolar, produzido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), das 5.436 escolas de educação básica no Amazonas, aproximadamente 300 pertencem à rede privada. Metodologia diferenciada e tecnologia em educação são alguns diferenciais dos estabelecimentos de ensino particulares, que atraem ainda mais consumidores. Na educação básica, onde atenção à formação educacional é mais importante, as escolas particulares acabam saindo na frente. “E para algumas famílias há fatores que tam-
bém pesam bastante no momento em que vão escolher onde matricular seus filhos, como a localização, a tradição da instituição, por exemplo”, destacou a presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Estado do Amazonas (Sinepe-AM), Elaine Saldanha. Atrativos O levantamento do Inep também apontou que dos 44.212 docentes na rede básica no Amazonas, cerca de 4.570 são da educação privada. E do total de mais de um milhão de alunos matriculados na educação básica no Amazonas, cerca de 100 mil deles fazem parte da rede privada. “E neste ano, as instituições realizaram uma série de ações para fidelizar e ainda atrair novos alunos, como convênio com empresas parceiras, desconto na mensalidade, promoção com sorteio de notebooks e a capacitação da equipe que faz o atendimento aos pais que buscam a escola para conhecer”, disse Elaine. Para a dirigente, os educadores devem investir cada vez mais em capacitação, abraçar novas tecnologias, levar criatividade e inovação para a sala de aula e contribuir para o desenvolvimento de competências, como o pensamento crítico, entre outros fatores.
A era do Marketing de Influência
Recorrendo aos conhecimentos da autora Martha Gabriel – especialista em Marketing Digital e Educação – e fazendo uma releitura de seus ensinamentos sobre a área: “O marketing sempre foi e sempre será aquela atividade que busca trocar e agregar valor à marca, fazendo com que pessoas vejam vantagens em aderir a ideias ou adquirir produtos e serviços.” Tendo isso em mente, fica fácil entender que o Marketing Digital continua atendendo aos princípios do marketing tradicional, usando como exclusivo meio de propagação o ambiente virtual, batizado de mídia online. Tudo que é feito e pensado fora do contexto digital passou a ser denominado mídia offline. O marketing digital é fruto da ascensão e popularização da internet. Hoje, qualquer pessoa pode ter acesso a uma rápida conexão diretamente de um smartphone, abrindo inúmeros canais de comunicação entre empresas e potenciais clientes. O marketing viu nesta grande porta aberta uma oportunidade ímpar de se tornar mais acessível ao seu público-alvo. A internet tornou a todos potenciais clientes. Ponto de vista Na minha opinião, o marketing digital não se configura em uma vertente diferente do marketing tradicional, propagado em sua essência por Philip Kotter. Ele sempre vai atender aos princípios pré-estabelecidos em seus primórdios, onde estão impressos a razão da sua existência como atividade profissional. O marketing digital é apenas uma evolução do marketing, com aplicação às plataformas digitais. Como a área da comunicação necessita acompanhar as novas formas de interação estabelecida entre os seres, o marketing apenas se apropriou desse novo ambiente virtual para se fazer presente e buscar a resolução dos seus objetivos. Esse é um caminho sem volta e que tem trazido grandes resultados ao modo clássico de se propagar ideias, produtos e ser-
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viços. Como as empresas se renderam ao Marketing Digital? No início da criação da internet, apenas grandes empresas viram a necessidade de marcar território nesta vasta rede virtual. A grande maioria se viu diante dos seguintes questionamentos: 1. Será que devo me expor na internet? 2. 2. E se não conseguir controlar o que falam da minha empresa? 3. Devo montar uma equipe exclusiva para monitorar minha imagem virtual? 4. Como me livro das críticas atribuídas a mim nesta rede mundial de computadores? Foram precisos anos de experiência acumuladas na rede, para que as empresas entendessem a real importância de manter um canal oficial na internet. Hoje, é inadmissível que até a menor das empresas não tenha o seu canal aberto na internet. O marketing conseguiu mostrar que uma boa gestão desse canal virtual traz mais vantagens à empresa do que incômodos. É por meio desse canal oficial que a empresa se posiciona e responde com propriedade às críticas as quais está submetida. Sem esse canal aberto seria impossível reverter as críticas recebidas. Como o Marketing Digital se apropriou das redes sociais A internet propiciou a criação das redes de interação social, que hoje congregam um sexto de toda população mundial conectada a ao menos a uma delas. Para o Marketing Digital, as redes sociais são ambientes perfeitos para se estabelecer relacionamento com o cliente. Uma espécie de SAC 2.0, onde tanto a empresa como seus clientes têm voz ativa. Um canal de comunicação e relacionamento aberto 24 horas. As redes sociais permitiram o aprimoramento do contato da empresa com seu público, deixando para trás a comunicação institucional para se estabelecer uma comunicação interpessoal. Com isso, migrou-se do modelo web do passado, onde apenas grandes portais empresariais transmitiam sua mensagem, para atingirmos o
ponto onde há a efetiva participação do cliente, que também passou a produzir conteúdo junto com a empresa. Quais as vantagens advindas da evolução do Marketing Digital? Já faz algum tempo que se mostrava uma vantagem competitiva estar presente na internet. Hoje, passou a ser uma obrigação de qualquer empresa. No passado, a principal vantagem era ser pioneiro. Os desafios da atualidade estão em desenvolver meios diferentes de interação do que a grande maioria das empresas vem adotando. Estabelecer uma forma diferenciada de atender o cliente. Isso contempla o lançamento de novos tipos de serviços voltados a facilitar a vida do cliente. Um exemplo clássico de uma empresa que soube se apropriar das vantagens do ambiente virtual para fazer algo diferente é do Banco Itau. Há anos atrás, quando a empresa empenhou campanha para diminuição da emissão de papel de boletos enviados aos correntistas ela passou a adotar a emissão por email. Com isso, conquistou não só a diminuição dos custos revertidos para impressão e envio de boletos para as casas dos correntistas, como também foi um dos primeiros a lançar essa tendência. Hoje, há empresas que oferecem desconto na fatura quando essa é enviada eletronicamente. A principal vantagem do digital, em um primeiro momento, é usufruir da acessibilidade e da diminuição de custos, menores do que os da atividade analógica. Outra grande vantagem é a possibilidade de se analisar toda e qualquer ação dos internautas que ocorre dentro da internet, por meio das métricas de acesso deixadas. Por meio delas fica-se sabendo horário de acesso, faixa etária, localidade, quais caminhos foram percorridos para chegar até a página da empresa, dentre outras informações importantes para definir perfil de interesse pela página da sua empresa. Tendências ditadas pelo Marketing Digital Agora que você entendeu como se apropriar qualitativamente do Marketing Digital, aproveitamos para lhe mostrar algumas tendências que
não podem ficar de fora da sua estratégia virtual para dar visibilidade às suas ideias. Anote ai e bons resultados para suas campanhas: 1. Convergência Não importa se você vai marcar a presença da sua empresa na internet agora ou se já está presente há tempos, o que você precisa garantir é que sua página seja programada para convergir com os sistemas operacionais dos smartphones (IOs e Android). Mais da metade dos acessos hoje são provenientes dos celulares. É preciso que sua página esteja preparada para ser acessada por eles, adequadamente. 2. Humanização das relações empresariais Entenda que a internet criou uma importante ponte entre as empresas e as pessoas. Para tirar o máximo de proveito disso, seja mais pessoal do que institucional, principalmente nas redes sociais. As pessoas criam vínculo com pessoas e não com instituições. Humanize suas relações comerciais e colha excelentes resultados com isso. 3. Bots (robôs virtuais) Os robôs virtuais chamados de bots são criações da inteligência artificial e ajudam os seus usuários a receber um bom atendimento pela internet pois foram programados para isso. Com o seu uso é possível facilitar o atendimento virtual fazendo um perfeito filtro antes de encaminhar para o atendimento direto, atrelado à área comercial ou de relacionamento da empresa. 4. Realidade aumentada Tecnologia utilizada para permitir a sinergia entre o mundo real e o virtual. Por meio dela é possível inserir elementos virtuais em um ambiente físico, captado por uma webcam ou a câmera de um smartphone. Solução interessantíssima para quem trabalha com produtos diversos e serviços que permitem mostrar o resultado final aplicado à realidade do cliente. Fizemos uma homenagem ao Dia do Publicitário com um conteúdo especial voltado para você! Acesse.
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redacao@emtempo.com.br | André Moreira
SUS atendeu 2,3 mil vezes mais venezuelanos em Roraima Um exemplo da sobrecarga no Sistema Único de Saúde são os 180 partos de venezuelanas em janeiro, em apenas uma das maternidades de Boa Vista
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secretário de Saúde de Roraima, Marcelo Batista, afirmou nesta semana que o volume de atendimentos aos venezuelanos nas unidades hospitalares do Estado, no ano passado, foi 2.349 vezes maior do que o de 2014. Batista informou que, no ano inicial de referência, a rede atendeu 766 pacientes venezuelanos e em 2017, 18 mil. Um exemplo da sobrecarga no Sistema Único de Saúde (SUS) são os 180 partos de venezuelanas feitos ao longo de janeiro, em apenas uma das maternidades que atendem pelo SUS. Normalmente, a média era de 15 a 20 partos por dia, lembrou Batista, que participou da reunião da Comissão Intergestores Tripartite, na sede da Organização da Pan-Americana da Saúde (OPAS), em Brasília, no decorrer desta semana. Marcelo Batista comentou sobre o cenário relativo ao sarampo no Estado, onde já foram notificados oito casos da doença, dos quais sete ainda estão sob investigação. A confirmação da enfermidade em uma criança venezuelana, confirmada no último dia 11, por profissionais da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), rompeu um quadro epidemiológico estável no país, que, desde 2015, havia vencido totalmente o sarampo. “A partir dessa confirmação, tentou-se fazer o bloqueio [da cadeia de transmissão do vírus] de todas as pessoas com quem a criança teve contato, pois ela vivia em um abrigo e depois foi morar em uma praça”, disse o secretário. O sarampo, cujos sintomas mais brandos incluem febre, erupções cutâneas e conjuntivite, pode, em um grau mais severo, afetar o estado nutricional de crianças acometidas pela doença, originando até mesmo pneumonia. O Fundo das Nações Unidas para a
Infância (Unicef) denunciou, no fim de janeiro, a desnutrição infantil entre os venezuelanos, problema que se torna mais grave se for levado em conta o fato de que a letalidade do sarampo é elevada quando os infectados vivem em condições socioeconômicas desfavoráveis. Grande parte dos venezuelanos que chegam ao Brasil tem permanecido em espaços públicos, motivo pelo qual São Paulo e Manaus vão acolher esses estrangeiros. A prefeitura de Boa Vista, hoje, com aproximadamente 332 mil habitantes, estima que cerca de 40 mil venezuelanos tenham deixado o país natal e passado a residir na capital roraimense, após o agravamento da crise econômica e política. Marcelo Batista destacou a inexistência de uma “barreira sanitária” em cidades adjacentes à Venezuela, como Pacaraima, que, situada a 200 quilômetros de Boa Vista, foi parte do itinerário percorrido pela menina de 1 ano, que foi trazida ao Brasil pela mãe. Segundo o secretário, tal barreira, que consistiria na restrição de entrada de quem não foi devidamente imunizado, é prioridade máxima. “Pedimos diariamente que isso seja regularizado, para que lá na fronteira seja cobrada a carteira de vacinação e que seja instalado, no local, um posto de vacinação.” De acordo com o secretário, na capital, a cobertura vacinal é de 80%
na primeira dose e 79% na segunda, índices inferiores aos 95% preconizados pelo governo federal. Ele destacou que a situação em municípios interioranos, como Cantá (a 30 quilômetros da capital) e na “bastante povoada” Rorainópolis (a 290 quilômetros no sul do Estado), é ainda mais crítica. As duas cidades têm população estimada, respectivamente, em aproximadamente 16,9 mil e 28,2 mil habitantes, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e Pacaraima, em torno de 12,3 mil. Dados divulgados em 2014 indicam que as taxas de mortalidade infantil são de 24,86; 22,62; e 14,79 óbitos a cada mil nascidos vivos. A orientação do Ministério da Saúde é que as doses de vacina sejam fornecidas a pessoas com idade entre 12 meses e 29 anos. A primeira dose deve ser aplicada aos 12 meses, com a vacina tríplice viral. Aos 15 meses, recomenda-se a vacina tetra viral, que corresponde à segunda dose da tríplice viral e uma dose da vacina (varicela). Pessoas na faixa de 30 a 49 anos devem receber uma dose da vacina tríplice viral. Na quarta-feira (21), a Secretaria Estadual de Saúde de Roraima emitiu um alerta para que todas unidades de seu sistema reforcem a vigilância contra o sarampo e notifiquem a ocorrência de qualquer caso suspeito em até 24 horas.
Crianças são vacinadas por conta do surto de sarampo
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redacao@emtempo.com.br | André Moreira
Europa tem aumento de 400% em casos de sarampo Dos 53 países europeus, 15 tiveram surtos de sarampo, principalmente a Itália, a Romênia e a Ucrânia
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inistros da Saúde de 11 países europeus reuniramse esta semana na República de Montenegro, nos Bálcãs, para debater soluções para o enfrentamento do surto de sarampo no continente e a importância da imunização. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Europa teve um aumento de 400% nos casos da doença no ano passado, na comparação com 2016. A
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Doença infecciosa aguda, viral e transmissível, o sarampo virou uma epidemia na Europa
informação é da ONU News. O sarampo afetou mais de 21,3 mil pessoas na Europa em 2017, das quais 35 pacientes morreram, informou a OMS. A diretora regional da organização na Europa, Zsuzsanna Jakab, declarou que “cada pessoa com sarampo é um lembrete de que crianças e adultos sem vacinação têm risco de contrair a doença, que é contagiosa”. De acordo com ela, o total de casos e de mortes no ano passado “é uma tragédia que simplesmente não se pode aceitar”. Zsuzsanna destaca que eliminar sarampo e rubéola é uma meta prioritária para todos os países do continente. A OMS disse que, dos 53 países europeus, 15 tiveram surtos de sarampo, principalmente a Itália, a Romênia e a Ucrânia. Nestas nações, houve declínio da cobertura de vacinação de rotina, o que gerou aproximadamente cinco mil casos ou mais em cada país. Alemanha, Bélgica, Bulgária, França, Espanha, Reino Unido e Rússia também tiveram centenas de casos de sarampo no ano passado.
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Vale vaga na final
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ast Clube e Rio Negro fazem, neste domingo (25), às 16h, na Arena da Amazônia Vivaldo Lima, uma das semifinais do Campeonato Amazonense. Em campo, além da tradição das duas equipes, o jogo vale vaga, na decisão, a possibilidade de lutar pelo título do primeiro turno do Barezão e ainda sonhar com a garantia de um calendário extenso para 2019. Para repetir o feito da conquista do título amazonense em 2015, após 43 anos, o Fast resolveu fazer uma preparação diferente e passou cerca de 20 dias na Venezuela, inclusive com jogos e treinos, com equipes da 1ª e 2ª divisão do país vizinho. Para o volante Roberto Dinamite, apesar do momento difícil vivido recentemente pelo clube com a questão do Tribunal De Justiça Desportiva do Amazonas (TJDAM), ele acredita muito na força do elenco tricolor. “Estamos bem e confiantes de que tudo o que conquistamos foi dentro de campo. O Rio Negro tem uma boa equipe, um gran-
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de técnico e conhecedor do nosso campeonato, mas vamos procurar colocar em pratica aquilo que treinamos. Esperamos sair com o resultado positivo”, diz o volante. Campeão estadual pelo Tricolor de Aço em 2015, o lateral-esquerdo André Luís vive a expectativa de jogar contra seu ex-clube. Para ele, será um confronto difícil, mas com possibilidades reais do Galo da Praça da Saudade chegar à decisão. “O jogo está aberto, temos condições de vencer, assim como eles também. Vejo equipes muitos iguais neste ano, então se prevalecer o equilíbrio, temos condições reais de passar”, avalia. Final antecipada A cidade de Itacoatiara será palco de uma verdadeira dec i s ã o de campeo n ato. Única equipe invicta e com a melhor campanha no Estadual, o
Penarol enfrenta o Manaus, às 16h, no Floro de Mendonça, em Itacoatiara. A expectativa em cima do jogo é grande, e a torcida do Leão da Velha Serpa promete lotar o estádio, com a perspectiva de que tenha o maior público e renda do Barezão. Mesmo jogando em seus domínios, o treinador do Penarol, Carlos Tozzi, atribui todo o favoritismo ao adversário, pela qualidade da equipe e pelo bom momento na tempora-
DIVULGAÇÃO /PENAROL
JANAILTON FALCÃO
Em Manaus, Fast e Rio Negro se enfrentam na Arena da Amazônia Vivaldo Lima, enquanto o Penarol recebe a visita do Manaus FC em Itacoatiara
da. “Vai ser uma partida muito boa para se jogar, mas o Manaus é o favorito, porque gastaram muito. A diretoria do Penarol está fazendo o melhor para nós, dentro da possibilidade deles, mas o grupo está focado na partida, como sempre estiveram nas outras”, avisa. Com bom desempenho na temporada até o momento, o Gavião não terá vida fácil em Itacoatiara. O técnico Wladimir Araújo reconhece o grau de dificuldade de encarar o Penarol em casa e com apoio da torcida. Segundo ele, apesar disso, a meta da equipe é voltar para Manaus com a vaga na final. “É um adversário forte jogando em seus domínios. Temos que respeitar muito, mas a equipe sabe como o Penarol joga e vamos para Itacoatiara em busca de alcançar nossos objetivos. Eles sabem que nossa equipe vem de um grande jogo com o Nacional, e a motivação é total. Espero fazer um grande jogo, buscar o resultado, chegar na decisão e depois conquistar o título”, conclui o comandante.
Quatro equipes entram em campo neste domingo, em busca de uma vaga na final do primeiro turno
MÁRCIO MELO
EMANUEL MENDES
24/02/2018 00:02:18
Manaus, sábado e ddomingo, 24 e 25 de fevereiro de 2018
Após garantir classificação suada para a fase de grupos da Copa Libertadores, Vasco volta a campo neste domingo para encarar a Portuguesa, pelo Campeonato Carioca
Foco no Estadual
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io de Janeiro - Foi suada e com doses de dramaticidade, mas o Vasco garantiu a classificação para a fase de grupos da Copa Libertadores após bater o Jorge Wilstermann nos pênaltis, na última quarta-feira (21). Agora, o time só volta a jogar pelo torneio continental no dia 13 de março, quando recebe o Cruzeiro, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ). Dessa forma, os próximos dias serão de total dedicação à Taça Rio – o segundo turno do Campeonato Carioca. O primeiro compromisso do Vasco será neste domingo (25), às 16h (de Manaus), diante da Portuguesa, em Edson Passos, no Rio de Janeiro. Depois de uma campanha muito ruim na Taça Guanabara, o time de São Januário tem que mostrar a que veio no Carioca, na Taça Rio, já que a
ZZé Ricardo pode deixar po o Vasco para assumir clube as do mundo árabe ár
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equipe nem sequer disputou as semifinais do primeiro turno. O técnico Zé Ricardo conta com o total apoio da torcida neste começo de trabalho. Com o elenco nas mãos, foi obrigado a deixar a Taça Guanabara de lado para que o time pudesse se dedicar integralmente à disputa da vaga na competição continental. Objetivo alcançado, a ordem no Vasco é aproveitar os primeiros jogos do segundo turno para garantir logo a vaga nas semifinais. “Agora vamos olhar novamente para o Campeonato Carioca, que é muito importante para a nossa equipe. O Vasco entra em campo sempre com o pensamento de ganhar. É importante fazermos uma boa Taça Rio”, disse o técnico Zé Ricardo, que pode deixar o clube caso aceite uma proposta do mundo árabe. Até o fechamento desta edição, a situação do treinador ainda não havia sido definida. Como o treino da última sextafeira (23) foi regenerativo, o técnico definiu a escalação desse jogo somente no treino de ontem (24). Caso resolva mandar a campo o que tem de melhor, a equipe deve iniciar a partida com Martín Silva, Yago Pikachu, Erazo, Ricardo, Henrique; Desábato, Wellington, Wagner, Evander, Paulinho e Andrés Rios.
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Eu entregava pão e cavava poços. Se eu falar que sonhava em jogar futebol profissionalmente, vou estar mentindo”
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‘O importante não é ser craque, mas sim conquistar títulos’ Paulo Rogério
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le marcou o gol que deu o hexacampeonato brasileiro ao Flamengo em 2009. Ganhou o apelido carinhoso de “Magro de Aço”, quando atuou pelo Fortaleza antes de vestir a camisa rubro-negra. Trata-se do cearense Ronaldo Angelim, 42, que esteve em Manaus na semana passada e bateu um papo para lá de descontraído com a equipe do PÓDIO, para passar a limpo um pouco da sua carreira. PÓDIO – Como surgiu o apelido “Magro de Aço”, que você recebeu durante sua passagem pelo Fortaleza? Ronaldo Angelim – Quando fui jogar no Fortaleza, eu era um jogador que pesava 63 quilos, e o time é conhecido como “Tricolor de Aço”. Eu dava trombada com atacantes fortes e ganhava as jogadas. A torcida começou a me chamar de “Magro de Aço” porque jogava no Fortaleza e como era magro e tinha força, recebi esse apelido. Isso partiu dos torcedores e de um radialista chamado Júlio Soares, que começou a falar na rádio e pegou. PÓDIO – Como foi sair da cidade de Porteiras, no interior do Ceará, para jogar futebol profissional? RA – Quando saí de Porteiras, fui trabalhar em Juazeiro do Norte. Eu entregava pão e cavava poços. Se falar que sonhava em jogar futebol, vou estar mentindo. A oportunidade surgiu. Os caras me viram rachando nos jogos da cidade, mas até os 19 anos nunca tinha colocado uma chuteira nos pés. Um amigo insistiu e fui treinar na base do Icasa. Não queria ir, mas de tanto insistir acabei cedendo, já quase completando 20 anos. O time juvenil do Icasa estava há 20 anos sem ser campeão, e no final conseguimos. Como o time profissional naquele ano não estava legal, resolveram subir cinco garotos da base. No meio deles, estava
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eu. Daí começou minha história no futebol profissional. PÓDIO – Como foi marcar o último gol do Fortaleza no empate com o CRB, dando assim a classificação do clube à elite do futebol brasileiro? RA – Fiz o segundo gol. Nós jogávamos em casa contra o Avaí. Se perdêssemos de 1 a 0, subia o Avaí, mas se empatássemos a classificação seria nossa. O Brasiliense tinha que ganhar do Bahia em Salvador e acabou vencendo com time reserva. Fiz o gol que deu o acesso ao Fortaleza. Fico feliz por ter feito o gol, foi algo que ficou marcado. PÓDIO – Você foi contratado pelo Flamengo em 2006. No ano seguinte, o zagueiro Fábio Luciano chegou para formar dupla de zaga com você. Ele foi o melhor parceiro com quem já atuou? RA – Fui contratado em 2006. Viemos a Manaus para fazer a pré-temporada para jogar a final da Copa do Brasil contra nosso maior rival, o Vasco. Fomos campeões, mas o time não era tão bom. No ano seguinte, iriamos jogar a Libertadores e foi preciso fazer algumas contratações, resultando na vinda do Fábio Luciano. Nós acabamos fazendo uma dupla de zaga excelente. Ele ficou até 2009, até o Estadual. Poderia ter seguido um pouco mais e sido campeão brasileiro. Sem dúvida o Fábio foi o melhor companheiro de zaga com quem joguei. PÓDIO – Como foi a passagem daquele elenco por Manaus? RA – Aqui em Manaus tem muitos flamenguistas. Naquela época, viemos fazer a pré-temporada e o hotel era mais cheio de torcedor do que os treinos. Quando o time treinava no campo, sempre estava lotado. Foi bom sair do Rio por causa do oba-oba contra nosso maior rival. PÓDIO – Sobre a declaração do
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minha família e sofri pouco. Tem jogadores que não se preparam e acabam entrando em depressão. Não foi o meu caso porque estava pronto. Sabia a hora que iria parar. Quando saí do Flamengo, foi com a cabeça tranquila. Quando chega nessa idade, já tem que ter os pés no chão.
Ronaldo Angelim esteve em Manaus na semana passada, para um evento da torcida rubro-negra
Ronaldo Fenômeno, em um programa esportivo, ao denominá-lo como “zagueiro ideal”. Como recebeu esse elogio? RA – Cheguei a ver essa frase dele, falando sobre zagueiro ideal, porque, no comentário, eu era um zagueiro que fazia poucas faltas, não era muito rápido, mas tinha bom posicionamento, inteligência para jogar e isso facilitava um pouco. Fico feliz de ter recebido um elogio do jogador do nível do Ronaldo. Quando ele esteve no Flamengo, nós trabalhamos juntos e também enfrentei ele como adversário, mas foi uma pena não ter ficado. PÓDIO – Qual sentimento de ter marcado o gol do hexacampeonato brasileiro do Flamengo em 2009? RA – Primeiro fiquei feliz porque o treinador era o Andrade, ídolo do Flamengo, conquistou vários títulos, sendo um dos maiores campeões de Campeonato Brasileiro. Nós treinávamos muito aquela jogada, e lógico que o Petkovic tentava o gol olímpico. A jogada era passar na frente para atrapalhar o goleiro da melhor maneira possível, mas sempre segurava um pouco porque não é todas que o batedor acerta, e tinha que esperar a bola para ver em que rumo ele iria. Ele cobrou perfeito e acabei acertando uma boa cabeçada para tirar o Flamengo de uma fila de 17 anos sem título brasileiro. PÓDIO – O que você lembra do seu último jogo com a camisa do Flamengo? RA - Meu último jogo foi contra o nosso maior rival, o Vasco da Gama, no final foi 2 a 2, em 2011. Foi um momento feliz, porque eles estavam brigando pelo título, mas jogamos “água no chopp” deles. Dessa forma, encerrei a carreira no Flamengo de forma tranquila, sem dar esse gosto ao adversário. PÓDIO – Como é ter o nome ci-
tado em uma música em homenagem à conquista do hexacampeonato, ao lado de craques históricos do Flamengo? RA – Fico feliz por isso, de sair do interior do Ceará, chegar em um clube como Flamengo, com a maior torcida do mundo, e conquistar esse reconhecimento. Além disso, por ser torcedor do clube, também só tenho a agradecer. Fico feliz pela homenagem que a torcida fez para mim. Lógico, sabemos que não foi isso tudo, mas acabamos participando da história do Flamengo. O importante não é ser craque, mas conquistar títulos por onde atuar. Graças a Deus, no Fortaleza e Flamengo, os dois clubes que mais atuei, acabei conquistando títulos e consequentemente tenho o carinho do torcedor. PÓDIO – Ao longo do seu período no Flamengo, conquistou vários títulos, mas o fato de não ter levantado a taça da Libertadores foi uma grande decepção? RA – Foi sim. Nós jogamos várias edições da Libertadores naquele período. Fiquei seis anos no Flamengo e jogamos essa competição várias vezes. No ano em que fomos eliminados pelo América-MEX, o elenco era muito forte, foi formado para ganhar a Libertadores, mas fomos eliminados naquele jogo trágico. Se nós nos classificássemos, enfrentaríamos o Santos. E no domingo seguinte, pegamos ele pelo Campeonato Brasileiro e goleamos. O time foi formado para ganhar a Libertadores, mas infelizmente aconteceram muitas coisas que acabaram atrapalhando. PÓDIO – Como é pendurar as chuteiras depois de 18 anos atuando como jogador de futebol profissional? RA – Primeiro eu me preparei para isso. Quando o jogador passa dos 35 anos, já tem que pensar em parar. Me programei junto com
PÓDIO – Você está há algum tempo longe dos gramados, mas quais são seus planos dentro do futebol. Pretende seguir a carreira de treinador, gestor ou outra opção no mercado? RA – Quando parei, decidi que ficaria cinco anos sem fazer nada e tirar um tempo para descansar. Já estou com três anos e vou para o quarto de descanso. Já estou pensando em me programar para exercer alguma função dentro do futebol. Vou começar a fazer alguns cursos, algumas coisas. O importante é que seja dentro do futebol, de treinador, auxiliar, gerente, enfim, coisa desse tipo, até porque temos um conhecimento bom no futebol.
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Ronaldo Angelim em ação, quando atuava com a camisa rubronegra. No Flamengo, conquistou títulos e a torcida
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Dorival Júnior não é unanimidade entre a diretoria são-paulina
Manaus, sábado e ddomingo, 24 e 25 de fevereiro de 2018
Na corda bamba São Paulo entra em campo neste domingo para encarar a Ferroviária
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em empolgar, o São Paulo encara a Ferroviária, lanterna do grupo C, tentando se encontrar. A instabilidade na temporada, somada às duas derrotas consecutivas no torneio, colocam o técnico Dorival Júnior em xeque com a diretoria e torcida. Apesar de ter sido mantido a princípio no cargo, o treinador pode cair se sofrer mais um revés. O jogo será disputado no Morumbi, na capital paulista, às 16h (de Manaus). A torcida do São Paulo provavelmente ficará a par da escalação para o duelo com a Ferroviária apenas momentos antes
da partida, mas a tendência é que Dorival faça mudanças - por opção tática - no setor ofensivo. Desfalque certo em função de uma contratura na coxa direita, Jucilei realizou tratamento, assim como Anderson Martins, que ainda sente as dores na região dorsal que o tiraram dos duelos com Santos e Ituano. Retorno importante Em compensação, Petros, que cumpriu suspensão em Itu (SP), tende a retornar ao time e formar dupla de volantes com Hudson. Edimar deve substituir o suspenso Reinaldo, na lateralesquerda. Desta forma, o Tricolor deve iniciar a partida com Sidão; Éder Militão, Rodrigo Caio, Ronaldo Alves, Edimar; Hudson, Petros, Marcos Guilherme, Cueva, Diego Souza; Nenê.
Com dez pontos ganhos em oito rodadas e vindo de duas derrotas seguidas, o São Paulo lidera o grupo B do Campeonato Paulita com dez pontos, empatado com a Ponte Preta, e à frente de Santo André (8) e São Caetano (7). A Ferroviária, por sua vez, ocupa a quarta e última posição do grupo C - que é liderado pelo Palmeiras -, com nove pontos.
SERGIO BARZAGHI/GAZETA PRESS
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