Especial
Eleições 2014 MANAUS, SÁBADO, 25 DE OUTUBRO DE 2014
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Corrupção do PT e críticas a FHC em último debate na TV
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Aécio e Dilma protagonizaram, mais uma vez, troca de acusações em debate na TV Globo
O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), acompanhou o debate nos estúdios da TV Globo, a convite do presidenciável tucano, Aécio Neves
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o debate derradeiro entre os candidatos à Presidência da República, promovido ontem (24) pela TV Globo, Dilma Rousseff (PT) procurou fazer críticas à gestão de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) para desgastar Aécio Neves (PSDB), que escolheu a corrupção para tentar atingir a adversária. A quase dois dias do segundo turno das eleições, o embate entre os presidenciáveis foi morno em comparação a outros confrontos. Reportagem da revista “Veja”, segundo a qual o doleiro Alberto Youssef teria declarado, em delação premiada, que a presidente e o antecessor Luiz Inácio Lula da Silva sabiam do esquema de desvios na Petrobras, apareceu apenas no primeiro bloco, após pergunta de Aécio. A falta de água em São Paulo, Estado governado pelo tucano Geraldo Alckmin, também foi mencionada apenas uma vez, provocada por Dilma. Denúncias da ‘Veja’ O tucano abriu o debate com uma pergunta a Dilma a respeito das denúncias da “Veja”. “A senhora sabia?”. Na resposta, Dilma afirmou que a “Veja” faz “oposição sistemática” a ela e ao PT e fez “calúnia e difamação” com a reportagem publicada esta semana. “E o senhor endossa na sua pergunta. A revista ‘Veja não’ apresenta uma prova”, disse a petista, que afirmou que a publicação
tenta dar um “golpe eleitoral”. “E isso não é a primeira vez que ela fez: fez em 2002, em 2006, em 2010 e 2014, mas o povo não é bobo (…) O povo brasileiro vai mostrar a sua indignação no domingo, votando e derrotado essa proposta que o senhor representa”. Na réplica, Aécio disse que Dilma deveria se explicar, e não desqualificar a revista. “Não acredito que acusação à revista seja a melhor resposta. A delação premiada só traz ao réu benefício se tiver prova”. No decorrer do bloco, Dilma mirou a gestão FHC, que, segundo ela, “deixou nas costas do povo as crises ocorridas nos oito anos de mandato, com arrocho salarial e desemprego”. Em resposta, Aécio disse que, desde o Plano Real (1994), Dilma será a primeira presidente que terminará o mandato com a inflação maior do que recebeu. “Eu acho que o senhor está mal informado, porque quem deixou o país com uma inflação maior do que recebeu foi o governo tucano, do Fernando Henrique”, respondeu a petista. “O seu governo afugentou os investimentos e a inflação infelizmente está de volta”, afirmou o tucano. “A situação do Brasil é extremamente grave, candidata”, disse o tucano.
Indecisos fizeram parte da programação No segundo bloco, Dilma e Aécio responderam perguntas de eleitores que se declararam indecisos. Eles foram selecionados pela Globo e acompanharam o debate no estúdio. Os temas abordados por eles foram a alta dos aluguéis, educação, corrupção e previdência. Em função do formato do bloco, houve poucos ataques entre os concorrentes. O principal confronto ocorreu quando uma eleitora de Vespasiano (Grande Belo Horizonte) questionou os candidatos sobre o combate à corrupção. A petista afirmou que a “lei é branda”, listou medidas que ela propõe para enduerecer a punição a corruptos e disse que, em seu governo, a “Polícia Federal investiga”. Aécio retrucou, dizendo que a maior medida contra corrupção dele é “tirar o PT do governo”. Na resposta ao adversário, Dilma disse que Aécio representa um governo [Fernando Henrique Cardoso] cuja “prática era engavetar todas as investigações.” Os dois candidatos também trocaram farpas quando uma eleitora de Curitiba perguntou sobre os planos
dos concorrentes para a questão previdenciária. Aécio prometeu acabar com o fator previdenciário, medida que achata e posterga as aposentadorias. Dilma retrucou, dizendo que o fator foi criado na gestão FHC. Na resposta, o tucano disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o fim do fator providenciário. Falta de água e mensalão A falta de água em São Paulo e a corrupção foram os temas que dominaram o terceiro bloco. Dilma questionou Aécio sobre a falta de água em São Paulo. Aécio repassou a responsabilidade para o governo federal. “Certamente que houve (falta de planejamento), candidata, e segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), do seu governo. Não é apenas em São Paulo, nós estamos tendo em toda Região Sudeste a ausência de água e a senhora sabe muito bem, nós tivemos a maior crise hídrica dos últimos 80 anos. Falta de chuva. O governo de SP, diferente do governo federal, buscou fazer o que estava a suas mãos”.
ERBS JR/FRAME
A quase dois dias do segundo turno das eleições, o embate entre os presidenciáveis foi morno em comparação a outros confrontos
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Petição on-line quer saída de Dilma por corrupção
Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS
www.claudiohumberto.com.br
A gente sabia que a delação premiada traria transtornos violentos” DEPUTADO DOMINGOS SÁVIO (PSDB-SP), sobre Dilma e Lula saberem que havia Petrolão
Impeachment de Dilma já tem 575 mil assinaturas Petição de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) acumulava no começo da noite desta sexta-feira (24) mais de meio milhão de assinaturas (exatas 575 mil). A petição, no site Avaaz, ganhou fôlego após revelação do doleiro Alberto Youssef à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal de que Dilma e Lula sabiam do roubo na Petrobras. A PF suspeita que Youssef “lavou” R$ 10 bilhões.
Desqualificando Em sua propaganda eleitoral na tevê, Dilma optou por desqualificar a revista Veja, que publicou a notícia, ameaçando-a de processo. Credibilidade Ao afirmar que Veja “não tem credibilidade”, Dilma deveria explicar por que seu governo acredita na revista: é um dos principais anunciantes. Gatunagem O megadoleiro Alberto Youssef era o caixa do esquema de gatunagem na Petrobras, desmantelado pela operação Lava Jato. BC da ladroagem Youssef e seu “sócio” Paulo Roberto Costa comandavam uma espécie de “banco central” da corrupção, instalado em 2006, no governo Lula. Joaquim se omite e desaponta os admiradores Joaquim Barbosa abandonou o Supremo Tribunal Federal quando mais ele era necessário, para alegria dos mensaleiros – que já voltam para casa. Prometeu um livro revelador, e recuou. Jurou protagonismo na campanha, e se omitiu. De forma vexatória, o “juiz
do Brasil” saiu do País pela porta dos fundos para estar no exterior no dia da eleição, sem assumir lado nem sob proteção da cabine indevassável da urna. Expectativa Admirado por grande parcela da opinião pública, Joaquim não poderia se esquivar de marcar posição, contra ou favor, Dilma ou Aécio. Lição cívica Joaquim Barbosa ainda tomou lição cívica de garotos como Neymar, que assumem a responsabilidade de líderes, tomando posição firme. Nem no Twitter Arredio a entrevistas, até porque nelas raramente se sai bem, Joaquim Barbosa emudeceu até mesmo no Twitter, onde prometeu “bombar”. Extradição de Pizzolato Deve ser julgado na Justiça italiana, terça (28), o pedido de extradição do pilantra Henrique Pizzolato, o mensaleiro fugitivo. O ex-diretor do Banco do Brasil está condenado a 12 anos e 7 meses de prisão. Ensinamento Em caso de vitória, Aécio Neves vai lembrar do avô Tancredo, mestre da bruxaria política. Quando alguém lhe cobrava uma nomeação, ele respondia: “Rapaz, diga que eu convidei e que você não aceitou...”. Ministro Meirelles Ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles deve ser ministro da Fazenda, em eventual novo governo Dilma. A opção de Dilma é o ex-tudo Delfim Netto. Também citado, Jaques Wagner já pode escolher
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Jornalista
Abaixo-assinado pede o impeachment da presidente por corrupção e já conta com mais de 500 mil assinaturas
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o gabinete que quiser, no Palácio do Planalto. Exceto o da chefa, claro. Duas medidas O PT cearense anda indignado com Lula, que gravou vídeo de apoio a Robinson Faria (PSD) no Rio Grande do Norte, mas não pôs os pés no Ceará para ajudar o candidato petista Camilo Santana. Censura na marra No Recife, ontem, e em várias cidades, falsários engravatados dizendo-se “funcionários do TRE”, recolheram exemplares de “Veja” nas bancas. Mas, apesar da tentativa do PT, a Justiça não impediu sua circulação. No original Ao ser questionado sobre a revelação do doleiro Alberto Youssef, de que ele sabia do roubo da Petrobras, disse que não lê a revista “Veja”. Lê somente a revista inglesa “The Economist”, que andou criticando. Eles fazem o diabo O PT intensificou o terrorismo nas redes sociais e no WhatsApp afirmando que Aécio Neves “vai acabar com Bolsa Família”, uma mentira cujo desmentido é ignorado pelos governistas. Carta na manga Dirigentes do PMDB garantem que o vice Michel Temer tem uma carta na manga para permanecer no comando nacional do partido, tanto na reeleição de Dilma quanto em caso de vitória de Aécio Neves. Cabo eleitoral Apoio do craque Neymar a Aécio Neves (PSDB) repercutiu na internet. A hashtag #AtéoNeymar bombou no Twitter, nesta sexta-feira.
PODER SEM PUDOR
Perguntas convenientes Na campanha para governador, em 1990, o atual senador Roberto Requião concedia entrevista na TV Cidade, em Londrina (PR), quando seu assessor Waurides Brevilheri Júnior entregou ao apresentador do programa, Próspero Neto, cinco perguntas a serem distribuídas aos jornalistas participantes. Perguntas que Requião queria que fossem feitas. Os jornalistas, é claro, recusaram a manipulação. Desde então, o ex-governador paranaense mantém o hábito de atacar a imprensa que não controla.
Agenda dos candidatos EDUARDO BRAGA CANDIDATO NÃO DIVULGOU AGENDA.
JOSÉ MELO CANDIDATO NÃO DIVULGOU AGENDA.
Embora não tenha “poder legal”, a petição on-line mede o nível de insatisfação dos eleitores de Dilma
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menos de 24 horas das eleições um abaixo-assinado pedindo o impeachment de Dilma por corrupção conta com mais de 500 mil assinaturas e o número se agiganta a cada segundo. Avaaz se enrola na própria esperteza, petição contra Dilma ultrapassa 500 mil assinaturas e caminha para um milhão. Pelo que se observa a quantidade de adesões cresce exponencialmente e alcança mil pessoas por minuto. As denúncias de corrupção chegaram ao extremo com a declaração de Youssef de que Dilma e Lula tinham conhecimento das irregularidades ocorridas na maior empresa do país. A sociedade esclarecida, que tem acesso à mídia e internet, faz o que pode para que o restante da população tome conhecimento do verdadeiro caráter de alguns membros da elite governamental brasileira, mas nem sempre é fácil obter sucesso. O abaixo-assinado pedindo um processo legal de impeachment contra a atual presidente é uma das várias tentativas de sensibili-
zar a população e autoridades de que há uma significativa parcela da sociedade que deseja que a omissão ou participação de Dilma Roussef sejam apurados de forma sistemática e rigorosa. Sem poder De acordo com especialistas, os abaixo-assinados da Avaaz não têm nenhum poder legal. O abaixo-assinado pedindo a
DENÚNCIAS
As denúncias de corrupção chegaram ao extremo com a declaração de Youssef de que Dilma e Lula tinham conhecimento das irregularidades ocorridas na maior empresa do país deposição de Renan Calheiros teve mais de 1 milhão de signatários, mas em nada resultou, foi omitido pela imprensa. Contudo, essas listas virtuais na Avaaz servem, assim como os abai-
xo-assinados feitos em outros sites, para mostrar as tendências políticas da sociedade brasileira. E, quando enviados ao órgão de imprensa, eles mostram a todos o tamanho da rejeição que há em relação a agentes públicos do quilate de Dilma Roussef. Cabe aos signatários das listas divulgá-las e mostrar para a sociedade que podem e devem expressar sua rejeição e indignação de todas as maneiras possíveis. Destaques A Avaaz dá destaque nas primeiras páginas do seu site, para as ações que lhes soam como politicamente corretas, principalmente sob o prisma esquerdista. Possivelmente ninguém recebeu nenhum e-mail pedindo para participar da campanha que pede a deposição de Dilma Rousseff, e mesmo assim o abaixo-assinado já conta com mais de 500 mil assinaturas.
BRAGA
‘Vivo a eleição mais dura da história’
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Alegando estar vivendo a eleição mais dura da história do Amazonas, o candidato ao governo do Estado, Eduardo Braga (PMDB), remeteu ao uso da máquina pública e a uma campanha de “baixaria” a ida da disputa para o segundo turno, que se avizinha e acontecerá amanhã. Em entrevista a uma rádio local na manhã de ontem, Braga lembrou o clima duro e intenso do último debate eleitoral na televisão, ocorrido na última quinta-feira (23). O candidato, que usou boa parte do seu tempo para comentar a “instabilidade na segurança pública do Amazonas”, ainda sinalizou que caso venha a perder nas urnas, acionará a justiça eleitoral, para solicitar a cassação do opositor José Melo (Pros). “Não tenho dúvida que a eleição vai ser questionada. Na realidade, já está sendo pelos próprios ministérios públicos eleitoral e federal. O uso da máquina pública por parte do candidato Melo, nesta aliança com a Prefeitura de Manaus e com a grande maioria dos municípios, está sendo questionada por 32 ações, que apontam o abuso do poder econômico”, alfinetando também o prefeito Arthur Neto (PSDB).
Braga falou que não tem relação com cabos eleitorais presos
Candidato fala sobre prisões Braga enfatizou a não relação de sua campanha aos atos cometidos por cinco homens presos, na manhã da quinta-feira (23), suspeitos de cometer roubos pela cidade. Três deles, conforme dados da prestação de contas do candidato ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AM), constam na lista de pagamentos da campanha peemedebista. O quinteto usava uma Kombi alugada pela coligação Renovação e Experiência, para realizar os atos criminosos,
o caso foi registrado no 3º Distrito Integrado de Polícia (DIP), localizado na Zona Sul de Manaus. “Nós trabalhamos ao menos com duas mil pessoas. Esses foram demitidos por justa causa, ainda nesta quinta-feira. A nossa coligação repassou tudo o que podia à polícia e cada um vai pagar por aquilo que cometeu. Agora, não se pode confundir um episódio como esse, com a reunião entre um subsecretário de Justiça e um líder de uma facção”.
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Transporte de urnas foi iniciado nesta sexta-feira
DIEGO JANATÃ
Tribunal Regional Eleitoral iniciou ontem o encaminhamento das urnas para as escolas onde ocorrerão as votações Somente na capital, serão 439 escolas que servirão de zonas eleitorais para o pleito de amanhã
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dois dias das eleições, Manaus prepara as seções que irão receber as urnas eletrônicas do pleito deste domingo (26). Desde às 7h da manhã desta sexta-feira (3), o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) organiza o transporte e a distribuição dos equipamentos para os 439 locais de votação da capital. Carga e lacre das urnas, além do deslocamento de pessoal para o interior do Estado foram as últimas atividades realizadas nesta semana pelo como preparativos para o segundo turno
das eleições no próximo domingo. A primeira leva de urnas foi transportada por 39 ônibus no início da manhã, mas outros 35 já estavam sendo equipados para levar o restante, enquanto os primeiros saíam. A estimativa do órgão é que até às 13h de hoje o trabalho já tenha sido concluído, com previsão de até 15h para fazer a possível substituição de urnas com defeito. Manaus abriga 416 locais de votação em sua área urbana, sendo outros 23 na zona rural, totalizando 439. Escolas, centros comunitários
e órgãos públicos irão receber os aparelhos, que registram os votos e os enviam às centrais de apuração em todo o país. Ainda segundo Messias, Manaus e o interior do Estado dispõem de cerca de 1,2 mil urnas de contingência, que servem para substituir os equipamentos defeituosos. O coordenador de Educação e Desenvolvimento do TRE, Sandro Rodri-
gues, informou que o tribunal enviou 40 servidores do órgão para atuar no interior do Estado no segundo turno da eleição. “Eles foram distribuídos nas zonas onde há poucos servidores e, ainda, em zonas mais densas, para auxiliar os servidores locais”, explicou Rodrigues. A carga e lacre das urnas serão finalizados ainda hoje, explicou a diretora geral do TRE, Cynthia Edwards. “As urnas do interior já estão nos municípios. Nos próximos dias serão finalizados os trabalhos de carga e lacre das urnas de Manaus”, frisou.
FOTOS: REPRODUÇÃO
ELEIÇÕES
Último programa eleitoral na TV JOELMA MUNIZ Equipe EM TEMPO
As acusações entre os candidatos ao governo do Amazonas, José Melo (Pros) e Eduardo Braga (PMDB) no debate dessa quinta-feira (23), respigaram na apresentação do último programa eleitoral gratuito exibido ontem no rádio e televisão. Na esfera local, quem abriu a propaganda foi José Melo. Acusado por seu adversário de possuir processo judicial, por irregularidades na aquisição de merenda escolar, durante a gestão da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), José Melo deixou para o fim do seu programa a leitura de um documento expedido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), de 20 de março de 2002, que o isenta de possuir conhecimento, ou mesmo participação em irregularidades ligadas ao tema. Também rebatendo a criticas da coligação Renovação e Experiência, Melo ganhou do Tribunal Regional Eleito-
ral (TRE) direito de resposta, onde comentou sua falta no debate eleitoral organizado pela emissora de televisão de propriedade do empresário Francisco Garcia, pai de Rebecca e presidente do Partido Progressista no Amazonas, uma das principais siglas da coligação encabeçada pelo peemedebista. Em sua defesa, Melo lembrou os detalhes sobre a relação da emissora e o opositor, destacando que não compareceu ao debate, pela falta de isenção e respeito do veículo. Dando um ar de descontração e simplicidade ao programa, José Melo parabenizou a cidade pelos 345 anos, comemorado ontem, e usou a força de um dos principais cabos eleitorais de sua campanha. Lado a lado com o prefeito Arthur Neto (PSDB), apresentou cenas onde caminhava pelas ruas asfaltadas da Zona Norte de Manaus e enfatizou a importância de cooperação entre as gestões estaduais e municipais. “Quatro mãos produzem mais que duas”.
Rebate Responsável por fechar o ciclo de apresentações à coligação Renovação e Experiência, sustentou a existência de um processo contra Melo, mas na esfera do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O prorama também explorou uma passagem de apoio, gravada pela presidente Dilma Rousseff (PT). “Estou aqui ao lado do meu líder de governo, nós temos trabalhado muito pelo Brasil e pelo fortalecimento do Amazonas. Prova disso, foi a prorrogação dos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus (ZFM), que contou com uma dedicação enorme de Eduardo”, ressaltando projetos como o do linhão de Tucuruí, a chegada da fibra ótica, que auxiliará no serviço de internet, construção de creches, unidades básicas de saúde, Viver Melhor, Minha Casa Minha Vida, Bolsa Família entre outros. Imagens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante sua última passagem em Manaus, também foram exploradas por Braga.
Ontem, candidatos Eduardo Braga e José Melo apresentaram seu último programa eleitoral
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Resposta do PT é censura, afirma Aécio sobre a ‘Veja’ DIVULGAÇÃO
Tucano mencionou a reportagem de capa da revista ao afirmar que Dilma e Lula sabiam do esquema de corrupção na Petrobras
Militantes pró-Aécio e pró-Dilma fizeram campanha lado a lado no largo do Carioca, Rio de Janeiro, seguida de confronto, mas o embate entre as siglas terminou sem que houvesse pessoas feridas
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candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, disse ontem (24) que a única resposta do PT às denúncias de corrupção na Petrobras é a “censura”. O tucano mencionou a reportagem de capa da edição desta semana da revista “Veja”, sobre o mais recente depoimento do doleiro Alberto Yousseff em que ele afirma que tanto a presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), quanto o ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sabiam de todo o esquema de corrupção na Petrobras. “Essa revelação, de que Dilma e Lula conheciam o esquema de corrupção, é extremamente grave. Sabemos que a delação premiada (instituto processual a que aderiu Alberto Youssef) só garante benefícios ao de-
nunciante se for comprovada suas afirmações. O Supremo Tribunal Federal já homologou as denúncias anteriores de Youssef e caminha para homologar mais esta denúncia”, disse Aécio, que informou também que já tomou medidas jurídicas em relação ao tema: “Eu determinei que hoje mesmo o PSDB ingresse na Procuradoria Geral da República, solicitando que essas investigações sejam aprofundadas em virtude da gravidade do tema”. O candidato criticou ainda a postura do PT e da candidatura adversária em relação às novas declarações do doleiro publicadas pela “Veja”. “O Brasil merece uma resposta. Infelizmente, a única resposta do PT até agora foi a censura, foi uma tentativa jurídica de impedir a distribuição da maior revista do país. Mas o
TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitou o pedido”.
Ministro nega pedido de Dilma
Desvios Por fim, Aécio comentou a denúncia, do mesmo doleiro, de que R$ 20 milhões, frutos de desvios e que estavam fora do país, teriam sido repatriados para serem utilizados na campanha de Dima. “Isso é extremamente grave, seria a comprovação de que houve caixa dois na atual campanha eleitoral”, finalizou o candidato, que deixou o hotel sem responder a nenhuma pergunta dos jornalistas. O evento ocorreu no hotel Sheraton, no Rio de Janeiro, onde o tucano se prepara para o debate na TV Globo.
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Admar Gonzaga negou, ontem, o pedido feito pela campanha da presidente Dilma Rousseff (PT) de retirada da reportagem de “Veja”, publicada no site e no Facebook da revista, que informa que Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabiam do esquema de corrupção na Petrobras. A informação é atribuída ao doleiro Alberto Youssef, preso desde março por envolvimento de um esquema milionário de lavagem de dinheiro. A campanha de Dilma pede
RETIRADA A informação é atribuída ao doleiro Alberto Youssef, preso desde março por envolvimento de um esquema milionário de lavagem de dinheiro. Dilma pede que sejam retirados do Facebook links da revista que sejam retirados do Facebook links e menções à reportagem da revista. Neste ano, denúncias sobre irregularidades na
Petrobras surgiram na imprensa. As investigações tomaram fôlego e pautaram as eleições presidenciais deste ano com a deflagração da operação Lava Jato, que chegou a prender um ex-diretor da estatal, Paulo Roberto Costa, por suspeita de desvio de dinheiro público. Segundo Costa, que realizou delação premiada, o esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a petrolífera financiou PT, PMDB e PP. A presidente e o ex-presidente sempre negaram que soubessem do esquema.
EXPEDIENTE EDIÇÃO Isabella Siqueira de Castro e Costa e Náis Campos
REPORTAGEM Joelma Muniz, Raphael Lobato e Assessorias
REVISÃO Gracycleide Drumond e João Alves
DIAGRAMAÇÃO Adyel Vieira, Leonardo Cruz e Pablo Filard
TRATAMENTO DE FOTOS Adriano Lima