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Eleições 2014 - 17 de outubro de 2014

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Especial

Eleições 2014 politica@emtempo.com.br

(92) 3090-1019

FOTOS: RAIMUNDO VALENTIM

MANAUS, SEXTA-FEIRA, 17 DE OUTUBRO DE 2014

59% X 41% MELO DISPARA NA CAPITAL E INTERIOR

Candidato à reeleição ao governo do Amazonas, José Melo (Pros) aparece com 18% de vantagem sobre o senador Eduardo Braga (PMDB), em comparação à pesquisa anterior

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esquisa encomendada pela empresa Design, Marketing e Propaganda (DMP), contratada pela Rede de Rádio e Televisão Tiradentes, aponta uma ampla vantagem do candidato à reeleição ao governo do Amazonas, José Melo (Pros) sobre seu rival, o senador Eduardo Braga (PMDB). Na amostra, divulgada ontem à noite (16), excetuando-se os votos em branco e nulos, Melo aparece com 59% da preferência dos eleitores (somando capital e interior), contra 41% atribuídos a Braga, com base nos mesmos parâmetros. Em comparação ao último levantamento, realizado entre 6/10 e 9/10, Melo abriu 18% de vantagem contra o adversário peemedebista (56% a 44%). A atual coleta dos dados pela DMP/Tiradentes foi realizada entre o dia 10 e ontem (16) com

2.025 mil eleitores residentes em Manaus e em sete municípios do Estado. A margem de erro estimada para esta pesquisa é de 3 pontos para mais ou para menos, com a confiabilidade de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Regional Eleitoral (TREAM) com o número 00058/2014. O atual governador José Melo vence Eduardo Braga nos dois cenários: capital e interior, segundo a pesquisa. Na capital, Melo aparece 21% à frente do senador e no interior, 11%. Primeiro turno A eleição 2014 para o governo do Amazonas será disputada em segundo turno, no dia 26, entre José Melo (Pros) e Eduardo Braga (PMDB). No primeiro turno, o peemedebista obteve 43,16% dos votos válidos, contra 43,04% de Melo, seu adversário na disputa.

Perfil dos candidatos ao governo » José Melo É economista, de 68 anos, formado pela Universidade Federal do Amazonas. Atual governador do Amazonas, ele foi deputado federal duas vezes, em 1994 e em 1998. Em 2002, elegeu-se deputado estadual. O candidato já atuou como delegado do Ministério da Educação e Cultura, foi secretário de Educação e Cultura e secretário municipal de Educação. Também esteve à frente do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Amazonas (Idam), da Secretaria de Estado de Coordenação do Interior (Seint) e da Sociedade de Navegação, Portos e Hidrovias do Amazonas (SNPH). Em 2006, assumiu a Secretaria de Governo do Amazonas (Segov). Em abril de 2014, Melo assumiu o cargo de governador, após a desincompatibilização

de Omar Aziz, de quem era vice-governador. » Eduardo Braga Com 54 anos, o candidato teve o primeiro cargo político como vereador. Foi eleito deputado estadual em 1986, sendo líder do governo e relator da Constituição do Amazonas. Em 1991, Braga foi eleito para deputado federal. Natural de Belém (PA), ele foi escolhido vice-prefeito de Manaus e secretário de Obras em 1992. Dois anos depois, assumiu a prefeitura. Em 1998 e 2000, perdeu as eleições para o governo do Amazonas e prefeitura de Manaus, respectivamente. Seu primeiro mandato como governador foi em 2002, quando foi eleito em primeiro turno. Ele ficou no cargo por dois mandatos. Em 2010, foi eleito senador pelo Amazonas.


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Em Manaus, Lula diz que PSDB é inimigo da ZFM RAPHAEL LOBATO Equipe EM TEMPO

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reeleição. “Eu entendi que o povo queria mais tempo para analisar as propostas, que o povo queria mais debate. Eu fui ao debate e meu adversário não foi. Depois, curiosamente, os outros debates foram desaparecendo e eu não pude debater cara a cara com o meu adversário”, disse o peemedebista. “Na época dos tucanos, o que tínhamos era uma ZFM enfraquecida. Um medo que tirassem a ZFM daqui a qualquer hora. Foi preciso o presidente que olhasse para o Amazonas com outros olhos para que isso acabasse. Nós queremos oportunidade para dar

SOCIAL

Lula fez uma longa abordagem sobre os principais dados de governo alcançados na sua gestão e na da presidente Dilma. No entanto, o ex-presidente concentrou seu discurso no setor social Tanto o ex-presidente Lula quanto o senador Eduardo Braga atacaram o PSDB, de Aécio Neves, como “inimigos” da Zona Franca

aos nossos filhos”, completou o senador peemedebista. A candidata a vice, deputada federal Rebecca Garcia (PP), disse que “o povo fará a saúde, a segurança e a educação voltar a crescer, como crescia na época do Braga”. A progressista afirmou ainda que “quem ganha a eleição é o povo, e não a máquina do governo e da prefeitura”. Também se pronunciaram a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) e o deputado federal que não se elegeu senador, Francisco Praciano (PT).

Ex-presidente grava para o horário eleitoral A direção do PT-AM afirmou, ontem, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva só deverá deixar a capital amazonense por volta das 11h de hoje (17). Durante toda a manhã, o petista deverá gravar novas peças publicitárias para o programa eleitoral gratuito de TV e rádio do

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ela segunda vez em Manaus nestas eleições e novamente sem a presidente Dilma Rousseff (PT), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu na noite de ontem no palanque do candidato ao governo do Estado, o senador Eduardo Braga (PMDB), em um comício na Zona Norte da capital. Cercado de militantes, correligionários e de populares, o petista disse que o PSDB, do adversário de Dilma na disputa pelo Planalto, Aécio Neves, é contra a Zona Franca de Manaus (ZFM). “Quando eu cheguei à Presidência, a ZFM estava quebrada. Nós fortalecemos o modelo porque queríamos o desenvolvimento da Região Norte. O Braga sabe o quando eles (os tucanos) lutaram para tirar ela daqui. Como é que no dia 26 alguém vai votar em um candidato de um partido que é contra a ZFM?!”, disse Lula. O ex-presidente afirmou ainda que “certamente” Eduardo Braga “foi o melhor governador que o Amazonas já teve”. Lula fez uma longa abordagem sobre os principais dados de governo alcançados em sua gestão e na da presidente Dilma. No entanto, o ex-presidente concentrou seu discurso no setor social, sugerindo, por diversas vezes, que o PSDB de Aécio não dará continuidade aos programas atuais. O petista, que já havia passado pelo Acre e pelo Pará, pediu para que a militância “alerte” aos “indecisos” para que “não escolham voltar ao passado”. Referindo-se ao resultado apertado do primeiro turno contra o governador José Melo (Pros), Eduardo Braga afirmou que compreendeu o “recado” das urnas e atacou o candidato à

RICARDO OLIVEIRA

Ex-presidente atacou os tucanos ao afirmar que, ao assumir a Presidência, encontrou o modelo “quebrado” e ele o fortaleceu

Ministro Tarcisio Neto, do TSE, mandou Sensus entregar dados de pesquisa para Dilma

candidado ao governo do Amazonas Eduardo Braga. O ex-presidente já foi protagonista de peças no primeiro turno das eleições, quando inaugurou o engajamento do PT nacional na campanha do senador. Petistas ouvidos pela reportagem na noite de ontem descartaram a pos-

sibilidade de Lula ter um encontro reservado com o governador e candidato à reeleição, José Melo (Pros), ainda na manhã de hoje. Encontro com Melo As informações que circulavam ao longo do comício realizado na Zona Norte de Manaus eram de que o

ex-presidente poderia estar interessado em ampliar o diálogo com o candidato do Pros à reeleição que tem, até agora, optado pela neutralidade. “Essa questão sequer foi cogitada pelo PT. Estamos aqui com objetivos claros”, disse um petista que preferiu não divulgar o nome.

LEVANTAMENTO

TSE manda Sensus entregar pesquisa O ministro Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que o instituto Sensus dê à candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff, e à coligação Com a Força do Povo o acesso a informações sobre a coleta de dados da última pesquisa de intenção de voto, divulgada no fim de semana. De acordo com o TSE, a coligação e Dilma solicitaram “acesso ao sistema interno de controle, verificação e fiscalização da coleta de dados da pesquisa de opinião”. Não foi determinado um prazo para o fornecimento dessas informações. Na decisão, Carvalho Neto determina que a Sensus permita o acesso aos dados solicitados, preservando, no entanto, a identidade dos entrevistados. Dilma e a coligação fizeram o pedido com base em “supostas irregularidades na referida pesquisa”. Entre elas, estão a falta de identificação da fonte dos dados estatísticos e o “superdimensionamento” do percentual de entrevistados

com nível superior. A pesquisa, divulgada no dia 11 de outubro pela revista “IstoÉ”, indica que o candidato Aécio Neves (PSDB) estava 17,6 pontos percentuais à frente de Dilma. De acordo com o levantamento, foram ouvidos 2 mil eleitores de 136 cidades

EXPLICAÇÕES De acordo com o TSE, a coligação Com a Força do Povo e Dilma Rousseff solicitaram “acesso ao sistema interno de controle, verificação e fiscalização da coleta de dados da pesquisa de opinião” em 24 Estados. O registro da pesquisa no TSE é BR01076/2014. A “IstoÉ” explicou que fez uma parceria com a Sensus, por meio da qual cabe à publicação apenas divulgar os resultados obtidos na pesquisas da empresa. Procurada pela reportagem, a Sensus não retornou as

ligações até o fechamento da matéria. Seca em São Paulo O PT vai explorar a seca em São Paulo contra candidatura de Aécio Neves à Presidência. O partido produziu panfletos com a foto de Geraldo Alckmin e a inscrição “o PSDB tentou fazer o eleitor de bobo na eleição para governador”. E recomenda: “Dê o troco na eleição para presidente. Não vote em Aécio”. O panfleto ainda diz que durante toda a campanha, o PSDB escondeu a verdade sobre a falta de água em São Paulo, quando o governador Alckmin negou que haveria racionamento. A estratégia é baseada em pesquisas segundo as quais a falta d’água é capaz de reverter parte do voto dos paulistanos. São Paulo é um ponto fraco da campanha de Dilma Rousseff à reeleição. À saída do debate do UOLSBT-Jovem Pan, Aécio minimizou o impacto. “Não faltou água em São Paulo. Tanto é que Alckmin se elegeu com mais de 50% dos votos”.


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Dilma e Aécio trocam ‘farpas’ durante debate

Dilma acusou o candidato tucano de ter empregado a sua irmã quando era governador de MG

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orrupção, nomeação de parentes, mentira, desrespeito, desinformação, falta de transparência, suspeitas, investigações... Sem trégua em nenhum dos blocos, Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) centraram fogo no adversário usando esses temas como armas em suas perguntas e respostas no debate promovido pelo SBT, nesta quinta-feira. O tiroteio deixou em segundo plano a discussão sobre temas de programas do governo das candidaturas do PT e do PSDB à Presidência da República. O confronto começou já nas apresentações dos candidatos. O tucano defendeu sua candidatura para “encerrar um ciclo que fracassou na economia, com inflação alta e baixo crescimento, além da piora dos indicadores sociais”. Já a atual presidente se disse defensora de um “projeto que vê na justiça social a única maneira de levar o país ao futuro”. No primeiro bloco, as denúncias de corrupção e de nepotismo nas gestões dos presidenciáveis deram a tônica. Aécio questionou Dilma sobre a nova denúncia divulgada sobre a Petrobras - o Tribunal de Contas da União (TCU) vai apurar supostas fraudes em obras do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), que incluem construções que estavam sendo geridas pelo ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa.

‘Engavetadores’ Na resposta, Dilma acusou os tucanos de “engavetarem os escândalos”. “Ao contrário do passado, a Polícia Federal não era dirigida por filiados do PSDB. A PF investigou e vai punir implacavelmente”, disse. “Onde estão os corruptos da compra de votos da reeleição? Todos soltos. Onde estão os corruptos do metrô de SP e dos trens? Todos soltos. (...) Da

CONFRONTO

O tucano defendeu sua candidatura para “encerrar um ciclo que fracasso” e Dilma se disse defensora de um “projeto que vê na justiça social a única maneira de levar o país ao futuro” ‘privataria tucana’?, todos soltos”, respondeu Dilma. Os dois candidatos também fizeram acusações mútuas de nepotismo: Dilma acusou Aécio de ter empregado a sua irmã, Andrea Neves, quando era governador de Minas Gerais (2003-2010), e Aécio disse que o irmão de Dilma, Igor Rousseff, foi empregado na prefeitura de Fernando Pimentel (PT-MG) sem trabalhar. “A diferença é que minha irmã traba-

lhou muito e não recebeu, enquanto seu irmão recebeu e não trabalhou”, disse ele. No segundo bloco, as denúncias sobre a Petrobras voltaram ao debate, e a candidata Dilma Rousseff mencionou reportagem publicada pelo site da “Folha de S. Paulo”, a qual revela que o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, teria repassado propina ao ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra, morto em março deste ano, para que ajudasse a esvaziar uma CPI criada para investigar a Petrobras em 2009. “Há pouco saiu uma notícia que diz que o ex-diretor da Petrobras afirmou que o ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra, recebeu propina para esvaziar uma CPI. É muito fácil o senhor fazer denúncias. Quando a gente verifica que o PSDB recebeu propina para esvaziar uma CPI, o que importa? Importa investigar. Lamento que ele esteja morto. É importante saber quando recebeu, como recebeu e para quê”, disse. Aécio disse que as denúncias devem ser investigadas independentemente do partido. “Para mim, não importa de qual partido seja o denunciado, a investigação tem que ir a fundo”, disse o tucano.

THIAGO BERNARDES/FRAME

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Ontem, os dois adversários participaram do segundo debate e, ao invés de apresentar projetos, trocaram acusações

E Aécio disse que o irmão de Dilma foi empregado na prefeitura de Fernando Pimentel

Lei Seca entra na discussão Os candidatos também debateram a questão da segurança. Aécio citou o elevado número de homicídios no Brasil. Na resposta, a presidente afirmou que as gestões petistas do governo federal foram as únicas que implantaram uma política de combate à violência. No terceiro e último bloco, a candidata à reeleição perguntou ao seu adversário o que ele achava da Lei Seca, que pune motoristas que dirigem sob o efeito de álcool. Em 2011, Neves foi parado no Rio de Janeiro e teve a carteira de habilitação apreendida por estar vencida. Na ocasião, ele, que já era senador por Minas Gerais e se negou a fazer o teste do bafômetro. O tucano chamou a petista de “mentirosa”. “Eu tive um episódio, sim, e reconheci. Parei na Lei Seca, minha carteira estava vencida e inadvertidamente não fiz o exame, me arrependi”, disse ele. Irritado, ele pediu a Dilma que o debate fosse sobre coisas sérias. “Vamos falar de como melhorar a saúde e a segurança. A senhora ofende todos os brasileiros”, disse ele.

Defesa O carro não foi apreendido porque foi guiado por um condutor habilitado. Aécio foi liberado em seguida. O candidato do PSDB se disse ofendido com a pergunta. “Mentir e insinuar ofensas como essa não é digno de qualquer cidadão, mas é mais indigno por uma presidente da República. Candidata, a sua campanha é a campanha da mentira”. Dilma disse que acha a Lei Seca importante porque “no Brasil, todos os dias, tem gente morrendo por acidente de trânsito, por motoristas que estão embriagados. Depende dela a vida ou a morte dos nossos jovens”, disse ela. “O senhor passou por uma experiência. Ninguém pode dirigir sob efeito de álcool e drogas. A Lei Seca trouxe um bem para o país”, completou ela. O evento trouxe muitas perguntas que já haviam aparecido no debate da TV Bandeirantes, que ocorreu há dois dias. No entanto, houve novos temas: Dilma citou pela primeira vez a crise de falta de água em São Paulo.

Dilma passa mal no fim do debate A presidente Dilma passou mal após o debate presidencial. Durante a entrevista ao vivo à repórter Simone Queiroz, do SBT, a presidente interrompeu a fala e sentou-se, dizendo estar passando mal, pedindo água. A câmera focou o outro lado do estúdio e logo em seguida retornou para ela. Dilma então levantouse, disse ter tido uma queda de pressão e agradeceu a audiência. “Tive uma queda de pressão, o debate sempre exige muito da gente, foi isso, agora consigo concluir minha entrevista com você”, afirmou. O próximo será organizado pela TV Record, no próximo domingo (19).

Agenda dos candidatos EDUARDO BRAGA Candidato faz visita à fábrica da Moto Honda da Amazônia. À tarde, faz caminhada na Zona Leste e à noite concede entrevista a uma emissora de TV local.

JOSÉ MELO Candidato não divulgou agenda.


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PF fecha elo de propina em fundo da Petrobras

Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS

www.claudiohumberto.com.br

Vamos mudar o Congresso para a Papuda” Jornalista

Líder do PP aproximou exdiretor de Sergio Guerra O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa relatou à Justiça, sob delação premiada, uma reunião em 2009 com o falecido senador Sergio Guerra (PE), presidente do PSDB, articulada pelo deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), na qual ficou acertada a doação de R$ 10 milhões para a campanha local. Ele diz que a reunião ocorreu durante ameaça de criação de CPI sobre negócios suspeitos na Petrobras. O CEO aparece Paulo Roberto contou que, a seu pedido, Ildefonso Colares, presidente da empreiteira Queiroz Galvão, pagou o acerto com Fonte e Guerra. Sob suspeita A Queiroz Galvão, segundo Paulo Roberto Costa, estava no centro das acusações de irregularidades a serem investigadas pela CPI, na época. Resposta padrão A Queiroz Galvão reiterou sua resposta padrão: “todas as doações realizadas pela empresa seguem rigorosamente a legislação eleitoral”. Sem resposta A coluna procurou insistentemente o líder do PP, Eduardo da Fonte, mas ele não retornou as ligações até o fechamento da edição. Cabral articula para desbancar Temer no PMDB Com o tucano Aécio Neves empatado com Dilma Rousseff na briga pelo Palácio do Planalto, o ex-governador fluminense Sérgio Cabral já se movimenta para desbancar o vice-presidente da República, Michel Temer, do comando do PMDB. O líder do partido, Eduardo Cunha (RJ), sinalizou esta semana apoio a eventual governo tucano e mandou o

recado: Temer não conduzirá o partido se Aécio vencer no 2º turno. Projeto de poder Cotado para presidir a Câmara em 2015, Eduardo Cunha já vislumbra o prefeito do Rio, Eduardo Paes, na disputa pela Presidência em 2018. Olho em 2016 O deputado Leonardo Picciani, filho do presidente estadual do PMDB-RJ, planeja disputar a sucessão de Eduardo Paes na Prefeitura do Rio. Ajustando contas A deputada Sandra Rosado (RN) atribui sua derrota a Wilma de Faria. Ambas são do PSB. A ex-governadora também perdeu para o Senado. Sonho de banqueiros A família Setúbal sonha com Ilan Goldfajn, economistachefe do seu banco Itaú, na presidência do Banco Central. E com Neca Setúbal, uma das herdeiras do banco, ministra da Educação de eventual governo Aécio. Ela descansa na Europa do estresse da campanha de Marina. São todos Geni Vice-governador eleito de SP, Márcio França (PSB) compara os políticos com a personagem “Geni”, de música de Chico Buarque: “Políticos apanham, enfrentam eleição, e voltam a apanhar”. Costa mentiu, diz Bezerra O ex-ministro Fernando Bezerra disse ontem que não conhece e nem tratou de doações com Alberto Youssef, como diz Paulo Roberto Costa. Admite contatos institucionais com o ex-diretor da Petrobras, que para ele foi leviano e mentiu, para manchar a memória de Eduardo Campos.

Pegou mal Gerou mal-estar no PSB a decisão da senadora Lídice da Mata (BA) de apoiar a reeleição de Dilma para fazer média com governador eleito, Rui Costa. O PSB só liberou apoio em Estados que disputam 2º turno. Uso da máquina Mais um exemplo do uso da máquina para beneficiar candidatos. No Acre, governado pelo petista Tião Viana, ônibus estadual faz campanha por Dilma. O flagrante foi em Epitacolândia, 242 km de Rio Branco. Falta de vergonha A empresa Brasil CT, que administra o programa de pontos dos cartões de crédito do Santander, confessa em sua página da internet ser expert em “soluções que permitem manutenção de breakage”. Ou seja, trabalha para que os pontos caduquem antes de serem utilizados. Coisa de cinema A TV Câmara montou uma estrutura de fazer inveja a muitos candidatos. A equipe aproveitou a única sessão deliberativa da semana para fazer imagens do Plenário com uma grua para filmagem. Projeto adiado O governo divulgou nota recuando do plano, revelado nesta coluna, de nomear não concursados para cargos comissionados no Ministério das Relações Exteriores. Os cargos DAS do Itamaraty são uma velha aspiração do PT, especialista no aparelhamento de órgãos públicos. Pergunta no boteco Após dirigir o país sem abrir mão da água que passarinho não bebe, Lula tem mesmo como reclamar e criticar quem dirige depois de beber?

PODER SEM PUDOR

Confiança Homem recatado, Djalma Marinho sempre foi um político respeitado, um homem sábio, no Rio Grande do Norte ou em Brasília. Não era para menos. Certa vez, em campanha no interior, ele acabou atraído para dançar com uma eleitora, numa festa. Um amigo resolveu brincar com a situação, mesmo sabendo do comportamento reto de Marinho: - Dr. Djalma, e se a sua esposa ficar sabendo disso? - Minha mulher não acredita em ressurreição, meu caro – respondeu.

NEGOCIAÇÕES

Fusões partidárias entre legendas A fragmentação partidária recorde na Câmara dos Deputados gerou uma série de negociações entre as 28 legendas que saíram das urnas no dia 5 com pelo menos um deputado eleito. As conversas envolvem as possibilidades de fusões partidárias, quando dois partidos se juntam para criar uma nova legenda; incorporação, quando uma sigla passa a fazer parte de outra já existente; e a criação de blocos parlamentares. Em comum, o objetivo de se fortalecerem para a próxima legislatura e, assim, disputar os principais os principais

postos, como a mesa diretora e as presidências das comissões temáticas. Além disso, para o caso de fusão ou incorporação, o aumento da bancada é acompanhado pelo crescimento do tempo de TV e das cotas do Fundo Partidário. Nove partidos (PTN,PRP, PSDC, PRTB, PEN, PTdoB, PSL, PMN, PTC e PHS) considerados nanicos e que elegeram cinco ou menos deputados tentam se unir em torno de uma bancada com 24 parlamentares, a 8.º maior da casa, à frente de legendas tradicionais como DEM (22),

Transação teria envolvido o pagamento de R$ 500 mil a dois diretores do fundo de pensão dos funcionários da estatal AE

EDUARDO CUNHA (RJ), líder do PMDB, e o fim do financiamento privado de campanha

MANAUS, SEXTA-FEIRA, 17 DE OUTUBRO DE 2014

PDT (19) e PPS (10). “As negociações estão superaquecidas. Independentemente do presidente que seja eleito estamos todos negociando”, afirmou ao jornal “O Estado de S. Paulo” o presidente do PHS, Eduardo Machado. “É importante para ter força administrativa, ter um papel nas atividades parlamentares. Estando num bloco maior começamos a ter vida política”, afirmou o presidente do PRP, Ovasco Resende. O grupo se reuniu ontem em São Paulo e um novo encontro para bater o martelo será realizado na próxima semana.

O negócio teria sido intermediado, segundo suspeita a PF, pelo tesoureiro do PT, João Vaccari

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Polícia Federal acredita ter conseguido fechar o ciclo de uma transação que teria envolvido o pagamento de propina de R$ 500 mil a dois diretores do fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, feito com empresas do exdeputado federal José Janene (PP-PR), morto em 2010, e do doleiro Alberto Youssef - um dos alvos centrais da Operação Lava Jato - e que causou prejuízo de R$ 13 milhões ao órgão. No computador de Youssef, há uma pasta com 12 arquivos referentes aos negócios do doleiro com a Petros. O negócio teria sido intermediado, segundo suspeita a PF, pelo tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e tratado diretamente com dois diretores da Petros - indicações petistas, entre eles o ex-presidente do fundo Luiz Carlos Fernandes Afonso (2011-2014). A PF registra a possível interferência de um político não identificado “de grande influência na casa” na liberação de um

seguro, em órgão do Ministério da Fazenda, que era condicionante para a transação. “Esse recurso foi desviado para pagamento de propina para funcionários da Petros”, afirmou Carlos Alberto Pereira da Costa, advogado que, segundo a PF, atuava como testa de ferro de Alberto Youssef. Costa tinha em seu nome pelo menos duas empresas usadas pelo doleiro, uma delas envolvidas nessa transação com a Petros, a CSA Project Finance. Ele afirmou ao juiz Sérgio Moro que na operação foi retirada uma propina de R$ 500 mil que serviu para pagar os dois diretores da Petros. Citados Os diretores são petistas e já citados em outros dois escândalos, segundo registra a PF. “As negociações eram realiza-

das pelo lado da Petros pelo senhor Humberto Pires Grault Vianna de Lima, gerente de novos projetos da Petros, e pelo senhor Luis Carlos Fernandes Afonso, diretor financeiro e de investimentos”. Afonso foi nomeado diretor em 2003 e depois nomeado presidente da Petros, em 2011, cargo que ocupou até fevereiro de 2014. Lima era diretor de Novos Projetos e foi nomeado diretor de investimento da Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp). Condenação O ex-presidente da Petros foi condenado em primeiro grau por improbidade sob a acusação de ter cobrado “pedágio” de uma fundação para que ela ganhasse um contrato na Prefeitura de São Paulo, em 2003. Na época, ele era secretário de Finanças do governo Marta Suplicy (PT). A condenação é de 2012 e está em fase de recurso.

Ferro-velho era pretexto para fraude A transação na Petros envolveu a compra de título de crédito emitido por uma empresa falida que havia sido adquirida por Janene e por Youssef. A Indústria de Metais Vale (IMV) foi criada para reciclar ferro velho e vender o material para siderúrgicas, mas estava parada. Ela foi registrada em nome do advogado Carlos Alberto Pereira da Costa, réu da Lava Jato. Com a empresa falida, o grupo aportou nela R$ 4 milhões em 2007 e firmou contrato com a CSA Project Finance, que é do doleiro e está em nome de Costa também - para que essa fizesse um projeto de recuperação e captasse recursos anteci-

pados. Para isso, fechou um contrato de venda com recebimento antecipado de uma grande siderúrgica nacional. “Com o objeto de antecipar recebíveis oriundos de um contrato de compra e venda de ferro gusa (sucata), celebra entre a IMV e a Barra Mansa, assim adquirindo investimento necessário para a instalação de uma planta industrial, a IMV emitiu Cédula de Crédito Bancário, no montante total de R$ 13.952.055,11”, diz a PF. Os termos da cédula de crédito estão no HD do computador de Youssef. Com o título de crédito emitido pelo Banco Banif Primus, o grupo, via CSA e coligados, passou a tratar com os diretores da

Petros a compra pelo fundo de pensão. Documento apreendido pela Lava Jato com o grupo mostra que eles teriam sido recebidos na Petros pelo então diretor, que depois virou presidente. Vaccari é suspeito de ser o intermediador dos negócios do grupo com a Petros. No capítulo sobre a compra do título de crédito da empresa IMV há um histórico sobre suas relações com o partido. Seu nome foi citado na confissão dos réus como elo de pagamentos de propinas em outras áreas e especificamente na Petros em um e-mail interceptado entre os alvos da Lava Jato.


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Deputado cobra rigor do TCE em prefeituras do AM Pelos cálculos do Tribunal de Contas do Estado, 50 prefeituras não prestam contas dos repasses destinados à saúde e à educação

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pós divulgação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) mostrando que 50 prefeituras do interior não prestaram contas dos repasses federais para saúde e educação básica, no período de janeiro a agosto deste ano, ficando impedidas de receber mais recursos da União, foi motivo de pronunciamento do deputado José Ricardo Wendling (PT) durante o Pequeno Expediente de ontem (16) na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Para José Ricardo, isso significa que essas prefeituras deixaram de prestar contas ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) dados da aplicação do percentual mínimo dos recursos do orçamento em saúde (15%) e educação (25%) no referente período. “As prefeituras, ao deixar de realizar esses investimentos, estão desobedecendo a lei e deixando de fazer investimento fundamental nas duas áreas sociais mais importantes”, disse. O líder do PT referiu-se ao levantamento das fiscalizações feitas pela Controladoria-Geral da União, que acompanha os repasses feitos pelo governo federal para os Estados e municípios, onde foi constado que 70% dos recursos repassados para saúde e educação básica tinham problemas muitos sérios de aplicação, irregularidades e até possíveis desvios de dinheiro. Por isso, ele cobrou mais rigor do TCE na fiscalização desses recursos.

ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

Livro O resultado do trabalho feito pelo indigenista Egydio Schwade, por meio da Comissão da Verdade, que resultou no livro “A ditadura militar – o genocídio do povo waimiriatroari”, lançado quarta-feira (15) na livraria Valer, foi

CONTAS

Para José Ricardo, os dados do TCE demonstram que as prefeituras deixaram de prestar contas da aplicação do percentual mínimo dos recursos do orçamento em saúde (15%) e educação (25%) Deputado petista, José Ricardo cobrou mais rigor do TCE na fiscalização dos repasses federais às prefeituras do Amazonas

também destacado por José Ricardo ontem. O livro, segundo ele, é resultado dos levantamentos realizados pelo indigenista e outros membros do Comitê Estadual de Direito à Verdade, à Memória e à Justiça do Amazonas, quando a história do povo waimiri-atroari foi resgatada por meio de depoimentos e documentos. O indigenista Egydio Schwade atuou durante muitos anos junto aos indígenas e acompanhou os acontecimentos durante a construção da BR-174, no período militar, quando aconteceu o suposto genocídio dos wamiri-atroari.

Aumento de empregos formais em discussão José Ricardo também se manifestou sobre o aumento da geração de empregos formais no Brasil, afirmando que se vive um bom momento, apesar de toda a crise econômica internacional: no mês de setembro deste ano, por exemplo, 123.785 brasileiros ocuparam postos de trabalho formais. “E ao longo desses 12 anos do governo do PT, foram gerados 20 milhões de empregos, sendo 15 milhões durante a ges-

tão Lula e cinco milhões na gestão Dilma. São números importantes e fundamentais de um governo que olha para o mais pobre”. Com esse crescimento do nível de emprego, explicou o parlamentar, o Brasil figura entre os países com as menores taxas de desemprego do mundo, em torno de 5%, destacando-se, nos últimos anos, com o melhor patamar da história brasileira. E citou alguns indicadores de desem-

REGISTROS DIVULGAÇÃO

prego de países da América Latina - Chile (6,7%), Peru (5,9%), Colômbia (8,9%) e México (5,18%) –, de países que estão no mesmo patamar de desenvolvimento do Brasil - Índia (5,2%), Rússia (4,8%), África do Sul (24,5%) e China (4,1%) – e de países de primeiro mundo, como a Bélgica (9,2%), França (11%), Portugal (16%), Espanha (26%) e Canadá (6,4%). “Com toda essa crise, o Brasil continua gerando em-

pregos e ficando acima da média de todos esses países desenvolvidos e em desenvolvimento, na questão da geração de emprego. Porque outro exemplo é a Itália, que de cada dez jovens, seis estão desempregados. Então é sinal de que estamos no caminho certo”, destacou ele, ressaltando que em 2002 (antes do governo do PT), o país tinha uma taxa de desemprego em torno de 13% e hoje é de 5%.

ALIADOS

PB terá comitê ‘rebelde’ para tentar eleger tucano

Entre as profissões mais registradas pela Justiça Eleitoral, a de deputado foi a que teve o maior número de declarações

Mais de 70 profissões declaradas As ocupações declaradas por candidatos, no ato de pedir o registro para concorrer à eleição, somam mais de 70, segundo a Justiça Eleitoral. Dos 1.612 candidatos eleitos, 688 (42,68%) informaram ter a ocupação de deputado. Em seguida, vêm as profissões de empresário, com 141 candidatos eleitos, advogado, com 137, médico, com 90, e outros, com 86. Para os governos estaduais,

dos 13 eleitos, três concorreram à reeleição e comunicaram a ocupação de governador. Já para o Senado Federal, o ofício de deputado foi informado por seis dos 27 concorrentes eleitos, seguido da ocupação de senador, declarada por três candidatos à reeleição. Já para o cargo de deputado estadual, 429 dos 1.035 eleitos alegaram já serem deputados, enquanto 96 declararam ter

a ocupação de empresário e 87 de advogado. Para a Câmara Legislativa do Distrito Federal, dos 24 eleitos, oito concorreram à reeleição, quatro informaram ter a ocupação de servidor público estadual e três disseram ter o ofício de advogado. Trinta candidatos disputarão o segundo turno das Eleições 2014, marcado no dia 26 de outubro, para os cargos de

presidente da República e governador do Estado. Um dos candidatos à Presidência disputa a reeleição e o outro é senador. Para os governos estaduais, concorrem 28 candidatos. Nove concorrentes declararam à Justiça Eleitoral já ter a ocupação de governador, cinco informaram ter o ofício de senador e outros cinco comunicaram ter o emprego de advogado.

Aliados do governador Ricardo Coutinho (PSB-PB) comandam a criação de comitês de apoio à reeleição do governador e à eleição de Aécio Neves (PSDB) para a Presidência. O movimento, comandado pelo deputado federal Efraim Filho (DEM), começou dias após Coutinho anunciar apoio no segundo turno à presidente Dilma Rousseff (PT), contrariando decisão do PSB nacional de respaldo ao tucano. “Estamos preenchendo uma lacuna, atendendo a pessoas que querem manter a força do trabalho de Ricardo Coutinho, mas também desejam uma mudança nacionalmente, com a eleição de Aécio”, afirmou Efraim Filho. Coutinho, que disputa o governo da Paraíba contra o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), é sustentado por uma aliança de 11 partidos, incluindo PT e DEM. Suprapartidário, o comitê reúne principalmente líderes empresariais, profissionais liberais e universitários. Segundo Efraim, o espaço foi pensado para ser um local de convivência e de distribuição de material de campanha dos candidatos.

Além do comitê instalado em João Pessoa, outros dois serão criados em Campina Grande e Patos, no interior do Estado. Questionado sobre apoio de Coutinho à iniciativa, Efraim diz que não o consultou: “Não precisamos de autorização de ninguém para fazer campanha para os nossos candidatos”. Ex-aliados No primeiro turno das eleições, Coutinho teve 46% dos votos, contra 47,4% de Cunha Lima. No segundo turno, o governador recebeu o apoio do senador Vital do Rêgo (PMDB), que também disputou o governo e obteve 5% dos votos. Coutinho e Cunha Lima eram aliados até o início deste ano, quando o PSDB paraibano rompeu com o governo para articular candidatura própria. O governador foi eleito em 2010 com o apoio do DEM e PSDB de Cunha Lima, que na ocasião disputou uma vaga para o Senado. O PT, que hoje apoia Coutinho, na época estava na chapa adversária encabeçada por José Maranhão (PMDB), que perdeu as eleições. Este ano, Maranhão foi eleito para a única vaga do Senado em disputa.


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Eleições 2014

MANAUS, SEXTA-FEIRA, 17 DE OUTUBRO DE 2014

Melo tem agenda intensa de campanha política Candidato ao governo esteve ontem tomando café com operários do Distrito Industrial e fez caminhada na Compensa

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governador e candidato à reeleição José Melo (Pros) e o candidato a vicegovernador Henrique Oliveira (SD) tiveram dia de intensa mobilização de campanha nesta quinta-feira, dia 16 de outubro. Melo começou o dia reunindo com trabalhadores da empresa Coplast, no Distrito Industrial, para apresentar sua plataforma de governo. O candidato gravou o programa eleitoral, fez caminhada no bairro Compensa II, Zona Oeste, no final da tarde, e à noite realizou comícios nos bairros Campo Dourado e Alfredo Nascimento, na Zona Norte. Melo começou as atividades de campanha às 7h. Ele tomou café da manhã com cerca de 300 trabalhadores da empresa Coplast e falou dos projetos para o futuro governo. Destacou os investimentos em saúde, com a construção do hospital de 300 leitos da Zona Norte, e a ampliação de cinco hospitais da capital, além da implantação do programa Pronto Especialista, levando médicos de cinco especialidades para 14 municípios-polo. O candidato do Pros disse ainda que a aquisição da Santa Casa de Misericórdia, que está em processo de desapropriação, deve contribuir para melhoria do atendimento aos pacientes que sofrem de câncer. O governador ressaltou que seu programa de governo prevê a expansão da Fundação Cecon, com novas alas para o tratamento de radioterapia e quimioterapia, e a construção de uma nova unidade no interior do Estado. Na Santa Casa de Misericórdia, a proposta é construir um novo hospital do câncer

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voltado ao atendimento de crianças e adolescentes. Depois da reunião com os trabalhadores, Melo cumpriu agenda administrativa como governador. Ao meio dia, gravou o programa eleitoral. No horário da tarde fez corpo a corpo no bairro Compensa II. Ao mesmo tempo, Henrique Oliveira fez corpo a corpo com a população no bairro Val Paraíso, na Zona Leste. A estratégia é multiplicar a presença da campanha na capital. Melo disse que vai iniciar a agenda de viagens ao inte-

ATIVIDADES

Melo começou as atividades de campanha desta quinta-feira em um café da manhã com cerca de 300 trabalhadores da empresa Coplast, no Distrito, onde falou de projetos para o futuro No fim da tarde, o candidato ao governo realizou uma caminhada no bairro Compensa e foi carregado pela população

rior, neste final de semana. A rota da campanha inclui Boa Vista do Ramos, Urucurituba e Maués. “Esse segundo turno também será de muito trabalho e apresentação de propostas. No primeiro turno, apesar de ter sido massacrado, eu segui meu caminho de discussão de propostas e vai continuar assim. Agora a receptividade está muito maior e estou feliz porque vejo as crianças e a juventude conosco. Para mim, significa que elas veem em mim a capacidade de fazer aquilo que elas esperam para o futuro”, disse.

Caminhada animada no bairro Compensa A mobilização de Melo no bairro Compensa animou os moradores. O governador percorreu dezenas de ruas e foi acompanhado de perto pelos moradores. Melo pediu voto às donas de casa, falou com comerciantes, pedestres e motoristas. Na Zona Oeste, o governo de Omar Aziz e José Melo entregou

o Centro de Convivência da Família Magdalena Arce Daou e entregou o conjunto Residencial do Prosamim do São Raimundo. Em seu futuro governo, José Melo garantiu recursos para a construção do Prosamim do igarapé da Cachoeira Grande, no bairro do São Jorge. Além da indenização

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de moradores que viviam em condições insalubres, o novo espaço vai contar com quadras poliesportivas e um conjunto residencial com mais de mil apartamentos. Na região, o governo de Melo deve concluir as obras do Prosamim na Bacia do São Raimundo, construindo o Parque Linear do Rio Negro

na orla da cidade. O espaço será um novo cartão-postal, com vistas para a ponte que liga a capital a Iranduba. A mobilidade urbana será contemplada com a duplicação da avenida do Turismo, que faz parte do complexo viário que vai abrir uma nova rota ligando a região portuária ao Polo Industrial de Manaus.

CAMPANHA

Rebecca diz que lutará por Polo de Semicondutores A candidata a vice-governadora de Eduardo Braga, Rebecca Garcia, se comprometeu, na manhã desta quinta-feira (17), em lutar pela implantação do polo de encapsulamento de semicondutores em Manaus, a partir de 2015, gerando, de imediato, mais 300 empregos na cidade. Durante visita à fábrica Cal-Comp, Rebecca foi informada que a empresa já tem um projeto de expansão que compreende este setor. “Eu me comprometo em ajudar no que for possível para estabelecer esse polo de semicondutores aqui em Manaus. Tudo que gera emprego aqui para a nossa gente nos interessa muito”, afirmou a candidata. O diretor administrativo da Cal-Comp, Jimmy Shih, alegrou-se com a possibilidade de implementação do polo de semicondutores no Polo Industrial de Manaus (PIM) já no próximo ano e diz que o projeto já está adiantado. Rebecca teve muito boa receptividade entre os funcionários da fábrica, onde se comprometeu a defender projetos para a área “Ficamos honrados com

a vinda da candidata em nossa empresa. Este projeto já vem sendo amadurecido há algum tempo e nossa ideia é executá-lo em 2015. Temos propostas de outros Estados, como Minas Gerais, mas seria mais viável implementarmos esse projeto aqui em Manaus, onde já estamos estabelecidos há três anos. Temos a intenção, inclusive, de firmar um sistema local de formação de mão de obra especializada em semicondutores em Manaus”, revelou o diretor. Rebecca teve muito boa receptividade entre os funcionários da fábrica. “É sempre bom ter gente nova na política. A Rebecca Garcia representa a renovação e isso é muito saudável para os eleitores”, afirmou Juliana Sena, 22, analista de vendas. A Cal-Comp tem duas unidades em Manaus, com 2.445 postos de trabalho, produzindo insumos eletroeletrônicos como set up box, placa-mãe, hd externo e placa de HD.


Eleições 2014

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‘PT foi o partido que mais ajudou os pobres do país’

Segundo o ex-presidente, os seus adversários não suportam o fato de os petistas terem feito mais do que eles fizeram DIVULGAÇÃO

Segundo ex-presidente, os adversários não toleram que um torneiro mecânico, sem diploma univertário, tenha feito mais história na política do que os diplomados no século XX

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ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta quinta-feira (16), durante pronunciamento em Rio Branco, no Acre, que seus adversários “não suportam” o fato de o governo petista “ajudar os mais pobres”. Lula também disse ter feito mais do que eles fizeram durante “todo o século XX”. “O que eles não suportam é a gente ajudar os mais pobres. O

que eles não suportam é saber que foi exatamente um torneiro mecânico, sem diploma universitário, que fez mais do que eles fizeram durante todo o século XX, quando governaram este país”, declarou. A discussão sobre a prioridade dada por diferentes governos a ricos e pobres tem tido destaque no debate eleitoral nos últimos dias. No horário eleitoral da última quinta-feira (9), a candidata à reeleição pelo PT, Dilma

Rousseff, afirmou que a candidatura do presidenciável do PSDB, Aécio Neves, representa um modelo que “esqueceu dos mais pobres”. Durante evento de campanha em Brasília no último dia 8, Aécio Neves afirmou que será o presidente dos “brasileiros mais pobres”. “Eu não serei presidente de apenas um Estado da Federação, serei o presidente de todos brasileiros e, principalmente, daqueles que mais precisam da ação

do Estado. Serei o presidente dos brasileiros mais pobres”, declarou Aécio. Nesta quinta-feira, Lula fez pronunciamento em Gameleira, no Centro de Rio Branco, para os militantes que o seguiram em carreata. Em seu discurso, o petista pediu votos para Dilma Rousseff, lembrando a trajetória dela de prisão e tortura durante a ditadura militar (1694-1985). “Eles não suportam esse país ter condenado uma jo-

vem mulher com 20 anos a três anos e meio de cadeia, a torturarem, achando que tinham acabado com ela, e agora ela ser presidente da República”, disse Lula. “Eu quero pedir para que vocês transformem em questão de honra. E fazer a Dilma ser eleita presidente a partir do Estado do Acre”, declarou. Lula também pediu votos para o candidato petista ao governador do Acre, Tião Viana, que disputa o cargo

no segundo turno com o candidato do PSDB, Márcio Bittar. “Eu vim aqui como cidadão, não apenas pedir votos para a companheira Dilma, mas para dar o mínimo de contribuição que posso para eleger o companheiro Tião a governador do Estado. Acho que o trabalho do Tião nesses Estado é uma coisa extraordinária”, declarou. REPRODUÇÃO

ESTRATÉGIA

Marina terá primeira reunião com Aécio hoje A ex-senadora Marina Silva (PSB) se reunirá, em São Paulo, nesta sexta-feira (17), com o presidenciável Aécio Neves. Eles deverão gravar imagens para a propaganda eleitoral, discutir ações que serão adotadas na reta final da campanha e decidir sobre se a ex-ministra subirá em palanques ao lado do tucano nos últimos dias da corrida eleitoral. Após uma semana de negociação, Marina Silva, que obteve 22.176.619 votos (21,32%) no primeiro turno, oficializou no último domingo apoio a Aécio. A decisão foi divulgada em São Paulo, um dia depois de o presidenciável do PSDB assumir, por meio de uma carta aberta, uma série de compromissos para a área social, entre os quais parte das condições impostas pela ex-senadora para apoiá-lo na reta final da corrida pelo Palácio do Planalto. Conforme informou Walter Feldman, o porta-voz da Rede Sustentabilidade, grupo político de Marina Silva, o encontro desta sexta servirá para que a ex-senadora e Aécio possam tratar de vários as-

suntos que julgam necessários para o segundo turno. Existe a expectativa de que após o encontro haja pronunciamento à imprensa. “O encontro está confirmado e Marina e Aécio se encontrarão no Espaço do Bosque, na Lapa. O encontro em si é a oportunidade que eles terão para se reunir, porque ainda não tiveram uma chance de conversar, e vão conversar sobre o segundo turno, apoio, ações”, afirmou. Segundo Feldman, imagens serão gravadas durante o encontro para que Aécio possa utilizá-las em sua propaganda eleitoral. Até então, a menção que o tucano faz à ex-senadora nos programas se dá em forma de “agradecimento”, em que o presidenciável afirma que Marina não condicionou o apoio a nomeações em ministérios. Ainda de acordo com o porta-voz da Rede, nesta sexta deve sair a definição sobre se Marina subirá em palanques com Aécio Neves na reta final da campanha. Feldman disse que a ex-senadora tem se “esforçado” para demonstrar o apoio ao candidato do PSDB.

Segundo informou o porta-voz da Rede Sustentabilidade, o encontro de Marina e Aécio será para gravar programa eleitoral


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MANAUS, SEXTA-FEIRA, 17 DE OUTUBRO DE 2014

Aécio compara campanha de Dilma a regime nazista MARCOS FERNANDE/OBRITO

Candidato do PSDB afirmou ontem que o marqueteiro do PT é “discípulo de ministro da propaganda de Adolf Hitler”

O presidenciável Aécio Neves gravou um vídeo ontem em que pediu aos seus simpatizantes que no dia da eleição passem a vestir “as cores da nossa campanha, que são as cores do Brasil”

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candidato à Presidência da República, Aécio Neves (PSDB), comparou a tática adotada pela campanha da presidente Dilma Rousseff (PT) às usadas pelo regime nazista para atacar adversários. O tucano chegou a comparar o marqueteiro João Santana ao ministro da propaganda do regime comandado por Adolf Hitler, Joseph Gobbels. Aécio disse ainda que vai responder “à altura” os ataques da campanha petista. “A presidente pode fazer todo esforço que quiser. Ela pode seguir seu marqueteiro, que na verdade me parece discípulo de Gobbels, o ministro da informação de Hitler, que dizia que uma mentira repetida mil vezes se transforma numa verdade. Mas aqui eu não vou deixar que isso aconteça. Meu governo em

Minas foi honrado do começo ao fim”, declarou Aécio no estúdio da campanha. E disse ainda: “Eu nunca achei que seria uma eleição fácil. Talvez meus adversários achassem. Precisamos disputar (esta eleição) combatendo a mentira. Essa é a eleição mais vergonhosa da história da democracia brasileira. Nossa adversária perdeu totalmente a condição de debater os temas que interessam aos brasileiros. Porque a campanha dela é uma fraude permanente. (Ela usa) Inverdades em relação a dados numa tentativa criminosa de desconstrução dos adversários. Tentou fazer com Eduardo (Campos), fez com Marina (Silva). Mas comigo não. A reação será na mesma altura”. O tucano rebateu ainda as acusações da presidente

CRÍTICAS

O tucano voltou a criticar a política econômica do atual governo e respondeu sobre as convergências entre os programas de governo do PSDB e da candidata derrotada Marina Silva Dilma que, desde o início do segundo turno das eleições, vem atacando sua gestão em Minas Gerais: “Distorcer os números de Minas Gerais é um desrespeito aos mineiros”, afirmou o senador, que voltou a se defender das acusações de não ter aplicado todos os recursos determinados por lei na área da Saúde. “O governo de Minas aplicou os R$ 7 bilhões. Cumpri a lei”.

O senador manteve o otimismo ao comentar a pesquisa, mas, quando questionado, não respondeu sobre o aumento da sua rejeição: “A (nossa) candidatura cresceu três vezes mais do que a da adversária. Ele aproveitou a coletiva feita antes do segundo debate na TV, que aconteceu na tarde desta quinta-feira, para defender o combate à violência contra jovens e adolescentes. O tucano voltou a criticar a política econômica do atual governo e respondeu sobre as convergências entre os programas de governo do PSDB e da candidata derrotada Marina Silva (PSB).

Eleitores com a blusa do Brasil Em vídeo que começou a circular no WhatsApp nesta quinta-feira (16), o candidato à Presidência pelo PSDB, senador Aécio Neves, pede a seus simpatizantes que passem a vestir “as cores da nossa campanha, que são as cores do Brasil também”, numa tentativa de se apropriar de movimento semelhante ocorrido no primeiro turno. Na semana anterior à votação do primeiro turno, uma mobilização de eleitores de Aécio e de Marina Silva (PSB) nas redes sociais pedia aos que quisessem derrotar a presidente Dilma

Rousseff (PT), candidata à reeleição, que vestissem verde, amarelo e azul quando fossem às urnas. Na época, a campanha petista monitorou a movimentação nas redes sociais - mas dos eleitores oposicionistas a ideia não chegou a deslanchar. Agora, Aécio procura ressuscitá-la para o próximo dia 26, data do segundo turno. “Faltam dez dias para a libertação, faltam dez dias para nós darmos ao Brasil um governo decente, um governo honrado”, afirma Aécio no vídeo, que tem pouco mais de um minuto de duração.

EXPEDIENTE EDIÇÃO Isabella Siqueira de Castro e Costa e Náis Campos

REPORTAGEM Raphael Lobato, Joelma Muniz, Karine Pantoja e Assessorias

REVISÃO Gracycleide Drumond, Dernando Monteiro e João Alves

DIAGRAMAÇÃO Adyel Vieira, Leonardo Cruz, Klinger Santiago, Marcelo Robert e Pablo Filard

TRATAMENTO DE FOTOS Adriano Lima


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Eleições 2014 - 17 de outubro de 2014 by Amazonas Em Tempo - Issuu