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Eleições 2014 - 15 de outubro de 2014

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Especial

Eleições 2014 MANAUS, QUARTA-FEIRA, 15 DE OUTUBRO DE 2014

politica@emtempo.com.br

(92) 3090-1019

Candidatos trocam farpas em primeiro debate na TV

Em primeiro confronto, Dilma e Aécio fizeram acusações entre si sobre temas como a questão da saúde e bancos públicos NELSONANTOINE/FRIME

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O debate, que durou pouco mais de uma hora, teve cinco blocos. Os candidatos discutiram questões como segurança da mulher, educação e saúde NELSONANTOINE/FRIME

s candidatos à Presidência Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) participaram, na noite de ontem, do primeiro debate na TV neste 2º turno. O encontro teve troca de fartas entre os candidatos sobre questões como corrupção, educação e segurança. O debate teve duração de 1 hora e 20 minutos, dividido em cinco blocos - quatro de perguntas e respostas e o último para considerações finais. Por ordem de sorteio, quem abriu as discussções foi a candidata Dilma. “Nesta eleição, eu acredito que dois projetos de nação estarão se apresentando. Nós fizemos o mais profundo projeto de distribuição de renda da história. Levamos 42 milhões de pessoas à classe média. Uma Argentina inteira. Todos ganharam, mas ganharam mais os que mais precisavam. Lançamos as bases para um novo ciclo de desenvolvimento. Haverá uma prioridade para a educação. Da creche à pós-graduação, continuaremos dando a principal atenção à educação”. Em seguida foi a vez do candidato Aécio se apresentar. “Os brasileiros terão a oportunidade de dizerem o que querem para seu futuro. A grande realidade é que o Brasil tem avançado muito nas últimas décadas. Avanços sociais vieram a partir da estabilidade econômica conseguida pelo governo do PSDB. Venho neste debate representar um sentimento crescente na sociedade brasileira que quer ver um governo que olhe para o futuro, que não caia nesta armadilha de ‘nós’ e ‘eles’. Eu me preparei ao longo destes 30 anos não para fazer um governo de partido político, mas para fazer um governo que tire o Brasil da lanterna do crescimento econômico”. Após as apresentações começou a rodada de perguntas, e o primeiro candidato a fazer foi Dilma, que questionou Aécio sobre a CPMF, pela qual o PSDB votou contra, e sobre propostas em saúde. Firmimente, o tucano respondeu: “Sinto muito a senhora estar desinformada. Todos os meus investimentos são aprovados pelo Tribunal de Contas. Minas Gerais é o Estado que mais tem qualidade em saúde na Região Sudeste. Quando o governo do PT assumiu, 57% dos investimentos em saúde vinham do governo federal. Hoje, são 46%”. Em seguida foi a vez de Aécio direcionar pergunta à presidente, e acusou a petista de mentir sobre os seus oponentes durante a campanha . “Eu acho que quem fazataquescruéiséosenhor.Acho que o senhor distorce todos os dados e a realidade. Vocês dizem que são pais do Bolsa Família, quando fizeram um programa que não abrangeopaís,nãotemescala”,se defendeu a presidente. “A senhora falta com a verdade, candidata”, replicou Aécio. “O maior projeto social da história do Brasil não foi o Bolsa Família, foi o Plano Real”, afirmou.

Dilma alegou que os tucanos acabaram com programas sociais

Questão de segurança eleva o tom

Aécio garantiu que irá manter a continuidade do Bolsa Família

Inflação e casos de corrupção questionados No segundo bloco do debate, foram quatro perguntas ao todo. Cada candidato questionou duas vezes o seu oponente. A primeira pergunta do bloco foi do candidato Aécio, que questionou Dilma sobre inflação. A pestista retrucou. “Temos uma inflação controlada, dentro dos limites da meta. Eu acredito que o senhor esqueceu o que ocorria no governo FHC. O senhor indica um ministro da Fazenda que, por duas vezes,

deixou a inflação ultrapassar o limite da meta”, defendeu Dilma Rousseff (PT). Diante de uma grave crise, mantivemos emprego, mantivemos salário e continuamos crescendo”, finalizou a petista. Em seguida foi a vez de Dilma questionar Aécio sobre educação e escolas técnicas. “Um orgulho que tenho na vida foi ter levado Minas Gerais a ter a melhor educação pública do Sudeste”, alegou.

Em seguida Aécio questionou a candidata sobre corrupção e citou a Petrobras. “A minha determinação em punir todos os culpados é prioridade. É fundamental que o Brasil não tenha mais impunidade”, e citou casos de corrupção envolvendo o PSDB. “Não queira nos igualar, presidente. O que acontece na Petrobras é um escândalo jamais visto. Eu quero saber quais foram os relevantes

serviços prestados pelo exdiretor da Petrobras”, replicou Aécio Neves (PSDB). Indignada, a candidata petista replicou questionando o tucano sobre o aeroporto construído em terras da família de Aécio Neves: “Eu não acho isso moral nem ético”. “A senhora está sendo leviana. Fiz milhares de obras no meu governo, e todas atestadas pelo Tribunal de Contas”, finalizou o senador.

Nos últimos blocos, a questão da segurança e da educação tomaram a tônica dos discursos. A candidata Dilma questionou o tucano sobre o tema segurança falando mal da administração de Aécio em Minas Gerais. “A senhora está muito enganada. No meu governo, os crimes em Belo Horizonte diminuíram em 37%. Cheque com o ministro Cardozo. Minas foi o Estado que mais investiu em segurança. Mas a coisa vai bem? Não vai. Não vai no Brasil inteiro. O governo federal, o que faz? Terceiriza a responsabilidade”, defendeu Aécio (PSDB). Depois, o tucano questionou Dilma sobre investimentos em educação. “Fizemos o Pronatec para tratar a questão do ensino médio como uma questão de formação profissional”, disse a petista. “A nossa proposta para educação começa pela construção das 6 mil creches que ficaram pelo caminho”, rebateu Aécio.


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Eleições 2014

MANAUS, QUARTA-FEIRA, 15 DE OUTUBRO DE 2014

Melo defende aumento de crédito a produtores rurais DIVULGAÇÃO

Candidato ao governo, durante entrevista a uma rádio local, disse que pretente diminuir a burocracia para produtores

Segundo o governador José Melo, novos programas de governo como a Casa do Produtor e o Banco do Produtor irão implantar mais benefícios diretos para as famílias dos agricultores

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andidato do Pros à reeleição, o governador José Melo planeja expandir o crédito e reduzir a burocracia para a produção rural no interior do Amazonas. Em entrevista concedida a uma emissora de rádio local, nesta terça-feira, dia 14 de outubro, Melo afirmou que manterá subsídios para a produção e destacou a criação dos programas Banco do Povo e Casa do Produtor Rural, entre as medidas para beneficiar o setor primário. Segundo o governador, os dois novos programas de governo trarão benefícios diretos para as famílias agricultoras. Com a Casa do Produtor, Melo vai reunir todos os órgãos que trabalham no aten-

dimento ao setor produtivo, montando uma espécie de PAC (Pronto Atendimento ao Cidadão). Serão montadas estruturas do Idam, Ipaam, ADS, Iteam e Afeam para o atendimento dos produtores, concentrando os serviços de assistência técnica, crédito rural, licenciamento ambiental, regularização fundiária e apoio à comercialização. Outra proposta com impacto positivo para o segmento é o Banco do Povo para oferta de crédito e consultoria de atividades econômicas de pequeno porte. A expectativa é incentivar a formalização e a abertura de novos empreendimentos. Os financiamentos terão juros de 3% ao ano, sete vezes menor que as condi-

ções dos bancos privados. Os empréstimos podem chegar a até R$ 15 mil por pessoa, de acordo com o perfil do negócio. A expectativa é financiar 70 mil empreendimentos em todo o Estado, investimentos que devem alcançar R$ 1,2 bilhões em quatro anos de governo. Outra frente de investimentos será no asfaltamento e abertura de vicinais, disse Melo. As medidas devem facilitar o escoamento da produção gerada nos municípios e estimular novas atividades. Essa infraestrutura também é uma das bases do programa de incentivo à piscicultura e fruticultura no interior, explicou o candidato. “Vamos asfaltar três mil DIVULGAÇÃO

INVESTIMENTO

R$ 1,2 bilhões

É a expectativa de financiamento de 70 mil empreendimentos em todo o Estado quilômetros de estradas e colocar projetos importantes como a piscicultura, produzir frutas, implantar a cultura da mandioca, desenvolvida pela Embrapa em Cruz das Almas, que dá produção seis vezes maior. Nosso governo

vai fazer tudo isso subsidiado”, frisou. Para alcançar a meta de transformar o Amazonas no maior produtor de peixe em cativeiro, a cultura será proliferada em todos os municípios. A vocação econômica das cidades será intensificada em consórcio com os projetos de peixe, disse Melo, usando como exemplo Careiro da Várzea. “Careiro da Várzea tem vocação para criação de gado, sobretudo leiteiro, e vamos continuar com ele sendo o maior produtor e também consorciar com a criação de peixe, de mandioca e frutas”, resumiu. Durante a entrevista radiofônica, o governador disse ainda que tem metas de longo

prazo para o desenvolvimento do Estado, por meio de potencialidades regionais. A ideia de José Melo é estender o modelo de incentivos tributários aplicado às indústrias do Polo Industrial de Manaus como forma de desenvolver novos polos econômicos no Estado, como a piscicultura e a criação de uma indústria petroquímica, de fertilizantes, e polo de biocosméticos e fármacos. Além da redução do ICMS, a proposta é oferecer terrenos para a instalação das novas iniciativas econômicas.

TRAMITAÇÃO

Projeto quer estabilidade de PMs

Cabo Maciel propõe alterar o tempo de carreira para estabilidade dos praças da corporação

O deputado estadual Cabo Maciel (PR) apresentou, nesta terça-feira (14), projeto de emenda à lei aprovada em junho pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), que trata da estabilidade do policial militar, alterando o tempo de carreira para a estabilidade dos praças que ingressam na corporação. Pela chamada Lei de Carreira, o tempo para alcançar a estabilidade é de dez anos, tempo reduzido para apenas três anos de acordo com a emenda. O deputado, que representa politicamente a categoria dos policiais militares, comparou que o estado probatório do

MUDANÇA

O PL apresentado ontem na Aleam pretende alterar o tempo de carreira para a estabilidade dos praças que ingressem na corporação. Pela lei, o tempo hoje é de dez anos para estabilidade policial civil, dos professores e dos profissionais da saúde é de três anos, e somente o dos policiais e bombeiros militares é dez anos. Cabo Maciel analisou que, hoje, com a Lei de Carreira

aprovada, o policial militar que ingressar na carreira como praça só após cinco anos será promovido a cabo, e com mais cinco anos será promovido a terceiro sargento. “Ou seja, ele vai ser sargento na Polícia Militar e ainda não vai estar com a sua estabilidade garantida”, explicou. “Este Projeto de Lei faz mudança nesta parte da estabilidade, reduzindo para três anos, equiparando com a da Polícia Civil. É uma demanda que a categoria vem pleiteando e que causa grandes prejuízos em relação a outras categorias”, disse Maciel, pedindo aos deputados que apoiem essa mudança.


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MANAUS, QUARTA-FEIRA, 15 DE OUTUBRO DE 2014

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‘Não haverá trégua para corrupção’, diz Monteiro DIVULGAÇÃO

Em sua posse ontem, novo procurador-geral de Justiça disse que irá manter pulso firme contra crimes como corrupção

Fábio Monteiro, que foi o mais votado entre os membros do Ministério Público Estadual, tomou posse ontem do comando do órgão para o biênio de 2015/2016. Monteiro assume lugar de Cruz

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ais votado entre os membros do Ministério Público Estadual (MPE-AM), o promotor Fábio Monteiro tomou posse, na manhã de ontem, do comando do órgão ministerial pelo próximo biênio (2015/2016). O promotor, que coordenou investigações que desmontaram esquemas de pedofilia em Coari, disse que a sua gestão “não dará trégua” à luta contra corrupção e ao crime organizado. Monteiro substituirá o promotor Francisco Cruz. “Não haverá trégua para a corrupção, o tráfico de drogas, os crimes de pistolagem, a criminalidade organizada, dentro e fora dos presídios, os danos ao meio ambiente e ao consumidor. Não haverá trégua para os transgressores da lei. Vamos ampliar estruturas que defendam os direitos dos idosos, das vítimas de crimes sexuais, das mulheres vítimas de violência, o acesso mais amplo de todos à saúde”, disse Monteiro, durante a cerimônia de posse, realizada na sede do órgão. O novo promotor-geral de Justiça abordou ainda um pacote de urgências do órgão ministerial. “Vamos ampliar o braço dos representantes da sociedade e fiscais da lei para melhor servir a democracia, garantindo melhores condições de trabalhos a todos. Na capital, instalaremos vinte novas promotorias, que irão contribuir para a movimentação da carreira dos servidores. Investiremos nas coordenadorias, seja em equipamentos, como na gestão de pessoas”, afirmou. A gestão de Monteiro terá a Subprocuradoria Administrativa comandada pelo promotor

Jeferson Neves de Carvalho, a Jurídica pelo procurador Pedro Bezerra e a Secretaria Geral pela promotora Leda Mara Albuquerque. O promotor deixa a coordenadoria do Centro de Apoio Operacional de Inteligência, Investigação e Combate ao Crime-Organizado (CaoCrimo), onde está desde 2011, sob o controle do promotor Lauro Tavares. À frente da Cao-Crimo, Monteiro entregou à Justiça no início deste ano as investigações que resultaram na prisão do ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro, acusado de chefiar um esquema de exploração sexual infantil no município. As ações em torno de Coari levaram o órgão a ingressar na Justiça também com um pedido de intervenção governamental na região. A medida, no entanto, foi negada pela corte do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) na última semana. Abordado pela reportagem, o promotor disse que “respeita” a decisão da corte, mas adiantou que haverá recursos para defender a ação do MPE. Monteiro, no entanto, não deu detalhes sobre a contestação da decisão que foi unânime entre os desembargadores. “Eles entenderam que não tinha elementos o suficiente para a intervenção, então nós vamos analisar as possibilidades”, afirmou. Estiveram presentes na cerimônia o governador e candidato à reeleição, José Melo (Pros), o prefeito Arthur Neto(PSDB), o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Josué Neto (PSD), além das presidentes do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), desembargadora Graça Figueiredo e do Tribunal Eleitoral do Amazonas, desembarga Socor-

ro Guedes. Deputados, juízes e promotores também compuseram a cerimônia. Durante a posse, Arthur destacou que o MPE-AM tem atuado de forma equilibrada, sendo um parceiro das demais instituições públicas. Ele defendeu a autonomia do órgão para que a sociedade se sinta mais protegida. “Desejo ao jovem procurador Fábio que seja firme. Tenho certeza de que teremos uma gestão muito equilibrada. O Fábio e o Francisco Cruz são da mesma linha de retidão, que, espero, se estenda na proteção da sociedade”, destacou. “Vamos dar continuidade ao

ALTERAÇÕES

o novo procurador-geral de Justiça destacou ainda que criará um pacote de urgências do órgão ministerial, como ampliar o braço de representantes da sociedade e fiscais da lei para melhor servir fortalecimento do Ministério Público, principalmente no interior, que está mais aquém, se comparado a capital. Queremos mais celeridade nas ações desempenhadas pelos procuradores e promotores de Justiça e, por isso, vamos realizar concurso público para promotores de Justiça nos interiores e para os demais profissionais de apoio. Na capital, teremos concurso para peritos, engenheiros, contadores, enfim, vamos subsidiar melhor os laudos das nossas investigações”, afirmou o novo procurador-geral. De acordo com o governador José Melo, a relação entre o Ministério Público e o governo

do Amazonas tem sido republicana e construtiva para as duas instituições e para a população amazonense. Melo destacou o bom trabalho desempenhado pela gestão do procurador Francisco Cruz e declarou que espera a mesma relação com o novo gestor. “Eu, democrata que sou, nomeei o que obteve o primeiro lugar na votação e tenho certeza que teremos uma relação das mais proveitosas do ponto de vista institucional entre o entre o Ministério Público e nosso Governo, e entre o Ministério Público e a sociedade”, declarou o governador José Melo. Melo elogia Arthur O governador José Melo (Pros) dedicou grande fatia do seu discurso durante a posse de Monteiro a uma maratona de afagos ao prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB). Melo disse que o tucano é uma liderança “superlativa” e destacou ações de Arthur durante a Copa do Mundo e projetos de recuperação de vias públicas. As declarações foram dadas após rumores de o prefeito estaria distante da campanha do candidato. O governador voltou a afirmar que continuará neutro em relação ao palanque nacional. “Não posso ser arrogante e determinar em quem os amazonenses devem votar, essa é uma escolha pessoal. Nós somos a campanha da humildade, não da arrogância. Essa é uma decisão que não vem de cima para baixo, e sim de um processo democrático da escolha”, afirmou Melo.

União entre governo e prefeitura Esse foi o primeiro encontro público entre Melo e Arthur depois do primeiro turno das eleições. O governador e o prefeito de Manaus se cumprimentaram e fizeram fotos ao lado do novo procurador do MPE. Segundo Melo, a parceria com Arthur Neto segue e tem como interesse maior a cidade de Manaus. “Minha relação com o Artur é a melhor possível. Temos uma relação que não tem mácula. Relação institucional que está dando resultado. O interesse maior é o da cidade de Manaus”, disse. O governador ressaltou que a parceria mantida com a Prefeitura de Manaus tem gerado bons resultados e está em pleno andamento. “Eu tenho orgulho de ter um prefeito de superlativos”, elogiou Melo, fazendo alusão às parcerias entre Estado e prefeitura, como o convênio de R$ 100 milhões para asfaltamento

de mais de 4 mil ruas nas zonas Norte e Leste da cidade, a recuperação do Proama após o acidente que interrompeu o fornecimento de água para aquela região, além de parceria no transporte coletivo para garantir o preço da passagem de ônibus. Em seu plano de governo, Melo prevê a expansão da parceria para as áreas de educação, saúde e mobilidade urbana, modelo que será reproduzido com as prefeituras municipais do interior. O governador afirmou ainda que, caso seja reeleito, não fará mudanças no corpo de secretários de governo. O candidato à reeleição do Pros afirmou que está “satisfeito” com os atuais secretários e que só fará mudanças “que se mostrarem necessárias”. José Melo, no entanto, declarou que ninguém é “insubstituível” e que todos estão “sujeitos à demissão”. ASSESSORIA DO GOVERNADOR

RAPHAEL LOBATO Equipe EM TEMPO

Governador ressaltou que parceria seguirá mantida


Eleições 2014

Presidente do PSB pede desculpas a Marina Silva

www.claudiohumberto.com.br

O PSB e o PPS têm uma identidade muito forte” DEPUTADO ROBERTO FREIRE, presidente do PPS, sobre a possível fusão com o PSB

Desfeita de Lula pode provocar saída de ministro Primo do candidato ao governo Henrique Alves (PMDB-RN), o ministro Garibaldi Alves (Previdência) avalia abandonar o cargo após notícia de que ex-presidente Lula irá ao Estado para pedir votos ao adversário Robinson Faria (PSD). Garibaldi confirma ter conversado com Henrique sobre a possibilidade de deixar o ministério, mas nada foi decidido: “Não pretendo tomar nenhuma decisão isolada ou precipitada”, afirmou. Mais um A oposição aguarda o desfecho do caso para tentar fazer Garibaldi Alves “correr para o abraço” com Aécio Neves para presidente. Calma nessa hora O problema com Lula será tratado inicialmente pelo vice Michel Temer num “contexto nacional”, diz Garibaldi: “Não queremos dissidência”. Sob pressão Henrique Alves tem sido pressionado a romper com o governo Dilma desde que Lula gravou vídeo pedindo voto para Robinson, no 1º turno. Bem feito Lula apoia Robinson sob pressão do PT-RN, que acusa Henrique de prejudicar Fátima Bezerra para se aliar ao DEM, PSDB e PSB. Delação atinge quem já não pode se defender Procuradores da República discutem o tratamento a ser conferido às denúncias do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, em depoimentos na delação premiada, contra personalidades

já falecidas, como o expresidente do PSDB, Sérgio Guerra, e o ex-governador Eduardo Campos. Eles já não podem se defender, nem tampouco contestar os indícios que foram apresentados pelo delator. Vivaldinos Mais importantes que acusações a políticos falecidos são denúncias, com provas, do ex-diretor contra autoridades vivas, muito vivas. Bancada majoritária Segundo o que vazou dos depoimentos até agora, a maior parte do rateio de dinheiro roubado da Petrobras foi com partidos governistas. Rateio do roubo Políticos do PMDB e do PP recebiam o equivalente a 1%, cada, de contratos bilionários da Petrobras. Políticos do PT recebiam até 3%. Previsão otimista Vice-governador eleito de São Paulo, Márcio França (PSB) acredita que o tucano Aécio Neves (PSDB) terá 60% dos votos, contra 30% de Dilma (PT), no segundo turno das eleições. Dose tripla A petista Dilma manterá estratégia do 1º turno de fazer atos eleitorais paralelos ao antecessor Lula e ao vice Michel Temer. A ideia é multiplicar por três a presença do governo nos Estados. Barbas de molho no TCU Colegas do ministro Aroldo Cedraz estão preocupados com a atuação ostensiva do filho, Tiago Cedraz, nos últimos meses do ano, antes de o pai assumir a presidência do

Jornalista

Em agosto, Carlos Siqueira declarou para Marina que ela fosse “mandar na Rede dela”, e desde então romperam DIVULGAÇÃO

Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS

MANAUS, QUARTA-FEIRA, 15 DE OUTUBRO DE 2014

Tribunal de Contas da União, em 2015. Acesso negado Em diversos ministérios, como do Meio Ambiente, o acesso ao site Dilma 13 é feito sem a menor dificuldade, mas sempre que se tenta visitar o site Aécio 45, nem vale a pena insistir: o bloqueio é total. Conta outra Em busca de votos, com a economia abaixo de zero, Dilma prometeu “estudar” o reajuste dos servidores do Judiciário, que ameaçam greve após auxílio-moradia dos juízes, que provocou protestos. Quem manda é prefeito Ao encontrar Eliomar Nogueira, prefeito de Fortaleza dos Nogueiras (MA), em Brasília, o ministro Moreira Franco (Aviação Civil), que já ocupou o cargo, observou com humor que prefeito é quem tem poder: “Quem mais pode instalar parada de ônibus na porta do adversário?” Campanha intensa O PSDB espera reunir nesta quarta (15) mais de 500 prefeitos, além da bancada paulista de deputados federais, em ato de apoio à candidatura do tucano Aécio Neves, em São Paulo. Portas abertas Apesar de haver abandonado a campanha após a morte de Eduardo Campos, o novo presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, garante que Marina Silva “só não permanece no partido se não quiser”. Pensando bem... ...se for instalado um “mentirômetro” em Brasília, como sugeriu Aécio Neves, logo os bilhões do impostômetro seriam superados.

PODER SEM PUDOR

Novo presidente do PSB, Carlos Siqueira afirmou que ligou ontem para ex-presidenciável

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novo presidente do PSB, Carlos Siqueira, afirmou nesta terça-feira (14) que ligou para a candidata derrotada do partido à Presidência, Marina Silva, para se desculpar pelo “desentendimento” que os dois tiveram em agosto, durante a campanha eleitoral, e destacar que ela e grupo político dela, a Rede Sustentabilidade, são “bem-vindos” se optarem por continuar na legenda. Nesta segunda (13), Siqueira foi eleito por aclamação para a presidência do PSB. Ele substituirá Roberto Amaral, que atuou como presidente interino da sigla depois da morte do ex-governador Eduardo Campos em um acidente aéreo, em Santos (SP). Em 21 de agosto, um dia após a ex-senadora ter sido oficializada como substituta de Eduardo Campos na corrida presidencial, Siqueira se desligou da coordenação da campanha do PSB por ter ficado contrariado com indicações da ex-ministra para postos-chave da organização da candidatura. Uma das mudanças promovidas por Marina foi designar o ex-deputado Walter Feldman (PSB), integrante da Rede,

para a vaga de coordenador da campanha eleitoral, papel que Siqueira desempenhava na campanha de Campos. Na ocasião, pouco antes do início de uma reunião na sede da sigla, em Brasília, o dirigente partidário que é um quadro histórico do PSB disse a repórteres que Marina fosse “mandar na Rede dela”, referindo-se ao grupo político

SUPERADO

Carlos Siqueira informou que, para ele, o episódio está superado e encerrado, já que Marina também se desculpou pelo desentendimento ocorrido entre ambos no mês de agosto da presidenciável. Ele também declarou à época que não iria fazer campanha para ela por considerar que a ex-senadora não representava o legado de Eduardo Campos. Em resposta, Marina declarou na ocasião que o episódio se tratava de um “mal-entendido”. Siqueira relatou que na conversa telefônica que man-

teve com Marina na última sexta (10), logo após ter seu nome cotado para assumir o comando da legenda, disse que havia tomado conhecimento de que ela planejava antecipar sua saída do PSB em razão do mal-estar que tiveram em meio à campanha. Por telefone, ele assegurou à ex-senadora que, da parte dele, não havia mais “indisposição”. Carlos Siqueira informou que, para ele, o episódio está “superado”, já que Marina também se desculpou pelo desentendimento ocorrido em agosto. O presidente da legenda afirmou que a conversa foi “boa” para que pudessem encerrar o caso. “Disse a Marina que havia comentários de que ela sairia do PSB em função do desentendimento. Eu a tranquilizei e disse que não há indisposição, ficamos desculpados e vamos viver civilizadamente. Foi uma conversa boa, esclarecedora e disse que se ela e o grupo da Rede quiserem continuar [no PSB], serão bem-vindos”, contou.

PEDINDO VOTOS

Criação divina Quando era presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti (PP-PE), certa vez, quase teve um troço de tanto rir. Com ar sério, o 4º secretário da mesa diretora, João Caldas (PR-AL), ensaiou a defesa de nomear filhos de políticos para cargos públicos, com faz Severino, “desde que sejam bem preparados”. E arrematou: - Se Deus, que é Deus, quando quis salvar o mundo, confiou a tarefa ao filho, por que nós, seus servos, não podemos fazer o mesmo?...

Arthur grava programa para Melo MÁRIO OLIVEIRA/ SEMCOM

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Agenda dos candidatos EDUARDO BRAGA Candidato não divulgou agenda.

JOSÉ MELO Candidato irá participar de almoço na Honda da Amazônia. À tarde, faz caminhada em bairro da Zona Sul. Às 19h30, reúne com moradores da Zona Norte e em seguida com moradores da Zona Leste.

Essa foi a primeira inserção gravada pelo prefeito para o governador neste segundo turno

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), gravou nesta terça-feira, dia 14 de outubro, a primeira inserção na campanha do governador e candidato à reeleição José Melo (Pros) neste segundo turno. A presença de Arthur no programa eleitoral de Melo deve ser veiculada na próxima semana. Arthur gravou o programa à tarde, após o expediente como prefeito de Manaus. A participação derruba os bo-

atos alimentados pela oposição da saída do tucano da campanha de José Melo. As notícias ganharam força esta semana nas redes sociais. Pela manhã, Melo e Arthur tiveram o primeiro encontro público depois da votação do primeiro turno das eleições durante a posse do novo procurador de Justiça do Ministério Público do Estado, Fábio Monteiro. Na ocasião, Melo declarou que sua parceria com Arthur

está mantida e que sua relação com ele é a melhor possível. “Minha relação com o Artur é a melhor possível. Temos uma relação que não tem mácula. Relação institucional que está dando resultado. O interesse maior é o da cidade de Manaus”, disse. Melo ressaltou, ainda, que a parceria mantida com a prefeitura de Manaus tem gerado bons resultados e rasgou elogios a Arthur.


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Lula vem para campanha RICARDO STUCKERT/FOTOS PUBLICAS

Ex-presidente vem pedir votos para o candidato ao governo do Amazonas, senador Eduardo Braga (PMDB). Essa será a segunda visita de Lula ao Amazonas; ele esteve na cidade em setembro, participando de uma convenção interna do PT

Lula chega a Manaus no final da tarde de amanhã e sobe no palanque do senador e candidato ao governo Eduardo Braga, que será instalado em uma das ruas do bairro Galileia, na Zona Norte de Manaus JOELMA MUNIZ Equipe EM TEMPO

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ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarcará em Manaus amanhã (16), para pedir votos ao senador e candidato ao governo do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB). Essa será a segunda visita de Lula ao Estado, em virtude das eleições 2014; no dia 11 de setembro, ele esteve na cidade participando de uma convenção interna do Partido dos Trabalhadores e na época ele foi só elogios ao aliado, que intitulou de “leal”. O cabo eleitoral de peso subirá no palanque que tem previsão de ser instalado na rua Curaçao, bairro Galileia, Zona Norte da cidade, com a missão de turbinar a campanha do aliado, que saiu do primeiro turno com apenas 1.777 votos de diferença para o segundo colocado, o candidato à reeleição, José Melo (Pros). De acordo com a secretária

geral do Partido dos Trabalhadores no Amazonas (PT/AM), Sila Mesquita, a comitiva de Lula tem previsão de desembarque no aeroporto internacional Eduardo Gomes, localizado na Zona Oeste, às 18h30 da quinta-feira. Após desembarcar, Lula seguirá para o comício que acontecerá no mesmo lugar em que a presidente Dilma Rousseff (PT) realizou sua última aparição em Manaus, no ano de 2012. Na ocasião, a Chefe de Estado e candidata à reeleição pedia votos para Vanessa Grazziotin (PCdoB), que disputava a Prefeitura de Manaus, contra Arthur Neto (PSDB). Lula, que começa uma peregrinação por Estados do Norte e Nordeste, virá para Manaus depois de passar pelo Acre, onde trabalhará pela reeleição de

Tião Viana (PT). “A ideia do partido é ajudar na campanha dos aliados e correligionários. O presidente Lula tem esse papel fundamental, já que por seu trabalho frente ao governo ganhou a confiança e simpatia do povo”, comentou Sila Mesquita. Reuniões O ex-presidente dormirá em Manaus, e logo nas primeiras horas da sexta-feira (17) enfrentará uma série de reuniões com os responsáveis pela campanha petista no Estado. Ele ainda gravará participação no programa eleitoral de Eduardo Braga para o rádio e televisão. Encontros com os organizadores da campanha do PMDB também são cogitados. A previsão de partida de Lula é para as 11h. A agenda do expresidente está sendo organizada em parceria pelos dois partidos. Sandra Braga, esposa de Eduardo Braga, é a responsável pelas articulações referentes ao encontro.

Articulações do PT em Manaus No cenário nacional, a relação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a campanha petista, durante o segundo turno, já começou a sofrer uma série de acusações. Nos bastidores, aliados chegaram a cobrar mais energia de Lula em prol da campanha de Dilma. A primeira aparição de Lula ao lado de Dilma depois do resultado do primeiro turno aconteceu oito dias depois do pleito, ocorrido no último dia 5. O ex-presidente teve participação no programa eleitoral gratuito apresentado pela petista na última segunda-feira (13).

COBRANÇAS

A primeira aparição de Lula ao lado de Dilma depois do resultado do primeiro turno aconteceu no dia 5. Nos bastidores, aliados chegaram a cobrar mais energia do ex-presidente em prol da campanha de Dilma No Amazonas, a alta cúpula do PT esteve reunida com a imprensa no último dia 10, para oficializar as estratégias do grupo, a fim alavancar a campanha da legenda no Estado. O presidente estadual da sigla,

Valdemir Santana, chegou a comparar os resultados de 2010, quando a presidente obteve 80% dos votos no Amazonas, a maior votação proporcional do país na ocasião, e disse que é preciso correr atrás do prejuízo, já que este ano a queda no número de eleitores de Dilma no Estado foi de 16%. “A companheira Dilma ganhou aqui no Amazonas com apenas 54%, o que nós queremos é que esse número chegue a 70% ou mesmo 80%. Nós tínhamos focado na eleição para deputados e senador, agora vamos intensificar a campanha para presidente”, analisou Santana.

AE

DILMISTAS

Sumiço de ex-presidente preocupa Dilma Rousseff e seu antecessor e principal cabo eleitoral, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não aparecem juntos em público desde 3 de outubro. O sumiço está gerando desconforto em torno da petista, que cobra nos bastidores uma ação mais enérgica do ex-presidente. Desde o dia 5 de outubro, quando as urnas confirmaram o segundo turno com Aécio Neves (PSDB), auxiliares de Dilma se queixam da ausência de Lula. Mas enquanto dilmistas reclamam, lulistas rebatem com outro argumento: ele não só trabalhou no primeiro turno como ainda espera o chamado de Dilma para definir sua ação no segundo. Pedindo anonimato, um amigo de ambos classificou de “sacanagem” as críticas, feitas nos bastidores, ao ex-presidente. Na segunda-feira (13), o expresidente apareceu pela primeira vez desde o início da cam-

panha para o segundo turno no programa eleitoral de Dilma na televisão, com uma mensagem gravada ainda no primeiro turno. Ele já se colocou à disposição para uma nova gravação, que está prevista para hoje (15). Ocorre que faltam apenas 12 dias para a eleição, e os aliados de Dilma estranham ele não ter aparecido mais nos programas desta segunda etapa da disputa. Ouvidos pela reportagem, dilmistas afirmam que o expresidente, muito popular no Nordeste, não pôs os pés na região. Na semana passada, a presidente Dilma fez um périplo por Estados nordestinos para tentar ampliar sua vantagem. O ex-presidente não a acompanhou. ‘Filho’ Para esse grupo, Lula era o único com interlocução suficiente para tentar evitar que

a família de Eduardo Campos aderisse à candidatura tucana. Lula costumava chamar o candidato do PSB, morto em agosto e substituído no primeiro turno por Marina Silva, de “filho”. No sábado, a viúva de Campos divulgou carta formalizando o apoio a Aécio. Com isso, os tucanos esperam abocanhar parte dos eleitores que ajudaram Marina a vencer Dilma em Pernambuco no primeiro turno. Antes de o ex-governador se lançar candidato à Presidência, Lula mantinha relação próxima com a família Campos. Assim como ocorreu com Renata, ministros de Dilma pontuam que o antecessor também não se movimentou para impedir que Marina Silva pulasse para o barco tucano e declarasse apoio a Aécio. Petistas esperavam que ela se mantivesse neutra, como em 2010, quando também ficou em terceiro lugar.

Lula reclama que Dilma não dá ouvidos aos seus conselhos e só faz o que ela bem quer

‘Afilhada’ não ouve conselhos Chamou atenção de aliados do governo a ausência do ex-presidente em encontro de Dilma com governadores e parlamentares eleitos, em Brasília, na semana passada. Nos últimos anos, o petista reclamou a diversos interlocutores que a “afilhada” não ouvia seus conselhos. Dilma

escutava, argumenta ele, mas só faz o que quer. Passados dez dias sem contato público, embora tenham falado por telefone diversas vezes, Lula e Dilma ainda não tinham agenda confirmada até a conclusão desta edição. Assessores afirmam que a ideia é

que eles se dividam para percorrer o país. Na segunda (13), Dilma disse que apoiaria uma candidatura de Lula em 2018. “Olha, isso foi dito pelo Rui Falcão, o presidente Lula não me disse isso. Agora, se depender de mim, com certeza eu ajudo”.


Eleições 2014

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MANAUS, QUARTA-FEIRA, 15 DE OUTUBRO DE 2014

Regimento interno da CMM vai a plenário para votação De acordo com a Câmara Municipal de Manaus, o regimento passou por ajustes em que foram analisados os aspectos jurídicos TIAGO CORREA

MÁRCIA OLIVEIRA Equipe AGORA

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pós alguns ajustes redacionais, o regimento interno da Câmara Municipal de Manaus (CMM) passará pela análise da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) na manhã de hoje (15). A reunião, que está marcada para as 10h, será conduzida pelo presidente da CCJR, o vereador Mário Frota (PSDB). Segundo o parlamentar, esses ajustes redacionais se fazem necessários, pois além de analisar os aspectos jurídicos e constitucionais, a comissão também analisa a redação do documento. “É necessário fazer esses ajustes para que possamos então analisar o projeto de forma geral,” explica Frota. Ainda segundo o vereador, a última reforma significativa feita no regimento interno da CMM ocorreu em 1989, quando o regimento interno passou por adaptações junto às constituições federal e estadual. “Na época, fizemos um trabalho muito bom, adaptando

a nova realidade democrática, e eu tive a oportunidade de ser um dos relatores na época. De lá para cá ocorreu, sim, muitas mudanças. Isso ocorre naturalmente, e agora coincidiu de estar como presidente da CCJR”, complementa o parlamentar. Alterações Questionado sobre quando o projeto irá para votação plenária, Mário Frota explicou que por se tratar de um documento extenso, que aborda toda a administração da casa legislativa, é necessário ter um cuidado maior. Segundo ele, não adianta aprovar uma lei que vá precisar de emendas daqui a dois ou três anos. “A ideia é realizar as devidas alterações no regimento, de forma que só se pense em fazer alterações daqui a dez anos, pois não é interessante aprovar uma lei que precise de emendas em um prazo muito curto,” finalizou.

Mudanças internas pós-eleições Desde o último dia 15 de setembro, a Câmara Municipal de Manaus (CMM) vem funcionando com a pauta invertida, ou seja, os trabalhos da casa legislativa, iniciando pela ordem do dia, votação dos Projetos de Lei (PL), e, em seguida, o pequeno e grande expedientes. A medida foi adotada por conta da proximidade

do período eleitoral. Na ocasião, o presidente da CMM, vereador Bosco Saraiva (PSDB), se posicionou a favor da mudança e não descartou a possibilidade de voltar a defender a proposta após as eleições, quando a CMM voltará a tratar dos assuntos referentes à revisão do regimento interno da casa, iniciada em 2013. Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), Mário Frota conduzirá trabalhos do regimento interno hoje

2° TURNO

ÔNIBUS

PL propõe gratuidade a estudantes

TRE inicia treinamento de biometria para mesários

ALBERTO CÉSAR ARAÚJO

A Câmara Municipal de Manaus (CMM) deliberou, na manhã de ontem (14), Projeto de Lei (PL) de autoria do vereador Júnior Ribeiro (PTC), que institui a gratuidade do passe-livre estudantil no serviço de transporte coletivo na cidade de Manaus. O PL nº 274/2014, deliberado no plenário, segue para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) para ser analisado. Se for aprovado pela CMM, a lei beneficiará também os estudantes matriculados em cursos profissionalizantes, técnicos, preparatórios e cursos de educação para jovens e adultos, reconhecidos pelo Ministério da Educação. A gratuidade, de acordo com o PL, será oferecida em todos os dias e horários da semana, sem limite diário de viagens. De acordo com o vereador, os custos da gratuidade serão bancados pelo Tesouro Municipal, podendo ser complementado com o aporte do Estado e da União, caso necessário. Júnior Ribeiro explicou que a iniciativa é fruto da sua preocupação com o grande número de alunos que se matricula no início do ano e depois não tem

como ir à escola por dificuldade financeira. “Muitos moram em um bairro e estudam no outro”, justificou. O vereador vê também que a gratuidade no sistema de transporte coletiva segue um caminho natural. “Nas propostas, já vi os candidatos à presidente discutindo a gratuidade

QUEM PAGA?

A gratuidade, de acordo com o PL, será oferecida em todos os dias e horários da semana, sem limite diário de viagens e os custos serão bancados pelo Tesouro Municipal do transporte para os estudantes”, disse ele, que acredita ser viável a sua proposta com o subsídio do transporte coletivo. “Resolveríamos a questão da Educação [evasão], onde os estudantes teriam mais acesso às escolas. Acredito que o melhor caminho para resolver o problema do Brasil é por meio da Educação”, defendeu.

Vereador quer gratuidade para estudantes nos ônibus

Tarifa não será reajustada Júnior Ribeiro acredita, ainda, que a gratuidade não resultaria no reajuste da tarifa. “As empresas não vão perder nada, por causa do subsídio”, argumentou ele, ao afirmar que ainda vai ter bastante discussão sobre o assunto, uma vez que o PL tramitará pelas comissões, após passar pela CCJR. O vereador enfatizou

que, com a melhoria da mobilidade urbana e do transporte público, um maior número de pessoas passará a andar de ônibus, deixando seus carros em casa. “O correto seria mais usuários utilizando o transporte público, provocando uma maior arrecadação para o sistema”, disse ele.

Os mesários que trabalharão no segundo turno das eleições gerais de 2014 foram convocados para treinamento de aperfeiçoamento entre os dias 14 e 23 de outubro. O treinamento tem como objetivo melhor capacitar os mesários para o uso do sistema biométrico. O procedimento acontece nos 10 dias anteriores à realização do segundo turno, marcada para o dia 26 de outubro, em um colégio no bairro da Madalena, Zona Norte de Recife. Cerca de 285 mesários do Recife foram convocados para o treinamento. Implementado pela primeira vez em Recife no primeiro turno das eleições de 2014, o sistema biométrico de identificação de eleitores recebeu críticas devido às grandes filas que se formaram nas seções eleitorais. O problema foi causado pelo fato de os mesários não estarem familiarizados ao novo sistema. De acordo com o coordenador de desenvolvimento de sistemas do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), Acácio Leite, a capacitação com os mesários tem cerca de duas horas de

duração. Os mesários convocados para atuar no segundo turno são os mesmos que já receberam a convocação para o primeiro. Benefícios O eleitor que trabalha como mesário durante o dia das eleições ganha direito a folgas no emprego e que correspondem ao dobro de dias trabalhados. Como na maioria dos casos os mesários passam por treinamento, as folgas são geralmente de quatro dias: dois pelo dia do treinamento e dois pelo dia da eleição. Os mesários ainda recebem um valor de R$ 25 para auxiliar nos gastos com alimentação no dia de trabalho e as horas trabalhadas podem ser usadas como atividades extracurriculares em cursos superiores. O mesário convocado ou voluntário ainda garante a preferência nos critérios de desempate em concursos públicos. Ou seja, caso o eleitor que trabalhou como mesário fique em situação de empate com alguém que nunca foi mesário, ele terá preferência e ficará com a vaga.


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Para atrair votos de Marina, presidente inaugura 3 UCs Para encerrar uma onda de críticas dos ambientalistas, Dilma cria unidades, mas termina seu mandato com saldo negativo

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riticado pelo setor ambientalista por não ter criado nenhuma unidade de conservação, o governo Dilma Rousseff publicou na segunda-feira (13) decretos criando suas três primeiras unidades na Amazônia, a duas semanas do segundo turno das eleições. Os decretos instituíram três reservas extrativistas marinhas no Pará e ampliaram outra já existente no Estado, em um total de cerca de 60 mil hectares. Trata-se da Resex Marinha Mocapajuba, com 21 mil hectares em São Caetano de Odivelas, Resex Marinha Mestre Lucindo, em Marapanim, com 26,4 mil hectares, e a Resex Marinha Cuinarana, em Magalhães Barata, com 11 mil hectares. Também houve ampliação da Reserva Extrativista Marinha de Araí-Peroba, em Augusto Corrêa, que acrescentou 50,5 mil hectares a sua área, antes de 11,5 mil hectares. Havia também a expectativa do setor ambiental de criação de uma outra unidade, a estação ecológica Maués, no Amazonas, mas que não saiu. Desde a ditadura militar, esta será a primeira vez que um presidente da República encerrará um mandato sem ter criado uma única unidade de Conservação na Amazônia. Além de não terem sido criadas novas áreas protegidas na região, o governo de Dilma Rousseff reduziu o território de unidades existentes para acomodar projetos de hidrelétricas, deixando cinco delas, na região do rio Tapajós (PA), com menos áreas do que tinham antes. Para piorar, a petista tem baixo desempenho na consolidação das UCs já criadas. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi o que mais criou UCs desde o regime militar. No primeiro mandato, ele fez 21 novas UCs, e no segundo criou outras 60, somando 81 novas áreas protegidas. Depois dele, o ex-presidente Lula também teve alto índice de criação de áreas de preservação na região amazônica: 77 em seus dois mandatos, sendo 54 no primeiro e 23 no segundo. Na época de FH, iniciou-se um intenso processo de expansão de áreas protegidas para evitar a investida de grileiros sobre a floresta e frear o des-

DIVULGAÇÃO

matamento. Desde então, as áreas de preservação fazem parte da política governamental de combate ao desmatamento e redução das emissões de gases estufa, principal causador de mudanças climáticas.

Acoada por ambientalistas, presidente Dilma cria suas três únicas Unidades de Conservação na Amazônia

Amazônia: zero Na área ambiental do governo, há quem diga que Dilma desconhece a importância das áreas protegidas. Em seus três anos e meio de governo, a presidente teve a iniciativa de criar apenas duas UCs, mas nenhuma delas fica na Amazônia: o Parque Furna Feia, na Caatinga do Rio Grande do Norte, e a Reserva Biológica Bom Jesus, na Mata Atlântica do Paraná. Uma terceira UC foi criada por iniciativa do Congresso, com sanção de Dilma: o Par-

LULA O ex-presidente Lula teve alto índice de criação de áreas de preservação na região amazônica: 77 em seus dois mandatos, sendo 54 no primeiro e 23 no segundo

INÉDITO

Desde a ditadura militar, esta será a primeira vez que um presidente da República encerrará um mandato sem ter criado uma única Unidade de Conservação na Amazônia que Nacional Marinho Ilha dos Currais, no Paraná. No total, as áreas somam 44 mil hectares (equivalente a 44 mil campos de futebol). Em seus governos, Lula protegeu 26,7 milhões de hectares e Fernando Henrique, 21,5 milhões de hectares. “Do ponto de vista de áreas protegidas, este governo foi um fiasco. As unidades de conservação estão fragilizadas porque Dilma não percebe bem a importância dessas áreas”, diz um analista ambiental do governo. Segundo uma fonte do setor, há outras três UCs prontas para serem criadas e que já contam com a aprovação dos Estados onde se localizam, mas não saem do papel.

FHC Já Fernando Henrique Cardoso foi o que mais criou UCs desde o regime militar. No primeiro mandato, ele fez 21 novas UCs, e no segundo criou outras 60, somando 81 novas áreas protegidas

Publicidade na contramão do meio ambiente Atualmente, cerca de 30% do território brasileiro se encontram protegidos (por UCs federais, estaduais, municipais, terras indígenas ou territórios quilombolas). Isso significa um total de 2,7 milhões de km². Na Amazônia, cerca de 24% do território estão dentro de unidades de conservação. Mas Maretti lembra que o Brasil se comprometeu junto à Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU a incluir em unidades de conservação 30%

da Amazônia até 2010. Somando unidades federais e estaduais, há hoje 247 delas na região. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) argumenta que o foco da gestão da ministra Izabella Teixeira é “arredondar mais” os processos de criação para evitar questionamentos sobre áreas protegidas depois que elas forem criadas. Muitas vezes, o Estado onde a UC se situa faz reclamações, e o governo federal tem que se desdobrar para

solucionar conflitos. Lula e FHC também retiraram áreas de UCs já existentes para realizar projetos de infraestrutura, principalmente. Um levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) mostra que, em 1996, o tucano tirou quase 1 milhão de hectares de terras que estavam protegidas. E em 2010, Lula fez a mesma coisa. Nesses locais, o Imazon apurou que houve aumento do desmatamento.

A real implementação das unidades de conservação já demarcadas é outro velho problema ambiental. Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou, no ano passado, que apenas 4% das UCs da Amazônia têm alto grau de implementação, o que significa que, em termos de estrutura para visitação, turismo, exploração sustentável de madeira e estrutura para a manutenção da área, a gestão Dilma Rousseff deixa a desejar.

CÃMARA DOS DEPUTADOS

DISSIDENTES

Insatisfeitos do PMDB vão de Aécio O líder da bancada do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ), afirmou ontem (14) que parte dos recém-eleitos do partido está insatisfeita e reclamou de uma propaganda eleitoral de Dilma Rousseff (PT), veiculada em 9 de outubro, que diz que a presidente vai contar com o apoio de todos os peemedebistas no Congresso Nacional. Metade da bancada eleita do PMDB, 33 deputados, é a favor da eleição do candidato Aécio Neves (PSDB) no segundo turno. “Nós não vamos tomar nenhuma decisão como bancada que vá confrontar a decisão convenção nacional, mas houve uma reclamação de parte da bancada, a parte que apoia a candidatura de Aécio Neves que não se sentiu contemplada na medida que a propaganda eleitoral da reeleição da presidente Dilma falava numa bancada que apoia contando entre seus 304

os 66 eleitos do PMDB, quando a metade não a estão apoiando. Então, eles estão de uma certa forma insurgindo contra essa propaganda eleitoral”, declarou o líder do PMDB. Cunha disse, no entanto, que a bancada não tomará nenhuma ação contra a propaganda. “É um processo político e é uma queixa política. De uma certa forma quando você expressa politicamente isso você está tornando a propaganda inverossímil”. Votação O PMDB decidiu, com uma votação apertada, em convenção nacional do partido em junho, manter a aliança com o PT firmada em 2010 e o apoio à reeleição de Dilma, mantendo como vice Michel Temer (PMDB). Foram apurados 398 votos para manter a aliança (59% do total), contra 275 que queriam a ruptura com o PT.

Meses antes da convenção, alguns membros do PMDB ameaçaram romper a aliança com o PT. Esses dissidentes lideraram na Câmara dos Deputados uma rebelião contra o Palácio do Planalto e dificultaram votações de interesse do governo federal. Para o grupo dissidente na Câmara, o governo Dilma não incluiu o PMDB em decisões importantes do país. Houve também discordância sobre a postura do PT por priorizar candidaturas próprias em alguns Estados. “Há uma divisão clara na bancada do PMDB, onde a metade apoia a reeleição da presidente Dilma e a outra metade apoia a candidatura presidencial de Aécio Neves. Essa divisão é salutar, é conhecida da direção do partido, ficou clara durante a Convenção Nacional, já que a Convenção Nacional não teve maioria absoluta”, disse Cunha.

Eduardo Cunha diz que parcela dos descontentes do PMDB já não apoiava Dilma no 1º turno

‘Descontentamento já existia’ O líder do PMDB negou que esteja surgindo uma nova onda de insatisfação na bancada contra Dilma. Segundo Cunha, o descontentamento com a presidente já existia antes. “Essa parte da bancada que não apoia a reeleição da presidente Dilma já não apoiava

no primeiro turno mesmo quando o Aécio sequer tinha condição de ir, uma parte até apoiava a candidatura de Marina aqui. E o PMDB não está mudando de posição, estamos apenas refletindo aquilo que já existia, então quem era contra continuou contra e quem era a favor

continuou a favor”. Cunha não quis se posicionar pessoalmente sobre o apoio ao segundo turno. “A minha posição, na medida que eu tenho uma bancada estritamente dividida, é de ficar exatamente em cima do muro. Ou seja, sem declinar a minha posição pessoal”.


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MANAUS, QUARTA-FEIRA, 15 DE OUTUBRO DE 2014

Evangélicos impulsionam campanha de Aécio Neves A defesa de Dilma por bandeiras da causa gay e a criminalização da maconha jogou os evangélicos no “colo” de Aécio

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derrota da ex-ministra Marina Silva (PSB) no 1º turno das eleições presidenciais e a defesa de bandeiras da causa gay assumida pela presidente Dilma Rousseff (PT), como a criminalização da homofobia, fez com que lideranças evangélicas do país migrassem seu apoio para o candidato do PSDB, Aécio Neves. Além de ter recebido o apoio do presidenciável do PSC, Pastor Everaldo, Aécio Neves obteve a adesão do apóstolo Renê Terra Nova, líder do Ministério Internacional da Restauração, e conta com a simpatia de Robson Rodovalho, da Sara Nossa Terra, e do apóstolo César Augusto, da Igreja Fonte da Vida. “Ele é uma pessoa mais aberta para diálogo do que a presidente Dilma se mostrou. Além de ser um cara casado, com filho, ter família, uma história de vida mais coerente, é religioso”, afirma Rodovalho, que em 2010 ajudou a formular o programa de governo da petista. “A entrada de Dilma em prol dos homossexuais a afasta (dos evangélicos), com certeza. Isso é um ponto muito importante e queremos posicionamentos”, cobra César Augusto. Eles se juntarão ao líder evangélico mais empenhado na corrente anti-Dilma, Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, e que fez campanha para Everaldo no 1º turno. Sobre a possibilidade de Dilma tentar uma aproximação com o meio evangélico, Malafaia disse duvidar que qualquer pastor aceite apoiá-la. “Durante quatro anos, o PT votou em tudo que é con-

tra as nossas crenças e valores. Chega na hora da eleição, vem com essa hipocrisia”. Diante desse cenário, a campanha da petista aposta no mantra de que “voto não tem dono” e montou uma estratégia para buscar esse eleitor, usando discurso que compara as políticas sociais do PT “ao chamado de Jesus para cuidar dos ‘mais pequeninos’”. Dilma tem na sua coligação o PRB, partido ligado à Igreja Universal. Também já recebeu elogios do bispo Manoel Ferreira, da Convenção Nacional das Assembleias de Deus, maior denominação pentecostal do País. Força-tarefa Na tarde de sexta-feira (10), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, coordenou uma reunião no QG da campanha com deputados e vereadores do PT que têm trânsito entre os evangélicos. A ordem é tentar associar as políticas sociais dos 12 anos de governo do PT a uma mensagem “evangelizadora”. “No 1º era mais difícil por causa da Marina. São dois políticos. Vamos mostrar quem representa mais o que a gente aprende na igreja por provérbios. Quem fala para os mudos e os necessitados”, diz o prefeito de Uberlândia, Gilmar Machado (PT) que é da Igreja Batista. AE

Aécio Neves recebe apoio de evangélicos do Sara Nossa Terra

Partido de Dilma corre atrás dos ‘crentes’ A campanha da petista mandou preparar material específico para os evangélicos. Além de dois milhões de panfletos com uma declaração feita por Dilma em visita à Assembleia de Deus do Brás (SP), imprimiram 10 mil encartes intitulados “Mensagem de Dilma aos Evangélicos do Brasil”. Nele, Dilma diz que se “impressiona” com a firmeza

dos evangélicos em “responder ao chamado de Jesus para cuidar dos ‘mais pequeninos’”. A petista também alega no panfleto que não descumpriu o compromisso assumido em 2010 com os evangélicos, de “não promover nenhuma iniciativa que afronte a família”. “Honramos tal compromisso em todo o nosso

mandato e o reafirmamos agora”, diz o texto. Segundo fontes que participaram do encontro com Carvalho, os militantes da campanha foram orientados a argumentar, no contato com os fiéis nos templos, que a criminalização da homofobia “não vai ferir a liberdade religiosa”. Pastores tratam o

projeto como cerceamento da liberdade de expressão nas igrejas. Eles também devem defender políticas adotadas no governo Dilma, como a aprovação de uma PEC que isentou de tributos obras musicais de artistas brasileiros - inclusive de música gospel - e do apoio dado a comunidades terapêuticas.

EXPEDIENTE EDIÇÃO Isabella Siqueira de Castro e Costa e Náis Campos

REPORTAGEM Raphael Lobato, Joelma Muniz, Márcia Oliveira e Assessorias

REVISÃO Dernando Monteiro e João Alves

DIAGRAMAÇÃO Kleuton Silva, Leonardo Cruz, Marcelo Robert, Mário Henrique Cruz e Pablo Filard

TRATAMENTO DE FOTOS Adriano Lima


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Eleições 2014 - 15 de outubro de 2014 by Amazonas Em Tempo - Issuu