Especial
Eleições 2014 MANAUS, TERÇA-FEIRA, 14 DE OUTUBRO DE 2014
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Candidatos exaltam suas biografias e projetos Na volta da propaganda eleitoral, candidatos usaram seu tempo de televisão para exaltar suas qualidades e propostas JOELMA MUNIZ Equipe EM TEMPO
A
pós o resultado apertado no primeiro turno das eleições, o senador Eduardo Braga (PMDB) e o governador José Melo (Pros) estrearam ontem o segundo turno da propaganda eleitoral no rádio e TV com recuo de ataques e exaltações de suas biografias pessoais. Quem abriu a propaganda foi o candidato peemedebista Eduardo Braga, que destacou o momento único que vive a história do Amazonas, onde protagoniza pela primeira vez uma disputa em segundo turno para o governo. Braga optou por inserir a família e dedicou boa parte do seu programa para destacar projetos emplacados em seus governos - a mesma estratégia usada no primeiro turno. Um exemplo da tentativa do peemedebista de fugir da tática dos ataques ficou claro quando ele comparou seu adversário a um candidato “bonzinho”. “Agora é candidato bom contra candidato bonzinho. Você que escolhe”, enfatizou trecho do programa. A questão da experiência
foi outro ponto continuado, com intuito de demonstrar ao eleitor que possui o prérequisito que atribuiu como essencial para o futuro governador. Eduardo Braga lembrou ainda de projetos como o Reescrevendo o Futuro, que segundo ele, chegou a tirar do analfabetismo 240 mil adultos. “O programa foi inspirado na minha avó de criação. Quando nós chegamos ao governo e criamos, pensamos em tantas pessoas que, como ela, queriam aprender a ler e escrever. Coisas assim explicam muitas vezes a minha decisão de voltar novamente ao governo”, disse em tom emocionado. Ressaltando a parceria com o governo federal, de quem é líder no Senado, Eduardo Braga voltou a firmar compromisso com a conclusão das obras de reconstrução da BR-319, continuidade de projetos como o Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim), Escolas de Tempo Integral (CETIs) e reestruturação do sistema de atendimento da capital e interior. Já Rebecca Garcia (PP), sua candidata a vice, tam-
bém participou do programa e enfatizou a falta de José Melo no debate organizado por emissora de televisão pertencente a sua família, ocorrido no último dia 9. “O segundo turno existe para a população poder escolher entre uma ou outra proposta de governo. Os debates são exce-
ABERTURA Quem abriu a propaganda foi o candidato peemedebista Eduardo Braga, que destacou o momento único que vive a história do Amazonas, que protagoniza pela primeira vez uma disputa em segundo turno para o governo lentes para isso, pois ajudam o eleitor a comparar e escolher os candidatos. Porém, o candidato Melo não pensa assim, por isso não compareceu ao primeiro debate. Isso foi um grande desrespeito, não com o Eduardo, mas com o povo do Amazonas”, alfinetou. Lembrando a origem interiorana e a proximidade com os problemas sociais,
Melo, ao contrário do esperado, não chegou a citar o apoio adquirido junto à alta cúpula do Partido Socialista Brasileiro no Amazonas (PSB-AM), que teve com o candidato Marcelo Ramos, terceiro colocado no primeiro turno, 180 mil votos. Ele aproveitou para agradecer os votos que o levaram a disputar o cargo em segundo turno. “Agradeço de coração ao povo do Amazonas, muito obrigado, minha gente, por essa grande vitória que foi chegarmos ao segundo turno em crescimento permanente. Demos um grande passo, e com a mesma humildade que chegamos nessa caminhada, vamos seguir em frente”, comemorou. Apareceram com destaque no programa apresentado pela coligação Fazendo Mais Por Nossa Gente, projetos ligados a moradia, saúde, economia, educação e segurança. O ex-governador Omar Aziz (PSD) foi escolhido como principal cabo eleitoral de Melo. Ao também agradecer pelos votos que lhe rederam a única cadeira disponível ao Estado no Senado Federal, Aziz apelou aos eleitores
que não votaram em Melo no primeiro turno, reflitam e decidam pela “renovação”. “Você, que preferiu esperar por um segundo turno, peço que reflita comigo. Há quatro anos começamos um processo de renovação, aproximamos o governo das pessoas, Melo é um passo adiante dessa renovação. Melo é o próprio povo, é você no governo. Ele é competente e já está governando bem. Não vamos voltar ao passado”, frisou. Quem também participou do programa foi o vice de Melo, o deputado federal Henrique Oliveira (SDD), que teve a missão de lembrar a bandeira encampada pelo grupo durante o primeiro turno, “de que a luta está sendo travada entre a humildade e a arrogância”. “A verdade superou a arrogância e agora é hora de avançar. Nesse segundo turno Melo é o mais preparado e equilibrado, o único que vem apresentando propostas concretas para o Amazonas”, pontuou. De acordo com resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os programas vão até o dia 24 de outubro, dois dias antes do pleito.
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DIEGO JANATÃ
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José Melo
participa de sabatina em programa de
TV
José Melo destacou também que irá fazer investimentos no interior
Ao participar de um programa de TV, candidato ao governo falou de projetos para o futuro e destacou os investimentos para a área de Educação
O
governador José Melo (Pros), candidato à reeleição, participou nesta segunda-feira, dia 13 de outubro, de uma sabatina em uma emissora de TV local. O candidato respondeu sobre temas polêmicos, falou sobre apoio presidencial e destacou alguns dos principais investimentos que planeja fazer em seu futuro governo. Na entrevista, José Melo reafirmou seu projeto de fortalecimento da educação e disse que pretende reduzir o custeio do Estado para garantir os recursos destinados a ampliar de 25% para 30% os recursos destinados ao setor. “Eu vou reduzir o custeio do Estado e aplicar na educação porque considero a educação o bem mais precioso. Quero dar ao professor e professora o que precisam para em sala de aula oferecer a melhor aula e, com isso, perseguirmos a
qualidade”, explicou. Segundo Melo, a profissionalização técnica também será reforçada como forma de garantir mão de obra especializada para o mercado de trabalho. Além da ampliação
PROJETOS Melo revelou que planeja estender o modelo de incentivos tributários aplicados as indústrias do Polo Industrial de Manaus como forma de desenvolver novos polos econômicos no Estado, como a psicultura do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), que ganhará 14 novos núcleos no interior e um em Manaus, a proposta é utilizar escolas estaduais para a formação especializada. “Temos a Zona
Franca prorrogada, garantindo que muitas empresas venham para cá, nossas políticas públicas voltadas para o surgimento de novas atividades econômicas que também vão gerar empregos. Através do Cetam vamos oferecer especialização e oportunidade de acessar esse mercado. Na rede de ensino, nos momentos em que as salas não têm aulas, oferecemos cursos para treinar os jovens para o mercado de trabalho”, ressaltou. Melo revelou que planeja estender o modelo de incentivos tributários aplicados às indústrias do Polo Industrial de Manaus como forma de desenvolver novos polos econômicos no Estado, como a piscicultura e a criação de uma
indústria petroquímica, de fertilizantes, piscicultura e polo de biocosméticos e fármacos. Além da redução do ICMS, a proposta é oferecer terrenos para a instalação das novas iniciativas econômicas. “Os incentivos estão aí. Esse é o grande atrativo para as indústrias, e para esses novos polos vamos estender os atuais incentivos para das áreas do polo industrial, para que esses novos polos também possam funcionar”, afirmou. Melo defendeu o asfaltamento da BR-319 e disse acreditar que o impasse em torno da estrada esteja perto de uma resolução. “Vou lutar com todas as minhas forças para termos uma saída para facilitar a questão logística, o custo amazônico. Acho que estamos próximos de asfaltar a BR-319 e termos uma saída para o resto do Brasil fazendo com que haja a redução de custos”, disse.
Ponte de ligação ao Manaquiri De acordo com Melo, a ligação da capital Manaus será fundamental para atração de novos investimentos. Ele adiantou que o governo do Estado possui estudos para a construção de uma ponte em Manaquiri, para ligar por terra Manaus à BR-319. “Existe um estudo de uma ponte na comunidade Bela Vista, em Manacapuru, ao Manaquiri, passando por cima da ilha da Paciência, chegando à comunidade de Barro Alto e com isso chegando até a BR-319”, disse. Para o interior, José Melo destacou suas ações na área de saúde, com a criação do programa Pronto Especialista, que
vai levar médicos em cinco especialidades para 14 municípios-polo. Na habitação, a proposta de Melo é construir 47 mil moradias populares, sendo 17 mil no interior. O Prosamim também será expandido para quatro municípios do interior e terá obras nos igarapés da Sharp, São Sebastião, Cachoeira Grande e Crespo, em Manaus. “Vamos instalar o Prosamim em seis igarapés de Manaus. Estamos concluindo a bacia do Educandos, iniciamos a bacia do São Raimundo, e vamos levar para o interior, para beneficiar as famílias que mais precisam”, disse.
DIRCOMCMM
NA CMM
Waldemir exalta governo no PT Em meio à disputa acirrada pela Presidência do Brasil nesse segundo turno, o vereador Waldemir José (PT) usou a tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM), na manhã desta segunda-feira (13), para comparar as ações entre os governos do PT e do PSDB no que diz respeito aos incentivos ao modelo Zona Franca de Manaus (ZFM). Ele anunciou que durante toda essa semana apresentará as comparações entre as duas politicas de governo, tendo em vista a importância do debate para o momento em que o país se encontra. De acordo com o parlamentar, atualmente, em decorrência da política econômica aplicada pelo ex-presidente Lula e pela atual presidenta Dilma Rousseff, a ZFM possui 125 mil empregos diretos e 500 mil indiretos. Além disso, os incentivos fiscais para
modelo o econômico foram prorrogados por mais de 60 anos durante os governos petistas. Já no governo de Fernando Henrique Cardoso não houve nenhuma prorrogação, pelo contrário, criouse a Lei de Informática, o que levou várias empresas a deixarem o Polo Industrial de Manaus (PIM) e migrarem para São Paulo e Minas Gerais, gerando apenas 35 mil empregos no Amazonas. “O governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) não ajudou a Zona Franca de Manaus e ainda foi o indutor do desemprego no Amazonas”, disse Waldemir José. Ele lembrou também que por causa da política de incentivos ao modelo ZFM, o faturamento do PIM evolui de R$ 54 bilhões em 2003 para R$ 83 bilhões em 2013, representando ao governo do Estado R$ 7,4 bilhões em
arrecadação de impostos, por meio do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços). Essa arrecadação representa mais recursos para educação, para saúde e para segurança pública do Estado. “A Universidade Estadual do Amazonas (UEA) é mantida com os recursos do PIM, recebe R$225 milhões oriundos do Distrito Industrial. Se não houvesse a prorrogação da ZFM seria um prejuízo enorme para nosso Estado”, destacou o parlamentar. Waldemir concluiu afirmando que são inúmeras as vantagem que o PIM traz para o Estado do Amazonas, no entanto apenas o governo do Partido dos Trabalhadores reconheceu a importância do modelo Zona Franca de Manaus para o Estado e deu o tratamento justo e necessário para essa economia.
Durante discurso, vereador fez elogios ao desenvolvimento da ZFM no governo petista
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Arthur faz campanha para Aécio e evita falar de Melo O
res e afixava adesivos nos carros. Questionado sobre a postura do governador José Melo, com quem ele dividiu palanque durante o primeiro turno, o prefeito evitou dar declarações, mas demonstrou irritação. “Não estou sozinho”, disse ele. Após a votação, no dia 5 de outubro, Arthur afirmou que precisava do apoio de José Melo e do ex-governador e senador eleito Omar Aziz (PSD) para garantir a vitória de Aécio Neves no Amazonas e que esse apoio seria importante para ele disputar a reeleição em 2016. “Se Melo apoiar Aécio, Eduardo Braga (PMDB) está convidado a disputar a prefeitura comigo. Apoiei a candidatura de José Melo porque entendi que ele é a continuidade da boa parceria que fiz com Omar Aziz”, disse o prefeito, na época. Esta foi a quarta caminhada de Arthur Neto pelas ruas de Manaus, em favor de Aécio, após a votação do primeiro turno. Ele já percorreu o bairro Parque São Pedro, Zona Norte, o Centro, a avenida Djalma Batista e o bairro Petrópolis. A agenda de caminhada é definida pelo comitê de campanha do PSDB. Na semana passada, o prefeito esteve em Brasília para conversar com Aécio, onde firmaram uma parceria de Arthur intensificar o pedido de votos para o presidenciável tucano.
Desde a semana passada, prefeito tem intensificado campanha para o candidato Aécio. Ontem, ele esteve no bairro Petrópolis
TIAGO CORREA/DIRCOM
governador do Amazonas e candidato à reeleição, José Melo (Pros), afirmou, ontem à tarde, que continuará neutro em seu apoio ao candidato a presidente da República, possivelmente até o fim do segundo turno. Mesmo pressionado pelo prefeito Arthur Neto (PSDB), que vem “panfletando” nas ruas de Manaus para o presidenciável Aécio Neves, Melo insistiu que seguirá exercendo o direito do voto secreto. O candidato vem fazendo mistério desde o início da campanha eleitoral, sobre quem apoiará na disputa para presidente da República. Em entrevista a uma emissora de TV local, ele afirmou que seu apoio só será anunciado mediante uma decisão conjunta. “Existe a questão eleitoral. No primeiro turno, tínhamos aliados das duas candidaturas, tanto da presidente Dilma (Rousseff), quanto do candidato Aécio (Neves). Vou continuar com minha postura. Todo mundo tem o direito de decidir em quem votar. Meu candidato eu já escolhi, mas o voto é secreto e vou exercer esse direito”, disse. Enquanto José Melo dava entrevista, Arthur Neto caminhava pelas ruas do bairro Petrópolis, Zona Sul de Manaus, fazendo campanha para Aécio Neves. Acompanhado de secretários de pastas importantes da prefeitura, parlamentares e do coordenador da campanha de Aécio em Manaus, o ex-vereador Luiz Alberto Carijó, Arthur ia de casa em casa falar com morado-
MÁRIO OLIVEIRA / ASSESSORIA
Candidato ao governo anunciou ontem que irá manter mesma postura do 1º turno. Prefeito preferiu não comentar o assunto
Bosco Saraiva disse que pretende colocar projeto na pauta de amanhã
CMM
Regimento entrará em análise O regimento interno da Câmara Municipal de Manaus (CMM) entra hoje na pauta de deliberações da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), com propostas que devem gerar polêmica. Uma delas é mudar a votação dos projetos de lei para o início das sessões plenárias, deixando o resto da manhã livre para os vereadores discursarem na tribuna, porém, não sendo mais obrigatória a presença deles na sessão, após a votação dos projetos de lei. Essa mudança ocorreu durante o período eleitoral e, por conta disso, algumas sessões ficaram esvaziadas. O regimento interno entra na pauta com pedido de prioridade feito pelo presidente da casa, vereador Bosco Saraiva (PSDB), que pretende
levar o texto à votação até amanhã. O presidente da CCJR, vereador Mário Frota, disse que o regimento será analisado com “cautela”. De acordo com Bosco, a ordem dia, que é a votação dos projetos de lei e deliberação sobre as indicações, requerimentos e moções, foi invertida durante o período eleitoral, já que alguns vereadores eram candidatos e estavam faltando às sessões por causa dos compromissos de campanha. A mudança, argumentou ele, foi aprovada pelos colegas vereadores. “A expediente deu certo e quero colocar essa proposta no regimento interno. Estou certo de que ela será aprovada”, afirmou. Com a ordem do dia invertida, outra proposta de Bosco Saraiva é flexibilizar
o tempo de fala do vereador na tribuna e alterar a regra estabelecida de três minutos de explanação, como consta no atual regimento interno, pois muitos vereadores extrapolam o tempo permitido, mas têm recebido o aval da mesa diretora. “O vereador precisa de mais tempo para desenvolver sua ideia na tribuna. A mudança permitirá a realização do pequeno e do grande expediente sem desrespeitar o regimento interno, com relação ao horário. Regimento antigo O texto do regimento é antigo, feito quando a Câmara Municipal ainda tinha 33 vereadores”, afirmou. Mário Frota garantiu que os vereadores membros da CCJR vão “debruçar” sobre
o texto do regimento interno para atender ao pedido de prioridade, feito pelo presidente Bosco Saraiva, porém, disse ele, “nada deve ser votado à toque de caixa”. No entanto, ele mostrou-se favorável às propostas do presidente. Segundo ele, a ordem do dia invertida atenderá a uma necessidade dos vereadores de participarem de eventos, mesmo em dias de sessão plenária, nas segundas-feiras, terças e quartas, o que antes não ocorria porque os projetos de lei eram votados no fim da manhã, após as falas dos vereadores na tribuna. “Depois da votação dos projetos de lei, o vereador não terá a obrigação de permanecer no plenário. Em nenhum parlamento no país, isso é obrigatório. Porém, se ele ausentar-se das votações, levará falta”, destacou.
Agenda dos candidatos EDUARDO BRAGA Candidato se reúne com coordenadores de campanha pela manhã e à tarde grava programa eleitoral e concede entrevista a emissora de TV local.
JOSÉ MELO Candidato concede entrevista a uma rádio local às 7h30. Em seguida, tem agenda administrativa. Às 16h, realiza caminhada na comunidade da Sharp e ainda tem reuniões no Parque São Pedro e Mundo Novo.
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Membros da CPI Mista avaliam sessão extra
Cláudio Humberto COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS
www.claudiohumberto.com.br
Consideramos o caso suspeito como caso descartado”
PT usa Caixa e Serpro na campanha eleitoral Após o uso dos Correios na campanha eleitoral do PT, Caixa e Serpro são alvo de acusação idêntica de funcionários. O Caixa-Mail, sistema interno de comunicação do banco, foi usado para espalhar acusações contra o candidato do PSDB. No Serpro, funcionária ligada ao PT, Ana Maria Amorim, mulher do ministro Celso Amorim (Defesa), disparou e-mail de teor eleitoral próPT na rede interna da repartição pública. Conteúdo O e-mail eleitoral na Caixa, de posse desta coluna, repete a velha mentira de que o banco será “privatizado”, no caso de vitória tucana. Tudo nosso Ocupando boquinha no Serpro desde 2007, em seu e-mail Ana Amorim compara os governos do PSDB e PT, usando dados não confirmados. Privacidade O Serpro desconversa, dizendo que “não pode monitorar e-mails internos”, mas não se fala em punição pelo uso eleitoral da rede. Aparelhamento O deputado federal tucano William Dib (SP) também foi procurado por funcionários da Caixa que denunciaram o uso eleitoral do Caixa-Mail. PSB dá como certa a desfiliação de Marina Silva Com a eleição de Carlos Siqueira na presidência do PSB, a cúpula do partido dá como certo que Marina Silva deixará o partido para retomar o Rede Sustentabilidade. Siqueira telefonou-
lhe para tentar desfazer arestas e mágoas, mas ela não esquece: ao deixar a campanha após a morte de Eduardo Campos, Siqueira disse que a ex-senadora era “hospedeira” do PSB. Quis dizer “hóspede”, e ela entendeu a desfeita. Estranha no ninho Marina se filiou ao PSB após o Rede ser barrado na Justiça, mas sempre deixou claro que se sentia apenas uma hóspede do partido. Mal-estar Membros do PSB duvidam que o presidente interino “lulista” Roberto Amaral permaneça no PSB após ter apoiado a reeleição de Dilma. Ganhou força Após liquidar o PT nas eleições, o PSB pernambucano faturou um terço dos cargos na Executiva, além da vice-presidência e da 1ª secretaria. Definição de papéis Marina Silva deverá se reunir ainda esta semana com o candidato tucano Aécio Neves, a quem declarou apoio, para discutir seu papel na campanha no segundo turno. Lorota desfeita A bancada do PMDB na Câmara se reúne quarta (15) para mostrar que não é assim tão “ampla”, como Dilma afirma na propaganda, o tamanho de sua base de apoio. O PT briga forte com o PMDB em dez Estados. Azul tucano Por recomendação do marqueteiro e modista João Santana, Dilma substituiu o vermelho pelo azul, tentando transmitir a candura de Alice no País das Maravilhas. Faz sentido. Mas ficou
Jornalista
Oposição se reúne hoje para agendar uma possível sessão. Eles querem marcar, com urgência, depoimento de Youssef DIVULGAÇÃO
ARTHUR CHIORO (SAÚDE) SOBRE A LOROTA DO EBOLA, que tirou o Petrolão das manchetes
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parecendo tucana. De volta à PF Derrotado na reeleição, o deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) vai retomar o cargo de delegado na Polícia Federal. Ele chefiou em 2008 a operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas. Inconstante Além de não eleger mais da metade dos atuais parlamentares, Pros e Solidariedade só contarão com 15 deputados federais cada. Três federais não conseguiram nem sequer se eleger deputados estaduais. Golpe midiático A manobra deu certo, e a farsa do ebola ocupou as manchetes, em lugar da roubalheira da Petrobras detalhada pelos delatores. O africano adorou viajar e comer de graça. O que ele tinha era desnutrição aguda. Imprevisível Com a derrota do PSDB em Minas no 1º turno, José Serra e Alckmin já não acham que Aécio Neves tenha feito “corpo-mole” em campanhas anteriores. Concluíram que o eleitor mineiro é imprevisível mesmo. Fundação Derrotado na disputa pela reeleição, o governador Renato Casagrande (ES) deverá assumir esta semana a Fundação João Mangabeira. O PSB chegou a cogitar entregar o cargo a Roberto Amaral, mas desistiu. Pensando bem... ...ao tornar públicas as revelações dos delatores do Petrolão, o juiz Sergio Moro fez apenas o que Dilma, Petrobras e CPI viviam pedindo.
Presidente da CPI, Vital do Rêgo disse que vai discurtir, hoje, sobre uma sessão extra do caso
O presidente da CPI mista da Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), vai reunir nesta terça-feira (14) os líderes partidários para discutir a convocação de uma sessão extraordinária da comissão ainda nesta semana. Após revelações do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa em depoimentos à Justiça na semana passada, a oposição cobra novas providências da CPI. Ambos disseram à Justiça Federal do Paraná que PT, PMDB e PP dividiam propinas de contratos da Petrobras e que parte do dinheiro foi usada na campanha eleitoral de 2010. Vital do Rêgo disse nesta segunda-feira (13) que discutirá a possibilidade de uma sessão extra para esta semana. Segundo calendário da
comissão, a próxima reunião seria apenas em 22 de outubro, quando os parlamentares colherão depoimento do atual diretor de Abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, que sucedeu Paulo Roberto Costa no cargo. “Estou voltando a Brasília nesta terça para me reunir com lideranças de todos os partidos que compõem a CPI para ver a possibilidade de convocarmos ainda esta semana uma reunião administrativa”, afirmou o senador. O presidente da CPI, porém, lembrou que, devido ao período eleitoral, a última sessão da comissão teve baixa presença de parlamentares. Na última quarta-feira (8), a comissão ouviu a ex-contadora de Alberto Youssef, Meire Poza. Vital do Rêgo foi um dos integrantes que
não compareceu. Ele disputou o governo da Paraíba, mas teve 5,22% dos votos e não chegou ao segundo turno. “Estamos no meio do segundo turno das eleições presidenciais, e a reunião de quarta-feira já teve um quórum reduzido mesmo com oitiva de uma testemunha importante, que foi a contadora do doleiro Youssef. Mas vamos tentar com os líderes marcar ainda essa semana uma reunião administrativa”, disse Vital. O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) informou que apresentará um requerimento para pedir que Youssef seja ouvido com “urgência” pela comissão.
LEMBRANÇA DIVULGAÇÃO
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PODER SEM PUDOR
Eu bebo, sim Flores da Cunha foi um dos maiores líderes políticos do Rio Grande do Sul, mesmo com a reputação de emérito boêmio, chegado ao carteado, às bebidas e às mulheres, como acusou um adversário, num comício: - Não bebo, não jogo e nem ando com mulheres de vida duvidosa! Flores da Cunha ganhou a eleição admitindo, sem medo de ser feliz: - Pois eu bebo, fumo, jogo, ando com mulheres e tenho votos.
Missa de Campos reúne políticos
PRIMEIRO
Presidenciáveis fazem debate A presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB) encontram-se nesta terça-feira (14) à noite no estúdio da TV Bandeirantes, em São Paulo, para o primeiro debate do segundo turno da eleição presidencial. Marcado para começar às 22h15, o evento será transmitido ao vivo pela emissora. O debate será dividido em cinco blocos. Os quatro primeiros serão de confronto direto entre os participantes. No último, cada um faz suas considerações finais.
Renata Campos se sentou na primeira fila, ao lado dos filhos e políticos amigos do marido
A mediação será feita pelo jornalista Ricardo Boechat. Além deste, estão programados outros três debates entre Dilma e Aécio até o dia da votação. Nenhum com perguntas feitas por jornalistas. Na quinta (16), o encontro será no estúdio do SBT, num evento que conta ainda com o UOL e a rádio Jovem Pan entre os organizadores. No domingo (19) será a vez do debate da TV Record. E na antevéspera do pleito, dia 24, o debate da TV Globo. A “Folha de S.Paulo” era
uma das responsáveis pela organização do debate com o SBT, UOL e Jovem Pan. Mas resolveu sair após a campanha de Dilma anunciar que não aceitaria a presença de jornalistas fazendo perguntas aos candidatos. Inicialmente, a campanha de Aécio também não queria. No dia 8, o tucano recuou e afirmou que aceitaria um bloco com questões de jornalistas. A mudança foi informada ao comando da campanha de Dilma, que prometeu reanalisar. A resposta final, no dia 10, foi negativa
Missa realizada na noite desta segunda-feira (13) em Brasília reuniu a família do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, políticos do PSB, partido do qual era presidente, e simpatizantes. A cerimônia foi realizada na Igreja São Miguel Arcanjo Santo Expedido, na Asa Norte, na região central da capital. Eduardo Campos morreu há dois meses, após acidente aéreo em Santos (SP). No acidente, morreram outras sete pessoas, entre assessores e a tripulação. O então candidato do PSB à Presidência participaria de
evento político na cidade do litoral de São Paulo. O incidente chocou o meio político e a repercussão da morte tomou conta do noticiário dos dias seguintes. O enterro, realizado em Recife (PE), reuniu familiares, políticos e simpatizantes. Entre os presentes, estavam a presidente Dilma Rousseff, o vice-presidente Michel Temer, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves. Na missa desta segunda, estavam presentes Renata Campos, viúva de Eduardo, os cinco filhos do ca-
sal, políticos como Beto Albuquerque, candidato a vice-presidente na chapa formada com Marina Silva, Carlos Siqueira, eleito nesta tarde presidente do PSB, e o deputado federal Júlio Delgado (MG). Renata se sentou na primeira fileira, ao lado dos filhos, e com eles cantou as músicas e participou das orações. O filho mais velho de Eduardo, João Campos, agradeceu a presença dos amigos do ex-governador de Pernambuco e afirmou que as pessoas que eram mais próximas ao pai “honrarão seu legado”.
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Vereadores garantem ‘cota’ de R$ 300 mil na LOA-2015 Parlamentares garantiram mais uma vez a possibilidade de participação na cota da LOA/2015 por meio de emendas impositivas
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cota participativa dos vereadores na Lei Orçamentária Anual (LOA) 2015, no valor de R$ 12 milhões ou R$ 300 mil para cada um dos 41 parlamentares, foi mais uma vez garantida aos vereadores, conforme ressaltou, na manhã de ontem (13), o líder do governo na Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Wilker Barreto (PHS). A possibilidade da participação dos vereadores, por meio de emendas impositivas na lei orçamentária, segundo Barreto, está contemplada no destaque apresentado pelo prefeito Arthur Neto (PSDB), que desde o ano passado, por meio de um acordo com os vereadores e em uma decisão inédita junto à Câmara, deliberou o valor destinado para emendas dos parlamentares na Lei Orçamentária 2014, em uma iniciativa da CMM. Wilker Barreto explicou que as emendas orçamentárias da cota participativa de 2014 estão sendo implementadas e que já existem negociações com vereadores para o acúmulo da cota para o orçamento de 2015, no sentido de ampliar o benefício e fazer frente à
DIVULGAÇÃO
proposta do vereador. O líder do prefeito assegurou que, por causa do ineditismo da medida, muitas cotas não puderam ser implementadas, embora exista o compromisso do prefeito e o empenho do relator do Orçamento, vereador Walfran Torres (PTC), no sentido de salvar essas emendas. Parâmetros No orçamento de 2014, como explicou o líder do prefeito, não se tinha valor parâmetro exequível para fazer obra, o que será sanado na Lei Orçamentária de 2015 e com a atuação das equipes técnicas da Prefeitura de Manaus. “Não teremos mais erro de parâmetros, de teto. O vereador vai optar pela execução da proposta ou acúmulo do valor para a execução de sua emenda”, disse. A LOA 2015, com uma receita estimada R$ 4,485 bilhões, 11,9% maior que a deste ano, no valor de R$ 4,050 bilhões, tramita na casa legislativa. TIAGO CORREA/CMM
Vereador Walfran Torres disse que cota pode ser ampliada
Participação dos vereadores, por meio de emendas impositivas na LOA, é contemplada no destaque apresentado por Arthur Neto
Valores podem ser maiores, garante relator Ontem, o relator do Orçamento, vereador Walfran Torres, não descartou a possibilidade do aumento no valor da cota participativa destinada aos vereadores. “Existe a possibilidade de acrescer, ser maior do que o do ano passado, acompanhando o proporcional (11,9%), mas vai depender de entendimento com o prefeito”, afirmou ele, ao destacar que o valor garantido em relação à cota participativa é de R$ 300 mil. De acordo com o relator, quando abrir o prazo regimental para emendas, irá reunir com
o ‘staff’ técnico dos gabinetes para os encaminhamentos. “Infelizmente os grandes problemas, que estão inviabilizando as emendas, são a técnica legislativa e emendas inviáveis. Vamos ter acompanhamento melhor da prefeitura e criar uma rubrica para atender a emenda dos vereadores”. Como garantiu Walfran Torres, a ecretaria Municipal de Finanças (Semef) tem se mobilizado para otimizar o processo, garantindo a execução das emendas. “Percebemos que precisava haver uma adequa-
ção na estrutura para viabilizar as emendas. É um processo que despendeu tempo, mas as emendas são demandas da população. Acredito que foi uma iniciativa acertada do prefeito envolvendo o Poder Legislativo municipal. Poderemos avançar mais e incluir o olhar da população na destinação dos recursos públicos”, defendeu. Emendas Quanto à quantificação de emendas executadas, Torres garantiu que estão em processo de finalização. “Temos
outra reunião hoje (13), com a Semef e Semgov (Secretaria Municipal de Governo). Algumas emendas já foram executadas, algumas sendo executadas e outras estão por executar”, afirmou. De acordo com ele, 61% das emendas foram para obras (construção, ampliação reforma de quadras). As demais para Casas de Apoio, entre as mais diversas. O vereador explicou, ainda, que das emendas a serem executadas, o vereador pode acumular os recursos para a proposta desejada.
IONE MORENO
CMM
Mobilidade Urbana gera discussão SINTIA MACIEL Equipe EM TEMPO
O vereador Wilker Barreto (PHS) reafirmou, ontem (13), em discurso na tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM), que o plano de mobilidade urbana de Manaus será implantado dentro da realidade do município. Antes do pronunciamento de Barreto, a implantação do referido plano foi abordada na tribuna da Casa, pelo vereador Professor Bibiano (PT), presidente da Comissão de Legislação Participativa (Comlep/CMM). No último dia 9, a comissão promoveu uma audiência pública, na casa legislativa, da ‘Lei de Mobilidade Urbana e inclusão social’. Nesta segunda-feira, o vereador petista voltou a cobrar a implantação do mesmo. “Não adianta fazer audiência pública se não tem dinheiro para pôr em prática o plano de mobilidade urbana da cidade. Não tem um cen-
tavo depositado nas contas de prefeitura, pelo governo federal, para auxiliar na implantação do plano”, declarou o líder do prefeito na Câmara Municipal, referindo-se ao compromisso assumido pelo governo federal em auxiliar a Prefeitura de Manaus tanto na implantação do plano de mobilidade, como em reformas necessárias na cidade – no caso o centro histórico -, por meio de recursos do PAC das Cidades Históricas. Conforme Wilker, o único município brasileiro que tem condições de bancar a implantação de um plano de mobilidade urbana sem depender do governo do Estado e do governo federal, é São Paulo, por ser autossuficiente financeiramente. “Manaus não tem capacidade financeira para resolver o problema de mobilidade urbana, como as demais cem cidades do país que estão discutindo a temática, e também precisam implantar os seus projetos de mobi-
lidade urbana”, destacou. Na ocasião, Barreto sugeriu que as discussões sobre o plano de mobilidade em Manaus sejam temporariamente suspensas, e só retomadas após o fim do segundo turno das eleições. Empréstimo O vereador Wilker Barreto também chamou a atenção em seu discurso na tribuna, para a aprovação no plenário da Câmara Municipal, no dia 20 de agosto, do Projeto de Lei (PL) nº 241/2014, de autoria do Executivo municipal, que o autorizou a contratação de um empréstimo junto ao Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), no valor de USS 100 milhões — o equivalente a mais de R$ 220 milhões — para execução do Programa de Integração, Mobilidade e Desenvolvimento da Cidade de Manaus (PIMD/Manaus). O projeto seguiu para a sanção do prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB).
Plano de Mobilidade Urbana sairá do papel à medida que os recursos forem sendo liberados
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Desafeto de Marina Silva é o novo presidente do PSB Roberto Amaral, que sai da presidência, defendia que os socialistas se aliassem à presidente Dilma Rousseff
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achado desde que definiu apoiar Aécio Neves (PSDB) no segundo turno da disputa presidencial, o PSB elegeu ontem (13) sua nova executiva nacional. Roberto Amaral, que ocupava a presidência do partido, foi substituído no cargo por Carlos Siqueira, que há anos ocupava a secretaria nacional do PSB. Amaral defendia que os socialistas se aliassem à presidente Dilma Rousseff e, em protesto, não compareceu à reunião. Às 14h30, a maioria dos dirigentes já estava presente na sede da sigla quando foram avisados de que Amaral não compareceria. As manifestações dele desde que o partido fechou apoio a Aécio irritaram as principais lideranças do partido e já há quem diga que não há “clima” para ele permanecer na legenda. Há um rumor de que Amaral, que é fundador da legenda, pode deixar o PSB nos próximos dias. A deputada Luiza Erundina, outra que reagiu criticamente ao acordo com Aé-
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cio, também não apareceu. Foi oferecido a Amaral o comando da Fundação João Mangabeira, que hoje é presidida por Carlos Siqueira, mas o ex-presidente da legenda, no entanto, recusou. Para pacificar o partido, os demais socialistas que defendiam o apoio a Dilma foram incluídos na composição da nova executiva, com exceção de Amaral e Erundina. É o caso dos senadores João Capiberibe e Lídice Da Mata, do governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, e o governador do Amapá, Camilo Capiberibe. Siqueira abandonou a campanha se desentendendo com Marina, assim que ela assumiu a candidatura após a morte de Campos. De acordo com deputado federal Beto Albuquerque, antes de a chapa ser registrada, na semana passada, Marina e Carlos Siqueira conversaram para aparar arestas. “Eles já conversaram e ele explicou a ela que suas acusações ocorreram em um clima de grande estresse”, disse o deputado.
Dissidentes têm espaço agora Siqueira é pernambucano, mas filiado ao PSB do Distrito Federal. Muito ligado a Eduardo Campos, ele foi o único nome de consenso para a formação da chapa na semana passada. Outros pernambucanos, inclusive filiados há pouco tempo, como o prefeito de Recife, Geraldo Júlio, foram alçados a cargos de direção. Além do prefeito, são do Estado de Eduardo Campos, o novo vice-presidente, o governador eleito do Estado, Paulo Câmara, e
Fernando Bezerra, ex-ministro do governo de Dilma Rousseff, que ocupará o cargo de vice-presidente de Relações Parlamentares do partido. O atual governador de Pernambuco, João Lyra Neto, será o novo vice-presidente de Relações Federativas do PSB. Entre os apoiadores de Dilma, três fazem parte da executiva: Ricardo Coutinho, novo vice-presidente de Políticas Públicas, Lídice da Mata e o governador do Amapá, Camilo Capiberibe. Carlos Siqueira, que deixou campanha de Marina Silva, foi eleito o mais novo presidente do PSB, que agora apoia Aécio Neves
DECISÃO/TSE
RESULTADOS TSE
Voto biométrico diminuiu a incidência de fraude eleitoral nas eleições do primeiro turno
Cai abstenção com voto biométrico Passado o primeiro turno das eleições, o Tribunal Regional Eleitoral começou a realizar uma avaliação do pleito. Um dos números que surpreenderam foi a queda acentuada de abstenção nos municípios que já contam com a tecnologia da biometria para fazer o reconhecimento dos eleitores. De acordo com um levantamento do órgão, enquanto nas cidades que contam com o sistema tradicional a
abstenção bateu em 16,8%, nas que tiveram leitura das impressões digitais, esse número foi de 8,9 pontos. Um dos principais motivos para o resultado foi o recadastramento obrigatório a todos os eleitores no período pré-eleitoral que trouxe um espectro mais realista dos moradores dessas localidades, principalmente relativo a mortos e pessoas que mudaram de cidade, mas não informaram essa alteração para a Justiça Eleitoral.
Pronatec sai de propaganda política O ministro Admar Gonzaga, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a retirada imediata do ar de texto publicado no site do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) que faz referência à continuidade do programa em 2015. O ministro tomou a decisão em caráter liminar, após a coligação do tucano Aécio Neves entrar com representação no tribunal direcionada à presidente e candidata do PT, Dilma Rousseff, ao vice na chapa, Michel Temer, à coligação da petista aos ministros da Educação, Henrique Paim, e
da Secretaria de Comunicação Social, Thomas Traumann, e ao secretário de Educação Profissional e Tecnologia, Aléssio Trindade de Barros. O texto menciona o futuro investimento de R$ 14 bilhões no programa até 2015 para oferecimento de oito milhões de vagas em cursos profissionalizantes. “Tenho que o enaltecimento do trabalho do governo federal, tal como veiculado na propaganda institucional do Pronatec, pelo menos em tese, amolda-se à vedação legal, por se referir ao programa deste governo”, afirmou o ministro, na decisão.
O ministro lembra que durante o período estipulado pela Justiça Eleitoral, as publicações oficiais não podem ser veiculadas com a logomarca do governo federal. A publicidade institucional é vedada desde de 5 de julho. “Pude constatar que a matéria veiculada sob o título ‘Pronatec 2014: inscrições - cadastro. Expectativas para o Pronatec 2015’, além de expor a logomarca do governo federal em vídeo, faz promessas de investimentos e exaltação do programa, além de comparálo a outro, de grande relevância social”, completou Gonzaga. DIVULGAÇÃO
O índice de abstenção é considerado um dos principais dados de avaliação do TRE. Isso porque, se o resultado foi muito alto, pode ser interpretado como um descrédito do eleitorado na política e na participação eleitoral. Em 2014, 752 mil e 26 eleitores de 186 municípios gaúchos já contaram com a votação biométrica. Com isso, o RS é o Estado que conta com o maior número de cidades com essa tecnologia no país. Tribunal Superior Eleitoral proibiu a presidente Dilma de usar o Pronatec em seu horário eleitoral
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Dilma perde mais eleitores do que Aécio Datafolha afirma que Dilma Rousseff perdeu pelo menos 6% dos votos do primeiro turno para o rival, Aécio Neves
‘Não votam de jeito nenhum’
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presidente Dilma Rousseff (PT) perdeu para o rival Aécio Neves (PSDB) parte dos eleitores que votaram nela no primeiro turno, mostra pesquisa Datafolha. O mesmo ocorre com o tucano, mas em percentual inferior ao dos votos perdidos pela petista. Segundo levantamento Datafolha concluído na quinta-feira (9), e divulgado ontem (13) se a eleição fosse nesse dia, 6% dos eleitores que afirmaram ter votado em Dilma Rousseff no primeiro turno escolheriam o tucano no segundo turno. No caso de Aécio Neves, a migração de votos para a petista seria de 2%. Dilma Rousseff terminou o primeiro turno à frente, com 43,268 milhões de votos, ou 41,59% do total dos válidos. Aécio Neves teve 34,897 milhões de votos, 33,55% dos válidos. Na última pesquisa do Datafolha, ambos aparecem em empate técnico nas intenções de voto para o segundo turno. O tucano, porém, está numericamente à frente, com 51% das intenções, contra 49% de Dilma. É a primeira vez que ele lidera nas pesquisas do instituto. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Dos que disseram ter votado em Dilma, 88% afirmaram que “com certeza” repetiriam o voto no dia 26 de outubro. Daqueles que optaram por Aécio, 91% permaneceriam fiéis. Entre os dilmistas, 3% não sabiam em quem votar no pleito final das eleições presidenciais. No caso tucano, esse percentual era de 2%. A força dos ‘migrantes’ Os votos “migrantes” surgem com mais força agora. Antes do primeiro turno, os percentuais eram bem menores. Pesquisa Datafolha finalizada em 30 de setembro mostrava que, num cenário em que os dois candidatos fossem para o segundo turno, 2% dos votos da petista iriam para o tucano, enquanto 1% dos eleitores dele migrariam para a candidatura do PT. O Datafolha dá outra informação que mostra um grande contingente que pode estar disposto a mudar de voto. Entre os aecistas de primeiro turno, 14% dizem que talvez votassem em Dilma no segundo. O percentual de dilmistas que poderiam virar aecistas é o dobro: 28%. Há empate entre aqueles que talvez mantivessem o voto no mesmo candidato: 8% para cada lado. O crescimento dos eleitores de Dilma perdidos para Aécio no segundo coincidem com o aparecimento de novas denúncias envolvendo a Petrobras.
No último Datafolha, o percentual de eleitores que disseram ter votado em Dilma, mas que não votariam de novo nela de jeito nenhum é de 3%. No caso de Aécio, essa rejeição é de 1%. Também pesa negativamente sob Dilma parte considerável daqueles que optaram por Marina Silva (PSB) na primeira fase da disputa, e que afirmam não votar na petista de jeito nenhum agora: 65%. Entre os marineiros, a rejeição a Aécio é de 18%. Dos eleitores de Marina, 66% devem optar por Aécio, e 18%,
por Dilma. Na pesquisa de 30 de setembro, 25% dos marineiros optariam pela petista caso a ex-senadora ficasse de fora do segundo turno. Como Marina recebeu 22,177 milhões de votos, terminando com 21,32% dos válidos, seus eleitores são fundamentais para decidir quem irá governar o país. A rejeição também é alta entre aqueles que votaram em branco ou nulo. Entre eles, 63% afirmaram não votar de jeito nenhum em Dilma no segundo turno. A rejeição ao tucano, nessa faixa, é de 43%.
Na TV: carta elogiosa a FHC O candidato Aécio Neves (PSDB) utilizou uma carta elogiosa da adversária Dilma Rousseff (PT) direcionada ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em 2011 no horário eleitoral da televisão de ontem (13). A petista, por sua vez, concentrou ataques a Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central no governo FHC e anunciado como futuro ministro da Fazenda em um eventual governo Aécio. “Quem fala a verdade? A Dilma que ataca para ganhar votos ou aquela que escreve uma carta e assina embaixo?”, questiona a campanha de Aécio logo depois de recitar a carta de Dilma a FHC de
2011, em homenagem aos 80 anos do ex-presidente. Na mensagem, Dilma classifica FHC como “acadêmico inovador” e diz que ele “contribuiu decisivamente para a consolidação da estabilidade econômica”. Na campanha de 2014, a gestão Fernando Henrique (1995-2002) tem sido constantemente atacada pela petista, dizendo que o modelo de governo do PSDB “quebrou o país três vezes, abafou todos os escândalos de corrupção e provocou desemprego altíssimo”. FHC também é criticado por ter dito, em entrevista ao UOL, que o “PT está fincado nos [eleitores] menos informados”.
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Aécio tem 5 armas para conquistar eleitor do NE Com baixa popularidade no Nordeste, o candidato tucano se municia de estratégias para conquistar o voto do “sertão” FOTOS DIVULGAÇÃO
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candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB) tem uma missão nesta campanha de segundo turno: conquistar o Nordeste. Na primeira rodada da eleição, o tucano obteve somente 15% dos votos na região que é o segundo maior colégio eleitoral do país. Na reta final do primeiro turno, disposto a ultrapassar Marina Silva (PSB) e conquistar uma vaga para o embate final com Dilma Rousseff (PT), Aécio focou sua campanha na Região Sudeste, especialmente nos Estados de São Paulo e Minas Gerais, os dois com o maior número de eleitores no Brasil. A estratégia deu certo. O tucano venceu em São Paulo e ultrapassou Marina em Minas, apesar de ter ficado atrás de Dilma. Foi suficiente para garantir a passagem para o segundo turno. Na rodada final desta eleição, porém, Aécio não pode se dar ao luxo de negligenciar o Nordeste. Por causa disso, o tucano tem assumido uma estratégia para conquistar corações e mentes nordestinas. Veja, abaixo, quais são as principais armas da candidatura do PSDB para aumentar sua penetração nos Estados do Nordeste.
O presidenciável Aécio Neves tem investido pesado em sua campanha pelo Nordeste onde, pelas pesquisas e mapa de votos, teve baixa adesão dos eleitores
Arsenal tucano para acertar no Nordeste » 1 - Família Campos Aécio se esforçou para obter o apoio do PSB e da família do ex-governador de PE Eduardo Campos (PSB), morto em um acidente aéreo. Campos era um dos nomes mais fortes da política nordestina dos últimos anos. Ao obter o apoio de sua família, o que aconteceu no sábado (11), Aécio ganhou o aval que queria para poder vender sua candidatura como aquela que dará continuidade ao projeto do ex-governador.
» 2 - Bolsa Família Tido como um dos maiores “cabos eleitorais” do governo Dilma na região, o programa social Bolsa Família tem recebido atenção especial de Aécio. Em mais de uma oportunidade, o tucano já reiterou que não irá, caso eleito, extinguir o programa. Pelo contrário, afirma o candidato, irá aprimorá-lo e aumentar sua abrangência. Além disso, ele tem se esforçado para descolar a marca do Bolsa Família do PT.
» 3 - Políticos locais Ciente de que seu nome e sua imagem não possuem a mesma penetração no Nordeste que têm no Sul e Sudeste, Aécio procura lastrear sua candidatura atrelando-a a lideranças políticas locais. Daí a importância do apoio da família Campos. Daí a importância do ato que reuniu mais de cem políticos a seu favor, incluindo ACM Neto (DEM-BA), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Tasso Jereissati (PSDB-CE).
» 4 - MG e Nordeste Para reforçar a ideia de que “governa para os pobres”, e que, portanto, irá governar buscando reduzir a desigualdade entre as regiões do país, o tucano tem citado números que atribui à sua administração em Minas (2003-10). Segundo ele, o Norte de Minas, o Vale do Jequitinhonha e o Vale do Mucuri, as regiões mais pobres do Estado, receberam três vezes mais recursos per capita que o resto do Estado.
» 5 - União nacional Ancorado no mesmo argumento, de que teria governado Minas priorizando a diminuição das desigualdades regionais, Aécio tem dito que é ele o candidato que poderá acabar com a distinção que existe entre Norte e Sul. De acordo com ele, Dilma e o PT têm feito uma campanha que estimula a rivalidade entre o Nordeste e o Sudeste, em um clima de “nós contra eles”, o que gera “divisões contraproducentes”.
EXPEDIENTE EDIÇÃO Isabella Siqueira de Castro e Costa e Náis Campos
REPORTAGEM Carlos Eduardo Matos, Raphael Lobato, Joelma Muniz e Assessorias
REVISÃO Gracycleide Drumond e João Alves
DIAGRAMAÇÃO Adyel Vieira, Marcelo Robert e Klinger Santiago
TRATAMENTO DE FOTOS Adriano Lima