51 ANOS DE PETELECADAS AO MESTRE COM CARINHO MASTERS OF THE UNIVERSE Pรกgina 05
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NECROMANCIA Os gregos chamavam a arte de ventriloquismo gastromancia, e estava associada às práticas divinatórias da necromancia, sendo usada para parecer que o espírito do morto estava presente para dar informações de além-túmulo. Durante a Idade Média a prática era associada à feitiçaria. O ventríloquo Edgar Bergen e seu boneco Charlie McCarthy em cena do filme Stage Door Canteen (1943)
������������ O dom de falar fazendo parecer que a voz vem de outro lugar é possível devido ao uso do estômago durante a inalação (o latim venter loquisignifica barriga falante). O ventríloquo inspira e expira devagar, pressionando com força as cordas vocais. As palavras são formadas pelo estreitamento da garganta; a boca abre-se o mínimo e a língua move-se apenas na ponta.
EXPEDIENTE Presidente Otávio Ramam Neves Diretor Execu�vo João Bosco Araújo Diretor de Redação Mário Adolfo Diretor de Criação Marcus Vinícius Design e Ilustração Josiney Encarnação Diagramação Marcelo Robert Uma criação Mário Adolfo Produções LTDA. Todos os direitos reservados
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ARTE CÊNICA O ventríloquo usa do artifício de falar, ao mesmo tempo que manipula um boneco. Por exemplo, o artista dissimula o timbre natural da própria voz e entabula um verdadeiro diálogo com a peça inanimada, o que contribui para reforçar a ilusão. GRANDES VENTRÍLOQUOS Nos Estados Unidos um grande ventríloquo, que
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o início dos anos 1990, um grupo de desenhistas abandonaram as editoras Marvel e Dc para formar um conjunto de estúdios, onde poderiam exercitar sua criatividade com mais liberdade, e sem terem os direitos autorais violados. Dentre eles o genial Todd McFarlane. A história conta a história do assassino Al Simmons que, morto em combate, faz um pacto para rever sua esposa, Wanda. Ao acordar, Simmons se vê sem memória, cinco anos após sua morte e transformado num ser horrendo, Spawn. O traço de Todd McFarlane, ao lado de seus personagens carismáticos fez a série um sucesso de vendas e público. Nas primeiras dez edições, criadores respeitados comprovaram o potencial criativo da série, como Alan Moore,
atuou no filme da Disney Fun and Fancy Free (no Brasil: “Como é bom se divertir”), foi Edgar Bergen, com seus fantoches “Charlie McCarthy” e “Mortimer Snerd”. TERRY FATOR Também tem Terry Fator, ganhador do Programa AGT ( America´s Got Talent) em que imitava grandes artistas como Ella Fitzgerald, Tony Bennette Roy Orbison.
programas televisivos chegaram a apresentar bonecos “falantes”, como o humorístico A Praça é Nossa. BONEQUEIRO Também Augusto Oliveira, conhecido por “Augusto Bonequeiro”, ganhou fama internacional, apesar de relativamente pouco conhecido no país.
SHARI LEWIS Shari Lewis, ventríloquo norte-americano e apresentador de programa infantil da TV, muito popular durante os anos sessenta com seus fantochese espetáculo de ventriloquia. BATISTA No Brasil, o ventriloquo mais famoso é Batista Júnior, que atuou na primeira metade do século XX. Alguns
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Neil Gaiman e Frank Miller. Spawn é considerado um marco na história dos quadrinhos por ter sua marca aproximada ao que acontece no mercado de quadrinhos japoneses: ligados ao mercado de brinquedos. Todd McFarlane fundou uma empresa apenas para esse fim. Inicialmente, a arte da revista era feita pelo próprio McFarlane, que depois passou o lápis para Greg Capullo, passando a fazer apenas a arte-final. Anos depois, o traço ficou sob a responsabilidade de Angel Medina e Capullo passou a desenhar apenas as capas. No ano de 1997 chegou às telonas a adaptação dele para os cinemas. Dirigido por Mark A.Z. Dippe, o filme trouxe grande expecta�va aos fãs de quadrinhos, mas, como quase todos os filmes criados na época baseado em HQ’s ou games, acabou sendo um fracasso.
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AO MESTRE COM CARINHO
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ma mensagem enviada pelo celular há duas semanas, mudou a pauta do CURUMIM. Veja se não é emocionante:“Hoje, depois de alguns anos, eu matei a saudade do CURUMIM! Chorei emocionado. (Pensei que ELE tivesse ‘acabado’). Abraços! Oscarino” Isso mesmo! Esta mensagem nos foi enviada por Oscarino Varjão, o grande ventríloquo, criador do boneco Peteleco. Da nossa parte nós também nos emocionamos muito. Por isso esquecemos a outra pauta e resolvemos editar um CURUMI todo em homenagem à genial dupla Oscarino & Peteleco. Nossos caminhos já se cruzaram muitas vezes. A primeira vez foi quando escrevi uma matéria especial – ainda no jornal A Crítica –, onde contei a trajetória de Oscarino “a Arte de Sobreviver Petelecando”. Depois,
���������������� O DIA EM QUE PETELECO DEU SHOW NO JÔ SOARES O ventríloquo Oscarino e seu irreverente boneco fizeram a plateia rir no Gordo
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o ano 2000, o ventríloquo Oscarino e seu boneco Peteleco conseguira uma façanha espetacular. Os dois foram entrevistados no programa de Jô Soares, pela Rede Globo. A indicação da dupla de ar�stas amazonenses para o Jô foi feita pelo ex-ministro da jus�ça, Bernardo Cabral que deu um toque para o apresentador. — Lá no Amazonas tem um dos melhores ventríloquos do mundo. Com o seu boneco Peteleco ele leva alegria para as crianças há 43 anos – , informou Cabral. Jô Soares passou a dica para a sua produção e lá se oram para os estúdios da Globo nossos amigos Oscarino e Peteleco. No sofá do Gordo, a dupla fez o Brasil inteiro rir. De saída, ao saber que Oscarino trabalhava com o “ peralta” Peteleco há 43 anos, comentou: — Isso é que é uma parceria longa, não
é Oscarino. — Um casamento perfeito, Jô! – respondeu o ventríloquo. Aí Jô percebeu que o som estava ruim, pois o microfone de lapela estava na gola da camisa do ventríloquo Oscarino. O Gordo chamou a produção e Peteleco, como gente grande, recebeu seu primeiro microfone de lapela (que chique). Depois Jô Soares quis saber quem fez o boneco. E Oscarino perguntou do próprio: — Quem foi que te fez? — Foi tu. droga – respondeu Peteleco arranco risadas do auditório. — Então, você me deve obediência, porque sou mais velho e foi eu que te fiz. — De jeito nenhum. — Tem que me obedecer, Peteleco. Sem não fosse eu você não exis�a. — E se não fosse eu tu já �nhas morrido de fome! (risos).
Na entrevista, Jô Soares pediu e o Peteleco cantou a marchinha “O Conselho do Peteleco” – “ Estuda criança, do Brasil és a esperança/ Eu sou teu amiguinho/ contigo ninguém dá certo/ estuda criança/ quem te aconselha é teu amigo Peteleco...” A entrevista foi um sucesso, e Oscarino com seu talento entrou para a história da TV brasileira.
dei um furo quando noticiei em primeira mão que Oscarino ia ser entrevistado no Jô Soares. Oscarino, amiguinhos, talvez seja o maior ventríloquo do mundo, porque fala sem mexer os lábios. Este é o mais difícil estilo de ventriloquismo.Por conta disso, Oscarino nos presenteou com um boneco do CURUMIM, que até hoje está lá no meu estúdio de desenho. Esse CURUMIM é para você Oscarino, que, com seu moleque Peteleco vem levando alegria às crianças Do Amazonas. Obrigado amigo. Longa vida a Oscarino e Peteleco!
Nelson Mesquita
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Querido Curumim, meu nome é Mariana e tenho 5 anos. Também tenho um irmão de 3 anos de nome Gabriel e estamos gostando muito do Curumim. Queremos saber quando vamos assistir o desenho do Curumim na televisão. Um grande beijo. E-mail enviado pelo pai Nelson Mesquita. Mário Adolfo O Curumim continua recebendo mensagens emocionantes de novos e antigos leitores. Mande você também a sua mensagem para o Curumim.
Meus queridos leitores Mariana e Gabriel, estamos muito contentes em saber que vocês curtem nosso trabalho. O CURUMIM é um jornalzinho com uma missão muito especial: levar lazer, entretenimento e cultura para nossos baixinhos da Amazônia. O sonho de vocês assistirem a um desenho do CURUMIM na TV é o mesmo nosso. Estamos trabalhando para chegar lá. Um dia Tupã nos abençoa e a gente aparece na telinha. Um cheiro da floresta e um sorvete de cupuaçu!
O desenho de hoje foi enviado por nossa leitora Júlia Menezes de 7 anos. Segundo Júlia , seu desenho representa o coração de todas as crianças do mundo: grande e colorido. Valeu, Júlia. Bem que os adultos também poderiam pensar assim, não é mesmo? Mande você também o seu desenho para o Curumim.
Davi William tem 1 aninho e também não fica atrás no quesito “lindeza”. Davi é irmão de Ana kemilly. Eita família bonita!
Ana kemilly, 2 aninhos, nos mostra que não existe limites para a fofura. Não é por acaso que sua mãe, Ana Mello, fez questão de enviar a foto da pequena para o Curumim.
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Foi no dia 15 de maio de 1957 que, aos 20 anos, Oscarino apresentou pela primeira vez o boneco Peteleco
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m meio à crise hídrica, uma das principais recomendações é reusar água para reduzir o consumo diário. Mas fazer isso não é exatamente fácil ou prá�co, ao menos quando se fala de um dos hábitos diários que mais demandam água: o banho. Mas o designer húngaro Alberto Vasquez criou uma técnica simples, que permite que até 90% da água do banho seja reaproveitada. “O Gris é resultado de um trabalho de dois anos que fiz durante minha faculdade”. Reservatórios interligados – O Gris é composto por uma plataforma an�derrapante formada por quatro reservatórios interligados que se inclinam ligeiramente para o
centro, onde entradas permitem que a água se acumule em seu interior. Cada reservatório comporta até dez litros, o mesmo que um balde comum. Quando estão cheios, a pessoa pode desconectá-los e usar a água armazenada para outros fins, como dar descarga ou fazer a limpeza da casa. Assim, o uso do sistema Gris permi�ria reu�lizar quase toda a água usada no banho. Desde que apresentou o Gris no ano passado, o designer já ganhou dois dos prêmios internacionais, o iF Design Award e o A’Design Award, além de ter sido premiado pelo governo húngaro. O protó�po do equipamento já foi criado e agora há a intenção de produzi-lo em larga escala, sendo comercializado a preços entre U$ 20 e U$ 40. Segundo Vasquez, a intenção é baratear os custos ao máximo para que o Gris esteja acessível a qualquer pessoa.
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té parece que foi ontem, mas a dupla Oscarino & Peteleco já está na estrada há 51 anos. O irreverente negrinho Peteleco é o instrumento de trabalho do ventríloquo Oscarino Varjão, amazonense que nasceu de família pobre no Paraná do Xiborena, localidade próxima ao Encontro das Águas. Para os amiguinhos que não sabem, ventriloquismo é um dom da mãe natureza que já nasce com a pessoa. É a arte de falar sem mexer a boca, mudando a voz de tal forma que chega a parecer que ela vem de outra fonte. No caso de Oscarino, é o ar�sta quem fala, mas a voz parece sair do boneco Peteleco, que mexe a beiçola vermelha e arranca gargalhadas de crianças e adultos com a sua irreverência. Foi Vovô Branco”, o saudoso Américo Alvarez um homem que dedicou toda a sua vida a diver�r as crianças – que descobriu o “fenômeno” Oscarino. Naquela época, com 13 anos, Oscarino Farias Varjão veio estudar em Manaus. Nas horas vagas reunia os meninos de rua e começa a falar sem mexer a boca. E o pior é que “nem sabia o que era aquilo”. Um dia resolveu mostrar isso para o Vovô Branco, que franziu a testa e disparou. — Menino, você é um ventríloquo! — Era o ano de 1957, para ser mais preciso, dia 15 de maio,
quando Oscarino, então com 20 anos, apresentou pela primeira vez o boneco Peteleco. Um negrinho irreverente que conversa com o seu “mestre” e sempre leva o assunto para o terreno da galhofa. PETELECADA Naquele ano, Oscarino estava decidido a assumir seu talento e tentar ganhar dinheiro com o dom de ventríloquo. O “palco” de estreia foi a rua Marquês de Santa Cruz, centro de Manaus. — Atenção senhoras e senhores, vai começar a petelecada! – anunciou Oscarino. Segundo ele, o termo “petelecada” É uma mistura de Peteleco com piada. E aí começou sua vida ar�s�ca, chegando ao topo do sucesso
quando apresentou um programa na ex�nta “TV Ajuricaba”, que iniciou suas a�vidades em 1967. A dupla �nha um espaço no programa “Cirandinha na TV”, apresentado por Maria do Céu. Logo em seguida foi para a TV Amazonas, onde apresentou o “Clube do Peteleco”. Hoje, depois de divertir várias gerações, Oscarino sobrevive de suas “petelecadas”. Pode até não ser um homem realizado financeiramente, mas, por certo, é muito feliz. Afinal, existe algum artista amazonense mais querido pelas crianças do que Oscarino? E qual o adulto de hoje que não recorda, com uma ponta de saudade, os bons tempos de menino e os inesquecíveis shows de Oscarino e Peteleco?
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CURUMIM NA HISTORIA “A.E.I. ÓPERA” NA BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO No ano de 2000, a convite do secretário de estado da Cultura, Robério Braga, o jornalista e cartunista Mário Adolfo foi convidado para fazer a história da Ópera em quadrinhos, contada pela turma do Curumim, como parte da programação do Festival Amazonas de Ópera. Mário criou a revistinha “A.E.I. Ópera”. O trabalho ficou tão interessante, que o secretário resolveu lança na Bienal Internacional do Livro, realizada no Rio de Janeiro s. Mário. A fila formada em frente ao stand do Amazonas foi tão grade que Robério autorizou que a revistinha fosse distribuída de graça. Mário Adolfo autografou 410 livros e pediu para parar. E mais uma vez o indiozinho Curumim fez sucesso.