MARCHINHAS DEIXAM QUADRINHOS DO CURUMIM ENA FOLIA MAIS DIVERTIDA TRAM NO CLIMA DE CARNAVAL
LAMARTINE BABO, O REI DO CARNAVAL
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LAMARTINE BABO
CURIOSIDADES Telegrafista E aconteceu também o caso dos correios: Lalá foi enviar um telegrama. O telegrafista bateu então o lápis na mesa em morse para seu colega: “Magro, feio e de voz fina”. Lalá tirou o seu lápis e bateu: “Magro, feio, de voz fina e ex-telegrafista”.
O maior compositor de marchinhas de carnaval era um cara muito engraçado. Uma das pessoas mais bem humoradas e divertidas de sua época, não perdendo uma chance de um trocadilho ou de uma piada. Em uma entrevista afirmou “Eu me achava um colosso. Mas um dia, olhando-me no espelho, vi que não tenho colo, só tenho osso”.
EXPEDIENTE Presidente Otávio Ramam Neves Diretor Executivo João Bosco Araújo Diretor de Redação Mário Adolfo Diretor de Criação Marcus Vinícius Design e Ilustração Josiney Encarnação Diagramação Marcelo Robert Uma criação Mário Adolfo Produções LTDA. Todos os direitos reservados
HELLBOY
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ellboy foi criado em 1993 pelo desenhista e roteirista Mike Mignola. Sua primeira história foi publicada na revista San Diego Comic-Con Comics no 2, publicada pela editora Dark Horse; a revista que leva seu nome, Hellboy, foi publicada pela primeira vez em 1994, e ganhou um spinoff, BPRD em 2002. Hellboy foi o primeiro personagem criado por Mignola, que antes disso só havia trabalhado para a Marvel, como colorista do Demolidor e ilustrador de capas de várias edições, e para a DC, onde desenhou capas de várias minisséries. Hellboy é o resultado de um pacto entre uma mulher e um demônio. Na Segunda Guerra Mundial, um grupo de cientistas liderados por Rasputin ten-
Faleceu em 16 de Junho do mesmo ano, no Rio de Janeiro.
Fã apaixonada Certa vez, recebeu de Boa Esperança, MG, uma carta apaixonada de uma certa Nair Pimenta de Oliveira, pedindo fotografias para um álbum de recordações. Lalá mandou as fotos e se correspondeu por Fora do Tom um ano com a fã apaixonada, Não perdeu o humor nem até que esta interrompeu as no final da vida. Em 63, um cartas porque ia se casar. repórter que fora ao Copacabana para entrevistar CarFã apaixonada 2 los Machado, aproveitou Convidado, tempos depois, para que Lamartine estava lá para ir à Boa Esperança por um dentitambém fazer uma entrevis- sta, Lalá se apressa para conhecer ta. Lalá perguntou se a re- Nair - surpresa, não existia nenhuportagem sairia naquele dia, ma Nair, quem lhe escrevia era o e o repórter disse que não, próprio dentista, que colecionava naquele dia seria exibida uma fotos de celebridades, e viu essa entrevista com Tom Jobim, forma como a única de conseguir o que chegara dos Estados Uni- queria. Lamartine, então compôs dos. Lalá: “Ah! Quer dizer que uma de suas mais belas canções agora estou um tom abaixo?”. “Serra da Boa Esperança”.
G I B I T E CA A tou ajudar o Führer contra os Aliados através de magia negra, e acabaram trazendo Hellboy para a Terra, na forma de um “garoto demônio” com uma grande manopla de ferro na mão direita. O garoto terminou sob os cuidados do cientista inglês Trevor Buttenholm, que o educou. Apesar de ser um demônio, Hellboy não segue o estereótipo de sua raça: ele tem bom coração, está sempre disposto a ajudar, é leal a seus amigos, e talvez seu único defeito seja um mau humor constante. Após dez anos vivendo aventuras nos quadrinhos, Hellboy chegou ao cinema pelas mãos do diretor Guillermo del Toro. A produção não fica devendo nada aos filmes de super-heróis mais famosos, embora não seja tão grandioso nem tão badalado.
4 Márcia Costa Olá, Curumim. Quando eu tinha 10 anos minha família precisou se mudar para o Rio de janeiro. Na época, além dos meu amigos, uma das coisas que eu mais sentia falta era o Curumim. Hoje, já casada, tive oportunidade de voltar para Manaus e para a minha felicidade me deparei novamente com o meu querido indiozinho. Em breve serei mamãe de mais um leitor do Curumim. Muito obrigada e parabéns. Mário Adolfo O Curumim continua recebendo mensagens emocionantes de novos e antigos leitores. Mande você também a sua mensagem para o Curumim.
Minha querida Márcia, poucas cartas me emocionaram tanto quanto a sua. Confesso, sem nenhuma vergonha ou constrangimento que li seu e-mail com os olhos cheios de lágrimas. Já estudei fora, longe de casa, dos amigos e da família. A saudade é tão grande que chega a doer. Suas palavras, ditas com tanta sensibilidade e pureza de alma, revelam a missão do Curumim de levar informação, um pouco de cultura, divertimento e... sentimentos. E foi isso que você fez, transbordar sentimentos. A gente faz o Curumim com o coração, alma e cérebro. Vamos continuar nos esforçando para que o Curuminzinho que está chegando também tenha, em breve, um jornalzinho bonito e inteligente em suas mão. Feito só para ele. Obrigado e um cheiro da floresta!
Ada Beatriz desenhou o jardim de sua vó Ziza e compartilhou sua arte com o Curumim. Adinha, adoramos o seu desenho, principalmente a Sarah Patel que tem uma quedinha por flores. Um beijo. Mande você também o seu desenho para o Curumim.
Com apenas 7 anos, Maria Fernanda Vazquez Pinheiro já mostra que tem talento para os esportes e o que não falta é incentive dos pais Ricardo e Fernanda Pinheiro. Continue treinando para representar o Amazonas, Fernandinha.
Antony kalebe tem 6 anos e adora o curumim. Segundo sua mãe ele é o príncipe da casa e orgulho dos avós Almir Nogueira e Lúcia Garcia. Mande as fotos da sua curuminzada para:
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INPA RECEBE FILHOTE RECÉM-NASCIDO DE
PEIXE-BOI
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m filhote de peixe-boida-amazônia (Trichecus inunguis), provavelmente recém-nascido, foi resgatado no sábado, na boca do igarapé Matupiri, um afluente do Rio Madeira, em Manicoré (AM), a 390 Km de Manaus. Ele estava enrolado em uma rede de pesca e foi encontrado por pescadores, pela manhã. Foi entregue à Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Manicoré e ao Instituto Chico Mendes. À tarde, acompanhado pelo gestor da Reserva Extrativista do Lago Capanã Grande, Davi Araújo de França, ele viajou de avião até a capital do estado, onde foi entregue aos cuidados da Associação Amigos do Peixe-Boi da Amazônia (Ampa) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia. Em média, por ano, o Inpa recebe entre 7 e 8 animais. Geralmente são filhotes que se separaram ou tiveram as mães mortas por pescadores. O pequeno peixe-boi está bem de saúde, segundo a avaliação feita no Inpa, mas bastante estressado. Ele recebeu um leite especial, sem lactose, e foi colocado em um tanque. Ainda esta semana, os pesquisadores vão colocá-lo junto com uma fêmea mais velha, na esperança de quê ela adote o filhote.
“E
O CARNAVAL
u vou/ eu vou/ relato. Muito antes de os pra mata do sambas-enredo e os trios Xingu/ índio, elétricos baianos se tormora de gra- narem as estrelas dessa ça/ índio come caça/ índio festa, eram as marchinhas anda nu!...” vinha cantan- que alegravam os foliões. do o CURUMIM no terrei- O gênero foi criado a parro de sua aldeia. tir da cadência da marcha Sarah Patel, curiosa como o portuguesa. O ritmo ficou que, foi logo perguntando: ainda mais animado com — Que tipo de música é os instrumentos de sopro essa Curumim? inspirados nas bandas de — Ah, tartaruguinha, jazz americanas, como saisso é uma marchinha de xofone e trompete. carnaval. A primeira música re— Mas é um ritual inconhecida como marcha dígena|? de carnaval foi “Abre — Não, sua boba, Alas”, composta é um tipo de múpela pianista e resica que anima gente Chiquinha uma festa Gonzaga, em dos brancos 1889, para o chamada cordão carcarnaval. navalesco Já fui Rosa de em MaOuro. naus e O auge adod a s rei vê m a r tanta chinhas gente acontena rua ceu anos brincando depois, enfeliz e cantre as décatando! das de 1920 e Sarah Pa1960, mas isso tel pediu para não quer dizer que o Curumim que as músicas CHIQUINHA GONZAGA explicasse meforam esquecidas lhor esse gênero com o tempo. Os de música. sucessos de um ano eram — Conheço samba, toada repetidos nos próximos de boi, forró...mas marchinha carnavais e até hoje embanão sei. Conta aí, indiozinho! lam várias festas pelo país. — A marcha de carnaval, — Em Manaus, existe Sahrinha, também conhe- uma banda que só toca Marcida como “marchinha”, é chinhas, a Banda Indepenum gênero de música po- dente da Confraria do Aranpular que surgiu no car- do (BICA). É muito animada! naval dos brasileiros dos Ele explicou também anos 20 aos anos 60 do que as marchinhas já foséculo XX, altura em que ram conhecidas como as começou a ser substitu- caricaturas da sociedade ída pelo samba enredo. brasileira: as letras são maO Curumim continua seu liciosas e divertidas, têm
LAMARTINE BABO
um humor escrachado e retratam os costumes e a história do país no século passado. O politicamente correto - não tem espaço, não existe tema proibido, as frases de duplo sentido são bem–vindas e qualquer tema sério se transforma em uma grande brincadeira. Entre compositores que se destacaram estão Braguinha, Lamartine Babo, João Roberto Kelly, Roberto Roberti, Manoel Ferreira, Ruth Amaral, Haroldo Lobo e muitos outros.
BRAGUINHA
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ara tentar conter a inflação, o Brasil criou muitos pacotes econômicos. Inflação, amiguinhos, Inflação, curumins, é o aumento persistente e generalizado no valor dos preços. Quando a inflação chega a zero dizemos que houve uma estabilidade nos preços. Um desses pacotes no governo José Sarney, em janeiro de 1989, cortou os três zeros do nosso dinheiro, para tentar zerar a inflação. Foi por isso que no quadrinho daquele ano, em pleno Carnaval, nossa atrevida tartaruguinha Sarah Patel saiu com a fantasia “ Mulher nota 1” . Se não tivesse caído os três zeros ela seria mulher nota 1.000. Muito criativa essa tartaruga questionadora. JANEIRO DE 1989