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CURIOSIDADES
O CARNAVAL CURIOSIDADES DO CARNAVAL O sapateiro português José Nogueira de Azevedo Prates, o Zé Pereira, saiu pelas ruas tocando bumbo em 1848. Pessoas foram se juntando a ele e deram origem aos blocos de rua. O desfile de blocos de rua durante o Carnaval carioca foi autorizado apenas em 1889.
base em quesitos como robustez, desembaraço, sociabilidade, facilidade de expressão, simpatia e espírito carnavalesco. DESFILES DE FANTASIA Inspirados nos bailes de máscara do Carnaval de Veneza, os desfiles de fantasia do Teatro Municipal do Rio de Janeiro começaram em 1937. Clóvis Bornay foi o vencedor do primeiro concurso com a fantasia Príncipe Hindu. O concurso durou até 1972.
PRIMEIRA GRITO DE CARNAVAL O primeiro baile carnavalesco do Brasil ocorreu no Largo do Rocio, no Rio de Janeiro (RJ), em 1840. TIA CIATA Foi uma iniciativa de uma atriz italFoi na Rua Visconde de Itaúna, iana que queria reproduzir o Car- próximo a Praça Onze, que nasnaval de Veneza. ceu o samba. Uma roda de amigos improvisava versos na casa REI MOMO de uma das moradoras do morO primeiro Rei Momo foi instituí- ro, a tia Ciata (Hilária Batista de do pelo jornal carioca A Noite, em Almeida). 1933. O eleito foi o músico Silvio Caldas, que, por sinal, era magérSAMBA rimo. Atualmente, um comitê O nome samba vem de uma escolhe o monarca da folia com língua africana chamada ban-
EXPEDIENTE Presidente Otávio Ramam Neves Diretor Executivo João Bosco Araújo Diretor de Redação Mário Adolfo Diretor de Criação Marcus Vinícius Design e Ilustração Josiney Encarnação Diagramação Marcelo Robert Uma criação Mário Adolfo Produções LTDA. Todos os direitos reservados
BRUCUTU
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riado por: V. T. Hamlin, Brucutu apareceu pela primeira vez nos jornais americanos, em 5 de dezembro de 1932, sob forma de tira diária (em preto e branco) lançada por um pequeno distribuidor (“syndicate”), o Bonnet-Brown. Considerado uma espécie de Popeye pré-histórico, Brucutu é o forte habitante do reino de Mu (no original, Moo) que vive com seu dinossauro de estimação, Dinny. Carrega sempre um martelo de pedra e veste apenas um calção de pele, preferindo lutar contra os ferozes dinossauros da selva do que conviver com seus compatriotas. Apesar do ambiente pré-histórico, o alvo das tiras era a sátira da vida suburbana. As primeiras Histórias eram centradas nas aventuras de Brucutu e
to, falada em Angola. Há duas versões para sua origem: ou ele deriva do termo semba (bater umbigo com umbigo), devido uma dança de escravos chamada umbigada; ou é uma junção de sam (pagar) e de ba (receber).
MESTRE SALA E PORTA BANDEIRA O mestre-sala e a porta-bandeira são remanescentes dos antigos ranchos, grupos anteriores à escola de samba. Essa tradição chegou a São Paulo no ano de 1935.
G I B I T E CA seu amigo troglodita, Foozy e a namorada Ulla, o Rei de Mu, Gus, a Rainha Umpateedle e cidadãos diversos. Em 1971, quando Hamlin aposentou-se, seu assistente Dave Graue assumiu a publicação. Sua última estória apareceu a 1 de abril de 1973, um domingo. As tiras diárias (em preto-e-branco) de Brucutu foram publicadas também em jornais brasileiros, como “O Globo” (nos anos 70). No México, curiosamente o personagem é chamado de “Trucutú” (na editora Novaro). Para se ter uma idéia da importância de “Brucutu”, foi esse personagem que ajudou o “Gibi” de Roberto Marinho a se tornar um dos grandes sucessos da época
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CARNAVAL DOS BAIXINHOS!
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riança brinca carnaval? Brinca sim senhor, mas não é só pegar o curumim, colocar uma fantasia e soltar o moleque na folia. Nada disso, são necessários alguns cuidados. E o principal deles é que o responsável não arrede o pé de perto do pequeno folião. Carnaval está na alma do povo brasileiro, conhecido mundialmente por sua simpatia e bom humor. É muito importante manter essa tradição típica do nosso povo, transmitindo a cultura para nossas crianças e estimulando-as a participar desta grande oportunidade de brincar, socializar e descontrair. Por exemplo, bebês não devem frequentar festas de carnaval, pois podem se excitar excessivamente e de noite ter insônia, pesadelos. Já os mais crescidinhos devem chegar à festa com uma pulseira de identificação, onde conste o seu nome completo e o do responsável que esteja presente no local, além do número do telefone celular do adulto. Este procedimento simples dará mais liberdade para o seu filho e mais tranquilidade para você. Geralmente, o local da folia – seja o
REPÓRTER CURUMIM “ABRE ALAS” FOI A PRIMEIRA MARCHNHA DE CARNAVAL
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hiquinha Gonzaga compôs a marchinha em 1899 para o cordão carnavalesco Rosa de Ouro, do bairro do Andaraí, no Rio de Janeiro.Chiquinha Gonzaga (1847-1935) foi compositora, pianista e regente brasileira. Primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil. A “Deixa Falar” foi a primeira escola e samba do Brasil. Ela foi fundada em 18 de agosto de 1928, na cidade do Rio de Janeiro, por Nilton Basto, Ismael Silva, Silvio Fernandes, Oswaldo Vasques, Edgar, Julinho, Aurélio, entre outros. As cores oficiais desta escola de samba eram o vermelho e branco e sua estreia no carnaval carioca ocorreu no ano seguinte a sua fundação. O termo “escola de samba” foi usado, pois na rua Estácio, onde aconteciam os ensaios, havia uma Escola Normal. A escola de samba Deixa Falar funcionava ao lado desta Escola Normal.
CANTE A MARCHINHA: Abre Alas - Chiquinha Gonzaga Ó abre alas que eu quero passar Ó abre alas que eu quero passar Eu sou da lira não posso negar Eu sou da lira não posso negar Ó abre alas que eu quero passar Ó abre alas que eu quero passar Rosa de ouro é que vai ganhar Rosa de ouro é que vai ganhar
salão ou a praça – é quente, devido ao acúmulo de gente. Por isso o risco de desidratação é grande. Então, esqueça aquela fantasia pesada, que cobre todo o corpo do baixinho. Nada de fantasias de urso, gorila, astronauta, porta- bandeira... Escolha, então, roupas ou fantasias leves, de cores claras, folgadas no corpo e que permitam a circulação do ar. Oferecer água para a criança e sucos naturais durante a festa também é importante. Calce no pimpolho tênis que não apertem os pés, pois a criança terá muito mais segurança para correr e pular, além de ser muito mais confortável. Evite também que as fantasias sejam acompanhadas de brinquedos, como armas (revólveres, espadas, etc.), que além de servirem como apologias da violência, podem provocar acidentes. Dito isso, caia na folia! Um cheiro da floresta!
4 Fabíola Marinheiro Oi, curumim! Obrigada por publicar a foto da minha filha Jully. Eu e a minha família ficamos muito alegres. Há muito tempo que acompanhamos o jornal e meus filhos gostam muito, inclusive quando eu era criança meu pai também mandava minhas fotos e agora sou eu! Parabéns pelo jornal de excelência e entretenimento para nossas crianças, tenho certeza que e feito com muito carinho e amor! O Curumim continua recebendo mensagens emocionantes de novos e antigos leitores. Mande você também a sua mensagem para o Curumim.
Mário Adolfo Não tenha dúvidas, Fabíola, amor é o que não falta aqui na nossa floresta. E quando a gente publica uma foto linda, assim como a da Jully, esse amor se propaga no ar, pois temos a certeza de estar fazendo uma criança feliz. Além dela, seus pais, irmãos, avós, tias, vizinhos e amiguinhos. Então, manda mais foto e continue lendo o Curumim. Um jornal para crianças de 08 a 80 anos! Um abraço no seu pai que teve a ideia inteligente de passar o jornalzinho para você.
Enrique Romão nos enviou esse lindo desenho e mandou avisar que esses são os cavalos que vivem no sítio da família. Além de arrebentar no traço, Enrique disse que quer ser vaqueiro quando crescer. Vamos ficar de olho no garoto. Mande você também o seu desenho para o Curumim.
Além de muito linda, Yasmin Sousa Braga de 3 anos, é super inteligente. Ela já sabe ja sabe todo o alfabeto e consegue contar de 1 a 30. Parabéns, Yasmin.
O garotão Fernando Samuel Matos de Aquino, 6 anos, é mais um jovem leitor do Curumim. Segundo o seu pai, Fernandinho é muito inteligente e não larga o jornalzinho. Mande as fotos da sua curuminzada para:
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O CARNAVAL
Curumim estava arrumando sua bolsa feita com fibras de casca de árvore, quando a indiazinha Murupí chegou. — Vai pra onde, indiozinho? Depois de arrumar um saco de tucumã na bolsa e um pouco de farinha, Curumim respondeu: — Pra Manaus. — Fazer o quê? Perguntou, curiosa, Murupí. — Vou ver o desfile de carnaval, que é uma festa animada e gostosa de ser ver. — Ah, já vi na televisão. Mas o que é mesmo o carnaval, hein Curumim? — É uma festa popular que os brancos realizam quase sempre em fevereiro, Vou te explicar direitinho. Preste atenção: O Carnaval, minha querida Murupí, nasceu na Europa há cerca de 400 anos. Naquela época a Igreja pensava que os 40 dias antes da páscoa deveriam servir apenas para rezar. Nem pensar em com-
er carne! E então, para descontar esse tempão sem poder festejar, o povo criou uma grande festa com muita bebida, comida, música e dança, que sempre acontecia sete domingos antes da Páscoa. Foi aí que começou o “Carnevale”, que em Latim significa “Adeus à Carne”. NO BRASIL O Carnaval chegou aqui no Brasil junto com os Portugueses e naquela época as pessoas comemoravam jogando água, lixo, farinha de trigo e até lama uns nos outros! Já pensou que confusão? Foi só no século 20 que a festa ficou mais elegante, com bailes de máscaras, fantasias e as famosas marchinhas de carnaval, como essa aqui, composta por Chiquinha Gonzaga: Hoje em dia, o Brasil comemora o carnaval de várias formas diferentes. Tem os blocos nos quais os foliões seguem um trio elétrico e tem também os desfiles das escolas de samba. Essa festa brasileira é muito famosa, a do Rio de Janei-
ro, por exemplo, é considerada o maior Carnaval do mundo! Foi no final do século XIX que começam a aparecer os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos “corsos”. Nos Corsos, as pessoas se fantasiavam, decoravam seus carros e, em grupos, desfilavam pelas ruas das cidades. Está ai a origem dos carros alegóricos, típicos das escolas de samba atuais. No século XX, o carnaval foi crescendo e tornando-se cada vez mais uma festa popular. Esse crescimento ocorreu com a ajuda das marchinhas carnavalescas. As músicas deixavam o carnaval cada vez mais animado. A primeira escola de samba surgiu no Rio de Janeiro e chamava-se Deixa Falar. Foi criada pelo sambista carioca chamado Ismael Silva. Anos mais tarde a Deixa Falar transformou-se na escola de samba Estácio de Sá. A partir dai o carnaval de rua começa a ganhar um novo formato. Começam a surgir
novas escolas de samba no Rio de Janeiro e em São Paulo. Organizadas em Ligas de Escolas de Samba, começam os primeiros campeonatos para verificar qual escola de samba era mais bonita e animada. BONECOS GIGANTES EM RECIFE O carnaval de rua manteve suas tradições originais na região Nordeste do Brasil. Em cidades como Recife e Olinda, as pessoas saem as ruas durante o carnaval no ritmo do frevo e do maracatu. Os desfiles de bonecos gigantes, em Recife, são uma das principais atrações desta cidade durante o carnaval. Na cidade de Salvador, existem os trios elétricos, embalados por músicas dançantes de cantores e grupos típicos da região. Na cidade destacam-se também os blocos negros como o Olodum e o Ileyaê, além dos blocos de rua e do Afoxé Filhos de Gandhi.
270 MIL TONELADAS DE PLÁSTICO POLUEM OS OCEANOS
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uase 270.000 toneladas de plástico estão flutuando nos oceanos, estimou um estudo do Instituto Five Gyres. Esse tipo de poluição por microplásticos (fibras e fragmentos de plástico) é encontrada em concentrações variadas nos oceanos, mas dados da quantidade global desse material são escassos. Para estimar o total de plástico flutuando nas águas e seu peso, cientistas de seis países contribuíram com dados de 24 expedições que ocorreram de 2007 a 2013, abrangendo os cinco giros subtropicais (grandes sistemas de correntes marinhas rotativas no oceano), a costa da Austrália, o Mar Mediterrâneo e o Golfo de Bengala.
Plástico nos oceanos: pesquisa gera nova estimativa
Com base nos dados e no modelo, os autores do estudo calculam que existem pelo menos 5,25 trilhões de partículas de plástico, pesando cerca de 269.000 toneladas, nos oceanos. Plásticos maiores são abundantes das regiões costeiras, enquanto os pedaços menores estão presentes
nas regiões mais remotas. A ingestão de plástico por um peixe, por exemplo, pode causar danos no fígado do animal. As partículas também servem de abrigo para bactérias e algas. Elas são transportadas para outras regiões do oceano, onde podem prejudicar o ambiente local.
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O HISTÓRICO CONCURSO DO E.T. O EXTRATERRESTRE
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m julho de 1983, o filme de Steven Spielberg, E.T o Extraterrestre, “bombava” nos cinema do mundo inteiro. Quem via o filme saia do cinema olhando para o céu, na esperança de ver uma nave espacial. Para entrar na onda, o Curumim fez uma parceria com o empresário de cinema e radialista Joaquim Marinho para sortear três bonequinhos do E.T, que inclusive acendia a luz vermelha no peito e no na ponta do dedo indicador. À época, Marinho era o donos dos maiores cinemas de Manaus – Cines Chaplin, Oscarito, Carmen Miranda e Grande Otelo. Para a participar, a criança desenhava o E.T e enviava para o jornal. A promoção foi um sucesso e a escolha dos vencedores foi feita pelos jornalista Flávio Seabra, Jorge Estevão (nosso primeiro diagramador), José Veriíssimo, Sebastião Reis, Altair Rodrigues (Capitari), Antônio Mendes, Gabriel Andrade. Infelizmente, dessa redação histórica já nos deixaram Capitari, Sebastião Reis e, por último, Jorge Estevão, nosso grandes amigos. JULHO DE 1983